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January 20, 4:25 PM
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Circulação transnacional de saberes e objetos moldou a educação no Brasil : Revista Pesquisa Fapesp

Circulação transnacional de saberes e objetos moldou a educação no Brasil : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
Estudos investigam o fluxo de ideias pedagógicas entre o país e outras nações a partir do século XIX
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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June 5, 6:04 PM
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'Os professores vão odiar isso': Como os aplicativos de mídia social viciaram os adolescentes na escola

'Os professores vão odiar isso': Como os aplicativos de mídia social viciaram os adolescentes na escola | Inovação Educacional | Scoop.it
O Snapchat enviava alertas para celulares de adolescentes durante o horário escolar, incentivando-os a compartilhar o que estava acontecendo em suas salas de aula.

A Meta pagou a " embaixadores adolescentes " para promover o Instagram e distribuir brindes aos seus amigos na escola.

O TikTok doou milhões de dólares para a Associação Nacional de Pais e Mestres (PTA) , em parte para promover eventos escolares sobre segurança online e fornecer comentários favoráveis ​​a jornalistas.

Repetidamente, as principais empresas de redes sociais do mundo têm como alvo os estudantes, mesmo com o aumento das queixas de que estão prejudicando a saúde mental e o desempenho acadêmico dos adolescentes, de acordo com uma análise de documentos internos feita pelo New York Times que revela, pela primeira vez, essas táticas para atrair jovens usuários.

Os documentos surgiram de processos judiciais movidos por mais de 1.400 distritos escolares contra Meta, Snap, TikTok e YouTube, em meio a uma crescente reação negativa contra as redes sociais, com movimentos de pais e livros de grande sucesso culpando as plataformas pela solidão, bullying, distúrbios alimentares e exploração sexual.

A indignação, que por muito tempo se concentrou nos malefícios das redes sociais para a saúde mental, agora se voltou para o impacto que elas têm na sala de aula. Muitos distritos escolares estão proibindo smartphones e alguns estão reavaliando sua dependência de dispositivos como os Chromebooks , os laptops baratos fabricados pela Google, empresa controladora do YouTube.

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A mockup from a Snap document disclosed in court. Snapchat sent alerts to students urging them to post from school.Crédito...U.S. District Court for the Northern District of California
Segundo documentos e entrevistas com dezenas de pais, professores e ex-funcionários de empresas de tecnologia, a pressão das empresas para manter as crianças vidradas nas telas ofuscou as preocupações de pais, professores e até mesmo de suas próprias equipes de segurança e confiança sobre a interferência no ambiente escolar.

Os líderes do TikTok decidiram não desativar as notificações durante o horário escolar, rejeitando uma mudança que suas equipes de segurança vinham defendendo há anos. Um documento de estratégia do Snapchat se referia ao uso de celulares em sala de aula como " tempo escondido embaixo da carteira ". Os gerentes do Google sabiam que o YouTube recomendava vídeos aos alunos durante o período escolar que não tinham relação alguma com as aulas.

Os distritos escolares argumentam que o design viciante dos aplicativos dificultava o trabalho dos professores. "É uma tentação constante para essas crianças estarem em uma plataforma que promete entretenimento infinito e variado, em vez de se concentrarem no que deveriam estar fazendo na escola", disse Previn Warren, um dos principais advogados das escolas.

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As empresas argumentam que a pandemia de Covid e outros fatores prejudicaram a saúde mental dos adolescentes e que pais, escolas e fabricantes de celulares são responsáveis ​​pelos hábitos dos jovens em relação aos seus aparelhos. Elas também afirmam que tornaram suas plataformas mais seguras com recursos de controle parental e restrições de contas para menores.

As quatro empresas chegaram recentemente a um acordo com o Distrito Escolar do Condado de Breathitt, um pequeno distrito rural do Kentucky que serviu como caso-teste para o litígio em todo o país. O distrito, que tem cerca de 1.500 alunos, buscava US$ 3 milhões em indenização e cerca de US$ 60 milhões que planejava investir em um plano de longo prazo para educação e saúde mental. As empresas concordaram em pagar US$ 27 milhões ao Condado de Breathitt: US$ 9 milhões da Meta, US$ 8 milhões cada da Snap e do TikTok e US$ 2 milhões do Google, de acordo com documentos divulgados na sexta-feira e noticiados inicialmente pela Bloomberg .

Embora seja difícil prever como o litígio em curso poderá afetar as salas de aula, ele representa um risco financeiro substancial para as empresas, podendo custar bilhões de dólares, afirmou Alexandra Lahav, professora de direito civil da Faculdade de Direito de Cornell. Ela observou que as empresas também enfrentam uma série de ações judiciais movidas por famílias e procuradores-gerais estaduais.

Breathitt foi o primeiro de seis casos considerados emblemáticos, cujos resultados provavelmente orientarão os demais. O próximo demandante na fila para julgamento, o Distrito Escolar Unificado de Tucson, no Arizona, que tem cerca de 40.000 alunos, está buscando uma indenização superior a US$ 1 bilhão.

“São processos judiciais enormes, gigantescos”, disse a Sra. Lahav.

Conquistando os Adolescentes
Nos primórdios das redes sociais, antes que o setor fosse alvo de críticas públicas severas, alguns líderes de empresas foram francos sobre sua busca por adolescentes — um grupo demográfico chave que, eles sabiam, poderia impulsionar o próximo aplicativo de sucesso e gerar usuários para a vida toda.

Em 2012, alguns meses após o lançamento do Snapchat, seu cofundador, Evan Spiegel, então com 21 anos, escreveu uma postagem em seu blog sobre o feedback que havia recebido de alguns dos primeiros usuários do aplicativo.

“Ficamos muito satisfeitos ao saber que a maioria deles eram alunos do ensino médio que estavam usando o Snapchat como uma nova forma de trocar recados em sala de aula”, escreveu o Sr. Spiegel, indicando que os “picos de atividade” ocorreram durante o horário escolar.

A Meta também tentou promover sua marca nas escolas, desesperada para impedir que os jovens usuários abandonassem seus principais aplicativos, Facebook e Instagram, em favor da concorrência.

“Conquistar as escolas é o caminho para conquistar os adolescentes”, dizia um documento interno de 2018.

A partir daquele ano, a empresa recrutou embaixadores adolescentes para "representarem nossa marca em escolas de ensino médio locais em cinco mercados-chave". Os alunos receberam brindes personalizados para compartilhar e ganharam cartões-presente de US$ 45 ao completar desafios mensais, como postar vídeos de bate-papo com amigos no Instagram.

Leia Immanuel, ex-embaixadora adolescente e agora artista em Nova York, disse que seus seguidores no Instagram a apoiaram quando ela sofreu bullying na escola. Mas agora ela se sente dividida sobre o papel que desempenhou ao incentivar outros jovens a usar a plataforma.

“Nos últimos anos, tenho repensado isso”, disse ela. Ela ainda se sente viciada em postar online e acredita que isso não é saudável. “Eu não entendia isso aos 14 anos.”

A Meta afirmou que seus esforços de divulgação nas escolas, incluindo o programa de embaixadores, se concentraram principalmente em promover a gentileza e solicitar feedback sobre novos produtos.

“Temos orgulho de trabalhar com pais, escolas, organizações de segurança e os próprios adolescentes para contribuir com informações sobre recursos de segurança”, disse Liza Crenshaw, porta-voz da Meta. Ela acrescentou que alguns dos documentos apresentados no processo representavam ideias de indivíduos, não da empresa.

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An image from court documents of Meta swag for teen ambassadors of the month.Crédito...U.S. District Court for the Northern District of California
Funcionários do Google citaram as salas de aula como uma fonte de clientes a longo prazo. Uma apresentação de slides de 2020 afirmava que "investir em escolas ajuda a integrar crianças ao ecossistema do Google".

Com seus laptops Chromebook e softwares desenvolvidos especificamente para escolas, o Google dominou o mercado de tecnologia educacional nos últimos 15 anos. Esse mercado cresceu exponencialmente durante a pandemia, já que muitos distritos escolares forneceram dispositivos individuais para os alunos realizarem o ensino remoto. A maioria das escolas americanas agora utiliza produtos do Google para o ensino.

Segundo documentos judiciais e entrevistas, os membros do departamento de educação da empresa frequentemente se entusiasmavam com produtos que, em sua opinião, poderiam melhorar o aprendizado, como laptops acessíveis e vídeos educativos do YouTube. No entanto, eles trabalhavam ao lado de gerentes de produto, que estavam focados em um objetivo diferente: aumentar a audiência do YouTube.

Tem alguma dica de notícia confidencial?  O The New York Times gostaria de ouvir leitores que queiram compartilhar mensagens e materiais com nossos jornalistas.

Veja como enviar uma mensagem segura em nytimes.com/tips
Em um memorando de 2015 , funcionários do YouTube observaram que os sábados registravam 80 milhões de horas a mais de tempo de visualização do que as quintas-feiras, e que "o aumento do uso nas escolas poderia diminuir essa diferença!".

Já naquela época era evidente que o YouTube estava se mostrando problemático para as escolas, de acordo com documentos divulgados inicialmente pelo The Wall Street Journal. A equipe de educação da empresa reclamava repetidamente que o algoritmo frequentemente levava as crianças a uma espiral de conteúdo irrelevante.

Uma apresentação de slides ilustrou como isso poderia acontecer. Se alguém iniciasse uma sessão no YouTube com uma pergunta sobre equações lineares, a plataforma primeiro ofereceria um vídeo educativo, conforme demonstrado na apresentação. Mas, em seguida, o algoritmo recomendaria um vídeo de comédia com Will Ferrell.

Um porta-voz do Google afirmou que os documentos estavam desatualizados. Em 2022, a empresa lançou uma ferramenta que permite aos professores remover anúncios e recomendações de vídeos que atribuem aos alunos, disse o porta-voz, José Castañeda. Ele também afirmou que o YouTube pode ser bloqueado e que a navegação no site está desativada por padrão nos Chromebooks escolares há uma década.

Mas professores e pais afirmaram que, mesmo quando o YouTube e outros sites estavam bloqueados, os alunos usavam proxies de internet e outras soluções alternativas. Além disso, as escolas frequentemente permitiam o acesso ao YouTube para que as crianças pudessem fazer pesquisas, o que, segundo o Google, destacava seu valor educacional, mas dificultava o controle de seu uso.

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Joanna Houston had a meeting with her son’s principal in February after discovering the amount of noneducational YouTube content he was consuming during school hours.Crédito...Kristen Zeis for The New York Times
Joanna Houston, mãe de um aluno da sexta série em Richmond Hill, Geórgia, disse que seu filho assistiu a mais de 1.500 vídeos não educativos do YouTube em seu Chromebook durante o período escolar, entre agosto e janeiro.

Ela estava preocupada com o fato de a escola do filho ter adotado Chromebooks e o YouTube, mas culpou o Google por direcionar seu marketing às escolas e tornar tão fácil o consumo irrefletido de seu conteúdo.

“É todo esse ecossistema que, em última análise, beneficia essa empresa, e não acho que beneficie muito os estudantes”, disse ela.

'A principal causa de drama'
As empresas receberam reclamações não apenas de pais e professores, mas também de suas próprias equipes internas de confiança e segurança.

Em uma conferência sobre segurança estudantil em 2023, representantes do Snapchat se reuniram com autoridades educacionais de todo os Estados Unidos. De acordo com e-mails internos , administradores escolares expressaram preocupação com suas experiências com o Snapchat — incluindo crianças de apenas 9 anos enviando fotos de nudez.

Um superintendente do Alabama disse aos executivos que havia alertado sobre o aplicativo em um boletim informativo para os pais, que ele compartilhou com eles. "O Snapchat é a principal causa de problemas entre crianças em idade escolar", dizia o boletim, citando bullying e imagens impróprias. "Se VOCÊ quer proteger seu filho, faça com que ele exclua o aplicativo."

Naquele mesmo ano, um funcionário do Snap se opôs a um novo recurso que enviava notificações para os celulares de estudantes do ensino médio durante o dia. Os alertas incentivavam os adolescentes a compartilhar o conteúdo de suas mochilas ou as atividades da turma.

O funcionário disse que as crianças deveriam poder optar por não receber as notificações para "evitar riscos legais relacionados a padrões obscuros" — um termo que se refere a recursos de design manipulativos. A sugestão não foi acatada.

Uma porta-voz do Snap disse que a empresa estava satisfeita por ter resolvido o processo de Breathitt de forma amigável e que muitos dos documentos mostravam que a empresa estava atenta ao feedback recebido.

“Não temos escolas como alvo”, disse Monique Bellamy, a porta-voz, acrescentando que o Snapchat é simplesmente popular entre os adolescentes. “Preocupamo-nos profundamente com a segurança e o bem-estar de todos os usuários do Snapchat, e nossas equipes trabalham há anos para elevar o padrão de segurança.”

Na TikTok, alguns funcionários alertaram que interrupções frequentes em sala de aula poderiam gerar reações negativas.

"Os professores vão odiar isso", escreveu um funcionário em 2022 para um grupo interno focado na segurança infantil, referindo-se a um novo recurso que incentivava os usuários a postarem em até três minutos. "As crianças já têm vício em smartphones na sala de aula."

Em resposta, uma gerente disse que o trabalho da equipe era apoiar e também desafiar a empresa. Os concorrentes, disse ela, estavam fazendo a mesma coisa.

“Se partirmos do princípio de que os adolescentes vão fazer isso de qualquer maneira, preferimos que estejam aqui no TikTok”, escreveu ela. A empresa removeu o recurso em 2023.

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In 2022, TikTok debuted a new feature urging users to post within the next three minutes.Crédito...Patrick T. Fallon/Agence France-Presse — Getty Images
Naquele mesmo ano, o TikTok considerou desativar completamente as notificações para menores de idade durante o horário escolar, mas o plano foi descartado. Documentos internos sobre o recurso indicavam que ele reduziria o número de usuários ativos diários e seria difícil para a empresa administrá-lo devido à variedade de horários escolares.

O TikTok se recusou a comentar sobre os documentos internos referentes aos recursos do aplicativo que afetavam crianças em idade escolar. Uma porta-voz afirmou que o aplicativo possuía dezenas de configurações de privacidade e segurança, incluindo controles parentais.

Propaganda da PTA
Grandes empresas de tecnologia há muito tempo fazem parcerias com associações de pais e professores para melhorar sua reputação e promover a segurança na internet. Mas os novos documentos mostram como a National PTA, uma organização sem fins lucrativos que representa cerca de 22.000 seções locais, buscava ativamente esses contratos.

Em um e-mail de 2024 apresentando seus serviços ao Snap, a National PTA prometeu que poderia "ajudar com o sentimento" e criar "mais compreensão e conforto" entre os pais. (O Snap acabou recusando o financiamento.)

O valor exato que a Associação Nacional de Pais e Mestres (National PTA) recebeu de empresas de mídia social permanece um segredo, mas alguns detalhes vieram à tona nos documentos. Em 2024, um funcionário da National PTA disse a executivos do Snapchat que as empresas geralmente pagavam à organização entre US$ 250.000 e US$ 500.000 por ano, e que algumas doavam milhões de dólares anualmente.

“Pais, alunos e comunidades escolares contam com a PTA para ajudá-los a lidar com os desafios de um mundo em constante mudança”, disse Heidi May Wilson, porta-voz da PTA Nacional, em um comunicado respondendo a perguntas sobre os documentos do processo. “Isso inclui tecnologia e mídias sociais, que agora são partes essenciais da vida das crianças.”

O TikTok assinou o primeiro de vários contratos com o grupo em 2019, justamente quando o próspero negócio do aplicativo nos Estados Unidos estava sob fogo cruzado. Parlamentares proeminentes, como o senador Marco Rubio, acusaram sua controladora chinesa, a ByteDance, de censura, retratando-a como uma ferramenta de propaganda do Partido Comunista Chinês.

O acordo com a Associação Nacional de Pais e Mestres (PTA) tinha como objetivo "aumentar positivamente a imagem da ByteDance entre os pais", de acordo com uma apresentação de slides da PTA para a empresa, citada em um documento judicial.

Em novembro de 2019 , um funcionário da Associação Nacional de Pais e Mestres (PTA) perguntou ao seu novo patrocinador onde deveriam realizar um evento sobre segurança na internet. Em e-mails, funcionários do TikTok discutiram que as escolas ideais estariam localizadas em "grandes centros de mídia" e "distritos políticos sensíveis".

Tampa, representada pelo Sr. Rubio e com a maior área de audiência televisiva da Flórida, atendia a ambos os critérios. A Associação Nacional de Pais e Mestres (PTA) concedeu US$ 1.000 a uma filial local para a realização do evento na Escola de Ensino Fundamental Buchanan.

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In early 2020, the National PTA gave a county chapter $1,000 to put on a TikTok event at Buchanan Middle School in Tampa, Fla.Crédito...Hillsborough County Council PTA’s Facebook page
Além de cerca de 75 pais e filhos, repórteres de emissoras de TV locais compareceram ao evento na cantina em fevereiro de 2020. Cercados por balões com o logotipo do TikTok, os pais conversaram sobre regras de tempo de tela, e um painel de alunos respondeu a perguntas. Uma influenciadora local disse que o TikTok a ajudou a construir uma carreira viajando pelo mundo.

Embora muitos pais tenham apreciado o fato de o evento os ter ajudado a conversar sobre redes sociais com seus filhos, a presença da influenciadora pareceu "propaganda", disse Damaris Allen, que na época era a presidente da seção local. "Eu só me lembro de ter ficado muito, muito irritada."

Mais tarde naquele ano, o TikTok doou US$ 2 milhões à Associação Nacional de Pais e Mestres (PTA) para apoio durante a pandemia. Em 2024, pagou outros US$ 3 milhões para que o grupo promovesse os esforços da empresa em prol da segurança dos jovens, incluindo o fornecimento de declarações "positivas" para veículos de imprensa. A porta-voz do TikTok afirmou que a empresa tinha orgulho de financiar a organização.

Em dezembro do ano passado, uma publicação do nordeste de Ohio noticiou um evento patrocinado pelo TikTok sobre segurança online. Um representante da Associação Nacional de Pais e Mestres (PTA) disse ao veículo: "Era importante para os jovens ilustrar como eles usam as plataformas e como usam o TikTok para o bem."
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June 5, 5:39 PM
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Seu Emprego É À Prova de IA ou Apenas Atrasado por Ela? Uma Análise Realista

Seu Emprego É À Prova de IA ou Apenas Atrasado por Ela? Uma Análise Realista | Inovação Educacional | Scoop.it

O que é um emprego “adiado pela IA”?
Um emprego adiado pela IA é uma função que está no caminho da automação. As tarefas são previsíveis, repetitivas e baseadas em regras claras. Por enquanto, um ser humano pode ser mais barato ou ligeiramente mais eficiente, mas é apenas uma questão de tempo até que a tecnologia alcance esse nível e a função seja eliminada ou significativamente reduzida.
Você passa a maior parte do dia organizando ou resumindo informações. Funções como entrada de dados, geração básica de relatórios ou agregação de conteúdo são alvos naturais da automação.
Seu trabalho segue processos altamente previsíveis e baseados em regras. Isso inclui atividades em contabilidade, assistência jurídica e testes básicos de software. Se sua função pode ser representada em um fluxograma simples, a IA provavelmente conseguirá executá-la no futuro.
Seu desempenho é medido pela eficiência e precisão, não pela estratégia. Se seu principal valor é realizar tarefas repetitivas mais rápido e com menos erros, você está competindo diretamente com uma máquina que tende a evoluir continuamente.

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June 5, 5:37 PM
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IA em processo seletivo pode reduzir diversidade e desumanizar seleção –

IA em processo seletivo pode reduzir diversidade e desumanizar seleção – | Inovação Educacional | Scoop.it
Além de efeitos emocionais e psicológicos negativos nos candidatos, recrutar profissionais usando inteligência artificial é pouco eficiente para avaliar aspectos subjetivos
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June 5, 5:25 PM
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Educação superior entra em nova fase após teste do marco regulatório do EAD

Educação superior entra em nova fase após teste do marco regulatório do EAD | Inovação Educacional | Scoop.it
A avaliação é compartilhada por analistas do mercado. Em relatório setorial, o BTG Pactual classificou o trimestre como um "teste relevante" para as companhias após as mudanças regulatórias. Segundo Samuel Alves e Maria Resende, os resultados foram "decentes, mas desiguais", sustentados por aumento de tíquetes, melhora de mix e pela força de cursos premium e de Medicina. Para os analistas, o crescimento do setor deverá depender cada vez mais de preço, retenção e qualidade da base de alunos, e menos da expansão acelerada de matrículas no ensino digital. O banco destaca que o ensino híbrido e presencial passou a compensar parcialmente a desaceleração do EaD tradicional, enquanto Medicina segue como principal vetor de crescimento.

Desaceleração do EaD tradicional
Os balanços mostram convergência clara nessa direção. Empresas como Vitru, Yduqs, Ser Educacional, Ânima e Cruzeiro do Sul relataram redução na captação do EaD tradicional e expansão das modalidades semipresenciais. A Ser Educacional informou queda de 72,6% na captação do EAD, enquanto a Ânima reportou retração de 42,2% no Ensino Digital e a Cruzeiro do Sul apontou recuo de 28,1% na captação consolidada de Digital e Semipresencial. Em contrapartida, as companhias destacam crescimento do presencial e do semipresencial, segmentos que passaram a concentrar os investimentos e esforços comerciais após as mudanças promovidas pelo Ministério da Educação (MEC).

A Vitru aparece entre os casos mais bem-sucedidos de adaptação. A companhia encerrou março com 972,8 mil estudantes, alta de 10% em relação ao ano anterior, e registrou lucro líquido ajustado de R$ 91,8 milhões, avanço de 24,1%. O Ebitda ajustado cresceu 16%, para R$ 235,1 milhões, enquanto a geração de caixa operacional avançou 76,1%. O desempenho reforça a avaliação do BTG de que empresas com maior capacidade de execução, geração de caixa e adaptação operacional tendem a atravessar a transição regulatória em posição mais favorável. Não por acaso, Vitru figura entre as preferidas do banco para o setor.

A exceção ao movimento de reestruturação do EaD continua sendo a Afya. Com foco em medicina presencial e soluções digitais voltadas a médicos, a companhia segue praticamente blindada aos efeitos da nova regulamentação. A empresa manteve ocupação integral das vagas de medicina, ampliou tíquetes e continuou expandindo sua oferta de vagas autorizadas. O posicionamento reforça uma das principais conclusões observadas nos resultados do trimestre: cursos premium e de saúde continuam sendo os ativos mais resilientes do setor.
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June 5, 5:24 PM
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Shaping the Future of Learning: Education Readiness for the Age of AI

Artificial intelligence is transforming how people learn, access knowledge and develop skills - but education will not be determined by technology alone. As AI adoption accelerates across classrooms and learning environments, education systems face a critical challenge: ensuring that innovation strengthens human learning, equity and trust rather than undermining them.
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June 5, 5:22 PM
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IA economiza tempo, mas empresas têm dificuldade para medir os ganhos, diz estudo

IA economiza tempo, mas empresas têm dificuldade para medir os ganhos, diz estudo | Inovação Educacional | Scoop.it
Segundo estudo do Boston Consulting Group (BCG), 40% dos usuários regulares de IA relataram economizar um dia inteiro de trabalho ou mais; ainda assim, empresa ainda têm que aprender como extrair valor do tempo economizado
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June 5, 5:17 PM
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Não é a IA, é o capitalismo que te dá medo

Não é a IA, é o capitalismo que te dá medo | Inovação Educacional | Scoop.it
Em trecho de seu novo livro Incorruptible, Eric Ries argumenta que os maiores riscos da inteligência artificial podem não estar nas máquinas, mas nas organizações humanas que as controlam.
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June 5, 9:31 AM
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O prazer das pequenas incertezas da vida

O prazer das pequenas incertezas da vida | Inovação Educacional | Scoop.it

O cérebro age e se expõe aos acontecimentos decorrentes, e extrai informação quando uma coisa acontece junto com a outra, sim. Mas, depois de feita a conexão entre dois eventos, não há mais informação alguma se eles invariavelmente acontecem juntos.
Há todo um sistema de estruturas cerebrais interconectadas que a gente hoje sabe que envolve as capacidades de associação e previsão do cerebelo, que toma nota quando algo foge do esperado. Esse sistema dito de recompensa libera a tal da dopamina, mas o que ela sinaliza é afinal não a promessa de prazer, mas sim aquilo que vale o esforço de partir para a ação.
O que é garantido perde a graça porque tanto faz a ação acontecer agora ou mais tarde, como ir a um mar que está sempre um chão.
Ter surpresas dignas de formar memórias faz parte da experiência de estar vivo, e não sobra qualquer chance de surpresa com o inesperado quando a previsão sempre acerta.
A única certeza que ajuda é a da morte no horizonte: com ela, descobrir-se vivo mais um dia se torna algo digno de nota e comemoração.

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June 4, 4:16 PM
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ANPD debate proteção de dados na educação municipal durante Marcha dos Prefeitos

ANPD debate proteção de dados na educação municipal durante Marcha dos Prefeitos | Inovação Educacional | Scoop.it
Durante a exposição, o diretor-presidente abordou os desafios enfrentados pelos municípios diante da ampliação do uso de plataformas digitais, sistemas de inteligência artificial, aplicativos educacionais e ferramentas tecnológicas no ambiente escolar. Entre os temas discutidos estiveram governança de dados, contratação de plataformas educacionais, proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 

“A revolução tecnológica pela qual passamos afeta todos e, por isso, exige regulação, mas deve ser uma regulação equilibrada, que estabeleça regras claras sem asfixiar o desenvolvimento tecnológico”, defendeu. Segundo ele, por se tratar de uma tecnologia capaz de gerar impactos profundos nos direitos fundamentais, a inteligência artificial, exige um modelo regulatório que seja essencialmente principiológico. “A tentativa de definir e engessar minuciosamente cada aspecto técnico pode acabar bloqueando a inovação, novas descobertas e o próprio avanço científico na área”, argumentou. 

A apresentação destacou, ainda, que a proteção de dados pessoais deve ser compreendida como parte da governança da política pública educacional. Segundo a ANPD, a utilização de dados é indispensável para atividades como matrícula, frequência, transporte escolar, alimentação, inclusão e comunicação com famílias, mas exige critérios de finalidade, necessidade, transparência, segurança e responsabilização. Também foram discutidos os impactos da transformação digital da infância e os riscos associados ao uso de sistemas digitais e ferramentas baseadas em inteligência artificial no ambiente escolar. 
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June 4, 12:34 PM
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O Sul Global não é um ponto no mapa mundial; é uma condição estrutural de dependência e subordinação tecnológica”. Entrevista especial com Mardochée Ogécime - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

O Sul Global não é um ponto no mapa mundial; é uma condição estrutural de dependência e subordinação tecnológica”. Entrevista especial com Mardochée Ogécime - Instituto Humanitas Unisinos - IHU | Inovação Educacional | Scoop.it
Mardochée Ogécime foi o primeiro conferencista do Ciclo de Estudos A corrida pela Inteligência Artificial. Distopias capitalistas e resistências decoloniais, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU neste semestre com o objetivo de refletir sobre os avanços da IA e as transformações no sistema capitalista. Na videoconferência intitulada “Tecnofeudalismo e colonialismo digital. Um olhar a partir do Sul Global”, o engenheiro informático classifica as transformações geradas pela IA como “um dos fenômenos mais urgentes e desafiadores do nosso tempo”. A seguir, reproduzimos a conferência no formato de entrevista.
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June 4, 10:22 AM
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Big techs desafiam a soberania da lei - 03/06/2026 - Conrado Hübner Mendes - Folha

Big techs desafiam a soberania da lei - 03/06/2026 - Conrado Hübner Mendes - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Há um cheiro estranho no ar: de um lado, corporações transnacionais dotadas de infraestruturas algorítmicas e poder econômico, capazes de moldar eleições, monetizar a violência e desafiar democracias exibem seu mal-estar com o estado de direito; de outro, comentaristas equipados por réguas milimétricas da separação de poderes afirmam que o Poder Executivo está proibido de, por meio de decreto, detalhar o significado dos conceitos abertos previstos em lei.

Leis definem objetivos, proibições e sanções; normas executivas adensam e atualizam a aplicação da lei por órgãos estatais. O poder regulamentar tem autonomia, não faz um "copia e cola" da lei. Mas não está isento de controle pelas vias judicial e legislativa.


O presidente Lula no Palácio do Planalto - Adriano Machado - 28.mai.26/Reuters
Essa arquitetura elementar do direito público está vigente há muitas décadas no país. Ela organiza a produção normativa compartilhada entre Legislativo e Executivo.

Semanas atrás, dois decretos presidenciais lançaram nova regulação do Marco Civil da Internet. Os artigos 19 e 21 da Lei de 2014 tiveram sua interpretação redefinida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2025. O tribunal entendeu que os parâmetros de responsabilização de plataformas não mais atendem a mandamentos constitucionais. Reorientou os contornos da regulação.

Os decretos viabilizam a aplicação do Marco Civil às mudanças determinadas pelo STF. Regulamentam a lei, não a decisão do STF. Apenas a adaptam. Tentam vincular plataformas a leis brasileiras para atender exigências como o combate à violência contra a mulher, ao racismo, à exploração sexual de crianças, à instigação do suicídio e a golpes digitais que tiram dinheiro da economia e de populações vulneráveis.

Críticas aos decretos têm sido fraseadas com alta sonoridade. Seu traço mais curioso é o exagero retórico, o tom hiperbólico da linguagem advocatícia sem nuance, só ruído. Os decretos teriam "reescrito" o Marco Civil da Internet, reescrito até "o próprio direito constitucional brasileiro". Um símbolo de "usurpação". Uma "inversão total", não inversão qualquer.

O texto dos decretos, contudo, é bastante cuidadoso e prudente. Determina que a ANPD só pode fiscalizar as plataformas nos termos da Lei 12.965, de 2014, e da Lei 15.211, de 2025. Não interrompem nem encerram o debate jurídico, apenas respondem a um estado de necessidade regulatória.

A engenharia da separação de poderes tem dispositivos para desbloquear a inércia do legislador. A frágil regulação das big techs dá bom exemplo de que nem sempre o silêncio do legislador é expressão autêntica da soberania popular. Nesse caso, há evidência documentada de captura do Congresso pelo mais insidioso poder corporativo já visto na história do capitalismo. Parlamentos democráticos do mundo estão sitiados pela força desse lobby.

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Como votam os ministros do STF no julgamento do Marco Civil da Internet


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O Congresso brasileiro segue livre para aperfeiçoar a legislação. Se continuar a jogar parado, facilita a violação de direitos. Como o parlamento não tem monopólio da criação jurídica, Executivo e Judiciário podem ocupar espaço, incidentalmente. Não é gambiarra, mas trilha de emergência constitucional. Essa plasticidade institucional foge aos esquemas dos manuais, mas é mais fiel ao projeto constitucional.

A paralisia atende somente ao interesse privado.
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June 3, 5:36 PM
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Geografia, genética e sucesso | Questão de Ciência

Geografia, genética e sucesso | Questão de Ciência | Inovação Educacional | Scoop.it
Em sua sátira de 1958, The Rise of the Meritocracy, Michael Young imaginou um futuro distópico em que a velha aristocracia do nascimento e dos títulos de nobreza seria substituída por uma aristocracia do talento. Embora a estratificação social seja uma marca constante de quase todas as civilizações desde o Neolítico, a transição para sistemas baseados no mérito introduziu uma dinâmica biológica inédita. Ao priorizar a competência individual sobre o sobrenome, a sociedade moderna passou a filtrar traços como inteligência e persistência que são, em alguma medida, herdáveis. Se o mérito substitui o berço como motor do status, torna-se inevitável perguntar o que compõe esse “talento” e até que ponto ele pode ser lido em nosso código genético.
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June 5, 6:10 PM
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Google: entenda como irá funcionar o novo buscador com IA

Google: entenda como irá funcionar o novo buscador com IA | Inovação Educacional | Scoop.it
O Google anunciou uma das maiores mudanças já feitas em seu buscador durante o Google I/O 2026, conferência anual da empresa voltada para tecnologia e inovação. A nova experiência de pesquisa passa a incorporar a inteligência artificial (IA) de forma muito mais profunda, transformando a maneira como os usuários fazem buscas na internet.
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June 5, 5:46 PM
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Navigating the Turbulent Future of AI and Work

Navigating the Turbulent Future of AI and Work | Inovação Educacional | Scoop.it
‘Opportunities and risks’ in K-12 education
Maya Israel of the University of Florida leads a task force on AI that offers guidance to Florida school districts on how to teach students AI literacy — how AI works and its appropriate uses and limits — and how to incorporate AI into K-12 education.

“We really think about this in terms of balancing opportunities and risks,” said Israel. AI offers opportunities for personalized learning pathways and empowering student autonomy and building workforce skills, she explained, while risks include threats to academic integrity and the possibility of overreliance and dependency on AI.
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June 5, 5:38 PM
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“A Requalificação Nunca Vai Parar”, Diz VP Global da Coursera

“A Requalificação Nunca Vai Parar”, Diz VP Global da Coursera | Inovação Educacional | Scoop.it
Para Anthony Salcito, líder da plataforma de educação, a verdadeira vantagem competitiva na era da inteligência artificial é uma força de trabalho qualificada
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June 5, 5:37 PM
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IA generativa pode ampliar desigualdade no mercado de trabalho –

IA generativa pode ampliar desigualdade no mercado de trabalho – | Inovação Educacional | Scoop.it
A inteligência artificial pode aumentar a produtividade e a renda, mas trabalhadores mais qualificados tendem a se beneficiar da tecnologia, reforçando a importância da capacitação profissional
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June 5, 5:25 PM
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Pesquisa: Professores temem que a IA esteja impactando o pensamento crítico dos alunos

Pesquisa: Professores temem que a IA esteja impactando o pensamento crítico dos alunos | Inovação Educacional | Scoop.it
Os efeitos da inteligência artificial na aprendizagem ainda são em grande parte incertos. Mas uma nova pesquisa da NPR/Ipsos com professores do ensino fundamental e médio revelou que quase três em cada quatro acreditam que a IA tem implicações maiores para a educação do que inovações do passado, como a internet ou os computadores.

A pesquisa, representativa em nível nacional, entrevistou 545 pessoas e revela um panorama complexo das opiniões dos professores sobre a IA: muitos a utilizam para economizar tempo e aprimorar seus materiais didáticos, mas a maioria dos professores teme que a IA esteja dificultando o desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos.


APRENDIZAGEM NA ERA DA IA
Os riscos da IA ​​nas escolas superam os benefícios, diz relatório.
"Estamos em um ambiente onde os professores sentem que isso vai remodelar fundamentalmente o futuro da educação", diz Mallory Newall, vice-presidente sênior da Ipsos. "Eles têm sérias preocupações sobre o impacto da IA ​​na forma como se relacionam com seus alunos e como os alunos se relacionam entre si."

E as escolas têm um papel a desempenhar: uma esmagadora maioria dos professores entrevistados — quase 8 em cada 10 — acredita que as escolas devem ensinar o uso responsável da IA.

"Para mim, isso envia uma mensagem muito clara de que os professores estão reconhecendo que a IA está tendo implicações enormes na educação como a conhecemos", diz Newall. "Ela não vai desaparecer. E agora é a hora de agir."

Mais um auxiliar do professor do que uma ferramenta para a sala de aula.
A pesquisa mostra que os alunos ainda não estão utilizando amplamente a IA em sala de aula — pelo menos não ainda. Pouco mais da metade dos professores afirma que a tecnologia não está sendo usada pelos alunos em sala de aula, enquanto cerca de dois em cada cinco professores dizem que os alunos a utilizam pelo menos uma vez por semana.

Entretanto, a maioria dos professores entrevistados — 6 em cada 10 — afirma ter usado IA para auxiliar em tarefas de trabalho.



Michele Naber, uma professora veterana de biologia na El Toro High School, no Condado de Orange, Califórnia, diz que permite que seus alunos usem IA durante certas aulas para ensiná-los a interagir corretamente com chatbots e verificar sua precisão.

Por exemplo, ela diz que pede aos alunos que solicitem ao ChatGPT a descrição das características físicas e do habitat de um determinado animal e, em seguida, verifiquem as informações geradas pelo chatbot com fontes confiáveis. Ela afirma que a aula demonstra aos alunos que a IA ainda comete erros às vezes.


APRENDIZAGEM NA ERA DA IA
Para manter a IA fora de sua sala de aula, esta professora de inglês do ensino médio optou pelo analógico.
"Essa é uma das coisas que precisa ser ensinada: não se pode levar isso ao pé da letra", diz Naber.

Ela afirma que também obteve sucesso usando IA para gerar questões de múltipla escolha para avaliações.

"Normalmente, como professor, isso levaria provavelmente mais de uma hora... e minimizou toda a tarefa para cinco minutos. Isso é muito útil."

A maioria dos professores entrevistados que relataram usar IA em tarefas relacionadas ao trabalho afirma que isso lhes economiza tempo, mas a maioria — 63% — diz que essa economia de tempo equivale a duas horas ou menos por semana.

Joann Purcell, professora de matemática e coordenadora pedagógica na Downers Grove North High School, nos subúrbios de Chicago, afirma que considera a IA útil para desenvolver atividades de formação profissional para seus colegas educadores.

Mas ela não usa IA com seus alunos. E Purcell afirma que ela não é confiável o suficiente para gerar questões de matemática.

"É um saco ter que revisar tudo e ver onde estão os erros, e eu acho que se eu tiver que fazer isso, é melhor eu mesmo escrever a pergunta", diz Purcell.

Os alunos estão aprendendo a pensar por si mesmos?
Mais da metade (54%) dos professores entrevistados afirmam que a IA dificulta o desenvolvimento do pensamento crítico por parte dos alunos.

Christa Corricelli, professora de educação especial na Saugus Middle/High School, nos arredores de Boston, afirma que a IA pode ser uma tecnologia valiosa para o aprendizado, mas com muita frequência os alunos a utilizam como uma máquina de respostas, e não como uma ferramenta para fortalecer seu pensamento.

"Acho que os alunos que não são intrinsecamente motivados a serem pensadores críticos, como aquele 1% dos melhores da turma... Acho que as pessoas que não têm esse tipo de personalidade verão suas habilidades de pensamento crítico atrofiarem com o tempo", diz Corricelli.



Naber, na Califórnia, sente uma profunda responsabilidade em ensinar aos seus alunos que os humanos devem sempre questionar e verificar o que a IA gera.

"Eu me importo com [meus alunos]. Quero que eles sejam capazes de olhar para o mundo e descobrir as coisas por si mesmos, sem depender de um software", diz ela. "Se pararmos de questionar o que ele diz, podemos ser levados a acreditar em qualquer coisa. E é isso que realmente me assusta."

Mais da metade dos professores entrevistados — 55% — acredita que a IA é, em grande parte, apenas um atalho para os alunos evitarem fazer mais trabalho.


APRENDIZAGEM NA ERA DA IA
Os professores estão usando softwares para verificar se os alunos utilizaram IA. O que acontece quando o software está incorreto?
No entanto, Ellie Rodriguez, professora de educação especial na Royal Palm Beach Community High School, perto de Palm Beach, na Flórida, afirma que a IA pode ser especialmente útil para alunos com deficiência. Ela explica que um de seus alunos, que está no espectro autista, usou recentemente a IA para obter ajuda com uma tarefa.

"Eu o elogiei", diz Rodriguez, porque ele não teria conseguido concluir a tarefa sem a ajuda da IA.

"Isso o motivou a fazer o trabalho, mas, com sorte, também o ajudou a aplicar os recursos disponíveis – como se usa uma enciclopédia ou um livro da biblioteca – para encontrar as respostas", diz ela.

Mas Rodriguez teme que a tecnologia possa prejudicar o aprendizado de alunos que não têm deficiência ou que são capazes de realizar as tarefas sem o auxílio da IA.

E ela afirma que ela e seus colegas, incluindo alguns professores de inglês, estão profundamente preocupados com o impacto que a IA está tendo na capacidade dos alunos de pensar por si mesmos.

A IA está corroendo a confiança entre alunos e professores.
Quase 6 em cada 10 educadores entrevistados afirmam que a IA está corroendo o nível de confiança entre alunos e professores. Cerca de 4 em cada 10 dizem que passaram a exigir que mais tarefas sejam feitas à mão, e 4 em cada 10 também afirmam que passaram a exigir que mais tarefas sejam feitas em sala de aula como resultado do uso da IA.

Newall, da Ipsos, afirma que a erosão da confiança causada pela IA é "um dos maiores sinais de alerta nos dados".


APRENDIZAGEM NA ERA DA IA
Sobrecarregados e com falta de pessoal: professores de educação especial recorrem à IA em busca de ajuda.
Ela afirma que esse problema é agravado por outra descoberta da pesquisa: 70% dos professores acreditam que a percepção do público sobre eles piorou.

"O que isso me diz é que eles estão tentando lidar com desafios muito complexos em um ambiente que já é repleto de desconfiança", diz Newall.

Naber, na Califórnia, teve que se adaptar à facilidade com que os alunos podem falsificar trabalhos escolares atualmente. Ela conta que, durante anos, ofereceu pontos extras aos alunos que participavam de limpezas de praia e restaurações de habitats fora da escola. Tudo o que eles precisavam fazer era mostrar uma foto para comprovar a presença, diz ela. Mas então o filho de Naber mostrou a ela como é fácil usar inteligência artificial para criar uma imagem falsa de uma mesa de inscrição para um evento desse tipo.

"Tive que parar de fazer isso porque não consigo verificar. Foi triste", diz ela.

Naber afirma que também modificou seu currículo para que todo o trabalho de laboratório seja feito em sala de aula, na sua frente, e que a lição de casa tenha muito menos peso nas notas dos alunos.

"Os professores estão muito mais desconfiados das coisas que os alunos fazem fora da sala de aula e ouço muitos comentários do tipo: 'Bem, não podemos fazer assim porque eles vão usar IA'", diz Corricelli, perto de Boston.

Josh Kauffman leciona inglês para alunos do sétimo ano na Alabama Destinations Career Academy, uma escola pública virtual que atende estudantes de todo o estado. Ele conta que notou um aumento considerável no número de trabalhos gerados por inteligência artificial que seus alunos entregam – e, por ser uma escola virtual, ele não pode exigir mais atividades em sala de aula. Em vez disso, ele tenta convencer seus alunos de que há valor em seus próprios textos.



"Digo a eles que prefiro lidar com todos os seus erros de digitação e saber que são seus, do que ficar me perguntando o quanto vocês estão se apoiando no trabalho de outras pessoas para que ele faça o seu trabalho", diz Kauffman.

Purcell, em Illinois, não acredita necessariamente que a IA tenha corroído a confiança. Ela afirma que os alunos encontraram maneiras de colar nas tarefas muito antes do surgimento da IA.

"Acho que os professores precisam ser criativos na forma como usam essa ferramenta e incentivar os alunos a pensar com ela, assim como fariam com qualquer outra ferramenta", diz ela.

As escolas não estão fornecendo muita orientação aos professores.
De acordo com os resultados da pesquisa, muitos educadores estão tendo que se adaptar à IA com pouca orientação de suas escolas ou distritos. Entre os professores cujas escolas fornecem software de IA, apenas 35% afirmam ter uma política formal sobre o uso de IA por professores — o que significa que as escolas, com mais frequência, fornecem as ferramentas sem uma política formal para seu uso.

Aproximadamente metade dos professores entrevistados afirma que sua escola não ofereceu nenhuma orientação sobre IA, ou não tem certeza de quais são essas orientações.


APRENDIZAGEM NA ERA DA IA
Este grande sistema universitário está adotando a IA. Nem todos os alunos e professores concordam.
"Acho que os professores estão buscando mais orientações de seus distritos e, francamente, de seus alunos, sobre o que a IA significará para o futuro da educação", diz Newall.

De acordo com a pesquisa, apenas cerca de 4 em cada 10 professores afirmam que suas escolas oferecem desenvolvimento profissional ou treinamento relacionado à IA.

Rodriguez, na Flórida, diz que não recebeu nenhum treinamento sobre a tecnologia e que gostaria de poder recebê-lo.

"Eles precisam nos ensinar como aplicar essas informações ao que fazemos e, mais importante, como ensinamos, para sermos capazes de utilizar a [IA] de forma positiva", diz Rodriguez.

Kauffman concorda. Ele afirma que não se está dando a devida atenção a "como ensinar o que ensinamos de forma diferente, levando em conta a flexibilidade e os recursos que a IA pode disponibilizar".

Corricelli não está totalmente surpresa com a falta de treinamento. Ela afirma que as escolas costumam ser lentas para se adaptar às mudanças, e isso tem sido um desafio para os educadores.

"Acho que todos nós estamos tentando não nos afogar em tudo isso", diz ela.
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June 5, 5:23 PM
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De frango empanado a novo visual: o plano do McDonald’s para parecer menos fast food

De frango empanado a novo visual: o plano do McDonald’s para parecer menos fast food | Inovação Educacional | Scoop.it
Com 45 mil restaurantes no mundo todo, a rede quer se consolidar como a primeira opção dos clientes, não apenas para uma refeição rápida
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June 5, 5:22 PM
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Por dentro do laboratório onde a IA cria metais e materiais do futuro

Por dentro do laboratório onde a IA cria metais e materiais do futuro | Inovação Educacional | Scoop.it
Dentro de um laboratório no meio de Manhattan, um braço robótico ergue pequenos frascos de vidro e mistura cuidadosamente pellets de ferro e outros elementos, pesando cada componente. Perto dali, outra máquina derrete o material para formar uma liga metálica; outras analisam composição e estrutura, além de testar dureza e resistência ao oxigênio e ao calor.
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June 5, 5:17 PM
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Overview and key findings of the 2025 Digital News Report

Overview and key findings of the 2025 Digital News Report | Inovação Educacional | Scoop.it
An accelerating shift towards consumption via social media and video platforms is further diminishing the influence of ‘institutional journalism’ and supercharging a fragmented alternative media environment containing an array of podcasters, YouTubers, and TikTokers. Populist politicians around the world are increasingly able to bypass traditional journalism in favour of friendly partisan media, ‘personalities’, and ‘influencers’ who often get special access but rarely ask difficult questions, with many implicated in spreading false narratives or worse.
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June 5, 9:16 AM
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Uber anuncia demissão em massa com cortes no RH 

Uber anuncia demissão em massa com cortes no RH  | Inovação Educacional | Scoop.it

A empresa de mobilidade Uber anunciou, nesta quinta-feira (4), a demissão de 23% de seus funcionários das áreas de recursos humanos, recrutamento e cultura, que inclui também o relacionamento com os motoristas.
O gigante do transporte por aplicativo disse que os cortes devem afetar cerca de 1% de seus 35 mil empregados, segundo memorando interno visto pela emissora americana CNBC. A companhia ainda mobiliza o trabalho de cerca de 10 milhões de motoristas parceiros.
Procurada, a Uber não esclareceu se os cortes vão afetar a sede da empresa no Brasil.
A demissão em massa, focada principalmente em cargos seniores, faz parte de uma reestruturação comandada por Jill Hazelbaker, diretora de assuntos corporativos recém-promovida a presidente da empresa de transporte por aplicativo. O objetivo é simplificar a gestão das equipes.
Diferentemente de grandes dispensas recentes em empresas de tecnologia, a Uber afirmou em entrevista à Bloomberg que os cortes não estão ligados ao uso de inteligência artificial generativa.
A empresa tem um centro de tecnologia na capital paulista, com cerca de 500 engenheiros. Em entrevista à Folha, o CEO da empresa Dara Khosrowshahi anunciou uma expansão para o Rio, investindo mais de R$ 2 bilhões em tecnologia.
Apenas no Brasil, são mais de 2 milhões de motoristas que trabalham com a Uber. "Estimamos que mais de 85% da população brasileira já usou a Uber de alguma forma", disse Khosrowshahi.

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June 4, 4:15 PM
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MEC define BNCC Computação como critério para o VAAR e redes terão prazo até agosto para comprovação – Undime MG

MEC define BNCC Computação como critério para o VAAR e redes terão prazo até agosto para comprovação – Undime MG | Inovação Educacional | Scoop.it
Diante desse novo cenário, a Undime MG destaca que a adequação curricular à BNCC Computação não é mais uma opção, mas uma exigência vinculada ao financiamento educacional. O prazo estabelecido exige mobilização imediata das redes municipais, que devem priorizar a revisão e aprovação de seus currículos, garantindo o cumprimento da condicionalidade e a continuidade do acesso aos recursos do VAAR.
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June 4, 10:27 AM
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Um guia para quem está perplexo com a IA - 04/06/2026 - Martin Wolf - Folha

Um guia para quem está perplexo com a IA - 04/06/2026 - Martin Wolf - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Como alguém que não sabe quase nada sobre IA (inteligência artificial) deveria pensar sobre suas implicações para a humanidade? Embora seja ousado, não é absurdo usar a formulação do sábio judeu Maimônides ao abordar a relação entre revelação e filosofia. Afinal, nem mesmo o maior dos sábios consegue compreender plenamente a divindade.
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June 4, 10:19 AM
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A inteligência artificial entrou no quarto das crianças

A inteligência artificial entrou no quarto das crianças | Inovação Educacional | Scoop.it
Brinquedos com IA são revolucionários, mas potencial de ampliar o aprendizado se dissolve na lógica do engajamento
Desafio da sociedade é permitir que tecnologia não desconecte nossas crianças da essência do brincar
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June 3, 5:23 PM
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Palantir anuncia um futuro distópico. Entrevista especial com Letícia Cesarino - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

Palantir anuncia um futuro distópico. Entrevista especial com Letícia Cesarino - Instituto Humanitas Unisinos - IHU | Inovação Educacional | Scoop.it
O manifesto publicado recentemente da Palantir, empresa de análise de dados do Vale do Silício, resume em 22 pontos a visão de mundo da instituição. No quarto, são mencionadas “as limitações do poder brando” e se defende que a “capacidade das sociedades livres e democráticas de se afirmarem exige mais do que um apelo moral. Exige poder coercitivo, e o poder coercitivo neste século será baseado em software”. Essa e as demais propostas apresentadas, segundo Letícia Cesarino, evidenciam a “visão de mundo neorreacionária” dos fundadores da gigante norte-americana de software e Inteligência Artificial (IA) fundada em 2004 por Peter Thiel e Alex Karp.

De acordo com a pesquisadora, os magnatas da tecnologia veem na crise da democracia a possibilidade de substituí-la. A proposta, contudo, “não tem a intenção de ocupar o Estado Democrático de Direito para reformá-lo dentro de uma visão de direita ou conservadora. Eles não acreditam em reformar o atual sistema político-institucional. Eles veem o colapso como oportunidade para mudar o próprio princípio da soberania, sobre o qual os atuais Estados-nação foram construídos nos últimos quatro séculos, para uma soberania de base privada”, afirma.

Na entrevista a seguir, concedida ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU por WhatsApp, Letícia Cesarino comenta sobre os possíveis interesses de Peter Thiel na Argentina, menciona as obras que fundamentam a criação de novos estados governados por uma “elite cognitiva” e diz que os criadores de realidades paralelas querem transpô-las para o mundo real. “Estes não seriam, obviamente, democracias, mas estados menores geridos como empresas. Os cidadãos não teriam voto nem voz, mas seriam clientes que, se insatisfeitos, poderiam se mudar para outro lugar. Esse modelo combina elementos gerenciais com autocráticos, que é a forma como muitos desses CEOs gerenciam suas empresas. Seria uma revolução na forma de conceber a soberania, do mesmo nível ou até mais profundo do que foi a Paz de Westfália no século XVII, que instituiu o modelo de Estado-nação territorial que temos hoje”, adverte.
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