Inovação Educacional
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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O Futuro da Educação com Luciano Sathler #54

Bem-vindo à nossa live especial! Nesta transmissão, mergulharemos em uma conversa fascinante sobre os rumos da educação e do empreendedorismo com o renomado Dr. Luciano Sathler. PhD em Administração pela FEA/USP e com um vasto currículo que inclui ser membro do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e CEO da CertifikEDU Microcertificações, Luciano traz uma perspectiva única sobre como a tecnologia e a inovação estão transformando o cenário educacional.
Durante a entrevista, exploraremos temas como a Educação a Distância (EaD), o uso de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica. Além disso, discutiremos as oportunidades e desafios enfrentados pelos empreendedores educacionais no Brasil.
Se você está interessado no futuro da aprendizagem, no desenvolvimento de soluções educacionais inovadoras ou simplesmente quer se inspirar por uma das principais mentes do setor, esta é a live para você!
Convidado Especial: Luciano Sathler
Instagram: @lucianosathler2023
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19% se formam na idade certa e com aprendizagem suficiente

19% se formam na idade certa e com aprendizagem suficiente | Inovação Educacional | Scoop.it

Um novo índice joga luz no drama educacional brasileiro: apenas 2 de cada 10 (ou 19%) dos jovens do país se formam no ensino médio na idade certa e com o aprendizado considerado suficiente.
Os dados evidenciam também a enorme desigualdade do país, com os piores desempenhos educacionais concentrados nas regiões Norte e Nordeste.
A taxa dos que se formam com a aprendizagem suficiente varia de 6,5%, no Amapá, estado com o pior desempenho, a 27%, em São Paulo, que tem a melhor performance. Ou seja, mesmo a educação paulista, líder no ranking, não forma nem um terço dos jovens na idade correta e com a aprendizagem minimamente satisfatória.
O Índice de Inclusão Educacional (IIE) foi desenvolvido pelo Instituto Natura, que atua em projetos de melhoria da educação pública, em colaboração com a Metas Sociais, organização liderada por Reynaldo Fernandes, professor de economia da USP e ex-presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
A novidade desse índice é considerar o desempenho de toda uma geração, e não apenas o de alunos de determinadas séries escolares, isoladamente, como a maior parte dos indicadores da educação existentes.
O que o IIE calcula é o seguinte: de todas as crianças nascidas em um determinado ano no Brasil, quantas se formaram no ensino médio até os 18 anos, ou seja, com, no máximo, um ano de atraso, e tiraram notas consideradas suficientes no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).
Quando se olha apenas para as notas do Saeb dos formandos no ensino médio, por exemplo, não se sabe se esses estudantes estão na idade adequada ou atrasados e, além disso, não são considerados os que abandonaram a escola ao longo do percurso.
O mesmo pode ser dito em relação ao Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na sigla em inglês), avaliação aplicada em diversos países pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Nesse caso, é selecionada uma mostra de alunos de 15 anos que fazem as provas, sem que se considere, no resultado, o atraso escolar, bem como os que estão fora da escola. Além disso, por se concentrar nessa idade, não avalia o resultado de toda a educação básica.
No caso do IIE, a taxa de 19% se refere aos formados no Brasil em 2019. Apesar de já haver dados posteriores do Saeb, os responsáveis pelo novo índice optaram por se concentrar nos anteriores à pandemia da Covid 19, que, com o fechamento prolongado das escolas, agravou velhos problemas, trouxe prejuízos atípicos e distorceu os resultados.
O Saeb, que serve de base para o novo índice, é aplicado a cada dois anos em estudantes do 5º ano (final do fundamental 1), 9º ano (final do fundamental 2) e 3º ano do ensino médio, conclusão da educação básica.
O IIE contabilizou os alunos que atingiram pelo menos 300 pontos nas provas de língua portuguesa e matemática, nota considerada a mínima de um aprendizado básico.
O índice também utiliza o Censo Escolar, que traz dados sobre as matrículas em cada série escolar, e da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, que levanta informações sobre os jovens que estão atrasados ou fora da escola.
De acordo com David Saad, presidente do Instituto Natura para a América Latina, a intenção do IIE é ser um retrato geracional da educação, de simples compreensão.
"É fácil entender que o Brasil deveria garantir que todos saíssem da educação básica com um aprendizado, no mínimo, satisfatório, e na idade correta, porque o atraso traz prejuízos para a trajetória do jovem", afirma. "E o Índice de Inclusão Escolar mostra que apenas 19% chegam a isso; não há dúvida do quão alarmante é esse dado."
Em outras palavras, 81% das crianças brasileiras dessa geração não terminaram a educação básica com uma qualidade mínima. "Elas, sem dúvida, terão muito mais dificuldades de atingir uma vida plena do ponto de vista do conhecimento", diz Saad. "Esse é um índice que mostra a mortalidade do futuro de uma geração", analisa.
Reynaldo Fernandes, da Metas Sociais, ressalta que as diferenças das taxas dos estados no IIE, embora evidenciem a desigualdade no Brasil, demonstram também que aqueles que desenvolveram políticas públicas mais robustas na educação, como Ceará e Pernambuco, tiveram desempenho acima da média do país.
"Não existe uma bala de prata, mas tem muita coisa sendo feita nos estados", afirma ele, que é especialista em dados da educação. "Quando as ações são consistentes, isso acaba refletido nos resultados e inspirar outros estados."
Saad também é otimista. "O índice apresenta um retrato do passado, de gerações que já se formaram", lembra. Ele acredita que resultados melhores virão, a partir de políticas públicas implementadas dos últimos anos, voltadas a uma educação integral e que investem em diferentes fases da educação, da alfabetização ao ensino médio.
O próprio IIE mostra que a educação brasileira, embora ainda muito ruim, melhorou nos últimos anos. Enquanto na geração de 2019 foram 19% os formados na idade correta e com o aprendizado suficiente, na de 2017 a taxa havia sido de 13,1% e na de 2015, de 9,7% (lembrando que os dados são bienais porque o Saeb é a cada dois anos).

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Redes 4G e 5G privativas viabilizam uso de IoT em larga escala

Redes 4G e 5G privativas viabilizam uso de IoT em larga escala | Inovação Educacional | Scoop.it
No Brasil, já há 25 autorizações para utilização da frequência exclusiva de 3,7 GHz
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Ministro defende tributar ‘big techs’ para ampliar inclusão digital

Em evento sobre 5G, Juscelino Filho também afirmou que procura alternativas para restabelecer banda larga de pequenos provedores afetados no RS
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Política de prevenção depende de educação, defendem especialistas

Diálogo permanente com a população é outro pilare para política efetiva de prevenção a desastres climáticos
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Um bom ano | Telecomunicações

Um bom ano | Telecomunicações | Inovação Educacional | Scoop.it
Setor se movimenta com avanço do 5G entre empresas, uso de inteligência artificial, mais serviços e inovações como o fornecimento de conexões de softwares diretamente da rede para desenvolvedores
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Setor financeiro busca profissionais com novo perfil. Conheça

Setor financeiro busca profissionais com novo perfil. Conheça | Inovação Educacional | Scoop.it
“Ao analisar especialmente o mercado de trabalho no setor de meios de pagamentos e bancos digitais, observamos que, além da dificuldade de encontrar profissionais com os conhecimentos específicos para cada vaga, mesclando experiência financeira com a de startups, existe uma grande demanda por profissionais para os níveis mais altos da gestão”, afirma.

“No momento de explosão das fintechs, há alguns anos, a abundância de crédito para esses empreendimentos facilitava consideravelmente o processo de recrutamento. Agora, com a redução dos recursos disponíveis, atrair profissionais seniores tornou-se bem mais complexo, pois estes se motivam bastante pelo pacote de incentivo de longo prazo e também ações ou percentuais de sociedade nestas empresas.”

Guimarães diz que o tempo de um processo de seleção varia muito de acordo com o grau de complexidade técnica e os pré-requisitos que são definidos para cada posição e área. “Algumas áreas, como riscos e tecnologia, podem demorar meses para preencher uma vaga aberta”, afirma. “Muitas vezes o recrutador precisa ajudar o contratante a estabelecer quais são as características que são flexíveis e quais são as mandatórias para identificar mais rapidamente os profissionais.”

Nesse cenário, tem crescido a contratação por projetos especializados, que é quando o contrato do profissional tem uma data de término prevista. “O fato de ser um modelo de contratação focado em profissionais com bagagem dentro do sistema financeiro, com alocações ágeis, permite que as empresas consigam dar vazão aos principais projetos de forma contínua, sem interromper os ciclos, bem como atender demandas que possuem prazo determinado por órgãos reguladores para entrega”, explica Thiago Zuppo, gerente da Robert Half e head da área de temporários. Ele nota um aumento nos projetos da área contábil, PLD, finanças e também dentro de crédito e cobrança.
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Formação de professor só poderá ter 50% de EAD, diz MEC

Formação de professor só poderá ter 50% de EAD, diz MEC | Inovação Educacional | Scoop.it
O Ministério da Educação homologou nesta segunda-feira (27) suas novas diretrizes para cursos de formação de professores. A principal mudança é que o ensino à distância (EAD) só vai poder ocupar, no máximo 50% da carga horária. Assim, as faculdades deverão oferecer ao menos metade do curso no modo presencial. Ou seja, das 3.200 horas, em cursos com duração de 4 anos, 1.800 devem ser presenciais.
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MEC aprova novas diretrizes para formação de professores

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Resolução do Conselho Nacional de Educação determina que carga horária de formação inicial de docentes para educação básica seja, no mínimo, 50% presencial
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Todos pela Educação elogia proibição de licenciatura 100% EaD

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MEC homologou parecer que torna obrigatória carga horária ao menos 50% presencial aos cursos de graduação para professores
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Universidades e institutos federais rejeitam acordo e dão continuidade à greve

Universidades e institutos federais rejeitam acordo e dão continuidade à greve | Inovação Educacional | Scoop.it
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) contabiliza que 59 universidades filiadas à sua base encontram-se em greve no momento; já o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) aponta que a paralisação atinge mais de 560 unidades da rede federal de educação.
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MEC aprova resolução que prevê metade da formação de professores de modo presencial

MEC aprova resolução que prevê metade da formação de professores de modo presencial | Inovação Educacional | Scoop.it
880 horas para formação geral, que abrange conhecimentos sobre o fenômeno educativo e a educação escolar, comuns a todas as licenciaturas e que podem ser ofertadas de modo presencial ou remoto; 
1.600 horas para os conhecimentos específicos, que correspondem aos conteúdos das áreas de atuação profissional, dos quais ao menos 880 horas devem ser realizadas de forma presencial, nos casos de cursos ofertados em modalidade a distância; 
320 horas de atividades acadêmicas de extensão, que devem ser ofertadas, necessariamente, de forma presencial; 
400 horas de estágio supervisionado, que também serão, obrigatoriamente, realizadas em modalidade presencial.
A resolução traz, ainda, normativas para cursos de segunda licenciatura e para cursos de formação pedagógica voltados a graduados não licenciados (destinados à formação de bacharéis e tecnólogos que desejem atuar como professores nos anos finais do ensino fundamental, no ensino médio e na educação profissional em nível médio). Nos dois casos, os cursos ainda devem seguir a proporção de, no mínimo, 50% das atividades realizadas de forma presencial.
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Pedagogia de emergência: brincar pode ajudar as crianças do RS?

Pedagogia de emergência: brincar pode ajudar as crianças do RS? | Inovação Educacional | Scoop.it
Brincar pode ajudar crianças abrigadas no Rio Grande Sul a superar os traumas da rotina afetada pelas enchentes
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Operadoras investem para reduzir déficit de profissionais de TI

Operadoras investem para reduzir déficit de profissionais de TI | Inovação Educacional | Scoop.it

Um estudo do Google em parceria com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) indica que o Brasil terá um déficit de 530 mil profissionais de TI até 2025. Os dados mostram que 53 mil pessoas vão se formar na área, anualmente, entre 2021 e 2025, mas a demanda por currículos no período alcançará 800 mil, segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). Atentas a essas previsões, operadoras de telecom oferecem ações para atrair, reter e formar mão de obra, como programas de trainees, tabelas especiais de remuneração e novos treinamentos.
“A demanda por profissionais de TI no segmento de telecom subiu 34%, entre janeiro e março de 2024”, diz Turah Xavier, CTO (diretora de TI) da Gupy, baseada nas vagas abertas por empresas que usam os serviços de recrutamento e seleção da plataforma. Somente em 2023, a companhia de soluções de RH registrou 219,2 mil candidaturas para oportunidades de TI no mercado de telecom. Este ano, até 15 de maio, recrutou “mais de 400” profissionais de TI para organizações do setor.
De acordo com a especialista, as habilidades profissionais mais procuradas combinam competências técnicas com comportamentais (soft skills). “Os candidatos precisam ser curiosos e mostrar uma atitude transformadora em relação à inovação digital”, explica. Entre as faixas salariais mais adotadas no ramo de TI entre as operadoras, segundo a Gupy, estão a de desenvolvedor, de R$ 5,3 mil a R$ 9,2 mil; e de consultor, de R$ 11 mil a R$ 11,8 mil, dependendo do porte do empregador.
Xavier estima que a busca de posições entre as operadoras deve continuar em alta até dezembro. Prova disso, relata, é o avanço no tempo médio de preenchimento de vagas de gestão: passou de 38,9 dias em 2023 para 52,5 dias em 2024, com um pico de 90,9 dias em janeiro.
Na avaliação da diretora, para lidar com a escassez de currículos, as empresas devem implementar ações como treinamentos que habilitem as equipes a assumir funções mais especializadas e parcerias com instituições de ensino que identifiquem jovens talentos. “Oferecer pacotes de remuneração competitivos e um ambiente de trabalho que valorize o crescimento profissional também atrai os melhores candidatos”, diz.
É o que está fazendo a operadora paranaense Ligga, segundo Isabela Martins de Sena, diretora de gente e gestão da empresa, que conta com mil funcionários, sendo 8,3% alocados em TI. “Realizamos um programa de trainees em 2023, para atrair recém-formados e formar um ‘pool’ de talentos”, diz. “Os candidatos passaram por um programa de desenvolvimento de um ano, fizeram ‘job rotation’ [mudança de função, do inglês] e assumiram posições estratégicas no primeiro trimestre.”
Sena diz que a companhia também oferece alternativas de expediente, como o modelo híbrido, com dois dias por semana em home office, e investe em capacitação. “Há eventos de troca de conhecimentos técnicos, com palestras sobre novas tecnologias”, afirma. A Ligga deve fazer 300 contratações em 2024, sendo 10% do total para o departamento de TI, em nichos como segurança da informação.
Uma das aquisições mais recentes no quadro foi o CIO (diretor de TI) Marcelo Souza, admitido no ano passado. “Há mais de 170 projetos em carteira, desde o lançamento de produtos até um aplicativo para a força de vendas”, detalha o executivo, ex-gestor de infraestrutura de TI na Copa do Mundo Fifa do Qatar.
Na Brisanet, operadora da região Nordeste, uma das formas de conquistar currículos é investir na remuneração. “Atuamos com uma tabela salarial exclusiva para a área de TI”, diz Simone Caixeta, diretora de gente e gestão, sem revelar números. A empresa tem 8,7 mil funcionários e 9,4% estão no setor. A projeção para 2024 é contratar até 100 profissionais da categoria. “Estamos implantando um ERP [software de gestão empresarial, do inglês] e há vagas para programação de sistemas.”
Na avaliação de Niva Ribeiro, vice-presidente de pessoas da Vivo, com mais de 33 mil empregados, sendo 3 mil de TI, saber onde garimpar reforços pode acelerar o preenchimento das posições. “Todas as vagas são divulgadas no LinkedIn, e em grupos de profissionais de TI”, diz. A operadora tem cerca de 100 colocações abertas na área.
Maria Antonietta Russo, vice-presidente de pessoas, cultura e organização da TIM, acrescenta que é importante ouvir as equipes sobre as novas admissões. “Cerca de 20% dos talentos são contratados por meio de indicações dos colaboradores”, afirma.

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Projeto promove cerco eletrônico da cidad

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Ao inaugurar o “cérebro” da cidade neste ano, Curitiba deu mais um passo à frente ao futuro com a instalação de uma plataforma inovadora de suporte ao planejamento urbano, que trabalha em conjunto com a Muralha Digital. Batizado de Hipervisor Urbano, o aparato tecnológico inclui uma rede de compartilhamento de dados públicos em tempo real, com a coleta, processamento e distribuição de informações para a gestão dos serviços de forma efetiva e transparente e também para o planejamento de mudanças em várias áreas.
Além da Muralha Digital, o sistema integra os centros operacionais do transporte e da Defesa Civil, além de serviços de abastecimento de água (Sanepar) e de energia (Copel). “Trata-se de um centro com informações estratégicas, sob a ótica preditiva, para construir o futuro da cidade”, diz Antonio Carlos Rebello, superintendente de TI da Prefeitura de Curitiba.

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Inteligência artificial: de que lei o Brasil precisa?

Identificadas e delimitadas as reais prioridades, a atividade legislativa poderá avançar de forma mais efetiva, por meio da criação de normas com a celeridade e o escopo que se revelem apropriados. Não significa que, até lá, a inteligência artificial esteja ou deva permanecer fora do alcance da lei no Brasil. Nosso ordenamento jurídico já tem normas aplicáveis, sob determinadas circunstâncias, ao desenvolvimento, implementação e uso dessa tecnologia, como o Código de Defesa do Consumidor, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e o Código Civil. Há, portanto, um arcabouço legal em vigor capaz de disciplinar parte substancial dos atos e das relações que envolvem a inteligência artificial.
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China lança fundo para indústria de chips de US$ 47 bilhões em resposta aos EUA

China lança fundo para indústria de chips de US$ 47 bilhões em resposta aos EUA | Inovação Educacional | Scoop.it
O maior acionista do novo fundo chinês é o Ministério das Finanças do país, junto com empresas de investimento dos governos de Shenzhen e Pequim
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Adoção de ferramentas de IA no Poder Judiciário cresce 26% 

Adoção de ferramentas de IA no Poder Judiciário cresce 26%  | Inovação Educacional | Scoop.it
Os órgãos do Poder Judiciário registraram o aumento de 26% na adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA), em relação ao ano anterior. Foram, ao todo, 140 projetos desenvolvidos ou em desenvolvimento no âmbito de tribunais e conselhos de Justiça ao longo do ano passado. O balanço anual, feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), envolveu 94 instituições da Justiça. Os dados serão divulgados nesta terça-feira pelo presidente do conselho e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.
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Desafio educacional requer ação conjunta

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Melhorar a educação é crucial para que o país avance economicamente rumo a um futuro mais sustentável. Nesse ponto, há consenso entre os 24 Executivos de Valor eleitos neste ano. Mas existe a percepção também de que não há uma solução única e que essa é uma questão que exige uma combinação de esforços. Usar a própria influência como ativista junto ao poder público e à sociedade pode ser um caminho. Requalificar seus quadros ajudando a força de trabalho a se adaptar aos rápidos avanços tecnológicos é outro. Identificar as competências que suas organizações precisarão no futuro para ajudar a pautar as instituições de ensino e apoiar iniciativas educacionais em todos os níveis da formação para além dos muros de suas empresas são outras ações que estão ao alcance de quem está no comando das empresas, segundo os especialistas. A extensa lista de desafios na área inclui agora a necessidade urgente de reconstruir a educação no Rio Grande do Sul, tarefa que vai da recuperação da infraestrutura à retomada das aulas.

“O maior problema do Brasil é a desigualdade econômica e o grande equalizador para a mobilidade social é a educação”, alerta Jair Ribeiro, fundador da Parceiros da Educação, associação sem fins lucrativos, que reúne empresas em projetos para apoiar a rede de ensino pública. Ele lembra que, em seus estudos, Eric Hanushek, do Instituto Hoover da Universidade de Stanford (Estados Unidos), mostra a relação entre o Produto Interno Bruto (PIB) per capita e o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). “O aumento de cem pontos no resultado médio do Pisa está associado a dois pontos percentuais de crescimento no PIB per capita. Para o Brasil, esse salto significaria chegar à média de aprendizagem dos países mais desenvolvidos”, afirma.

“O capital humano em quantidade e qualidade insuficientes não permite que os investimentos necessários e possíveis sejam realizados em todo o seu potencial no país”, afirma Fernando Modé, CEO do Grupo Boticário. Alexandre Ribas, CEO da Falconi e professor convidado da PUC-RS, lembra que produtividade é um elemento do crescimento econômico que só é alcançado quando se trabalha o conhecimento. A educação, diz, é capaz de destravar o potencial econômico de um país – foi o que aconteceu, por exemplo, na Coreia do Sul, que investiu massivamente na educação básica. “A qualidade da força de trabalho que chega às organizações não é formada só nos últimos anos de formação”, diz. “Toda criança que você prepara na base tem um impacto de produtividade para a sociedade e para o bem-estar coletivo lá na frente.”

A situação da educação no Brasil ainda está longe de ser ideal, especialmente no início da formação escolar. Mais de nove milhões de jovens de 15 a 29 anos – ou 19,9% da população dessa faixa etária – não haviam concluído a educação básica (formada pela educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio) e não frequentavam escolas em 2022, segundo a pesquisa Juventudes Fora da Escola, do Itaú Educação e Trabalho e da Fundação Roberto Marinho. O mesmo levantamento mostra, entretanto, que 73% dos jovens que estão fora da escola pretendem concluir a educação básica.
“As organizações são capazes de fornecer investimento, estrutura e, principalmente, oportunidades para o desenvolvimento de projetos que favorecem a educação em todas as fases da vida de um estudante e, inclusive, continuar a formá-lo após seu ingresso no mercado de trabalho”, acredita Isabella Wanderley, general manager da Novo Nordisk. Entre os programas que sua empresa patrocina está um destinado a crianças de escolas públicas a partir do sexto ano do ensino fundamental II, chamado Bom Aluno. “Aos que têm potencial é oferecido um contraturno para que ganhem ritmo de estudo e a possibilidade de entrar em uma escola privada como bolsista depois”, explica.
Lucia Dellagnelo, doutora em educação pela Universidade de Harvard e consultora do Banco Mundial, diz que para o Brasil entrar no grupo dos países desenvolvidos é preciso que toda a população tenha acesso a uma educação básica de qualidade. E, com os crescentes desafios que a tecnologia está impondo, ela acha necessário pensar na educação digital da população logo no início da sua formação, para que as crianças desenvolvam habilidades e pensamento crítico sobre futuras tecnologias. Em sua opinião, também é urgente apoiar a requalificação dos professores. Em pesquisa realizada pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), 140 mil professores das redes públicas de ensino, de todos os Estados brasileiros, fizeram uma autoavaliação de seu conhecimento digital e a maioria afirmou que não sabe incorporar a tecnologia na sala de aula nem orientar os alunos sobre o seu uso responsável e ético.

Christian Gebara, CEO da Telefônica Vivo, acredita que o Brasil tem a oportunidade de dar um salto importante na educação por meio da digitalização. Ele conta que a Fundação Telefônica investiu R$ 57 milhões em 2023 no desenvolvimento de habilidades digitais para professores e conteúdo digital para aulas e que tem realizado um esforço intenso nesse sentido. “Estamos trabalhando com trilhas de ciências de dados para o novo ensino médio”, exemplifica. Mas ele lembra que hoje existem 40 mil escolas sem nenhuma conexão com a internet e outras 98 mil com uma conexão insuficiente. Nos últimos leilões de frequência, Gebara conta que as três maiores operadoras de telefonia do país contribuíram com R$ 3,2 bilhões para as escolas se conectarem. “Queremos que esses recursos sejam usados”, diz.

Dellagnelo assinala que, além da falta de conexão, as escolas públicas hoje sofrem com uma infraestrutura precária e com a escassez de equipamentos. Enquanto a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informa que em seus 38 países-membros a média é de cinco alunos por computador em sala de aula, no Brasil, em algumas regiões, a média é de sete a dez estudantes por equipamento. “Isso ainda é aceitável, mas há lugares em que a nossa média sobe para cem alunos. O estudante vai demorar um mês para conseguir ficar uma hora fazendo uma atividade no computador”, alerta.

Radamés Casseb, CEO da Aegea Saneamento, acredita que as empresas podem participar doando equipamentos para programas educacionais específicos. No seu setor, ele explica que a contribuição para as escolas públicas é olhando para o saneamento básico. Isso acontece tanto incentivando jovens do ensino médio a conhecer as concessionárias da companhia para que possam se interessar em trabalhar na área no futuro, como por meio de parcerias, como uma firmada com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, na sigla em inglês) que visa a melhorar a infraestrutura de saneamento, água e higiene em 80 escolas localizadas em zonas rurais ou periféricas no Ceará, Pará e Amazonas.

O Nordeste foi a área escolhida pelo projeto NuFuturo, do Nubank, que apoia universidades federais para acelerar carreiras na área de tecnologia. “Nossa agenda foca na descentralização do investimento social privado do eixo Rio-São Paulo, reconhecendo as potencialidades do Brasil”, diz Livia Chanes, CEO do banco no Brasil.
“Regiões com empresas fortes, sobretudo no setor industrial, ostentam uma comunidade com nível educacional acima da média nacional”, reflete Harry Schmelzer, membro do conselho de administração da WEG , que deixou o cargo de CEO da companhia em março. “Isso se deve ao fato de a indústria ser um agregador de valor, demandando mão de obra qualificada em todos os níveis e áreas, exigindo altos níveis de educação.” Na WEG, ele conta que a empresa patrocinou sete mil bolsas de estudo de graduação e ensino técnico, além de apoiar 37 projetos na área de educação e preparação de jovens para o mercado de trabalho.
Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, diz que há 40 anos o banco investe em iniciativas para promover uma educação pública de qualidade, seja por meio de ações realizadas diretamente ou por meio de seus institutos e fundações, que são seus “braços sociais”. “Nesse tempo, impactamos positivamente 13,5 milhões de jovens em todo o país”, diz. Ele lembra que um desses programas, o Potências, lançado em 2022, oferece bolsas universitárias para incentivar a permanência de estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas, que ingressaram em universidades públicas por meio da Lei de Cotas. Nessa iniciativa, foram investidos R$ 25 milhões e beneficiados 385 alunos. Neste ano, o banco também oficializou mais parcerias para o programa com universidades federais do Nordeste.
De acordo com o levantamento Fora da Escola, a maioria dos jovens (78%) provém de famílias com renda per capita de até um salário mínimo (R$ 1.412,00) e sete em cada dez (70%) são negros. “No Brasil, não basta você fazer ações afirmativas, tem que fazer investimento em equidade racial e, justamente, investindo na melhoria da educação pública, para que em uma ou duas gerações a gente tenha mais negros preparados para o mercado de trabalho”, enfatiza Ribeiro, que também é cofundador do Pacto de Promoção da Equidade Racial, iniciativa que propõe trazer a questão racial para o centro do debate econômico brasileiro, atraindo a atenção de empresas.
A empresa não é mais só um agente de produção econômica, como se ensinava nos anos 1980. Hoje ela é também um agente de promoção do bem-estar social, segundo Antonio Batista, presidente da Fundação Dom Cabral, que atua na formação de executivos. Para ele, as organizações precisam balancear a pauta da performance com a do progresso. “A sociedade é quem vai conferir legitimidade social para a empresa operar”, ressalta. “Nos anos 1970, se ensinava aos executivos funções gerenciais, como a administração do tempo, de conflitos e tomada de decisão. Nos anos 2000, com os MBAs, vieram as competências mais estratégicas, depois entraram os conceitos de sinergia, inovação, agora estamos vendo a transição para os grandes temas da humanidade, as megatendências que estão afetando a vida das empresas, como a transição climática, a inclusão social e as questões tecnológicas”, explica.

Hoje o mundo vive o desafio da requalificação dos profissionais, de todas as idades, o chamado reskilling, lembra Dellagnelo. “As empresas se tornaram locais de aprendizagem e precisam fazer isso para continuar produzindo”, destaca a pesquisadora. “Existe uma ausência do Estado, uma distância grande entre o que o MEC se propõe a fazer e o que a sociedade demanda. A gente atua exatamente nesse gap, com o intuito de gerar mão de obra”, diz Cristiano Teixeira, CEO da Klabin. Ele conta que, entre 2019 e 2024, a empresa investiu mais de R$ 50 milhões em educação com foco na formação profissional no Centro de Qualificação Profissional Klabin e do Centro de Treinamento Florestal, assim como nos cursos de capacitação, qualificação, formação e desenvolvimento de membros da comunidade e de funcionários das áreas florestal e industrial da companhia.

Ribas, da Falconi, acredita que as empresas devem ser coprotagonistas na formação da força de trabalho, tanto dentro da empresa como nas comunidades onde estão inseridas. Daniela Manique, CEO da Solvay-Rhodia, por exemplo, conta que uma forma que sua companhia encontrou para ajudar a impulsionar a renda da população que mora próxima à fábrica em Paulínia (SP) foi montar uma estrutura para ensinar marcenaria. “Sempre estamos promovendo projetos para as cidades em que estamos operando”, explica. A companhia também traz alunos da rede pública para conhecer suas operações com o objetivo de incentivá-los a seguir carreiras técnicas.


Ribas: qualidade da força de trabalho depende também do investimento na criança — Foto: CBelli/Divulgação
“Faz parte do nosso trabalho ajudar não apenas na formação escolar, mas também na capacitação técnica das pessoas nas várias regiões onde empregamos”, diz Ricardo Mussa, CEO da Raízen. Ele afirma que, em várias cidades, a companhia é o principal empregador, então formar mão de obra local faz parte da sua estratégia. “Vejo a Raízen como uma grande fábrica de talentos”, diz. Por meio da Fundação Raízen, instituição sem fins lucrativos, em 2023 a companhia ajudou a formar 4.800 jovens em todo o Brasil, que participaram do programa Ativa Juventude.

Patricia Freitas, CEO da Prudential no Brasil, destaca um projeto da seguradora desenvolvido com a Redes da Maré, organização formada por moradores e ex-moradores do Complexo da Maré, um dos maiores conjuntos de favelas do Rio de Janeiro. Ela explica que a Prudential Foundation patrocina com a Redes da Maré um grupo de jovens, do ensino médio até o superior, com o objetivo de evitar a evasão escolar. “É uma bolsa, mas também levamos conteúdo para eles, falamos sobre educação financeira e mercado”, diz.

Na Gerdau, o CEO Gustavo Werneck diz que há na companhia uma preocupação em promover o conhecimento para toda a sociedade. Entre os programas que apoia e patrocina, está o Gerdau Transforma, em parceria com a agência Besouro. “Com ele, pretendemos impactar as pessoas por meio da cultura empreendedora, incentivando indivíduos de todas as idades a progredir na vida por meio de um negócio próprio. É uma iniciativa gratuita para pessoas com mais de 18 anos que já têm um negócio ou que têm o sonho de empreender”, conta.

No Grupo Boticário, o CEO Fernando Modé diz que a companhia oferece um programa chamado Desenvolve, de formação contínua, para funcionários, franqueados, distribuidores e suas respectivas equipes, que levou ao mercado prioritariamente pessoas negras, incluindo as com mais de 45 anos. Outra iniciativa é o programa Empreendedores da Beleza, que trabalha a formação de profissionais voltados para esse segmento.

Rui Chammas, CEO da ISA CTEEP, ressalta as ações que a empresa tem feito para ajudar a formar mão de obra e que também valorizam a diversidade. Ele explica que, no ano passado, a companhia apoiou, por exemplo, a formatura de alunas do curso Eletricistas Instaladoras do Senai-SP. “É um programa voltado para a inclusão e criação de oportunidades de emprego no mercado de energia elétrica e que teve como objetivo contribuir para o crescimento da presença feminina em posições operacionais no setor de transmissão de energia”, diz.

Dividir o conhecimento com a sociedade é outra forma de contribuir para a formação de uma nova mão de obra. Marcílio Pousada, CEO da RD Saúde, diz que desde 2023 a empresa compartilha o que ensina para seus funcionários com uma universidade e que, em parceria, ajudou a criar um curso, aprovado pelo Ministério da Educação, para a formação de farmacêuticos. “Mais de 40% da grade curricular veio do material didático da Universidade RD, o que nos orgulha muito”, diz. A companhia abre entre 280 e 300 farmácias por ano e todo o treinamento é dado em sua universidade corporativa.

Desenvolver as habilidades dos funcionários é um desafio estratégico para a Localiza, segundo o CEO Bruno Lasansky. “Com o avanço da tecnologia, a expectativa dos clientes muda rápido e é preciso se adaptar, evoluir e inovar para que o negócio seja sustentável no longo prazo”, observa. A empresa deu 380 mil horas de treinamento para os funcionários e bolsas de pós-graduação para a alta liderança em escolas internacionais. “Investir no capital humano é fundamental, especialmente na área de tecnologia, onde o país terá um déficit de 530 mil profissionais até 2025”, alerta. Entre os projetos neste segmento, ele cita o #Meu futuro é Tech, que já capacitou gratuitamente 50 mil pessoas.

Na BYD, o presidente no Brasil, Tyler Li, diz que uma das ações que a empresa faz para disseminar conhecimento é com o Senai Camaçari. “Ele começou a preparar novos laboratórios multicompetências para receber os alunos que serão formados para atuar na companhia”, detalha. Além disso, a sua área de pesquisa e desenvolvimento tem estudos realizados em parceria com as principais universidades do país.

Em alguns casos, o investimento na educação acontece mais internamente do que externamente, como na Nomad. “Temos benefícios de graduação, pós, cursos de idiomas, formação de desenvolvimento de lideranças e estágio para grupos sub-representados”, diz o CEO Lucas Vargas.

Alexandre Birman, CEO e CCO da Arezzo&Co, que agora se prepara para liderar a companhia resultante da fusão com o grupo Soma, acredita que as empresas têm o papel de gerar empregos, proventos por meio de impostos e inovação com investimento tecnológico e em novas plantas industriais. “O nosso foco é educação, não só um treinamento, mas também uma evolução profissional para as pessoas que aqui trabalham”, enfatiza. “Eu tenho milhares de funcionários, então indiretamente estou contribuindo, sim, óbvio, para melhorar a educação do país, mas é um país com 210 milhões de pessoas.”

“A empresa, como todos nós brasileiros, tem responsabilidade com a educação. Temos o dever de oferecer às novas gerações uma educação melhor do que aquela que tivemos, e não há limite para o esforço que deve ser feito para alcançar essa meta”, diz David Feffer, presidente do conselho de administração da Suzano. Ele diz que, como parte da celebração do centenário da empresa, a Suzano anunciou planos para investir US$ 30 milhões em projetos de pesquisa e educação com foco em sustentabilidade. Em outro programa de formação de professores de escolas públicas nos municípios onde atua, a companhia impactou 646 escolas, nas quais estudam cerca de 129 mil alunos.

Para Tereza Santos, CEO da Sympla, todo mundo tem como contribuir para melhorar a questão educacional do país, mesmo que seja de uma forma simples: “Nem sempre dá para fazer um projeto incrível, mas você pode sentar com o colaborador para dar uma orientação mais direta, ajudar ele a pegar gosto por aprender, a educação pode se tornar um hábito viciante”.

Ricardo Ribeiro Valadares Gontijo, CEO da Direcional Engenharia, diz que sua companhia apoia o projeto O Mundo dos Livros, que oferece oficinas de capacitação de leitura e redação para cerca de 900 crianças do ensino fundamental. “Queremos ajudar a ampliar as habilidades de interpretação de texto dessas crianças. Afinal, quem lê bem pode estudar qualquer tema de interesse. Acredito ser crucial resgatarmos esse hábito de leitura nas novas gerações acostumadas ao conhecimento menos aprofundado das redes sociais”, diz.

“Desenvolver o conhecimento do colaborador é contribuir para que a pessoa tenha a própria educação e renda para educar os filhos. Então, é uma cadeia efetiva na minha visão”, diz Roberta Vasconcellos, cofundadora e CEO da Woba. Ela diz que a partir do momento em que o negócio está crescendo, as pessoas precisam crescer na mesma velocidade.

André Aguiar, CEO da Inspira Rede de Educadores, diz que uma das frentes importantes de contribuição das empresas para a melhoria da educação no país é abordar o tema constantemente. “É preciso incluir a pauta da educação na agenda das companhias, tornando essa uma questão recorrente, não eventual”, destaca. Já Dellagnelo ressalta a importância do comprometimento de longo prazo nas questões educacionais, já que os resultados obtidos no ensino podem ser perdidos se não houver continuidade.

Alcione Albanesi, presidente e fundadora da instituição sem fins lucrativos Amigos do Bem, acredita que a agenda ESG aumenta o comprometimento das empresas: “Elas podem ajudar a romper o ciclo de pobreza”. Ela conta que 95% da área pedagógica da Amigos do Bem é formada por pessoas que eram crianças e que viviam em povoados quando a ONG começou sua atuação no sertão nordestino. “Elas tiveram acesso à educação e hoje trabalham conosco transformando a vida de outras crianças por meio da educação.”

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Governo Lula e sindicato minoritário de professores fecham proposta de reajuste salarial 

Governo Lula e sindicato minoritário de professores fecham proposta de reajuste salarial  | Inovação Educacional | Scoop.it

Na proposta assinada nesta segunda-feira, o governo se compromete com 9% de ajuste em janeiro de 2025 e 3,6% em maio de 2026, além de um aumento médio de 28% para a reestruturação das carreiras. O professor com doutorado em início de carreira passará a receber R$ 13,7 mil, e o titular, R$ 26 mil, em 2026. Com esta proposta o impacto fiscal passa a ser de R$ 6,2 bilhões, apenas para os professores.
A maior fonte de resistência vem da inexistência de reajuste em 2024, que o governo tentou contornar trazendo para janeiro de 2024 a soma de dois reajustes de 4,5% que, na primeira proposta, seriam dados em maio de 2025 e de 2026. O único reajuste real este ano será o dos benefícios (auxílio-creche, auxílio-alimentação e assistência à saúde suplementar).
Presidente Lula já começa a colher desgastes advindos da paralisação dos professores
O Proifes representa unidades como universidades federais de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pará e Maranhão. A Andes, mais resistente, tem unidades como a UFRJ, a maior do país, que aprovam o acordo, mas a maioria é contrária. A maior dificuldade dos negociadores, na avaliação de interlocutores do Ministério da Gestão, é o fato de que, no serviço público, o ponto não é cortado durante a greve, o que estimula longas paralisações. As primeiras universidades entraram em greve em 15 de abril. Os técnicos começaram a parar no início de março.
Para conter a adesão de alunos, o Ministério da Educação se comprometeu a melhorar o custeio das universidades federais, ainda sem valores definidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já começa a colher desgastes advindos da paralisação. No fim de semana, um grupo de técnicos em greve fez um protesto durante inauguração de obras na rodovia Presidente Dutra, no interior de São Paulo.

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MEC aprova nova divisão do currículo e limite de 50% de EaD para cursos de licenciatura e pedagogia; entenda

MEC aprova nova divisão do currículo e limite de 50% de EaD para cursos de licenciatura e pedagogia; entenda | Inovação Educacional | Scoop.it
Os licenciandos matriculados atualmente não passarão por mudanças. As novas regras passarão a valer para os inscritos nos próximos semestres
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A queda acentuada nas matrículas de pós-graduação no Brasil

A queda acentuada nas matrículas de pós-graduação no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it

Número mostra um declínio do interesse em carreiras científicas acadêmicas. O total de ingressantes em programas de mestrado e doutorado caiu 12% entre 2019 e 2022, atingindo o nível mais baixo em quase uma década.
Um relatório preliminar divulgado no mês passado pela Agência Federal de Apoio e Avaliação da Pós-Graduação (CAPES) constatou que o interesse dos estudantes de graduação do país em seguir uma carreira acadêmica está em um ponto baixo. Após um crescimento constante entre 2015 e 2019, o número total de indivíduos inscritos em programas de mestrado e doutoramento começou a diminuir. Entre 2019 e 2022, mais de 14.000 vagas de pós-graduação foram perdidas, e 2022 teve o menor número de matrículas em pós-graduação em quase uma década.

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Escolas que disputam Olimpíada de Matemática se saem melhor no Enem

Escolas que disputam Olimpíada de Matemática se saem melhor no Enem | Inovação Educacional | Scoop.it

Os alunos de escolas com altas taxas de participação na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) têm obtido melhores resultados no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). É o que mostra pesquisa conduzida pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), organização que se dedica a estudos em educação. Divulgado nesta segunda-feira (27), o estudo revela ainda que essas instituições também registram maiores taxas de aprovações de seus alunos e menores distorções na equivalência entre idade e série.

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Comissão de Educação vota Projeto de Lei que prorroga vigência do Plano Nacional de Educação

Comissão de Educação vota Projeto de Lei que prorroga vigência do Plano Nacional de Educação | Inovação Educacional | Scoop.it

Após a concessão de vista coletiva, a Comissão de Educação deve votar, nesta terça-feira (28), a partir das 10h, o Projeto de Lei que prorroga até 31 de dezembro de 2029 a vigência do Plano Nacional de Educação (PNE).
Sancionado em 25 de junho de 2014, a segunda edição do PNE (Lei 13.005) está a menos de um mês de encerrar o seu decênio de vigência. O Plano é o instrumento de base da educação brasileira e tem como diretrizes questões como a erradicação do analfabetismo, a universalização do atendimento escolar e a valorização dos profissionais de educação.
O atual Plano previa que o Poder Executivo enviasse ao Congresso, até junho de 2023, uma nova proposta. Como isso não ocorreu, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) propôs a prorrogação da Lei de forma que não se repita o interstício de quatro anos sem Plano, como ocorreu entre a primeira e a segunda edições.
O PL 5.665/2023 recebeu parecer favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC). O senador Cid Gomes (PSB-CE) apresentou emenda para que a prorrogação da vigência do PNE ocorra até o final de 2025 e, não 2028, mas o relator é pela rejeição dessa proposta. A matéria é terminativa na CE e, se aprovada, segue à Câmara, salvo recurso pela análise em Plenário.

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MEC publica portaria para Programa de Educação Tutorial —

MEC publica portaria para Programa de Educação Tutorial — | Inovação Educacional | Scoop.it
Atualmente, o PET envolve 835 grupos, os quais reúnem alunos e professores para o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas à formação e à qualidade na educação superior. Existem grupos do PET em instituições de educação superior públicas, privadas e comunitárias.
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Educação híbrida: como a gestão pode apoiar as competências digitais da equipe

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Ao comemorar uma década de atividades, coordenadoria de formação docente no Ceará oferece ambiente virtual de aprendizagem com materiais que incentivam o aprendizado digital
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