Inovação Educacional
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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Quem é o universitário brasileiro atual?

Quem é o universitário brasileiro atual? | Inovação Educacional | Scoop.it

Desde que foi instituído o Dia Nacional do Estudante, em 11 de agosto de 1927, muito se avançou na Educação e as mobilizações seguem na construção de relações de ensino-aprendizagem que buscam conhecer as necessidades dos discentes, que não almejam mais apenas somar conhecimentos científicos, mas saber como aplicá-los na carreira, vida pessoal e na melhoria da própria sociedade.
Para celebrar a data, o Blog da Minha Biblioteca convidou o Prof. Luciano Sathler – PhD em Administração pela FEA/USP; Membro do Conselho Científico da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e do Conselho Deliberativo do CNPq; Reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix (MG) e do Centro Universitário Metodista IPA (RS) –  para traçar o perfil do estudante atual e contar o que as IES (Instituições de Educação Superior) têm feito para aprimorar sua formação, num universo acadêmico mais tecnológico e que, ao mesmo tempo, valoriza as competências socioemocionais. 
MB – Qual o perfil do estudante brasileiro hoje? 
Luciano Sathler – No Ensino Superior, estávamos com cerca de 8 milhões e 212 mil matrículas, em 2021, sendo 6 milhões e 246 mil nas Instituições de Ensino Superior privadas ou comunitárias. Em 2020, as matrículas em cursos de Graduação a distância (EAD) chegaram a 35,8% do total, na tendência de maior crescimento nessa modalidade, comparado ao ensino presencial. A ampla maioria dos discentes estuda em cursos noturnos, o que aponta para estudantes trabalhadores, muitas vezes os primeiros de suas famílias que conseguem se matricular em um curso superior. 
O ensino superior brasileiro se encontra diante de um grande desafio, ao receber muitos estudantes que sofreram com sérios déficits de aprendizagem ao longo da vida, especialmente por problemas variados que impactaram a qualidade da oferta na Educação Básica. São alunos e alunas que contam com essa oportunidade para mudarem a sua história de vida e de suas famílias.  
MB – Qual o maior desafio dos gestores e docentes, diante de vários recursos tecnológicos e, ao mesmo tempo, limitações de acesso por parte de grande número de estudantes? Como atender estes extremos?
Luciano Sathler – O uso da tecnologia, no campo educacional, se acentuou muito nos últimos anos, um movimento que foi acelerado pela pandemia. Isso inclui as atividades-meio, tais como ferramentas de captação, retenção, registros acadêmicos, bibliotecas virtuais. E as atividades-fim, no ensino, na pesquisa e na extensão.
Um docente que se interesse em utilizar a tecnologia para desenvolver relações de ensino-aprendizagem mais significativas, deve se importar na busca do diálogo, para entender como os estudantes aprendem, como o conhecimento se contextualiza, não só para a formação acadêmica do discente, mas para todos os âmbitos da vida. Cabe às instituições educacionais fornecerem a tecnologia possível em suas instalações, assim como criar políticas que promovam a democratização do acesso para os estudantes e suas famílias. 
À inclusão digital se soma a alfabetização digital, a leitura crítica da informação e o uso criativo dos recursos tecnológicos para que a aprendizagem seja alcançada a contento. O maior limite não é a tecnologia. O desafio mais difícil é a mudança de cultura e da mentalidade por parte de gestores e docentes, que, muitas vezes, correm o risco de adotar tecnologias avançadas ainda para praticar metodologias ultrapassadas de ensino, que não privilegiam o protagonismo dos estudantes.
MB – Alguns especialistas defendem que o mais importante não é apenas o ensinar, mas como os estudantes aprendem, absorvem estas informações e as transformam em conhecimento para sua formação acadêmica e para a vida. Estas colocações refletem a Educação atual? 
Luciano Sathler – A aceleração cultural trazida pela pandemia, em meio à tragédia humanitária que ainda estamos, empurra toda a sociedade em direção ao paradigma da Sociedade da Informação.  
Assim como a humanidade já vivenciou a Sociedade Agropastoril e a Sociedade Industrial, nós entramos na Sociedade da Informação com o advento da Internet e da onipresença das telas em nossas vidas, a chamada ubiquidade digital. 
Essa mudança de paradigma acontece em ritmos e intensidades diferentes, a depender do local que você vive, do trabalho que você exerce e, especialmente, da classe socioeconômica na qual sua família se encontra. Tem aumentado a exclusão da maioria e a concentração de oportunidades nas mãos de poucos.
Uma tarefa primordial da educação é colaborar para setores cada vez mais amplos da sociedade se apropriem da tecnologia, não apenas para o uso, mas também na capacidade de criar, modificar e utilizar os recursos para mudar positivamente a realidade na qual se encontram.
MB – As soft skills são essenciais no aprendizado atual? E as habilidades de dados – data skills – estão em segundo plano?
Luciano Sathler – Cada um deve se perguntar: o que eu faço melhor do que um robô possa jamais fazer? E todo professor precisa se questionar sobre: como ser melhor do que as duas primeiras páginas de respostas do Google para orientar um estudante? 
Há um ritmo crescente de automação dos trabalhos que exijam menor criatividade e que sejam mais rotineiros. O conhecimento hoje se dissociou definitivamente do ‘decoreba’, chegando a ser considerado ultrapassado quem ainda insiste em manter um saber enciclopédico memorizado sobre qualquer assunto. 
O mais importante é saber aprender sempre, para ser capaz de elaborar e contextualizar novos conhecimentos a partir das mudanças que a Sociedade da Informação traz. É inédita a quantidade de informação nova sobre qualquer assunto que é produzida hoje em dia, assim como a velocidade e o alcance de sua disseminação. 
Nesse sentido, não se concebe mais um conhecimento que não possa ser constantemente atualizado, sem perder seus fundamentos cientificamente válidos, e que essa atualização se dê em rede, por meio da capacidade de se relacionar com os outros. Daí a importância das competências socioemocionais (soft skills).
Nós temos hoje, nas classes com maior poder aquisitivo, uma geração de jovens que brincaram pouco na rua e que cresceram muito mais isolados do que seus antecessores, seja em lares com famílias menores ou mesmo em condomínios fechados, que replicam bolhas sociais. 
E, dentre as famílias mais desfavorecidas, o contexto de violência e desesperança, muitas vezes vivenciado, tende a impactar negativamente o engajamento e os resultados de aprendizagem. 
O resultado é cada vez mais gente com diplomas nas mãos, mesmo com déficits de aprendizagem, e pouca ou nenhuma capacidade para amar, ser amado ou mesmo sem ter condições para enfrentar as adversidades da vida sem surtar. Hoje em dia as pessoas são contratadas pelo que dizem saber e são demitidas pelo que são. 
MB – As IES estão capacitadas para a formação dos estudantes qualificando-os para a vida profissional?
Luciano Sathler – É preciso alinhar o currículo e as metodologias de ensino às demandas reais da sociedade e do mundo do trabalho. Hoje há um descompasso entre a maioria das IES e o restante do mundo. Conteúdos e práticas voltadas para o passado, ministrados por docentes que dialogam pouco com o setor produtivo e IES que geram diplomados que chegam muito despreparados nas organizações, onde gestores sentem a necessidade de ensinar tudo a quem pouco sabe, na prática.
Um desafio urgente é o da Microcertificação, inclusive de saberes desenvolvidos fora dos ambientes escolares, que evidencie competências e habilidades.
MB – Quando se propõe incorporar tecnologias da informação e comunicação na Educação, o principal objetivo é apoiar os processos de ensino e aprendizagem ou vai além? 
Luciano Sathler – Cada IES precisa ter seu plano digital, que ampare e evidencie um processo de transformação digital – vide figura 1.

O fundamento é a infraestrutura, o que inclui, por exemplo, espaços físicos híbridos – que permitam o desenvolvimento de atividades on-line -, a disponibilização de vídeos on demand, a utilização da computação em nuvem, o uso de laboratórios de informática, políticas que incentivem aos estudantes levarem seus próprios devices para a escola (bring your own device – BYOD), internet, wi-fi, bluetooth e acessibilidade. Os sistemas que permitam a realização dos registros acadêmicos com a segurança e a integridade adequadas. A captação e a retenção dos discentes com o apoio de sistemas de informações, inclusive de business intelligence (BI). 
A sala de aula virtual, que abrange um ambiente virtual de aprendizagem bem-organizado, acessível e que promova o diálogo entre todos seus usuários. Nesse espaço devem estar disponíveis materiais didáticos em formatos variados – vídeos, textos, imagens, podcasts etc. Além de fontes bibliográficas abundantes, inclusive recursos educacionais abertos. 
Por fim, mas não menos importante, a identidade institucional deve ser revelada na arquitetura curricular inovadora, fundamentada nos princípios da escola democrática, sistemas que apoiem o desenvolvimento da carreira profissional de estudantes e egressos, o suporte para a realização da extensão universitária que permita tornar mais porosos os limites da instituição e o diálogo com a sociedade. 
A Microcertificação é uma tendência e que necessita contar com plataformas capazes de organizar e visibilizar, com segurança e privacidade, as trilhas de aprendizagem seguidas por cada aluno. 
Mais importante do que contar com tecnologias muito sofisticadas e, às vezes, muito dispendiosas, é capacitar e motivar pessoas para liderarem o processo de transformação digital. 
É uma questão de mentalidade, para gerar inovação nas metodologias de ensino-aprendizagem, uma nova arquitetura curricular, mais aberta e flexível, e, especialmente, ser capaz de tornar mais porosos os muros da universidade por meio da extensão universitária e da interdisciplinaridade.
“Quem não for capaz de entender a mudança de paradigma e se adaptar aos ditames da Sociedade da Informação vai desaparecer ou cair num processo de irrelevância – um risco, inclusive, para universidades públicas”
MB – Como avalia as principais deficiências e avanços em relação às metodologias de ensino atuais? 
Luciano Sathler – ‘O futuro já chegou, só está mal distribuído’. Essa frase foi emitida pelo pai do movimento cyberpunk, em 1999, Willian Gibson. E retrata muito bem o momento em que nos encontramos. Há IES novas, que já nascem na busca da inovação como marca de seu DNA. Algumas com boas intenções, financiamento abundante, mas com poucos fundamentos educacionais de verdade.
Há IES que atuam há décadas e que estão num sério esforço de se adequarem aos novos tempos, sem renunciarem à sua sustentabilidade econômico-financeira. E há IES onde o corporativismo e a má gestão parecem empurrar para o abismo a possibilidade de perenidade. 
Sim, pois é disso que se trata: quem não for capaz de entender a mudança de paradigma e se adaptar aos ditames da Sociedade da Informação vai desaparecer ou cair num processo de irrelevância – um risco, inclusive, para universidades públicas.
MB – Quais os diferenciais e estratégias que as IES podem proporcionar aos estudantes – seja um grande grupo ou instituições de menor porte – no ensino presencial, híbrido ou EaD?  
Luciano Sathler – A pergunta-chave é o que diferencia uma instituição educacional de uma editora, de uma empresa jornalística, de um museu ou de uma biblioteca? E a resposta está no professor. 
Num tempo em que a informação se tornou abundante ao ponto de quase obsediar as pessoas, a docência é mais importante do que nunca. O diferencial, portanto, estará na mediação, a relação de ensino-aprendizagem marcada pelo humano, pela empatia e pela compaixão. 
Professores precisam entender seus alunos e alunas de forma individualizada, o contexto em que se inserem e de onde vêm, seus anseios, limitações e possibilidades. E os discentes precisam enxergar nos olhos dos docentes a confiança e o cuidado que os engajará na construção necessária do conhecimento.
“A tendência é que, em breve, não seja mais possível diferenciar a EaD como uma modalidade – será tudo educação, com maior ou menor carga de encontros presenciais”
MB – O avanço nos cursos EaD reflete apenas uma solução prática surgida na pandemia ou é um caminho sem volta? Quais os pontos mais relevantes de se ampliar o acesso a distância de graduação e especialização?
Luciano Sathler – A EaD é um movimento de democratização do acesso ao ensino superior e mais da metade da população universitária brasileira está em cursos à distância, no ano de 2022. 
Num país de profundas e persistentes desigualdades como é o Brasil, ter a possibilidade de estudar e conseguir um diploma de ensino superior pode fazer uma diferença positiva enorme na vida das pessoas. A tendência é que, em breve, não seja mais possível diferenciar a EaD como uma modalidade – será tudo educação, com maior ou menor carga de encontros presenciais.
A qualidade da formação não tem com a ver com o fato de um curso ser presencial ou a distância, mas sim com o compromisso de cada IES com seus discentes e com a transformação da sociedade. Sempre haverá instituições melhores ou piores do que as outras. 
Cabe aos governos, empresas, organizações sociais e cidadãos criarem meios de fiscalizar e corrigir práticas que terminam por gerar as chamadas fábricas de diplomas, onde as pessoas finalizam seus cursos sem aprenderem o que deveriam ter realmente aprendido. 
MB – Agora como Reitor do IPA – Centro Universitário Metodista, cargo que assumiu recentemente, quais suas prioridades na nova gestão? 
Luciano Sathler – Atualmente, estou à frente da Reitoria do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte (MG), e do Centro Universitário Metodista IPA, em Porto Alegre (RS). São duas instituições muito prestigiadas pela sociedade, centenárias, e estar nessa posição é algo muito honroso para mim. Além disso, estou Diretor de Educação a Distância da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo (SP).
É claro que essa multiplicidade de funções só é possível por contar com ótimas equipes nesses locais e com os recursos de comunicação propiciados pela tecnologia. Nosso maior desafio hoje nas instituições educacionais metodistas é a integração e o reposicionamento estratégico, na busca de excelência e sustentabilidade. 
MB – Como membro do Conselho Deliberativo do CNPq, como vislumbra o futuro e como se pode repensar Ciência, Tecnologia e Educação?
Luciano Sathler – Os órgãos de fomento da pesquisa e da inovação no Brasil sofrem com a crise econômica nacional e mundial, agravadas pela pandemia e, mais recentemente, pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, fatos que têm gerado inflação em nível global e restrições orçamentárias necessárias para estarem alinhados aos princípios da boa governabilidade.  
O CNPq tem prestado um importante serviço nesse contexto, dentro de suas possibilidades de orçamento, que são ditadas pelas limitações orçamentárias impostas por lei. 
Fica claro que o país vai precisar, cada vez mais, aprender a priorizar seus esforços de pesquisa para promover o desenvolvimento nacional. Isso significa também avaliar o impacto dos resultados de pesquisa de uma forma que não era comum no país, o que pede uma mudança na cultura científica brasileira – para seguir exemplos tais como Alemanha, China, Coréia, EUA e Japão. 

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Escola australiana proíbe alunos de levar celular e percebe mudanças drásticas

Escola australiana proíbe alunos de levar celular e percebe mudanças drásticas | Inovação Educacional | Scoop.it
O que acontece se uma escola simplesmente proibir alunos de levar celular? Foi o que a Davidson High School (Sydney, Austrália) pagou para ver. Como resultado, a equipe se deparou com uma diminuição drástica nos problemas comportamentais e um aumento na atividade física, além da socialização entre os alunos.
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Quase 730 mil contratos Fies estão com parcelas atrasadas há pelo menos um ano | Educação

Quase 730 mil contratos Fies estão com parcelas atrasadas há pelo menos um ano | Educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Dados obtidos pelo Jornal Nacional mostram que, de 1,8 milhão de contratos aptos a participar da renegociação em setembro, 39% estão com atraso de pelo menos 360 dias e poderão pleitear entre 77% e 99% de desconto no saldo devedor.
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O futuro climático e os jovens

O treinamento do Climate Reality Project Brasil tem dois focos:
Primeiro, apresentar o melhor conhecimento sobre a realidade climática, com a ciência mais atualizada e o conhecimento de povos originais, populações tradicionais e da periferia das grandes cidades.
Sem historinhas. A realidade extremamente grave da emergência climática, muito foco em justiça climática, dando voz aos mais vulneráveis sobre os impactos das mudanças do clima, e aos caminhos e soluções para superar esse imenso desafio.
Segundo, fortalecer a rede dos líderes climáticos no Brasil e outros países de língua portuguesa. Essa rede é uma poderosa ferramenta para troca de conhecimento, ativismo local e global e ações em parceria com as outras redes e organizações de ativismo climático e social.

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Pesquisa investiga comportamento dos pais quanto à valorização do ensino e ao vínculo

Pesquisa investiga comportamento dos pais quanto à valorização do ensino e ao vínculo | Inovação Educacional | Scoop.it

As famílias acompanham o calendário de provas, participam de reuniões nas escolas, se interessam pela proposta pedagógica e trocam ideias com outros pais sobre a Educação de seus filhos? Pais, mães e responsáveis conversam com as crianças e jovens sobre o comportamento em sala de aula ou sobre o papel e a importância do professor?
Essas são algumas das perguntas feitas a 2.002 pais ou responsáveis por crianças e jovens, com idade entre 4 e 17 anos, em todo o país, como parte da pesquisa “Atitudes pela Educação”, de 2014, uma parceria do movimento Todos Pela Educação, Fundação Itaú Social, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Fundação Roberto Marinho, Instituto C&A e Instituto Unibanco, realizada pelo Instituto Paulo Montenegro e o IBOPE Inteligência.

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DataFolha: 98% dos jovens querem que Ensino Médio prepare para mercado de trabalho

DataFolha: 98% dos jovens querem que Ensino Médio prepare para mercado de trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it
Quase todos os jovens brasileiros (98%) que estão hoje no Ensino Médio das redes públicas querem uma escola que os prepare para o mercado de trabalho e 9 em cada 10 gostariam de escolher uma área para aprofundar estudos durante a etapa, afirma pesquisa DataFolha encomendada pelo Todos Pela Educação em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, o Instituto Natura e o Instituto Sonho Grande.
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As ilegalidades da portaria do MEC

As ilegalidades da portaria do MEC | Inovação Educacional | Scoop.it
O Mi­nis­tério da Edu­cação pu­blicou no úl­timo dia 1º de agosto, no Diário Ofi­cial da União, a Por­taria nº 555 de 29 de julho de 2022, que abre a pos­si­bi­li­dade de rei­tores de­mi­tirem pro­fes­sores e ser­vi­dores, sem a pos­si­bi­li­dade de re­curso a ins­tân­cias su­pe­ri­ores e sem o di­reito à ampla de­fesa, que é cons­ti­tu­ci­onal. Centra em uma única au­to­ri­dade de ins­tância ad­mi­nis­tra­tiva uma de­li­be­ração que cul­mina com a exo­ne­ração e cas­sação da apo­sen­ta­doria, sem o de­vido pro­cesso ju­rí­dico.
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Ministro da Educação vem a Blumenau para dar mais um passo em direção à federalização da Furb

Ministro da Educação vem a Blumenau para dar mais um passo em direção à federalização da Furb | Inovação Educacional | Scoop.it
O ministro vem conhecer a estrutura da universidade e deve assinar um protocolo de intenção
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Mitsubishi Electric alcança alunos com plataforma EAD

Mitsubishi Electric alcança alunos com plataforma EAD | Inovação Educacional | Scoop.it
Organização, que tem escritório em Barueri, quer atualizar e realocar profissionais com cursos 
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Gerencialismo e Performatividade: Influências na Prática da Gestão Educacional

O artigo analisa a influência da lógica performativa e gerencialista nas práticas de gestão de escolas de educação básica de Curitiba (PR). Utiliza-se a abordagem qualitativa a partir de relatos de gestores educacionais, submetidos à técnica de análise de conteúdo. Com base nos estudos de Pierre Bourdieu e Stephan Ball, os dados revelaram que há forte influência do gerencialismo e performatividade nas instituições educacionais. Argumenta-se que tais teorias, de princípios mais racionalizantes, são insuficientes quando transpostas para as escolas, instituições estas complexas por excelência.
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Ensino remoto em tempos de pandemia: Uma análise das dificuldades enfrentadas pelos estudantes de graduação

Ensino remoto em tempos de pandemia: Uma análise das dificuldades enfrentadas pelos estudantes de graduação | Inovação Educacional | Scoop.it
Essa pesquisa teve por objetivo identificar as dificuldades enfrentadas pelos estudantes de graduação da Universidade Federal do Paraná, em relação ao ensino remoto. Os dados foram coletados através de questionário, e tratados por meio de estatística descritiva, teste qui-quadrado e V de Cramer, além de  análise de conteúdo. Os resultados apontaram que as principais dificuldades enfrentadas pelos estudantes se referem à: conexão com a internet, local inadequado para os estudos; falta de tempo; excesso de conteúdo; dispositivos digitais; professores; saúde mental, e ao próprio ensino remoto.
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Obesidade infantil dispara na geração TikTok

Obesidade infantil dispara na geração TikTok | Inovação Educacional | Scoop.it
Taxa de crianças obesas ou acima do peso cresce 70% no Brasil e convive com a fome persistente entre a população mais vulnerável do país, revela levantamento inédito
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Um eleitorado mais jovem e mais diverso

Um eleitorado mais jovem e mais diverso | Inovação Educacional | Scoop.it
O tamanho e a diversidade do eleitorado brasileiro avançaram desde as eleições gerais de 2018. Embora mulheres e homens adultos de meia idade continuem formando o ponto de sustentação da pirâmide etária do voto, em 2022 mais jovens estão aptos a participar do pleito, resultado da campanha massiva que artistas e influenciadores realizaram nas redes sociais no início  do ano. O Tribunal Superior Eleitoral também registrou um crescimento de 35% na emissão de títulos para pessoas com deficiência, e a inclusão de nomes sociais nos documentos de eleitores transgêneros cresceu 374%. A quantidade de brasileiros residentes no exterior e habilitados para votar também está maior. Nesta semana, o =igualdades faz o perfil do voto para as eleições de 2022.
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Plano Digital - Instituição de Ensino Superior

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Plano Digital - Instituição de Ensino Superior

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Datafolha: 98% dos alunos de escolas públicas do Ensino Médio querem opções de formação que os prepare para o mercado de trabalho

Datafolha: 98% dos alunos de escolas públicas do Ensino Médio querem opções de formação que os prepare para o mercado de trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it
Quase todos os jovens brasileiros (98%) que estão hoje no Ensino Médio das redes públicas querem uma escola que os prepare para o mercado de trabalho e 9 em cada 10 gostariam de escolher uma área para aprofundar estudos durante a etapa, enquanto apenas 1% afirma que não teria condições de eleger uma área para se aprofundar na última etapa da Educação Básica. Além disso, a grande maioria acredita que a tecnologia pode melhorar a aprendizagem e 2 em cada 3 jovens querem cursar o Ensino Superior. Estes são alguns dos destaques de uma ampla pesquisa de opinião encomendada pelo Todos Pela Educação em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, o Instituto Natura e o Instituto Sonho Grande, realizada pelo Datafolha entre 8 de fevereiro e 18 de abril deste ano, com representatividade nacional, regional e para cada uma das 27 Unidades da Federação
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Repensando o computador na sala de aula

Repensando o computador na sala de aula | Inovação Educacional | Scoop.it

Você se lembra do quanto os computadores eram temperamentais? De quando quebravam sem motivo e de quando você tinha de clicar “salvar” a cada 5 minutos, por medo de que poriam todo o seu trabalho a perder?
Senti essa velha frustração recentemente, em visita a uma escola de segundo grau de Londres, onde estava ajudando a dar uma aula sobre fake news. As crianças todas receberam laptops para preencher um questionário on-line. Mas a maioria deles não conseguia se conectar ao WiFi. Meia hora depois, um professor tomou emprestado um conjunto de laptops de aparência mais nova no departamento de matemática. Eles também não funcionaram. Vi, horrorizado as crianças, brilhantes e curiosas no começo, ficarem entediadas e rebeldes. “É sempre assim”, disse um membro da equipe dando de ombros.
Já há décadas, pais e educadores ouvem que precisam investir em computadores a fim de preparar as crianças para o mundo contemporâneo. No Reino Unido, um aumento significativo em gastos com tecnologia teve início no governo Tony Blair [1997-2007] e, em 2019, havia 3,3 milhões de computadores em todas as escolas de primeiro e segundo graus. Durante a pandemia, o governo prometeu entregar mais 1,8 milhão de laptops para crianças de baixa renda, para poderem estudar a partir de casa.
Deveríamos ensinar as crianças a fazer as perguntas certas e a traduzi-las em termos matemáticos para um computador. Quando o computador tiver calculado, os alunos têm de saber checar resultados e interpretá-los. É isso o que desperta o interesse
Mas os resultados das pesquisas sobre se os computadores melhoram ou não a educação são desencontrados. O programa The One Laptop Per Child, lançado em 2005, distribuiu laptops de baixo custo carregados com livros e com software educacional para milhões de crianças de países em desenvolvimento. Mas em 2012 o primeiro estudo de grande escala sobre seus efeitos não detectou evidências de que ele tenha melhorado as habilidades em matemática ou linguagem dos destinatários, embora tenham parecido, de fato, elevar seus resultados de testes cognitivos. As crianças usavam os computadores principalmente para digitar, acessar a jogos e música.
Há estudos que mostram efeitos positivos, entre os quais em dar uma aula em diferentes velocidades, de acordo com suas capacidades. Mas, embora a prodigalidade de Blair com tecnologia tenha parecido melhorar os resultados em inglês e em ciências, seu impacto sobre os resultados dos testes em matemática foi “muito próximo de zero”.
Uma grande quantidade de pesquisas, naturalmente, prova o que todo progenitor já sabe: o YouTube e os jogos tendem a ser mais divertimento do que dever de casa. A Brookings Institution observou em 2020: “As evidências sugerem que as crianças não aprendem mais do contato com laptops do que do contato com livros didáticos”.
Talvez estejamos abordando a tecnologia da maneira errada. Nas escolas, as crianças aprendem um novo tema ou uma nova habilidade na aula e depois simplesmente reforçam o conhecimento com o uso de um computador, por exemplo.
O pesquisador britânico Conrad Wolfram argumenta que é perverso para os professores concentrar seus esforços em garantir que as crianças sejam capazes de efetuar somas manualmente, mostrando sua operação no papel. É para isso, diz, que deveríamos estar usando computadores.
No mundo real, observa, a matemática não guarda a menor semelhança com o que se vê nos livros didáticos. Focar em longas somas não é só entediante, é irrelevante em um ambiente em que precisamos da matemática para entender tudo, desde bolsas de valores até mudança climática, passando pela maneira pela qual as fake news se disseminam.
Deveríamos ensinar as crianças a fazer as perguntas certas e a traduzi-las em termos matemáticos passíveis de serem entendidos por um computador. Quando o computador tiver feito o cálculo, os alunos precisam saber como checar os resultados e como interpretá-los. É isso o que desperta o interesse das crianças, de qualquer maneira. Na nossa aula de fake news, a maioria tinha uma compreensão mais sofisticada de como interpretar a internet do que eu, discriminando com facilidade informação incorreta, desinformação e informação maliciosa (a informação criada deliberadamente para prejudicar).
A educação pode não ser a única área na qual precisamos repensar a maneira pela qual usamos os computadores.
Muitas empresas se beneficiariam de um exame sério para apurar se os computadores estão melhorando de fato o nosso trabalho. Já se passaram quase quatro décadas desde que o economista Robert Solow disse, brincando: “É possível ver a era do computador em todo lugar, menos na estatística de produtividade”.
Nesta era de ouro da tecnologia, os funcionários de escritório se conectam principalmente para navegar na internet, criar documentos, enviar e-mails ou mensagens ou marcar reuniões intermináveis. Em seguida, têm de responder a e-mails, participar das reuniões e ler os documentos que enviaram uns aos outros.
Será que não existe uma maneira melhor? Será que não podemos automatizar uma parcela maior do nosso trabalho para que possamos focar nas áreas em que os seres humanos agregam valor? Me parece que, se continuarmos usando nossos computadores para tarefas triviais, sem nos dar ao trabalho de questionar seriamente a maneira pela qual eles se encaixam em nossas vidas, pode vir um tempo de inversão radical de papéis e em que o papel enfurecedor, temperamental e frustrante dessa relação deixe de ser desempenhado pelo meu velho laptop e passe a ser desempenhado por mim.

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Obesidade: Conheça novos tratamentos e a mudança cultural sobre a doença

Obesidade: Conheça novos tratamentos e a mudança cultural sobre a doença | Inovação Educacional | Scoop.it
Nos últimos 20 anos, a prevalência de obesidade entre a população adulta no Brasil mais do que dobrou, passando de 12,2% para 26,8% segundo o IBGE
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Pesquisa aponta que maioria dos estudantes do ensino médio quer que as escolas públicas ofereçam preparação para o mercado de trabalho

Pesquisa aponta que maioria dos estudantes do ensino médio quer que as escolas públicas ofereçam preparação para o mercado de trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it
Levantamento feito pelo Datafolha aponta que 98% dos alunos querem uma escola que os prepare para o mercado de trabalho; 92% desejam poder escolher em qual área do conhecimento querem aprofundar seus estudos e 65% querem fazer faculdade.
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82% dos formados em TI saem empregados e com bom salário

82% dos formados em TI saem empregados e com bom salário | Inovação Educacional | Scoop.it
A UniCarioca participou da pesquisa realizada pela Symplicity em parceria com a ABMES, para mapear como os egressos do Centro Universitário estão no mercado de trabalho. O levantamento, que leva o nome de “Avaliação de Empregabilidade de Graduados Recentes”, contou com a participação de outras nove instituições, para apuração dos dados.
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Divulgada lista de vencedores do Prêmio CAPES de Tese 

Divulgada lista de vencedores do Prêmio CAPES de Tese  | Inovação Educacional | Scoop.it
Foi publicada nesta quinta-feira, 11, a relação dos 49 ganhadores da 17ª edição do Prêmio CAPES de Tese. A iniciativa reconhece os melhores trabalhos de conclusão de doutorado defendidos no Brasil em 2021. A lista está no Diário Oficial da União, que traz também os nomes de outros  96 pesquisadores que receberam menções honrosas, além  dos orientadores de todos os vencedores. 
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Novo Ensino Médio tem foco no protagonismo dos estudantes

Novo Ensino Médio tem foco no protagonismo dos estudantes | Inovação Educacional | Scoop.it

Projeto de vida
Segundo a BNCC, nas expectativas para o Ensino Médio, o Projeto de Vida envolve outras experiências que devem ser trabalhadas de forma integrada, são elas:
Favorecer a atribuição de sentido às aprendizagens, por sua vinculação aos desafios da realidade e pela explicitação dos contextos de produção e circulação dos conhecimentos;
Garantir o protagonismo dos estudantes em sua aprendizagem e o desenvolvimento de suas capacidades de abstração, reflexão, interpretação, proposição e ação, capacidades essenciais para sua autonomia pessoal, profissional, intelectual e política;
Valorizar os papéis sociais desempenhados pelos jovens, para além de sua condição de estudante, e qualificar os processos de construção de sua identidade e de seu Projeto de Vida;
Assegurar tempos e espaços para que os estudantes reflitam sobre suas experiências e aprendizagens individuais e interpessoais, de modo a valorizarem o conhecimento, confiarem em sua capacidade de aprender e identificarem e utilizarem estratégias mais eficientes para seu aprendizado;
Promover a aprendizagem colaborativa, desenvolvendo nos estudantes a capacidade de trabalharem em equipe e aprenderem com seus pares;
Estimular atitudes cooperativas e propositivas para o enfrentamento dos desafios da comunidade, do mercado de trabalho e da sociedade em geral, alicerçadas no conhecimento e na inovação.

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A Educação profissional técnica integrada ao Ensino Médio, a Política de Acompanhamento de Egresso e a Juventude: diálogos possíveis

Este artigo tem por objetivo analisar a Política de Acompanhamento de Egresso - PAE da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica para o ensino técnico integrado ao ensino médio - EPTNM e seu possível diálogo com as questões da juventude público-alvo desta etapa da educação básica. O estudo amplia a discussão da PAE num contexto ainda pouco disseminado, embora, na prática já realizada que é o da EPTNM, bem como traz enquanto proposta pensar na PAE enquanto um canal de comunicação entre a instituição de ensino e as “juventudes”. A metodologia utilizada é de abordagem qualitativa, de caráter exploratório, a partir das pesquisas, bibliográfica e documental. Os resultados permitiram levantar que apesar de existir embasamento legal para uma política de acompanhamento de egresso na educação técnica integrada ao ensino médio esta se mostra incipiente, partindo da premissa da falta de uma normativa própria com concepções e práticas que coadune com as questões da formação no ensino médio e, consequentemente com a formação juvenil.
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Institutos Federais: Entre o CEFET e a Universidade Federal 

O artigo aborda a construção da identidade dos Institutos Federais-IFs a partir do pressuposto de que, apesar de ser um modelo institucional desenhado para ser inovador, os IFs ainda mantêm concepções conservadoras sustentadas pela dualidade estrutural, revelando contradições históricas nas políticas educacionais. O presente texto se utiliza dos fundamentos do materialismo histórico dialético e finaliza indicando a presença de traços de conservadorismo, mas, também, de avanços significativos na construção de uma identidade de educação profissional e tecnológica.
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Ações de reforço escolar buscam reverter perda de aprendizagem causada pela pandemia

Ações de reforço escolar buscam reverter perda de aprendizagem causada pela pandemia | Inovação Educacional | Scoop.it
Entre as crianças mais pobres, o percentual das que não sabiam ler nem escrever aumentou de 33,6% para 51%.
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Menos feijão, mais hambúrguer

Menos feijão, mais hambúrguer | Inovação Educacional | Scoop.it
De 2020 a 2021, proporção de crianças de 2 a 4 anos que comem feijão caiu 35% e a das que comem hambúrguer subiu 43%; dieta infantil nunca incluiu tantos alimentos ultraprocessados
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