Inovação Educacional
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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May 3, 12:13 PM
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O Futuro da Educação com Luciano Sathler #54

Bem-vindo à nossa live especial! Nesta transmissão, mergulharemos em uma conversa fascinante sobre os rumos da educação e do empreendedorismo com o renomado Dr. Luciano Sathler. PhD em Administração pela FEA/USP e com um vasto currículo que inclui ser membro do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e CEO da CertifikEDU Microcertificações, Luciano traz uma perspectiva única sobre como a tecnologia e a inovação estão transformando o cenário educacional.
Durante a entrevista, exploraremos temas como a Educação a Distância (EaD), o uso de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica. Além disso, discutiremos as oportunidades e desafios enfrentados pelos empreendedores educacionais no Brasil.
Se você está interessado no futuro da aprendizagem, no desenvolvimento de soluções educacionais inovadoras ou simplesmente quer se inspirar por uma das principais mentes do setor, esta é a live para você!
Convidado Especial: Luciano Sathler
Instagram: @lucianosathler2023
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June 14, 5:49 PM
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Sobre a ignorância artificial

Sobre a ignorância artificial | Inovação Educacional | Scoop.it

Quando alguém tenta imaginar o que seja a ignorância, a primeira imagem que lhe ocorre é o vazio. De fato, enquanto o saber tem para nós o aspecto de casa cheia e feliz, o não saber é seu oposto: um lugar macambúzio, desocupado e triste. O conhecimento lembra uma constelação de fagulhas inspiradoras, como um salão de janelas amplas, ensolaradas, cheio de gente bonita indo de um lado para o outro; a estultice é sombra e mutismo, um galpão deserto, escuro, sem ninguém e sem utilidade. O espírito dos sábios cintila em signos vibrantes, representações abstratas e sensibilidade de muitas claves; a massa cinzenta de quem não sabe nada é só um pedaço de carne amorfa, incapaz de qualquer contemplação. Portanto, é com acerto que temos o costume de dizer que as pessoas cultas têm uma vida interior rica e ativa, ao passo que os boçais têm a cabeça oca. Nada mais justo. Nada mais preciso. Nada mais óbvio.
Ocorre que isso mudou drasticamente. As novas tecnologias alteraram em definitivo a textura da ignorância. Ela não é mais o que sempre foi, não é mais uma cabeça oca, e já não decorre da escassez de informação e de conhecimento. Na era digital, ela decorre do inverso: o excesso de desinformação, de bugigangas do entretenimento, de quinquilharias imaginárias e de fanatismos virtuais.
Hoje, a ignorância não é uma casa inabitada, desprovida de ideias, mas uma edificação repleta de baboseiras desarticuladas, uma gosma de densidade pesada que ocupa todos os espaços. E é pisca-piscante: revestida de milhões de luzes feéricas, mais ou menos como um cassino em Las Vegas, e lotada de gente robotizada perambulando aleatoriamente, como a Praça dos Três Poderes sendo depredada no dia 8 de janeiro de 2023.
O que temos agora não é mais a ignorância da vacuidade, mas uma outra, a da overdose, a ignorância fabricada por algoritmos gelados e por tentáculos de silício. Estamos falando da ignorância artificial, uma forma densa e totalizante que ocupa e vicia o hospedeiro. Ao contrário do pensamento, que liberta e dá a ver, a ignorância artificial aprisiona e cega. Ela é o insumo de maior valor nas estratégias dos autocratas: entregue de graça para cada indivíduo, custa caro, muito caro, para a sociedade.
Por isso, os ignorantes de hoje não são mais como os de antigamente. Não são como a terra bruta ou a flor inculta, que nunca receberam o toque do jardineiro – foram adestrados pela selvageria e andam carregados até as tampas de preconceitos e de estereótipos, destituídos de imaginação própria. Não são um campo aberto à espera da luz e da letra – são corpos fechados e blindados contra qualquer gota de cultura. A ignorância artificial é a maior epidemia do nosso tempo.
E agora? Existirá cura para tamanha enfermidade? Talvez não. Para entendermos melhor essa resposta, voltemos no tempo. Mais exatamente, recuemos até a Grécia clássica. No Laques, de Platão, o general Nícias, ao tratar do tema da coragem, comenta a hipótese da criança que, por desconhecer o perigo, age com aparente destemor. Nícias argumenta: nesse caso, a ação aparentemente livre de todo medo não traz nada de audácia, é apenas falta de conhecimento. Com esse raciocínio, sugere que a bravura verdadeira requer consciência do risco: para ser valente de fato, o sujeito precisa ter instrução e juízo, precisa saber o que faz. Quanto aos idiotas, patriotas ou não, a exemplo das crianças pequenas, jamais estarão à altura da virtude da coragem.
Nícias, a exemplo de seus contemporâneos, vê semelhanças entre a falta de ilustração do adulto e a inocência infantil: ambas resultam da carência de saber, e por isso têm cura. Definidas pela ausência, as duas podem ser superadas pela presença – a presença do logos, da educação e da experiência. Em resumo, para essas duas formas naturais de ignorância, existe remédio.
Para a ignorância artificial, porém, o tratamento não tem a menor eficácia. Com sua substância maciça e, ao mesmo tempo, maleável, a ignorância artificial fecha todas as saídas e barra todas as entradas, de tal maneira que para os fanáticos não há educação ou experiência que dê jeito: nenhuma informação de qualidade os alcança; nenhum conhecimento os afeta. Os novos ignorantes foram abduzidos por uma argamassa de obscurantismo luminescente que os impede de saber de si, de perguntar ao outro, de duvidar do que veem, de repensar o mundo. Eles não têm senso de humor. A ignorância da era digital os ocupa feito uma forma de trabalho que não os deixa trabalhar. É uma forma de torpor que não os deixa gozar – e um bordão hipnótico que não os deixa conhecer a si mesmos.
Ao menos no horizonte imediato, não há esperança. Nesses dias de tantas proezas tecnológicas e tantas máquinas miraculosas, não é apenas a inteligência que se tornou artificial, não é somente a intimidade que pode ser confeccionada pelos chips, não é apenas o espírito que pode ser replicado em laboratório. A ignorância também. A ignorância, quem diria, até ela, agora também é fabricada pela técnica.

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June 14, 5:27 PM
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(1) Uma Escola de Referência - Teaser

A Agência de Notícias da Indústria foi aos cinco cantos do país conferir como o SESI está revolucionando o ensino nas escolas e te mostra tudo em uma série especial com cinco episódios. Confira!
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June 14, 5:24 PM
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Uma Escola de Referência | Os protagonistas, os alunos - Ep. 2

Na Escola SESI de Referência, o ponto de partida é o estudante. Qual é a importância disso? A gente te conta no segundo capítulo da série Uma Escola de Referência.
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June 14, 5:22 PM
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Uma Escola de Referência | Um novo conceito de formação educacional 

No terceiro vídeo da série Uma Escola de Referência, vamos entender quais são as ferramentas educacionais necessárias pra tirar do papel a proposta inovadora de ensino do SESI.
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June 14, 5:20 PM
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Apagão de professores e a urgência da formação colaborativa

Apagão de professores e a urgência da formação colaborativa | Inovação Educacional | Scoop.it
Os núcleos atendem à necessidade de uma cultura contínua de desenvolvimento dos professores; do fortalecimento e da melhoria da qualidade do ensino; da qualificação profissional; do engajamento docente e da consequente redução da rotatividade dos profissionais. Como premissa, os professores que compõem os núcleos de formação e mentoria são referências nas escolas em que trabalham, têm reconhecimento dos pares e precisam estar atuando em sala de aula.
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June 14, 5:17 PM
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O que está na agenda dos líderes de tecnologia no Brasil

O que está na agenda dos líderes de tecnologia no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
O consultor diz que o “encontro” entre TI e ESG ainda configura um movimento de aproximação recente, mas será benéfico em vários aspectos.

“Ações ESG podem ser ‘turbinadas’ com a TI”, garante. “As equipes de tecnologia ajudarão na obtenção de melhores resultados, com o uso de soluções como as videoconferências, por exemplo, que reduzem [a pegada de carbono das] viagens de negócios; e no monitoramento de atividades relacionadas ao guarda-chuva da sustentabilidade.”
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June 14, 5:08 PM
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O desenvolvimento liderado pelos serviços

O desenvolvimento liderado pelos serviços | Inovação Educacional | Scoop.it

O futuro dos países em desenvolvimento está nos serviços. Isso pode parecer estranho, tendo em conta o fato de a industrialização ter sido o caminho tradicional para o crescimento e eventual prosperidade, percorrido por todas as economias ricas de hoje e por sucessos mais recentes, como a Coreia do Sul, Taiwan e China. A indústria de transformação parece ainda mais essencial uma vez que as políticas industriais para a revitalizar estão na moda outra vez nos EUA e na Europa.
Mas a fabricação hoje é diferente. A inovação na indústria transformadora assumiu uma forma predominantemente orientada para as competências, reduzindo a procura de trabalhadores com níveis de educação relativamente baixos. Novas tecnologias, como automação, robôs e impressão em 3D, substituem diretamente o capital físico pelo trabalho. Embora as empresas dos países em desenvolvimento tenham um incentivo para utilizar técnicas mais intensivas em mão de obra, competir no mercado global exige o emprego de técnicas de produção que não podem diferir significativamente das utilizadas nas economias desenvolvidas de ponta, porque, de outra forma, a penalidade na produtividade seria demasiado elevada. A necessidade de produzir de acordo com os rigorosos padrões de qualidade estabelecidos pelas cadeias globais de valor restringe a quantidade de mão de obra não qualificada que pode substituir o capital físico e a mão de obra qualificada.
Assim, a crescente intensidade de competências e de capital da indústria transformadora significa, por sua vez, que os segmentos formais e globalmente competitivos da indústria transformadora nos países em desenvolvimento perderam a capacidade de absorver significativas quantidades de mão de obra. Tornaram-se efetivamente setores “enclave”, não muito diferentes da mineração, com limitado potencial de crescimento e poucos efeitos positivos no lado da oferta do resto da economia.
O aumento da produtividade nos serviços que absorvem mão de obra tornou-se uma prioridade essencial, tanto por razões de crescimento como de equidade. O enigma é que não sabemos muito sobre como aumentar a produtividade nos serviços de mão de obra intensiva
Isso significa que o aumento da produtividade nos serviços que absorvem mão de obra tornou-se uma prioridade essencial, tanto por razões de crescimento como de equidade. Uma vez que a maior parte dos empregos estará nos serviços, esses empregos precisam ser suficientemente produtivos para apoiar o crescimento dos rendimentos. O enigma é que não sabemos muito sobre como aumentar a produtividade nos serviços de mão de obra intensiva.
Embora alguns serviços, como os bancos, TI e a subcontratação de processos empresariais (BPO), sejam simultaneamente produtivos e transacionáveis, não absorverão mão de obra pela mesma razão que a indústria transformadora não o é. Mesmo nas melhores circunstâncias, esses serviços relativamente intensivos em competências não fornecerão a resposta ao desafio da criação de emprego produtivo. O desafio é aumentar a produtividade em serviços que absorvam mão de obra, como comércio varejista, cuidados com saúde e serviços pessoais e públicos, em que tivemos limitado sucesso, em parte porque esses serviços nunca foram um alvo explícito das políticas de desenvolvimento produtivo.
Em um novo artigo, descrevemos quatro estratégias para expandir o emprego produtivo nos serviços que criam mais empregos nos países em desenvolvimento. A primeira está centrada em empresas estabelecidas, grandes e relativamente produtivas, e implica incentivá-las a expandir o emprego, quer diretamente, quer por meio das suas cadeias locais de abastecimento. Essas empresas podem ser grandes varejistas, plataformas como serviços de transporte ou mesmo exportadores de produtos industriais (com potencial para gerar ligações a montante com prestadores de serviços).
A segunda estratégia está focada nas pequenas empresas (que constituem a maior parte das empresas nos países em desenvolvimento) e visa melhorar suas capacidades produtivas por meio do fornecimento de específicos insumos públicos. Esses insumos podem ser formação em gestão, empréstimos ou subvenções, competências personalizadas dos trabalhadores, infraestruturas específicas ou assistência tecnológica.
Em virtude da heterogeneidade dessas empresas, que vão desde microempresas e empresas próprias até empresas de média dimensão, as políticas nesse domínio exigem uma abordagem diferenciada que responda às necessidades distintas de cada uma. Além disso, dados os números envolvidos, as políticas exigem muitas vezes também um mecanismo para selecionar entre as empresas mais promissoras, uma vez que é pouco provável que a maioria se torne dinâmica e bem-sucedida.
A terceira estratégia visa o fornecimento, diretamente aos trabalhadores ou às empresas, de ferramentas digitais ou outras formas de novas tecnologias que complementem explicitamente o trabalho pouco qualificado. O objetivo aqui é permitir que os trabalhadores com menos escolaridade realizem (algumas das) funções tradicionalmente reservadas a profissionais mais qualificados e aumentar o leque de tarefas que podem desempenhar.
A quarta estratégia também visa os trabalhadores com menos escolaridade e combina a formação profissional com serviços “abrangentes”, uma série de programas adicionais de assistência para quem procura emprego, a fim de melhorar a empregabilidade, retenção e eventual promoção. Modelados a partir do Project Quest, uma iniciativa sediada nos EUA, e de outros semelhantes programas setoriais de desenvolvimento da força de trabalho, esses programas de formação trabalham normalmente em estreita colaboração com os empregadores, tanto para compreender suas necessidades como para remodelar suas práticas de recursos humanos para maximizar o potencial de emprego.
Existem exemplos desse tipo de iniciativas em todo o mundo, muitas das quais foram rigorosamente avaliadas e que resumimos no nosso artigo. Já existe uma base prática sobre o que poderia ser chamado de “políticas industriais para serviços” sobre a qual futuras iniciativas poderão se basear.
Independentemente do sucesso dos programas individuais, é importante ter em mente a escala do desafio que uma estratégia de desenvolvimento orientada para os serviços enfrenta. Uma intervenção política aleatória que aumentasse os rendimentos dos trabalhadores com baixos rendimentos em, digamos, 20% seriam normalmente consideradas um grande sucesso (assumindo-se razoáveis custos do programa). Mas mesmo que fosse ampliado com sucesso para a economia em geral, esse ganho não representaria nem 1% da disparidade de rendimento que existe atualmente entre um país como a Etiópia e os EUA. O verdadeiro sucesso exigirá maior ambição, experimentação contínua e implementação de uma ampla gama de programas.

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June 14, 5:00 PM
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Licenciaturas EaD têm solução

Vivemos no país uma época relativamente belicosa contra a modalidade educação a distância (EaD). Em todas as áreas, mas, em especial, quanto à formação inicial de professores.
Recentemente, o Ministério da Educação aprovou as novas diretrizes do Conselho Nacional de Educação que determinam que cursos de formação de professores (licenciaturas e pedagogia) tenham um limite superior de 50% a distância.
O parecer define que o estágio curricular obrigatório, bem como as atividades de extensão e pelo menos 880 horas de conteúdos específicos das licenciaturas, precisam ser feitos presencialmente. Atualmente, os alunos de cursos a distância estão obrigados a realizar o estágio presencialmente, mas as demais atividades podem ser a distância.
A Associação Brasileira de Educação a Distância alertou que essa mudança provocará uma redução drástica no número de professores formados nos próximos anos, podendo, na prática, impedir que sejam ofertados cursos de licenciatura na modalidade a distância.
O tema é grave porque, atualmente, mais de dois terços dos concluintes são a distância. Em termos percentuais, a participação EaD mais do que dobrou em uma década, impulsionada pela rede privada. Por outro lado, é fato preocupante que a qualidade dos cursos de licenciatura na modalidade EaD venha caindo ao longo dos últimos anos. De quinze cursos analisados, nove tiveram redução na nota bruta geral média do Enade.
Embora, em média, os resultados dos formandos presenciais sejam melhores do que a distância, a diferença, em geral, não é significativa. Se levarmos em conta que o EaD é adotado majoritariamente no setor privado e o presencial é predominantemente público, não resta claro se essa pequena diferença decorre, principalmente, das modalidades ou do fato que, em geral, os formandos públicos apresentam ligeira vantagem comparados àqueles do setor privado.   
Enfim, temos sim um problema a ser enfrentado quanto à formação de professores, seja EaD ou presencial. Na modalidade EaD, provavelmente, uma das maiores deficiências na formação esteja na excessiva liberalidade no acompanhamento, por parte das instituições, do estágio curricular obrigatório. Ainda que, em tese, ele seja presencial e de 400 horas, na prática, parece existir um relativo descontrole, gerando brechas a práticas indevidas.
Dados do questionário Enade mostram que a maioria dos concluintes dos cursos de licenciaturas nos anos recentes não realizou adequadamente o mínimo de horas exigido para o estágio. Temos evidenciado um problema grave no devido acompanhamento da qualidade dessa que é, sem sombra de dúvida, a mais importante etapa do processo formativo do futuro docente. 
Criar mecanismos que permitam um rigoroso acompanhamento do estágio curricular obrigatório nas licenciaturas EaD torna-se imprescindível. A boa notícia é que há soluções, restando ser implementadas. O Laboratório de Segurança Digital (LABSEC) da Universidade Federal de Santa Catarina está apto a criar, a curto prazo, mecanismos de controle muito efetivos do estágio. Trata-se do mesmo laboratório que criou as Receitas Digitais para uso do Conselho Federal de Medicina e que contribuiu para a expansão do sistema de Diploma Digital, além de dar suporte ao Programa Pé-de-Meia.
Bastaria criar um campo “Estágio Curricular Obrigatório”, associado ao CPF de cada aluno, no qual as instituições que ofertam os cursos seriam obrigadas a lançar o CPF do mentor/supervisor e o CNPJ da escola no qual o estágio está sendo realizado. Ao aluno caberia preencher, em tempo real, os dados equivalentes ao Diário de Classe/Estágio Docente. Caberia ao responsável designado pela coordenação do curso acompanhar e aprovar, passo a passo, e ao MEC auditar, etapa esta que poderia ser feita por amostragem.
A interação direta, via plataforma, do educador com o educando, essencial para ampliar o nível de engajamento do aluno, está se tornando, gradativamente, menos estimulada, fruto, principalmente, da preocupação em cortar custos docentes. Da mesma, há soluções tecnológicas simples capazes de aferir, para efeito avaliativo dos cursos, o quanto os ambientes de aprendizagem adotados pelas instituições educacionais exploram, ou desprezam, esse predicado inerente à modalidade.
Soluções como essas, ao lado de várias outras, podem elevar a qualidade da formação dos professores na modalidade EaD. Lembro que igualmente preocupante é formarmos professores na modalidade presencial sem termos qualquer garantia de domínio mínimo de ambientes virtuais de aprendizagem. Saber lidar com plataformas será um requisito imprescindível na vida do futuro profissional. Portanto, há correções igualmente severas a serem incorporadas no presencial.
Resta claro que, em ambas as modalidades, o uso adequado de tecnologias digitais pode representar um diferencial positivo na formação de nossos futuros professores. O desprezo à educação digital promove o atraso no uso de ferramentas que o resto do mundo tem adotado com naturalidade e com evidente sucesso.

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June 14, 4:54 PM
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O que fazer em Guimarães, cidade onde Portugal ‘nasceu’ e que é tombada como Patrimônio Mundial

O que fazer em Guimarães, cidade onde Portugal ‘nasceu’ e que é tombada como Patrimônio Mundial | Inovação Educacional | Scoop.it

Localizada ao Norte de Portugal, cidade é ideal para caminhar e tem um centro histórico de ruas estreitas com casas medievais preservadas
Apenas 35 minutos de carro separam Guimarães do Porto. Além de ser visita obrigatória para quem vai turistar pelo Norte de Portugal, cada vez mais é vista como opção de estadia para quem não quer estabelecer sua base no Porto ou em Gaia, centros urbanos mais movimentados.
Guimarães é uma cidadezinha tombada como Patrimônio Mundial pela Unesco. Ideal para caminhar, tem um centro histórico de ruas estreitas com casas medievais preservadas. Nesse centrinho fica a rua de Santa Maria, a rua mais antiga de Portugal.
Os turistas ocupam as ruas e os monumentos históricos, entre os quais se sobressai o castelo e o Palácio dos Duques de Bragança, construído no século XV, onde hoje funciona um museu, que é um dos mais visitados de Portugal. Ali teve especial destaque uma nobre proveniente da Galícia, a condessa Mumadona Dias, uma mulher à frente de seu tempo, e a família de Dom Afonso Henriques, considerado fundador da nação portuguesa. Junto ao que resta da antiga muralha da cidade há um monumento que lembra ao visitante “Aqui Nasceu Portugal”.
Além da história, o passeio oferece uma gastronomia rica, onde se destacam os doces conventuais feitos à base de ovos como as tortas de Guimarães e o toucinho do céu. Na praça principal há restaurantes e cafés, que nesta época do ano espalham suas mesas nas ruas com ombrelones para proteger do sol.
Além da história, o passeio oferece uma gastronomia rica, onde se destacam os doces conventuais
Bem perto de Guimarães fica Vila do Conde, cidade à beira-mar, que acaba de ganhar um hotel histórico, o The Lince Santa Clara, que ocupa um antigo mosteiro que começou a ser construído no século XIV e foi restaurado no século XVIII. O lugar é imponente e foi criteriosamente reformado. Mesmo se a ideia não for se hospedar ali, a visita vale para um drinque ou para uma refeição, visto que o restaurante de cozinha regional é aberto para não hóspedes.
Neste ano, Portugal ganhou seu próprio “Guia Michelin”. Anteriormente havia um que contemplava Portugal e Espanha juntos. Nesta nova fase, não faltam restaurantes estrelados na região Norte, e muitos chefs que possuem duas estrelas Michelin têm outro endereço mais descontraído, com preços mais amigáveis, onde oferecem uma cozinha autoral.

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June 14, 4:47 PM
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Quais são os dilemas que o Brasil enfrenta para a transição energética? | Eu &

Quais são os dilemas que o Brasil enfrenta para a transição energética? | Eu & | Inovação Educacional | Scoop.it
País precisa acelerar esforços para cumprir metas de redução de emissões, mas também depende de aumento da exploração de petróleo para garantir fornecimento
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June 14, 4:29 PM
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Camilo Santana apresenta ao Congresso avanços do MEC —

Camilo Santana apresenta ao Congresso avanços do MEC — | Inovação Educacional | Scoop.it
Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, participou de reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 12 de junho. Ele apresentou um balanço das entregas do Ministério da Educação (MEC) em um ano e seis meses de gestão.
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June 14, 4:17 PM
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Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Educação

O evento contou com a presença de autoridades governamentais, representantes de diversos setores da sociedade e especialistas renomados, refletindo a abrangência e importância da reunião para o cenário educacional do país. Entre os participantes estavam Conselheiros do CNE, membros do Ministério da Educação (MEC), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e representantes de organizações como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe), entre outros.
O encontro promoveu um diálogo profundo e enriquecedor, reafirmando o compromisso com a melhoria contínua da qualidade educacional e destacando a necessidade de abordagens integradas e inovadoras na educação. As deliberações representam passos decisivos para o fortalecimento de uma educação inclusiva e de qualidade para todos, marcando um avanço importante para o futuro educacional do país.
Um agradecimento especial a todos os parceiros que apoiaram a realização do evento. Sem essa colaboração, o sucesso do encontro não teria sido possível. Entre os apoiadores estão a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), Grupo Armind, Ecossistema Square, Estudo Play, FTD Educação, Link Educacional, Rede Batista de Educação, Serviço Social da Indústria (Sesi), Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe) e Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe Sudeste).
Para mais detalhes, acesse os links de transmissão de cada mesa de discussão no YouTube; as apresentações de alguns participantes e fotos das mesas também estão disponíveis nos links abaixo.

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June 14, 5:49 PM
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A revolução silenciosa da IA nas escolas

A revolução silenciosa da IA nas escolas | Inovação Educacional | Scoop.it
O futuro da educação está de certa forma ligado ao avanço da IA. À medida que exploramos as possibilidades oferecidas por essa tecnologia, é fundamental que permaneçamos atentos aos desafios e oportunidades que ela traz consigo. Com a implementação cuidadosa e uma abordagem centrada no aluno, a IA pode enriquecer significativamente a experiência educacional e preparar os estudantes para um futuro cada vez mais tecnológico.
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June 14, 5:29 PM
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Futuro.Digital inaugura curso inédito com metodologia desenvolvida pela Mitsubishi Electric

Futuro.Digital inaugura curso inédito com metodologia desenvolvida pela Mitsubishi Electric | Inovação Educacional | Scoop.it

O curso foi desenvolvido para profissionais e estudantes dos cursos de engenharia, líderes de produção, técnicos, entre outros interessados.  
É importante destacar que o curso de SMKL é totalmente online e oferece suporte de tutoria, permitindo aos alunos estudarem de forma flexível. Ao final do curso, os alunos recebem o certificado de qualificação profissional no e-mail cadastrado em até 30 dias. 

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June 14, 5:26 PM
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(1) Uma Escola de Referência | O que é a Escola SESI de Referência? - Ep. 1

No primeiro capítulo da série Uma Escola de Referência vamos fazer um sobrevoo pelo novo sistema de ensino da Rede SESI. Vem com a gente!
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June 14, 5:23 PM
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(1) Uma Escola de Referência | Uma reforma necessária - Ep. 4

No quarto episódio da série “Uma Escola de Referência” vamos falar sobre duas reformas essenciais para a educação do futuro: o Novo Ensino Médio e
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June 14, 5:21 PM
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8 experiências internacionais de educação em tempo integral

8 experiências internacionais de educação em tempo integral | Inovação Educacional | Scoop.it
Para o representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento no Brasil (BID), Morgan Doyle, a educação em tempo integral traz, além de impactos sobre a aprendizagem, benefícios sociais, familiares e comunitários. Entretanto, segundo Doyle, há uma série de desafios em torno do tema, tais como as estratégias para manter os jovens frequentando as escolas nesse modelo.
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June 14, 5:19 PM
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O Geração preparou um conteúdo especial em comemoração ao Mês do Pedagogo

O Geração preparou um conteúdo especial em comemoração ao Mês do Pedagogo | Inovação Educacional | Scoop.it
O Geração conversou com a docente do SESI-SC, Karina Minatto. Neste diálogo exclusivo, mergulhamos profundamente na rotina, nos desafios e nas alegrias que fazem parte da jornada de um profissional da educação. Karina compartilhou conosco suas experiências, oferecendo uma visão autêntica e inspiradora do que significa ensinar e aprender no ambiente dinâmico de uma escola SESI.
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June 14, 5:11 PM
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Com IA generativa do Google Cloud, SENAI terá plataforma para estudantes encontrarem emprego

Com IA generativa do Google Cloud, SENAI terá plataforma para estudantes encontrarem emprego | Inovação Educacional | Scoop.it

Durante o evento Google for Brasil, realizado nesta terça-feira (11) em São Paulo, o Google Cloud anunciou que está desenvolvendo, juntamente com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a Central de Carreiras e Empregabilidade, uma plataforma cujo objetivo é melhorar a taxa de empregabilidade de jovens no Brasil e a qualidade técnica dos trabalhadores da indústria. A plataforma usa a IA generativa do Google Cloud para mapear os pontos fortes e fracos do currículo de cada estudante, conectando a possíveis vagas de trabalho que atendam às suas habilidades e aspirações de carreira.
A plataforma será aberta a todos os brasileiros ou estrangeiros com mais de 14 anos que residam no país. O projeto – que é parte de um convênio de cinco anos entre o SENAI, o SESI e o Google Cloud – tem o objetivo de suprir as necessidades da indústria em suas aproximadamente 1,2 mil ocupações, definidas pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). No caso de menores de idade, poderão participar apenas jovens dos programas de Aprendizagem, também conhecido como Jovem Aprendiz. 
“A Central de Carreiras e Empregabilidade vai possibilitar aos estudantes de todo o país identificarem gaps de competências para a carreira que desejam seguir e para as quais há oportunidades de trabalho. O objetivo é preparar o jovem para o mercado de trabalho e oferecer à indústria profissionais mais qualificados. É um projeto precursor, que utiliza inteligência artificial para gerar um impacto positivo na economia e na sociedade”, defende o diretor-geral do SENAI, Gustavo Leal.
Funcionamento da plataforma
Na plataforma, os usuários poderão fazer upload do currículo, colocar informações de seu perfil de fontes externas como o LinkedIn, ou, até mesmo, enviar um áudio com a descrição falada de suas experiências ao longo da vida. Em seguida, a IA generativa do Google Cloud realizará uma avaliação para entender a capacidade atual desse candidato quanto à leitura, interpretação de texto, lógica, entre outras habilidades específicas da indústria, o que criará uma nota e um conjunto de competências que possibilitará uma recomendação inicial de próximo passo quanto à formação do estudante voltada para as vagas do mercado de trabalho.  
Dessa forma, a Central de Carreiras e Empregabilidade avaliará não apenas os gaps identificados, como também o que precisa ser feito por um determinado candidato para que este se torne mais aderente às suas aspirações profissionais. Assim, a IA generativa fará indicação de cursos e conteúdos on-line do próprio SENAI no intuito de melhorar o currículo do estudante e prepará-lo de acordo com a carreira que deseja seguir. Os cursos serão indicados em função da avaliação de cada pessoa e poderão ser personalizados para serem realizados por meio de estratégias híbridas de ensino, considerando tanto ambientes digitais como as instalações físicas do SENAI. 
O projeto também será útil aos gestores da instituição, que conseguirão identificar quantos candidatos aplicaram para vagas de emprego em um determinado período, quantos cursos foram realizados pelos candidatos após recomendação, além de oferecer um recorte detalhado com informações divididas por candidato, empregador, cidade, região e estados, bem como as informações de gaps de competências ou mesmo de descritivos de ocupações industriais no mercado poderão ser utilizadas para que o SENAI melhore os currículos dos cursos oferecidos.
"Quando caminham juntas, a tecnologia e a educação podem ser determinantes no desenvolvimento do país, aproximando o aluno de uma nova realidade de ensino e gerando oportunidades de emprego para mais pessoas", afirma Milton Burgese, diretor de Vendas do Google Cloud para o Setor Público na América Latina.
"Através da nuvem, a IA generativa pode ser usada para customizar a jornada profissional de jovens estudantes em todo o país e, com isso, contribuímos com a formação da mão de obra do futuro para o Brasil.", conclui.

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June 14, 5:06 PM
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O espaço das políticas industrial e tecnológica brasileiras

O espaço das políticas industrial e tecnológica brasileiras | Inovação Educacional | Scoop.it

Num país de dimensões continentais e desigualdades colossais como o Brasil, a elaboração de políticas industriais e tecnológicas regionalizadas é crucial. A ausência do espaço como ponto de partida é particularmente grave ao se considerar que as políticas devem visar uma multiplicidade de objetivos simultâneos: redução das desigualdades sociais, transformação ecológica, upgrade tecnológico e ganhos de produtividade. Nesse sentido, as atuais políticas ainda em fase de refinamento têm uma oportunidade histórica para corrigir essa omissão. Não é uma tarefa fácil, mas é factível em vista do conhecimento e das informações existentes.
Toda política que desconhece o território privilegia a estrutura socioeconômica preexistente, tendendo a reforçar desigualdades. Uma política industrial para o setor aeronáutico, por exemplo, terá impacto relativamente mais concentrado nas regiões onde já existe produção deste setor, como é o caso do ABC paulista. Uma política tecnológica para o setor de biotecnologia, por sua vez, terá efeitos mais concentrados nas regiões onde já existem capacidades acumuladas, como é o caso de Belo Horizonte.
Embora alguns setores possuam caráter estratégico para o desenvolvimento nacional, o sucesso das políticas industrial e tecnológica brasileiras está relacionado à sua capacidade de reduzir as imensas desigualdades regionais brasileiras. A aceleração do desenvolvimento depende do progresso de cada região. Ainda que o crescimento de uma região isoladamente possa gerar transbordamentos positivos para regiões vizinhas, o crescimento desordenado e concentrado pode também criar efeitos negativos em seu entorno, como falta de oferta mão de obra e de insumos. Nesse contexto, é fácil perceber que o desenvolvimento regional coordenado potencializa o ritmo de crescimento nacional.
Nos Estados Unidos, tanto a nova política industrial quanto sua tradicional política de defesa têm na esfera regional um de seus componentes politicamente mais sensíveis. Na Europa, onde as desigualdades regionais são menores que as nossas, as políticas de desenvolvimento produtivo e tecnológico já são, fundamentalmente, políticas de desenvolvimento regional. Desde 2011 estas políticas são concebidas considerando as particularidades de cada região, em estratégias de especialização inteligente.
Desenvolvimento regional, por sua vez, depende diretamente de diversificação produtiva e tecnológica rumo a setores de maior complexidade, que requerem maior nível de conhecimento produtivo. Este processo envolve aprendizado e acumulação de capacidades através da aquisição de novos conhecimentos técnicos e de experiência prática.
Com o aumento da complexidade econômica, se eleva não só a renda, mas também se reduzem os níveis de desigualdade e de intensidade de emissões de gases de efeito estufa.
Políticas de diversificação devem combinar incentivos tanto para atividades mais relacionadas às atividades locais como para atividades menos relacionadas e mais complexas, com maior potencial de alavancar o desenvolvimento. O sucesso das políticas industriais e de inovação depende de uma calibragem fina para que não sejam dados passos maiores que as pernas de cada região, mas sim saltos calculados em função das capacidades existentes. Incentivar atividades de complexidade muito elevada em relação às capacidades da região reduz a probabilidade de sucesso. Incentivar atividades muito próximas da base de conhecimento local contribui pouco para o ganho de complexidade, retardando o desenvolvimento.
É preciso, portanto, mesclar com parcimônia estas opções. Estudos recentes já têm utilizado estes conceitos e evidências para desenvolver estratégias de diversificação inteligente e para avaliação as políticas já implementadas.
É também fundamental dimensionar adequadamente as atividades a serem incentivadas. A tentativa de incentivar muitas atividades simultaneamente para beneficiar um conjunto maior de regiões pode restringir os recursos disponíveis para cada uma e com isso produzir resultados ineficientes. Por outro lado, optar pela focalização eleva o risco de concentração regional no eixo Sul-Sudeste e de competição predatória entre regiões, reduzindo possíveis ganhos.
Ainda que não tenha sido concebido com base nos conceitos discutidos acima, um exemplo interessante de uma combinação de atividades-alvo está no Plano de Desenvolvimento do Nordeste. Dentre as dezenas de investimentos previstos para a área da Sudene entre 2024 e 2027 estão tanto investimentos para diversificação da agricultura familiar e de pequeno porte, quanto investimentos de maior escala em infraestrutura e em empresas de base tecnológica. De certa forma, o plano contempla tanto atividades relacionadas à base de conhecimento local quanto atividades menos relacionadas mas de maior complexidade. Contudo, o desenho e a execução desta e de outras políticas semelhantes certamente se beneficiariam do uso de indicadores regionalizados de complexidade e de relacionamento para sua melhor calibragem dentro do espectro de uma política industrial e tecnológica mais ampla.
Por fim, é preciso ter absoluta clareza da necessidade de uma análise integrada das diversas políticas, atividades e regiões. É crucial integrar as políticas de caráter regional organicamente com as políticas industriais e tecnológicas para aumentar a chance de sucesso no processo de diversificação. Políticas de treinamento da mão de obra local, de infraestrutura, entre outras, precisam estar articuladas às políticas industriais e tecnológicas. Dados de infraestrutura e de ocupações, por exemplo, devem servir como referência adicional para identificação de gargalos para o desenvolvimento de atividades de maior complexidade em cada região.
Em um mundo em que a transição ecológica e a descarbonização da produção são imperativos existenciais, as políticas industrial e tecnológica no Brasil devem ser, mais do que nunca, políticas de desenvolvimento regional. Ademais, um país ainda subdesenvolvido como o Brasil não pode abdicar das enormes sinergias potenciais existentes entre as políticas públicas de desenvolvimento. Estas sinergias são essenciais para nos colocar numa nova e mais ambientalmente sustentável trajetória de desenvolvimento. Dada toda a diversidade social, produtiva e ambiental do país, a dimensão regional precisa ter papel central no planejamento.
João Prates Romero e Gustavo Britto, são, respectivamente, professor-adjunto e pesquisador do Cedeplar-UFMG

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June 14, 4:58 PM
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As juventudes e a solução climática

Estamos aprendendo da pior forma possível: por meio da experiência trágica. Não vivemos mais um alerta sobre possíveis impactos (no futuro) das mudanças climáticas na sociedade. Essa já é a nossa realidade. É o presente. E a tragédia no Rio Grande do Sul escancarou ainda mais a urgência, com efeitos sentidos por todos nós, mesmo que de formas distintas. Além do Rio Grande do Sul, muitos outros eventos de desequilíbrios ambientais têm ocorrido com frequência e a perspectiva de que novas tragédias ocorram não pode mais ser ignorada. A seca extrema e as queimadas no Pantanal e no Amazonas, o grande volume de chuvas na Bahia e no litoral norte paulista, que provocaram deslizamentos, mortes e muitos desabrigados, e outras tantas catástrofes climáticas Brasil afora fazem parte do mesmo problema.
Muitos cientistas e estudiosos buscaram - e buscam - nos alertar sobre o risco, o perigo, a irresponsabilidade de determinadas atividades, os cuidados a serem tomados, a urgência. Tratar as previsões originadas por investigação e estudos científicos como se fossem especulações é um retrocesso e uma escolha por ignorância. Repetindo o que já disse em outro momento, é uma tentativa infantil de negar a realidade para obter satisfação imediata sem pensar nas consequências. Como diz o dito popular: viver como se não houvesse amanhã. E, com isso, comprometer o amanhã de forma irreversível.
Mais do que nunca, precisamos rever nossas escolhas para não condenar o futuro dos nossos jovens que irão assumir a condução deste país em poucos anos. A questão sobre qual modelo de desenvolvimento devemos adotar está no centro do debate. E, nesse contexto, o ponto deste artigo é chamar a atenção ao fato de que, se não envolvermos as juventudes neste debate, colocá-las para pensar nos problemas, informá-las com base em evidências científicas e desenvolver seu discernimento entre conhecimento e opinião, por exemplo, teremos um futuro com ainda mais dificuldades e tragédias como esta do Rio Grande do Sul.
Em todas as esferas, as juventudes precisam ser vistas, ouvidas e preparadas para serem agentes de mudanças
Engajar e envolver as juventudes do país nas grandes questões que temos para resolver é parte do processo formativo delas e nossa responsabilidade para promover as mudanças que precisamos fazer. Isso passa por ouvir suas ideias, dar espaço para elas no debate de futuro do país, fortalecer políticas públicas que garantam formação profissional alinhada às novas tendências do mundo, criar novas e inovadoras formas de participação. Pensar, refletir e trabalhar com as mudanças climáticas e seus impactos nas cidades é, hoje, um imperativo se quisermos evitar novas tragédias e termos um desenvolvimento socioeconômico sustentável. Trazer os jovens para este campo, formá-los para enfrentar, propor e participar ativamente das mudanças necessárias é imprescindível.
A pesquisa “O Futuro do Mundo do Trabalho para as Juventudes Brasileiras”, realizada pelo Itaú Educação e Trabalho, Fundação Roberto Marinho, Fundação Arymax, Fundação Telefônica Vivo e Juventudes Potentes, revelou, entre outros pontos, que os cursos de formação profissional não são atualizados e sintonizados com o mundo do trabalho, segundo 58,82% das organizações ouvidas.
A economia verde é uma das que emergem dado o novo contexto de realidade do país e do mundo. É nela em que estarão não só oportunidades profissionais, mas a possibilidade de continuarmos progredindo como país sem deixar de olhar para a sustentabilidade das nossas ações. O eixo ambiental é um imperativo em qualquer passo que estamos dando e daremos. Outro estudo recente, “Inclusão Produtiva e Transição para a Sustentabilidade: Oportunidades para o Brasil”, da Fundação Arymax, B3 Social, Instituto Golden Tree e Instituto Itaúsa, evidenciou que o processo de transição sustentável do país deve garantir inclusão produtiva digna, o que passa por identificação de novas habilidades e competências que serão necessárias para dar conta do novo mundo. A formação de profissionais para essas áreas e a criação de oportunidades para todas as pessoas é fundamental. Os nossos jovens também entram nessa lógica de presente e futuro.
A participação das juventudes precisa ocorrer e devemos criar condições para que isso ocorra de forma abrangente, formativa e responsável. Quero dizer com isso que não se trata de repassar às juventudes uma responsabilidade para a qual ainda não estão preparadas, nem emancipá-las de forma irresponsável, mas sim criar condições para que possam cada vez mais dispor de todas as competências necessárias para assumir o país e se desenvolver plena e permanentemente. Quanto mais potentes e responsáveis forem nossas juventudes, melhor para o Brasil.
Chamo a atenção para um espaço valioso em que as juventudes participam de discussões de escala global, o Grupo de Juventude do G20, o Youth 20 (Y20), que teve a delegação brasileira recém-formada. Entre seus pilares de discussão estão as agendas da Inovação e Futuro do Mundo do Trabalho e, também, de Mudanças Climáticas, Transição Energética e Desenvolvimento Sustentável. É um exemplo de fórum em que as juventudes são ouvidas, estão ativas e comprometidas com pautas urgentes e propositivas, além de serem protagonistas de um esforço global.
Precisamos fortalecer, ainda mais, esses canais e oportunidades. Temos também o Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes, um esforço intersetorial que visa a construção de uma política pública nacional, em parceria com governos, empresas, fundações, institutos e organizações, para gerar oportunidades de trabalho e formação profissional até 2030. É mais uma agenda em que as juventudes estão no centro, em um compromisso coletivo para fazermos mais por eles.
Seja no Poder Público, no setor produtivo ou nas demais esferas sociais, as juventudes precisam ser vistas, ouvidas e preparadas para serem agentes de mudanças. A solução para os desafios que enfrentamos e que enfrentaremos passa pela boa formação das juventudes. Precisamos garantir que estejam prontas para assumir o país ou pagaremos o preço da nossa ausência, ainda mais caro do que o que já nos custa hoje.

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June 14, 4:52 PM
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Neca Setubal, referência do Terceiro Setor e herdeira do Itaú, explica por que se dedica à filantropia, e não a ‘compras nos EUA’

Neca Setubal, referência do Terceiro Setor e herdeira do Itaú, explica por que se dedica à filantropia, e não a ‘compras nos EUA’ | Inovação Educacional | Scoop.it

A socióloga e filantropa Maria Alice Setubal, a Neca, conta que cursava o ginasial quando teve o primeiro impulso para seguir o que viria a ser uma longa e celebrada trajetória de ações sociais, em especial na área de educação. No colégio Nossa Senhora do Morumbi, em São Paulo, Neca tinha aulas com “jovens freiras muito modernas”, que logo adeririam à Teologia da Libertação, movimento religioso voltado às populações vulneráveis.
Com essas professoras, Neca participava de trabalhos sociais que representaram uma “virada de chave” em sua compreensão da realidade brasileira: “Eu entendi naquela época que o mundo era dividido entre pobres e ricos”, diz Neca, que depois entrou para o curso de ciências sociais na USP, considerado “um antro de comunistas” naqueles anos 1970 de ditadura.
Os rumos que a vida de Neca, de 73 anos, levou fazem parte da sua autobiografia, “Minha escolha pela ação social – Sobre legados, territórios e democracia” (ed. Tinta-da-China Brasil, 184 págs., R$ 69,90). A decisão de escrever o livro partiu de dois desejos: compartilhar suas experiências, sobretudo jovens que “têm vontade de fazer diferença no mundo” e estão começando a atuar na sociedade civil, “cada vez mais vibrante”. Subjetivamente, o livro seria uma resposta aos que não concebiam o fato de uma das herdeiras do banco Itaú se envolver em ações sociais.
“Ao longo de toda a minha vida eu ouvi uma frase recorrente. As pessoas falavam ‘Puxa, Neca, você não precisava estar aqui, poderia estar viajando, fazendo compras nos EUA’. Sempre respondi que não fui educada para ficar na vida a passeio. É uma imagem que não cola em mim”, diz.
Neca é filha do engenheiro Olavo Setubal — fundador da Deca, executivo e acionista responsável pela expansão do Itaú — e de sua mulher, a também filantropa Tide. Reputa a ambos a inspiração e o exemplo para uma trajetória marcada sobretudo por suas ações no campo da educação, com a abertura, em 1987, do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), “fundado para democratizar o acesso de todas as crianças e jovens a uma educação contemporânea”, como ela descreve em seu livro.
O Cenpec foi resultado de sua experiência como diretora da escola Dominó. Lá, “atuar como professora alfabetizadora na vertente construtivista” fez Neca refletir sobre a alfabetização na escola pública. Nos anos seguintes os caminhos se ampliaram: vieram parcerias com governos e agências internacionais e, de suas vivências com o turismo rural, no interior de São Paulo, surgiu seu interesse por questões ambientais, o que a levaria a participar da vida política brasileira ao lado de Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
“Não foi pouco, quero deixar isso claro, o esforço que nós fizemos para termos educação em escolas indígenas, em escolas quilombolas, para termos uma cobertura de educação ampla no Brasil”, pondera.
“O buraco era muito fundo, abissal, porque os militares não optaram pela educação nos anos 1970, quando a Coreia do Sul fez isso, assim como a Alemanha e outros tantos países. Eu trabalhei 30 anos na área, e as questões com que trabalhamos continuam aí, basta ver o que aconteceu na pandemia. É uma tristeza ver que ainda não conseguimos dar o salto da educação.”
Entre os projetos destacados por Neca em sua autobiografia estão as ações para o desenvolvimento sustentável de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, encampadas a partir de 2006 pela Fundação Tide Setubal. Desde 2017, por exemplo, a instituição ajuda a elencar, junto à comunidade do bairro Jardim Lapenna, as prioridades para as intervenções do poder público, no contexto do Estatuto da Cidade de São Paulo.
“Nosso foco de atuação no bairro, a que chamamos de advocacy colaborativo, parte de um trabalho feito junto ao Insper [instituição de ensino superior brasileira] ligado à Teoria da Mudança, em que a gente desenvolveu indicadores, em 9 macrotemas, para avaliar os resultados das intervenções, algo que vamos monitorar por dez anos.” Para cerca de R$ 1,5 milhão gasto pela fundação, houve um aporte de outros R$ 100 milhões, por parte da prefeitura, diz.
O projeto vem sendo acompanhado por parceiros e pesquisadores, inclusive de fora do Brasil. O modelo todo pode ser copiado ou ele pode ainda ser fatiado e replicado “em pedaços”, segundo as necessidades de cada lugar.
Outra linha de atuação da Fundação Tide Setubal é seu trabalho ligado à luta antirracista. “Sempre falo publicamente que nós somos uma organização branca que defende a equidade racial como uma pauta da sociedade brasileira. Todos os nossos programas têm uma transversalidade na questão racial”, afirma. No prefácio da autobiografia, a filósofa, escritora e ativista Sueli Carneiro, integrante do conselho da fundação, escreve:
“Neca Setubal [...] nos desafia a nos arriscar em encontros improváveis e a abraçar a complexidade de nossa humanidade compartilhada. Mundos comuns se erguem, tramas de ancestralidades e legados se entrelaçam, numa dança de verdade, num convite à leitura.”

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June 14, 4:46 PM
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PUC-Rio planeja entrar na Justiça para abrir curso de medicina

PUC-Rio planeja entrar na Justiça para abrir curso de medicina | Inovação Educacional | Scoop.it
A PUC-Rio planeja entrar na Justiça para que seu pedido de criação de curso de medicina seja analisado pelo Ministério da Educação (MEC), caso não consiga se inscrever no Programa Mais Médicos. A universidade não se enquadrou no edital do programa do governo federal, que permite instituições de ensino abrirem essa graduação apenas em cidades com menos de 2,5 médicos por 1 mil habitantes - o que não é o caso do Rio de Janeiro.
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June 14, 4:24 PM
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MEC vai implementar Diploma Digital para cursos técnicos

MEC vai implementar Diploma Digital para cursos técnicos | Inovação Educacional | Scoop.it
Portaria estabelece prazo de 12 meses para Grupo de Trabalho formular a implantação da certificação em formato digital para os cursos técnicos
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June 14, 4:10 PM
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Consulta Pública

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Boas-vindas à Consulta Pública sobre Inteligência Artificial no Brasil.
Todas as contribuições serão analisadas, tabuladas e enviadas para o Congresso Nacional e outras autoridades. Além disso, os pontos apresentados na sua contribuição poderão gerar artigos, debates, análises, posts, vídeos, artigos de jornal e programas de TV, sempre com atribuição de crédito. Faremos todos os esforços para que sua contribuição aqui seja ouvida e amplamente divulgada!
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