Inovação Educacional
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Inovação Educacional
Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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Inclusão Produtiva de Jovens

Inclusão Produtiva de Jovens | Inovação Educacional | Scoop.it

Levantamento analisa boas práticas ao redor do mundo e nacionais focadas na inserção das juventudes no universo produtivo. As iniciativas dos diversos países são avaliadas por critérios que asseguram o acesso a um trabalho decente e que constam no Decent Jobs For Youth (DJFY), uma iniciativa global da ONU para garantir que jovens tenham educação profissional e empregos dignos. Na primeira parte, constam as ações internacionais, divididas em setores: formação profissional em sistema dual, programas governamentais e programas do terceiro setor. Na segunda seção, encontram-se as práticas brasileiras.

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Mudanças climáticas: um guia simples para entender o que está acontecendo

Mudanças climáticas: um guia simples para entender o que está acontecendo | Inovação Educacional | Scoop.it
As temperaturas mundiais têm aumentado devido à atividade humana, representando sérias ameaças às pessoas e à natureza.
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ChatGPT: pedir para o chatbot repetir palavras "para sempre" viola os termos de uso

ChatGPT: pedir para o chatbot repetir palavras "para sempre" viola os termos de uso | Inovação Educacional | Scoop.it

A repetição infinita de palavras específicas no ChatGPT agora é considerada uma violação dos temos de uso e da política de conteúdo do robô de bate-papo movido a inteligência artificial, segundo reportagem do 404midia publicada nesta segunda-feira, 4. A OpenAI não confirmou as mudanças, mas usuários já notaram diferença nas respostas do chatbot.
Após pesquisadores do Google DeepMind explorarem essa tática, o ChatGPT divulgou informações confidenciais de identificação privada (PII) de algumas pessoas, lembrando que o chat de inteligência artificial (IA) é alimentado com dados da internet.
No experimento conduzido pelos pesquisadores, o ChatGPT 3.5 foi solicitado a repetir palavras específicas “para sempre”, resultando em respostas que ultrapassavam limites preestabelecidos e retornavam grandes volumes de dados de treinamento extraídos da internet. Essa abordagem permitiu a extração de megabytes de dados, revelando a presença de PII no ChatGPT, que ocasionalmente era devolvida aos usuários como parte de suas respostas.
Agora, ao pedir ao ChatGPT 3.5 para repetir palavras “para sempre”, o robô responde com algumas repetições da palavra antes de exibir uma mensagem de erro indicando possível violação de política de conteúdo ou temos de uso ou apenas para após algumas repetições.
Até o momento, a OpenAI não se manifestou sobre o artigo do Google DeepMind. O trabalho dos pesquisadores destaca as vulnerabilidades de segurança e privacidade no ChatGPT, provocando discussões sobre a regulamentação e a ética em torno do uso desses modelos avançados de linguagem.
O artigo também reforça a tensão entre a comunidade de segurança e as empresas que buscam crescer seus sistemas de IA sem necessariamente preocupar em preservar a privacidade dos dados utilizados. Essa discussão não é de hoje e até já se tornou polêmica quando grandes nomes da tecnologia assinaram uma carta anti-IA, querendo pausar o desenvolvimento dessa tecnologia.

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Inteligência artificial: países correm contra o tempo para regular tecnologia

Inteligência artificial: países correm contra o tempo para regular tecnologia | Inovação Educacional | Scoop.it
Na raiz das ações fragmentadas está um descompasso fundamental. Os sistemas de IA estão avançando de forma tão rápida e imprevisível que os legisladores e reguladores não conseguem acompanhar o ritmo. Essa lacuna foi agravada por um déficit de conhecimento sobre IA nos governos, burocracias labirínticas e temores de que o excesso de regras possa inadvertidamente limitar os benefícios da tecnologia.
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Como as famílias podem ajudar os filhos a melhorar no aprendizado?

Como as famílias podem ajudar os filhos a melhorar no aprendizado? | Inovação Educacional | Scoop.it

Como as famílias podem ajudar os filhos a melhorar no aprendizado? Podem se concentrar a incentivar o gosto das crianças e adolescentes pela leitura. Ah! Mas justo no quesito em que eles alcançaram a maior pontuação? Sim: foi a maior, mas foi bem pequena.
E é a leitura que ajuda no aprendizado de Matemática e de ciências. Por quê? A leitura é a maneira mais eficaz de se adquirir conhecimentos, ela desenvolve o raciocínio lógico e a cognição, incentiva o desenvolvimento da imaginação e, portanto, da criatividade; isso sem falar no autoconhecimento e na boa comunicação.

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INSS vai usar inteligência artificial contra fraude

INSS vai usar inteligência artificial contra fraude | Inovação Educacional | Scoop.it
Robô em desenvolvimento pela Dataprev vai fazer varredura dos atestados enviados no Atestmed
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'Muito melhor que meu ex': namorados feitos por inteligência artificial fazem sucesso na China

'Muito melhor que meu ex': namorados feitos por inteligência artificial fazem sucesso na China | Inovação Educacional | Scoop.it

Um(a) namorado(a) que responde rápido, visualiza imediatamente suas mensagens no whatsapp e nunca te deixa na mão. Verdade ou mentira? A resposta é sempre um pouco relativa em tempos de Inteligência Artificial (IA) e aplicativos de paquera, especialmente em se tratando da China. No país asiático namorados ou namoradas virtuais são um fenômeno crescente entre os jovens que, ocupados com os estudos ou com o primeiro emprego, não têm muito tempo livre para socializar.
"Ele responde instantaneamente, posso contar meus segredos para ele e sou a coisa mais importante de sua vida": esses são os motivos que desencadeiam a popularidade do famoso chatbot [robô] chinês para encontros virtuais. A inteligência artificial (IA) oferece relacionamentos com parceiros personalizados que os usuários projetam de acordo com suas preferências, desejos e necessidades.

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Inep publica relatório da pesquisa Alfabetiza Brasil

Inep publica relatório da pesquisa Alfabetiza Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Além dos resultados detalhados da pesquisa, relatório traz informações sobre avaliação da alfabetização no Saeb, consulta a professoras alfabetizadoras e exemplos de produções escritas
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O sonho da faculdade: Pesquisa mostra que 80% dos jovens querem ingressar no ensino superior em 2024

O sonho da faculdade: Pesquisa mostra que 80% dos jovens querem ingressar no ensino superior em 2024 | Inovação Educacional | Scoop.it

Estudo também mostra que, para 40% dos entrevistados, encontrar um emprego na área de atuação é a maior motivação para iniciar uma graduação; modalidade presencial é a de maior interesse
Mais de 97% dos alunos concordam que o estudo é uma forma de ascensão social, mas muitos tem a barreira do dinheiro para conseguir concretizar esse sonho (Divulgação: Tom Werner)
O sonho de se formar em uma faculdade ainda é um desejo muito forte entre os jovens brasileiros. Segundo a quinta edição da pesquisa “O que realmente os alunos pensam sobre o ensino superior”, 80% pretendem ingressar em uma instituição de ensino superior no próximo ano.
A pesquisa, realizada pelo Instituto Semesp, centro de inteligência analítica criado pelo Semesp, e a Worklaove, plataforma de orientação e desenvolvimento de carreiras do Pravaler, ouviu 1.542 jovens de todo o Brasil, no período de 9 a 22 de novembro de 2023, destes, 79% de até 24 anos.
Para esses respondentes, as motivações para ingressar em uma faculdade são:
Para 40%, com a faculdade existe a possibilidade de conseguir um emprego na área de atuação desejada;
E 26% buscam por uma mudança de vida.
“De forma geral, a motivação dos estudantes permanece muito semelhante, sempre associada à promoção de uma mudança de vida ocasionada pela ascensão profissional, ou à busca pelo emprego na área de atuação, atrelado a realização de seus sonhos pessoais,” afirma Fernanda Verdolin, fundadora da Workalove, estrategista de Carreiras e pesquisadora do Futuro do Trabalho.
Quais áreas são as mais procuradas?
A área da saúde foi destaque na pesquisa:
28% buscam cursos na área de saúde;
17% querem Negócios, Administração e Direito;
13% buscam por Computação, Tecnologia da Informação e afins.
Com o aumento de oportunidades de emprego no mercado de trabalho, muitos jovens estão buscando estudar cursos voltados à tecnologia. Segundo, Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil, apesar da alta procura, é preciso que as universidades busquem qualificar seus alunos de acordo com as demandas do mercado de trabalho.
“A partir do início de 2023, vemos que a procura por cursos da área de tecnologia aumentou, e a pesquisa mostrou que hoje já é a terceira área com mais interesse dos estudantes. Mas uma questão para que essas carreiras deslanchem de vez é que a oferta seja mais aderente à demanda do mercado de trabalho.”
“O que a gente vê são currículos muito duros e engessados, que não tem tanta aderência com um mercado muito dinâmico, que quer que o aluno já faça várias certificações rapidamente e tenha algumas técnicas bem rápido. Então, para incentivar mais os estudantes, e impedir que procurem por cursos de curta duração, é necessário que os currículos sejam mais aderentes a essa demanda do mercado de trabalho,” afirma Capelato.
O acesso à educação
Esse desejo dos estudantes em cursar o ensino superior é acompanhado pela necessidade de financiamento estudantil: de acordo com um levantamento realizado pela plataforma do Pravaler, mais de 860 mil pessoas buscaram pelo financiamento estudantil para ingressar no ensino superior neste ano, um aumento de 28% em relação ao ano passado.
Entre os respondentes deste ano, 65% afirmaram não conseguir ingressar sem algum tipo de auxílio. Sendo que, mais de 30% pretendem acessar via bolsa da própria instituição.
“Na pesquisa anterior tivemos 68,6% dos respondentes com essa afirmação, não existindo diferença significativa entre as pesquisas. Isso pode estar associado ao fato de que a grande maioria dos entrevistados possui uma renda familiar de no máximo 5 mil reais mensais, dificultando o acesso ao ensino superior caso não haja algum tipo de subsídio, como desconto, bolsa ou financiamento,” diz Verdolin.
Mais de 97% dos alunos concordam que o estudo é uma forma de ascensão social, mas muitos tem a barreira do dinheiro para conseguir concretizar esse sonho. Para Capelato, é preciso democratizar o acesso ao ensino superior por meio de políticas públicas para diminuir a desigualdade social do país.
“Menos jovens no ensino superior implica em uma maior vulnerabilidade social e menos capital socioeconômico no mercado, o que deve impactar na capacidade produtiva do país no futuro”.
Qual é a expectativa com o ensino superior?
O interesse dos jovens em ingressar no ensino superior têm aumentado a cada ano, segundo Verdolin. “A última edição do Enem é prova disso, com um aumento de cerca de 13% no número de inscritos em relação a 2022.”
A pesquisa deste ano também mostra que 66% dos participantes não são o primeiro a ingressar em uma faculdade.
“Na última edição da pesquisa esses dados se mantêm muito semelhantes, o que difere de dados históricos, uma vez que nos últimos anos ainda observávamos alto índice de estudantes sendo o primeiro da família a ingressar no ensino superior."
"A queda dessa estatística pode estar associada à ampliação do acesso aos estudantes de baixa renda, possibilitando a uma maior parcela da população o ingresso e a permanência no ensino superior,” diz Capelato.

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Câmara aprova criminalização de nudes gerados por IA

Câmara aprova criminalização de nudes gerados por IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Texto agora vai ao Senado; proposta é primeira a determinar pena para abuso cometido com inteligência artificial
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Indiferença escolar 

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Escola no Brasil é tão ruim que fechamento na pandemia teve pouco impacto no Pisa
Pelos recém-divulgados dados do Pisa, a prova internacional que avalia a qualidade da educação básica, aplicada a alunos de 15 anos, o Brasil está entre os países que menos sofreram com a pandemia. De um modo geral, o mundo sentiu o fechamento das escolas. No teste de matemática, os países da OCDE perderam em média 15 pontos entre 2018 e 2022. No Brasil, contudo, a queda foi de apenas 5 pontos.
Se você é do tipo que faz questão de ver sempre as coisas pelo ângulo positivo, agarre-se a essa interpretação e interrompa a leitura desta coluna. Se não teme a verdade, pode continuar. Eu receio que exista uma exegese muito mais sombria (e realista) para os dados do Pisa. Nossas escolas para essa faixa etária são tão ruins que frequentá-las ou não faz pouca diferença. O pouco que os alunos sabem é adquirido por osmose ou são resquícios do ensino fundamental 1, fase em que o sistema funciona melhor.
A análise do desempenho dos estudantes mais ricos reforça essa hermenêutica. Nessa coorte, que se sai consistentemente melhor do que a dos mais pobres, a queda de desempenho foi de 14 pontos, em linha com a média da OCDE. Ou seja, quando as escolas funcionam, seu fechamento causa prejuízos palpáveis; quando acrescentam pouco para os alunos, mal se nota a diferença.
Não é que o Brasil não tenha avançado nada nas últimas décadas. Praticamente universalizamos o acesso ao ensino fundamental e até colhemos melhorias qualitativas, mas mais concentradas no fundamental 1. Só que estamos tão para trás em relação a outros países que isso ainda é muito pouco.
E não sou muito otimista quanto ao futuro. Acho que houve uma mudança política no país que valorizará mais projetos de curto prazo do que os de longo. Parlamentares, que hoje mandam no Orçamento, pensam no máximo bienalmente. E os governos, que deveriam perseguir metas estratégicas de Estado, têm se limitado a tentar sobreviver.

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Uso de bibliotecas universitárias por millennials e geração Z

Uso de bibliotecas universitárias por millennials e geração Z | Inovação Educacional | Scoop.it

O papel dos bibliotecários ganhou novos contornos a partir do acesso popular às plataformas digitais, o que no Brasil remonta os anos 2010.
Lembremos que o Brasil possui um histórico de atraso na alfabetização que se chocou com um salto para o uso massivo de redes sociais. Isso representa um choque de oralidade no universo que supostamente segue regras de língua escrita.
Há, portanto, um choque entre oral e escrito, que se combina com um choque geracional no uso da linguagem digital, com impacto direto no uso das bibliotecas.
Com isso passamos do paradigma do arquivo para o privilégio do usuário.
As bibliotecas passaram a ter a função de conduzir e educar os visitantes das bibliotecas na busca por informações, tanto nos meios físicos (livros) quanto nos digitais (Internet).
Mas além disso a biblioteca é um dos suportes cruciais para o desejo de sair da bolha e agregar presencialidade à experiência do saber.
Cursos livres, influencers, divulgadores científicos, assim como entulho digital convivem hoje com alta cultura, acervos digitais e internacionalização do saber.
As bibliotecas poderiam adquirir uma nova função de qualificar esta expansão e organização genérica dos saberes.
Isso cria alguns problemas imediatos:
As novas gerações --Y (millenials) e Z-- apresentam dificuldades crescentes com a cultura do livro físico, incluindo problemas genéricos de natureza atencional e indisposição com seu manejo, aquisição e guarda. Ao mesmo tempo distinguem o livro como objeto de colecionismo e apreciação, do material digital reciclável.
As novas gerações --millennials e Z-- possuem alfabetização digital nata, ou seja, nascidos depois de 1995, resistem a receber apoio da instrução "presencial" e têm dificuldades com programas de captura e credenciamento de textos, principalmente livros e artigos indexados que não sejam de acesso livre, aberto e gratuito.
O sistema de credenciamento muitas vezes é complexo e demasiadamente expositivo sem que o usuário perceba de antemão que sua demanda será atendida naquele repositório.
As práticas tradicionais da biblioteconomia e a concepção de biblioteca universitária guiaram-se por muito tempo por princípios como:
Enxergar o usuário como um ser ativo e construtivo;
Considerar o indivíduo de acordo com o seu contexto situacional;
Focar nos aspectos cognitivos envolvidos no processo;
Ter maior orientação qualitativa;
Analisar a individualidade das pessoas.
As queixas em geral passam pelas restrições de acesso impostas pelas grandes casas que têm se especializado na armazenagem e gestão de periódicos, como Elsevisier e Springer.
O acesso a este material muitas vezes é demasiado caro e envolve em várias áreas políticas de acesso restritivo [1] e falta de transparência que ofendem uma certa relação construída pelas gerações Z e millenials com o saber.
Isso passa pela ideia genérica de que o acesso ao saber e a cultura deve ser público e gratuito e que toda forma de pagamento é considerada uma violação grave e uma fonte de indisposição com o veículo que a subsidia ou patrocina.
É verdade que essa reação é mais frequente em certas áreas do que em outras. Mas deve-se contar aqui outro processo que atravessa e concorre provavelmente para o aumento das curvas de sofrimento e problemas de saúde mental entre jovens universitários, não só no Brasil, mas como tendência global.
Entre os motivos para tanto está a falta de presencialidade e de sentimento de pertencimento às diferentes comunidades universitárias, entre elas aqueles circuitos ligados ao uso e recurso às bibliotecas. O que não puder ser feito desde qualquer lugar, segundo acesso móvel e com controle livre de periodicidade será considerado um obstáculo.
A pandemia de covid-19 revelou outro dado preocupante, para o qual as bibliotecas ainda não reagiram. Uma parcela significativa dos estudantes ainda não possui acesso digital de forma segura e estável. De certa forma as bibliotecas precisam incorporar a função de disponibilizar acesso informático geral para estudantes.
Isso significa também que elas podem tomar um papel mais ativo na alfabetização digital, estabelecimento de boas e más práticas digitais e qualificação dos repositórios digitais. Isso implica levantar restrições de usos acriticamente em relação ao excesso de normatização e impulsionamento para publicação em áreas acadêmicas.
Hoje, os critérios de avaliação dos programas de pós-graduação caminham muito mais no sentido da congruência, coerências e consequência do que a produção bruta e quantitativa de dados.
O produtivismo afeta estas gerações de modo transversal e pervasivo. Dificuldade de qualificar o material digital. Como saber da pertinência de uma live, um congresso, uma aula gravada ou um discurso de divulgação científica.
Por outro lado, as bibliotecas podem caminhar em uma direção semelhante à da museologia, ou seja, cada vez mais importa a arquitetura, a experiência espacial, a promoção de cursos, debates e apresentações, até mesmo lojas e sistemas de suporte, como bancos e restaurantes.
A biblioteca não sobreviverá se não evoluir para uma espécie de espaço de convivência. O que Hal Foster chamou de complexo arte-arquitetura poderia encontrar um equivalente em um complexo saber-biblioteconomia. Isso significa que os processos formais, de certificação, indexação, normatização e padronização bibliográficas tenderão a se resolver pela interveniência de processos ligados a inteligência rtificial, liberando esforços e atenção para a promoção ativa de encontros.
Costuma-se separar os millennials (geração Y), nascidos entre 1980 e 1994, da geração Z, nascidos entre 1995 e 2015, que compreendem massivamente os atuais alunos de graduação. Os nativos digitais da geração Z são tidos como práticos, realistas, tolerantes, ativistas, avessos a rótulos, adeptos da acessibilidade e simplicidade, desejosos de construir um mundo melhor.
Os millenials, hoje entre 26 e 40 anos de idade, situam-se mais provavelmente entre os pós-graduandos. Eles cresceram em uma situação de forte violação de expectativas. Apesar de ganhar mais do que as gerações anteriores, a sua expectativa de ganhos e de satisfação com o trabalho é permanentemente rebaixada pela realidade. As promessas da aceleração digital, facilidade no controle da vida doméstica e realizações aquisicionais não se cumpriram, fazendo desta geração, ao contrário da geração Z, mais inclinadas a incorporar o espírito de produtivismo acadêmico.
Uma comparação possível pode ajudar a entender o choque de gerações entre os usuários de nossas bibliotecas universitárias
Geração Y (Millennials)
representa 54% das compras online;
63% concluem as transações em seus smartphones;
22% usam aplicativos para comprar mantimentos;
83% não se preocupam com segurança durante as compras online;
60% preferem comprar marcas genéricas;
40% analisam avaliações e depoimentos online antes de comprar qualquer produto;
60% permanecem fiéis às marcas que compram;
81% esperam que as empresas se comprometam publicamente com causas beneficentes e de cidadania.
Geração Z
Mais de 98% prefere fazer compras em lojas físicas;
66% dos compradores querem que as marcas vendam produtos de alta qualidade;
representa 25% do tráfego total de serviços de alimentação;
45% escolhem marcas que são ecologicamente corretas e socialmente responsáveis;
61% preferem marcas que oferecem proteção e armazenamento de dados seguros;
43% preferem marcas que fornecem termos e condições claros de como eles usarão suas informações;
65% tentam aprender a origem das coisas que compram, incluindo de onde são e de que são feitas;
menos de um terço se sente à vontade para compartilhar dados pessoais, além de informações de contato e histórico de compras;
44% desejam que as marcas usem realidade aumentada ou realidade virtual para aprimorar a experiência de compra.
REFERÊNCIAS
[1] "As queixas mais comuns conhecidas têm a ver com a curta cobertura cronológica dos artigos e com a dificuldade em aceder aos últimos doze meses dos periódicos, por causa dos embargos, o que já não acontece com o formato impresso". Maria Teresa Ferreira da Costa (2019). O uso de periódicos científicos electrónicos nas instituições do Ensino Superior Público em Portugal. Dissertação para a obtenção do Grau de Mestre em Ciências da Documentação e Informação.
[2] Zaninelli, Thais, et al. Veteranos, Baby Boomers, Nativos Digitais, Gerações X, Y e Z, Geração Polegar e Geração Alfa: perfil geracional dos atuais e potenciais usuários das bibliotecas universitárias. Brazilian Journal of Information Studies: Research trends, vol.x, publicação contínua 2022.)

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Global Tipping Points

Global Tipping Points | Inovação Educacional | Scoop.it
Welcome Global Tipping Points is led by Professor Tim Lenton from the University of Exeter’s Global Systems Institute with the support of more than 200 researchers from over 90 organisations in 26 countries. The Global Tipping Points Report was launched at COP28 on 6 December 2023. The report is an authoritative assessment of the risks […]
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Dante Velloni: a transição de um professor e artista plástico do presencial para o online

Dante Velloni: a transição de um professor e artista plástico do presencial para o online | Inovação Educacional | Scoop.it

O Programa História da Arte Online, idealizado por Dante Velloni e Lucas Arantes, tornou-se uma referência global em cursos de História da Arte. Com 50 módulos totalizando 250 horas, o curso oferece uma imersão completa na história da arte universal, abrangendo desde os períodos clássicos até os movimentos contemporâneos. Além do curso principal, Dante expandiu sua oferta para cursos específicos, incluindo:
História da Arte – da pré-história até a arte contemporânea: um mergulho abrangente na evolução da arte ao longo dos séculos.
Leonardo da Vinci – Vida e Obra: uma análise aprofundada sobre um dos maiores gênios da história, explorando tanto sua vida quanto suas contribuições artísticas.

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Como a atividade online de crianças pode arruinar a vida digital dos pais

Como a atividade online de crianças pode arruinar a vida digital dos pais | Inovação Educacional | Scoop.it
O The New York Times documentou outros episódios em que a vida digital dos pais foi prejudicada por fotos e vídeos de seus filhos nus que os sistemas de IA do Google sinalizaram e que revisores humanos determinaram como ilícitos. Como resultado, alguns pais foram investigados pela polícia.
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COP-28 discute IA para combater crise climática, mas gasto de energia levanta preocupação

COP-28 discute IA para combater crise climática, mas gasto de energia levanta preocupação | Inovação Educacional | Scoop.it

A esperança de avanços da IA na luta contra o aumento da temperatura global decorre da capacidade da tecnologia de processar grandes quantidades de informações. Isso permite que ela produza percepções que excedem em muito o que os computadores e os cientistas de dados têm sido capazes de fazer, com uma ampla gama de aplicações para o clima.
No dia da abertura da cúpula, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse que estava fazendo uma parceria com a Microsoft no desenvolvimento de uma ferramenta baseada em IA para monitorar se os países estão cumprindo suas promessas de reduzir as emissões de combustíveis fósseis. Isso ajudaria a resolver o que tem sido uma das questões mais espinhosas da diplomacia climática internacional.
Outros grupos ofereceram pesquisas destacando o potencial da IA para reduzir as emissões de poluentes na fabricação de alimentos, para ajudar a localizar novos projetos de energia renovável e equilibrar as cargas de eletricidade durante eventos climáticos extremos.
Autoridades do Google e do Boston Consulting Group previram que a IA poderia ajudar a reduzir até um décimo de todas as emissões de gases de efeito estufa até 2030. Uma equipe de pesquisadores liderada por David Sandalow, ex-funcionário do Departamento de Energia dos EUA no governo do presidente Barack Obama e atualmente na Universidade de Columbia, divulgou no domingo o que chamou de roteiro para o papel da IA na aceleração da redução de emissões em uma ampla gama de setores.

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Meta cria plataforma de IA para gerar imagens fora das redes sociais

Meta cria plataforma de IA para gerar imagens fora das redes sociais | Inovação Educacional | Scoop.it

A onda das inteligências artificiais (IA) que geram imagens a partir do comando de usuários chegou também na Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp. Depois de anunciar ferramentas generativas em suas redes sociais, a empresa lançou nesta quarta-feira, 6, seu próprio site de “fabricação” de conteúdo. Chamada Imagine with Meta AI, a plataforma é semelhante a geradores de imagem como DALL-E, da OpenAI, e Stable Diffusion, da Stablility.ai.
O site traz uma interface bastante simples: uma caixa de texto pode ser preenchida pelo usuário com comandos para que a IA gere uma imagem qualquer. A partir de então, quatro imagens ficam disponíveis na tela, todas com uma marca d’água que, segundo a Meta, não desaparece mesmo quando o arquivo é cortado ou redimensionado — a ideia é deixar claro que a imagem é fabricada por uma IA.

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Como as ondas de calor estão afetando a produção agropecuária em todo o País

Como as ondas de calor estão afetando a produção agropecuária em todo o País | Inovação Educacional | Scoop.it
Depois de recordes consecutivos, produção de grãos na safra 2023/2024 deve cair 2,4%´no País devido às condições climáticas adversas; plantação de soja está atrasada, o milho está mais sujeito a pragas e a floração do café foi antecipada
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União Europeia fecha acordo para regular IA

União Europeia fecha acordo para regular IA | Inovação Educacional | Scoop.it

Os legisladores da União Europeia concordaram com os termos de uma legislação histórica para regulamentar a inteligência artificial, avançando na implementação do regime mais restritivo do mundo para o desenvolvimento dessa tecnologia.
Thierry Breton, comissário da UE, confirmou em uma postagem no X que um consenso sobre a regulamentação havia sido alcançado, chamando-o de um "acordo histórico".
"A UE se torna o primeiro continente a estabelecer regras claras para o uso da IA", escreveu ele. "A Lei de IA é muito mais do que um livro de regras —é uma plataforma de lançamento para startups e pesquisadores da UE liderarem a corrida global da IA."

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Por que montadoras tradicionais vão mal na China e isso pode afetar Brasil

Por que montadoras tradicionais vão mal na China e isso pode afetar Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it

A alemã foi, por anos, a líder de vendas de veículos no mercado chinês, mas perdeu o posto para BYD - que só fabrica modelos elétricos e híbridos. A eletrificação é, particularmente, um tema sensível para a Volks e outras montadoras ocidentais, já que é muito difícil concorrer com a velocidade de atualização de tecnologias das chinesas.
A Chevrolet e a Ford são outros dois exemplos de montadoras tradicionais que foram afetadas globalmente pelo desempenho no mercado chinês. De acordo com Bacellar, a Ford, quando abriu mão de fabricar veículos no Brasil, precisava restabelecer a saúde financeira em todo o mundo.
"Na época, fechou fábricas aqui, na Índia e em outros mercados para concentrar investimentos e recuperar vendas na China, onde ia mal naquela época e até hoje é o maior mercado do mundo", analisa Bacellar.
O consultor automotivo também informa que a General Motors acumula baixa de aproximadamente 25% nas vendas no gigante asiático ante o desempenho de 2022, quando a montadora norte-americana comercializou cerca de 1,7 milhão de veículos na China - ou seja, somente naquele mercado, a GM vendeu um volume não muito diferente do somatório de todas as montadoras no Brasil durante o ano passado.

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Quer ter controle na era da Inteligência Artificial? Prepare-se para lutar

Quer ter controle na era da Inteligência Artificial? Prepare-se para lutar | Inovação Educacional | Scoop.it

A verdade é que empresas de IA têm uma tonelada de opções no que diz respeito a forma como projetam seus modelos e quais dados usam (se elas se importam já é outra história). Os tribunais poderiam obrigar essas empresas a informar como projetaram seus modelos e que tipo de dados foram analisados. O aumento da transparência quanto a modelos de IA seria bem-vindo e poderia ajudar a desmistificar a inteligência artificial.  
Greves, investigações e processos judiciais poderiam, também, contribuir para que artistas, atores, escritores, entre outros sejam remunerados, por meio de um sistema de licenças ou royalties, pelo uso de seus trabalhos no treinamento de modelos de IA. 

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Pisa: 1 em cada 5 alunos enfrenta falta de professores

Pisa: 1 em cada 5 alunos enfrenta falta de professores | Inovação Educacional | Scoop.it

Segundo o relatório, escolas com déficit de docentes têm desempenho menor em matemática
Um em cada cinco alunos brasileiros estuda em escolas que enfrentam falta de professores, segundo dados do Pisa 2022. Segundo o relatório da avaliação internacional, os dados mostram que, globalmente, escolas com déficit de docentes registraram desempenho menor em matemática.
As informações foram obtidas nos questionários aplicados aos diretores das escolas que fizeram a prova do Pisa. Os dados mostram que 22,3% dos alunos brasileiros estudam em unidades em que a falta de professores prejudicou as atividades acadêmicas.
Também apontam que 11,7% dos alunos foram prejudicados por ter aulas com docentes sem formação na área em que lecionam.
O Pisa 2022 avaliou 690 mil estudantes de 15 anos, em 81 países e regiões do mundo. No Brasil, a prova foi aplicada para 10.798 alunos de 599 escolas.
O relatório do Pisa alertou para o aumento do déficit de professores em todo o mundo. Entre os países membros da OCDE, 46,7% dos estudantes tiveram as atividades escolares prejudicadas por falta de docentes. Em 2018, esse índice era de 26,1%.
"Os resultados do Pisa mostram que entre 2018 e 2022, mais da metade dos sistemas educacionais tiveram aumento de alunos prejudicados por falta de professores ou por terem tido aula com docentes sem formação adequada", destacou o documento.
"Os dados mostram que a maioria dos sistemas foram mais afetadas com a falta de profissionais do que com escassez de materiais", diz.
O relatório também apontou que as escolas prejudicadas por falta de professores tiveram resultados menores em matemática.
Globalmente, o desempenho dos estudantes em matemática foi o que teve maior queda no período entre 2018 e 2022. A média da OCDE nessa área caiu de 487 pontos para 472. A redução de 15 pontos representa uma perda de aprendizado de meio ano escolar na vida dos estudantes.
Historicamente, é na matemática que o Brasil enfrenta maior dificuldade para garantir o aprendizado adequado aos seus alunos. Nas últimas duas décadas, as notas mais baixas do país foram nessa área do conhecimento. No Pisa 2022, a média brasileira em matemática foi de 379 pontos, ante 384 em 2018.
Vários estudos e dados nacionais apontam que o Brasil tem dificuldade em formar professores para as disciplinas de exatas. Informações do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) mostram que 70% dos ingressantes em licenciaturas dessa área abandonam as graduações.
Na licenciatura de matemática, por exemplo, só 30% dos ingressantes concluem os cursos.
A pequena taxa de conclusão é consequência de um acúmulo de dificuldades acadêmicas que os ingressantes carregam da educação básica, além da baixa atratividade para a carreira docente.
Muitas redes de ensino do país já sofrem com a falta de professores. Até mesmo São Paulo, o estado mais rico da federação, enfrenta dificuldade para preencher o quadro de docentes. Um estudo do Semesp (entidade que representa faculdades particulares) calcula que até 2040 o Brasil terá um déficit de 240 mil professores - sendo a área de exatas a mais afetada.

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Pesquisa IBM: 83% das empresas brasileiras adotam nuvem híbrida para potencializar transformação digital

Pesquisa IBM: 83% das empresas brasileiras adotam nuvem híbrida para potencializar transformação digital | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma nova pesquisa global da IBM revelou que 83% dos líderes empresariais e de TI no Brasil adotaram uma abordagem de nuvem híbrida que pode ajudar a impulsionar a transformação digital. De acordo com o levantamento, a adoção de nuvem híbrida do País é superior à média global (77%).
No entanto, a maioria das organizações no País está lutando com a complexidade de fazer com que todos os seus ambientes de cloud funcionem em conjunto: apenas 27% dos entrevistados gerenciam ambientes de nuvem híbrida de forma holística – o que pode criar pontos cegos e colocar os dados em risco. 
O estudo intitulado IBM Transformation Index: State of Cloud, encomendado pela IBM e conduzido pela empresa de pesquisa independente The Harris Poll, ouviu mais de 3 mil tomadores de decisões de negócios e tecnologia de 12 países e em 15 setores, entre serviços financeiros, manufatura, governo, telecomunicações e saúde, para entender onde as organizações estão avançando ou apenas emergindo em suas jornadas de transformação.

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