Resolução de centenas de problemas matemáticos deixou o mundo com mais soluções do que gente capaz de entendê-las O mesmo vai acontecer em todas as outras áreas em que a máquina consiga checar sozinha se acertou Visionário. O elogio mais cobiçado por aqueles que trabalham sentados vê seu valor desabar junto com os insights que o inspiravam. Onde existe uma mesa de reunião ou uma bancada tem uma nuvem acumulando ideias promissoras, não fosse por estarem empilhadas com outras tantas, igualmente criadas com inteligência artificial. A publicação das 370 soluções de problemas pela OpenAI no início do mês põe a matemática nesse circuito em que a abundância é tão grande que, nas palavras de um professor da Sorbonne, "se as IAs sumissem agora [...] o campo passaria os próximos dez anos tentando entender o que sobrou". Não se trata apenas do momento mais importante da história da disciplina, mas também daquele em que ficou claro que o jogo de resolver os grandes desafios está acabando para os humanos, com bolsa de pesquisa cancelada e carreira inteira varrida numa semana. Deixemos a tristeza de lado e fiquemos com as consequências. A entrada das máquinas no cume das exatas deixa o mundo com mais soluções do que gente para apreciá-las. O desconhecido, que era feito do que ninguém descobriu, passa a incluir também o que ninguém entendeu, dada a maneira pouco ortodoxa como a IA chega aos resultados. Uma professora do Texas que passou anos tentando provar uma das conjecturas que caíram agora recebeu a demonstração pronta e precisou de uma IA para lê-la. Essa mudança atinge o cerne da produção científica. Veja, o que a gente chama de entendimento é a integração de uma ideia a modelos mentais preexistentes, gerando a sensação de que as coisas se encaixam e diretrizes para a descoberta seguinte. O problema é que isso é incompatível com uma realidade em que resultados importantes e complexos se acumulam na nuvem, exigindo que algum sistema de capacidade sobre-humana, a própria IA, os conecte e nos devolva uma visão de conjunto. O conhecimento começa a avançar sem passar por nenhuma cabeça, conosco do lado de fora. A abundância muda também o tratamento do que já está pronto. Na programação, ninguém mais conserta código: o agente refaz do zero porque descobrir onde mexer no que está lá custa mais do que escrever de novo. A mesma regra valerá para as provas produzidas por IA, que não serão lidas porque sai mais barato pedir outra. Se hoje assusta ver a máquina realizar uma descoberta digna da medalha Fields (o segredinho é que a façanha saiu de milhares de tentativas, a maioria fracassada), em alguns anos ela fará o mesmo como etapa normal de um pedido do usuário, que vai tratar a resposta como descartável. De quebra, teremos mais incerteza. Um dia depois de soltar essa bomba, a OpenAI retirou três manuscritos porque um erro pequeno numa prova derrubou duas outras que dependiam dela. Numa pilha que ninguém lê, o erro lá de baixo sobe junto com a torre. Com isso, estaremos um pouco mais no campo das ciências inexatas, com efeitos colaterais que ninguém sabe explicar. Nada disso será exclusividade da matemática, mas valerá para qualquer área em que seja possível checar automaticamente se um resultado está certo. Este é o caso da física feita no papel: num estudo recém-publicado por 35 físicos, a IA resolveu 49 de 50 problemas inéditos, do tipo que só um punhado de especialistas sabe resolver, a menos de US$ 3 cada. Visionário, daqui a pouco, vai virar elogio de máquina.
A beatificação de Fulton Sheen é uma espécie de reconhecimento de que a santidade também pode vir com o uso de novas tecnologias. Em meados do século 20, Fulton usou rádio e TV como instrumentos de pregação. Em seu famoso discurso no Emmy, ele agradeceu a quem chamou de seus quatro roteiristas: João, Marcos, Lucas e Mateus.
Papa Leão 14 durante uma celebração na Basílica de São Pedro, no Vaticano - Filippo Monteforte - 8.out.26/AFP No ano passado, Leão 14 já havia canonizado Carlo Acutis, o padroeiro da internet. Também em 2025, o mesmo papa recebeu centenas de celebridades católicas no Vaticano, no Jubileu dos Missionários Digitais e Influenciadores Católicos. O evento pode ser descrito como o reconhecimento do TikTok, Instagram e YouTube como "in partibus infidelium", a clássica expressão latina usada historicamente pela Igreja para designar as terras dos infiéis.
Mas os movimentos da Igreja nessa direção não param por aí. Pela primeira vez, uma produção audiovisual realizada em colaboração com os meios de comunicação do Vaticano está tentando chegar ao Oscar. Em setembro, o curta-metragem "Green Lava", realizado em colaboração com Vatican News, Rádio Vaticano e Vatican Media, foi exibido em salas de cinema de Beverly Hills.
O curta não tem conteúdo explicitamente religioso, mas acompanha a vida de Giacomo Mattivi, um jovem italiano que vive com distrofia muscular de Duchenne, após a morte de seu irmão com a mesma doença.
Antes impensável nos corredores da Cúria romana, talvez um papa americano tenha ajudado a fazer os bispos e cardeais da Igreja compreenderem que Hollywood também precisa ser disputada.
Ainda no Vaticano, a atenção que Leão 14 tem dispensado ao tema da inteligência artificial é sintomática da preocupação do papa com as big techs. Sua primeira encíclica é dedicada à salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial e, no dia seguinte à sua publicação, Leão 14 aprovou a criação de uma Comissão Interdicasterial sobre Inteligência Artificial, órgão formal da Santa Sé para o tema.
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Carregando... No plano local, em agosto deste ano, o cardeal Orani João Tempesta criou canonicamente, na Arquidiocese do Rio de Janeiro, a Pastoral dos Missionários Digitais. A proposta da pastoral é trabalhar com pessoas que usam a internet como meio de evangelização. Segundo a própria arquidiocese, a pastoral está voltada para os próprios influenciadores. Ou seja, o que se quer é contribuir para a formação católica desses missionários digitais.
Nestes anos atuando como professora / professor, o que você viu avançar na educação? O que destacaria como principal avanço? PROFESSORA FABIANA:
Ao longo da minha jornada na educação, percebo que temos avançado na construção de políticas públicas que colocam a alfabetização, a equidade e a aprendizagem no centro das discussões, e isso é de extrema importância na história da educação. É onde percebo que existe um movimento real e de valorização das avaliações diagnósticas e formativas que nos ajudam a compreender melhor o que as crianças já sabem e aquilo que ainda precisam aprender, nos permitindo refletir sobre o nosso planejamento, o qual, me serve como um termômetro para avaliar e refazer rotas sobre o que não deu certo na minha prática e o que precisa ser mudado.
Eu, como professora e formadora da rede municipal do Recife, tenho acompanhado de perto essa realidade, um avanço na compreensão de que alfabetizar vai muito além de ensinar a ler e escrever, mas garantir que todas as crianças tenham oportunidades de aprender, participar, pensar e se desenvolver dentro da sociedade onde está inserida.
Na minha opinião, o principal avanço é sobre esse olhar mais atento para a aprendizagem das crianças aliado às formações continuadas dos professores, o estar mais próximo da realidade do chão da sala de aula e de suas reais necessidades, o fortalecimento das políticas de alfabetização com esse olhar para o compromisso de alfabetizar na idade certa.
Na Alemanha, dois jovens são investigados após robô tocar adolescente de 16 anos. Polícia tenta descobrir se os movimentos foram programados ou comandados em tempo real.
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Official Video for U2’s brand new single “The Greatest Show On Earth” off of their forthcoming 16th studio album “Carnaval De Luz”, out November 13th. If I couldn’t sing How love’s the hardest easy thing And if I couldn’t sing you my life Hiding here in the spotlight And if you couldn’t hear me If I couldn’t feel If I couldn’t feel your touch again When nerve ends fray And there’s nothing to say Not even a prayer It’s a beautiful night somewhere
Ohhh ohhh If I couldn’t say it now Tell me how If this is love and love is all we’ve got You can show me what it is I can show you what it’s not If this is love don’t act surprised when you get hurt Even if our dreams lay in the dirt We were once the greatest show on earth
Is that a smile or a tear? Is it all show business here? The cinema that is stained glass You’re at the altar at our wedding mass Is this a church of love or fear? Have we made God feel like a stranger here?
Ohhh ohhh Say it now Tell me how If this is love and love is all we’ve got You can show me what it is I can show you what it’s not If this is love, we make cathedrals of our hurt People digging their dreams out of the dirt We were once the greatest show on earth
Love is a business that works at night I sold myself for less than was right You taught me what I was worth In the greatest show on earth Made a profession out of breaking your heart You call it lies, I call it art I was some of your best work We were once the greatest show on earth Love is a business you shouldn’t trust Breathe on me and I’m love and I’m lust Forever or a flirt? The greatest show on earth The light scatters things can get worse These dark matters of the universe Could not compete with us We were once the greatest show on earth
No Brasil, 84% dos universitários afirmaram usar ferramentas de inteligência artificial generativa nos estudos em 2025. Dois anos antes, eram 52%. Os dados são do AI Index Report 2026 do Instituto de Inteligência Artificial Centrada no Ser Humano (HAI), da Universidade de Stanford.
No mesmo período, um levantamento de pesquisadores brasileiros mapeou 111 instituições públicas de ensino superior do país (69 federais e 42 estaduais), e encontrou apenas 27 documentos institucionais sobre o uso desse tipo de tecnologia em atividades acadêmicas.
Dispositivos magnéticos do tamanho de um grão de arroz foram projetados para tratar infecções cardíacas no ponto exato em que ocorrem; por enquanto, tecnologia foi testada apenas em modelos de coração e tecido suíno
Chatbot company Character.AI has filed for bankruptcy and is heading toward a court-supervised sale. The platform, which lets users create AI characters and interact with them, will sell some assets to Disney. The company has recently faced a series of lawsuits related to alleged harms to young people. Below, an Australian expert comments.
Plano de candidato é pagar valor para mães matricularem filhos em unidades privadas em locais com falta de vagas na rede pública Especialistas dizem que estudos internacionais apontam que medida pode ampliar o acesso ao ensino, mas não assegura ganhos de aprendizagem
Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), o número de pessoas com 50 anos ou mais que ingressaram no ensino superior brasileiro passou de 58,4 mil em 2015 para 211,2 mil em 2024, crescimento de cerca de 262% na última década.
O avanço é maior conforme cresce a idade: entre ingressantes de 50 a 59 anos, passou de 51,2 mil para 176,3 mil (244,31%); entre os de 60 anos ou mais, de 7.171 para 34.965 (387,59%), a maior alta entre as faixas analisadas.
Mariela de Melo Guimarães, 49, estudante de pedagogia na modalidade EaD no Centro Universitário UniBF, em Belo Horizonte (MG), opção que facilita a conciliação dos estudos com o trabalho e os cuidados com a família - Maíra Cabral/Folhapress A expansão foi puxada sobretudo pela EaD privada, que passou de 27,8 mil ingressantes com 50 anos ou mais em 2015 para 169,7 mil em 2024, alta de 509,5%. A modalidade tinha 47,8% dos novos alunos da faixa e passou para 80,4%.
Somando as redes pública e privada, a EaD foi de 29,2 mil para 175,8 mil ingressantes 50+. No presencial, o número passou de 29,1 mil para 35,4 mil.
Portaria estabelece princípios, dimensões avaliativas, mecanismos de governança e procedimentos do Sinaept para a realização dos ciclos de avaliação em colaboração com os sistemas de ensino
Experimento com 189 profissionais revela diferenças na remuneração atribuída a assistentes virtuais idênticos e mostra como preconceitos podem afetar nossa relação com a tecnologia.
As a scholar rooted in the history of Canadian higher education and its intersections with rhetoric around disability and race, every time I hear the word “intelligence,” including as “IQ,” I get jumpy. “Intelligence” clearly has a high-stakes and worrisome future, but also a dark history.
To figure out what AI might be replacing, we need to better understand intelligence as a historically situated idea — and a dangerous one — rather than as some sort of biological fact.
For universities, this reflection matters as institutions confront questions about how their responses to AI align with their missions.
O governo federal publicou nesta terça-feira (13) um decreto que obriga empresas a manter atendimento humano no SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), por telefone e canais eletrônicos, das 8h às 20h, todos os dias. O decreto atualiza regras do SAC, regulamenta dispositivos do Código de Defesa do Consumidor e determina que as empresas resolvam a demanda do cliente em, no máximo, cinco níveis de atendimento. A companhia também não poderá mandar o cliente para outro canal, a não ser para o presencial, e só quando ele for indispensável para resolver o problema.
Responsável pelo estudo que mapeou os impactos econômicos do projeto Brasil Adiante, o pesquisador Daniel Duque destaca que as áreas de infraestrutura e educação concentrariam os maiores ganhos caso as propostas fossem implementadas.
Segundo ele, as medidas voltadas à infraestrutura teriam efeitos mais expressivos no curto prazo, enquanto as propostas da área de educação trariam um ganho de mais longo prazo para a economia brasileira.
“A diferença é que a educação tem um ganho de mais longo prazo para a economia. No caso da infraestrutura, você aumenta a capacidade produtiva e gera um investimento logo no começo”, afirma Duque, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) e do Núcleo de Estudos Raciais do Insper.
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