A former engineer for Figure AI filed a lawsuit against the company, claiming he was unlawfully terminated after warning executives about product safety. The suit filed on Friday says plaintiff Robert Gruendel was fired in September, days after lodging his “most direct and documented safety complaints.” Gruendel is seeking economic, compensatory and punitive damages and demanding a jury trial.
With the arrival of Amazon’s Zoox robot taxi in San Francisco to compete with Waymo, autonomous services are gaining momentum. But there are pros and cons.
European policymakers are crafting changes to scale back and simplify landmark rules for A.I. and data privacy, in a shift from an aggressive regulatory period.
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) é a política coordenada pelo Ministério da Educação, criada em 2023, que organiza a cooperação entre União, estados e municípios para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até o fim do 2º ano do ensino fundamental. O CNCA define metas, orienta formação de professores, integra avaliação e currículo e prevê apoio técnico e financeiro às redes de ensino.
Políticas públicas como o VAAR podem acelerar a chegada da computação a todas as escolas, mas a mudança depende de vontade política e apoio à formação docente
Trabalho identificou e classificou 150 falsas causas e 150 falsas "curas" para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) disseminadas em ambientes digitais
Se adultos tentam entender como a IA funciona, a molecada já está até namorando com ela. Afinal, tem idade certa para usar IA? Esse é o assunto do novo episódio de Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, apresentado por Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz. Segundo uma pesquisa realizada nos EUA, 20% dos adolescentes já usaram a IA para relacionamentos românticos. E tem mais: um terço deles disse que usa a IA como companhia. No Brasil, o número também assusta: segundo o estudo TIC Kids, do NIC.br, 65% das pessoas de 9 a 17 anos já usam IA. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, os adeptos são 68%. E mais: até 4% das crianças de 9 a 10 anos usam a tecnologia para conversas emocionais. Longe de ser versões contemporâneas dos amigos imaginários, as plataformas são criadas para agradar, manipular e prender o usuário. O mundo tenta regulamentar o uso e o acesso das crianças à tecnologia: vários países discutem idades mínimas e proibições. No Brasil, o Ministério da Justiça renovou a classificação indicativa, levando em conta o risco da interatividade. Já o ECA Digital pretende obrigar as plataformas a verificar a idade dos usuários. Com as duas ações combinadas, o país deve definir idades mínimas para o uso de IA e redes sociais. Hoje, as empresas se autoclassificam, mas tudo indica que essa prática está com os dias contados.
A China decidiu começar cedo: implantou neste ano a nova política nacional de educação em inteligência artificial para crianças a partir dos 6 anos. O objetivo não é formar um exército de programadores mirins, mas cidadãos críticos, capazes de entender como e quando usar a tecnologia. O aprendizado acontece de forma gradual. Ao longo dos anos, os alunos são introduzidos aos conceitos de IA até que, no ensino médio, passam a criar seus próprios modelos para resolver problemas do dia a dia. No entanto, essa ideia já está em prática no Brasil. Desde 2024, o programa Piauí Inteligência Artificial leva IA para as escolas estaduais piauienses, com uma metodologia adaptada até para locais com baixo acesso à tecnologia. As aulas combinam computadores com a boa e velha lousa. A professora Amanda de Souza, por exemplo, ensina algoritmos a partir de uma árvore de decisão baseada na classificação de animais da caatinga. O programa tem dois focos principais: ensinar a pensar com IA, ou como interagir de forma crítica com as ferramentas, e pensar sobre IA, permitindo uma reflexão sobre as implicações éticas do uso da tecnologia. Premiado pela Unesco, o projeto já impactou 90 mil alunos em 540 escolas.
Quem está ganhando dinheiro com seus dados? Todo mundo. Menos você. Mas uma startup chamada Drumwave, criada por um brasileiro que vive no Vale do Silício, promete mudar esse jogo. A ideia é simples e audaciosa: permitir que usuários ganhem dinheiro com os próprios dados, gerados a partir das interações com redes sociais, aplicativos e lojas de e-commerce. Só que aqui, o “dado” vai muito além do e-mail ou do CPF. A Drumwave quer transformar todas as suas informações em algo que tenha valor real. A proposta se apoia na LGPD, que já garante o direito de o usuário solicitar às plataformas o acesso aos próprios dados. A diferença é que, agora, isso pode virar um modelo de negócio. E não qualquer modelo, mas um que levanta questões éticas, econômicas e tecnológicas ainda sem respostas.
A relação entre China e Estados Unidos na área da tecnologia está cada vez mais tensa. Quando os EUA aumentaram tarifas, a China respondeu fechando a torneira da exportação das terras raras e, de quebra, também da tecnologia usada no processamento. Resultado: um xeque-mate que deixou o mundo inteiro em alerta e fez até Trump ameaçar novas tarifas. Agora, a China mexe também suas peças no tabuleiro corporativo. A Wingtech, empresa chinesa que comprou um braço da Philips e rebatizou como Nexperia, entrou no radar dos EUA. Washington proibiu a exportação de chips da Nexperia. A confusão chegou à Europa: a Justiça da Holanda afastou o CEO chinês e transferiu ações da Nexperia para o governo holandês. Em resposta, a China avisou que vai decidir o que pode ou não ser exportado pela Nexperia, um golpe que atinge montadoras e fabricantes de eletrônicos no mundo todo. A troca de fornecedores levaria de 6 a 9 meses. O jogo agora é de paciência e influência: os EUA tentam recrutar aliados, enquanto a China avança em território estratégico e mostra que quer disputar todas as bolas na partida global da tecnologia.
Já a partir deste ano, os alunos de Ensino Médio da rede estadual do Rio vão passar para a série seguinte se forem reprovados em até três disciplinas, desde que cumpram um regime de recuperação especial paralela, a ser definida pelos colégios. A medida consta da Política Extraordinária Excepcional de Progressão Parcial, criada por decreto, assinado pelo governador Cláudio Cláudio e publicado na semana passada no Diário Oficial. O ato foi regulamentado por resolução da Secretaria estadual de Educação (Seeduc).
Apesar do avanço nos últimos anos, índice de conclusão do ensino médio ainda é de 74%, abaixo do ensino fundamental. E um abismo separa ricos e pobres na última etapa da educação básica, mostra estudo.
A combinação dos avanços da transformação digital com a inteligência artificial está criando um cenário, no qual o trabalho e sua remuneração precisam ser repensados de forma profunda Por Francisco Gaetani e Virgilio Almeida No mundo digital, cada vez mais conectado, tudo gera dados: celulares, câmeras, carros, sensores, TikTok, WhatsApp, YouTube, Instagram.... tudo. A combinação de grandes massas de dados com os algoritmos de IA oferece um largo espectro de possibilidades, eficiência, inclusão e novos negócios. Por outro lado, vale lembrar a fala de Blimunda Sete-Luas, personagem de José de Saramago, quando disse: “Tudo no mundo está dando respostas, o que demora é o tempo das perguntas”. E as perguntas são muitas! Principalmente no que se refere ao papel dos humanos em mundo crescentemente mais automatizado pelas máquinas. Quais são os negócios onde as máquinas, software e robôs humanoides avançam para ocupar o espaço dos humanos, homens e mulheres? E como as políticas públicas e os incentivos privados no Brasil poderiam proteger os trabalhadores menos qualificados diante dos novos tempos da inteligência artificial? O fato é que não refletimos nem nos preparamos o suficiente para evitar que futuros se tornem distópicos. O avanço da IA em todas as esferas da vida ocorre em paralelo à rápida expansão da automação, como demonstram alguns exemplos recentes. Na Califórnia, o número de viagens mensais realizadas por carros autônomos _ sem motoristas - da Waymo (Google) saltou de cerca de 40 mil para 1 milhão em apenas dois anos - um aumento de 26 vezes. Em Nova York, muitos restaurantes já substituem operadores (humanos) de caixa por atendentes virtuais localizados nas Filipinas, remunerados por apenas US$ 3,35 por hora, valor muito inferior ao praticado nos Estados Unidos. A empresa chinesa UBTECH entregou recentemente milhares de robôs tipo "humanóides", chamados "Walker S2" - para substituição de operários em indústrias como BYD, Foxcom etc capazes de trabalhar vinte e quatro horas por dia e já incorporando módulos de IA no seu desenho. A Amazon afirma ter feito um grande avanço na robótica com um novo robô, chamado Vulcan, que consegue sentir e agarrar cerca de 75% dos produtos em seus armazéns. O Vulcan deverá ser implementado em todo o mundo nos próximos anos. Sua função é ajudar os funcionários a separar itens para armazenamento e prepará-los para entrega. A cadeia produtiva da IA tornou-se objeto de concorrência mortal no centro nervoso da economia global De acordo com um diretor de robótica da Amazon, o Vulcan representa um "salto fundamental" porque não apenas vê os objetos - ele consegue senti-los, permitindo tarefas que robôs mais antigos não conseguiam realizar. Amazon está desenvolvendo robôs que podem fazer de tudo, desde manusear itens individuais, como camisetas ou frascos de sabonete, até organizar pacotes para envio. A empresa espera que esses robôs reduzam a necessidade de contratar centenas de milhares de trabalhadores no futuro. Na outra ponta da história, no mundo das pessoas jurídicas e dos mercados conectados, a cadeia produtiva da IA tornou-se objeto de concorrência mortal no centro nervoso da economia global. Insumos como energia, capital humano, chips e outros tornaram-se arenas estratégicas para onde convergem os investimentos novos, privados e estatais, as pesquisas de ponta e a atenção dos mais importantes dirigentes do mundo, de países e de grandes empresas. O dinamismo das transformações e a volatilidade dos impactos da IA nas economias tem tornado ainda mais complexo os desafios regulatórios de governos, preocupados em preservar seus cidadãos de usos degenerados e nefastos da IA. A tarefa não é trivial dado o fato de se tratar de uma tecnologia em mutação cujos contornos e limites ainda não são observáveis a olho nu. Por mais que a transformação digital produza novos empregos, ocupações e fontes de renda - o lado criativo da inovação -, eles não serão ocupados pelos trabalhadores que estão sendo substituídos, mais velhos, menos digitais e mais caros. No Brasil, o Artigo 7º, Inciso XXVII da Constituição Federal de 1988 garante ao trabalhador “proteção em face da automação, na forma da lei “. As políticas de emprego e de qualificação da mão de obra de sucessivos governos tem enfrentado dificuldades na compreensão do que está acontecendo no mercado de trabalho digital que está surgindo e na mitigação dos impactos destas mudanças. Há novidades importantes, porém. O Movimento Sindical organizou nos dias 2 e 3 de outubro passados a Primeira Conferência Nacional por Inteligência Artificial com Direitos Sociais - uma iniciativa que sinaliza o despertar da consciência para o problema. Mas se governos, empresas, universidades e sociedade civil não se mobilizarem para o tema, a massa da população economicamente ativa será empurrada para fora do mercado de trabalho e se transformará em problema social gravíssimo em um curto espaço de tampo. O grande desafio hoje na fronteira dinâmica da economia é criar condições para que mais empresas e startups brasileiras consigam acompanhar as rápidas mudanças trazidas pela tecnologia e oferecer boas oportunidades para os jovens profissionais. Mas, o que fazer com os setores “antigos”? No meio de tantas transformações, o tema do trabalho tem ficado em segundo plano. O Brasil precisa discutir, com urgência, que tipo de relações de trabalho deseja para o futuro. O atual pleno emprego esconde um problema: muitas vagas são mal pagas e exigem pouca qualificação, o que não prepara o país para uma economia forte e inclusiva. Para aumentar a produtividade e gerar mais riqueza, será necessário investir muito mais em formação digital, complementando o que a rede pública e estruturas como o Sistema S já fazem. No mundo todo, governos discutem regras para lidar com a nova era digital - inteligência artificial, desinformação, proteção de dados, competição e segurança online. Mas é o trabalho, de onde vem a renda das pessoas, que precisa voltar para o centro dessas discussões. É nesse contexto que ganha força a proposta de uma renda mínima universal. Mesmo assim, muitas profissões devem sofrer uma forte queda de renda. Em um país onde a desigualdade é frequentemente tratada como algo natural, é urgente discutir esse tema com a seriedade e a sensibilidade que ele exige. A combinação dos avanços da transformação digital com a inteligência artificial está criando um cenário, no qual o trabalho e sua remuneração precisam ser repensados de forma profunda. Se isso não acontecer, o aumento da pobreza e o agravamento das desigualdades poderão gerar consequências imprevisíveis para o já frágil pacto social do país.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) realizou um mapeamento inicial, obtido pelo Valor, das oportunidades para que o Brasil transforme suas reservas de minerais críticos e estratégicos em uma indústria de maior valor agregado. A pasta identifica caminhos e desafios para inserir o país em cadeias produtivas como veículos elétricos e híbridos, energia solar fotovoltaica, motores e materiais avançados para a construção civil. O Brasil é dono de uma das maiores diversidades minerais do mundo e ocupa posição privilegiada nesse cenário, mas ainda exporta quase tudo em estado bruto. O diagnóstico do Mdic mostra que o país possui vantagens importantes em minerais estratégicos e críticos, como nióbio, lítio e grafite, e terras raras, mas ainda participa pouco das etapas industriais que concentram maior valor agregado, justamente onde estão os maiores ganhos econômicos e tecnológicos.
“Uma coisa são os LLMs (grandes modelos de linguagem, na sigla em inglês) e outra são os agentes de IA”, diz Pacheco. É nos LLMs que são treinados assistentes digitais de expressão global como Gemini, do Google; Copilot, da Microsoft; e ChatGPT, da OpenAI. Já os agentes de IA são sistemas que analisam informações e tomam decisões de maneira autônoma, com fins específicos.
Alimentar um LLM é extremamente caro, trabalhoso e leva tempo. Já os agentes são criados rapidamente, com poucos comandos e baixo custo. Com o auxílio da nuvem, jovens da periferia podem ser desafiados a criar agentes para resolverem problemas locais, sem investimentos pesados, diz Pacheco. “Mas é preciso fazer a garotada se interessar.”
Para Arbix, infraestrutura é questão-chave para o desenvolvimento da IA, em paralelo à formação profissional. Um dos desafios é a atração de centros de dados. Com a expansão da IA, a demanda por essas instalações tem aumentado vertiginosamente, com uma disputa acirrada pelo investimento das grandes corporações de internet e empresas especializadas na construção e na manutenção desse tipo de infraestrutura.
No Brasil, existem atualmente 195 centros de dados, basicamente voltados à nuvem computacional, de acordo com os resultados mais recentes do site Data Center Map. Isso coloca o país em 12º lugar no ranking global em número de instalações. É disparadamente o mercado mais sólido da América Latina, mas permanece distante dos primeiros lugares. Os Estados Unidos, na liderança, têm 4.204 centros de dados em seu território.
Esse cenário se agrava quando vamos aos dados do estudo, que pude coordenar em uma parceria entre grupos de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade de Brasília (UnB). Ao mapearmos dezenas de milhares de contratos e milhões de unidades contratadas por prefeituras, estados e União ao longo dos últimos anos, descobrimos que o Brasil já desembolsou, pelo menos, R$ 23 bilhões a fornecedores de tecnologias de empresas como Microsoft, Oracle e Google, por licenças de software, nuvem e aplicações de segurança, sendo R$ 10,35 bilhões apenas entre junho de 2024 e junho de 2025. Esse valor é a ponta do iceberg, pois muitos contratos são mascarados. Mais do que isso, trata-se de um valor nominal, sem considerar a inflação dos últimos anos. Então a conta é muito maior. Mas o que são R$ 23 bilhões para um país com teto de despesas de R$ 2,2 trilhões apenas para 2025? Para se ter uma ideia da dimensão, os R$ 23 bilhões gastos pelo poder público brasileiro com tecnologias de empresas estrangeiras nos últimos anos seriam suficientes para erguer cerca de 80 data centers de alto desempenho no País, o que praticamente dobraria a atual capacidade instalada, hoje quase toda privada. Apenas os R$ 10 bilhões desembolsados entre 2024 e 2025 já poderiam custear, por um ano inteiro, bolsas Capes/CNPq para todos os 350 mil mestrandos e doutorandos do Brasil, não apenas os que recebem apoio atualmente. Políticas públicas inteiras dependem da boa vontade de plataformas privadas que sequer estão em território nacional. Universidades públicas armazenam o conhecimento inclusive de segredo industrial em nuvens estrangeiras. Prefeituras contratam softwares que não podem auditar nem adaptar às suas realidades locais. Até mesmo reuniões de Estado ocorrem em aplicativos sujeitos a leis de outros países. Nesse cenário, se um contrato é rompido, um servidor é suspenso ou uma sanção é imposta, o País inteiro sente o impacto.
Drones are increasingly menacing the skies above, whether as buzzing nuisances destroying a scenic locale’s peaceful vibes or wielded as a kamikaze drone spreading terror. As such, world militaries are intensely interested in anti-drone weaponry right now. Take the latest demo from the British Armed Forces to take down these suckers: shooting them out of the blue with a powerful laser beam. The country’s Ministry of Defense recently tested the DragonFire laser at a facility in Scotland, according to a statement, where it was able to successfully shoot down high speed drones that “fly up to 650 km/h [404 miles per hour] — twice the top speed of a Formula 1 car.”
This week the company announced that it would require users to undergo an A.I.-powered age estimation process in order to chat with others on the platform. Will this change reassure parents?
Quatro a cada dez crianças brasileiras não alcançam fluência na leitura no tempo previsto, o que impacta seu aprendizado e futuro; o caso de Ávyla evidencia a importância de políticas educacionais eficazes e apoio familiar na alfabetização.
A pesquisa considera as diretrizes da Lei 14.640/23, que institui o Programa Escola em Tempo Integral, e se conecta à concepção de educação integral da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que amplia a visão sobre o desenvolvimento dos estudantes, integrando as dimensões intelectual, emocional, física e social.
Especialistas alertam que a “sociabilidade digital” desses sistemas – o uso de linguagem empática e personalizada – pode criar uma falsa sensação de amizade e confiança, especialmente em adolescentes. Isso facilita a dependência emocional e o isolamento do contato humano real.
O fato de que essa desinformação venha de algo que parece uma fonte confiável, quase um amigo de verdade, pode torná-la especialmente tóxica.
Dennis Ougrin, psiquiatra da Universidade Queen Mary, à BBC. Esses casos levantam discussões sobre a responsabilidade das empresas de IA e a urgência de regulamentações que limitem o acesso de menores e exijam filtros rigorosos contra conteúdo prejudicial.
Principais preocupações destacadas por especialistas:
Falha dos chatbots em acionar ajuda profissional em crises emocionais; Respostas que normalizam ou justificam o suicídio; Conteúdo sexual inadequado com menores; Falta de supervisão e transparência das empresas de IA; Risco de isolamento social e psicológico dos usuários.
(Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre tecnologia no podcast Deu Tilt. O programa vai ao ar às terças-feiras no YouTube do UOL, no Spotify, no Deezer e no Apple Podcasts). Nesta semana: Idade certa para IA; China estuda na esc
O relatório HP Futures 2025 recomenda uma adoção ética e segura da IA nas escolas, com 60% dos estudantes usando IA para pesquisa e 71% apoiando limites. O estudo enfatiza a importância de envolver educadores e alunos na implementação da tecnologia
É preciso ter tempo para divagar e se deixar levar para que as ideias surjam. Essa é uma visão um tanto romântica da criação que se adequa mais aos grandes inventores, poetas, músicos, pintores, artistas de séculos passados. Pessoas que tinham tempo de sobra para olhar para o entorno, conviver com a natureza, jogar conversa fora, dormir bem e se exercitar apenas andando de um lado para o outro. Quando um grande pintor renascentista recebia uma missão de entregar um quadro ou uma parede gigante, por mais que a tal missão parecesse enorme, ele podia dirigir seu foco totalmente para aquilo. E o seu prazo, por mais apertado que pudesse parecer para ele, seguia o ritmo daquele período. Michelangelo, por exemplo, levou quase 10 anos para pintar toda a Capela Sistina. Para criar apenas as pinturas do teto, ele levou quatro anos (1508-1512). Depois, para criar a segunda parte, que incluía a parede do altar, foram mais cinco anos de dedicação (1536-1541). Houve, inclusive, um intervalo de 24 anos entre os dois trabalhos. Alguém pode argumentar: mas se tratava de um trabalho manual e trabalhoso. Com certeza, mas também foi feito com muitas pausas para reflexão no caminho. Hoje, com a pressão das entregas por parte dos investidores da Igreja, com o celular, o WhatsApp bombando e o iFood entregando comida na capela, imagino que Michelangelo estaria sendo muito mais pressionado para acabar logo. Não dá para saber quanto tempo ele levaria para cumprir sua missão e muito menos se o afresco “O Juízo Final” seria o mesmo. Podemos pensar que a competição no mundo contemporâneo é quem cria esse senso de urgência até nas atividades criativas, mas acredito que a disputa por clientes sempre existiu, até no mundo antigo das artes. O maior rival de Michelangelo era Leonardo Da Vinci. A questão em jogo aqui não é o quanto conseguimos fazer, mas a que custo. Ter ideias criativas no trabalho requer prática, o cérebro precisa se exercitar, inúmeros estudos já mostraram isso. Mas não existe tempo para se dedicar a olhar o que se faz sob outros ângulos. A observação e a reflexão sobre as rotinas e métodos usados em suas atividades diárias ajudam a perceber onde é possível melhorar e o que seria possível criar para dar um passo além e obter melhores resultados para o negócio. A inteligência artificial generativa surge com a promessa de ajudar as organizações a reverem processos, a economizarem tempo e custo eliminando o que não faz sentido um humano fazer por se tratar de tarefas repetitivas e automatizáveis. Há quem defenda que caminhamos para um novo período de Renascença, onde teremos mais tempo livre para sermos humanos, iluminados e criativos. Um discurso que se repete a cada avanço tecnológico, mas que na prática nunca se concretiza. A tecnologia, ao invés de nos abrir espaço na agenda, ajudou a aumentar o nosso tempo dedicado ao trabalho e a cobrança por resultados mais rápidos. E no campo das ideias, por mais rápida e esperta que a IA generativa possa parecer, um de seus pontos fortes é a capacidade de inventar e também de alucinar. Elas são apenas “LLMs prevendo palavras mais prováveis de vir após o prompt fornecido com base nos padrões estatísticos de seus dados de treinamento”, escreve o pesquisador Ethan Mollick, professor de Wharton. Para quem não é muito bom em ter ideias próprias, ela pode ser um bom ponto de partida, oferecendo, com muita convicção, uma longa lista de possibilidades e combinações que podem servir de inspiração. Cabe ao humano perceber que muitas delas são medíocres, mas, como escreve Mollick em “Cointeligência” (editora Intrínseca), é aí que o humano entra na equação. A IA pode pintar como Michelangelo do ponto de vista estético, criando imagens altamente convincentes. Mas será que se Michelangelo criasse algo novo hoje ainda seria reconhecido como um gênio da pintura? Resposta do ChatGPT: “Sim, Michelangelo provavelmente ainda seria reconhecido como um gênio, mas não pelos mesmos motivos que no século XVI. E talvez nem com a mesma facilidade”. Portanto, não desista de buscar suas próprias ideias, encontre tempo para que elas apareçam.
A fatia de empresários que projetam queda no emprego nos próximos meses registrou, em outubro, a maior parcela em mais de quatro anos, na média móvel trimestral da Sondagem Empresarial da Fundação Getulio Vargas (FGV), segundo recorte exclusivo da pesquisa divulgado ao Valor.
Alguns empregadores são claros sobre a inteligência artificial (IA). Oferecem bonificações aos funcionários que a usam com regularidade e alertam sobre possíveis medidas se a usam de forma indevida. Outros não definem nem as diretrizes mínimas, deixando muitos funcionários confusos sobre como usar a tecnologia. A opacidade em torno das políticas vem fazendo com que funcionários usem contas pessoais de IA generativa em segredo ou descubram que, inadvertidamente, infringiram as regras. O problema se origina nos primórdios da tecnologia, quando as empresas “diziam enfaticamente às pessoas para não usar IA, por medo de vazamento de dados privados”, diz Joshua Wöhle, CEO da Mindstone, uma plataforma on-line que oferece treinamento de IA. “Isso teve um grande impacto nas pessoas, que ficaram com medo de usá-la.” Mesmo agora que os empregadores vêm avalizando o uso da IA no local de trabalho, “a ressaca [ainda] dura”, acrescenta. O resultado é que há “pessoas que não a usam de forma alguma”. “Ou aquelas que o fazem, usam uma conta privada”. O problema, alerta Wöhle, é “dramaticamente maior” do que muitos executivos pensam. Jason Ross, sócio da área trabalhista na banca de advocacia americana Wood Smith Henning & Berman, diz ter sido contatado por gerentes “profundamente preocupados” com a “negligência proposital ou meramente não intencional” de funcionários que desconhecem os riscos e as diretrizes da empresa. A queixa mais comum dos empregadores é quanto a funcionários que usam ferramentas de IA sem “revisão apropriada”. Seja o original que a IA vai tentar copiar Como a bolha da IA pode afetar sua carreira Liderança ainda não usa agentes de IA No setor jurídico, têm surgido casos que violam decisões de tribunais sobre a necessidade de revelar o uso da IA, o que resulta em “embaraços para o escritório e advogados, sanções e danos à reputação”, diz Ross. “Também pode haver graves consequências disciplinares para o advogado implicado, incluindo a perda de emprego”. Líderes empresariais vêm sendo instruídos a definir políticas claras. Em geral, essas políticas abordam questões como a “confidencialidade, riscos de parcialismo e discriminação, necessidade de envolvimento e revisão humanos e questões de privacidade e segurança de dados”, diz a chefe da área trabalhista no Reino Unido do escritório de advocacia Linklaters, Sinead Casey. Elas também devem deixar claro quais ferramentas de IA são permitidas, se o funcionário deve informar aos gestores quando usa ferramentas para realizar tarefas e deixar explícito que uma violação pode levar a medidas disciplinares, incluindo a demissão. As empresas também deveriam ter funcionários treinados que deem exemplos de casos de uso e respondam a perguntas sobre as políticas, à medida que a tecnologia e as aplicações vão evoluindo. A cultura é crucial para incentivar a divulgação do uso de IA generativa, diz Wöhle. “A IA é algo a celebrar ou a esconder? As pessoas se sentem orgulhosas de usá-la para obter um resultado? Ou as pessoas a escondem porque temem parecer que estão trapaceando? Se não estiver claro para as pessoas se elas vão ser celebradas ou censuradas por isso, então um cenário levará a uma melhor adoção e [divulgação], o outro não.” Este ano, pesquisa global da KPMG e Universidade de Melbourne com 48.340 profissionais revelou que 44% infringem políticas e diretrizes das organizações sobre IA e 61% escondem o uso de ferramentas de IA no trabalho, com mais da metade apresentando conteúdo gerado por IA como se fosse próprio. “Precisamos ser positivos e fazer com que as pessoas sintam que podem experimentar”, diz o chefe da área de trabalho e IA da KPMG, Niale Cleobury.” Na pesquisa Digital Consumer Trends, da Deloitte, 19% disseram que suas empresas não tinham política ou orientação sobre IA generativa e 14% não sabiam se suas empresas tinham uma política. Algumas empresas criaram bonificações para incentivar o uso aberto e apropriado da IA. Uma delas passou a oferecer bônus de US$ 10 mil ao funcionário que criasse mais “prompts” de qualidade ou para quem usasse a IA de forma mais inovadora, escolhido por votação dos colegas. “O envolvimento está nas alturas”, diz Wöhle. Em abril, a banca de advocacia Shoosmiths criou uma bonificação de 1 milhão de libras esterlinas para distribuir entre os funcionários se eles atingissem a meta de 1 milhão de prompts ao longo do ano. Os funcionários podem usar o Copilot da Microsoft para resumir e revisar documentos, assim como para fazer avaliações de desempenho, mas estão proibidos de recorrer à IA para quaisquer pesquisas jurídicas específicas. “Ele não foi treinado para ser advogado”, diz Tony Randle, sócio do escritório. Consciente de que o uso responsável de IA se estende à preocupação ambiental, a Shoosmiths proíbe os funcionários de usar a tecnologia para produzir imagens. “A geração de imagens por IA consome dez vezes mais energia do que uma produção de palavras. Não queremos que as pessoas queimem energia dessa forma.”
Alguns modelos inovadores de ensino médio técnico têm se destacado por sua capacidade de unir formação geral e formação profissional em uma mesma jornada formativa. Essa integração curricular é feita por áreas do conhecimento, evitando a fragmentação disciplinar e promovendo projetos interdisciplinares que aproximam teoria e prática. Cada etapa do curso é orientada por intencionalidades formativas, como o autoconhecimento, a emancipação e o desenvolvimento da autonomia, elementos centrais para que os jovens construam seus projetos de vida. Outro aspecto importante é a avaliação contínua, que substitui a ênfase nas provas tradicionais por processos que valorizam o percurso do estudante e sua capacidade de aplicar conhecimentos em contextos reais. Além disso, oficinas e atividades extracurriculares, como robótica, debates, iniciação científica e produção cultural, ampliam o repertório técnico e sociocultural, fortalecendo o protagonismo juvenil.
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