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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Inovação Educacional
August 22, 6:55 AM
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The algorithms supplying your feeds may be designed to prioritize content that clashes with your values.
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Inovação Educacional
August 22, 6:22 AM
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Os algoritmos de previsão podem subestimar o sucesso de estudantes negros e hispânicos, prevendo erroneamente o fracasso de forma desproporcional, mesmo quando esses estudantes acabam se formando.
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Inovação Educacional
August 22, 6:06 AM
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Entenda qual o papel de Rússia, Estados Unidos, Irã, Ucrânia, Israel, China e Coreia do Norte neste tabuleiro.
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August 21, 3:48 PM
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Look upon their works and despair.
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August 21, 3:42 PM
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A whole host of products and wellness retreats promise to cleanse you of the virtual residue.
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Inovação Educacional
August 21, 2:47 PM
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No Brasil, cerca de 140 milhões de mensagens são trocadas por dia apenas com o ChatGPT, segundo a OpenIA, responsável pela tecnologia de Inteligência Artificial (IA) que destaca que o país está entre os três que mais utilizam o recurso no mundo. Esse uso já se reflete nos campos do trabalho, da informação e do aprendizado. Mas o que acontece quando a IA passa a mediar também o campo simbólico, espiritual e religioso?
Nesta temporada, Diálogos para entender o que é real, o Pauta Pública convida o acadêmico e pastor Valdinei Ferreira para falar sobre o atual cenário de uso da IA relacionado à fé, desde usuários que acreditam estar de fato conversando com uma consciência de outra dimensão, até as situações mais corriqueiras, como a utilização da IA para criar sermões e pregações que são reproduzidas por pastores nas igrejas. Na entrevista ele fala como tem sido a adaptação para estes novos tempos e aponta os principais desafios e limites das tecnologias em relação às vivências humanas.
De acordo Ferreira, o grande desafio é ajudar as pessoas a entenderem que existe um viés e que é preciso formar algum tipo de filtro crítico para que elas não sejam manipuladas pelas ferramentas de IA.” É difícil de entender e conseguir prever exatamente como as próprias igrejas e lideranças vão se posicionar em relação a isso […] e a gente tem uma falta de clareza de como as respostas são geradas. Então é bem difícil prever se isso pode recrudescer ainda mais o fundamentalismo.”
Leia os principais pontos da conversa e ouça o podcast completo abaixo.
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Inovação Educacional
August 21, 1:47 PM
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“Se Deus tem usado o rádio, a televisão, as redes sociais e tantos outros meios tecnológicos para alcançar pessoas, por que não utilizaria também as IAs? Com certeza, Ele as utilizará!”. A frase é do pastor William E. Timm, coordenador de evangelismo digital na Rede Novo Tempo, publicada na Revista Adventista.
Cada vez mais, a indústria da tecnologia tenta vender a ideia de que a Inteligência Artificial (IA) e seus desdobramentos são inevitáveis e necessários – para criar respostas, pensar por nós, dar conta de produzir dentro do tempo acelerado do capitalismo neoliberal que nos esmaga, solucionar crises e, no fim das contas, atuar como um oráculo do qual, em um futuro próximo, vamos precisar tanto quanto necessitamos de água ou luz.
Mas tem um campo que ainda precisa ser totalmente convencido pelos “tech bros”: o da direita cristã, que ainda está… dividida.
E é isso que alguns círculos do Vale do Silício estão tentando fazer, como mostra uma reportagem recente da revista Mother Jones. A jornalista Kiera Butler, que assina o texto, lembra que em 2025, durante a Conferência Nacional de Conservadorismo que acontece anualmente nos Estados Unidos (e que reúne um grupo que se consolidou como uma forte influência nas decisões políticas do governo Trump), o professor de psicologia da Universidade do Novo México, Geoffrey Miller confrontou o diretor de tecnologia da Palantir, Shyam Sankar, em uma discussão acalorada, dizendo que a indústria de IA, é “globalista, secular, liberal, feminizada e transumanista. Eles querem explicitamente o desemprego em massa, planejam um comunismo baseado na Renda Básica Universal e veem a espécie humana como um ‘carregador de inicialização’ biológico, como eles dizem, para a superinteligência artificial”. Sankar ficou visivelmente desconfortável.
Miller não está sozinho, há toda uma leva de cristãos ultraconservadores dizendo por aí que a IA é o anticristo e que o plano “woke” não vai parar na transição de gênero, mas que o objetivo final é transicionar de humano para máquina.
Também não ajuda o fato de que alguns porta-vozes como Sam Altman, cofundador da OpenAI, amam declarações apocalípticas como a de que a IA “provavelmente levará ao fim do mundo, mas, enquanto isso, haverá grandes empresas”.
Por isso, alguns oligarcas do Vale do Silício estão tentando intermediar a discussão entre esses dois campos emergentes na direita religiosa: de um lado, dos admiradores da IA, de outro, seus céticos. Figuras como Peter Thiel, aliado do vice-presidente JD Vance e dono da Palantir, e outros entusiastas da tecnologia ligados à religião, como Katherine Boyle, uma das principais vozes da chamada “direita tecnológica”, católica e também próxima de Donald Trump e J.D Vance, e Trae Stephens, cofundador e presidente executivo da empresa de tecnologia de defesa Anduril Industries, sócio da Founders Fund, empresa de capital de risco de Peter Thiel, estão liderando um esforço para defender que a IA é mais comparável a um “ente salvador”, até mesmo a um messias semelhante a Cristo.
Assim, os cristãos têm sido convocados não só a abraçar a tecnologia, mas teriam a obrigação de fazê-lo, porque o progresso em si seria um bem moral.
A mensagem é sedutora para todo mundo porque promete para os pregadores da tecnologia uma legitimidade moral e, para os setores religiosos, a mesma tecnologia oferece poder, dinheiro e alcance no mundo contemporâneo.
Uma pesquisa do Pew Research Center mostrou que, em 2023, 52% dos americanos diziam estar mais preocupados do que entusiasmados com a inteligência artificial; em 2025, esse número caiu para 50%, mas a desconfiança continua alta. Por isso a legitimidade espiritual, que exige menos fatos concretos e mais a subjetividade da fé, se encaixa como uma luva. É uma tentativa de “reencantar a máquina”.
No Brasil, esse movimento também cresce. O país tem cerca de 47 milhões de evangélicos, o equivalente a 27% da população, enquanto os católicos seguem como maioria, com 57%. E 95% dos brasileiros acessam a internet diariamente, segundo dados recentes do IBGE. E aí, claro: um país que é ao mesmo tempo massivamente cristão e massivamente conectado, se torna um laboratório perfeito para plataformas que transformam experiência religiosa em mercado digital.
Os cristãos no Brasil já abraçam a tecnologia. O Hallow, aplicativo de oração mais popular do mundo, afirma ter 24 milhões de downloads em 150 países. No Brasil, superou 4,8 milhões de downloads desde 2022 e, entre janeiro e abril de 2026, gerou US$400 mil em receita no país, segundo dados da AppMagic.
A IA também já tem sido usada por aqui para criar sermões para criar vídeos de Jesus, para “ouvir” e “interagir” com pecados que os crentes não têm coragem de contar aos seus líderes religiosos, como mostramos no podcast Pauta Pública.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia, por exemplo, investiu em ferramentas como o chatbot Esperança e o 7chat.ai. Em um único mês, o 7chat.ai registrou 94,5 mil interações com fiéis.
A teologia da prosperidade e a teologia “coaching” propagada por influenciadores como Pablo Marçal também unem elementos a essa fórmula. Se nessas duas vertentes a ideia principal é a de que se você seguir um código divino e de conduta você desbloqueia bens materiais e prospera, no arranjo que agora se desenha entre cristianismo e Vale do Silício, a mensagem passa a ser algo como “adote a tecnologia certa, alinhe-se ao progresso e isso também será sinal de virtude espiritual”.
“No século 21, o Anticristo é um ludita” (luditas foram trabalhadores ingleses do setor têxtil que protestavam contra a substituição da mão de obra humana por máquinas na Revolução Industrial, sobretudo quebrando máquinas) afirmou Peter Thiel durante encontros secretos vazados em outubro de 2025, publicados pelo Washington Post. Segundo o jornal, Thiel fez uma série de quatro palestras particulares em São Francisco, chamadas “O Anticristo: Uma Série de Palestras em Quatro Partes”. Para ele, no século 21, o Anticristo não seria mais um cientista ambicioso ou um agente do caos, mas sim aqueles que tentam impedir o progresso tecnológico, incluindo a ativista ambiental Greta Thunberg. Assim, o que ele está fazendo é deslocar um conflito econômico e regulatório para o terreno da fé cega.
E aí esse projeto também produz obviamente efeitos políticos. Imaginem se os “tech bros” conseguem, com todo o dinheiro que têm à mão, emplacar a IA como bem moral e expressão da criatividade divina? Isso vai reduzir o espaço a críticas sobre concentração de poder, precarização do trabalho, vigilância, desinformação, crise climática, impacto ambiental de data centers, e levar a uma nova “inquisição” contra quem questionar não só o “progresso”, mas a vontade de Deus. Que perigo.
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Inovação Educacional
August 21, 11:34 AM
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A implementação do ECA Digital traz novas responsabilidades e desafios para as redes de ensino. Mais do que conhecer a legislação, é fundamental que os Municípios estejam preparados para cumprir suas determinações, acompanhar e fiscalizar sua aplicação e planejar ações efetivas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Pensando nisso, a Undime MG realiza nesta quinta-feira (20/08), às 15h, a LIVE 04/2026: “ECA Digital: Estratégias para Redes Municipais de Ensino”. Como o Município deve se organizar? O que precisa ser observado? Como orientar as escolas? Quais ações podem ser planejadas desde já? E como se preparar para o acompanhamento e a fiscalização do cumprimento da legislação? Para conversar sobre esses pontos e trazer orientações práticas às redes municipais, teremos a participação de Luciano Sathler, membro do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais, doutor em Administração pela USP e especialista em Educação Digital e Inteligência Artificial. A live contará ainda com a participação de Jônatas Gonçalves Rêgo, presidente da Undime MG e da Undime Sudeste, e Suely Duque Rodarte, diretora executiva da Undime MG.
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Inovação Educacional
August 21, 10:59 AM
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Artificial intelligence chatbots have become the bane of teachers everywhere, but to prepare for the new school year, a group of educators in Charleston, South Carolina, packed into a high school auditorium and talked about inviting AI into the classroom.
The teachers and principals watched as an instructor prompted an AI tool to “create a map of the world.”
The result drew gasps of disbelief and laughter. Projected on a large screen was a map riddled with bizarre errors. Mali was spelled “Mail.” Egypt was identified as “Sopth.” In place of Libya was something simply called “Africa.” Dozens of other countries’ names were misspelled or written in pure gibberish.
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August 21, 10:58 AM
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Análise do Todos Pela Educação, com base no Saeb, mostra avanços em Língua Portuguesa e Matemática desde 2005, mas revela cenário crítico sobretudo em Matemática: no ensino médio, só 8,5% dos alunos atingem nível considerado adequado.
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August 21, 10:54 AM
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Estão aptas a atuar como instituições promotoras aquelas que possuem programa de pós-graduação stricto sensu que já tenha passado por pelo menos uma avaliação e obtido, no mínimo, nota 4 para a oferta de mestrado e nota 5 para a de doutorado. Já as instituições receptoras podem ser públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, desde que atuem no ensino, na pesquisa ou em atividades relacionadas à área de atuação da instituição promotora e possam garantir a infraestrutura necessária ao desenvolvimento do projeto, bem como ao apoio administrativo necessário à sua execução.
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August 21, 9:13 AM
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Dispositivo recebeu autorização do órgão regulador chinês para uso em pessoas com tetraplegia causada por lesão medular no pescoço e se tornou o primeiro a cruzar a ponte dos laboratórios para a prática clínica
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Inovação Educacional
August 22, 6:58 AM
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Pesquisadores do MIT exploram o conceito de "deterioração da atribuição" e o que isso pode significar para artistas que buscam proteger suas obras.
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[Fonte das imagens: Getty Images]
POR JESUS DIAZ
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0:00 / 7:25 Há muito tempo que a IA generativa é acusada de copiar descaradamente o trabalho de artistas (vide os inúmeros processos judiciais por violação de direitos autorais em curso). Mas um novo estudo do MIT apresenta um argumento muito diferente — um que pode complicar a forma como esses casos se sustentam.
No estudo, publicado na revista Nature , os pesquisadores do MIT Zheng Dai e David Gifford propuseram-se a testar se uma imagem gerada pode ser rastreada até um único conjunto de dados de treinamento. Eles estavam analisando especificamente modelos de difusão, os sistemas mais frequentemente usados para gerar imagens e vídeos.
A conclusão deles? Tudo se resume ao tamanho do conjunto de dados de treinamento. Eles descobriram que quanto mais dados um modelo usa para ser treinado, mais difícil se torna atribuir sua saída a qualquer conjunto de dados de treinamento específico. Na verdade, quando removeram um conjunto específico de dados de treinamento, descobriram que isso teve pouca ou nenhuma influência na saída atualizada do modelo. Como os pesquisadores afirmaram: "Muitas vezes podemos omitir qualquer amostra ou criador dos dados de treinamento sem afetar uma amostra gerada."
Essa tendência, que os pesquisadores chamam de "deterioração da atribuição", significa que a inteligência artificial pode produzir uma imagem que se assemelha à obra de um determinado artista, sem que haja qualquer vínculo causal comprovável com a contribuição real desse artista para os dados de treinamento.
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Boletins informativos da Fast Company Os pesquisadores suspeitam que isso acontece porque conjuntos de dados maiores tendem a conter muita redundância visual; muitas imagens diferentes compartilham características sobrepostas, então nenhuma imagem individual é responsável pelo DNA de uma imagem gerada por IA. Eles obtiveram o mesmo resultado repetidamente, em dezenas de experimentos. Mas eles são cautelosos em tratar isso como a melhor explicação possível, e não como algo que tenham comprovado diretamente (mais sobre isso abaixo).
COMO ISSO FUNCIONA Para chegar a essa descoberta, os pesquisadores precisavam de uma maneira de testar causa e efeito com precisão, porque os modelos de difusão não funcionam como um banco de dados do qual você pode simplesmente excluir arquivos. Durante o treinamento, um modelo não armazena cópias das imagens que vê. Em vez disso, ele ajusta milhões de configurações numéricas internas com base em padrões em todo o conjunto de treinamento e, posteriormente, usa essas configurações para transformar ruído aleatório em uma nova imagem. Isso significa que você não pode simplesmente excluir uma imagem de treinamento e esperar uma comparação direta de antes e depois. As influências de todas as imagens de treinamento normalmente estão interligadas em todo o modelo.
Em vez disso, os pesquisadores construíram modelos a partir de componentes separados, cada um treinado independentemente em uma parte diferente dos dados, e depois combinados. Essa estrutura permitiu que eles removessem completamente a influência de um artista, pessoa ou imagem, desativando apenas os componentes que haviam sido expostos a ela, sem precisar treinar todo o modelo do zero. Eles chamam essa técnica de "ablação".
Os geradores de imagens por IA aprendem estudando um grande número de imagens e aprendendo a reconstruí-las. Dai e Gifford geraram uma imagem usando o conjunto de treinamento completo e, em seguida, a regeneraram com um artista, pessoa ou imagem removido, enquanto todo o resto permanecia igual. Se os resultados recém-gerados não mudassem, eles poderiam concluir que a parte faltante não era a causa daquele resultado específico; o modelo teria gerado uma imagem quase idêntica de qualquer maneira.
Eles também testaram o atalho padrão que as pessoas usam para detectar plágio por IA: encontrar a imagem de treinamento mais semelhante à imagem de saída e considerá-la a fonte. Esse atalho falhou com mais frequência à medida que os conjuntos de dados cresciam; a "correspondência mais próxima" era frequentemente uma coincidência. Não havia causalidade, pois removê-la muitas vezes não alterava os resultados gerados. Esse efeito enfraquece muitas das alegações existentes de que "a IA copiou este artista", que se baseiam na semelhança visual em vez de realmente testar causa e efeito.
Por que isso acontece? Os pesquisadores oferecem uma explicação, embora tenham o cuidado de classificá-la como uma conjectura, e não como um fato comprovado. De acordo com o artigo, eles “conjecturam que a deterioração da atribuição ocorre porque as características importantes para modelar o comportamento são codificadas de forma distribuída e redundante em todo o conjunto de treinamento”.
O efeito de "inatribuibilidade" só se manifesta em grande escala. O artigo afirma que esse efeito já é significativo em escalas de 10.000 a 100.000 imagens, enquanto muitos modelos comerciais são treinados em conjuntos de dados com até um bilhão de imagens.
O EFEITO WARHOL Para entender como isso funciona na prática, vamos usar a obra de Andy Warhol como exemplo. Imagine um modelo treinado com 50.000 obras de arte que por acaso incluem as serigrafias de Warhol. Se você excluir as imagens específicas de Warhol e regenerar o modelo, o resultado praticamente não muda. Isso não ocorre porque o modelo "entende" o estilo de Warhol em algum sentido abstrato, mas sim porque Warhol não era o único artista a usar cores chapadas e vibrantes, grades repetidas e temas da cultura pop.
Na verdade, vários outros artistas nesse mesmo conjunto de dados estavam fazendo coisas visualmente semelhantes. Isso significa que as características visuais de milhares de imagens se sobrepõem o suficiente para que nenhuma imagem seja insubstituível. Em outras palavras, as pinturas de Warhol não eram um ingrediente único; eram uma das muitas fontes que usam o mesmo padrão visual. Removê-las deixaria muito sinal redundante para o modelo usar.
ANÚNCIO É importante ressaltar que os pesquisadores não estão argumentando que os modelos de IA podem simplesmente criar uma imagem no estilo de Warhol do nada. Se esse mesmo conjunto de dados não contivesse nenhuma obra de arte pop, nenhuma serigrafia em cores chapadas e nenhuma composição com grades repetidas, o modelo não teria nada em que se basear para produzir uma imagem nesse estilo.
Em vez disso, eles estão dizendo que a não-atribuibilidade entra em ação quando um estilo está presente de forma redundante em várias imagens. Exclua uma fonte de uma característica comum e a característica sobreviverá nas imagens semelhantes restantes. Exclua todas as fontes de uma característica rara e o modelo perderá completamente a capacidade de produzi-la.
O QUE ISSO SIGNIFICA? Essas descobertas dificultam a identificação de uma origem artística específica, o que pode minar os argumentos dos artistas de que a IA copiou suas obras. A mesma redundância que permite que um estilo sobreviva à remoção de um artista também torna muito difícil provar que um único artista foi a fonte definitiva de uma determinada produção.
O artigo revisado por pares na Nature oferece às empresas de IA uma poderosa arma de defesa nos tribunais, mas não um escudo. Os próprios pesquisadores falam sobre as implicações legais, com uma cuidadosa ressalva: a não-atribuibilidade "ostensivamente fornece uma refutação do acesso, um elemento-chave usado para estabelecer a violação, contornando assim as proteções de propriedade intelectual destinadas a limitar tal uso, desde que a coleta seja realizada em escala suficiente para que a perda de atribuição se manifeste".
A palavra "ostensivamente" é importante porque até mesmo os autores a consideram um argumento jurídico plausível, não um consenso. Se a IA lhe fornece uma serigrafia de uma lata de tomate colorida, ela responde apenas a uma pergunta específica: a ingestão da obra de Warhol causou essa imagem? Ela não diz nada sobre se a inclusão da obra de um artista em um conjunto de treinamento sem permissão era legal. Essa é a batalha maior que já está em andamento em dezenas de processos judiciais .
Em geral, a pesquisa reforça um argumento na disputa sobre direitos autorais em IA, sem, no entanto, resolvê-la definitivamente. As empresas agora têm evidências concretas que as protegem de serem responsabilizadas por resultados específicos. Mas a questão mais importante, se o uso de obras protegidas por direitos autorais para construir esses sistemas era alguma vez permitido, permanece exatamente a mesma de antes deste estudo.
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Inovação Educacional
August 22, 6:32 AM
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As duas redes têm tamanhos similares, apesar de realidades econômicas distantes. Piauí soma 103 mil matrículas no ensino médio, a rede do DF é até menor, com 76 mil alunos. Mais da metade dos estados têm redes maiores, dado que explicita a complexidade de atuação.
As diferenças são grandes no perfil dos alunos. Se no Piauí 20% das mães dos estudantes não passaram da 5ª série, esse índice é de apenas 11% no DF —a escolaridade das mães tem grande relevância no sucesso escolar dos filhos.
Esses abismos servem de alerta duplo para olhar o que tem dado certo e o que pede urgente intervenção. Os dados não deixam dúvida de que, ao contrário do DF, há um trabalho educacional positivo e acumulado no Piauí, como na educação integral, mas, sobretudo, na prioridade dedicada à educação.
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Inovação Educacional
August 22, 6:10 AM
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No Dia da Informática, relembre como a indústria viveu seu auge em décadas passadas, após anos de pesquisas em universidades e nas Forças Armadas.
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August 22, 6:00 AM
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Continua a discussão sobre se é um problema definir pessoas tão diferentes entre si como autistas
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August 21, 3:45 PM
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The new wave of Silicon Valley–backed gene-editing startups is straight out of “Brave New World.”
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August 21, 2:48 PM
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The AI boom is fueling a literal and metaphorical power grab by tech billionaires—and forcing a reckoning.
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August 21, 1:50 PM
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Há dois anos, dedicamos uma edição inteira à ascensão da oligarquia americana . Desde então, nosso sistema oligárquico tornou-se mais arraigado e abrangente, girando em torno de um pequeno grupo de titãs da tecnologia cuja busca por riqueza e poder — em todas as suas formas — está desestabilizando nossa democracia e remodelando nossa sociedade. Na edição de maio e junho de 2026, investigamos nossos novos senhores da IA e o mundo que eles estão se esforçando para criar, quer queiramos ou não. Leia o restante da matéria aqui .
No início de janeiro, um breve ensaio de Will Manidis, um empreendedor de IA pouco conhecido que se tornou filósofo da internet, viralizou no X. A publicação era, em grande parte, uma tentativa de explicar por que Boston, onde Manidis morava antes de se mudar para Nova York alguns anos atrás, havia fracassado como polo tecnológico. Ele apontou uma série de razões para o lento declínio do outrora efervescente cenário biotecnológico da cidade, principalmente os culpados de sempre: excesso de regulamentação e impostos. Mas, no cerne do argumento de Manidis, havia algo muito mais profundo: o problema central era o consenso crescente entre as elites conservadoras de Boston de que havia algo perturbador e possivelmente até perigoso no ritmo acelerado do desenvolvimento tecnológico. Essa crescente inquietação em relação à tecnologia — e especialmente à inteligência artificial — estava na base das decisões que selaram o destino do cenário tecnológico de Boston.
“O americano médio entende que a IA é algo que desperdiça água, aumenta drasticamente os custos de energia e engana seus avós em troca de expor crianças a conteúdo sexual desviante, apostas esportivas e todo tipo de pecado”, escreve ele. “Se não conseguirmos articular por que a inovação é um imperativo moral, podemos esperar que toda a indústria de tecnologia acabe como Boston. Primeiro taxada, depois saqueada, depois exaurida. E ficaremos nos perguntando para onde foi tudo isso.”
Manidis, que se descreve como cristão, escreve sobre assuntos religiosos no X e no Substack. Quando liguei para conversar com ele sobre essa ideia de tecnologia como um “imperativo moral”, ele usou uma metáfora teológica: “A mistura de oligarcas, pessoas da área de tecnologia, dinheiro da tecnologia, política da tecnologia e a direita tecnológica”, disse-me ele, “simplesmente não conseguiu comunicar uma apologética coerente”.
Seu termo — apologético — refere-se ao projeto de defender os mistérios da fé para os não crentes. A tradição cristã da apologética é rica. Seus maiores expoentes incluem São Paulo, Tomás de Aquino e C.S. Lewis — todos os quais defenderam sua fé não por meio de invocações bíblicas ou submissão ao divino, mas sim por meio do diálogo, de argumentos racionais e de evidências. Manidis acredita que a IA precisa desse tipo de defensor, porque o público parece estar perdendo a fé nela.
No verão passado, figuras proeminentes da direita se reuniram na Conferência Nacional de Conservadorismo anual, um grupo que se consolidou como uma forte influência nas decisões políticas do governo Trump. A lista de palestrantes incluía alguns dos interlocutores mais confiáveis do movimento MAGA — por exemplo, a Diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, o senador do Missouri, Josh Hawley, e o diretor de orçamento da Casa Branca e arquiteto do Projeto 2025, Russell Vought. Mas pensadores conservadores menos conhecidos também marcaram presença.
O professor de psicologia da Universidade do Novo México, Geoffrey Miller, por exemplo, confrontou o diretor de tecnologia da Palantir, Shyam Sankar, durante uma discussão acalorada relatada pelo The Verge . A indústria de IA, disse Miller a Sankar, é “globalista, secular, liberal, feminizada e transumanista. Eles querem explicitamente o desemprego em massa, planejam um comunismo baseado na Renda Básica Universal e veem a espécie humana como um 'carregador de inicialização' biológico, como eles dizem, para a superinteligência artificial”.
Muitos aspectos da posição de Miller são extremos, mas seu desconforto com a IA é amplamente compartilhado. Uma pesquisa do Pew Research Center , realizada em novembro passado, revelou que mais da metade dos americanos se diz "mais preocupada do que entusiasmada" com a tecnologia, um aumento em relação aos 37% registrados em 2021, ano anterior ao lançamento do ChatGPT. Historicamente, os republicanos compartilham essa opinião um pouco mais do que os democratas, mas Manidis não acredita que os porta-vozes do mundo da tecnologia estejam fazendo algum favor à IA ao fortalecer o apoio em qualquer um dos extremos do espectro político. Por exemplo, aquela vez em 2015, quando Sam Altman, cofundador da OpenAI, declarou que a IA "provavelmente levará ao fim do mundo, mas, enquanto isso, haverá grandes empresas".
“O que se torna incrivelmente útil para essas pessoas é apresentar seus produtos como a resposta para o sentido da vida.”
"Por quê?", lamentou Manidis ao telefone. "Por que você diria isso? Ah, fala sério , cara."
Como que em resposta à retórica exagerada de Altman, alguns oligarcas do Vale do Silício estão tentando intermediar a discussão entre dois campos emergentes na direita religiosa: os entusiastas da IA de um lado e seus céticos do outro. Figuras como Peter Thiel, da Palantir, e outros entusiastas da tecnologia ligados à religião, como Katherine Boyle, da Andreessen Horowitz, e Trae Stephens, da Anduril, estão liderando um esforço para criar a “apologética” que Manidis defendeu. Impulsionados por seu próprio fervor cristão, eles argumentam que, longe de ser a força demoníaca descrita por Miller, a tecnologia é mais comparável a um salvador — até mesmo a um messias semelhante a Cristo. Os cristãos não apenas são chamados a abraçar a tecnologia, como têm a obrigação de fazê-lo, porque o progresso em si é um bem moral.
Culturalmente falando, essas elites tecnológicas são muito diferentes dos carismáticos religiosos que têm uma longa tradição de prometer aos seus seguidores que a adesão à fé e às práticas cristãs trará riqueza material. Mas, essencialmente, eles oferecem uma proposta semelhante, embora ligeiramente invertida: a tecnologia pode te enriquecer e te tornar um bom cristão. Podemos chamar isso de evangelho da prosperidade da tecnologia. Assim como moldaram a cultura com os algoritmos das redes sociais, os evangelistas da tecnologia agora tentam normalizar o uso e a aceitação da IA, revestindo-a com uma mensagem espiritual. Eles também têm objetivos políticos explícitos, e o governo Trump parece estar atendendo ao seu apelo, com novos esforços federais voltados para libertar a IA das regulamentações de segurança.
Greg Epstein é um capelão humanista da Universidade de Harvard e do MIT que passou as últimas duas décadas construindo comunidades éticas para pessoas não religiosas e, mais recentemente, escrevendo sobre as semelhanças entre o Vale do Silício e grupos religiosos. Em 2024, ele publicou o livro "Tech Agnostic: How Technology Became the World's Most Powerful Religion, and Why It Desperately Needs a Reformation" (Agnosticismo Tecnológico: Como a Tecnologia se Tornou a Religião Mais Poderosa do Mundo e Por Que Ela Precisa Desesperadamente de uma Reforma ). Epstein lamenta que, embora muitos tenham escrito sobre os aspectos sectários do mundo da tecnologia, poucos examinaram as motivações por trás dessa transformação. "O que se torna incrivelmente útil para essas pessoas é apresentar seus produtos como a resposta para o sentido da vida", disse Epstein.
Na adesão do Vale do Silício ao cristianismo, ele vê um casamento por conveniência: "Eles estão tentando atribuir significado à riqueza", disse. "Mas também estão tentando atribuir um certo tipo de significado à riqueza." Em outras palavras, o cristianismo ganha uma nova imagem elitista e luxuosa e, em troca, os magnatas da tecnologia conseguem santificar suas vastas fortunas.
Nicolás Ortega/“Copo e Jarra de Água”, Jean-Baptiste-Siméon Chardin/Web Gallery of Art Se um Se fosse preciso nomear um porta-voz para a direita anti-IA, seria difícil imaginar alguém mais perfeitamente adequado para o papel do que o escritor britânico Paul Kingsnorth. Em seu livro de 2025 , Contra a Máquina: Sobre a Desconstrução da Humanidade , Kingsnorth, um ex-ativista ambiental de esquerda que se tornou um cruzado cristão ortodoxo, argumenta que a tecnologia, especialmente a IA, é um ser semi-senciente com sua própria agenda anti-humana e anticristã. Em uma prosa tão envolvente que mal se percebe o quão frenética e conspiratória ela é, Kingsnorth evoca uma visão sinistra que implica "a Máquina" — ou a tecnologia — em todos os tipos de inimigos prediletos da direita política. Ele descreve "o esquerdismo progressista e a Máquina" como uma "combinação conveniente" porque ambos são "desconfiados do passado, impacientes com fronteiras e limites e hostis à religião". Tanto o esquerdismo progressista quanto a Máquina, conclui ele, “buscam uma utopia global onde, nos sonhos de Lenin e Lennon, o mundo viverá como um só”.
Por exemplo, Kingsnorth considera esse demônio tecnológico o verdadeiro culpado pela “confusão de gênero em massa”. Além disso, a luta pela aceitação transgênero é, na verdade, um passo no caminho para o abandono permanente de nossos corpos. “Uma geração jovem de pessoas hiperurbanizadas, sempre conectadas, cada vez mais distantes da natureza e crescendo em uma anticultura psicologizada e introspectiva”, escreve ele, “está sendo levada à conclusão de que a biologia é um problema a ser superado”. Os jovens aprendem que “o corpo é uma forma de opressão e que a solução para sua dor pode ir além de um novo conjunto de pronomes, ou mesmo de cirurgias invasivas, em direção à nanotecnologia, ao 'software de ciberconsciência' e, talvez, em última instância, ao fim de sua corporeidade física por completo”.
Aparentemente, essas previsões sinistras encontraram eco: o livro de Kingsnorth tornou-se um best-seller do New York Times e recebeu ampla resenha, especialmente entre críticos cristãos. Na revista Christianity Today , Justin Ariel Bailey foi entusiasmado , chamando a obra de “um relato incisivo e aterrador do que as pessoas modernas sacrificaram em troca da promessa de poder e autonomia da tecnologia”.
Dizer que os poderosos cristãos do Vale do Silício enxergam as coisas de forma diferente é um eufemismo — e eles estão se esforçando para disseminar a mensagem contrária da promessa divina da tecnologia. Liderando essa iniciativa está Boyle, sócia da Andreessen Horowitz e aliada do vice-presidente JD Vance. Boyle, que compartilha abertamente suas reflexões sobre a fé católica nas redes sociais, administra um fundo chamado American Dynamism, que, segundo seu site, visa apoiar empresas de tecnologia — nos setores aeroespacial, de defesa, educação, segurança pública e outros — cujo sucesso “apoia o florescimento de todos os americanos”. Para ela, os esforços para impor limites à IA são nefastos, disfarçados, como escreveu em conjunto com seu colega Martin Casado em um artigo de opinião de 2024 no Wall Street Journal , como esforços para “promover a segurança”. Na verdade, insistiram eles, “Acreditamos que o verdadeiro propósito é suprimir a inovação de código aberto e deter startups competitivas”.
Boyle, ex- jornalista do Washington Post, lembrada por seus antigos colegas como uma pessoa agradável, um tanto distante e sempre impecavelmente vestida, argumenta que a tecnologia não só não é má, como também incorpora perfeitamente os valores de priorização da família defendidos por muitos cristãos. Em um discurso de abertura ( PDF ) no American Enterprise Institute no ano passado, ela defendeu uma união entre o setor tecnológico e a família americana para que pudessem se tornar aliados contra um governo excessivamente zeloso. "Muito já se escreveu sobre essa aliança nascente entre a direita tecnológica, ou a chamada direita tecnológica, e este governo, e como é estranho para os transhumanistas do Vale do Silício encontrarem pontos em comum com uma mãe MAHA no Missouri", disse ela. "Acontece que eles identificaram um mal comum. Eles sabem que a maior ameaça aos seus negócios, à sua indústria, à saúde de suas famílias e à sua liberdade é um Estado censor e autoritário."
Boyle destacou as diversas maneiras pelas quais a tecnologia pode ser uma bênção para as famílias. As mães poderiam passar mais tempo em casa com seus filhos por meio do trabalho remoto facilitado pela tecnologia. A tecnologia também poderia tornar ambos os pais “mais empreendedores”, permitindo que eles iniciassem negócios em plataformas como o Etsy. “Isso significa que uma mãe agora pode obter renda enquanto seu filho tira uma soneca no estacionamento da escola”, disse ela. A inteligência artificial poderia ser aproveitada “para criar tutores infinitamente pacientes e extremamente experientes para todas as crianças deste país”.
Mas, segundo Boyle, a maior vitória da tecnologia para as famílias foi que ela poderia "ajudar a remodelar a cultura" para elevar a maternidade a um status elevado. Ela continuou: "Vire meme e nós viraremos meme", concluindo: "um único influenciador no Instagram pode ter um impacto maior no comportamento do que as políticas tributárias mais inteligentes".
Um dos projetos de maior sucesso de Boyle parece corroborar essa hipótese. Antes de ingressar na Andreessen Horowitz, Boyle trabalhava em outra empresa de capital de risco, a General Catalyst. Lá, ela investiu na Hallow, que, com 24 milhões de downloads em 150 países, afirma ser o aplicativo de oração mais popular do mundo. Há uma versão gratuita que inclui recursos como bate-papos com o Magistério, “uma ferramenta com inteligência artificial projetada para fornecer respostas com base nos ensinamentos da Igreja Católica”. Mas, por US$ 69,99 ao ano, os usuários podem “escolher entre mais de 10.000 sessões, com duração de 5 a 60 minutos, mais de 100 guias e milhares de opções de música para aprofundar seu relacionamento com Cristo”, além de ter acesso a porta-vozes famosos (“reze um terço com Mark Wahlberg”). Boyle vê o sucesso da Hallow como prova de que as pessoas anseiam por religião. “O que eu acho que a Hallow está mostrando é… essa necessidade desesperada do consumidor que está se manifestando”, disse ela à revista Tablet em 2021. Mas também proporciona uma experiência completa para usuários cristãos, que estão aprofundando seu relacionamento não apenas com Deus, mas também com a tecnologia. (Quando entrei em contato com a Hallow para comentar, recebi um e-mail de um agente de IA da Hallow, prometendo que uma pessoa real entraria em contato comigo. Isso nunca aconteceu. Boyle também não respondeu a um pedido de comentário.)
Boyle não é o único magnata do Vale do Silício tentando dar à reputação da IA uma roupagem cristã. Trae Stephens, o bilionário à frente da empresa de armas autônomas Anduril, tem sido um defensor declarado da apologética tecnológica em São Francisco. Líder da Igreja Epic, uma organização não denominacional de São Francisco, Stephens proferiu uma palestra em 2024 intitulada "Deus e a Tecnologia", na qual argumentou que os humanos, assim como Deus, são criadores e que "o que nossa alma anseia profundamente é o progresso na construção de um futuro melhor". Ele assegurou aos ouvintes que, se escolhessem "boas missões" em vez de missões vazias ou destrutivas, estariam cumprindo o plano de Deus. (Stephens não respondeu ao meu contato para comentar.)
Stephens invocou um precedente histórico para fundamentar seu argumento. Alguns dos cientistas que trabalharam no Projeto Manhattan, responsável pela criação da bomba atômica, “foram atormentados pelo que estavam fazendo”, disse ele. “E seria possível argumentar racionalmente em qualquer direção. Foi uma coisa boa a se fazer? Foi uma coisa ruim a se fazer?” Stephens não deu nenhuma pista sobre qual acreditava, embora sua vida profissional sugira a primeira opção.
Sua carreira e imensa fortuna foram construídas aproveitando o poder da IA para criar “campos de batalha inteligentes” — imagine a Anduril como a Waymo dos drones e bombas. Em uma entrevista à Wired em 2024 , por exemplo, Stephens falou sobre “uma classificação de drones chamada munições de ataque de precisão, que são aeronaves que buscam alvos e têm a capacidade de atacá-los com força cinética, como um kamikaze”. Desde 2019, a Anduril recebeu mais de US$ 1,8 bilhão em contratos governamentais.
Como resposta à clássica pergunta “O que Jesus faria?”, “iniciar guerras de robôs” seria uma resposta, no mínimo, pouco convencional. Ainda assim, Stephens parece apoiar a rendição à tecnologia. Como ele afirmou em sua entrevista à Wired : “O apelo que tenho tentado fazer à comunidade tecnológica é que temos uma obrigação moral de fazer coisas que beneficiem a humanidade, que nos aproximem do plano de Deus para o seu povo”.
“É quase como se [outras empresas de IA] achassem que estão criando Deus ou algo do tipo.” — Mark Zuckerberg, CEO da Meta
Em 2024, sua esposa, Michelle Stephens, executiva da área de tecnologia da saúde, cofundou o ACTS 17 Collective, um grupo da região da Baía de São Francisco voltado para “pensadores, construtores, artistas e líderes que estão refletindo sobre o significado de viver com propósito e convicção”. O nome faz referência a um livro do Novo Testamento que aborda a apologética cristã e também é, convenientemente, um acrônimo: Reconhecendo Cristo na Tecnologia e na Sociedade. Garry Tan, presidente e CEO cristão da incubadora de startups de tecnologia Y Combinator, já sediou eventos do ACTS 17 em sua casa — que antes era uma igreja — e Pat Gelsinger, ex-CEO da Intel e também cristão, já foi palestrante.
No ano passado, a ACTS 17 patrocinou uma série de quatro palestras com Peter Thiel, cofundador do PayPal e da Palantir, ex-chefe de Trae Stephens, mentor de JD Vance, assassino do Gawker e megadoador do presidente Donald Trump. Seu tema? O Anticristo.
O evento foi privado, com ingressos custando cerca de US$ 200, mas as transcrições vazaram para jornalistas. Enquanto Kingsnorth argumenta em seu livro que a própria tecnologia é o diabo encarnado, causando um governo mundial único, Thiel parece acreditar exatamente no oposto: qualquer coisa que impeça o desenvolvimento tecnológico desenfreado — desde regulamentações governamentais opressivas até a ativista climática Greta Thunberg — é o Anticristo. “Nos séculos XVII e XVIII, o Anticristo teria sido um Dr. Strangelove, um cientista que fazia todo tipo de ciência maluca e maligna”, disse ele, segundo o Washington Post . “No século XXI, o Anticristo é um ludita que quer acabar com toda a ciência.” Os detratores da IA, ele teria afirmado, faziam parte de um complô para instalar um governo global. “Há muitas razões racionais que eu poderia dar para explicar por que o Estado mundial único é uma má ideia”, disse ele. “Mas acho que, se você tirar isso do contexto bíblico, nunca achará assustador o suficiente. Você nunca resistirá de verdade.”
De Claro, sonhadores extremamente ricos do Vale do Silício com ideias excêntricas não são novidade. ( Alguém se lembra do Juicero ?) Mas para a maioria dos americanos, esses devaneios febris podem ser um pouco estranhos demais , diz o jornalista de tecnologia Gil Durán , apresentador do podcast Nerd Reich e autor de um livro homônimo que será lançado em breve. "Se você ler algo da Michelle [Stephens] ou da Katherine Boyle, verá que essas ideias são bem fora da realidade", disse ele. Ele citou como exemplo o discurso de Boyle no American Enterprise Institute, no qual ela argumentou que o Estado era o inimigo da família. "Isso é algo extremamente bizarro para ela dizer, especialmente porque o dinamismo americano se baseia em parcerias com um governo autoritário", acrescentou ele em um e-mail, referindo-se ao governo Trump. Eles "não têm a menor noção de como se adaptar ao público em geral", disse ele, "então, enquanto essas pessoas estiverem no comando, eu diria que as chances de fracasso são grandes".
Ainda assim, há indícios de que a apologética cristã da tecnologia está ganhando espaço nos mais altos escalões da influência política. O vice-presidente Vance, em um extenso ensaio de 2020 intitulado "Como me juntei à resistência", publicado na revista católica The Lamp , narrou sua conversão ao catolicismo. Em 2011, escreve Vance, ele assistiu a uma palestra de Thiel que descreve como "o momento mais significativo da minha época na Faculdade de Direito de Yale". Na palestra, Thiel, que mais tarde se tornaria empregador e amigo próximo de Vance, expressou frustração com o ritmo lento do progresso tecnológico. Ele argumentou que a ambição profissional era uma busca fundamentalmente vazia por prestígio e status e postulou que via "essas duas tendências — profissionais de elite presos em empregos hipercompetitivos e a estagnação tecnológica da sociedade — como conectadas", escreve Vance. "Se a inovação tecnológica estivesse realmente impulsionando a prosperidade real, nossas elites não se sentiriam cada vez mais competitivas umas com as outras por um número cada vez menor de conquistas prestigiosas."
Essa noção de esforço vazio e interminável é o que o professor de Thiel em Stanford, o falecido acadêmico católico francês René Girard, chamou de “desejo mimético”. Esse fenômeno causa imensa angústia humana — e, segundo Thiel, a inovação tecnológica pode nos libertar dela e, portanto, do sofrimento.
Vance, que parece não ter parado de se esforçar, agora descreve a tecnologia como um benefício líquido não apenas para a prosperidade econômica americana, mas também para a condição humana. Em um discurso na Cúpula do Dinamismo Americano de 2025, organizada por Boyle, Vance citou a encíclica Laborem exercens , de 1981, do Papa João Paulo II . Com foco no trabalho e no indivíduo, o papa destacou dois pontos fundamentais: o trabalho deve ser uma prioridade maior do que o capital, e os indivíduos devem ser mais importantes do que as coisas. Esses ensinamentos, com décadas de existência, receberam uma atualização de Vance, que incorporou a tecnologia e a IA. “Em uma economia saudável, a tecnologia deve ser algo que aprimore, e não substitua, o valor do trabalho, e acho que há muito medo de que a IA simplesmente substitua empregos em vez de ampliar muitas das coisas que fazemos”, disse ele. “A verdadeira inovação nos torna mais produtivos, mas também, acredito, dignifica nossos trabalhadores.”
Vance, cujas opiniões foram publicamente criticadas tanto pelo atual papa quanto pelo anterior , estava obviamente dando seu próprio toque aos ensinamentos — e não mencionou o fato decididamente anticristão de que substituir trabalhadores por robôs enriqueceria ainda mais os oligarcas da tecnologia. Ainda assim, sua interpretação de que a IA promove a dignidade humana parece estar se espalhando. Em julho passado, o governo Trump lançou o relatório “Vencendo a Corrida: Plano de Ação para IA dos Estados Unidos ”. O relatório promete que a IA “inaugurará uma nova era de ouro para o florescimento humano” e “aumentará o padrão de vida de todos os americanos”.
Essa retórica, é claro, é precisamente o que Kingsnorth considera mais perigoso: uma busca arrogante para substituir Deus pelo progresso — e talvez até mesmo para nos tornarmos deuses, transformando robôs em seres sencientes. “Sempre buscaremos um significado maior, uma verdade transcendente, e se não conseguirmos ou não quisermos encontrar a coisa real, tentaremos criá-la”, escreve ele em Contra a Máquina . “Essa tentativa é a história da modernidade; a Máquina é o que criamos para concretizá-la.”
Mas Kingsnorth parece estar lutando contra uma correnteza de desejo mimético. Nos últimos dois anos, como mostra a pesquisa mais recente do Pew Research Center , os conservadores se tornaram menos céticos em relação à IA. Em 2023, 59% disseram estar “mais preocupados do que entusiasmados” com a IA, mas no final de 2025, esse número havia caído para 50%. Manidis, ao que parece, talvez não precise se preocupar com a repetição do cenário de Boston, afinal.
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August 21, 1:44 PM
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Early in his career, Hassan Akmal realized career exploration wasn’t about choosing a job; it’s about designing a meaningful, evolving, and purpose-driven life. In response to this revelation, he created “Career and Life Design,” a theoretical framework that reimagines how individuals navigate the ever-evolving journey of their professional and personal lives.
“It shifts career exploration from a narrow, one-time decision to a lifelong process of continuous self-discovery, iteration, and holistic design,” explains Akmal, executive director of Career & Professional Development at University of California San Diego and an author of The AI Mosaic of Career & Life Design.
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August 21, 11:00 AM
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crescimento do uso de celulares, redes sociais, plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial entre crianças e adolescentes amplia a necessidade de orientar os estudantes quanto à participação segura, ética e responsável no ambiente digital. Com o objetivo de apoiar os educadores nessa missão, está disponível a segunda edição do curso Segurança e Cidadania Digital em Sala de Aula, fruto de uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC) e a SaferNet Brasil, com apoio do Governo do Reino Unido e da Meta.
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August 21, 10:59 AM
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Irfan: Schools use artificial intelligence in many different ways. The real measure of success must be what students retain after the tool disappears.
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August 21, 10:57 AM
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Edtech vive um inferno no mundo inteiro, e isso não é força de expressão. O setor saiu de um pico de US$ 20,8 bilhões captados globalmente em 2021 para algo entre US$ 2,6 bilhões e US$ 2,8 bilhões em 2025 — uma contração de mais de 85% em quatro anos. Só no primeiro trimestre de 2025, o volume global caiu para US$ 410 milhões, queda de 35% frente ao mesmo período de 2024, e três rodadas isoladas — LeapScholar, MagicSchool AI e Campus — representaram sozinhas quase metade de todo o capital levantado no trimestre. Ou seja: o dinheiro que sobrou está cada vez mais concentrado em pouquíssimas apostas, e o resto do setor disputa as migalhas.
E os nomes que caíram no meio do caminho não são obscuros. A Byju’s, que chegou a valer US$ 22 bilhões em 2022 - era a edtech mais valiosa do planeta, que gastou US$ 40 milhões só para patrocinar a Copa do Mundo de 2022 — virou sinônimo de colapso: valuation zerado, subsidiária americana em bankruptcy, fundador afastado pelo próprio conselho. A Chegg, gigante do suporte ao estudante universitário nos EUA, viu a ação despencar quase inteira depois que a IA passou a responder as mesmas perguntas que o produto dela vendia — queda de quase 99% desde o pico de 2021, com corte de 45% do quadro de funcionários em 2025. A 2U comprou a edX por US$ 800 milhões no auge da euforia e passou os anos seguintes tentando pagar essa conta com um balanço cada vez mais pesado.
No Brasil, não é diferente. A diferença é só de escala e de holofote: aqui não teve unicórnio bilionário implodindo em manchete internacional, mas o mecanismo é o mesmo — dinheiro fácil entrou, apostou em crescimento rápido, e saiu correndo assim que a métrica de retenção e o ciclo de venda institucional mostraram a real.
Vale lembrar, antes de ir pro dado mais recente, o tamanho que esse ecossistema já teve por aqui. Em levantamentos anteriores da própria Abstartups, edtech já chegou a representar 17,3% de todas as startups mapeadas no Brasil — o maior segmento entre startups no país —, concentrado sobretudo no Sudeste: 58,7% das empresas localizadas na região, com forte predominância de São Paulo, e com educação básica respondendo por 50,7% das soluções ofertadas. É esse universo grande e geograficamente concentrado que, anos depois, o novo estudo revisita — só que agora com uma pergunta mais dura: quantas dessas empresas, de fato, saíram do lugar?
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Subscrever E é justamente esse ponto que o estudo da Abstartups com a USP ajuda a explicar por dentro. O levantamento cruzou dados autodeclarados de 368 edtechs ativas que integram o Mapeamento de Startups 2025 e chegou a um número que, lido ao lado do cenário global, faz todo sentido: 44,6% dessas startups já estão no mercado há mais de cinco anos, Mas apenas 15,7% chegaram ao estágio mais avançado de expansão. Sobreviveram ao inverno. Só que a maioria não conseguiu, ou não quis, virar negócio de escala.
Isso conecta direto com um exercício que a gente faz sempre que analisa empresa: separar missionário de mercenário. Empreendedor mercenário entra num setor porque enxergou multiplicador rápido, capta grande, cresce queimando caixa alheio e sai na primeira janela de liquidez. Empreendedor missionário tem ambição maior do que dinheiro — o negócio é veículo de alguma coisa que ele acreditava antes do primeiro investidor aparecer, e continua acreditando depois que o último for embora. Em edtech, a gente vê esse padrão com uma clareza incomum. Os mercenários já saíram faz tempo — foram atrás do próximo setor com múltiplo mais gordo assim que ficou claro que educação não entrega ciclo de venda curto, nem métrica de retenção de app de consumo, nem exit em três anos. Sobraram os missionários. E não por acaso: 66,3% das edtechs brasileiras nunca receberam investimento nenhum, o que quer dizer que a maioria desse universo nunca teve outra opção além de continuar por convicção — ou fechar.
Aqui cabe uma confissão que soa contraditória vindo de quem é fundo: a gente costuma alertar empreendedor de educação sobre aceitar dinheiro de fundo. Não porque capital seja ruim. Porque o timing do fundo simplesmente descasa do timing que educação exige. Fundo tem ciclo de investimento, janela de retorno e pressão de portfólio rodando em trimestre. Educação tem calendário letivo, decisão de compra institucional e janela de aumento de receita que só abre uma ou duas vezes por ano — no início do semestre, na virada do ano letivo. Quando esses dois relógios não batem, quem paga a conta é a empresa. Ela para de correr atrás do retorno que o próprio negócio pede e passa a correr atrás da demanda do capital que entrou — contratando rápido demais, prometendo curva de crescimento que a escola não compra nesse ritmo, queimando caixa pra apresentar número bonito no próximo board. Dinheiro desalinhado, nesse setor, custa caro. Custa mais caro do que a falta de dinheiro.
E dito isso, um alerta na direção oposta, pro empreendedor missionário: impacto não basta. O negócio precisa ser lucrativo, ponto final. Neste setor, especificamente, lucro precisa ser palavra dita em voz alta e repetida sem cerimônia — em pitch, em board, em conversa de corredor. Não existe justificativa de “estamos transformando vidas” que sustente margem negativa por anos a fio. Quem carrega bandeira de propósito tem, paradoxalmente, mais obrigação de provar que sabe fazer conta, porque é fácil esconder disciplina financeira atrás de discurso bonito. Missão sem lucro é ONG. E o setor já tem ONG suficiente — o que falta é empresa.
Pra quem está pensando em empreender agora, o recado é de otimismo com os pés no chão. Tem muita janela de oportunidade e muita digitalização ainda por fazer em educação. A matéria-prima continua sendo a mesma de sempre — professor e giz, saliva e lousa — só que operando dentro de um ambiente cada vez mais digital, o que cria espaço pra quem entender o produto certo pro momento certo. Mas entender o setor significa entender os meandros dele: ciclo de vida longo em B2B, onde a venda demora e a fidelização também, e LTV curto em B2C, onde o aluno ou a família troca de solução com a mesma facilidade que troca de aplicativo. Quem monta tese ignorando essa diferença estrutural monta tese errada.
Mudar o país passa por educação. E educação, historicamente, sempre passou por gente disposta a carregar isso além do próprio balanço — professor que fica, diretor que assume responsabilidade, fundador que não desiste no primeiro inverno de capital. O Brasil não vai resolver o próprio gargalo educacional com mercenário de passagem. Vai resolver com quem ficou depois que a festa acabou. Sobrou o missionário. E é nele que a gente aposta.
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August 21, 9:16 AM
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Há décadas, neurocientistas buscam entender como os neurônios produzem pensamentos, memórias e emoções. E os avanços recentes em simulações computacionais, inteligência artificial e modelos matemáticos têm revolucionado esse conhecimento. A área, conhecida como neurociência computacional, está ampliando as ferramentas teóricas sobre como o cérebro processa informações. Ela estuda desde os mecanismos elétricos e químicos que fazem um único neurônio funcionar até as redes complexas de milhões deles trabalhando em conjunto. E relaciona os processos biológicos às funções cognitivas, como aprendizado e tomada de decisão. Isso permite criar simulações digitais de partes do cérebro e testar hipóteses que não poderiam ser investigadas diretamente em laboratório. Assim, a neurociência computacional tem possibilitado novas tecnologias capazes de, por exemplo, prever crises epilépticas e restaurar movimentos em pessoas paralisadas. Além disso, também inspira novos avanços na computação, em inteligência artificial, robótica e sistemas inteligentes.
Um sistema complexo O cérebro humano é composto por bilhões de neurônios interligados por trilhões de sinapses. Cada um deles recebe sinais (elétricos e químicos) de centenas de outros ao mesmo tempo. Quando esses sinais se acumulam e ultrapassam um certo limite, o neurônio dispara um impulso elétrico que transmite a mensagem dele adiante. Essa comunicação acontece nas sinapses. O neurônio emissor libera neurotransmissores que se encaixam no receptor como uma chave numa fechadura.
Uma das características mais fascinantes desse sistema é sua capacidade de se reorganizar. Conexões usadas com frequência se fortalecem, enquanto as ociosas enfraquecem. É esse mecanismo — conhecido como plasticidade sináptica — que nos permite aprender e memorizar coisas. Embora cada neurônio execute tarefas relativamente simples, a interação coletiva dá origem a comportamentos sofisticados, como reconhecer rostos, sentir medo e planejar uma viagem.
Cérebros simulados Para estudar toda essa complexidade, os neurocientistas computacionais criam simuladores digitais que imitam o comportamento dos neurônios e das redes neurais, suportados por novas arquiteturas de software. O ponto de partida para eles foi o trabalho revolucionário dos fisiologistas britânicos Alan Hodgkin e Andrew Huxley, que em 1952 descreveram matematicamente como um neurônio dispara um sinal elétrico, trabalho que rendeu o Prêmio Nobel e até hoje serve de base para a área.
Um dos modelos mais usados atualmente de simuladores digitais de neurônios é conhecido como “integrador e disparador”. Nele, o neurônio funciona como um balde sendo enchido por gotas de água. Cada sinal recebido adiciona algumas gotas. Quando o nível ultrapassa o limite, o balde entorna e se esvazia, disparando o seu conteúdo para os outros neurônios. Em seguida, o processo recomeça. Esse modelo é computacionalmente eficiente, pois permite simular milhares de neurônios ao mesmo tempo.
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Assinar Este site é protegido pelo reCAPTCHA e pelo Google Política de Privacidade e Termos de Serviço aplicam-se. Uma das pesquisas mais ambiciosas nessa área hoje é o Blue Brain Project, na Suíça, que tenta reconstruir digitalmente pedaços do córtex de ratos com enorme detalhe biológico. Mesmo assim, o resultado ainda representa apenas uma pequena fração do que um cérebro real faz.
Simular os 86 bilhões de neurônios humanos e seus 100 trilhões de conexões ainda está muito além de qualquer tecnologia atual. Por isso, cientistas trabalham com diferentes níveis de abstração, escolhendo o nível mais correto de detalhamento necessário para responder a cada pergunta que surge.
A inspiração da IA moderna A relação entre neurociência computacional e inteligência artificial é uma via de mão dupla. Ainda nos anos 1940, o neurofisiologista Warren McCulloch e o cientista cognitivo Walter Pitts criaram o primeiro modelo abstrato de neurônio artificial, inspirado diretamente no neurônio biológico.
Décadas depois, empilhando camadas dessas unidades artificiais, os cientistas desenvolveram os modelos computacionais de redes neurais artificiais. Essa é a base do aprendizado profundo que move tecnologias como reconhecimento de voz, diagnóstico por imagem e modelos de linguagem.
A troca também revelou diferenças importantes: o cérebro aprende com pouquíssimos exemplos e consome cerca de 20 watts, menos do que uma lâmpada. No entanto, treinar um grande modelo de IA pode consumir energia equivalente à de centenas de casas por dias. Entender como o cérebro consegue ser tão eficiente ainda é uma das grandes perguntas da área. A resposta pode transformar a forma como construímos inteligência artificial.
Aplicações na saúde Na prática, essas pesquisas já mudam vidas. Em experimentos que usam interfaces cérebro-computador (ou seja, com sensores implantados no cérebro), pessoas completamente paralisadas conseguiram controlar braços robóticos apenas pensando em se mover. Embora os movimentos não sejam muito rápidos e precisos, mostram que é viável serem recuperados, mesmo após anos de uma lesão no sistema nervoso central.
Alguns modelos computacionais já conseguem identificar padrões cerebrais que indicam a aproximação de uma crise epiléptica, oferecendo minutos ou até horas de antecedência. Para quem tem epilepsia resistente a medicamentos, esse aviso prévio pode trazer uma grande melhora na rotina e autonomia.
No Parkinson, a Estimulação Cerebral Profunda ajuda a controlar os sintomas motores da doença quando os medicamentos não são suficientes. Nesse caso, o implante de um eletrodo em áreas motoras do cérebro funciona de forma semelhante a um marca-passo. Isso pode reduzir tremores, rigidez, lentidão e movimentos involuntários, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Outros modelos também são usados para mapear os sintomas de Alzheimer no cérebro. A doença é causada pelo acúmulo de algumas proteínas tóxicas e resulta em perda de memória, dificuldade de comunicação e confusão. Os modelos facilitam o diagnóstico, pois associam melhor os padrões dos exames aos sintomas clínicos.
Além disso, na saúde mental, pesquisadores vêm criando simulações de circuitos cerebrais envolvidos em transtornos como depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia. Elas ajudam a identificar quais redes neurais podem estar funcionando de forma diferente em cada condição. No futuro, esse tipo de abordagem pode contribuir para diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados, direcionados aos circuitos cerebrais mais afetados em cada indivíduo.
Ainda estamos muito longe de simular um cérebro humano completo, mas os avanços recentes são impressionantes. Cada nova equação e simulação tem o potencial de transformar a vida de alguém. No fundo, o que a neurociência computacional pretende é nos aproximar de nós mesmos e das respostas que a humanidade busca há séculos. Quem somos, como pensamos, o que nos faz conscientes? É uma jornada científica e profundamente humana. E ela está apenas começando.
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August 21, 9:11 AM
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Notícias ruins costumam ocupar boa parte do noticiário e, com as redes sociais, tornaram-se frequentes também no feed. Para a maioria das pessoas, essa exposição aos conteúdos negativos é encerrada após alguns minutos, mas, para uma parcela dos internautas, é difícil parar de consumir esse tipo de material. Tal comportamento é conhecido como doomscrolling (rolagem compulsiva de notícias negativas na internet) e está relacionado a um fenômeno mais amplo de uso problemático das redes sociais, explica o psiquiatra Thiago Roza, neurocientista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A seguir, entenda o que está por trás dessa atração por notícias negativas, como o doomscrolling afeta o corpo e a mente e o que fazer para interromper esse comportamento. Atração por notícias negativas O cérebro é naturalmente preparado para prestar atenção a novidades e possíveis ameaças. Segundo Craig Sawchuk, psicólogo da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, esse mecanismo tem uma função de proteção. “Do ponto de vista evolutivo, identificar rapidamente possíveis perigos foi importante para a sobrevivência. Ao mesmo tempo, a curiosidade nos leva a buscar informações para entender o que acontece ao nosso redor”, afirma.
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