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Inovação Educacional
February 1, 2013 8:10 AM
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Máquina da IBM vai melhorar capacidades cognitivas e ajudar nas pesquisas acadêmicas. Os estudantes do Rensselaer Polytechnic Institute, em Nova York, terão um novo aluno no campus a partir de agora: uma versão modificada do supercomputador Watson, da IBM, que fará parte do equipamento da instituição em breve. O local é a primeira universidade a receber um sistema tão poderoso. A ideia é que os estudantes tenham uma experiência maior ao conviver e trabalhar com o Watson – afinal, nem todo mundo pode colocar no currículo que lidou diretamente com uma máquina assim. Além disso, os projetos do campus devem gerar vários empregos para especialistas na área.
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Inovação Educacional
February 1, 2013 6:53 AM
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Escolas alemãs têm dificuldade para lidar com onda de imigrantes
A Alemanha está passando por um bem documentado boom de imigrantes provenientes dos países duramente atingidos pela crise do euro. Menos visíveis, no entanto, são os filhos desses imigrantes. Eles raramente têm algum conhecimento de alemão e as escolas estão tendo dificuldade para atender suas necessidades. A palavra alemã Sachertorte é um problema para Zacarias, de 15 anos. O denso bolo austríaco de chocolate pode ser gostoso, mas o jovem só consegue pronunciar seu nome se falar de forma lenta e suave. Selbstständig, que significa trabalhador autônomo, sai um pouco mais naturalmente. "Essa palavra significa fazer negócios", diz o estudante, sentado na sala de aula de seu curso intensivo de imersão na língua alemã. Durante anos, a família de Zacarias vendeu churrasquinho grego em Tessalônica, a segunda maior cidade da Grécia – até que a crise do euro estourou e seu pai teve que vender o negócio. Foi dessa forma que Zacarias acabou indo parar, ao lado de outros 26 estudantes, no "curso preparatório internacional" da August Lämmle Intermediate School, em Leonberg, perto de Stuttgart, no sudoeste da Alemanha. A maioria dos alunos, com idade entre 11 e 16 anos, vem de países afetados pela crise do euro – e esse contingente cresce a cada semana. "Nós conseguimos sentir o grau dos problemas e da debilidade econômica dos países aqui, pelo número de alunos presente nesta classe", diz o diretor da escola, Philipp Steinle. Quanto mais alunos de um mesmo país, pior é a situação desse país. O crescente número de estudantes do sul da Europa e do Leste europeu nas escolas de ensino básico e fundamental da Alemanha é uma tendência visível em todo o país, e está fazendo com que o sistema de ensino alemão enfrente dificuldades para atender às necessidades dos alunos. O Departamento Federal de Estatística da Alemanha não contabiliza separadamente crianças ou jovens quando mensura os dados relacionados à imigração, mas os números gerais são bastante claros: nos primeiros seis meses de 2012, houve um forte aumento na quantidade de imigrantes provenientes de países que estão imersos na crise do euro em comparação com o mesmo período de 2011 – o total de espanhóis cresceu 53% e o de gregos, 78%. E, ao lado de acadêmicos, estudantes e trabalhadores altamente qualificados encontram-se muitas famílias da classe trabalhadora com filhos, que migraram na esperança de encontrar um emprego no mercado de trabalho alemão. Escassez de professores de alemão As escolas alemãs encontram-se diante de um desafio imenso, pois quase todos os alunos imigrantes recém-chegados têm conhecimento zero da língua alemã. Alguns deles conseguem alcançar um bom nível de proficiência rapidamente e passam a integrar cursos regulares em poucas semanas – mas, para os outros, o processo de aprendizado pode demorar meses. O ritmo acelerado com que o número de alunos estrangeiros vem crescendo semana a semana só faz piorar o problema, de acordo com vários diretores de escolas espalhadas por todo o país. Muitos dizem que não têm pessoal suficiente para ensinar alemão como segunda língua a esses alunos imigrantes nem orçamento para contratar novos professores freelancers. Zacarias e seus colegas de classe em Leonberg têm sorte. A programação deles inclui 25 horas semanais de instrução especializada em língua alemã – uma carga horária que muitas outras escolas apenas sonham em alcançar. "Sem os funcionários adicionais e os voluntários que temos aqui também não conseguiríamos", diz Steinle, diretor da escola. A professora de Zacarias, Sandra Tauer, foi contratada temporariamente pela August Lämmle School para dar conta do fluxo de estudantes imigrantes. Ela atua na organização sem fins lucrativos Teach First Deutschland (Ensinando Primeiro a Alemanha), que apoia escolas para alunos com baixo desempenho escolar e que exigem muito acompanhamento pedagógico em cinco estados alemães. O pai de Zacarias, acabou encontrando trabalho no serviço municipal de remoção de neve e já está na Alemanha há um ano. Zacarias diz que a Grécia parece um país distante agora, apesar de sua presença quase constante nas manchetes dos jornais. Pergunte a ele sobre as políticas de austeridade da chanceler alemã Angela Merkel e ele responderá com fúria. "Os gregos odeiam os alemães, Merkel é muito dura", Zacarias deixa escapar. "A Grécia vai acabar em breve; o país foi salvo para morrer". Ele consegue visualizar seu futuro, mesmo estando distante de sua terra natal. Ele quer ir para a universidade na Alemanha e depois, para os Estados Unidos. Mas, primeiro, diz ele, é preciso terminar o ensino fundamental. Da mesma maneira que a família de Zacarias, muitos imigrantes de países atingidos pela crise do euro acabam indo para os estados de Baden-Württemberg e da Baviera, no sul da Alemanha, que são potências econômicas do país. Neste último, os chamados "cursos de transição", onde os alunos sem conhecimento prévio de alemão são preparados para as aulas regulares, têm registrado lotação máxima desde o ano passado. O Ministério da Educação do estado da Baviera informou que, no ano passado, havia 845 alunos matriculados nesses cursos – contra apenas 470 em 2010. As escolas de outros estados alemães têm registrado um crescimento especialmente acelerado no número de estudantes da originários Bulgária e da Romênia. "Se eu tenho um futuro, esse futuro está na Alemanha" Outro ponto digno de nota em meio à tendência da imigração nas escolas alemãs é o número de alunos provenientes de países nos quais suas famílias já eram imigrantes. "Este é um fenômeno totalmente novo, provocado pela crise do euro", diz Michaela Menichetti, comissária da integração do distrito escolar de Reutlingen, também localizado nos arredores de Stuttgart. Para muitos estudantes, a chegada à Alemanha representa a segunda vez que eles começam a vida do zero. "Temos alunos turcos que estão vindo para a Alemanha depois de passarem pela Bulgária, além de estudantes nascidos na Rússia que vieram de Portugal e gregos provenientes da Rússia. É um enorme desafio para as escolas". Isabel, 16 anos, é uma dessas estudantes. Ela nasceu na Alemanha, mas mudou-se com sua família de volta para a Sicília, terra de seus pais, quando tinha quatro anos de idade. "Meu pai sempre ganhou menos na Itália, é por isso que estamos de volta aqui", diz ela. Depois de sete meses em Munique, Isabel agora vive com os pais e as duas irmãs em Leonberg. "Eu estava totalmente perdida no começo", diz ela, acrescentando que agora já conseguiu se estabilizar. "Eu prefiro estar na Itália, mas se eu tenho um futuro, esse futuro está na Alemanha". Isabel, Zacarias e seus colegas de classe sabem que a língua alemã é parte integrante desse futuro. Uma das novas palavras do vocabulário deles, aprendida em sala de aula, é Kehrwoche, um fenômeno específico da região onde eles moram, que está relacionado ao período e à frequência com que as famílias locais devem limpar os espaços comuns, como calçadas e escadas. Os alemães que vivem em outras regiões geralmente zombam da palavra, que veem como o epítome da presunção dos alemães do sul – ponto de vista compartilhado por muitos dos estudantes imigrantes. Mehdi, iraniano de 16 anos, diz que ainda fica surpreso com o rigor da programação de limpeza vigente no sul da Alemanha. "Nós não temos nada parecido no Irã", diz ele. "Nós fazemos limpeza quando queremos". http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2013/02/01/escolas-alemas-tem-dificuldade-para-lidar-com-onda-de-imigrantes.htm
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Inovação Educacional
February 1, 2013 9:18 AM
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Estudo comparou a situação do País com a 38 países. Para especialistas, foco no aprendizado individual precisa acompanhar redução As turmas escolares brasileiras possuem mais alunos do que deveriam. A quantidade de estudantes sob a responsabilidade de cada professor vem diminuindo, como recomendam especialistas, mas ainda é maior do que a ideal. Pedagogos ressaltam, no entanto, que diminuir o número de alunos por professor não é suficiente para garantir a aprendizagem de todos: é preciso mudar o compromisso com a educação.
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Inovação Educacional
January 30, 2013 11:32 AM
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Deus sabe que há um monte de notícias ruins no mundo atual capazes de nos colocar para baixo. Mas há uma coisa extraordinária que me deixa incrivelmente esperançoso em relação ao futuro: a revolução que está florescendo na área da educação superior online de todo o mundo. Nada tem mais potencial para tirar uma grade quantidade de pessoas da pobreza, pois pode lhes proporcionar uma educação acessível para que elas consigam obter um emprego ou subir de patamar no emprego que já têm. Nada tem mais potencial para atiçar mais de um bilhão de cérebros para que eles solucionem os maiores problemas do mundo. E nada tem mais potencial para nos permitir reinventar o ensino superior do que os cursos abertos online em massa, ou MOOCs (Massive Open Online Courses), compostos por plataformas que estão sendo desenvolvidas por organizações de ensino como Stanford e Massachusetts Institute of Technology (MIT) e por empresas como a Coursera e a Udacity. Em maio passado, eu escrevi sobre a Coursera – fundada pelos cientistas da computação Daphne Koller e Andrew Ng, de Stanford – logo após a sua entrada em operação. Duas semanas atrás, eu retornei a Palo Alto para verificar como eles estão se saindo. Quando eu os visitei em maio passado, cerca de 300 mil pessoas estavam fazendo 38 cursos ministrados por professores de Stanford e de algumas outras universidades de elite. Hoje, eles contam com 2,4 milhões de alunos, que acompanham 214 cursos de 33 universidades, incluindo oito internacionais. Anant Agarwal, ex-diretor do laboratório de inteligência artificial do MIT, é atualmente presidente da edX, um MOOC sem fins lucrativos que o MIT e Harvard estão criando em conjunto. Agarwal me disse que, desde maio de 2012, aproximadamente 155 mil estudantes de todo o mundo já concluíram o primeiro curso da edX: uma classe de introdução a circuitos do MIT. “Essa cifra é maior do que o número total de alunos do MIT em seus 150 anos de história”, disse ele.
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January 30, 2013 6:55 PM
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A educação vive hoje um turbilhão de mudanças provocado pelo desenvolvimento tecnológico. De um lado, ela tem a responsabilidade de preparar o aluno para um mundo em constante mudança e crescentemente mais complexo. De outro, na prática da sala de aula, as mudanças não ocorrem na velocidade que se espera. “Essa dicotomia é particularmente agravada quando se fala em tecnologia, em que as únicas constantes são a inovação rápida e as mudanças frequentes”, diz o futurologista Michell Zappa, brasileiro e cidadão do mundo, que ficou conhecido ao importar as tendências da tecnologias para as mais diversas áreas, tentando antever seus impactos em um futuro próximo. Uma de suas produções mais populares foi justamente aquela em que tratou do futuro da educação – foi, inclusive, considerado pela Fast Company um dos infográficos mais importantes de 2012. O Porvir traduziu (o original é em inglês), adaptou e traz aqui a imagem, que tem por objetivo organizar uma série de tecnologias emergentes e que podem influenciar a educação nas próximas décadas. “Apesar da natureza inerentemente especulativa do infográfico, as tendências que estão por trás da tecnologia já podem ser observadas, o que significa que é uma questão de tempo antes de esse cenário começar a aparecer mais claramente nos ambientes de aprendizagem ao redor do mundo”, diz ele.
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January 30, 2013 6:53 PM
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Uma professora foi afastada administrativamente de uma escola do Estado americano do Colorado após postar fotos seminua e fazer comentários sobre uso de drogas em seu perfil no Twitter. Carly McKinney, 23 anos, foi apoiada por alguns alunos, que fizeram uma campanha na rede social. As informações são da TV 9News, afiliada da NBC. "Nua. Molhada. Chapada", escreveu a professora em uma das mensagens no Twitter. Em outro momento, ela escreve sobre ter maconha na escola. "Vendo uma prisão por drogas no estacionamento. É engraçado porque eu tenho maconha no meu carro no estacionamento." A conta ainda falava sobre o trabalho como professora - "em vez de ser produtiva, eu estou no Twitter" - e tinha fotos de Carly seminua. Após reportagem da TV na segunda-feira, o perfil foi apagado da rede social. Segundo a 9News, os oficiais do distrito onde fica a escola investigam o caso.
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January 30, 2013 6:51 PM
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January 30, 2013 6:48 PM
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Desde 1991 a Children's Education Funds Inc. (CEFI) distribui, com exclusividade, os planos do fundo da Children’s Education. A CEFI tem três planos de poupança educacional registrados (Registered Education Savings Plans, RESP) maravilhosos à escolha, com características e benefícios distintos que podem ser personalizados para as necessidades dos seus filhos. A CEFI é empresa especializada em fundos educacionais e isso é tudo o que eles fazem. A organização tem sido testada pelos pais e recebeu o Parent Approved Seal (selo de aprovação dos pais). O selo demonstra que muitos pais acreditam no produto o suficiente para recomendá-lo a outros
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January 30, 2013 6:47 PM
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Instituições tentam implementar programas de "boas-vindas aos calouros", mas ainda falham em coibir agressões e humilhações As primeiras universidades surgiram na Europa em plena Idade Média. Foram um sopro de liberdade. Permitiram progressivamente ao homem atuar segundo a razão, em vez de apenas obedecer a dogmas. Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que nasciam os centros de estudo, surgia uma instituição muito mais tributária da ideia que hoje fazemos da "Idade das Trevas": o trote. Os primeiros registros da prática datam do início do século XIV. Calouros da região correspondente à moderna Alemanha eram obrigados a andar nus e ingerir fezes de animais mediante a promessa de que poderiam se vingar nos novatos do ano seguinte. "Os alunos veteranos descontavam nos mais novos a repressão promovida em sala de aula por professores rigorosos", afirma Antônio Zuin, professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor do livro O Trote na Universidade: Passagens de um Rito de Iniciação.
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January 30, 2013 6:45 PM
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Há dez anos construída, obra consumiu R$ 1 milhão de recurso federal. Governo do estado propôs usar o prédio para cursos profissionalizantes Com cerca de 11 mil alunos, a Universidade Federal de Rondônia (Unir) oferece 54 cursos de graduação, distribuídos em sete campi pelo estado. Entretanto, uma instalação que deveria funcionar como escola modelo para alunos do curso de gestão ambiental foi inaugurada três vezes e nunca foi utilizada. O campus no distrito do Iata, em Guajará-Mirim, construída há quase dez anos com recursos da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
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Inovação Educacional
January 30, 2013 5:57 AM
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Mais do que mudar a forma como a tecnologia é usada na educação, a proposta de Marc Prensky é mudar toda a educação, pois ela é "terrível" em todos os lugares do mundo. O especialista em educação e tecnologia, convidado da Fundação Telefônica na Campus Party Brasil deste ano, explicou em palestra na noite desta terça-feira sobre como os "nativos digitais" precisam ter de seus professores. O termo "nativos digitais" refere-se às pessoas que já nasceram na era digital, e se opõe aos "imigrantes digitais", ou aqueles que conheceram o mundo antes da internet. O palestrante americano mostrou uma foto sua em 1970, com um violão, e depois outra atual, com um tablet. Na sua percepção, os nativos digitais têm mais facilidade de adaptação. "O mundo todo está em uma má situação em termos de educação", diz, "não são só países como o Brasil, só países em desenvolvimento". "E por que digo que a educação é terrível? Porque educamos para um contexto que não existe mais", afirmou, explicando que hoje em dia não se precisa de matemática, ciência e física como na época em que essas temáticas foram incluídas no currículo. "E ninguém ouve quando alguém diz, 'vamos fazer isso diferente'", completou. Na visão de Prensky, o foco da educação deveria estar nos "verbos" e não nos "substantivos". "Questionamos se as crianças deveriam usar o PowerPoint, a Wikipédia em sala. Mas isso são 'substantivos'. O que realmente queremos é os 'verbos': apresentar, aprender, ler", explicou. "Os verbos não mudam, queremos os mesmos 'verbos' há mil anos", resumiu, citando pensamento crítico, lógica, criatividade. "E há muitos desses verbos, mas temos que nos perguntar: quais são os 'verbos'-chave? E só depois que soubermos disso, nos perguntamos quais 'substantivos' vamos usar", definiu. Cérebro estendido Para responder a essas perguntas, o especialista apresentou o conceito do cérebro estendido, uma soma do cérebro de cada um com as possibilidades oferecidas pela tecnologia. Para o pesquisador, o cérebro é bom em algumas atividades, mas pode se beneficiar das máquinas para, por exemplo, "lembrar tudo ou processar três milhões de dados". Em um dos slides, Prensky resumiu a ideia com uma citação de uma criança de 10 anos: "antigamente as pessoas precisavam saber de cor os números de telefone". A forma de lidar com esse cérebro estendido seria, pois, combinar as potencialidades das máquinas e dos cérebros. "E acho que é isso que vocês estão fazendo aqui. Vocês são as pessoas que vão criar a inovação", afirmou à audiência do palco principal do Anhembi Parque. Para falar sobre suas ideias aplicadas à educação, o pesquisador citou um estudante que disse "a coisa mais inteligente que já ouviu": que professores entendem a tecnologia como ferramentas, enquanto estudantes a entendem como uma fundação, uma base que se estende sob o restante. Trivial x poderoso Prensky também falou de como vê a tecnologia envolvida na educação de duas formas, uma "trivial" e a outra "poderosa". "A primeira é fazer as mesmas coisas que sempre fizemos, em novas formas - sempre escrevemos, agora temos um blog ou usamos teclado. Eu chamo de trivial, não porque não é importante, mas porque já fazíamos antes. E há as coisas que não podíamos fazer, que chamo de poderosas", explicou citando chamadas de voz por IP, tweets, impressão 3D, inteligência artificial, jogos, simulações e robótica entre as formas "poderosas" de a tecnologia influenciar a educação. "Mas por mais que gostemos de tecnologia, é preciso lembrar que há coisas muito importantes na educação que a ela não faz", destacou, citando empatia, escolha e paixão. Para ele, essas são as coisas que o cérebro faz melhor, e que é nisso que os professores devem se focar, adaptando o 'como' ensinam. E é preciso adaptar também, segundo Prensky, mudar o "o quê" se ensina. Ele defende que no novo modelo de educação os jovens sejam "nós da rede", que possam se conectar o máximo possível e que os professores orientem o percurso, fazendo, de acordo com o pesquisador, o que cada um faz melhor: os estudantes, se conectar e achar os conteúdos, e os professores, questionar, orientar e avaliar. "Muito se diz que a escola precisa ensinar 'o básico' para as crianças, mas 'o básico' também está mudando", defendeu, apresentando sua proposta do que seria o novo "básico" da educação formal, que ele chamada de eTARA, sigla em inglês para o conjunto de pensamento, ação, relacionamento e conquista efetivos. Programar, na lista de Prensky, é parte de pensamento efetivo, assim como ética de relacionamento, e empreendedorismo de ação. O pesquisador finalizou incentivando os empreendedores e geeks que o ouviam a criar aplicativos, programas e outras ferramentas para mudar a forma do ensino usando a tecnologia. Campus Party Brasil 2013 A sexta edição da Campus Party Brasil, uma das maiores festas de inovação, tecnologia e cultura digital do mundo, acontece entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro no Anhembi Parque, em São Paulo. Na Arena do evento, 8 mil pessoas têm acesso à internet de alta velocidade e a mais de 500 horas de palestras, oficinas e workshops em 18 temáticas, que vão desde mídias sociais e empreendedorismo até robótica e biotecnologia. Cinco mil desses campuseiros passam a semana acampados no local. A 6ª edição traz ao Brasil nomes como o astronauta Buzz Aldrin, um dos primeiros homens a pisar na Lua, e o fundador da Atari, Nolan Bushnell. Em sua sexta edição em São Paulo, a Campus Party também teve no ano passado a primeira edição em Recife (PE). O evento acontece ainda em países como Colômbia, Estados Unidos, México, Equador e Espanha, onde nasceu em 1997. Nas edições brasileiras anteriores, o evento trouxe ao País nomes como Tim Berners-Lee, o criador da Web; Kevin Mitnick, um dos mais famosos hackers do mundo; Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos; Steve Wozniak, que fundou a Apple ao lado de Steve Jobs; e Kul Wadhwa, diretor-geral da fundação Wikimedia,que mantém a Wikipédia. O Terra cobre o evento direto do Anhembi Parque e, além do canal especial Campus Party Brasil 2013, os internautas podem acompanhar as novidades pelo blog Direto da Campus. Para seguir a festa pelo Twitter, basta acompanhar a hashtag oficial do evento, #cpbr6.
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January 30, 2013 12:24 PM
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Marc Prensky, pensador que cunhou o termo nativos digitais, chega para a Campus Party propondo nova divisão do currículo Pouco mais de dez anos atrás, o pensador norte-americano Marc Prensky escreveu um artigo de quatro páginas que se tornaria um clássico entre educadores de todo o mundo. No texto “Digital Natives, Digital Immigrants”, ele cunhava os termos “nativos digitais” e “imigrantes digitais” para explicar um momento de transição da forma como as pessoas ensinam e aprendem. Os alunos, nascidos já na era da internet, têm muito mais facilidade que seus professores, que tiveram que se adaptar para transitar no mundo da tecnologia. “Nossos alunos mudaram radicalmente. Os estudantes de hoje não são mais as pessoas para as quais nosso sistema educacional foi desenhado”, dizia ele que, mais de uma década depois, parece mais certo do que nunca. Segundo Prensky, o mundo vive um momento não só de constantes, mas de aceleradas transformações. Nesse novo contexto, em que a tecnologia está presente como uma ferramenta disponível e acessível, não faz mais sentido o conteúdo tradicional, como matemática, português, ciências e humanidades, ser o foco das preocupações. Em vez disso, é preciso repensar o currículo de forma a colocar pensamento, ação, relações humanas e conquistas efetivas no centro. As matérias tradicionais seriam, de acordo com a proposta do especialista, trabalhadas a partir dessas quatro novas dimensões. Prensky estará amanhã em São Paulo dando palestra na Campus Party, a convite da Fundação Telefônica Vivo. Confira a entrevista que o especialista concedeu ao Porvir.
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January 30, 2013 12:26 PM
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Toda educação deve empregar tecnologia, disse o escritor Marc Prensky, criador dos termos "nativos digitais" e "imigrantes digitais", durante sua apresentação na Campus Party, nesta terça-feira (29) Toda educação deve empregar tecnologia, disse o escritor Marc Prensky, criador dos termos "nativos digitais" e "imigrantes digitais", durante sua apresentação na Campus Party, nesta terça-feira (29). "A educação tem que combinar da melhor forma possível aquilo que o cérebro humano faz bem com as coisas que a tecnologia faz melhor", afirmou Prensky, para quem a tecnologia é um fundamento tão importante para a educação quanto a leitura, por exemplo. O escritor afirmou que os educadores têm de se perguntar quais habilidades querem que os estudantes dominem, e se estão usando as ferramentas apropriadas para isso.
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February 1, 2013 8:08 AM
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Mais de 100 estudantes não sabem se vão concluir o curso neste ano. Segundo o MEC, faculdade não fez pedido de descredenciamento. Mais de 100 universitários de Cruzeiro não sabem se vão poder concluir o curso superior neste ano. A Faculdades Integradas de Cruzeiro (FIC), fechou as portas sem dar explicações e até agora os alunos não puderam nem fazer a matrícula para o ano de 2013. Uma das estudantes, Amanda Rodrigues, explica que os estudantes ainda não sabem o que vai acontecer. “A gente não foi comunicado. A gente veio fazer matrícula esse ano agora, no começo de janeiro, porém, não abriu”, disse. Lucas Itachi, aluno de História completaria neste ano o último semestre do curso. O investimento até agora foi de R$ 10 mil. “Foi perdido tempo, dinheiro, dedicação também. Não tem funcionário na faculdade, a gente está totalmente perdido”, afirma.
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January 31, 2013 12:28 PM
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"Novos métodos para fazer coisas velhas não são o suficiente para melhorar a educação; fazer isso é como rearranjar as cadeiras no convés do Titanic afundando", diz o nova-iorquino Marc Prensky, conquistando sorrisos, ainda que contidos, da plateia já cansada no palco principal da Campus Party, em São Paulo. Com uma apresentação de slides cheia de cores, fotos e tópicos, como aquelas vistas com frequência nas aulas expositivas de escolas e universidades, o especialista em tecnologia relacionada à educação propôs durante sua palestra, na noite desta terça-feira (29), uma mudança nas salas de aula de todo o mundo. Não algo que envolva essencialmente a inserção em peso dos mais novos aparatos e recursos tecnológicos nas escolas, mas, sim, uma mudança na postura de formuladores de políticas, gestores e educadores. "Não adianta colocar tablets na sala, vídeos, Khan Academy (...), porque todas essas coisas mudam toda hora, enquanto continuamos dividindo nossa educação básica em várias matérias", critica Prensky, fazendo referência à falta de interdisciplinaridade e ao pouco incentivo à criatividade dos alunos dentro das escolas, o que, em sua avaliação, não são exclusividades brasileiras, mas características do ensino oferecido em toda parte. "Nós estamos limitados no tempo; essa é a melhor maneira de fazer um currículo? E se combinarmos isso de um modo melhor? Estamos avaliando as crianças pelo que nós precisávamos no passado e não pelo que elas precisarão no futuro", questiona.
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January 31, 2013 12:28 PM
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Um homem que cumpre pena de 34 anos de prisão por homicídio qualificado foi aprovado em primeiro lugar no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) para uma vaga no curso de análise e desenvolvimento de sistemas do IFPI (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí). O encarcerado, que teve apenas suas iniciais divulgadas, L.S.R.J., tem 45 anos e foi classificado após prestar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no ano passado. Ele está preso na Penitenciária Regional José de Deus Barros, localizada no município de Picos (a 308km de Teresina).
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January 30, 2013 7:00 PM
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A escola que visitei na Índia, a Riverside School, é muito sobre isso, sobre uma retomada da ação, sobre colocar o óbvio em perspectiva e questionar o tempo todo como o conhecimento pode se transformar em uma prática cotidiana e real. Foi pensando nisso que Kiran Sethi, a fundadora da escola, escolheu a frase “common sense, common practice” (talvez a melhor tradução seja “bom senso, boa prática“) para representar o princípio fundamental que rege a Riverside. Vamos começar pela seguinte obviedade: o processo de reflexão. Refletir faz parte do vocabulário de professores e alunos dessa escola. Você percebe isso quanto vê esse verbo ser usado em diferentes situações e contextos, por diferentes pessoas. E sabe o melhor de tudo? Na Riverside refletir não é só uma mentalidade, mas também é parte do processo de aprendizagem
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January 30, 2013 6:53 PM
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"É ciência, estudantes que aprendem com games 40 minutos por dia aprende 10 vezes melhor", disse. "Em cinco anos, o ensino será 10 vezes mais rápido", afirmou. Segundo ele, após 20 minutos, apenas 25% dos alunos continuam prestando atenção. E isso pode mudar com os games. "Os games são viciantes porque são máquinas de felicidade. Você se sente realmente feliz quando passa de fase", disse.
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January 30, 2013 6:52 PM
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Margarida Dorvillé Guerra tinha 18 anos quando foi aprovada no vestibular para medicina na Escola de Ciências Médicas de Alagoas (Ecmal) - hoje Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Após dois meses de aulas, ela e o colega Raimundo Alencar foram impedidos de continuar a frequentar o curso. Era época da ditadura militar e outras pessoas, sem explicação alguma, ocuparam seus lugares na sala de aula. Os dois entraram com uma ação na Justiça e, 40 anos depois, conseguiram uma decisão favorável. A matrícula para cursar medicina foi feita ontem, em Maceió. "Cursar medicina era um sonho que eu comecei a concretizar ontem", conta Margarita, que aos 58 anos tem o sonho de se formar médica para ajudar comunidades carentes. Ela conta que na época não tinha como questionar as ações "arbitrarias" da ditadura. "Eu sempre confiei em Deus e na Justiça. As pessoas me perguntavam se eu ainda tinha esperança e eu sempre disse que sim", disse em entrevista ao Terra nesta quarta-feira. Margarida e Raimundo entraram com a ação na Justiça logo após serem informados da proibição de frenquentar as aulas, mas o processo só foi levado adiante quando o filho dela resolveu assumir a causa. "Há seis anos, quando meu filho se formou advogado, eu dei a ele a missão de resolver isso. E hoje eu tenho uma comemoração dupla: consegui a vaga na universidade e pelas mãos do meu filho".
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January 30, 2013 6:49 PM
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Reportagem sobre a importância da definição e da explicitação das expectativas de aprendizagem para cada disciplina e para cada ano O bom planejamento envolve toda a rede municipal ou estadual (na definição de objetivos comuns), a comunidade escolar (na definição das metas de cada instituição específica) e, claro, os professores (na definição de como os conteúdos serão trabalhados em sala de aula). Nesse momento, é fundamental ter em mente aonde se quer chegar - ou seja, explicitar as chamadas expectativas de aprendizagem para poder pensar nas melhores formas de trabalhar cada um dos conteúdos (leia nos quadros que acompanham esta reportagem um resumo do que se espera que os alunos saibam ao fim dos cinco primeiros anos, em Língua Portuguesa e Matemática, com base em documentos das secretarias de Educação do estado e do município de São Paulo). Infelizmente, ainda há poucas redes e escolas trabalhando com expectativas bem definidas. Mas é importante saber que elas nada mais são que a descrição dos conteúdos e das habilidades essenciais a desenvolver em cada disciplina. Além disso, devem mostrar como o domínio de cada conteúdo avança ao longo da escolaridade. Se no 1º ano o aluno precisa saber produzir um texto ditando-o ao professor, as metas para o ano seguinte devem prever qual o próximo passo desse aprendizado (produzir, por conta própria, re-escritas de histórias conhecidas, por exemplo). Em Matemática, as crianças começam a ter contato com tabelas simples no 1º ano - para poder chegar ao 5º interpretando dados de representações com dupla entrada. E assim por diante, em cada disciplina. Na vida real, essa primeira etapa da definição de conteúdos se dá antes mesmo do início das aulas, quando são identificados os grandes temas a ensinar. Se você vai lecionar para a mesma série que no ano anterior, uma boa estratégia é olhar para trás e observar o que funcionou - e quais objetivos não puderam ser alcançados. Com base nos registros (anotações no caderno, avaliações dos alunos etc.), é preciso avaliar: os conteúdos foram absorvidos pela turma? Consegui cumprir as metas? O que vou fazer diferente para que todas as crianças efetivamente aprendam o que é necessário?
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January 30, 2013 6:47 PM
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Para apoiar os novos prefeitos e sua equipe de dirigentes na execução de projetos na área da educação, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) preparou um conjunto de materiais com orientações para o desenvolvimento de políticas educacionais. As publicações contam com o apoio da Fundação Santillana, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Ministério da Educação (MEC), e são distribuídas para os dirigentes de educação dos mais de 5,5 mil municípios do País. "O objetivo é auxiliá-los no planejamento e gestão da secretaria, o que refletirá na melhoria do processo de ensino-aprendizagem e na qualidade da educação ofertada", explica Cleuza Repulho, presidente da Undime. Entre os materiais disponíveis, estão a agenda dos 100 primeiros dias de governo, que permite organizar um calendário com as ações prioritárias da rede de ensino, e o caderno de orientações, que aborda os instrumentos da gestão participativa, orçamento, fontes de financiamento federal. Os materiais podem ser acessados, de forma gratuita, no site da Undime.
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January 30, 2013 6:46 PM
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Ação do MPF pede punição por agressões contra calouros em 2010 O Ministério Público Federal (MPF) de Guarulhos entrou com ação na Justiça Federal pedindo que a Universidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e mais dois estudantes e um ex-aluno da instituição paguem 400.000 reais por danos morais coletivos decorrentes de um trote violento contra calouros em 2010. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela assessoria de imprensa do MPF.
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Inovação Educacional
January 30, 2013 12:46 PM
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Cursos a distância formaram milhares de profissionais em MBAs, especializações e extensões O avanço da banda larga e das redes sociais foi ingrediente chave para o avanço dos cursos on-line voltados à educação executiva no Brasil, que nasceram em meados da década passada. Atualmente, eles são oferecidos por instituições de todo o país e formaram milhares de profissionais em MBAs, especializações e extensões. A Fundação Getulio Vargas (FGV) é uma das pioneiras no país. Hoje, atua por meio do FGV On-line e oferece programas como o MBA Executivo em Administração de Empresas com ênfases em gestão, meio ambiente e recursos humanos, criado em 2004 e que pelo qual passaram mais de 2,7 mil alunos. No total, só em seus MBAs a instituição formou mais de seis mil executivos. "A vantagem dos cursos a distância soma mobilidade, flexibilidade de localização e agenda e aquisição de traquejo nas ferramentas de comunicação virtuais tão comuns no dia a dia", diz o diretor-executivo do FGV On-line, Stavros Xanthopoylos. Segundo ele, é importante trazer na metodologia conteúdo que não se restrinja à tela, que, por sua vez, deve ser a mais atraente possível e permitir diversas mídias. Como o curso on-line exige muita disciplina, dedicação extra e calendário organizado, o tutor é fundamental para motivação - é ele quem ajuda o aluno a se tornar um estudante a distância. "Nos cursos de longa duração, os encontros presenciais também são importantes, porque promovem o networking", afirma. O extenso portfólio da instituição inclui programas gratuitos, como "sustentabilidade aplicada aos negócios: orientações para o gestor", com dez horas de carga horária e lançado em parceria com o Walmart. Programas sem custos fazem parte da oferta Universidade Federal do Paraná (UFPR), que além de programas próprios oferece desde 2010 especializações lato sensu em gestão municipal, gestão pública e gestão da saúde, que atenderam 700 matriculados. Os cursos fazem parte da Universidade Aberta do Brasil, estruturada na extinta Secretaria de Educação a Distância do MEC e hoje abrigada na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As turmas são reduzidas - 70 alunos por polo - e a cada disciplina são realizadas aulas e avaliações presenciais. "As primeiras vagas são para quem trabalha no ensino público", diz a coordenadora pedagógica de ensino a distância, Glaucia da Silva Brito. A preocupação com o número de alunos e a metodologia estiveram por trás da criação do curso de gestão estratégica do Inepad / USP-RP. Encabeçado por professores da Faculdade de Economia e Administração (FEA) ligados à escola de negócios da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace Business School), o programa foi desenvolvido depois que entrevistas com grupos formados por candidatos a MBA indicaram as necessidades dos alunos. Para atender adultos executivos em fase de desenvolvimento de carreira, a metodologia leva em conta conhecimentos acumulados pelos estudantes e soma muita leitura, a formulação de questionamentos antecipados por parte dos alunos a cada disciplina, vídeo-aulas semanais ao vivo com interação entre professores e alunos, discussões, trabalhos em grupo. Além disso, o processo seletivo inclui prova de múltipla escolha, estudo de caso, análise de currículo e entrevista ao vivo com voz e vídeo. "Questionamos o interesse no curso, no desenvolvimento da carreira e a capacidade do interessado terminar o programa", diz o gerente de ensino, especialista em educação a distância e coordenador do MBA, David Forli Inocente. Além dos trabalhos em grupo, o networking é enriquecido por fóruns, mural e mesas redondas em que os alunos discorrem sobre assuntos de seu domínio. A coordenadora de cursos e-learning da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), afirma que a prática de networking exige mudança de cultura também no aluno e é um desafio diferente a cada turma ou curso. Programas de curta duração normalmente atraem alunos com objetivos mais técnicos, mas há s momentos que contribuem mais para a troca de experiência e o estabelecimento de laços entre participantes, cuja manutenção dependerá de sua afinidade. Segundo ela, a evolução das redes sociais proporcionou uma nova forma do aluno encarar o curso a distância, acrescentando as relações virtuais ao conteúdo. Embora trabalhe com modalidades não presenciais há mais tempo, a Fipecafi investiu em projeto de e-learning em 2005, criando no ano seguinte um curso de extensão em contabilidade e finanças customizado para uma empresa com profissionais espalhados pelo mundo. Os programas tiveram cerca de 11,4 mil alunos e ganharam ambiente e materiais mais interativos com texto, vídeos de outros especialistas além do professor autor, links para empresas e demonstrações, discussões programadas em fóruns e chats. "Hoje, o desafio é adaptar materiais e usar da melhor forma possível dispositivos móveis como tablets e smartphones", diz. "No futuro, será o uso de agentes não biológicos e da inteligência artificial para aumentar a interação do aluno com o material." Instituições de grande porte como Anhembi Morumbi e Estácio também passaram a oferecer educação executiva de forma virtual com especializações (a partir de 2008) e MBAs (desde 2009), respectivamente. Mas incluem graduações e pós-graduações em diversos formatos. Outra instituição a apostar neste formato é o Ibmec, que contabiliza 700 alunos formados nos cursos MBA e seis mil nos programas de curta duração.
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Inovação Educacional
January 30, 2013 12:43 PM
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Apesar dos avanços do ensino a distância no Brasil, ainda existe preconceito em relação aos cursos pela internet A carreira do recifense Frederico Henrique Tavares, 36 anos, é exemplar. Há uma década ele trabalha com exportação de frutas e hoje é gerente de comércio exterior da Crown Global Corporation, residente em Miami, Estados Unidos. Mas a vida fora do país e as viagens constantes frustraram duas tentativas de aperfeiçoamento acadêmico no Brasil. Nos Estados Unidos, a barreira era o custo. "A pós-graduação era uma lacuna aberta", diz. Não é mais. Fred Henrique acaba de se formar na primeira turma do MBA em gestão estratégica do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad) da Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto (SP). A descrença inicial em relação ao ensino a distância foi vencida pelo nome da instituição, pela metodologia de aulas semanais on-line ao vivo com duas horas de duração e pelo valor acessível. "Passei a delegar mais e a pensar estrategicamente, com foco no resultado", diz. O networking também ganhou pontos: além da manutenção dos contatos on-line em grupos nas mídias sociais ou por e-mail, a realização da prova presencial no Brasil permitiu de quebra a socialização ao vivo. Complementações acadêmicas deste tipo devem ser cada vez mais corriqueiras daqui para diante, graças à ampliação na oferta de programas on-line a distância proporcionada pelo avanço tecnológico. O formato tem tradição no exterior, onde é adotado por instituições como a Universidade Aberta do Reino Unido (Inglaterra), Insead (Suíça) e University of North Carolina, a número 1 do ranking americano dos cursos on-line. No Brasil o movimento foi mais acentuado nos últimos dois anos. Para Marcelo Cuellar, headhunter da Michael Page, embora as práticas ensinadas nas escolas estejam disponíveis no mundo inteiro graças à fluidez na gestão do conhecimento pela internet, o formato on-line ainda cai melhor em cursos mais técnicos, porque o contato presencial em sala de aula ainda é insuperável e sua substituição por ferramentas de interação social corresponderia a trocar uma reunião em casa por uma sala de bate-papo na web. "É igual conference call. Ao vivo a pessoa está íntegra na discussão, é outro nível de envolvimento." Segundo o gerente da divisão de vendas e marketing do Rio de Janeiro da Robert Half, Jorge Martins, o Brasil é mesmo conservador em avaliações de candidatos. "Executivos indicam preferir profissionais que cursaram faculdades físicas e não on-line. Mas não sabem detalhar o porquê." O impacto, porém, pode ser minimizado pela ausência de descrição do formato nos currículos ou pelo nome por trás do curso - e a tendência é de mudança no grau de aceitação, porque essa pode ser a única opção para profissionais em busca de qualificação extra, mas impactados pelas dificuldades de locomoção em cidades congestionadas ou pela falta de oferta física por perto. Um ponto a ser avaliado pelo interessado, segundo Martins, é o grau de motivação, porque um curso on-line exigiria dedicação 40% superior do que o presencial. "Precisa mais leitura, mais disciplina, para pensar fora da caixa e trazer assuntos relevantes na sala de bate papo." Ele valoriza ainda os programas que incluem um ou dois encontros por módulo. "Um bom profissional tem de desenvolver relações pessoais, não só on-line, onde se perde o impacto da comunicação." Para o professor Fredric Litto, presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância, exigir presença de um adulto interessado em educação continuada com locomoção, viagem, hospedagem, é algo ultrapassado e só se justificaria em temas em que o contato físico é relevante, como medicina, odontologia ou psicologia. "A interação pode ser via Skype ou qualquer outra plataforma que permite o olho no olho", afirma Não é à toa, que as empresas estão saindo na frente neste quesito.
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Inovação Educacional
January 30, 2013 1:52 PM
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Universidades corporativas permitem mais envolvimento dos executivos com os programas Algumas companhias precisam correr contra o tempo e preparar sua mão de obra - executiva ou técnica - da melhor e mais rápida forma possível. É o que ocorre, principalmente, com empresas com número elevado de funcionários. São elas as que mais recorrem ao expediente de criar uma escola própria, onde as técnicas, a cultura e a estratégia da companhia podem ser difundidas de forma mais intensa. Com investimento de R$ 1 milhão nos treinamentos de gestão em 2012 - e mais R$ 4 milhões na parte técnica -, a EDP do Brasil tem utilizado sua universidade corporativa para apoiar o que, segundo a empresa, é um novo conceito, a "inovabilidade". Trata-se de uma mistura de inovação com sustentabilidade, mas uma sustentabilidade "que vai além", pois prevê "a perenização do negócio a partir da inovação", define Elaine Regina Ferreira, diretora de gestão do capital humano da EDP no Brasil. O conceito de "inovabilidade" tem levado a companhia a oferecer a seus quadros programas de ensino e treinamentos que não têm relação direta com o negócio, como os cursos de noção de fotografia ou de arquitetura. O objetivo é ampliar o repertório cultural da equipe e ajuda-la a se tornar mais inovadora. "A inovação surge do tamanho do seu repertório", define Elaine. Apesar dessa abertura cultural, o programa da companhia portuguesa, também conhecido como EDP (Executive Development Program), é voltado para os interesses do negócio e "acoplado ao planejamento trienal", conforme as necessidades e anseios da corporação. "Funciona porque é alinhado à estratégia do negócio", diz Elaine. Toda a estrutura da escola própria da EDP foi desenvolvida pela matriz, em Portugal, e de lá é exportada para os outros países em que a companhia atua. Mas isso não quer dizer que o programa seja rígido. Ao contrário, a versão brasileira é "totalmente tropicalizada", afirma Elaine. Tanto esses quanto os programas de treinamento mais focados no negócio são sugeridos pela empresa e só adotados quando há adesão dos profissionais aptos a participar deles. "Temos tido mais de 90% de satisfação dos participantes", afirma a diretora. A base do programa é dada por comitês de altos executivos do grupo, que avaliam a produção. Alguns desses altos executivos são professores que ajudam a transmitir o conhecimento instalado na empresa, mas os programas da EDP também são temperados pelos conhecimentos e conceitos trazidos de fora por profissionais do mercado e instituições de ensino. Entre os parceiros estão a Escola São Paulo, a Fundação Dom Cabral (FDC) e instituições do exterior. Pensando em aperfeiçoar a formação profissional e adequar seus profissionais técnicos a seus processos produtivos, a Gerdau já capacitou 50 profissionais no Brasil pelo programa Engenheiros de Capacitação Acelerada. O programa prevê carga de 430 horas/aula e é executado "on-the-job". O participante conta com um mentor interno e outro externo e acompanhamento da área de recursos humanos da empresa a fim de cumprir seu plano de atividades. A estrutura do programa foi feita pela própria área de desenvolvimento de pessoas da Gerdau, a partir do suporte oferecido por um grupo de instituições de ensino e consultores externos. O curso também é ministrado nas unidades do grupo no exterior. A empresa avalia periodicamente a criação de novos grupos, em geral quando o programa em andamento está perto do fim. O curso atual, com 19 engenheiros em treinamento, será encerrado em abril de 2014. Além de instrutores da própria companhia, o programa prevê também participação de professores de instituições como Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O instrutor é escolhido de acordo com a disciplina, algumas delas podem ser divididas por um instrutor especializado da Gerdau e um docente de uma das instituições contratadas. Voltada para o modelo de negócios da companhia, A Universidade Petrobras "contribui para alcançar o objetivo de ter gestores preparados para sustentar sua estratégia", segundo a assessoria da estatal. A empresa possui o programa de Desenvolvimento Gerencial da Petrobras (DG), com módulos de curta, média ou longa duração, além de cursos de capacitação mais técnica, em condições também de atender a demandas externas dos setores de óleo e gás e petroquímico. Desenvolvido na própria empresa, o DG atende a todos os níveis gerenciais da companhia. Em 2012, 3 mil gestores da Petrobras participaram de algum tipo de treinamento previsto no programa. A carga média é de 30 horas. Com 23 anos de universidade corporativa, a Amil é uma das pioneiras na área de saúde. Desenvolve cursos presenciais e virtuais de treinamento, desenvolvimento, governança corporativa, endomarketing e responsabilidade social. A companhia afirma possuir mais de 60 iniciativas do gênero. O Amil Business Administration é um MBA desenvolvido para aprimorar a gestão na área de saúde. São parceiras da empresa instituições como HSM School, FIA, da Universidade de São Paulo, Ibmec Rio, e Coppead, a escola de negócios da UFRJ. No exterior, a companhia mantém convênios com as escolas de negócios de Harvard, Insead, Massachusets Institute of Technology (MIT), entre outras. Outro adepto da escola própria na área de saúde é o grupo Fleury. A Universidade Corporativa do grupo funciona em São Paulo e atende até 300 alunos simultaneamente. Um dos objetivos é treinar a mão de obra da empresa, que tem crescido à razão de 15% ao ano. A Universidade Corporativa Fleury funciona desde 1996. Possui 20 salas de treinamento e dinâmica e uma sala específica para interação com instituições internacionais de ensino. A instituição é formada por três escolas de aprendizagem: funcional, de negócios e de desenvolvimento pessoal e organizacional. De acordo com a gestora Rita Braghetti, existem cerca de 440 temas de capacitação, todos ligados ao planejamento estratégico do grupo até 2014. O modelo combina aulas presenciais e on-line. Na formação técnica, uma das parceiras é a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que fornece o treinamento para o corpo de enfermeiros. O Programa de Desenvolvimento de Líderes, que busca complementar a formação dos gestores da organização, tem o apoio de instituições de ensino executivo renomadas, como a Fundação Dom Cabral e Fundação Getúlio Vargas.
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