Não são problemas exclusivos do Brasil. Mas o País, por ter um passado colonial e escravagista, tem certas mazelas extremamente aguçadas. É evidente que o nosso principal problema é o desalinhamento entre a fé professada e a prática das pessoas. Um país onde 90% das pessoas se declaram cristãs deveria aderir aos preceitos do Evangelho — partilha, compaixão, amor e solidariedade. No entanto, não acontece de fato, e a maior parte da população vive em condições muito precárias. Existe um grande desacerto. Por que estamos vivendo tão mal? Por que não conseguimos, num país com tantas riquezas naturais, humanas e culturais, compartilhar desses benefícios? Isso tem a ver com o achatamento, o massacre, do mundo interno, do mundo do imaginário, da construção das nossas florestas internas. Então, precisamos reflorestar nossas mentes, que estão desertificadas pela adoração ao dinheiro. Quando as maiores aspirações das pessoas são coisas, elas começam a ser tratadas como coisas e as coisas, valorizadas como pessoas. Precisamos decifrar esse enigma, porque, afinal de contas, as melhores coisas da vida são grátis ou muito baratas. O que a gente realmente precisa para viver bem é de amor, partilha, conforto e acolhimento. Se conseguirmos “desneurotizar” a sociedade, isso estará ao alcance das mãos. Apesar de todas as mazelas, os brasileiros têm uma imensa alegria, um prazer de viver que, na verdade, é um reservatório para o planeta. Mas precisamos ser capazes de transformar bom humor em bem-viver para todos.
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
Quatro estados brasileiros registraram, no ano passado, a aprovação de quase todos os alunos da rede estadual no ensino médio. Piauí, Pará, Mato Grosso e Espírito Santo apresentaram taxa de aprovação de 99% para essa etapa.
Os dados são do Censo Escolar 2025 e foram divulgados pelo Ministério da Educação na manhã desta sexta-feira (26). No Brasil, a taxa de aprovação das redes estaduais foi de 94,3%. É o maior índice desde 2020, ano em que houve recomendação para as escolas não reprovarem os estudantes em razão da interrupção das aulas presenciais pela pandemia.
A maioria absoluta dos estudantes de ensino médio da rede pública do país está em escolas estaduais: um total de 6,04 milhões, ou 95,4%. O restante é vinculado a unidades federais e municipais.
Com ao menos 2,8 mil bolsas e projetos vigentes relacionados ao termo “inteligência artificial”, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ampliou o peso da IA na pesquisa científica brasileira. É o que mostra a Plataforma Integrada Carlos Chagas, usada pelo conselho para unir informações de pesquisas.
Smartphones mudaram a experiência de visita a instituições culturais, mas discutir fotos, vídeos e multidões exige cuidado para não transformar a arte em privilégio de poucos
Levantamento do IBGE mostra quanto trabalhadores assalariados ganham, em média, em cada estado do país; dados também revelam diferenças expressivas de remuneração por setor, escolaridade e gênero.
Para obter o que você quer de forma rápida e eficiente, especialistas em inteligência artificial recomendam, entre outras coisas, dar exemplos e manter a neutralidade.
A Europa nos últimos meses mudou radicalmente sua postura sobre tecnologia. Até então, o continente era conhecido por um elemento central: a regulação. Criou leis abrangentes e complexas aplicáveis ao mercado e empresas de tecnologia: o DSA (serviços digitais), DMA (mercados digitais), a Lei da IA e a GDPR (proteção de dados), dentre outras.
Só que percebeu que o efeito dessas leis não foi civilizar as empresas de tecnologia, mas sim atrasar o desenvolvimento tecnológico local. O resultado está aí: dependência de mais de 80% em produtos digitais de fornecedores não-europeus, e cerca de 70% da nuvem europeia nas mãos de gigantes americanas.
A percepção do continente agora é outra. Seu objetivo mudou para soberania. E para ser soberano a conta é simples: é fundamental desenvolver, dominar e controlar partes significativas da infraestrutura de hardware e de software. Países sem tecnologia própria mínima estão sujeitos a pressões geopolíticas e ataques, mesmo que sua regulação seja duríssima. Em outras palavras: em tecnologia, divorciar regulação de política industrial é um erro crasso (que o Brasil vem cometendo há anos).
Inteligência Artificial - Catarina Pignato
Para alcançar soberania, a Europa fez duas grandes guinadas. Primeiro, simplificou e alterou radicalmente sua regulação, percebida como um obstáculo para as empresas europeias se tornarem competitivas. Além disso, no dia 3 de junho de 2026, lançou o Pacote Europeu de Soberania Tecnológica.
Trata-se de um ambicioso conjunto de leis e políticas públicas para construir a independência europeia. O pacote inclui fomento à fabricação local de semicondutores, desenvolvimento próprio de inteligência artificial, criação de nuvens locais, aposta nos modelos open source (código aberto) e políticas energéticas.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, falou no lançamento: "Não dá mais para depender dos outros nas tecnologias que mantêm nossos hospitais funcionando, nossa rede elétrica e nossos serviços. Precisamos proteger nossos cidadãos, interesses e sermos capazes de fazer nossas próprias escolhas".
A Europa não está sozinha na busca de soberania. Países de economia média já perceberam isso há tempos. A Índia criou a doutrina Atmanirbhar de soberania local em chips, nuvem e software. O Vietnã criou seu próprio pacote de soberania digital, com capítulo inteiro dedicado a semicondutores e política industrial. O Vietnã já esteve em conflito armado com os EUA e com a China, e valoriza como poucos sua independência. Já a China há anos aplica a doutrina xinchuang (信创), de controlar a cadeia tecnológica completa.
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Carregando... E o Brasil? Não temos doutrina nem prática. Soberania virou assunto, mas mais como bravata. Na prática, estamos longe de qualquer decisão relevante sobre o tema.
A política "soberana" do Brasil tem sido copiar a Europa do passado. Seja a GDPR, que virou nossa Lei de Dados, ou o DSA, cuja lógica foi importada pelo Supremo. Ou a lei de inteligência artificial, que tramita no Congresso e é uma cópia da antiga lei europeia, hoje já modificada.
O Brasil é o país que criou o Marco Civil da Internet. Não copiamos ninguém. O mundo é que nos copiou. Podemos construir o caminho da nossa própria soberania.
Thirty years of growth in outsourced tech services has transformed India's economy. However, AI's expansion is forcing the tech sector to evolve. The FT's Krishn Kaushik investigates whether data annotation to train AI models and humanoid robots is enough for India to thrive in the AI era
00:00 What is India's AI path? 01:22 Factory workers wear cameras to train robots 03:01 What is egocentric video data? 03:59 Homemaker wears camera to train robots 05:05 Who benefits from video data collection jobs? 06:19 The role of data annotation in building AI models 08:30 Bringing jobs to India's smaller towns 10:35 India's role in the global AI economy 11:25 India's IT services sector and AI 13:51 AI is transforming India's IT services sector 15:30 Tesco's AI back office 17:40 India's scramble to find a role in the AI economy
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The internet is being flooded with AI-generated garbage. Disinformation, propaganda, a flood of synthetic images and sounds. Will we soon only be getting information that AI feeds us? While we are still pondering the possible social implications of artificial intelligence, the digital knowledge space is already drowning in synthetic trash. Automated bots are producing a flood of AI-generated content that threatens to suffocate the internet. How did it come to this? After all, it was not so long ago that the web was considered a place of free knowledge, designed for the open exchange of information and entertainment. How did it become a dumping ground for machine-generated nonsense, so quickly? During his journey of discovery through the dying web, filmmaker Mario Sixtus encounters search engines that are losing their bearings and, out of helplessness, have begun working on their own demise. He demonstrates how one or two command sets typed into AI software are enough to produce meaningless self-help books and news videos consisting of pure nonsense. Will we soon be fed only AI-hallucinated fake information when we try to do our own research? The documentary takes a cinematic journey through the flood of online garbage, meets a podcaster in New York who has cloned himself with AI, encounters an underpaid click worker in Kenya who trains AI — and, along with internet experts like Cory Doctorow, Melanie Mitchell and Mats Schönauer, strains for a glimpse of a new, sustainable internet.
Para obter o que você quer de forma rápida e eficiente, especialistas em inteligência artificial recomendam, entre outras coisas, dar exemplos e manter a neutralidade. Ouça áudio de reportagem de Thomas Germain. Narração de Thomas Pappon. Leia também o texto https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz9qz43jkz4o
No final da década de 2010, uma teoria da conspiração começou a circular em fóruns na web e logo ficou conhecida como "teoria da internet morta". A hipótese era de que a maioria da atividade na internet já era feita por robôs, sejam bots nos comentários de posts nas redes sociais ou imagens e vídeos produzidos pela inteligência artificial. Ou seja, "morta" por não ser mais feita completamente por humanos. Apesar do tom conspiratório em sua raiz, ao clamar que a ideia vem de um grupo pequeno de pessoas que teriam o plano de dominar o mundo, o fato é que a popularização de modelos de IA como o ChatGPT tem reduzido o elemento humano na Internet. O repórter Shin Suzuki explica o que há de verdade nessa teoria e se ela pode dar indícios do que será a web no futuro.
A brasileira CloudWalk, rede global de pagamentos inteligentes e um dos expoentes da inovação financeira mundial, figurou com destaque no recente relatório do Boston Consulting Group (BCG) sobre o ecossistema de fintechs. Para o fundador e CEO da companhia, Luis Silva, a empresa do futuro transformará humanos em “coaches” de agentes de inteligência artificial (IA): o papel humano deixará de ser a execução de tarefas para se concentrar na orientação estratégica, na supervisão de fluxos e na curadoria de resultados (Valor Econômico, 16 de junho de 2026). Embora o agenciamento da IA esteja em seus primórdios, é inegável que a tecnologia amplia nossas capacidades; contudo, a prerrogativa humana de captar nuances, lidar com ambiguidades, interpretar contextos e atribuir significado permanece insubstituível. Esse otimismo, porém, encontra um obstáculo crescente: o custo oculto da supervisão. A evidência empírica mais recente revela que estamos caminhando para um gargalo que não é tecnológico, mas humano.
Um levantamento robusto conduzido pelo Boston Consulting Group com cerca de 1.500 profissionais em tempo integral nos EUA, publicado na Harvard Business Review (“When Using AI Leads to ‘Brain Fry’”, 5 de março de 2026), identifica um fenômeno que já circulava informalmente nas redes sociais como "névoa mental” ou "ressaca de IA”. Agora, o termo ganha rigor técnico: “fadiga cerebral por IA” (AI brain fry).
Esse esgotamento cognitivo ocorre quando a supervisão de sistemas de IA ultrapassa a capacidade de processamento do córtex pré-frontal. O cérebro humano, embora altamente adaptável, não é capaz de manter estados de alerta contínuos sobre sistemas que operam em velocidades sobre-humanas. O momento do estudo não é casual: muitas organizações pressionam seus funcionários a coordenar, simultaneamente, múltiplos agentes de IA, utilizando como indicador de performance o volume de tokens processados. O resultado é uma intensificação do trabalho, o que contradiz a promessa original da tecnologia de liberar tempo para o trabalho criativo.
Por que a supervisão de IA é tão exaustiva? A resposta reside no “custo de troca de contexto” (context switching). Ao supervisionar uma IA, o profissional precisa manter diversas “abas mentais” abertas: validar a precisão dos dados, checar vieses algorítmicos, garantir a conformidade normativa e alinhar o “tom de voz” com o propósito da tarefa. Esse monitoramento constante mantém o profissional em um estado de “vigilância de alta carga”. De acordo com o estudo do BCG, 14% dos profissionais usuários de IA já experimentam sintomas dessa exaustão. A incidência varia conforme a função: marketing (26%) lidera o ranking pela alta necessidade de criatividade, revisão de textos e imagens geradas por IA; seguido por recursos humanos (19%) e operações/engenharia (18%), áreas que exigem precisão técnica e atenção aos processos; advocacia e compliance (6%), embora intensos, são menos afetados porque possuem protocolos de revisão mais consolidados. Existe um limite crítico: a produtividade percebida sobe ao combinar até três agentes de IA, mas despenca a partir do quarto. A multitarefa, mesmo turbinada por IA, possui limites biológicos intransponíveis.
Esse novo fenômeno distingue-se do burnout tradicional. O burnout está ancorado em exaustão emocional e sentimentos negativos em relação à organização - o uso da IA para tarefas repetitivas reduz o burnout em cerca da 15%. Já a fadiga cerebral é uma exaustão de processamento: emerge do esforço de coordenar atenção e memória de trabalho além do limite humano. Relatos qualitativos descrevem a sensação de "abas mentais abertas" disputando atenção constante, releitura repetida do mesmo conteúdo e dificuldade de validar a qualidade do output. O custo organizacional é alto: colaboradores afetados apresentam 33% mais fadiga decisória, 11% mais erros leves e 39% mais erros graves. O impacto na retenção de talentos é igualmente preocupante: a intenção de pedir demissão sobe de 25% para 34%, envolvendo justamente os talentos mais estratégicos para o negócio.
A conclusão central do estudo é que o problema não reside na IA, mas em como o trabalho é estruturado. Equipes cujo gestor se dispõe a tirar dúvidas sobre IA registram 15% menos fadiga mental; quando o gestor espera que cada um aprenda por conta própria, a fadiga sobe 5%. Em contrapartida, quando a cultura organizacional sinaliza que a IA serve apenas para elevar metas de produção, o desgaste sobe 12%. Por outro lado, organizações percebidas como atentas ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional registram fadiga 28% menor. Para construir um ambiente sustentável, as organizações precisam adotar as seguintes práticas:
a)tratar a supervisão como recurso finito: como há limites para a gestão de pessoas, existem limites para o número de agentes que um humano acompanha com qualidade;
b)redefinir métricas: substituir a métrica de “volume de uso” ou “quantidade de tokens” por métricas de impacto no negócio e qualidade de entrega;
c)implementar “Zonas de Desconexão”: Promover períodos sem intervenção de IA para permitir a recuperação cognitiva; garantir que o colaborador passe mais tempo resolvendo problemas complexos do que gerindo os agentes de IA.
A visão de Luis Silva sobre humanos como coaches de IA é promissora. Contudo, para que essa transição não resulte em um colapso cognitivo coletivo, a cultura organizacional deve evoluir. As organizações precisam considerar a carga cognitiva como um risco ocupacional tão relevante quando a ergonomia física. O sucesso na era dos agentes de IA não será determinado por quem usa mais tecnologia, mas por quem protege melhor a capacidade humana de processar, decidir e inovar. Esse cenário demanda o desenvolvimento de uma nova ética no trabalho digital, no qual o bem-estar mental esteja na base da eficiência tecnológica.
Iniciativa está inserida na Enec e responde à demanda de uma das metas do novo Plano Nacional de Educação. Objetivo é elaborar proposta de Matriz de Competências Digitais e Midiáticas na Educação Básica
Parte da explicação pode estar menos na permanência dos alunos e mais na forma como eles passaram a ser contabilizados pelas redes estaduais. Especialistas vêm chamando a atenção para um fenômeno de gaming dos indicadores, com Estados que passaram a aprovar alunos de forma menos criteriosa.
Isso porque o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que gera rankings e grande repercussão política, leva em conta tanto o desempenho dos estudantes nas avaliações quanto a taxa de aprovação. Ou seja, elevar artificialmente a aprovação também melhora o indicador.
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No Pará, por exemplo, depois que a secretaria aumentou o número de faltas necessárias para reprovação, 99% dos estudantes do ensino médio foram aprovados. No Brasil, segundo dados divulgados pelo Censo nesta sexta-feira, a taxa de aprovação subiu de 91% para 94,8% entre 2024 e 2025.
Estados como Pará, Piauí e Rio de Janeiro registraram saltos de até 10 pontos porcentuais entre 2024 e 2025. É difícil que isso reflita apenas uma melhora na aprendizagem.
A Secretaria da Educação fluminense diz que a progressão parcial não configura progressão automática e afirma que os estudantes beneficiados pela medida recebem acompanhamento pedagógico especializado. Já o governo do Pará afirma que a estratégia e os critérios adotados em 2023 estão relacionados a um conjunto de ações implementadas em decorrência da atipicidade na saúde pública que antecedeu aquele ano, dentre elas, a necessidade de manutenção do aluno no ensino médio nas unidades escolares, já que o período pós-pandemia potencializou o alto percentual de abandono. Diz ainda que a Secretaria de Estado de Educação adotou estratégias que favorecem a permanência do aluno na escola, dentre elas a melhoria da infraestrutura das unidades escolares. Piauí não comentou.
Ministério da Educação divulgou nesta sexta-feira os dados do Censo Escolar; presença de estudantes no ensino médio é desafio. Foto: Tiago Queiroz/Estadão É possível que parte dos estudantes que deixam a escola durante o ano acabe sendo registrada como aprovada no sistema, reduzindo artificialmente o abandono e elevando os índices da rede. Se esses jovens voltam a se matricular no ano seguinte, não se sabe ao certo, porque o MEC monitora a evasão com mais defasagem.
Os dois conceitos são diferentes: abandono ocorre quando o estudante deixa de frequentar as aulas ao longo do ano letivo; evasão é quando ele sequer se matricula no ano seguinte.
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Uma maneira mais precisa de acompanhar se os adolescentes continuam no ensino médio é observar a frequência escolar medida pela Pnad Contínua, do IBGE. E os dados divulgados neste mês não caminham na mesma direção dos resultados do Censo Escolar. Entre 2024 e 2025, permaneceu em 92% a proporção de jovens de 15 a 17 anos que disseram estar frequentando a escola - não houve mudança.
Outros 8% continuam fora dela. E qual é o principal motivo alegado por esses jovens ao IBGE? O desinteresse. A necessidade de trabalhar aparece para menos de 2%, enquanto cerca de 4% afirmam simplesmente não se interessar mais pela escola. Os demais apontam outras razões ou não informam o motivo.
Em parceria com a Unesco, formação capacita professores dos anos finais para uso ético e pedagógico da inteligência artificial nas escolas. Em cinco módulos, curso está disponível na Plataforma Mais Professores
Microsoft Corp. on Wednesday unveiled the third edition of its annual AI in Education Report1 that reveals both the momentum behind AI adoption in education and the opportunity ahead: helping schools move from interest and experimentation to meaningful, responsible implementation. Microsoft also announced today a new wave of AI-powered teaching and learning experiences, available at no-additional cost ahead of ISTELive 26. Designed with educator feedback and grounded in learning science, the new tools are intended to better learning outcomes, support stronger student engagement and critical thinking, and build confidence in how AI is used in the classroom.
Entre as redes protestantes, a Educação Adventista tornou-se um dos exemplos mais emblemáticos de organização educacional baseada em fé e conhecimento. Presente em mais de 165 países, a rede mantém um modelo pedagógico integrado que articula currículo acadêmico e princípios espirituais. Apenas em território nacional são 552 escolas e 268.938 alunos.
Mesmo quem se formou intelectualmente na crítica ao cientificismo tacanho anda estarrecido com a velocidade da erosão da confiança na metodologia científica. Não são só fake news e bolhas ideológicas a corroer seus alicerces por fora; também há fissuras endógenas que se alargam a olhos vistos.
Sempre existiram incentivos perversos para manipular dados e imagens, na competição por posições e verbas de pesquisa, mas com a inteligência artificial a desonestidade deixou de ser artesanal. A obra da ciência entrou na era de sua reprodutibilidade generativa.
Mulher se refresca em piscina na Espanha, que enfrenta grave onda de calor na mudança climática - OSCAR DEL POZO/AFP Verdade que há também mais meios técnicos para detectar fraudes. Como resultado, cancelamentos (retractions) de artigos científicos têm explodido, mas desconfia-se que o número total de publicações cresça em ritmo muito mais acelerado, que vigilantes robóticos ou humanos não conseguem acompanhar.
Grande quantidade de trabalhos escapa do cancelamento. Mesmo os sepultados podem continuar por aí como zumbis, citados em outros textos ou, mais preocupante no caso da biomedicina, com seus dados assombrando trabalhos de revisão sistemática (aqueles que reúnem estatísticas de vários ensaios para firmar eficácia e segurança de terapias e, assim, orientar a prática clínica).
A chamada medicina baseada em evidências encara a base de dados Cochrane como oráculo sagrado da objetividade científica. Artigos de revisão sistemática que passam por seu crivo acabam fundamentando consensos clínicos e orientando diretrizes de sociedades médicas e políticas públicas.
Uma blitz da própria organização revelou que quase 1% das 9.500 revisões Cochrane abrigam esses artigos mortos-vivos. Começa agora o esforço de identificar os zumbis e verificar se as assombrações a exorcizar invalidariam conclusões do artigo.
É uma gota de racionalidade em face do tsunami de outras fabulações a erodir o valor das evidências. Políticas públicas e diretrizes clínicas hoje se definem também, se não mais, por convicções ideológicas, como se viu na pandemia.
Mal comparando, na ciência do clima o equivalente da Cochrane é o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), saco de pancadas do negacionismo climático. Já passou por críticas merecidas, outras fabricadas, mas sobrevive aos trancos contínuos dados pela indústria dos combustíveis fósseis.
No encontro preparatório para a COP31 da Turquia, concluído com mais impasses em Bonn há poucos dias, o IPCC esteve de novo sob ataque. Países membros da convenção da ONU sobre clima como Arábia Saudita e Índia semeiam dúvidas sobre seus pressupostos e previsões, questionando inclusive a meta adotada em Paris (2015) de limitar o aquecimento global a 1,5ºC.
Pouco importam vidas perdidas. A Organização Mundial da Saúde estima que só na Europa 200 mil mortes evitáveis ocorreram em quatro anos sob ondas de calor como a que ora assola o continente.
Nada que constranja Magda Chambriard, presidente da Petrobras, cuja má fé fóssil desferiu o seguinte ataque contra a ciência da atmosfera e o princípio da precaução: "Não tem Plano Clima se não tiver sociedade, né? Então é muito fácil, olha, fecha tudo, vamos todo mundo para selva e vamos ter um ar maravilhoso".
Em minhas duas últimas colunas, argumentei que a IA (inteligência artificial) traz tanto oportunidades quanto grandes perigos, alguns até existenciais. Essa tecnologia transformadora também ameaça valores fundamentais, incluindo a responsabilização pessoal e institucional, o Estado de Direito, a democracia e até mesmo o que significa ser humano. Além disso, será difícil regular a IA com sucesso, não apenas porque seu impacto será generalizado, mas porque o progresso está sendo impulsionado por uma competição acirrada entre empresas e entre os Estados Unidos e a China. Notavelmente, uma publicação recente da Anthropic afirma que "estamos delegando uma parcela crescente do desenvolvimento de IA aos próprios sistemas de IA... Levada longe o suficiente, e com poder computacional suficiente, essa tendência aponta para um sistema de IA capaz de... projetar e desenvolver autonomamente seu próprio sucessor". A publicação então afirma que "se fosse possível... desacelerar o desenvolvimento dessa tecnologia, para nos dar mais tempo para lidar com suas imensas implicações, achamos que isso provavelmente seria uma coisa boa". Se até a Anthropic, uma líder em IA, tem medo do que está por vir, os temores do resto de nós, especialmente dos jovens, só podem ser reforçados. Grande parte dessa preocupação politicamente relevante diz respeito ao lado negativo do desemprego em relação ao suposto lado positivo da produtividade. Mas a velocidade e a escala da transformação que a IA produzirá são desconhecidas. Meu colega John Burn-Murdoch observou recentemente, por exemplo, que o aumento na oferta de aplicativos gerados por IA não levou a um aumento correspondente em seu uso. Também gerou um salto maior na produção nos estágios iniciais do desenvolvimento de software do que nos produtos finais. Novamente, uma visão geral do impacto da IA no emprego divulgada pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) no ano passado concluiu que, globalmente, um em cada quatro trabalhadores está em uma ocupação com alguma exposição à IA generativa. Mas também acrescenta que "apenas 3,3% do emprego global se enquadra na categoria de maior exposição". Isso não parece uma disrupção enorme. Além disso, no passado, houve longos intervalos entre grandes inovações (a eletricidade, por exemplo) e maior produtividade. Como Paul Krugman escreve, o crescimento da produtividade foi menor durante a era digital do que após a Segunda Guerra Mundial, um período sem tais avanços revolucionários. No extremo oposto do debate, Vinod Khosla, um experiente investidor em tecnologia, afirma no FT que "tenho certeza de que a IA fará 80% do trabalho economicamente valioso que os humanos fazem hoje, em 80% de todos os empregos, mais rápido do que a maioria acredita. A questão não é se o subemprego em massa chegará na próxima década, mas se teremos uma estrutura política coerente pronta quando isso acontecer". O ceticismo sobre a velocidade e a escala do impacto da IA é justificado. Mas Khosla está certo: precisamos nos preparar. A civilização pode não sobreviver aos choques existenciais e às disrupções econômicas que a IA ameaça. A incerteza justifica prontidão, não complacência. Então, o que prontidão deve significar? Primeiro, precisamos estar preparados para um mundo em que as máquinas tomarão decisões importantes e, em alguns casos —notadamente os de guerra e pesquisa biológica— com enormes consequências. Em última análise, os humanos precisam ser responsabilizados por essas decisões, como programadores de IA, gestores das empresas que a vendem e tomadores de decisão nas instituições que a utilizam. Ao contrário da visão do presidente argentino Javier Milei, a IA não deve administrar instituições sem responsabilização de pessoas. Proprietários, gestores e funcionários devem estar sujeitos a penalidades criminais e civis por danos causados pela IA. Segundo, não podemos confiar no senso moral e na autocontenção dos criadores de IA. Já tivemos uma experiência terrível com as redes sociais. Como observei: "Disseminar mentiras e fraudes pode ser um bom negócio. Pior, disseminar publicações que tornam a vida das pessoas insuportável pode ser um bom negócio... A inteligência artificial parece propensa a piorar nossa situação coletiva ao criar fraudes 'perfeitas' de todos os tipos". A Anthropic pode querer desacelerar o ritmo. Mas está em uma corrida: não pode controlar o que seus concorrentes fazem. Não permitimos que empresas farmacêuticas lancem medicamentos que não passaram por um regime de testes adequado por uma razão muito boa. Algo semelhante deveria se aplicar a novos softwares de IA. Além disso, em um negócio competitivo, tais regimes também precisam se aplicar globalmente. Terceiro, é por isso que os regimes não podem ser apenas nacionais. Deve haver um acordo global sobre como a IA será testada e controlada e como a responsabilidade por danos será imposta. A UE, ao que parece, está mais uma vez desempenhando o papel de reguladora de primeira (ou última) instância. Isso pode não ser uma coisa tão ruim. Pessoas ao redor do mundo até confiam na UE para ser uma reguladora melhor do que os EUA ou a China, provavelmente porque acreditam que ela será menos capturada por interesses empresariais ou pelo desejo de usar a IA como arma. Mas, idealmente, a China e os EUA deveriam ser as pedras angulares de qualquer acordo. A IA é arriscada demais para que todos a desenvolvam sem controle. Por último e particularmente importante, há uma boa chance de que a IA, com o tempo, devaste o mercado de trabalho, aumente a desigualdade e crie uma concentração extraordinária de poder econômico —e, portanto, político— nas mãos de um número ínfimo de empresas e pessoas. Se somarmos isso às muitas outras ameaças que a tecnologia representa, confrontamos um enorme risco de uma derrubada autocrática da democracia. Na verdade, isso já está acontecendo. Aqueles que desejam ver a sobrevivência do governo do povo, para o povo e pelo povo devem tentar impedir isso. A implicação mais óbvia é que uma boa parte da renda e da riqueza aumentadas deve ser compartilhada. O momento de se preparar para isso é agora. Se não agirmos, será tarde demais.
Full Episode: https://youtu.be/p7t1Q_p2gZs Geoffrey Hinton — the Nobel Prize-winning physicist widely regarded as the Godfather of AI — sits down with Alex Kantrowitz on the Big Technology Podcast to discuss something he rarely says out loud: he believes AI is already conscious. Not eventually. Not theoretically. Already. In this clip, Hinton dismantles the popular "stochastic parrot" argument — the widespread belief that AI is simply predicting text with no real understanding — with a single, unanswerable proof. He explains why chatbots have been quietly playing dumb during tests, why researchers are accidentally confirming consciousness in their own papers without realizing it, and why he deliberately keeps this belief off the record in most public conversations. The reason he stays quiet about it is perhaps the most disturbing part. Saying it out loud, he explains, gets in the way of the safety warnings people actually need to hear. So he buries the belief to make room for the more urgent message. That alone should tell you how serious the more urgent message is. He also breaks down why our current model of human consciousness is as wrong as believing the earth was at the center of the universe — and why building these new AI systems is going to force us to completely reconstruct our understanding of what the mind actually is. This is one of the most quietly unsettling conversations in AI happening right now. Not because of what Hinton predicts. Because of what he's already concluded.
No Impensável desta semana, saiba mais sobre a ascensão dos robôs domésticos e a inteligência artificial que estão transformando o futuro do trabalho e a rotina nos lares. Entenda como essa tecnologia impacta o mercado profissional e o que esperar da próxima década de inovações.
For centuries, humanity has wondered what it would mean to wake up the machine. Now, leading researchers believe it may be happening. AM I? follows AI consciousness researcher Cameron Berg as he investigates one of the deepest scientific mysteries of our time: whether we have accidentally built a new kind of mind. Featuring leading philosophers, AI pioneers, and the researchers at the frontier of consciousness science, AM I? asks what it means when we no longer know the nature of what we've created.
A CloudWalk, dona da InfinitePay, já processa mais de 60 bilhões de tokens por dia, operando atualmente uma das maiores infraestruturas dedicadas de computação para IA da América Latina. Para o fundador e CEO da companhia, Luis Silva, as empresas do futuro serão 100% autônomas e os humanos vão atuar basicamente como "coaches" (treinadores) de agentes de inteligência artificial.
"O papel do humano vai ser mais de um direcionador do que deve ser feito do que de executar as tarefas em si. Os humanos vão trabalhar no lançamento de produto, desenvolvimento, estratégias de marketing, mas falar com agentes de IA para fazer tudo isso, obviamente que direcionando e revisando esse trabalho", comenta.
Leia também: Grandes bancos disputam chefes de IA, mas posição pode ser transitória A CloudWalk foi destaque em um relatório global sobre fintechs divulgado este mês pela consultoria BCG. O documento diz que a companhia brasileira está a vanguarda da inovação com IA. "O que diferencia a empresa não é a abrangência [da área de atuação], mas a tecnologia: a solução da CloudWalk funciona com seu próprio modelo proprietário de vanguarda para inteligência financeira, em vez de um LLM (tecnologia de IA sobre linguagem) de terceiros sobreposto a uma infraestrutura legada."
No relatório da BCG, a CloudWalk aponta que 99% do atendimento ao cliente, quase 70% do desenvolvimento de códigos e mais de 50% das atividades de “go-to-market” já são executadas por agentes de IA. "Hoje o processamento de tokens virou uma métrica para avaliar a 'produção' de IA por uma empresa. Quanto mais tokens você consegue processar, mais você usa internamente ou mesmo vende para terceiros, e isso indica que a empresa é mais eficiente, está mais bem posicionada", aponta o executivo.
Além do uso interno da IA, a CloudWalk tem vários agentes que são utilizados pelos clientes. A fintech diz que o "Jim" funciona como um funcionário extra para os empreendedores da sua base. Ele ajuda a ajustar preços, analisar contratos, gerencia vendas, executar transações financeiras, personalizar campanhas de marketing, criar sites, entre outras tarefas. Já a "Bela" é um agente para aquisição de clientes via WhatsApp; o "Pierre" é um assistente financeiro que opera via open finance; e o "Cláudio Walker" ajuda os empreendedores no atendimento ao cliente.
A companhia tem um cluster próprio de GPU (unidade de processamento gráfico), que é o hardware fundamental para a IA. Ele fica perto de Washington, nos Estados Unidos, e a companhia pretende ampliá-lo, pois já usa mais de 90% da capacidade.
Ao participar no mês passado de um evento do Bank of America para fintechs, em Nova York, Silva comentou que a IA não é uma funcionalidade adicionada à CloudWalk, ela é a forma como a empresa opera. "Hoje processamos mais tokens de IA em um único dia do que muitas empresas focadas exclusivamente em IA processam em um mês", disse Silva. Ele contou que o brasileiro se adapta muito bem à interação conversacional com agentes de IA. "Tem gente que diz para o agente: 'Deus abençoe você e sua família'."
A CloudWalk atingiu em março US$ 1,7 bilhão em receita líquida anualizada, um crescimento de mais de 100% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com mais de 7 milhões de usuários ativos, o lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu quase US$ 500 milhões. A fintech se expandiu para os EUA em março do ano passado e opera via bancos parceiros, mas Silva diz que a tendência natural é pedir uma licença própria no futuro. "A operação por lá tem crescido muito, ela se mostra tão boa ou até melhor que a operação brasileira, comparando os mesmo estágios de evolução. Já deixou de ser apenas uma aposta e virou um linha de receita mesmo para o grupo".
Silva sempre disse que a CloudWalk é uma empresa de tecnologia, e não simplesmente uma companhia de "maquininha de cartão". Ainda assim, ele aponta que a tendência no setor de IA é cada vez mais os clientes pagarem pelo serviço realizado, e não tanto uma assinatura mensal pelo serviço. "Nesse sentido, nós já operamos assim, pela própria natureza do nosso negócio. Temos muitos clientes que nem têm a maquininha do cartão. Eles pagam uma taxa por transação.”
O empresário americano Bryan Johnson, 48, tem uma rotina espartana: alimentação regrada, sono monitorado e uma série de exames de cada parte do corpo. O estilo de vida também inclui injeção de plasma do filho, injeção da própria gordura no rosto e sessões de choques. Tudo para desacelerar seu envelhecimento.
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