Anúncio foi feito pela Xicoia, empresa que gerencia a carreira de Tilly, na última segunda (2); o crescimento da inteligência artificial na atuação preocupa Hollywood, e o sindicato dos atores dos EUA já está em negociações para proteger a categoria
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
As distorções na economia brasileira foram criadas a partir do momento em que a escravidão foi mantida em detrimento do capitalismo. A análise, feita pelo jornalista e escritor Jorge Caldeira ao UM BRASIL, mostra que, na época do período colonial, o País tinha uma economia quase do mesmo tamanho que a dos Estados Unidos e que a situação mudou no fim do século 20, quando a economia brasileira ficou 15 vezes menor que a americana.
Na conversa com Thais Herédia, Caldeira explica que essa estagnação foi reflexo da chegada do capitalismo em diversos países do ocidente, o que causou uma forte aceleração nessas economias. Essa mudança atingiu o Brasil – à época, com exportação, índice populacional e mercado interno parecidos com dos EUA.
Em tempos de Inteligência Artificial (IA), os modelos de ensino atuais precisam levar em conta ferramentas tecnológicas como YouTube e ChatGPT, afirma Pedro Santa-Clara, diretor do TUMO Portugal. Ele defende o uso das novas tecnologias para desenvolver modelos de aprendizagem personalizados para cada aluno, de acordo com ritmos e interesses. Na sua opinião, o que vai diferenciar os funcionários “humanos” dos robôs é a própria humanidade. Na economia, o empreendedor social avalia que o excesso de regulação econômica prejudica o desenvolvimento português.
O decreto do ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) prevê que plataformas e fornecedores de serviços digitais deverão exigir autorização judicial prévia para permitir a monetização ou o impulsionamento de conteúdos produzidos por crianças e adolescentes.
A regra também se aplica a publicações que exponham de forma recorrente a imagem ou a rotina de menores, mesmo quando o material for produzido ou divulgado pelos próprios pais ou responsáveis. Caso a autorização judicial não seja apresentada, as plataformas deverão suspender imediatamente a monetização ou o impulsionamento do conteúdo.
Ministério da Educação (MEC) publicou documento de balanço dos anos de 2023 a 2025 das ações desenvolvidas pelo governo federal para implementação da Política Nacional de Ensino Médio (Pnaem). A publicação revisita as principais normas, os instrumentos de apoio técnico e financeiro e as iniciativas conduzidas em regime de colaboração com os estados e o Distrito Federal no período, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Lei nº 14.945/2024.
As redes sociais estão repletas de anúncios e vídeos de influenciadores aplicando em si próprios diversas misturas de peptídeos vendidos apenas para fins de pesquisa. Especialistas afirmam que muitos desses produtos são perigosos.
Um a cada 5 adolescentes brasileiros que usam internet foi vítima de exploração ou abuso sexual facilitados por tecnologia.
O dado integra o relatório Disrupting Harm in Brazil (Enfrentando a violência no Brasil, em português), divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), em parceria com a ECPAT International, rede global de organizações que combate a exploração sexual de crianças e adolescentes, e a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
O estudo define como violência "facilitada" pela tecnologia situações nas quais recursos digitais —como redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos online ou ferramentas de inteligência artificial —são utilizados como meio para aliciar, extorquir, produzir, armazenar ou compartilhar material de abuso sexual.
O relatório aponta que 19% dos jovens relataram ter sofrido ao menos uma forma de violência sexual mediada por ferramentas digitais entre 2024 e 2025 - Fido Nesti Esses casos podem ocorrer exclusivamente no ambiente virtual, combinar interações online e presenciais ou envolver abuso físico registrado e disseminado digitalmente.
A pesquisa foi realizada entre novembro de 2024 e março de 2025, com 1.029 entrevistas presenciais com adolescentes de 12 a 17 anos e seus responsáveis. As perguntas consideraram experiências vividas nos 12 meses anteriores à participação.
Denúncias de abuso sexual infantil online crescem no país Como prevenir o abuso sexual infantojuvenil na internet Vergonha, medo e anonimato digital são travas para investigar violência sexual infantil
Segundo o relatório, 19% dos jovens relataram ter sofrido ao menos uma forma de violência sexual mediada por ferramentas digitais entre 2024 e 2025. Em números absolutos, o percentual representa cerca de 3 milhões de meninas e meninos no país.
Em 66% dos casos, a violência ocorreu por canais online. Redes sociais e aplicativos de mensagens aparecem em 64% dos casos, e jogos online, em 12%. Instagram (59%) e WhatsApp (51%) são os aplicativos mais citados como meios utilizados por agressores.
A forma mais comum de violência foi a exposição a conteúdo sexual não solicitado, relatada por 14% dos entrevistados. Também houve casos de solicitação de envio de imagens íntimas, ameaças de divulgação de conteúdo e ofertas de dinheiro ou presentes em troca de material sexual.
METADE DOS AGRESSORES É CONHECIDA DA VÍTIMA O relatório evidencia que 49% dos casos envolveram alguém conhecido da vítima, como amigos, parceiros ou pessoas do convívio familiar. Em 26% das situações, o agressor era desconhecido, e em 25% dos episódios a vítima não conseguiu ou não quis identificar o responsável.
Entre os episódios em que havia vínculo prévio, o primeiro contato ocorreu online em 52% das situações. Também houve primeiros contatos na escola (27%), na própria casa da criança ou adolescente (11%) ou em locais de prática esportiva (2%).
Para o representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, os dados evidenciam que o risco está presente tanto nas interações digitais quanto nas relações cotidianas. Segundo ele, compreender essas dinâmicas é essencial para fortalecer políticas públicas e mecanismos de proteção.
A pesquisa indica que 34% das vítimas não contaram a ninguém sobre o ocorrido. Quando houve revelação do abuso, ela ocorreu principalmente entre amigos —22% compartilharam a situação com colegas.
Entre os motivos para o silêncio estão a falta de informação sobre onde buscar ajuda (22%), o constrangimento (21%), o medo de não serem acreditadas (16%), o receio de que outras pessoas descubram o ocorrido (7%) e sentimentos de culpa (3%). Em 12% dos casos, as vítimas afirmaram não considerar a violência grave o suficiente para denúncia.
As barreiras também aparecem no registro formal das ocorrências. Não saber como denunciar (18%), ter sido ameaçado pelo agressor (17%) e desconhecer que a situação configurava crime (15%) estão entre os principais obstáculos.
1 10 10 dicas para monitorar crianças e adolescentes na internet
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... O estudo afirma ainda que crianças e adolescentes submetidos à violência sexual facilitada pela tecnologia apresentam taxas mais altas de ansiedade e têm mais de cinco vezes mais chances de se automutilar ou manifestar pensamentos ou tentativas de suicídio.
Relatos coletados durante a pesquisa indicam sentimentos recorrentes de medo, culpa, angústia e perda de controle, especialmente nos casos em que houve exposição a conteúdo sexual não solicitado ou compartilhamento prévio de imagens.
Movimento red pill ganhou destaque após acusações contra Thiago Schutz, coach conhecido nas redes. Especialistas explicam como ideologias do grupo afetam direitos das mulheres.
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Situações estressantes vividas na adolescência tendem a provocar alterações mais profundas e duradouras no cérebro do que quando ocorrem na vida adulta. Um estudo feito em ratos na Universidade de São Paulo (USP) identificou um dos mecanismos neurológicos por trás dessa diferença, oferecendo novas pistas sobre a origem de transtornos psiquiátricos como depressão e esquizofrenia.
Para técnicos da Secretaria Estadual da Educação, as notas melhoraram por um conjunto de iniciativas que foram executadas especialmente em 2024 e 2025, que incluem priorizar certos conteúdos do currículo, plataformas gamificadas de educação financeira e novas aulas de Matemática só com exercícios práticos.
Especialistas afirmam que, embora tenha havido avanço em especial nas séries iniciais, ainda há desafios: mais de 70% dos alunos estão nos níveis considerados básico e abaixo do básico em Matemática no 9º ano.
O salário inicial pago aos professores das redes estaduais de ensino do país subiu nos últimos anos. Mas a valorização da remuneração ao longo da carreira ainda é um desafio enfrentado pelos docentes, segundo um estudo do Movimento Profissão Docente. A análise, obtida com exclusividade pela Folha, mostra que todas as 27 unidades da federação cumpriram o piso do magistério no ano passado. Além disso, 25 delas tinham salários iniciais maiores do que o estabelecido pelo piso. O estudo, no entanto, identificou que, na maioria dos estados, as progressões salariais ao longo da carreira não são significativas ou demoram muitos anos para acontecer, desestimulando os professores a continuar em sala de aula. Os dados do estudo foram obtidos com as próprias Secretarias de Educação e na legislação de cada estado. As redes estaduais de ensino do país são responsáveis por quase um terço de todos os 2,4 milhões de professores que atuam na educação básica brasileira. Os professores das redes estaduais receberam em 2025 um salário inicial médio de R$ 6.212,36 para a jornada de 40 horas semanais, um crescimento de 6,22% em relação a 2024 e 28% maior do que o estabelecido para o piso do magistério. Apenas o Rio de Janeiro, governado por Claudio Castro (PL), pagou exatamente o valor do piso, de R$ 4.867,77. Minas Gerais, sob o comando de Romeu Zema (Novo), pagou R$ 0,20 a mais do que o mínimo de remuneração inicial aos professores. Mato Grosso do Sul, sob gestão de Eduardo Riedel (PP), tem a maior remuneração inicial, de R$ 13.007,12. Em seguida está o Maranhão, comandado por Carlos Brandão (PSB), com salário de R$ 8.452,03. "A remuneração inicial do professor da escola estadual melhorou nos últimos anos. Houve ganhos reais e não apenas correção pela inflação, o que é muito positivo, mas ainda não é suficiente. Para atrair os jovens talentosos para a profissão, é importante que haja previsão de aumentos e salários maiores ao longo da carreira", diz Haroldo Rocha, coordenador do Movimento Profissão Docente. O estudo identificou que a amplitude remuneratória média das redes estaduais foi de 49% em 2025. Ou seja, o aumento máximo que um professor consegue ganhar ao longo da carreira é menos da metade do vencimento inicial da profissão. Segundo os pesquisadores, estatísticas educacionais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) apontam que países com sistemas educacionais reconhecidos pela qualidade, como Canadá, Luxemburgo, Áustria e Japão, apresentam amplitudes salariais entre 72,7% e 110,2% para docentes de etapa equivalente ao ensino médio brasileiro. Mais da metade dos estados brasileiros (14) tem amplitude salarial abaixo de um terço. Piauí e Santa Catarina preveem que, ao fim de toda carreira, o professor consiga alcançar uma remuneração final com menos de 3% de aumento em relação ao vencimento inicial —os estados são governados por Rafael Fonteles (PT) e Jorginho Mello (PL), respectivamente. Apenas cinco estados brasileiros têm amplitudes salariais dentro do patamar dos países com bons resultados educacionais: Mato Grosso do Sul, Ceará, Tocantins, Amapá e São Paulo. Rocha, no entanto, destaca que é importante que essa remuneração final seja possível de ser alcançada. No estado governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), por exemplo, conforme mostrou a Folha, nenhum professor conseguiu atingir o topo salarial prometido no último plano de carreira docente. "Tem alguns estados que apresentam uma amplitude de carreira de 150%. O problema é que muitas vezes o professor nunca chega ao topo, então fica aquela sensação de frustração ou de ser algo inalcançável. Por isso, os estados precisam pensar em como criar carreiras onde haja progressão e que isso incentive os professores a se dedicarem mais e a continuar em sala de aula." Para os pesquisadores, o ideal seria que houvesse uma progressão considerável em um intervalo de 15 anos de trabalho. "Não adianta só aumentar o salário inicial e achatar a remuneração da categoria inteira. Isso desestimula o professor a se dedicar, a fazer formações. Mas a progressão também não pode ocorrer só ao fim da carreira", diz Rocha. Segundo os dados, em Mato Grosso do Sul, que oferece a maior remuneração final, os professores após 15 anos de trabalho só conseguem alcançar 54% de aumento em relação ao salário inicial. Para alcançar o vencimento mais alto oferecido pelo estado, é preciso trabalhar, em média, 34 anos. Já na média do Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), os professores conseguem alcançar 89% de aumento após 15 anos de trabalho. "Não adianta apenas ter remuneração inicial e final altas. É preciso ter patamares para o professor alcançar ao longo da carreira. Essa é uma forma de atrair pessoas para o magistério e também de incentivar quem já está a continuar." O estudo também destaca a importância de ter critérios eficientes para a progressão na carreira. Segundo o levantamento, o critério mais utilizado pelos estados é a titulação acadêmica (mestrado e doutorado, por exemplo). "Menos de 5% dos professores da educação básica têm um título desses. Essas titulações também trazem pouco efeito significativo em sala de aula. Há outras questões mais efetivas para formar um bom professor." Rocha defende que as redes criem sistemas de avaliação de desempenho do trabalho docente. Hoje, esse critério é usado por 22 redes. "Na maioria das vezes, eles adotam instrumentos muito burocráticos. Seria preciso avaliar a prática docente, como ele atua em sala de aula", diz.
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O que você vai encontrar nessa entrevista:
0:00 — Abertura
0:59 — O que você descobriu sobre o Brasil que não conhecia durante a elaboração desses três livros referentes à escravidão?
5:20 — Como você interpreta o Brasil?
12:11 — Como você observa a relação do Brasil com o próprio passado?
18:20 — Nessas suas pesquisas para produzir tanto a primeira trilogia quanto a segunda, o que percebeu quanto à relação do País com a violência?
22:26 — Como que o Brasil seria se a Independência, de fato, não tivesse sido proclamada?
28:32 — Quais impactos vê no presente pelo fato de a Independência ter acontecido do jeito que aconteceu?
36:33 — Quais são as diferenças nas percepções que você nota entre africanos e portugueses a respeito do Brasil?
41:39 — Qual será a próxima história que você quer contar sobre o País?
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*Entrevista gravada em 08 de setembro de 2023.
A leitura da identidade brasileira por José Bonifácio de Andrada e Silva, apesar de ter mais de 200 anos, ainda é válida para o Brasil do século 21. “Ele dizia que é muito difícil se construir um país com realidades regionais, geográficas, étnicas, culturais [tão distintas], com tanta escravidão, tanto analfabetismo, tanta concentração de riqueza e tanto isolamento. Eu acredito que esse diagnóstico continua atual à nossa equação social”, salienta Laurentino Gomes, jornalista e escritor brasileiro.
Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, o escritor enfatiza que outro diagnóstico centenário dizia ser lamentável que a “sepultura da escravidão” não seja larga o suficiente para abrigar, também, a sua herança. “Este é o nosso problema: a herança ficou de fora, é como um ‘zumbi’. E nós somos assombrados por esse fantasma.”
Na conversa, Gomes ainda conta que, em peregrinação pelo País, constatou que a herança da escravidão também está muito presente na paisagem e na geografia. “Existe uma parcela da população que tem todas as oportunidades, os privilégios e as prerrogativas no Brasil do século 21, que moram em condomínios que parecem castelos medievais, absolutamente protegidos por segurança e cercas elétricas, às vezes até invadindo áreas que seriam destinadas a reservas ecológicas. E, fora daquele espaço, o contexto é outro, é mais perigoso. Há um clima de tensão absolutamente visível. É um país tenso, como na época da escravidão, que só não explode por uma questão milagrosa”, destaca.
As opiniões expressas neste vídeo não refletem, necessariamente, a posição do Canal UM BRASIL.
De acordo com Vera Cordeiro, médica e fundadora do Instituto Dara, cuidar da primeira infância de forma ampla e transversal é um dos caminhos para a redução das desigualdades no País. A médica lembra que a Saúde é uma questão social. Isto é, está relacionada com questões amplas, como pobreza, acesso à educação, renda, condições de habitação e trabalho. Vera ainda acredita que a participação e o interesse da sociedade na saúde brasileira é fundamental para garantir o acesso a direitos básicos e à cidadania.
Esta obra tem por objetivo facilitar a compreensão dos conceitos e incentivar a reflexão sobre metas e planos de carreira. Cada capítulo foi pensado para ser um convite à ação, proporcionando insights valiosos e estratégias práticas que podem ser implementadas imediatamente por meio dos caminhos da verticalização educacional.
No Brasil, em apenas um ano, uma a cada cinco crianças e adolescentes de 12 a 17 anos (19%) foi vítima de exploração e/ou abuso sexual facilitados pela tecnologia. Isso representa cerca de 3 milhões de meninas e meninos vítimas de violência sexual online. O dado integra o relatório Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a violência sexual contra crianças facilitada pela tecnologia, lançado pelo UNICEF Innocenti em parceria com a ECPAT International e a INTERPOL, com financiamento da Safe Online.
Investigação de estupro coletivo envolvendo alunos de instituições tradicionais do Rio expõe dimensão íntima do crime, afirma a jornalista Adriana Negreiros
O Movimento pela Equidade Racial (MOVER) e o Movimento Black Money lançaram a edição 2026 do Afreektech, plataforma gratuita de formação em tecnologia voltada exclusivamente para pessoas negras. O programa vai oferecer 24 mil vagas afirmativas em trilhas de marketing digital, inteligência artificial, programação, vendas e ciência de dados, com foco em empregabilidade, empreendedorismo digital e inovação. Em seu terceiro ano, o Afreektech já capacitou mais de 60 mil pessoas. A jornada inclui capacitação prática, certificações, orientação profissional e acesso a uma comunidade de apoio, ampliando as possibilidades de inserção e permanência no ecossistema de tecnologia.
Os sistemas atuais de IA não possuem experiência incorporada do mundo físico, dependem de dados em vez de intuição, não generalizam com flexibilidade para cenários fora de seu treinamento, e, fundamentalmente, carecem de intenções e compreensão da dinâmica social humana
O Observatório Nacional (ON), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, lançou, no dia 11 deste mês, em celebração ao Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, o primeiro edital do Programa “Meninas Cientistas do ON”, voltado exclusivamente para estudantes do ensino médio que se identificam com o gênero feminino. As inscrições seguem abertas, e a seleção marca a primeira vez que a instituição cria uma iniciativa de iniciação científica dedicada especificamente à formação de meninas na ciência. O foco do programa é despertar a vocação científica e tecnológica em jovens estudantes, incentivar novos talentos e proporcionar contato direto com métodos e técnicas de pesquisa. O programa também busca estimular o desenvolvimento do pensamento científico, da criatividade e da capacidade de resolução de problemas, a partir da vivência prática em projetos supervisionados por pesquisadoras e pesquisadores do ON.
Feita a partir de instruções passadas para o assistente Meta AI, a ilustração acima é um exemplo, que já vem se tornando corriqueiro, de como pode ser usada uma inovação que o tema da 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista quer explorar: “Inteligência artificial para o bem comum”. A proposta deste ano é mobilizar estudantes e pesquisadores de todo o país a desenvolver soluções baseadas em IA capazes de enfrentar problemas da sociedade, com foco na redução de desigualdades, na sustentabilidade e na promoção de direitos.
Os adolescentes merecem algo melhor do que políticas criadas por medo. Eles merecem instrução em inteligência artificial que os ensine a avaliar criticamente os resultados, a entender quando as respostas dos chatbots estão erradas e a usar essas ferramentas como parceiras de pensamento, não como substitutas do pensamento crítico. Os dados são claros. A única coisa que falta é a resposta pedagógica.
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