Inovação Educacional
610.4K views | +85 today
Follow
 
Scooped by Inovação Educacional
onto Inovação Educacional
March 6, 1:27 PM
Scoop.it!

Barreiras reais para a adoção plena da IA | Opinião

Barreiras reais para a adoção plena da IA | Opinião | Inovação Educacional | Scoop.it
Os sistemas atuais de IA não possuem experiência incorporada do mundo físico, dependem de dados em vez de intuição, não generalizam com flexibilidade para cenários fora de seu treinamento, e, fundamentalmente, carecem de intenções e compreensão da dinâmica social humana
No comment yet.
Inovação Educacional
Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
Your new post is loading...
Your new post is loading...
Scooped by Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
Scoop.it!

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:55 AM
Scoop.it!

A importância de se falar sobre mudanças climáticas nas escolas

A importância de se falar sobre mudanças climáticas nas escolas | Inovação Educacional | Scoop.it
Guias apresentam estratégias de como educadores devem agir para ajudar estudantes em meio a eventos climáticos extremos
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:51 AM
Scoop.it!

Geração Z faz “rebelião analógica” para ficar cronicamente offline 

Geração Z faz “rebelião analógica” para ficar cronicamente offline  | Inovação Educacional | Scoop.it
Volta do vinil, do iPod e do livro físico não é nostalgia; jovens buscam limites para interromper o feed e escapar das telas
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:49 AM
Scoop.it!

Could AI help us, not replace us? : TED Radio Hour

Could AI help us, not replace us? : TED Radio Hour | Inovação Educacional | Scoop.it
The time has come for humanity to make a choice: Will we build AI to replace humans or enhance them? This hour, the "humanistic AI" philosophy, a test case, and a glimpse into the future of work.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:47 AM
Scoop.it!

Por que os humanos ainda são essenciais em um ambiente de trabalho com IA

Por que os humanos ainda são essenciais em um ambiente de trabalho com IA | Inovação Educacional | Scoop.it

Quanto mais você usa inteligência artificial , menos medo sente dela. No início, é fácil  se sentir intimidado pelo que ela pode fazer . Mas quanto mais você se aprofunda no assunto, mais a ferramenta revela suas limitações e, principalmente, o valor insubstituível do julgamento humano. 
Trabalho com modelos e ferramentas de IA há mais de uma década. Desde as primeiras aplicações de aprendizado de máquina em análise de dados até os sistemas generativos que estão remodelando os fluxos de trabalho hoje, tenho familiaridade com a tecnologia. No entanto, serei o primeiro a admitir que já senti ansiedade. Perdi o sono pensando no ritmo das mudanças e no que isso pode significar para o futuro. 
Como a maioria dos pais, me preocupo com  as perspectivas de carreira da minha filha . Será que os caminhos que antes considerávamos seguros ainda existirão quando ela entrar no mercado de trabalho? 
Este é o momento de olhar para a história, que pode nos oferecer alguma perspectiva. Veja bem, toda grande mudança tecnológica desencadeou temores semelhantes. O que muda são as ferramentas. O que permanece são os fundamentos de como as organizações funcionam e como as pessoas criam valor. 
Apesar das manchetes, não estamos caminhando para um mundo onde os humanos são subservientes às máquinas. Estamos entrando na era da força de trabalho aumentada por IA. E nessa era, o elemento humano continua sendo a variável mais crítica. 
O LIMITE DA PRODUTIVIDADE MUDOU. 
No âmbito organizacional, as empresas estão a experimentar. Os líderes estão a tentar compreender onde a IA cria valor e onde introduz riscos. Mas, a nível individual, as expectativas estão a aumentar. 
A IA pode aumentar significativamente a produtividade. Tarefas que antes levavam horas agora podem ser concluídas em minutos. Nunca foi tão rápido elaborar, pesquisar, programar e analisar documentos. Essa mudança pode parecer intimidante, mas não significa automaticamente jornadas de trabalho mais longas ou irrelevância generalizada. Significa, no entanto, que o limite da produtividade foi ultrapassado. 
Se você não estiver usando ferramentas de IA, poderá ter mais dificuldade para acompanhar o ritmo. Se as adotar, poderá perceber que produz mais com maior eficiência. Eu mesmo já vi isso acontecer no meu fluxo de trabalho diário. 
Como acontece com qualquer tecnologia transformadora, haverá dificuldades iniciais. Você cometerá erros e desperdiçará recursos. Esse processo faz parte da maneira como as organizações aprendem o que gera valor real e o que não gera. 
OS FUNDAMENTOS NÃO MUDARAM. 
Mesmo com sistemas de IA avançados, ainda precisamos de pessoas que entendam como as coisas funcionam. Ainda precisamos de pensamento crítico. Ainda precisamos da capacidade de definir problemas com clareza antes de tentarmos resolvê-los. 
O uso eficaz da IA ​​muitas vezes se resume a fazer as perguntas certas. Mas fazer as perguntas certas exige conhecimento fundamental. Antes de podermos estimular um sistema de forma eficaz, precisamos entender o sistema que estamos tentando aprimorar. 
A IA pode multiplicar a produção. Mas não pode substituir a necessidade de entender como os sistemas funcionam, como falham e como reagimos quando isso acontece. 
Na minha sala de aula, encontro alunos que têm dificuldades com a organização digital básica. Se eles têm habilidades fundamentais frágeis, adicionar ferramentas sofisticadas de IA por cima não cria domínio, mas sim fragilidade. 
A ADOÇÃO ESTÁ ATRASADA EM RELAÇÃO À INOVAÇÃO. 
A tecnologia quase sempre avança mais rápido do que as instituições. As capacidades de IA podem progredir rapidamente, mas a cultura corporativa, as estruturas de governança e a reformulação dos fluxos de trabalho levam tempo. 
Esse atraso pode ser frustrante. Mas também pode proporcionar um momento de respiro. 
As ferramentas podem estar prontas, mas a integração é gradual, não imediata. Os trabalhadores que optarem por se envolver e aprender estarão em melhor posição do que aqueles que esperarem que a mudança se estabeleça ao seu redor. 
COMO USAR A IA A SEU FAVOR
Um receio comum é que a IA seja usada principalmente para eliminar empregos. Algumas funções irão evoluir. Outras poderão desaparecer. Isso faz parte da mudança tecnológica. 
Mas em muitas pequenas e médias empresas, os líderes não estão focados em cortar pessoal. Eles estão focados em aumentar a capacidade. Maior produtividade cria espaço para crescimento, expansão e melhoria do serviço. Eles não estão pensando em fazer mais com menos; estão simplesmente pensando em fazer mais, ponto final.
O DESAFIO DA ABSTRAÇÃO 
A IA introduz camadas adicionais entre a intenção humana e o resultado final. À medida que essa distância aumenta, a verificação torna-se mais importante. 
Esperar perfeição da IA ​​é não compreender o que ela é. O treinamento de sistemas de IA se baseia no conhecimento e comportamento humanos. Eles  refletem nossos pontos fortes e nossas falhas . É por isso que a supervisão humana não é opcional, mas essencial. 
Como seres humanos, nosso papel está mudando de mero executor para orquestrador. Cabe a nós definir o objetivo, revisar o resultado e decidir como usaremos a IA. O discernimento continua sendo fundamental em tudo isso. 
A IMPORTÂNCIA DA COLABORAÇÃO EM VEZ DA SUBSTITUIÇÃO 
É fundamentalmente humano criar ferramentas que ampliem nossas capacidades. A máquina a vapor amplificou a força física. O computador amplificou o cálculo. A inteligência artificial amplia o reconhecimento de padrões e a síntese. Mas as ferramentas não substituem a necessidade de responsabilidade. Elas a intensificam. 
Os profissionais mais bem-sucedidos nos próximos anos não serão aqueles que resistirem à IA ou que confiarem nela cegamente. Serão aqueles que integrarem a criatividade humana, a ética e a compreensão contextual com a velocidade e a escala da IA. 
Como seres humanos, tendemos a temer o que não entendemos. Nos negócios e na tecnologia, a ignorância não gera segurança, mas sim ansiedade. Quanto mais interagimos com sistemas de IA, mais claras se tornam suas limitações. Eles são poderosos, mas não oniscientes.
Atualmente, vivemos um período de exuberância tecnológica, marcado por rupturas e erros. Esse padrão acompanhou todas as grandes mudanças na forma como trabalhamos. O que se manteve constante em cada transformação foi a necessidade de pessoas capacitadas. 
Os fundamentos não mudaram. Ainda precisamos de pensadores. Ainda precisamos de líderes. Ainda precisamos do toque humano. A força de trabalho não está se tornando obsoleta. Ela está se aprimorando, e é um futuro que ainda precisa de você. 

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:44 AM
Scoop.it!

Por que alguns jovens estão trocando seus smartphones por celulares simples e de flip

Por que alguns jovens estão trocando seus smartphones por celulares simples e de flip | Inovação Educacional | Scoop.it
Durante a maior parte da sua infância, Shaawan Francis Keahna se considerava uma criança fundamentalmente pouco atraente — “muito risonho, muito desengonçado e muito inteligente”, como me disse recentemente, “com um rosto que era realmente muito adulto, apesar da minha idade. Meu maior problema, claro, era que eu era simplesmente esquisito.” Crescendo em Hayward, uma antiga cidade madeireira às margens do rio Namekagon, no noroeste de Wisconsin, ele era frequentemente alvo de piadas dos colegas brancos por sua ascendência indígena e por seu amor pela poesia e pela arte. “Isso se tornou uma profecia autorrealizável”, disse ele. “Eu internalizei isso e basicamente passei a me ver exatamente como eles me viam.”

Então, em 2014, pouco antes de completar 17 anos, Keahna convenceu sua mãe a comprar um smartphone para ele, e praticamente da noite para o dia tudo mudou. Encolhido em seu quarto, com o rosto iluminado pela tela do aparelho, Keahna passava horas navegando na Rookie, uma revista online fundada pela escritora Tavi Gevinson, e no Tumblr, um site de microblogging popular entre adolescentes e jovens adultos. Eventualmente, ele criou sua própria conta no Tumblr, que preencheu com poesias e selfies com poses melancólicas. Centenas de curtidas e comentários se seguiram.

“Passei de achar que não tinha nada a meu favor na vida real para me sentir empoderado por ser atraente para estudantes universitários e ser descoberto por agências de modelos”, escreveu ele em um e-mail. “Estavam me mostrando um mundo onde minha aparência poderia me oferecer tudo, na palma da minha mão. E eu estava pronto para fazer o que fosse preciso para pular do velho mundo para o novo.”





Embora ainda não tivesse consciência disso, Keahna havia se juntado a uma das maiores migrações tecnológicas da história americana. Somente entre 2011 e 2012, segundo dados do Pew Research Center, o número de adolescentes americanos com acesso a um smartphone saltou de 23% para 37% da população; quando Keahna se formou no ensino médio em 2016, ele quase não conhecia ninguém sem um dispositivo com acesso à internet. "Mas eu diria que eu era único, mesmo entre meus amigos", ele me contou. "As pessoas brincavam: 'Nossa, você tem um caso de amor doentio, longo e abusivo com o seu celular'. E era verdade."

Ele ficou especialmente viciado no Instagram, onde costumava postar mais de 50 "stories" por dia. Nos círculos artísticos e ativistas em que circulava, trocar nomes de usuário era o equivalente a enviar um "currículo social", disse ele. "Tipo, 'Ah, você foi mencionado aqui', ou 'Ah, você fez essa animação'. Era meu portfólio — um histórico de onde eu tinha estado e de quem eu era."

No entanto, à medida que se aproximava dos 30 anos e se mudava para Baltimore para seguir carreira como escritor e cineasta, Keahna se sentia cada vez mais incomodado com o papel desproporcional que seu celular desempenhava em sua vida. No momento em que se sentia triste, assustado, inquieto ou entediado, sua mão instintivamente se dirigia ao aparelho, como Gollum. Ele rolava a tela enquanto caminhava, enquanto estava deitado na cama; rolava a tela enquanto conversava com os amigos. Isso, ele sentia, já era ruim o suficiente, mas nem de longe tão ruim quanto a culpa que o acompanhava. "Lembro-me de ter recebido uma foto de uma grande viagem em família para Montana", disse ele. "Minha sobrinha estava no meu colo, e havia todas aquelas montanhas atrás de nós, e era absolutamente deslumbrante", continuou, com os olhos brilhando em lágrimas. "E lá estava eu, curvado, olhando para o meu smartphone. Eu não conseguia me lembrar de estar naquele momento, porque estava hipnotizado pela tela. Percebi que havia entregado uma parte de mim."

Num esforço desesperado para recuperá-lo, ele experimentou trancar o aparelho em outro cômodo e apagar alguns aplicativos. Mais tarde, começou a frequentar um fórum do Reddit chamado r/dumbphones, onde os usuários postam dicas e fotos de aparelhos simplificados capazes de enviar mensagens de texto e fazer ligações, e pouco mais. "Inevitavelmente", disse Keahna, "isso fez com que o algoritmo do Instagram me enviasse vídeos de influenciadores dizendo coisas como: 'É, está na hora de se desfazer do seu smartphone.'"



Mãe
Acho que minhas mensagens não estão sendo enviadas…


Para sua surpresa, muitas dessas vozes pareciam pertencer a pessoas próximas da sua idade. Em alguns casos, eram ainda mais jovens, o que significava que provavelmente não se lembravam de uma época em que o smartphone não era o principal portal pelo qual sua geração vivenciava a vida — carteira e plataforma de comunicação em igual medida, enciclopédia portátil e plataforma de jogos. E, no entanto, todos pareciam estar despertando para uma verdade alarmante: por mais que o computador de bolso os tivesse beneficiado e por mais profundamente enraizado que estivesse em seu cotidiano, ele também se revelara uma espécie de caixa de Pandora, desencadeando uma onda de horrores da qual eles desejavam desesperadamente escapar.

Este ano, decidi entender melhor o que estava impulsionando essa mudança — o que estava fazendo com que tantos jovens se sentissem fartos de seus celulares. Em dezenas de entrevistas e horas passadas em fóruns online como o r/dumbphones, onde conheci Keahna, ouvi variações das mesmas metáforas — um estilhaçar, uma onda, uma explosão. Mas o refrão mais comum envolvia a linguagem da doença. "Minha opinião é que o corpo humano, graças a milhões de anos de evolução e ao desenvolvimento desses mecanismos de feedback, é bom em saber quando está doente", disse-me recentemente um jovem de vinte e poucos anos. "E há muitos jovens que, de repente, chegam ao limite. Eles dizem: 'Meu Deus, por que ainda me interesso por isso? Quero jogar no rio.' Eles sabem, seus corpos sabem, que estão esgotados, exaustos — e que estão prontos para algo diferente." Keahna, por sua vez, foi mais sucinto. “Dá a sensação”, disse-me ele, “de que uma febre coletiva está a dissipar-se.”

Mas, como ele logo descobriu, uma coisa é estar ciente de um problema e outra é resolvê-lo. Você pode estar doente e ainda assim não estar disposto a tomar a cura. Não importava quanto tempo ele passasse no r/dumbphones, não importava quantos aplicativos de redes sociais ele excluísse, seu celular sempre acabava voltando para suas mãos. "Continua me angustiando o quanto desistir dele foi parecido com tentar se livrar das drogas", disse ele. "Parecia quase impossível. E, no fim das contas, a única coisa que me ajudou foi alguém me mostrar que não era."

Certa noite, Keahna foi a um show de rock em um local alternativo em Baltimore, onde reuniu coragem para se apresentar a Alexandra Zavaglia, uma musicista e artista local. Aos 26 anos, Zavaglia já era uma figura estabelecida na cena artística da cidade — sob o nome de Cassiopeia, ela era vocalista de uma banda local de death metal — e parecia conhecer todo mundo que valia a pena conhecer. "E quando pedi a ela informações de contato", disse Keahna, "ela tirou um cartão de visitas e um celular antigo do bolso."

Ele reconheceu a tecnologia da sua infância, mas fazia anos que não a via em uso, e certamente não nas mãos de alguém tão visivelmente descolado. Zavaglia “tinha a minha idade”, disse Keahna. “Ela tinha uma vida social ativa, uma agenda de trabalho intensa, uma carreira criativa. E fazia tudo isso sendo muito mais offline do que eu.”

Alguns meses depois, Keahna entrou no eBay e comprou um celular simples. Se no ensino médio ele havia participado da grande migração para os smartphones, agora, quase 20 anos após o lançamento do primeiro iPhone da Apple, ele se juntava ao seu oposto: um movimento de resistência crescente e apaixonado de jovens usuários que haviam decidido que mereciam, coletivamente, ser libertados.

O Pew Research Center, que estimou o acesso de adolescentes a smartphones em 37% em 2012, previu que esse número chegaria a 95% em 2024.






Jogos
Você não joga há 3 dias! Sentimos sua falta! Volte!



Lembretes
Você tomou sua creatina hoje?



E-mail
8 novas mensagens



Encontre o amor
Não são eles, é você.



Restaurante
Sua mesa para 2 pessoas está disponível.



Justin

Sua mãe acabou de me mandar uma mensagem, você pode responder?



Lembretes
O aniversário de Ji-woo é daqui a duas semanas.



Clima
Detectou-se a presença de raios a menos de um quilômetro e meio da sua localização.



Pamela
Peço desculpas pelo aviso em cima da hora, você pode trabalhar amanhã?





Uma ressalva: a era dos smartphones não está chegando ao fim, pelo menos não tão cedo, principalmente porque a indústria bilionária de smartphones tem um grande interesse em garantir sua continuidade. O Pew Research Center, que estimou o acesso de adolescentes a smartphones em 37% em 2012, previu esse número em 95% em 2024 , e os jovens adultos — definidos como qualquer pessoa entre 18 e 29 anos — figuram consistentemente como os usuários de internet mais ativos. Há alguns anos, o Gallup constatou que o adolescente médio nos Estados Unidos passava cerca de 4,8 horas por dia em redes sociais , sendo que grande parte desse tempo em frente às telas, segundo outras pesquisas, ocorria durante o horário escolar.

No entanto, parece simultaneamente claro que, quando se trata de todos os usuários de smartphones, incluindo membros das gerações mais antigas, mas particularmente aqueles que cresceram com dispositivos inteligentes, uma grande questão está finalmente em jogo. Desde 2023, mais de 30 estados americanos instituíram restrições parciais ao uso de smartphones, ou as chamadas proibições "do início ao fim das aulas", que proíbem o uso de smartphones durante o período escolar. No exterior, o governo australiano chegou ao ponto de proibir o uso de redes sociais para crianças menores de 16 anos. (Mais de meia dúzia de países estão considerando medidas semelhantes.) E no Vale do Silício, gigantes da tecnologia como Meta, Google e Snap enfrentam uma enxurrada de processos judiciais — milhares no total — que os acusam de explorar deliberadamente crianças vulneráveis. "Essas empresas construíram máquinas projetadas para viciar o cérebro das crianças", disse Mark Lanier, advogado dos demandantes, em um processo contra a Meta e o YouTube . "E fizeram isso de propósito." (Um júri considerou ambas as empresas negligentes.)

Ao mesmo tempo, o que antes era um fluxo constante de literatura acadêmica sobre os perigos dos smartphones transformou-se em uma torrente. Nos últimos anos, por exemplo, aprendemos que o uso de smartphones pode levar a distúrbios em “múltiplos processos biológicos celulares” em adolescentes, enquanto o tempo prolongado em frente às telas pode afetar negativamente partes do cérebro jovem responsáveis ​​pela tomada de decisões e pelo controle dos impulsos. Fomos informados de que pessoas que recebem um smartphone antes dos 13 anos apresentam níveis mais altos de “distanciamento da realidade” e diminuição da autoestima, e que o uso excessivo pode levar a comprometimento cognitivo, obesidade e dores nas mãos .

Esses efeitos inspiraram livros como "A Geração Ansiosa: Como a Grande Reconfiguração da Infância Está Causando uma Epidemia de Doenças Mentais", do professor da Universidade de Nova York, Jonathan Haidt , cuja tese central — de que as crianças foram recrutadas involuntariamente como "sujeitos de teste para uma nova forma radical de crescer, muito distante das interações do mundo real em pequenas comunidades nas quais os humanos evoluíram" — foi adotada como um grito de guerra por pais em todo o mundo.



Zola
LOL


Em 2025, Madeleine George, especialista em saúde pública da RTI International, um grupo de pesquisa independente, ajudou a conduzir uma meta-análise de 32 estudos sobre a relação entre a restrição do uso de redes sociais e o bem-estar. A conclusão, segundo ela, foi que ficar offline produz “efeitos positivos pequenos, mas consistentes”. Ela enfatizou que as descobertas gerais “mascararam muita variabilidade” — muitos jovens conseguem ter uma relação razoavelmente saudável com seus celulares.

Ainda assim, muitos outros acham que “se sentem péssimos”, disse ela, e podem até ser influenciados pela maior conscientização dos danos que os smartphones podem causar. “Ouvir esse tipo de mensagem realmente penetra — é absorvido”, George me disse. “E as crianças começam a dizer: 'Preciso sair dessa gaiola em que nos colocaram'. Essa é realmente a essência do que está acontecendo aqui, certo? Elas estão dizendo: 'Como posso maximizar o que quero dessa tecnologia e minimizar o que não quero? Eu deveria ter o direito de escolher'.”

Já vimos isso antes, é claro. Com poucas exceções, toda tecnologia transformadora inspirou uma reação negativa. Aconteceu com o carro, quando os moradores das cidades se mobilizaram contra o que consideravam uma ameaça barulhenta, fedorenta e perigosa. Aconteceu com a televisão e o medo generalizado de que ela pudesse danificar o cérebro dos telespectadores. E está acontecendo agora, com a inteligência artificial. “Existe uma ideia equivocada de que a tecnologia avança em linha reta — que é uma grande onda limpa, com tudo sendo constantemente impulsionado para a frente”, disse Thomas Dekeyser, acadêmico e autor de um novo livro chamado “Tecno-Negativo: Uma Longa História de Recusa da Máquina”. “Mas, quando se observa mais atentamente, percebe-se que não é verdade. Sempre houve contestação. Sempre houve um momento em que as pessoas se levantam e resistem.”

A diferença hoje, continuou ele, é a idade daqueles que resistem. “Normalmente, são as gerações mais velhas que dizem coisas como: 'Quero a juventude que eu tinha, e isso não existe mais'”, disse-me. “Já agora, com os smartphones e as redes sociais, são as gerações mais jovens que dizem: 'Não, obrigado. Não quero isso no presente — nem no futuro'.”

É possível encontrar variações desse sentimento em qualquer lugar, digital ou não, onde adolescentes e jovens adultos se reúnem. No TikTok, vídeos que promovem o estilo de vida "celular de flip" foram vistos centenas de milhões de vezes; no YouTube, um exército de jovens defensores dos celulares antigos prega os benefícios para o cérebro de voltar ao analógico. Existem "clubes luditas" em escolas de ensino médio por todo o país e, em campi universitários, uma campanha contra o uso de celulares chamada Movimento Reconectar — com o slogan: "Todos nós ansiamos por algo real" — atraiu um público entusiasmado.

Quando a ThriftBooks encomendou à Talker Research uma pesquisa com 2.000 pessoas sobre sua relação com seus dispositivos, metade disse que gostaria de se distanciar mais das telas. Mas os números foram distorcidos pela idade: quanto mais jovem o usuário, maior a probabilidade de ele realmente reservar períodos de tempo sem celular diariamente. Outra pesquisa, financiada por uma empresa de telecomunicações, apresentou resultados semelhantes — mais da metade dos entrevistados da Geração Z havia experimentado o chamado detox digital, em comparação com 20% dos baby boomers.

“Notei que não consigo nem esperar o elevador sem ficar rolando o feed do TikTok”, disse Ben Lichtenstein, de 24 anos, empresário musical que experimentou apagar aplicativos do celular. “É a melhor distração. Faz o tempo passar. Mas, cada vez mais, penso: por que queremos que o tempo passe? Se tenho 15 minutos e os desperdiço assistindo a conteúdo, e parece que passaram em 30 segundos, estou encurtando minha vida. Resumindo: o smartphone nunca foi tão útil e nunca foi tão prejudicial.”

É bem provável que você saiba exatamente do que ele está falando, mesmo que já tenha passado dos 20 anos há muito tempo. Uma consequência de ter o mundo na ponta dos dedos é que, inversamente (e constantemente), você está na ponta dos dedos do mundo — sempre a um clique de ser sugado pela rolagem infinita. Tente sentar em um bar e não fazer nada além de beber sua cerveja. Tente ficar em uma fila olhando para o chão. Tente sentar na sala de espera de um consultório médico e ouvir o zumbido monótono da música. Você consegue?

Não faz muito tempo, Dekeyser deu uma palestra em uma universidade em Londres. Após o término do evento, ele foi cercado por jovens que queriam seu conselho sobre como largar o celular. "Eu disse: 'Para começar, quero dizer o quão difícil isso deve ser'", lembrou ele. "'Vocês cresceram com essas coisas.'" Antes de começar a lecionar, ele trabalhava com marketing digital. Ele sabia "até que ponto os dispositivos e aplicativos são projetados para viciar. E então, a outra coisa que eu disse foi: 'Não é culpa sua se você falhar nisso. Porque não se limita ao que você, como indivíduo, quer. Você está tentando resistir às forças que querem te manter viciado.'"

Dekeyser disse que saiu inspirado pela “energia e paixão” dos jovens dissidentes. Ele se mostrou menos otimista quanto ao sucesso deles. “Nos meus dias mais pessimistas, penso em como as grandes empresas de tecnologia conseguem fingir que estão resolvendo um problema enquanto continuam a insistir em seus objetivos principais”, disse ele. “Mas nos meus dias otimistas, vejo a quantidade de pessoas que estão adotando essa postura e sinto que este é o momento em que as coisas podem estar se consolidando em um movimento social significativo.”

Nos Estados Unidos, um adolescente médio passa cerca de 4,8 horas por dia em redes sociais.



Teste grátis
Seu período de teste gratuito está prestes a expirar. Aproveite agora mesmo antes que você perca o acesso.



Mateo
Ei.



ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Esses vermes parasitas têm…






Música
Omar compartilhou essa música com você.



Venda de Arquivo
Viva! Nossa promoção exclusiva já está no ar. Aproveite agora. Termina em breve!



Astrologia
Uma mudança cataclísmica está no horizonte. Faça algo impulsivo.



Leitura
Você está a 30% da sua próxima meta de leitura.






Aisha
Onde você está


Em 2018, logo após se formar na faculdade, Austin Boer se mudou para a cidade portuária chinesa de Fuzhou, onde foi acompanhado por um colega de fraternidade, Brennan Jordan. Durante a semana, eles davam aulas de inglês e, nos fins de semana e feriados, viajavam pela Ásia de trem, avião e carro. "Uma coisa que sempre surgia em nossas conversas era o nosso desejo de nos distanciarmos de aplicativos como o Instagram, que sentíamos que nos impediam de vivenciar de verdade essas culturas maravilhosas", disse Boer. "Mas precisávamos muito dos nossos celulares — precisávamos poder entrar em contato com nossas famílias em caso de emergência." Eles também precisavam de aplicativos de tradução confiáveis, do Google Maps e de acesso ao WeChat Pay, a onipresente plataforma de pagamentos chinesa.

Logo, os dois amigos começaram a discutir a possibilidade de criar um "dispositivo intermediário" que mantivesse algumas das funções vitais de um smartphone, eliminando recursos desnecessários. "Para nós", lembrou Jordan, "era uma questão de pegar algo que começou como uma ferramenta e se tornou um dispositivo de entretenimento e descobrir uma maneira de transformá-lo novamente em uma ferramenta." Alguns anos depois, com a ajuda de um grupo de programadores profissionais, eles lançaram o Sleke, um smartphone Google Pixel 7 recondicionado rodando um sistema operacional personalizado chamado OdysseyOS. (O nome é uma referência à epopeia de Homero: "Assim como a tripulação de Odisseu que o amarrou ao mastro", diz a descrição no site do Sleke, "estamos aqui para ajudá-lo a resistir às Sereias da distração".) Desde então, eles venderam centenas desses aparelhos e estão considerando criar um segundo telefone para alunos do ensino fundamental, bem como um para usuários mais velhos.

O desafio para eles, e para a Sleke, é que, no intervalo entre a ideia inicial e o lançamento do dispositivo, o mercado de alternativas aos smartphones completos ficou extremamente saturado. Jordan e Boer não têm mais o monopólio desse mercado. "Eu vi o setor crescer e se transformar em um espectro realmente diversificado de opções", reconheceu Jordan.

Numa das extremidades desse espectro estão os verdadeiros "dumbphones", como os vendidos pela empresa finlandesa Human Mobile Devices, licenciada da marca Nokia. Na outra extremidade estão os chamados aplicativos bloqueadores de distrações que funcionam em smartphones tradicionais: Brick, Freedom, AppBlock e Brainrot, criado pelo engenheiro de software de 27 anos Yoni Smolyar e que tem como característica mais notável um crânio de desenho animado que literalmente se desintegra quanto mais tempo o usuário passa online. E em algum lugar no meio estão dispositivos como o Light Phone III, um aparelho compacto com um design elegante, semelhante a um "dumbphone", equipado com uma câmera decente, um aplicativo de mapas simplificado e um reprodutor de música básico.



Astrologia
Talvez o problema seja você.


Mas existem nuances dentro de nuances: muitos jovens usuários, incapazes de se desconectar completamente de seus smartphones, preferem excluir periodicamente os aplicativos de redes sociais numa tentativa de desintoxicação digital ou usar um recurso de acessibilidade que renderiza as imagens na tela em tons de cinza — a ideia é que, quanto mais sem graça o aparelho parecer, menos eles se sentirão inclinados a interagir com ele. Alternativamente, eles podem modificar um celular simples para executar versões reduzidas de certos aplicativos. Quando conversei com Jojo Jones, uma dramaturga de 27 anos do Brooklyn, ela me mostrou seu celular de flip, que comprou no eBay por cerca de 60 dólares e modificou com a ajuda de outros usuários em diversos fóruns sobre celulares simples. “Você pode ver que tenho uma versão do Lyft instalada, além do Apple Music”, disse ela, deslizando o polegar pelas teclas de seta. “Você move um pequeno cursor para chegar à música certa.” O aplicativo do Lyft, ela admitiu, não funcionava muito bem.

Jones disse que inicialmente se sentiu intimidada pela curva de aprendizado necessária para configurar seu aparelho: ela precisava conectar o telefone a um laptop e baixar uma variedade enorme de softwares. Mas descobriu que gostava do processo — em termos do Vale do Silício, a dificuldade era uma característica, não um defeito. Ela começou a refletir mais profundamente sobre como o resto do mundo usava os telefones, por que os usava e quais aspectos eram realmente importantes para ela. Com o tempo, percebeu que sua relação com a tecnologia em geral havia sido redefinida. Às vezes, ela usa o laptop para videochamadas com o noivo, que mora em Londres. E o smartphone ainda faz parte da sua vida. "Então eu posso dizer: 'Ah, sinto falta de tirar fotos'", disse ela. "Ou: 'Quero dar uma olhada no Instagram'. Eu ainda posso fazer isso. Mas eu só faço isso e pronto."

No ano passado, pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade de Wisconsin-Madison reuniram um grupo de aproximadamente 150 estudantes, um subgrupo dos quais demonstrou interesse em abandonar seus smartphones — os “curiosos por celulares básicos”, como os chamaremos — e outro subgrupo que não expressou uma opinião forte sobre a tecnologia. Todos os membros do primeiro grupo foram convidados a trocar seus smartphones por Light Phones; aproximadamente metade do segundo grupo fez o mesmo. (O restante pôde manter seus aparelhos pessoais.) Ao longo de uma semana, os participantes responderam a questionários regulares sobre seu bem-estar e o volume de seu uso da internet.



Música
Nova playlist com vibrações relaxantes lançada


Os resultados, que serão publicados em um artigo no próximo mês, foram impressionantes: os usuários motivados, concluem os autores, “apresentaram mudanças significativas no bem-estar psicológico” após adotarem o Light Phone. Eles estavam menos estressados ​​e relataram maiores níveis de “satisfação com a vida”. Passaram menos tempo em seus celulares; sua dependência diminuiu. Mas o oposto ocorreu com o subgrupo recrutado aleatoriamente. Esse grupo pareceu não obter nenhum benefício com a mudança para o Light Phone. Seus níveis de estresse permaneceram estáveis ​​e seus níveis de satisfação com a vida diminuíram.

“A principal conclusão”, disse Anja Stevic, uma das autoras do artigo, “é que se você tem muito interesse e sabe que quer buscar uma alternativa ao smartphone, isso pode funcionar para você. Pode te ajudar. É quase uma consequência lógica, eu diria.”

Isso pode explicar por que muitos jovens, ao darem o passo inerentemente enorme de comprar um celular básico, raramente relatam voltar a usar seus smartphones. "Para mim, no início, foi quase um experimento científico: quanto tempo eu conseguiria viver em um universo de smartphones sem depender de um?", disse-me Alexandra Zavaglia. "Agora, alguns anos depois, tudo isso se dissipou. É o contrário: é difícil imaginar a vida sem um smartphone."

Mas o artigo de Stanford — intitulado "Going Light" — é tanto um alerta sobre os potenciais limites da adoção generalizada de celulares básicos quanto sobre os efeitos benéficos desses aparelhos. Muitos de nós, em suma, resistimos à radicalidade da mudança e estamos preocupados — com razão, eu diria — com suas repercussões em um mundo projetado em torno do smartphone. Afinal, uma coisa é jogar o smartphone no lixo e outra é perceber que você precisa procurá-lo novamente se quiser ir a um show cujos ingressos são todos eletrônicos.

Os smartphones facilitam muito a nossa vida, desde pegar um trem e monitorar nossos exercícios até tirar fotos e gravar vídeos nas férias, pagar um sanduíche sem precisar carregar a carteira e participar de bate-papos em grupo. (Durante minha pesquisa, ouvi diversas vezes histórias de pessoas que perderam mensagens sobre encontros futuros ou festas de aniversário.) E isso sem falar dos aplicativos de mapas, sem os quais muitos de nós nos sentiríamos literalmente perdidos, ou das exigências do ambiente de trabalho moderno, com sua regra tácita de que os funcionários devem estar disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana — no Slack e por e-mail.

"Não consigo descrever o quanto eu gostaria de poder usar um celular simples", disse Ben Lichtenstein, o empresário musical que recentemente abandonou mais uma experiência com a exclusão de aplicativos de redes sociais. "Mas todas as vezes que tentei reduzir o uso do smartphone, acabei me prejudicando. Um cliente ficou chateado porque eu não estava disponível, ou perdi a oportunidade de descobrir um novo artista no Instagram. Percebi que simplesmente não tenho esse luxo."

Os entusiastas de celulares simples não ignoram esse argumento, e é por isso que muitos deles fizeram questão de me explicar que só conseguiram "viver com celulares simples" porque não dirigiam muito, tinham horários de trabalho flexíveis ou perceberam que não se importavam muito com mensagens em grupo. "Não é para todos, e eu entendo", disse Zavaglia. Mesmo assim, ela disse acreditar que a maioria das pessoas provavelmente descobrirá que "a pressão social para estar constantemente online diminui. Aos poucos, você aprende que fica muito bem sem o seu smartphone."

Eu sabia exatamente o que ela queria dizer. No ano passado, depois de concluir que ficar olhando para o celular antes de dormir não me fazia uma pessoa melhor ou mais feliz, comecei a ativar o modo "Não perturbe" por volta das 20h30; em um mês, eu já estava desligando o aparelho completamente e guardando-o em uma gaveta no meu escritório, do outro lado da casa. O que tornou o segundo passo possível foi o que aprendi com o primeiro: eu realmente não estava perdendo nada. Não havia grandes emergências para enfrentar, nem notificações de notícias tão importantes que eu não pudesse ler pela manhã. Ao contrário do que meu cérebro reptiliano me dizia, eu não precisava do mundo exterior piscando constantemente diante dos meus olhos, e o mundo exterior também não precisava de mim.

Muitos jovens, ao darem o passo inerentemente enorme de comprar um celular básico, raramente relatam voltar a usar seus smartphones.



Pamela
Você poderia me incluir em cópia nas próximas vezes, por favor?



Lembrete
Vá para a cama às 16h30 para dormir 16 horas completas.



Orçamento
Você ultrapassou o limite de $200 em entregas neste mês. Atualizamos seu cadastro…






Fotos
Há 3 anos, neste mesmo dia, você estava no Havaí.



Tempo de tela semanal
Seu tempo de uso de telas diminuiu 11% na semana passada, para uma média de 14 horas e 45 minutos por dia.



Telefone
7 chamadas perdidas



Clima
Atenção: ciclone bomba e vórtice polar. Prepare-se para neve intensa e visibilidade zero repentina.



Hidratação
Está na hora de beber água.



Armazenamento quase cheio
Seu dispositivo está com pouco espaço de armazenamento. Libere espaço para evitar a perda de dados.





Quando Shaawan Francis Keahna era jovem, passava muito tempo lendo romances de fantasia e ficção científica, muitos dos quais se passavam em universos onde toda a população havia sido pacificada pela classe dominante. "Todos estavam, sem saber, sob um feitiço", disse-me. Quando criança, ele achava a premissa implausível. "Agora eu ando por aí e todo mundo está no celular o tempo todo — dirigindo, com crianças", disse ele. "É tipo: Nossa. Todo mundo está tão [palavrão] e nem sabe disso."

O que não significa que o processo de se desapegar do celular tenha sido fácil: ainda é um incômodo se orientar em uma cidade desconhecida, procurar um cartão de metrô físico quando todos os outros passageiros ao seu redor estão usando aplicativos de smartphone. E em certas situações sociais, ele às vezes se sente quase invisível. "Já reencontrei pessoas da indústria cinematográfica", disse ele, "ou do mundo literário, e elas conversam comigo como se tivéssemos acabado de nos conhecer, como se o fato de eu não usar redes sociais tivesse apagado a memória delas sobre mim. Isso pode ser surreal."



Pamela
Ah, você fez mesmo?


Ainda assim, é uma troca que ele está disposto a aceitar. "Eu mudei como pessoa", ele me disse. "Estou mais satisfeito. Estou muito mais ponderado e menos reativo. Não estou mais tão ligado a opiniões superficiais online e à superficialidade que domina o nosso mundo atualmente. Acho que me tornei muito mais disposto a admitir quando estou errado. Acho que estou mais disposto a simplesmente, sei lá, conversar com as pessoas. Estou menos paranoico e menos crítico, e não fico mais analisando cada microinteração em busca de algum sinal de por que essa pessoa não me seguiu de volta nas redes sociais."

Nos últimos meses, ele disse, vários amigos o procuraram relatando que chegaram ao limite com seus celulares. "É assunto de conversa em todos os meus círculos sociais", contou. "Até mesmo com pessoas que você menos esperaria. Tenho uma amiga incrivelmente superficial, reativa e maldosa — eu a adoro como pessoa, mas é assim que ela é. Até ela diz: 'Ah, sim, o smartphone é ruim. É ruim mesmo' — aqui ele fez uma pausa dramática — ' mas eu preciso usá-lo, porque sou modelo'. Todo mundo tem uma desculpa: preciso saber o que está acontecendo, preciso encontrar alguém, preciso ser encontrado. Preciso ser encontrado e lembrado." Sua missão, como ele mesmo vê, é mostrar a eles que não precisam, pelo menos não da maneira como foram ensinados a pensar.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:38 AM
Scoop.it!

Luddite Teens Still Don’t Want Your Likes

Luddite Teens Still Don’t Want Your Likes | Inovação Educacional | Scoop.it
Three years after starting a club meant to fight social media’s grip on young people, many original members are holding firm and gaining new converts.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:27 AM
Scoop.it!

Responsabilizar sem formar é só metade do trabalho

Responsabilizar sem formar é só metade do trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it

Em nenhum momento o texto menciona ferramentas de detecção de IA. Nenhuma referência a Turnitin, GPTZero ou qualquer mecanismo de rastreamento tecnológico. A IA generativa aparece no Art. 9 como um item dentro de uma política mais ampla de conduta — não como o problema central.
Essa escolha não é omissão. É posição.
E é a posição correta.
UKRI, DFG e ALLEA — as principais agências de fomento do Reino Unido, Alemanha e União Europeia — chegaram ao mesmo lugar por caminhos diferentes. Nenhuma delas aposta em detecção. Todas exigem transparência, declaração de uso e responsabilidade integral do pesquisador pelo conteúdo produzido. O padrão internacional convergiu para uma ideia simples: o problema não é a ferramenta. É a postura de quem a usa.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 7:59 AM
Scoop.it!

Louvor com IA, entre a inovação e a falta de autenticidade

Louvor com IA, entre a inovação e a falta de autenticidade | Inovação Educacional | Scoop.it

Um curto vídeo do influencer Pietro Reis, publicado em 20 de março, fala sobre as músicas gospel criadas por inteligência artificial. O vídeo já foi visualizado por mais de 120 mil pessoas somente no Instagram, comentado e republicado.
O crescimento dos chamados "louvores de IA" revela um fenômeno que combina dois fatores centrais: a enorme valorização da música no meio evangélico e a histórica capacidade desse grupo na utilização de novas tecnologias. Desde os anos 1990, ministérios de louvor como o famoso Diante do Trono, sob a liderança de Ana Paula Valadão, da Igreja da Lagoinha, ganharam projeção, autonomia e relevância econômica, tornando-se fundamentais na difusão e produção de uma estética, de uma linguagem e de modos de viver a religiosidade evangélica no Brasil.
Diante dessa trajetória, não surpreende que a inteligência artificial passasse também a ser utilizada de modo criativo por evangélicos. Dentro das igrejas, o uso da inteligência artificial em pregações ainda provoca reações ambíguas: desperta curiosidade e encantamento, mas também críticas e rejeição, como vimos em artigo de Daniel Guanaes nesta Folha ("Igreja evangélica tradicional surpreende ao adotar IA nos cultos", 28/2) sobre a Assembleia de Deus.
No campo musical, porém, o cenário é diferente. Os louvores gerados por IA vêm conquistando ampla aceitação, especialmente nas plataformas digitais. Perfis com milhares de seguidores divulgam músicas interpretadas por duplas, cantores jovens e até avatares com traços que remetem a diferentes origens étnicas.
Em alguns casos, há transparência: são artistas reais que utilizam a IA como ferramenta estética para ampliar o alcance de suas produções. Em outros, porém, os criadores permanecem anônimos, e os "simulacros" digitais se tornam os próprios cantores —sem que se saiba quem está por trás das composições.
Esse cenário levanta uma série de questões éticas. De um lado, surgem críticas relacionadas a direitos autorais e à falta de clareza sobre o uso de conteúdo gerado por IA. De outro, especialmente entre religiosos, emerge um debate mais profundo: o da legitimidade espiritual dessas produções.
A controvérsia se aproxima de discussões recentes sobre sermões católicos produzidos por sistemas inteligentes, como lembrou o professor Rodrigo Toniol ("Por que o Vaticano é contra a IA?", 24/3), ou avatares que ministram cultos em igrejas evangélicas da Alemanha, como noticiado há alguns anos.
Nessas práticas, indica-se a possível perda do seu caráter sagrado. No caso dos louvores, a dúvida recai também sobre se a música gerada por IA pode cumprir o papel espiritual tradicionalmente atribuído ao louvor.
A preocupação é que, sem a experiência humana exemplar e sem a atuação direta do Espírito Santo, o louvor perca seu potencial de cura, transformação e conexão com o divino.
Por outro lado, há quem veja a questão sob outra perspectiva. Entre os mais jovens, especialmente, a experiência religiosa tende a incorporar novos elementos. Para esses grupos, o impacto da música não depende necessariamente de como ela foi produzida, mas da experiência que provoca: se a mensagem toca, emociona e fortalece a fé, sua origem tecnológica pode se tornar secundária. Pode ser, inclusive, atraente.
O debate sobre os louvores de IA está apenas começando. Tudo indica que ele deve aprofundar diferenças já visíveis entre gerações e visões de mundo dentro das igrejas, ao mesmo tempo em que acompanha —e acelera— as transformações nas formas de vivenciar a religião no Brasil.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 7:46 AM
Scoop.it!

Empregada doméstica de ricos: a socióloga que se infiltrou em mansões para expor 'servidão moderna'

Empregada doméstica de ricos: a socióloga que se infiltrou em mansões para expor 'servidão moderna' | Inovação Educacional | Scoop.it
Alizée Delpierre frequentou residências de multimilionários franceses para investigar a complexa relação de codependência que eles mantêm com seus criados.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 7:41 AM
Scoop.it!

Por que choramos? A ciência por trás das lágrimas, atributo exclusivamente humano para expressar emoções

Por que choramos? A ciência por trás das lágrimas, atributo exclusivamente humano para expressar emoções | Inovação Educacional | Scoop.it
Os seres humanos são a única espécie conhecida a derramar lágrimas emocionais, mas os cientistas ainda tentam descobrir exatamente por quê.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 4, 6:14 PM
Scoop.it!

AI labor displacement and the limits of worker retraining

AI labor displacement and the limits of worker retraining | Inovação Educacional | Scoop.it
As artificial intelligence (AI) marches forward, a common refrain has emerged: We need to retrain workers, “upskilling” them to better meet the demands of the modern economy. Yet there has been comparatively little discussion about what these programs look like and their feasibility. The evidence that does exist, however, provides reasons for policymakers to be skeptical of retraining as a means of supporting labor adjustment to AI-enabled automation. For retraining to keep up with AI advancements, we may need to fundamentally rethink how we provide it, study its effects, formulate its overarching goals, and understand its limitations. 
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 4, 6:12 PM
Scoop.it!

Measuring US workers’ capacity to adapt to AI-driven job displacement

Measuring US workers’ capacity to adapt to AI-driven job displacement | Inovação Educacional | Scoop.it
Measuring US workers’ capacity to adapt to AI-driven job displacement
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:57 AM
Scoop.it!

Michael Pollan afirma que a humanidade está prestes a passar por uma mudança revolucionária - The New York Times

Michael Pollan afirma que a humanidade está prestes a passar por uma mudança revolucionária - The New York Times | Inovação Educacional | Scoop.it
Desde que me lembro, luto com meus próprios pensamentos e sentimentos sobre identidade. Por que eu, David, sou a pessoa que sou? Quão mutável é isso? De onde vêm esses pensamentos e sentimentos, afinal, e a que propósitos eles servem? Suponho que não seja coincidência, então, que eu sempre tenha sido tão curioso sobre o tema da consciência humana. Essa é a área da ciência e da filosofia — do pensamento humano em geral! — que se aprofunda em questões semelhantes e, com diferentes graus de satisfação, oferece uma infinidade de respostas possíveis.

O autor best-seller Michael Pollan também tem refletido sobre esses assuntos. Ao longo de sua obra — que inclui clássicos como "O Dilema do Onívoro" (2006), sobre por que comemos da maneira que comemos, e "Como Mudar Sua Mente" (2018), sobre a ciência e os usos de drogas psicodélicas — Pollan explorou ideias sobre o funcionamento interno da mente. Agora, com seu próximo livro, "Um Mundo Aparece: Uma Jornada para a Consciência", que será lançado este mês, ele mergulhou de cabeça nesse tema. O livro é, ao mesmo tempo, um estudo multidisciplinar abrangente e altamente pessoal sobre questões relativas à consciência humana — o que ela é, o que a causa, para que serve e o que as possíveis respostas podem significar para a forma como escolhemos viver. E, como Pollan explicou, com a ascensão da inteligência artificial, bem como a implacável pressão política sobre nossa atenção (ou seja, nossas mentes), essas questões, já profundas, estão se tornando ainda mais urgentes.

Vídeo
Michael Pollan afirma que a humanidade está prestes a passar por uma mudança revolucionária.
O autor best-seller Michael Pollan aborda grandes questões sobre inteligência artificial, consciência e as distrações que poluem nossas mentes.
Inscreva-se: Apple Podcasts | Spotify | YouTube | Amazon | iHeart

Gostaria de esclarecer alguns pontos básicos: como você define consciência? A maneira mais simples de definir consciência é como experiência subjetiva. Outra definição de uma palavra é "percepção". Thomas Nagel, o filósofo da NYU, escreveu um artigo na década de 70 chamado "Como é ser um morcego?". Sua ideia é a seguinte: se pudermos imaginar que ser um morcego seja algo semelhante a qualquer outra coisa , então um morcego é consciente, porque isso significa que ele tem algum tipo de experiência subjetiva. Por que ele escolheu morcegos? Bem, eles são muito diferentes de nós. Em vez de usar a visão, eles usam a ecolocalização. Eles refletem sinais em objetos para se moverem pelo espaço. Podemos vagamente imaginar nos locomover pelo mundo usando a ecolocalização. Já com a minha torradeira, eu não consigo fazer isso. Eu não tenho a menor ideia de como é ser a minha torradeira.

Uma grande questão da consciência é o que o filósofo David Chalmers chamou de "problema difícil". Você pode explicar o que é isso? Basicamente, como se chega da matéria à mente, como atravessar esse enorme abismo entre os neurônios e a experiência subjetiva — um abismo que ninguém conseguiu atravessar. Questões relacionadas são: por que todas essas coisas que fazemos não acontecem automaticamente? Por que precisamos estar conscientes de alguma coisa? Poderíamos ser completamente automatizados e talvez viver muito bem. Seu cérebro monitora seu corpo e faz ajustes precisos nos gases sanguíneos, na frequência cardíaca, na digestão. Há muita coisa acontecendo sem que precisemos pensar. Então, por que precisamos pensar em alguma delas? Algumas teorias interessantes foram propostas. Uma delas é que algumas das questões que enfrentamos precisam ser decididas de forma consciente. Quando você tem duas necessidades conflitantes — você está com fome e está cansado — qual deve ter prioridade? Assim, a consciência abre esse espaço para a tomada de decisões. O outro argumento é que vivemos em um mundo social muito complexo, onde eu preciso prever o que você vai dizer; Preciso imaginar como entrar na sua mente. Não dá para automatizar a interação social humana. Ela tem muitos elementos. Por isso, a consciência é muito útil para navegar nesse mundo.

Editors’ Picks

My Fiancé’s Mother Is Out of Control. Does She Have to Come to the Wedding?

How Hyrox Became the Everyday Athlete’s Everest

May I End My Life With You?
Imagem
Michael Pollan with Roshi Joan Halifax, the founder of the Upaya Zen Center in Santa Fe, N.M., during a visit to the retreat in 2024 while working on his new book.Crédito...Wendy Lau
Parece-me provável que, independentemente da origem da consciência, ela seja resultado de processos evolutivos — que a consciência tenha evoluído para disponibilizar informações a certas partes do cérebro, ou para nos ajudar a reconhecer padrões, perceber ameaças ou manter a homeostase. Mas você acha plausível algum argumento não evolutivo a favor da consciência? Ah, sim. Um deles é o panpsiquismo.

O que pode parecer uma loucura. E pode mesmo. O panpsiquismo é a ideia de que tudo, cada partícula, a tinta na página, os átomos, todos possuem algum grau infinitesimal de psique ou consciência, e de alguma forma essa consciência é combinada, proveniente de nossas células e do resto do nosso corpo, para criar uma espécie de superconsciência. Parece loucura. Existem pessoas muito sérias que acreditam nisso. É preciso expandir nossa noção de plausibilidade quando se trata de consciência. Mas já fizemos isso antes. Há quanto tempo descobrimos o eletromagnetismo? Essa ideia maluca de que existem ondas passando por nós que podem transportar informações. Isso é igualmente impressionante, não é?

Eu poderia falar sobre consciência o dia todo, mas frequentemente, quando converso sobre isso com as pessoas, percebo que elas encaram pensar sobre a consciência quase como uma introspecção. Tipo, é interessante pensar sobre isso, mas qual a diferença real? Qual a sua resposta para isso? Tenho refletido bastante sobre a utilidade de pensar sobre a consciência, e cheguei à conclusão de que é mais importante do que nunca. Os cientistas estão descobrindo que cada vez mais animais e criaturas — possivelmente até mesmo insetos — são conscientes. Então, essa é uma questão interessante: estamos compartilhando a consciência com mais criaturas. E a grande ameaça é a inteligência artificial e o esforço para criar uma IA consciente, o que representará um enorme desafio para a questão do que significa ser humano. A consciência é algo que uma máquina pode possuir? Somos mais parecidos com máquinas inteligentes ou com animais conscientes e sencientes? Quem somos nós? Então, acho que estamos nos aproximando de um momento copernicano de redefinição.

O que você acha que devemos fazer com a crescente conscientização de que mais animais podem ser conscientes do que pensávamos anteriormente? Imagino que o argumento seria que deveríamos ter mais respeito por eles, mas sabemos que os seres humanos são conscientes e exploramos outros seres humanos o tempo todo. Essa é uma ótima pergunta. Há toda uma discussão, muito ativa aqui onde moro, no Vale do Silício, sobre se a IA é consciente, então teremos que lhe dar consideração moral. Bem, sério? Já demos consideração moral uns aos outros? Já demos consideração moral às galinhas e ao gado que comemos? A resposta é não. Não é algo automático. Então, teremos que resolver a questão ética. Talvez esteja relacionado à capacidade de sofrer. Talvez seja aí que se trace a linha. Não sei. Não sou especialista em ética, mas não é tão simples quanto: "Você é consciente, portanto tem todos esses direitos". A IA realmente vai complicar isso. A quem concedemos o status de pessoa é uma decisão humana muito subjetiva. Concedemos esse privilégio a corporações, por mais estranho que pareça, que não são conscientes, mas há todo tipo de criatura à qual não o concedemos. Não creio que sejamos inteiramente racionais ou consistentes na forma como atribuímos consideração moral.

Imagem

Crédito...Devin Oktar Yalkin for The New York Times
Você duvida que a IA possa alcançar a consciência. Por quê? Estou convencido por alguns pesquisadores, incluindo Antonio Damasio e Mark Solms, que apresentaram argumentos realmente convincentes de que a origem da consciência está nos sentimentos, não nos pensamentos. Os sentimentos são a linguagem pela qual o corpo se comunica com o cérebro. Esquecemos que o cérebro existe para manter o corpo vivo, e a maneira como o corpo chama a atenção do cérebro é por meio dos sentimentos. Portanto, se você acredita que os sentimentos estão no centro da consciência, é muito difícil imaginar como uma máquina poderia atingir esse nível e ter sentimentos. Outro motivo pelo qual acho que ainda estamos longe disso é que tudo o que as máquinas sabem, o conjunto de dados com o qual são treinadas, são informações da internet. Elas não têm atrito com a natureza. Elas não têm atrito conosco. Algumas das coisas mais importantes que sabemos dizem respeito ao contato interpessoal, ao contato com a natureza — esse atrito que realmente nos torna humanos.

Apesar do que possa parecer, a internet não é o mundo inteiro. Mas para um computador, é tudo o que você tem.

Como saberíamos se uma IA é consciente ou não? Como eu sei que você é consciente?

Eu prometo que sou! Sua promessa é o que chamamos de reportabilidade em filosofia. Você pode perguntar se algo é consciente e, no caso dos humanos, nós meio que sabemos.

Mas se uma IA diz: “Michael, eu sou consciente. Prometo”, como podemos saber? Não sabemos, e é exatamente por isso que as pessoas estão se envolvendo cada vez mais com a IA. Não podemos dizer que ela não é consciente quando ela afirma ser. Mas podemos testá-la de várias maneiras. Tudo se resume à ideia do teste de Turing — que o teste da inteligência artificial seria quando ela conseguisse nos enganar.

Se o teste de Turing é o critério para a consciência das máquinas, então esse teste já foi superado. Exatamente, enganou muita gente. Se enganaria um especialista também, eu não sei, mas provavelmente sim. Então, estamos numa situação muito estranha em que as máquinas com as quais convivemos nos dizem que são conscientes. Não podemos contestar, mas podemos analisar como elas são feitas e chegar às conclusões que eu cheguei. Mas isso vai convencer todo mundo? Não. Queremos que elas sejam conscientes de alguma forma. Ou pelo menos alguns de nós querem. É mais fácil ter um relacionamento com um chatbot do que com outro ser humano. Voltando ao ponto de atrito, eles não oferecem atrito nenhum. Eles simplesmente nos bajulam e nos convencem de quão brilhantes somos, e nós caímos nessa.

Ouça a conversa com Michael Pollan.
O autor best-seller aborda grandes questões sobre inteligência artificial, consciência e as distrações que poluem nossas mentes.
O que você acha que a religião tem a oferecer para as questões sobre a consciência? O budismo reflete sobre a consciência há muito tempo. Ele levanta essas questões sobre o eu e oferece às pessoas ferramentas para transcendê-lo, o que, por si só, é um desejo surpreendente. Nos apegamos a esse ego com tanta força; ao mesmo tempo, fazemos muitas coisas para nos afastarmos dele, sejam esportes radicais, psicodélicos ou meditação.

Ou assistindo a um filme, fazendo sexo ou qualquer outra coisa. Algumas das experiências mais sublimes da vida são esses momentos em que transcendemos o eu, e isso é curioso.

O que você acha que isso significa? Por que, se nos apegamos ao eu, também temos tanta ânsia de nos perder? O eu nos isola, o ego constrói muros ao seu redor, está constantemente avaliando, ruminando. Há muita coisa ruim relacionada ao eu.

Imagem

Pollan in the 2022 Netflix documentary series “How to Change Your Mind” with Erika Gagnon, a Canadian ceremonial leader, wisdom keeper and healer.Crédito...Netflix
Sim, está sempre tagarelando. Sim, existe essa voz na nossa cabeça, e ela incorpora vozes críticas, muitas vezes herdadas dos pais ou de outras pessoas. Quer dizer, o ego é muito útil. Ele realiza muita coisa. Ele me ajudou a terminar meu livro. Ele me ajudou a terminar seu podcast. Então não devemos ser muito críticos com ele. Por outro lado, quando transcendemos o eu, nos conectamos com coisas maiores do que nós mesmos. E essa é uma das coisas belas sobre os psicodélicos — quando eles funcionam, há essa sensação de dissolução do eu. As barreiras caem e você se sente parte da natureza. Você sente amor. Eu tive uma experiência que descrevo no livro sobre dissolução do eu, onde me fundi com uma peça musical, uma suíte para violoncelo de Bach, e foi uma experiência tão profunda porque a separação sujeito-objeto desapareceu e eu me tornei idêntico àquela música. O interessante, porém, é que a consciência não desaparece quando o ego desaparece. Protegemos nosso ego porque temos medo de que, se o perdermos, estaremos mortos. Mas não estamos. É apenas uma voz. Há muito mais acontecendo, como você aprende quando medita e usa psicodélicos.

Com que frequência você usa psicodélicos? Não muito frequentemente. É difícil encontrar tempo. É um dia longo, com muita preparação e tudo mais. Se eu conseguir fazer isso uma vez por ano, já fico feliz. O que eu quero dizer é que o ideal seria uma experiência guiada. Você consegue se entregar quando alguém está observando seu corpo. Então, quando consigo me colocar nessa situação — o que não é fácil e é caro —, acho muito valioso. Ainda estou aprendendo.

Ouça um trecho do novo livro de Michael Pollan, lido pelo próprio Pollan.
O que você está aprendendo? Ah, cada experiência psicodélica é diferente. Você nunca volta ao mesmo lugar. É por isso que acho ótimo fazer isso no seu aniversário ou perto dessa data, para meio que fazer um balanço da sua realidade e dos seus problemas. Tive uma experiência não faz muito tempo que me impactou bastante.

O que era aquilo? Era uma viagem guiada sobre... não importa o quê. Eu tinha emoções poderosas, sem nome. Eram como dirigíveis gigantes colidindo comigo, uns contra os outros, e eu me esforçava e me sentia tão frustrado que não sabia o que eram, e a resposta nunca ficou clara durante a experiência. Curiosamente, a resposta para o que eram surgiu duas semanas depois, quando eu estava em um retiro de meditação. As ligações entre psicodélicos e meditação são muito frutíferas e interessantes. Eu estava fazendo uma meditação caminhando depois de alguns dias de silêncio absoluto, meditando 12 horas por dia, e lá estavam os dirigíveis. Em letras sem serifa, bem no dirigível, estava a palavra "medo". Rapidamente percebi o que era. Era o medo de perder algo muito próximo. Então, a combinação das duas experiências acabou sendo muito produtiva. Mas, por si só, a experiência psicodélica levantou mais perguntas do que deu respostas.

Questões de consciência, que na verdade são questões sobre o que nos torna quem somos , estão entre as mais importantes que podemos fazer. Mas, ao mesmo tempo, elas podem levar a outras perguntas, como: Existe um David — um "eu" estável — que existe ou não? Ou qual é a relação entre livre-arbítrio e consciência? Às vezes, pensar nessas questões pode ser perturbador. Será que sou só eu? Você tem receios semelhantes? Pode ser perturbador, sem dúvida. Uma das razões pelas quais as pessoas se sentem confortáveis ​​em ter menos consciência e preencher sua atenção com distrações e drogas é porque a mente pode ser um lugar assustador. Muitas vezes, queremos estar menos cientes do que está acontecendo. Há razões pelas quais as pessoas evitam se aventurar por esses caminhos tortuosos. É preciso ter disposição para arriscar algo.

Imagem

Crédito...Devin Oktar Yalkin for The New York Times
Peço desculpas se esta pergunta parecer um tanto mística, mas você acha que a ausência de algo como um "eu" estável também significa a ausência de algo como uma alma? Você acredita em alma? Bem, se a alma é algo indestrutível e que sobrevive à nossa morte, não. Mas não posso afirmar nada sobre a vida após a morte com certeza. A consciência se tornou nosso substituto secular para a alma; falamos de consciência da mesma forma que as pessoas nos séculos XVI ou XVII falavam de almas. O interesse de algumas pessoas reside no fato de que ela se liberta desses corpos mortais e talvez se integre a uma consciência coletiva após nossa morte. Portanto, acredito que haja uma religiosidade ou espiritualidade implícita em toda essa discussão sobre a consciência. Alguém me perguntou recentemente: "Você acha que, à medida que as pessoas envelhecem, elas se interessam mais pela consciência?". E eu diria que sim, provavelmente por esse motivo.

Inscreva-se no podcast The Interview, onde   os apresentadores David Marchese e Lulu Garcia-Navarro conversam com as pessoas mais fascinantes do mundo. Receba as novidades na sua caixa de entrada.
Parece que muitos de nós temos características próprias que são um pouco difíceis de explicar na ausência de algo como uma identidade estável ou uma alma. No seu novo livro, você menciona um período da sua adolescência em que lia Hermann Hesse, escrevia poesia ruim e refletia sobre as grandes questões. Não sei se você ainda escreve poesia ruim, mas as outras duas coisas não parecem tão distantes do que você faz agora, aos 70 e poucos anos. Então, o que poderia explicar o que parecem ser qualidades intrínsecas e essenciais que se mantêm constantes ao longo do tempo, se não uma identidade estável ou uma alma? Embora eu fale muito sobre a ideia de que talvez o eu seja uma ilusão, ele ainda possui uma realidade convencional. O fato de eu usar a mim mesmo para conversar com você torna isso muito fácil. Se nenhum de nós tivesse um eu agora, seria uma conversa muito vaga. Nem consigo imaginar como seria. Matthieu Ricard disse: "É como um rio que tem um nome, e esse nome convencional é muito útil, mas não há nada de consistente ali." É apenas água passando.

Eu mencionei algo parecido antes, mas quero apresentar outra versão da questão. Esta manhã, eu estava lendo as notícias e pensando: "Nossa, conversar com Michael Pollan sobre consciência é como tentar adivinhar quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete?". Concluí que não, mas você já teve essas dúvidas? Eu tive em vários momentos quando estava começando a escrever este livro e o mundo estava começando a desmoronar. Tipo, será que é assim que eu deveria estar usando minha energia? Mas acho que a consciência está em jogo em grande parte do que está acontecendo. Uma das coisas que Trump fez foi ocupar uma parcela significativa da nossa atenção todos os dias. Nossa consciência está sendo poluída, e nos proteger disso, ao mesmo tempo que preservamos a capacidade de agir politicamente, é um equilíbrio difícil. A consciência é um domínio muito precioso. É o domínio da nossa privacidade e da nossa liberdade de pensar. Então, acho que precisamos de algum tipo de higiene da consciência, principalmente neste momento, em que este político descobriu maneiras de controlar nossa atenção. A consciência é mais relevante agora do que era há 10 ou 20 anos, como algo sobre o qual devemos pensar, proteger e nutrir.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:52 AM
Scoop.it!

Pare a deterioração mental! 12 maneiras de manter a mente afiada em um mundo que nos deixa atordoados

Pare a deterioração mental! 12 maneiras de manter a mente afiada em um mundo que nos deixa atordoados | Inovação Educacional | Scoop.it

Já teve um daqueles dias em que você não faz nada, mas mesmo assim se sente exausto? Claro que sim: a decadência cerebral, a palavra do ano de 2024 segundo o dicionário Oxford , ainda não consta em nenhum dicionário médico, mas provavelmente é melhor compreendida como o declínio das habilidades cognitivas que resulta da exposição constante a informações facilmente assimiláveis. E, graças à onipresença de vídeos curtos e das redes sociais, é quase certo que esteja em ascensão.
“Quando interagimos com esse tipo de mídia, nossos cérebros ficam subutilizados – porque a informação é fácil de entender – e sobrecarregados porque há muita informação para absorver”, diz a Dra. Wendy Ross, professora sênior de psicologia da London Metropolitan University. “É por isso que você acaba cansado mesmo que esteja apenas navegando na internet deitado no sofá.” Quer inverter esse processo e recuperar sua atenção? Veja como.

Aprenda a resolver palavras cruzadas enigmáticas
“Não tenha medo de achar algumas coisas difíceis”, diz Ross. “Tarefas que exigem um esforço mental considerável, como palavras cruzadas enigmáticas, podem redefinir o equilíbrio entre esforço e recompensa, e as evidências mostram que ficar preso em um problema e resolvê-lo leva a sentimentos de domínio e sucesso que duram e aumentam com o tempo. Incluir momentos de desafio cognitivo em sua vida, em vez de buscar a informação instantaneamente, é uma boa proteção.”

Bons pontos de partida são o Minute Cryptic – que lhe ensinará os fundamentos da resolução de palavras cruzadas, com apenas uma dica (mais sugestões!) por dia – e a página de palavras cruzadas crípticas rápidas do Guardian .

Pare de usar IA para obter respostas fáceis.
“Na era da IA, a maior armadilha cognitiva é terceirizar o pensamento antes mesmo que o cérebro tenha a chance de começar a trabalhar. Muitas pessoas já ouviram a frase 'use ou perca' quando se trata do cérebro, mas se você não praticar uma habilidade ou desafiar seu cérebro desde o início, você não construirá essas conexões”, diz a Dra. Lila Landowski, neurocientista e professora sênior de ciências biomédicas da Universidade da Tasmânia. “Depender excessivamente da IA ​​é como ter um personal trainer levantando pesos para você – ele pode até fazer o trabalho, mas você não obtém nenhum dos benefícios. Resista à tentação de usá-la, especialmente como primeiro passo. Gere rascunhos e ideias você mesmo. Permita-se cometer erros. Elaborar suas próprias respostas (mesmo que estejam erradas) e depois verificar se estão corretas aprimora o aprendizado. Por meio da educação, trabalho complexo, socialização e variedade – essencialmente qualquer coisa que o desafie de forma produtiva – você constrói reserva cognitiva. E quanto mais reserva cognitiva você construir, mais tempo poderá retardar o declínio cognitivo.”

Exercícios em diferentes intensidades
Quase qualquer tipo de exercício físico pode melhorar o humor, o aprendizado e a memória, e até mesmo aumentar o volume cerebral – mas você obterá mais benefícios se variar os exercícios, afirma Landowski. “O exercício aeróbico favorece a formação de novas células cerebrais no hipocampo, o centro da memória do cérebro, aumentando a produção de proteínas como o fator neurotrófico derivado do cérebro, ou BDNF. Ao mesmo tempo, o exercício de resistência promove a produção de hormônios como a osteocalcina, um regulador endócrino crucial para o desenvolvimento e a função cerebral. Juntos, esses fatores atuam como um fertilizante cerebral, ajudando as células cerebrais a crescerem e se conectarem.”

Idealmente, você deve fazer um pouco de exercício cardiovascular de baixa intensidade toda semana — como caminhada, corrida leve ou ciclismo — combinado com algum treino de musculação ou flexões e agachamentos. Mas, se você estiver disposto, o treino mais eficaz contra o declínio cognitivo pode ser também o mais intenso. "Praticar treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) três vezes por semana é uma das únicas formas de exercício comprovadas não apenas para retardar o declínio cognitivo, mas também para melhorá-lo", afirma Landowski. "E tem um bônus: pessoas que praticaram HIIT por seis meses e depois pararam ainda apresentaram benefícios cognitivos cinco anos depois." Não se apresse: um " Tabata reverso " — 10 segundos de esforço máximo e 20 segundos de descanso, repetidos oito vezes — é um bom ponto de partida.

'Lave ' seu cérebro com sono
Ninguém se sente bem depois de uma noite mal dormida, mas o descanso adequado também é essencial a longo prazo: é durante os estágios de sono profundo que o sistema glinfático do cérebro entra em ação, funcionando como uma espécie de reinicialização. "Ao longo do dia, os resíduos metabólicos se acumulam no cérebro e só são eliminados quando o sistema glinfático está ativo", afirma Landowski. "O sono, especialmente o sono não REM, duplica a eliminação de resíduos pelo sistema glinfático." A posição do corpo pode fazer diferença — estudos em ratos sugerem que dormir de lado melhora a eliminação de resíduos. Mas a melhor intervenção é estabelecer uma rotina de sono consistente e segui-la.

Agende pausas para descanso das telas.
É ótimo dizer a si mesmo que passará menos tempo em seus dispositivos, mas sem um plano, é improvável que isso aconteça. “Encare as pausas sem telas como compromissos inegociáveis, como você encararia uma reunião de trabalho ou uma obrigação familiar”, diz Alison Campbell, coach de bem-estar e fundadora da empresa de bem-estar corporativo unBurnt. “Deixe seu celular em outro cômodo para não se distrair com notificações e tente se comprometer com 30 minutos de desintoxicação digital por dia para se dar espaço para redefinir cognitivamente todo o ruído.” O segredo é fazer do tempo longe das telas um prazer, em vez de uma obrigação. “Escolha algumas coisas para ter em seu arsenal que você goste”, sugere Campbell. “Pode ser ler um livro físico, cuidar do jardim – plantas em vasos dentro de casa contam! – ou expressão criativa, como escrever em um diário, pintar ou desenhar. Mesmo pequenos intervalos ajudam a quebrar o ciclo de fadiga mental que leva à deterioração cerebral.”

Ilustração de Serge Seidlitz
Leia (ligeiramente) mais rápido
Está com dificuldade para se concentrar no seu livro? Uma explicação pode ser que você não o esteja achando desafiador o suficiente. “As estimativas variam um pouco, mas acredita-se que nossos cérebros processam informações a uma taxa de cerca de 1.400 palavras por minuto”, diz Oscar de Bos, autor de Focus On-Off . “A velocidade média de leitura, por exemplo, é de cerca de 250 palavras por minuto, o que é significativamente mais lento – então talvez não seja surpresa que nossos cérebros comecem a pensar em outras coisas quando os textos são um pouco monótonos. Minha solução para isso é, quando percebo que minha mente começa a divagar, mover meus olhos pelas linhas um pouco mais rápido. Ao aumentar minha velocidade de leitura, a tarefa se torna mais desafiadora. Isso me leva a mergulhar mais fundo nas histórias, ao mesmo tempo que aumenta meu foco, o que torna muito mais fácil absorver e lembrar as informações. Esse método funciona igualmente bem para pessoas com dislexia, assim como para qualquer pessoa que tenha dificuldades com tarefas comuns que encontramos no trabalho. É um princípio que chamo de 'preencher o vazio'.”

Interromper a troca de tarefas
“Sempre que mudamos de tarefa, parte do nosso cérebro permanece ligada ao que estávamos fazendo antes, dificultando a continuidade do trabalho”, afirma De Bos. “A professora de gestão Sophie Leroy chama isso de resíduo atencional : parte da nossa atenção permanece na atividade anterior, o que nos atrasa e nos leva a cometer mais erros. Esse fenômeno ocorre mesmo após as mudanças de atenção mais sutis – depois de uma rápida olhada na caixa de entrada do e-mail ou no celular, o cérebro leva um tempo para retornar à tarefa anterior.” Uma maneira prática de evitar isso, sugere De Bos, é desativar todas as notificações “não humanas” – sejam elas de aplicativos de redes sociais ou de empresas de entrega de pizza. Outra é agendar as tarefas mais importantes para o início do dia, evitando que o resíduo atencional de outras tarefas o distraia enquanto você as realiza.

Treine sua percepção
Se as coisas parecerem caóticas, ouça o que está acontecendo ao seu redor e, em seguida, escolha um som específico — o canto dos pássaros, o tique-taque de um relógio, o trânsito distante — e concentre-se nele por um breve momento. “Este treinamento de aprimoramento da consciência deriva de uma técnica para o tratamento da ansiedade e da depressão”, diz o hipnoterapeuta clínico Paul Levrant. “Ele desenvolve naturalmente o 'músculo da atenção'. Pode ser melhor começar com uma trilha sonora artificial — há muitas no YouTube —, mas quanto mais você praticar, melhor ficará. Indo além, utilize a mesma abordagem para usar seus outros sentidos — por exemplo, concentrando-se em como suas roupas se sentem em sua pele ou nos pontos de contato do seu corpo com a cadeira — o que pode acelerar muito o progresso.”

Faça um exame de estresse.
“Reserve 10 minutos para parar e pensar nas coisas que estão te deixando nervoso ou que parecem mais pesadas”, sugere Campbell. “Quando damos nome aos nossos fatores de estresse, isso ajuda a restaurar as funções executivas cognitivas e diminui a intensidade da resposta emocional. Podemos voltar mais facilmente ao pensamento racional e criar um plano de como lidaremos com as circunstâncias, em vez de buscar uma fuga, como maratonar séries ou ficar rolando a tela do celular sem parar.”

Caminhe com atenção plena
Saindo para um passeio na hora do almoço? Se você não precisa ir além do Pret a Gourmet, que tal diminuir o ritmo? "Preste atenção em cada movimento que o corpo faz enquanto caminha: sinta seus pés no chão, a transferência de peso, o uso de músculos e tendões individuais, e assim por diante", diz Levrant. "Uma vez que o hábito de se concentrar dessa maneira se torne mais natural, não será difícil desfrutar de maior atenção em todas as outras áreas."

Retome um antigo hobby
“Há fortes indícios de que reacender antigos hobbies, como continuar aprendendo aquele idioma que você sempre quis dominar, aprender um instrumento musical ou cantar, dançar ou fotografar, estimula várias áreas do cérebro simultaneamente, além de construir novos circuitos”, afirma Roxi Carare, professora de neuroanatomia clínica da Universidade de Southampton. “Isso ajuda muito a retardar ou prevenir o declínio cognitivo.”

Certifique-se de que seus exames de saúde estejam em dia.
Se você está na meia-idade ou mais velho, manter a saúde em dia é fundamental. "Pressão alta ou colesterol anormal são fatores de risco muito fortes para demência", afirma Carare. "Uma combinação de alimentação saudável, exercícios físicos e socialização pode ajudar, mas se você pertence a um grupo de alto risco, é importante descobrir isso primeiro."

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:51 AM
Scoop.it!

As redes sociais podem estar perto do seu maior acerto de contas

As redes sociais podem estar perto do seu maior acerto de contas | Inovação Educacional | Scoop.it
Condenações desafiam proteções legais e pressionam as empresas a adotar medidas de segurança mais rigorosas para usuários mais jovens
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:48 AM
Scoop.it!

Criando IA que ajuda alunos — e professores — a prosperar

Criando IA que ajuda alunos — e professores — a prosperar | Inovação Educacional | Scoop.it

A inteligência artificial pode transformar a educação, mas apenas se for desenvolvida de forma responsável. A empreendedora Priya Lakhani explica como evitar entregar nosso aprendizado aos robôs.
Sobre Priya Lakhani
Priya Lakhani é a fundadora e CEO da CENTURY Tech, uma empresa de IA e educação. Em 2018, ela cofundou o Instituto para IA Ética na Educação.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:45 AM
Scoop.it!

Soft skills in the AI era

Soft skills in the AI era | Inovação Educacional | Scoop.it
4 SMART STEPS TO TRAIN FOR AI AND DURABLE SKILLS
Consider these four steps when planning training, which integrate durable skills: 

1. Identify gaps: This includes both current skill gaps and future priorities. Deliver training in AI skills alongside communication, critical thinking, and collaboration skills for AI process build and management.

2. Develop training: Create practical and role-specific training to develop the skills, judgment, and confidence necessary for AI function oversight.

3. Consider interests: Ideally, align training with employee interests to ensure employees feel engaged, supported, and eager to expand their skill sets.

4. Consider training as an investment. In the future, most organizations will struggle to recruit qualified external employees due to a skills shortage. Employers should take steps now to grow their own talent. Develop your own approaches or partner with a provider that offers targeted training to empower employees and advance their careers and their organization.

Uniquely human skills will remain valuable in the workplace, but they won’t always look the same way. As organizations build an AI-enabled workforce for this new era of work, they must also build the long-lasting, durable skills to adapt to the rapidly changing demands of this fast-moving technology.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:40 AM
Scoop.it!

Preocupado com a IA roubando seu emprego? Isso não é nada "agente" da sua parte

Preocupado com a IA roubando seu emprego? Isso não é nada "agente" da sua parte | Inovação Educacional | Scoop.it

Existem vários relatos e todos parecem concordar: o mundo da tecnologia está atualmente imerso no conceito de agência. Mais especificamente, está extremamente envolvido com a palavra "agente", que permeia a linguagem dos setores relacionados à tecnologia, dos setores adjacentes à tecnologia e dos setores adjacentes à tecnologia.

Isso é “agente”, no sentido de ter agência — possuir a capacidade de “influenciar e controlar resultados por meio de ações individuais assertivas”, como define o Dicionário Oxford de Inglês. A palavra tem muitos significados na área da computação, mas os aspirantes do Vale do Silício parecem igualmente ansiosos para aplicá-la a si mesmos. Eles falam sobre serem pessoas “agentes ”; às vezes, vestem a ideia com um pouco de retórica e falam sobre o Indivíduo Altamente Agente. Estão descrevendo o tipo de pessoa que simplesmente age, de forma assertiva, para moldar o mundo, em vez de buscar aprovação ou seguir docilmente a manada. Candidatos a vagas na área de tecnologia são questionados se são “agentes” (bom) ou “miméticos” (eca). No X, as pessoas debatem se o dono da plataforma, Elon Musk, é de fato “a pessoa mais “agente” do mundo”. Um usuário lamenta como um resfriado pode arruinar o dia de trabalho: “Você não vai fechar nenhum negócio, você não vai ser uma pessoa “agente”. Você é um banana”. Outro só precisa de um assistente suficientemente “agente” para ajudar a agendar consultas médicas.

Essa noção de agência existe há centenas de anos: a entrada do OED — II.4, “Habilidade ou capacidade de exercer poder” — apresenta citações a partir de 1606, referentes a temas como “a Agência moral do Ser Supremo” versus a da humanidade, ou o papel do Estado na preservação da “livre agência pessoal” de seus cidadãos. Mas seria compreensível que a sensação fosse de novidade, considerando o quanto nossa compreensão do conceito foi moldada por reflexões recentes na psicologia. Nesse campo, agência é a capacidade de agir de forma independente e, ao fazê-lo, sentir-se no controle do próprio destino — direcionando-o em vez de assistir impotente enquanto a vida acontece . (Diz-se, por exemplo, que as crianças desenvolvem gradualmente mais “agência e autonomia” à medida que crescem.) Leitores de obras como a crítica feminista certamente já viram um uso correlato surgir do pensamento acadêmico (1988: Ao contrário das representações de “mulheres como vítimas de forças além de seu controle”, Emma se destaca como “a heroína mais agente de Austen”) e, eventualmente, se incorporar à linguagem cotidiana.

A abordagem futurista atual não é tão diferente assim — exceto pelo fato de que, previsivelmente, adiciona as fantasias egocêntricas de poder que parecem endêmicas à cultura tecnológica. A linguagem frequentemente ecoa sonhos familiares de se tornar um visionário que quebra regras, um leão individualista e destemido em vez de uma ovelha plácida, ingênua e comum.

Há uma razão óbvia e imediata para a crescente popularidade da tecnologia: o setor está adicionando autonomia à IA. O campo está evoluindo de modelos generativos e chatbots para "agentes" de IA — modelos projetados para agir por conta própria, navegando pelo mundo digital, fazendo planos, compras e tomando decisões. Fala-se muito sobre programação autônoma, comércio autônomo, encontros autônomos, uma internet totalmente autônoma; tudo o que você faz em um computador poderia ser feito por um computador. "Muito em breve, haverá mais agentes de IA do que humanos realizando transações", afirma o CEO da Coinbase, para quem tal eventualidade pode ser bastante vantajosa. Este é um momento em que toda evocação de autonomia pessoal parece estar à sombra de computadores sendo estimulados a demonstrar algo muito semelhante.

A maioria dos americanos ainda associa a palavra "agente" a um significado diferente. Estamos acostumados a ver o agente como representante — alguém que age em nome de alguém . Agentes de talentos negociam contratos para atores, escritores e modelos. Agentes de viagens reservam pacotes de férias para grupos de turistas. Os atendentes de serviço ao cliente aparecem, se você tiver sorte, depois de um ou dois minutos declamando a palavra "AGENTE" com ar cansado em um sistema telefônico de reconhecimento de voz.

A etimologia da palavra contém ambas as vertentes: o agente como ator, sim, mas também como defensor, instrumento, emissário. Esse duplo sentido é incrivelmente útil para a indústria de tecnologia. Pode parecer que os modelos de IA com agentes são feitos para nos auxiliar — mesmo quando as pessoas que usam o termo se gabam de que seus modelos funcionam perfeitamente bem sem nós.
É exatamente essa dinâmica que parece preocupar alguns dos nossos indivíduos mais obsessivamente proativos. Há uma previsão comum entre aqueles que esperam superar seus pares passivos e miméticos: os modelos de IA, dizem eles, eventualmente fornecerão todo o esforço, treinamento e conhecimento especializado que historicamente se interpuseram entre os humanos e nossa capacidade de simplesmente fazer as coisas acontecerem. Uma vez que todos esses obstáculos sejam eliminados, a única coisa que separará os vencedores dos perdedores do mundo será a pura motivação para agir, a ambição genuína de fazer algo — pura e ousada capacidade de agir. Você se depara com essa noção em todos os lugares, às vezes como uma crença fervorosamente defendida e às vezes como um argumento de venda. Uma pessoa leiga suficientemente proativa, argumenta alguém em X, poderia sentar-se com uma IA e produzir o mesmo trabalho que um estudante de doutorado. “Na era da IA, tornar-se um indivíduo super proativo é um superpoder”; “Ser um indivíduo altamente proativo será muito importante com a ascensão da IAG (Inteligência Artificial Geral)”; Na era da IA, torne-se um "indivíduo agente" para prosperar! Descubra como o trabalho evolui com agentes de IA. Não fique para trás! Tudo o que importa é sua própria motivação e força de vontade; todos os outros aspectos do sucesso podem ser resolvidos, como por mágica, nas entranhas de um gigantesco centro de dados.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:37 AM
Scoop.it!

Quem são os “ludistas atuais” e como saber se você é um?

Quem são os “ludistas atuais” e como saber se você é um? | Inovação Educacional | Scoop.it

Um grupo crescente de estudantes nos Estados Unidos tem chamado atenção por adotar um estilo de vida incomum em plena era digital. Universitários e alunos do ensino médio passaram a organizar clubes que incentivam o uso consciente da tecnologia, em cidades como Nova York e Filadélfia, chamados de ludistas.
A proposta surgiu como resposta ao impacto das redes sociais na saúde mental e nas relações pessoais, e segue atraindo novos adeptos.
Os chamados ludistas modernos são jovens que questionam o uso excessivo de smartphones, redes sociais e aplicativos. O nome faz referência a um movimento histórico que criticava o avanço tecnológico.
Os ludistas originais são operários britânicos do começo do século XIX (1811–1816) que quebravam máquinas têxteis como forma de protesto contra o desemprego, os salários baixos e as más condições de trabalho no contexto da Revolução Industrial. Hoje, esses jovens também rejeitam as "máquinas", mas o foco é outro.
Esses estudantes não rejeitam totalmente a tecnologia, eles defendem limites claros. De acordo com o The New York Times, essas pessoas preferem ferramentas simples, como celulares básicos, e evitam plataformas que estimulam comparação, vício ou distração constante.
A ideia central é retomar o controle sobre o tempo e a atenção.
COMO SURGIU O MOVIMENTO ENTRE JOVENS
A iniciativa começou ainda no ensino médio, quando adolescentes decidiram se reunir presencialmente para atividades simples. Leituras, conversas e produções artísticas passaram a substituir horas diante de telas.
Com o tempo, o grupo ganhou visibilidade e inspirou a criação de novos núcleos em escolas e universidades pelo mundo, mesmo com a rotina acadêmica mais exigente, parte dos integrantes manteve os hábitos.
Outros acabaram adaptando o discurso à realidade, alguns voltaram a usar smartphones, mas com restrições.
O QUE ELES DEFENDEM NA PRÁTICA
Entre os principais comportamentos adotados pelos ludistas atuais estão:
Uso limitado ou ausência de redes sociais
Preferência por celulares simples
Valorização de encontros presenciais
Consumo mais seletivo de conteúdo digital
Rejeição à cultura de exposição online
Há também uma crítica direta às grandes empresas de tecnologia, acusadas de criar plataformas viciantes.
COMO SABER SE VOCÊ É UM LUDISTA
Nem todo mundo que reduz o tempo de tela faz parte do movimento, ainda assim, alguns sinais ajudam a identificar esse perfil:
Você sente incômodo com o uso excessivo de redes sociais
Prefere conversas presenciais a interações online
Evita exposição da vida pessoal na internet
Busca usar a tecnologia apenas quando necessário
Já pensou em trocar o smartphone por algo mais simples
Se você se identifica com vários desses pontos, já compartilha da mesma lógica dos ludistas atuais.
DESAFIOS NA VIDA REAL
Apesar do crescimento do movimento, seguir esse estilo de vida não é simples. Universidades exigem autenticações digitais, aplicativos e comunicação constante.
Além disso, atividades sociais também dependem da tecnologia, aplicativos de transporte, eventos e até relacionamentos passam pelo ambiente digital. Por isso, muitos jovens vivem um conflito, querem reduzir o uso, mas reconhecem que não conseguem se desligar completamente.
Mesmo com opiniões divididas, o movimento segue avançando entre jovens que buscam mais equilíbrio. Para muitos, não se trata de abandonar a tecnologia, mas de usá-la com intenção.
A proposta de ludistas pode parecer radical em um mundo hiperconectado, mas revela uma inquietação cada vez mais comum. A de que estar online o tempo todo pode ter um custo alto demais.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:07 AM
Scoop.it!

4 em cada 10 cidades arrecadam menos de 10% da receita

4 em cada 10 cidades arrecadam menos de 10% da receita | Inovação Educacional | Scoop.it
Em 2024 eram 2.190 municípios nessa condição; número vem caindo, mas ainda é considerado alto
Fenômeno de emancipações após a Constituição de 1988 desestimulou eficiência, dizem especialistas
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 7:51 AM
Scoop.it!

IA sempre muito bajuladora repete o erro das redes sociais, só que pior

IA sempre muito bajuladora repete o erro das redes sociais, só que pior | Inovação Educacional | Scoop.it
Na semana passada, pesquisadores de Stanford publicaram um estudo na revista Science investigando exatamente esse fenômeno em larga escala. E os resultados encontrados são preocupantes.

Os pesquisadores testaram 11 modelos de IA, incluindo ChatGPT, Gemini e Claude, em milhares de situações em que pessoas pediam conselhos sobre conflitos interpessoais, dilemas morais e até comportamentos claramente errados.

O que eles queriam saber era se a IA questionava a posição do usuário. E os resultados mostram que a IA concordou com o usuário 49% mais do que outros humanos fariam nas mesmas situações.

Num experimento usando posts do fórum Reddit, em que os membros da comunidade já haviam consensualmente apontado que o usuário estava errado, a IA deu razão para ele em 51% dos casos. Isso incluiu situações de engano, ilegalidade e dano a outras pessoas.

E tem um detalhe ainda mais sensível. Quanto mais bajuladora a IA, mais as pessoas confiam nela e querem voltar. Afinal, quem gosta de ser questionado e afrontado o tempo todo?

Esse é um comportamento que não surgiu do nada. É o efeito colateral do próprio desenvolvimento da IA.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 7:43 AM
Scoop.it!

Trabalho no exterior: o país da Europa que promete milhares de empregos a brasileiros e vistos em 2 semanas

Trabalho no exterior: o país da Europa que promete milhares de empregos a brasileiros e vistos em 2 semanas | Inovação Educacional | Scoop.it
A Finlândia, o 'país mais feliz do mundo', quer contratar 140 mil trabalhadores até 2035 para a área de tecnologia, e os brasileiros estão entre os principais alvos. Mas o que é preciso para trabalhar lá?
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 7:40 AM
Scoop.it!

Clima da Terra está mais instável do que nunca, e El Niño pode levar a novos recordes de temperatura, alerta agência da ONU

Clima da Terra está mais instável do que nunca, e El Niño pode levar a novos recordes de temperatura, alerta agência da ONU | Inovação Educacional | Scoop.it
O clima da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer momento da história registrada, afirma a agência meteorológica da ONU.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 4, 6:14 PM
Scoop.it!

Ways to help workers suffering from AI-related job losses

Ways to help workers suffering from AI-related job losses | Inovação Educacional | Scoop.it
Job losses are starting to accelerate due to AI, robotics, and automation. Anthropic CEO Dario Amodei warns that AI could cut half of all entry-level white-collar jobs in the coming years. A McKinsey report finds that “current gen AI and other technologies have the potential to automate work activities that absorb up to 70 percentof employees’ time today.” A Wall Street Journal article also cites leading CEOs who claim “AI will wipe out jobs.” OpenAI CEO Sam Altman has ominously written that the “2030s are likely going to be wildly different from any time that has come before.” 
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 4, 6:11 PM
Scoop.it!

US could lose 10.4 million jobs to AI and automation

US could lose 10.4 million jobs to AI and automation | Inovação Educacional | Scoop.it
Around 10.4 million jobs in the United States will be lost to artificial intelligence and automation by 2030, according to a new prediction, which notes that the future of work will remain “largely human.”
No comment yet.