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Fim do EAD? Nova regulação do MEC faz uma parte do mercado de educação ‘sumir’, mas vem para o bem, diz CEO da Ânima - ISTOÉ DINHEIRO

Fim do EAD? Nova regulação do MEC faz uma parte do mercado de educação ‘sumir’, mas vem para o bem, diz CEO da Ânima - ISTOÉ DINHEIRO | Inovação Educacional | Scoop.it
“Para nós, o EAD é experiência de aprendizagem digital, não é ensino a distância. Através da tecnologia conseguimos proporcionar uma experiência de aprendizagem que permita a flexibilidade que o aluno tem. É claro que é um negócio que tem uma rentabilidade bastante alta, mas que permite conciliar cada vez, como se fosse uma porta de entrada, já que o aluno que entra pelo ensino a distância tem acesso a outras coisas e, na medida que ele começa a ver que pode enriquecer sua experiência de aprendizagem com mais interação, com mais troca, ele vai customizando.”
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Comunidade escolhe diretores de 37% das escolas públicas - 14/01/2026 - Educação - Folha

Comunidade escolhe diretores de 37% das escolas públicas - 14/01/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
A participação da comunidade na escolha de diretores escolares ainda é limitada no Brasil. Só 37,4% das escolas públicas contam com algum tipo de envolvimento da comunidade no processo, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025.

Em 34,8%, o diretor é indicado pelo Executivo; 16,9% passam por seleção técnica organizada pelos governos; 8% são escolhidos por concurso público; e 2,9% seguem outros critérios.
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Em um terço das escolas não há ações de educação ambiental - 12/01/2026 - Educação - Folha

Em um terço das escolas não há ações de educação ambiental - 12/01/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Um terço das mais de 179 mil escolas públicas e privadas no Brasil não desenvolve nenhuma atividade relacionada ao ensino sobre meio ambiente ou mudança do clima, de acordo com os dados mais recentes sobre o tema registrados no Censo Escolar 2024, do Inep.

Incluído na Constituição de 1988, o ensino sobre meio ambiente foi disciplinado pela Lei 9.795, de 1999, que estabeleceu a PNEA (Política Nacional de Educação Ambiental). Desde 2024, temas relacionados às mudanças climáticas e riscos dos desastres socioambientais fazem parte da política.
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Escolas cívico-militares têm fila de 11 mil no PR

Escolas cívico-militares têm fila de 11 mil no PR | Inovação Educacional | Scoop.it
"O maior desafio era a escola trazer para os pais uma confiança de que poderiam colocar os filhos lá, que haveria disciplina."

Com o modelo cívico-militar, avalia que a situação melhorou. "Há um respaldo maior para trazer disciplina para dentro da sala de aula. É o motivo dos pais quererem colocar os filhos aqui."

O processo de transformar o colégio envolveu reuniões com famílias dos alunos e professores e uma votação.

"Foi unânime. Tivemos votação em 2023 e 97% aprovaram o modelo cívico-militar. Em 2024 já iniciamos o programa."

A alta procura, avalia o diretor, tem a ver com uma expectativa dos pais de formação mais rigorosa dos filhos.

"A expectativa dos pais é que o filho se forme cidadão de bem. Que saiba de seus direitos, mas principalmente de seus deveres e obrigações, do respeito, de cuidado com o patrimônio público."
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'Você está morto?': App chinês viraliza entre jovens

'Você está morto?': App chinês viraliza entre jovens | Inovação Educacional | Scoop.it
Jovens chineses que moram sozinhos (e que têm medo de morrer sem que ninguém fique sabendo) baixaram em massa um novo aplicativo pago de nome sombrio, que se tornou o mais instalado do país.
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História da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal - Aos 60 Anos e no Começo da Vida

O minidocumentário "Aos 60 Anos e no Começo da Vida" conta a história da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, desde sua criação em 1965 até os dias de hoje.
Produzido por Francesco Civita e Beto Gauss, da Prodigo Filmes, com direção de Cassia Dian, o filme retorna à história de Maria Cecilia, que morreu de leucemia aos 12 anos, como a perda impactou a família Souto Vidigal e a potência em transformar esta dor em uma fundação que estimulou por mais de 40 anos a pesquisa em hematologia. O documentário mostra também a mudança de causa, em 2007, quando o tratamento de câncer já estava avançado e novas pesquisas mostravam o impacto de investir na primeira infância, tanto para o indivíduo quanto para toda a sociedade.

O filme é uma celebração da história da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, que completa 60 anos em 2025.

Ficha técnica
Direção: Cássia Dian
Produzido por: Francesco Civita, Beto Gauss
Produção executiva: Carol Pessini, Luisa Adegas, Mariana Limone
Roteiro e Pesquisa: Laura Artigas
Montagem: Danilo Ortiz

Trilha sonora original, sound design e mixagem: Submarino Fantástico
Direção de conteúdo: Gabriela Matarazzo
Coordenação de conteúdo: Mayara Santana
Direção de fotografia: Rita Albano Tavares, Kika Cunha
1ª Assistência de direção: Aline de Oliveira Penna
Som Direto: Camila Licarião
Produção de Pós-Produção: Maria Luiza Tutu Mesquita
Finalização: Thiago Rigolino

Assistência e produção: Maria Rita Silva Miranda
Assistente de set produção: Steffanie Karen da Silva Bezerra
Assistente de set arte: Helton Murilo
Assistência de produção executiva: Jennifer Sabino, Julia Conceição
Ilustradora: Danielle Noronha Maia

Equipe técnica
Imagens adicionais: Ana Grynberg, Rogério Vercoza
2ª Operadora de câmera: Angela Sugai
Logger/DIT: Thiago Takemori de Araújo (Take)
Eletricista: Christian Oliveira Santos
Assistente de Eletricista: Ederson dos Santos Passos

Pós-produção
Assistência de montagem e conforme: Thiago Rigolino
Assistência de finalização: Bruna Fortes
Direção de arte e motion designer: Lucas Carvalho
Marcação de cor: Lucas Campos

Equipe Submarino Fantástico
Produtores: Ingo André, Kezo Nogueira, Otávio Carvalho

Produção executiva: Victor Gáspari Canela

Coordenação de pesquisa criativa: Maggie Landim
Pesquisa: Tunico Rodrix

Motoristas: José Roberto Oliveira, Ricardo de Souza, José Orestes Cerqueira Santos

Fornecedores: Infra + Consumíveis, Slider, Elet e Máq, Magline, Aguia Locações (Letícia), Bolha, Christian Oliveira Santos, Barcelona

Equipe Pródigo Filmes
Coordenação e Desenvolvimento: Ana Herman
Diretora administrativa e financeira: Simone de Souza
Assistência de Controladoria: Beatriz Soares, Fabio Oliveira
Controller: Adriana Lima
Financeiro: Ivonete Xavier, Lucas Pereira
RH: Henrique Carniel
Gerência e TI: João Paulo Grillo

Equipe Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal
CEO: Mariana Luz
Diretora de Sensibilização da Sociedade: Paula Perim
Diretora de Políticas Públicas: Marina Fragata Chicaro
Diretor de Operações: Leonardo Hoçoya
Gerente e Sensibilização da Sociedade: Sheila Ana Calgaro
Gerente de Controladoria: Carine Jesus
Jurídico e Compliance: Raquel Hellen
Assistente Executiva: Fran Macedo

Jurídico
Bassin Advocacia Cultural: Carolina Bassin, Carolina Martins, Juliana Alves, Maria Clara Fraga, Pâmela Vieira

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BNCC Computação: implementação obrigatória nos currículos brasileiros começa em 2026

BNCC Computação: implementação obrigatória nos currículos brasileiros começa em 2026 | Inovação Educacional | Scoop.it
Além disso, questões estruturais seguem como entraves relevantes. Segundo dados mais recentes do Censo Escolar, cerca de 8 milhões de estudantes brasileiros não utilizam a internet para fins pedagógicos na escola. Aproximadamente 10% das escolas declararam não contar com qualquer tipo de acesso à internet, nem mesmo para atividades administrativas.

A adequação curricular e o acesso a recursos do Fundeb

A atualização dos currículos até 2025 é um passo fundamental para que as redes públicas assegurem o acesso pleno aos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), principal mecanismo de financiamento da educação básica no país.

O financiamento está condicionado à implementação integral da BNCC em todas as etapas da educação básica, incluindo o componente de Computação. Em 2025, o Ministério da Educação passou a vincular o acesso ao Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), uma das modalidades do Fundeb, à atualização curricular alinhada às competências e habilidades da BNCC Computação.
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Era dos livros pode estar no fim nas escolas, diz pesquisa - 26/12/2025 - Ilustrada - Folha

Era dos livros pode estar no fim nas escolas, diz pesquisa - 26/12/2025 - Ilustrada - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Nas escolas secundárias americanas, a era do livro pode estar desaparecendo.

Muitos adolescentes recebem poucos livros completos para ler do início ao fim —geralmente apenas um ou dois por ano, de acordo com pesquisadores e milhares de respostas a uma pesquisa informal com leitores realizada pelo The New York Times.

As notas de leitura do 12º ano estão em mínimas históricas e professores, mesmo em escolas de elite, relatam cada vez mais dificuldades em fazer com que os alunos se envolvam com textos longos ou complexos.


Alunos do 1º ano do ensino fundamental lendo em escola municipal de São Paulo - Diego Padgurschi/Folhapress
Talvez isso seja esperado na era do TikTok e da inteligência artificial. Alguns especialistas em educação acreditam que, em um futuro próximo, até mesmo as histórias e conhecimentos mais sofisticados serão transmitidos principalmente por meio de áudio e vídeo, os formatos que dominam na era da mídia móvel e streaming.

Queríamos descobrir como alunos e professores se sentem em relação a essa mudança e qual papel as escolas podem desempenhar. Então, o Times pediu a educadores, pais e alunos que contassem sobre suas experiências com leitura no ensino médio.

Mais de 2.000 pessoas responderam.

Muitos eram professores experientes que relataram atribuir menos livros completos agora do que no início de suas carreiras. Alguns reclamaram do efeito da tecnologia na resistência dos alunos para a leitura e no interesse por livros. Mas a maioria apontou para os produtos curriculares que suas escolas haviam adquirido de grandes editoras.

Esses programas geralmente giram em torno de alunos lendo contos, artigos e trechos de romances, para depois responderem a perguntas curtas e escreverem pequenos ensaios.

Os alunos normalmente acessam o conteúdo online, frequentemente usando laptops fornecidos pela escola.

Essas práticas começam no ensino fundamental e, ao chegar ao ensino médio, a leitura de livros pode parecer um obstáculo assustador.

Programas curriculares populares que se concentram em trechos foram criados por editoras, em parte, para ajudar a preparar os alunos para testes padronizados estaduais. Muitas escolas e professores estão sob pressão significativa para aumentar as notas dos alunos nesses exames de final de ano, que alimentam os sistemas de prestação de contas estaduais e federais. Os resultados dos testes também são destacados em sites de classificação escolar e imobiliária.

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As crianças e os livros

Micaela Campion, 8, escolhe livros na estante da Livraria da Vila, do Shopping Higienópolis, em São Paulo Eduardo Knapp/FolhapressMAIS

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Quando os professores terminam seus currículos obrigatórios e preparam os alunos para os exames, geralmente têm pouco ou nenhum tempo para orientar as turmas na leitura de um livro inteiro.

Andrew Polk, 26 anos, ensina inglês para o 10º ano em um subúrbio de Ohio, não muito longe de onde cresceu. Como estudante do ensino médio há menos de uma década, ele recebeu muitos livros e peças completas para ler, entre eles, "A Vida Imortal de Henrietta Lacks", "As Bruxas de Salém" e "Seus Olhos Viam Deus".

Mas como professor, Polk deve usar o StudySync, que se concentra em trechos. Muitos colegas não acreditam que os alunos lerão livros inteiros, disse ele, embora tenha observado que sua própria experiência não confirmou isso.

Ele ainda atribui várias obras mais longas a cada ano e ensinou "Macbeth", "Fahrenheit 451" e o mais contemporâneo "Cidades de Papel", de John Green. Os adolescentes ainda sentem "paixão por uma boa história", disse ele. "Os alunos absolutamente podem e conseguem estar à altura da ocasião. É apenas uma questão de estabelecer essas expectativas."

Quando livros inteiros são atribuídos, eles são geralmente de uma lista relativamente estagnada de clássicos, de acordo com pesquisas dos estudiosos Jonna Perrillo e Andrew Newman.

O que pode ter mudado mais é o número desses clássicos que os alunos leram. Durante o ano letivo de 2008-09, uma pesquisa descobriu que os professores de inglês do ensino médio atribuíam uma média de quatro livros anualmente, com uma minoria significativa atribuindo sete ou mais livros.

Uma pesquisa de 2024 com professores de inglês realizada por Perrillo e Newman descobriu que eles atribuíam uma média de 2,7 livros completos por ano. Os resultados serão publicados em 2026.

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Alguns educadores explicaram o declínio apontando para o Common Core, um conjunto de padrões nacionais para inglês e matemática que a maioria dos estados adotou no início da década de 2010 e que continua a moldar fortemente a prática em sala de aula.

O Core foi criado para preparar melhor os alunos para a faculdade e introduziu mais leitura de não-ficção e escrita baseada em teses nas escolas. Também sugeriu uma variedade mais culturalmente diversa de autores e direcionou os educadores para uma longa lista de títulos caracterizados por "significado histórico e literário".

Muitos distritos escolares responderam exigindo que os professores aderissem estritamente a produtos curriculares que adotavam uma abordagem de antologia —expondo os alunos a dezenas de escritores e muitos gêneros, mas através de leituras mais curtas. O StudySync, por exemplo, inclui um único capítulo de "O Clube da Sorte e da Alegria" de Amy Tan, 1.179 palavras de "Nascido do Crime" de Trevor Noah e os "Federalista Nº 10" de James Madison.

Sandra Lightman, uma consultora educacional que ajudou a desenvolver o Common Core, concordou que os alunos deveriam estar lendo livros inteiros, mas argumentou que era errado culpar o Core, que segundo ela foi mal interpretado.

Defensores do Core haviam apontado que alguns romances comumente atribuídos a adolescentes, como "As Vinhas da Ira", não eram desafiadores em termos de vocabulário e estrutura de frases. Eram equivalentes a um nível de leitura de segunda ou terceira série, apesar de serem tematicamente ricos.

"Nunca pretendemos que isso fosse proibido, apenas que não deveria ser a única fonte de leitura", disse Lightman. Ela argumentou que, no geral, os produtos curriculares incluem material de leitura de maior qualidade e mais interessante hoje do que há 20 anos, antes do Common Core.

Existem outras razões pelas quais algumas escolas preferem trechos. Pode ser mais caro comprar livros do que atribuir uma variedade de obras mais curtas, que não estão sujeitas a restrições de direitos autorais e podem ser facilmente lidas em um laptop ou tablet.

Além disso, com mais de 20 estados aprovando leis nos últimos cinco anos que limitam o ensino sobre raça, gênero e sexualidade, o uso de trechos permite que as escolas evitem passagens que lidam com temas proibidos.

Laura Henry, uma professora em Houston, observou que o StudySync oferece um trecho de 988 palavras de "Inimigos, Uma História de Amor", um romance de comédia negra de 1972 do escritor iídiche Isaac Bashevis Singer. Ele trata das consequências do Holocausto.

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Alfabetização é o caminho para a criança se inserir no mundo letrado

Sesi-SP cria programa gratuito de apoio a escolas públicas do estado de São Paulo. DivulgaçãoMAIS


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No Texas, ela disse, "Não haveria como lermos o livro inteiro. É um livro lindo, mas há um caso extraconjugal nele."

Timothy Shanahan, um importante estudioso de alfabetização e autor do currículo StudySync, disse que não há dados sugerindo que os alunos se tornem leitores mais fortes quando recebem romances completos. A abordagem dominante atual —ler um ou dois livros completos por ano como turma, junto com muitos trechos— "faz muito sentido", disse ele, como uma maneira de apresentar aos alunos uma ampla variedade de escritos.

Ainda assim, alguns jovens adultos estão frustrados com a falta de leitura de livros em suas escolas.

Ella Harrigan, 22 anos, de São Francisco, disse que leu apenas um livro em seu primeiro ano, "O Ódio que Você Semeia". "Optei por sair e fazer um curso online, onde lia um livro a cada duas semanas", disse ela.

Pais que responderam ao questionário também reclamaram, mesmo quando seus filhos estavam matriculados em turmas avançadas em algumas das escolas públicas mais conceituadas da América, incluindo escolas secundárias especializadas na cidade de Nova York e escolas suburbanas afluentes no Condado de Montgomery, Maryland.

Ambos os distritos disseram que incentivam uma mistura de livros completos e trechos, mas dão aos diretores e professores do ensino médio uma latitude significativa sobre com que frequência atribuir obras mais longas.

Kasey Gray, porta-voz da Imagine Learning, a empresa que desenvolve o StudySync, observou que o currículo oferece algumas unidades baseadas em romances completos. Mas Gray reconheceu que as escolas que usam o programa podem não incorporar livros inteiros.

"Entendemos as restrições reais que os educadores enfrentam —tempo limitado, pressões de avaliação e diversas necessidades dos alunos", disse ela em um comunicado.


O StudySync é distribuído pela McGraw Hill, e os materiais vêm com uma espécie de aviso:

"Observe que os trechos na biblioteca StudySync® são destinados a servir como pontos de referência para gerar interesse no trabalho de um autor. A StudySync® acredita que tais passagens não substituem a leitura de textos inteiros e recomenda fortemente que os alunos procurem e adquiram a obra literária ou informativa completa."

Empresas que publicam produtos concorrentes centrados em trechos, incluindo Savvas e Houghton Mifflin Harcourt, disseram que também incentivam os professores a atribuir livros inteiros.

O Into Literature da HMH inclui uma peça de teatro completa em cada ano do ensino médio. Em resposta a pedidos de distritos escolares, a empresa está desenvolvendo mais planos de aula diários construídos em torno de romances completos, disse Jennifer Raimi, vice-presidente sênior de desenvolvimento de produtos.

Existem muitas escolas, educadores e editoras desafiando a tendência de afastamento dos livros completos —mesmo que tenham que dobrar as regras para fazê-lo.

"Muitos professores são revolucionários secretos e ainda atribuem livros inteiros", disse Heather McGuire, uma professora veterana de inglês do ensino médio em Albuquerque, Novo México. No último ano, ela atribuiu aos seus alunos do penúltimo e último ano "Hamlet", "A Autobiografia de Malcolm X", "A Vida de Pi" e "Narrativa da Vida de Frederick Douglass".

Seus alunos, disse ela, disseram que preferem muito mais ler livros impressos do que ler em uma tela.

Existem alguns players menores no mercado de currículos, como Great Minds e Bookworms, que enfatizam livros completos. Até agora, grande parte de seus negócios está em níveis de séries mais jovens. Mas John White, CEO da Great Minds, disse que a empresa está explorando a expansão para o ensino médio.

White anteriormente atuou como superintendente estadual de educação na Louisiana. Os formuladores de políticas podem mudar a prática em sala de aula, disse ele, criando novos testes padronizados que exigem que os alunos escrevam sobre livros que leram durante o ano letivo, em vez de apenas responder a trechos curtos contidos nas páginas do livreto de teste.

Um grande benefício de uma turma inteira lendo um romance completo juntos é o músculo que isso constrói para a cidadania e o debate de grandes ideias, argumentou White.
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Conteúdo sintético: A Era da Inteligência Artificial na educação

Conteúdo sintético: A Era da Inteligência Artificial na educação | Inovação Educacional | Scoop.it
O ChatGPT, uma das ferramentas de inteligência artificial (IA) mais utilizadas pelos estudantes, acaba de completar três anos de existência. Esse marco oferece uma oportunidade importante para refletirmos sobre os benefícios e os desafios que essa tecnologia tem introduzido no ecossistema educacional.

A história, no entanto, não é totalmente nova. Ao revisitar artigos e registros das décadas de 1970 e 1990, observamos um ceticismo semelhante e até certo “pânico” por parte de professores diante da chegada de tecnologias disruptivas, como o computador e, posteriormente, a internet.
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Point: Standardized tests were built for a predictable world; that world is gone

Point: Standardized tests were built for a predictable world; that world is gone | Inovação Educacional | Scoop.it
This model, born in the industrial age, is buckling under the weight of a new world. The challenges facing today’s students cannot be solved by scoring higher on a math exam. Climate disruption, mental health crises, the rise of AI and the strains on democracy require a different kind of learning, one that nurtures agency, resilience, ethics and interdependence.
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ChatGPT Health conecta registros médicos e apps de saúde

ChatGPT Health conecta registros médicos e apps de saúde | Inovação Educacional | Scoop.it

A OpenAI lançou nesta quarta-feira (7) o ChatGPT Health que responde a perguntas relacionadas à saúde e permite que os usuários enviem registros médicos e conectem aplicativos de saúde como Apple Health e MyFitnessPal.
O lançamento expande os recursos do ChatGPT, oferecendo aos usuários um espaço dedicado para acessarem informações sobre saúde, que é um dos usos mais populares do chatbot.

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January 15, 5:25 PM
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MEC fará pesquisa sobre impacto da restrição de celular nas escolas

O Ministério da Educação (MEC) fará uma pesquisa nacional no primeiro semestre de 2026 para analisar os desdobramentos da lei. O objetivo é compreender como a norma vem sendo adotada nos diferentes sistemas de ensino e quais são os seus efeitos no ambiente escolar.
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January 15, 5:18 PM
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A new direction for students in an AI world: Prosper, prepare, protect

A new direction for students in an AI world: Prosper, prepare, protect | Inovação Educacional | Scoop.it
This report explores the potential risks generative AI poses to students and outlines what we can do now to minimize them.
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Proteção à primeira infância entre telas e mídias digitais

Proteção à primeira infância entre telas e mídias digitais | Inovação Educacional | Scoop.it
Evidências científicas mostram quem o uso de telas e mídias digitais na primeira infância cresce de forma acelerada, levantando alertas sobre seus impactos no desenvolvimento infantil. No Brasil, quase metade das crianças de até 2 anos já acessa a internet, índice que chega a mais de 70% entre aquelas de 3 a 5 anos. A exposição excessiva, especialmente em contextos de vulnerabilidade social, tende a substituir o brincar, a interação e a presença de adultos, afetando linguagem, vínculos afetivos, regulação emocional e habilidades sociais essenciais nos primeiros anos de vida da criança.

Sob a coordenação das professoras Maria Beatriz Linhares e Maria Thereza de Souza, este working paper produzido pelo Comitê Científico do Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI) reúne evidências científicas nacionais e internacionais sobre os efeitos do uso de telas e mídias digitais no desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos. O material discute como desigualdades sociais, qualidade do conteúdo e mediação adulta influenciam os riscos e as oportunidades do ambiente digital na primeira infância.
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Universidades federais dependem de emendas parlamentares - 09/01/2026 - Educação - Folha

Universidades federais dependem de emendas parlamentares - 09/01/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
"As emendas são destinadas a projetos específicos. Podem ser usadas para comprar equipamentos ou construir prédios, mas não cobrem os custos operacionais. Não posso pegar esse dinheiro e pagar uma conta", explica a gestora. "Estou cansada de ter recursos para prédio e não ter para água, luz e alimentação."
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Proposta do novo PNE prevê educação digital - 15/01/2026 - Educação - Folha

Proposta do novo PNE prevê educação digital - 15/01/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Nele, as tecnologias eram previstas de forma estratégica, a fim de garantir uma infraestrutura às escolas condizente com as necessidades de banda larga e computadores, tanto para a gestão quanto para as práticas pedagógicas. Esse mesmo PNE previa também a formação de professores para o uso educacional das tecnologias da informação e comunicação e o desenvolvimento de tecnologias educacionais para as redes de ensino.

Agora, o projeto do novo plano (válido até 2034) avança no sentido de considerar as tecnologias um objeto de estudo escolar. Se no plano anterior o foco recaia sobre a conectividade, a gestão e a formação docente para o uso das tecnologias como instrumento pedagógico, o texto atual coloca a educação digital, de forma estratégica, como objetivo curricular.
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Desafio LED 2026 abre inscrições para projetos contra evasão escolar; prêmio soma R$ 300 mil

Desafio LED 2026 abre inscrições para projetos contra evasão escolar; prêmio soma R$ 300 mil | Inovação Educacional | Scoop.it
Com o tema “Evasão Escolar”, o desafio busca propostas que dialoguem com a realidade dos territórios, valorizem diferentes vivências e apostem na educação como motor de transformação social. Podem participar estudantes maiores de 18 anos, com matrícula ativa no primeiro semestre de 2026.

Os cinco projetos vencedores serão apresentados no palco do Festival LED e vão dividir um prêmio total de R$ 300 mil.

Segundo a organização, além do prêmio em dinheiro, os selecionados passam por uma jornada de desenvolvimento, com mentorias para estruturar as ideias até chegar a um protótipo pronto para ser colocado em prática. A proposta é fortalecer iniciativas que tragam novos caminhos para reduzir o abandono escolar, seja por meio de metodologias inovadoras, uso criativo da tecnologia, ações comunitárias, engajamento familiar ou estratégias de acolhimento e pertencimento.
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Apenas 3 em cada 10 crianças no CadÚnico estão na creche

Estudo inédito da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com MEC e MDS, analisa dados da Cadastro Único e do Censo Escolar e revela que a pobreza e o território ainda determinam quem tem acesso à creche e à pré-escola no país
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Today, 3:18 PM
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Vídeo: Filhos de famílias de baixa renda têm pouco acesso a escola

Vídeo: Filhos de famílias de baixa renda têm pouco acesso a escola | Inovação Educacional | Scoop.it
Filhos de famílias de baixa renda têm pouco acesso a escola
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Today, 8:38 AM
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O ano da implementação

O ano da implementação | Inovação Educacional | Scoop.it
A esse núcleo fundamental somam-se outras políticas estratégicas: a Política Nacional Integrada da Primeira Infância, voltada à base do desenvolvimento e à criação de novas governanças interfederativas; o programa Mais Professores, que busca atrair talentos para a carreira docente por meio de bolsas em licenciaturas de qualidade; a consolidação da Prova Nacional Docente, para qualificar seleções e concursos; o Mais Matemática, que visa superar deficiências históricas nessa área; a expansão da Educação Integral, essencial para ampliar tempo, oportunidades e equidade; o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que dará fôlego financeiro à expansão da Educação Profissional.
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Today, 8:33 AM
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Fim do EAD? Nova regulação do MEC faz uma parte do mercado de educação ‘sumir’, mas vem para o bem, diz CEO da Ânima - ISTOÉ DINHEIRO

Fim do EAD? Nova regulação do MEC faz uma parte do mercado de educação ‘sumir’, mas vem para o bem, diz CEO da Ânima - ISTOÉ DINHEIRO | Inovação Educacional | Scoop.it
“Para nós, o EAD é experiência de aprendizagem digital, não é ensino a distância. Através da tecnologia conseguimos proporcionar uma experiência de aprendizagem que permita a flexibilidade que o aluno tem. É claro que é um negócio que tem uma rentabilidade bastante alta, mas que permite conciliar cada vez, como se fosse uma porta de entrada, já que o aluno que entra pelo ensino a distância tem acesso a outras coisas e, na medida que ele começa a ver que pode enriquecer sua experiência de aprendizagem com mais interação, com mais troca, ele vai customizando.”
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Today, 8:31 AM
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O custo invisível da redução da jornada na educação privada

Por que reduzir jornada sem reduzir salários, em um setor intensivo em capital humano como a educação, é fabricar inflação
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Today, 8:26 AM
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Big techs correm para incorporar IA em escolas no mundo

Big techs correm para incorporar IA em escolas no mundo | Inovação Educacional | Scoop.it

No início de novembro, a Microsoft anunciou que forneceria ferramentas de inteligência artificial (IA) e treinamento para mais de 200 mil estudantes e educadores nos Emirados Árabes Unidos.
Dias depois, uma empresa de serviços financeiros no Cazaquistão anunciou um acordo com a OpenAI para fornecer o ChatGPT Edu, um serviço para escolas e universidades, para 165 mil educadores no país.

No mês passado, a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, anunciou um projeto ainda maior com El Salvador: desenvolver um sistema de tutoria com IA, usando o chatbot Grok da empresa, para mais de 1 milhão de estudantes em milhares de escolas do país.

Impulsionados em parte por empresas de tecnologia americanas, governos ao redor do mundo estão correndo para implementar sistemas de IA generativa e treinamento em escolas e universidades.


Especialista da Unicef diz que uso de IA sem orientação pode desqualificar alunos e professores - Raven Jiang/NYT
Alguns líderes de tecnologia dos EUA afirmam que chatbots de IA —que podem gerar emails semelhantes aos humanos, criar questionários para aulas, analisar dados e produzir código de computador— podem ser um benefício para a aprendizagem. As ferramentas, argumentam, podem economizar tempo dos professores, personalizar o aprendizado dos alunos e ajudar a preparar os jovens para uma economia "orientada pela IA".

Mas a rápida disseminação dos novos produtos de IA também pode representar riscos para o desenvolvimento e bem-estar dos jovens, alertam alguns grupos de defesa de crianças e saúde.

Um estudo recente da Microsoft e da Universidade Carnegie Mellon descobriu que chatbots populares de IA podem diminuir o pensamento crítico. Os robôs podem produzir erros e desinformação com aparência de autoridade, e alguns professores estão lidando com fraudes generalizadas de alunos assistidas por IA.

Por anos, o Vale do Silício tem impulsionado ferramentas tecnológicas como laptops e aplicativos de aprendizagem nas salas de aula, com promessas de melhorar o acesso à educação e revolucionar o aprendizado.

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Cursos de inteligência artificial estão se tornando um dos mais concorridos do Brasil

Heloisy Rodrigues, 25, ingressou no curso em 2020, antes do boom das IAs no mundo Weimer Carvalho /FolhapressMAIS


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Ainda assim, um esforço global para expandir o acesso a computadores nas escolas —um programa conhecido como "Um laptop por criança"— não melhorou as habilidades cognitivas ou os resultados acadêmicos dos alunos, de acordo com estudos realizados por professores e economistas em centenas de escolas no Peru.

Agora, enquanto alguns entusiastas da tecnologia fazem argumentos semelhantes sobre acesso à educação e equidade para a IA, agências infantis como o Unicef estão pedindo cautela e solicitando mais orientação para as escolas.

"Com o 'Um laptop por criança', as consequências incluíram gastos desperdiçados e resultados de aprendizagem insatisfatórios", escreveu Steven Vosloo, especialista em política digital do Unicef, em uma publicação recente. "O uso não orientado de sistemas de IA pode ativamente desqualificar alunos e professores."

Sistemas educacionais em todo o mundo estão cada vez mais trabalhando com empresas de tecnologia em ferramentas de IA e programas de treinamento.


Nos EUA, onde estados e distritos escolares geralmente decidem o que ensinar, alguns sistemas escolares proeminentes recentemente introduziram chatbots populares para ensino e aprendizagem. Apenas na Flórida, as escolas públicas do condado de Miami-Dade, o terceiro maior sistema escolar do país, implementaram o chatbot Gemini do Google para mais de 100 mil estudantes do ensino médio. E as escolas públicas do condado de Broward, o sexto maior distrito escolar do país, introduziram o chatbot Copilot da Microsoft para milhares de professores e funcionários.

Fora dos Estados Unidos, a Microsoft anunciou em junho uma parceria com o Ministério da Educação da Tailândia para fornecer aulas online gratuitas de habilidades em IA para centenas de milhares de estudantes. Alguns meses depois, a Microsoft disse que também forneceria treinamento em IA para 150 mil professores no país. A OpenAI prometeu disponibilizar o ChatGPT para professores em escolas públicas em toda a Índia.

A nação báltica da Estônia está tentando uma abordagem diferente, com uma ampla nova iniciativa nacional de educação em IA chamada "AI Leap" (Salto de IA).

O programa foi motivado em parte por uma pesquisa recente mostrando que mais de 90% dos estudantes do ensino médio do país já estavam usando chatbots populares como o ChatGPT para trabalhos escolares, levando a preocupações de que alguns alunos estavam começando a delegar tarefas escolares à IA.

A Estônia então pressionou gigantes da tecnologia dos EUA a adaptar a IA às necessidades e prioridades educacionais locais. Pesquisadores da Universidade de Tartu trabalharam com a OpenAI para modificar o serviço da empresa em língua estoniana para escolas, de modo que respondesse às consultas dos alunos com perguntas, em vez de produzir respostas diretas.

Introduzido neste ano letivo, o programa "AI Leap" visa ensinar educadores e estudantes sobre os usos, limites, vieses e riscos das ferramentas de IA. Em sua fase piloto, os professores na Estônia receberam treinamento sobre o ChatGPT da OpenAI e o chatbot Gemini do Google.
"É alfabetização crítica em IA", disse Ivo Visak, diretor executivo da Fundação AI Leap, uma organização sem fins lucrativos estoniana que está ajudando a gerenciar o programa nacional de educação. "É ter uma compreensão muito clara de que essas ferramentas podem ser úteis —mas ao mesmo tempo essas ferramentas podem causar muito dano."
A Estônia também realizou recentemente um dia nacional de treinamento para alunos em algumas escolas de ensino médio. Alguns desses alunos agora estão usando os bots para tarefas como gerar perguntas para ajudá-los a se preparar para testes escolares, disse Visak.
"Se essas empresas colocassem seu esforço não apenas em impulsionar produtos de IA, mas também em desenvolver os produtos junto com os sistemas educacionais do mundo, então alguns desses produtos poderiam ser realmente úteis", acrescentou Visak.
Neste ano letivo, a Islândia iniciou seu próprio piloto nacional de IA nas escolas. Agora, várias centenas de professores em todo o país estão experimentando o chatbot Gemini do Google ou o Claude da Anthropic para tarefas como planejamento de aulas, enquanto buscam encontrar usos úteis e identificar desvantagens.
Pesquisadores da Universidade da Islândia estudarão como os educadores usaram os chatbots.
Os alunos não usarão os chatbots por enquanto, em parte devido à preocupação de que depender de bots em sala de aula poderia diminuir elementos importantes do ensino e da aprendizagem.
"Se você está usando menos do seu poder cerebral ou pensamento crítico —ou o que nos torna mais humanos— isso definitivamente não é o que queremos", disse Thordis Sigurdardottir, diretora de Educação e Serviços Escolares da Islândia.
Tinna Arnardottir e Frida Gylfadottir, duas professoras que participam do piloto em uma escola de ensino médio nos arredores de Reykjavik, dizem que as ferramentas de IA as ajudaram a criar aulas envolventes mais rapidamente.

Arnardottir, professora de negócios e empreendedorismo, recentemente usou o Claude para criar um jogo de exploração de carreira para ajudar seus alunos a descobrir se eram mais adequados para empregos em vendas, marketing ou gestão. Gylfadottir, que ensina inglês, disse que havia carregado algumas listas de vocabulário e depois usado o chatbot para ajudar a criar exercícios para seus alunos.

"Tenho jogos de palavras para preencher lacunas, jogos de correspondência de palavras e jogos de desafio de velocidade", disse Gylfadottir. "Então, antes de fazerem a prova, sinto que eles estão melhor preparados."

Gylfadottir acrescentou que estava preocupada com chatbots produzindo desinformação, então ela verificou a precisão dos jogos e lições criados por IA antes de pedir aos seus alunos que os experimentassem. Gylfadottir e Arnardottir disseram que também temiam que alguns alunos já pudessem estar se tornando dependentes —ou confiando demais— em ferramentas de IA fora da escola.

Isso tornou as professoras islandesas ainda mais determinadas, disseram elas, a ajudar os alunos a aprender a avaliar criticamente e usar chatbots.

"Eles estão confiando cegamente na IA", disse Arnardottir. "Eles talvez estejam perdendo a motivação para fazer o trabalho árduo de aprender, mas temos que ensiná-los como aprender com a IA."

Os professores atualmente têm poucos estudos rigorosos para orientar o uso de IA generativa nas escolas. Pesquisadores estão só começando a acompanhar os efeitos a longo prazo dos chatbots de IA em adolescentes e crianças em idade escolar.

"Muitas instituições estão experimentando a IA", disse Drew Bent, líder de educação da Anthropic. "Estamos em um ponto agora em que precisamos garantir que essas coisas sejam respaldadas por resultados e descobrir o que está funcionando e o que não está funcionando."

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January 15, 5:26 PM
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Plataforma Mais Professores apoia redes na formação continuada —

Plataforma Mais Professores apoia redes na formação continuada — | Inovação Educacional | Scoop.it
formações ofertadas no portal de Formação Mais Professores, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec), já alcançaram 8.928.307 cursistas em todo o país. Desse total, 3.908.307 participantes concluíram os cursos com aproveitamento, enquanto 2.215.626 seguem ativos, em processo de formação. Os números evidenciam o alcance das ações formativas e a adesão contínua de profissionais da educação básica às ofertas do Ministério da Educação (MEC).  

Além da dimensão quantitativa, os cursos têm sido incorporados ao cotidiano das redes de ensino como ferramenta de formação continuada. Em Buriti, no Maranhão, os cursos do Avamec foram desenvolvidos junto à rede pública de ensino, alcançando docentes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, sendo realizados na modalidade semipresencial. O processo formativo trabalhou temáticas relacionadas à economia, questões sociais, ciência e tecnologia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, articulando conteúdos contemporâneos às práticas pedagógicas desenvolvidas em sala de aula.  
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January 15, 5:20 PM
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Pensamento computacional é mais importante que nunca na era da IA, diz ex-Microsoft

Pensamento computacional é mais importante que nunca na era da IA, diz ex-Microsoft | Inovação Educacional | Scoop.it
IA generativa tornou instituições educacionais inovadoras ‘um milhão de vezes mais importantes’ do que antes, diz Maria Klawe, ex-conselheira da big tech e referência em ciência da computação e matemática, em entrevista à Bloomberg Línea
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January 15, 5:17 PM
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Report: The risks of AI in schools outweigh the benefits

Report: The risks of AI in schools outweigh the benefits | Inovação Educacional | Scoop.it
The sweeping study includes focus groups and interviews with K-12 students, parents, educators and tech experts in 50 countries, as well as a literature review of hundreds of research articles. It found that using AI in education can "undermine children's foundational development" and that "the damages it has already caused are daunting," though "fixable."
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