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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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August 6, 3:33 PM
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As portarias do MEC para faculdades de medicina marcaram o primeiro passo de um processo de supervisão por conta do desempenho dessas instituições no Enamed. O exame é realizado pela Secretaria de Regulação e Supervisão da
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August 6, 2:31 PM
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IA apresenta uma oportunidade para refundar o sentido da educação Nesse contexto, uma solução inspirada em Paulo Freire reconhece na crise uma oportunidade para refundar o sentido da educação. Uma educação emancipadora não nega a técnica, mas a subordina a finalidades humanas, recusando‑se a fazer do domínio técnico um fim em si mesmo.
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August 6, 1:41 PM
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Indicadores de 2025 crescem nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no ensino médio. Saeb também mostra avanço na aprendizagem de língua portuguesa e matemática. MEC vai acompanhar de perto os municípios com mais dificuldades
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August 6, 10:36 AM
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Segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, a IFPI, as vendas de discos cresceram 13,7% no ano passado, completando 19 anos consecutivos de expansão. Embora o streaming responda hoje por quase 70% da receita global da música gravada, a mídia física também voltou a ganhar espaço. Nos Estados Unidos, o vinil ultrapassou US$ 1 bilhão em faturamento anual pela primeira vez desde os anos 1980, ainda que com um volume de unidades muito inferior ao de seu auge.
Parede de discos da Formosa Hi-Fi, bar de audição de discos que fica embaixo do Viaduto do Chá, na região central de São Paulo - Rafaela Araújo/Folhapress "O vinil deixou de ser um produto de nicho e passou a atrair consumidores de diferentes gerações", afirma Rafael Félix, diretor comercial da Universal Music Brasil. Segundo ele, o vinil já representa a maior parte das vendas de mídia física. No ano passado, a gravadora lançou cerca de 500 títulos no formato, número que deve se repetir neste ano. CDs também voltaram a crescer, embora em ritmo menor, e fitas cassete, DVDs e Blu-rays permanecem no catálogo.
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August 6, 10:33 AM
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Que ninguém leia aqui uma defesa da reprovação. Reprovar é ruim: não recupera a aprendizagem perdida e empurra o aluno para o abandono. Em 2005, 1 em cada 4 estudantes dos anos finais da rede pública não era aprovado; corrigir esse desperdício foi uma conquista, não um truque. O atalho não está em aprovar mais, mas em aprovar mais sem ensinar mais.
A edição de 2025 pede leitura atenta. Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte lideram a variação do Ideb no ensino médio, mas dois terços do ganho gaúcho e 94% do potiguar vieram do aumento da aprovação. Aprovação tem teto; aprendizagem, não.
As exceções recentes são redes que elevaram o índice sobretudo pela aprendizagem: Piauí e Florianópolis.
O Piauí partiu do último lugar do ensino médio estadual em 2005, com Ideb 2,3, e subiu nas dez edições seguintes, até na pandemia, quando o ganho veio da aprovação. O salto de aprendizagem veio agora: o estado tomou de Pernambuco a liderança do Nordeste e alcançou 4,9, com Goiás e Espírito Santo, número que só o Paraná supera. Quatro quintos do avanço entre 2023 e 2025 vieram da aprendizagem.
Foi o maior ganho de proficiência entre os estados: 20 pontos em matemática, quase o dobro do segundo colocado. A régua do Saeb, a mesma do 5º ano ao fim do ensino médio, permite dimensionar: 13 pontos separam, em matemática, a média do 9º ano da dos concluintes. O Piauí avançou mais do que isso em dois anos.
Não foi acaso. Em 2023, o governo estadual anunciou que faria da educação o eixo do seu projeto de desenvolvimento e mexeu na estrutura: universalizou o tempo integral no ensino médio (de 21% para 81% das matrículas, as maiores do país), integrou dois terços dos alunos à educação profissional e pôs sua avaliação própria a serviço da recomposição de aprendizagens, com metas acompanhadas escola a escola.
A ressalva é o resto do sistema. A rede estadual é, na prática, uma rede de ensino médio; o fundamental é dos municípios, e ali o estado, embora em alta, é meio de tabela, décimo no Ideb dos anos iniciais. Estender a colaboração dos programas de alfabetização com as prefeituras ao resto do ensino fundamental, com a mesma ambição de melhoria alcançada no ensino médio, é o próximo teste.
Florianópolis vinha de três quedas seguidas nos anos iniciais: de 6,2 em 2017 a 5,8 em 2023. A resposta da rede municipal, de 36 escolas na etapa, foi uma terapia de choque. Em 2025, veio o maior salto entre as capitais, 0,9 ponto no Ideb, com os maiores ganhos em português e matemática: 17 e 27 pontos. Como a aprovação já beirava 99%, 93% do avanço foi aprendizagem. Os anos iniciais e finais alcançaram os melhores resultados de suas séries históricas.
O termo choque é certeiro: a Secretaria de Educação se propôs, não sem resistência, a adotar medidas estruturais durante o ano letivo. Ampliação das aulas de português e matemática, 5º ano inteiro em tempo integral, material ajustado ao nível real das turmas, recomposição no horário regular, três avaliações por ano com devolutiva pedagógica, tutores nas escolas e formação de professores e gestores guiada por dados.
Os 27 pontos a mais em matemática equivalem a subir, em uma edição, um degrau inteiro da escala do Saeb. Em 2023, a rede estava abaixo da média das escolas públicas do país; em 2025, está 14 pontos acima, e a média cruzou o ponto de corte do aprendizado adequado. É resultado de uma edição. A avaliação de 2027 mostrará se ele se consolida.
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August 6, 10:24 AM
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As redes estaduais do Rio de Janeiro e Amapá registraram alta no Ideb 2025 mesmo com redução nas notas médias de seus alunos tanto em português quanto em matemática.
Somente a rede do Distrito Federal caiu no indicador na comparação com a edição anterior. No Ideb 2023, seis estados haviam caído no Ideb com relação a 2021.
Quatro redes estaduais tiveram queda nas notas das duas disciplinas: Rio, Amapá, Distrito Federal e Rondônia. Enquanto os dois primeiros subiram no Ideb e Distrito Federal caiu, Rondônia ficou com o mesmo indicador de 2023.
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August 6, 10:22 AM
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O aumento no indicador é reflexo da alta na taxa de aprovação, já que não houve avanços significativos no desempenho dos estudantes. O Ideb é calculado multiplicando a taxa média de aprovação (fluxo escolar) e a nota média dos alunos em provas de matemática e português. Em 2025, as redes estaduais registraram o maior indicador de rendimento, de 0,95 —calculado com base na taxa média de aprovação dos alunos do ensino médio e medido em uma escala de 0 a 1. Foi o maior índice já registrado desde o início da série histórica do Ideb, em 2005. Caso as redes estaduais tivessem mantido o indicador de rendimento de 2023, de 0,92, elas continuariam no mesmo patamar do Ideb, com média de 4,1.
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August 5, 4:07 PM
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Aprenda a conversar com a IA para se realocar no mercado Conte toda a sua trajetória: em vez de resumir a carreira, informe à IA todos os cargos, projetos, trabalhos voluntários e experiências relevantes; Peça para identificar competências: pergunte quais habilidades sua trajetória demonstra e como podem ser úteis no mercado de trabalho de 2030; Transforme o currículo em portfólio: peça à IA sugestões de serviços e soluções que você pode oferecer a empresas; Descubra onde sua experiência tem valor: pergunte quais setores e tipos de empresas podem se beneficiar do seu conhecimento; Identifique problemas que você resolve: peça à IA para apontar quais “dores” das empresas sua experiência pode solucionar; Defina seu posicionamento profissional: use a ferramenta para construir uma apresentação que reflita quem você é e o valor que entrega ao mercado.
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August 5, 2:48 PM
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The "Safe Technology Use, Data Privacy, and Ethical Norms for Teaching—Fostering Integrity and Responsible Systems in Teaching (STUDENT FIRST) Act of 2026" is hereby introduced for the inaugural 2026 Student Senate convening on artificial intelligence policy, to establish rights, protections, and responsibilities for students, parents, teachers, and administrators with respect to the use of artificial intelligence in education, and for other purposes.
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August 5, 2:44 PM
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À medida que a IA reforça seu domínio corporativo, a educação corre o risco de aprofundar as divisões. A abertura — e não as métricas das caixas opacas — oferece um caminho para a equidade, a transparência e o progresso compartilhado.
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August 5, 2:34 PM
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Conheça um retrato do impacto da Comunidade LED Globo ao longo desses cinco anos. Neste material comemorativo, você encontra um portfólio com projetos que fazem parte dessa trajetória e um mapa interativo para explorar iniciativas vencedoras espalhadas por todo o Brasil. Uma forma de descobrir quem está transformando a educação e como essas histórias seguem inspirando novas mudanças.
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August 5, 2:31 PM
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Editado por Martín Benavides e Muriel Poisson, O futuro do planejamento educacional (disponível em inglês) explora o poder transformador de uma nova era de planejamento, que se desenvolve diante de nós para ajudar os sistemas educacionais a navegar pela incerteza e impulsionar mudanças significativas.
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August 6, 3:43 PM
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Uma busca rápida no TikTok pelo termo "boring jobs" revela, inclusive no Brasil, jovens investindo em lavanderias, por exemplo, em vez de abrir companhias de metaverso ou criptos. Por aqui, já se chama esse tipo de escolha de "refúgio profissional". E a escolha da palavra refúgio não é por acaso, pois ela pressupõe que há algo lá fora do qual se proteger. Do quê? De duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é a inteligência artificial. Uma pesquisa do Pew Research mostra que 52% dos trabalhadores estão preocupados com o impacto da IA no próprio emprego. E o cálculo da geração Z é frio: melhor apostar num trabalho que exija mãos, presença física ou um selo de responsabilidade legal (coisas que a máquina ainda não faz barato) do que num cargo de escritório que um modelo de linguagem replica antes do fim do trimestre. A segunda é mais estrutural, e menos comentada. O mercado de colarinho branco simplesmente congelou. Como mostrou o analista Jack Kelly, da Forbes, a "Grande Renúncia" (aquela onda em que todo mundo pedia demissão em busca de propósito) acabou e virou o oposto exato: uma paralisia. Os trabalhadores, com medo de perder o emprego, não saem mais: a taxa de demissão voluntária está no menor nível desde 2015. Os empregadores, espremidos por custos e incerteza, não contratam, e, quando precisam, preferem automatizar. As vagas para profissionais de alto salário caíram ao menor patamar desde 2014. Ou seja: a IA nem precisa roubar o seu emprego. Basta ela fazer o seu chefe hesitar em contratar o próximo, e o mercado inteiro trava. Uma paralisia que, como resume o próprio Kelly, não interessa a nenhum dos dois lados. Aqui está o que me parece o coração da coisa, e é quase filosófico. Uma geração inteira foi criada com um evangelho: "faça o que você ama e não trabalhará um dia sequer na vida". O trabalho deixou de ser meio e virou fim. Virou identidade, propósito, missão, a resposta para "quem é você" numa festa. A gente aprendeu a ficar doze horas num escritório com pufe e cerveja na geladeira, convencido de que estava mudando o mundo. E aí veio o primeiro layoff (demissão em massa). Nada cura mais rápido a ilusão de "somos uma família" do que um e-mail de desligamento às sete da manhã, com o acesso ao crachá já bloqueado. A empresa que era missão virou, da noite para o dia, uma linha no currículo. E quem tinha misturado quem era com o que fazia descobriu, do jeito mais caro, que as duas coisas nunca foram as mesmas. A geração Z assistiu a esse filme protagonizado pelos irmãos mais velhos. E tirou uma conclusão que soa quase revolucionária de tão antiga: e se o trabalho for só... trabalho? Um jeito de pagar o aluguel, sustentar um estilo de vida, financiar as coisas que realmente importam: que acontecem fora do expediente? Num relatório de 2025, o site Glassdoor batizou o comportamento de "career minimalism", minimalismo de carreira: a ideia de escolher um emprego que você não necessariamente ama, usá-lo pela estabilidade que ele oferece, e guardar a paixão para os projetos paralelos, para a vida. Antes de transformar isso em autoajuda, vale a honestidade de olhar o outro lado. Porque a tendência tem armadilhas. A primeira: refúgio que lota deixa de ser refúgio. Se todo jovem correr para o mesmo porto seguro porque viu um eletricista viralizar no TikTok ganhando bem, o porto entope. O "trabalho seguro" de hoje é o mercado saturado de amanhã. A segunda, e essa é incômoda para nós, brasileiros: "chato" é privilégio de quem pode escolher. Descobrir o valor do trabalho braçal como tendência aspiracional é um luxo de classe média. Para boa parte do Brasil, o emprego chato, instável e mal pago nunca foi uma opção de carreira cuidadosamente ponderada entre paixão e estabilidade. Foi a única que havia. O encanador brasileiro não virou encanador porque viu um vídeo sobre equilíbrio emocional? virou porque precisava trabalhar. Romantizar a simplicidade é fácil para quem tem a alternativa de complicar. E a terceira, a mais irônica de todas: nem o refúgio é totalmente à prova de IA. A própria contabilidade, o suposto porto seguro, já convive com a sombra da automação. Os otimistas dizem que a IA vai só engolir a parte tediosa e liberar o humano para a análise estratégica. Talvez. No fim, talvez o boring job não seja sobre contabilidade, encanamento ou lava-rápido. Seja sobre uma correção de expectativa. A geração que sonhou o futuro do trabalho como um lugar de propósito infinito está aterrissando numa verdade mais modesta e, no fundo, mais saudável: o trabalho serve para financiar a vida, não para substituí-la. Jason Derulo entendeu isso antes da maioria. Ele ainda faz música, ainda sobe no palco, ainda cria seu hits e se vende o tempo todo nas redes sociais. Mas a tranquilidade dele mora num lugar bem menos glamouroso: numa fileira de máquinas lavando carros, cobrando uma mensalidade, girando escovas azuis sob o sol, sem depender de nenhum algoritmo achar que a próxima música vai viralizar. O futuro do trabalho, ao que tudo indica, é chato. E talvez a gente descubra, com algum alívio, que sempre foi para ser.
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August 6, 3:22 PM
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A melhor estratégia é uma transição gradual. Não estamos propondo uma infância sem telas, sem internet ou desconectada da realidade. As crianças já vivem em um mundo digital e precisam aprender a usá-lo. O ponto é que o aprendizado pede tempo, presença e etapas. O smartphone não deve ser o primeiro celular do seu filho. Por isso, os especialistas defendem uma introdução progressiva da tecnologia.
Conectados: Quando posso deixar meu filho ter um perfil nas redes sociais? ☎️ Dos 0 aos 11 anos: Com poucas exceções, a maioria das crianças do Ensino Fundamental não precisa de um celular próprio. O telefone fixo pode ser uma ótima opção de comunicação entre as crianças. E ensina habilidades de comunicação ricas para o desenvolvimento social.
📞 Entre 12 e 14 anos: O primeiro celular básico. Um aparelho simples, sem navegador de internet nem redes sociais ou WhatsApp, usado para falar com a família e os amigos mais próximos quando houver necessidade de comunicação. O acesso à internet pode acontecer em dispositivos compartilhados, como o computador de casa, em momentos definidos e com acompanhamento. É uma forma de apresentar a tecnologia sem entregar de uma vez tudo o que vem junto.
📲 Entre 14 e 16 anos: O smartphone monitorado. Com controles parentais, limites de horário, regras sobre aplicativos e conversas frequentes sobre o que acontece online. Não basta instalar uma ferramenta de controle e imaginar que ela resolve a questão. É preciso falar sobre pressão estética, exposição, golpes, pornografia, cyberbullying, imagens íntimas, desafios perigosos e a sensação de que se deve responder imediatamente a qualquer mensagem.
Seu filho quer um videogame? Veja o que considerar antes de comprar 🎓 Depois dos 16 anos: Adolescentes mais velhos tendem a estar mais preparados para lidar com a complexidade da internet e das redes sociais. Costumam ter mais repertório e mais condições de usar um smartphone com autonomia. O diálogo segue presente, a vida digital continua exigindo conversa, confiança e, às vezes, intervenção dos adultos.
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August 6, 1:50 PM
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Alpha School is opening 27 new campuses across the US this fall for the 2026-2027 school year. New locations include Denver, Chicago, Nashville, Boston, Atlanta and Miami Beach.
The private K-12 network uses a model combining two hours of morning mastery-based academics with afternoon life skills workshops. Students learn individually with guides who coach rather than lecture, progressing only when concepts are mastered.
"Families across the country are actively seeking a more personalized and engaging approach to education, and that demand is driving one of our biggest expansions to date," said co-founder MacKenzie Price.
Founded in 2014, Alpha School operates campuses across the country. Enrollment is now open at alpha.school.
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August 6, 10:42 AM
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Hoje o papagaio estocástico que o marketing batizou de IA molda sua pasta sintética de linguagem até em forma de coluna de jornal(!), para nem falar de teses de doutorado e livros inteiros. Escrever a língua se tornou artigo meio raro, talvez de interesse para um público minguante. É possível que já não dê para deter uma marcha que escapa ao controle de Estados. O poder econômico é massivo, a retórica do "não fique pra trás", uma chantagista eficaz, e a tal da IA impressiona mesmo com suas mil e uma utilidades —a maioria das quais bota áreas inteiras do cérebro para dormir. Se cabe uma mensagem de despedida, ei-la: haja o que houver, e estando ao seu alcance fazer isso, não deixe quem você ama desaprender de ler, escrever, buscar coisas em livros —pensar. Essa pessoa ainda vai te agradecer, qualquer que seja o futuro.
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August 6, 10:34 AM
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Com a entrada em vigor do ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), que atribui à Polícia Federal o recebimento de comunicações sobre suspeitas de crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente digital, a corporação está estruturando o CNCA (Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente).
O órgão atuará como autoridade nacional responsável pelo recebimento dessas comunicações, realizando a validação técnica, a triagem, a priorização dos casos e a disponibilização ou encaminhamento às autoridades responsáveis pela investigação.
O centro está em fase de implementação. A expectativa é disponibilizar uma primeira versão do sistema para testes até o final de 2026, permitindo o início gradual da nova estrutura prevista na legislação.
Atualmente, a Polícia Federal recebe informações relacionadas a crimes contra crianças e adolescentes por diferentes canais. Um deles é o NCMEC (National Center for Missing and Exploited Children), organização que recebe comunicações encaminhadas por empresas de tecnologia sediadas nos Estados Unidos.
Polícia Federal prepara estrutura para receber denúncias de plataformas digitais de crimes praticados contra crianças eadolescentes - 05.mar.2026/Unsplash O volume de comunicações encaminhadas pelo NCMEC à Polícia Federal aumentou no ano passado —houve crescimento de 59,2%, passando de 581.778 em 2024 para 926.015 relatórios em 2025. Para 2026, a expectativa da corporação é superar a marca de 1 milhão de comunicações.
Segundo policiais federais especializados no tema, esse crescimento pode estar relacionado ao aperfeiçoamento dos mecanismos de detecção pelas plataformas, ao aumento dos casos de aliciamento sexual de crianças e adolescentes pela internet e ao uso de ferramentas de inteligência artificial para a produção de imagens de abuso sexual infantil.
Quando essas comunicações apresentam elementos de conexão com o Brasil, como vítimas, suspeitos ou conteúdos relacionados ao país, os relatórios são disponibilizados à Polícia Federal.
Com a entrada em vigor do ECA Digital, esse fluxo será ampliado. Além das comunicações encaminhadas pelo NCMEC, as plataformas que atuam no Brasil passarão a enviar diretamente ao CNCA os casos.
Além de episódios de abuso sexual de crianças e adolescentes, as plataformas também serão obrigadas a comunicar suspeitas de sequestro e cárcere privado de menores de 18 anos, bem como de aliciamento de crianças e adolescentes para a prática de crimes de extrema violência, como ataques a escolas
A expectativa é que esse crescimento ocorra também pela ampliação do número de empresas obrigadas a reportar. A nova legislação se aplica a todos os fornecedores de produtos ou serviços de tecnologia da informação disponíveis no território nacional, independentemente do país em que estejam sediados.
Para executar essas novas atribuições, a Polícia Federal criou uma coordenação dentro da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos, à qual ficará vinculado o novo centro.
O principal instrumento tecnológico do CNCA será o sistema Nidus, atualmente em desenvolvimento pela Polícia Federal. A plataforma permitirá o recebimento, a validação, a organização, a classificação e o encaminhamento das comunicações às autoridades competentes, reduzindo duplicidades e conferindo maior eficiência ao tratamento das informações.
Com o ECA Digital, as plataformas também passarão a ser obrigadas a oferecer canais acessíveis para que qualquer pessoa possa denunciar conteúdos ou situações que envolvam violência contra crianças e adolescentes.
Após receberem essas comunicações, caberá às próprias empresas analisá-las e, quando identificarem indícios das hipóteses previstas na legislação, encaminhar relatório ao CNCA, acompanhado das informações necessárias para a apuração.
A expectativa é tornar a identificação desses crimes mais rápida e ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
O presidente Lula (PT) em cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta o Eca Digital - Gabriela Biló - 18.mar.2026/Folhapress A PF continuará recebendo as comunicações encaminhadas pelo NCMEC. Na prática, tanto esses registros quanto os enviados diretamente pelas plataformas em cumprimento ao ECA Digital passarão pelo mesmo sistema de triagem e análise.
Segundo a Polícia Federal, das 2.681 operações de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes realizadas de 2024 a 2026, 1.549 tiveram origem em informações provenientes de relatórios encaminhados pelo NCMEC, o equivalente a 58% do total.
As empresas que descumprirem as novas obrigações estarão sujeitas a sanções que vão de advertência e multa até a suspensão ou a proibição de operar no Brasil. A fiscalização ficará a cargo da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).
O funcionamento do centro e dos fluxos de comunicação será regulamentado por portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, atualmente em elaboração. A norma estabelecerá as obrigações das plataformas digitais, os procedimentos operacionais, os critérios técnicos e os prazos para o envio das comunicações às autoridades competentes.
A estrutura do Centro reunirá policiais federais, policiais cedidos pelos estados e servidores de outros órgãos. Além disso, as policiais civis capacitadas pela PF e, por meio de acordos de cooperação, terão acesso ao sistema de triagem para investigar os casos registrados em seus respectivos estados.
O QUE AS PLATAFORMAS SERÃO OBRIGADAS A REPORTAR COM BASE NO ECA DIGITAL Abuso ou ao aliciamento sexual de criança ou adolescente, Sequestro e cárcere privado de menores de idade Identificação de conteúdo ou interações que evidenciem aliciamento, recrutamento ou cooptação de criança ou adolescente para práticas que representem risco crível, como ataque a escola
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August 6, 10:25 AM
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Indicador registra melhora em relação a 2023, mas fica longe das metas no ensino médio e no final do fundamental
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August 6, 10:23 AM
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Apesar da redução da distância entre as duas redes, a diferença continua bastante significativa. Na média, ao final dos anos iniciais, os estudantes das escolas particulares têm notas que representam quase dois anos inteiros de aprendizagem a mais do que aqueles que estudam na rede pública.
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August 6, 10:21 AM
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Nanit vende câmera que registra movimentos da criança e envia dados para algoritmos de aprendizado de máquina Empresa levantou R$ 254 milhões para ampliar uso de tecnologia e monitorar fala e habilidades motoras
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August 5, 3:15 PM
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Any organizations that offer generative AI powered services to public educational facilities must address all known biases within their generative AI, and must inform their clients of the biases that their products represent. The public educational facility must then provide this information to the parents and guardians of their students. 2 Educators should always prioritize educator-student relationships by omitting AI usage in situations where human connection is irreplaceable in the learning environment. 3 Nothing in this act shall infringe upon the professional judgment of teachers in managing their specific classroom environments. 4 Nothing in this act shall penalize a teacher or administrator for opting not to use AI tools in their personal instructional or administrative practice, provided they meet all other curriculum standards. 5 Nothing in this act shall preempt federal or state laws regarding student privacy and data protection.
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August 5, 2:46 PM
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Nearly 100 high school students from all 50 states met in Washington, D.C., last month to draft what they think a national policy for AI in K-12 education should look like.
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August 5, 2:38 PM
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Human skills are becoming harder to find Around the world, governments are investing heavily in AI tutors, personalized learning, automated feedback and new forms of assessment. These innovations can expand access to knowledge and free teachers to spend more time on what matters most. But education risks optimizing for what AI does well instead of what humans most need to become.
Learning science has long pointed toward the answer. Children learn language through responsive conversations, not passive exposure. Motivation grows when learners feel known. Curiosity flourishes through shared exploration. Creativity emerges through collaboration.
Across psychology, neuroscience and education, one finding recurs: relationships are among the strongest predictors of learning, resilience, well-being and lifelong flourishing. Learning has always been profoundly social.
Yet AI is arriving at a time that might be called a relational recession. Loneliness has become a public health challenge across much of the world. Young people spend less time with friends in real life. Teachers describe growing struggles with belonging and collaboration. Employers increasingly report that communication, teamwork and leadership are among the hardest skills to find.
AI did not create these trends. However, unless we design it intentionally, AI could deepen them.
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Inovação Educacional
August 5, 2:33 PM
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A recente aprovação do Conselho Nacional de Educação (CNE) de um parecer prévio acrescentou um novo “ingrediente” para uma pauta urgente: a inteligência artificial (IA) na educação. Com inúmeras aplicações à disposição para facilitar e enriquecer o aprendizado, o desafio dos gestores agora é construir e colocar em prática políticas capazes de normatizar a utilização ética e eficaz da inovação nas salas de aula.
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Inovação Educacional
August 5, 2:29 PM
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Fazendo eco a essa mensagem, a FEI e o IIPE UNESCO publicaram um compêndio de projetos de alfabetização em dados para a Conferência. Ao analisar 23 iniciativas em toda a Europa, o compêndio argumenta que o próximo passo após a abertura dos dados educacionais é garantir que formuladores de políticas, educadores e cidadãos contem com as habilidades necessárias para interpretá-los e utilizá-los de forma responsável.
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