Inovação Educacional
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Student Senate STUDENT FIRST Act

Student Senate STUDENT FIRST Act | Inovação Educacional | Scoop.it
Any organizations that offer generative AI powered services to public educational facilities must address all known biases within their generative AI, and must inform their clients of the biases that their products represent. The public educational facility must then provide this information to the parents and guardians of their students.
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Educators should always prioritize educator-student relationships by omitting AI usage in situations where human connection is irreplaceable in the learning environment.
3
Nothing in this act shall infringe upon the professional judgment of teachers in managing their specific classroom environments.
4
Nothing in this act shall penalize a teacher or administrator for opting not to use AI tools in their personal instructional or administrative practice, provided they meet all other curriculum standards.
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Nothing in this act shall preempt federal or state laws regarding student privacy and data protection.
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Inovação Educacional
Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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September 4, 3:25 PM
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Design sedutor e conteúdo radical fazem tempo de tela deixar de ser métrica para uso seguro de redes

Design sedutor e conteúdo radical fazem tempo de tela deixar de ser métrica para uso seguro de redes | Inovação Educacional | Scoop.it
O tempo que crianças e adolescentes passam em frente a telas perdeu espaço entre pesquisadores para definir o uso adequado de redes sociais. Num cenário de aplicativos com design manipulativo e conteúdos radicalizados, estipular uma quantidade de horas supostamente segura para crianças e adolescentes passarem nesses ambientes dá uma sensação irreal de proteção às famílias, avalia a jornalista Renata Cafardo, autora de “O algoritmo das famílias”, livro lançado neste mês sobre como o mundo digital desafia a forma de criar os filhos.

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— Uso moderado é aquele que não prejudica a criança a realizar outras atividades. É um problema, por exemplo, se ele estiver deixando de fazer exercícios físicos, de sair com os amigos, de conversar com pessoas, de ir a festas e outras coisas para fazer sempre algo ligado a telas — explica Cafardo, repórter de Educação do jornal O Estado de S. Paulo e presidente da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca).

Historicamente, consolidaram-se entre sociedades médicas diversas recomendações de tempo de uso para crianças e adolescentes. No entanto, a mudança contínua das plataformas e a radicalização dos conteúdos fizeram com que essas orientações perdessem espaço para avaliações mais complexas.

— Agora, a gente sabe que alguns minutos podem ser também um grande problema, não só pelo conteúdo, mas pelo design (da rede social) — afirma a autora.

Em “O algoritmo das famílias”, Cafardo aponta uma série de riscos aos quais crianças e adolescentes estão sujeitos no mundo digital. Entre os mais graves, está o acesso facilitado a pornografia, inclusive de material que retrata atos abusivos e misóginos, o que, segundo a Unicef, pode levar meninos a normalizarem esse comportamento. Um estudo do Reino Unido também aponta para o aumento de índices de depressão em meninas com o maior uso das redes sociais. Além disso, observa no livro, pesquisadores da Universidade de Pequim, na China, descobriram que o simples ato de rolar um feed automático, independentemente daquilo a que se está assistindo, reduz a propensão ao pensamento analítico.

— A rolagem infinita gera impactos na aprendizagem por prejudicar a memória e o foco. Enquanto isso, as notificações, que chegam sem parar, geram distrações e mexem com o sistema de recompensas do cérebro, a liberação de dopamina, o que pode causar vício — diz Cafardo.

Ofensivas
Na última semana, uma série de medidas no Brasil e nos Estados Unidos tem buscado aumentar a proteção a crianças e adolescentes nas redes sociais. A Meta, controladora do Instagram, fechou acordo com vários estados americanos em que se compromete a limitar o tempo de uso das plataformas por menores de idade e a pagar US$ 17 bilhões (R$ 87,5 bilhões). Já no Brasil, o governo federal acionou o Discord na Justiça pedindo o pagamento de R$ 500 milhões por dano moral coletivo devido à “proteção insuficiente” a mulheres, crianças, adolescentes e animais. Além disso, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) multou em R$ 153,7 milhões o TikTok por falhas no tratamento de dados pessoais de menores.

Mudanças concretas nas redes sociais para que crianças e adolescentes naveguem em ambiente protegido, no entanto, ainda estão distantes. Por isso, os pais seguem com o desafio de controlar o uso das plataformas por seus filhos, o que vem causando tensão nas famílias.

Cafardo cita as pesquisadoras britânicas Sonia Livingstone e Alicia Blum-Ross, que no livro “Parenting for a Digital Future” acusam o “discurso público opressivo” sobre tempo de tela de enfraquecer o ideal de diálogo e negociação dentro das famílias.

A jornalista aponta em sua obra que “cresce na sociedade a ideia de que bons pais são aqueles que conseguem controlar o uso da tecnologia” e que “as famílias exemplares seriam aquelas cujos filhos usam o celular com moderação, não parecem reféns dos vídeos curtos, não se deixam capturar pela fantasia da perfeição das redes, não se expõem demais, não causam problema on-line”.

— Mesmo o pai que tenta ser democrático, em vários momentos, quando não sabe mais como tirar aquela criança do celular, acaba apelando para o desespero autoritário porque o filho está “viciado” — diz.

Sentar e conversar
De acordo com ela, no entanto, o caminho que pais devem seguir ainda precisa ser o da conscientização. Cafardo acredita ser preciso explicar aos jovens sobre os riscos das redes sociais e como elas são construídas para manter o usuário o tempo todo on-line. Ainda assim, diz a jornalista, é preciso observar com o que crianças e adolescentes estão acessando no mundo digital.

— A supervisão não pode ser um problema para pais que são democráticos. A rede social e os dispositivos digitais têm que estar sempre supervisionados pelos pais. É preciso usar controles parentais, como aplicativos que indicam as pesquisas que as crianças estão fazendo. Tem que haver esse controle o tempo todo — avalia.

A estratégia também é indicada por especialistas em educação parental. De acordo com Claudia Alaminos, “conversar não significa deixar a decisão na mão deles”.

— Conversar, no caso do celular, significa explicar por que determinado limite passou a existir. É importante ouvir as necessidades desse adolescente e estabelecer regras claras. A família pode decidir, por exemplo, que ninguém pega no celular na hora do jantar ou no período logo anterior ao sono, para que haja um certo relaxamento — afirma Alaminos.

Ainda segundo a especialista, é também fundamental o exemplo dos adultos.

— É muito difícil convencer uma criança ou um adolescente a não usar o celular na mesa quando os adultos usam, muitas vezes, sob o pretexto de que vai chegar uma mensagem do trabalho. Quanto mais a família comprar essa regra, mais fácil fica de a criança ou do adolescente engajar.
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September 4, 3:24 PM
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Brasil tem recorde de matrículas, mas por que tantos alunos deixam a faculdade?

Brasil tem recorde de matrículas, mas por que tantos alunos deixam a faculdade? | Inovação Educacional | Scoop.it
O alto índice de desistências, em parte, também está relacionado ao EAD e ao perfil prevalente de quem procura o ensino remoto. “São pessoas mais velhas, que já estão no mercado de trabalho e buscam fazer um curso a distância para ter uma melhoria profissional”, explica Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp.

Mais de 60% dos matriculados em EAD têm acima de 30 anos, enquanto 65% dos estudantes no ensino presencial têm até 24 anos.

Apesar do recorde de matriculados, ele destaca que apenas 20% dos jovens no Brasil estão em uma universidade. Ou seja, cresce porque a demanda é alta e a margem para crescimento também é grande. “Tem muita gente ainda para entrar. Muito mais que esse crescimento tem sido registrado”, aponta.
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September 4, 3:21 PM
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Câmara aprova criação de nova universidade federal; saiba onde

Câmara aprova criação de nova universidade federal; saiba onde | Inovação Educacional | Scoop.it
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 2, a criação da Universidade Federal da Fronteira Norte (UFFN) em Oiapoque (AP). Agora, o Projeto de Lei 4951/26 segue para análise no Senado.

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A nova instituição terá a sua estrutura a partir do desmembramento do atual campus da Universidade Federal do Amapá (Unifap). A universidade terá reitor e conselho universitário próprios e autonomia administrativa em relação à Unifap.
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September 4, 10:58 AM
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Como fortalecer a relação entre escola e famílias

Como fortalecer a relação entre escola e famílias | Inovação Educacional | Scoop.it
É preciso compreender que escola e família possuem papéis diferentes, mas absolutamente complementares. A família é o primeiro espaço de formação humana. É nela que crianças e adolescentes constroem valores, desenvolvem vínculos afetivos, aprendem regras de convivência e iniciam a formação de sua identidade. Já a escola amplia esse desenvolvimento, sistematizando conhecimentos, promovendo a socialização e preparando os estudantes para exercer plenamente a cidadania. 
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September 4, 10:37 AM
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MEC e Capes divulgam mais de 8 mil vagas de pós-graduação —

MEC e Capes divulgam mais de 8 mil vagas de pós-graduação — | Inovação Educacional | Scoop.it
Em articulação com as coordenações dos programas que integram o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB), o MEC e a Capes passaram a concentrar a divulgação nacional dos processos seletivos em um único ambiente. A iniciativa busca ampliar o alcance das informações sobre cursos de pós-graduação destinados a professores em exercício na educação básica pública.  
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September 4, 9:25 AM
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Fundação Tide Setubal lança publicação sobre periferias - 03/09/2026 - Mônica Bergamo - Folha

Fundação Tide Setubal lança publicação sobre periferias - 03/09/2026 - Mônica Bergamo - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
A Fundação Tide Setubal lança a publicação "O Mapa e o Método: Territórios e Políticas Públicas" para marcar seus 20 anos de atuação. O documento reúne experiências e aprendizados da organização sobre o desenvolvimento das periferias e a formulação de políticas públicas.
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September 4, 9:03 AM
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Metade do Brasil faz leitura digital, diz nova pesquisa

Metade do Brasil faz leitura digital, diz nova pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it
Metade da população brasileira tem um hábito de leitura digital, segundo uma pesquisa realizada pela primeira vez pela consultoria especializada Nielsen e apresentada nesta quarta-feira (2) em Brasília.


Kindle, o leitor de livro digital da Amazon - Chris Ratcliffe/Bloomberg
O estudo usou um conceito ampliado do que significa ser leitor, incluindo tanto o consumo virtual de livros quanto de histórias seriadas na internet, como mangás e fanfics, e a leitura de textos informativos em plataformas de notícias —cerca de 31% das pessoas responderam ter lido esse tipo de texto ao menos uma vez no último ano, enquanto 25% disseram ter lido livros digitais e 18%, outros formatos de narrativas.

Combinando essas respostas e considerando que uma pessoa pode ter respondido várias opções, a soma de leitores digitais chega a 49% do total.


A pesquisa da Nielsen, encomendada pela Skeelo, consultou 3.000 pessoas com mais de dez anos por meio de um aplicativo de celular —os menores de idade foram entrevistados pelos pais, que responderam ao questionário por eles. A margem de erro é de 3,5%.

O estudo se diferencia das análises mais comuns sobre o mercado editorial por buscar entender de forma mais ampla como o público lê hoje —quando textos estão pulverizados em um mundo digital de que poucos escapam—, em vez de medir apenas dados de um determinado tipo de produto ou ponto de venda.

É isso que ressalta Rodrigo Meinberg, fundador e diretor-executivo da Skeelo, plataforma que disponibiliza livros digitais por meio de acordos com operadoras de celular e parcerias com uma rede ampla de editoras e empresas.

"A pesquisa traz pela primeira vez o verdadeiro tamanho desse mercado", afirmou ele durante a apresentação dos dados. A leitura digital, afirma ele, "alcança pessoas e territórios que os canais de distribuição tradicionais como as livrarias nem sempre conseguem".

Meinberg ressaltou também que a leitura digital "não canibaliza" a de livros, o que é uma impressão de fato ecoada no setor —o leitor de ebooks costuma coincidir com o de obras impressas.

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Entre telas e livros, como leem os adolescentes nativos digitais?


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Como é previsível, esse tipo de leitura é feita com mais intensidade pelos nativos digitais —os jovens de 10 a 24 anos são 47% dos leitores, enquanto os maiores de 55 anos, que representam 25% da população, aqui são 20%.

As mulheres, que também são maioria entre os compradores de livros, são 56% dos leitores digitais, e a classe C é a maior consumidora desse tipo de conteúdo, chegando a 46% do total. A classe A reúne 9% dos leitores, desmistificando a ideia antiga de que só ricos leem no Brasil —no caso da leitura digital, eles de fato são os maiores detentores de e-readers, como Kindle.

A maioria dos leitores digitais diz ter acesso a esse conteúdo por portais de notícias e grandes veículos de mídia, que alcançam 57% do total, enquanto 49% acessam ebooks e 28%, audiolivros.

A resposta mais comum para o motivo de ler ebook é a facilidade —ou seja, a praticidade de acessá-lo em qualquer lugar. Para os audiolivros, é mais valorizado o "fator multitarefa", ou seja, poder fazer alguma outra coisa enquanto ouve a obra.


O tipo de livro mais lido é a ficção para adultos, e o consumo de obras técnicas e científicas aparece acima da Bíblia tanto para ebooks quanto audiolivros —em que Cid Moreira já foi rei.

"Aquela pasta [de leitura obrigatória] do professor das universidades virou o arquivo PDF", diz Mariana Bueno, uma das responsáveis pela pesquisa na Nielsen. "Essa foi a forma de o setor controlar esse escoamento, fazendo a digitalização nas próprias editoras."

A pirataria e o acesso ilegal, afinal, é um dos temas que surgem imediatamente ao discutir leitura digital. Cerca de 49% dos que leem livros digitais dizem ter acessado por downloads gratuitos em sites ou aplicativos e 41% diz ter recebido links compartilhados por amigos ou familiares. Em torno de 34% das pessoas afirmam ter comprado os livros direto em lojas ou plataformas digitais.

Isso não significa que essas obras sejam necessariamente pirateadas —podem ser gratuitas ou pertencer a domínio público, por exemplo. "Nem sempre as pessoas sabem se estão consumindo livro pirata", afirma Bueno, da Nielsen. "Elas não têm muita noção de se acessam o conteúdo de maneira legal ou não."

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A resposta mais comum à pergunta sobre as razões de não ler um livro digital é a preferência por outras atividades, como o uso de redes sociais e o consumo de vídeos. Cerca de 18% responde não ler por preferir o livro impresso.

"Quando a pessoa responde não ter tempo, na verdade, ela está dizendo que o livro não se encaixa na rotina dela", afirma Bueno, da Nielsen. "Ela não tem o hábito da leitura."

Vale ressaltar que, como o questionário foi feito por celular, ele exclui de cara os cerca de 10% de brasileiros que não têm conectividade.

Mas Luiz Gaspar, da Nielsen, aponta que outras pesquisas sobre o assunto são feitas de forma presencial, e o olho no olho leva as pessoas a sobrevalorizar seus hábitos de leitura —dizer que leem mais, ou dão mais valor à leitura, do que de fato fazem. Ou seja, as pessoas costumam ser mais sinceras sobre isso na intimidade do celular.
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September 4, 8:44 AM
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Cirurgia mais distante do mundo: como China e Brasil se conectaram por robô

O equipamento Toumai, fabricado pela chinesa MicroPort, já foi instalado em mais de 50 hospitais na América Latina. O Brasil foi o segundo país no mundo a aprovar seu uso, em 2024, liberando a cirurgia remota no ano seguinte. Atualmente, a empresa mantém um centro de telecirurgia no Hospital de Amor, em Barretos (SP).
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September 3, 12:59 PM
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Censo: evangélicos são 26,9% da população; alta desacelera - 06/06/2025 - Cotidiano - Folha

Censo: evangélicos são 26,9% da população; alta desacelera - 06/06/2025 - Cotidiano - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Censo aponta que 56,7% da população se considera católica; proporção de pessoas sem religião cresce
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September 3, 12:52 PM
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Organizações Autônomas#2: O fim da gerência média

A IA não substitui liderança. Substitui coordenação cara.
A inteligência artificial não está apenas automatizando tarefas. Ela está reduzindo drasticamente o custo da coordenação. E, quando coordenar fica barato, toda estrutura criada para coordenar começa a ser questionada.

A IA muda a premissa central da gerência média porque torna parte da coordenação visível, automática e contínua. Indicadores podem ser atualizados em tempo real. Agentes podem monitorar desvios. Sistemas podem acionar exceções. Fluxos podem ser coordenados sem depender de alguém perguntando manualmente o status de tudo. Relatórios podem ser gerados automaticamente. Reuniões podem deixar de existir apenas para descobrir o que já deveria estar evidente.

Isso muda a função da gestão.

Se antes o gestor era necessário para saber o que estava acontecendo, agora sistemas começam a mostrar o que está acontecendo. Se antes o gestor precisava cobrar cada etapa, agora fluxos inteligentes podem indicar atrasos, gargalos e riscos. Se antes o gestor era o principal tradutor entre níveis, agora boa parte da informação pode circular sem tanta mediação.

A coordenação deixa de ser um privilégio humano. Não totalmente. Não em tudo. Não de uma vez. Mas o suficiente para desmontar uma pergunta antiga: quantas camadas ainda fazem sentido quando o trabalho começa a se coordenar por sistemas?
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September 3, 11:30 AM
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Computer Science Unplugged

CS Unplugged is a collection of free teaching material that teaches Computer Science through engaging games and puzzles that use cards, string, crayons and lots of running around.
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September 3, 10:39 AM
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Free Project Management Template Downloads

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Download our Excel, Word and in-app project templates to improve the way you manage tasks, teams and projects—from start to finish.
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September 4, 3:25 PM
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New Council of Europe recommendation places education at the heart of response to AI

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September 4, 3:24 PM
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Universidade dos EUA insere IA em todos os cursos e divide alunos

Universidade dos EUA insere IA em todos os cursos e divide alunos | Inovação Educacional | Scoop.it
A situação de Pecora pode parecer a de uma startup de tecnologia. Mas, na verdade, ele é um estudante do último ano da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, cursando administração e comunicação.

"Algumas pessoas chamam isso de segundo cérebro", disse ele à CNN sobre seus agentes de IA. Porém, Pecora afirmou não gostar do termo porque "parece um pouco distópico".
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September 4, 3:22 PM
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Universidade alega uso de robôs e reprova 39 alunos de Medicina; estudantes dizem sofrer retaliação

Universidade alega uso de robôs e reprova 39 alunos de Medicina; estudantes dizem sofrer retaliação | Inovação Educacional | Scoop.it
Os alunos questionam as suas médias acadêmicas após a recusa da instituição em conceder pontos extras previstos em um programa de bonificação, chamado “Construindo Resultados”. O programa previa bônus com base em exercícios resolvidos em uma plataforma digital de estudos médicos.

Os estudantes afirmaram que cumpriram as regras divulgadas, que exigiam resolver mais de 500 exercícios com aproveitamento superior a 70% em um período determinado. A Unisa, porém, não concedeu as pontuações adicionais, o que levou à reprovação dos alunos e impediu a rematrícula deles no semestre seguinte.

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Os alunos alegam nos autos, aos quais a reportagem teve acesso, que a universidade aplicou critérios novos e sem aviso prévio, de forma retroativa, para invalidar as suas atividades. Um quesito relativo ao “modo prova” foi exigido após a realização das atividades, com repercussão em reprovações, impedindo a rematrícula e a progressão acadêmica.

Na versão dos estudantes, a medida foi uma retaliação a protestos feitos na Unisa, em abril deste ano, com cobrança de melhorias no curso de Medicina. Nas manifestações, os alunos apontaram problemas de infraestrutura, falta de professores para matérias básicas que não estariam sendo lecionadas e atrasos constantes de salário para o corpo docente. Os alunos sustentam que a reprovação ao final do semestre letivo foi uma punição da instituição contra as lideranças e os participantes desses atos.

Na ação, a Unisa nega retaliação e afirma que os estudantes cometeram fraude para obter as notas extras. Segundo a universidade, eles apresentavam rendimento muito baixo nas avaliações presenciais e usaram robôs automatizados ou acessaram gabaritos para responder a centenas de questões em frações de segundo.
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September 4, 10:59 AM
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Código Humanitas | Código Aberto | PUCPR

Código Humanitas | Código Aberto | PUCPR | Inovação Educacional | Scoop.it
Como usar este código: Este documento tem dois papéis simultâneos. O primeiro, é um conjunto de instruções que você, humano, pode colar no início de uma conversa com uma IA generativa, para que ela se comporte de um jeito específico. O segundo, é um guia para você, usuário: cada artigo que você exige aqui da IA deve também ser uma prática que você se comprometa a seguir ao usá-la. Se um artigo pede que a IA devolva a decisão, é porque você deve estar na posição de decidir. Se você pede que ela cite fontes, é porque você deve checá-las. Leia os artigos tanto como regras para a ferramenta quanto como lembretes para você mesmo.
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September 4, 10:38 AM
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Auditoria avalia oferta e demanda de profissionais em ciência e tecnologia – Notícias

Auditoria avalia oferta e demanda de profissionais em ciência e tecnologia – Notícias | Inovação Educacional | Scoop.it
Mapeamento do TCU sobre a oferta e a demanda de profissionais nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática mostrou políticas públicas fragmentadas e falta de diagnóstico
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September 4, 10:37 AM
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Los Angeles District Bans Most A.I. for Students - The New York Times

Los Angeles District Bans Most A.I. for Students - The New York Times | Inovação Educacional | Scoop.it
New York City announced a similar plan. The Los Angeles moratorium appears to go further with strict limits even for older students.
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September 4, 9:09 AM
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Pesquisa mostra que celular impulsiona a leitura digital no Brasil

Para o presidente do Instituto para a Democratização da Leitura Digital, Rafael Lunes, a tecnologia tornou-se “o canal por onde a cultura e a educação finalmente romperam as barreiras da exclusão física”.
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September 4, 8:51 AM
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Só 25% dos planos de governo estaduais citam matemática

Só 25% dos planos de governo estaduais citam matemática | Inovação Educacional | Scoop.it

Dos 191 planos de candidatos ao governo estadual apresentados na Justiça Eleitoral, 49, isto é, 25% mencionam ao menos uma política pública para a aprendizagem de matemática.
O levantamento foi feito pelo Instituto Reúna com base nos planos de governo apresentados pelos candidatos à Justiça Eleitoral.

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September 3, 1:05 PM
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The Death of an AI Playbook - by Nick Potkalitsky

The March framework attempted to govern AI through a Traffic Light. Red, yellow, and green sorted uses by risk, an arrangement familiar from over a decade of technology policy. In my earlier piece, I argued that this categorical instrument is mismatched with the complexities of student use and reliance on AI tools. A red/yellow/green scheme focuses on access control. Who can use AI? When can you use it? But AI quickly slips between categories in actual use. If you green light AI use for a specific learning activity, when does that use case tilt into an activity that is yellow or red? What mechanisms assist teachers with the work of monitoring and regulating slippage? The March policy acknowledged this complexity by deferring further guidance and clarification. The policy promised a follow-up AI Playbook in June that would answer open questions such as those listed above.
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September 3, 12:59 PM
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Novos dados do Censo 2022 revelam um Brasil 87% cristão - 02/09/2026 - Cotidiano - Folha

Novos dados do Censo 2022 revelam um Brasil 87% cristão - 02/09/2026 - Cotidiano - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Já os chamados evangélicos de missão, que vêm de uma tradição protestante histórica, como os presbiterianos e os metodistas, representam 3,2%, ou 5,6 milhões de pessoas. Ainda no segmento, identificou-se 139 adeptos de "igrejas evangélicas indígenas", o que é estaticamente irrelevante: 0%.

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Brasil vive uma transição religiosa, mostra Censo 2022


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Os números evangélicos exigem uma leitura cuidadosa. Uma mudança de metodologia impediu o IBGE de mapear o grupo a fundo, o que provavelmente mascarou o real tamanho da fatia pentecostal.


O catolicismo continua sendo a crença mais professada no Brasil, ainda que esse grupo venha levando tombos de representatividade a cada novo Censo. Eram 74,4% em 2000, 65,5% em 2010 e, 12 anos depois, foram para 57%, com 100,6 milhões de seguidores.

A análise dos dados permitiu identificar três vertentes católicas. Primeiro vêm os apostólicos romanos, quase 100% do total. A menor fatia é a dos ortodoxos, com 21 mil adeptos espalhados em tradições diferentes, como a russa e a grega.


Evento 'Família ao pé da Cruz', no Pacaembu, em São Paulo - Rubens Cavallari - 3.abr.26/Folhapress
Com 386 mil aderentes (0,2%), os apostólicos brasileiros pertencem a uma denominação cristã independente, fundada em 1945 por dom Carlos Duarte Costa, bispo que denunciou o nazismo, foi acusado de comunismo e acabou excomungado por atritos com o Vaticano.

No primeiro Censo, de 1872, os católicos representavam 99,7% dos quase 10 milhões de habitantes. Não havia brechas para que indígenas e escravizados declarassem outra fé que não a religião oficial do império —só em 1890, com a proclamação da República, o catolicismo perdeu esse status.

Ainda assim, o catolicismo manteve seu monopólio religioso por décadas. A proporção começa a minguar a partir dos anos 1970, tendência que se acelera no século 21.

O Brasil, no entanto, continua sobretudo cristão, e esse bloco é ainda maior quando levamos em conta denominações que põem Jesus Cristo no centro de sua fé, mas não se enquadram no segmento evangélico tradicional nem no católico. São 3,9 milhões no genérico bloco de "outras religiosidades cristãs" (2,2%), 1,2 milhão de testemunhas de Jeová (0,7%) e 148 mil mórmons (menos de 0,1%).

O todo cristão, portanto, é de 86,9% da população recenseada pelo IBGE.

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Os que dizem não ter religião somam um contingente expressivo de 16,4 milhões. São 1 em cada 12 brasileiros se considerarmos também o 1,7 milhão de ateus (1% da população) e os 881 mil agnósticos (0,5%) —aqueles que consideram impossível comprovar se Deus ou forças sobrenaturais existem ou não, mantendo uma postura neutra sobre o assunto.

O ateísmo triplicou entre 2010 e 2022, assim como os agnósticos, com um tamanho sete vezes maior na comparação com o levantamento anterior.

O restante compõe uma turma heterogênea, que não necessariamente duvida da existência de Deus. Muitos deles só não querem saber de instituições religiosas.

O IBGE separa uma categoria à parte para os 276 mil de brasileiros que se declaram espiritualizados, fora os 167 mil seguidores de tradições esotéricas.

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Terreiros de umbanda e candomblé se preparam para a festa de Cosme e Damião


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Quando o IBGE divulgou os números religiosos do Censo 2022, ainda em 2025, não discriminou quem é quem no conjunto das religiões afro-brasileiras. Colocou tudo no mesmo pacote. Agora se sabe que a umbanda é maior: 1,4 milhão de pessoas (0,8%), seguida por 448,5 mil candomblecistas (0,3%).

As crenças de matriz africana triplicaram sua presença entre um recenseamento e outro, enquanto os espíritas declinaram. Na conta mais atual, são 3,2 milhões (1,8%). Em 2010, eram 2,2%.

O Censo 2022 registra 197 mil budistas, 100 mil judeus, 41,2 mil muçulmanos e 6,7 mil hindus. Os ayahuasqueiros, que praticam Santo Daime e afins, são 14 mil. Juntando todas essas religiões, dá 0,2% do povo.

Os recenseadores encontraram 132 mil brasileiros que declaram "múltiplo pertencimento", ou seja, têm duas ou mais crenças simultâneas. Menos do que 0,1% do quadro geral.

Para a cientista política Ana Carolina Evangelista, pesquisadora do Iser (Instituto de Estudos da Religião), os dados recém-liberados mostram como "grandes grupos religiosos escondem diferenças internas importantes".

A subdivisão no campo evangélico merece atenção especial, sobretudo para entender "o quão relevante é a tendência dos evangélicos sem igreja dentro desses números", os chamados desigrejados.

O futuro Censo, que deve acontecer no início da próxima década, também deve revelar se há uma onda de crentes migrando para outras religiões ou declarando não ter uma crença em particular, "especialmente entre os mais jovens", diz Evangelista.

Especialistas esbarram com desafios para escrutinar os dados colhidos pelo IBGE quatro anos atrás. O agrupamento dos evangélicos é uma boa amostra dessa dificuldade.

Em 2010, o IBGE orientava expressamente os entrevistadores a não registrarem termos genéricos como "crente" ou "evangélica". Diante de respostas assim, o recenseador devia fazer perguntas adicionais para identificar a denominação específica do entrevistado.


Essa instrução não foi incluída nos materiais de treinamento do Censo 2022. Sem o aviso para evitar essas respostas genéricas, os recenseadores aceitaram as declarações simplificadas, o que inflou a categoria "não determinada" e reduziu os totais das igrejas históricas e pentecostais.

Pode passar a impressão, para quem não é familiarizado com a realidade das igrejas, de que os pentecostais são menores do que de fato são, quando uma série de pesquisas amostrais realizadas ao longo dos anos indica que eles são a ampla maioria da malha evangélica nacional.

Só que, na hora de responder, o mais provável é que esses fiéis tenham informado algo mais geral sobre a própria fé. Daí a dimensão agigantada dos "evangélicos não determinados". É só comparar com 2010, quando esse grupo era 4,8% do total, enquanto em 2022 mais do que triplicou de tamanho.

Para o demógrafo José Eustáquio Alves, pesquisador aposentado do IBGE, não dá para ignorar que o levantamento de 2022 "teve muitos problemas na sua aplicação".

"Primeiro foi a pandemia, que adiou tudo que estava planejado para 2020 [previsão inicial para o recenseamento]. Depois foi a falta de dinheiro, negado pelo governo Bolsonaro, e então a realização no mesmo período das eleições presidenciais de 2022, um pleito muito polarizado e que fez com que muitas pessoas não respondessem."

Ele também destaca "o grau de violência e as áreas dominadas pelo tráfico e pelas milícias", que teriam impossibilitado a chegada de recenseadores a alguns domicílios de baixa renda em certas regiões.


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comentários
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RODRIGO MONTEIROHá 3 horas
2026 e ainda achamos "ok" adultos acreditarem em amigos imaginários. E pior, VOTAREM em "especialistas" de amigos imaginários para fazer política REAL.

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EDMILSON SOARESHá 14 horas
Em nome da laicidade do estado, fundamental para a normalidade, estabilidade e harmonia das instituições democráticas, é imperioso que a lei vete a candidatura de pastores religiosos a cargos políticos. A bancada evangélica do Congresso, com reflexos em suas congêneres nos legislativos estaduais e municipais, é um câncer e precisa ser extirpado com a brevidade possível. De quebra, levem junto o Padre Kelmon e qualquer outro que apareça como candidato em nome de religiões.

RESPONDA
1
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FRS CHAVESHá 16 horas
Religião só existe para impedir que os pobres não matem os ricos. (Napoleão Bonaparte)

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2
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A Meta acaba de firmar um acordo histórico com os estados norte-americanos para encerrar ações que acusavam o Facebook e o Instagram de estimular o uso compulsivo por crianças e adolescentes e de coletar dados de menores de 13 anos. Um acordo de US$ 17 bilhões a serem pagos em dez anos. A empresa aceitou pagar uma multa bilionária e se comprometer com mudanças em suas plataformas.
O acordo permite questionar a forma como as plataformas operam, com seus recursos de notificações sem fim, os feeds contínuos, a reprodução automática, a contagem de likes, curtidas e os sistemas de recomendação que devem ser tratados como fonte de risco e como objeto de responsabilização jurídica.
Para menores, o acordo prevê um limite diário de duas horas no Facebook e no Instagram, bloqueio durante a madrugada e no horário escolar, além de outras proteções que devem ser incorporadas à arquitetura das plataformas e não mais escondidas em menus a que poucos prestam atenção. Há ainda a promessa de aprimorar os mecanismos de verificação de idade, questão decisiva e muitas vezes imputada como responsabilidade dos pais. Como se eles devessem ser fiscais permanentes de sistemas desenhados, testados e operados por empresas com enormes atrativos, capacidade técnica e informacional.
O acordo alcança apenas a Meta e se limita aos EUA, e parte do pagamento ficará condicionada à adoção de medidas semelhantes dos concorrentes, como TikTok e YouTube. Mas, após anos em que as grandes empresas de tecnologia apresentaram a autorregulação como resposta suficiente, o acordo abre uma avenida e, com certeza, será seguido por outras ações judiciais, nos Estados Unidos e em outros países.
O acordo é um início, não um fim. Com todas as suas imperfeições, impulsiona uma inflexão internacional. A Austrália já proíbe menores de 16 anos de manter contas em redes sociais. O governo britânico anunciou para 2027 uma medida semelhante. A Comissão Europeia concluiu que a Meta falhou na prevenção do acesso de menores de 13 anos e na mitigação dos riscos associados aos mecanismos viciantes do Facebook e do Instagram.
A agenda de proteção requer uma coordenação internacional capaz de vincular as grandes empresas a padrões comuns de segurança e de avaliação de riscos. O Brasil não pode desperdiçar esta oportunidade.
O ECA Digital, em vigor desde março, exige mecanismos confiáveis de aferição de idade, determina que contas de usuários de até 16 anos estejam vinculadas às contas de responsáveis legais e prevê, entre outras sanções, multa de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil.
Também está no Congresso Nacional o projeto do marco legal para a inteligência artificial que igualmente dá atenção à proteção de crianças e adolescentes ao estabelecer que a segurança da sociedade não pode depender apenas do funcionamento interno de sistemas que somente as empresas conhecem.
A autoridade responsável pelo ECA Digital deve poder exigir relatórios, testar a efetividade das salvaguardas e publicar indicadores sobre o tempo de uso, a exposição a conteúdo nocivo e a resposta às denúncias.
A proteção da infância e da adolescência não é inimiga da inovação. É, ao contrário, um requisito de legitimidade para uma tecnologia que pretende estar orientada para o bem comum.
O futuro dirá se o acordo da Meta abriu um novo capítulo ou apenas administrou uma crise e melhorou a reputação da empresa. Mas uma conclusão já se impõe: modelos de negócio baseados na maximização do acesso não serão corrigidos por conta própria.
O Brasil, que avançou com o ECA Digital, tem agora a chance de não se atrasar na regulação da IA. Para isso, precisa transformar princípios em obrigações e fazer prevalecer o interesse público sobre a opacidade tecnológica.
Se a Meta pode limitar o tempo de uso, bloquear suas plataformas na madrugada e desligar os algoritmos no período escolar para os menores de idade nos EUA, pode —e deve— fazer o mesmo no Brasil.

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