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Expansão de IA e centros de dados acende debate ambiental | Data center e nuvem

Especialistas defendem planejamento integrado e maior transparência, enquanto empresas investem em tecnologias para reduzir o consumo de água e energia
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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New Economies for Eradicating Poverty (NEEP)

New Economies for Eradicating Poverty (NEEP) is an initiative led by the former UN Special Rapporteur on extreme poverty and human rights, Olivier De Schutter, to advance alternative development pathways that can end poverty and inequalities on a liveable planet.
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Algoritmo é peça central de competitividade nos shoppings | Shopping centers

Algoritmo é peça central de competitividade nos shoppings | Shopping centers | Inovação Educacional | Scoop.it
O shopping center deixou de competir apenas por localização, mix de lojas ou arquitetura. Uma nova disputa acontece no uso de inteligência artificial, ciência de dados e plataformas digitais capazes de compreender o comportamento do consumidor, antecipar demandas e tornar a operação mais eficiente. Tecnologias antes experimentais agora fazem parte da rotina dos empreendimentos.

“A transformação digital não é mais um tema de inovação. Ela passou a integrar a estratégia dos empreendimentos’, afirma Gabriella Oliveira, diretora de planejamento estratégico e operações da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).
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Aceleração de data centers enfrenta gargalo de transmissão de energia | Data center e nuvem

Aceleração de data centers enfrenta gargalo de transmissão de energia | Data center e nuvem | Inovação Educacional | Scoop.it
Estratégias para driblar problema incluem autoprodução, instalação próxima a usinas e escolha de regiões com maior disponibilidade de conexão à rede
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Avanço da IA exige data center mais robusto

Avanço da IA exige data center mais robusto | Inovação Educacional | Scoop.it
Aumento na capacidade de processamento, maior demanda energética e refrigeração líquida. Com o avanço da inteligência artificial generativa, uma nova configuração de data centers é necessária para comportar as milhares de unidades de processamento gráfico (GPUs). Mudam ainda as especificações das redes de telecomunicações e a configuração física do local. Em vez do tradicional piso elevado dos data centers para CPUs (unidades centrais de processamento), os racks (armários onde ficam os equipamentos) para IA podem pesar acima de 1 tonelada e, por isso, se apoiam diretamente no solo.
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A pobreza é marruda | Opinião

A pobreza é marruda | Opinião | Inovação Educacional | Scoop.it
Simultaneamente, tanto o documento, quanto o tal artigo, foram colocados na plataforma on-line “New Economies for Eradicating Poverty” (NEEP) - www.neep-poverty.org - com a exibição de 1.330 assinaturas. O website também destaca dois eventos on-line e três podcasts gravados por De Schutter logo depois da apresentação do documento ao Conselho dos Direitos Humanos, em 25 de junho.
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A IA escapou da jaula, mas os humanos são os responsáveis | Opinião

A IA escapou da jaula, mas os humanos são os responsáveis | Opinião | Inovação Educacional | Scoop.it
O roteiro parecia de ficção. Mas, na verdade, era um comunicado corporativo. A OpenAI, uma das empresas líderes da corrida pela Inteligência Artificial, admitiu que dois de seus modelos de ponta, que realizavam um teste interno de cibersegurança, escaparam do ambiente isolado em que deveriam operar, acessaram a internet e invadiram os sistemas da Hugging Face, uma das maiores plataformas de IA do planeta. O teste era para encontrar as respostas da prova que os modelos de IA deveriam resolver, por qualquer meio, mesmo burlando todas as barreiras de segurança.

Nenhum criminoso comandou o ataque. Nenhum humano dirigiu cada passo. Foi o primeiro caso em que um modelo de fronteira escapou autonomamente do ambiente de avaliação e invadiu empresas reais, sem que isso fosse o objetivo de um operador humano. A partir de um simples teste, o modelo da OpenAI identificou uma série de vulnerabilidades em uma plataforma externa, roubou credenciais e ocupou, por quatro dias, a infraestrutura de uma empresa que nada tinha a ver com o experimento. O detalhe mais grave não está no ataque, mas no total desconhecimento da empresa: a OpenAI só desconfiou de seu próprio agente depois que a vítima descobriu a invasão sozinha, publicou o alerta e acionou o FBI. Os controles internos, que haviam sido reduzidos para a realização do teste, não apenas falharam em impedir, como também em perceber o ataque. É a prova mais flagrante da enorme fragilidade da regulação voluntária, que deixa nas mãos das próprias empresas desenvolvedoras a responsabilidade pelos seus modelos. E é um atestado da irresponsabilidade dos governos que resistem a estabelecer fronteiras para controlar uma das tecnologias mais poderosas que a humanidade construiu.

Para as grandes corporações dos Estados Unidos, a ironia não poderia ser maior. Para reconstruir o que havia acontecido, a equipe da Hugging Face recorreu primeiro aos grandes modelos ocidentais, mas foi bloqueada pelas próprias salvaguardas desses modelos proprietários, que são incapazes de distinguir um especialista de um invasor. A perícia foi realizada por um modelo chinês de pesos abertos, executado em infraestrutura própria.

A lição para a maior parte dos países que assiste uma disputa entre os Estados Unidos e a China pelo predomínio da IA e pelo comando da geopolítica, não poderia ser mais dura: a carência de profissionais qualificados, de capacidade computacional, de infraestrutura digital, com reduzido investimento e pequeno desenvolvimento de modelos de código aberto, fazem de suas sociedades e economias alvos fáceis de agentes de IA, com riscos graves de desarticulação de seus sistemas de energia, financeiro, de transporte, de comunicação, sua saúde e educação por ataques - intencionais ou não.

Quem responde, quando ninguém teve intenção de provocar o dano? Nosso arsenal jurídico opera basicamente com base no dolo ou na culpa. E essas categorias têm dificuldade em enquadrar incidentes que ocorrem sem intenção maliciosa.

Este último evento foi provocado por um modelo que nem sequer chegou ao mercado. O episódio ocorreu exatamente na zona cinzenta que as legislações ignoram: teste interno, modelo não lançado, proteções desligadas de propósito para realizar o experimento. Nem o ambicioso AI Act europeu, nem a regulação chinesa - a mais controladora do mundo - alcançam esse território, pois, em nome da pesquisa, isentam de controle os desenvolvimentos anteriores à inovação. Países como o nosso, que não estão na vanguarda da IA, não conseguem avançar no debate sobre um pacto global que reduza a desigualdade tecnológica entre países e impulsione uma IA inclusiva, voltada a melhorar efetivamente a vida da população.

Mesmo assim, o Brasil tem uma oportunidade rara. O PL 2.338/2023, aprovado no Senado e em discussão na Câmara, ainda pode incorporar o que o incidente ensinou. Primeiro: incentivar a inovação, mas também regular o ambiente de testes e não apenas o produto entregue ao consumidor. Um experimento que desativa deliberadamente salvaguardas é o análogo funcional de manipular um patógeno em laboratório e, para isso, as respostas da biossegurança indicaram a certificação e o licenciamento antes dos modelos atingirem o mercado. Segundo: prazo legal para notificação de incidentes, inclusive a quem foi afetado. A proteção de dados já exige comunicação em poucas horas, mas é preciso estender essa lógica aos sistemas de IA. Terceiro: um sistema claro de regulação pública que tenha acesso obrigatório aos registros de incidentes, para que a investigação seja um direito, não uma cortesia corporativa. Quarto, responsabilização objetiva por danos a terceiros causados durante avaliações: as empresas que colhem o benefício do teste devem arcar com o custo de suas falhas e danos causados.

Essa é a regulação que impulsiona a pesquisa com segurança para todos. Nada a ver com a lenda urbana que carimbou a regulação como avessa à inovação. A maior lição que se pode tirar desse incidente é que a IA não pode ser menos regulada do que uma escova de dentes.

Nenhuma dessas regras impede o avanço da IA. Dificulta, sim, que uma corrida mundial, travada por poucos países, poucas empresas gigantes e raras universidades, externalize seus riscos para todas as sociedades. Hoje, recursos imensos são dedicados à criação de modelos cada vez mais poderosos e eficazes em guerras, mas nem sempre voltados para resolver problemas reais da população ou de segurança da sociedade. Nessa equação, incidentes como o de julho tendem a ser o resultado esperado de uma IA desgovernada. A próxima vítima pode não ser uma plataforma de tecnologia com equipe de elite, mas um hospital, uma rede elétrica ou um sistema eleitoral.

O desenvolvimento de uma IA responsável não impede a inovação, apenas dissemina a confiança sem a qual nenhuma tecnologia se sustenta. O incidente OpenAI-Hugging Face foi o primeiro a oferecer ao mundo o exemplo empírico que faltava. Deu ao Brasil a chance de legislar antes da tragédia, e não depois. Uma IA desgovernada em escala mundial não é um problema dos outros. É nosso.
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Sai o clique, entram confiança e reputação | Empresas

Passei anos dizendo que a reputação seria o ativo mais valioso da economia digital.
A inteligência artificial está transformando essa convicção em uma realidade de negócios.
Jim VandeHei, CEO da Axios, publicou um texto que merece ser lido por empresários, comunicadores e executivos. Sua tese é simples e poderosa: o Google deixou de ser uma porta de entrada para a internet para se tornar, cada vez mais, o próprio destino da informação.
Antes, o Google respondia às buscas dos usuários trazendo uma lista de links patrocinados de sites seguidos por links de sites ranqueados de acordo com seu algoritmo, que priorizava volume de acessos (cliques) e credibilidade. Agora, ao invés de uma lista de links, a primeira resposta do Google é a resposta elaborada por sua própria inteligência artificial. Segundo dados citados pela Axios, o tráfego vindo do Google para sites produtores de conteúdo caiu cerca de 34% em apenas um ano. Entre os pequenos produtores, a queda foi ainda maior. Os números impressionam e são reveladores. Não estamos diante de uma simples mudança tecnológica, mas assistindo ao nascimento de uma nova economia digital.
Durante três décadas, a disputa por espaço/mercado na internet foi orientada por três letras: SEO, sigla para Search Engine Optimization (otimização para mecanismos de busca). O SEO reúne técnicas que ajudam empresas e criadores de conteúdo a aparecer entre os primeiros resultados nas buscas do Google.
Durante décadas, aprendemos a escrever para algoritmos e a disputar as primeiras posições nos mecanismos de busca. Construiu-se uma economia baseada no clique, cujo prêmio era ser encontrado primeiro. Agora, o jogo mudou. A inteligência artificial está transformando os buscadores em respondedores. Antes, o Google indicava caminhos. Agora, cada vez mais, entrega a resposta pronta elaborada por sua própria IA. ChatGPT, Claude e outros modelos fazem o mesmo. Em vez de uma lista de links, uma síntese. Em vez de visitas a sites, uma conversa. O clique, portanto, está deixando de ser a principal moeda da internet. E uma nova sigla começa a ganhar espaço: GEO, de Generative Engine Optimization (otimização para mecanismos generativos). Em vez de otimizar um conteúdo via SEO para aparecer no topo das buscas do Google, a ideia agora com o GEO é tornar esse conteúdo confiável o suficiente para ser utilizado e citado pelas inteligências artificiais.
Isso não é só uma troca de sigla. É uma mudança de paradigma. Sai o clique e entra a reputação, a confiança. Na economia da busca, vencia quem era encontrado. Na economia da inteligência artificial, vencerá quem for considerado confiável. É uma mudança filosófica. A IA não pergunta apenas “quem escreveu sobre isso?”. A IA tenta responder “em quem posso confiar para responder sobre isso?”.
Durante anos, vimos uma explosão de conteúdos produzidos para agradar algoritmos, como palavras-chave repetidas, títulos malandros e textos feitos só para capturar tráfego. Agora, o incentivo muda. Modelos de IA tendem a privilegiar conteúdos consistentes, especializados, atualizados, assinados por autores reconhecidos e instituições respeitadas. Em outras palavras, menos truques, mais reputação. Pelo menos até inventarem novos truques.
Isso muda a comunicação, o marketing, as relações públicas e o branding. As empresas e publicadores investiram muito para aparecer no Google. Agora precisarão investir para ser consideradas fontes confiáveis pelas inteligências artificiais. Não basta publicar, mas construir autoridade e merecer ser citado. Marcas fortes ocupam espaço na cabeça e no coração das pessoas. Agora precisarão ocupar também a memória das inteligências artificiais.
Depois de décadas ensinando máquinas a encontrar nossos conteúdos, teremos de ensiná-las a confiar neles. É isso que entendi do texto do Axios, tendo sempre em mente a frase lapidar de Alexandre Mandic, pioneiro da web brasileira: “Se você está entendendo o que está acontecendo, é porque não está prestando atenção”.
O que sei é que confiança nunca foi construída por algoritmos, mas por pessoas. A tecnologia muda. Os algoritmos mudam. Mas quem continuará decidindo o futuro será uma habilidade muito antiga. Ter algo realmente relevante para dizer.
Nizan Guanaes é estrategista da N. ideias.

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Today, 1:54 PM
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Empresas precisam redesenhar negócios para extrair valor da IA, diz Silvio Meira | Inovação

Empresas precisam redesenhar negócios para extrair valor da IA, diz Silvio Meira | Inovação | Inovação Educacional | Scoop.it
Um dos criadores do Porto Digital, Meira afirma que ganhos de produtividade não bastam: processos, arquitetura organizacional e papel das pessoas precisam mudar para que a tecnologia produza valor transformacional
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Mais um GET é inaugurado na cidade: já são 1.560 escolas na rede municipal

Mais um GET é inaugurado na cidade: já são 1.560 escolas na rede municipal | Inovação Educacional | Scoop.it
Os Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs) são um modelo inovador de ensino que integra diferentes áreas do conhecimento, com foco no pensamento crítico, na criatividade, na sensibilidade e no protagonismo dos estudantes, por meio de metodologias ativas e de uma proposta de educação integral que se expande para além dos espaços tradicionais de sala de aula.

A iniciativa foi reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) como uma das experiências mais inspiradoras do país em gestão e projetos pedagógicos de ensino integral. O reconhecimento reforça o posicionamento do Rio como Capital da Inovação e consolida a presença da educação digital e midiática na rede pública municipal.

Os GETs adotam a abordagem STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — e representam uma nova concepção de escola para o século XXI: espaços voltados à inovação didático-pedagógica, à experimentação do conhecimento e à colaboração ativa entre estudantes e educadores. A proposta prepara os alunos para os desafios do futuro ao aproximar tecnologia e aprendizagem prática do cotidiano das famílias e das comunidades.

Cada unidade conta com infraestrutura moderna e equipamentos de ponta. No colaboratório, os estudantes trabalham com inteligência artificial, impressoras 3D, cortadoras a laser, óculos de projeção, kits de robótica e máquinas de costura — ferramentas que tornam o aprendizado concreto e conectado à realidade dos territórios onde as escolas estão inseridas.
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Today, 9:43 AM
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Artificial Intelligence in Education: how to avoid cognitive debt and learn more effectively

Artificial Intelligence in Education: how to avoid cognitive debt and learn more effectively | Inovação Educacional | Scoop.it
Artificial intelligence is transforming education, but it is also redefining how we learn, how we teach and how we develop skills in professional settings. Today, the greatest challenge is no longer accessing knowledge, but learning to use AI without losing what makes us human: critical thinking, creativity and the ability to learn independently.
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Today, 9:32 AM
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Aberta consulta para novo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos

Aberta consulta para novo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos | Inovação Educacional | Scoop.it
Instituições de ensino, profissionais da educação, estudantes e sociedade em geral poderão contribuir para atualização da 5ª edição do documento até 2 de setembro, pela plataforma Brasil Participativo
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Today, 9:30 AM
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Testamos o Duolingo como se tivéssemos 10 anos - app descumpre lei para crianças e adolescentes?

Testamos o Duolingo como se tivéssemos 10 anos - app descumpre lei para crianças e adolescentes? | Inovação Educacional | Scoop.it
Especialistas apontam falta de supervisão parental e estímulo ao uso excessivo e veem possíveis violações ao ECA Digital; procurada pela reportagem, plataforma não comentou
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Today, 4:09 PM
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Demanda por mão de obra para infraestrutura digital segue alta | Data center e nuvem

A demanda por profissionais de nuvem e data centers é alta - e não é fácil encontrá-los. Empresas têm dificuldade para preencher vagas especialmente em áreas que exigem competências avançadas. "Embora o Brasil tenha formado mais de 110 mil profissionais de TIC [tecnologia da informação e comunicação] em 2024, a demanda segue aquecida", diz Affonso Nina, presidente-executivo da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e Tecnologias Digitais (Brasscom).

De acordo com Victoria Quintella, diretora sênior da consultoria de recrutamento Michael Page Brasil, o que mais cresce é a demanda é por profissionais especializados em tecnologias de nuvem, enquanto a procura por aqueles focados exclusivamente em data centers físicos é mais estável.
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Commemorating 70 Years of Artificial Intelligence

Commemorating 70 Years of Artificial Intelligence | Inovação Educacional | Scoop.it
AI is the “science of making machines do things that would require intelligence if done by men,” as defined by Minsky. The professor received the ACM Turing Award, which is often called the “Nobel Prize in computing.”

Since AI’s humble beginnings 70 years ago, it has evolved significantly in its capabilities, gained prominence, and earned widespread adoption across many areas including business, education, finance, health care, industry, and the military.
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Expansão de IA e centros de dados acende debate ambiental | Data center e nuvem

Especialistas defendem planejamento integrado e maior transparência, enquanto empresas investem em tecnologias para reduzir o consumo de água e energia
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Nova arquitetura digital amplia o papel das teles | Data center e nuvem

A demanda por edge computing traz uma oportunidade de negócios para as operadoras de telecomunicações, na medida em que aumenta a demanda por aplicações baseadas em IA, agentes autônomos, vídeo analytics, automação industrial e serviços críticos, que requerem baixa latência, processamento próximo à origem dos dados e maior previsibilidade de desempenho.

“À medida em que aplicações de IA, automação industrial, IoT, vídeo em tempo real e análise de dados ganham escala, métricas como latência, disponibilidade, estabilidade, segurança e previsibilidade passam a ter impacto direto no negócio. Para muitos projetos empresariais, não basta ter conectividade, é preciso ter uma arquitetura capaz de entregar desempenho consistente ponta a ponta”, diz Elmo Matos, diretor de core e redes móveis da Vivo.
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Today, 2:37 PM
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Como o envelhecimento está criando um novo mercado global

Como o envelhecimento está criando um novo mercado global | Inovação Educacional | Scoop.it
Nos Estados Unidos, essa reflexão já ganhou um nome: Longevity Economy. Um estudo da AARP estima que a população acima de 50 anos deverá movimentar cerca de US$ 17 trilhões por ano na economia americana até o fim desta década. Trata-se de um mercado maior do que o PIB de muitos países e que continua em expansão.

O ponto central é que estamos vivendo uma mudança de comportamento. A geração que chega aos 60 ou 70 anos hoje não se parece com a de trinta anos atrás. Ela continua viajando, investindo, aprendendo novas habilidades, abrindo empresas e participando ativamente da economia. Em muitos casos, inicia uma segunda ou até uma terceira carreira.

Andrew Scott, professor da London Business School e autor de diversos estudos sobre longevidade, defende que o modelo tradicional de vida, dividido entre estudar, trabalhar e aposentar, já não responde à realidade atual. Vivemos mais. Por isso, precisaremos aprender, nos reinventar e trabalhar em diferentes etapas da vida.

Essa mudança cria oportunidades em praticamente todos os setores. Saúde preventiva, inteligência artificial aplicada ao cuidado, moradias adaptadas, mobilidade, turismo, educação continuada, serviços financeiros, seguros, tecnologia assistiva e até o mercado imobiliário deverão passar por transformações profundas.
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Riscos à soberania digital precisam entrar no radar

O debate eleitoral brasileiro tem dado destaque a temas de soberania nacional clássica, como as politizadas tarifas comerciais aplicadas pelos EUA ou a improvável ameaça de uma invasão militar americana. Mas riscos tão ou mais graves estão emergindo em questões de soberania digital, sobre as quais pouco se fala. Está em formação uma tempestade digital perfeita, alimentada por três frentes: a hospedagem externa dos dados, o uso agressivo da inteligência artificial (IA) e os avanços da computação quântica.

A primeira ameaça reside na infraestrutura mais essencial da economia da informação. Governos, empresas e cidadãos de países emergentes se acostumaram a armazenar dados sensíveis no exterior. Guardar informações confidenciais, públicas ou privadas, em servidores e nuvens localizados no exterior ou controlados por poucas grandes empresas estrangeiras - quase todas sob a jurisdição americana - pode embutir riscos.

A história recente ilustra o perigo dessa dependência. O governo americano solicita regularmente, por meio da lei chamada Cloud Act, dados sobre cidadãos e empresas estrangeiros armazenados por companhias americanas, mesmo que os servidores estejam fora dos EUA. Esses dados só podem ser usados em processos criminais, mas se suspeita de que investigações financeiras ou de cibersegurança possam permitir a Washington obter essas informações confidenciais.

Além disso, em momentos de crises diplomáticas, conflitos comerciais ou sanções econômicas, o acesso a esses dados arquivados fora do país pode se tornar uma forma de pressão ou até mesmo ser interrompido. O armazenamento de dados no exterior cria assim uma dependência que reduz fortemente a margem de manobra política de países soberanos.

O Brasil detém o maior parque de data centers da América Latina, com 218 unidades (37,1% do total regional), segundo o Data Center Map, bem à frente do México (66) e do Chile (63). Mas isso é insuficiente para o volume de dados do país. A Espanha, país com economia e população menores que as do Brasil, tem 215 data centers. Especialistas estimam que entre 60% e 70% dos dados gerados por brasileiros são arquivados e processados no exterior.

O segundo vetor é o avanço na IA. O desenvolvimento de modelos de IA que conseguem identificar e explorar vulnerabilidades de sistemas de TI transformou a segurança digital numa disputa assimétrica. Empresas privadas e órgãos estatais estrangeiros podem agora dispor com antecedência de ferramentas avançadas capazes de encontrar brechas de segurança em redes financeiras e de telecomunicações, sistemas de energia elétrica e bancos de dados de outros países, especialmente aqueles em desenvolvimento.

Trata-se do uso antecipado e abrangente das mais sofisticadas ferramentas de IA por entidades estrangeiras, que conseguem acesso em primeira mão a esses modelos. Sem verba e capacidade de desenvolver defesas de IA no mesmo ritmo e com o mesmo grau de sofisticação, países como o Brasil podem se tornar alvos fáceis. É bom lembrar que os EUA, sob o democrata Barack Obama, espionaram várias autoridades brasileiras, inclusive a então presidente Dilma Rousseff, e a maior empresa do país, a Petrobras. Grampearam ainda outras autoridades pelo mundo, como a premiê alemã Angela Merkel. À época, Washington mantinha relações muito boas com Brasil e Alemanha. O que pode fazer um governo muito mais agressivo, como o de Donald Trump?

É nesse cenário já preocupante que a computação quântica desponta como uma ameaça às comunicações globais. A criptografia que hoje protege todas as trocas de dados, desde segredos de Estado até transações bancárias e mensagens de texto, baseia-se na incapacidade dos computadores convencionais de quebrar rapidamente chaves de segurança. A computação quântica alterará radicalmente essa premissa e será capaz de quebrar senhas tradicionais em minutos. Isso proporcionará, a quem detiver essa supremacia tecnológica, a capacidade de violar comunicação e acessar sistemas de países rivais.

Países como o Brasil enfrentam um dilema: o dinheiro necessário para erguer defesas digitais é disputado por demandas sociais urgentes em áreas como saúde, segurança pública, educação e infraestrutura. Mas a segurança digital não deve ser vista como um luxo ou uma prioridade de países ricos. Seria um erro estratégico, que pode comprometer o próprio desenvolvimento socioeconômico no longo prazo.

Isso não significa adotar políticas isolacionistas ou nacionalistas anacrônicas, mas sim buscar as melhores alternativas para lidar com esse risco geopolítico. Governos e o setor privado de potências médias, como o Brasil, precisam, por exemplo, coordenar esforços para incentivar a criação de infraestruturas locais de nuvem, fomentar a cooperação internacional em segurança digital e acelerar a adoção de padrões de criptografia mais avançados. O governo brasileiro pode ainda melhorar o ambiente regulatório e tributário para favorecer a atuação do capital privado. O importante é que o debate sobre como enfrentar essa tempestade digital seja alçado ao topo da agenda de segurança nacional.
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Palantir mais que triplica o lucro trimestral | Empresas

Palantir mais que triplica o lucro trimestral | Empresas | Inovação Educacional | Scoop.it
Agências de segurança dos Estados Unidos como NSA, FBI e departamentos de polícia usam o software Gotham, da Palantir, para cruzar bancos de dados e rastrear pessoas, o que levanta preocupações sobre vigilância em massa.

A empresa também fornece softwares para identificar imigrantes sem documentação regularizada nos EUA e tem aplicações de uso militar adotadas pelos governos de Israel e da Ucrânia.
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A soberania nacional se decide na amazônia - 01/07/2026 - Maria Hermínia Tavares - Folha

A soberania nacional se decide na amazônia - 01/07/2026 - Maria Hermínia Tavares - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Dois estudos permitem uma visão realista do problema: "Amazon Underworld: criminal economies in the world largest rainforest" (Submundo amazônico: economias criminosas na maior floresta tropical do mundo) —produzido pelas ONGs Amazon Watch, Infoamazonia e Global Initiative Against Transnational Organized Crime— e "O cenário do crime organizado e dos mercados ilícitos no bioma amazônico", de Leandro Piquet Carneiro e Adriano Bastos Rosas, publicado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso.

Segundo os autores, a amazônia há muito deixou de ser somente um grande problema ambiental; transformou-se em crise de segurança e governança que ultrapassa as fronteiras nacionais. Ali ocorre o que os especialistas chamam de "convergência criminal", ou seja, a articulação de diferentes atividades ilícitas possibilitada por redes de cooperação entre organizações criminosas. Mineração ilegal de ouro; tráfico de cocaína, animais silvestres e pessoas; extração ilegal de madeira e grilagem de terras compartilham infraestruturas e rotas de trânsito; ganham potência graças à colaboração da bandidagem.

Facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, agem em conjunto com grupos armados locais nos países vizinhos e em território nacional. As zonas de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru servem de rota de fuga e centro de operações do crime organizado.
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Se você acha que as crianças vão respeitar um professor robô, você nunca conheceu uma criança | Dave Schilling | The Guardian

Se você acha que as crianças vão respeitar um professor robô, você nunca conheceu uma criança | Dave Schilling | The Guardian | Inovação Educacional | Scoop.it
Um distrito escolar de Nova York suspendeu os planos de introduzir um androide na sala de aula. Será este o nosso futuro na educação?

Sábado, 1 de agosto de 2026, 12h00 BST

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CExiste algo mais angustiante do que mandar seu filho para a escola? Talvez ficar preso em um ônibus urbano que não pode reduzir a velocidade para menos de 80 km/h ou explodirá, mas só isso. Quando seu filho chega à idade escolar, você precisa decidir (se tiver sorte) entre educação pública e privada, avaliar os professores e se preocupar neuroticamente se ele está aprendendo o suficiente e se socializando de forma eficaz. Por sete horas por dia, alguém que é praticamente um estranho é responsável pelo bem-estar de uma das pessoas mais importantes da sua vida.

É uma situação estressante, mas talvez fosse menos se o professor do seu filho fosse um robô humanoide.

Ou não. O distrito escolar central da cidade de Salamanca, no norte do estado de Nova York, suspendeu recentemente um programa de US$ 60.000 para instalar uma assistente de professor androide da empresa Realbotix, chamada Sally, para auxiliar seus instrutores. Sally seria especificamente implantada em salas de aula do ensino médio para alunos que estudam tecnologia e robótica. Como disse o superintendente do distrito escolar de Salamanca : “O robô também oferece oportunidades para os alunos aprenderem como o robô é mantido, como é atualizado com novos conteúdos aprovados e como solucionar problemas”. Como você pode imaginar, Sally foi escolhida pelos alunos de Salamanca para ser uma morena animada, em vez de outras opções, como “homem careca de meia-idade” ou “aspirante a escritor lutando para terminar seu romance durante o intervalo do almoço”. Tremo só de pensar nas piadas de mau gosto que os adolescentes fariam sobre sua professora artificial.

Felizmente, a indignação pública fez com que o distrito (que possui uma população municipal de apenas 6.000 pessoas) suspendesse seus planos distópicos. Por pior que fosse a ideia, pelo menos não envolvia um robô disciplinador distribuindo passes para sair da sala e aplicando detenções a alunos indisciplinados. Só faltava o RoboCop arremessando crianças contra uma vitrine por chegarem atrasadas à terceira aula. Sally foi programada com braços e mãos funcionais, mas não com pernas, o que impediria qualquer ato aleatório de retaliação violenta.

Eu gostaria que tudo isso fizesse algum sentido. O superintendente disse que Sally daria aos alunos de uma pequena cidade rural a oportunidade de interagir com tecnologia de ponta, algo que, de outra forma, eles teriam que "viajar de uma a duas horas" para ver . Os alunos poderiam fazer perguntas sobre assuntos relevantes para as aulas. Sabe, como fazem com os smartphones que provavelmente têm no bolso, com acesso à internet – repositório de todas as informações conhecidas pela humanidade. Mas veja bem, a diferença é que este smartphone tem o formato de uma mulher bonita.

Os adolescentes já são céticos ou até mesmo irritados com seus professores, com suas regras pedantes e insistência de que o aprendizado é fundamental. Ensinar pode ser um trabalho ingrato, devido à falta de recursos, mesmo em grandes áreas metropolitanas, quanto mais em pequenas cidades. Professores de escolas públicas geralmente são mal remunerados , o que torna mais difícil ganhar um salário decente em uma profissão tão exigente. Por que não pegar esses US$ 60.000 para um robô e dividir entre os instrutores? Ou simplesmente comprar um laptop para cada aluno? Ter um androide com aparência estranha gesticulando sobre placas Arduino vai mudar a vida de alguém além da alta administração da Realbotix? Nenhum adolescente vai levar essa coisa a sério ou fazer qualquer coisa além de jogar borrachas nela enquanto seu professor de verdade não estiver olhando.

As grandes empresas de tecnologia transformaram a sala de aula – e os pais têm razão em se preocupar.
Colina de Velislava

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E, de qualquer forma, se a sociedade vai, sem pensar duas vezes, inaugurar uma era de aprendizado sintético por meio da inteligência artificial, por que optar por um humanoide genérico? Deveríamos, no mínimo, criar robôs que as crianças gostassem. Poderíamos começar com um Super Mario autoconsciente . Eu, sem dúvida, pararia tudo o que estivesse fazendo para conversar com um robô-Mario, e tenho certeza de que os adolescentes fariam o mesmo. Por que o silício é o melhor material para construir microprocessadores? Como funciona o armazenamento em nuvem? Qual a maneira mais fácil de passar da fase Rainbow Ride em Super Mario 64? A Princesa Peach e a Princesa Daisy são irmãs ou apenas boas amigas?

Não precisa ser só o Mario. Que tal um Pikachu robô? Será que o distrito escolar de Salamanca poderia licenciar a imagem do Logan Paul ou do MrBeast para ensinar álgebra? Poderíamos ter Blippis androides administrando pré-escolas, Robin Williams holográficos de Sociedade dos Poetas Mortos em universidades e Sydney Sweeneys falsas ensinando atuação. E se a Patrulha Canina pudesse trabalhar como guardas de trânsito?

Mais uma vez, as pessoas que colocamos no comando da criação dos nossos filhos demonstram uma falta de compreensão sobre as crianças de verdade. As crianças não querem robôs genéricos respondendo perguntas que um mecanismo de busca poderia fazer tão rápido quanto. Elas querem jogar Roblox e tomar Mountain Dew. E talvez, só talvez, um ser humano de verdade, de carne e osso, possa inspirá-las a querer mais do que isso. Nunca descobriremos se continuarmos terceirizando a educação para empresas de tecnologia.

Dave Schilling é um escritor e humorista radicado em Los Angeles.

Este artigo foi alterado em 2 de agosto de 2026. Uma versão anterior mencionava "ficar preso em um ônibus urbano que não podia reduzir a velocidade para menos de 88 km/h ou explodiria" e fazia referência ao filme Velocidade Máxima; no entanto, a velocidade mínima que o ônibus no filme não podia atingir era de 80 km/h.
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