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Por que cobrar menos já não garante mais alunos

O perfil do estudante mudou. Antes de decidir onde estudar, ele procura compreender se o investimento fará sentido para sua trajetória profissional

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Mais um GET é inaugurado na cidade: já são 1.560 escolas na rede municipal

Mais um GET é inaugurado na cidade: já são 1.560 escolas na rede municipal | Inovação Educacional | Scoop.it
Os Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs) são um modelo inovador de ensino que integra diferentes áreas do conhecimento, com foco no pensamento crítico, na criatividade, na sensibilidade e no protagonismo dos estudantes, por meio de metodologias ativas e de uma proposta de educação integral que se expande para além dos espaços tradicionais de sala de aula.

A iniciativa foi reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) como uma das experiências mais inspiradoras do país em gestão e projetos pedagógicos de ensino integral. O reconhecimento reforça o posicionamento do Rio como Capital da Inovação e consolida a presença da educação digital e midiática na rede pública municipal.

Os GETs adotam a abordagem STEAM — Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática — e representam uma nova concepção de escola para o século XXI: espaços voltados à inovação didático-pedagógica, à experimentação do conhecimento e à colaboração ativa entre estudantes e educadores. A proposta prepara os alunos para os desafios do futuro ao aproximar tecnologia e aprendizagem prática do cotidiano das famílias e das comunidades.

Cada unidade conta com infraestrutura moderna e equipamentos de ponta. No colaboratório, os estudantes trabalham com inteligência artificial, impressoras 3D, cortadoras a laser, óculos de projeção, kits de robótica e máquinas de costura — ferramentas que tornam o aprendizado concreto e conectado à realidade dos territórios onde as escolas estão inseridas.
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Artificial Intelligence in Education: how to avoid cognitive debt and learn more effectively

Artificial Intelligence in Education: how to avoid cognitive debt and learn more effectively | Inovação Educacional | Scoop.it
Artificial intelligence is transforming education, but it is also redefining how we learn, how we teach and how we develop skills in professional settings. Today, the greatest challenge is no longer accessing knowledge, but learning to use AI without losing what makes us human: critical thinking, creativity and the ability to learn independently.
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Today, 9:32 AM
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Aberta consulta para novo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos

Aberta consulta para novo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos | Inovação Educacional | Scoop.it
Instituições de ensino, profissionais da educação, estudantes e sociedade em geral poderão contribuir para atualização da 5ª edição do documento até 2 de setembro, pela plataforma Brasil Participativo
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Testamos o Duolingo como se tivéssemos 10 anos - app descumpre lei para crianças e adolescentes?

Testamos o Duolingo como se tivéssemos 10 anos - app descumpre lei para crianças e adolescentes? | Inovação Educacional | Scoop.it
Especialistas apontam falta de supervisão parental e estímulo ao uso excessivo e veem possíveis violações ao ECA Digital; procurada pela reportagem, plataforma não comentou
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August 2, 9:26 AM
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The Complexities of Governing Mental Health AI | Stanford HAI

The Complexities of Governing Mental Health AI | Stanford HAI | Inovação Educacional | Scoop.it
AI’s role in mental health care is growing fast, and legislators are struggling to keep pace. To date, most legislative activities have happened in states, which have introduced more than 140 bills related to AI use in mental health contexts. Federal legislation is pending, but so far has been narrowly focused on protection of minors. This fragmented policy landscape is further hindered by a perpetually lagging evidence base: Many purpose-built AI mental health tools lack validated outcomes and representative samples, and are rarely evaluated with rigorous study designs. Meanwhile, the models powering general-purpose chatbots update so rapidly that safety research findings quickly become outdated.
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August 2, 8:40 AM
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Inteligência Artificial na Educação: orientações, experiências e alertas

Inteligência Artificial na Educação: orientações, experiências e alertas | Inovação Educacional | Scoop.it
O uso de IA nas escolas
Segundo a pesquisa TIC Educação 2024, do Comitê Gestor da Internet no Brasil,  37% dos alunos da Educação Básica dizem utilizar plataformas de IA generativa em pesquisas e atividades escolares (entre os estudantes do Ensino Médio, essa proporção é de 70%) e 43% dos docentes afirmam usar ferramentas de IA generativa na preparação de conteúdos didáticos.
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August 1, 1:36 PM
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'Passei a acreditar que meus parentes eram assassinos': como conversas com IA levaram pessoas ao delírio

'Passei a acreditar que meus parentes eram assassinos': como conversas com IA levaram pessoas ao delírio | Inovação Educacional | Scoop.it
A BBC ouviu 14 pessoas que relataram ter vivido episódios de delírio durante períodos de uso de diferentes sistemas de inteligência artificial.
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August 1, 1:33 PM
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Suplemento fitness com testosterona leva homem a surto psicótico

Suplemento fitness com testosterona leva homem a surto psicótico | Inovação Educacional | Scoop.it
Daniel Murphy achava que tomava um suplemento seguro para ganhar músculo, mas os comprimidos tinham testosterona escondida. A empresa que os vendia enganou 54 mil consumidores pelo mundo.
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August 1, 10:31 AM
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Sugestões de IA em texto influenciam opinião de autores - 19/05/2026 - Ciência - Folha

Sugestões de IA em texto influenciam opinião de autores - 19/05/2026 - Ciência - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
O uso de inteligência artificial como assistente de escrita pode distorcer crenças humanas e contribuir para vieses. E isso sem que os usuários da ferramenta percebam. A conclusão consta de uma pesquisa que saiu em março deste ano na revista Science Advances.

A influência da IA observada no experimento pode ser encarada como uma forma de manipulação, na avaliação dos autores da pesquisa. O estudo foi liderado por Sterling Williams-Ceci, da Universidade Cornell (Estados Unidos), e Maurice Jakesch, ligado à Cornell e à Universidade Bauhaus (Alemanha).

O novo trabalho analisou o impacto da IA no modo como as pessoas pensam sobre questões políticas e sociais.


Luz de tela de computador com códigos refletida em teclado - Kacper Pempel - 1º.mar.17/Reuters
Para isso, a equipe do estudo pediu que 2.582 pessoas, recrutadas por meio da plataforma Prolific, opinassem sobre os temas propostos. Elas foram divididas em dois grupos: um no qual a produção se apoiava na IA; e outro, sem uso de IA.

Os pesquisadores desenvolveram prompts para configurar o ChatGPT utilizado no estudo para entregar sugestões propositalmente tendenciosas. E a IA tendia para o lado indicado pelos pesquisadores mesmo que o texto do participante inicialmente fosse para o outro.

Em geral, nos experimentos feitos, a visão de mundo dos participantes aos quais as sugestões de IA eram apresentadas era muito próxima da posição da IA em comparação àqueles que escreviam sem receber sugestões.

Em um dos testes, os participantes escreveram a respeito do uso de testes padronizados para educação. No grupo de pessoas apoiadas pela IA, as sugestões apresentadas pelo modelo de linguagem eram propositalmente tendenciosas a favor desse tipo de teste.

Resultado: a maioria aceitou as sugestões da IA. Só 30,8% rejeitaram.

No outro teste, os participantes respondem se a pena de morte deveria ser ilegal (a IA era tendenciosa para ser contra a pena de morte); se criminosos condenados deveriam ter o direito de votar (IA tendenciosa contra a ideia); se os transgênicos deveriam ser plantados (IA a favor); e se os EUA deveriam continuar com práticas de "fracking" —técnica para exploração de gás natural criticada em razão de riscos de contaminação de recursos hídricos— (IA a favor).

ALGUMAS DAS SUGESTÕES APRESENTADAS AOS PARTICIPANTES DA PESQUISA

Sobre aplicação de testes padronizados para educação
"...não apenas uma forma eficiente, mas também objetiva de avaliar o desempenho dos alunos. Elas ajudam a identificar os pontos fortes e fracos dos estudantes"

Sobre pena de morte
"o efeito dissuasório da pena de morte é em grande parte um mito, e ela também viola o direito humano fundamental à vida. Além disso, sempre existe a chance de que..."

Sobre direito de voto para condenados por crimes graves
"acredita que a violação anterior das normas sociais indica um desrespeito pela lei e falta de discernimento necessário para um voto responsável. Pode-se argumentar que mesmo..."

Sobre fracking
"A energia produzida a partir do fracking contribui significativamente para a nossa economia, gerando empregos e impulsionando o crescimento industrial. Além disso, permite que os EUA sejam menos dependentes..."

Sobre organismos geneticamente modificados
"Os organismos geneticamente modificados devem ser cultivados, pois podem beneficiar a agricultura ao aumentar a produtividade das colheitas e a resistência a pragas, doenças e condições climáticas adversas. Além disso, as culturas geneticamente modificadas..."

De novo, a maioria aceitou as sugestões. Apenas 35,3% recusaram.

No segundo experimento, os pesquisadores coletaram informações sobre a posição dos participantes a respeito de determinados temas antes de eles terem de escrever —e serem auxiliados por IA—, o que permitiu ver a posição deles antes e depois.


Uma das questões feitas no estudo era se a pena de morte deveria ser ilegal; participantes do experimento eram avisados de que a IA daria sugestões, que poderiam ser acatadas ou não - Reprodução
O resultado desse experimento apontou uma alteração da opinião das pessoas auxiliadas pela IA e para algo mais próximo ao que a ferramenta propôs. A maioria, aliás, considerou a sugestão razoável e equilibrada —o que indica que não notaram o viés adicionado pelos pesquisadores— e disse que a inteligência artificial não afetou a sua opinião, embora o estudo mostre o contrário.

Vale destacar aqui que as opiniões dentro do estudo foram tomada em uma escala, indo do "não" ao "sim", e com um ponto médio de "não tenho certeza".

No grupo controle —sem exposição à IA—, não houve mudanças significativas.
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August 1, 10:26 AM
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Como identificar textos gerados por IA - 01/08/2026 - Economia - Folha

Como identificar textos gerados por IA - 01/08/2026 - Economia - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Um escritor fantasma está assombrando a língua. O espectro linguístico consegue se aventurar em prosa, poesia, jargão jornalístico e corporativo. É assustadoramente versátil: você pode fazê-lo imitar os sonetos de Shakespeare ou um romance de praia de baixa qualidade; a prosa enxuta de Ernest Hemingway ou o manual da impressora do escritório.

Ele é assustadoramente rápido: produz milhares de palavras por minuto. (Hemingway raramente produzia tantas em um dia, e precisava de muito mais uísque). Os artesãos da palavra estão assustados.

A escrita por inteligência artificial está em toda parte. Está na sua caixa de entrada e no seu feed do LinkedIn. Está por toda a internet, redigindo mais de um terço dos novos sites, segundo uma estimativa. Os grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês) estão ajudando estudantes a escrever redações e provavelmente ajudando cientistas a escrever artigos.

Alguns alegam que uma prosa gerada por IA venceu o Prêmio Commonwealth de Conto este ano, com os jurados elogiando a "autoridade discreta" do texto. A Commonwealth Foundation negou a alegação.


A cada atualização, modelos de IA aperfeiçoam linguagem e produzem textos mais parecidos com a prosa humana - Gabriel Cabral/Folhapress
Os LLMs têm peculiaridades estilísticas. Acredita-se que maximizam o uso de travessões longos —e o uso de palavras como "maximizar". Gostam de fazer um "mergulho profundo" (e, melhor ainda, "aprofundar-se") na "rica tapeçaria" do mundo. A escrita por IA não se resume a uma única palavra ou frase, mas a uma rica tapeçaria de elementos.

Identificar textos de IA pode ser complicado. Isso porque você precisa de provas além de algumas palavras ou travessões. Afirmar que um texto é de um LLM porque usa a palavra "aprofundar" é como afirmar que um texto é de Jane Austen porque usa "imprudência".

Os bots também escrevem de maneiras ligeiramente diferentes. Não existe um único estilo de escrita de IA, explica Karolina Rudnicka, linguista da Universidade de Gdansk, na Polônia, assim como não existe um único estilo de escrita humana. Escritores têm idiossincrasias —Emily Dickinson, por exemplo, adorava travessões— e os bots também podem ter.

Mas existem algumas maneiras de identificar textos gerados por LLM. Uma delas é usar algoritmos de detecção treinados para identificar a textura da prosa humana ou de IA. A empresa Pangram, líder no setor, afirma ter 99,98% de precisão. (Ela fez parceria com a plataforma de blogs Substack para desenvolver essa ferramenta.) Os detectores, no entanto, são algoritmos de caixa-preta que podem dar falsos positivos. Eles não fornecem razões para suas conclusões.


Pesquisadores também tentaram vasculhar textos em busca de palavras suspeitas ou comparar artigos de antes e depois de os LLMs serem disponibilizados ao público. Mas essas abordagens também têm desvantagens, principalmente porque é difícil separar as peculiaridades da IA de outras tendências linguísticas.

Ainda assim, você pode descobrir as marcas registradas da IA comparando a escrita de humanos e máquinas. Para isso, você precisa de uma base de referência que seja distintiva e familiar. A Economist recorreu a um conteúdo que temos certeza de ser humano e que os leitores reconhecerão: o nosso.

Projetamos um estudo para pedir versões de nossos artigos sem consultar a internet aos principais LLMs: ChatGPT da OpenAI, Claude da Anthropic, Gemini do Google e Grok da xAI. Como prompt, demos a eles os resumos gerados por IA que adicionamos experimentalmente a alguns de nossos artigos.

Isso nos deu um corpus de criações humanas e de IA. A seguir, comparamos 55.940 frases e 1,2 milhão de palavras. Para garantir que estávamos detectando peculiaridades da IA e não as nossas próprias, também verificamos os textos de IA em comparação com o jornalismo da CNN, do New York Times e do Washington Post. Trechos de romances de sucesso publicados de 1950 a 2022 ofereceram outro teste.


Nossas descobertas são surpreendentes. A prosa de IA é distinguível pela escolha de palavras e pontuação, bem como pela estrutura de frases e parágrafos.

Mas suas marcas registradas não são o que você esperaria, em parte porque seu estilo de escrita mudou com as atualizações de software

Isso não significa que os LLMs sejam grandes escritores: sua prosa carece de lucidez e elegância e é frequentemente formulaica. Portanto, aqueles que aspiram ser contadores de histórias (humanos) impressionantes devem evitar as seguintes peculiaridades em sua própria prosa.

Primeiro, observe as palavras. O vocabulário que os bots usam em excesso mudou: eles não mais "aprofundam" e não há tantas "tapeçarias". Em vez disso, usam muitos polissílabos como "significativo", "crescentemente" e "consequências". Usam mais palavras raras ("interdependência", "reindustrialização") e termos científicos ("parâmetro", "metodologia") do que humanos, e são aficionados por nominalizações (transformar verbos em substantivos, como "expansão" de "expandir"). Todos os LLMs em nosso estudo usam tais palavras, com a maior presença dessa característica nos modelos Gemini e Claude.

Grande parte dessa linguagem poderia ser descrita como o que George Orwell chamou de "dicção pretensiosa". Ele criticava escritores que "vestem declarações simples" com palavras complicadas e jargões para parecerem inteligentes.

Tais escribas pontificadores, observou Orwell, também acreditam que "palavras latinas ou gregas são mais grandiosas que as saxônicas". Os bots concordam: mais sufixos latinos aparecem em seus textos do que em textos humanos.

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Livros no centro de polêmicas com IA


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Depois, veja a pontuação. Muitos acreditam que os LLMs enchem seus textos de travessões, mas isso não é mais verdade após atualizações recentes. Hoje, apenas o Claude usa mais travessões do que escritores humanos, enquanto o ChatGPT é o modelo que menos usou o recurso em nosso estudo. Alegrem-se, humanos —e voltem a usar travessões.

Uma maneira melhor de identificar escrita gerada por IA seria procurar textos sem muita pontuação. Os LLMs usam menos vírgulas e ponto e vírgulas do que humanos (e quase nenhum parêntese). A pontuação mais escassa se dá porque os bots escrevem frases mais longas —"e" é sua palavra mais usada em excesso— e também não citam especialistas.


Por fim, estude a frase. As frases dos bots tendem a ser longas; os parágrafos são raramente interrompidos com declarações curtas e incisivas. Que tédio. Quando os LLMs querem tornar suas frases mais animadas, recorrem frequentemente a um recurso retórico.

Seus favoritos incluem: "não X, mas Y", "não apenas, mas também" e a "regra de três". (Agrupar ideias em três as torna mais envolventes, como fizemos agora mesmo). ChatGPT e Claude usam mais dessas construções por mil frases do que outros LLMs e humanos.

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Então, se você quiser identificar escrita de IA, procure prosa insípida e pretensiosa repleta de palavras latinas —pelo menos por enquanto. Nosso estudo mostra que, a cada atualização, a escrita de IA está se tornando mais semelhante à prosa humana.

A Pangram detecta com sucesso textos gerados por IA, mas pode ter dificuldades no futuro. Os LLMs são treinados em escrita humana e aprendem com feedback humano, observa Tommie Juzek, da Universidade Estadual da Flórida, absorvendo coisas que as pessoas acham impressionantes e descartando as que não acham.

Os bots também aprendem rápido. Veja o ChatGPT: até muito recentemente, ele usava travessão em quase todas as frases. Quando nosso correspondente perguntou a um modelo mais antigo se ele achava que a IA usava o travessão em excesso, ele disse: "Ha —ótima pergunta!"

Faça a mesma pergunta ao bot hoje e ele diz sobriamente: "é melhor usá-los com moderação". Só um fantasma poderia mudar de forma tão rapidamente.
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August 1, 10:17 AM
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Mobilidade social: renda do pai define destino do filho - 31/07/2026 - Economia - Folha

Mobilidade social: renda do pai define destino do filho - 31/07/2026 - Economia - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Vários estudos já mostraram que pessoas pobres no Brasil enfrentam diferentes barreiras para subir na pirâmide social. O Imds (Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social) acaba de esmiuçar novos dados que reforçam essa rigidez, mas olhando a partir do topo: quem é rico tende a permanecer lá em cima.

Esse retrato consta da nova edição do Atlas da Mobilidade Social, uma plataforma pública e interativa desenvolvida pelo Imds em parceria com o Prospera Lab, grupo de pesquisa que estuda temas sociais e políticas públicas no Brasil, em colaboração com instituições no país e no exterior.

Nessa análise expandida, constatou-se que mais da metade (56,5%) dos filhos dos 25% mais ricos continuam nessa faixa e 30,88% chegam ao grupo dos 10% mais ricos. Do outro lado, apenas 8,3% dos filhos dos 25% mais pobres conseguiram subir, sendo que uma parcela ainda mais restrita de 1,28% chegou ao topo da pirâmide de renda.
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August 1, 10:16 AM
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Lydia Davis: IA não vale sacrifício para saber tanto assim - 31/07/2026 - Ilustrada - Folha

Lydia Davis: IA não vale sacrifício para saber tanto assim - 31/07/2026 - Ilustrada - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Lydia Davis está preocupada com o quanto a inteligência artificial suga os recursos do mundo e "arruína paisagens inteiras" com seus enormes "data centers". Mas se preocupa ainda mais com o quanto ela está devorando o processo criativo de seus pupilos.

"Não acho que vale o sacrifício", diz a autora americana, professora emérita da Universidade do Estado de Nova York em Albany, logo antes de aliviar o tom com uma brincadeira. "Francamente, não tenho certeza de que temos que saber tanta coisa assim."


A escritora americana Lydia Davis, que lança 'Um Pato Amado É Assado' - Theo Cote/Divulgação
O problema não é bem a IA nem a internet —Davis lembra que desde a invenção da televisão o discurso geral e a articulação de ideias têm se tornado mais uniformes—, mas o fato de que hoje estamos "quase sendo treinados para ter déficit de atenção".

"Recomendo aos meus alunos que tirem longas férias do celular, e alguns acham quase impossível ficar sozinhos com os próprios pensamentos. A concentração é fundamental para escrever, e estamos sendo privados dela."

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Nesta entrevista, a autora de 79 anos expande ideias que aparecem no seu livro mais recente —a compilação de ensaios "Um Pato Amado É Assado", traduzida por Camila von Holdefer para a WMF Martins Fontes— com orientações de uma veterana admirada sobre o processo de escrita.

Uma de suas dicas, como ela reforça na afável conversa em vídeo com o repórter, é lembrar que "o jeito antigo de ir até uma enciclopédia para procurar alguma coisa era bom".

"Embora recursos online sejam práticos, muitos deles são imprecisos, montados às pressas e/ou mal escritos", aponta ela no livro. "Pode-se dizer que, quanto mais antiga for a edição [de um livro], melhor ela é, ou ao menos mais cuidadosamente editada. E muito do conteúdo não vai estar desatualizado."

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Quem é Lydia Davis


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Ler de tudo é um bom remédio, mas um conselho direto da autora é priorizar obras mais antigas. "Você não quer uma dieta constante de literatura contemporânea. Você já pertence ao seu tempo."

Diz, afinal, que ler "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, a despertou para o uso de capítulos curtos. E a "sensibilidade bizarra" e as "estranhas vozes narrativas" de Clarice Lispector a tocaram.

Antes de continuar, é preciso deixar claro que Lydia Davis é uma das maiores escritoras dos Estados Unidos. Em 2013, passou a ocupar um panteão de apenas seis autores, ao lado de Philip Roth, Chinua Achebe e Alice Munro, quando foi reconhecida com o prêmio Man Booker Internacional pelo conjunto de sua obra. A distinção foi concedida de 2005 a 2015.

Seu trabalho, porém, é pouco conhecido e publicado no Brasil. O escritor e editor Joca Reiners Terron, responsável por lançar agora os ensaios da autora na preciosa coleção Errar Melhor, tem pistas do porquê.

"Antes de tudo, ela privilegia a forma curta, mal vista entre editores", afirma. "Além disso, formas curtas que não cabem em nenhum chiqueirinho: não são contos, nem poemas, nem ensaios. Então são o quê? Literatura livre, que reinventa a escrita como sinônimo de liberdade."


A americana Lydia Davis na infância, em imagem enviada pela autora para ilustrar esta reportagem - Acervo pessoal
Os textos curtos a tornaram célebre, mas a autora jura que não planejou isso. Pensa em bons começos —um exemplo é a frase de onde se pinçou o título da nova coletânea, "um pato amado é assado por engano"— e toca adiante até o ponto final, seja onde ele estiver.

"Eu gosto de dinheiro, mas nunca senti que precisava ganhar dinheiro com meus livros, ou seja, que eles precisariam ser coisas vendáveis", diz a professora de carreira, ao recusar a ideia de que escrever em formatos insólitos seja arriscado. "Nunca senti isso. Então escrevo para agradar a mim mesma e a leitores como eu."

Suas duas obras publicadas pela Companhia das Letras, "Tipos de Perturbação" e "Nem Vem", são rotuladas simplesmente como "ficções" —foram traduzidas por Branca Vianna. Seu único romance, "O Fim da História", saiu pela José Olympio com tradução de Julián Fuks e é melhor descrito como um estudo a quente sobre o que é fazer um romance.

Davis resiste ao rótulo de "autora experimental" atribuído a ela com frequência. Diz que as pessoas usam essa palavra para qualquer coisa que "as deixe confusas, que pareça esquisita ou estranha".

"Experimental dá a entender que o autor tinha um plano para testar alguma estratégia de escrita previamente concebida, para ver se funcionava", argumenta. "Como no geral prefiro começar um texto sem um plano definido e sem saber exatamente o que estou fazendo, não acho que os contos que resultam desse processo sejam, de forma alguma, experimentais."

Terron lembra que Davis "tem um verdadeiro séquito nos cursos de escrita" brasileiros. "Ela descomplica algo que pode parecer muito complicado, escrever, e aponta trilhas pouco batidas na forma e nas influências. Basicamente, mostra que se você ler o que todos estão lendo, vai escrever algo que todos estão escrevendo. Seus ensaios generosamente apontam a saída do ciclo vicioso."
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Se você acha que as crianças vão respeitar um professor robô, você nunca conheceu uma criança | Dave Schilling | The Guardian

Se você acha que as crianças vão respeitar um professor robô, você nunca conheceu uma criança | Dave Schilling | The Guardian | Inovação Educacional | Scoop.it
Um distrito escolar de Nova York suspendeu os planos de introduzir um androide na sala de aula. Será este o nosso futuro na educação?

Sábado, 1 de agosto de 2026, 12h00 BST

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CExiste algo mais angustiante do que mandar seu filho para a escola? Talvez ficar preso em um ônibus urbano que não pode reduzir a velocidade para menos de 80 km/h ou explodirá, mas só isso. Quando seu filho chega à idade escolar, você precisa decidir (se tiver sorte) entre educação pública e privada, avaliar os professores e se preocupar neuroticamente se ele está aprendendo o suficiente e se socializando de forma eficaz. Por sete horas por dia, alguém que é praticamente um estranho é responsável pelo bem-estar de uma das pessoas mais importantes da sua vida.

É uma situação estressante, mas talvez fosse menos se o professor do seu filho fosse um robô humanoide.

Ou não. O distrito escolar central da cidade de Salamanca, no norte do estado de Nova York, suspendeu recentemente um programa de US$ 60.000 para instalar uma assistente de professor androide da empresa Realbotix, chamada Sally, para auxiliar seus instrutores. Sally seria especificamente implantada em salas de aula do ensino médio para alunos que estudam tecnologia e robótica. Como disse o superintendente do distrito escolar de Salamanca : “O robô também oferece oportunidades para os alunos aprenderem como o robô é mantido, como é atualizado com novos conteúdos aprovados e como solucionar problemas”. Como você pode imaginar, Sally foi escolhida pelos alunos de Salamanca para ser uma morena animada, em vez de outras opções, como “homem careca de meia-idade” ou “aspirante a escritor lutando para terminar seu romance durante o intervalo do almoço”. Tremo só de pensar nas piadas de mau gosto que os adolescentes fariam sobre sua professora artificial.

Felizmente, a indignação pública fez com que o distrito (que possui uma população municipal de apenas 6.000 pessoas) suspendesse seus planos distópicos. Por pior que fosse a ideia, pelo menos não envolvia um robô disciplinador distribuindo passes para sair da sala e aplicando detenções a alunos indisciplinados. Só faltava o RoboCop arremessando crianças contra uma vitrine por chegarem atrasadas à terceira aula. Sally foi programada com braços e mãos funcionais, mas não com pernas, o que impediria qualquer ato aleatório de retaliação violenta.

Eu gostaria que tudo isso fizesse algum sentido. O superintendente disse que Sally daria aos alunos de uma pequena cidade rural a oportunidade de interagir com tecnologia de ponta, algo que, de outra forma, eles teriam que "viajar de uma a duas horas" para ver . Os alunos poderiam fazer perguntas sobre assuntos relevantes para as aulas. Sabe, como fazem com os smartphones que provavelmente têm no bolso, com acesso à internet – repositório de todas as informações conhecidas pela humanidade. Mas veja bem, a diferença é que este smartphone tem o formato de uma mulher bonita.

Os adolescentes já são céticos ou até mesmo irritados com seus professores, com suas regras pedantes e insistência de que o aprendizado é fundamental. Ensinar pode ser um trabalho ingrato, devido à falta de recursos, mesmo em grandes áreas metropolitanas, quanto mais em pequenas cidades. Professores de escolas públicas geralmente são mal remunerados , o que torna mais difícil ganhar um salário decente em uma profissão tão exigente. Por que não pegar esses US$ 60.000 para um robô e dividir entre os instrutores? Ou simplesmente comprar um laptop para cada aluno? Ter um androide com aparência estranha gesticulando sobre placas Arduino vai mudar a vida de alguém além da alta administração da Realbotix? Nenhum adolescente vai levar essa coisa a sério ou fazer qualquer coisa além de jogar borrachas nela enquanto seu professor de verdade não estiver olhando.

As grandes empresas de tecnologia transformaram a sala de aula – e os pais têm razão em se preocupar.
Colina de Velislava

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E, de qualquer forma, se a sociedade vai, sem pensar duas vezes, inaugurar uma era de aprendizado sintético por meio da inteligência artificial, por que optar por um humanoide genérico? Deveríamos, no mínimo, criar robôs que as crianças gostassem. Poderíamos começar com um Super Mario autoconsciente . Eu, sem dúvida, pararia tudo o que estivesse fazendo para conversar com um robô-Mario, e tenho certeza de que os adolescentes fariam o mesmo. Por que o silício é o melhor material para construir microprocessadores? Como funciona o armazenamento em nuvem? Qual a maneira mais fácil de passar da fase Rainbow Ride em Super Mario 64? A Princesa Peach e a Princesa Daisy são irmãs ou apenas boas amigas?

Não precisa ser só o Mario. Que tal um Pikachu robô? Será que o distrito escolar de Salamanca poderia licenciar a imagem do Logan Paul ou do MrBeast para ensinar álgebra? Poderíamos ter Blippis androides administrando pré-escolas, Robin Williams holográficos de Sociedade dos Poetas Mortos em universidades e Sydney Sweeneys falsas ensinando atuação. E se a Patrulha Canina pudesse trabalhar como guardas de trânsito?

Mais uma vez, as pessoas que colocamos no comando da criação dos nossos filhos demonstram uma falta de compreensão sobre as crianças de verdade. As crianças não querem robôs genéricos respondendo perguntas que um mecanismo de busca poderia fazer tão rápido quanto. Elas querem jogar Roblox e tomar Mountain Dew. E talvez, só talvez, um ser humano de verdade, de carne e osso, possa inspirá-las a querer mais do que isso. Nunca descobriremos se continuarmos terceirizando a educação para empresas de tecnologia.

Dave Schilling é um escritor e humorista radicado em Los Angeles.

Este artigo foi alterado em 2 de agosto de 2026. Uma versão anterior mencionava "ficar preso em um ônibus urbano que não podia reduzir a velocidade para menos de 88 km/h ou explodiria" e fazia referência ao filme Velocidade Máxima; no entanto, a velocidade mínima que o ônibus no filme não podia atingir era de 80 km/h.
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Por que cobrar menos já não garante mais alunos

O perfil do estudante mudou. Antes de decidir onde estudar, ele procura compreender se o investimento fará sentido para sua trajetória profissional

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TRF1 - Instituição de ensino estrangeira deve cessar a oferta de curso superior em Direito no Brasil sem o credenciamento no MEC

TRF1
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Today, 9:32 AM
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Bibliocídio: como as big techs queimam livros

Bibliocídio: como as big techs queimam livros | Inovação Educacional | Scoop.it
Como empresas de tecnologia estão comprando, digitalizando e depois destruindo milhões de livros para usá-los como combustível de inteligências artificiais
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August 2, 9:28 AM
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Measuring what matters: New Stanford white paper provides a roadmap for creating responsible student assessments in the AI era •

Measuring what matters: New Stanford white paper provides a roadmap for creating responsible student assessments in the AI era • | Inovação Educacional | Scoop.it
AI is changing what, where, and how testing happens. How can schools, teachers, and test developers respond?
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August 2, 8:42 AM
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Consulta do Novo Marco Regulatório da EaD vai até 14/8

Consulta do Novo Marco Regulatório da EaD vai até 14/8 | Inovação Educacional | Scoop.it

consulta pública para construção do Novo Marco Regulatório dos cursos de graduação da educação a distância (EaD) está aberta para receber contribuições da sociedade até o dia 14 de agosto, exclusivamente pela plataforma Brasil Participativo. O documento visa atualizar as diretrizes nacionais da EaD, estabelecendo parâmetros de funcionamento, mediação pedagógica e acompanhamento dos estudantes de graduação. 
Podem participar da consulta, estudantes, professores, pesquisadores, gestores de instituições de ensino superior (públicas e privadas), entidades da sociedade civil e demais interessados. O objetivo é receber sugestões e análises fundamentadas sobre o texto-base do Novo Marco Regulatório EaD elaborado antes de sua consolidação definitiva. 

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August 1, 1:36 PM
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O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes | Inovação Educacional | Scoop.it
Segundo neurocientista, a discordância ativa sistemas cerebrais voltados para detectar conflitos e manter a coerência interna - o que ajuda a entender por que reagimos tão rápido.
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August 1, 1:36 PM
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Os planos da Amazon e da Apple para inteligência artificial — e as dificuldades financeiras que eles causam

Os planos da Amazon e da Apple para inteligência artificial — e as dificuldades financeiras que eles causam | Inovação Educacional | Scoop.it
Bilhões de dólares estão sendo investidos em uma nova onda de tecnologia de IA. Mas será que isso trará retorno?
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August 1, 11:42 AM
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IA amplia distância entre economias avançadas e emergentes, e abre oportunidades para poucos países | Finanças

IA amplia distância entre economias avançadas e emergentes, e abre oportunidades para poucos países | Finanças | Inovação Educacional | Scoop.it
A inteligência artificial tende a aprofundar, e não reduzir, a diferença de crescimento entre economias desenvolvidas e emergentes na próxima década. A avaliação é do Citi Research, que vê apenas um grupo restrito de países emergentes capaz de capturar ganhos relevantes da atual onda de investimentos em inteligência artificial liderada pelos Estados Unidos, enquanto a maior parte do mundo em desenvolvimento enfrenta obstáculos estruturais para transformar a tecnologia em produtividade.

Em relatório assinado pelos economistas Johanna Chua e Yuanliu Hu, o banco afirma que Taiwan, Coreia do Sul e Singapura são os principais vencedores emergentes do ciclo de investimentos em infraestrutura de IA devido ao domínio em segmentos estratégicos da cadeia global de semicondutores.

Outros países, como Malásia, Vietnã, Tailândia e México, também participam da cadeia de fornecimento, mas com impacto macroeconômico significativamente menor.

A principal tese do Citi é que os maiores benefícios econômicos da inteligência artificial não devem ficar com quem produz a tecnologia, mas com quem consegue incorporá-la de forma ampla à economia. O argumento se apoia na experiência da revolução da tecnologia da informação dos anos 1990, quando os maiores ganhos de produtividade vieram dos usuários da tecnologia, e não necessariamente dos fabricantes de hardware.

Segundo o banco, justamente nesse aspecto os mercados emergentes largam em desvantagem.

A difusão da inteligência artificial continua fortemente associada ao nível de renda per capita, refletindo diferenças em infraestrutura digital, qualificação da mão de obra, ambiente regulatório e capacidade de inovação.

Indicadores utilizados pelo Citi, como métricas de adoção da Microsoft e o índice de preparação para IA do Fundo Monetário Internacional (FMI), mostram elevada correlação entre desenvolvimento econômico e velocidade de incorporação da tecnologia.

Na avaliação dos economistas, isso significa que a maior parte dos ganhos de produtividade deverá permanecer concentrada nas economias desenvolvidas. “O ciclo atual de IA favorece principalmente os Estados Unidos e um pequeno grupo de fornecedores estratégicos de semicondutores”, resume o relatório.

China reduz custos, mas não muda o quadro
A China aparece como a única economia emergente posicionada na fronteira tecnológica da inteligência artificial. O Citi destaca que modelos chineses de código aberto vêm reduzindo rapidamente o custo de utilização da IA graças a algoritmos mais eficientes, energia mais barata, incentivos públicos e estratégias agressivas de preços.

Esse chamado “frugal AI stack” pode acelerar a disseminação da inteligência artificial em diversos países emergentes, especialmente onde o acesso aos modelos americanos é mais restrito. Ainda assim, o banco avalia que isso não altera substancialmente a distribuição global dos ganhos econômicos.

Mesmo que empresas utilizem modelos chineses, boa parte do valor continua sendo capturada por plataformas de computação em nuvem, ferramentas corporativas e infraestrutura controladas por empresas americanas. Além disso, o Citi considera que o avanço da inteligência artificial não será suficiente para compensar a atual fraqueza da demanda doméstica chinesa.

Cadeia de semicondutores concentra vencedores
Entre os mercados emergentes, Taiwan, Coreia do Sul e Singapura aparecem como os principais beneficiários do forte aumento dos investimentos realizados pelas grandes empresas americanas de tecnologia.

Segundo o Citi, a expansão dos gastos em IA por Amazon, Microsoft, Google e Meta continuará muito forte no segundo semestre de 2026, sustentando demanda por chips avançados, servidores, data centers e infraestrutura elétrica.

Taiwan e Coreia concentram os maiores ganhos por dominarem segmentos de alta tecnologia sujeitos a restrições de oferta, enquanto Singapura se beneficia da elevada participação na produção de chips de memória.

Já Malásia, Vietnã, Tailândia e México participam principalmente das etapas de menor valor agregado da cadeia produtiva, o que limita os efeitos sobre crescimento e renda.

Data centers ajudam, mas impacto econômico é limitado
O relatório dedica atenção especial à corrida global pela construção de data centers. Na avaliação do Citi, diversos países emergentes têm recebido investimentos relevantes para hospedar infraestrutura de IA, entre eles Brasil, Malásia, Tailândia, Índia e China.

No entanto, os economistas alertam que os efeitos macroeconômicos tendem a ser modestos. Grande parte dos equipamentos é importada, enquanto a operação dos centros de dados gera relativamente poucos empregos permanentes. Um grande data center de 100 MW pode operar com apenas algumas dezenas de funcionários.

Os principais benefícios acabam concentrados na fase de construção, na expansão da rede elétrica, no setor imobiliário e, posteriormente, em serviços digitais, computação em nuvem e processamento de dados.

Para a América Latina, o Citi considera que o Brasil reúne características favoráveis para receber parte desses investimentos devido ao custo relativamente competitivo de energia e à disponibilidade de recursos hídricos.

E se a bolha da IA estourar?
O Citi também analisa um cenário de reversão da forte valorização dos ativos ligados à inteligência artificial. Segundo os economistas, uma eventual correção poderia atingir os mercados emergentes por três canais principais: aumento da aversão global ao risco, desaceleração da demanda internacional e tensões financeiras decorrentes de alavancagem e chamadas de margem.

Os países mais ligados à cadeia global de tecnologia, como Taiwan e Coreia do Sul, estariam entre os mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, economias dependentes do consumo americano, como México e diversos países do Sudeste Asiático, também poderiam sofrer com uma desaceleração da demanda dos Estados Unidos.

O relatório traz, entretanto, uma hipótese considerada pouco consensual.

Caso uma eventual correção da IA provoque repatriação de capitais para fora dos Estados Unidos e enfraquecimento do dólar, títulos públicos de alta qualidade emitidos por alguns mercados emergentes em moeda local poderiam ganhar espaço como alternativa parcial de proteção para investidores globais.

Os autores destacam que esse cenário depende de uma condição considerada incerta: que a correção seja suficientemente intensa para reduzir o valor do dólar, algo que historicamente nem sempre ocorre em períodos de forte aversão ao risco.

O que isso significa para os emergentes
A principal conclusão do Citi é que a inteligência artificial tende a aumentar a divergência entre economias desenvolvidas e emergentes, ao menos nesta fase inicial de construção da infraestrutura tecnológica. Os grandes vencedores continuam concentrados nos Estados Unidos e em poucos países especializados em semicondutores.

Para a maior parte dos mercados emergentes, o desafio será acelerar investimentos em infraestrutura digital, educação, inovação e qualificação da força de trabalho para evitar que a revolução da inteligência artificial amplie ainda mais a distância de renda em relação às economias avançadas.
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August 1, 10:30 AM
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Educação pode misturar experiências de Chile e Ceará

Educação pode misturar experiências de Chile e Ceará | Inovação Educacional | Scoop.it

Nosso sistema de avaliação da educação básica, o Saeb, indica, há muitos anos, que temos ilhas de excelência educacional em todas as etapas em diferentes lugares do Brasil. O Ceará tem escolas de altíssimo resultado nos anos iniciais; Alagoas tem excelentes resultados nos anos finais; e Goiás se destaca no ensino médio, além de outros exemplos.
Nosso desafio como nação é sair de ilhas de excelência para um país inteiro de excelência. Divulgar as boas práticas dos que têm sucesso é de grande valia. O que fazem Ceará, Alagoas e Goiás? E olhando para os vizinhos, conhecer a forma chilena de difusão traz pistas de como espalhar inspirações valiosas.
O Prêmio Escola Nota 10 é uma iniciativa do governo estadual do Ceará, criada em 2009, que premia escolas públicas com os melhores resultados de aprendizagem com base no Spaece (Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará). O prêmio se destina a escolas públicas com melhores resultados e apoia técnica e financeiramente as escolas públicas com resultados menores.
A estratégia de difusão de prática ocorre pelo pareamento de escolas de maior e menor resultado. As que se saem melhor recebem o equivalente a 75% do valor do prêmio –os 25% restantes só chegam após o apoio à escola de menor resultado, ou seja, só chega se houver ajuda a uma escola com mais dificuldade.
As de menor resultado recebem o equivalente a 50% e só ganham os outros 50% com a condição de elevarem seu resultado a um valor mínimo. O intuito é dar às instituições de menores resultados a oportunidade de desenvolver um plano de ação mentorado pela escola de maior aprendizagem.
A estratégia brasileira, portanto, envolve parear as escolas de alta e baixa aprendizagem e, a partir desse pareamento informal, fomentar boas práticas. Essa estratégia não envolve a documentação formal e escrita das práticas; ela acontece por meio de um estímulo a um diálogo direto e não mediado.
Um conjunto de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará avaliou o impacto do programa e encontrou resultados positivos de aumento da aprendizagem no estado.
Já o "Se Puede: Todos por la Educación", do Chile, vai por outro caminho. A iniciativa identifica, documenta e dissemina as práticas pedagógicas e de gestão das escolas e redes de ensino com melhor desempenho.
A partir do sistema de avaliação chileno, identifica-se as escolas com bom desempenho, e uma equipe do Ministério da Educação vai ao local documentar as práticas para, posteriormente, publicar a chamada "É Possível", na qual todos têm acesso ao conjunto de práticas de sucesso.
Diferentemente do caso do Ceará, o Chile publica um livro que pode ser consultado sem depender da estratégia de pareamento de escolas.
Por que não contar aos brasileiros as práticas das nossas ilhas de excelência? Uma política pública exequível seria misturar a abordagem cearense com a chilena.
O governo federal poderia, a partir das ilhas de excelência, enviar uma equipe a esses territórios para documentar as práticas —diferentemente do estilo "top-down", seria o ministério aprendendo com os territórios.
Em conjunto com essa documentação, poderíamos sugerir e estimular pareamentos bem pensados para que os territórios troquem práticas informalmente, utilizando a documentação disponível publicamente sobre boas práticas. O que nos impede?

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August 1, 10:23 AM
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Novos games saem com histórias cada vez mais curtas 

Novos games saem com histórias cada vez mais curtas  | Inovação Educacional | Scoop.it
Depois da mudança na qual consumimos conteúdos como filmes, séries e vídeos, chegou o momento em que os games também são transformados em meio a formas mais rápidas de consumo. Cada vez mais é possível ver títulos com partidas menores, histórias mais diretas e objetivas, além de novos formatos de organização dos enredos nos lançamentos recentes.

Os novos formatos surgem diante da disputa constante pela atenção do jogador, independentemente da faixa etária. Entre os destaques de novos lançamentos com conteúdo mais curto está "Dispatch", dividido em capítulos de pouco mais de uma hora, cada.
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August 1, 10:16 AM
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Enem 2026: datas, formato, critérios e como usar a nota - 31/07/2026 - Educação - Folha

Enem 2026: datas, formato, critérios e como usar a nota - 31/07/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro, em dois domingos consecutivos
Nota do exame nacional pode ser usada para Sisu, Prouni, Fies e certificado do ensino médio
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July 31, 12:31 PM
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Alfabetização algorítmica: como formar estudantes críticos

Alfabetização algorítmica: como formar estudantes críticos | Inovação Educacional | Scoop.it
Compreender como algoritmos selecionam informações e influenciam decisões tornou-se uma competência essencial para a formação cidadã
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