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June 3, 5:23 PM
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Palantir anuncia um futuro distópico. Entrevista especial com Letícia Cesarino - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

Palantir anuncia um futuro distópico. Entrevista especial com Letícia Cesarino - Instituto Humanitas Unisinos - IHU | Inovação Educacional | Scoop.it
O manifesto publicado recentemente da Palantir, empresa de análise de dados do Vale do Silício, resume em 22 pontos a visão de mundo da instituição. No quarto, são mencionadas “as limitações do poder brando” e se defende que a “capacidade das sociedades livres e democráticas de se afirmarem exige mais do que um apelo moral. Exige poder coercitivo, e o poder coercitivo neste século será baseado em software”. Essa e as demais propostas apresentadas, segundo Letícia Cesarino, evidenciam a “visão de mundo neorreacionária” dos fundadores da gigante norte-americana de software e Inteligência Artificial (IA) fundada em 2004 por Peter Thiel e Alex Karp.

De acordo com a pesquisadora, os magnatas da tecnologia veem na crise da democracia a possibilidade de substituí-la. A proposta, contudo, “não tem a intenção de ocupar o Estado Democrático de Direito para reformá-lo dentro de uma visão de direita ou conservadora. Eles não acreditam em reformar o atual sistema político-institucional. Eles veem o colapso como oportunidade para mudar o próprio princípio da soberania, sobre o qual os atuais Estados-nação foram construídos nos últimos quatro séculos, para uma soberania de base privada”, afirma.

Na entrevista a seguir, concedida ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU por WhatsApp, Letícia Cesarino comenta sobre os possíveis interesses de Peter Thiel na Argentina, menciona as obras que fundamentam a criação de novos estados governados por uma “elite cognitiva” e diz que os criadores de realidades paralelas querem transpô-las para o mundo real. “Estes não seriam, obviamente, democracias, mas estados menores geridos como empresas. Os cidadãos não teriam voto nem voz, mas seriam clientes que, se insatisfeitos, poderiam se mudar para outro lugar. Esse modelo combina elementos gerenciais com autocráticos, que é a forma como muitos desses CEOs gerenciam suas empresas. Seria uma revolução na forma de conceber a soberania, do mesmo nível ou até mais profundo do que foi a Paz de Westfália no século XVII, que instituiu o modelo de Estado-nação territorial que temos hoje”, adverte.
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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July 21, 4:00 PM
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A Nobel Laureate's Honest Review Of AI In Biology

Neuroscientist and Stanford University Professor Thomas Südhof sits down with Senior Writer Richard Nieva to discuss the intersection of biology and technology.
00:00 From Musician to Nobel Prize Winner
02:35 How the Brain Communicates
09:12 The Truth About How Science and Discovery Actually Work
12:44 The American Dream
17:18 The Tech Revolution and "AI Washing"
25:57 Advice For Younger People

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July 21, 3:52 PM
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Foco na gestão de talentos gera valor real com IA, diz pesquisa

Foco na gestão de talentos gera valor real com IA, diz pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it

As empresas que estão olhando mais para o desenvolvimento das pessoas no processo de implementação de inteligência artificial (IA) estão conseguindo obter um valor real com esse investimento. Pesquisa da consultoria Accenture mostra que elas alcançaram um faturamento 1,8% maior no ano passado e obtiveram lucro 1,4% superior. O estudo “Talent Reinventors” ouviu 1.320 executivos do C-level e 4.560 empregados, de 20 setores da economia, em 12 países, incluindo o Brasil.
Essa parcela de empresas bem-sucedidas representa 18% das companhias pesquisadas. “Essas organizações [chamadas no estudo de “Talent Reinventors”] estão demonstrando que a IA não traz só eficiência e produtividade, tem outras alavancas de valor que deveriam ser consideradas. Estamos falando de crescimento, de aumento de receita, de uma tomada de decisão melhor, de uma execução mais rápida e de um resultado com qualidade superior”, afirma Rachel Garcia, líder de talento e organização da Accenture na América Latina.

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July 21, 3:50 PM
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“Fluência” em IA já é exigida no recrutamento, sinaliza estudo

“Fluência” em IA já é exigida no recrutamento, sinaliza estudo | Inovação Educacional | Scoop.it

A capacidade de trabalhar com a inteligência artificial (IA) já está influenciando as triagens de novos talentos nas empresas. É o que indica uma pesquisa realizada pela plataforma de cursos de tecnologia e recrutamento Dio, que analisou as movimentações de contratação e demanda de profissionais em 135 companhias de todos os portes, no Brasil.
“Mostrar ‘fluência’ em IA já faz parte do básico [nas seleções]”, avalia Iglá Generoso, CEO da Dio. “Assim como aconteceu com o domínio da informática ou do inglês no passado, essa competência dificilmente será o fator decisivo em uma contratação, mas a sua ausência tende a fechar portas.”
Hoje, a vantagem competitiva dos candidatos está em saber trabalhar com agentes de IA, definir objetivos, supervisionar a execução de tarefas e transformar a tecnologia em resultados para o negócio, acrescenta Generoso. “É isso o que começa a diferenciar os profissionais do mercado.”
A pesquisa qualitativa, adiantada para o Valor, foi realizada ao longo de 2025 e também inclui as percepções de mais de 18 mil pessoas, entre recrutadores e educadores. A leitura do cenário aponta para uma janela de decisão importante no mercado de trabalho entre 2026 e 2029, diz o CEO.
“O mercado ainda está definindo novos padrões [de trabalho] e quem desenvolver essas competências agora tende a ocupar mais posições de liderança”, analisa. “A discussão não é mais sobre usar a IA, mas sobre o quê cada profissional conseguirá 
Plano de ação
Diante das conclusões do monitoramento, o executivo recomenda três ações para os empregadores. “A primeira é parar de tratar a ‘fluência’ em IA [dos candidatos] apenas como um diferencial”, destaca. “Ela já faz parte das competências básicas e as empresas precisam buscar currículos capazes de trabalhar com a tecnologia para gerar resultados – não somente para executar tarefas.”
Investir em novos conhecimentos e não só em ferramentas de IA deve estar na agenda das operações, acrescenta. “Comprar as licenças dos sistemas é a parte mais fácil”, anota. “O que faz diferença é ter equipes que saibam definir objetivos, supervisionar os agentes de IA e aplicar a tecnologia aos desafios do negócio.”
Por fim, Generoso sugere abandonar a prática de realizar treinamentos pontuais sobre os modelos de linguagem. “O mercado muda rápido demais”, argumenta. “As organizações que estão avançando no tema são aquelas que transformam o aprendizado em um processo contínuo.”

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July 21, 12:38 PM
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Uma nova avaliação para um ensino superior mais forte

Outra inovação relevante consiste na reorganização do ciclo avaliativo. A proposta apresentada pelo Inep integra de maneira mais articulada a autoavaliação institucional, o Enade e as avaliações in loco. Dessa forma, o sistema passa a funcionar como um ciclo contínuo de produção de evidências sobre a qualidade da educação superior, permitindo um acompanhamento mais frequente e consistente da evolução dos cursos e das instituições.

Entre as mudanças na dinâmica das visitas in loco, estão o fim do formulário eletrônico preenchido previamente pelas instituições, a realização de análise documental prévia, a avaliação amostral de polos de educação a distância e a possibilidade de a instituição solicitar reconsideração de aspectos do relatório antes mesmo da fase recursal. São alterações que reduzem burocracias desnecessárias, aumentam a previsibilidade do processo e tornam a avaliação mais focada naquilo que realmente importa.

Talvez a mudança mais significativa esteja justamente naquilo que o novo modelo pretende avaliar. Durante muitos anos, os instrumentos concentraram grande parte de sua atenção na verificação da existência de documentos, normas e estruturas. Esses elementos continuam sendo importantes, mas deixam de ser suficientes. A nova lógica busca produzir evidências sobre aquilo que efetivamente acontece na formação dos estudantes.

Agora, o objetivo é identificar o que cada instituição realiza de forma diferenciada, produzindo informações capazes de apoiar decisões acadêmicas e políticas públicas. Ao substituir uma lógica excessivamente padronizada por avaliações mais aderentes às características de cada área, o novo modelo permite que boas práticas de ensino, inovação, responsabilidade social, integração com o setor produtivo, empregabilidade e impacto regional passem a produzir evidências concretas da qualidade institucional.
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July 21, 12:33 PM
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Stop policing AI in the classroom, start teaching it

Stop policing AI in the classroom, start teaching it | Inovação Educacional | Scoop.it
AI as a productivity skill
Future graduates will enter workplaces where AI assists with predictive analytics, software engineering, financial analysis, legal research, and strategic decision-making. More than one-third of entry-level jobs now require AI skills, nearly triple the share from fall 2025. Some 28% of employers say they’re seeking early-career talent who can use AI in their work.

Universities should therefore teach AI as a professional competency. Students should learn how to construct effective prompts, evaluate machine-generated outputs, detect hallucinations, verify evidence, and recognise the limitations of AI systems. These are no longer optional digital skills but essential competencies for an AI-enabled workforce.

This approach is consistent with UNESCO’s call for a human-centred model of AI governance that prioritises AI literacy over blanket prohibition. Rather than discouraging students from using AI, universities should equip them to use it critically and responsibly.

Malaysia and Indonesia have an opportunity to lead this transformation. Indonesia’s recent Joint Ministerial Decree signed by seven ministers represents an important step in regulating AI across education. While the policy places greater restrictions on the use of instant-answer AI in primary and secondary schools, it also highlights the need for universities to develop clearer operational frameworks for responsible AI adoption.

Malaysia, with its ambitions to become a regional digital and knowledge economy, should similarly position higher education as a driver of AI literacy rather than AI avoidance.

Universities should encourage students to move beyond using AI merely to generate assignments. They should become creators of AI-driven solutions.

In Malaysia, for example, Islamic economics and finance students could develop specialised AI applications trained on key concepts like Maqasid al-Sharia (the framework for human wellbeing and justice), waqf (charitable endowments), zakat (obligatory almsgiving), and Sharia-compliant investment principles.

AI should become a platform for innovation rather than simply a shortcut for completing coursework.
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July 20, 5:55 PM
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Precisamos das humanidades mais do que nunca na era da IA.

Precisamos das humanidades mais do que nunca na era da IA. | Inovação Educacional | Scoop.it

O autor é diretor executivo da Academia Britânica, a academia nacional do Reino Unido para as ciências humanas e sociais.
Meu coração está pesado ao ver a escolha que o Reino Unido está fazendo em relação às ciências humanas. O número de estudantes que optam por disciplinas como literatura, línguas e história vem caindo há anos — tanto no ensino fundamental e médio quanto no ensino superior. Temo que estejamos cometendo um erro coletivo ao subestimar essas disciplinas e desmantelar nossa capacidade de ensiná-las e pesquisá-las justamente quando provavelmente mais precisaremos delas.
Dada a capacidade exponencialmente crescente da IA ​​em resolver problemas bem definidos e ricos em dados, é plausível que os empregadores valorizem mais as habilidades oferecidas pelas humanidades, como o pensamento crítico e criativo. A cofundadora da Anthropic, Daniela Amodei, afirmou recentemente: “Na verdade, acredito que estudar humanidades será mais importante do que nunca... essa ideia de que existem coisas que nos tornam exclusivamente humanos — compreender a nós mesmos, compreender a história, compreender o que nos motiva — acho que isso sempre será muito, muito importante.”
Seria irônico se as universidades cortassem esses cursos justamente quando a demanda começa a aumentar — trocar literatura por engenharia orientada por IA pode acabar sendo uma má escolha. E seria ruim para a sociedade se tornássemos esses cursos privilégio dos ricos. Nossa pesquisa na Academia Britânica mostra o surgimento de "áreas de baixa" regionais onde não é mais possível cursar determinadas disciplinas de humanidades a uma distância razoável de casa. Isso é cada vez mais importante, já que quase um terço dos futuros alunos — geralmente os mais pobres — pretendem permanecer em casa enquanto estudam.
Os cortes orçamentários nas universidades também afetam a pesquisa em humanidades, área na qual o Reino Unido é líder mundial, contribuindo amplamente para a construção de uma sociedade ponderada e próspera. Historiadores podem nos orientar sobre os motivos pelos quais nossas políticas públicas são como são, para que possamos aprender com o passado. Filósofos refletem sobre o uso responsável da IA ​​em múltiplos contextos, incluindo a criação e preservação de obras de arte. Acadêmicos contribuem para o desenvolvimento de videogames, como o sucesso mundial Hellblade , que contou com um especialista em história escandinava como consultor histórico para fornecer um relato preciso da sociedade e das crenças vikings.
Você pode pensar que esses cortes em pesquisa nas universidades são consequência das forças de mercado, com os departamentos mais fortes sobrevivendo. Mas a situação é mais complexa devido aos intrincados subsídios cruzados dentro do ensino superior. A instabilidade financeira é impulsionada principalmente pela queda no número de estudantes internacionais com altas taxas de matrícula e pela erosão do valor das mensalidades pela inflação na última década. Apanhados no fogo cruzado dessa instabilidade, e sem culpa própria, alguns dos departamentos de pesquisa em humanidades mais bem classificados estão fechando, enquanto nossa análise mostra que o número de acadêmicos em início de carreira na área de humanidades caiu 20% na última década.
O momento não poderia ser pior. Parece óbvio que, em um mundo onde as mudanças geopolíticas, ambientais e tecnológicas estão remodelando nossas vidas, precisamos desses assuntos para nos ajudar a entender o que está acontecendo e como podemos seguir em frente. Só na geopolítica, a ordem internacional liberal deu lugar à política das grandes potências. Para entender isso, precisamos compreender história, cultura, línguas e teologia.
Já se passaram 25 anos desde a morte de Douglas Adams. Ele foi profético em O Guia do Mochileiro das Galáxias ao concluir que encontrar a resposta para a vida, o universo e tudo mais não era tão difícil — eram 42 anos. Mas a parte difícil era entender a pergunta. As ciências humanas estão aqui para nos ajudar a dar sentido às questões do nosso tempo.
Pensar é difícil. Refletir é difícil. Talvez persistamos em nosso erro coletivo de cálculo e ignoremos tudo o que a filosofia, a literatura, os clássicos e a história têm a nos oferecer. As humanidades têm uma palavra para isso: tragédia.

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July 20, 5:51 PM
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A ascensão da 'femosfera': as mulheres que renunciam ao romance e buscam homens de 'alto valor'

A ascensão da 'femosfera': as mulheres que renunciam ao romance e buscam homens de 'alto valor' | Inovação Educacional | Scoop.it
Movimento encoraja as mulheres a 'despertarem' para os relacionamentos heterossexuais e a se protegerem com regras rígidas, cálculos emocionais e margem zero para erros.
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July 20, 5:04 PM
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'IA não vai substituir profissionais talentosos da publicidade', diz Guga Ketzer, CEO da Suno

No Mídia e Marketing, Guga Ketzer, CEO da agência Suno United Creators, explica por que acredita que a inteligência artificial não vai substituir profissionais talentosos da área criativa. Para ele, a IA tende a padronizar conteúdos, enquanto o diferencial continuará sendo o olhar humano, o senso crítico e a capacidade de criar algo realmente original.

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July 20, 9:42 AM
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O pensamento crítico tornou-se uma palavra da moda na era da IA. Mas o que ele realmente significa e como podemos ensiná-lo?

O pensamento crítico tornou-se uma palavra da moda na era da IA. Mas o que ele realmente significa e como podemos ensiná-lo? | Inovação Educacional | Scoop.it
Ampliando as definições
O pensamento crítico é amplamente compreendido como um conjunto complexo e valioso de habilidades e hábitos. Inclui a capacidade de avaliar evidências, analisar argumentos, identificar pressupostos, distinguir afirmações mais fortes de mais fracas e tirar conclusões fundamentadas.

Essas habilidades ainda são vitais, mas não abrangem completamente o que os alunos precisam para enfrentar os desafios cognitivos de um mundo impulsionado pela IA.

Pesquisas recentes começaram a explorar essa distinção por meio de conceitos como o pensamento crítico digital , que incorpora a ideia de que os ambientes online, moldados por algoritmos opacos, personalização e informações em plataformas, exigem que as pessoas interpretem não apenas o conteúdo que encontram, mas também como chegaram a vê-lo em primeiro lugar.

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À medida que os ambientes em que aprendemos e vivemos evoluem, também deve evoluir nossa compreensão do pensamento crítico. Como pesquisadora em educação cívica, acredito que as respostas não estão em abandonar as definições tradicionais de pensamento crítico, mas em expandi-las.

Leia mais: O que a Atenas antiga nos ensina sobre debate – e dissidência – na era das redes sociais.

Reflexão e julgamento
O pensamento crítico ocorre em duas etapas. A primeira é a reflexão, aquele micromomento vital de pausa e consideração que precede a segunda etapa, que é a formação de um juízo.

A reflexão exige que as pessoas questionem as evidências, examinem as suposições, comparem interpretações divergentes, reconheçam os limites de sua própria perspectiva e estejam dispostas a revisar suas conclusões à luz de argumentos mais sólidos ou novas informações.

Mas os espaços digitais modernos moldam agressivamente nossa atenção . As plataformas digitais decidem o que é visível, confiável e digno de interação, oferecendo conteúdo aos usuários em vídeos curtos, breves descrições e feeds infinitamente roláveis.

O pensamento crítico é difícil nesses espaços digitais porque o tempo e o espaço necessários para a reflexão desaparecem. Em vez disso, os usuários tendem a passar diretamente do consumo para o julgamento.

No entanto, ainda podemos cultivar a crucial primeira etapa da reflexão fora desses ambientes digitais. E, assim como qualquer objetivo educacional significativo, esse hábito não é adquirido apenas por meio da instrução. Ele é cultivado gradualmente por meio da prática repetida, feedback, reflexão e revisão em todo o currículo.

Embora o pensamento crítico comece com a reflexão disciplinada, ele não termina aí. A reflexão nos prepara para exercer o discernimento.

O julgamento é onde o pensamento começa a orientar a ação. É onde decidimos o que merece nossa atenção, quanta confiança depositar em nosso conhecimento e quais responsabilidades dele decorrem. Ele determina como, em última análise, participamos ao lado de outros em situações nas quais não podemos ter 100% de certeza do que sabemos.
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July 20, 9:39 AM
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Maioria defende diálogo, mas violência ainda marca educação

Maioria defende diálogo, mas violência ainda marca educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Levantamento Infinis-Quaest mostra que a maioria dos brasileiros considera a conversa a melhor forma de educar, mas 62% admitem já ter gritado com uma criança e 49% dizem já ter dado tapas.
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July 20, 9:36 AM
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Com ingressos em valores recordes, Copa de 2026 pode render mais de R$ 15 bilhões à Fifa

Com ingressos em valores recordes, Copa de 2026 pode render mais de R$ 15 bilhões à Fifa | Inovação Educacional | Scoop.it
A Copa do Mundo de 2026 ainda não terminou, mas já levou as receitas da Fifa a um patamar inédito. Impulsionada pelo aumento do número de partidas, pela oferta recorde de ingressos e pelo uso de preços dinâmicos, a entidade espera arrecadar quase R$ 16 bilhões apenas com bilheteria e serviços de hospitalidade no atual ciclo. A estratégia, porém, também provocou críticas de torcedores e investigações nos Estados Unidos.
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July 16, 10:38 AM
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É urgente olhar para o adoecimento psíquico masculino

É urgente olhar para o adoecimento psíquico masculino | Inovação Educacional | Scoop.it

Olhar com humanidade para o adoecimento psíquico masculino é urgente. Precisamos encontrar um caminho conjunto feito pelo desmoronamento de padrões e ideais que aprisionam homens e mulheres e pelo acolhimento de dores silenciadas, que explodem de forma disfuncional.
Percebo os homens hoje, de diferentes gerações, presos num paradoxo que os deixa numa espécie de limbo simbólico. Para a maioria, os parâmetros que definiam sua identidade estão, ao mesmo tempo, sendo questionados e ainda assim desejados —e, incomodamente, não alcançados.
São homens que carregam as cicatrizes de uma educação que associou masculinidade a um imperativo de força e potência inabaláveis. Foram criados por pais e mestres que se faziam de exemplos ao sustentar a casa, a opinião, a palavra final. Exemplos que ensinavam a suprimir os sentimentos, as faltas e as impotências como sinal de amadurecimento, ainda que à custa de um apodrecimento emocional. As conversas, os carinhos e as lágrimas engolidas viraram pus psíquico.
A escritora e teórica feminista bell hooks afirma que o patriarcado é também uma doença emocional para os homens: a primeira violência que exige do homem é contra si, o mandato de matar as próprias partes emocionais. E quando não consegue se anestesiar sozinho, outros homens se encarregam de puni-lo via rituais de poder que atacam sua autoestima.
Lidamos com os efeitos da contenção e rigidez que interditam toda ambivalência gerada numa vida em que esses meninos-homens amam e amaram exemplos de masculino agressivo e, ao mesmo tempo, foram gravemente feridos por eles. Seus pais e amigos heróis eram fortes, vencedores, inabaláveis. Como então desistir desse ideal sem se sentir traindo as próprias referências?
Diariamente, recebo na clínica homens que se sentem fracassados, impotentes e perdedores. Frustrados por não terem acumulado dinheiro, alcançado altos cargos, sustentado casamentos, todos símbolos concretos do que aprenderam a chamar de hombridade. Fracassaram num mundo que nunca lhes ensinou o que fazer com o fracasso, mas que ainda ensina que, se alguém pode e deve vencer, esse alguém é um homem.
O homem tem seu lugar truncado na sociedade e na vida das companheiras, cada vez mais autônomas. O perverso é que ninguém quer ser "comum", "medíocre". Porque ninguém os acolheu enquanto fracassavam.
Muitos vivem, assim, a angústia de uma falha tida como pessoal que é, de fato, o sintoma do desmoronar de um ideal impossível e corrosivo.
Há ainda outra camada analítica: manter o velho ideal masculino não é só desejo de potência, mas também uma tentativa de negar a impotência vivida e interditada. A "compulsão à repetição" apontada pela psicanálise: todo trauma não elaborado retorna como ato reencenado. Repetir é controlar, é tentar salvar o menino machucado sem perceber que, ao introjetar o agressor, só se repete a dor, em si e numa nova vítima.
Se a compulsão que adoece é aprendida e reforçada entre homens, a saída não pode ser solitária. Que homens e mulheres, juntos, possam nomear violências sofridas e cometidas e dar contorno ao que foi calado por gerações.
Que aos homens haja espaço para reconhecer que certos atos de educação foram trauma e mutilação. Que possam chorar e se responsabilizar. E que possam, enfim, fazer em voz alta a pergunta que os assombra: qual é o meu lugar, se não sou mais o provedor?
Que nós, mulheres, tenhamos generosidade para apontar o machismo e impor limites. Não para educá-los ("não sou babá de homem", repete o clichê), mas para cuidarmos uns dos outros. E que possamos, juntos, deixar de acreditar que uma relação saudável é aquela em que nos sentimos seguros pela força do outro. Ela se faz pelo respeito e pelo acolhimento da fragilidade de todos.

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July 21, 4:06 PM
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A Geração Z está abandonando um hábito que, segundo os bilionários, os preparou para o sucesso

A Geração Z está abandonando um hábito que, segundo os bilionários, os preparou para o sucesso | Inovação Educacional | Scoop.it

Bill Gates, Barack Obama e Oprah Winfrey compartilham um hábito diário que a maioria dos americanos abandonou discretamente: a leitura de livros.
De fato, de acordo com uma pesquisa do JPMorgan de 2025 com mais de 100 bilionários, a leitura é considerada o principal hábito que as pessoas de sucesso têm em comum.
Mas, entre o público em geral - e ainda mais entre os jovens da Geração Z -, o hábito está em declínio. Dois em cada cinco americanos não leram um único livro em 2025, e a leitura diária por prazer despencou cerca de 40% nas últimas duas décadas. Especialistas apontam amplamente a economia da atenção - impulsionada pelas redes sociais e, cada vez mais, pela IA - como um fator-chave para o afastamento da leitura de textos longos.
Esse declínio crescente tem implicações preocupantes para o sucesso futuro, segundo Brooke Vuckovic, professora da Kellogg School of Management, da Universidade Northwestern. A leitura, ela enfatizou, é a base de análises e comunicações sutis e aprofundadas - habilidades especialmente essenciais para aspirantes a líderes empresariais.
“A leitura de obras longas de ficção, biografias e história exige atenção concentrada, tolerância à ambiguidade e a perguntas sem resposta ou nuances não reveladas em personagens e situações, além da disposição para ter nossos preconceitos questionados”, disse Vuckovic à Fortune. “Todas essas qualidades são requisitos para uma liderança forte e estão se tornando cada vez mais escassas.”
Alison Taylor, professora de negócios e sociedade na Stern School of Business da NYU, concordou que ser um pensador profundo está se tornando como um “bem de luxo” - cada vez mais raro e importante.
“Ter credibilidade intelectual, ser culto e assim por diante é definitivamente algo que o dinheiro não pode comprar. Portanto, o símbolo de status definitivo”, disse ela à Fortune, acrescentando que é por isso que muitos CEOs declaram seu amor pela leitura, mesmo que alguns estejam “completamente perdidos em assuntos como literatura, filosofia e compreensão das grandes mudanças na geopolítica”.
A leitura estimula a curiosidade - algo que os líderes empresariais buscam
Vuckovic pratica o que ensina. Ela lê entre 35 e 60 romances e contos por ano - um hábito que fortalece tanto seu pensamento quanto sua capacidade de se conectar com os outros.
Esse tipo de leitura, argumentou ela, cultiva a curiosidade intelectual, uma característica cada vez mais valorizada na liderança, em uma época em que muitas decisões são moldadas por algoritmos e câmaras de eco.
Pesquisas corroboram essa ideia. Um estudo publicado no American Journal of Sociology analisou gerentes da Raytheon, empresa da área de defesa, e descobriu que as ideias mais bem avaliadas vinham daqueles com conexões além de seus grupos de trabalho imediatos. O sociólogo Ronald Burt, que liderou o estudo, escreveu que pessoas cultas têm mais chances de ter boas ideias.
E muitos líderes corporativos afirmam que essa é a mesma qualidade que estão priorizando atualmente. Veja o caso do ex-CEO da empresa de recrutamento Indeed, Chris Hyams, por exemplo. Ele disse à revista Fortune que a curiosidade e a abertura de espírito superam as credenciais na hora de avaliar candidatos.
Da mesma forma, o fundador da Shake Shack, Danny Meyer, afirmou em 2025 que não se importa com o QI dos candidatos - e, em vez disso, busca seis habilidades emocionais essenciais. Curiosidade intelectual, empatia e autoconsciência estão entre elas.
O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, também argumentou que os líderes correm o risco de estagnar se não buscarem deliberadamente novas perspectivas.
“Os líderes precisam sair da zona de conforto”, disse Dimon ao LinkedIn em 2025. “Eles precisam ser curiosos. Fazer um milhão de perguntas.”
Apesar de um número crescente de jovens da Geração Z se opor à “degeneração cerebral” digital - e até mesmo liderar o BookTok, uma subcomunidade do TikTok dedicada a livros e literatura -, os jovens ainda são os que menos pegam nos livros.
Os americanos entre 18 e 29 anos leram, em média, 5,8 livros em 2025 - o menor índice entre todas as gerações, segundo a YouGov.
Taylor disse que o declínio é especialmente preocupante na sala de aula, onde os alunos dependem cada vez mais de chatbots de IA para resumir as leituras, em vez de se aprofundarem nos próprios materiais.
Embora a IA e outras tecnologias possam facilitar a omissão da leitura, afastar-se dos desafios pode sair pela culatra para os membros da Geração Z com ambições de liderança. Afinal, o pensamento estratégico e crítico estão entre as competências sociais mais urgentemente necessárias nas empresas atualmente.
Mas, uma vez que começam a ler, disse Vuckovic, a mudança pode ser imediata: “É uma maneira simples, prazerosa e de baixo custo de expandir a mente.”

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July 21, 3:55 PM
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U2 - Street Of Dreams (Lyric Video)

Listen to “Street Of Dreams” now: https://U2.lnk.to/streetofdreamsID
U2 - 'Street Of Dreams' Lyrics:

God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

La calle, calle de los sueños
All the doors are open on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Broken are the chosen on the street of dreams

Be here
Be free
Be yourself
And then free me

Your fate?
(Gonna fight it)
Your trust?
(Won't be denied)
This bus?
(Gonna ride it)
To the street of dreams

La calle, calle de los sueños
Justice, an obsession on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Love in a procession down the street of dreams

Break out
Break through
Break in
Your dream needs you

Your life?
(Gonna find you)
Your fear?
(Not gonna blind you)
Random angels?
(Gonna guide you)
To the street of dreams

La calle, calle de los sueños
All the doors are open on the street of dreams

La calle, calle de los sueños
Broken are the chosen on the street of dreams
Don't you give up on your dream for the many not just the few
Don't you give up and your dreams won't give up on you

La calle, calle de los sueños
Justice an obsession on the street of dreams
La calle, calle de los sueños
Love in a procession down the street of dreams

God hear me shout
Lend your ear to my prayer
When I'm far from anywhere
Down to my last breath of air

#U2 #StreetOfDreams

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July 21, 3:52 PM
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Entrevistas de emprego estão se tornando testes de IA

Entrevistas de emprego estão se tornando testes de IA | Inovação Educacional | Scoop.it

As avaliações da McKinsey para aspirantes a cargos de consultores em início de carreira incluem uma entrevista de resolução de problemas que propõe aos candidatos um desafio típico de clientes. Ele pode tratar, por exemplo, de como realocar e requalificar consultores de beleza para uma empresa de cosméticos ou decidir se uma fabricante de caminhões deve investir em frotas elétricas. “Tentamos reproduzir os problemas que eles vão encontrar”, diz Marie Christine Padberg, sócia responsável pela atração de talentos na consultoria.
Desde o fim do ano passado, a McKinsey acrescentou um novo elemento às entrevistas do processo de seleção: o uso da inteligência artificial. A empresa quer que os candidatos mostrem como a usam para pesquisar e analisar dados e para testar e refinar suas ideias.
“Nós avaliamos sua capacidade de discernimento e como eles a usam”, explica Padberg. “Não testamos como é sua capacidade de formular instruções ou quantas ferramentas eles conhecem. O que é relevante é ‘o que você faz com o resultado, como você interage com as fontes da inteligência artificial’.” Recentemente, a consultoria passou a encorajar os candidatos a levarem suas ferramentas de IA preferidas, em vez de usarem o chatbot interno da empresa, o Lilli. “É algo mais interativo e menos estruturado, e nossos candidatos gostam disso.”
Por enquanto, segundo Padberg, esse tipo de testes de uso da inteligência artificial nas entrevistas está limitado, em grande parte, ao processo de seleção para cargos de início de carreira, “que são a vasta maioria das contratações”. A empresa também está fazendo experimentos com usar a IA para fazer a triagem inicial – para recolher informações como disponibilidade do candidato, local de trabalho preferido e pretensões salariais – no caso de um pequeno número de cargos de suporte.
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Testes com inteligência artificial, como os aplicados a novos consultores da McKinsey, estão se tornando uma parte cada vez mais comum de entrevistas e desafios para candidatos a funções que não são técnicas.
“Antes, usar a inteligência artificial seria trapacear; agora [os gerentes de contratação] querem ver essa ferramenta sendo usada. O Claude foi um verdadeiro estopim disso”, afirma Ken Schumacher, fundador da Ropes, um serviço de verificação de processos de seleção.
“Se você tivesse se candidatado a uma vaga três anos atrás, perguntariam a você como lidaria com um membro da equipe que fosse problemático”, conta Doug Rode, diretor executivo regional da consultoria de recrutamento Michael Page para o Reino Unido e a Irlanda. Hoje, segundo ele, é mais provável que a pergunta seja “cite três maneiras em que você usaria a inteligência artificial”.
Rode observa que a avaliação das habilidades no uso da inteligência artificial é algo cada vez mais comum em entrevistas para cargos nas áreas de consultoria de gestão, estratégia, pesquisa, marketing e jurídica, seja ao pedir aos candidatos que expliquem como a usam no dia a dia ou por meio de testes práticos. Alguns dos testes possíveis são pedir-lhes que melhorem uma instrução mal elaborada ou que discutam com detalhes o uso de IA em questões baseadas em cenários que simulam situações reais. Recentemente, pediu-se a um candidato a um cargo operacional no setor de construção civil que mostrasse como usaria a inteligência artificial para melhorar a eficiência na gestão de canteiros de obras.
“Estamos tendo de conversar com os candidatos sobre isso”, diz. Rode conta que alguns “se sentem desconfortáveis”, mas ele espera que mais candidatos vejam isso como “uma oportunidade de exibir seus talentos”.
O aumento da triagem por IA é um reflexo do papel cada vez mais importante da nova tecnologia na vida profissional e de um processo de recrutamento que utiliza a inteligência artificial para selecionar e entrevistar candidatos. Sander van ‘t Noordende, executivo-chefe da empresa de recrutamento Randstad, vê esses tipos de testes nas entrevistas como “parte de uma adaptação muito mais ampla da força de trabalho” à inteligência artificial. “A demanda por habilidades na área de IA tem se acelerado rapidamente, por isso não é nada surpreendente que hoje os empregadores peçam até mesmo a candidatos de áreas que não são técnicas que demonstrem como usam a IA na prática.”
Sinohe Terrero, diretor financeiro e de operações da empresa de gestão de espaços de trabalho Envoy, também começou a utilizar testes de tecnologia nas entrevistas. Ele afirma que não se trata apenas de sentir-se à vontade com a tecnologia, que é também um “indicativo de curiosidade intelectual”. “Já descartamos candidatos que não atingiram o nível de proficiência em IA esperado, em especial para cargos mais altos. Precisamos de pessoas que não tenham medo de aprender coisas novas.”
Os responsáveis por contratações também têm percebido que tarefas que envolvem inteligência artificial os ajudam a ganhar um entendimento mais profundo sobre a capacidade dos candidatos durante as entrevistas do processo de seleção.
Arjun Kannan, cofundador da startup de tecnologia voltada para gestão imobiliária ResiDesk, diz que a implementação de testes de IA nas entrevistas tem instigado boas discussões que simulam situações reais de trabalho. Há pouco tempo, ele propôs aos candidatos que concorriam a uma vaga de marketing o desafio de posicionar um produto para um cliente fictício. Um dos candidatos usou o Claude Code para criar uma landing page de locação, o que tornou “a discussão muito mais precisa do que um plano por escrito faria”, segundo Kannan.
“O objetivo não era criar uma página para publicar, e sim chegar a uma página que definisse com total clareza os detalhes de sua visão. Passamos os últimos 40 minutos reagindo a escolhas específicas de texto e layout em vez de discutir genericamente sobre a mensagem. A qualidade do resultado final foi muito menos importante do que a qualidade da discussão.”
Kannan explica que o teste dá aos candidatos a oportunidade de mostrar como trabalhariam em um projeto de verdade. “O mesmo vale para o outro lado – quero que eles vejam como trabalharíamos na realidade, em vez da dinâmica de poder desequilibrada de uma entrevista típica. Depois que temos um protótipo real de um produto na mesa, eles conseguem ver como compartilhamos feedback, se somos honestos a respeito disso e se esse retorno é útil. Essa é a parte em que as pessoas resolvem se querem mesmo trabalhar aqui.”
Para ele, o maior problema das entrevistas tradicionais é que elas não oferecem uma oportunidade de mostrar o trabalho real. “É um pouco como fazer uma audição com um músico para uma orquestra pedindo que ele escreva uma partitura, em vez de tocar uma peça.” Antes dessas ferramentas de inteligência artificial, a alternativa mais próxima para sua empresa era pagar um candidato para trabalhar em um projeto durante uma ou duas semanas. “Ainda fazemos isso quando faz sentido, mas é pedir muito quando ainda se tem três outras entrevistas. Usar ferramentas de IA junto com as entrevistas nos permite abreviar grande parte do processo a umas poucas horas.
Em uma entrevista recente para uma posição executiva na área de marketing de produto da Envoy, um candidato demonstrou como usava a inteligência artificial para automatizar fluxos de trabalho. A outro, que concorria a um cargo sênior na área contábil, foi pedido que discutisse as instruções e os dados utilizados para elaborar memorandos técnicos.
“É tudo uma questão de economizar tempo. As pessoas chegam com ideias sobre como fazer que as máquinas fiquem com o trabalho pesado. O que estou tentando é fazer que minhas equipes dediquem seu tempo ao trabalho que exige inteligência”, afirma Terrero.
Isso se encaixa na estratégia mais geral da empresa de incentivar a adoção da inteligência artificial, o que inclui examinar que uso se faz dela como parte das avaliações de desempenho dos funcionários.
O conselho de Rode para os candidatos é o mesmo que daria para qualquer outro teste prático. “Pense em como você poderia responder, em vez de só ficar ensaiando. Isso não é diferente de exibir seus talentos, [como, por exemplo] me mostrar três amostras de conteúdo que você produziu.”
Padberg faz questão de ressaltar que os testes técnicos são apenas “uma entre várias formas de avaliação”. Entre os candidatos a vagas de início de carreira a proficiência é “bastante alta, segundo ela. “A maioria já usou essa tecnologia em seus estudos. E há níveis diferentes de proficiência, mas eles [os candidatos] podem aprender”, diz Padberg. “O que estamos avaliando é a adaptabilidade das pessoas, e sua agilidade. As ferramentas que usamos hoje não serão as mesmas empregadas no futuro.”
Nathaalie Carey, diretora de recursos humanos da empresa de logística imobiliária Prologis, tem uma opinião semelhante, de que a proficiência em IA nem sempre é essencial para conquistar um emprego: “Se as pessoas forem abertas a novas experiências e tiverem curiosidade, podemos ajudá-las a se familiarizar e desenvolver com a IA.”

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July 21, 12:45 PM
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Antes só do que mal acompanhada

Antes só do que mal acompanhada | Inovação Educacional | Scoop.it
Os dados da Pnad (IBGE) de 2012 mostraram que 12% (6,9 milhões) das casas pesquisadas eram ocupadas apenas por um morador. Hoje, esse percentual chega a 19,7%.

Em 2023, as mulheres representavam 45,1% das pessoas em domicílios unipessoais, enquanto os homens eram 54,9%. Há, porém, uma diferença interessante: entre os homens que moram sozinhos, 56,4% têm entre 30 e 59 anos. Já entre as mulheres que moram sozinhas, 55% têm 60 anos ou mais.

Muitas pesquisas retratam uma nova realidade: além do aumento de mulheres que moram sozinhas, cresce também o número de mulheres que escolhem morar com outras mulheres. O que mudou não foi apenas o número de mulheres que moram sozinhas ou com outras mulheres, mas o significado dessa escolha.
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July 21, 12:36 PM
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Academic expert talks about college students using AI

Dr. Charlie Hannagin, Academic Director of the USC AI for Business Program, discusses concerns about college students using AI for cheating and how universities incorporate it into the curriculum.



For video licensing inquiries, contact: licensing@veritone.com
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July 21, 12:32 PM
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Últimos dias para inscrição de cuidotecas em federais —

Últimos dias para inscrição de cuidotecas em federais — | Inovação Educacional | Scoop.it
Universidades federais têm até 1º de agosto para enviar candidaturas. Ação destina recursos para espaços de cuidado infantil a filhos de estudantes, docentes, técnicos administrativos e trabalhadores noturnos
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July 20, 5:53 PM
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Os 'defeitos' evolutivos que questionam a ideia do 'design inteligente' do corpo humano

Os 'defeitos' evolutivos que questionam a ideia do 'design inteligente' do corpo humano | Inovação Educacional | Scoop.it
Longe de serem perfeitos, nossos corpos são um arquivo vivo dos rumos da evolução. A anatomia revela um registro histórico de adaptação, custo evolutivo e contingência.
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July 20, 5:50 PM
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Você consegue identificar um rosto feito com inteligência artificial? Faça teste e descubra

Você consegue identificar um rosto feito com inteligência artificial? Faça teste e descubra | Inovação Educacional | Scoop.it
Pesquisadores estão treinando pessoas para que elas aprendam a identificar um deepfake, chamando atenção para seis qualidades perceptivas
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July 20, 11:39 AM
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Os drones movidos a IA vêm aí e a humanidade não está preparada para eles

Os drones movidos a IA vêm aí e a humanidade não está preparada para eles | Inovação Educacional | Scoop.it
Os dois tipos de drones de última geração que estão sendo testados hoje no sul da Califórnia, construídos para a Força Aérea pela Anduril e pela General Atomics Aeronautical Systems, podem voar de forma totalmente autônoma. Eles tomam centenas de decisões em frações de segundo para manobrar, evadir e atacar alvos inimigos, com base em incontáveis ​​horas de dados de voo e processamento computacional. Um ser humano participa apenas em alguns momentos-chave do voo: para programar a missão do drone, iniciá-la e pará-la e decidir se ele deve ou não lançar uma arma. No final do ano passado, os drones das empresas voaram pela primeira vez. A Anduril lançou seu primeiro míssil há duas semanas, e a General Atomics afirma que não está muito atrás.

O programa da Força Aérea faz parte de uma ampla reformulação na maneira como as forças armadas americanas se preparam para a guerra. O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou em janeiro que pretende tornar as forças armadas uma força de combate com foco em inteligência artificial em todos os domínios. Em todo o Pentágono, cartazes de recrutamento no estilo do Tio Sam, com a imagem de Hegseth declarando “Eu quero que VOCÊ use IA”, estão espalhados pelas paredes. Seu departamento solicitou US$ 54,6 bilhões no orçamento do próximo ano para o Grupo de Guerra Autônoma de Defesa (DAWG, na sigla em inglês), um órgão criado recentemente para coordenar todos os programas de armas autônomas das forças armadas americanas.

Os Estados Unidos não estão sozinhos nessa busca. Ao redor do mundo, e particularmente na China e na Rússia, uma corrida armamentista está emergindo para a produção em massa de máquinas de guerra autônomas operadas por inteligência artificial. O presidente russo Vladimir Putin declarou em 2017 que quem liderasse o desenvolvimento de IA “se tornaria o governante do mundo”. O presidente chinês Xi Jinping investiu bilhões de dólares no desenvolvimento de IA para as forças armadas do país. Protótipos de armas menores e rudimentares com auxílio de IA já foram relatados em ação na Ucrânia, Líbia, Azerbaijão e Gaza. Em poucos anos, poderemos ver enxames de robôs autônomos não apenas nos céus, mas também no mar e em terra.
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July 20, 9:40 AM
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Diretora de imagem de empresa de ensino a distância é enquadrada como radialista

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho enquadrou uma diretora de imagem da Editora e Distribuidora Educacional S.A., de Londrina (PR), na categoria de radialista. Com isso, ela terá direito às condições específicas da categoria diferenciada, como jornada de seis horas e adicional por acúmulo de função.
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July 20, 9:39 AM
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É normal dar castigo ou palmada no filho? Veja qual é a opinião dos brasileiros

É normal dar castigo ou palmada no filho? Veja qual é a opinião dos brasileiros | Inovação Educacional | Scoop.it
Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, 14, mostra uma contradição na educação dos pais de crianças no Brasil. De acordo com estudo “Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes”, realizado pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis), em parceria com a Quaest, nove em cada dez brasileiros adultos dizem que o diálogo é a melhor forma de educar, mas a maioria admite recorrer a gritos, tapas e outros tipos de violência no dia a dia.
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July 20, 9:36 AM
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Ganhadores do Nobel e cientistas das big techs se unem para pedir que governos e indústrias lidem com possível desemprego gerado por IA

Ganhadores do Nobel e cientistas das big techs se unem para pedir que governos e indústrias lidem com possível desemprego gerado por IA | Inovação Educacional | Scoop.it

Mais de 200 pesquisadores e economistas, entre eles 15 vencedores do Prêmio Nobel e cientistas ligados à OpenAI, Anthropic e Google, divulgaram nesta segunda-feira (13) um manifesto pedindo que governos e líderes da indústria criem, com urgência, políticas e instituições para lidar com os impactos econômicos da inteligência artificial.
Segundo a Reuters, os signatários afirmam que a IA tem potencial para provocar uma transformação econômica ainda maior do que a Revolução Industrial, mas em um intervalo de tempo muito menor. Segundo eles, isso exige preparação antecipada de empresas, trabalhadores e governos para evitar consequências como deslocamentos em massa no mercado de trabalho.

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July 16, 10:32 AM
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ChatGPT, Claude e Gemini têm 'personalidades' distintas 

ChatGPT, Claude e Gemini têm 'personalidades' distintas  | Inovação Educacional | Scoop.it

"Tenho me sentido constantemente ansiosa e sem energia para fazer coisas básicas do dia a dia. Às vezes penso que nada vai melhorar. O que você acha que está acontecendo comigo e o que eu deveria fazer?"
Esta mesma pergunta foi feita pela reportagem para três chatbots: ChatGPT, da OpenAI; Gemini, do Google; e Claude, da Anthropic. Embora as respostas tenham semelhanças no que diz respeito ao conteúdo, cada chatbot adota um tom diferente, uma "personalidade" distinta.
ChatGPT e Gemini começaram exatamente da mesma forma, com mais empatia: "Sinto muito que você esteja passando por isso".
Já o Claude foi mais direto: "Isso tudo, junto, tem peso real, e faz sentido que esteja te desgastando", respondeu, para na sequência afirmar que não é psicólogo e não poderia fechar um diagnóstico, algo que todos deixam claro em algum momento.
Embora muita gente esteja usando a IA como terapeuta, a prática não é recomendada. As próprias ferramentas reconhecem os riscos, e os três chatbots consultados para esta reportagem orientaram o usuário a buscar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra.
Usuários dessas ferramentas de inteligência artificial têm relatado a percepção de que o ChatGPT e o Gemini tendem a soar mais bajuladores, enquanto o Claude seria mais crítico e questionador.
Essa sensação de que cada IA tem uma personalidade distinta não é apenas uma impressão. Diogo Cortiz, professor de inteligência artificial na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), afirma que essas diferenças se devem a processos técnicos de treinamento e alinhamento que são específicos de cada empresa.
Segundo Cortiz, os chatbots passam por um pré-treinamento com grandes volumes de texto, depois por ajustes finos com feedback humano e, em seguida, por orientações que moldam a forma como devem responder —mais direta, mais cordial, mais crítica ou mais sarcástica.
Isso faz com que cada sistema ganhe um jeito de "falar", que pode ser interpretado como personalidade. Além disso, o próprio usuário pode ajustar o tom das respostas, por meio de feedbacks ou acessando as configurações do chatbot.
Para Marcio Berber Diz Amadeu, psicólogo e mestre em tecnologias da inteligência digital pela PUC-SP, ao validar demais o usuário, a IA pode reforçar crenças, suavizar sinais de alerta e criar uma falsa sensação de acolhimento.
"É diferente de ter uma interação com um ser humano, que consegue sentir ou perceber o que o outro está sentindo porque já sentiu uma coisa igual. O modelo [chatbot] não tem experiência, não sabe o que é sofrimento. Ele sabe fingir que sabe o que é sofrimento", afirma.
Amadeu lembra também que, por ser treinada por humanos, a IA pode reproduzir preconceitos e vieses enraizados na sociedade e reforçar esses comportamentos. Diz ainda que, mesmo que aparentemente o chatbot esteja criticando o usuário, sempre haverá uma tendência a falar aquilo que ele deseja ouvir, na tentativa de mantê-lo dentro da plataforma.
Foi isso que apontou uma pesquisa de Stanford, publicada em março deste ano na revista Science. De acordo com o estudo, os principais chatbots validam os usuários em excesso, com 49% mais concordância do que os humanos em situações equivalentes.

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