No Mídia e Marketing, Guga Ketzer, CEO da agência Suno United Creators, explica por que acredita que a inteligência artificial não vai substituir profissionais talentosos da área criativa. Para ele, a IA tende a padronizar conteúdos, enquanto o diferencial continuará sendo o olhar humano, o senso crítico e a capacidade de criar algo realmente original.
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
Longe de serem perfeitos, nossos corpos são um arquivo vivo dos rumos da evolução. A anatomia revela um registro histórico de adaptação, custo evolutivo e contingência.
Os dois tipos de drones de última geração que estão sendo testados hoje no sul da Califórnia, construídos para a Força Aérea pela Anduril e pela General Atomics Aeronautical Systems, podem voar de forma totalmente autônoma. Eles tomam centenas de decisões em frações de segundo para manobrar, evadir e atacar alvos inimigos, com base em incontáveis horas de dados de voo e processamento computacional. Um ser humano participa apenas em alguns momentos-chave do voo: para programar a missão do drone, iniciá-la e pará-la e decidir se ele deve ou não lançar uma arma. No final do ano passado, os drones das empresas voaram pela primeira vez. A Anduril lançou seu primeiro míssil há duas semanas, e a General Atomics afirma que não está muito atrás.
O programa da Força Aérea faz parte de uma ampla reformulação na maneira como as forças armadas americanas se preparam para a guerra. O Secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou em janeiro que pretende tornar as forças armadas uma força de combate com foco em inteligência artificial em todos os domínios. Em todo o Pentágono, cartazes de recrutamento no estilo do Tio Sam, com a imagem de Hegseth declarando “Eu quero que VOCÊ use IA”, estão espalhados pelas paredes. Seu departamento solicitou US$ 54,6 bilhões no orçamento do próximo ano para o Grupo de Guerra Autônoma de Defesa (DAWG, na sigla em inglês), um órgão criado recentemente para coordenar todos os programas de armas autônomas das forças armadas americanas.
Os Estados Unidos não estão sozinhos nessa busca. Ao redor do mundo, e particularmente na China e na Rússia, uma corrida armamentista está emergindo para a produção em massa de máquinas de guerra autônomas operadas por inteligência artificial. O presidente russo Vladimir Putin declarou em 2017 que quem liderasse o desenvolvimento de IA “se tornaria o governante do mundo”. O presidente chinês Xi Jinping investiu bilhões de dólares no desenvolvimento de IA para as forças armadas do país. Protótipos de armas menores e rudimentares com auxílio de IA já foram relatados em ação na Ucrânia, Líbia, Azerbaijão e Gaza. Em poucos anos, poderemos ver enxames de robôs autônomos não apenas nos céus, mas também no mar e em terra.
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho enquadrou uma diretora de imagem da Editora e Distribuidora Educacional S.A., de Londrina (PR), na categoria de radialista. Com isso, ela terá direito às condições específicas da categoria diferenciada, como jornada de seis horas e adicional por acúmulo de função.
Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, 14, mostra uma contradição na educação dos pais de crianças no Brasil. De acordo com estudo “Atitudes e percepções sobre a infância e violência contra crianças e adolescentes”, realizado pelo Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis), em parceria com a Quaest, nove em cada dez brasileiros adultos dizem que o diálogo é a melhor forma de educar, mas a maioria admite recorrer a gritos, tapas e outros tipos de violência no dia a dia.
Mais de 200 pesquisadores e economistas, entre eles 15 vencedores do Prêmio Nobel e cientistas ligados à OpenAI, Anthropic e Google, divulgaram nesta segunda-feira (13) um manifesto pedindo que governos e líderes da indústria criem, com urgência, políticas e instituições para lidar com os impactos econômicos da inteligência artificial. Segundo a Reuters, os signatários afirmam que a IA tem potencial para provocar uma transformação econômica ainda maior do que a Revolução Industrial, mas em um intervalo de tempo muito menor. Segundo eles, isso exige preparação antecipada de empresas, trabalhadores e governos para evitar consequências como deslocamentos em massa no mercado de trabalho.
"Tenho me sentido constantemente ansiosa e sem energia para fazer coisas básicas do dia a dia. Às vezes penso que nada vai melhorar. O que você acha que está acontecendo comigo e o que eu deveria fazer?" Esta mesma pergunta foi feita pela reportagem para três chatbots: ChatGPT, da OpenAI; Gemini, do Google; e Claude, da Anthropic. Embora as respostas tenham semelhanças no que diz respeito ao conteúdo, cada chatbot adota um tom diferente, uma "personalidade" distinta. ChatGPT e Gemini começaram exatamente da mesma forma, com mais empatia: "Sinto muito que você esteja passando por isso". Já o Claude foi mais direto: "Isso tudo, junto, tem peso real, e faz sentido que esteja te desgastando", respondeu, para na sequência afirmar que não é psicólogo e não poderia fechar um diagnóstico, algo que todos deixam claro em algum momento. Embora muita gente esteja usando a IA como terapeuta, a prática não é recomendada. As próprias ferramentas reconhecem os riscos, e os três chatbots consultados para esta reportagem orientaram o usuário a buscar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra. Usuários dessas ferramentas de inteligência artificial têm relatado a percepção de que o ChatGPT e o Gemini tendem a soar mais bajuladores, enquanto o Claude seria mais crítico e questionador. Essa sensação de que cada IA tem uma personalidade distinta não é apenas uma impressão. Diogo Cortiz, professor de inteligência artificial na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), afirma que essas diferenças se devem a processos técnicos de treinamento e alinhamento que são específicos de cada empresa. Segundo Cortiz, os chatbots passam por um pré-treinamento com grandes volumes de texto, depois por ajustes finos com feedback humano e, em seguida, por orientações que moldam a forma como devem responder —mais direta, mais cordial, mais crítica ou mais sarcástica. Isso faz com que cada sistema ganhe um jeito de "falar", que pode ser interpretado como personalidade. Além disso, o próprio usuário pode ajustar o tom das respostas, por meio de feedbacks ou acessando as configurações do chatbot. Para Marcio Berber Diz Amadeu, psicólogo e mestre em tecnologias da inteligência digital pela PUC-SP, ao validar demais o usuário, a IA pode reforçar crenças, suavizar sinais de alerta e criar uma falsa sensação de acolhimento. "É diferente de ter uma interação com um ser humano, que consegue sentir ou perceber o que o outro está sentindo porque já sentiu uma coisa igual. O modelo [chatbot] não tem experiência, não sabe o que é sofrimento. Ele sabe fingir que sabe o que é sofrimento", afirma. Amadeu lembra também que, por ser treinada por humanos, a IA pode reproduzir preconceitos e vieses enraizados na sociedade e reforçar esses comportamentos. Diz ainda que, mesmo que aparentemente o chatbot esteja criticando o usuário, sempre haverá uma tendência a falar aquilo que ele deseja ouvir, na tentativa de mantê-lo dentro da plataforma. Foi isso que apontou uma pesquisa de Stanford, publicada em março deste ano na revista Science. De acordo com o estudo, os principais chatbots validam os usuários em excesso, com 49% mais concordância do que os humanos em situações equivalentes.
Diferenças de tom de ChatGPT, Claude e Gemini nascem de processos de treinamento e ajustes com feedback humano Usuários apostam em ferramenta para aliviar sofrimento psíquico, mas tecnologia não substitui um terapeuta
Em novembro do ano passado, as famílias fundadoras da instituição, que também são as principais credoras da FMU, chegaram a pedir que a recuperação judicial fosse transformada em falência devido à falta de pagamento de aluguel e IPTU dos 18 prédios utilizados pela universidade.
A instituição fechou o ano encerrado em 31 de março com receita líquida de R$ 281,7 milhões e dívida líquida ajustada de R$ 150,3 milhões. A FMU conta atualmente com 51 mil alunos matriculados nos seis campi da cidade de São Paulo. Também há mais de 200 unidades acadêmicas de ensino a distância distribuídas pelo país.
Para os apoiadores ricos de Liberland, ajudar os pobres — ou, na verdade, qualquer forma de tributação ou redistribuição de riqueza — é uma afronta à sua liberdade individual. Essa visão é compartilhada, como era de se esperar, por pessoas neste mundo com muito mais dinheiro e influência do que Pernar.
O CNE (Conselho Nacional de Educação) estabeleceu critérios para garantir o cumprimento de 200 dias letivos em escolas impactadas pela violência armada. A medida busca assegurar a continuidade das atividades educacionais e a reposição das aulas em situações que comprometem o calendário escolar.
"O cumprimento da carga horária anual e do mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar configuram obrigação jurídica dos sistemas de ensino e condição indispensável para assegurar o direito à educação, não admitindo exceção diante de eventual suspensão de aulas", afirma a resolução.
À frente da Tele Tele, plataforma que se dedica às tramas verticais, o diretor fala sobre melodrama, novos formatos, atenção fragmentada e a reinvenção da narrativa audiovisual no smartphone
O autor é diretor executivo da Academia Britânica, a academia nacional do Reino Unido para as ciências humanas e sociais. Meu coração está pesado ao ver a escolha que o Reino Unido está fazendo em relação às ciências humanas. O número de estudantes que optam por disciplinas como literatura, línguas e história vem caindo há anos — tanto no ensino fundamental e médio quanto no ensino superior. Temo que estejamos cometendo um erro coletivo ao subestimar essas disciplinas e desmantelar nossa capacidade de ensiná-las e pesquisá-las justamente quando provavelmente mais precisaremos delas. Dada a capacidade exponencialmente crescente da IA em resolver problemas bem definidos e ricos em dados, é plausível que os empregadores valorizem mais as habilidades oferecidas pelas humanidades, como o pensamento crítico e criativo. A cofundadora da Anthropic, Daniela Amodei, afirmou recentemente: “Na verdade, acredito que estudar humanidades será mais importante do que nunca... essa ideia de que existem coisas que nos tornam exclusivamente humanos — compreender a nós mesmos, compreender a história, compreender o que nos motiva — acho que isso sempre será muito, muito importante.” Seria irônico se as universidades cortassem esses cursos justamente quando a demanda começa a aumentar — trocar literatura por engenharia orientada por IA pode acabar sendo uma má escolha. E seria ruim para a sociedade se tornássemos esses cursos privilégio dos ricos. Nossa pesquisa na Academia Britânica mostra o surgimento de "áreas de baixa" regionais onde não é mais possível cursar determinadas disciplinas de humanidades a uma distância razoável de casa. Isso é cada vez mais importante, já que quase um terço dos futuros alunos — geralmente os mais pobres — pretendem permanecer em casa enquanto estudam. Os cortes orçamentários nas universidades também afetam a pesquisa em humanidades, área na qual o Reino Unido é líder mundial, contribuindo amplamente para a construção de uma sociedade ponderada e próspera. Historiadores podem nos orientar sobre os motivos pelos quais nossas políticas públicas são como são, para que possamos aprender com o passado. Filósofos refletem sobre o uso responsável da IA em múltiplos contextos, incluindo a criação e preservação de obras de arte. Acadêmicos contribuem para o desenvolvimento de videogames, como o sucesso mundial Hellblade , que contou com um especialista em história escandinava como consultor histórico para fornecer um relato preciso da sociedade e das crenças vikings. Você pode pensar que esses cortes em pesquisa nas universidades são consequência das forças de mercado, com os departamentos mais fortes sobrevivendo. Mas a situação é mais complexa devido aos intrincados subsídios cruzados dentro do ensino superior. A instabilidade financeira é impulsionada principalmente pela queda no número de estudantes internacionais com altas taxas de matrícula e pela erosão do valor das mensalidades pela inflação na última década. Apanhados no fogo cruzado dessa instabilidade, e sem culpa própria, alguns dos departamentos de pesquisa em humanidades mais bem classificados estão fechando, enquanto nossa análise mostra que o número de acadêmicos em início de carreira na área de humanidades caiu 20% na última década. O momento não poderia ser pior. Parece óbvio que, em um mundo onde as mudanças geopolíticas, ambientais e tecnológicas estão remodelando nossas vidas, precisamos desses assuntos para nos ajudar a entender o que está acontecendo e como podemos seguir em frente. Só na geopolítica, a ordem internacional liberal deu lugar à política das grandes potências. Para entender isso, precisamos compreender história, cultura, línguas e teologia. Já se passaram 25 anos desde a morte de Douglas Adams. Ele foi profético em O Guia do Mochileiro das Galáxias ao concluir que encontrar a resposta para a vida, o universo e tudo mais não era tão difícil — eram 42 anos. Mas a parte difícil era entender a pergunta. As ciências humanas estão aqui para nos ajudar a dar sentido às questões do nosso tempo. Pensar é difícil. Refletir é difícil. Talvez persistamos em nosso erro coletivo de cálculo e ignoremos tudo o que a filosofia, a literatura, os clássicos e a história têm a nos oferecer. As humanidades têm uma palavra para isso: tragédia.
Movimento encoraja as mulheres a 'despertarem' para os relacionamentos heterossexuais e a se protegerem com regras rígidas, cálculos emocionais e margem zero para erros.
No Mídia e Marketing, Guga Ketzer, CEO da agência Suno United Creators, explica por que acredita que a inteligência artificial não vai substituir profissionais talentosos da área criativa. Para ele, a IA tende a padronizar conteúdos, enquanto o diferencial continuará sendo o olhar humano, o senso crítico e a capacidade de criar algo realmente original.
Ampliando as definições O pensamento crítico é amplamente compreendido como um conjunto complexo e valioso de habilidades e hábitos. Inclui a capacidade de avaliar evidências, analisar argumentos, identificar pressupostos, distinguir afirmações mais fortes de mais fracas e tirar conclusões fundamentadas.
Essas habilidades ainda são vitais, mas não abrangem completamente o que os alunos precisam para enfrentar os desafios cognitivos de um mundo impulsionado pela IA.
Pesquisas recentes começaram a explorar essa distinção por meio de conceitos como o pensamento crítico digital , que incorpora a ideia de que os ambientes online, moldados por algoritmos opacos, personalização e informações em plataformas, exigem que as pessoas interpretem não apenas o conteúdo que encontram, mas também como chegaram a vê-lo em primeiro lugar.
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Assinar Este site é protegido pelo reCAPTCHA e pelo Google Política de Privacidade e Termos de Serviço se aplicam. À medida que os ambientes em que aprendemos e vivemos evoluem, também deve evoluir nossa compreensão do pensamento crítico. Como pesquisadora em educação cívica, acredito que as respostas não estão em abandonar as definições tradicionais de pensamento crítico, mas em expandi-las.
Leia mais: O que a Atenas antiga nos ensina sobre debate – e dissidência – na era das redes sociais.
Reflexão e julgamento O pensamento crítico ocorre em duas etapas. A primeira é a reflexão, aquele micromomento vital de pausa e consideração que precede a segunda etapa, que é a formação de um juízo.
A reflexão exige que as pessoas questionem as evidências, examinem as suposições, comparem interpretações divergentes, reconheçam os limites de sua própria perspectiva e estejam dispostas a revisar suas conclusões à luz de argumentos mais sólidos ou novas informações.
Mas os espaços digitais modernos moldam agressivamente nossa atenção . As plataformas digitais decidem o que é visível, confiável e digno de interação, oferecendo conteúdo aos usuários em vídeos curtos, breves descrições e feeds infinitamente roláveis.
O pensamento crítico é difícil nesses espaços digitais porque o tempo e o espaço necessários para a reflexão desaparecem. Em vez disso, os usuários tendem a passar diretamente do consumo para o julgamento.
No entanto, ainda podemos cultivar a crucial primeira etapa da reflexão fora desses ambientes digitais. E, assim como qualquer objetivo educacional significativo, esse hábito não é adquirido apenas por meio da instrução. Ele é cultivado gradualmente por meio da prática repetida, feedback, reflexão e revisão em todo o currículo.
Embora o pensamento crítico comece com a reflexão disciplinada, ele não termina aí. A reflexão nos prepara para exercer o discernimento.
O julgamento é onde o pensamento começa a orientar a ação. É onde decidimos o que merece nossa atenção, quanta confiança depositar em nosso conhecimento e quais responsabilidades dele decorrem. Ele determina como, em última análise, participamos ao lado de outros em situações nas quais não podemos ter 100% de certeza do que sabemos.
Levantamento Infinis-Quaest mostra que a maioria dos brasileiros considera a conversa a melhor forma de educar, mas 62% admitem já ter gritado com uma criança e 49% dizem já ter dado tapas.
A Copa do Mundo de 2026 ainda não terminou, mas já levou as receitas da Fifa a um patamar inédito. Impulsionada pelo aumento do número de partidas, pela oferta recorde de ingressos e pelo uso de preços dinâmicos, a entidade espera arrecadar quase R$ 16 bilhões apenas com bilheteria e serviços de hospitalidade no atual ciclo. A estratégia, porém, também provocou críticas de torcedores e investigações nos Estados Unidos.
Olhar com humanidade para o adoecimento psíquico masculino é urgente. Precisamos encontrar um caminho conjunto feito pelo desmoronamento de padrões e ideais que aprisionam homens e mulheres e pelo acolhimento de dores silenciadas, que explodem de forma disfuncional. Percebo os homens hoje, de diferentes gerações, presos num paradoxo que os deixa numa espécie de limbo simbólico. Para a maioria, os parâmetros que definiam sua identidade estão, ao mesmo tempo, sendo questionados e ainda assim desejados —e, incomodamente, não alcançados. São homens que carregam as cicatrizes de uma educação que associou masculinidade a um imperativo de força e potência inabaláveis. Foram criados por pais e mestres que se faziam de exemplos ao sustentar a casa, a opinião, a palavra final. Exemplos que ensinavam a suprimir os sentimentos, as faltas e as impotências como sinal de amadurecimento, ainda que à custa de um apodrecimento emocional. As conversas, os carinhos e as lágrimas engolidas viraram pus psíquico. A escritora e teórica feminista bell hooks afirma que o patriarcado é também uma doença emocional para os homens: a primeira violência que exige do homem é contra si, o mandato de matar as próprias partes emocionais. E quando não consegue se anestesiar sozinho, outros homens se encarregam de puni-lo via rituais de poder que atacam sua autoestima. Lidamos com os efeitos da contenção e rigidez que interditam toda ambivalência gerada numa vida em que esses meninos-homens amam e amaram exemplos de masculino agressivo e, ao mesmo tempo, foram gravemente feridos por eles. Seus pais e amigos heróis eram fortes, vencedores, inabaláveis. Como então desistir desse ideal sem se sentir traindo as próprias referências? Diariamente, recebo na clínica homens que se sentem fracassados, impotentes e perdedores. Frustrados por não terem acumulado dinheiro, alcançado altos cargos, sustentado casamentos, todos símbolos concretos do que aprenderam a chamar de hombridade. Fracassaram num mundo que nunca lhes ensinou o que fazer com o fracasso, mas que ainda ensina que, se alguém pode e deve vencer, esse alguém é um homem. O homem tem seu lugar truncado na sociedade e na vida das companheiras, cada vez mais autônomas. O perverso é que ninguém quer ser "comum", "medíocre". Porque ninguém os acolheu enquanto fracassavam. Muitos vivem, assim, a angústia de uma falha tida como pessoal que é, de fato, o sintoma do desmoronar de um ideal impossível e corrosivo. Há ainda outra camada analítica: manter o velho ideal masculino não é só desejo de potência, mas também uma tentativa de negar a impotência vivida e interditada. A "compulsão à repetição" apontada pela psicanálise: todo trauma não elaborado retorna como ato reencenado. Repetir é controlar, é tentar salvar o menino machucado sem perceber que, ao introjetar o agressor, só se repete a dor, em si e numa nova vítima. Se a compulsão que adoece é aprendida e reforçada entre homens, a saída não pode ser solitária. Que homens e mulheres, juntos, possam nomear violências sofridas e cometidas e dar contorno ao que foi calado por gerações. Que aos homens haja espaço para reconhecer que certos atos de educação foram trauma e mutilação. Que possam chorar e se responsabilizar. E que possam, enfim, fazer em voz alta a pergunta que os assombra: qual é o meu lugar, se não sou mais o provedor? Que nós, mulheres, tenhamos generosidade para apontar o machismo e impor limites. Não para educá-los ("não sou babá de homem", repete o clichê), mas para cuidarmos uns dos outros. E que possamos, juntos, deixar de acreditar que uma relação saudável é aquela em que nos sentimos seguros pela força do outro. Ela se faz pelo respeito e pelo acolhimento da fragilidade de todos.
O brasileiro Mat Velloso, 49, que já passou por cargos estratégicos de inteligência artificial em Microsoft, Google e Meta, diz que o Brasil está perdido na corrida pela nova economia que deve surgir. "Faltam propostas concretas. Sabe qual é o perigo? Que nos próximos cinco anos vai haver países que vão acelerar cem anos. Se o Brasil não acelera junto, a gente volta para 1500", afirmou Velloso em entrevista à Folha durante evento em Sunnyvale, cidade onde fica uma das sedes do Google na Califórnia. No ano passado, o executivo deixou uma vice-presidência no Google, onde comandava o desenvolvimento de produtos de IA, para ir ao superlaboratório de IA que Mark Zuckerberg montou com uma série de propostas bilionárias. No início deste ano, ele abriu mão de um contrato milionário pelo plano de orientar negócios brasileiros no uso de IA em troca de uma participação na empresa. Para o brasileiro, o país deveria investir em geração de eletricidade para atrair investimentos. "Assim, viriam processamento de dados, treinamento de pessoal e dados, que são o novo petróleo para a criação de modelos como o ChatGPT." A China, diz ele, está à frente de todos por ter um plano de décadas.
Precisamos encontrar um caminho conjunto para desconstruir padrões e ideais que aprisionam homens e mulheres Eles carregam cicatrizes de uma educação que associou masculinidade a um imperativo de força e potência inabaláveis
Dona da Artmed, editora e plataforma de educação, a +Educação vai investir R$ 45 milhões na criação da APSY (Artmed School of Psychology), com sede na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. A previsão de início da operação é no primeiro semestre de 2027.
Um estudo com dados de 4,9 milhões de concluintes do ensino médio indica que alunos do ensino técnico têm mais inserção no mercado formal, salários maiores e mais acesso ao ensino superior, diz Thais Bilenky no A Hora, do Canal UOL. O tema é um dos destaques do episódio desta semana do A Hora Extra, conteúdo extra do A Hora exclusivo para assinantes UOL. Ouça aqui. A pesquisa foi feita pelo Itaú Educação e Trabalho, ligado à Fundação Itaú, e acompanhou três turmas de formandos do ensino médio: 2014, 2018 e 2022. O levantamento chama o ensino técnico de Educação Profissional e Tecnológica (EPT).
Entrar no mundo do trabalho geralmente traz alguma incerteza, mas agora surge outra questão: como posso blindar minha carreira contra a IA?
Perguntamos a pessoas de diversos setores qual a sua opinião sobre o impacto da IA nas carreiras e quais profissões podem ser menos afetadas. Embora ainda estejamos nos estágios iniciais da tecnologia, muitos compartilharam ideias sobre como se preparar da melhor forma para uma carreira de sucesso nesse novo mundo.
Medicamento 'Farmacêuticos, médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde que prescrevem medicamentos terão um papel a desempenhar.'
Algumas das profissões na área da saúde mais vulneráveis à disrupção causada pela IA incluem secretárias médicas, pessoal de apoio à farmácia, processamento de prescrições e equipes de atendimento telefônico, afirma Hira Malik, farmacêutica-chefe e cofundadora da Oushk Pharmacy.
Ela afirma que o impacto recairá sobre as funções administrativas na área da saúde, onde os funcionários trabalham com formulários, registros ou consultas de pacientes, em vez de tomar decisões clínicas. No caso das farmácias online, isso pode incluir verificar formulários de consulta, buscar informações faltantes, processar pedidos de prescrição, triar dúvidas comuns de pacientes ou encaminhar casos para um farmacêutico. Embora seja improvável que esses cargos desapareçam completamente, muitas das tarefas que eles envolvem podem ser automatizadas.
Ver imagem em tela cheia Farmacêuticos envolvidos em decisões de tratamento têm menos probabilidade de serem afetados por IA. Fotografia: Connect Images/Alamy Malik afirma que farmacêuticos, médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde que prescrevem medicamentos continuam sendo muito menos suscetíveis à substituição, pois são responsáveis pela segurança do paciente e pelas decisões de tratamento. "A IA pode ajudar a organizar informações e sinalizar riscos, mas não pode decidir se um tratamento é seguro ou apropriado", diz ela.
Algumas especialidades, como a cirurgia plástica, dificilmente serão substituídas devido à sua natureza altamente individual, mas áreas como a radiologia correm maior risco. O cirurgião plástico e reconstrutivo Dr. Riaz Agha afirma: “A cirurgia plástica é muito personalizada e individualizada. Cada paciente é diferente”. Mas a IA poderá, eventualmente, ajudar o cirurgião a analisar casos anteriores para embasar sua tomada de decisões, acrescenta ele.
Segundo Agha, a radiologia é uma especialidade “particularmente vulnerável”. Ele afirma: “Já existem muitos estudos que demonstram que a IA consegue interpretar exames com níveis extremamente altos de precisão e confiabilidade. Isso não significa necessariamente que os radiologistas desaparecerão, mas seu papel poderá evoluir significativamente.”
Seu conselho é que os futuros médicos aprendam a usar a IA "corretamente e compreendam tanto seus pontos fortes quanto suas limitações".
Educação e primeira infância 'Cuidar de crianças é uma das profissões com menor probabilidade de ser substituída por IA'
Na área da educação, é mais provável que a IA afete funções administrativas e de apoio rotineiro ao ensino do que substitua completamente os professores, dizem os especialistas.
“Em termos de opções de carreira, o ensino é uma excelente escolha”, afirma Sharath Jeevan, fundador do Laboratório de Sucesso Geracional da Universidade de Oxford. “Os alunos sempre precisarão de relações de confiança com adultos para ajudá-los a aprender.”
Outra área que deverá continuar a gerar empregos é a de cuidados infantis. Brett Wigdortz, fundador e diretor executivo da agência de cuidados infantis Tiney, afirma que é improvável que o cuidado infantil seja substituído pela tecnologia. Embora a IA possa auxiliar na comunicação e na organização, ele diz que "as pessoas querem que um ser humano cuide de seus filhos".
Ver imagem em tela cheia Especialistas afirmam que é improvável que o cuidado infantil seja substituído pela tecnologia, pois "as pessoas querem que um ser humano cuide de seus filhos". Fotografia: Robert Kneschke/Alamy Ele afirma que a demanda por cuidados infantis é alta, com vagas sendo preenchidas rapidamente, e que o trabalho de babá pode oferecer flexibilidade, sendo realizado em casa, com bom potencial de ganhos. Outras funções relacionadas no setor incluem a gestão de creches, babás de alto padrão ou aulas particulares.
Lei À medida que a IA reduz o custo da prestação de serviços jurídicos, mais empregos poderão ser criados.
Os cargos de assistente jurídico e advogado júnior provavelmente serão os mais afetados pela IA, pois geralmente envolvem trabalho rotineiro, como revisão de documentos, elaboração de primeiras versões de documentos jurídicos, coleta de informações e preenchimento de formulários. "Essas são todas tarefas nas quais a IA se destaca", afirma Pierre Proner, CEO da Lawhive, uma empresa de serviços jurídicos online que utiliza IA para ajudar pessoas a encontrar e trabalhar com advogados.
No entanto, a IA não eliminará os empregos jurídicos de nível inicial.
“As funções permanecerão, mas mudarão”, afirma. Em vez de passarem os dias em tarefas jurídicas e administrativas repetitivas, os advogados juniores provavelmente se concentrarão mais cedo na aplicação do raciocínio jurídico e no desenvolvimento de suas habilidades de interação com os clientes. Outra área importante é a supervisão do trabalho realizado pelos agentes de IA. “A IA ainda precisa de supervisão”, conclui.
Brett Dixon, vice-presidente da Ordem dos Advogados da Inglaterra e do País de Gales, afirma que a automatização de tarefas rotineiras poderia criar “mais tempo e oportunidades para que advogados juniores reflitam mais profundamente sobre questões jurídicas complexas”.
Ver imagem em tela cheia Áreas jurídicas menos rotineiras, como o direito de família, poderiam estar mais seguras. Fotografia: Liubomyr Vorona/Alamy Algumas áreas do direito menos rotineiras, como o direito de família ou o contencioso, são menos diretamente afetadas pela IA. No entanto, Proner acredita que os agentes de IA ainda são extremamente competentes para auxiliar um advogado na preparação de um caso judicial e para administrar a parte administrativa de um escritório de advocacia com mais eficiência.
Um dos maiores desafios da profissão, diz Proner, é determinar "quais são os caminhos de progressão de advogados juniores a seniores" quando muitas das tarefas tradicionais de treinamento estão sendo automatizadas.
Segundo ele, os recém-formados devem desenvolver habilidades em IA agora, argumentando que elas estão se tornando tão importantes quanto o domínio do Word ou do Excel já foi. Ele afirma que as empresas estão avaliando cada vez mais os candidatos com base em sua capacidade de usar a tecnologia, perguntando aos potenciais contratados: “Como você está usando IA? Você está criando aplicativos com código de comportamento [com comandos de IA]? Você está trabalhando com agentes de IA?”
Ele afirma que muito mais pessoas precisam ter acesso à justiça do que escritórios de advocacia são capazes de atender. À medida que a IA reduz o custo da prestação de serviços jurídicos, ele prevê que isso poderá gerar mais empregos.
Hospitalidade 'A conexão humana não deve ser substituída pela IA'
O professor Graham Miller, diretor acadêmico do Instituto Westmont de Turismo e Hotelaria da Nova School of Business and Economics, afirma que a IA pode remodelar a distribuição de empregos em hotéis, transferindo o emprego de funções administrativas para funções de atendimento ao público.
Ele afirma que sempre haverá um papel para os funcionários humanos na hotelaria. "Estive recentemente em um hotel em Barcelona e os funcionários eram incríveis – genuinamente atenciosos, humanos e acolhedores", conta. "Eles se sentavam e preparavam uma xícara de café para você. Não há como a IA fazer esse tipo de trabalho. Esse tipo de conexão humana, que os melhores hotéis sempre proporcionaram, não deve ser substituído pela IA."
Ver imagem em tela cheia A inteligência artificial pode remodelar a distribuição de empregos em hotéis, transferindo o emprego de funções administrativas para funções de atendimento ao cliente. Fotografia: Robert Kneschke/Alamy “Idealmente, a IA deveria melhorar o processo, lidando com tarefas rotineiras, como responder e-mails, para que, quando eu me sentar com você, eu possa realmente conversar em vez de ter que voltar aos meus e-mails.”
Miller sugere que funções criativas na área da hotelaria, particularmente as de chef, são menos vulneráveis à IA do que trabalhos operacionais rotineiros. Traçando paralelos com debates nas indústrias da música, das artes e do entretenimento, ele afirma que a IA atualmente tem dificuldades em replicar o trabalho humano genuinamente criativo, mas pode expor trabalhos medíocres: "Só porque [algo] é feito por um humano não significa que [seja] criativo". Tarefas culinárias mais rotineiras, como "virar hambúrgueres ou fazer pizza", poderiam eventualmente ser automatizadas, enquanto a IA "ainda não chegou lá" quando se trata de produzir culinária verdadeiramente inovadora e criativa, diz ele.
Trocas 'Ofícios manuais, como pedreiro ou carpinteiro, oferecem oportunidades de carreira.'
Brian Berry, diretor executivo da Federação de Construtores Mestres (Federation of Master Builders), afirma que a inteligência artificial está começando a remodelar partes do setor da construção, mas seu impacto será desigual.
“Ofícios manuais como pedreiro, carpinteiro e gesseiro são menos expostos à IA e continuam a oferecer oportunidades de carreira sólidas e de longo prazo”, afirma, acrescentando que isso é particularmente verdade para quem trabalha em pequenas empresas locais.
Projetos de grande escala poderão ser afetados no futuro, à medida que algumas atividades manuais forem automatizadas, mas a implementação dessa tecnologia ainda está distante, afirma ele.
Ver imagem em tela cheia O impacto da IA nas profissões será desigual, sendo mais sentido em funções administrativas de escritório, e não em trabalhos manuais como a construção civil, por exemplo. Fotografia: Jane Williams/Alamy Cargos administrativos e de escritório estão sendo afetados, incluindo algumas funções em planejamento e orçamento. Ele afirma que espera que mais pessoas reconheçam o valor que profissões práticas, como a de construtores locais que trabalham em ampliações, podem oferecer.
No entanto, ele afirma: “a percepção continua sendo um desafio”. Uma pesquisa realizada pela federação mostrou que menos da metade dos pais (47%) recomendaria que seus filhos seguissem carreira na construção civil. “Isso precisa mudar”, diz Berry. “Com a crescente demanda por profissionais qualificados e a resiliência dessas funções diante da inteligência artificial, a construção civil oferece uma carreira gratificante e com futuro garantido, que queremos que mais pessoas considerem.”
Bancos e finanças 'A demanda por cientistas de dados e engenheiros de IA deve aumentar.'
Tomasz Noetzel, analista sênior do setor bancário na Bloomberg Intelligence, afirma que os empregos no setor bancário mais afetados pela IA provavelmente serão aqueles em "central de atendimento, atendimento ao cliente, equipes de operações de middle office, funcionários de agências de varejo e funções de suporte de TI".
Esses trabalhos envolvem grandes volumes de tarefas repetitivas que podem ser cada vez mais automatizadas por assistentes com inteligência artificial. "Isso não significa que esses empregos desaparecerão da noite para o dia", acrescenta ele.
Ver imagem em tela cheia Funções especializadas que exigem alto nível de julgamento parecem relativamente resilientes no setor bancário e financeiro, segundo especialistas. Fotografia: Liubomyr Vorona/Alamy “A demanda por cientistas de dados, engenheiros de IA, desenvolvedores de software… deverá aumentar, com os bancos prevendo crescimento em funções relacionadas à tecnologia e dados. Os clientes querem informações atualizadas sobre seus portfólios de investimento, o que pode ser feito com IA.”
Noetzel afirma: “Poucos empregos no setor bancário ficarão imunes, mas funções especializadas que exigem alto nível de discernimento parecem relativamente resilientes”. Em uma pesquisa realizada pela Bloomberg Intelligence com bancos europeus, os entrevistados “consideraram analistas de pesquisa, analistas de compliance e vigilância, especialistas em modelagem de risco e auditores internos como algumas das categorias profissionais menos expostas. A análise de crédito também está utilizando cada vez mais IA, mas os bancos continuam a enfatizar a supervisão humana”.
oi publicada a Lei nº 15.462, de 8 de julho de 2026, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para especificar e ampliar as atividades consideradas como aperfeiçoamento profissional continuado dos profissionais da educação básica pública. A norma entrou em vigor na data de sua publicação.
Com a alteração, o inciso II do artigo 67 da LDB passa a prever que o aperfeiçoamento profissional continuado compreende, entre outras atividades, cursos de qualificação, cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu e o período destinado à realização de pesquisa na área da educação. A legislação também prevê a possibilidade de licenciamento periódico remunerado para essas finalidades.
A atualização fortalece as oportunidades de qualificação e incentiva o desenvolvimento profissional ao longo da carreira, contribuindo para o aprimoramento das práticas pedagógicas e da qualidade da educação.
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