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Elon Musk's Grok AI floods X with sexualized photos of women and minors

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Julie Yukari, a musician based in Rio de Janeiro, posted a photo taken by her fiancé to the social media site X just before midnight on New Year's Eve showing her in a red dress snuggling in bed with her black cat, Nori.
The next day, somewhere among the hundreds of likes attached to the picture, she saw notifications that users were asking Grok, X's built-in artificial intelligence chatbot, to digitally strip her down to a bikini.
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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70% das escolas públicas têm conectividade adequada —

Dado é um marco histórico na educação pública brasileira. São cerca de 96 mil escolas com acesso à internet em padrão compatível com as demandas educacionais atuais, beneficiando aproximadamente 24 milhões de estudantes
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Today, 2:33 PM
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Parentes de ministros do STF atuaram em casos em tribunais

Parentes de ministros do STF atuaram em casos em tribunais | Inovação Educacional | Scoop.it

Parentes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) já atuaram em 1.925 processos na corte e no STJ (Superior Tribunal de Justiça) como advogados, conforme levantamento do UOL considerando filhos, irmãos, cônjuges e ex-cônjuges dos magistrados.
Segundo o portal, ao menos 14 parentes de primeiro grau têm ou tiveram registro de atuação nos tribunais. O número total pode ser ainda maior, porque não leva em conta casos sob sigilo. Hoje, esses advogados atuam em ao menos 382 casos em tramitação nas cortes.

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Today, 2:30 PM
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Um chamado à prioridade da primeira infância

Um chamado à prioridade da primeira infância | Inovação Educacional | Scoop.it

O que se vive no começo da vida acompanha o indivíduo por toda a sua trajetória. Diversos estudos científicos já trataram de atestar e comprovar que os primeiros seis anos de vida de uma pessoa são decisivos para o seu desenvolvimento físico, social, emocional e cognitivo. Investir na primeira infância significa, portanto, lançar bases sólidas para a saúde, a aprendizagem e o bem-estar, com efeitos duradouros para o presente e o futuro da sociedade.
Essa compreensão alinha-se à metodologia "Nurturing Care", que destaca o desenvolvimento infantil como resultado de múltiplos fatores combinados, que vão desde o cuidado pré-natal até fatores como condições familiares, econômicas e de acesso a serviços públicos fundamentais. A ideia é simples, mas profunda e fundamental: para alcançar seu pleno potencial, a criança precisa de afeto, cuidado, estímulo e proteção, o que exige políticas públicas embasadas, coordenadas e integradas.
O ordenamento jurídico brasileiro, felizmente, aponta nessa direção. A Constituição de 1988 consagrou a prioridade absoluta à criança, assegurando proteção integral e condições para o seu desenvolvimento pleno, com responsabilidade compartilhada entre Estado e sociedade. Esse caminho foi reforçado com a aprovação do Marco Legal da Primeira Infância (MLPI), em 2016, que estabeleceu diretrizes para que crianças de zero a seis anos estejam no centro das políticas públicas, reconhecendo essa fase como decisiva para a formação humana, social e cognitiva.
Mais recentemente, a Política Nacional da Primeira Infância (PNPI) consolidou esse avanço ao orientar a atuação do Estado a partir dos princípios da intersetorialidade, equidade, interesse superior da criança e fortalecimento da família e da comunidade. Ao incentivar a articulação entre políticas de saúde, educação, assistência social, cultura, proteção e participação social, a PNPI também definiu diretrizes para o planejamento, o monitoramento e a avaliação das ações voltadas à primeira infância, promovendo a cooperação entre União, estados, municípios e sociedade civil.
O desafio agora é transformar esse sólido arcabouço normativo em ações concretas.
Dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), elaborada pelo IBGE, revelam que, em 2023, passados sete anos da aprovação do MLPI, apenas 26,6% dos municípios brasileiros (1.484) possuíam um Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI). No estado de São Paulo, informações do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (i-EGM), referentes ao ciclo de 2025, indicam que, entre os 644 municípios fiscalizados pelo TCE-SP, somente 215 haviam elaborado o PMPI, o que corresponde a 33%.
Esse cenário evidencia que a maioria dos municípios ainda carece desse instrumento estratégico de longo prazo, essencial para orientar, integrar e qualificar as políticas públicas municipais voltadas à primeira infância.
A realidade é que as múltiplas infâncias dos municípios brasileiros ainda vivenciam cenários distantes daqueles estabelecidos nas normas. Avançar requer enxergar as políticas voltadas à primeira infância não como uma iniciativa pontual de uma secretaria ou mesmo um município, mas como uma verdadeira política de Estado, prioridade permanente e compromisso coletivo de toda a sociedade.
Certos dessa necessidade, conscientes da responsabilidade que o Judiciário e o controle externo têm perante a sociedade e confiantes na contribuição que podem dar no avanço dessas políticas, o Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio da Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJ-SP (CIJ) e o TCE-SP uniram esforços para instituir o Prêmio Plano Municipal pela Primeira Infância, iniciativa que busca incentivar e reconhecer municípios paulistas que investem na criação, implementação e fortalecimento de políticas públicas voltadas às crianças de zero a seis anos.
O edital foi elaborado em consonância com o MLPI e com a Política Judiciária da Primeira Infância. Será lançado oficialmente no evento "1º Encontro Caminhos para a Primeira Infância – Políticas" que transformam, que ocorrerá na próxima quinta-feira (29).
Para que esse compromisso se concretize e se traduza em políticas públicas capazes de transformar realidades, o convite está feito aos gestores municipais. É hora de assumir protagonismo e engajar seus municípios em uma agenda que define o presente e o futuro do país. O prêmio nasce como um chamado à ação coletiva para que gestores públicos, de forma articulada, transformem sensibilidade em política pública e assegurem que a prioridade às crianças seja mais do que um discurso —seja uma prática concreta em cada município paulista.

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Today, 1:06 PM
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Apresentamos OpenAI’s Education for Countries | OpenAI

Apresentamos OpenAI’s Education for Countries | OpenAI | Inovação Educacional | Scoop.it
É com esse objetivo que estamos lançando OpenAI’s Education for Countries como um novo pilar da nossa iniciativa OpenAI for Countries. Vamos trabalhar com governos e consórcios universitários para levar a IA aos sistemas educacionais, personalizar o aprendizado, reduzir a carga administrativa e preparar estudantes para o mercado de trabalho. Trabalhando com Ministérios da Educação, parceiros, universidades e pesquisadores, a iniciativa vai reunir vários elementos centrais:

Ferramentas de IA para aprendizagem: o acesso ao ChatGPT Edu⁠(abre em uma nova janela), GPT‑5.2, modo estudo e canvas pode ser configurado para definir como os modelos de IA mais avançados do mundo são usados para apoiar prioridades locais de aprendizado.
Pesquisa sobre resultados de aprendizagem: Colaboração em iniciativas nacionais de pesquisa em larga escala para entender como a IA apoia o aprendizado e afeta a produtividade docente, o que pode orientar políticas locais, desenvolvimento da força de trabalho e o desenho de tecnologias futuras.
OpenAI Certifications e treinamentos: Capacitação sob medida com ministérios e sistemas de ensino, da OpenAI Academy⁠(abre em uma nova janela) a certificações baseadas no ChatGPT, oferecendo a educadores e estudantes habilidades práticas de IA alinhadas às prioridades nacionais de qualificação da força de trabalho.
Rede global de parceiros: Uma rede crescente de governos, pesquisadores e lideranças educacionais que compartilham aprendizados, destacam implementações bem-sucedidas e ajudam a moldar abordagens responsáveis para a IA na educação.
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Today, 12:59 PM
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Britannica Studio: The AI Workspace Teachers Can Actually Trust

Britannica Education today announced Britannica Studio, a teacher-first artificial-intelligence workspace that helps educators quickly turn Britannica’s verified, standards-aligned content into classroom-ready materials without sacrificing accuracy, rigor or time.
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Today, 12:57 PM
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Elon Musk's Grok AI floods X with sexualized photos of women and minors

Elon Musk's Grok AI floods X with sexualized photos of women and minors | Inovação Educacional | Scoop.it
Julie Yukari, a musician based in Rio de Janeiro, posted a photo taken by her fiancé to the social media site X just before midnight on New Year's Eve showing her in a red dress snuggling in bed with her black cat, Nori.
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January 26, 4:20 PM
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Tempo, ciência e futuro

Tempo, ciência e futuro | Inovação Educacional | Scoop.it
Entre pesquisas de ponta, novos cursos e parcerias com empresas, as universidades brasileiras se movem para a corrida da inteligência artificial. Para transformar saber acumulado em inovação prática, formar talentos e afirmar protagonismo estratégico na era da IA, a academia se mobiliza, sabendo que hesitar pode custar o lugar na história
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January 26, 4:18 PM
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Filantropia científica em tempos de crise: lições do Brasil

Filantropia científica em tempos de crise: lições do Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
A experiência brasileira oferece aprendizados para fortalecer a resiliência da ciência e inspirar uma filantropia mais colaborativa e transnacional 
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January 26, 2:44 PM
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Bets registram receita bruta de R$ 37 bilhões em 2025

As empresas de apostas esportivas e jogos on-line, as chamadas bets, registraram receita bruta de R$ 37 bilhões no acumulado de 2025, segundo a Secretária de Prêmios e Apostas (SPA). É sobre este montante que recai a obrigação de que 12% sejam convertidos em destinações legais. O valor de prêmios pagos não foi divulgado.
Além disso, foram arrecadados, aproximadamente, R$ 2,5 bilhões referentes às outorgas de autorização pagas pelos agentes operadores autorizados e R$ 95,5 milhões em taxas de fiscalização, também pagas pelas empresas do setor, até dezembro.
Autoexclusão de sites de aposta
A SPA também informou que mais de 217 mil apostadores realizaram pedidos de autoexclusão de contas em sites de apostas na plataforma que foi lançada em dezembro pelo Ministério da Fazenda. Os pedidos de exclusões foram feitos em 40 dias de funcionamento da Plataforma Centralizada de Autoexclusão.
O motivo mais frequente (37%) foi a “perda de controle sobre o jogo - saúde mental”, seguido por “prevenir que meus dados sejam utilizados por plataformas de apostas” (25%). A maioria das autoexclusão (73%) é de período indeterminado, e 19% são pedidos de autobloqueio por um ano.
As bets autorizadas já eram obrigadas a oferecer aos cidadãos mecanismos de autoexclusão em seus respectivos sites e aplicativos (essa possibilidade permanece disponível). Com o sistema do governo federal, no ar desde 12 de dezembro, as pessoas podem solicitar, voluntariamente, de uma só vez, o bloqueio de seus acessos a todas as contas que tenham em sites de apostas.
O sistema permite, ainda, que o CPF do solicitante fique indisponível para novos cadastros e para recebimento de publicidades direcionadas das bets. Além disso, a ferramenta fornece informações sobre pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) onde o cidadão pode buscar ajuda para tratar da saúde mental.
Em um ano de mercado regulado para apostas de quota fixa no Brasil, a SPA registrou mais de 25 mil sites ilegais bloqueados em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As 79 empresas autorizadas a operar no país reportaram que 25,2 milhões de brasileiros fizeram apostas ao longo de 2025.

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January 26, 1:56 PM
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Intelectuais em declínio

Intelectuais em declínio | Inovação Educacional | Scoop.it

Harvard cortou 60% das vagas de doutorado em ciências humanas. Chicago pausou admissões em história da arte, estudos de cinema, literatura comparada e mais de uma dúzia de outros programas. Brown suspendeu-as em seis departamentos de humanidades. Em Plymouth, a administração planeja fundir artes, literatura e áreas afins numa coisa só. A lista cresce a cada semana. A universidade americana está se sinificando rapidamente.
A referência é o 15º Plano Quinquenal, que faz da inovação científica e tecnológica o "elemento central" no projeto de tornar a China a principal economia do mundo até 2035 e posiciona a educação como meio a serviço desse fim. Mais de 20% dos programas acadêmicos foram reestruturados nos últimos dois anos, priorizando IA, semicondutores e ciências, gerando uma relação de 4-1 entre Stem e formação humanística, considerada ruim para o país por pesquisadores do banco central local.
Trump, invocando Calígula, foi além. Cancelou 1.400 bolsas, demitiu 65% dos funcionários públicos federais ligados às humanas e redirecionou o dinheiro para um jardim de estátuas de heróis americanos. As duas grandes potências chegaram a mais um consenso: a universidade técnica é bem mais fácil de domesticar do que a universidade crítica.
Esses fatores institucionais, porém, não esgotam o diagnóstico. O intelectual não está apenas sob ataque, muitas vezes, na forma de fogo amigo. Está perdendo retorno. Plataformas digitais recompensam presença contínua e opinião rápida —não reflexão acumulada— e em ambientes governados pela atenção, profundidade vira desvantagem.
Tom Nichols chamou isso de morte social da expertise. Não é coincidência que 55% dos jovens obtenham notícias de TikTok e Instagram, não de fontes tradicionais, nem que livros de não-ficção tenham registrado em 2024 a pior venda da série histórica no Reino Unido.
É nesse cenário que a IA atua como fator de transição. Sistemas conversacionais aprendem, sintetizam e argumentam. Para um jovem de 18 anos, apostar que quatro anos de formação intelectual produzirão vantagem analítica sobre algoritmos erigidos a prioridades nacionais, cujo QI cresce mais rápido do que o de uma criança, tornou-se objetivamente arriscado.
O cálculo é individual, não ideológico, e é reforçado tacitamente pelo fato de que a máquina responde a uma demanda clássica do pensamento humanístico: a curiosidade difusa sobre o mundo, a moral e o sentido das coisas.
Mais do que um psicólogo de bolso, o que se vê é a IA se desdobrar em verbetes ad hoc e filosofia simples sob demanda. Isso é poderoso em uma época em que não faltam livros, mas tempo social para as ideias que exigem duração.
Desde o século 18, o ocidente ancora seu diferencial na formação de intelectuais, isto é, de uma classe média improdutiva que reclama de tudo e vez ou outra tem uma ideia genial. Sua vitalidade sempre esteve atrelada ao apetite para investir em ideias antes da execução e é possível que a IA seja a última grande invenção dessa Era, ao deslocar a disputa pela hegemonia planetária para um terreno mais propício a sistemas capazes de alinhar esforço coletivo em torno de objetivos explícitos, com menor tolerância às idiossincrasias reflexivas.
Quando pensar deixa de gerar retorno, não é o pensamento que desaparece. É o intelectual.

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January 26, 1:48 PM
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Limitar o tempo de tela para crianças já não é suficiente, revela novo relatório dos EUA

Limitar o tempo de tela para crianças já não é suficiente, revela novo relatório dos EUA | Inovação Educacional | Scoop.it
A Academia Americana de Pediatria divulgou novas diretrizes sobre como proteger a saúde mental das crianças na era digital, enfatizando a necessidade de mudanças sistêmicas, bem como o envolvimento dos pais que vai além da limitação do tempo de uso de telas.

Jessica Schleider, psicóloga especializada em adolescentes e professora da Universidade Northwestern, cujo laboratório desenvolve intervenções digitais para a saúde mental, afirmou que a nova declaração política foi “realmente revigorante”, pois contrasta com a visão convencional que coloca grande parte da responsabilidade pela segurança dos filhos sobre os pais. Conselhos comuns como “limitar o acesso individual dos jovens às telas” ou pedir aos pais que monitorem cada movimento digital dos filhos “não são apenas impossíveis, mas, especialmente para os adolescentes, podem ser invasivos”, disse Schleider.

Em vez disso, a AAP está "dando mais ênfase à responsabilidade estrutural das empresas e da sociedade", disse Schleider. A declaração recomenda regulamentações que limitem "conteúdo explícito, sexualizado, comercializado ou prejudicial para jovens", incluindo algoritmos que levam adolescentes e crianças a caminhos sem fim com temas nocivos.

Esta orientação também é mais matizada do que as recentes medidas que visavam a proibição total das redes sociais para certos grupos etários. No mês passado, a Austrália impôs uma proibição a todas as contas de redes sociais para jovens com menos de 16 anos.

Schleider afirma que a proibição é "muito lamentável", pois, embora as plataformas de redes sociais sejam de fato projetadas de forma prejudicial, as proibições não tornam essas plataformas mais seguras.

“As redes sociais são o primeiro e, muitas vezes, o único lugar onde os jovens procuram ajuda e apoio, e cortar esse acesso repentinamente, sem aviso prévio, tem consequências muito negativas”, disse ela.

Em sua própria pesquisa , Schleider descobriu que jovens que precisam de tratamento de saúde mental têm maior probabilidade de obtê-lo em estados que não exigem consentimento dos pais. Este é um exemplo de por que, na visão de Schleider, é mais saudável para os adolescentes terem certo nível de autonomia em suas vidas digitais.

A declaração de política da AAP inclui conselhos para pais e outros cuidadores, incluindo o monitoramento dos hábitos digitais de toda a família e a configuração de controles parentais.

A Dra. Tiffany Munzer, pediatra comportamental do desenvolvimento da Universidade de Michigan e principal autora da declaração, disse que "é difícil monitorar as telas 24 horas por dia, 7 dias por semana", mas recomenda "verificar de tempos em tempos para ver o que as crianças estão fazendo".

Teri McKean, diretora de operações de apoio em crises da Aliança Nacional de Doenças Mentais (NAMI) em Chicago, tem quatro filhos com idades entre nove e 24 anos. Ela usa um sistema de controle parental do Google que monitora o celular de sua filha de treze anos, exigindo que ela peça permissão antes de baixar qualquer aplicativo, e que sinaliza “qualquer conteúdo que possa ser considerado problemático em suas comunicações”. O sistema também define limites de tempo de uso da tela.

Mas McKean não se baseia apenas em aplicativos para monitorar o comportamento de seus filhos — ela também conversa com eles sobre isso.

“Todo dia é a mesma coisa: ‘Mãe, posso usar o Snapchat? Mãe, posso usar o Instagram?’ E eu respondo: ‘Você já passa tempo demais no celular’”, disse McKean. Sua filha de treze anos concorda.

Manter o diálogo aberto é essencial, enfatizou Munzer.

“Pergunte às crianças: o que vocês gostaram naquele [jogo]? Viram algum anúncio na tela? Isso abre um pouco a janela para a experiência da criança”, disse Munzer, observando que é importante “construir esses canais de comunicação desde cedo”, não apenas para ajudar os pais a entenderem o mundo digital dos filhos, mas também para fortalecer o relacionamento com eles. Encarar as redes sociais como uma atividade em grupo também pode torná-las menos isolantes e fortalecer os laços familiares.

McKean gosta de assistir a vídeos nas redes sociais com seus filhos: “Os vídeos de pais fãs de K-Pop Demon Hunters são muito engraçados . Os pais realmente curtem a música, e todos nós gostamos de rir disso.”

Embora Ben Blair, um educador de Chicago com filhos de 10 e 14 anos, diga que valoriza a comunicação, certos assuntos são difíceis de abordar. Ele hesita em falar com seu filho adolescente sobre exploração sexual, prática na qual adultos manipulam menores, geralmente meninos, para que compartilhem imagens explícitas com o objetivo de chantageá-los.

Ele conversa abertamente com o filho sobre consentimento sexual, mas uma conversa sobre exploração sexual seria "um lembrete tão forte de que ele está entrando em uma fase da vida em que não estará mais protegido do mal. Há um sentimento profundo de que partes de sua infância jamais voltarão", disse Blair.

Munzer e Schleider concordaram que pode parecer impossível para os pais tomarem as decisões certas no atual cenário digital. É por isso que acreditam que os legisladores deveriam investir mais em responsabilizar as empresas de mídia digital pelos danos que causam aos menores e em garantir que as crianças tenham acesso a “terceiros espaços” seguros, como atividades extracurriculares e áreas verdes.

“O sistema está estruturado para que os pais fracassem, independentemente da escolha que façam. E por sistema, quero dizer como essas redes sociais, aplicativos e espaços online são arquitetados para manter a atenção voltada para eles”, disse Schleider, “e não para proteger o bem-estar dos jovens”.

Para Blair, abrir mão disso parece irresponsável. Ele disse que, se compararmos smartphones a carros, é dever dos pais "ser o cinto de segurança, mesmo quando é terrivelmente desconfortável... Espero que todos os pais possam assumir isso, que é péssimo ser o cinto de segurança."
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January 26, 1:34 PM
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How the reliance on computers in classrooms impacts students

Dr. Jared Cooney Horvath, a neuroscientist and director at LME Global, joins "CBS News 24/7 Mornings" to discuss his new book "The Digital Delusion," where he examines the impact of increased reliance on computers in classrooms. Horvath also talks about his recent article in The Free Press, a Paramount publication.

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Today, 3:45 PM
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Mal-estar na pós-modernidade: o estranhamento entre o humano e a Inteligência Artificial

Mal-estar na pós-modernidade: o estranhamento entre o humano e a Inteligência Artificial | Inovação Educacional | Scoop.it
Trata-se de artigo filosófico, considerado apropriado para promover reflexões sobre um assunto ainda incipiente, cujo domínio científico é, no máximo, exploratório. Reflete-se sobre o processo evolutivo humano e como esse foi acelerado pelos artefatos utilizados e absorvidos e como a Inteligência Artificial, ponto culminante desse processo, o exponencializa..A partir da assunção da possibilidade de que a Inteligência Artificial, em seu ponto de culminância, resulte em uma nova máquina consciente, discutem-se possíveis desdobramentos para uma rivalidade entre humanos e máquinas. Finalmente, o artigo explora a inquietação provocada por essas possibilidades e a remete ao sentimento de estranhamento, apontado por Freud para se referir à dificuldade do humano de lidar com entidades conscientes que não humanas.
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Today, 2:36 PM
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30% dos empregos serão transformados pela IA, estima OCDE

A inteligência artificial não significa a morte do emprego, mas altera profundamente a maneira como as tarefas são realizadas pelos trabalhadores, em um processo que irá requerer cada vez mais investimentos em qualificação e redesenho de funções.
Essa é a avaliação de especialistas em mercado de trabalho que participaram nesta segunda-feira (26) da Global Labor Market Conference, evento internacional sobre o tema que acontece na Arábia Saudita até terça (27).
Stefano Scarpetta, diretor de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), estima que quase 30% dos empregos serão profundamente transformados pela IA.
"Mais de 50% das tarefas realizadas nesses empregos poderiam ser executadas pela inteligência artificial", afirma. "Não há um único setor que não seja afetado pela IA ou que não será afetado no futuro."
Ele destaca a velocidade da mudança: nos últimos três anos, mais de 50% dos adultos usaram o ChatGPT, um terço do tempo que levou para o uso do computador pessoal e a metade do tempo para o uso da internet.
"Ao mesmo tempo, acho que temos que ser humildes. Somos bombardeados por projeções, por números, por visões distópicas sobre o fim do trabalho. Na realidade, não sabemos muito", pondera.
Ele ressaltou que, apesar das mudanças profundas, o emprego ainda está em níveis recordes em muitos países. "Quando perguntamos às firmas, grandes ou pequenas, todas aquelas que usaram IA não reduziram o emprego. Portanto, no nível agregado, não vimos uma substituição de trabalhadores pela IA."
Para Leila Hoteit, diretora da área de educação e emprego do Boston Consulting Group, há dois cenários principais possíveis para o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho.
Em um, mais otimista, a IA amplia as possibilidades, estimulando a criação de novas funções. "Mas em outro, os ganhos de produtividade são captados por poucas empresas, que ganham escala com um número cada vez menor de funcionários", alertou.
Independentemente da direção dos impactos da nova tecnologia sobre os empregos, o consenso de especialistas em mercado de trabalho que participam da conferência é que ela já está trazendo mudanças estruturais profundas.
Para Mohammad Alomair, CEO da empresa de segurança da informação Elm, o momento é de transição de "empregos" para "tarefas", com funções sendo cada vez mais redesenhadas em modelos híbridos que combinam o julgamento humano e a capacidade da IA.
"À medida que o trabalho migra de empregos para tarefas, a IA deve apoiar a tomada de decisão humana, não substituí-la", afirmou.
Na avaliação de Girish Ganesan, vice-presidente executivo e chefe de pessoal da S&P Global, o grande desafio das empresas é determinar quais serão os novos cargos iniciais no mercado de trabalho, já que os postos "braçais", ou seja, mais burocráticos, já estão sendo executados com a ajuda da inteligência artificial.
"Para mim, o grande risco não é a IA tirar oportunidades, mas sim o nosso ecossistema, como o setor privado, formuladores de políticas e instituições de ensino, não se unir para redefinir o que serão os cargos de nível iniciante no futuro."
O principal entrave para a transição é a falta de preparo da mão de obra. Scarpetta critica a baixa eficácia dos investimentos atuais em treinamento nos países desenvolvidos.
Embora governos afirmem priorizar o tema, afirma, apenas entre 0,3% e 5% da oferta de qualificação na OCDE é voltada especificamente para a IA. Além disso, o foco atual reside no desenvolvimento das ferramentas, e não no seu uso prático pelo trabalhador comum.
"O desafio é equipar o trabalhador para que a mão de obra seja potencializada pela IA", disse.
Já Kai Roemmelt, CEO da plataforma de ensino online Udacity, vê um caminho mais curto para a adaptação devido à popularidade da ferramenta. Por ser uma tecnologia utilizada na vida privada, a barreira de entrada seria menor do que em ondas de inovação anteriores.
"A IA ajuda as organizações a identificarem e verificarem habilidades para integrar essas pessoas de forma mais ágil", concluiu.
Anthony Saucito, diretor geral da Coursera, uma das principais plataformas globais de aprendizagem online, avalia que as novas demandas da IA generativa estão gerando uma enorme necessidade de requalificação e atualização de habilidades.
"Tivemos um crescimento de 300% nas matrículas em nossos cursos de IA generativa, mas também é importante reconhecer as habilidades humanas que estão se tornando ainda mais importantes em um futuro movido pela tecnologia."
Ele ressalta a revolução representada pelo poder de tradução da IA. "Ao longo do próximo ano, teremos cerca de 7.000 novos conteúdos e cursos sendo introduzidos na plataforma. A IA vai nos ajudar a escalar isso para estar disponível em todos os idiomas."

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Se até a medicina está formando mal, quem está olhando para a odontologia?

Se até a medicina está formando mal, quem está olhando para a odontologia? | Inovação Educacional | Scoop.it

Como empresário e presidente de ONG, participei de muitos processos seletivos e sempre vejo essa má formação acontecer na prática. Somos obrigados a medir os candidatos muito mais pelo caráter e pela empatia que demonstram. Só depois oferecemos o treinamento técnico, prático, com vivência e com acompanhamento —aquilo que a formação universitária ainda não garante.
Há muitos dentistas comprometidos, excelentes, que constroem uma carreira baseada em estudo, integridade e entrega. E eu conheço muitos deles, porque tenho a sorte de ter marcado a minha trajetória com a solidariedade desses profissionais, com a contribuição e com o coleguismo do mais alto nível. Mas isso não anula a necessidade de uma discussão profunda sobre o nosso modelo de formação.
A fragilidade da formação profissional é também uma fragilidade do sistema de saúde. Uma sociedade que não garante segurança no atendimento, qualidade dos profissionais e seriedade nas instituições mina a própria ideia de cuidado.
A medicina começa a encarar essa conversa. Está na hora de a odontologia assumir esse debate também.

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Today, 2:24 PM
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A tecnologia como motor de justiça social 

A tecnologia como motor de justiça social  | Inovação Educacional | Scoop.it

O Brasil enfrenta um paradoxo digital: avança na conectividade das escolas públicas, mas ainda falha em transformar essa infraestrutura em motor de ascensão social. Embora essencial, a conectividade é apenas o ponto de partida. O verdadeiro desafio para políticas públicas e o terceiro setor é transformar o jovem da rede pública de consumidor passivo de telas em criador de tecnologia e agente de transformação econômica.
A mudança que o país busca não reside nos cabos, mas no que se constrói a partir deles. Para que a escola pública brasileira se torne um polo de inovação e desenvolvimento, é urgente adotar uma abordagem fundamentada em três pilares estratégicos.
Primeiro, o currículo precisa ser repensado para o século 21. Conectar a sala de aula é insuficiente se o conteúdo ignora o pensamento computacional e a cultura "maker". A escola deve atuar como um laboratório de resolução de problemas reais, movendo o estudante da posição de usuário para a de desenvolvedor. É essa transição que entrega as chaves da economia digital ao jovem da periferia, permitindo que ele mude a lógica de navegar em algoritmos para criar soluções que impactem sua própria realidade.
Segundo, o investimento deve ser centrado no capital humano. O professor é o catalisador dessa transição, mas não pode ser deixado isolado. É necessária uma política de formação continuada que capacite o educador não apenas no uso instrumental de ferramentas, mas em sua aplicação pedagógica para estimular a criatividade e o empreendedorismo. Sem professores apoiados e infraestrutura robusta para atividades complexas, como análise de dados e programação, o potencial da tecnologia na educação permanece subutilizado. Além disso, é indispensável remunerar adequadamente os profissionais e evitar a sobrecarga de funções, garantindo que possam se dedicar plenamente à formação dos estudantes.
Por fim, é vital construir pontes sólidas com o mercado de trabalho e o ensino superior. A inovação aberta, que leva desafios reais das empresas para dentro da sala de aula, cria programas de mentoria e portfólios valiosos para a empregabilidade dos jovens. Essa conexão direta aumenta a relevância do ensino e, consequentemente, a empregabilidade.

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Comissão aprova criação de plataforma nacional com dados de alunos da educação básica

Comissão aprova criação de plataforma nacional com dados de alunos da educação básica | Inovação Educacional | Scoop.it
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, proposta que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para prever a criação de uma plataforma nacional com dados de todos os alunos da educação básica no País. O objetivo é unificar as informações dos diferentes sistemas de ensino para monitorar indicadores como evasão escolar, mobilidade estudantil e trajetória dos alunos.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB-SC), ao Projeto de Lei 2463/25, do deputado Cobalchini (MDB-SC). A proposta original criava o Cadastro Nacional Integrado de Alunos "Rede Escola Brasil". O novo texto, no entanto, altera diretamente a LDB, inserindo a criação da plataforma como uma das incumbências da União.

Segundo o texto, a União ficará responsável por organizar a interoperabilidade (comunicação entre sistemas) e o compartilhamento de dados das escolas e redes de ensino.

A proposta ressalta que o tratamento das informações deverá seguir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Durante a votação na comissão, o relator acatou uma sugestão para reforçar a proteção à privacidade, incluindo no texto que os dados deverão ser compartilhados "de forma agregada e, quando possível, anonimizada".
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Today, 12:58 PM
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Deepfakes: SP lidera casos em escolas, aponta SaferNet

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Levantamento da SaferNet identificou 16 casos de deepfakes sexuais com 72 vítimas e 57 agressores com menos de 18 anos em escolas. As deepfakes sexuais são imagens de nudez ou teor sexual criadas com inteligência artificial sem o consentimento
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January 26, 4:21 PM
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Uma nova porta de entrada no mercado de trabalho na era da IA

Uma nova porta de entrada no mercado de trabalho na era da IA | Inovação Educacional | Scoop.it
A natureza mutável dos empregos significa que os trabalhadores precisam de novos percursos de educação e formação que se adaptem a essa realidade
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January 26, 4:18 PM
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IA na educação: Quando a tecnologia ensina, quem aprende?

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As plataformas digitais reconfiguram a escola à sua imagem, individualizando o ensino e reduzindo o papel do professor. Por isso, no processo educacional, o decisivo não é a tecnologia, mas quem a controla e a desenha. Oferecer a velha educação com uma roupagem tecnológica, embora lucrativo e fácil, não garante preparar as crianças para os grandes desafios que terão de enfrentar
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January 26, 3:15 PM
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Como reduzir o abismo nos investimentos em IA

Como reduzir o abismo nos investimentos em IA | Inovação Educacional | Scoop.it
A atual concentração de financiamento em IA em aplicações orientadas ao lucro cria um padrão preocupante de aumento das desigualdades. Organizações de inovação social ao redor do mundo estão encontrando formas de superar esse desafio
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January 26, 2:42 PM
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Comissão aprova projeto que proíbe que professores sejam substituídos por inteligência artificial nas escolas - Notícias

Comissão aprova projeto que proíbe que professores sejam substituídos por inteligência artificial nas escolas - Notícias | Inovação Educacional | Scoop.it
A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei 3003/25, que veda a substituição de docentes por sistemas de inteligência artificial (IA) em instituições de ensino de todo o Brasil.

O objetivo é garantir que o ensino permaneça como uma atividade exclusivamente humana. O texto estabelece que a tecnologia deva ser uma ferramenta de apoio, sem ocupar o lugar do docente na educação básica e superior.

Regras
A proposta prevê regras claras para o uso de tecnologias nas salas de aula de escolas e universidades.

Pelo texto, a IA pode ser usada para auxiliar em pesquisas, correções automáticas ou personalização do ensino, mas nunca para assumir o cargo de professor. Também estabelece que o planejamento das aulas, a avaliação subjetiva dos alunos e a orientação pedagógica devam ser realizados por profissionais da educação formados.

O projeto impõe que a regra vale tanto para a rede pública quanto para a privada, abrangendo desde a educação infantil até o ensino superior e a pós-graduação.

O relator da matéria, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), deu parecer favorável ao texto. Segundo ele, o papel do professor vai além da simples transmissão de dados, envolvendo mediação social, afetiva e pedagógica que a tecnologia ainda não é capaz de replicar.

"A Inteligência Artificial é um avanço extraordinário, mas na educação ela deve servir ao professor e ao aluno, e não eliminar postos de trabalho ou desumanizar o processo de aprendizagem", afirmou o parlamentar.

Próximos Passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
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January 26, 1:49 PM
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Digital Ecosystems, Children, and Adolescents: Policy Statement

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Digital media, including television, the internet, social media, video games, and interactive assistants, form the digital ecosystem. When this digital ecosystem is designed with children’s unique developmental needs in mind, it can support learning and well-being. In contrast, digital ecosystems that prioritize engagement and commercialization often encourage prolonged use, which in turn can displace healthy behaviors (eg, movement behaviors, sleep), and contribute to negative outcomes. This policy statement follows the conceptual framework of the socioecological model, depicting nested circles of care including: children’s own characteristics, their caregivers, the digital ecosystem, as well as broader societal systems. Given the interconnected nature of these influences and systems, “media and children” cannot be viewed solely through the lens of individual child behaviors or screen limits alone. Recommendations are provided for families, pediatric providers, practitioners (eg, psychologists, social workers, counselors, educators, researchers), industry, and policy makers, aiming to provide strengths-based solutions and promote a more child-centered digital ecosystem.
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January 26, 1:43 PM
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Os custos da tecnologia educacional: uma análise de "A Ilusão Digital".

Os custos da tecnologia educacional: uma análise de "A Ilusão Digital". | Inovação Educacional | Scoop.it
cabou a época em que se acreditava ingenuamente que o tempo gasto em frente às telas era benéfico para os jovens. Nos últimos 18 meses, vimos um  aumento significativo de ações legislativas que proíbem o uso de smartphones durante o período escolar, além de uma  profusão de debates  e pesquisas  que documentam os efeitos negativos das redes sociais  na saúde mental dos adolescentes. Não é de se surpreender, portanto, que muitos estejam questionando a quantidade de tempo que os alunos passam em frente às telas durante o período escolar.

Destaques
O novo livro de Jared Cooney Horvath, The Digital Delusion (A Ilusão Digital), é o sinal de alerta e a luz intermitente que seria imprudente ignorarmos.
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Horvath apresenta um excelente plano sobre como desacelerar o uso da tecnologia educacional, mas não aborda preocupações persistentes, como a formação de professores mais jovens e menos experientes.
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O Dr. Horvath analisa a fundo a pesquisa e demonstra que, embora os alunos possam adquirir algum conhecimento com a tecnologia educacional, esse conhecimento é "quase sempre mais lento, superficial e menos duradouro" do que os métodos de ensino tradicionais.
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O que começou como "ensinar alfabetização digital"  se transformou em "programas 1:1 ", nos quais cada aluno recebe um laptop ou tablet, muitas vezes em vez de lápis, papel e livros didáticos. Em 2018, os professores veteranos e coautores de  Screen Schooled , Matt Miles e Joe Clement, questionaram essa nova norma, escrevendo: "Os educadores ficaram tão obcecados em  como  incorporar mais tecnologia na educação dos jovens que se esqueceram de perguntar: '  Deveríamos fazer isso? '". Se Miles e Clement foram os canários na mina de carvão, então o Dr. Jared Cooney Horvath, em seu novo livro,  The Digital Delusion: How Classroom Technology Harms Our Kids' Learning—and How to Help Them Thrive Again,  é a sirene e a luz piscante que seria imprudente ignorar.

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Horvath, neurocientista, educador e autor, inicia  "A Ilusão Digital"  com uma visão geral básica de como o cérebro aprende e um foco em dados nacionais e globais que mostram que, à medida que o tempo de tela na escola aumenta, o aprendizado diminui. Ele logo ressalta que, se um aluno precisa aprender uma habilidade específica para o computador (por exemplo, usar o Excel ou aprender a digitar), então esse é um uso perfeitamente aceitável do tempo de tela, mas quando aplicativos e plataformas que se dizem "tecnologia educacional" (mais conhecida como EdTech ) são usados ​​em diversas disciplinas, a capacidade cognitiva dos alunos será prejudicada.

Aprendizagem, explica Horvath,

Requer foco constante, prospera com a conexão emocional e tem sucesso quando as habilidades podem ser transferidas de forma flexível entre contextos... Quando atrelamos o aprendizado às telas, corremos o risco de criar uma geração alfabetizada em aplicativos, mas analfabeta na vida.

Com a rapidez com que a tecnologia avança, a ideia de que um aluno precise aprender a usar um aplicativo ou site específico como base para desenvolver "habilidades do século XXI" é risível. Ensinar os alunos a desenvolver o pensamento crítico e munir-los com uma base de conhecimento sólido é o alicerce necessário para formar um cidadão bem-informado e capaz.

As empresas de tecnologia educacional (EdTech) tentaram minar essa vantagem alegando alto "engajamento dos alunos" com seus produtos. Horvath ataca essas alegações com maestria, analisando os dados frágeis frequentemente citados para sustentar o lucrativo modelo de negócios da EdTech. Ele investiga a fundo as pesquisas e demonstra que, embora os alunos possam adquirir  algum  conhecimento  com a EdTech, esse conhecimento é "quase sempre mais lento, superficial e menos duradouro" do que o obtido por meio de métodos de ensino tradicionais. Com base em quase 400 meta-análises e uma combinação de mais de 21.000 estudos, é chocante que tantas escolas e administradores tenham caído na lábia dos vendedores de EdTech.

Horvath não para por aí. Ele ataca outros mitos difundidos por empresas de tecnologia educacional, incluindo a ideia de que o aprendizado personalizado ou “adaptativo” torna os alunos mais inteligentes. Na verdade, ele escreve:

Os algoritmos conseguem identificar respostas erradas, mas não conseguem perceber confusão, interpretar o tom de voz ou distinguir entre uma compreensão profunda e um palpite certeiro. Os professores humanos fazem isso todos os dias.

Com a crescente presença da Inteligência Artificial nas salas de aula, este ponto torna-se crucial. Horvath dedica dois capítulos inteiros aos problemas que envolvem a IA, referindo-se a ela como "a ferramenta que ninguém pediu, resolvendo problemas que ninguém tinha". Ele se baseia fortemente na  obra "Tecnopólio ", de Neil Postman  , neste ponto, enfatizando menos os dados e mais uma filosofia educacional que afirma que, se cometermos os mesmos erros com a IA que cometemos com a EdTech, o dano poderá ser "irreparável". Se você é um estudioso da obra de Postman, esses capítulos certamente lhe serão relevantes. 

Ensinar os alunos a desenvolver habilidades de pensamento crítico e munir-los com uma base de conhecimento concreto é o alicerce necessário para formar um cidadão bem-informado e capaz.

Horvath permite que os leitores mais interessados ​​na aplicação prática se dirijam diretamente ao último terço do livro, onde oferece seções específicas para pais, professores, administradores e líderes escolares. Ao longo do livro, encontram-se páginas com exemplos de cartas, tabelas, políticas e formulários que serão úteis para o leitor interessado.

No geral, achei "A Ilusão Digital"  extremamente envolvente, repleto de pesquisas e muito prático, embora tenha apresentado alguns deslizes. O prólogo afirma que, "em nível social, estamos enfrentando desafios muito mais complexos e abrangentes do que quaisquer outros na história da humanidade". Como estudante iniciante de história, considero essa afirmação um tanto dramática e desnecessária. É perfeitamente aceitável dizer que temos problemas que precisam ser resolvidos sem afirmar que nossos problemas são maiores do que os de qualquer outra pessoa. Devemos nos  preocupar  em criar uma geração de jovens que sofre com o declínio do rigor educacional, mas não podemos esquecer que a educação formal para todos os jovens, especialmente meninas e jovens de famílias de baixa renda, é um fenômeno relativamente recente.

Além disso, Horvath cita a “superpopulação” como um desafio social com o qual precisamos nos preocupar. Essa afirmação não só não é sustentada por  dados atuais , como também não tem relação alguma com sua tese e, juntamente com outros comentários semelhantes, revela mais sobre suas posições políticas. Como defensor dessa área há quase uma década, posso afirmar que os temas que ele aborda são bipartidários, ¹ portanto, gostaria que ele não tivesse complicado ainda mais a situação.

Horvath vê claramente as escolas como  a  força estabilizadora da sociedade. Ele defende a ideia de que as escolas não estão quebradas e precisam de um salvador digital (como alegam as empresas de tecnologia educacional), mas sim que estão funcionando, porém necessitando de uma reestruturação. Se Horvath estiver certo de que o problema é a tecnologia educacional (e acredito que, em grande parte, ele esteja), ainda falta clareza sobre como reparar os danos. 

Horvath apresenta um excelente plano para  desacelerar  o uso da tecnologia educacional, mas deixa de abordar muitas preocupações persistentes, como a capacitação de professores mais jovens e menos experientes em métodos de ensino tradicionais (muitos dos quais eles podem nem ter observado enquanto alunos), como reverter os testes online obrigatórios e alternativas ao SAT, agora exclusivamente digital. Mais urgente ainda: o que pode ser feito pelos alunos que já sofreram com os prejuízos dos programas de um dispositivo por aluno? Para ser justo, tudo isso daria um livro inteiro.

Por fim, Horvath expõe sua visão de mundo por completo, escrevendo: "as escolas devem retomar seu papel primordial — não como fornecedoras de conteúdo, mas como criadoras de significado". Qualquer pessoa com convicções religiosas ou uma visão rígida da família se incomodará com isso, o que não me surpreendeu, visto que Horvath também nunca ofereceu o ensino domiciliar ou o  modelo clássico de educação  como alternativas viáveis ​​para as famílias.

Ainda assim, dada a atenção dada ao tempo gasto em frente às telas e à infância,  "A Ilusão Digital"  chega em um momento oportuno para causar um impacto muito necessário. Se você é professor, administrador ou pai/mãe de crianças em idade escolar, recomendo fortemente que leia este livro. Só não se surpreenda se o seu próximo passo for arregaçar as mangas; os jovens vão precisar da nossa ajuda.
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January 26, 1:27 PM
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EJA integrada a curso técnico fica abaixo da meta 

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Vista como forma de promover a inclusão social e produtiva de quem não pôde estudar na idade adequada, a articulação entre a EJA (Educação de Jovens e Adultos) e a qualificação profissional ainda avança lentamente no país. Nessa modalidade, o aluno conclui o ensino fundamental ou médio enquanto realiza um curso técnico, integrando a formação básica ao desenvolvimento de habilidades de uma profissão.
Em 2024, 6% das matrículas da EJA estavam vinculadas à EPT (Educação Profissional e Tecnológica), índice abaixo dos 25% previstos no PNE (Plano Nacional de Educação). São 140.042 matrículas integradas em um universo de 2,39 milhões, segundo dados do Painel de Monitoramento do PNE, do Inep. Para cumprir o objetivo, seriam necessárias quase 600 mil.

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