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January 25, 3:58 PM
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A formação médica na berlinda

A formação médica na berlinda | Inovação Educacional | Scoop.it

Não se pode aceitar a naturalização de um modelo em que o mercado lucra com a formação médica, o estudante vulnerável vira “dano colateral” e o paciente assume o risco final
Por Daniel Becker
Os resultados assustadores do Enamed chamaram a atenção da sociedade: cerca de 30% das faculdades de medicina avaliadas tiveram desempenho insatisfatório —privadas na sua grande maioria —, e aproximadamente 14 mil alunos estão em cursos que receberam conceitos 1 e 2.
O Brasil tem 448 escolas médicas, segundo lugar no mundo. Cerca de 150 novas faculdades foram abertas desde o governo Temer. Em 2025, perto de 40 mil alunos concluíram o curso, sendo quase 80% em instituições privadas.
O mais grave é que esses formandos se tornam médicos e entram no sistema, e com frequência pelas portas mais difíceis: as emergências hospitalares, especialmente nas periferias, em solitários plantões noturnos – justamente onde seriam mais necessários experiência e boa formação, discernimento e capacidade de agir sob pressão. Quando a formação falha, o paciente mais vulnerável paga. O Enamed, portanto, revela não só uma falha educacional grave, mas também um problema de segurança assistencial. A formação médica vem sendo capturada por uma lógica de mercado agressiva. Grandes conglomerados educacionais, com ações em bolsa, fazem do curso médico seu produto premium. Só que laboratórios, prática supervisionada, preceptoria, hospital-escola, tudo isso custa caro. Dar retorno financeiro para o acionista significa, obrigatoriamente, reduzir custos, que por sua vez implica em reduzir a qualidade. Justamente por isso os EUA, o mais capitalista dos países, acabou com as faculdades médicas privadas no início do século XX.
O aluno, porém, compra um sonho. E também endividamento, para milhares de jovens de baixa renda. Bolsistas parciais do Prouni, estudantes financiados pelo Fies ou famílias se sacrificam para pagar mensalidades altíssimas. Saem, muitas vezes, com formação frágil e uma dívida brutal.
O estudante rico consegue corrigir falhas na sua formação: cursinhos paralelos, estágios informais, redes de contato. Paga 15 ou 20 mil reais por mês, faz festas milionárias no meio da graduação e, se algo der errado, a família compra soluções. O estudante pobre não tem plano B. Ele vai direto para o serviço onde o país mais precisa — e onde seu despreparo é mais angustiante e perigoso.
Temos políticas públicas inteligentes, que vinculam o trabalho na atenção básica e no interior do país à redução de dívida. Mas esses programas não podem funcionar como válvula de escape para faculdades ruins. Não faz sentido o Estado ajudar o aluno a pagar a dívida e, ao mesmo tempo, fechar os olhos para instituições que entregam uma formação deficiente. Elas devem ser responsabilizadas.
Para além do ranking, o Enamed deve ser um instrumento de acompanhamento do estudante. Avaliações no segundo, quarto e sexto anos, como anunciado, podem identificar cedo lacunas de aprendizagem e obrigar a instituição a corrigi-las, por exemplo, com reforços e prática clínica supervisionada.
Se o Brasil avançar para um exame de proficiência obrigatório para o registro profissional, há algo perverso que precisa ser evitado: punir o recém-formado e absolver a faculdade. Reprovou? A escola deve garantir, sem custo adicional, um ciclo adequado de remediação. Reprova sistematicamente? Deve perder vagas, financiamento público e até o direito de formar médicos.
Avaliar deve servir para proteger o aluno, que acreditou na promessa de boa formação; e o paciente, que não escolhe quem o atende. O que não se pode aceitar é a naturalização de um modelo em que o mercado lucra com a formação médica, o estudante vulnerável vira “dano colateral” e o paciente assume o risco final. Medicina não deveria ser mercadoria, e o jovem médico não pode ser descartável.
Precisamos de médicos bem formados. E para isso, precisamos também ampliar as vagas e garantir a qualidade da residência médica – a melhor maneira de garantir uma boa formação.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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January 26, 4:20 PM
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Tempo, ciência e futuro

Tempo, ciência e futuro | Inovação Educacional | Scoop.it
Entre pesquisas de ponta, novos cursos e parcerias com empresas, as universidades brasileiras se movem para a corrida da inteligência artificial. Para transformar saber acumulado em inovação prática, formar talentos e afirmar protagonismo estratégico na era da IA, a academia se mobiliza, sabendo que hesitar pode custar o lugar na história
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January 26, 4:18 PM
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Filantropia científica em tempos de crise: lições do Brasil

Filantropia científica em tempos de crise: lições do Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
A experiência brasileira oferece aprendizados para fortalecer a resiliência da ciência e inspirar uma filantropia mais colaborativa e transnacional 
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January 26, 2:44 PM
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Bets registram receita bruta de R$ 37 bilhões em 2025

As empresas de apostas esportivas e jogos on-line, as chamadas bets, registraram receita bruta de R$ 37 bilhões no acumulado de 2025, segundo a Secretária de Prêmios e Apostas (SPA). É sobre este montante que recai a obrigação de que 12% sejam convertidos em destinações legais. O valor de prêmios pagos não foi divulgado.
Além disso, foram arrecadados, aproximadamente, R$ 2,5 bilhões referentes às outorgas de autorização pagas pelos agentes operadores autorizados e R$ 95,5 milhões em taxas de fiscalização, também pagas pelas empresas do setor, até dezembro.
Autoexclusão de sites de aposta
A SPA também informou que mais de 217 mil apostadores realizaram pedidos de autoexclusão de contas em sites de apostas na plataforma que foi lançada em dezembro pelo Ministério da Fazenda. Os pedidos de exclusões foram feitos em 40 dias de funcionamento da Plataforma Centralizada de Autoexclusão.
O motivo mais frequente (37%) foi a “perda de controle sobre o jogo - saúde mental”, seguido por “prevenir que meus dados sejam utilizados por plataformas de apostas” (25%). A maioria das autoexclusão (73%) é de período indeterminado, e 19% são pedidos de autobloqueio por um ano.
As bets autorizadas já eram obrigadas a oferecer aos cidadãos mecanismos de autoexclusão em seus respectivos sites e aplicativos (essa possibilidade permanece disponível). Com o sistema do governo federal, no ar desde 12 de dezembro, as pessoas podem solicitar, voluntariamente, de uma só vez, o bloqueio de seus acessos a todas as contas que tenham em sites de apostas.
O sistema permite, ainda, que o CPF do solicitante fique indisponível para novos cadastros e para recebimento de publicidades direcionadas das bets. Além disso, a ferramenta fornece informações sobre pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) onde o cidadão pode buscar ajuda para tratar da saúde mental.
Em um ano de mercado regulado para apostas de quota fixa no Brasil, a SPA registrou mais de 25 mil sites ilegais bloqueados em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As 79 empresas autorizadas a operar no país reportaram que 25,2 milhões de brasileiros fizeram apostas ao longo de 2025.

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January 26, 1:56 PM
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Intelectuais em declínio

Intelectuais em declínio | Inovação Educacional | Scoop.it

Harvard cortou 60% das vagas de doutorado em ciências humanas. Chicago pausou admissões em história da arte, estudos de cinema, literatura comparada e mais de uma dúzia de outros programas. Brown suspendeu-as em seis departamentos de humanidades. Em Plymouth, a administração planeja fundir artes, literatura e áreas afins numa coisa só. A lista cresce a cada semana. A universidade americana está se sinificando rapidamente.
A referência é o 15º Plano Quinquenal, que faz da inovação científica e tecnológica o "elemento central" no projeto de tornar a China a principal economia do mundo até 2035 e posiciona a educação como meio a serviço desse fim. Mais de 20% dos programas acadêmicos foram reestruturados nos últimos dois anos, priorizando IA, semicondutores e ciências, gerando uma relação de 4-1 entre Stem e formação humanística, considerada ruim para o país por pesquisadores do banco central local.
Trump, invocando Calígula, foi além. Cancelou 1.400 bolsas, demitiu 65% dos funcionários públicos federais ligados às humanas e redirecionou o dinheiro para um jardim de estátuas de heróis americanos. As duas grandes potências chegaram a mais um consenso: a universidade técnica é bem mais fácil de domesticar do que a universidade crítica.
Esses fatores institucionais, porém, não esgotam o diagnóstico. O intelectual não está apenas sob ataque, muitas vezes, na forma de fogo amigo. Está perdendo retorno. Plataformas digitais recompensam presença contínua e opinião rápida —não reflexão acumulada— e em ambientes governados pela atenção, profundidade vira desvantagem.
Tom Nichols chamou isso de morte social da expertise. Não é coincidência que 55% dos jovens obtenham notícias de TikTok e Instagram, não de fontes tradicionais, nem que livros de não-ficção tenham registrado em 2024 a pior venda da série histórica no Reino Unido.
É nesse cenário que a IA atua como fator de transição. Sistemas conversacionais aprendem, sintetizam e argumentam. Para um jovem de 18 anos, apostar que quatro anos de formação intelectual produzirão vantagem analítica sobre algoritmos erigidos a prioridades nacionais, cujo QI cresce mais rápido do que o de uma criança, tornou-se objetivamente arriscado.
O cálculo é individual, não ideológico, e é reforçado tacitamente pelo fato de que a máquina responde a uma demanda clássica do pensamento humanístico: a curiosidade difusa sobre o mundo, a moral e o sentido das coisas.
Mais do que um psicólogo de bolso, o que se vê é a IA se desdobrar em verbetes ad hoc e filosofia simples sob demanda. Isso é poderoso em uma época em que não faltam livros, mas tempo social para as ideias que exigem duração.
Desde o século 18, o ocidente ancora seu diferencial na formação de intelectuais, isto é, de uma classe média improdutiva que reclama de tudo e vez ou outra tem uma ideia genial. Sua vitalidade sempre esteve atrelada ao apetite para investir em ideias antes da execução e é possível que a IA seja a última grande invenção dessa Era, ao deslocar a disputa pela hegemonia planetária para um terreno mais propício a sistemas capazes de alinhar esforço coletivo em torno de objetivos explícitos, com menor tolerância às idiossincrasias reflexivas.
Quando pensar deixa de gerar retorno, não é o pensamento que desaparece. É o intelectual.

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January 26, 1:48 PM
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Limitar o tempo de tela para crianças já não é suficiente, revela novo relatório dos EUA

Limitar o tempo de tela para crianças já não é suficiente, revela novo relatório dos EUA | Inovação Educacional | Scoop.it
A Academia Americana de Pediatria divulgou novas diretrizes sobre como proteger a saúde mental das crianças na era digital, enfatizando a necessidade de mudanças sistêmicas, bem como o envolvimento dos pais que vai além da limitação do tempo de uso de telas.

Jessica Schleider, psicóloga especializada em adolescentes e professora da Universidade Northwestern, cujo laboratório desenvolve intervenções digitais para a saúde mental, afirmou que a nova declaração política foi “realmente revigorante”, pois contrasta com a visão convencional que coloca grande parte da responsabilidade pela segurança dos filhos sobre os pais. Conselhos comuns como “limitar o acesso individual dos jovens às telas” ou pedir aos pais que monitorem cada movimento digital dos filhos “não são apenas impossíveis, mas, especialmente para os adolescentes, podem ser invasivos”, disse Schleider.

Em vez disso, a AAP está "dando mais ênfase à responsabilidade estrutural das empresas e da sociedade", disse Schleider. A declaração recomenda regulamentações que limitem "conteúdo explícito, sexualizado, comercializado ou prejudicial para jovens", incluindo algoritmos que levam adolescentes e crianças a caminhos sem fim com temas nocivos.

Esta orientação também é mais matizada do que as recentes medidas que visavam a proibição total das redes sociais para certos grupos etários. No mês passado, a Austrália impôs uma proibição a todas as contas de redes sociais para jovens com menos de 16 anos.

Schleider afirma que a proibição é "muito lamentável", pois, embora as plataformas de redes sociais sejam de fato projetadas de forma prejudicial, as proibições não tornam essas plataformas mais seguras.

“As redes sociais são o primeiro e, muitas vezes, o único lugar onde os jovens procuram ajuda e apoio, e cortar esse acesso repentinamente, sem aviso prévio, tem consequências muito negativas”, disse ela.

Em sua própria pesquisa , Schleider descobriu que jovens que precisam de tratamento de saúde mental têm maior probabilidade de obtê-lo em estados que não exigem consentimento dos pais. Este é um exemplo de por que, na visão de Schleider, é mais saudável para os adolescentes terem certo nível de autonomia em suas vidas digitais.

A declaração de política da AAP inclui conselhos para pais e outros cuidadores, incluindo o monitoramento dos hábitos digitais de toda a família e a configuração de controles parentais.

A Dra. Tiffany Munzer, pediatra comportamental do desenvolvimento da Universidade de Michigan e principal autora da declaração, disse que "é difícil monitorar as telas 24 horas por dia, 7 dias por semana", mas recomenda "verificar de tempos em tempos para ver o que as crianças estão fazendo".

Teri McKean, diretora de operações de apoio em crises da Aliança Nacional de Doenças Mentais (NAMI) em Chicago, tem quatro filhos com idades entre nove e 24 anos. Ela usa um sistema de controle parental do Google que monitora o celular de sua filha de treze anos, exigindo que ela peça permissão antes de baixar qualquer aplicativo, e que sinaliza “qualquer conteúdo que possa ser considerado problemático em suas comunicações”. O sistema também define limites de tempo de uso da tela.

Mas McKean não se baseia apenas em aplicativos para monitorar o comportamento de seus filhos — ela também conversa com eles sobre isso.

“Todo dia é a mesma coisa: ‘Mãe, posso usar o Snapchat? Mãe, posso usar o Instagram?’ E eu respondo: ‘Você já passa tempo demais no celular’”, disse McKean. Sua filha de treze anos concorda.

Manter o diálogo aberto é essencial, enfatizou Munzer.

“Pergunte às crianças: o que vocês gostaram naquele [jogo]? Viram algum anúncio na tela? Isso abre um pouco a janela para a experiência da criança”, disse Munzer, observando que é importante “construir esses canais de comunicação desde cedo”, não apenas para ajudar os pais a entenderem o mundo digital dos filhos, mas também para fortalecer o relacionamento com eles. Encarar as redes sociais como uma atividade em grupo também pode torná-las menos isolantes e fortalecer os laços familiares.

McKean gosta de assistir a vídeos nas redes sociais com seus filhos: “Os vídeos de pais fãs de K-Pop Demon Hunters são muito engraçados . Os pais realmente curtem a música, e todos nós gostamos de rir disso.”

Embora Ben Blair, um educador de Chicago com filhos de 10 e 14 anos, diga que valoriza a comunicação, certos assuntos são difíceis de abordar. Ele hesita em falar com seu filho adolescente sobre exploração sexual, prática na qual adultos manipulam menores, geralmente meninos, para que compartilhem imagens explícitas com o objetivo de chantageá-los.

Ele conversa abertamente com o filho sobre consentimento sexual, mas uma conversa sobre exploração sexual seria "um lembrete tão forte de que ele está entrando em uma fase da vida em que não estará mais protegido do mal. Há um sentimento profundo de que partes de sua infância jamais voltarão", disse Blair.

Munzer e Schleider concordaram que pode parecer impossível para os pais tomarem as decisões certas no atual cenário digital. É por isso que acreditam que os legisladores deveriam investir mais em responsabilizar as empresas de mídia digital pelos danos que causam aos menores e em garantir que as crianças tenham acesso a “terceiros espaços” seguros, como atividades extracurriculares e áreas verdes.

“O sistema está estruturado para que os pais fracassem, independentemente da escolha que façam. E por sistema, quero dizer como essas redes sociais, aplicativos e espaços online são arquitetados para manter a atenção voltada para eles”, disse Schleider, “e não para proteger o bem-estar dos jovens”.

Para Blair, abrir mão disso parece irresponsável. Ele disse que, se compararmos smartphones a carros, é dever dos pais "ser o cinto de segurança, mesmo quando é terrivelmente desconfortável... Espero que todos os pais possam assumir isso, que é péssimo ser o cinto de segurança."
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January 26, 1:34 PM
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How the reliance on computers in classrooms impacts students

Dr. Jared Cooney Horvath, a neuroscientist and director at LME Global, joins "CBS News 24/7 Mornings" to discuss his new book "The Digital Delusion," where he examines the impact of increased reliance on computers in classrooms. Horvath also talks about his recent article in The Free Press, a Paramount publication.

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January 26, 1:25 PM
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Promoting Well-being in Digital Education, Proposal for a Model of Emerging Practices

Promoting Well-being in Digital Education, Proposal for a Model of Emerging Practices | Inovação Educacional | Scoop.it
This study examines the integration of well-being principles into digital education within the European Union, emphasizing the necessity for comprehensive policies that prioritize Well-being in Digital Education (WBDE). The research highlights the critical need for balanced use of digital technologies, advocating for age-appropriate and purposeful integration to mitigate negative impacts on physical, psychological, and social well-being. Key considerations such as data privacy, safety, and accessibility as well as promoting positive social interactions are identified as essential design elements that support learner well-being. The persistent digital divide emerges as a significant barrier, with recommendations to address disparities in digital competences and access to technology. The study underscores the effectiveness of a whole-school approach combined with community involvement, fostering a shared responsibility among school leaders, educators, learners, parents, and the community. Collaboration among stakeholders, including policymakers and EdTech providers, is essential to develop strategies that integrate well-being principles into both school and home environments. This research suggests that through integrated policies, mindful technology use, and collaborative efforts, educational systems can create supportive, inclusive, and well-rounded digital learning environments.
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January 26, 1:14 PM
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A inteligência artificial potencializou os cientistas, mas pode ter encolhido a ciência

À medida que ferramentas de inteligência artificial como o ChatGPT ganham espaço em empresas e universidades, um refrão familiar se torna difícil de ignorar: a IA não vai te substituir, mas alguém que usa IA pode.
Um artigo publicado hoje na Nature sugere que essa divisão já está criando vencedores e retardatários nas ciências naturais. Na maior análise desse tipo até o momento , pesquisadores descobriram que os cientistas que adotam qualquer tipo de IA — desde os primeiros métodos de aprendizado de máquina — consistentemente obtêm os maiores avanços profissionais. Os que adotam IA publicaram três vezes mais artigos, receberam cinco vezes mais citações e alcançam posições de liderança mais rapidamente do que seus colegas que não utilizam IA.
Mas a ciência como um todo está pagando o preço, sugere o estudo. O trabalho impulsionado por IA não só tende a se concentrar nos mesmos problemas recorrentes, como também leva a uma literatura científica menos interconectada, com menos estudos interagindo e se baseando uns nos outros.
“Fiquei realmente impressionado com a escala e o alcance desta análise”, diz Yian Yin, cientista social computacional da Universidade Cornell, que estudou o impacto de grandes modelos de linguagem (LLMs) na pesquisa científica . “A diversidade de ferramentas de IA e as maneiras muito diferentes como usamos a IA na pesquisa científica tornam extremamente difícil quantificar esses padrões.”
Esses resultados deveriam soar como um alerta para toda a comunidade, acrescenta Lisa Messeri, antropóloga sociocultural da Universidade de Yale. "A ciência nada mais é do que um esforço coletivo", afirma. "É preciso haver uma profunda reflexão sobre o que fazemos com uma ferramenta que beneficia indivíduos, mas destrói a ciência."
Para descobrir essas tendências, os pesquisadores começaram com mais de 41 milhões de artigos publicados entre 1980 e 2025 nas áreas de biologia, medicina, química, física, ciência dos materiais e geologia. Primeiro, eles enfrentaram um grande obstáculo: descobrir quais artigos usavam IA, uma categoria que abrange desde os primórdios do aprendizado de máquina até os atuais modelos de aprendizado de máquina baseados em lógica (LLMs). "Isso é algo que as pessoas vêm tentando descobrir há anos, senão décadas", diz Yin.
A solução da equipe foi, apropriadamente, usar a própria IA. Os pesquisadores treinaram um modelo de linguagem para analisar títulos e resumos e sinalizar artigos que provavelmente utilizavam ferramentas de IA, identificando cerca de 310.000 artigos desse tipo no conjunto de dados. Em seguida, especialistas humanos revisaram amostras dos resultados e confirmaram que o modelo era tão preciso quanto um revisor humano.
Com esse subconjunto de artigos, os pesquisadores puderam então mensurar o impacto da IA ​​no ecossistema científico. Ao longo das três principais eras da IA ​​— aprendizado de máquina de 1980 a 2014, aprendizado profundo de 2016 a 2022 e IA generativa de 2023 em diante — os artigos que utilizaram IA receberam quase o dobro de citações por ano em comparação com aqueles que não a utilizaram. Os cientistas que adotaram a IA também publicaram 3,02 vezes mais artigos e receberam 4,84 vezes mais citações ao longo de suas carreiras.
Os benefícios também se estenderam às trajetórias de carreira. Ao analisar 2 milhões de pesquisadores no conjunto de dados, a equipe descobriu que os cientistas juniores que usavam IA tinham menos probabilidade de abandonar a academia e mais probabilidade de se tornarem líderes de pesquisa consolidados, fazendo isso quase 1,5 ano antes do que seus colegas que não a utilizavam.
Mas o que era bom para os indivíduos não era bom para a ciência. Quando os pesquisadores analisaram a abrangência geral dos tópicos abordados por pesquisas baseadas em IA, descobriram que os artigos sobre IA cobriam 4,6% menos território do que os estudos científicos convencionais.
Essa aglomeração, segundo a hipótese da equipe, resulta de um ciclo de feedback: problemas populares motivam a criação de conjuntos de dados massivos, esses conjuntos de dados tornam o uso de ferramentas de IA atraente e os avanços obtidos com o uso de ferramentas de IA atraem mais cientistas para os mesmos problemas. "Somos como animais de matilha", diz o coautor do estudo, James Evans, cientista social computacional da Universidade de Chicago.
Essa aglomeração também se manifesta nas conexões entre os artigos. Em muitas áreas, novas ideias surgem por meio de densas redes de artigos que se citam mutuamente, refinam métodos e lançam novas linhas de pesquisa. Mas os artigos baseados em IA geraram 22% menos engajamento em todas as disciplinas das ciências naturais. Em vez disso, tenderam a orbitar um pequeno número de artigos de grande destaque, com menos de um quarto dos artigos recebendo 80% das citações.
“Quando sua atenção é atraída por artigos de destaque como o AlphaFold [o modelo de dobramento de proteínas], tudo o que você pensa é em como pode se basear no AlphaFold e superar os outros”, diz Fengli Xu, coautor do estudo e professor da Universidade Tsinghua. “Mas se todos escalarmos as mesmas montanhas, haverá muitos campos que não exploraremos.”
“A ciência está passando por um nível de transformação sem precedentes”, afirma Dashun Wang, pesquisador da ciência da ciência na Universidade Northwestern. A ascensão meteórica da IA ​​generativa — que está remodelando os fluxos de trabalho de pesquisa mais rapidamente do que muitas instituições científicas conseguem acompanhar — só aumenta a pressão e torna o futuro da ciência menos previsível, completa ele.
Mas o estreitamento do escopo da ciência ainda pode ser reversível. Uma maneira de reagir, diz Zhicheng Lin, psicólogo da Universidade Yonsei que estuda a ciência da ciência, é construir conjuntos de dados melhores e maiores em áreas que ainda não fizeram muito uso de IA. "Não vamos melhorar a ciência forçando uma mudança em relação às abordagens que dependem muito de dados", afirma. "Um futuro mais promissor envolve tornar os dados mais abundantes em mais domínios."
Mais adiante, os futuros sistemas de IA também deverão evoluir, deixando de se limitar ao processamento de dados e se tornando agentes autônomos capazes de criatividade científica , o que poderia expandir novamente os horizontes da ciência, afirma Yong Li, coautor do estudo e pesquisador de IA e ciência da ciência na Universidade Tsinghua.
Até lá, diz Evans, a comunidade científica precisa lidar com o impacto dessas ferramentas nos incentivos em geral. "Não acho que seja assim que a IA deva moldar a ciência", afirma. "Queremos um mundo em que o trabalho aprimorado por IA, que está recebendo mais financiamento e se tornando cada vez mais frequente, esteja gerando novos campos de pesquisa — em vez de apenas dificultar a busca por respostas em questões antigas."

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January 26, 12:41 PM
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Moinhos de Vento, do RS, realiza vestibular de medicina

Moinhos de Vento, do RS, realiza vestibular de medicina | Inovação Educacional | Scoop.it

A Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento, vinculada ao Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, abriu as inscrições abertas para o vestibular de medicina. O processo seletivo marca a estreia da instituição na formação médica de graduação.
As inscrições devem ser realizadas no site da Fundação Vunesp, responsável pela organização e aplicação da prova, até segunda-feira (26).

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January 26, 12:39 PM
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Enamed: Cursos privados do interior reúnem piores notas 

Enamed: Cursos privados do interior reúnem piores notas  | Inovação Educacional | Scoop.it

Os dados da primeira edição do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) 2025, divulgados na última segunda-feira (19), mostram que faculdades de medicina privadas criadas na última década, após a Lei do Mais Médicos, e localizadas em cidades do interior, com menos de 300 mil habitantes, concentram os piores resultados.
Entre as 24 escolas médicas que receberam nota 1 no exame (conceito crítico), só uma é pública. Dezoito delas foram abertas a partir de 2014. Das 83 instituições com nota 2 (conceito insuficiente), só 4 são públicas e 45 (54%) surgiram após esse ano.
Do total de 107 faculdades com conceitos 1 e 2 —o equivalente a 30,7% dos cursos participantes— , 63 funcionam em cidades do interior com menos de 300 mil habitantes. Juntas, reúnem quase 14 mil estudantes. A prova é feita por alunos concluintes dos cursos de graduação.

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January 26, 12:37 PM
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Former Googlers seek to captivate kids with an AI-powered learning app

Former Googlers seek to captivate kids with an AI-powered learning app | Inovação Educacional | Scoop.it
Big Tech companies and upcoming startups want to use generative AI to build software and hardware for kids. A lot of those experiences are limited to text or voice, and kids might not find that captivating. Three former Google employees want to get over that hurdle with their generative AI-powered interactive app, Sparkli.
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January 25, 3:58 PM
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A formação médica na berlinda

A formação médica na berlinda | Inovação Educacional | Scoop.it

Não se pode aceitar a naturalização de um modelo em que o mercado lucra com a formação médica, o estudante vulnerável vira “dano colateral” e o paciente assume o risco final
Por Daniel Becker
Os resultados assustadores do Enamed chamaram a atenção da sociedade: cerca de 30% das faculdades de medicina avaliadas tiveram desempenho insatisfatório —privadas na sua grande maioria —, e aproximadamente 14 mil alunos estão em cursos que receberam conceitos 1 e 2.
O Brasil tem 448 escolas médicas, segundo lugar no mundo. Cerca de 150 novas faculdades foram abertas desde o governo Temer. Em 2025, perto de 40 mil alunos concluíram o curso, sendo quase 80% em instituições privadas.
O mais grave é que esses formandos se tornam médicos e entram no sistema, e com frequência pelas portas mais difíceis: as emergências hospitalares, especialmente nas periferias, em solitários plantões noturnos – justamente onde seriam mais necessários experiência e boa formação, discernimento e capacidade de agir sob pressão. Quando a formação falha, o paciente mais vulnerável paga. O Enamed, portanto, revela não só uma falha educacional grave, mas também um problema de segurança assistencial. A formação médica vem sendo capturada por uma lógica de mercado agressiva. Grandes conglomerados educacionais, com ações em bolsa, fazem do curso médico seu produto premium. Só que laboratórios, prática supervisionada, preceptoria, hospital-escola, tudo isso custa caro. Dar retorno financeiro para o acionista significa, obrigatoriamente, reduzir custos, que por sua vez implica em reduzir a qualidade. Justamente por isso os EUA, o mais capitalista dos países, acabou com as faculdades médicas privadas no início do século XX.
O aluno, porém, compra um sonho. E também endividamento, para milhares de jovens de baixa renda. Bolsistas parciais do Prouni, estudantes financiados pelo Fies ou famílias se sacrificam para pagar mensalidades altíssimas. Saem, muitas vezes, com formação frágil e uma dívida brutal.
O estudante rico consegue corrigir falhas na sua formação: cursinhos paralelos, estágios informais, redes de contato. Paga 15 ou 20 mil reais por mês, faz festas milionárias no meio da graduação e, se algo der errado, a família compra soluções. O estudante pobre não tem plano B. Ele vai direto para o serviço onde o país mais precisa — e onde seu despreparo é mais angustiante e perigoso.
Temos políticas públicas inteligentes, que vinculam o trabalho na atenção básica e no interior do país à redução de dívida. Mas esses programas não podem funcionar como válvula de escape para faculdades ruins. Não faz sentido o Estado ajudar o aluno a pagar a dívida e, ao mesmo tempo, fechar os olhos para instituições que entregam uma formação deficiente. Elas devem ser responsabilizadas.
Para além do ranking, o Enamed deve ser um instrumento de acompanhamento do estudante. Avaliações no segundo, quarto e sexto anos, como anunciado, podem identificar cedo lacunas de aprendizagem e obrigar a instituição a corrigi-las, por exemplo, com reforços e prática clínica supervisionada.
Se o Brasil avançar para um exame de proficiência obrigatório para o registro profissional, há algo perverso que precisa ser evitado: punir o recém-formado e absolver a faculdade. Reprovou? A escola deve garantir, sem custo adicional, um ciclo adequado de remediação. Reprova sistematicamente? Deve perder vagas, financiamento público e até o direito de formar médicos.
Avaliar deve servir para proteger o aluno, que acreditou na promessa de boa formação; e o paciente, que não escolhe quem o atende. O que não se pode aceitar é a naturalização de um modelo em que o mercado lucra com a formação médica, o estudante vulnerável vira “dano colateral” e o paciente assume o risco final. Medicina não deveria ser mercadoria, e o jovem médico não pode ser descartável.
Precisamos de médicos bem formados. E para isso, precisamos também ampliar as vagas e garantir a qualidade da residência médica – a melhor maneira de garantir uma boa formação.

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January 26, 4:21 PM
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Uma nova porta de entrada no mercado de trabalho na era da IA

Uma nova porta de entrada no mercado de trabalho na era da IA | Inovação Educacional | Scoop.it
A natureza mutável dos empregos significa que os trabalhadores precisam de novos percursos de educação e formação que se adaptem a essa realidade
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January 26, 4:18 PM
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IA na educação: Quando a tecnologia ensina, quem aprende?

IA na educação: Quando a tecnologia ensina, quem aprende? | Inovação Educacional | Scoop.it
As plataformas digitais reconfiguram a escola à sua imagem, individualizando o ensino e reduzindo o papel do professor. Por isso, no processo educacional, o decisivo não é a tecnologia, mas quem a controla e a desenha. Oferecer a velha educação com uma roupagem tecnológica, embora lucrativo e fácil, não garante preparar as crianças para os grandes desafios que terão de enfrentar
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January 26, 3:15 PM
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Como reduzir o abismo nos investimentos em IA

Como reduzir o abismo nos investimentos em IA | Inovação Educacional | Scoop.it
A atual concentração de financiamento em IA em aplicações orientadas ao lucro cria um padrão preocupante de aumento das desigualdades. Organizações de inovação social ao redor do mundo estão encontrando formas de superar esse desafio
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January 26, 2:42 PM
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Comissão aprova projeto que proíbe que professores sejam substituídos por inteligência artificial nas escolas - Notícias

Comissão aprova projeto que proíbe que professores sejam substituídos por inteligência artificial nas escolas - Notícias | Inovação Educacional | Scoop.it
A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei 3003/25, que veda a substituição de docentes por sistemas de inteligência artificial (IA) em instituições de ensino de todo o Brasil.

O objetivo é garantir que o ensino permaneça como uma atividade exclusivamente humana. O texto estabelece que a tecnologia deva ser uma ferramenta de apoio, sem ocupar o lugar do docente na educação básica e superior.

Regras
A proposta prevê regras claras para o uso de tecnologias nas salas de aula de escolas e universidades.

Pelo texto, a IA pode ser usada para auxiliar em pesquisas, correções automáticas ou personalização do ensino, mas nunca para assumir o cargo de professor. Também estabelece que o planejamento das aulas, a avaliação subjetiva dos alunos e a orientação pedagógica devam ser realizados por profissionais da educação formados.

O projeto impõe que a regra vale tanto para a rede pública quanto para a privada, abrangendo desde a educação infantil até o ensino superior e a pós-graduação.

O relator da matéria, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), deu parecer favorável ao texto. Segundo ele, o papel do professor vai além da simples transmissão de dados, envolvendo mediação social, afetiva e pedagógica que a tecnologia ainda não é capaz de replicar.

"A Inteligência Artificial é um avanço extraordinário, mas na educação ela deve servir ao professor e ao aluno, e não eliminar postos de trabalho ou desumanizar o processo de aprendizagem", afirmou o parlamentar.

Próximos Passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
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January 26, 1:49 PM
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Digital Ecosystems, Children, and Adolescents: Policy Statement

Digital Ecosystems, Children, and Adolescents: Policy Statement | Inovação Educacional | Scoop.it
Digital media, including television, the internet, social media, video games, and interactive assistants, form the digital ecosystem. When this digital ecosystem is designed with children’s unique developmental needs in mind, it can support learning and well-being. In contrast, digital ecosystems that prioritize engagement and commercialization often encourage prolonged use, which in turn can displace healthy behaviors (eg, movement behaviors, sleep), and contribute to negative outcomes. This policy statement follows the conceptual framework of the socioecological model, depicting nested circles of care including: children’s own characteristics, their caregivers, the digital ecosystem, as well as broader societal systems. Given the interconnected nature of these influences and systems, “media and children” cannot be viewed solely through the lens of individual child behaviors or screen limits alone. Recommendations are provided for families, pediatric providers, practitioners (eg, psychologists, social workers, counselors, educators, researchers), industry, and policy makers, aiming to provide strengths-based solutions and promote a more child-centered digital ecosystem.
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January 26, 1:43 PM
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Os custos da tecnologia educacional: uma análise de "A Ilusão Digital".

Os custos da tecnologia educacional: uma análise de "A Ilusão Digital". | Inovação Educacional | Scoop.it
cabou a época em que se acreditava ingenuamente que o tempo gasto em frente às telas era benéfico para os jovens. Nos últimos 18 meses, vimos um  aumento significativo de ações legislativas que proíbem o uso de smartphones durante o período escolar, além de uma  profusão de debates  e pesquisas  que documentam os efeitos negativos das redes sociais  na saúde mental dos adolescentes. Não é de se surpreender, portanto, que muitos estejam questionando a quantidade de tempo que os alunos passam em frente às telas durante o período escolar.

Destaques
O novo livro de Jared Cooney Horvath, The Digital Delusion (A Ilusão Digital), é o sinal de alerta e a luz intermitente que seria imprudente ignorarmos.
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Horvath apresenta um excelente plano sobre como desacelerar o uso da tecnologia educacional, mas não aborda preocupações persistentes, como a formação de professores mais jovens e menos experientes.
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O Dr. Horvath analisa a fundo a pesquisa e demonstra que, embora os alunos possam adquirir algum conhecimento com a tecnologia educacional, esse conhecimento é "quase sempre mais lento, superficial e menos duradouro" do que os métodos de ensino tradicionais.
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O que começou como "ensinar alfabetização digital"  se transformou em "programas 1:1 ", nos quais cada aluno recebe um laptop ou tablet, muitas vezes em vez de lápis, papel e livros didáticos. Em 2018, os professores veteranos e coautores de  Screen Schooled , Matt Miles e Joe Clement, questionaram essa nova norma, escrevendo: "Os educadores ficaram tão obcecados em  como  incorporar mais tecnologia na educação dos jovens que se esqueceram de perguntar: '  Deveríamos fazer isso? '". Se Miles e Clement foram os canários na mina de carvão, então o Dr. Jared Cooney Horvath, em seu novo livro,  The Digital Delusion: How Classroom Technology Harms Our Kids' Learning—and How to Help Them Thrive Again,  é a sirene e a luz piscante que seria imprudente ignorar.

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Horvath, neurocientista, educador e autor, inicia  "A Ilusão Digital"  com uma visão geral básica de como o cérebro aprende e um foco em dados nacionais e globais que mostram que, à medida que o tempo de tela na escola aumenta, o aprendizado diminui. Ele logo ressalta que, se um aluno precisa aprender uma habilidade específica para o computador (por exemplo, usar o Excel ou aprender a digitar), então esse é um uso perfeitamente aceitável do tempo de tela, mas quando aplicativos e plataformas que se dizem "tecnologia educacional" (mais conhecida como EdTech ) são usados ​​em diversas disciplinas, a capacidade cognitiva dos alunos será prejudicada.

Aprendizagem, explica Horvath,

Requer foco constante, prospera com a conexão emocional e tem sucesso quando as habilidades podem ser transferidas de forma flexível entre contextos... Quando atrelamos o aprendizado às telas, corremos o risco de criar uma geração alfabetizada em aplicativos, mas analfabeta na vida.

Com a rapidez com que a tecnologia avança, a ideia de que um aluno precise aprender a usar um aplicativo ou site específico como base para desenvolver "habilidades do século XXI" é risível. Ensinar os alunos a desenvolver o pensamento crítico e munir-los com uma base de conhecimento sólido é o alicerce necessário para formar um cidadão bem-informado e capaz.

As empresas de tecnologia educacional (EdTech) tentaram minar essa vantagem alegando alto "engajamento dos alunos" com seus produtos. Horvath ataca essas alegações com maestria, analisando os dados frágeis frequentemente citados para sustentar o lucrativo modelo de negócios da EdTech. Ele investiga a fundo as pesquisas e demonstra que, embora os alunos possam adquirir  algum  conhecimento  com a EdTech, esse conhecimento é "quase sempre mais lento, superficial e menos duradouro" do que o obtido por meio de métodos de ensino tradicionais. Com base em quase 400 meta-análises e uma combinação de mais de 21.000 estudos, é chocante que tantas escolas e administradores tenham caído na lábia dos vendedores de EdTech.

Horvath não para por aí. Ele ataca outros mitos difundidos por empresas de tecnologia educacional, incluindo a ideia de que o aprendizado personalizado ou “adaptativo” torna os alunos mais inteligentes. Na verdade, ele escreve:

Os algoritmos conseguem identificar respostas erradas, mas não conseguem perceber confusão, interpretar o tom de voz ou distinguir entre uma compreensão profunda e um palpite certeiro. Os professores humanos fazem isso todos os dias.

Com a crescente presença da Inteligência Artificial nas salas de aula, este ponto torna-se crucial. Horvath dedica dois capítulos inteiros aos problemas que envolvem a IA, referindo-se a ela como "a ferramenta que ninguém pediu, resolvendo problemas que ninguém tinha". Ele se baseia fortemente na  obra "Tecnopólio ", de Neil Postman  , neste ponto, enfatizando menos os dados e mais uma filosofia educacional que afirma que, se cometermos os mesmos erros com a IA que cometemos com a EdTech, o dano poderá ser "irreparável". Se você é um estudioso da obra de Postman, esses capítulos certamente lhe serão relevantes. 

Ensinar os alunos a desenvolver habilidades de pensamento crítico e munir-los com uma base de conhecimento concreto é o alicerce necessário para formar um cidadão bem-informado e capaz.

Horvath permite que os leitores mais interessados ​​na aplicação prática se dirijam diretamente ao último terço do livro, onde oferece seções específicas para pais, professores, administradores e líderes escolares. Ao longo do livro, encontram-se páginas com exemplos de cartas, tabelas, políticas e formulários que serão úteis para o leitor interessado.

No geral, achei "A Ilusão Digital"  extremamente envolvente, repleto de pesquisas e muito prático, embora tenha apresentado alguns deslizes. O prólogo afirma que, "em nível social, estamos enfrentando desafios muito mais complexos e abrangentes do que quaisquer outros na história da humanidade". Como estudante iniciante de história, considero essa afirmação um tanto dramática e desnecessária. É perfeitamente aceitável dizer que temos problemas que precisam ser resolvidos sem afirmar que nossos problemas são maiores do que os de qualquer outra pessoa. Devemos nos  preocupar  em criar uma geração de jovens que sofre com o declínio do rigor educacional, mas não podemos esquecer que a educação formal para todos os jovens, especialmente meninas e jovens de famílias de baixa renda, é um fenômeno relativamente recente.

Além disso, Horvath cita a “superpopulação” como um desafio social com o qual precisamos nos preocupar. Essa afirmação não só não é sustentada por  dados atuais , como também não tem relação alguma com sua tese e, juntamente com outros comentários semelhantes, revela mais sobre suas posições políticas. Como defensor dessa área há quase uma década, posso afirmar que os temas que ele aborda são bipartidários, ¹ portanto, gostaria que ele não tivesse complicado ainda mais a situação.

Horvath vê claramente as escolas como  a  força estabilizadora da sociedade. Ele defende a ideia de que as escolas não estão quebradas e precisam de um salvador digital (como alegam as empresas de tecnologia educacional), mas sim que estão funcionando, porém necessitando de uma reestruturação. Se Horvath estiver certo de que o problema é a tecnologia educacional (e acredito que, em grande parte, ele esteja), ainda falta clareza sobre como reparar os danos. 

Horvath apresenta um excelente plano para  desacelerar  o uso da tecnologia educacional, mas deixa de abordar muitas preocupações persistentes, como a capacitação de professores mais jovens e menos experientes em métodos de ensino tradicionais (muitos dos quais eles podem nem ter observado enquanto alunos), como reverter os testes online obrigatórios e alternativas ao SAT, agora exclusivamente digital. Mais urgente ainda: o que pode ser feito pelos alunos que já sofreram com os prejuízos dos programas de um dispositivo por aluno? Para ser justo, tudo isso daria um livro inteiro.

Por fim, Horvath expõe sua visão de mundo por completo, escrevendo: "as escolas devem retomar seu papel primordial — não como fornecedoras de conteúdo, mas como criadoras de significado". Qualquer pessoa com convicções religiosas ou uma visão rígida da família se incomodará com isso, o que não me surpreendeu, visto que Horvath também nunca ofereceu o ensino domiciliar ou o  modelo clássico de educação  como alternativas viáveis ​​para as famílias.

Ainda assim, dada a atenção dada ao tempo gasto em frente às telas e à infância,  "A Ilusão Digital"  chega em um momento oportuno para causar um impacto muito necessário. Se você é professor, administrador ou pai/mãe de crianças em idade escolar, recomendo fortemente que leia este livro. Só não se surpreenda se o seu próximo passo for arregaçar as mangas; os jovens vão precisar da nossa ajuda.
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January 26, 1:27 PM
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EJA integrada a curso técnico fica abaixo da meta 

EJA integrada a curso técnico fica abaixo da meta  | Inovação Educacional | Scoop.it

Vista como forma de promover a inclusão social e produtiva de quem não pôde estudar na idade adequada, a articulação entre a EJA (Educação de Jovens e Adultos) e a qualificação profissional ainda avança lentamente no país. Nessa modalidade, o aluno conclui o ensino fundamental ou médio enquanto realiza um curso técnico, integrando a formação básica ao desenvolvimento de habilidades de uma profissão.
Em 2024, 6% das matrículas da EJA estavam vinculadas à EPT (Educação Profissional e Tecnológica), índice abaixo dos 25% previstos no PNE (Plano Nacional de Educação). São 140.042 matrículas integradas em um universo de 2,39 milhões, segundo dados do Painel de Monitoramento do PNE, do Inep. Para cumprir o objetivo, seriam necessárias quase 600 mil.

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January 26, 1:17 PM
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A tecnologia educacional é lucrativa. Mas também é, em grande parte, inútil.

a escola de ensino fundamental pherson, no Kansas, já havia tido experiências negativas com tecnologia educacional, mas em 2022 os líderes escolares estavam prontos para tentar novamente. Eles selecionaram um programa digital chamado ixl a partir de uma lista de recomendações estaduais. O programa prometia instrução personalizada para o nível de cada aluno, gerando ganhos rápidos. A escola o utilizou para atribuir a maior parte das atividades independentes de matemática em sala de aula. "Pensávamos que seria realmente mágico", diz Inge Esping, a diretora.
Não funcionou. “Não fez muita diferença”, diz a Sra. Esping. Os alunos acharam o programa repetitivo, rígido e entediante — e a distração se mostrou irresistível quando estavam usando os laptops fornecidos pela escola. A escola tentou bloquear o YouTube e o Spotify, e depois o e-mail entre alunos. Mas as crianças encontraram soluções alternativas e os professores se ressentiram de suas novas responsabilidades de vigilância. Em 2025, como os pais imploravam há tempos, os alunos devolveram seus laptops, que só são usados ​​raramente. Lápis e papel agora são a regra; o ixl é usado com moderação, para prática rápida de habilidades matemáticas já abordadas pelos professores. Um porta-voz do ixl afirma que a experiência da escola “não é consistente com o que temos visto no Kansas e nos eua ” e que seus programas tiveram um desempenho melhor do que os de outras escolas semelhantes.
Segundo pesquisadores, a experiência de McPherson é um microcosmo dos perigos da tecnologia educacional. Cinquenta anos depois de a Apple ter começado a comercializar computadores para escolas, as salas de aula estão repletas de tecnologia. Cerca de 90% dos alunos do ensino médio e 84% dos alunos do ensino fundamental recebem dispositivos fornecidos pela escola; quatro quintos das crianças do jardim de infância também os recebem. As preocupações com a fragmentação da atenção e a segurança dos dados estão aumentando.
Embora as empresas de tecnologia educacional anunciem grandes ganhos de aprendizado, pesquisas independentes deixaram claro que a tecnologia raramente impulsiona o aprendizado nas escolas — e muitas vezes o prejudica. Uma metanálise de 2024, liderada por Rebecca Silverman, da Universidade Stanford, com base em 119 estudos sobre intervenções tecnológicas na alfabetização inicial, constatou que os estudos descreviam programas que, na melhor das hipóteses, proporcionavam apenas ganhos marginais em testes padronizados. A maioria teve pouco efeito, nenhum efeito ou efeitos prejudiciais. Jared Horvath, neurocientista e autor do livro "A Ilusão Digital", analisou metanálises que abrangem dezenas de milhares de estudos. Seu veredicto: "Em quase todos os contextos, a tecnologia educacional não chega nem perto do limiar mínimo para um impacto significativo no aprendizado."
A prevalência da tecnologia nas escolas deve-se menos a evidências rigorosas do que a um marketing agressivo. Os professores são agora bombardeados diariamente com ofertas de tecnologia gratuita. Em 2024, as escolas americanas gastaram 30 bilhões de dólares em tecnologia educacional. Globalmente, trata-se de uma indústria de 165 bilhões de dólares. A tecnologia realmente economiza dinheiro com livros didáticos e agiliza o planejamento de aulas. Mas os custos de licenciamento e treinamento se acumulam, e muitos professores se sentem sobrecarregados, em vez de libertados, por toda a administração e os painéis de controle.
Tendências de longo prazo levantam a possibilidade de que o aumento do uso de dispositivos eletrônicos em sala de aula seja responsável por um declínio alarmante no desempenho em leitura e outras disciplinas. As notas em 21 testes de referência nacionais aumentaram de 1994 até atingirem o pico entre 2012 e 2015, quando o uso de telas começou a disparar; em seguida, começaram a cair (ver gráfico 1). Nas principais avaliações de matemática, ciências e leitura, de 2011 a 2019, o maior uso de computadores na escola para fins de aprendizagem está correlacionado com notas mais baixas. Em contrapartida, alunos em turmas com uso raro ou nenhum uso de computadores geralmente obtêm as notas mais altas (ver gráfico 2).
A distração é uma provável culpada. Outra é que algumas ferramentas enfatizam a gamificação em detrimento da educação, o que significa que as crianças se concentram mais em ganhar pontos do que em dominar conceitos. Mas existem problemas mais insidiosos, como as maneiras pelas quais as ferramentas digitais enfraquecem a conexão humana e a empatia na sala de aula.
As evidências mostram que os aplicativos podem auxiliar a aprendizagem por meio de exercícios em duas áreas: para certos tipos de dificuldades de aprendizagem e na tutoria adaptativa em domínios específicos com respostas claramente certas e erradas, como ortografia e aritmética. No entanto, embora os alunos possam melhorar com a repetição "dentro do jogo", eles têm dificuldade em transferir o conhecimento para outros contextos, como testes padronizados.
O bom senso indica a necessidade de diferenciar as faixas etárias no que diz respeito à tecnologia. "Principalmente para as crianças mais novas, o mais importante é que elas interajam com outros seres humanos", afirma Jeffrey Greene, da Universidade da Carolina do Norte. Para as faixas etárias mais avançadas, a Sra. Esping e Rodney Trice, superintendente distrital da Carolina do Norte, defendem o uso "limitado e intencional". "A tendência agora é que os dispositivos determinem a atividade, e não o contrário", diz Trice.
Em 2013, Bill Gates observou que levaria uma década para saber se a tecnologia educacional realmente funcionava. Mais de dez anos e centenas de bilhões de dólares depois, a resposta está cada vez mais clara. Emily Cherkin, defensora da educação e mãe indignada, observa: "Imagine se todo esse dinheiro tivesse sido investido em professores. "

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January 26, 1:00 PM
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Torne-se um Expert em IA: IFSC abre inscrições para Curso de Inteligência Artificial EAD com 100 horas | PEBSP

O curso chega em um momento onde a demanda por profissionais letrados digitalmente cresce exponencialmente. Vinculado administrativamente ao Câmpus São José, o curso de Inteligência Artificial dispõe de 200 vagas. A formação é projetada para ser ágil e intensiva, com uma carga horária de 100 horas.

As aulas estão programadas para ocorrer entre abril e junho de 2026. Por ser um curso de Formação Inicial e Continuada (FIC), o objetivo é preparar o estudante rapidamente para compreender e aplicar conceitos fundamentais desta tecnologia que está revolucionando o mercado de trabalho.
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January 26, 12:40 PM
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Internet é desafio para projeto de IA em escolas do Piauí 

Internet é desafio para projeto de IA em escolas do Piauí  | Inovação Educacional | Scoop.it

Premiado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o projeto do Piauí que torna obrigatório o ensino de IA (inteligência artificial) para turmas do 9º ano e do ensino médio ainda enfrenta limitações no acesso à informática.
Iniciado em 2024, o programa, pioneiro no país, está presente em 517 das 640 escolas do estado, alcançando mais de 120 mil estudantes, segundo o governo piauiense.
No ano de implementação, 51,2% do total das escolas estaduais declaravam-se sem internet para uso dos alunos e um terço dizia não oferecer conexão para fins pedagógicos, segundo o Censo Escolar de 2024, levantamento mais recente do Inep.

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January 26, 12:38 PM
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Novo Ensino Médio: mudanças continuam a ser implementadas em 2026; entenda

Novo Ensino Médio: mudanças continuam a ser implementadas em 2026; entenda | Inovação Educacional | Scoop.it

As mudanças no currículo do ensino médio continuam a ser implementadas neste ano - com uma nova carga horária para parte dos estudantes.
Em uma escola está tudo pronto. Mais um ano com o novo ensino médio. A Isabela e a Laura, já conhecem o currículo do primeiro e querem saber como será o do segundo ano.

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January 26, 12:37 PM
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Educating teachers to use AI without harming the planet 

Educating teachers to use AI without harming the planet  | Inovação Educacional | Scoop.it
one of those rare people (there are others out there, right?) who have yet to try ChatGPT or any other generative artificial intelligence program. Part of my hesitation is driven by a vague concern that AI is killing the planet: Researchers predict, for example, that U.S. data centers could consume as much water as 10 million Americans and emit as much carbon as 10 million cars. At the same time, there’s hope that AI could combat climate change, by accelerating research on climate solutions. 
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January 25, 3:33 PM
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Redação Enem: Inep liga notas baixas a repertório de bolso

Redação Enem: Inep liga notas baixas a repertório de bolso | Inovação Educacional | Scoop.it

A diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep, Hilda Linhares, afirma que uma das hipóteses consideradas pelo instituto é o impacto das formas de preparação dos estudantes, com maior uso de modelos padronizados e recursos automatizados. Segundo ela, esse tipo de treino tende a favorecer a inserção de repertórios pouco contextualizados ou mal articulados à argumentação.
De acordo com o Inep, o uso de modelos pré-fabricados já era passível de penalização em edições anteriores do exame. Palacios afirma que, à medida que esse tipo de treino se torna mais frequente, o tema ganha maior relevância no processo de correção. "Sempre esteve presente, mas a intensidade com que os estudantes vêm sendo treinados com modelos que serviriam para qualquer tema torna a questão cada vez mais relevante", disse. Para ele, o assunto seguirá em debate nas próximas edições do exame.
Na Cartilha do Participante divulgada em outubro de 2025, o instituto dedicou um trecho específico ao alerta contra o uso de modelos padronizados, sob o título "Cuidado com o repertório de bolso!". O material define o conceito como referências genéricas e memorizadas, utilizadas de forma automática, sem articulação consistente com o tema ou com a argumentação desenvolvida no texto.
Segundo o instituto, esse tipo de recurso pode comprometer a competência que avalia o uso de repertórios socioculturais, que exige referências pertinentes, contextualizadas e integradas ao ponto de vista defendido. Quando o corretor identifica a inserção decorada ou forçada de repertórios, o item pode ser considerado improdutivo e resultar em perda de pontos.
Linhares afirma que o conceito de "repertório de bolso" não representa uma mudança, mas a explicitação de práticas observadas há anos na correção. "Um dos critérios é que essas referências sejam pertinentes e estejam organicamente relacionadas à produção do estudante como um todo", disse.

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