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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Inovação Educacional
Today, 9:24 AM
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Desde a primeira infância até o mercado de trabalho, oportunidades de formação e qualificação são distribuídas desigualmente, reforçando disparidades que vêm de berço e nada têm a ver com mérito ou esforço pessoal. Essa mensagem foi reforçada em novo relatório da OCDE, lançado na semana passada, com foco nas competências e habilidades de adultos (Skills Outlook 2025). O Brasil não participou do levantamento, mas não há dúvida — a partir do que temos de evidência de estudos nacionais — que as conclusões se aplicam também ao nosso caso. Uma das conclusões mais relevantes do estudo da OCDE é o fato de o nível socioeconômico (escolaridade e renda dos pais) ser o principal fator a explicar diferenças nas competências e habilidades dos adultos. Este é um fator sobre o qual indivíduos não têm nenhuma ingerência, e é algo verificado também nas análises sobre os determinantes do desempenho escolar. Aliás, antes mesmo do ingresso no ensino primário, diferenças significativas — e que nada têm a ver com esforço ou mérito — já são identificadas em crianças de 5 anos. O relatório cita que, nessa idade, filhos de pais de menor renda e escolaridade apresentasm atrasos em seu desenvolvimento cognitivo de até 20 meses de diferença na comparação com aqueles que tiveram a sorte de nascer num lar mais privilegiado do ponto de vista socioeconômico. O acesso a políticas eficazes na primeira infância é capaz de diminuir ou mesmo eliminar esses atrasos nos primeiros anos de vida. Mas isso demanda ações intersetoriais e de qualidade. Evidências de que isso é possível são alvissareiras, mas o desafio é que não basta resolver apenas as disparidades nesta etapa. Também no ensino primário e secundário o acesso a oportunidades é desigual, fato já conhecido, mas que não pode ser naturalizado. O estudo da OCDE mostra, porém, que o mesmo se dá na vida adulta, em relação a programas de treinamento profissional. Adultos que nasceram em lares com pais mais ricos e escolarizados também têm mais acesso a oportunidades de qualificação e requalificação. Outra constatação do estudo é que indivíduos com background familiar similar e com mesmo nível de competências e habilidades apresentam níveis de renda parecidos no mercado de trabalho. É um resultado, de certa forma, esperado, mas que não se verifica quando a comparação é feita entre homens e mulheres. Ou seja, mesmo apresentando características similares e mesmo nível de habilidades, mulheres, ainda assim, recebem menos do que os homens no mercado de trabalho. Há várias possíveis explicações para isso, e uma das mais relevantes é a segregação ocupacional, ou seja, o fato de elas estarem sub-representadas em carreiras de maior prestígio econômico. Nenhum país do mundo conseguiu eliminar por completo desigualdades. Essa é, provavelmente, uma meta impossível. Diferenças resultantes da competência, esforço ou de escolhas pessoais vão sempre influenciar os resultados em qualquer área. O problema não está aqui, mas, sim, na distribuição desigual das oportunidades. É nisso que políticas públicas precisam atuar, buscando corrigir injustas desigualdades herdadas de berço e perpetuadas ao longo da vida.
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Inovação Educacional
Today, 8:38 AM
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Construir uma máquina mais inteligente do que nós mesmos. É um tema secular, que inspira doses iguais de admiração e temor, desde os agentes em "Matrix" até o sistema operacional em "Ela".
Para muitos no Vale do Silício, esse tema ficcional fascinante está prestes a se tornar realidade. Alcançar a inteligência artificial geral, ou AGI (ou, indo um passo além, a superinteligência), é agora o objetivo singular das gigantes da tecnologia americanas, que estão investindo dezenas de bilhões de dólares em uma corrida frenética. E enquanto alguns especialistas alertam para consequências desastrosas do advento da AGI, muitos também argumentam que esse avanço, talvez a poucos anos de distância, levará a uma explosão de produtividade, com a nação e a empresa que chegarem lá primeiro colhendo todos os benefícios.
Essa agitação nos faz refletir.
Não se sabe ao certo quando a inteligência artificial geral poderá ser alcançada. Tememos que o Vale do Silício esteja tão obcecado com esse objetivo que esteja alienando o público em geral e, pior, deixando passar oportunidades cruciais de usar a tecnologia já existente. Ao se fixar exclusivamente nesse objetivo, nossa nação corre o risco de ficar para trás da China, que está muito menos preocupada em criar uma IA poderosa o suficiente para superar os humanos e muito mais focada em usar a tecnologia que já temos.
As raízes do fascínio do Vale do Silício pela inteligência artificial geral remontam a décadas. Em 1950, o pioneiro da computação Alan Turing propôs o jogo da imitação, um teste no qual uma máquina comprova sua inteligência pela sua capacidade de enganar interrogadores humanos, fazendo-os acreditar que ela é humana. Nos anos que se seguiram, a ideia evoluiu, mas o objetivo permaneceu constante: igualar o poder do cérebro humano. A IAG (Inteligência Artificial Geral) é simplesmente a mais recente iteração.
Em 1965, I.J. Good, colega de Turing, descreveu o que tornava tão fascinante a ideia de uma máquina tão sofisticada quanto o cérebro humano. Good percebeu que máquinas inteligentes poderiam se aprimorar recursivamente mais rápido do que os humanos jamais conseguiriam acompanhar, afirmando: "A primeira máquina ultrainteligente é a última invenção que o homem precisará fazer". A invenção que acabaria com todas as outras. Em suma, alcançar a Inteligência Artificial Geral (IAG) seria a oportunidade comercial mais significativa da história. Não é de se admirar que os maiores talentos do mundo estejam se dedicando a esse ambicioso empreendimento.
Assine a newsletter Opinião Hoje e receba análises de especialistas sobre as notícias e um guia sobre as principais ideias que moldam o mundo todas as manhãs de dias úteis. Receba as novidades na sua caixa de entrada. O modus operandi atual é construir a qualquer custo. Todas as gigantes da tecnologia estão na corrida para alcançar a Inteligência Artificial Geral (IAG) primeiro, erguendo centros de dados que podem custar mais de US$ 100 bilhões, e algumas, como a Meta, oferecendo bônus de contratação para pesquisadores de IA que ultrapassam US$ 100 milhões. Os custos de treinamento de modelos básicos, que servem como base de propósito geral para muitas tarefas diferentes, continuam a aumentar. A startup xAI, de Elon Musk, estaria queimando US$ 1 bilhão por mês. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, prevê que os custos de treinamento dos principais modelos cheguem a US$ 10 bilhões ou até mesmo US$ 100 bilhões nos próximos dois anos.
Sem dúvida, a IA já supera o ser humano médio em muitas tarefas cognitivas, desde a resolução de alguns dos problemas matemáticos mais complexos do mundo até a escrita de código no nível de um desenvolvedor júnior. Entusiastas apontam para esse progresso como prova de que a Inteligência Artificial Geral (IAG) está próxima. Ainda assim, embora as capacidades da IA tenham dado saltos extraordinários desde a estreia do ChatGPT em 2022, a ciência ainda não encontrou um caminho claro para construir uma inteligência que supere a humana.
Em uma pesquisa recente da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial (AAAI), uma sociedade acadêmica que inclui alguns dos pesquisadores mais respeitados da área, mais de três quartos dos 475 entrevistados disseram que nossas abordagens atuais dificilmente levarão a um avanço significativo. Embora a IA continue a melhorar à medida que os modelos se tornam maiores e processam mais dados, existe a preocupação de que a curva de crescimento exponencial possa estagnar. Especialistas argumentam que precisamos de novas arquiteturas computacionais, que vão além daquelas que sustentam os grandes modelos de linguagem, para atingir esse objetivo.
O desafio de focarmos na Inteligência Artificial Geral (IAG) vai além da tecnologia em si, abrangendo as narrativas vagas e contraditórias que a acompanham. Previsões tanto alarmantes quanto otimistas abundam. Este ano, o projeto sem fins lucrativos AI Futures Project lançou o relatório “ IA 2027 ”, que prevê que uma IA superinteligente poderá controlar ou exterminar a humanidade até 2030. Quase simultaneamente, cientistas da computação de Princeton publicaram um artigo intitulado “ IA como Tecnologia Normal ”, argumentando que a IA permanecerá administrável num futuro próximo, assim como a energia nuclear.
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Phone Searches at the Border Are Up: How to Protect Your Privacy É assim que chegamos a este ponto estranho em que as maiores empresas do Vale do Silício proclamam prazos cada vez mais curtos para a chegada da Inteligência Artificial Geral (IAG), enquanto a maioria das pessoas fora da região da Baía de São Francisco ainda mal sabe o que esse termo significa. Há um abismo crescente entre os tecnólogos que acreditam na IAG — um mantra para os crentes que se veem na vanguarda da tecnologia — e o público em geral, que se mostra cético em relação à euforia e vê a IA como um incômodo em seu cotidiano. Com alguns especialistas emitindo alertas alarmantes sobre a IA, o público, naturalmente, está ainda menos entusiasmado com a tecnologia.
Agora vejamos o que está acontecendo na China. Os cientistas e formuladores de políticas do país não estão tão entusiasmados com a Inteligência Artificial Geral (IAG) quanto seus colegas americanos. Na recente Conferência Mundial de Inteligência Artificial em Xangai, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, enfatizou a “profunda integração da IA com a economia real”, expandindo os cenários de aplicação.
Enquanto alguns especialistas em tecnologia do Vale do Silício emitem alertas apocalípticos sobre a grave ameaça da IA, empresas chinesas estão ocupadas integrando-a em tudo, desde o superaplicativo WeChat até hospitais, carros elétricos e até mesmo eletrodomésticos. Em vilarejos rurais, competições entre agricultores chineses têm sido realizadas para aprimorar ferramentas de IA para a colheita; o aplicativo Quark, da Alibaba, tornou-se recentemente o assistente de IA mais baixado da China, em parte devido às suas capacidades de diagnóstico médico. No ano passado, a China lançou a iniciativa AI+, que visa incorporar a IA em diversos setores para aumentar a produtividade.
Não é surpresa que a população chinesa esteja mais otimista em relação à IA. Na Conferência Mundial de IA, vimos famílias com avós e crianças pequenas circulando pelos estandes, maravilhadas com as poderosas demonstrações de aplicações de IA e interagindo com entusiasmo com robôs humanoides. Mais de três quartos dos adultos na China afirmaram que a IA mudou profundamente suas vidas diárias nos últimos três a cinco anos, de acordo com uma pesquisa da Ipsos. Essa é a maior porcentagem global e o dobro da dos americanos. Outra pesquisa recente constatou que apenas 32% dos americanos dizem confiar na IA, em comparação com 72% na China.
Muitos dos supostos benefícios da IAG (Inteligência Artificial Geral) — na ciência, educação, saúde e afins — já podem ser alcançados com o aprimoramento cuidadoso e o uso de modelos poderosos já existentes. Por exemplo, por que ainda não temos um produto que ensine a todos os seres humanos conhecimentos essenciais e de ponta em seus próprios idiomas, de forma personalizada e gamificada? Por que não há competições entre agricultores americanos para usar ferramentas de IA para melhorar suas colheitas? Onde está a explosão cambriana de usos imaginativos e inesperados da IA para melhorar vidas no Ocidente?
A crença em um ponto de inflexão para a Inteligência Artificial Geral (IAG) ou superinteligência contradiz a história da tecnologia, na qual o progresso e a difusão têm sido incrementais. A tecnologia geralmente leva décadas para atingir o uso generalizado. A internet moderna foi inventada em 1983, mas só no início dos anos 2000 é que ela remodelou os modelos de negócios. E embora o ChatGPT tenha apresentado um crescimento incrível de usuários, um estudo recente do National Bureau of Economic Research mostrou que a maioria das pessoas nos Estados Unidos ainda usa IA generativa com pouca frequência.
Quando uma tecnologia finalmente se populariza, é aí que ela realmente muda tudo. Os smartphones conectaram o mundo à internet não por causa das versões mais potentes e elegantes; a revolução aconteceu porque dispositivos baratos e com capacidade adequada se proliferaram pelo mundo, chegando às mãos de moradores de vilarejos e vendedores ambulantes.
É fundamental que mais pessoas fora do Vale do Silício sintam o impacto benéfico da IA em suas vidas. A IAG (Inteligência Artificial Geral) não é uma linha de chegada; é um processo que envolve a difusão humilde, gradual e desigual de gerações de IA menos poderosas por toda a sociedade.
Em vez de apenas perguntarmos "Já chegamos lá?", é hora de reconhecermos que a IA já é um poderoso agente de mudança. Aplicar e adaptar a inteligência artificial atualmente disponível dará início a um ciclo virtuoso de maior entusiasmo público pela IA. E à medida que a fronteira avança, também devem avançar os nossos usos dessa tecnologia.
Enquanto as principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos correm em direção à meta incerta de serem as primeiras a desenvolver inteligência artificial geral, a China e seus líderes têm se concentrado mais na implementação de tecnologias existentes em setores tradicionais e emergentes, da manufatura e agricultura à robótica e drones. Estar excessivamente focado na inteligência artificial geral pode nos distrair do impacto cotidiano da IA. Precisamos buscar ambas as frentes.
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Inovação Educacional
Today, 8:29 AM
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Crianças e tecnologia: da euforia à reação negativa. Por Natasha Singer
Nos últimos anos, tenho acompanhado os esforços crescentes do governo para conter o uso de redes sociais por jovens e o uso de celulares por estudantes nas escolas . Também relatei como algumas escolas estão introduzindo novos chatbots de inteligência artificial para o ensino e a aprendizagem .
À primeira vista, proibir a tecnologia com uma mão e incentivá-la com a outra pode parecer contraditório. Mas neste mês, com a Austrália prestes a restringir drasticamente as redes sociais para adolescentes e crianças, deparei-me com um padrão familiar.
A Gartner, empresa de pesquisa e consultoria, denominou isso de "Ciclo de Hype" da tecnologia: primeiro vem o entusiasmo pela tecnologia, depois a rápida adoção e, finalmente, o desencanto. As mídias sociais e os smartphones estão em um estágio mais avançado do ciclo. O uso de IA em sala de aula está apenas começando.
De bênção a maldição
Em 2011, a UNESCO, agência das Nações Unidas para a educação e a cultura, publicou um relatório otimista incentivando o uso das “mídias sociais para a aprendizagem”. Na época, o Facebook e o Twitter pareciam promissores. O relatório da UNESCO argumentava que “as mídias sociais podem ajudar as escolas a trazer o mundo real para dentro de suas salas de aula e, assim, preparar os alunos para um futuro real e melhor”.
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Phone Searches at the Border Are Up: How to Protect Your Privacy Quatorze anos depois, a percepção das redes sociais mudou bastante. A preocupação pública com os riscos — incluindo predadores, conteúdo perturbador e cyberbullying — está aumentando. O Instagram e o TikTok implementaram diversas medidas de segurança e controles parentais. Alguns governos argumentam que isso não é suficiente.
A Austrália está se preparando para instituir uma proibição histórica das redes sociais . As novas regras exigirão que aplicativos como Instagram, TikTok e YouTube impeçam australianos menores de 16 anos de criar contas e desativem as contas de usuários menores de idade. No mês passado, Dinamarca e Malásia anunciaram planos para implementar medidas semelhantes de controle das redes sociais.
Peter Malinauskas, o primeiro-ministro da Austrália do Sul que ajudou a impulsionar a proibição em seu país, descreveu as novas regras como um "instrumento bruto" que dará aos pais um novo tipo de poder de barganha com seus filhos.
“Isso dá aos pais a possibilidade de dizer aos filhos: 'Ei, Jenny ou Johnny, vocês não podem ter uma conta nas redes sociais porque é contra a lei — e a lei se aplica a todos'”, disse Malinauskas.
Alguns grupos de defesa questionaram a proibição, observando que ela poderia prejudicar os benefícios das redes sociais, como educação e conexões com amigos, sem abordar as técnicas de manipulação usadas por algumas empresas de tecnologia ou os riscos à segurança que as crianças enfrentam online.
“Há muito mais que poderíamos fazer para chegar aos sistemas subjacentes e tornar esses espaços mais seguros”, diz John Livingstone, gerente de políticas do UNICEF Austrália.
Proibição de objetos contundentes
O uso de telemóveis por crianças tem seguido um ciclo familiar de entusiasmo e desilusão.
No início da década de 2010, grupos globais proeminentes, como o Fórum Econômico Mundial, promoveram os telefones celulares como novas ferramentas educacionais revolucionárias que poderiam proporcionar aos alunos um aprendizado personalizado "a qualquer hora e em qualquer lugar".
Mas, em 2023, a situação mudou, com grupos como a UNESCO alertando que os dispositivos móveis poderiam distrair os alunos. No final do ano passado, 79 países haviam proibido ou restringido o uso de celulares por estudantes nas escolas. Mais países, incluindo Brasil, Senegal e Coreia do Sul, adotaram medidas semelhantes recentemente. De forma anedótica, algumas escolas afirmam que as proibições ajudaram a aumentar a concentração dos alunos em sala de aula. No entanto, poucos estudos rigorosos comprovam que as proibições melhoram o desempenho acadêmico ou o bem-estar mental dos estudantes.
Nem todos concordam com as regras sobre o uso de celulares. Alguns especialistas dizem que as escolas deveriam educar os alunos sobre os riscos online e o uso responsável do celular, em vez de impor proibições generalizadas de tecnologia.
O boom das escolas de IA
Imagem
Crédito...Desiree Rios for The New York Times Recentemente, gigantes da tecnologia americanas como Google, Microsoft e OpenAI têm voltado suas atenções para a disseminação do treinamento em IA em escolas do mundo todo.
No entanto, as evidências de benefícios educacionais concretos ainda são escassas, e alguns estudos iniciais apontam na direção oposta: depender da IA para tarefas essenciais como pesquisa e escrita pode enfraquecer as habilidades de pensamento crítico.
A Islândia está adotando uma abordagem cautelosa, com um projeto de pesquisa neste outono no qual centenas de professores estão testando chatbots de IA do Google e da Anthropic para tarefas como a criação de planos de aula. Nenhum aluno está envolvido no projeto piloto.
Com a Austrália agora considerando um plano nacional de alfabetização em IA, perguntei a Malinauskas, o primeiro-ministro da Austrália do Sul, o que os líderes governamentais aprenderam com o ciclo de impulsos e arrependimentos em relação aos celulares e às mídias sociais.
“Acho que a lição da evolução das redes sociais em celulares é que algo pode acontecer ao longo do tempo e você só percebe que é ruim quando já é tarde demais — quase”, disse ele.
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Inovação Educacional
Today, 8:18 AM
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Although the K-12 education sector is small, supporting it is a direct investment in the future, Kotran said. “Preparing students for the future is unambiguously good, and I think it’s a rare area of agreement,” he continued. Notably, bills for AI education have been supported by both sides of the political aisle.
Still, the nonprofit does not specifically push for educators to strongly encourage AI use among students, Kotran said. Although AI tutoring is a growing market, there is controversy surrounding children getting educated solely by AI tools.
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Inovação Educacional
Today, 8:12 AM
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II - até cento e oitenta dias, para o diploma digital relativo aos cursos de pós-graduação stricto sensu para o certificado digital relativo aos cursos de Residência Médica ou em Área Profissional da Saúde, nas instituições referidas no caput do art. 1º, a contar da publicação do ato específico de atualização técnica que alterará os Anexos I, II e III da Instrução Normativa SESU nº 1, de 15 de dezembro de 2020." (NR)
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Today, 8:00 AM
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AI promises much. But its deployment in African education requires careful consideration
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Today, 7:50 AM
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No início de novembro, a Microsoft anunciou que forneceria ferramentas e treinamento em inteligência artificial para mais de 200 mil estudantes e educadores nos Emirados Árabes Unidos.
Dias depois, uma empresa de serviços financeiros do Cazaquistão anunciou um acordo com a OpenAI para fornecer o ChatGPT Edu, um serviço para escolas e universidades, a 165.000 educadores no Cazaquistão.
No mês passado, a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, anunciou um projeto ainda maior com El Salvador : o desenvolvimento de um sistema de tutoria com IA, utilizando o chatbot Grok da empresa, para mais de um milhão de alunos em milhares de escolas naquele país.
Impulsionados em parte por empresas de tecnologia americanas, governos de todo o mundo estão correndo para implantar sistemas e treinamento de IA generativa em escolas e universidades.
Alguns líderes do setor tecnológico dos EUA afirmam que os chatbots com inteligência artificial — capazes de gerar e-mails com aparência humana, criar questionários para aulas, analisar dados e produzir código de computador — podem ser uma grande vantagem para o aprendizado. Eles argumentam que essas ferramentas podem economizar tempo dos professores, personalizar o aprendizado dos alunos e ajudar a preparar os jovens para uma economia impulsionada pela inteligência artificial .
Mas a rápida disseminação dos novos produtos de IA também pode representar riscos para o desenvolvimento e o bem-estar dos jovens , alertam alguns grupos de defesa da infância e da saúde .
Um estudo recente da Microsoft e da Universidade Carnegie Mellon descobriu que os chatbots de IA populares podem prejudicar o pensamento crítico . Os bots de IA podem produzir erros e informações incorretas com tom de autoridade, e alguns professores estão lidando com casos generalizados de alunos que trapaceiam com o auxílio de IA.
Há anos, o Vale do Silício vem promovendo ferramentas tecnológicas, como laptops e aplicativos de aprendizagem, para dentro das salas de aula , com a promessa de melhorar o acesso à educação e revolucionar o aprendizado.
Ainda assim, um esforço global para expandir o acesso a computadores nas escolas — um programa conhecido como “ Um Laptop por Criança ” — não melhorou as habilidades cognitivas dos alunos nem o desempenho acadêmico , de acordo com estudos realizados por professores e economistas em centenas de escolas no Peru. Agora, enquanto alguns entusiastas da tecnologia fazem argumentos semelhantes sobre acesso à educação e equidade para a IA, agências de proteção à infância como o UNICEF estão pedindo cautela e solicitando mais orientações para as escolas.
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Grandes mudanças estão a caminho nos empréstimos estudantis. Veja o que você precisa saber se estiver com dificuldades. “Com o programa Um Laptop por Criança, as consequências incluíram gastos desperdiçados e resultados de aprendizagem insatisfatórios”, escreveu Steven Vosloo, especialista em políticas digitais do UNICEF, em uma publicação recente . “O uso indiscriminado de sistemas de IA pode, na prática, prejudicar as habilidades de alunos e professores.”
Os sistemas educacionais em todo o mundo estão trabalhando cada vez mais com empresas de tecnologia no desenvolvimento de ferramentas de IA e programas de treinamento.
Nos Estados Unidos, onde os estados e os distritos escolares geralmente decidem o que ensinar, alguns sistemas escolares importantes introduziram recentemente chatbots populares para o ensino e a aprendizagem. Só na Flórida, o sistema de escolas públicas do Condado de Miami-Dade, o terceiro maior do país, implementou o chatbot Gemini do Google para mais de 100 mil alunos do ensino médio. E o sistema de escolas públicas do Condado de Broward, o sexto maior do país, introduziu o chatbot CoPilot da Microsoft para milhares de professores e funcionários.
Fora dos Estados Unidos, em junho, a Microsoft anunciou uma parceria com o Ministério da Educação da Tailândia para oferecer aulas online gratuitas de inteligência artificial para centenas de milhares de alunos . Meses depois, a Microsoft afirmou que também ofereceria treinamento em IA para 150 mil professores na Tailândia. A OpenAI se comprometeu a disponibilizar o ChatGPT para professores de escolas públicas em toda a Índia .
A Estônia, país báltico, está experimentando uma abordagem diferente, com uma nova e ampla iniciativa nacional de educação em IA chamada "AI Leap". O programa foi motivado, em parte, por uma pesquisa recente que mostrou que mais de 90% dos estudantes do ensino médio do país já utilizavam chatbots populares como o ChatGPT para tarefas escolares, o que gerou preocupações de que alguns alunos estivessem começando a delegar trabalhos escolares à IA. A Estônia pressionou então as gigantes da tecnologia dos EUA para que adaptassem sua IA às necessidades e prioridades educacionais locais. Pesquisadores da Universidade de Tartu trabalharam com a OpenAI para modificar o serviço em língua estoniana da empresa para escolas, de modo que ele respondesse às perguntas dos alunos com outras perguntas, em vez de fornecer respostas diretas. Lançado neste ano letivo, o programa “AI Leap” visa ensinar educadores e alunos sobre os usos, limites, vieses e riscos das ferramentas de IA. Em sua fase piloto, professores na Estônia receberam treinamento sobre os chatbots ChatGPT da OpenAI e Gemini do Google. “Trata-se de alfabetização em IA fundamental”, disse Ivo Visak, diretor executivo da AI Leap Foundation, uma organização sem fins lucrativos da Estônia que ajuda a gerenciar o programa nacional de educação. “Trata-se de ter uma compreensão muito clara de que essas ferramentas podem ser úteis, mas, ao mesmo tempo, podem causar muitos danos.”
A Estônia também realizou recentemente um dia nacional de treinamento para estudantes de algumas escolas de ensino médio. Alguns desses estudantes agora estão usando os bots para tarefas como gerar perguntas para ajudá-los a se preparar para as provas escolares, disse o Sr. Visak.
“Se essas empresas se esforçassem não apenas para promover produtos de IA, mas também para desenvolver esses produtos em conjunto com os sistemas educacionais do mundo, alguns desses produtos poderiam ser realmente úteis”, acrescentou o Sr. Visak.
Neste ano letivo, a Islândia iniciou seu próprio projeto piloto nacional de IA nas escolas. Agora, centenas de professores em todo o país estão experimentando o chatbot Gemini, do Google, ou o Claude, da Anthropic, para tarefas como planejamento de aulas, com o objetivo de encontrar usos úteis e identificar possíveis desvantagens.
Em seguida, pesquisadores da Universidade da Islândia estudarão como os educadores utilizaram os chatbots.
Os alunos não usarão os chatbots por enquanto, em parte devido à preocupação de que depender de bots em sala de aula possa prejudicar elementos importantes do ensino e da aprendizagem.
“Se você está usando menos sua capacidade cerebral ou pensamento crítico — ou qualquer coisa que nos torne mais humanos — definitivamente não é o que queremos”, disse Thordis Sigurdardottir, diretora da Diretoria de Educação e Serviços Escolares da Islândia.
Tinna Arnardottir e Frida Gylfadottir, duas professoras que participam do projeto piloto em uma escola de ensino médio nos arredores de Reykjavik, afirmam que as ferramentas de IA as ajudaram a criar aulas envolventes com mais rapidez.
A professora Arnardottir, de negócios e empreendedorismo, usou recentemente o Claude para criar um jogo de exploração de carreira para ajudar seus alunos a descobrir se tinham mais aptidão para empregos em vendas, marketing ou gestão. A professora Gylfadottir, que leciona inglês, disse que carregou algumas listas de vocabulário e usou o chatbot para criar exercícios para seus alunos.
“Tenho jogos de palavras com lacunas para preencher, jogos de correspondência de palavras e jogos de desafio de velocidade”, disse a Sra. Gylfadottir. “Assim, antes de fazerem o exame, sinto que eles estão mais bem preparados.”
A Sra. Gylfadottir acrescentou que estava preocupada com a possibilidade de chatbots disseminarem desinformação, por isso verificou a precisão dos jogos e lições criados por IA antes de pedir aos seus alunos que os experimentassem. A Sra. Gylfadottir e a Sra. Arnardottir disseram também estar preocupadas com o fato de alguns alunos já estarem se tornando dependentes — ou confiando demais — em ferramentas de IA fora do ambiente escolar.
Isso, segundo eles, tornou ainda mais determinado ajudar os professores islandeses a aprender a avaliar criticamente e a usar chatbots.
“Eles estão confiando cegamente na IA”, disse a Sra. Arnardottir. “Talvez estejam perdendo a motivação para se esforçarem no aprendizado, mas precisamos ensiná-los a aprender com a IA.”
Atualmente, os professores dispõem de poucos estudos rigorosos para orientar o uso da IA generativa nas escolas. Os pesquisadores estão apenas começando a acompanhar os efeitos a longo prazo dos chatbots de IA em adolescentes e crianças em idade escolar.
“Muitas instituições estão experimentando IA”, disse Drew Bent, líder da área de educação na Anthropic. “Chegamos a um ponto em que precisamos garantir que essas iniciativas sejam respaldadas por resultados e descobrir o que está funcionando e o que não está.”
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Today, 7:17 AM
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Os capos organizam seu bombardeio em torno de suas próprias respostas à indagação "a quem serve?". Segundo eles, as informações serviriam à guerra do bolsonarismo contra Moraes. Equivocam-se: a exposição de eventuais desvios éticos ou tráfico de influência no STF serve para punir distorções, aperfeiçoando a instituição, algo negativo para o golpismo. Contudo, no fim das contas, a indagação deles é estranha ao universo da imprensa profissional. O jornalista-militante só publica o que imagina servir aos interesses dos seus. O jornalista de verdade publica o que é de interesse público, deixando aos cidadãos a possibilidade de extrair conclusões políticas. Malu é da segunda família. Os difamadores de Malu são, explicitamente, militantes políticos. Mas, paradoxalmente, dirigem à jornalista a acusação gratuita de que ela operaria segundo desígnios políticos. É igual ao que fazem as redes bolsonaristas, apenas com sinal invertido. Finalidade compartilhada: desacreditar a imprensa para proteger seus ídolos.
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January 2, 9:35 AM
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Cientistas chineses desenvolvem sistema sensorial inspirado no sistema nervoso humano, que permite robôs detectarem pressão, localização e até danos em tempo real
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January 2, 9:34 AM
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Next-gen satellite internet (namely D2D and LEO) is transforming pricing, capacity, and regulation worldwide
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January 2, 9:17 AM
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Gen AI video models appear to be supercharging independent video but could provoke a stronger regulatory response against social video platforms
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January 2, 9:17 AM
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Podcasting is booming as a video-first, multilingual medium. It may help brands reach global audiences, while occupying a larger share of viewers’ screen time.
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Inovação Educacional
Today, 9:28 AM
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Concentração de matrículas em grandes redes revela que mudanças estruturais dependem de vontade política, implementação competente e fortalecimento das diretorias regionais Por Priscila Cruz Estados e municípios que reúnem 37,6 milhões de matrículas podem puxar uma transformação sistêmica na educação — Foto: Gabriel de Paiva O Brasil tem 5.570 municípios, 26 estados e um Distrito Federal. São 5.597 entes federativos com rede de escolas públicas próprias, que totalizam 37,6 milhões de matrículas. Mas apenas 73 estados e municípios, 1,3% do total dos entes, concentram metade de todas essas matrículas da Educação Básica. Se Pareto postula que 20% das causas geram 80% dos resultados, na educação temos um “Pareto turbinado”. Esta não é uma mera curiosidade estatística, mas uma lente crucial para traçar caminhos para a melhoria da qualidade educacional diante da escala brasileira e da influência técnico-política que esses estados e grandes municípios têm nos municípios menores. Em outras palavras, 73 CPFs (sendo 27 governadores e 46 prefeitos) têm o mandato e, mais, a obrigação de mudar a educação brasileira. Não vejo impossibilidade alguma – nem de recursos, nem de clareza em relação às políticas que precisam ser bem implementadas – para termos no país uma revolução educacional em dez anos (um pouco mais de duas gestões). Temos bons casos de redes grandes e que devem ser disseminados, transformando boas práticas isoladas em políticas estruturadas, sustentáveis e escaláveis. Pernambuco é exemplo de Educação Integral; Ceará, de gestão escolar; Vitória, de formação docente; Londrina, de garantia de creche. A lista é extensa, felizmente, e não cabe aqui esgotá-la. Mas, com tantos bons exemplos, ficam duas perguntas óbvias: por que a maior parte desses 73 governadores e prefeitos não vão além da prioridade retórica e não são obsessivos na adoção competente dessas políticas? Por que a sociedade brasileira cobra tão pouco que a educação tenha melhores resultados, uma vez que são absolutamente possíveis? Como estamos dando especial atenção aqui às redes maiores, devo dizer que o gigantismo pode paralisar a gestão ou oferecer uma conveniente desculpa para a demora em apresentar melhores resultados. Pois bem, eis uma falha de gestão muito estudada pela recente, embora disponível, ciência da implementação: as instâncias intermediárias, comumente chamadas de diretorias de ensino ou subsecretarias, possuem um papel estratégico para a implementação eficaz das políticas educacionais, tanto quanto o órgão central, a secretaria de Educação. São elas que conectam o nível central às escolas, contextualizam políticas, apoiam diretores e permitem que mudanças cheguem à prática da sala de aula. Em redes grandes, essa camada não é acessória: é a espinha dorsal da transformação, reduzindo a distância entre formulação e prática, com apoio pedagógico contínuo e permitindo que cada território encontre o melhor caminho para implementar as políticas. Esse é o grande desafio para estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, que juntos concentram parcela expressiva das matrículas do país, mas que enfrentam grande dificuldade em avançar de maneira consistente nos indicadores de qualidade da educação. Implementação não é evento, é processo. Não se faz apenas com decretos, mas com equipes preparadas, diretoria regional fortalecida, profissionais bem formados, monitoramento e um ambiente que permita adaptação inteligente às realidades locais. Quando essa infraestrutura existe, a política pública ganha musculatura, deixa de depender de vontades individuais e passa a ser sustentada por cultura, que, uma vez consolidada, gera resultados duradouros. É preciso colocar em prática um esforço coordenado para escalar experiências exitosas. Elas precisam ser disseminadas, estudadas, reconhecidas como referências que inspirem adaptações adequadas ao contexto de cada rede (e não como modelos prontos, claro). O desafio de melhorar toda a educação brasileira pode parecer inalcançável quando visto em sua totalidade. Mas quando olhamos para as 73 redes que concentram metade dos estudantes, o quadro muda. Se essas redes avançarem com intencionalidade, apoio técnico e políticas bem implementadas, o efeito cascata será inevitável. E o país inteiro ganhará com isso. Ser grande não pode ser desculpa. Ser grande é responsabilidade.
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Today, 9:20 AM
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O afundamento de Jacarta é consequência direta da interação entre fatores naturais e humanos. Dados do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, citados pela Wired, indicam que a extração excessiva de água subterrânea, o peso das construções e a subsidência natural dos sedimentos provocam taxas anuais de afundamento que, em algumas áreas, chegam a vários decímetros. Na zona norte, partes da cidade já estão abaixo do nível do mar.
A ausência de uma rede ampla de água potável força muitos moradores a recorrerem aos aquíferos, intensificando a retirada de água do subsolo e agravando o desequilíbrio geológico. Essa dinâmica, somada à urbanização acelerada, amplia a exposição da capital a riscos ambientais ao longo do século XXI.
Como cidade costeira, Jacarta sofre ainda com inundações cada vez mais frequentes. A elevação do nível do mar, associada às mudanças climáticas e a episódios de chuvas extremas, transforma eventos antes pontuais em ameaças recorrentes à infraestrutura e à qualidade de vida, segundo análises da ONU citadas pela Wired.
Diante desse cenário, autoridades locais e nacionais apostam em soluções de grande escala. Entre elas está o chamado “Muro Marinho Gigante”, projetado para conter marés e incursões do oceano, além de programas de restauração dos rios urbanos para melhorar a drenagem. Há também investimentos na expansão do metrô e de trens leves, com foco em reduzir congestionamentos e poluição.
A iniciativa mais simbólica, porém, é a transferência parcial da administração federal para Nusantara, nova capital em construção na ilha de Bornéu. A proposta busca aliviar a pressão demográfica e econômica sobre Jacarta, embora enfrente entraves administrativos e não resolva, no curto prazo, a superlotação e os riscos ambientais da atual capital.
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Today, 8:29 AM
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The 29-year-old woman who created the “MyBoyfriendIsAI” community on Reddit isn’t dating (or sexting) her A.I. boyfriend anymore. She found something more fulfilling.
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Today, 8:27 AM
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Este artigo explora o ponto de interseção da tecnologia com a fé cristã e considera como a igreja pode usar a tecnologia e continuar sendo fiel à sua doutrina, de forma que beneficie a vida e a prática cristã. Ele analisa a importância da contextualização, transparência e controle da tecnologia aplicada ao evangelismo; busca definir a tecnologia e discutir seu papel como ferramenta que deve servir às pessoas e aproximá-las de Deus. Este artigo também avalia o impacto da tecnologia na comunhão cristã e suas reuniões; examina como as tecnologias de IA afetam o evangelismo; e destaca a necessidade de utilizar a tecnologia de uma forma cristã que beneficie a sociedade em geral e, principalmente, que leve o evangelho à sociedade.
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Today, 8:16 AM
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Some students will still benefit from the rigours of a traditional liberal arts curriculum based on sustained engagement with texts. They will willingly forgo the intellectual shortcut of AI, much as people at the gym forgo the use of levers or hydraulics to lift weights. But for many others, experience will prove a more effective means of understanding the world and taking agency within it. It’s time to bring more of it to higher education.
AI has accelerated a reality that education has been slow to confront: information no longer differentiates people – agency does. The abilities to ask better questions, navigate ambiguity, empathize and turn ideas into action are not extracurricular; they are the defining competencies of our era. The liberal arts articulated this purpose centuries ago. Our responsibility now is to deliver it through updated means. The schools that rise to this challenge will not merely prepare students for the future. They will equip them to shape it.
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Today, 8:01 AM
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As part of our AI for children project, UNICEF has updated its guidance (version 3) to promote children's rights in government and private sector AI policies and practices, and to raise awareness of how AI systems can uphold or undermine these rights.
Drawing on the Convention on the Rights of the Child, the guidance offers 10 requirements for child-centered AI:
Ensure regulatory frameworks, oversight and compliance for child-centred AI Ensure safety for children Protect children's data and privacy Ensure non-discrimination and fairness for children Provide transparency, explainability and accountability for children Respect human and child rights through responsible AI practice Support children's best interests, development and well-being Ensure inclusion of and for children Prepare and skill children for present and future developments in AI Create an enabling environment for child-centred AI
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Today, 7:59 AM
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This new anthology, published in line with UNESCO Digital Learning Week 2025, explores the philosophical, ethical and pedagogical dilemmas posed by disruptive influence of AI in education.
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Today, 7:46 AM
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Entre as cem primeiras posições do ranking estão as universidade federais do Rio de Janeiro (UFRJ); de Minas Gerais (UFMG); do Rio Grande do Sul (UFRGS); de Santa Catarina (UFSC); de São Paulo (Unifesp); de São Carlos (UFSCar); do Paraná (UFPR); de Pernambuco (UFPE); Fluminense (UFF); da Bahia (UFBA); do Ceará (UFC); de Santa Maria (UFSM); de Viçosa (UFV); do Rio Grande do Norte (UFRN); de Pelotas (UFPel); e da Paraíba (UFPB); além da Universidade de Brasília (UnB), que retornou ao Sisu em 2026, e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que passou a integrar o sistema nesta edição.
Elaborado pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS), o ranking avalia instituições de educação superior da região a partir de indicadores como reputação acadêmica, reputação junto a empregadores, professores com doutorado, proporção de professores/estudantes, produção científica e impacto digital.
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January 2, 9:36 AM
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Projeto obriga empresas a detectar, interromper e reportar respostas perigosas de sistemas de inteligência artificial, ampliando de forma inédita a responsabilidade das plataformas
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January 2, 9:35 AM
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Consumers in some markets struggle to notice improvements in network performance. Telecom companies should consider creative offerings to increase market share.
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January 2, 9:34 AM
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Public broadcasters partner with streamers and platforms, co-producing and distributing content together. What can US media companies learn from this?
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January 2, 9:17 AM
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Countries and regional blocs are racing to build their own sovereign tech and AI infrastructures. What are the implications? How can global businesses prepare?
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January 2, 9:12 AM
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From independent creators to major platforms, micro-series are helping redefine how viewers connect and consume content worldwide
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