No final de março, o Ministério da Educação anunciou a criação de cem novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Alguns jornais saudaram a iniciativa, dizendo que, finalmente, o governo estava dando atenção à educação técnica e profissional. Fiquei sem entender: como é que o governo federal, que mal consegue manter suas universidades e institutos funcionando, vai criar mais cem? E será que, criando, vai fazer diferença? Estes institutos foram criados em 2008, a partir de uma rede de Centros Federais de Educação Técnica de nível médio que existiam em vários Estados. Seus professores e funcionários foram equiparados aos das universidades federais, novos cargos foram criados, e, além de cursos técnicos de nível médio, eles passaram também a poder dar cursos superiores e de pós-graduação. Hoje, são 39 institutos e dois que continuam como CEFETs. É difícil saber exatamente o que fazem, os dados são escassos e confusos, mas, pelas estatísticas do INEP, eles têm cerca de 230 mil alunos em cursos de graduação e 320 mil na educação média, matriculados em cerca de 600 locais diferentes, a grande maioria em cursos integrados com o ensino profissional. Além disto, têm cerca de 4 mil estudantes em cursos de pós-graduação, quase todos de mestrado. O projeto do MEC não é, na verdade, de criar cem institutos, mas cem novos locais para os cursos de ensino médio, o que poderia significar cerca de 50 mil matrículas adicionais. Para entrar nestes cursos médios, é preciso passar por um processo seletivo, e as vantagens para os que conseguem são grandes. Eles estudam em tempo integral e os colegas são mais qualificados, criando um ambiente mais estimulante. Os professores também são mais qualificados, ganham mais do que os das redes estaduais, o número de alunos por professor é menor, e as instalações são melhores. E, quando fazem o ENEM, os formados entram nas cotas de estudantes das redes públicas, ficando nos primeiros lugares. Esses cursos têm sido propostos como o modelo ideal para o ensino técnico médio no Brasil, mas os alunos, por serem selecionados e estudarem em escolas de qualidade, tratam de ingressar em universidades em vez de se profissionalizarem como técnicos. Para os cursos superiores, seria de se esperar que os alunos estivessem sobretudo em cursos aplicados de curta duração(o que no Brasil se chama de “cursos tecnológicos”). Isto ocorre, mas bem menos do que seria de se esperar: 26% comparado com 30% em cursos de formação de professores (licenciaturas) e 44% em cursos tradicionais de bacharelado. Das áreas de estudo, um terço está em educação, 44% em cursos de engenharia e computação, e os demais dispersos em outras áreas. Estes institutos sofrem com uma praga conhecida que afeta o ensino profissional em muitas partes, a pressão para se tornarem o mais parecido possível com universidades, à custa das missões originais para as quais teriam sido criados. O caso dos institutos é semelhante ao das universidades federais. Começa-se com um modelo idealizado, caro e em pequena escala, e depois não se consegue expandir, seja pelas limitações do modelo, que se desvirtua, seja pela falta de recursos. Os institutos federais são uma gota d’água: cerca de 2 a 3% das matrículas, tanto do ensino médio quanto do ensino superior e tecnológico. Daria para aumentar? Os Institutos Federais custaram, em 2022, cerca de 18 bilhões de reais, comparado com os 56 bilhões das demais 80 instituições superiores federais. A quase totalidade destes custos vai para pessoal, sobrando quase nada para investimentos e custeio. Nos cursos de graduação, partiu-se com a ideia de uma universidade pública, universal, gratuita e fundada na pesquisa. Hoje, quase 80% das matrículas do ensino superior estão no setor privado, e poucas universidades públicas conseguem manter atividades de pesquisa mais significativa. A educação superior tecnológica vem se expandindo, mas sobretudo no setor privado. Na pós-graduação, criou-se um sistema controlado e subsidiado para formar mestres e doutores, mas a maioria de seus estudantes não têm interesse em fazer carreira em pesquisa, as matrículas estão caindo, e a pós-graduação lato senso é muito maior, desregulada e não se sabe bem o que faz. A questão central é qual o papel adequado para o governo federal e dos estados quando os gastos públicos não têm mais como expandir e as demandas e necessidades da sociedade vão muito além do que os governos podem proporcionar. A criação de 10 novos campi universitários no modelo tradicional, anunciada esta semana, assim como a restrições recentes aos cursos de educação à distância, mostra que o governo federal ainda não entendeu o problema. Melhorar o papel regulatório, estimular boas práticas, concentrar os recursos existentes em atividades estratégicas de relevância, qualidade e equidade, e estimular estados e municípios e o setor privado a canalizar melhor suas energias, parece fazer mais sentido do que insistir em, simplesmente, fazer mais do mesmo.
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
Estudo do Instituto Stanford para IA Centrada no Ser Humano (HAI) indica que a inteligência artificial alcançou 53% de adoção global em apenas três anos, chegando a 88% no ambiente organizacional. É provavelmente a tecnologia recente de mais rápida assimilação — mais que o computador pessoal e a internet. Uma mudança que encurta o tempo de aprendizado, acelera a transformação do mercado de trabalho, coloca a qualificação em IA como requisito básico e ajuda a explicar a confusão que marcou o início do ano: enquanto analistas de instituições de renome, como Goldman Sachs e Gartner, questionavam o real impacto das aplicações nas demissões, empresas anunciavam cortes de milhares de empregos.
O cenário apontado pelo estudo da HAI e por outros analistas é de uma adaptação que pode ser difícil, mas traz oportunidades e desdobramentos até inusitados. Alguns exemplos: graduandos de ciência da computação estão tendo dificuldade para entrar no mercado de trabalho; a ênfase na capacidade analítica e em habilidades comportamentais abre espaço para profissionais experientes que costumavam ser expulsos por novas tecnologias; terceirização, quarteirização e pejotização fragilizam algumas das maiores preocupações da era da IA: segurança e rastreabilidade.
— Os benefícios da inteligência artificial têm se mostrado muito mais proveitosos para aqueles que já possuem experiência em diversas áreas, o que faz com que a entrada de novos profissionais seja enfraquecida, uma vez que são essas posições que estão sendo substituídas pela inteligência artificial. E esse é um fenômeno mundial. Não está restrito apenas ao Brasil — afirma Marcelo Finger, professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador principal do USP-Fapesp-IBM Centro de Inteligência Artificial (C4AI).
Mudanças O paradoxo se torna mais evidente quando observado sob a ótica da qualificação. O Brasil, por exemplo, já é o segundo país da OCDE com maior número de bacharéis em tecnologia da informação: foram mais de 80 mil formados em 2023, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com o LinkedIn, a contratação de desenvolvedores está no nível mais baixo desde 2017. Ainda que todas as oportunidades abertas fossem preenchidas por recém-formados, apenas um em cada três conseguiria uma vaga.
— Mais do que substituir empregos, o que observamos é uma mudança na natureza do trabalho — diz Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina.
Segundo ele, vagas que exigem letramento em IA crescem de forma consistente, ao mesmo tempo em que habilidades humanas ganham peso. Comunicação, pensamento crítico, adaptabilidade e resolução de problemas aparecem como diferenciais para vagas como a de analista forense de IA, a segunda área com maior crescimento de postos, segundo o LinkedIn.
Estudos da rede social corporativa, do HAI e da KPMG mostram, porém, falta de velocidade na adaptação dos profissionais. Entre os alunos, o uso de inteligência artificial nos estudos universitários saltou de 52% para 84% entre 2023 e 2025, mas eles delegam majoritariamente tarefas complexas, como criação (39,8%) e análise (30,2%), segundo o HAI. Ou seja, não estão desenvolvendo as funções cognitivas mais essenciais nesse novo momento.
A consequência tem aparecido com o uso ineficiente da tecnologia. Em podcast disponível no site do Gartner Group, Alicia Mullery, vice-presidente e analista da empresa, chama atenção para o fenômeno “work slop” — produção em larga escala, mas de baixa qualidade, quando a IA é utilizada sem objetivos claros.
Segundo ela, o fenômeno ajuda a explicar o crescimento de novas funções ligadas à curadoria e à validação de dados, como anotadores e analistas especializados.
— Cada ocorrência pode demandar cerca de duas horas adicionais de revisão e correção — declara.
As instituições de ensino correm para adaptar o ensino tradicional ao novo mercado. Mais de 90% dos países já oferecem ciência da computação no ensino fundamental e médio. Para Alexandre Evsukoff, professor da Coppe/UFRJ, o Brasil tem uma base relevante, mas precisa acelerar a adaptação.
— Já há cursos de graduação em IA, em geral com ênfase em ciência da computação, e iniciativas de pós-graduação buscam formar profissionais que não tiveram essa oportunidade anteriormente — afirma.
Alta pressão A expansão desse tipo de formação é vista como essencial para reduzir o descompasso entre oferta e demanda.
— Ninguém mais pode se dar ao luxo de dizer que não utiliza IA — diz Marcos Blasi, sócio de Propriedade Intelectual, Tecnologia e Proteção de Dados do Lobo de Rizzo Advogados.
Segundo ele, o movimento coloca pressão também sobre as empresas, que precisam disciplinar uso e capacitar os colaboradores. Além disso, tem implicações diretas sobre o modelo de trabalho, inclusive com a revisão de práticas como terceirização e quarteirização em setores mais sensíveis.
— Ideal no ambiente corporativo é que tenha algum tipo de monitoramento. Negar, ir na linha proibitiva, é ineficaz — afirma, frisando a necessidade de controles, inclusive contratuais. — Nossa recomendação é de que as empresas não quarteirizem, não terceirizem o que é core business. Isso está acontecendo, por exemplo, em setores mais regulados, como saúde e financeiro.
Perguntado sobre como usa a inteligência artificial, Blasi responde que sempre monta seu modelo mental primeiro.
— Para a IA entregar algo bom, você precisa fazer as perguntas corretas, tem que ter visão holística, filosófica. Ela pode te entregar um contrato perfeito, mas não vai saber dizer por que cada cláusula está lá.
A plataforma QEdu passa a disponibilizar um novo indicador de atendimento escolar em nível municipal para a Educação Infantil, desenvolvido pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com as fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+ e Van Leer, além do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O indicador revela que 16% dos municípios brasileiros têm menos de 90% das crianças de 4 a 5 anos frequentando a Educação Infantil, evidenciando os desafios para a universalização da Pré-Escola no país. Na faixa etária de 0 a 3 anos, 81% dos municípios registram menos de 60% de atendimento, indicando um longo caminho a percorrer para alcançar a meta estabelecida no novo Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036. Os dados mostram ainda desigualdades regionais relevantes. Na região Norte, por exemplo, 29% dos municípios (o equivalente a 130 cidades) têm menos de 90% de atendimento na faixa etária de 4 a 5 anos. Já na etapa de 0 a 3 anos o cenário é ainda mais desafiador, com a maior parte dos municípios brasileiros abaixo de níveis considerados adequados de cobertura.
Apesar de a matrícula em unidades de educação infantil a partir dos 4 anos de idade ser obrigatória no país, ainda há crianças fora da escola. Em 16% dos municípios, ou seja, 876 cidades brasileiras, pelo menos uma em cada dez crianças de 4 e 5 anos não frequenta creches ou pré-escolas.
As desigualdades são ainda maiores quando é levado em consideração onde esses municípios estão localizados. Na Região Norte, 29%, o que corresponde a 130 municípios, têm menos de 90% das crianças matriculadas na educação infantil.
Obrigatória por lei desde 2013, a pré-escola ainda não foi universalizada em todo o país. Um indicador inédito divulgado nesta quarta-feira aponta que apenas quatro capitais brasileiras conseguem atender a todas as crianças de 4 e 5 anos.
Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.
Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios para analisar se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.
A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.
Ilustração - Catarina Pignato/Folhapress Só que o debate mais interessante está no campo oposto, que defende a impossibilidade de consciência por IAs. A principal objeção a isso vem dos anos 1930, com o teorema da incompletude de Kurt Gödel. Por ele, qualquer sistema formal consistente contém proposições verdadeiras que o próprio sistema não consegue provar. É preciso algo "de fora".
Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.
Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.
Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.
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VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.
A consciência viria daí. Inclusive, ele conseguiu evidências experimentais de que os anestésicos atuam justamente paralisando a atividade quântica dos microtúbulos. Surgiu assim a teoria Orch OR ("redução objetiva orquestrada"), que, na visão deste colunista, é a teoria mais interessante sobre a consciência hoje.
Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.
As a follower of Jesus, I will draw upon my faith tradition in hopes of offering hopeful answers to these vexing questions. In particular, I will show how, starting from Genesis and through the New Testament, the Bible offers an alternate anthropology to the prevailing world view. To do this I will structure the essay from the inside out, looking first at Faith + Work, then examining how Intelligence intersects with Faith + Work, and finally looking at Artificial forms of Intelligence through earlier lenses:
Tecnologia não basta; para aumentar margens, você precisa converter sua empresa em uma organização RTB, que, conforme definida neste artigo, é aquela capaz de operar com os dados de agora, não os de ontem
A consulta ficará aberta por 15 dias e poderá ser acessada por meio da plataforma Brasil Participativo. Nesta fase, o foco está na Dimensão 4, que trata das dimensões específicas das áreas, aprofundando a análise das particularidades de cada campo do conhecimento, conforme a Classificação Internacional Normalizada da Educação (Cine Brasil).
Este estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revela que, em comunidades urbanas brasileiras, alimentos ultraprocessados são frequentemente associados à ideia de “infância feliz” e conquista social, mesmo diante da preocupação declarada das famílias com a saúde das crianças. A pesquisa ainda mostra que a rotulagem nutricional frontal — implementada no Brasil desde 2022 — é pouco compreendida e raramente considerada nas decisões de compra, evidenciando o longo caminho ainda a percorrer para que a medida influencie escolhas saudáveis.
Houve um tempo em que o mundo olhava com admiração para a universidade. Esse mundo está desaparecendo. Um relatório recente da Universidade Yale faz um diagnóstico sombrio sobre o estado da instituição. As conclusões do estudo podem ser aplicadas, sem esforço, a outros países que enfrentam problemas semelhantes. Basicamente, há uma queda de confiança dos americanos no ensino superior. Em 2014, 57% confiavam no sistema; em 2024, o número desceu para 36% —um mínimo histórico. Não é de admirar que 70% afirmem que a universidade está "no caminho errado". Três razões explicam esses números: custo, admissões e conformidade ideológica. A inflação das notas também contribui para o desânimo: classificações máximas para talentos mínimos são uma praga que corrói qualquer pretensão de seriedade intelectual. Mas não vamos nos perder nisso. Imaginemos, antes, um pai de família que sonha em dar ao filho uma educação de excelência. Confrontado com a realidade, pergunta-se: vale a pena pagar mensalidades altíssimas quando o retorno, em certas áreas científicas, nem sequer está garantido? Vale a pena confiar num processo de admissão opaco e injusto, que muitas vezes favorece os mais ricos ou os filhos de ex-alunos influentes? E quem, em sã consciência, enviaria o filho para centros de doutrinação agressiva onde o ressentimento antiocidental ocupa o lugar do conhecimento? Pior: ambientes em que a liberdade de expressão pode ser uma sentença de morte acadêmica? O relatório, em tom nostálgico, cita o historiador C. Vann Woodward, professor da casa, que defendia: a universidade existe para garantir "o direito de pensar o impensável, discutir o indizível e desafiar o indiscutível". Risadas? Hoje, o aluno médio de Yale e de outras instituições espalhadas pelo Ocidente olha para essas palavras como um "convite para uma decapitação" —obrigado, Nabokov. No caso, a sua. Em Yale, quase um terço dos estudantes não se sente livre para expressar as suas opiniões —o dobro de há uma década. O desconforto é ainda maior entre os estudantes mais conservadores. É compreensível: nos Estados Unidos, professores que se identificam como democratas superam os republicanos numa proporção de cerca de 10 para 1. Em Yale, pode chegar a 30 para 1. Diante de um diagnóstico tão severo, os autores propõem, sem surpresa, uma reversão das más práticas: defender a liberdade de pensamento, promover o pluralismo interno, tornar o sistema de admissões mais transparente, e assim por diante. A ideia é esperar que a mudança venha de dentro, antes que seja tarde demais. É uma ideia interessante, porém romântica: a universidade raramente muda por vontade própria. A história ensina o contrário: ela só muda quando o custo de não mudar se torna insustentável. Na Idade Média, a universidade era um prolongamento da igreja, servindo um mundo em que a visão religiosa era dominante. Quando esse mundo passou a exigir juristas ou administradores para a edificação do Estado moderno, a velha escolástica cedeu espaço a estudos mais pragmáticos do direito. As grandes navegações ibéricas revalorizaram a matemática e a física —antecâmara da revolução científica dos séculos 17 e 18. A universidade, relutantemente, adaptou-se. E continuou se adaptando com o Iluminismo, o modelo humboldtiano —que privilegia a produção, não apenas a transmissão, de conhecimento— até chegarmos à rivalidade da Guerra Fria, motor de avanços científicos e tecnológicos do século 20. Posso não ter simpatias marxistas, mas há momentos em que a "estrutura", de fato, condiciona a "superestrutura". Não foi o amor à verdade que agitou a rigidez dogmática das universidades. Foi o mundo ao redor. Esse mundo continua falando —e hoje tem dúvidas sobre o custo, a transparência e o papel da universidade. Quando essas dúvidas se traduzirem em perda real de alunos, redução de financiamento, desvalorização dos diplomas e concorrência de novos modelos de formação, a universidade será novamente obrigada a se repensar. Mais uma vez, não será por amor ao debate livre que os docentes mais fanáticos mudarão de atitude. Será quando os próprios salários estiverem em risco. Nada promove mais a tolerância do que a intolerância da conta bancária. Os problemas que o relatório de Yale identifica são, ironicamente, possibilidades de salvação. As universidades não sobrevivem apenas pelas suas virtudes, mas também pelos seus vícios. Quando estes se tornam caros demais para ignorar, entra em cena a velha lei darwinista: adaptação —ou extinção.
Em um cenário em que ferramentas de inteligência artificial (IA) ajudam profissionais a estruturar currículos e a se preparar com mais confiança para processos seletivos, documentos “perfeitos demais” podem acender um sinal de alerta. Uma sondagem da consultoria global de soluções em talentos Robert Half, aponta que os currículos falsos ou com informações exageradas estão entre os principais riscos percebidos pelos recrutadores. De acordo com a pesquisa, determinados comportamentos durante as entrevistas podem indicar uso excessivo de IA na preparação do candidato. Os sinais mais observados incluem:
O MEC (Ministério da Educação) abriu nesta quarta-feira (29) a adesão de universidades públicas a uma etapa complementar do Sisu de 2026, criada para tentar preencher vagas que permanecem ociosas após o fim da lista de espera. Batizada de Sisu+, a nova fase funcionará como uma extensão do processo, e não como um novo vestibular. A participação será restrita a instituições públicas que já aderiram ao sistema neste ano e a candidatos que fizeram a edição regular.
A agenda também contou com a apresentação do plano de trabalho do Grupo de Trabalho de Tecnologia do Consed para 2026, liderado pelo secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda, com participação da diretora do Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), Júlia Sant’Anna.
A programação continua na terça-feira (28), com uma agenda técnica voltada às equipes das áreas de educação. O segundo dia será dedicado ao aprofundamento das discussões sobre o Programa de Apoio à Gestão dos Sistemas de Ensino (PROPAG), incluindo levantamento de desafios, propostas de implementação e encaminhamentos estratégicos.
Neste webinário, lançaremos um novo indicador de atendimento na etapa para municípios e divulgaremos dados inéditos sobre a Educação Infantil no País, abrangendo os níveis nacional, estadual e municipal. Também apresentaremos dados internacionais, que permitem conhecer o contexto da etapa em outros países. Por fim, apresentaremos a nova plataforma de Educação Infantil do QEdu, que reúne estudos sobre a importância da pré-escola para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, informações sobre atendimento e reflexões sobre como aferir e garantir a qualidade na etapa. Essa é uma iniciativa do Iede e QEdu com a Fundação Bracell, Fundação Itaú, Fundação VélezReyes+, Fundação Van Leer e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Participam do webinário Beatriz Abuchaim, gerente de políticas públicas na Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal; Fernando Padula, secretário municipal de educação de São Paulo (SP); e Karla Mychely Santana, secretária municipal de educação de Licínio de Almeida (BA).
Mesmo sendo obrigatória por lei desde 2013, a pré‑escola ainda está longe de ser universalizada no Brasil. 16% dos municípios brasileiros têm menos de 90% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas em unidades de educação infantil. É o que mostra uma análise do portal QEdu com base em índices de educação básica do país, elaborada pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a Fundação Bracell, a Fundação Itaú, a Fundação VélezReyes+, a Fundação Van Leer e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Ao contrário da maioria dos textos acadêmicos, Varoufakis escreve como se estivesse conversando. Um exemplo é o seu livro lançado em 2017, “Conversando sobre economia com a minha filha” e agora, a sua obra de maior repercussão recente, o livro Tecnofeudalismo. Nele, Varoufakis escolheu conversar com o seu falecido pai, contando um pouco de como ele foi essencial na formação de sua visão política e tentando responder ao questionamento que ele um dia o fez: “Agora que os computadores conversam uns com os outros, essa rede vai tornar impossível derrubar o capitalismo? Ou vai finalmente revelar seu calcanhar de Aquiles?”.
Nas salas de exibição escuras de Cannes, o suposto futuro do cinema surgiu esta semana, e foi algo estranho. A primeira edição do Festival Mundial de Cinema de Inteligência Artificial (WAIFF) exibiu imagens de homens com escamas de peixe brotando de seus pescoços e algas marinhas saindo de suas bocas, uma heroína com um coração batendo fora do corpo e tantos exércitos de homens bronzeados gerados por IA varrendo campos de batalha que David Lean teria corado.
Na semana passada, o Festival de Cannes , em sua 76ª edição, proibiu a tecnologia emergente de sua competição pela Palma de Ouro, insistindo que “a IA imita muito bem, mas nunca sentirá emoções profundas”. Mas esta semana, a Croisette foi tomada pelo movimento cinematográfico de IA e seus apoiadores das grandes empresas de tecnologia, em meio a crescentes investimentos e atenção dos estúdios de Hollywood. Uma “nouvelle vague”, disseram, está chegando.
Muitos dos filmes em exibição estavam a léguas do glamour ensolarado geralmente associado a ícones de Cannes como Brigitte Bardot ou George Clooney. Um deles era sobre um homem que ganha bilhões com uma empresa baseada na venda da ideia de que "nada importa". Havia inúmeras distopias ao estilo Blade Runner e representações de pesadelos febris que pareciam canalizar ansiedades sociais mais amplas sobre inteligência artificial. E havia um ou outro filme que se aproximava da grande controvérsia sobre inteligência artificial e cultura: a violação de direitos autorais.
Um curta-metragem com personagens principais notavelmente semelhantes aos de Wallace e Gromit, da Aardman Animation, vencedor do Oscar, foi pré-selecionado para um prêmio, causando certa surpresa. Certamente pareceu uma cópia para Mathieu Kassovitz, o premiado diretor do clássico de 1995, La Haine, que simplesmente disse: "Que porra é essa?"
I’d kept an eye on AI safety ever since being introduced to the field during undergrad by the organization 80,000 Hours. AI alignment (ensuring AI follows human values and instructions) had always lingered in the back of my head as a problem with great philosophical and civilizational importance. As I learned to work with and trust ChatGPT more, I moved towards a grander vision: I would solve AI alignment by creating a moral framework that both humans and machines could share. Based on my background studying human rights and designing virtual worlds, I thought I had a novel insight and approach to the problem of AI alignment.
Há dados que mostram que a geração Z vai ser a primeira a ter a maior quantidade de mudanças de carreira ao longo da vida. Durante a pandemia, profissões digitais, como desenvolvedores, UX designers e gerentes de produto, cresceram tanto que a parte educacional, das universidades, não conseguiu acompanhar o ritmo da demanda do mercado.
O efeito disso foi o surgimento de várias empresas oferecendo formações mais rápidas. Aqueles modelos do tipo: “Você vai sair daqui como desenvolvedor e quando começar a trabalhar paga o curso”. Isso foi um boom global. Na pandemia, você vive o ápice disso. Tinha, por exemplo, desenvolvedores juniores entrando no mercado ganhando R$ 7 mil por mês, tamanho o desequilíbrio entre oferta e demanda.
Corta para o ano retrasado com o hype da inteligência artificial. Hoje, quando você vai a uma palestra sobre o futuro do trabalho, a profissão de desenvolvedor de software já aparece na lista das que podem deixar de existir nos próximos anos, substituídas pela IA.
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O futuro do Brasil, segundo um Prêmio Nobel Se compararmos com o passado, profissões como a de cobrador de ônibus demoravam décadas para entrar em um lista de extinção. O ciclo acelerou muito. Isso vai fazer com que a geração Z precise se reposicionar na carreira, principalmente no ambiente digital.
Aqui, vamos ter duas formas de olhar. Por um lado, há uma imersão total no digital, ser criador de conteúdo entrou no radar como carreira desejada. Por outro, isso também gera ansiedade, porque é uma profissão instável, ainda em desenvolvimento. É uma economia nova, diferente, por exemplo, de um corretor de imóveis, que tem parâmetros mais consolidados.
O uso de inteligência artificial avança aceleradamente e, de forma menos ágil, também chega à agenda educacional, evidenciando um aspecto central: quem, na prática, irá gerir o uso nas escolas? Qual o papel da gestão escolar nesse contexto?
O desafio é complexo e exige um conjunto sofisticado de competências técnicas, pedagógicas e éticas. Não se trata apenas de operar tecnologia, ainda que, mesmo nesse nível, persistam incompreensões e dilemas diante da diversidade de contextos e realidades educacionais do Brasil. O uso de IA impõe lidar com vieses, compreender impactos pedagógicos, proteger dados sensíveis e avaliar a gravidade da dependência tecnológica envolvida.
Aluno utiliza ChatGPT em aula de biologia do 6º ano do fundamental - Divulgação/Colégio Magno O momento atual da agenda revela uma lacuna estrutural. Os diretores em posição de liderança na gestão da escola não possuem preparo específico para decisões dessa natureza. O descompasso entre a velocidade dos avanços digitais e a capacidade dos sistemas de formar suas lideranças eleva o risco de uma modernização sem sustentação institucional e pedagógica na escola. Em outros momentos, vimos laboratórios de informática fechados, com computadores desligados e tablets empoeirados, incapazes de se integrar ao cotidiano pedagógico.
Na esteira desse debate, o MEC publicou recentemente um referencial sobre o desenvolvimento e uso responsável da inteligência artificial na educação, no qual estabelece diretrizes para o uso ético. O documento reconhece que "a inteligência artificial apresenta potencial significativo para qualificar a educação brasileira" ao ampliar o apoio ao trabalho docente, a personalização da aprendizagem e a inovação pedagógica. Ao mesmo tempo, reafirma, de forma recorrente, a necessidade de supervisão humana em processos educacionais que envolvem aplicações de IA. Supervisão sem conhecimento adequado é inócua; uma ficção regulatória.
1 4 Alunos usam IA para criar ilustrações em projeto premiado
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... A incorporação da educação digital e midiática aos currículos passou a ser critério para acesso a recursos adicionais do Fundeb, via Vaar (Valor Anual por Aluno), reforçando a indução da agenda nas redes de ensino. Ainda que haja avanços na conectividade, as desigualdades persistem: apenas 44,5% das escolas declararam possuir conexão adequada para uso pedagógico em sala de aula, segundo dados do MEC de julho de 2025, divulgados no Anuário da Educação Básica. Falar em inteligência artificial nas escolas sem considerar essas diferenças e sem apoiar os diretores no desenvolvimento das competências necessárias para gerir o uso nas escolas é mirar em um alvo sem condições de lançar a flecha.
O referencial do MEC dedica um capítulo ao fortalecimento das competências de gestores, das secretarias e escolas, no uso da IA. Trata-se de um apoio importante, mas ainda há pouca clareza sobre práticas efetivas e de referência em relação ao papel dos diretores. Sem isso, cresce o risco de fragmentação no uso das tecnologias, ampliação de desigualdades e impactos limitados na aprendizagem.
1 6 Inteligência artificial nas escolas
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... É preciso estabelecer protocolos de orientação aos gestores escolares, realizar escutas sobre necessidades do chão de escola, delimitar competências essenciais a serem desenvolvidas e ofertar formação e acompanhamento contínuo de qualidade.
Avanços na regulação são necessários, sem dúvida. Mas é a capacidade de gestão pedagógica na escola que sustenta transformações perenes que impactam a aprendizagem.
Grupos se mobilizam para ataques coordenados ao ECA Digital, com narrativas alarmistas e desinformação. Essa é a conclusão de um levantamento feito pelo Observatório Lupa e enviado com exclusividade para a Folha.
A pesquisa analisou mais de 33.700 publicações feitas no Facebook, Instagram, TikTok, BlueSky e X, além de mensagens compartilhadas em grupos públicos no WhatsApp e no Telegram, entre 17 de março e 17 de abril —o primeiro mês de vigência da lei, cuja principal bandeira é a verificação de idade em plataformas.
O observatório se classifica como voltado ao entendimento sobre a desinformação e seus impactos no ambiente digital e na sociedade. Faz parte da Lupa, que congrega uma empresa privada e uma associação sem fins lucrativos com base no Rio de Janeiro.
Segundo o estudo, já nos primeiros dias após a entrada em vigor da norma, episódios como a suspensão da venda de jogos e a circulação de informações sobre a saída de sistemas operacionais do país foram usados para sustentar a ideia de que o ECA Digital ameaça a indústria do entretenimento e a inovação.
What Is The Opinion Of Recruiters On AI In The Hiring Process? 79% of recruiters think AI will make hiring and firing decisions soon. According to Zippia, recruiters anticipate that AI will be advanced enough to make hiring and firing decisions in the near future. While AI’s involvement will remain higher, academic research also highlights the importance of keeping humans in the loop for ethical accountability.
68% of recruiters said AI could remove biases from the hiring processes.
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