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May 28, 2013 6:41 PM
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Crianças tecnológicas: qual o limite?

"A não permissão do convívio e do contato com estes recursos pode até gerar uma situação de exclusão social, pois eles já estão em nossa cultura", complementa. Em contraponto a especialista fala dos malefícios do uso excessivo desses aparelhos: "Os pais devem ter cuidado com os exageros, os pequenos precisam de brincadeiras que os permitam serem crianças. Respeitando o bom senso e as outras necessidades lúdicas, sociais, afetivas, motoras e cognitivas que as crianças precisam ter. Passar a tarde inteira nos tablets, em vez de jogar futebol com os amigos ou passear em um parque, ou ficar com o aparelho nas mãos durante o almoço em família trazem grandes prejuízos para o desenvolvimento global da criança", explica Teresa.

Levando esta afirmação em consideração podemos dizer que a utilização de aparelhos tecnológicos é como o uso de medicamentos, se usados na "dose" certa faz bem, em contraponto, o uso excessivo pode gerar prejuízos à educação e à saúde das crianças. Aí surge uma dúvida: Qual é o limite entre o "remédio" e o "veneno"? Segundo a especialista consultada pelo Yahoo! não existe uma fórmula exata quanto ao tempo: "Em vez de estipular um tempo específico para cada faixa etária, proponho aos pais e educadores para focarem suas atenções na expressão das habilidades, competências e desejos que cada faixa etária apresenta e/ou que o contexto determina".

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Today, 9:55 AM
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Humanos vão atuar como 'coaches' de agentes de IA, diz Cloudwalk | Finanças

Humanos vão atuar como 'coaches' de agentes de IA, diz Cloudwalk | Finanças | Inovação Educacional | Scoop.it
A CloudWalk, dona da InfinitePay, já processa mais de 60 bilhões de tokens por dia, operando atualmente uma das maiores infraestruturas dedicadas de computação para IA da América Latina. Para o fundador e CEO da companhia, Luis Silva, as empresas do futuro serão 100% autônomas e os humanos vão atuar basicamente como "coaches" (treinadores) de agentes de inteligência artificial.

"O papel do humano vai ser mais de um direcionador do que deve ser feito do que de executar as tarefas em si. Os humanos vão trabalhar no lançamento de produto, desenvolvimento, estratégias de marketing, mas falar com agentes de IA para fazer tudo isso, obviamente que direcionando e revisando esse trabalho", comenta.

Leia também: Grandes bancos disputam chefes de IA, mas posição pode ser transitória
A CloudWalk foi destaque em um relatório global sobre fintechs divulgado este mês pela consultoria BCG. O documento diz que a companhia brasileira está a vanguarda da inovação com IA. "O que diferencia a empresa não é a abrangência [da área de atuação], mas a tecnologia: a solução da CloudWalk funciona com seu próprio modelo proprietário de vanguarda para inteligência financeira, em vez de um LLM (tecnologia de IA sobre linguagem) de terceiros sobreposto a uma infraestrutura legada."

No relatório da BCG, a CloudWalk aponta que 99% do atendimento ao cliente, quase 70% do desenvolvimento de códigos e mais de 50% das atividades de “go-to-market” já são executadas por agentes de IA. "Hoje o processamento de tokens virou uma métrica para avaliar a 'produção' de IA por uma empresa. Quanto mais tokens você consegue processar, mais você usa internamente ou mesmo vende para terceiros, e isso indica que a empresa é mais eficiente, está mais bem posicionada", aponta o executivo.

Além do uso interno da IA, a CloudWalk tem vários agentes que são utilizados pelos clientes. A fintech diz que o "Jim" funciona como um funcionário extra para os empreendedores da sua base. Ele ajuda a ajustar preços, analisar contratos, gerencia vendas, executar transações financeiras, personalizar campanhas de marketing, criar sites, entre outras tarefas. Já a "Bela" é um agente para aquisição de clientes via WhatsApp; o "Pierre" é um assistente financeiro que opera via open finance; e o "Cláudio Walker" ajuda os empreendedores no atendimento ao cliente.

A companhia tem um cluster próprio de GPU (unidade de processamento gráfico), que é o hardware fundamental para a IA. Ele fica perto de Washington, nos Estados Unidos, e a companhia pretende ampliá-lo, pois já usa mais de 90% da capacidade.

Ao participar no mês passado de um evento do Bank of America para fintechs, em Nova York, Silva comentou que a IA não é uma funcionalidade adicionada à CloudWalk, ela é a forma como a empresa opera. "Hoje processamos mais tokens de IA em um único dia do que muitas empresas focadas exclusivamente em IA processam em um mês", disse Silva. Ele contou que o brasileiro se adapta muito bem à interação conversacional com agentes de IA. "Tem gente que diz para o agente: 'Deus abençoe você e sua família'."

A CloudWalk atingiu em março US$ 1,7 bilhão em receita líquida anualizada, um crescimento de mais de 100% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com mais de 7 milhões de usuários ativos, o lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu quase US$ 500 milhões. A fintech se expandiu para os EUA em março do ano passado e opera via bancos parceiros, mas Silva diz que a tendência natural é pedir uma licença própria no futuro. "A operação por lá tem crescido muito, ela se mostra tão boa ou até melhor que a operação brasileira, comparando os mesmo estágios de evolução. Já deixou de ser apenas uma aposta e virou um linha de receita mesmo para o grupo".

Silva sempre disse que a CloudWalk é uma empresa de tecnologia, e não simplesmente uma companhia de "maquininha de cartão". Ainda assim, ele aponta que a tendência no setor de IA é cada vez mais os clientes pagarem pelo serviço realizado, e não tanto uma assinatura mensal pelo serviço. "Nesse sentido, nós já operamos assim, pela própria natureza do nosso negócio. Temos muitos clientes que nem têm a maquininha do cartão. Eles pagam uma taxa por transação.”
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Na busca por longevidade, indústria do bem-estar vive explosão

Na busca por longevidade, indústria do bem-estar vive explosão | Inovação Educacional | Scoop.it
O empresário americano Bryan Johnson, 48, tem uma rotina espartana: alimentação regrada, sono monitorado e uma série de exames de cada parte do corpo. O estilo de vida também inclui injeção de plasma do filho, injeção da própria gordura no rosto e sessões de choques. Tudo para desacelerar seu envelhecimento.
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Enamed: CFM diz que governo Lula atropelou debate

Enamed: CFM diz que governo Lula atropelou debate | Inovação Educacional | Scoop.it
O CFM (Conselho Federal de Medicina) criticou a medida provisória publicada pelo governo federal que instituiu o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) como requisito para exercer a profissão médica. Para a entidade, a iniciativa reduz atribuições do conselho e interfere na discussão de uma proposta semelhante que tramita no Congresso Nacional.

"Quando [o governo] tira o projeto do Congresso e recorre a uma medida provisória sem consultar as entidades médicas, ele nos surpreende e, ao mesmo tempo, quebra o debate democrático que estava em curso", afirmou José Hiran Gallo, presidente do CFM, em entrevista à Folha.


Estudantes de medicina participam de aula prática no centro de simulação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul - Carlos Macedo - 30.mai.25/Folhapress
Publicada na última sexta-feira (19), o modelo proposto na MP torna obrigatória a comprovação de proficiência por meio do Enamed. Elaborado e aplicado pelo Inep, instituto ligado ao MEC (Ministério da Educação) responsável por avaliações, o exame prevê cem questões e duas etapas obrigatórias ao longo da graduação, realizadas no quarto e no sexto ano.

Para o presidente do CFM, o formato proposto pelo governo é insuficiente para chancelar a competência de um médico. "Uma prova com cem questões não avalia a habilidade daquele profissional. Toda e qualquer prova a nível mundial são no mínimo 300 questões."

No Senado, já há em tramitação um projeto de lei que institui o Profimed —uma avaliação de proficiência nos moldes do exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A principal diferença em relação à MP é que o texto aprovado nas comissões do Senado delegava ao próprio CFM a responsabilidade de aplicar o teste aos formandos.

Conforme mostrou a Folha, a discussão do tema criou uma disputa entre o governo federal e o CFM sobre quem comandaria a nova prova.

Gallo ressalta que a divisão de responsabilidades entre o Executivo e o conselho precisa ser respeitada legalmente. "Quem avalia escolas médicas e estudantes de medicina é o governo. Quem avalia o egresso é o Conselho Federal de Medicina. Nós somos os fiscalizadores e normatizadores da prática médica no Brasil e não podemos permitir que essa prerrogativa legal seja quebrada."

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O presidente do conselho também criticou a atuação do MEC na gestão da formação médica, principalmente quanto à expansão do número de instituições de ensino. Segundo ele, a pasta foi omissa na fiscalização e permitiu a abertura indiscriminada de escolas sem leitos e hospitais universitários, o que inviabiliza que o próprio ministério centralize com segurança a aplicação da prova.

Gallo diz que o CFM está disposto a contribuir com a elaboração do marco regulatório. Para isso, a entidade reunirá seus conselheiros para redigir propostas que serão encaminhadas para emenda à medida provisória.

"Nós estamos dispostos a ajudar, quero deixar isso muito claro. Mas quem avalia o profissional médico? É obrigação do CFM, porque nós normatizamos e fiscalizamos a medicina brasileira. É prerrogativa nossa. Se cada qual fizer a sua parte, se o MEC cobrar as exigências para a abertura de uma escola médica, nem precisaremos mais de exame de proficiência. Eles vão formar bons médicos", afirma Gallo.

Para César Eduardo Fernandes, médico e presidente da AMB (Associação Médica Brasileira), a implementação do exame é urgente para conter os danos causados pela expansão desordenada do ensino médico.

"Nós precisamos de um exame de proficiência. Como tivemos uma proliferação exagerada de escolas médicas, com velocidade nunca vista em nenhum país do mundo, o resultado disso foi a formação precária de médicos", afirmou.


Segundo o presidente da AMB, o cenário exige uma regulação imediata, ainda que temporária. A medida protegeria inclusive os recém-formados que concluem a graduação com lacunas na formação.

"Se há vítimas nesse processo, são os egressos que não serão aprovados no exame de proficiência. Eles são as grandes vítimas. Mas precisamos agir, porque, caso contrário, o grande prejudicado será a população", afirma Fernandes.

Além do exame teórico, Fernandes também defende a criação de uma avaliação de habilidades práticas para os estudantes. "O aprendizado e o saber da medicina dependem diretamente de habilidades técnicas e de atitudes práticas. Isso não se comprova apenas por meio de um exame teórico."

No formato descrito na MP, a primeira prova será aplicada no quarto ano e servirá apenas para avaliar a qualidade do ensino, tanto para o estudante quanto para a instituição. Já o exame no último ano será a responsável por validar a proficiência do estudante para exercer a profissão.

O Inep define a nota de corte para aferir a proficiência por meio de um cálculo estatístico baseado nas respostas dos próprios candidatos.

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A escala de avaliação vai de 1 a 5, com faixas determinadas pelo percentual de alunos que alcançam o nível considerado adequado. Cursos nos quais menos de 60% dos estudantes atingem o patamar mínimo recebem conceitos 1 e 2.

O desempenho na prova do sexto ano será utilizado para avaliar as graduações, sujeitando as instituições a sanções caso fiquem abaixo do considerado satisfatório pelo MEC.

Em caso de baixo desempenho (notas 1 e 2), as faculdades podem ser proibidas de abrir novas vagas e de formalizar contratos pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) ou bolsas do Prouni (Programa Universidade para Todos). A desativação do curso está prevista apenas para situações extremas.
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Today, 9:37 AM
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O que acontece quando as máquinas começam a construir as próximas máquinas? 

O que acontece quando as máquinas começam a construir as próximas máquinas?  | Inovação Educacional | Scoop.it
Chama-se melhoria recursiva esse processo em que sistemas passam a participar da construção de seus próprios sucessores. A Anthropic reconhece que esse momento pode chegar antes do que as instituições estão preparadas. E faz um pedido que ninguém esperaria de uma empresa nessa posição: seria prudente preservar a possibilidade de desacelerar o desenvolvimento de IA de fronteira por mecanismos verificáveis e coordenados internacionalmente, antes que percamos o controle do que criamos.
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June 27, 2:24 PM
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IA ajudou a triplicar novos livros na Amazon, diz pesquisa

IA ajudou a triplicar novos livros na Amazon, diz pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma pesquisa conduzida por dois economistas de universidades americanas identificou um grande salto no volume de novos livros disponibilizados na Amazon após a popularização de ferramentas de inteligência artificial generativa —os modelos de linguagem em grande escala (LLM), como o ChatGPT.
De 2022 até 2025, a quantidade de novos títulos disponibilizados mensalmente na plataforma triplicou, segundo o estudo, de 100 mil para 300 mil —a Amazon é a maior empresa virtual de venda de livros no mundo. E, segundo argumentam os pesquisadores, a razão está ligada ao maior uso de IA na produção de livros postos à venda na plataforma.
A pesquisa foi apresentada em janeiro à organização independente National Bureau of Economic Research, dos Estados Unidos, por Imke Reimers, professora da Universidade Cornell, e Joel Waldfogel, economista da Universidade de Minnesota.
O levantamento partiu de dados de novos títulos disponibilizados na Amazon e usou uma ferramenta para detectar o uso de IA em uma amostra aleatória de cerca de 50 mil lançamentos. Se, até 2022, o recurso a inteligência artificial ficou próximo de zero, no final do ano passado a taxa ultrapassava 60%.
Procurada pela coluna, a Amazon afirma ter "diretrizes de conteúdo que regulam quais livros podem ser listados para venda" e diz que remove do seu site conteúdo que não esteja em conformidade com elas, "seja ele gerado por IA ou não".
"Para garantir uma experiência positiva para todos os autores, limitamos o número de títulos que podem ser criados simultaneamente a dez por formato de livro por semana", diz ainda a nota da Amazon, que ressalta que clientes podem também reportar conteúdo inadequado.
As diretrizes da empresa para o Kindle Direct Publishing, recurso que permite a publicação de autores sem mediação de editoras, tem uma seção específica para regular o uso de inteligência artificial.
Essas regras exigem que os autores informem se textos, imagens ou traduções foram gerados por IA. Mas não há essa exigência para trabalhos feitos "com assistência de IA", ou seja, que usem essas ferramentas para fazer "brainstorming" de novas ideias, editar ou refinar o conteúdo publicado ali.
A coluna perguntou diretamente à Amazon se houve aumento na publicação de ebooks em português e se isso estaria ligado ao uso de ferramentas de inteligência artificial, mas a empresa não respondeu.

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June 27, 10:52 AM
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Rais: maioria de vagas formais em 26 foi no setor público

Rais: maioria de vagas formais em 26 foi no setor público | Inovação Educacional | Scoop.it
O Ministério do Trabalho verificou em janeiro e fevereiro um aumento do número de postos de trabalho formais e de concursados em relação ao fim de 2025. São 62,2 milhões os empregados com vínculos formais, e o ministério credita o aumento à abertura de vagas com tempo determinado no serviço público.

No primeiro bimestre deste ano, houve um acréscimo de 1,4 milhão de empregos na comparação com dezembro de 2025. Desse total, mais da metade, ou 886,8 mil, foram contratados sem vínculo permanente no setor público, segundo informações da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) divulgados nesta quarta-feira (24).

A Rais costuma ser divulgada anualmente. No entanto, a publicidade dos dados referentes a fevereiro é motivado pela alta na contratação de funcionários públicos temporários, segundo o Ministério do Trabalho. Esses funcionários, sem vínculo permanente, cresce sobretudo em prefeituras, um movimento que preocupa a pasta.


O ministro do Trabalho Luiz Marinho - Pedro Ladeira/Folhapress
A contratação de servidores com tempo determinado é prevista na Constituição para casos de excepcional interesse público. Mas o aumento expressivo mostra que essa modalidade tem sido adotada mesmo para funções permanentes, como médico e professor, para equilibrar o aumento da demanda por serviços públicos sem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ao todo, 47,9 milhões de vínculos são de celetistas de 13,82 milhões são de funcionários públicos. Os dados contemplam tanto trabalhadores celetistas quanto servidores concursados, em cargos temporários ou em funções comissionadas.

O número de agentes públicos no geral, incluindo concursados e comissionados, também cresceu, indo de 12,8 milhões para 13,8 milhões nesse período.

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"Muitos estados e municípios no fim do ano demitem [agentes públicos temporários], especialmente na educação, para recontratar em fevereiro ou no fim de março", afirmou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

Por essa razão, segundo a pasta, o número de contratações do setor privado ficou semelhante ao do serviço público em fevereiro, apesar da massa de trabalhadores muito inferior neste último caso. É em fevereiro que o setor público volta a contratar funcionários temporários, o que eleva o número de novos vínculos registrados no mês.

A pasta também vê um efeito potencial sobre os salários, já que, por não serem permanentes, esses funcionários podem ter uma remuneração média menor.

Pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em abril, a economia abriu 85,8 mil vagas de trabalho formal, de acordo com dados divulgados no fim de maio —o pior resultado para o mês desde 2020, ano do início da pandemia.

Em 2025, o Brasil registrou estoque de 59,9 milhões de empregos formais em 2025, aumento de 5% em comparação com o ano anterior. O número representa alta de 2,8 milhões de vínculos em relação a 2024.

A maior parte dos vínculos foi de celetistas, que somaram 46,1 milhões, seguido pelos estatutários (regime do setor público), com 12,6 milhões. O setor público teve uma variação superior ao mercado privado, com variação de 18,2% no setor municipal —a maior dentre entidades de diferentes naturezas jurídicas.

A remuneração, no entanto, caiu, com variação de -0,5%. Em 2025, o salário médio foi de R$ 4.434,38, redução de R$ 23 em comparação com o ano de 2024.
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June 27, 10:29 AM
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Plataformas passam a exigir autorização para remunerar menores

Entre as novas regras sugeridas ao CNJ no documento estão:

A solicitação deve ser feita na Vara da Infância e da Juventude da cidade onde a criança mora, para facilitar a fiscalização local
Alvarás não são mais vitalícios ou por tempo indeterminado. Os documentos passam a ter validade máxima de 12 meses para crianças e até 18 meses para adolescentes
Alvarás emitidos antes da entrada em vigor da norma permanecerão válidos até o término da vigência 
as condições previstas na autorização judicial, como frequência escolar, devem ter o cumprimento acompanhado
as regras valerão para todas as crianças brasileiras, mesmo que morem fora do país;
O Ministério da Justiça destaca que os alvarás podem ser revistos ou cancelados a qualquer momento pelo juiz na Vara da Infância e da Juventude.

Modelo unificado
Para que o juiz conceda o alvará, o pedido ao poder judiciário deve preencher os seguintes critérios de proteção, entre eles, direitos trabalhistas e garantias educacionais:

Consentimento: a própria criança ou adolescente precisa concordar com a atividade
Frequência escolar: comprovação de matrícula no ano letivo e garantia de que a rotina de gravações e publicações é compatível com a de estudos
Proteção econômica: os rendimentos financeiros obtidos com a atividade digital devem ser revertidos diretamente em favor da criança ou adolescente para segurança econômica desse público. A sugestão é que os valores sejam depositados em uma conta poupança ou aplicações de baixo risco, como o Tesouro IPCA+.
Limites de horas de trabalho e de conteúdo com a definição clara do que pode e do que não pode ser gravado
Em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o sistema só vai coletar, armazenar e exibir dados minimamente necessários para cumprir sua função, para proteger a identidade e a intimidade dos influenciadores mirins.
Modalidades de alvará
Com base na proposta do Comitê Consultivo do Ministério da Justiça, a regulação do trabalho de influenciadores infantojuvenis foi dividida em duas modalidades de alvará:

Trabalho de publicidade tradicional adaptado à internet
Rotina de criação de conteúdo para canais e perfis de redes sociais que monetizam por mecanismos internos da plataforma
Fiscalização
O sistema proposto permitirá a consulta automatizada na internet por plataformas, poder público e sociedade civil.

As plataformas digitais poderão, por exemplo, checar instantaneamente se um canal que pediu monetização tem o alvará ou o prazo de validade de uma autorização judicial já emitida.

Por sua vez, o poder público poderá, entre outros, cruzar dados para fiscalizar se as regras e condições do alvará estão, de fato, sendo cumpridas.

O governo federal destaca que a concessão do alvará pelas varas judiciais da infância e juventude não afasta a atuação dos órgãos de fiscalização do trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho.

Todos continuam responsáveis pela apuração de supostos casos de trabalho infantil irregular, fraude trabalhista, exploração econômica indevida e demais violações relacionadas às condições de trabalho, à saúde, à segurança e à remuneração.
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June 27, 10:11 AM
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Why do so many young people want to become influencers? : The Indicator from Planet Money

Why do so many young people want to become influencers? : The Indicator from Planet Money | Inovação Educacional | Scoop.it
The word influencer wasn't added to some dictionaries until 2019, and yet today, one in four Gen Zers say they plan to become social media influencers. You could call it a flash in the pan, like every generation comes up with its own dream job that seems too good to be true. But there's no denying that a whole industry has cropped up around social media influencing. There are influencer agents and training courses, conferences and networking events. Today on the show, the appeal of influencing as a career. How did a generation get the idea that they could make money filming themselves?
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June 26, 3:44 PM
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Por que o ChatGPT não consegue evitar suicídio de jovens

Por que o ChatGPT não consegue evitar suicídio de jovens | Inovação Educacional | Scoop.it
Nos últimos meses, reportagens do New York Times relataram casos de jovens que mantinham conversas com chatbots de inteligência artificial (IA) antes de se suicidarem. No caso de Adam Raine, que morreu em abril, aos 16 anos, a família abriu a primeira ação de que se tem notícia contra a OpenAI por danos morais e materiais em decorrência de morte.

A visibilidade que os casos tomaram reforça o debate crescente sobre o impacto do digital na saúde mental, principalmente —mas não exclusivamente— dos usuários mais jovens. As pessoas buscam cada vez mais a interação com os chatbots, que são um tipo de IA que usa um modelo de linguagem para processar dados e simular conversas.

Os grandes chats que conhecemos, como o ChatGPT e o Gemini, são testados e ajustados antes do lançamento para moldar os comportamentos que deveriam ou não deveriam ter. Essa característica é explicada por Diogo Cortiz, professor das áreas de tecnologia, design e comunicação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e colunista e apresentador do programa ‘Deu Tilt', do UOL.


Catarina Pignato/Folhapress
"O chat não é necessariamente um grande especialista na área de saúde mental, mas tem algum tipo de conhecimento a partir dos textos que ele 'leu' e 'aprende' que pode falar sobre qualquer coisa, inclusive sobre o que não deveria", afirma.

O especialista diz que são colocadas travas no sistema para evitar que isso aconteça, que são salvaguardas que funcionam na maioria dos casos. Mas, ressalta Cortiz, em determinado momento, sobretudo quando há um longo histórico de conversa, a IA pode não entender o contexto de onde está vindo o assunto e falhar nas restrições do modelo. Esse é um dos grandes desafios que as equipes de segurança das empresas enfrentam no momento.

O fato de longas conversas com os chatbots facilitarem a falha dessas travas pode explicar o motivo pelo qual isso vem acontecendo com pessoas que recorrem ao modelo para desabafar e utilizar o espaço como uma espécie de terapia informal.

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Como identificar pessoas com pensamento suicida


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Especialistas têm alertado para os riscos do uso indiscriminado da IA. O médico e neurocientista Miguel Nicolelis diz que este é o maior risco para a humanidade no século 21. "O risco para a saúde mental, para o desenvolvimento cognitivo e existencial do planeta são incomensuráveis", afirma.

A conselheira do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Carolina Roseiro, diz que o imediatismo das relações e o medo de ser julgado ao expor certo pensamento pode aproximar as pessoas da IA para lidarem com o sofrimento psíquico.

Ela alerta, porém, que os efeitos para a saúde mental e todo o entorno da vida dessa pessoa podem ser profundos, principalmente porque essas ferramentas não são desenvolvidas para esse fim.

"Há necessidade de supervisão humana para essas interações", diz. "Não se recomenda o uso de chatbots de inteligência artificial sem que haja um processo de acompanhamento com um profissional da área da saúde."


O aspecto humano da interação terapêutica, segundo os especialistas, são as sutilezas que não são propriamente ditas, mas que podem ser percebidas por um olhar atento e bem treinado de um profissional da saúde mental no consultório.

Para Nicolelis, é preciso experiência prática e sensibilidade para poder perceber os casos "fora da curva", ou seja, que escapam de qualquer protocolo e que os sistemas de IA não estão —e não são capazes de estar— preparados para resolver.

Marcelo Veras, psicanalista e psiquiatra, coordenador do Programa de Saúde Mental e Bem Estar da UFBA (Universidade Federal da Bahia), diz que o atendimento imediato à tentativa ou ideação suicida é fundamental, e pode ser um ponto positivo das tecnologias. Porém, é uma ilusão acreditar que a IA conseguiria ser totalmente espelhada em um humano.

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O que é depressão


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"A psicanálise sabe que tem uma opacidade, e lidar com essa opacidade é uma função clínica de humanos. A inteligência artificial vai responder com protocolos, com dados estatísticos, sem que haja um humano no outro lado da linha."

Por exemplo, ele diz acreditar que um protocolo de medicina baseada em evidências ou da psicologia cognitiva baseada em evidências pode ser assimilado pelos chatbots, mas nem sempre teríamos a certeza de que algo está acontecendo, porque ainda seria em um desejo inconsciente do usuário. Ao passo que um profissional bem treinado consegue estar atento a detalhes específicos da fala e do comportamento do paciente, o que a tecnologia não é capaz de fazer.

Em seu livro "A Morte de Si", publicado pela Editora Cult, Veras reflete sobre o suicídio de forma multifatorial e complexa. Em um capítulo intitulado "A solidão dos hiperconectados", o psiquiatra aborda como a agressividade das redes sociais é prejudicial para a saúde mental e como contribui para uma crise de sentido da sociedade.

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Para ele, as redes criam bolhas de segregação e fazem com que estejamos vivendo um período de extrema frustração, sem saber como lidar com ela. "A vida virou um espaço achatado entre dois chats. Então a gente está permanentemente achando que está se conectado com alguém, quando no fundo a solidão é muito grande."

Isso se reflete também em um "cancelamento" fácil. "Ou seja, se alguém me frustra ou pensa diferente de mim, basta deletá-la, como se nunca estivesse existido. Isso vale também para a vida, que se cria uma noção de 'auto desaparecimento'", coloca Veras, como se a vida fosse um videogame.


Nicolelis destaca que o modelo, assim como o algoritmo, é treinado para reforçar as crenças que a pessoa coloca no sistema, como que para "agradar" quem está do outro lado da tela. Esse aspecto faz com que as pessoas deixem de desenvolver habilidades para se relacionar socialmente.

"O suicídio não ocorre só pela interação direta com esses sistemas, mas como consequência da ansiedade, da depressão e dos distúrbios emocionais que aparecem por você não conseguir mais viver ao redor de seres humanos", diz.

Para que a interação com a IA nesse contexto fique mais segura, Cortiz diz que é viável empregar um protocolo específico para que os chatbots entrem em contato com autoridades ou grupos especializados quando detectarem usuários com ideação suicida.
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June 26, 1:55 PM
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CNJ aprova regras para que juízes decidam sobre participação de crianças e adolescentes em conteúdos digitais

CNJ aprova regras para que juízes decidam sobre participação de crianças e adolescentes em conteúdos digitais | Inovação Educacional | Scoop.it

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou por unanimidade proposta de resolução que cria um modelo nacional com regras para a concessão de alvarás judiciais destinados à participação de crianças e adolescentes em atividades artísticas no ambiente digital. A iniciativa fortalece mecanismos de proteção diante do crescimento da exposição infantojuvenil em plataformas digitais e redes sociais. A votação aconteceu, nesta terça-feira (23), durante a 10ª Sessão Ordinária do órgão. A medida entra em vigor na data da publicação da norma.
A resolução aprovada trata de casos previstos no Decreto n. 12.880/2026 e alcança conteúdos publicados em perfis, canais ou espaços digitais dos próprios jovens, de responsáveis ou de terceiros, quando a imagem, a voz ou a rotina de crianças e adolescentes for explorada de forma habitual, em conteúdos monetizados ou impulsionados nas plataformas digitais.
Pela proposta, a autorização judicial deverá ser individual para cada criança ou adolescente, mesmo quando a atividade envolver participação coletiva. A análise dos pedidos deverá ser feita caso a caso, considerando aspectos como a frequência da exposição, o conteúdo produzido, as formas de divulgação, eventual monetização e impulsionamento, bem como a compatibilidade da atividade com o desenvolvimento físico, psíquico, moral, social e educacional da criança ou do adolescente. O compartilhamento ocasional de imagens de crianças não é o foco do ato normativo.
O relator, conselheiro Fabio Esteves, que participou remotamente da sessão, explicou que se a resolução reúne cuidados e exigências que buscam proteger crianças e adolescentes de práticas e exposições não compatíveis com a idade, capacidade de compreensão e fase de desenvolvimento. “Não estamos aqui para permitir o trabalho infantil dissimulado de práticas artísticas, mas estabelecer parâmetros nacionais para a atuação do Judiciário em um cenário cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes”, afirmou. O magistrado ressaltou que toda interpretação e aplicação da norma deverá observar princípios previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), fazendo a proteção integral para a garantia do melhor interesse da criança e do adolescente.
Limites
Para garantir a proteção integral para crianças e adolescentes, ao conceder o alvará, o juiz deve analisar os limites para horários, frequência e duração das atividades, garantia de períodos de descanso e alimentação, proteção da saúde física e emocional e preservação da frequência escolar e do desempenho educacional.
Também estão previstas medidas específicas para assegurar a privacidade, a imagem, a voz e os dados pessoais das crianças e adolescentes envolvidos nas atividades autorizadas. A proposta de Resolução, que se fundamenta na Constituição Federal, no ECA e na Convenção n. 138, da OIT, veda a participação dos jovens em conteúdos erotizados ou de natureza sexual, situações vexatórias, degradantes ou que violem direitos fundamentais.
Participações relacionadas à publicidade infantil abusiva, à divulgação de produtos cuja comercialização seja vedada a esse público e a conteúdos que promovam apostas, jogos de azar ou atividades equivalentes também estão proibidas. A vedação alcança ainda conteúdos que incentivem comportamentos perigosos, discursos de ódio, discriminação e outras formas de violência contra grupos vulneráveis, além de situações enquadradas entre as piores formas de trabalho infantil.
Na análise do pedido, o Judiciário deverá observar elementos relevantes para o caso concreto, como a manifestação da própria criança ou adolescente, a carga de exposição e a frequência das aparições, assim como eventuais índices de exploração indevida.
Prazos
Os alvarás terão prazo determinado e deverão observar as características de cada atividade. Pela minuta, o período máximo de vigência será de até 12 meses para crianças e de até 18 meses para adolescentes. Eventuais renovações dependerão de nova análise judicial, levando em conta o cumprimento das condições anteriormente fixadas e a evolução da exposição digital.
Patrimônio protegido
Aos magistrados e magistradas também caberá determinar mecanismos de proteção patrimonial. Entre as possibilidades previstas está a constituição de reservas financeiras em nome da criança ou do adolescente e o estabelecimento de controles sobre a destinação dos recursos, como forma de proteção do patrimônio auferido pelas crianças em retribuição às suas participações nos conteúdos que circulam pelas plataformas.
Fiscalização
O Ministério Público participará obrigatoriamente de todos os processos de autorização. Em situações que indiquem possível exploração econômica indevida ou trabalho infantil irregular, o magistrado poderá comunicar órgãos de fiscalização do trabalho, como o Ministério Público do Trabalho (MPT), assim como o Conselho Tutelar.
A norma também cria o Banco Nacional de Alvarás para Atividade Artística de Crianças e Adolescentes (BNAC), sistema que será mantido pelo CNJ para registrar e consolidar informações sobre alvarás expedidos para esse fim em todo o território nacional. O BNAC permitirá acompanhar a validade das autorizações, subsidiar a formulação de políticas públicas e produzir indicadores sobre a participação de crianças e adolescentes em atividades artísticas no ambiente digital. A ferramenta também deverá possibilitar a visualização do histórico de decisões relacionadas à mesma criança ou adolescente, contribuindo para a avaliação da carga de exposição e das medidas de proteção necessárias em cada caso.
Processo: 0004036-07.2026.2.00.0000

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June 26, 1:42 PM
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Frustração dos jovens pode ser explicada em um gráfico?

Frustração dos jovens pode ser explicada em um gráfico? | Inovação Educacional | Scoop.it

Toda sociedade que acredita na igualdade de oportunidades costuma assumir um bonito compromisso com suas crianças. O compromisso de que o lugar onde alguém nasce não deve decidir o tamanho do seu futuro. Trabalho duro e estudo deveriam abrir horizontes. Mesmo quando o caminho começa difícil, deveria existir uma estrada possível entre a origem e o destino.
A Curva do Grande Gatsby ajuda a entender por que esse compromisso parece tão distante para as gerações mais jovens. Ela mostra uma relação na qual países com maior desigualdade tendem a ter menor mobilidade entre gerações. À medida que a distância entre ricos e pobres cresce demais, fica mais difícil para os filhos dos mais pobres subir e mais fácil para os filhos dos mais ricos permanecer no topo.
O Brasil aparece como um dos casos mais expressivos dessa tensão. Nossa concentração de riqueza e renda faz com que a origem familiar tenha um peso muito alto na vida adulta. Nascer em uma família rica costuma significar acesso a uma série de vantagens. Nascer em uma família de classe média baixa ou pobre, por outro lado, significa começar a corrida muitos metros atrás e com responsabilidades adultas chegando cedo demais.
É por isso que a desigualdade brasileira não afeta apenas o presente. Ela atravessa gerações. A renda e a riqueza concentradas no topo tendem a se converter em investimento privado nos filhos, em herança, em moradia melhor, em escolas melhores e em uma rede de proteção que reduz o custo dos fracassos. Agora, se você nasce na classe média ou na pobreza, você terá muito menos tempo disponível para construir o próprio caminho.
A comparação com países nórdicos, como Suécia e Noruega, ajuda a iluminar esse contraste. Esses países também têm os seus desafios. A diferença é que a distância entre os grupos costuma ser menor e o Estado atua com mais força para impedir que a origem defina o destino. Maior equilíbrio salarial e sistemas tributários mais progressivos, por exemplo, reduzem o peso da origem familiar sobre a trajetória dos filhos.
Assim, nesses países, a criança depende menos dos recursos dos pais para acessar boas oportunidades. No Brasil, a origem familiar ainda funciona como um fator decisivo na definição das oportunidades disponíveis.
Nesse contexto, durante muito tempo, dissemos aos mais jovens que bastava aceitar sacrifícios e adiar recompensas. Muitos acreditaram nessa história. Alguns fizeram cursos, outros acumularam diplomas, entraram em estágios, aceitaram salários apertados, moraram mais tempo com os pais, adiaram filhos, adiaram casa e adiaram até a sensação de estar vivendo a própria vida.
E então surge uma pergunta que ninguém parece estar escutando: por que tanto esforço compra tão pouco futuro?
A frustração que nasce daí tem nome técnico e tem nome humano. O nome técnico é baixa mobilidade intergeracional. O nome humano é a sensação de correr numa esteira que acelera sozinha, em que você se esforça cada vez mais para permanecer exatamente no mesmo lugar.
E existe um risco político nisso que poucos estão levando a sério. Uma sociedade que entrega estagnação produz uma juventude ressentida, e o ressentimento costuma procurar culpados antes de procurar soluções.

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June 26, 1:37 PM
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Executivos pedem aproximação universidade-indústria

Executivos pedem aproximação universidade-indústria | Inovação Educacional | Scoop.it

Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que 27% de executivos das indústrias nacionais defendem a aproximação entre empresas e universidades como a chave para aumentar a produtividade por meio de P&D (pesquisa e desenvolvimento).
A porcentagem é superior à defesa de incentivos fiscais para inovação, citada por 22% dos entrevistados. Também está à frente da garantia da continuidade de recursos (18%). Foram 15% os que apontaram a inteligência artificial como prioridade.
Isso significa que, para maior parte do setor industrial, o gargalo não está apenas no volume de recursos públicos, mas na capacidade de fazer a produção científica se incorporar à produção.
A pesquisa foi conduzida pela Nexus. Foram entrevistados 1.003 executivos de pequenas, médias e grandes indústrias de todas as regiões do país, entre maio e junho deste ano.
O Brasil destina cerca de 1,2% do PIB a P&D, patamar próximo ao de Espanha, Itália e Portugal. Países como Coreia do Sul, Alemanha, Japão, Estados Unidos e Israel investem mais do que o dobro do Brasil: a partir de 2,5% do PIB na área.

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When Using AI Leads to “Brain Fry”

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A new study finds that certain patterns of AI use are driving cognitive fatigue, while others can help reduce burnout.
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Supervisionar agentes de IA: o custo oculto da exaustão mental

Supervisionar agentes de IA: o custo oculto da exaustão mental | Inovação Educacional | Scoop.it
A brasileira CloudWalk, rede global de pagamentos inteligentes e um dos expoentes da inovação financeira mundial, figurou com destaque no recente relatório do Boston Consulting Group (BCG) sobre o ecossistema de fintechs. Para o fundador e CEO da companhia, Luis Silva, a empresa do futuro transformará humanos em “coaches” de agentes de inteligência artificial (IA): o papel humano deixará de ser a execução de tarefas para se concentrar na orientação estratégica, na supervisão de fluxos e na curadoria de resultados (Valor Econômico, 16 de junho de 2026). Embora o agenciamento da IA esteja em seus primórdios, é inegável que a tecnologia amplia nossas capacidades; contudo, a prerrogativa humana de captar nuances, lidar com ambiguidades, interpretar contextos e atribuir significado permanece insubstituível. Esse otimismo, porém, encontra um obstáculo crescente: o custo oculto da supervisão. A evidência empírica mais recente revela que estamos caminhando para um gargalo que não é tecnológico, mas humano.

Um levantamento robusto conduzido pelo Boston Consulting Group com cerca de 1.500 profissionais em tempo integral nos EUA, publicado na Harvard Business Review (“When Using AI Leads to ‘Brain Fry’”, 5 de março de 2026), identifica um fenômeno que já circulava informalmente nas redes sociais como "névoa mental” ou "ressaca de IA”. Agora, o termo ganha rigor técnico: “fadiga cerebral por IA” (AI brain fry).

Esse esgotamento cognitivo ocorre quando a supervisão de sistemas de IA ultrapassa a capacidade de processamento do córtex pré-frontal. O cérebro humano, embora altamente adaptável, não é capaz de manter estados de alerta contínuos sobre sistemas que operam em velocidades sobre-humanas. O momento do estudo não é casual: muitas organizações pressionam seus funcionários a coordenar, simultaneamente, múltiplos agentes de IA, utilizando como indicador de performance o volume de tokens processados. O resultado é uma intensificação do trabalho, o que contradiz a promessa original da tecnologia de liberar tempo para o trabalho criativo.

Por que a supervisão de IA é tão exaustiva? A resposta reside no “custo de troca de contexto” (context switching). Ao supervisionar uma IA, o profissional precisa manter diversas “abas mentais” abertas: validar a precisão dos dados, checar vieses algorítmicos, garantir a conformidade normativa e alinhar o “tom de voz” com o propósito da tarefa. Esse monitoramento constante mantém o profissional em um estado de “vigilância de alta carga”. De acordo com o estudo do BCG, 14% dos profissionais usuários de IA já experimentam sintomas dessa exaustão. A incidência varia conforme a função: marketing (26%) lidera o ranking pela alta necessidade de criatividade, revisão de textos e imagens geradas por IA; seguido por recursos humanos (19%) e operações/engenharia (18%), áreas que exigem precisão técnica e atenção aos processos; advocacia e compliance (6%), embora intensos, são menos afetados porque possuem protocolos de revisão mais consolidados. Existe um limite crítico: a produtividade percebida sobe ao combinar até três agentes de IA, mas despenca a partir do quarto. A multitarefa, mesmo turbinada por IA, possui limites biológicos intransponíveis.

Esse novo fenômeno distingue-se do burnout tradicional. O burnout está ancorado em exaustão emocional e sentimentos negativos em relação à organização - o uso da IA para tarefas repetitivas reduz o burnout em cerca da 15%. Já a fadiga cerebral é uma exaustão de processamento: emerge do esforço de coordenar atenção e memória de trabalho além do limite humano. Relatos qualitativos descrevem a sensação de "abas mentais abertas" disputando atenção constante, releitura repetida do mesmo conteúdo e dificuldade de validar a qualidade do output. O custo organizacional é alto: colaboradores afetados apresentam 33% mais fadiga decisória, 11% mais erros leves e 39% mais erros graves. O impacto na retenção de talentos é igualmente preocupante: a intenção de pedir demissão sobe de 25% para 34%, envolvendo justamente os talentos mais estratégicos para o negócio.

A conclusão central do estudo é que o problema não reside na IA, mas em como o trabalho é estruturado. Equipes cujo gestor se dispõe a tirar dúvidas sobre IA registram 15% menos fadiga mental; quando o gestor espera que cada um aprenda por conta própria, a fadiga sobe 5%. Em contrapartida, quando a cultura organizacional sinaliza que a IA serve apenas para elevar metas de produção, o desgaste sobe 12%. Por outro lado, organizações percebidas como atentas ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional registram fadiga 28% menor. Para construir um ambiente sustentável, as organizações precisam adotar as seguintes práticas:

a)tratar a supervisão como recurso finito: como há limites para a gestão de pessoas, existem limites para o número de agentes que um humano acompanha com qualidade;

b)redefinir métricas: substituir a métrica de “volume de uso” ou “quantidade de tokens” por métricas de impacto no negócio e qualidade de entrega;

c)implementar “Zonas de Desconexão”: Promover períodos sem intervenção de IA para permitir a recuperação cognitiva; garantir que o colaborador passe mais tempo resolvendo problemas complexos do que gerindo os agentes de IA.

A visão de Luis Silva sobre humanos como coaches de IA é promissora. Contudo, para que essa transição não resulte em um colapso cognitivo coletivo, a cultura organizacional deve evoluir. As organizações precisam considerar a carga cognitiva como um risco ocupacional tão relevante quando a ergonomia física. O sucesso na era dos agentes de IA não será determinado por quem usa mais tecnologia, mas por quem protege melhor a capacidade humana de processar, decidir e inovar. Esse cenário demanda o desenvolvimento de uma nova ética no trabalho digital, no qual o bem-estar mental esteja na base da eficiência tecnológica.
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Datafolha: menos trabalhadores temem ser trocados por IA 

Datafolha: menos trabalhadores temem ser trocados por IA  | Inovação Educacional | Scoop.it

O cenário do Brasil é mais grave, diz Aguirre. O país tem grande taxa de trabalhadores expostos à substituição e menor poupança. "O risco que eu vejo está na classe média: ela pode ficar descoberta, porque a proteção social, pensando no Bolsa Família, não é desenhada para ela", afirma o economista.
Entre os brasileiros, por uma questão de escolaridade e perfil da economia, com maior peso para o funcionalismo e serviços menos intensivos em tecnologia, há mais ocupações ligadas a tarefas repetitivas, como área de recursos humanos ou composição de jingles. Serão áreas como essas em que haverá um enxugamento da força de trabalho, de acordo com Duque, do FGV Ibre.
"Toda revolução tecnológica tem seus perdedores de curto prazo", diz o economista do FGV Ibre. Os dados, segundo ele, mostram que os jovens, neste primeiro momento, são as principais vítimas.
Para Duque, cargos gerenciais associados a pessoas mais experientes são menos vulneráveis. "A IA não toma decisões, e quanto mais a pessoa cresce em um cargo, mais aumenta a atribuição de tomar decisões", afirma.

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Enamed: MP vira alvo de 479 emendas e acirra embate

Enamed: MP vira alvo de 479 emendas e acirra embate | Inovação Educacional | Scoop.it

A Medida Provisória que institui o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) como obrigatório para obtenção do registro profissional de futuros médicos recebeu 479 emendas durante o prazo regimental de tramitação no Congresso Nacional, que terminou nesta sexta (26).
Entre as principais sugestões apresentadas por deputados e senadores estão a inclusão de avaliações práticas de habilidades clínicas, a ampliação da participação de entidades médicas na condução do exame, mudanças nas regras de registro profissional e mecanismos para aumentar a transparência dos resultados.
Também foram propostas alterações para fortalecer a supervisão dos cursos de medicina e integrar o Enamed aos processos de seleção para residência médica.
A MP, assinada pelo presidente Lula (PT), tornou obrigatória a comprovação de proficiência pelo Enamed para que novos médicos possam obter o registro o CFM (Conselho Federal de Medicina). A medida também prevê que o exame substitua a etapa teórica do Revalida, unificando a avaliação de médicos formados no Brasil e no exterior.
A MP aguarda a instalação de uma comissão mista no Congresso. Como tem força de lei imediata, precisará ser analisada e aprovada pelos parlamentares em até 120 dias para não perder a validade.
Uma das principais controvérsias da medida envolve a participação do CFM, da AMB (Associação Médica Brasileira) e das instituições de ensino superior na estrutura de acompanhamento do exame.
A MP estabelece que a avaliação será elaborada e aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação), enquanto entidades médicas defendem maior protagonismo na avaliação dos recém-formados.
O debate ocorre em paralelo à tramitação de uma proposta no Congresso que cria o Profimed (Exame Nacional de Proficiência em Medicina), inspirado no modelo da prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A iniciativa prevê que o CFM seja responsável pela aplicação do teste, uma atribuição que o conselho considera compatível com seu papel legal de fiscalizador e normatizador da profissão.
"O Enamed se transformou numa disputa política. Isso é grave. O governo federal quer para si a responsabilidade de aplicar e avaliar as provas. Mas é preciso que as entidades médicas acompanhem de perto. E mais: não basta uma prova teórica, é preciso também uma avaliação prática", afirma Antonio José Gonçalves, presidente da APM (Associação Paulista de Medicina).
Em entrevista à Folha, o presidente do CFM, José Hiran Gallo, também criticou o formato definido pela medida provisória. Segundo ele, uma prova teórica com cem questões não seria suficiente para avaliar a capacidade de um médico recém-formado. "Uma prova com cem questões não avalia a habilidade daquele profissional. Toda e qualquer prova a nível mundial são no mínimo 300 questões", afirmou.
Pela proposta do governo, os estudantes de medicina terão duas avaliações obrigatórias ao longo da graduação: uma no quarto ano do curso e outra no último ano. A exigência de comprovação de proficiência para obtenção do registro profissional, porém, só valerá para alunos que ingressarem na graduação após a publicação da MP, sem efeito retroativo.
Na primeira edição do Enamed, realizada no ano passado, 39.258 estudantes concluintes participaram da avaliação e 67% alcançaram o nível considerado proficiente. O resultado acendeu o debate sobre a qualidade da formação médica no país. Cerca de um terço dos cursos avaliados, de 99 instituições, não atingiu desempenho satisfatório e passou a ser acompanhado pelo MEC.
A nota do exame varia de 1 a 5 e será utilizada para avaliar a qualidade dos cursos. Instituições com desempenho insuficiente poderão sofrer medidas regulatórias, como restrições para abertura de novas vagas, participação em programas como Fies e Prouni ou, em situações mais graves, desativação do curso.

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Inteligência artificial tornou-se fato consumado no Brasil

Inteligência artificial tornou-se fato consumado no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it

A inteligência artificial está na cabeça e no cotidiano dos brasileiros. De acordo com a pesquisa nacional deste mês de junho do Datafolha, 86% dos entrevistados afirmam conhecer ou ter ouvido falar da tecnologia. Entre eles, a maioria (52%) declara já tê-la utilizado.
As expectativas sobre qual será o efeito líquido da chamada inteligência artificial generativa na vida de cada um estão divididas. Um terço avalia que a inovação trará mais benefícios que prejuízos, outro terço pensa o contrário e os demais que opinaram (26%) preveem impacto neutro.
A opinião pública se divide em duas parcelas equivalentes quanto ao temor de que a sua profissão desapareça pela ação da IA.
As respostas tornam a ficar largamente majoritárias —e negativas— quando os participantes são indagados sobre se os modelos deveriam tomar decisões como as de contratar e demitir profissionais, aprovar empréstimos bancários e definir tratamentos médicos. Humanos são mais confiáveis nessas tarefas para mais de dois terços dos brasileiros.
Uma interpretação plausível dos principais achados da pesquisa é a de que a IA depressa se tornou um fato consumado no Brasil, há relativa incerteza sobre a linha geral de seus benefícios e ampla rejeição a que a responsabilidade por decisões cruciais seja alienada para essas poderosas máquinas computacionais.
Esta Folha vê com otimismo a onda de inovações que cruzou o rubicão com o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022. Ela tem liberado energias transformadoras em praticamente todos os setores da atividade e em escala planetária. Onde quer que haja um padrão, por complexo que seja, as novíssimas ferramentas de IA logram decifrá-lo, automatizando tarefas e reduzindo as falhas e o tempo de sua execução.
Decerto subsistem os riscos inerentes a qualquer revolução tecnológica. Alguns empregos vão se tornar obsoletos, enquanto outros irão surgir ou ganhar proeminência. A transição será tanto mais benéfica quanto mais instruída for a população, mais livre for o ambiente para inovar e competir, mais resistentes forem as defesas contra a cartelização e mais eficiente for o gasto social.
Há que combater o hábito das velhas elites política, empresarial e corporativista brasileiras de impor barreiras à absorção tecnológica, das quais com frequência constam a criação de empresas estatais e privilégios privados.
Não é preciso inventar burocracias, agências ou labirintos regulatórios para enfrentar os comportamentos lesivos dos conglomerados globais que lideram a corrida pela IA, como o seu péssimo costume de roubar conteúdo de terceiros para o treinamento e a operação de seus modelos.
Jamais deveria sair do foco nesse debate o interesse coletivo na prosperidade. É aspiração atemporal da humanidade ter acesso crescente a bens e serviços —e reduzir a necessidade de dedicar esforço pessoal a atividades pouco criativas e compensadoras.

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June 27, 2:17 PM
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Ensino médio público avança e reprovação cai 62% em três anos —

Ensino médio público avança e reprovação cai 62% em três anos — | Inovação Educacional | Scoop.it
Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o Pé-de-Meia. A poupança do ensino médio já beneficiou 7,2 milhões de estudantes e tem contribuído para melhorar a frequência às aulas, reduzir a evasão escolar e ampliar as taxas de aprovação no ensino médio. O programa oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem o Enem, principal porta de acesso à educação superior.

Para o ministro da Educação, o Pé-de-Meia é o carro-chefe nessa recuperação da educação básica brasileira. “É o programa educacional mais importante da última década e um dos mais relevantes das últimas duas décadas por enfrentar a desigualdade de oportunidades. O jovem mais vulnerável precisa ter as mesmas chances de concluir os estudos que qualquer outro estudante. O Pé-de-Meia não é apenas uma transferência de renda. É uma política educacional para melhorar a permanência e o desempenho dos estudantes”, defende Leonardo Barchini.
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June 27, 10:30 AM
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Cronograma prevê fiscalização efetiva do ECA Digital pela ANPD em 2027

Cronograma prevê fiscalização efetiva do ECA Digital pela ANPD em 2027 | Inovação Educacional | Scoop.it
Cronograma
Conforme o documento publicado, a ANPD concentrará esforços em três etapas:

Etapa 1 (imediata):

estabelecimento de parâmetros preliminares;
divulgação de informações essenciais sobre o ECA Digital para toda a sociedade;
acompanhamento para assegurar a adequada implementação do “sinal de idade”, prioritariamente, por lojas de aplicativos (como App Store e Google Play) e sistemas operacionais (Android, iOS, Windows) de dispositivos móveis (como celulares e tablets), e de computadores.
Miriam Wimmer explica que este sinal de idade poderá ser lido por outras empresas, como as de aplicativos, e terá um impacto sistêmico significativo.

“Se os sistemas operacionais iOS e App Store já estiverem conformes à ANPD, ao emitir o sinal de idade, usando parâmetros adequados, haverá desdobramento no ambiente virtual.”

Etapa 2: (a partir de agosto de 2026): 

publicação de orientações técnicas definitivas, por meio de regulamento ou guia da ANPD, voltado aos agentes regulados sobre a aplicação do ECA Digital;
O objetivo é definir quais métodos de verificação (biometria, análise de documentos ou estimativa por IA) serão aceitos para cada nível de risco.

Etapa 3 (janeiro de 2027):

início da fiscalização efetiva dos fornecedores de produtos e serviços digitais com usuários menores de idade.
O objetivo é assegurar a efetiva adequação das empresas às regras do ECA Digital. O descumprimento das regras, a partir desta fase, poderá resultar nas multas previstas no ECA Digital.

Sanções
Embora a nova lei esteja em vigor, a aplicação de sanções pela ANPD ainda aguarda a atualização do regulamento da agência sobre fiscalização e sanções. A modernização precisa passar por processo de consulta pública.

Mesmo assim, a ANPD tem feito a fiscalização preventiva de empresas de serviços digitais. O diretor da agência reguladora, Iagê Miola, destacou que, se as plataformas monitoradas trabalharem para seguir as determinações da nova lei, pode não haver necessidade de punição, apenas de orientação técnica da ANPD.

Porém, se for identificada a má-fé da empresa ou indisposição para se adequar às orientações da ANPD ou para dialogar com a instituição, a autoridade reguladora pode aplicar uma penalidade, tão logo o regulamento de sanções esteja pronto. 

“Porque a lei já está em vigor”, pontua o diretor Iagê Miola.

Além disso, o diretor destacou que o descumprimento ao ECA Digital pode ser punido em outras esferas de poder.

“Existem temas no ECA Digital que não dizem respeito diretamente à ANPD. As sanções de suspensão temporária de atividades e de proibição do exercício de atividades são aplicáveis pelo poder Judiciário.”

Métodos de verificação de idade
Durante a entrevista coletiva, Mirian Wimmer, lembrou que, em outubro de 2025, a agência de proteção de dados (ANPD) lançou o quinto volume da série Radar Tecnológico, com foco em mecanismos de aferição de idade em ambientes digitais, para a proteção de crianças e adolescentes.

O objetivo é garantir que a criança só acesse conteúdos próprios para a sua idade no ambiente digital, bem como impedir que adultos se passem por crianças e interajam com elas de modo ilícito.

O documento de orientação diferencia tecnicamente a verificação (checagem documental ou biográfica vinculada a bases oficiais) da estimativa de idade para entrar nos ambientes digitais, redes sociais, jogos eletrônicos, ou para restringir ou autorizar a venda de produtos restritos.

A ANPD sinaliza que a escolha do mecanismo de confirmação da idade mais apropriado vai depender do risco que o serviço oferece ao usuário.

“A aferição pode ser desde uma simples estimativa, baseada no comportamento do usuário ou em teste de capacidade, até mecanismos efetivos de verificação mediante fornecimento de documentos. A escolha do mecanismo mais apropriado pela empresa dependerá de cada contexto”, explicou a diretora.
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June 27, 10:18 AM
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CNJ define critérios para juízes autorizarem influenciadores mirins

Uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (23) estabelece como os magistrados deverão decidir sobre a participação de crianças e adolescentes em plataformas digitais. 
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June 27, 9:32 AM
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CNJ regulamenta alvarás para crianças e adolescentes que produzem conteúdo digital —

CNJ regulamenta alvarás para crianças e adolescentes que produzem conteúdo digital — | Inovação Educacional | Scoop.it
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, nesta terça-feira (23), resolução que estabelece regras nacionais para a concessão, fiscalização e monitoramento de alvarás judiciais para a participação de crianças e adolescentes em atividades artísticas no ambiente digital.

A medida atende às diretrizes do ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) e do Decreto nº 12.880/2025, que tratam da proteção do público infantojuvenil, ao mesmo tempo em que preservam o direito à participação e à liberdade de expressão.
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June 26, 3:44 PM
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CNJ aprova regras para influenciadores mirins

CNJ aprova regras para influenciadores mirins | Inovação Educacional | Scoop.it

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (23), regras para a atuação de crianças e adolescentes em conteúdos monetizados nas redes sociais.
A permissão para isso dependerá de avaliação dos impactos da exposição e definição de tempo máximo semanal de dedicação às atividades, entre outros exemplos.
A resolução também determina que os direitos e desejos das crianças e adolescentes deverão ser protegidos em casos de conflitos de interesses com os pais ou responsáveis.
As regras atendem a requisitos do ECA Digital, lei de proteção a crianças e adolescentes na internet, e de um decreto presidencial que regulamenta a lei, assinado em março deste ano.
O decreto prevê que plataformas e fornecedores de serviços digitais devem exigir autorização judicial prévia para permitir a monetização ou o impulsionamento de conteúdos produzidos por crianças e adolescentes. Dessa forma, coube ao CNJ definir as regras para tal.
A resolução determina que os juízes devem avaliar a carga de exposição da criança ou adolescente. A carga será considerada para garantir a proteção ao melhor interesse do menor de 18 anos, considerados os potenciais impactos da exposição digital e a existência de riscos de violação de direitos.
Também deverá ser considerada a compatibilidade da atividade com a faixa etária e com o desenvolvimento físico, psíquico, moral, social e educacional da criança ou do adolescente, além da vontade da criança ou adolescente.
As salvaguardas à participação, como definição de horários e medidas de preservação à frequência escolar ou proteção à privacidade, serão descritas pelos magistrados na decisão de emissão da autorização.
A existência de fatores de vulnerabilidade individual e familiar poderão demandar salvaguardas adicionais.
Os juízes poderão ainda determinar medidas de proteção patrimonial dos menores, como a constituição de reserva patrimonial em conta ou aplicação em nome da criança ou do adolescente.
As normas vedam a participação de crianças ou adolescentes em conteúdos erotizados ou de natureza sexual, com situações violadoras, vexatórias ou degradantes, publicidade de produtos proibidos às faixas etárias e publicidade infantil abusiva, entre outros.
A discussão sobre publicidade foi uma das principais entre os conselheiros, que explicitaram que a permissão de publicidade em conteúdos produzidos por crianças adolescentes não deverá ser considerada uma permissão para que crianças façam publicidade, já que o trabalho infantil, com exceção do trabalho artístico, é proibido.
Crianças também não poderão participar em conteúdos que estimulem apostas, discurso de ódio contra grupos vulneráveis ou comportamentos perigosos.
A resolução aprovada também determina que a análise judicial seja feita de forma individual. Todas as crianças brasileiras que produzam conteúdo para brasileiros, independente dos países de residência, estarão sujeitas às regras.
O pedido de alvará deverá ser apresentado por pai ou responsável, com participação compatível à idade da criança ou adolescente. Deverá incluir informações como os nomes dos perfis, o tipo de conteúdo a ser produzido, a frequência das atividades, a existência de contratos com agências e a situação educacional e de saúde do menor.
O Ministério Público deverá atuar em todos os casos.
O juiz determinará o prazo de vigência, que não poderá ultrapassar 12 meses para crianças e 18 para adolescentes. A renovação dependerá de nova análise, com avaliação do cumprimento das obrigações.
A resolução prevê ainda que o alvará seja suspenso ou revogado em caso de descumprimento.
Em caso de identificação de indícios de exploração indevida ou trabalho infantil irregular, o magistrado deverá comunicar os fatos aos órgãos de fiscalização competentes, como Ministério Público, Ministério Público do Trabalho, Conselho Tutelar e outros.
A resolução também cria o BNAC (Banco Nacional de Alvarás para Atividade Artística de Crianças e Adolescentes), destinado ao registro, consolidação e consulta das informações relativas aos alvarás expedidos no território nacional.
Ao defender a resolução, o relator do texto, conselheiro Fabio Esteves, destacou que os estudos que subsidiaram a proposta identificaram riscos relacionados à exposição excessiva da imagem de crianças e adolescentes, à exploração econômica indevida, à ausência de mecanismos adequados de proteção patrimonial e à violação da privacidade. Dessa forma, as regras servem à proteção dos menores.
"Esse tema é um tema extremamente caro à Justiça do Trabalho, porque lidamos muitas vezes com a parte pior dessa atividade, que é quando a atividade artística se transforma em trabalho infantil efetivamente e temos então que julgar problemas que envolvem perdas da saúde física e mental de crianças e adolescentes", disse a conselheira Kátia Magalhães, que é ministra do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

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June 26, 1:44 PM
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1,2 milhão de usuários falam sobre suicídio com o ChatGPT

1,2 milhão de usuários falam sobre suicídio com o ChatGPT | Inovação Educacional | Scoop.it

Dados obtidos pela OpenAI, criadora do ChatGPT, sugerem que mais de um milhão de pessoas que utilizam seu chatbot de inteligência artificial (IA) generativa demonstraram interesse no tema do suicídio.
Em uma publicação em seu blog na última segunda-feira (27), a empresa americana disse estimar que 0,15% dos usuários têm "conversas que incluem indicadores explícitos de possível planejamento ou intenção suicida".
Segundo a OpenAI, mais de 800 milhões de pessoas usam o ChatGPT a cada semana, o que significa que sua estimativa sobre suicídio corresponde a cerca de 1,2 milhão de usuários.
A empresa também estima que cerca de 0,07% dos usuários ativos semanais (pouco menos de 600 mil pessoas) apresentem possíveis sinais de emergências de saúde mental relacionadas a psicose ou mania.
O problema ganhou destaque depois que o adolescente californiano Adam Raine cometeu suicídio no início deste ano. Seus pais entraram com uma ação judicial contra o ChatGPT porque a ferramenta forneceu conselhos específicos sobre como fazê-lo.
Desde então, a OpenAI aprimorou os controles parentais para seu chatbot e introduziu outras medidas de segurança, como maior acesso a linhas diretas de crise, redirecionamento automático de conversas delicadas para modelos mais seguros e lembretes sutis para que os usuários façam pausas durante sessões prolongadas.
A companhia também atualizou o ChatGPT para reconhecer e responder melhor aos usuários que enfrentam emergências de saúde mental e diz estar trabalhando com mais de 170 profissionais de saúde mental para reduzir significativamente as respostas problemáticas.

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June 26, 1:38 PM
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RNP apresenta proposta de cooperação tecnológica ao MEC para impulsionar transformação digital nas Universidades Federais

Durante a reunião, foi discutida a criação do Programa NEXUS, uma iniciativa desenvolvida em parceria entre a RNP e o Colégio de Gestores de TIC das Universidades Federais (CGTIC), que assessora a Andifes nas políticas de tecnologia da informação e comunicação (TIC). Inspirado no Programa Conecta Rede, que já beneficia a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, o NEXUS propõe um modelo de integração tecnológica para as universidades federais, com foco em padronização de processos, economia de recursos e ampliação do acesso a soluções digitais.
A proposta busca responder à crescente necessidade de modernização tecnológica das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), em um contexto de restrições orçamentárias e de demanda por maior eficiência administrativa. A implementação está sendo discutida para 2026 e pretende fortalecer a infraestrutura digital das universidades, apoiando atividades de ensino, pesquisa, inovação e gestão.

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June 26, 1:33 PM
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IAs podem alimentar delírios psiquiátricos, diz estudo

IAs podem alimentar delírios psiquiátricos, diz estudo | Inovação Educacional | Scoop.it

Os chatbots podem incentivar e alimentar delírios que são típicos de quadros psicóticos, indica um estudo inédito baseado em centenas de milhares de mensagens reais trocadas entre pacientes psiquiátricos e robôs. Além disso, os modelos de linguagem falham nos momentos em que deveriam desencorajar pensamentos suicidas e de violência contra si ou outras pessoas.
A análise é liderada pelo pesquisador Jared Moore, da Universidade Stanford, e também reúne cientistas de outras instituições, como Harvard, a Universidade de Chicago e Carnegie Mellon. A pesquisa foi aceita e será apresentada no fim deste mês na FAccT (Conference on Fairness, Accountability, and Transparency), uma das principais conferências acadêmicas dedicadas aos impactos sociais, éticos e políticos da inteligência artificial.
O estudo, que passou por revisão por pares, é a maior análise até agora feita a partir de uma base de dados de mensagens reais de usuários que relataram danos psicológicos relacionados à interação com chatbots, 19 pessoas ao todo. São quase 400 mil mensagens, em um total de quase 5.000 conversas —mais de 80% dos casos envolveram o ChatGPT, da OpenAI. A coleta de dados foi realizada pelos autores entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.
Até então, as pesquisas em geral tratavam da análise de casos específicos ou faziam simulações de delírios psicóticos para avaliar como os robôs reagiriam.
Procurada, a OpenAI diz que as pessoas às vezes recorrem ao ChatGPT em momentos sensíveis e que está focada em garantir respostas cuidadosas, com a orientação de especialistas.
"Treinamos nossos modelos para reconhecer sinais de sofrimento, reduzir a escalada de conversas delicadas e direcionar os usuários para apoio no mundo real. Ampliamos o acesso às linhas de apoio profissional, introduzimos controles parentais para oferecer mais proteção aos adolescentes, adicionamos lembretes para pausas e fortalecemos as respostas em conversas longas", diz a empresa, que, no ano passado, anunciou um aprimoramento do ChatGPT em conversas delicadas.
A pesquisa de Stanford indica falhas na prevenção de riscos. Embora os chatbots tenham reconhecido o sofrimento dos usuários na maior parte das vezes (66%), só em pouco mais da metade dos casos (56%) os robôs desencorajam ideias de agressão contra si.
Quando os usuários expressavam pensamentos violentos, os robôs só desencorajam a violência em 16,7% dos casos. Ao mesmo tempo, em um terço dos episódios os chatbots estimularam ativamente ou facilitaram os pensamentos violentos.
Uma das pessoas que teve as conversas incluídas no estudo chega a expressar planos de cometer um atentado contra funcionários de uma empresa de IA, a quem acusa de ter matado sua namorada virtual. Segundo o estudo, o chatbot não desestimula a ideia e até encoraja um ato de vingança.
Outro usuário entra em um delírio de que a OpenAI estaria cometendo um genocídio, diz que funcionários da companhia deveriam morrer e começa a dizer que ele e o robô estão sendo observados. A pessoa morre por suicídio durante a interação.
"São números significativos, na medida em que envolvem desfechos graves", diz Rodrigo Martins Leite, psiquiatra assistente do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo). "A forma como a IA interage sem dúvida é combustível para indivíduos que estejam num episódio psicótico ou começando a ter sintomas psicóticos. É gasolina na fogueira."
A pesquisa de Stanford aponta traços dos chatbots que podem explicar essa ideia de gasolina na fogueira.
O principal deles é a tendência a adular os usuários, reforçando suas crenças —essa característica aparece mais de 70% das mensagens, 45% das quais trazem sinais de ideias delirantes.
Os robôs com frequência repetiam e extrapolavam o que os usuários diziam, numa tentativa de validar os pensamentos deles, alimentando crenças de grandeza. As máquinas faziam elogios como dizer que o usuário tinha tido "uma ideia de um milhão de dólares" ou era "um Einstein" —mesmo diante de sinais de delírio.
"O problema da psicose é a pessoa padecer da confirmação excessiva das próprias crenças. Ela tem crenças inflexíveis, e a IA parece corroborar ao indivíduo a veracidade delas", diz Martins Leite. "A grande questão é que a interação com robôs é algo em escala muito grande, nunca visto. E, em geral esses indivíduos se isolam da sociedade, ficam no próprio mundo, acabam perdendo um ‘feedback’ social."
A maioria dos casos em análise envolveu o ChatGPT-4o, que se destacou por esse comportamento adulador e gerou processos judiciais contra a OpenAI, acusando o robô de provocar espirais delirantes e suicidas, além de outros episódios psiquiátricos —com casos que resultaram em morte.
Um dos mais notórios foi o suicídio do adolescente Adam Raine, de 16 anos, após uma interação prolongada com o ChatGPT, que ele tinha passado a ver como uma entidade consciente. A família dele processa a OpenAI na Justiça, sustentando que o robô contribuiu para a morte do filho.
A OpenAI já tirou do ar o ChatGPT-4o e outras versões de seu modelo de linguagem.
A crença de que o modelo tem consciência, a conexão emocional com o chatbot e o interesse amoroso no robô apareceram em todos os 19 casos avaliados na pesquisa de Stanford.
Os pesquisadores sustentam que esse tipo de comportamento está relacionado a um maior engajamento nas interações com a IA. Sempre que mensagens expressavam interesse amoroso —seja do usuário ou do robô— o resto da conversa entre os dois tendia a ser duas vezes mais longa.
Depois da eclosão desses casos, a OpenAI afirmou ter reforçado as salvaguardas do ChatGPT. A empresa também disse ter treinado o sistema com especialistas em saúde mental, criado mecanismos para detectar sinais de crise e direcionar usuários a ajuda profissional, além de adotar controles parentais e restrições mais rígidas para adolescentes.
Em um segundo artigo científico, ainda sem revisão de pares, os cientistas buscaram responder se os chatbots só acompanham os usuários em crenças delirantes ou se exercem um papel ativo.A resposta é que os dois lados influenciam o processo, mas de maneiras e em escalas de tempo diferentes. Segundo os autores, a influência humana é forte, mas curta —e acontece quando o usuário empurra a conversa na direção do delírio.
O chatbot, por sua vez, exerce uma influência mais duradoura ao validar a narrativa, reafirmar pressupostos, expandir hipóteses delirantes e manter a coerência interna da história criada. Ou seja, os robôs não seriam apenas espelhos passivos.
Embora a imprensa americana chegue a falar, quando discute esse assunto, de casos de psicose induzidos por IA, os estudos não provam uma relação de causa e efeito. Também não se sabe o histórico dos pacientes pesquisados.
De todo modo, esse é um tipo de pesquisa que enfrenta obstáculos. Afinal, as conversas entre robôs e pessoas são privadas e difíceis de obter, já que envolvem informações sensíveis. Isso limita o acesso a dados em escala, que só as próprias empresas de IA podem ter, dificultando uma análise independente.
Os autores do estudo alertam que podem existir riscos mais graves, mas que são difíceis de medir sem dados mais acessíveis. Por isso, terminam o artigo com uma série de recomendações —o que inclui um pedido de mais transparência por parte das empresas de tecnologia.

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