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June 28, 9:44 AM
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Enamed: MP vira alvo de 479 emendas e acirra embate

Enamed: MP vira alvo de 479 emendas e acirra embate | Inovação Educacional | Scoop.it

A Medida Provisória que institui o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) como obrigatório para obtenção do registro profissional de futuros médicos recebeu 479 emendas durante o prazo regimental de tramitação no Congresso Nacional, que terminou nesta sexta (26).
Entre as principais sugestões apresentadas por deputados e senadores estão a inclusão de avaliações práticas de habilidades clínicas, a ampliação da participação de entidades médicas na condução do exame, mudanças nas regras de registro profissional e mecanismos para aumentar a transparência dos resultados.
Também foram propostas alterações para fortalecer a supervisão dos cursos de medicina e integrar o Enamed aos processos de seleção para residência médica.
A MP, assinada pelo presidente Lula (PT), tornou obrigatória a comprovação de proficiência pelo Enamed para que novos médicos possam obter o registro o CFM (Conselho Federal de Medicina). A medida também prevê que o exame substitua a etapa teórica do Revalida, unificando a avaliação de médicos formados no Brasil e no exterior.
A MP aguarda a instalação de uma comissão mista no Congresso. Como tem força de lei imediata, precisará ser analisada e aprovada pelos parlamentares em até 120 dias para não perder a validade.
Uma das principais controvérsias da medida envolve a participação do CFM, da AMB (Associação Médica Brasileira) e das instituições de ensino superior na estrutura de acompanhamento do exame.
A MP estabelece que a avaliação será elaborada e aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação), enquanto entidades médicas defendem maior protagonismo na avaliação dos recém-formados.
O debate ocorre em paralelo à tramitação de uma proposta no Congresso que cria o Profimed (Exame Nacional de Proficiência em Medicina), inspirado no modelo da prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A iniciativa prevê que o CFM seja responsável pela aplicação do teste, uma atribuição que o conselho considera compatível com seu papel legal de fiscalizador e normatizador da profissão.
"O Enamed se transformou numa disputa política. Isso é grave. O governo federal quer para si a responsabilidade de aplicar e avaliar as provas. Mas é preciso que as entidades médicas acompanhem de perto. E mais: não basta uma prova teórica, é preciso também uma avaliação prática", afirma Antonio José Gonçalves, presidente da APM (Associação Paulista de Medicina).
Em entrevista à Folha, o presidente do CFM, José Hiran Gallo, também criticou o formato definido pela medida provisória. Segundo ele, uma prova teórica com cem questões não seria suficiente para avaliar a capacidade de um médico recém-formado. "Uma prova com cem questões não avalia a habilidade daquele profissional. Toda e qualquer prova a nível mundial são no mínimo 300 questões", afirmou.
Pela proposta do governo, os estudantes de medicina terão duas avaliações obrigatórias ao longo da graduação: uma no quarto ano do curso e outra no último ano. A exigência de comprovação de proficiência para obtenção do registro profissional, porém, só valerá para alunos que ingressarem na graduação após a publicação da MP, sem efeito retroativo.
Na primeira edição do Enamed, realizada no ano passado, 39.258 estudantes concluintes participaram da avaliação e 67% alcançaram o nível considerado proficiente. O resultado acendeu o debate sobre a qualidade da formação médica no país. Cerca de um terço dos cursos avaliados, de 99 instituições, não atingiu desempenho satisfatório e passou a ser acompanhado pelo MEC.
A nota do exame varia de 1 a 5 e será utilizada para avaliar a qualidade dos cursos. Instituições com desempenho insuficiente poderão sofrer medidas regulatórias, como restrições para abertura de novas vagas, participação em programas como Fies e Prouni ou, em situações mais graves, desativação do curso.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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FGM orienta municípios sobre novo guia do MEC para identificação de estudantes da Educação Especial no Censo Escolar

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou o Guia para Identificação e Declaração do Público da Educação Especial no Censo Escolar: orientações para as redes de ensino sobre procedimentos educacionais de identificação e registro de estudantes público da educação especial.
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Today, 1:24 PM
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Fim das licenciaturas a distância divide opiniões em debate na Câmara - Notícias

Fim das licenciaturas a distância divide opiniões em debate na Câmara - Notícias | Inovação Educacional | Scoop.it
Representante de alunos lembra que 73% dos municípios não têm educação superior presencial; para secretário de Educação, cursos EaD têm privilegiado mais o lucro que a qualidade
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Today, 1:22 PM
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A profissão que o Brasil está DESTRUINDO em silêncio

Em 2023, um ataque dentro de uma escola estadual de São Paulo chocou o país e virou símbolo de um problema muito maior. Por trás desse caso extremo existe uma cadeia de dados que mostra o que está acontecendo com os professores brasileiros todos os dias, em milhares de salas de aula.
Os números do SAEB, do INEP e de pesquisas acadêmicas revelam uma escalada de agressões, intimidação e adoecimento dentro do ambiente escolar. Pesquisadores como Wanderley Codo e conceitos como a "síndrome da desistência do educador" ajudam a explicar um fenômeno que vai muito além da sala de aula, chegando ao corpo e ao cérebro de quem ensina.
Existe também uma engrenagem econômica por trás dessa crise, envolvendo formação de professores, políticas de contratação e escolhas orçamentárias que raramente são discutidas abertamente.
O resultado é uma profissão que está perdendo profissionais mais rápido do que consegue formar novos, e com projeções preocupantes para as próximas décadas.
00:00 A morte que virou símbolo
00:48 A escala do problema no Brasil
03:25 A sala de aula sem autoridade
06:29 O custo do adoecimento no corpo
14:34 A próxima geração já desistiu
17:14 Quem ganha com essa engrenagem
23:16 Quem sobra na sala de aula?
A violência contra o professor não é a doença, é o sintoma de uma profissão que ficou sozinha. Este é mais um episódio do PqC Brasil que investiga os fenômenos escondidos por trás dos números do nosso país.
Referências:
00:00 INSTITUTO SEMESP. Perfil e desafios dos professores da educação básica no Brasil. São Paulo: Instituto Semesp, 2024.
02:40 INSTITUTO SEMESP. Perfil e desafios dos professores da educação básica no Brasil. São Paulo: Instituto Semesp, 2024.
05:23 ADRIÃO, S. M. de F. Educação e privilégio: o que querem os pais das escolas privadas? 2014. 152 f. Dissertação (Mestrado em Educação: História, Política, Sociedade) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2014.
05:54 BARBOSA, L. C. et al. Aluno-cliente, aluno-tirano e a mercantilização da educação. Extra Classe, Porto Alegre, 6 mar. 1998.
07:08 DOLTON, P. et al. Global Teacher Status Index 2018. London: Varkey Foundation, 2018.
09:33 YAO, J. et al. Five decades of teacher burnout research (1970-2024): a comprehensive bibliometric analysis. Acta Psychologica, v. 259, p. 105318, 2025.
AGYAPONG, B. et al. Stress, burnout, anxiety and depression among teachers: a scoping review. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 19, n. 17, p. 10706, 2022.
10:34 CODO, W. (coord.). Educação: carinho e trabalho: burnout, a síndrome da desistência do educador, que pode levar à falência da educação. Petrópolis: Vozes, 2002.
11:00 SCHONFELD, I. S. et al. Burnout and depression: two entities or one? Journal of Clinical Psychology, v. 72, n. 1, p. 22-37, 2015.
11:21 RAVI, M. et al. The immunology of stress and the impact of inflammation on the brain and behaviour. BJPsych Advances, v. 27, p. 158-165, 2021.
13:41 GONÇALVES, R. dos S. A síndrome de burnout em professores: sua relação com a satisfação no trabalho, fatores sociodemográficos e organizacionais. 2023. 78 f. Dissertação (Mestrado Interdisciplinar em Ciências da Saúde) – Instituto de Saúde e Sociedade, USP, Santos, 2023.
16:01 PESCAROLO, J. K. Problemas contemporâneos na educação: demissão do Estado, precarização e deserção docente. 2014. 226 f. Tese (Doutorado em Sociologia) – Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, UFPR, 2014.
17:08 INSTITUTO SEMESP. Risco de apagão de professores no Brasil. São Paulo: Instituto Semesp, 2022.
17:25 SILVA, C. G. A. et al. Expansão e mercantilização das licenciaturas: o decreto nº 12.456/2025 é capaz de barrar a deformação em larga escala de futuros professores? InterMeio: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação – UFMS, Campo Grande, v. 31, n. 62, 2025.
21:08 DEJOURS, C. A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2018.
22:35 TODOS PELA EDUCAÇÃO. Anuário Brasileiro da Educação Básica 2024: professores. São Paulo: Todos Pela Educação, 2024.
BRASIL. Inep. Meta 17: valorização dos professores. Brasília, DF: Inep, 2024.
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The Spider's Web: Britain's Second Empire | The Secret World of Finance

The Spider's Web: Britain's Second Empire | The Secret World of Finance
Michael Oswald's film The Spider's Web reveals how at the demise of the empire, the City of London's financial interests created a web of secrecy jurisdictions that captured wealth from across the globe and hid it in a web of offshore islands. Today, up to half of global offshore wealth is hidden in British jurisdictions and Britain and its dependencies are the largest global players in The Secret World of Finance.
#TheSpidersWeb #SecretWorldOfFinance #BritainSecondEmpire
#OffshoreTaxHavens #GlobalFinance #FinancialInfluence #Documentary
⌚ Timestamps:
0:00 Introduction
2:22 The British Empire
4:33 The Eurodollar Market
6:54 The Last Remnants of Empire
9:37 The Corporation of London
13:28 The Bank of Credit and Commerce International
16:53 Trusts
23:27 Who is in charge of Britain's Overseas Territories?
28:35 Global Financial Centers and Empire
37:15 How America Embraced Offshore Finance
42:15 Growth of Offshore Finance and Corruption
48:05 Whistleblowers
54:54 Politicians and Financial Secrecy
1:01:35 Accountants
1:07:20 Protesters Confront Dave Hartnett
1:10:27 Private Finance Initiative
1:13:42 Conclusio

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Evolution | BBC Earth

Evolution | BBC Earth | Inovação Educacional | Scoop.it
Chris Packham uncovers the 4 billion year story behind five iconic animals, revealing how evolution shaped them in the most surprising ways.
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Today, 1:04 PM
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The dark side of AI - Exploitation of humans and nature | DW Documentary

Magical, autonomous, all-powerful: Artificial intelligence fuels our dreams and nightmares. While tech companies promise us a better future, AI is already causing serious harm.

Huge data centers and server farms are required for AI programs to function. These are paving over landscapes and consuming immense amounts of water and electricity — mostly from fossil fuels, and thus dirty energy sources.

Millions of low-wage workers worldwide are busy feeding data to, and training, the algorithms for AI programs — often at the expense of their mental and emotional health. These workers, many of them young and living in the Global South, are exposed to all manner of harmful content to train AI models to detect such material.

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Pé-de-Meia tem 14% de contas paradas; MEC faz mutirão 

Pé-de-Meia tem 14% de contas paradas; MEC faz mutirão  | Inovação Educacional | Scoop.it

O restante das contas sem movimentação é de adultos que também tem direito ao benefício.
Até o ano passado, 2,7 milhões de contas abertas pela Caixa eram atribuídas a menores de 18 anos. Isso representa 48% do total. O número de contas inclui beneficiários ativos e também quem já se formou no ensino médio.
De abril a junho, a pasta conseguiu regularizar 571 mil contas que estavam sem consentimento dos responsáveis, segundo informações obtidas pela Folha. O trabalho é feito desde 2024, quando o programa foi iniciado —naquele ano, de setembro a dezembro, 356 mil contas tiveram acesso após a pasta conseguir a autorização dos adultos.
O Pé-de-Meia começou com alunos do ensino médio regular de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. No mesmo ano, o programa foi ampliado para o EJA (Educação de Jovens e Adultos) e todo o CadÚnico (cadastro para acesso a programas sociais), vinculando-o a um limite de renda.
Os estudantes elegíveis são incluídos automaticamente no programa, e uma conta bancária é aberta pela Caixa sem necessidade de contato prévio com o beneficiário ou a família. Dados computados até 29 de junho mostram que foram abertas 7,1 milhões de contas bancárias. Dessas, 991 mil não tiveram movimentação.

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July 9, 1:24 PM
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Orçamento do MEC detalha despesas discricionárias em 2026 —

Orçamento do MEC detalha despesas discricionárias em 2026 — | Inovação Educacional | Scoop.it
Entre as despesas discricionárias estão as bolsas e os auxílios da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), cujo orçamento é de R$ 2,8 bilhões. O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) tem previsão de R$ 1,9 bilhão, e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), R$ 373,6 milhões.  

Do total de despesas discricionárias, o Novo PAC conta com R$ 4,9 bilhões. Os valores são destinados à infraestrutura educacional. Despesas com água, energia elétrica e manutenção das instalações das instituições federais também são consideradas discricionárias. 

Além das despesas discricionárias, o orçamento é composto pelas chamadas despesas de execução obrigatória, como as emendas parlamentares e a complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). 
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July 9, 1:22 PM
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Por que a geração dos 30 anos não alcançou o padrão de vida dos pais?

A ideia de que cada geração viveria melhor que a anterior, e de que o estudo seria o instrumento dessa passagem, não descreve uma regularidade natural da economia. Corresponde a uma expectativa socialmente construída, formada em condições históricas determinadas e sustentada por arranjos de trabalho, salário e proteção que tornaram plausível, para parte da população brasileira, projetar autonomia adulta a partir do diploma. Tomar essa expectativa como objeto, e não como pressuposto, permite comparar dois grupos concretos. De um lado, integrantes da geração X que chegaram aos 30 anos entre 1997 e 1999. De outro, millennials que atingiram a mesma idade entre 2022 e 2024. O que está em jogo não é um juízo moral sobre esforço individual, mas a investigação das condições materiais que organizam a entrada na vida adulta e decidem se a escolaridade se converte, ou não, em renda, moradia e estabilidade.

A economia analisada como instituição socialmente organizada oferece o primeiro fio dessa investigação. A obra clássica de Karl Polanyi sobre a sociedade de mercado mostra que a economia de mercado só se realiza plenamente quando trabalho, terra e dinheiro são incorporados ao mecanismo mercantil, o que subordina a própria substância social às exigências do mercado.[1] O trabalho, tratado como mercadoria, corresponde na verdade à vida das pessoas, e, por isso, a sua mercantilização exige contrapesos institucionais capazes de conter os efeitos destrutivos do mercado.[2] Quando os mecanismos de proteção que ancoravam o trabalho se afrouxam, a relação entre esforço educacional e segurança material deixa de ser estável. O ponto interessa de modo direto ao caso brasileiro. A escolarização ampliada dos millennials ocorreu num mercado de trabalho que multiplicou formas de contratação e transferiu risco ao trabalhador. A promessa de mobilidade pressupunha proteção, e é a erosão dessa proteção que ajuda a explicar por que o diploma passou a render menos.

O segundo fio vem da sociologia da reprodução. A análise de Pierre Bourdieu sobre a distinção social indica que a posse de diplomas perde valor relativo à medida que se generaliza, num processo em que a expansão do acesso à educação convive com a desvalorização dos títulos. A escolaridade que antes distinguia passa a ser condição mínima de entrada, sem garantir a posição que prometia. Aplicada ao Brasil, a observação desfaz a leitura ingênua segundo a qual mais anos de estudo produziriam, por si, mobilidade. A geração mais escolarizada disputa postos num mercado que incorporou a escolaridade como exigência básica e deslocou para outros recursos, herança, redes e capital econômico de origem, a diferenciação efetiva. O resultado é uma escolaridade ampla em quantidade e deprimida em retorno.

A sociologia econômica acrescenta que os resultados no mercado de trabalho não derivam apenas de atributos individuais de qualificação. A formulação de Mark Granovetter sobre o enraizamento da ação econômica sustenta que o acesso a oportunidades depende de redes e posições sociais que distribuem informação e confiança de modo desigual, de sorte que quem parte de posições subalternas encontra menos pontes para empregos protegidos e mais bem remunerados. No caso brasileiro, a pesquisa de Nadya Araujo Guimarães sobre desemprego e mercados de trabalho evidencia que o ingresso e a permanência no emprego se organizam por segmentações que reservam estabilidade a alguns e rotatividade a muitos. A mesma escolaridade gera, assim, retornos distintos conforme a posição social de origem, o que recoloca a desigualdade no centro da explicação.

A formação histórica brasileira deu a essa segmentação contornos particulares. Maria Sylvia de Carvalho Franco identificou uma formação social peculiar de homens livres e expropriados, que não estavam submetidos ao trabalho forçado nem integrados como proletariado moderno.[3] Nessa ordem, a posição social se reproduzia por mecanismos de dominação pessoal que definiam de antemão os alvos de ascensão e bloqueavam o caminho de quem vivia do próprio trabalho.[4] Virgínia Fontes mostrou que a produção social de trabalhadores livres, isto é, expropriados, é condição e resultado da expansão das relações capitalistas, qualquer que seja a forma jurídica assumida pela atividade laboral.[5] A autora associa, ademais, a expropriação de direitos, a mercantilização de bens antes garantidos e o uso da força de trabalho sem contrato a formas contemporâneas de superexploração.[6] Marcelo Badaró Mattos reconstituiu a trajetória dos trabalhadores e de suas organizações e mostrou que conquistas sociais resultaram de conflito, e não de concessão automática do crescimento. Lidas em conjunto, essas contribuições afastam a tese de uma escada social que subiria sozinha com a escolaridade e indicam uma estrutura que reitera desigualdade enquanto incorpora parcelas da população ao consumo.

Gênero e raça atravessam essa estrutura e não funcionam como acréscimos posteriores. Helena Hirata e Danièle Kergoat (2007) demonstram que a divisão sexual do trabalho organiza de modo persistente quem ocupa as funções menos remuneradas e mais precárias, hierarquia que se atualiza mesmo quando cresce a escolaridade das mulheres. A discussão proposta por Nancy Fraser e Axel Honneth sobre redistribuição e reconhecimento oferece um modo de articular essas dimensões sem reduzir a desigualdade racial e de gênero a um efeito secundário da renda. A partir desse quadro, a comparação entre as duas gerações deixa de ser exercício estatístico isolado e exige leitura simultânea de classe, raça e gênero. É com esse instrumental que os dados da seção seguinte podem ser interpretados sem se transformarem em descrição de médias.


Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Renda, moradia e direitos diante da vida adulta adiada
Os resultados do estudo conduzido por Daniel Duque, Michael França e Fillipi Nascimento, do Insper, divulgados por Castro e Fernandes em O Globo, fornecem a base empírica para examinar esse processo.[7] A análise compara integrantes da geração X nascidos entre 1967 e 1969 com millennials nascidos entre 1992 e 1994, observados todos aos 30 anos, e conclui que a geração mais nova chegou a essa idade com renda superior à da anterior, porém com avanço insuficiente para alterar posições. Em nenhuma faixa de renda o crescimento anual dos millennials, em relação à geração X, ultrapassou 2%, patamar que os autores associam à baixa mobilidade social do país. O dado central não é a ausência de ganho, e sim a sua insuficiência para converter escolaridade em mudança de status.

A distribuição desses ganhos por faixa de renda revela um avanço limitado no seu alcance. Os ganhos concentraram-se na base da pirâmide, com crescimento próximo de 2% ao ano entre os 25% mais pobres e cerca de 1,3% ao ano entre os 5% mais pobres, enquanto no topo o movimento foi quase nulo, inferior a 0,5% ao ano entre os 25% mais ricos e próximo de zero entre os 10% mais ricos. Os próprios autores indicam que a mobilidade efetiva exigiria crescimento da ordem de 3% ao ano, com variação entre 2% e 4%, e avanço das camadas inferiores em ritmo ao menos duas vezes superior ao dos estratos mais altos da geração anterior. As crises de 2015 e 2016 e a pandemia comprimiram rendimentos e ajudam a explicar por que mesmo os grupos com maior avanço não mudaram de posição. A Tabela 1 sistematiza esses números, todos aproximados, e sua leitura.

Tabela 1 – Renda e mobilidade intergeracional por faixa de renda

Faixa de renda Ganho médio anual de renda dos millennials em relação à geração X (aprox.) Interpretação sociológica Implicação jurídica/social
5% mais pobres Aprox. 1,3% ao ano Ganho concentrado na base, insuficiente para alterar a posição relativa Tensiona a erradicação da pobreza (art. 3º, III)
10% mais pobres Aprox., abaixo de 2% ao ano Melhora modesta, sem ruptura do padrão de origem Mantém distância do trabalho digno (arts. 1º, IV, e 7º)
25% mais pobres Aprox. 2% ao ano Maior avanço relativo, ainda abaixo do limiar de mobilidade Reduzir desigualdade exigiria ganho superior (art. 170, VII)
Mediana da população Aprox. 1,5% ao ano Estagnação do centro da distribuição Fragiliza a valorização do trabalho na ordem econômica (art. 170)
25% mais ricos Aprox., abaixo de 0,5% ao ano Quase ausência de avanço no estrato superior O teto não se moveu, sem efeito redistributivo
10% mais ricos Aprox., próximo de zero Imobilidade no topo da distribuição Estagnação geral, não convergência entre faixas
5% mais ricos Aprox., pouco acima de 0,5% ao ano Avanço residual no topo Confirma ausência de dinamismo capaz de sustentar mobilidade
Valores aproximados (“aprox.”), extraídos da reportagem e dos gráficos do anexo.

Fonte: resultados do estudo de Duque, França e Nascimento (Insper), divulgados por Castro e Fernandes (O Globo, 7 jun. 2026).

O paradoxo se enuncia com clareza quando se cruzam escolaridade e retorno. A geração que mais estudou na história do país obteve, na faixa etária analisada, ganhos de renda que não acompanham o esforço educacional acumulado. A desvalorização relativa dos diplomas, discutida na primeira seção, opera num mercado que generalizou a exigência de escolaridade sem ampliar na mesma proporção os postos capazes de remunerá-la. O diploma deixou de ser instrumento de distinção e tornou-se condição de elegibilidade, deslocando a competição para credenciais adicionais, idiomas, pós-graduações e estágios pouco ou nada remunerados, que dependem de tempo e dinheiro disponíveis sobretudo a quem já parte de melhor posição. A escolaridade ampliada, nesse arranjo, redistribui credenciais sem redistribuir oportunidades.

A moradia expõe outra face do mesmo processo, e nela aparece uma inversão significativa. Entre a geração X, a probabilidade de constituir domicílio fora da casa dos pais crescia com a renda, de cerca de 30% entre os mais pobres a mais de 80% entre os mais ricos, de modo que a autonomia residencial funcionava como marca de ascensão. Entre os millennials, o padrão se inverte, com a saída do domicílio familiar mais forte nos estratos de menor renda e a permanência prolongada na casa dos pais difundindo-se inclusive entre setores de renda mais alta.

A reportagem associa parte da maior saída entre os mais pobres a programas habitacionais, sem que isso configure ascensão, enquanto a permanência no topo sinaliza que constituir domicílio próprio se tornou mais custoso e mais adiado. A Tabela 2 reúne os indicadores de moradia disponíveis, todos aproximados, e registra os pontos que o gráfico do anexo não permite estimar com segurança.

Tabela 2 – Moradia, autonomia residencial e propriedade aos 30 anos

Indicador Geração X (aprox.) Millennials (aprox.) Sentido da mudança Leitura crítica
Morar fora da casa dos pais entre os mais pobres aprox. 30% Maior do que entre os mais ricos da própria geração; valor exato não estimado com segurança a partir do gráfico Inversão do gradiente A saída deixa de indicar ascensão e passa a refletir necessidade
Morar fora da casa dos pais entre os mais ricos mais de 80% Tende a permanecer mais tempo na casa dos pais; valor exato não estimado com segurança a partir do gráfico Queda da autonomia no topo Constituir domicílio próprio fica adiado mesmo com renda mais alta
Gradiente da autonomia residencial pela renda Cresce com a renda Invertido, mais forte na base Inversão estrutural A renda deixa de ser a via principal para a casa própria
Imóvel próprio por quantil de renda aos 30 anos não estimado com segurança a partir do gráfico não estimado com segurança a partir do gráfico Não aplicável O anexo não permite leitura segura da propriedade imobiliária por quantil; indicador tratado qualitativamente no texto
Valores aproximados (“aprox.”), extraídos visualmente dos gráficos do anexo, com arredondamento aproximado. Pontos sem leitura segura no gráfico foram assinalados.

Fonte: resultados do estudo de Duque, França e Nascimento (Insper), divulgados por Castro e Fernandes (O Globo, 7 jun. 2026).

O acesso a bens duráveis cresceu no mesmo período, mas não deve ser lido como prova de mobilidade. Entre famílias de renda intermediária, o acesso a itens como geladeira, fogão e máquina de lavar subiu de pouco mais de 30% para cerca de 75%, movimento que reflete a queda relativa de preços desses produtos, a produção em escala e a expansão do crédito, e não a reorganização das posições sociais. Possuir eletrodomésticos tornou-se comum sem que a renda, a moradia ou a estabilidade acompanhassem o mesmo ritmo. As desigualdades raciais e de gênero tornam ainda mais nítida essa dissociação, pois o estudo registra que homens brancos da geração X, aos 30 anos, dispunham de renda superior à de todos os demais grupos identitários entre os millennials, o que significa que mulheres e pessoas negras da geração mais nova e mais escolarizada não alcançaram, na média, o patamar ocupado três décadas antes pelo grupo socialmente favorecido.

O ordenamento constitucional tratou como direitos justamente aquilo que os dados mostram comprometido. A Constituição de 1988 inscreveu entre os direitos sociais a educação, o trabalho e a moradia, no art. 6º, fixou como objetivo da República reduzir as desigualdades sociais e erradicar a pobreza, no art. 3º, III, e organizou a ordem econômica sobre a valorização do trabalho humano, a função social da propriedade, a redução das desigualdades e a busca do pleno emprego, no art. 170, caput e incisos III, VII e VIII.[8] O direito ao trabalho digno encontra base no art. 1º, IV, e no art. 7º, e a educação, no art. 205, enquanto o Estatuto da Juventude reconheceu a condição juvenil como objeto de políticas próprias. Confrontados com os números, esses dispositivos funcionam menos como descrição da realidade e mais como medida da distância entre a promessa normativa e as condições materiais de quem chega aos 30 anos sem moradia autônoma, sem retorno proporcional à escolaridade e diante de uma igualdade material que a hierarquia de raça e gênero contradiz. A defasagem não é retórica, e sim social.

Desigualdade, trabalho e futuro social
O conjunto dos dados desautoriza a leitura que atribui à geração mais nova acomodação ou falta de esforço. A frustração que a acompanha tem origem estrutural, e não psicológica. Uma geração foi formada para esperar que o estudo abrisse caminho de autonomia e chegou à vida adulta num arranjo que reorganizou as condições de entrada, encarecendo a moradia, fragmentando o trabalho e diluindo as proteções que tornavam previsível a passagem para a vida independente. O descompasso entre o que foi prometido e o que se realizou não mede um defeito de caráter coletivo. Mede a transformação das bases materiais sobre as quais a vida adulta se constrói.

No centro dessa transformação está o mundo do trabalho. A renda que não cresce o suficiente expressa um mercado que multiplicou vínculos instáveis, transferiu ao trabalhador riscos antes partilhados e fez da rotatividade a norma para grande parte da população. Quando o emprego protegido se torna exceção e a remuneração estagna, a escolaridade adicional não encontra onde se converter em ganho material proporcional. O trabalho deixou de funcionar como ponte segura entre o esforço educacional e a estabilidade e passou a operar como filtro que reserva as posições melhores a quem já dispõe de recursos anteriores. A insuficiência de renda, longe de ser acidente conjuntural, é efeito de uma forma de organizar o trabalho que distribui de modo desigual segurança e remuneração.

A moradia condensa esse adiamento de maneira especialmente nítida. Sair da casa dos pais, constituir domicílio próprio e projetar alguma permanência deixaram de ser etapas previsíveis e passaram a depender de uma combinação de renda, crédito e preço que escapa ao controle de quem trabalha. A inversão observada, com a autonomia residencial deslocando-se de marca de ascensão para resultado da necessidade entre os mais pobres e adiamento entre os mais ricos, mostra que o acesso ao espaço próprio se desorganizou como horizonte comum. Permanecer mais tempo na casa de origem não é escolha geracional por conforto. É consequência de um custo de vida adulta que cresceu mais rápido do que a capacidade de financiá-lo pelo próprio trabalho.

O acesso ampliado a bens duráveis não corrige esse quadro e pode encobri-lo. Possuir geladeira, fogão ou máquina de lavar tornou-se comum porque esses itens ficaram relativamente mais baratos e o crédito se expandiu, não porque as posições sociais se reorganizaram em favor de quem trabalha. Confundir consumo de bens com mobilidade social leva a subestimar o problema, porque um domicílio pode acumular eletrodomésticos e seguir sem renda estável, sem moradia própria e sem proteção diante do desemprego ou da doença. A ausência de uma rede sólida de proteção material é o elo que falta para transformar escolaridade em autonomia. Sem ela, o diploma rende credencial, e não segurança.

A desigualdade que estrutura esse processo não é neutra quanto a raça e gênero. O fato de o grupo socialmente favorecido de uma geração anterior ainda superar, em renda, os demais grupos da geração seguinte e mais escolarizada revela uma hierarquia que o tempo não desfez. Mulheres e pessoas negras carregam, sobre a estagnação geral, um peso adicional que antecede o mercado de trabalho e se reproduz dentro dele. Reconhecer isso impede que a frustração geracional seja tratada como experiência homogênea. Há quem chegue aos 30 anos com escolaridade acumulada e ainda ocupe o lugar que a estrutura reservou de antemão, e há quem encontre menos obstáculos por partir de uma posição que a própria desigualdade preservou.

O que os números brasileiros descrevem guarda relação com um movimento mais amplo, em que gerações mais escolarizadas, em diferentes países, enfrentam crescimento lento, encarecimento da vida adulta e proteção social em recuo, mas é no caso brasileiro que esse movimento encontra uma estrutura que reiterou desigualdade enquanto incorporava parcelas da população ao consumo. O resultado é uma escolaridade que cresceu sem a correspondente expansão das condições materiais de autonomia. Encarar o problema exige tratá-lo onde ele se produz, na organização do trabalho que estagna a renda, no custo da moradia que adia a independência, na proteção social insuficiente que não converte estudo em segurança e na reprodução das hierarquias de raça e gênero que distribuem de modo desigual os poucos ganhos disponíveis. A frustração de quem estudou mais e alcançou menos não pede consolo nem exortação ao esforço. Pede o reconhecimento de que a passagem para a vida adulta foi reorganizada contra a maioria, e de que devolver sentido à promessa de mobilidade depende de decisões sobre trabalho, renda, moradia e proteção, e não da resignação de uma geração diante daquilo que não escolheu.

 

Erik Chiconelli Gomes é doutor em História Econômica pela USP. Pós-doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito (FDUSP) e em Economia (IE/Unicamp). Coordenador Acadêmico da Escola Superior de Advocacia da OAB/SP.

 

Referências
BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. Tradução de Daniela Kern e Guilherme J. F. Teixeira. São Paulo: Edusp; Porto Alegre: Zouk, 2007.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Emenda Constitucional nº 26, de 14 de fevereiro de 2000. Altera a redação do art. 6º da Constituição Federal, para incluir o direito à moradia. Brasília, DF: Senado Federal, 2000.

BRASIL. Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da Juventude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude. Brasília, DF: Presidência da República, 2013.

CASTRO, Mayra; FERNANDES, Julia. Millennials estudam mais que os pais, mas não superam padrão de vida da geração X. O Globo, Rio de Janeiro, 7 jun. 2026. Reportagem sobre estudo de Daniel Duque, Michael França e Fillipi Nascimento (Insper). Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/07/millenials-estudam-mais-que-os-pais-mas-nao-superam-padrao-de-vida-da-geracao-x.ghtml. Acesso em: 15 jun. 2026.

FONTES, Virgínia. O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história. 2. ed. Rio de Janeiro: EPSJV/Editora UFRJ, 2010.

FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. 4. ed. São Paulo: Editora UNESP, 1997.

FRASER, Nancy; HONNETH, Axel. Redistribution or recognition? a political-philosophical exchange. London: Verso, 2003.

GRANOVETTER, Mark. Economic action and social structure: the problem of embeddedness. American Journal of Sociology, Chicago, v. 91, n. 3, p. 481-510, 1985.

GUIMARÃES, Nadya Araujo. Desemprego, uma construção social: São Paulo, Paris, Tóquio. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2009.

HIRATA, Helena; KERGOAT, Danièle. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 37, n. 132, p. 595-609, set./dez. 2007. DOI: 10.1590/S0100-15742007000300005. Disponível em: https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/344. Acesso em: 15 jun. 2026.

MATTOS, Marcelo Badaró. Trabalhadores e sindicatos no Brasil. São Paulo: Expressão Popular, 2009.

POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época. Tradução de Fanny Wrobel. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

 

[1]Para a crítica da economia de mercado como forma de subordinação da vida social, cf. POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época. Tradução de Fanny Wrobel. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p. 93-94. Nessa passagem, o autor sustenta que a economia de mercado só se realiza plenamente quando trabalho, terra e dinheiro são incorporados ao mecanismo mercantil, subordinando a própria substância social às exigências do mercado.

[2]Sobre a necessidade de proteção social diante dos efeitos destrutivos do mercado de trabalho, cf. POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época. Tradução de Fanny Wrobel. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p. 99-100. O argumento é especialmente útil para sustentar que a mercantilização do trabalho exige contrapesos institucionais, pois as vantagens econômicas do mercado livre não eliminam seus custos sociais.

[3]Para a formação histórica dos homens livres e pobres na sociedade escravista, cf. FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. 4. ed. São Paulo: Editora UNESP, 1997, p. 14. A autora identifica uma formação social peculiar de homens livres e expropriados, desprovidos dos meios de produção, não plenamente submetidos ao trabalho forçado e tampouco integrados como proletariado moderno.

[4]Sobre os mecanismos de dominação pessoal e os limites de ascensão dos homens livres pobres, cf. FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata. 4. ed. São Paulo: Editora UNESP, 1997, p. 18. A autora indica que sua análise busca apreender como se definiam os alvos de ascensão social, as possibilidades de realização desses sujeitos e as forças que bloqueavam seu caminho, revelando o princípio de dominação pessoal.

[5]Para a relação entre expropriação e produção de trabalhadores disponíveis ao capital, cf. FONTES, Virgínia. O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história. 2. ed. Rio de Janeiro: EPSJV/Editora UFRJ, 2010, p. 44. A autora mostra que a produção social de trabalhadores “livres”, isto é, expropriados, constitui condição e resultado da expansão das relações capitalistas, independentemente da forma jurídica assumida pela atividade laboral.

[6]Sobre precarização contemporânea, descontratação e expropriação de direitos sociais, cf. FONTES, Virgínia. O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história. 2. ed. Rio de Janeiro: EPSJV/Editora UFRJ, 2010, p. 356. A autora associa a expropriação de direitos, a mercantilização de bens antes garantidos como direitos e o uso da força de trabalho sem contrato a formas contemporâneas de superexploração.

[7]Resultados do estudo de Daniel Duque, Michael França e Fillipi Nascimento, do Insper, divulgados por Mayra Castro e Julia Fernandes em O Globo, em 7 de junho de 2026. A reportagem informa que o estudo utilizou microdados das pesquisas domiciliares do IBGE, a saber, PNAD, PNAD Contínua e POF, sem que essas bases tenham sido consultadas diretamente nesta análise. Os percentuais por faixa de renda foram extraídos da reportagem e dos gráficos do anexo e, por terem origem visual em gráfico, são tratados como aproximações. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/06/07/millenials-estudam-mais-que-os-pais-mas-nao-superam-padrao-de-vida-da-geracao-x.ghtml. Acesso em: 15 jun. 2026.

[8]Constituição Federal de 1988: art. 1º, IV (valores sociais do trabalho); art. 3º, III (redução das desigualdades sociais e erradicação da pobreza e da marginalização); art. 6º (direitos sociais à educação, ao trabalho e à moradia, esta incluída pela Emenda Constitucional nº 26/2000); art. 7º (direitos dos trabalhadores urbanos e rurais); art. 170, caput e incisos III, VII e VIII (valorização do trabalho humano, função social da propriedade, redução das desigualdades regionais e sociais e busca do pleno emprego); art. 205 (educação como direito de todos e dever do Estado e da família). Estatuto da Juventude: Lei nº 12.852, de 5 de agosto de 2013.
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July 9, 10:34 AM
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Enem 2025: melhores públicas selecionam estudantes 

Enem 2025: melhores públicas selecionam estudantes  | Inovação Educacional | Scoop.it
Todas as escolas públicas do país que alcançaram as 30 maiores notas no Enem 2025 contam com processo seletivo para a entrada dos alunos no ensino médio. Algumas delas chegam a ter concorrência mais alta do que o curso de medicina da USP.

ENEM 2025

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Considerando todas as escolas, apenas uma da rede pública ficou na lista das 30 com maiores notas: o Colégio Naval, em Angra dos Reis (RJ). A instituição, ligada às Forças Armadas, tem um processo seletivo rigoroso de estudantes, com teste de aptidão física que conta até mesmo com prova de natação. Ela aparece com a 21ª maior nota do país.


A EPCAr (Escola Preparatória de Cadetes do Ar) tem a terceira maior nota entre as escolas públicas do país - Sgt Johnson Barros/Divulgação/FAB
Ao considerar apenas as instituições públicas de ensino, o levantamento indica que todas elas possuem processo seletivo. Ou seja, já selecionam os que têm melhor desempenho, o que, segundo especialistas e estudos, favorece a exclusão de estudantes mais pobres e com deficiência.

Das 30 escolas públicas com maior nota, 12 são escolas militares, ou seja ligadas às Forças Armadas ou às Polícias Militares dos estados. Nenhuma delas é cívico-militar, modelo em que militares (em geral aposentados) vão atuar em escolas regulares.

Outras 16 escolas são ligadas a universidades públicas e contam com processo seletivo. É o caso, por exemplo, do Colégio de Aplicação da UFV (Universidade Federal de Viçosa), em Minas Gerais, que obteve a segunda maior nota entre as escolas públicas.

A terceira maior nota entre as públicas é da EPCAr (Escola Preparatória de Cadetes do Ar), em Barbacena (MG), que possui um processo seletivo com avaliação do conteúdo escolar, além de testes de aptidão física e psicológica e um período de experiência para os aprovados.

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O último processo seletivo da escola teve mais de 21 mil inscritos para as 130 vagas ofertadas para ingressar no ensino médio. Ou seja, uma concorrência de 161 candidatos para cada vaga —mais do que o curso de medicina da USP, com 90 candidatos por vaga.

Os alunos que se candidatam para EPCAr são avaliados em uma prova com questões de português, matemática, inglês e uma redação. Eles também são submetidos a teste de aptidão física, com exigências como fazer 21 flexões para os meninos e 13 para as meninas.

O Sudeste tem 15 escolas na lista de 30 escolas com melhores notas e é seguido pelo Nordeste, com 11. Em seguida aparece o Norte (3) e Centro-Oeste (1). Nenhuma escola do Sul ficou nessa lista.

Fortaleza é a cidade com mais escolas na liderança. Das 30 com maior nota, seis estão na capital cearense, que também ocupa os três primeiros lugares com os colégios Ari de Sá Cavalcante (sede Mário Mamede), Farias Brito (Aplicação) e Christus (Pré-Universitário). todos particulares.

ENTENDA O LEVANTAMENTO
A lista de escolas foi feita pela média dos estudantes de cada instituição no exame, utilizando os microdados divulgados pelo Inep, órgão responsável pelo exame, em 22 de junho.

O levantamento foi construído com base na nota média da prova de redação e das provas objetivas (de matemática, linguagens, ciências da natureza e ciências humanas). As escolas consideradas deveriam ter dez ou mais inscritos entre seus estudantes e taxa de participação na prova deveria ser maior do que 50%.

Na ferramenta, é possível pesquisar pelo nome da instituição ou filtrar por estado, cidade e bairro. Também é possível ordenar por nota da redação ou da prova objetiva.

Caso determinado colégio não apareça, é possível que não se enquadre na metodologia (veja ao fim do texto). Algumas instituições também não preencheram a informação sobre o bairro em que estão localizadas.

Foram incluídas no levantamento somente escolas com mais de dez estudantes inscritos e comparecimento de ao menos 50%.

Provas invalidadas ou com nota zero não foram levadas em consideração, seguindo uma metodologia do Inep.

Escolas divulgadas como municipais, estaduais e federais foram colocadas na categoria pública, e as privadas permaneceram com o mesmo nome.
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July 8, 4:48 PM
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emprego perman^}encia

emprego perman^}encia | Inovação Educacional | Scoop.it

Qual é a proporção das pessoas formalmente empregadas em 2022 que já apareciam nos registros da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) a cada ano desde 2004? Como essas proporções variam entre grupos de pessoas e entre características de seus empregos mais recentes? A partir dessas questões, o artigo investiga desigualdades na acumulação de tempo de serviço formal entre diferentes perfis de pessoas e postos de trabalho. Os grupos de empregados formais de 2022 que menos permaneceram na Rais ao longo dos anos anteriores são mulheres, de cor preta ou parda, nos postos de menor remuneração, do comércio, da agropecuária e da construção.
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July 8, 4:44 PM
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Genius Historian: The Ancients Warned Us About AI. We’re Building What They Feared | A. Mayor

Adrienne Mayor is a research scholar at Stanford and the author of the book “Gods and Robots: Myths, Machines, and Ancient Dreams of Technology.

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Today, 1:26 PM
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Lei das férias de 2027 fere autonomia das escolas, diz entidade

Lei das férias de 2027 fere autonomia das escolas, diz entidade | Inovação Educacional | Scoop.it
Federação Nacional das Escolas Particulares alega que a lei não tem poder de interferir no calendário das escolas particulares. Mudança foi determinada por Lei Geral da Copa do Mundo de Futebol Feminino.
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Today, 1:24 PM
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Justiça intima ANPD e MEC a se manifestarem sobre reconhecimento facial nas escolas do Paraná –

Justiça intima ANPD e MEC a se manifestarem sobre reconhecimento facial nas escolas do Paraná – | Inovação Educacional | Scoop.it
Uso massivo do reconhecimento facial incomoda ao Ministério Público do Estado, que requer ainda a tutela de urgência para cessar o tratamento dos dados, e a condenação solidária da ANPD e do MEC ao pagamento de R$ 15 milhões por danos morais coletivos.
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Today, 1:23 PM
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Birthgap

**Note: This feature-length version of Birthgap has been updated to the "Birthgap (2025)" version with a number of minor updates to this ongoing phenomenon**
Also, the movie is available to watch as expanded 10-part mini-series on Patreon, "Birthgap Extended", with 20 additional minutes of footage.
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Why are birthrates collapsing across the world — in almost every culture and society? This documentary reveals the surprising answer.
Based on the research of data scientist Stephen J. Shaw — published and peer-reviewed in Nature Portfolio (Scientific Reports, August 21, 2025) — Birthgap challenges conventional wisdom and ignites a critical debate about our shared global future.
Premiering exactly nine years after filming began, this two-hour feature spans 24 countries across the Americas, Europe, Asia, and Africa — weaving gripping personal stories with cutting-edge data science, animations, and breathtaking footage. From bustling megacities to remote villages high in the Andes and Himalayas, it uncovers a hidden reality that is reshaping the future of humanity

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Today, 1:21 PM
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The World in 2027: New AI Technologies That Will Change Everything

The World in 2027: AI Technologies That Will Change Everything
Artificial Intelligence is changing fast — but 2027 will be the moment it truly redefined reality.
In this video, we explore the real AI technologies that are expected to exit the cloud and enter the mainstream by 2027.
Not science fiction. Not hype.
Just the logical next step of what already exists today.
You’ll learn about:
Autonomous AI Swarms: Digital specialists that execute entire workflows, not just tasks.
Neural Video Synthesizers: Text-to-movie pipelines that make Hollywood-level production accessible to everyone.
Embodied AI: The merge of advanced behavior models and robotic steel, bringing brains into the physical world.
Hyper-Personalized Edge AI: Independent digital ghosts running locally on your devices, acting as an external brain.
Decentralized AI Networks: The counter-revolution against corporate control, where communities own the intelligence grid.
This video is for creators, builders, professionals, and everyone who wants to understand where AI is going — and how to prepare for it.
The future of AI isn’t about replacing human mobility or intelligence.
It’s about amplifying the people who know how to use it correctly.
Subscribe to FutureLens for more videos about AI, technology, and the future of work.
#AI #ArtificialIntelligence #AI2027 #FutureOfAI #Technology #Web3 #AIAgents #EdgeAI

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Today, 1:14 PM
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Artificial Intelligence: Complete path to 2030

Which of these predictions are starting to happen right now?
CHAPTERS:
00:00 AI In The Next 5 Years (2026 to 2030)
19:46 How AI Takes Over by 2030 (A Realistic Scenario)
01:03:01 15 AI Predictions That Will Change The World
01:40:22 AI Just Made 15 Discoveries We Never Expected

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Today, 1:06 PM
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Evolution: Official Trailer | BBC Earth Science

From their earliest origins to the animals we know today.
Join Chris Packham as he travels through 4 billion years of Earth's history, uncovering the extraordinary evolutionary journeys of five iconic species.

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Today, 9:50 AM
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Copa do Mundo: A academia brasileira de ganhar dinheiro

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Há três anos, o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) associou-se à CBF Academy. Pelo contrato, fica com 84% da receita e a confederação com 16%.
A parceria foi decisão do ex-presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, que, mais tarde, permaneceu no cargo ancorado por medida liminar assinada pelo ministro Gilmar Mendes.
Gilmar é fundador e sócio do IDP.
Logo depois da queda de Ednaldo, Mendes declarou que a CBF procurou o IDP pelo prestígio do instituto e negou haver conflito de interesses.
Um ano depois, a gestão da CBF melhorou. Seria difícil ficar pior do que estava com Ednaldo Rodrigues, mas melhorou. Só que tem muita coisa para fazer.
A política de Brasília se apossou do prédio da Barra da Tijuca e há uma guerra jurídica com os blocos comerciais de clubes que tira atenção do que de fato é necessário realizar pelo futuro do futebol e da seleção.
A CBF Academy foi fundada em 2016, está completando dez anos e, diferentemente de Clairefontaine, o décimo aniversário não vem acompanhado de um título mundial, mas do maior fracasso em Copas do Mundo nos últimos 60 anos.
Se há uma academia associada a um instituto, a missão de CBF Academy e IDP só pode ser desenvolver o maior polo de cultura de futebol do Hemisfério Sul e das Américas. Foi o que a França conseguiu fazer em Clairefontaine.
Não precisa ser um ingênuo sonhador, um Dom Quixote da bola para acreditar nisso. Basta não ser burro. Se 25% da população do Brasil diz não torcer por clube nenhum, trazer 10% disto para dentro da economia do futebol significa ter mais 21 milhões de consumidores.
É por causa da economia, não apenas do idealismo, que o Brasil precisa voltar a ser o país do futebol. Das meninas e dos meninos, dos homens e das mulheres.

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Today, 9:39 AM
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Gestão Nunes chama 3º setor para gerir três escolas

Gestão Nunes chama 3º setor para gerir três escolas | Inovação Educacional | Scoop.it
Prefeitura de SP abre chamamento público nesta quarta (15) e destinará R$ 103 milhões a três escolas
Fernando Padula, secretário de Educação, defende modelo baseado em resultados do Colégio Liceu
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July 9, 1:23 PM
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Millennials estudam mais que os pais, mas não superam padrão de vida da geração X

Millennials estudam mais que os pais, mas não superam padrão de vida da geração X | Inovação Educacional | Scoop.it
Rafaella Steenhagen, de 28 anos, é formada em Relações Internacionais, mas não atua na área. Fluente em quatro idiomas, trabalha como assistente administrativa. Apesar de empregada, não teve o retorno financeiro que esperava do grande investimento que fez em educação. O mal-estar aumenta quando ela compara sua situação financeira com a dos pais, ambos advogados.

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Ela se vê distante do que eles já tinham conquistado perto dos 30 anos, a começar pela casa própria para criar dois filhos. Solteira, Rafaella ainda mora com os pais e usa essa base para sua nova jornada universitária: está cursando Direito.

— Eu me sinto frustrada quando vejo que ainda não alcancei o padrão de vida e a estabilidade que planejava, apesar de trabalhar em uma ótima empresa, que oferece salário e benefícios acima do mercado para a função em que atuo — diz. — É como se diz nas redes sociais: na minha vez de ser adulto, está tudo bem mais caro do que há 30 anos. Apesar de eu ter tido maior acesso a educação e tecnologia, meus pais tiveram mais conquistas financeiras na minha idade.

A decepção de Rafaella é comum entre brasileiros na faixa dos 30 anos, em todas as classes. A educação avança, mas a renda não cresce o suficiente para que eles superem o padrão de vida dos pais. A sensação de não sair do lugar é respaldada por números.

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Um estudo realizado pelos pesquisadores do Insper Daniel Duque, Michael França e Fillipi Nascimento comparou a situação econômica e o acesso a bens das gerações X (nascidos entre 1965 e 1980 ) e Millennial (de 1981 a 1996 ) no Brasil aos 30. Concluiu que a geração que chega à fase adulta agora tem renda maior que a anterior nessa idade, mas o avanço é aquém do esperado e insuficiente para que os trabalhadores se sintam num degrau acima.

Para a análise, os pesquisadores isolaram um grupo de integrantes da geração X nascidos entre 1967 e 1969 e outro de Millennials no intervalo entre 1992 e 1994. Então compararam dados socioeconômicos por faixa de renda dos dois grupos aos 30, idade que o primeiro atingiu entre 1997 e 1999, e o segundo, entre 2022 e 2024. Dos mais pobres aos mais ricos, nenhum segmento de Millennials teve alta da renda acima de 2% ao ano em relação à geração anterior.

Melhora maior na base
Os maiores avanços foram na base da pirâmide social, principalmente entre os 25% mais pobres. Nessa faixa, Millenials tiveram um avanço de 2% ao ano em média. Já entre os 5% mais pobres, o avanço anual ficou em torno de 1,3%.


Inércia intergeracional — Foto: Criação O Globo
Na classe média alta, os ganhos foram ainda menores. Entre os 25% mais ricos, a renda cresceu menos de 0,5% ao ano, enquanto nos 10% mais ricos o avanço foi próximo de zero. Por outro lado, quando se isolam os 5% no topo, há alguma diferença: melhora pouco acima de 0,5% ao ano.

Para Duque, um dos autores do estudo, a variação em geral é pequena, retrata a baixa mobilidade social no país. Mesmo os grupos que tiveram maior avanço na renda não conseguiram mudar de status, e a evolução de seu nível de consumo foi menor que o previsto.

Pesquisa: Pais com ensino superior passam menos tempo trabalhando e mais cuidando dos filhos
Segundo o pesquisador, para haver mobilidade efetiva entre gerações, seria necessária uma alta em torno de 3% ao ano — variando entre 2% e 4% — na comparação da renda de X e Millennials, acompanhada por um avanço nas camadas mais baixas em ritmo ao menos duas vezes o observado entre os mais ricos da geração anterior. A estagnação tem relação com os ciclos econômicos do país, explica Duque:

— Nesse período, entre a fase adulta da geração X e a dos Millennials, passamos por vários momentos de crise no mercado de trabalho, tanto a crise de 2015 e 2016, quanto a pandemia, e tudo isso comprimiu muito os rendimentos.

Além da conjuntura, Duque ressalta que há questões estruturais que impedem maior mobilidade socioeconômica entre as gerações no Brasil, o que explica a frustração atual. Presidente do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) e colunista do GLOBO, Paulo Tafner concorda.

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O economista defende políticas públicas para dinamizar a economia e fortalecer a competitividade das indústrias brasileiras no mercado global, como forma de impulsionar o crescimento do país e, consequentemente, a mobilidade:

— O nosso processo econômico não está sendo capaz de gerar mobilidade social e eliminação da pobreza. Significa que temos que fazer um esforço monumental de transferir renda. Mas o melhor jeito é no processo de desenvolvimento econômico, ter oportunidades para todo mundo.

Para Bruno Imaizumi, economista da 4intelligence, o Brasil dá menos atenção que deveria a reformas estruturais para elevar a produtividade e a renda e melhorar as perspectivas das próximas gerações:


Perto dos 30, Rafaella Steenhagen é formada em Relações Internacionais e fala quatro idiomas. Apesar de ter estudado mais que os pais, ela ainda vive com eles porque não conseguiu um trabalho equivalente à graduação e não tem uma renda suficiente para ter o próprio apartamento — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo
— Não adianta só melhorar a composição da economia pelo lado do trabalho. Deveríamos estar olhando pelo lado do capital, do investimento, das tecnologias. Nisso, o Brasil peca e sempre pecou.

O economista pontua que, embora a geração X tenha vivido a hiperinflação no início dos anos 1990, quando chegou aos 30 anos o Plano Real já havia trazido estabilidade aos preços. Naquela época, a população era menor e havia menos formados no ensino superior, o que reduzia a concorrência para cargos de renda mais alta.

Ele destaca avanços em indicadores sociais e de saúde que melhoraram a qualidade de vida no país ao longo de décadas, permitindo inclusive que trabalhadores de gerações mais antigas permaneçam mais tempo no mercado.

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— Eles continuam sendo os principais nas vagas mais seniores, que tendem a ser mais bem remuneradas, não abrem espaço para que os jovens consigam se inserir como gostariam — diz o economista, para quem o acesso mais amplo ao ensino superior veio acompanhado de um descompasso entre as habilidades adquiridas e as exigidas pelo mercado de trabalho, dificultando ainda mais a inserção dos jovens.

A economia brasileira cresceu nos últimos anos e o mercado de trabalho está aquecido, mas a geração de vagas é de baixa remuneração. Imaizumi observa que mudanças nos padrões de consumo, impulsionadas pelas novas tecnologias, e o nível elevado dos preços, que não voltaram ao patamar pré-pandemia, minam o poder de compra e a qualidade de vida, ainda que, em valores absolutos, a renda tenha subido.

Acesso a bens aumentou
Ainda assim, o estudo do Insper aponta aumento do acesso a bens duráveis, como carros, motos e eletrodomésticos em todas as faixas de renda, com destaque para itens como geladeira, fogão e máquina de lavar. O avanço intergeracional foi mais forte entre as famílias de faixa intermediária de renda, onde o acesso subiu de pouco mais de 30% para cerca de 75%.

Duque explica que bens duráveis ficaram relativamente mais baratos nas últimas décadas com o avanço tecnológico e a produção em escala. Além disso, a ampliação do crédito favoreceu o acesso. Mas isso não é indicativo de um maior status social.

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— Hoje, o acesso, por exemplo, a motocicletas deixou de ser um ponto de distinção social e passou a ser quase um bem de fácil acesso — diz.

Outro aspecto é que entre os “trintões” da geração X, quanto mais alta fosse a classe, maior era a chance de morarem fora da casa dos pais. A independência residencial ia de 30% entre os de menor renda para mais de 80% entre os mais ricos, e a propriedade da casa crescia com a renda.

Entre Millennials, o padrão se inverte. Aos 30, deixar o lar da família e ter um imóvel são fatores mais prevalentes entre os de menor renda, enquanto os mais ricos tendem a ficar mais tempo com os pais, possivelmente para investir em estudos diante do alto custo de moradia. Em famílias mais pobres, a possibilidade é mais limitada, o que se torna mais um fator de desigualdade.

— Mudaram as estratégias de investimentos da vida adulta. Para as populações de renda média e os mais vulneráveis, ter moradia própria é considerado um investimento importante. Crédito e programas sociais ajudaram. Antes, quem não tinha uma renda maior não tinha acesso nem a financiamento. Não conseguiam casa própria, a não ser que construíssem do zero, o que acontecia muito — diz Duque.

Desigualdades históricas
Outras estruturas que impedem avanços são as desigualdades raciais e de gênero. Embora tenham diminuído, a renda dos homens brancos da geração X aos 30 anos era maior que a de todos os outros grupos identitários de Millennials hoje. Para Tafner, é reflexo da dinâmica econômica do país, moldada para manter a distinção dos grupos hegemônicos:

— O crescimento econômico não é capaz de gerar emprego e renda para aqueles que estão mais abaixo na pirâmide e há, entre os mais pobres, uma concentração maior de pardos e pretos. Então obviamente que isso vai se refletir.
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July 9, 10:35 AM
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Atlas Econômico permite explorar cadeias produtivas das 27 Unidades da Federação brasileiras

Atlas Econômico permite explorar cadeias produtivas das 27 Unidades da Federação brasileiras | Inovação Educacional | Scoop.it
O Atlas Econômico, plataforma desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com a Receita Federal do Brasil (RFB), traz informações sobre o encadeamento entre setores econômicos das 27 Unidades da Federação brasileiras, permitindo identificar setores-chave, direcionar investimentos e planejar políticas de desenvolvimento.

O Atlas é composto por Tabelas de Recursos e Usos (TRUs), Matrizes de Insumo-Produto (MIPs) e de Absorção de Investimentos (MAIs), que são ferramentas usadas para entender como os diferentes setores de uma economia se relacionam. Além dos dados, que podem ser baixados, a ferramenta traz simulações e análises que ajudam gestores na tomada de decisão.
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July 9, 8:48 AM
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Gestão do conhecimento nos processos de gestão pública : relatório de revisão da literatura

Gestão do conhecimento nos processos de gestão pública : relatório de revisão da literatura | Inovação Educacional | Scoop.it
Este relatório apresenta uma revisão sistemática da literatura nacional e internacional sobre a integração entre gestão do conhecimento (GC) e gestão de processos (GP) no setor público. Elaborado no âmbito do Subprograma de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD), o estudo tem como objetivo consolidar fundamentos conceituais, evidências empíricas e lacunas de pesquisa que orientem estratégias futuras de modernização administrativa. A revisão nacional contemplou repositórios do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), identificando sete trabalhos com abordagens aplicadas em órgãos públicos. Os resultados indicam que a integração entre GC e GP permanece incipiente, embora haja evidências de complementaridade, como a utilização da GC para transformar conhecimentos tácitos em práticas institucionais e o papel da GP na formalização e padronização de processos. A revisão internacional, conduzida por estudo bibliométrico na base Web of Science (WoS), resultou em 460 publicações analisadas, das quais 23 foram selecionadas para síntese qualitativa. Os achados apontam padrões, barreiras (resistência cultural, informalidade e limitações tecnológicas), fatores facilitadores (apoio da liderança, uso de tecnologia da informação – TI e governança clara) e condições de êxito (padronização, aprendizagem organizacional e transparência). A análise integrada evidencia que a GC orientada a processos fortalece a preservação da memória organizacional, a inovação e a geração de valor público. Conclui-se que a institucionalização da integração entre GC e GP é estratégica para ampliar a eficiência, a transparência e a sustentabilidade da ação estatal, ao mesmo tempo em que abre oportunidades para pesquisas futuras sobre metodologias de documentação, frameworks de integração e impactos da GC em processos críticos da gestão pública.
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July 8, 4:47 PM
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doutores imigração

doutores imigração | Inovação Educacional | Scoop.it
Este artigo apresenta um panorama inédito acerca da possível “fuga de cérebros” no Brasil, examinando doutores titulados em instituições brasileiras entre 2013 e 2024 com registro de residência no exterior. A análise é feita a partir de dados extraídos das bases administrativas de discentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) da Receita Federal do Brasil. Os resultados apontam para um percentual reduzido (1,2%) de doutores que emigraram. A maior parte desses indivíduos concluiu o doutorado em programas de alta qualidade e nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (em inglês, science, technology, engineering and maths – STEM), tendo países desenvolvidos como principal destino de residência.
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July 8, 3:49 PM
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O mito da transferência fácil: como a China realmente aprendeu a inovar

Há uma narrativa muito difundida no Ocidente sobre a ascensão industrial chinesa: Pequim teria oferecido seu mercado gigante às multinacionais, forçado joint ventures e obrigado a transferência de tecnologia. Empresas ocidentais ingênuas, deslumbradas com lucros de curto prazo, teriam entregado seu know-how de bandeja — e a China, a partir daí, construiu os campeões nacionais que hoje competem com o mundo desenvolvido.

Um artigo recém-traduzido do professor Feng Kaidong, da Universidade Tsinghua, publicado no substack The East is Read, demole essa narrativa com evidências fascinantes. E a história verdadeira é muito mais interessante — e muito mais útil — para quem pensa desenvolvimento produtivo no Brasil.
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