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December 3, 2012 6:31 AM
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Sociedade civil quer garantir royalties para a educação pública

Com o anúncio feito na sexta-feira pelo governo federal de vincular integralmente os recursos dos royalties do petróleo de futuros contratos à educação, a sociedade civil já começa a se mobilizar para garantir a destinação desses recursos para educação pública

"Vamos analisar o texto da medida provisória, esse é o primeiro passo. Não adianta colocar no contexto dos royalties a destinação para educação. Tem que especificar que essa destinação é para educação pública. A gente não pode financiar a ineficiência do setor privado na educação", argumentou Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. 

Com o veto da presidenta Dilma Rousseff ao artigo do projeto de lei que propunha mudança na distribuição dos royalties do petróleo de campos já em exploração, os Estados e municípios produtores continuarão recebendo os mesmos percentuais dos contratos no regime de concessão já firmados.

Em medida provisória (MP), o governo vai regulamentar os contratos já estabelecidos e futuros, além de garantir a distribuição das riquezas do petróleo e o fortalecimento da educação brasileira.

A educação também vai receber 50% dos rendimentos do Fundo Social. A reserva é uma poupança pública com base em receitas da União. O Fundo Social, criado em 2010, prevê investimentos em programas e projetos de educação, cultura, esporte, saúde e de combate à pobreza, entre outros.

De acordo com Daniel Cara, o dinheiro oriundo dos royalties ainda vai demorar para chegar nas escolas públicas brasileiras, mas garantirá a implementação do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Today, 8:53 AM
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Com só 10% do mínimo de água, SP discute reúso do esgoto

Com só 10% do mínimo de água, SP discute reúso do esgoto | Inovação Educacional | Scoop.it

Com 21 milhões de habitantes, a capital de São Paulo e os 38 municípios do seu entorno formam um raro caso de grande metrópole a se desenvolver numa área de cabeceira de rios, uma armadilha geográfica quando o assunto é a disponibilidade de água. A vazão naturalmente baixa nas proximidades das nascentes cria uma escassez crônica e praticamente irreversível.
Cada habitante das cidades instaladas sobre a Bacia Hidrográfica do Alto Tietê —uma área de escoamento de 130 quilômetros que em linha reta parte do município de Salesópolis, a leste, até Pirapora do Bom Jesus, a oeste— conta com menos de 10% do mínimo de água recomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas). A oferta de 127 metros cúbicos de água por ano por habitante está muito abaixo do limite de 1.700 metros cúbicos a partir do qual a organização já considera que há estresse hídrico.
Para evitar que as torneiras sequem na capital e arredores, a região importa mais de 50% da água de outras bacias, que são a PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Baixada Santista, Paraíba do Sul e São Lourenço. Uma solução que, além de demandar infraestrutura de dezenas de quilômetros de tubulações, túneis e canais, também impõe enfrentamentos políticos devido aos desafios próprios das cidades que perdem parte do seu recurso hídrico para São Paulo.
Esse cenário é detalhado no Diagnóstico PMSAI-SP, documento que fundamenta a minuta do Plano Municipal de Saneamento Ambiental Integrado da Prefeitura de São Paulo.
O plano, elaborado por técnicos da prefeitura e do ONU-Habitat (programa das Nações Unidas para assentamentos humanos), permanecerá disponível para consulta pública até 12 de julho. O texto propõe estratégias para os próximos 20 anos voltadas ao abastecimento, esgotamento sanitário, drenagem e gestão de resíduos sólidos.
Entre as propostas, o reaproveitamento de esgoto para a recarga de mananciais pode ser considerado uma das formas mais eficientes para equilibrar a oferta, mas é também a mais culturalmente desafiadora.
O reúso potável indireto já ocorre em partes dos Estados Unidos, como na Califórnia, e em outros países como Austrália e Israel. Apesar de requerer rigoroso processo de filtragem e desinfecção, a ideia tende a gerar repulsa e desconfiança em parte da população.
No plano paulistano, o reúso planejado em mananciais estratégicos é apontado como uma medida auxiliar para manter os níveis das represas, especialmente em períodos de seca, reduzindo a dependência de transposições de outras bacias.
Grandes estações de tratamento como as que existem nas cidades de Suzano e Barueri teriam grande potencial de abastecer córregos que deságuam em sistemas de reservatórios como o Alto Tietê e Cotia, diz o plano. Isso criaria circuitos fechados em que parte da água que abastece as casas voltaria para as represas.
O plano municipal estabelece o compromisso de ampliar progressivamente o aproveitamento de efluentes tratados, fixando como meta atingir 9,2% de reúso em relação ao volume total consumido até o ano de 2045.
A meta não é exclusiva para recarga de mananciais. O estudo também prevê aplicações na indústria, construção civil e limpeza urbana, além da melhora da eficiência do uso para fins não potáveis dos reservatórios de águas pluviais que desde 2002 são obrigatórios por lei na capital paulista.
Uma estratégia avaliada pelo município para alcançar a meta é a criação de estímulos financeiros aos consumidores, segundo Amanda de Almeida Ribeiro, coordenadora de Segurança Hídrica da Prefeitura de São Paulo.
"Estamos propondo o estudo de incentivos, alguns tipos de incentivo para reaproveitamento da água e também para a contenção da água no lote, para diminuir a pressão do sistema de drenagem," diz.
Questões que se tornam ainda mais necessárias diante da expectativa de ondas de calor mais frequentes que chegam a reboque das mudanças climáticas e da intensificação de fenômenos como o El Niño, segundo Lucas Daniel Ferreira, coordenador do PMSAI pelo ONU-Habitat.
No diagnóstico que embasa o plano municipal, estima-se que para cada 1°C de aumento na temperatura média, a demanda por água cresça 24,9%.
"Dentro dos cenários climáticos de aumento de temperatura, você tem uma tendência também a aumentos [de consumo] e de colapso do sistema. É uma coisa que a gente tem que ter em mente e também é um dos contextos que nos levou a fazer algumas propostas no plano", diz Ferreira.
O risco de aumento de consumo projetado pelo diagnóstico do PMSAI é considerado exagerado pela Sabesp, a empresa de saneamento do estado de São Paulo.
Para o diretor-corporativo da companhia, Marco Antonio Lopez Barros, dados sobre o consumo compilados desde década de 1970 indicam que, embora a demanda aumente em dias quentes, essa oscilação não costuma ultrapassar 5% do total produzido pelo sistema.
Barros também considera que, apesar do permanente cenário de estresse hídrico, a tendência é que a oferta permaneça estável especialmente por uma questão demográfica —o Censo realizado pelo IBGE em 2022 indicou que a população parou de crescer na maior parte das cidades da região metropolitana, incluindo a capital.
Ele reforça, porém, que o diagnóstico feito pelo município está correto ao apontar a necessidade de diminuição da dependência das transposições entre bacias.
"O reúso permitiria alimentar rios e córregos que nós usamos, dependendo menos da influência das chuvas", diz. "Qualquer nova fonte de água que a Sabesp tiver que buscar está a centenas de quilômetros."
Para o diretor da Sabesp, o tema precisa começar a ser amplamente debatido com a sociedade para que possa avançar quanto à sua regulamentação.
"Se não trouxermos a discussão, não venceremos a barreira cultural que é a maior de todas, o assunto fica muito superficial e tem muito preconceito", afirma.
O PMSAI também reconhece que a ausência de uma lei específica ou de uma regulamentação clara que formate um modelo definitivo no estado é um dos principais obstáculos.
A Cetesb, companhia ambiental ligada ao governo estadual, apontou um avanço recente na questão. Uma norma técnica passou a definir a partir de 2022 critérios de monitoramento e qualidade para o reúso indireto potável. O órgão destaca, porém, que a liberação não é automática e requer licenciamento específico.

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Por que sexo, não gênero, importa no esporte?

Por que sexo, não gênero, importa no esporte? | Inovação Educacional | Scoop.it

A Suprema Corte dos EUA decidiu que os estados do país podem restringir a participação de atletas transgênero em equipes femininas escolares e universitárias.
Por 9 a 0, os juízes entenderam que a legislação federal permite a separação por sexo nos esportes e, por 6 a 3, que essa limitação não infringe a Constituição porque atende a um objetivo governamental importante, como a garantia de segurança e equidade na categoria feminina.
A medida é correta. Afinal, trata-se de uma atividade na qual biologia e fisiologia têm relevância primordial. Nas Olimpíadas, quase todos os esportes são separados por sexo, não por identidade de gênero e estereótipos de feminilidade ou masculinidade com os quais atletas se identificam, já que tais fatores não interferem na segurança nem em competições justas.
Esse é o mesmo princípio que leva à separação por peso em práticas como boxe e judô; e vários esportes selecionam biotipos naturalmente, como jogadores de basquete de estatura elevada.
Diversas pesquisas tratam o sexo como categoria biológica e binária. Na espécie humana, caracterizada pela anisogamia (gametas de tamanhos distintos), a puberdade masculina, marcada por alta de testosterona, produz diferenças médias importantes em massa muscular, estrutura óssea, altura, força, velocidade e capacidade aeróbica. Muitas delas, sobretudo as estruturais, tendem a perdurar na vida adulta e podem ser pouco reduzidas por uma futura supressão hormonal.
Por essa razão, em março, o Comitê Olímpico Internacional decidiu proibir a participação, na categoria feminina, de atletas do sexo masculino que se identificam como mulheres. Antes, outras federações internacionais, como a de atletismo em 2023, já haviam estabelecido algum tipo de restrição em sentido similar.
É insensato, portanto, acusar de transfobia as medidas da Suprema Corte, do COI e das federações, dado que elas e seus apoiadores tão somente reafirmam a importância da realidade material do sexo nos esportes e na preservação de espaços femininos e dos direitos das mulheres.

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July 5, 8:40 AM
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Quem acha que sabe de tudo é maior vítima da desinformação

Quem acha que sabe de tudo é maior vítima da desinformação | Inovação Educacional | Scoop.it

"Aos melhores falta toda convicção, enquanto os piores estão cheios de apaixonada intensidade", dizia um poeta, e às vezes é difícil discordar dele, em especial quando a gente passa mais tempo do que deveria na internet. Para ser mais exato, o que assusta é a tremenda confiança de estar absolutamente certa da parte de gente que parece não saber do que está falando.
Não se trata de simples impressão, ao menos pelo que indica um novo estudo. Mas ele também mostra que a coisa é mais complicada. Ao que parece, quem sofre de autoconfiança generalizada –o popular "tudólogo"– tende a ser justamente o sujeito que mais engole bobagens sem perceber, enquanto a confiança em estar correto sobre temas específicos muitas vezes corresponde aos fatos.
Talvez a coisa soe um pouco contraintuitiva, concordo, mas tentemos compreender juntos o que diz a pesquisa a que me refiro. Publicada recentemente no periódico científico PNAS Nexus, a análise foi liderada por Akshina Banerjee, pesquisadora da Universidade de Michigan em Ann Arbor (EUA), e teve como objetivo justamente separar os dois tipos de confiança (e seus excessos).
Conforme você já deve ter imaginado, investigar o tema pode ajudar a entender a epidemia de desinformação que temos enfrentado. Trabalhos anteriores tinham sugerido que o problema estava na confiança quanto à própria capacidade de discernimento de modo geral. Banerjee e seus colegas formularam experimentos para testar isso com um grupo de cerca de 500 voluntários americanos.
O primeiro teste, simples e engenhoso, baseava-se em imagens muito embaçadas. Num teste de múltipla escolha, os participantes tinham de dizer qual era o verdadeiro desenho por trás das imagens e, depois, precisavam estimar quantas respostas tinham acertado.
A questão, porém, é que as imagens eram tão embaçadas que ficava impossível acertar as respostas de qualquer modo que não fosse por simples sorte. Portanto, quem afirmava ter gabaritado o teste só podia estar superestimando as suas capacidades, e isso funcionava como uma medida do excesso de confiança generalizado de cada participante.
O passo seguinte seguiu um esquema já clássico em estudos sobre desinformação: os participantes receberam uma lista de 20 manchetes –títulos de notícias, como os desta Folha. Dez eram verdadeiras, dez eram falsas; metade tinha teor considerado politicamente enviesado, a outra metade tinha teor neutro. Cabia aos voluntários apontar quais eram verdadeiras e, mais uma vez, estimar seu nível de confiança nas próprias respostas (numa escala de 1, ou "nada confiante", a 7, ou "muito confiante").
Resultado: as pessoas com a maior confiança "geral" (a dos testes de imagens) foram as que mais se embananaram com as manchetes. Mas, veja você, as que tinham confiança elevada quanto às notícias específicas tendiam a acertar mais.
O trabalho não investigou mais a fundo as causas da diferença, e indiscutivelmente há muitas outras variáveis –como o pertencimento a grupos, por exemplo– que aumentam a vulnerabilidade do público à desinformação. De qualquer modo, não custa ter em mente que a nossa capacidade de discernimento só funciona quando saímos do piloto automático, evitamos o excesso de confiança e pensamos em termos específicos, e não gerais. Isso, claro, em nível individual –enfrentar os aspectos estruturais e econômicos da desinformação é ainda mais urgente.

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July 5, 8:35 AM
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Empresas mudam estratégia para disputar consumidor 50+

Empresas mudam estratégia para disputar consumidor 50+ | Inovação Educacional | Scoop.it
O estudo mostra que o brasileiro maduro não apenas vive mais, mas tem permanecido ativo economicamente, exercendo papel central na renda familiar.

Entre os maiores de 50 anos, 76% são a principal fonte de renda da família, e, para 39%, a única. Além disso, 3 em cada 10 ajudam financeiramente os filhos, enquanto 7 em cada 10 vivem de rendimentos do próprio trabalho ou de patrimônio acumulado.

O levantamento também mostra que a imagem do envelhecimento mudou. Seis em cada dez brasileiros com mais de 50 anos afirmam não se sentir com a idade que têm, e três em cada dez acreditam que viverão até os cem anos.

Segundo Lívia Hollerbach, uma das coordenadoras da pesquisa e que realiza esses estudos em parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), esse perfil de envelhecimento mais ativo influencia diretamente os padrões de consumo. Brasileiros com mais de 50 anos gastam R$ 1.630 por mês, em média, valor superior aos R$ 1.308 da população em geral. Habitação, alimentação, transporte e saúde concentram a maior parte dessa cesta, embora o peso de cada categoria varie conforme a idade avança.
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July 4, 1:22 PM
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A ciência está mais inteligente ou mais artificial com a IA? 

A ciência está mais inteligente ou mais artificial com a IA?  | Inovação Educacional | Scoop.it

O maior estudo já realizado sobre o impacto da inteligência artificial na produção científica revela um paradoxo: pesquisadores que usam IA publicam mais, são mais citados e chegam mais cedo à liderança – mas a ciência, como empreitada coletiva, está estreitando seus horizontes
Em janeiro de 2026, a Nature publicou um estudo dos mais abrangentes e robustos sobre a influência da inteligência artificial (IA) na produção de ciência. Pesquisadores da Universidade de Tsinghua, na China, e da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, analisaram 41,3 milhões de artigos científicos publicados entre 1980 e 2025 em seis grandes áreas das ciências naturais: biologia, ciências dos materiais, física, geologia, medicina e química.
Os resultados são positivos para quem adota IA em seus estudos: pesquisadores desse grupo publicam, em média, 3 vezes mais artigos e recebem quase 5 vezes mais citações do que os demais. A prática também acelera a carreira dos cientistas, que assumem a liderança de projetos mais cedo. A conclusão mais simplória é a de que a IA torna os cientistas mais produtivos, mais visíveis e mais influentes. 
No entanto, o estudo também mostra que a ciência, como construção coletiva, encolheu quase 5% em amplitude temática desde a disseminação da IA e gera 22% menos engajamento cruzado entre pesquisadores. Traduzindo: há mais cientistas publicando mais sobre menos assuntos, e esses trabalhos provocam menos conversas entre os pares.
“Fiquei surpreso com a menor probabilidade da IA gerar novos engajamentos”, afirma James Evans, professor de sociologia e ciência de dados na Universidade de Chicago, diretor do Knowledge Lab e um dos autores do artigo. “Pensei que essa tendência pudesse mudar ao longo do tempo que o estudo abrange, mas ela continua valendo para modelos recentes de IA.”
Mais produção, menos diversidade
O estudo divide a história da IA em três eras: a do aprendizado de máquina clássico (machine learning), de 1980 a 2014; a do aprendizado profundo (deep learning), de 2015 a 2022; e a da IA generativa, de 2023 em diante. Em todas elas, o padrão se repete: o cientista que adota IA ganha em produtividade individual, mas a ciência como um todo perde em diversidade temática.
Para medir essa perda, os autores desenvolveram o conceito de “extensão do conhecimento”, uma medida da variedade de temas explorados por um conjunto de artigos. Quando comparados em amostras aleatórias, os artigos que usam IA cobrem um espaço temático quase 5% menor do que os que não usam. E isso vale para mais de 70% das mais de 200 subáreas do conhecimento analisadas no estudo.
Uma das explicações para esse resultado é a disponibilidade de dados. A IA funciona melhor onde há mais dados estruturados para treinar modelos e validar previsões. Isso pode atrair pesquisadores para campos já maduros, com padrões e referências consolidados, em detrimento de questões menos estabelecidas e, portanto, “arriscadas”.
“Acelerar a atividade científica sob a luz lançada por fenômenos de alta visibilidade e ricos em dados afasta a ciência de muitas questões fundamentais e a empurra em direção a questões operacionais”, pontuam os autores no artigo. “A IA parece impulsionar a solução de problemas em vez de gerá-los”, completam.
Os resultados apresentam a seguinte lógica: se publicar com IA garante mais citações e mais visibilidade, o incentivo para adotar a tecnologia cresce. E quando mais pesquisadores se voltam para os mesmos campos – os mais ricos em dados e aqueles em que o uso da IA já é mais consagrado – a concentração aumenta. O estudo revela um índice de Gini de 0,75 na distribuição de citações para artigos que usam IA, contra 0,69 para os demais – neste índice, que compara desigualdades, quanto mais perto de 1, mais homogênea é a amostragem. Ou seja, os números indicam que poucos trabalhos – aqueles que usam IA – concentram uma fatia desproporcional da atenção.
Evans chama isso de “multidão solitária”: artigos que se voltam para os mesmos tópicos populares, mas que interagem menos entre si. “A adoção de IA na ciência apresenta o que parece ser um paradoxo: uma expansão do impacto dos cientistas como indivíduos, mas uma contração no alcance da ciência coletiva”, opina.
Fabio Cozman, diretor do Centro de Inteligência Artificial da USP (C4AI), apoiado pela FAPESP, por outro lado, considera outras possibilidades. “A IA é uma ferramenta útil e poderosa. Se ela for usada para ficar repetindo soluções, ela vai, sim, aumentar o overlapping”, afirma. “Mas cabe a nós, à comunidade acadêmica e também aos órgãos de financiamento, ter uma política agressiva que valorize a originalidade. Se você valoriza a originalidade, isso vai forçar os pesquisadores a usar as ferramentas de IA como suporte para a busca de novas ideias.”
Dilemas para jovens cientistas
Há outra dimensão da adoção de IA na produção acadêmica que levanta um questionamento entre pesquisadores ouvidos pela reportagem: o que acontece com os jovens cientistas que deveriam aprender realizando tarefas que agora a IA executa?
O estudo revela que equipes de pesquisa que usam IA tendem a ter menos pesquisadores – sobretudo em início de carreira. O número médio de cientistas júniores em equipes que não trabalham com IA é de 2,89. Já em equipes que aplicam IA na pesquisa, a quantidade é de 1,99 (31% a menos). Considerando pesquisadores sênior, a discrepância é menor: média de 4,01 em times que adotam IA e de 3,58 em times que não adotam. Em outras palavras: proporcionalmente, a IA substitui mais iniciantes do que veteranos.
Ao mesmo tempo, cientistas iniciantes que trabalham com IA têm 45% de chance de se estabelecer na carreira; uma taxa 13,64% superior à dos pares que não usam a tecnologia. “Meu medo não é que os jovens dependam da IA para executar a parte técnica, mas que ela cause uma dessensibilização neles”, comenta Helder Nakaya, pesquisador sênior do Einstein Hospital Israelita e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. 
Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências e vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, compartilha a preocupação e vai além. Para ele, o artigo da Nature carrega um risco adicional: ser mal interpretado pelos pesquisadores em formação. “Ele é instrutivo e ao mesmo tempo perigoso. Pode induzir a uma utilização da IA a qualquer custo”, comenta. Afinal, se publicar com IA garante mais citações e uma carreira mais rápida, jovens cientistas pressionados pelo sistema de avaliação acadêmica têm todos os incentivos errados para adotar a tecnologia de forma irrefletida, independentemente da pertinência científica. 
A questão da formação tem um aspecto ainda mais concreto. Análise de dados, revisão de literatura e planejamento de experimentos são habilidades aprendidas na prática – errando, corrigindo e refazendo. É nesse processo que surgem perguntas novas, insights inesperados e uma intuição que a IA ainda não oferece.
“Uma coisa é usar a IA para aumentar a produtividade em tarefas que o pesquisador já domina. Outra é aprender a fazer ciência usando IA desde o início”, afirma Nakaya. “Há estudos que indicam que o aprendizado com IA não ativa as mesmas áreas do cérebro que são estimuladas pelo aprendizado sem esse apoio”, diz. O estudo deixa em aberto justamente o que acontece quando a tecnologia encurta – ou substitui –  essas etapas fundamentais da formação científica.
“O papel do orientador será cada vez mais estimular reflexão, em vez de focar na técnica, que será automatizada”, diz Nakaya. “O que sobra para mim, como cientista, é a parte da curiosidade, que é o que fez a gente entrar nesse caminho.”
Buckeridge vê benefícios mais concretos. Desde 2023, os manuscritos de seus alunos passaram a chegar com o inglês mais polido graças à IA generativa. O biólogo vê vantagem na mudança, especialmente para pesquisadores de países que não têm o inglês como língua nativa. “Isso pode liberar o foco do pesquisador para as ideias, para os dados, para tornar a ciência melhor.” Entretanto, ele estabelece limites: “Mas a aprendizagem pelo fazer continua sendo insubstituível.”
A ciência que a IA não alcança
Evans, que além de pesquisador na Universidade de Chicago, é também pesquisador visitante no Google, acredita em uma mudança no foco de aplicação da IA na ciência. Em vez de priorizar dados existentes, o objetivo deveria ser usar a tecnologia para coletar dados novos, em territórios ainda não mapeados.
“Usar IA para impulsionar a coleta de novos dados representaria uma mudança crucial em direção a problemas que somente ela pode ajudar a resolver”, afirma Evans. “O processamento de dados já existentes demonstra que a IA tem bom desempenho com esse tipo de informação. Contudo, é possível estimular a coleta de dados inéditos que conectem sistemas biológicos conhecidos ou que relacionem informações de escala astronômica com áreas da física que buscam pistas valiosas pelo Universo, como quem procura uma agulha no palheiro.”
Evans também trabalha em uma direção menos explorada: abrir novas dimensões nos modelos de linguagem, em vez de apenas comprimir informação existente. “Estamos desenvolvendo modelos para reconhecer dados, afirmações ou artigos surpreendentes e, em seguida, avaliar, a partir de uma surpresa identificada, que outras ideias improváveis até então podem ser mais prováveis agora?” A lógica é a da descoberta: encontrar o que era invisível em vez de otimizar o que já se conhece.
Segundo Cozman, da USP, “cabe a nós valorizar menos a repetição e o número de publicações e valorizar aquilo que é novo, mesmo quando não deu certo, porque isso é o que é difícil na análise e no suporte à pesquisa.”
O lugar humano na pesquisa
Nakaya, que aplica aprendizado de máquina em suas pesquisas há mais de duas décadas, desde seu doutorado, analisa que o impacto da IA na ciência seguirá três estágios. No primeiro, o atual, a tecnologia aumenta a produtividade individual. No segundo, já em curso, a IA passa a executar tarefas melhor do que os humanos, e ao cientista caberá fazer as perguntas certas e entender os gargalos. No terceiro, mais distante, a IA também formulará as perguntas, e o que sobrará para os pesquisadores será, ironicamente, aquilo que os levou à ciência em primeiro lugar: o gosto pela curiosidade. “No futuro, a meu ver, vai sobrar fazer pesquisa não utilitarista, por prazer”, diz Nakaya. 
Ele também traça um paralelo com o xadrez. Em 1997, Garry Kasparov perdeu para o supercomputador Deep Blue e muita gente achou que o jogo acabaria. “Hoje, mais pessoas jogam xadrez do que antes. Temos que perder um pouco desse ego de achar que vamos ser sempre melhores do que as máquinas. Em alguns aspectos seremos piores. Tudo bem. Vamos usar as máquinas para melhorar a nossa pesquisa”, afirma.
Buckeridge evoca uma analogia com outro jogo ainda mais popular: o futebol. “Em relação à IA, assim como no esporte, a gente tem que antever a jogada e se mover para onde a bola vai estar e não se aglomerar onde ela está”. O perigo, para ele, é a ciência correndo atrás “da bola” da IA e abandonando campos com menos dados, mas com questões igualmente importantes. “Vai se repetir o que aconteceu com a biologia molecular. Chegou um momento em que todo mundo foi atrás e faltou gente em bioquímica. Isso é ruim para a ciência, ruim para a produção do conhecimento, mas é assim que o jogo é jogado”, conclui.
Conhecimento não é entendimento
Há uma anedota do físico americano Richard Feynman: você pode saber o nome de um pássaro em todas as línguas do mundo e continuará sem saber nada sobre o pássaro. Em outras palavras, o conhecimento não é a mesma coisa que o entendimento. Ter acesso a toda a literatura científica via um modelo de linguagem não faz de ninguém um cientista, mas somente alguém bem informado.
O estudo de Evans e colaboradores aponta, nesse sentido, para um horizonte que vai além das métricas de produtividade. Ao final, a pergunta não é apenas quantos artigos a IA ajuda a publicar, mas o que esses artigos estão descobrindo e, mais importante, o que estão deixando de perguntar.
“Esses achados iluminam um caminho crítico e amplo para o desenvolvimento da IA na ciência”, escrevem os autores no artigo da Nature. “Para preservar a exploração coletiva numa era de uso de inteligência artificial, precisaremos reimaginar sistemas de IA que expandam não apenas a capacidade cognitiva, mas também a capacidade sensorial e experimental, permitindo e incentivando os cientistas a buscar, selecionar e coletar novos tipos de dados de domínios anteriormente inacessíveis, em vez de meramente otimizar a análise de dados existentes”, completam.
A história das grandes descobertas científicas, argumentam, está mais ligada a novas formas de ver a natureza do que à otimização das formas já existentes de olhar para ela. O desafio é ensinar à máquina, e aos jovens pesquisadores, o caminho da curiosidade.

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Neurônios ligados à expiração forçada também controlam a pressão arterial : Revista Pesquisa Fapesp

Neurônios ligados à expiração forçada também controlam a pressão arterial : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
Experimentados de maneira crônica, episódios intermitentes de queda de oxigenação, típicos da apneia do sono, tornam essas células hiperativas e podem levar à hipertensão
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July 4, 1:16 PM
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Áreas verdes nas bordas das cidades encolhem : Revista Pesquisa Fapesp

Áreas verdes nas bordas das cidades encolhem : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
Em consequência, aumenta o risco de escassez de água e as enchentes se tornam mais fortes e frequentes
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July 4, 1:14 PM
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China aprova implante cerebral : Revista Pesquisa Fapesp

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China aprovou um implante cerebral fabricado pela Neuracle, de Xangai, que permite que pessoas com paralisia movam as mãos. É a primeira aprovação mundial de uma interface cérebro-computador invasiva para uso comercial. O chip cerebral, do tamanho de uma moeda, contém oito eletrodos e é colocado em um lado da dura-máter do cérebro, acima do córtex sensório-motor primário. Os eletrodos registram a atividade elétrica neuronal quando uma pessoa imagina mover a mão. Os sinais são enviados a um computador, decodificados e usados ​​para controlar uma luva robótica utilizada pela pessoa, movendo sua mão. Um homem conseguiu agarrar e mover objetos com a mão direita enluvada após receber o dispositivo, indicando que poderia realizar tarefas como comer e beber. Depois de usar a interface cérebro-computador por nove meses, conseguiu agarrar objetos com a mão esquerda, que não havia usado a luva. Exames indicaram que suas conexões neurais na medula espinhal haviam se recuperado. Dispositivos semelhantes estão sendo testados em um número limitado de pacientes. Um deles, da Neuralink, permitiu que três pessoas com paralisia controlassem um cursor na tela do computador pensando em mover os dedos. A tecnologia da Neuralink consiste em um implante fixado no crânio que é conectado a fios contendo mais de mil eletrodos, que penetram no córtex motor do paciente (Nature Biotechnology, 17 abril).
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July 4, 1:12 PM
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Currículo fictício : Revista Pesquisa Fapesp

Currículo fictício : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
No início de 2025, quando se candidatou a uma vaga na Academia Chinesa de Ciências, ele deu entrevistas afirmando ter credenciais que depois se revelaram falsas. Dizia que havia sido o estudante com maior nota em ciências em sua província, Shaanxi, em 1994, e que mais tarde tinha estudado em universidades da China e da Austrália, antes de ir trabalhar como engenheiro na Alemanha e se tornar membro da Academia Nacional de Ciências alemã.
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July 4, 1:11 PM
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Sem consentimento : Revista Pesquisa Fapesp

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O nome da filha não foi divulgado pelo site, mas uma consulta aos manuscritos mostra que se trata de Dongqi Liu, aluna da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill. Ela garante que não teve participação na pesquisa e na redação dos trabalhos, nem consentiu que fosse incluída no rol de autores. “Pedi a ele que parasse, mas ele não parou”, disse ao Retraction Watch. Em alguns casos, o nome da estudante é citado como autora correspondente, uma espécie de porta-voz dos autores de um artigo e interlocutora do grupo com revistas científicas. Ela informou ter procurado os administradores de repositórios como Zenodo e Cambridge Open Engage, onde os manuscritos foram divulgados, para pedir a retirada de seu nome dos artigos.
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July 4, 1:09 PM
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Cristiano Akamine : Revista Pesquisa Fapesp

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Engenheiro explica as novidades do novo modelo de TV aberta do Brasil.
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July 4, 1:06 PM
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O que são as terras-raras? #ciencia #science #brasil #tecnologia

Brasil tem a segunda maior reserva do mundo dos minerais estratégicos fundamentais para a transição energética #pesquisacientifica #geopolitics #mineração
Leia reportagem: https://revistapesquisa.fapesp.br/brasil-investe-em-pesquisa-para-dominar-o-ciclo-produtivo-das-terras-raras-e-dos-superimas/

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Today, 8:58 AM
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Evangelho ateu

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As críticas às religiões são largamente conhecidas, inclusive suas matrizes. Segundo Freud, um religioso é infantil e regressivo porque não consegue lidar com o desamparo estrutural da condição humana. Adere a seres imaginários, derivados da expectativa infantil de proteção dos pais, a fim de ser cuidado por esses seres.

Segundo Nietzsche, a crítica se refere à covardia diante da indiferença cósmica e o decorrente ressentimento moral e religioso. Se, para Freud, falta maturidade à pessoa religiosa, para Nietzsche, falta coragem. O abandono cósmico é insuportável, como dizia o escritor grego Nikos Kazantzakis, um leitor aguerrido de Nietzsche.


Ilustração de Ricardo Cammarota para a coluna de Pondé de 6.jul.2026 - Ricardo Cammarota/Folhapress
Segundo Feuerbach, o religioso é um alienado das próprias potências que ele aloca imaginariamente nos deuses —em Cristo, no caso do cristianismo, especificamente. Para o autor, toda teologia é antropologia filosófica.

Segundo Marx, não muito longe do Feuerbach, o religioso é um alienado que outorga ao clero e sua instituição os poderes sobre si mesmo, sua sociedade e sobre o mundo. Mas, para nosso profeta do fim do capitalismo, essa alienação é material, visto que pagamos por ela. Compramos das religiões o ópio que nos deixará incapazes de enfrentar a vida com nossos próprios recursos. Toda religião é um delírio que nos custa dinheiro, em algum momento.

Segundo Epicuro, o mote da adesão aos deuses é o medo deles. Tememos o poder deles sobre nossas vidas, sejam vidas terrenas e históricas, sejam vidas depois da morte. Ao afirmar seu atomismo materialista, Epicuro nos livrava do terror dos deuses para com a vida após a morte, já que a alma seria puro ar que saia pela boca no último suspiro, portanto, mortal.

Quem sabe, se perdêssemos o medo dos deuses, perceberíamos que nada de ruim nos aconteceria —de ruim digo, algo diferente do que sempre nos acomete. O medo seria o afeto religioso por excelência.

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Freud em 20 imagens


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Com Spinoza, aprendemos a suspeitar do caráter político das religiões —que o Marx, "doutor em Epicuro", herdou como parte de sua crítica às religiões. Se para Freud era o desamparo, para o Nietzsche a indiferença cósmica, para o Feuerbach e Marx era alienação, para Spinoza, era uma forma de política do medo.

Segundo alguns darwinistas, as religiões são traços evolucionários que se caracterizam por delírios imaginários organizados objetivamente e que foram adaptativos desde sempre. Seja para temermos os deuses maus, seja para pedirmos ajuda para os bons, as religiões nada mais seriam do que um polegar opositor metafísico.

Segundo o antropólogo Clifford Geertz, as religiões são "apenas" sistemas culturais de sentido como quaisquer outros. Humano, demasiado humano.

Entretanto, tais críticas em nada arranharam, até hoje, a fé e a adesão da maior parte dos seres humanos a sistemas religiosos dos mais variados tipos.

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Conheça Karl Marx, filósofo, sociólogo e teórico político alemão


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Apesar da reconhecida validade de todas essas análises, pessoalmente, sinto que a crítica freudiana é a mais letal e aponta para um elemento complicador, principalmente nos tipos de adesão mais radical a sistemas religiosos. Esse complicador é o vínculo entre a vida psicológica enquanto tal e a dita vida espiritual.

Onde ficaria a fronteira entre eventos estritamente psicológicos ou psicopatológicos e eventos de ordem espiritual-religiosa? Se você tem uma adesão dura a alguma religião que explicaria transtornos de comportamento a partir de uma semântica espiritual-religiosa, a fronteira, seguramente, poderia ficar borrada.

Se a adesão a sistemas religiosos significa, como pensava Freud, algum tipo de regressão psíquica a estágios mais "primitivos" —no sentido psicanalítico, ou seja, mais próximos da infância psíquica—, na lida com o desamparo e suas consequências, tais como medo, insegurança, sentimento de abandono, estresse material grave, doenças, ou mesmo algum tipo de dependência absoluta tardia, a tendência seria que esta adesão religiosa se caracterizasse por ser inatingível aos esforços da razão.

A conclusão é que, em sendo as religiões sistemas abertos de interpretação —não há limite para a interpretação religiosa dos fatos porque a religião implica teorias absolutamente dissociadas de qualquer teste racional ou empírico—, suas explicações podem devorar os eventos da vida, atribuindo sentido espiritual a tudo.

A crítica de Marx tem aqui também seu lugar. Qualquer serviço espiritual, principalmente se envolve atos de magia, custa dinheiro, muito dinheiro. Quando as religiões assumem as explicações para os sofrimentos psíquicos, as religiões vendem sua falsa cura para nós, os infelizes.
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Brasil é potência na matemática, mas fracasso na base

Brasil é potência na matemática, mas fracasso na base | Inovação Educacional | Scoop.it
Há uma área em que o Brasil brilha e pode brilhar mais: a matemática. Desde 2018 fazemos parte do seleto "Grupo 5" da União Matemática Internacional, que reúne as nações mais desenvolvidas em pesquisa matemática. Estamos ao lado da Alemanha, da China, dos EUA e da França. Lá, somos o único país do hemisfério Sul.

Não temos Prêmio Nobel, mas temos a medalha Fields, igualmente importante, conquistada pelo brasileiro Artur Avila em 2014. É nossa maior conquista em ciência brasileira até hoje.

Respondemos por 2,35% da produção acadêmica em matemática global. Não é pouco, e o percentual está crescendo. As profissões ligadas à matemática correspondem a 4,6% do PIB brasileiro (pesquisa do Itaú Social) e geram inovação, empregabilidade e altos salários.


Medalhas conquistadas em torneios científicos de biologia, química e física por estudante - Eduardo Knapp - 21.ago.25/Folhapress
Por trás dessas conquistas está um trabalho de décadas, iniciado em 1946. No epicentro estão instituições como a PUC-Rio, o IME, o ITA e sobretudo o Impa, nosso Instituto de Matemática Pura e Aplicada criado em 1952, no Rio. Como diz a doutrina chinesa sobre o tema: "Toda potência mundial é necessariamente uma potência matemática". E o Impa é nossa joia da coroa nesse quesito.

A boa nova é que o Impa está prestes a inaugurar uma unidade em Teresina (PI). A razão é estratégica. Um quarto das medalhas da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) vem do Nordeste. Cidades como Cocal dos Alves, no Piauí, são referência nacional na formação de medalhistas. Talentos regionais não vão precisar migrar para o Sudeste para poder brilhar.

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A Obmep, aliás, é a maior olimpíada de matemática do mundo. Em 2025 contou com 18,6 milhões de estudantes, cobrindo 99,9% do território do país. Os medalhistas entram no programa de iniciação científica do CNPq, recebendo bolsas de R$ 300 por mês. Participam então de novas competições, que levam ao Impa. É um funil gigantesco de identificação de talentos.

Faço inclusive uma crítica amigável: em 2025 houve alunos desclassificados da Olimpíada porque usaram IA (inteligência artificial). A IA faz parte do futuro da matemática. Os modelos de inteligência artificial atuais não dominam plenamente a matemática. O futuro da matemática é justamente a integração entre os modelos de linguagem natural (LLMs) com computação simbólica (por exemplo, o Mathematica, da Wolfram) e verificação formal (como o Lean). Minha sugestão é que a Olimpíada crie uma categoria de IA e matemática, para receber os alunos que quiserem experimentar com essa junção.

Também vale lembrar que o Impa brilha por uma série de singularidades. Continuidade de gestão (teve apenas seis diretores desde 1952) e tecnologia institucional. Organiza-se como uma OS e pode contratar por CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e comprar equipamentos e serviços de forma ágil.

Por fim, o desafio do Brasil é enfrentar um paradoxo. Somos o único país que faz parte do cobiçado Grupo 5 e tem, ao mesmo tempo, 73% dos jovens de 15 anos abaixo do nível básico de matemática. Nesse sentido, é preciso qualificar: somos sim o país da matemática no topo, mas somos um deserto na base.

É possível mudar isso? Sem dúvidas. Falta o foco nos professores (a criação da Olimpíada de Matemática dos Professores é um avanço). E olhar as lições da Índia e do Vietnã, que têm criado impressionantes programas nessa área. E claro, construir nosso próprio caminho, que é a especialidade do Brasil que funciona. Mas só quando queremos de verdade.
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July 5, 9:04 AM
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IA em excesso sabota credibilidade jornalística

IA em excesso sabota credibilidade jornalística | Inovação Educacional | Scoop.it

O texto "Fibras em excesso: especialistas alertam para efeitos colaterais de tendência das redes sociais" foi ao ar no dia 26 em ao menos dois veículos, o portal Terra e o site do jornal Estado de Minas. Os quase 10 mil caracteres sobre fibras ofereceram também uma mostra dos efeitos colaterais do uso de IA em excesso.
O texto era assinado por "Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial/Giro 10", sendo Giro 10 a agência de conteúdo. A peça explicava uma suposta tendência chamada "fibermaxxing", de aumento de fibras na dieta.
O problema? Havia "entrevistas simuladas com especialistas", e o elenco era digno do realismo fantástico: um "nutricionista clínico imaginário", dois gastroenterologistas fictícios (uma mulher e um homem), um "nutricionista esportivo fictício" e uma "pesquisadora fictícia em saúde pública".
Jornalistas e leitores reagiram nas redes. A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) emitiu nota pedindo urgência para "regulamentar a IA no jornalismo". Após as críticas, o Terra publicou "Erramos" na quarta (1º), assinado por Carlos Vieira, editor do Giro 10. "O Giro 10 assume toda a responsabilidade pelos erros."
O Terra também tirou do ar o texto. "Diante da gravidade do fato e da falta de rigor jornalístico, optamos por remover todos os conteúdos do Portal Giro 10 da base de dados do Terra e encerrar imediatamente o contrato, vigente desde outubro de 2025", afirma a gerente sênior de conteúdo do portal, Manoela Pereira. "Como mencionado no comunicado oficial publicado no Terra, estamos adotando medidas adicionais de supervisão para reforçar nossos mecanismos de revisão, e garantir o cumprimento das diretrizes editoriais e de uso responsável dessas tecnologias."
Mas o que é o Giro 10? A agência "começou em setembro de 2025, com publicação de conteúdos para estes clientes citados [Terra, Estado de Minas e R7, que estavam na pergunta enviada pela ombudsman], além do Grupo Perfil", segundo o editor, Carlos Vieira. "Usamos um pacote que engloba várias IAs trabalhando simultaneamente. E a checagem é humana. Mas ocorreu um erro humano. No total foram produzidos 6.600 materiais e ocorreram erros em seis deles", afirma.
Segundo Vieira, a agência emprega cinco jornalistas e as assinaturas são de profissionais de verdade. Perguntado se Jonas Moura gostaria de se manifestar, o editor chamou para si mesmo a responsabilidade pelo erro. "São 40 [textos] por dia. Somos dois que fazem a apuração, eu sou um deles, e desses 6 [textos com problemas], 4 passaram por mim. Esse editor humano fui eu, e eu errei", diz ele. "Não tenho como dar desculpas em relação a isso".
Cada contrato do Giro 10 era de cerca de R$ 2.000-R$ 3.000 e representava "um novo desafio para a gente não ficar só no futebol", diz Vieira, também editor do Jogada 10, de conteúdo esportivo. "Só que a primeira empreitada [de IA], pelo que a gente viu aqui, deu errado."
Vieira, com 30 anos de experiência em jornalismo esportivo, reforça que o Jogada 10 "não tem nada de IA, nunca teve e faz um trabalho jornalístico há seis anos que é reconhecido e tem uma equipe de profissionais experientes". O Terra, que anunciou a remoção do conteúdo do Giro 10, continua a publicar textos do Jogada 10 porque "são propostas e contratos diferentes".
O texto das fibras continua no ar no Estado de Minas ao menos até a noite de sábado (4), assim como a nota de retratação, segundo a qual o conteúdo foi publicado "exclusivamente no portal Terra". "No Estado de Minas, a inteligência artificial é empregada como ferramenta de apoio ao trabalho jornalístico, permanecendo a curadoria, a validação e a decisão final de publicação sob responsabilidade das equipes editoriais do veículo", afirma João Renato Faria, editor-executivo de Digital do Estado de Minas e do Portal Uai.
Essa história conta o que pode dar errado com o mau uso da IA no jornalismo, mas fala também da relação entre as buscas, as redes e o ecossistema de notícias nas últimas décadas.
É preciso reconhecer, de todo modo, que o conteúdo do Giro 10 ao menos anunciava claramente a coautoria da IA, embora isso não diminua o dano à credibilidade dos veículos. Quando o uso não identificado do recurso foi levantado pela ombudsman em relação aos colunistas da Folha, ele só foi assumido por Natália Beauty e continua a não ser claramente indicado pelo jornal.
A propósito, nesta semana, a Folha emitiu um comunicado para seus colunistas com "sugestões que podem ou não ser observadas". O último dos 12 pontos fala de IA: "Use a tecnologia com diligência. Ferramentas de inteligência artificial, bem empregadas, melhoram textos, destaques e títulos, testam a solidez e a originalidade dos argumentos e detectam erros e imprecisões de informação. Não são remédio para ideias ruins ou simplórias nem pretexto para o autor esquivar-se da responsabilização".

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July 5, 8:39 AM
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Governo investiga brinquedos com IA por suspeita de violarem privacidade de crianças

Governo investiga brinquedos com IA por suspeita de violarem privacidade de crianças | Inovação Educacional | Scoop.it

O Ministério da Justiça avalia que há smart toys, brinquedos que utilizam inteligência artificial, descumprindo as normas do ECA Digital, o estatuto que estabelece regras para privacidade de proteção online de crianças e adolescentes.
A pasta identificou, em análise preliminar, indícios de irregularidade na venda desses brinquedos no Brasil e alertou para a responsabilidade solidária dos marketplaces que comercializam esses produtos.
Segundo a pasta, os smart toys fazem coleta excessiva e contínua de dados, incluindo de biometria facial e vocal, o que abre brecha para o uso dos produtos como instrumentos de espionagem. Essa tática fere o princípio de "privacidade por padrão" do ECA Digital, que estabelece o uso mínimo possível de dados.
Entre riscos apontados está o de manipulação emocional, da falta de transparência sobre o funcionamento automatizado dos produtos e de perfilamento comportamental, quando dados sobre a personalidade são processados para direcionar publicidades a menores de 18 anos.
A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo e confirmada pela Folha.
Os brinquedos Loona e o EMO, robôs-pet, estão entre os dispostivos que podem ter irregularidades, de acordo com o relatório. Esses produtos fazem captação contínua de biometria facial, vocal e mapeamento do ambiente doméstico.
Já o robô Miko 3 e o tablet Amazon Fire HD 10 Kids Pro estariam mapeando perfis comportamentais individualizados de crianças. Os outros brinquedos avaliados são os robôs-pet Vector e Aibi, suspeitos de gerar dependência emocional e psicológica.
As plataformas que vendem esses brinquedos podem ser responsabilizadas de forma solidária, por não garantirem que o produto comercializado obedece às regras de segurança e transparência. Os brinquedos podem ser enquadrados como defeituosos pelo Código de Defesa do Consumidor, por não oferecerem a segurança necessária.
O relatório cita, entre as plataformas que vendem os produtos, Amazon, Mercado Livre, Shopee, Ali Express, Magazine Luiza, eBay e Casas Bahia. Procuradas por WhatsApp e email às 15h, as empresas citadas não responderam à reportagem.
Os técnicos recomendam que Secretaria Nacional do Consumidor verifiquem se as empresas estrangeiras, tanto as que produzem quanto as que vendem os brinquedos, têm representação legal no Brasil para responder administrativa e judicialmente.
Além disso, a Senacon deve verificar se os smart toys têm mecanismos de proteção adequadas para crianças e se as embalagens e páginas no marketplace contam com o aviso obrigatório de acesso à internet e necessidade de supervisão parental.

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July 5, 8:34 AM
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Queda na produção de cédulas custa R$ 63 milhões - 04/07/2026 - Painel - Folha

Queda na produção de cédulas custa R$ 63 milhões - 04/07/2026 - Painel - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Do ano passado para cá, a Casa da Moeda do Brasil (CMB) perdeu cerca de R$ 63 milhões de reais devido à queda da produção do papel-moeda. A redução é referente ao contrato com o Banco Central, o que significa uma média de 7,5%.


O presidente Lula, durante cerimônia alusiva aos 90 anos de criação do salário-mínimo e de lançamento da Medalha Comemorativa, na Casa da Moeda do Brasil, no Distrito Industrial de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. - Eduardo Anizelli - 16.jan.26/Folhapress
Em meio à redução, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da empresa pública cobra uma atuação mais firme da direção em defesa de projetos estratégicos. O vice-presidente da entidade, Roni Oliveira, disse que existe um processo de desarticulação de iniciativas que ampliariam receitas.

A grande preocupação é a redução da principal atividade da empresa, que é a produção de cédulas para o BC, impulsionada pela expansão dos meios digitais de pagamento, como o Pix.

Por isso, o sindicato defende que a empresa amplie a atuação em novos mercados e fortaleça contratos no Brasil e no exterior. Mas, para a entidade, a atual gestão tem desperdiçado oportunidades.

Um dos exemplos é a perda do contrato com a Argentina. Segundo Roni, a atual direção tem deixado de lado discussões e projetos capazes de ampliar o alcance da estatal em áreas como rastreabilidade, certificação e controle fiscal.

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Moedas históricas brasileiras


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Em junho, os trabalhadores da Casa da Moeda aprovaram greve por tempo indeterminado em protesto contra medidas adotadas pela direção da estatal.

O sindicato quer que o governo federal cobre da atual administração uma estratégia clara de fortalecimento da empresa, com foco na geração de receitas e na conquista de novos mercados.
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July 4, 1:19 PM
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A criptografia que promete esconder dados até da nuvem : Revista Pesquisa Fapesp

A criptografia que promete esconder dados até da nuvem : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
Cifras completamente homomórficas já funcionam na prática, mas ainda exigem poder computacional além do que os data centers atuais podem oferecer
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July 4, 1:17 PM
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América Latina amplia o conceito de patrimônio : Revista Pesquisa Fapesp

América Latina amplia o conceito de patrimônio : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
De igrejas coloniais à repatriação de remanescentes humanos, comunidades tradicionais e pesquisadores propõem revisões da herança cultural do continente
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July 4, 1:16 PM
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Algoritmos que fazem política : Revista Pesquisa Fapesp

Algoritmos que fazem política : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
Vivemos em um mundo regido por algoritmos. Eles ditam boa parte dos nossos movimentos, os caminhos que fazemos, a música que ouvimos, os filmes a que assistimos, as notícias que lemos, a comida que comemos, os remédios que tomamos, os impostos que pagamos e as pessoas com quem nos relacionamos. Eles também influenciam políticas públicas e resultados de eleições.

No livro Política dos algoritmos – Instituições e as transformações da vida social, os cientistas políticos Ricardo Mendonça e Fernando Filgueiras e o cientista da computação Virgílio Almeida não só discutem como os algoritmos estão transformando a vida social (o que já sabíamos), mas também argumentam que os algoritmos são novas instituições. Analisando a digitalização das sociedades sob a ótica do institucionalismo, os autores mostram como o arcabouço conceitual das instituições é adequado para compreender melhor o papel dos algoritmos no contexto atual.
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July 4, 1:14 PM
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São Paulo lidera índice de inovação : Revista Pesquisa Fapesp

São Paulo lidera índice de inovação : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
Na edição mais recente do Índice Global de Inovação (IGI), divulgada em 2024 pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), o Brasil ocupa a 50ª posição. Desde 2015, avançou 20 posições e é líder da América Latina, à frente do Chile (51ª) e do México (56ª), o que evidencia uma inserção regional relativamente mais robusta do que no cenário internacional
O IGI avalia o ambiente inovativo de um país e seus resultados. É uma medida sintética, que combina sete dimensões: instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação de mercado, sofisticação empresarial, produção de conhecimento e tecnologia, e produção criativa. Esses indicadores, devidamente normalizados e ponderados, representam um fenômeno multidimensional (inovação) em um único número, passível de ser ordenado num ranking comparativo de diferentes países
Inspirado nesse referencial, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) tem publicado o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (Ibid) desde 2024, voltado às unidades da federação (UF) brasileiras. Trata-se de uma adaptação do Índice Global de Inovação às especificidades nacionais e à disponibilidade de dados regionais, com o objetivo de subsidiar políticas públicas, orientar a alocação de recursos e aprimorar a compreensão das dinâmicas territoriais da inovação no país
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July 4, 1:11 PM
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Cerco à má conduta : Revista Pesquisa Fapesp

Cerco à má conduta : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
Ministério da Ciência e Tecnologia da China anunciou que irá ampliar a fiscalização das universidades do país para avaliar se elas estão investigando e punindo pesquisadores envolvidos com má conduta. Segundo um comunicado do ministério, as instituições devem se concentrar na apuração de artigos de autores chineses publicados em revistas internacionais que sofreram retratação, ou seja, que foram considerados inválidos, por desvios éticos. O governo também exigiu que os resultados dessas investigações se tornem públicos para servirem de exemplo para a comunidade científica. As universidades que acobertarem casos de má conduta poderão sofrer punições severas, que, contudo, não foram detalhadas.
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July 4, 1:09 PM
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Da teoria à prática : Revista Pesquisa Fapesp

Da teoria à prática : Revista Pesquisa Fapesp | Inovação Educacional | Scoop.it
studantes chineses já conseguem obter o grau de doutor sem escrever uma tese – em vez disso, eles podem apresentar um protótipo, produto ou uma solução tecnológica concreta desenvolvidos durante sua formação de pós-graduação. Uma lei aprovada em 2024 permitiu que universidades do país concedam títulos de mestre e doutor com base em realizações práticas dos alunos. Os alunos trabalham com dupla orientação: a de um professor e a de um especialista da indústria. Por enquanto, a novidade se aplica apenas à pós-graduação em engenharia e a setores como semicondutores, inteligência artificial e manufatura avançada.
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July 4, 1:07 PM
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Aquecimento global empurra corais para ponto de não retorno #science #corais #reefmarinho #coral

Mortalidade em massa registrada entre 2024 e 2025 acende alerta sobre o futuro dos recifes no Brasil e no mundo #coralreef #coral #climatechange #criseclimática

Leia reportagem:
https://revistapesquisa.fapesp.br/pesquisadores-buscam-restaurar-recifes-de-coral-dizimados-por-ondas-de-calor/
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July 4, 1:03 PM
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Vape: a armadilha que atrai os jovens para o vício #cigarroeletronico #cienciabrasileira #saude

Com uso crescente entre adolescentes e adultos, os cigarros eletrônicos podem causar dependência rápida e problemas de saúde graves #juventude #jovens #vicio #ciencia #science
Leia reportagem:
https://revistapesquisa.fapesp.br/levantamento-registra-alta-adesao-de-jovens-aos-vapes/

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