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Brasil é potência na matemática, mas fracasso na base

Brasil é potência na matemática, mas fracasso na base | Inovação Educacional | Scoop.it
Há uma área em que o Brasil brilha e pode brilhar mais: a matemática. Desde 2018 fazemos parte do seleto "Grupo 5" da União Matemática Internacional, que reúne as nações mais desenvolvidas em pesquisa matemática. Estamos ao lado da Alemanha, da China, dos EUA e da França. Lá, somos o único país do hemisfério Sul.

Não temos Prêmio Nobel, mas temos a medalha Fields, igualmente importante, conquistada pelo brasileiro Artur Avila em 2014. É nossa maior conquista em ciência brasileira até hoje.

Respondemos por 2,35% da produção acadêmica em matemática global. Não é pouco, e o percentual está crescendo. As profissões ligadas à matemática correspondem a 4,6% do PIB brasileiro (pesquisa do Itaú Social) e geram inovação, empregabilidade e altos salários.


Medalhas conquistadas em torneios científicos de biologia, química e física por estudante - Eduardo Knapp - 21.ago.25/Folhapress
Por trás dessas conquistas está um trabalho de décadas, iniciado em 1946. No epicentro estão instituições como a PUC-Rio, o IME, o ITA e sobretudo o Impa, nosso Instituto de Matemática Pura e Aplicada criado em 1952, no Rio. Como diz a doutrina chinesa sobre o tema: "Toda potência mundial é necessariamente uma potência matemática". E o Impa é nossa joia da coroa nesse quesito.

A boa nova é que o Impa está prestes a inaugurar uma unidade em Teresina (PI). A razão é estratégica. Um quarto das medalhas da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) vem do Nordeste. Cidades como Cocal dos Alves, no Piauí, são referência nacional na formação de medalhistas. Talentos regionais não vão precisar migrar para o Sudeste para poder brilhar.

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A Obmep, aliás, é a maior olimpíada de matemática do mundo. Em 2025 contou com 18,6 milhões de estudantes, cobrindo 99,9% do território do país. Os medalhistas entram no programa de iniciação científica do CNPq, recebendo bolsas de R$ 300 por mês. Participam então de novas competições, que levam ao Impa. É um funil gigantesco de identificação de talentos.

Faço inclusive uma crítica amigável: em 2025 houve alunos desclassificados da Olimpíada porque usaram IA (inteligência artificial). A IA faz parte do futuro da matemática. Os modelos de inteligência artificial atuais não dominam plenamente a matemática. O futuro da matemática é justamente a integração entre os modelos de linguagem natural (LLMs) com computação simbólica (por exemplo, o Mathematica, da Wolfram) e verificação formal (como o Lean). Minha sugestão é que a Olimpíada crie uma categoria de IA e matemática, para receber os alunos que quiserem experimentar com essa junção.

Também vale lembrar que o Impa brilha por uma série de singularidades. Continuidade de gestão (teve apenas seis diretores desde 1952) e tecnologia institucional. Organiza-se como uma OS e pode contratar por CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e comprar equipamentos e serviços de forma ágil.

Por fim, o desafio do Brasil é enfrentar um paradoxo. Somos o único país que faz parte do cobiçado Grupo 5 e tem, ao mesmo tempo, 73% dos jovens de 15 anos abaixo do nível básico de matemática. Nesse sentido, é preciso qualificar: somos sim o país da matemática no topo, mas somos um deserto na base.

É possível mudar isso? Sem dúvidas. Falta o foco nos professores (a criação da Olimpíada de Matemática dos Professores é um avanço). E olhar as lições da Índia e do Vietnã, que têm criado impressionantes programas nessa área. E claro, construir nosso próprio caminho, que é a especialidade do Brasil que funciona. Mas só quando queremos de verdade.
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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CIEBCast | Ep #30 - Tecnologia como aliadaaos avanços na educação: experiências do Paraná e Piauí

Baixe a Nota Técnica "Tecnologia como aliada aos avanços na educação: As experiências de Paraná e Piauí no aprimoramento dos resultados educacionais e no fortalecimento da gestão das redes de ensino"

https://cieb.net.br/wp-content/uploads/2026/07/CIEB_NT-30-0629-1048.pdf

Neste episódio do CIEBCast, a diretora-executiva do CIEB, Julia Sant'Anna, conversa com o diretor do Centro Estadual de Tempo Integral - CETI Augustinho Brandão, Darkson Machado, e com a diretora do Colégio Estadual em Tempo Integral Newton Ferreira da Costa, Tânia Bendlin, sobre como o uso estratégico da tecnologia vem contribuindo para fortalecer a gestão educacional e impulsionar os resultados de aprendizagem.

A conversa parte das transformações aceleradas pela pandemia e aborda os desafios enfrentados pelas redes para ampliar a conectividade, qualificar professores, integrar soluções digitais à gestão escolar e consolidar políticas de educação digital com impacto pedagógico.

Participam do episódio:
• Julia Sant'Anna – Diretora-executiva do CIEB
• Tânia Bendlin representante da rede estadual do Paraná
• Darkson Machado representante da rede estadual do Piauí

O episódio aprofunda os principais achados da Nota Técnica, apresentando experiências concretas das duas redes de ensino, os desafios superados, as estratégias adotadas e os aprendizados que podem inspirar outras redes na implementação de políticas de educação digital.

🎧 A Nota Técnica está disponível no site do CIEB e o episódio completo do CIEBCast pode ser acessado pelo link acima.
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Today, 3:51 PM
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Frontiers | Artificial intelligence, automation, and the future of development studies: rethinking teaching, learning, and graduate employability

Frontiers | Artificial intelligence, automation, and the future of development studies: rethinking teaching, learning, and graduate employability | Inovação Educacional | Scoop.it
This article argues that artificial intelligence and automation should be treated not as peripheral technological trends, but as forces reshaping the pedagogic and professional foundations of development studies. Bringing together scholarship on digital development, AI governance, higher education, and graduate employability, the paper contends that development studies must respond to AI in three interconnected ways: as an object of critical inquiry, as a condition transforming teaching and assessment, and as a factor reshaping graduate futures. The article develops a pedagogic framework centred on critical AI literacy, curriculum-wide integration, assessment redesign, applied capability formation, and institutional pedagogic governance. It argues that the future relevance of development studies will depend less on adopting technological novelty than on preserving and renewing its distinctive strengths: contextual analysis, ethical reflexivity, socio-technical critique, and the preparation of graduates able to interpret, question, and shape AI-mediated development practice.
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Today, 3:48 PM
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O que é o ECA Digital e como ele impacta o cotidiano escolar

O que é o ECA Digital e como ele impacta o cotidiano escolar | Inovação Educacional | Scoop.it
O ECA Digital atualiza os direitos de crianças e adolescentes para o ambiente online. Entenda o que diz a nova lei, quais são seus impactos no cotidiano escolar e qual é o papel da escola na educação digital e na proteção dos estudantes
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Today, 3:48 PM
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Lei do celular: gestores pedem mais apoio das famílias

Lei do celular: gestores pedem mais apoio das famílias | Inovação Educacional | Scoop.it
Pesquisa mostra que a lei que limita o uso não pedagógico de celulares já mudou a rotina das escolas: 92% dos gestores relatam mais foco, participação e convivência, e apontam que o próximo passo é ampliar o apoio das famílias para consolidar essa mudança cultural.
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Today, 3:47 PM
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Feminismo de dados: o que a escola precisa saber sobre IA e desigualdades

Feminismo de dados: o que a escola precisa saber sobre IA e desigualdades | Inovação Educacional | Scoop.it
Ao mostrar que dados e tecnologias não são neutros, o feminismo de dados convida professores e estudantes a discutir poder, desigualdades e vieses da inteligência artificial
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Today, 3:43 PM
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Quem paga mais no Brasil? Veja o salário médio no seu estado

Quem paga mais no Brasil? Veja o salário médio no seu estado | Inovação Educacional | Scoop.it
Diploma de ensino superior aumenta salário em R$ 5 mil
O relatório mostra que trabalhadores com nível superior, embora representem apenas 23,6% dos assalariados, recebem em média cerca de R$ 5 mil a mais que aqueles com formação até o ensino médio.

Enquanto trabalhadores com ensino superior ganhavam, em média, R$ 7.776,59, os que tinham formação até o ensino médio recebiam cerca de R$ 2.742,41.

🔎 Isso significa que, na prática, trabalhadores com ensino superior ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação.
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Today, 2:04 PM
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Como vencer o vício no celular, nas redes sociais, no mundo digital? —

Como vencer o vício no celular, nas redes sociais, no mundo digital? — | Inovação Educacional | Scoop.it
“Só não tenho uma tela na minha frente quando estou no banho”, me disse uma amiga por esses dias, quando debati em alguns grupos o tema deste texto. A impressão de quase todas as pessoas com quem conversei era parecida: “Acho que sou levemente viciada em internet, mas talvez um pouco mais do que isso” — eu mesma me identifiquei com a amiga que só descansa os olhos dos pixels quando embaixo do chuveiro. Por aquelas conversas, parecíamos uma horda de viciados digitais, sobretudo nestes tempos em que muitos ainda estão trabalhando de casa, sem encontrar amigos e familiares fisicamente. Mas será que podemos nos considerar assim, viciados? Qual é a fronteira entre o uso desmedido e o diagnóstico real de dependência da internet?
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Today, 2:03 PM
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A Copa pode piorar o vício em bets? —

A Copa pode piorar o vício em bets? — | Inovação Educacional | Scoop.it
A fala veio logo em seguida à publicidade de uma casa de apostas online que divulgou uma odd de 4.2 caso os dois times, Canadá e Catar, marcassem gol na partida. Em outras palavras, devido à baixa probabilidade de isso acontecer, a bet multiplicaria por 4,2 o valor da aposta. O jogo, no entanto, acabaria terminando em seis a zero para o Canadá, frustrando quem se fiou nas palavras do comentarista.

Para diversos internautas e especialistas, a emissora induziu o telespectador a apostar em uma possibilidade pouco provável, levando muitos a perderem dinheiro. E a cena é só um dos destaques na enxurrada de críticas que recebeu o único canal no Brasil liberado para reproduzir todos os jogos desta Copa do Mundo.

“É um negócio tão agressivo na direção das bets, com propaganda o tempo todo, estímulo ativo para que as pessoas joguem, que eu parei de assistir à CazéTV”, criticou o jornalista César Calejon no ICL Notícias, em vídeo que viralizou nas redes. Após as reclamações, o Ministério da Justiça e Segurança Pública chegou a abrir uma investigação da publicidade que vem sendo feita para as bets no canal. Com isso, a CazéTV reduziu as propagandas de jogos de aposta da sua programação de Copa do Mundo.
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Como identificar o vício em jogos de azar online e o que fazer —

Como identificar o vício em jogos de azar online e o que fazer — | Inovação Educacional | Scoop.it
Especialistas em comportamento dão dicas para saber quando alguém está dependente dos joguinhos de aposta da moda, como o “tigrinho” e o “aviãozinho”
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Fisicamente presente, intelectualmente offline: o drama da atenção na universidade da distração

Fisicamente presente, intelectualmente offline: o drama da atenção na universidade da distração | Inovação Educacional | Scoop.it

Há ainda outro aspecto preocupante. Muitos influenciadores educacionais, especialmente jovens, falam com enorme convicção sobre temas altamente complexos sem qualquer preocupação científica ou acadêmica consistente. Seu objetivo principal nem sempre é a formação do público, mas a ampliação de alcance, relevância digital e número de seguidores. Isso altera sutilmente a relação com o conhecimento. O saber corre o risco de tornar-se espetáculo. Quando isso acontece, a autoridade deixa de estar vinculada ao estudo sério, à pesquisa, à produção científica e à responsabilidade intelectual, passando a depender de métricas de visibilidade. Mas seguidores não certificam competência. Likes não substituem pesquisa. Viralização não é critério de verdade. E o choque com a realidade costuma aparecer no momento das avaliações.
Então vem o desastre. Não porque o estudante faltou fisicamente às aulas, mas porque, de fato, não esteve presente. Não ouviu. Não anotou. Não acompanhou o desenvolvimento dos argumentos. Não percebeu distinções conceituais fundamentais. Não se deixou formar. Estava ali em corpo, mas ausente em atenção. E sem atenção não há aprendizagem profunda. Aprender exige presença. Exige disciplina interior. Exige esforço cognitivo. Exige suportar o tédio inicial que acompanha todo aprendizado sério. Nem tudo será imediatamente estimulante. Nem todo conhecimento virá embalado em formatos agradáveis. Há momentos em que aprender implica atravessar dificuldade, repetição, leitura densa e concentração prolongada.
Formar-se nunca foi apenas acumular conteúdos. Formar-se é transformar-se. E isso exige presença integral: corpo, mente e espírito. Em tempos de distração permanente, a atenção é uma das formas mais altas de inteligência. Por isso, o maior risco da universidade hoje não é a falta de informação, mas a incapacidade de discernir entre conteúdo e conhecimento.

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Today, 1:50 PM
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Pensamento Computacional e Programação na Educação

Pensamento Computacional e Programação na Educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Este curso forma os professores para integrarem os pilares do pensamento computacional em suas práticas pedagógicas, desenvolvendo habilidades essenciais como resolução de problemas, raciocínio lógico, investigação e aprendizagem criativa. O curso destaca que o pensamento computacional vai além do uso de computadores, podendo ser aplicado em diversos contextos, incluindo disciplinas tradicionais, e sendo fundamental para o desenvolvimento de habilidades em programação e outras áreas do conhecimento. Alinhado à BNCC e à BNCC Computação, o curso utiliza desafios práticos, jogos e recursos digitais para explorar o pensamento computacional de forma lúdica e interativa.
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Today, 1:47 PM
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Posicionamento: CNE mantém avanços nas licenciaturas, mas perde oportunidade de elevar a qualidade da formação dos professores

Posicionamento: CNE mantém avanços nas licenciaturas, mas perde oportunidade de elevar a qualidade da formação dos professores | Inovação Educacional | Scoop.it
Novo marco garante mínimo de 50% presencial, mas deixa de fortalecer requisitos essenciais para a qualidade da formação
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Today, 4:00 PM
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Competências Digitais de Professores

Competências Digitais de Professores | Inovação Educacional | Scoop.it
O CIEB, em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, atualizou a Nota Técnica sobre a Matriz de Descritores e a Ferramenta de Autoavaliação de Competências Digitais de Professores.

A matriz, criada em 2019, apoia professores e redes de ensino a compreenderem seus perfis digitais e avançarem no uso pedagógico da tecnologia. A nova versão preserva a comparabilidade com a versão anterior e incorpora atualizações importantes, como a inclusão de Inteligência Artificial de forma transversal, a entrada das competências de Prática Inclusiva e Gestão de Dados, além da reorganização de descritores.
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Avanços da ENEC mostram que Brasil já mede e acelera a transformação digital da educação pública

Avanços da ENEC mostram que Brasil já mede e acelera a transformação digital da educação pública | Inovação Educacional | Scoop.it
O Brasil já reúne evidências concretas de que a transformação digital da educação pública está avançando em escala. Nos últimos dois anos, o percentual de escolas com conectividade adequada para fins pedagógicos passou de 49,2% para 74,1%, enquanto 29 redes do G73 — grupo que reúne as 27 redes estaduais e distrital, as 26 capitais e os 20 municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes — já alcançaram patamares superiores a 80% de cobertura de conectividade em suas escolas. Os dados também mostram que um número crescente de redes começa a avançar em competências digitais docentes e na integração de recursos educacionais digitais, indicando que o país dispõe hoje de bases sólidas para consolidar uma política de tecnologia voltada à aprendizagem e à redução das desigualdades.
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Inteligência artificial na educação: o que torna a escola humana?

Inteligência artificial na educação: o que torna a escola humana? | Inovação Educacional | Scoop.it
Em meio à expansão da inteligência artificial, escola e professores seguem essenciais para formar estudantes críticos, éticos, criativos e capazes de construir sentido no mundo digital
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Porvir - Download E-book - Prêmio Professor Porvir 3ª Edição

Porvir - Download E-book - Prêmio Professor Porvir 3ª Edição | Inovação Educacional | Scoop.it
Em sua 3ª edição, o Prêmio Professor Porvir reconheceu experiências pedagógicas criativas, inclusivas e conectadas aos desafios reais das escolas brasileiras.

Neste e-book gratuito, você vai conhecer 10 projetos vencedores, selecionados entre mais de 600 projetos de todo o país, que mostram como professores têm mobilizado ciência, tecnologia, cultura, memória, democracia, território e cuidado para transformar a aprendizagem.
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Como a gestão faz o pensamento computacional caber na rotina

Como a gestão faz o pensamento computacional caber na rotina | Inovação Educacional | Scoop.it
Com apoio da gestão escolar e de plataformas como a ubbu, professores podem trabalhar programação, pensamento computacional e cidadania digital desde os primeiros anos do ensino fundamental, mesmo sem experiência prévia na área
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O que significa o vício em sexo e pornografia? —

O que significa o vício em sexo e pornografia? — | Inovação Educacional | Scoop.it
Com as pessoas passando a ficar mais tempo em casa devido à pandemia, sites pornográficos têm registrado um aumento no número de acessos
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Contente.vc

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Sensibilizamos a sociedade por meio de uma comunicação de impacto, autoral e investigativa, sempre apoiada na força de comunidades. Para provocar a transformação é preciso comunicar com excelência – a ponto de transformar a vida de uma pessoa. 
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Rafael Zanatta: "O problema das redes migra para as apostas" —

Rafael Zanatta: "O problema das redes migra para as apostas" — | Inovação Educacional | Scoop.it
Codiretor da Data Privacy Brasil discute a “Copa das Bets”, a plataformização do vício e por que o tema deve ser tratado como questão de direitos digitais e saúde

Nos últimos anos, ficou difícil, para não dizer impossível, assistir a uma partida de futebol sem esbarrar em alguma publicidade de apostas. Elas estão nas transmissões, estampadas nas camisas dos atletas, nos intervalos comerciais, em vídeos que circulam nas redes sociais — e, cada vez mais, na própria forma como o esporte é consumido. Na Copa do Mundo de 2026, apelidada por críticos Brasil afora de “Copa das Bets”, essa presença ganhou ainda mais visibilidade com milhares de pessoas acompanhando os jogos de 48 seleções pela TV e, sobretudo, pelo streaming.

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Desde o início do Mundial deste ano, no dia 11 de junho, o assunto se tornou um dos principais debates da competição, colocando em pauta que tipo de relação está sendo construída entre o futebol, torcedores e as bets.

Para Rafael Zanatta, codiretor da Data Privacy Brasil, organização que se dedica à produção de conhecimento voltado à construção de um ecossistema informacional justo, o fenômeno não pode ser lido apenas como uma questão de escolha individual. Pesquisador de direitos digitais e proteção coletiva de dados, e mestre em direito e economia política, ele enxerga nas bets uma engrenagem mais ampla da economia digital: sistemas desenhados para capturar atenção, estimular repetição, perfilar usuários e transformar comportamentos de risco em receita recorrente e bilionária.

“Plataformização do vício” é como Zanatta chama esse processo. A expressão aproxima as apostas esportivas de outros ambientes digitais organizados por retenção, predição e design persuasivo, do Instagram às plataformas de predição, como as plataformas norte-americanas Kalshi e a Polymarket. Em entrevista a Gama, o especialista afirma que o ponto central é que a aposta já não depende apenas do desejo do apostador. Ela passa por arquiteturas digitais capazes de induzir comportamentos, reduzir fricções e explorar vulnerabilidades.

A visibilidade da Copa, segundo Zanatta, tornou mais evidente uma fronteira que vinha sendo borrada, a que separa publicidade, experiência esportiva e estímulo ao consumo de risco, inclusive em ambientes amplamente acessados por crianças e adolescentes.

A preocupação, no entanto, não se limita à propaganda. Ao longo da conversa, ele também relaciona esse avanço a uma série de elementos: o endividamento, a ludopatia — transtorno de compulsão por jogos de azar —, os impactos sobre as famílias, a erosão da economia popular e o aumento da pressão sobre a saúde pública. Também discute o papel dos dados pessoais, do perfilamento e de designs manipulativos em plataformas que aprendem com o comportamento dos usuários. E que podem, a partir disso, predizer quem está mais vulnerável a continuar apostando.

Para enfrentar esse fenômenos, Zanatta defende no papo com Gama uma coalizão entre diferentes áreas. Não se trata só de debater se a publicidade deve ser mais restrita, como ocorreu com o tabaco e o álcool décadas atrás, mas de entender como é possível uma economia inteira se organizar em torno da atenção, da recorrência e do risco. “A sociedade precisa discutir se não houve uma negligência coletiva sobre as bets.”

G |A Data Privacy Brasil usa a expressão “plataformização do vício” para falar de bets e outros mercados digitais de risco. Qual é o significado desse conceito?

Rafael Zanatta | Essa é uma temática que discuto há bastante tempo com o professor Ricardo Abramovay — orientador do meu doutorado —, que começou a escrever sobre economia do vício por volta de 2017, 2018, e a gente trabalhou academicamente esse tema antes mesmo de ele entrar no escopo da Data Privacy Brasil. O professor identificou que a transformação digital e a plataformização produzem uma economia específica, fundada em uma ciência comportamental, psicológica, basicamente behaviorista, inspirada em estudos sobre comportamento repetitivo, prazer e adicção. Existe uma ciência voltada a organizar a retenção da atenção e a maximizar o tempo de permanência do usuário nas plataformas. É a captologia [estudo de tecnologias projetadas para persuadir e mudar comportamentos ou hábitos dos usuários], disciplina oferecida pela Universidade Stanford que foi cursada por ex-funcionários da Meta e do Google. É isso que o Abramovay chama de economia do vício. Esse debate me influenciou a levar o tema para a Data Privacy, porque a nossa agenda trata de direitos digitais e da defesa de um ecossistema informacional justo.
G |Por que a plataformização do vício é também um problema de direitos digitais?

RZ | Os ecossistemas informacionais e as arquiteturas digitais fazem parte da nossa vida social, econômica e cívica. Por isso, os elementos de justiça também aparecem aí. Um design pode ser injusto ou ilícito; a arquitetura que modula nosso comportamento pode produzir consequências detrimentais para valores como autonomia e dignidade. A plataformização do vício não é um fenômeno novo ou restrito às bets, é um processo estrutural, de décadas, ligado ao modelo mais amplo da economia digital. Instagram, YouTube, bets e plataformas de mercados de predição operam com designs voltados à retenção da atenção e à repetição cotidiana de comportamentos, nesse jogo entre design e corpo humano, com pequenas doses de prazer, liberação química e produção de dopamina.
G |Como entram os dados pessoais e o perfilamento nessa economia do vício?

RZ | A utilização de dados pessoais é central nessa economia, porque permite induzir comportamentos a partir do encaixe de cada pessoa em um grupo social abstrato. É o que chamamos de perfilamento. A partir de sinais sobre preferências, classe social, dinâmica de trabalho ou hábitos cotidianos, é possível observar empiricamente milhões de usuários com perfis semelhantes e predizer comportamentos. Esse é o modo de organização da economia digital. A estrutura da economia do vício é constitutiva da plataformização. Por isso, no projeto de pesquisa da Data Privacy Brasil sobre a plataformização do vício, a gente estuda escolhas de design e a fronteira entre o lícito e o ilícito nesses desenhos de arquiteturas digitais. Há uma linha de continuidade entre o que já era problemático nas redes sociais e o que agora migra para a economia das apostas. Tudo está conectado pelo eixo do vício.
Tudo está conectado pelo eixo do vício

G |Quais são as diferenças entre as bets e as plataformas de predição — essas em que é possível apostar sobre qualquer assunto, de BBB e finais de novelas a resultados de eleições —, como Kalshi e Polymarket?

RZ | As bets são apostas de cota fixa. É como se houvesse um balcão de venda de apostas, semelhante ao modelo clássico de aposta em cavalos ou outros eventos. A empresa intermediadora define um preço, organiza a aposta, estabelece o valor de pagamento e cobra uma taxa de intermediação sobre as transações. Em geral, essas apostas de cota fixa se dão majoritariamente em eventos esportivos, com apostas predefinidas a partir de elementos do próprio esporte: quem vai vencer, quantos gols serão marcados, quem vai marcar. A Kalshi e a Polymarket radicalizam esse mercado porque tentam se posicionar como se não fossem apostas de cota fixa, mas um novo tipo de ativo financeiro ou de investimento em evento futuro. Esse argumento não me convence. Elas estão muito próximas do mesmo tipo de economia e poderiam ser enquadradas como apostas de cota fixa, porque também fazem intermediação e cobram taxas sobre os ganhos.
G |O que essas plataformas de predição tentam apresentar como diferente?

RZ | A diferença que elas alegam é que não criam o evento nem o preço: dizem que isso surge das transações entre usuários, como em uma bolsa de valores. Nas bets, a empresa cria a aposta sobre um jogo; nessas plataformas, o usuário poderia criar um evento como “vai chover no Paraguai amanhã”, e se forma um mercado de sim ou não em torno disso, com contratos contingenciais. O problema é que essas plataformas inventam uma financeirização sobre qualquer evento, mesmo sem acoplamento com a economia real. É diferente do agronegócio, por exemplo, em que eventos futuros, como condições climáticas, afetam concretamente a produção e o preço de produtos. Ali há uma relação entre finança e economia real. No caso da Kalshi e da Polymarket, pode ser qualquer fenômeno político ou mundano. No Brasil, há uma disputa importante sobre a competência regulatória: elas querem tratar esses ativos como uma nova modalidade financeira, próxima de uma bolsa de valores; o governo federal tende a ver isso como algo muito próximo das apostas.
G |A Copa do Mundo 2026 tem sido chamada de “Copa das Bets”. Como você vê esse fenômeno, que não é novo, mas ganhou outras camadas pela visibilidade do evento?

RZ | Nas últimas semanas, houve uma percepção de que uma fronteira foi cruzada. A Copa deu uma visibilidade imensa a algo que já vinha acontecendo: a presença das bets no futebol, nas transmissões e na experiência de torcer. Houve um levante difuso nas redes sociais, um incômodo com o modo como o incentivo ao jogo passou a se misturar ao entretenimento esportivo. Esse debate é também uma discussão sobre moralidade dos mercados. O que é correto, do ponto de vista moral, quando um negócio ganha dinheiro com bets e, ao mesmo tempo, incentiva as pessoas a jogar, misturando narração, evento esportivo e apostas? A Copa não criou esse fenômeno, mas tornou muito mais evidente a escala dessa presença e o quanto ela passou a fazer parte do ambiente midiático do esporte.
G |O Ministério da Fazenda abriu um processo administrativo contra bets que anunciaram na CazéTV durante jogos da seleção brasileira neste Mundial. Esse caso ajuda a mostrar quais os limites entre entretenimento, publicidade e indução ao consumo de risco?

RZ | A questão com a CazéTV trouxe uma discussão jurídica importante sobre a Lei das Bets. Os artigos 28 e 29 da Lei 14.790/2023 dizem que a publicidade deve ser regulada pelo Ministério da Fazenda e precisa circular com avisos de desestímulo ao jogo, advertência de malefícios e ações informativas de prevenção. E, em hipótese alguma, pode chegar a crianças e adolescentes. No entanto, quando há um streaming alcançando dezenas de milhões de pessoas, e o Brasil tem 25 milhões de crianças e adolescentes que usam a internet [segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil], é evidente que uma parte desse público será afetada por aquela publicidade. Para mim, isso gera um curto-circuito com o ECA Digital. A CazéTV deveria separar melhor o que é conteúdo para crianças e adolescentes, mas está tudo misturado. Há ainda outro ponto: a lei veda afirmações infundadas sobre probabilidade de ganhar. Você não pode induzir uma pessoa, de forma infundada, à ideia de que ela tem chance de ganho. Isso se soma à responsabilidade editorial de não produzir indução ao jogo e de ser mais vocal sobre o vício e os efeitos detrimentais que podem decorrer das apostas. Hoje, a menção de que o conteúdo é apenas para maiores de 18 anos aparece de forma muito rápida e minimalista. A discussão se aproxima do que ocorreu com o tabaco e o álcool: setores em que a publicidade precisou ser regulada para evidenciar riscos e mitigar danos.
Bets são, de fato, um assunto de saúde pública

G |Como o Executivo tem reagido a esse debate?

RZ | No Executivo, há uma movimentação entre o Ministério da Fazenda e a Secretaria Nacional de Direitos Digitais em torno de um acordo de cooperação técnica sobre dark patterns, ou padrões manipulativos de design. A ideia é discutir publicidade responsável, transparência das plataformas e recomendações para combater o design manipulativo em jogos. Isso mira claramente jogos como o “tigrinho”, em que o design usa luzes coloridas, botões grandes, pouca fricção e forte indução ao vício, inclusive para idosos. O caminho provável é recomendar formas de instituir fricção e tornar o design menos manipulativo. Para a Data Privacy, esse é um ponto central de pesquisa: acompanhamos o Legislativo, mas nosso interesse principal está nessa movimentação do Executivo, porque ela mira o design.
G |E quais caminhos aparecem hoje no Legislativo?

RZ | No Legislativo, há muitos projetos em discussão, especialmente sobre publicidade, patrocínio e presença das bets em TVs, sites, uniformes de times e estádios. Muitos parlamentares querem reduzir o domínio das bets no esporte, mas isso deve gerar uma disputa grande com confederações e clubes, que já estão entrincheirados nesse dinheiro. Também aparecem propostas sobre autoexclusão, bloqueio de marketing, alertas obrigatórios de vício e vedação de expressões como “jogue e faça renda extra”, “lucro certo”, “grupo VIP” ou “recupere suas perdas”. Essas expressões são problemáticas porque induzem uma expectativa ilícita de ganho. O Legislativo pode disputar as regras do jogo, mas não acho que esse processo será rápido.
G |Você defende que a sociedade discuta se a publicidade de bets deveria seguir restrições semelhantes às do cigarro ou às das bebidas alcoólicas. O que aproxima esses mercados?

RZ | Nós da Data Privacy somos signatários da campanha Brasil Contra Bets, que reúne ativistas e entidades, como a ACT e o Idec, com tradição em pesquisa em saúde pública. Tudo o que recebi e li dessas entidades nos últimos meses ajudou a Data Privacy a se posicionar: bets são, de fato, um assunto de saúde pública. A dimensão dos danos já é notória e tende a ficar ainda mais explícita. Também há um problema de estruturação das famílias. Em comunidades, relatos de pessoas que perdem móveis, fazem dívidas, pegam dinheiro emprestado e destroem relações familiares mostram que a questão é grave. Dada essa gravidade, a sociedade precisa discutir se não houve uma negligência coletiva sobre as bets. Todo mundo achou bom enquanto havia dinheiro circulando, mas agora estamos colhendo os danos. Tabaco e álcool oferecem exemplos de mitigação de danos e enfrentamento de grandes indústrias difíceis de erradicar. Acho que as bets se aproximam disso.
G |Como elaborar uma política pública realmente robusta para enfrentar a plataformização do vício?

RZ | Acho que isso já está acontecendo. Não é algo que ainda precisa começar, mas há uma interconexão de campos disciplinares em curso. A saúde pública está dialogando com direitos digitais, pensando design e uso da informação, e também com o Executivo, forçando uma visão mais holística, que não fique restrita à Secretaria de Prêmios e Apostas. Esse diálogo pode envolver o sistema de saúde pública, a Fiocruz, o Ministério da Saúde e entidades de pesquisa. O quebra-cabeça ainda está um pouco esparramado, mas as peças se encaixam. Não dá para resolver o problema como se fosse só uma questão de Fazenda, só de saúde pública ou só de direitos digitais.
G |Por que essa agenda exige uma coalizão entre diferentes áreas?

RZ | O problema é complexo justamente pela interdependência das partes. É o design que produz a maximização da atenção; essa maximização produz ludopatia e vício; a ludopatia e o vício produzem um problema de saúde pública; e esse problema se liga à erosão da economia popular, tornando-se também um problema econômico. Há um espírito de coalizão que precisa ser construído, como ocorreu em outras agendas públicas. Nos últimos meses, várias iniciativas começaram em unidades governamentais, centros de pesquisa e entidades civis. A campanha contra as bets reúne defesa do consumidor, direitos digitais e saúde pública. Esse levante popular e a preocupação coletiva abrem uma janela de oportunidade para formular políticas públicas.
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David Nemer: o triste legado das bets —

David Nemer: o triste legado das bets — | Inovação Educacional | Scoop.it

Para antropólogo que pesquisa o efeito das apostas online nas favelas, bets sequestrarão paixão pelo futebol e, mesmo se banidas, deixarão dependência social.
Além da catástrofe financeira, você já parou para pensar que as bets estão mudando o jeito de muita gente olhar para a vida e as suas paixões? No caso do futebol, agora na Copa do Mundo, ficou bem óbvio.
“O futebol sempre foi o nosso ritual mais coletivo, aquele momento raro em que a favela, o asfalto e o condomínio fechado torcem ao mesmo tempo para a seleção. E as bets quebraram esse desejo único em centenas de pequenos mercados, de pequenas transações. Hoje, a pessoa não vai torcer só para um gol, vai torcer para um escanteio, um cartão amarelo, os minutos de acréscimo. As bets sequestraram essa paixão brasileira”, diz o antropólogo David Nemer, o convidado do Podcast da Semana da edição sobre bets.
Nemer é professor nos departamentos de Estudos de Mídia, de Antropologia e do programa de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Virgínia. Ele pesquisa tecnologia nas favelas e, nos últimos anos, se dedica a entender os efeitos das bets no Brasil.
Na entrevista que você ouve abaixo, ele fala sobre como as bets têm um modelo de negócios que tira proveito da vulnerabilidade e defende que é errado pensarmos em vício, pois assim “individualizamos” o problema e culpabilizamos o usuário.
“A questão, tanto do iludido quanto do viciado, não dá conta do que realmente acontece. Ela individualiza uma coisa que é estrutural, que é um produto desenhado para extrair, inclusive de quem é informado”, afirma o pesquisador.
Segundo Nemer, a Copa funciona como uma grande campanha de recrutamento, trazendo gente nova para as plataformas. “Depois dessa festa, vem a conta, que vai ser o endividamento, o empréstimo com o amigo que não vai conseguir pagar, com agiota. Em lares precarizados, há um abandono familiar. O homem na favela se apropria do dinheiro da mulher, sendo que sete em cada dez lares são mantidos por mulheres. E as mulheres, claro, ao lutar pelo seu dinheiro para sustentar a casa, acabam em confronto e são agredidas.”
Ele defende o banimento total e diz que, ainda assim, as bets deixarão um triste legado. “Uma dependência social foi criada e as pessoas buscarão outras formas de aposta.”

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Today, 2:01 PM
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Juliana Prates: "Meu irmão chegou a dever mais de R$ 1,5 milhão" —

Juliana Prates: "Meu irmão chegou a dever mais de R$ 1,5 milhão" — | Inovação Educacional | Scoop.it
Juliana Prates transformou o luto em causa pública. Em dezembro do ano passado, a advogada e auditora do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) perdeu o irmão, o também auditor Otacílio Prates, vítima do vício em apostas online desde 2023. “Ele dizia que estava fazendo investimentos arriscados em day trade e que havia gasto dinheiro em criptomoedas”, conta a Gama. Juliana só descobriu a gravidade do quadro horas antes da tragédia, ao acessar o celular do irmão em busca de pistas de seu paradeiro e encontrar um histórico de plataformas de apostas.

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Depois que o irmão tirou a própria vida, Juliana publicou um alerta em suas redes sociais que viralizou. A partir de então, ela passou a receber mensagens de famílias que contam histórias parecidas com a sua, sobre perdas de filhos, cônjuges e outros parentes para o mesmo vício, conhecido como ludopatia, ou jogo patológico. Em pouco tempo, contabilizou 25 suicídios ligados a jogos online. “Percebi que era um problema público gravíssimo, mas que ainda carrega um estigma de que ‘só quem é pobre joga no tigrinho'”, afirma.
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Today, 1:50 PM
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Escolas Conectadas

Escolas Conectadas | Inovação Educacional | Scoop.it
Criado por Giselle Santos, gestora de inovação e pesquisadora do Rio de Janeiro, Os Códigos de Sofia não é um jogo tradicional nem uma sequência didática rígida: trata-se de um kit narrativo desplugado, formado por cartas, histórias e perguntas que funcionam como disparadores de conversas sobre inteligência artificial (IA), cultura digital, dados e território. Cada carta apresenta um fragmento da vida de Sofia, uma personagem fictícia de 14 anos que vive no Morro Dona Marta. Ao escrever suas próprias histórias, ela provoca reflexões sobre como a tecnologia atravessa o cotidiano.

Mais do que conduzir uma atividade, Sofia promove um encontro. “Não se trata de ensinar a operar ferramentas digitais, mas de abrir espaço para pensar quem projeta as tecnologias que usamos? Quem toma decisões por meio delas? Quem acaba não sendo visto pelos sistemas?”, provoca Gisele.
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Today, 1:48 PM
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Formação continuada de professores exige mais do que cursos, aponta estudo

Formação continuada de professores exige mais do que cursos, aponta estudo | Inovação Educacional | Scoop.it
O Todos Pela Educação, por meio do Centro de Estudos Aplicados em Práticas de Ensino e Aprendizagem (Ceapea), divulga o estudo “Condições institucionais para a oferta de formação continuada de professores”, desenvolvido em parceria com o Lepes (Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social e Educação) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O trabalho analisa em que medida as redes de ensino dispõem das condições institucionais necessárias para oferecer formações continuadas capazes de promover o desenvolvimento profissional dos docentes e, consequentemente, melhorar a aprendizagem dos estudantes.
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Today, 1:44 PM
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Por que formação integral vai além do tempo na escola e exige ações para o desenvolvimento humano

Por que formação integral vai além do tempo na escola e exige ações para o desenvolvimento humano | Inovação Educacional | Scoop.it
Quando se fala em escola integral, é comum associar o conceito apenas ao aumento do tempo que os estudantes permanecem na instituição. Apesar de a ampliação da jornada ser um dos pilares desse modelo, especialistas defendem que a formação integral dos estudantes depende também da oferta de experiências que extrapolem os conteúdos tradicionais e contribuam para o desenvolvimento acadêmico, social, cultural e emocional dos alunos.

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Em seu site, o Ministério da Educação (MEC) define a educação integral como o processo de ensino, aprendizagem e participação que engloba as diferentes dimensões constitutivas do ser humano, como a física, intelectual, social, emocional, simbólica, política e cultural, articuladas entre si e em desenvolvimento contínuo ao longo da vida.

A doutora em Educação e pesquisadora da infância Adelir Marinho explica que a formação integral parte do princípio de que a escola não é responsável apenas pela transmissão de conteúdos acadêmicos, mas também por promover experiências diversificadas que contribuam para o desenvolvimento completo dos estudantes.

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Qual a primeira ação que o MEC precisa tomar em 2027? Fundadora do Todos Pela Educação responde

5:39
A cofundadora e presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, participou do segundo encontro do Brasil Adiante. Crédito: Fotografia e som: Bruno Nogueirão | Edição: Júlia Pereira

“A ampliação do tempo somente produz resultados quando acompanhada de uma reorganização curricular, metodológica e pedagógica capaz de ampliar as oportunidades formativas dos estudantes”, diz. Segundo a pesquisadora, entender que mais horas no ambiente escolar não garantem melhoria na aprendizagem é um dos principais desafios.

O diretor da Escola Villare, Ernani Soares de Paula, aponta que a extensão da jornada escolar não pode ser vista apenas como uma solução logística para famílias com agendas cheias. As atividades complementares precisam oferecer oportunidades para que os alunos desenvolvam habilidades específicas e descubram ou aprimorem talentos. “Mais do que formar um catálogo extenso, o objetivo deve ser oferecer experiências que dialoguem com a complexidade da formação humana.”

Para Paula, embora os componentes curriculares do horário regular de aula sejam fundamentais e constituam o núcleo da experiência escolar, a aprendizagem não pode se limitar a eles. “O contraturno não deve representar uma extensão das aulas regulares, mas uma oportunidade de vivenciar experiências diferentes e explorar novos interesses”, acrescenta.

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Escola Villare identificou crescimento da valorização dos programas extracurriculares após a pandemia. Foto: Divulgação/Escola Villare
O diretor pedagógico da Escola Vera Cruz, Daniel Helene, também reconhece a importância dos programas extracurriculares no processo de formação integral, mas pondera que eles podem perder a efetividade se estiverem desconectados das ambições pedagógicas. “Não pode haver, na rotina escolar, nada que seja feito sem intencionalidade pedagógica, ou apenas para ‘passar o tempo’”, pontua.

Pandemia reforçou importância dessas iniciativas
Os especialistas apontam que, após a pandemia, o reconhecimento da importância dessas iniciativas aumentou. A Escola Vera Cruz ampliou as atividades de contraturno após o fim da crise sanitária, depois de identificar uma demanda. Já a Escola Villare oferecia atividades complementares antes da pandemia, mas afirma ter percebido uma valorização dessas atividades após esse período.

Adelir afirma que a pandemia foi responsável por evidenciar que a escola desempenha funções mais amplas do que a transmissão de conteúdo e que seu papel no desenvolvimento socioemocional dos estudantes não pode ser facilmente substituído. “Após o período de isolamento, foi possível observar os impactos causados na aprendizagem, na socialização, na saúde emocional e na convivência entre crianças e adolescentes”, diz.

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Nesse mesmo período, teve início a implementação de itinerários formativos, previstos na reforma do ensino médio de 2017. Eles correspondem à parte flexível do currículo escolar, na qual o estudante escolhe se aprofundar em áreas específicas de seu interesse. Após a revisão de 2024, os itinerários passaram a ter carga horária mínima de 600 horas.

Justamente por exigir que os alunos reconheçam seus interesses e façam suas próprias escolhas, os programas extracurriculares também ajudam no exercício da autonomia e do senso de responsabilidade, aponta Paula. “A possibilidade de escolha também contribui para que o tempo vivido na escola faça sentido para cada aluno, respeitando suas singularidades e modos de aprender”, afirma.

Para o diretor da Escola Villare, os principais desafios em todo esse processo estão relacionados a aspectos operacionais, já que é preciso oferecer programas que atendam a diferentes interesses, faixas etárias e objetivos.

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Já Helene considera que as maiores dificuldades estão ligadas às rotinas dos estudantes, que já são cheias. Segundo ele, é essencial que o tempo de descanso entre as atividades também esteja no planejamento.

A ideia é reforçada por Adelir, que afirma que a falta de equilíbrio é um ponto de atenção nas propostas de escolas integrais e que a formação integral não deve significar escolarização excessiva, mas sim uma articulação equilibrada entre diferentes experiências formativas. De acordo com a pesquisadora, escolas públicas podem enfrentar um desafio a mais, já que ainda precisam lidar com menos infraestrutura e recursos.

Uso de celulares é restrito
Desde o início do ano letivo do ano passado, o uso de celulares em escolas públicas e privadas de todo o País é restrito. A lei não proibiu totalmente o uso dos aparelhos e deu autonomia para que as instituições definissem formas de aplicação da restrição, adequando as regras à sua realidade. Segundo o MEC, o uso ainda é permitido para fins pedagógicos, com autorização do professor, e para casos de acessibilidade, saúde e segurança​.

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Os impactos da medida ainda devem ser analisados por uma pesquisa conduzida pela Secretaria de Educação Básica (SEB), em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e com o Instituto Alana, que engloba mais de 8 mil escolas públicas e privadas da educação básica. No entanto, profissionais ouvidos pelo Estadão apontam que os efeitos têm sido positivos.

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A psicóloga escolar institucional do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, Claudia Tozzi, afirma que a escola já proibia o uso de celulares durante as aulas, mas, após a entrada em vigor da lei, precisou de um período de adaptação para conscientizar os alunos de que o uso passaria a ser proibido em qualquer ambiente da instituição. “O tempo de adaptação ao novo contexto foi relativamente curto, o que demonstrou boa receptividade por parte da comunidade escolar.” Segundo ela, mais de um ano após o início da restrição, a principal mudança observada ocorreu na interação entre os alunos.

Na Escola Villare, o uso dos aparelhos é proibido em todo o ambiente escolar, seja no turno regular ou no contraturno. Paula afirma que a adesão às novas normas ocorreu de forma tranquila, em parte devido ao alinhamento com as famílias. “Do ponto de vista dos estudantes, um dos efeitos mais frequentemente relatados é a redução da ansiedade associada ao uso contínuo do celular e à necessidade de estar permanentemente conectado”, afirma o diretor.

Adelir aponta que a discussão em relação ao tema deve focar no sentido pedagógico atribuído às tecnologias, em vez de ser reduzida à oposição entre uso ou proibição do celular. Para ela, a formação integral também pressupõe o desenvolvimento da cultura e cidadania digital. “O desafio consiste em substituir o uso passivo e dispersivo por experiências pedagógicas intencionais, envolvendo produção de conhecimento, pensamento crítico, criatividade e letramento digital.”
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