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November 20, 2012 5:57 AM
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Escolas usam simulado para diagnosticar quais matérias aluno precisa estudar para o Enem

Escolas usam simulado para diagnosticar quais matérias aluno precisa estudar para o Enem | Inovação Educacional | Scoop.it

Simulados que testam alunos do ensino médio para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) existem aos montes na internet. Alguns, inclusive, trazem questões comentadas para facilitar o planejamento de estudo, tendo em vista o exame nacional. O da startup Geekie foi além

A plataforma de ensino-aprendizagem desenvolvida pela empresa brasileira fornece um relatório personalizado sobre o rendimento na prova. Com isso, o aluno fica sabendo em que seus conhecimentos estão deficitários e quais matérias precisam ser revistas, por exemplo.

Até o momento, 10 mil estudantes de escolas particulares já se testaram com o simulado. E, como a Geekie oferece um simulado gratuito para cada unidade vendida, outros 10 mil estudantes de escolas públicas também foram beneficiados.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Teaching the AI-native generation

Teaching the AI-native generation | Inovação Educacional | Scoop.it
In October, Oxford University Press released Teaching the AI-Native Generation, a report exploring how young people in the UK perceive and interact with AI in their education. As someone deeply involved in the development of AI tools for learning, I found the insights both illuminating and encouraging. 

We surveyed 2,000 UK students aged 13–18 to understand their experiences, concerns, and aspirations around AI in the classroom. The results revealed a generation that is not only engaging with AI tools but also thinking critically about their impact. 
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Quantifying Human-AI Synergy | OpenReview

We introduce a novel Bayesian Item Response Theory framework to quantify human–AI synergy, separating individual and collaborative ability while controlling for task difficulty in interactive settings. Unlike standard static benchmarks, our approach models human–AI performance as a joint process, capturing both user-specific factors and moment-to-moment fluctuations. We validate the framework by applying it to human–AI benchmark data (n=667) and find significant synergy. We demonstrate that collaboration ability is distinct from individual problem-solving ability. Users better able to infer and adapt to others’ perspectives achieve superior collaborative performance with AI–but not when working alone. Moreover, moment-to-moment fluctuations in perspective taking influence AI response quality, highlighting the role of dynamic user factors in collaboration. By introducing a principled framework to analyze data from human-AI collaboration, interactive benchmarks can better complement current single-task benchmarks and crowd-assessment methods. This work informs the design and training of language models that transcend static prompt benchmarks to achieve adaptive, socially aware collaboration with diverse and dynamic human partners.
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8 AI Research Papers Published In 2025 That Every Educator Should Read

8 AI Research Papers Published In 2025 That Every Educator Should Read | Inovação Educacional | Scoop.it
A pesquisa em IA avança rapidamente. Em 2025, relatei dezenas de novos estudos para o podcast AI for Educators Daily. Mas nenhum artigo isolado é a palavra final. A pesquisa mais útil sobre tecnologias emergentes nunca é apenas técnica. No caso da IA ​​na educação, ela precisa ser interpretada à luz da experiência de aprendizagem, do julgamento profissional e da realidade de como a aprendizagem funciona na prática.

O que mais se destacou nos oito artigos abaixo foi a mudança de perspectivas sobre o impacto da IA ​​na educação. Eles desafiaram pressupostos consolidados sobre aprendizagem, avaliação, colaboração e até mesmo o bem-estar dos alunos. Esta lista de oito artigos não é exaustiva e suas conclusões não resolvem todos os problemas. De fato, a IA não resolve tudo. Em vez disso, eles capturam momentos em que educadores e formuladores de políticas foram forçados a refletir mais profundamente sobre o papel emergente da IA ​​na educação.

Esses são os artigos que chamaram a atenção dos educadores em 2025.

1. Quantificando a sinergia entre humanos e IA
PROMOVIDO
Christoph Riedl e Ben Weidmann

Este artigo de setembro ajudou a redefinir o significado de "habilidade" em um mundo aprimorado por IA. Em vez de avaliar a IA apenas pelo seu desempenho individual, os pesquisadores mediram o quanto o desempenho humano melhorava quando as pessoas trabalhavam com IA.

A principal descoberta foi que a capacidade de colaborar eficazmente com a IA é uma competência distinta por si só e não está fortemente relacionada ao conhecimento da matéria. Para educadores que ajudam seus alunos a usar a IA e a se prepararem para um mundo com IA, isso representa um ponto de virada, já que o sucesso depende cada vez mais de como o aluno formula perguntas, interpreta respostas e adapta seu pensamento em diálogo com o sistema. Essa constatação, por si só, sugere que o planejamento curricular e a avaliação precisarão mudar.

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2. Da produção superficial à aprendizagem superficial: os riscos dos grandes modelos linguísticos na educação
Iris Delikoura, Yi.R Fung, Pan Hui

Esta revisão abrangente de 70 estudos examinou o que acontece cognitivamente quando a IA "faz o trabalho" pelos alunos. Embora a IA frequentemente produza resultados fluentes e refinados, os pesquisadores encontraram riscos consistentes, como formação de memória mais frágil, menor motivação e crescente dependência.

Problemas técnicos, como alucinações, não eram apenas questões de precisão. Eles alteravam a forma como os alunos se envolviam com o próprio processo de pensamento. O artigo oferece aos professores uma linguagem para explicar por que uma redação primorosamente escrita pode, na verdade, refletir muito pouco aprendizado, e por que o esforço, a reflexão e a dedicação ainda são importantes.

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3. Ensinando a Geração Nativa Americana: Capacitando as Escolas na Era da IA
Oxford University Press

Ao analisar uma pesquisa com adolescentes em todo o Reino Unido, este relatório revelou uma clara tensão. A maioria dos estudantes relatou ter adquirido habilidades valiosas com a IA, mas também sentiu que ela tornou o trabalho escolar muito fácil ou prejudicou sua criatividade.

A descoberta mais alarmante foi que menos da metade dos alunos se sentia confiante para avaliar se os resultados da IA ​​eram confiáveis. A mensagem para os educadores foi inequívoca: os alunos já estão usando IA, mas sem uma sólida base crítica. Orientação, e não proibição, é o que eles pedem.

4. Subnotificação do uso de IA: o papel do viés de desejabilidade social
Yier Ling, Alex Kale e Alex Imas

Este artigo examinou por que os alunos costumam subestimar o próprio uso de IA, enquanto afirmam que seus colegas a utilizam amplamente. A resposta foi simples e preocupante: constrangimento e medo de julgamento.

As implicações são significativas. Primeiro, muitas pesquisas institucionais sobre o uso de IA provavelmente estão erradas. Segundo, o estigma leva ao uso clandestino da IA, tornando as conversas honestas sobre ética e aprendizado muito mais difíceis. Quando os alunos sentem que precisam esconder suas práticas, os educadores perdem a oportunidade de orientá-los.

5. O efeito do Chatgpt no desempenho de aprendizagem dos alunos, na percepção da aprendizagem e no pensamento de ordem superior: insights de uma meta-análise
Jin Wang e fã de Wenxiang

Esta meta-análise de 51 estudos levantou a questão prática de quando o ChatGPT realmente auxilia na aprendizagem. Como era de se esperar, a resposta foi complexa. Os alunos apresentaram melhor desempenho acadêmico e demonstraram ganhos no pensamento crítico quando o uso da IA ​​foi explicitamente projetado para fins instrucionais.

Área temática, duração e abordagem de ensino eram fatores importantes. A contribuição deste artigo reside na sua moderação. A tecnologia só funcionava tão bem quanto a pedagogia subjacente. A IA não era um atalho para o ensino, mas sim uma ferramenta que amplificava o bom ensino quando usada de forma deliberada.

6. Ciborgues, Centauros e Autoautomatizadores: Os Três Modos de Trabalho Intelectual Humano-Inteligente e suas Implicações para a Capacitação e o Futuro da Especialização
Steven Randazzo, Hila Lifshitz, Katherine C. Kellogg, Fabrizio Dell'Acqua, Ethan Mollick, François Candelon e Karim R. Lakhani

Este estudo desafiou pressupostos sobre o trabalho em equipe. Indivíduos que trabalharam com IA igualaram ou superaram o desempenho de equipes que trabalharam sem ela. A IA também permitiu que participantes menos experientes produzissem trabalhos comparáveis ​​aos de especialistas.

Para a educação, as implicações foram desconfortáveis, mas importantes. Se a IA pode replicar alguns benefícios da colaboração, como o trabalho em grupo deve ser planejado e avaliado? O estudo também sugeriu que a IA poderia ajudar alunos mais quietos ou menos confiantes a contribuir de forma mais significativa.

7. Ensaio randomizado de um chatbot de IA generativa para
tratamento de saúde mental
Michael V. Heinz, Daniel M. Mackin, Brianna M. Trudeau, Sukanya Bhattacharya, Yinzhou Wang, Haley A. Banta, Abi D. Jewett, Abigail J. Salzhauer, Tess Z. Griffin e Nicholas C. Jacobson.

Este artigo demonstrou que um chatbot de IA generativa pode reduzir significativamente os sintomas de ansiedade e depressão. Embora conduzido em um contexto médico, o estudo teve grande repercussão entre educadores, que enfrentam uma crise crescente na saúde mental dos estudantes .

O estudo reformulou a IA, não como uma substituta do cuidado humano, mas como um sistema de suporte escalável que poderia operar em conjunto com terapeutas, desde que a privacidade e as medidas de segurança sejam robustas. Este estudo não se aplica diretamente à educação, e especialmente não a crianças, mas abre uma discussão importante sobre o papel da IA ​​além do meio acadêmico, desde que possa ser usada com segurança.

8. Adoção desigual de ferramentas de inteligência artificial entre professores e diretores nos EUA
Julia H. Kaufman, Ashley Woo, Joshua Eagan, Sabrina Lee e Emma B. Kassan

Este relatório revelou que a adoção da IA ​​nas escolas está longe de ser igualitária. Os professores em escolas mais abastadas apresentaram uma probabilidade significativamente maior de usar IA do que aqueles em contextos de alta pobreza, que frequentemente não tinham acesso, treinamento ou orientação clara.

O alerta foi claro. Sem políticas e investimentos deliberados, a IA corre o risco de ampliar as desigualdades existentes em vez de reduzi-las. A tecnologia por si só não democratiza as oportunidades.

Reflexão tardia
Esses dez artigos não oferecem respostas fáceis. O que eles oferecem, em vez disso, é perspectiva. Juntos, eles mostram como a IA está remodelando a cultura da sala de aula, a avaliação, a colaboração e até mesmo a noção de identidade dos alunos.
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Natal: quem era o Sol Invicto, deus pagão com festa que Igreja Católica usou para celebrar a data

Natal: quem era o Sol Invicto, deus pagão com festa que Igreja Católica usou para celebrar a data | Inovação Educacional | Scoop.it
"Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá luz e vida.”

Estas palavras de Jesus, contidas no Evangelho de João (capítulo 8, versículo 12), desempenharam um papel crucial quando as autoridades do Império Romano e os primeiros hierarcas da Igreja procuraram esclarecer um dos enigmas da Bíblia: quando nasceu o fundador do cristianismo?

Embora os evangelhos não mencionem a data de nascimento daquele que hoje quase 2,3 bilhões de fiéis consideram ser o filho de Deus, a passagem acima deu apoio teológico à decisão sobre a data a se comemorar. Desde essa decisão, o Natal é celebrado em 25 de dezembro.

A data não foi escolhida ao acaso, mas com toda a intenção de que coincidisse com um dos grandes momentos do calendário romano: a festa do Sol Invicto.

Um culto do Oriente
A festa do Sol Invicto, cujo nome oficial era Nativitas Solis Invicti ou “nascimento do Sol Invicto”, era uma celebração dedicada a uma divindade solar que era celebrada no dia 25 de dezembro.

Mas quem era esse deus? “Não sabemos muito bem. Não era muito predominante no catálogo das divindades romanas”, explica à BBC o historiador e estudioso bíblico espanhol Javier Alonso.

Por sua vez, o professor de história antiga Santiago Castellanos, da Universidade de León, na Espanha, acrescenta que esta divindade “não era uma das mais presentes na práxis política romana, pelo menos não estava ao nível de Júpiter e Marte, que tiveram maior implementação em termos de templos e estátuas”.

Tal como aconteceu com o cristianismo, o culto a este deus chegou a Roma vindo do Oriente, particularmente do que hoje é a Síria. Ele foi trazido pelas mãos do imperador Marco Aurelius Antoninus Augustus, mais conhecido hoje como Heliogábalo.

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O soberano, que reinou apenas quatro anos (218-222 d.C.), retirou Júpiter do topo do panteão romano. Em seu lugar, colocou El-Gabal, divindade solar que adorava e da qual era sumo sacerdote na sua terra natal, Emesa (atual cidade síria de Homs).

Para facilitar a mudança religiosa, o deus foi renomeado com o nome latino Deus Sol Invictus.

“Sol assumiu todo o culto solar que no mundo greco-romano estava associado à figura de Hélios e também à sua iconografia”, acrescentou Castellanos.

CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,O cristianismo primeiro foi perseguido e depois adotado como religião oficial do império romano
Divindade solar
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Invictus não foi a primeira divindade solar adorada pelos romanos, mas foi a que marcou o calendário. Isso porque em 312 d.C. — quase uma década depois de sua conversão para o cristianismo — o imperador Constantino decretou o sétimo dia da semana como o dies Solis (dia do Sol), o que hoje conhecemos como domingo.

O imperador ordenou que este dia fosse um dia de descanso para “os magistrados e os habitantes das cidades, nas quais todas as oficinas ficarão fechadas”.

Castellanos diz que o apoio imperial foi fundamental para a consolidação deste culto, mas a crença já tinha começado a popularizar-se em todo o império.

Além do domingo, o Sol Invicto também tinha um festival que fazia parte do movimentado calendário romano de feriados no final do ano, que incluía as brumálias e as saturnálias.

As primeiras, celebradas em novembro, eram as festas do solstício de inverno e foram instituídas por Rômulo em homenagem a Baco. Já as saturnálias eram dedicadas a Saturno, deus da agricultura, e duravam sete dias, começando em 17 de dezembro. Elas eram muito populares entres os romanos.

“Durante esses dias havia uma certa inversão da ordem estabelecida, por exemplo, os escravos tinham mais destaque do que normalmente tinham”, explica Castellanos.

“Grandes banquetes eram organizados. Trocavam-se presentes e as casas eram decoradas com guirlandas e velas. Estas saturnálias ocorridas em dezembro têm fundamentos litúrgicos e celebrativos que o cristianismo depois incorporou à sua própria liturgia”, acrescenta,

Durante as comemorações, eram frequentes os excessos no consumo de bebidas alcoólicas e nas relações sexuais, segundo histórias da época, por isso havia a impressão de que eram uma mistura entre o que hoje conhecemos como Natal e o Carnaval.

Alonso explica que os romanos decidiram estabelecer o festival do Sol Invicto quase imediatamente após as saturnálias por uma razão astronômica: o solstício de inverno.

“O solstício de inverno é o dia do ano em que há menos luz solar. Porém, a partir daí os dias começam a ficar mais longos e no mundo antigo percebia-se que este era o momento em que o Sol se regenerava e renascia”, afirma.

CRÉDITO,GETTY IMAGES
Legenda da foto,Os romanos tinham muitas festas no fim do ano
E por que este feriado?
Quando o imperador Teodósio declarou que o cristianismo seria a religião oficial do império romano, em 392 d.C., surgiu entre as autoridades civis e eclesiásticas o desejo de esclarecer algumas dúvidas não resolvidas nos evangelhos, a fim de facilitar a adoção da nova fé pelos romanos. E entre eles estava a data de nascimento de Cristo.

O nascimento era um assunto tabu para os judeus e os primeiros cristãos.

“A lei não nos permite celebrar festas de nascimento dos nossos filhos”, explicou o historiador judaico-romano do século 1, Flávio Josefo, em um dos seus escritos.

Por outro lado, para os romanos, comemorar os aniversários era, em alguns casos, um dever. Por exemplo, desde o ano 45 a.C. eles realizavam todos os anos sacrifícios públicos em homenagem ao nascimento de Júlio César.

“Quando o cristianismo começa a ser uma religião poderosa, ligada aos imperadores, surge a necessidade de estabelecer uma data específica para o nascimento do seu fundador”, explica Castellanos.

“Eles precisavam ancorar uma data no calendário por motivos litúrgicos”, diz o especialista.

Alonso afirma que a festa do Sol Invicto era ideal para marcar o nascimento de Jesus devido ao seu significado para os romanos.

“O Papa Júlio 1º decidiu que o nascimento de Jesus seria no dia da festa do Sol, durante o solstício de inverno, devido à crença de que o sol derrotava as trevas”, explica Alonso.

“As celebrações nas sociedades antigas estavam ligadas ao calendário agrário e tudo girava em torno da época da semeadura e da colheita. Antigamente as festas eram realizadas na época da colheita e com o passar do tempo acrescentamos santos a elas. Mas originalmente tudo estava relacionado à agricultura”, afirma.

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Buscando justificativa religiosa
A escolha do festival do Sol foi justificada por algumas passagens dos evangelhos, como a que diz que o messias virá “do alto para nos visitar como o sol nascente, iluminando os que vivem nas trevas” (Lucas 1, 78).

Ou a que dizia que “uma luz brilhou para aqueles que vivem nas sombras da morte” (Mateus 4:16).

E, claro, há a história de João, que afirma que Jesus é apresentado como “a luz do mundo”.

Mas a decisão do Papa Julio 1º, que quase um século depois foi endossada pelo imperador Justiniano, não só fixou o Natal no calendário, mas ajudou a fazer o mesmo com outras celebrações.

“Outras festas importantes do calendário litúrgico teriam sido fixadas como consequência: a Anunciação (9 meses antes), a Natividade de São João Batista (seis meses antes), a Circuncisão de Jesus (oito dias mais tarde) e a Apresentação no Templo (40 dias depois)”, acrescenta o professor de Luis Sánchez Navarro, da Universidade San Dámaso (Espanha).

Para os especialistas, esta escolha não deveria surpreender, porque já tinha acontecido antes.

“Quando os romanos conquistaram outras regiões do mundo, assumiram cultos e tradições dessas regiões, mas é claro que as reinterpretaram, mudaram ou moldaram”, diz Castellanos.

Alonso, por sua vez, afirma que quando uma cultura se impunha a outra, ela se apropriava de seus ritos e lugares sagrados.

"É por isso que quando escavamos debaixo de uma igreja em alguns lugares da Europa, por exemplo, encontraremos uma mesquita, mais abaixo um templo romano e mais abaixo um centro cerimonial de outra cidade anterior.”

Outra teoria
Luis Sánchez Navarro explica que existe outra teoria sobre a data de 25 de dezembro.

Ele admite que há base histórica para o entendimento de que o Natal foi colocado na data para coincidir na festa pagã do Sol Invicto, mas afirma que também existem algumas evidências que indicam que 25 de dezembro poderia ter sido de fato a data do nascimento de Jesus.

“Existe uma tradição antiga, ligada à igreja de Jerusalém, que situa o nascimento de Jesus por volta do dia 25 de dezembro.

No ano 204 (muitos anos antes de ser estabelecida a festa do Sol Invicto) Hipólito de Roma, em seu comentário ao livro do profeta Daniel, afirmou claramente que Jesus nasceu naquele dia. “Alguns estudiosos questionam a passagem como uma colocação posterior, mas outros mantêm a sua autenticidade”, explica.

Sánchez cita ainda a descoberta em Israel de um calendário de uma seita cristã antiga que reforçaria a teoria de que 25 de dezembro foi o dia em que nasceu o Jesus histórico e religioso.
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Mudanças climáticas: o mundo está ficando mais quente — e isso está afetando nossos cérebros

Mudanças climáticas: o mundo está ficando mais quente — e isso está afetando nossos cérebros | Inovação Educacional | Scoop.it
Ondas de calor têm se tornado mais intensas com as mudanças climáticas e cientistas buscam entender como o calor extremo muda a forma que o nosso cérebro funciona
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O experimento contra solidão na Suécia que paga para as pessoas tirarem 'hora da amizade' no trabalho

O experimento contra solidão na Suécia que paga para as pessoas tirarem 'hora da amizade' no trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it

Agora, graças ao programa piloto da Apotek Hjärtat, que começou em abril, Yasmine tem direito a 15 minutos por semana, ou uma hora por mês, durante o horário de trabalho, para se concentrar em fortalecer suas amizades ou fazer novas conexões.
Ela pode usar esse tempo para conversar ao telefone, fazer planos por mensagem de texto ou encontrar-se com alguém pessoalmente.
"Eu queria melhorar as coisas para mim mesma…um empurrão para me obrigar a fazer as coisas", diz Yasmine.

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MEC regulamenta programa que fortalece formação profissional

O Ministério da Educação (MEC) publicou na terça-feira (30) no Diário Oficial da União a portaria que regulamenta o Programa Juros por Educação.
A iniciativa permite aos estados brasileiros reduzir os juros de suas dívidas com a União em troca de investimentos e metas de expansão de matrícula na educação profissional e tecnológica (EPT) de nível médio e melhorias na infraestrutura da oferta de cursos técnicos.  

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MEC regulamenta Juros por Educação

MEC regulamenta Juros por Educação | Inovação Educacional | Scoop.it

Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira, 31 de dezembro, a Portaria nº 930/2025, que regulamenta o programa Juros por Educação. Instituído pelo Decreto nº 12.433/2025, a iniciativa tem como objetivo expandir a oferta de vagas gratuitas em cursos técnicos, aprimorar a infraestrutura das escolas e promover a formação continuada de profissionais da educação. Em contrapartida, os estados, após a adesão, terão redução das taxas de juros anuais de suas dívidas com a União, além de acesso ao Fundo de Equalização Federativa.  
O Juros por Educação faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), criado pela Lei Complementar nº 212/2025, que permite que os estados e o Distrito Federal renegociem suas dívidas com a União e façam investimentos em áreas estratégicas, como a educação profissional técnica de nível médio (EPTNM). 
A portaria esclarece as metas de desempenho, as formas de oferta dos cursos técnicos e os critérios de acompanhamento e avaliação, alinhados ao Plano Nacional de Educação (PNE) e à Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT). As metas terão como base as matrículas registradas no Censo Escolar da Educação Básica e serão ponderadas por população, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
De acordo com a norma, os estados e o Distrito Federal poderão ofertar cursos técnicos por meio de diferentes modalidades, inclusive em articulação com a aprendizagem profissional e por itinerários formativos, respeitando as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Profissional e Tecnológica. As matrículas consideradas válidas para fins de cumprimento das metas deverão ser registradas no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec). 
A portaria também estabelece regras para a apresentação dos planos de aplicação, que deverão ser enviados anualmente pelos estados à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, detalhando a expansão da oferta, os investimentos previstos e as estratégias de acesso, permanência e êxito dos estudantes. 
No que se refere aos investimentos, o texto determina que, enquanto as metas de desempenho não forem alcançadas, pelo menos 60% dos recursos anuais disponíveis aos estados no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) deverão ser aplicados exclusivamente em ações de EPTNM. Em situações excepcionais, devidamente justificadas, poderá ser autorizada a redução desse percentual, respeitado o mínimo de 30%. 
A portaria institui, ainda, o Comitê Estratégico de Governança do Programa Juros por Educação, responsável por apoiar, monitorar e acompanhar a execução das ações, além de propor diretrizes e estratégias para a implementação da política. 
O acompanhamento e a avaliação do programa seguirão as diretrizes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (Sinaept), com previsão de monitoramento contínuo por parte do MEC e dos estados, além da publicação periódica de balanços e relatórios de resultados. 
Juros por Educação – O programa pretende estimular os estados a investirem diretamente na oferta de novas vagas gratuitas em cursos técnicos integrados e concomitantes ao ensino médio, inclusive na modalidade de educação de jovens e adultos (EJA), e em cursos técnicos na forma subsequente. Além da oferta de novas vagas, a iniciativa do MEC contribuirá para evitar a evasão escolar; aprimorar a infraestrutura das escolas; promover a formação continuada de profissionais da educação; aproximar a educação do mundo do trabalho; e valorizar e expandir a EPT no país.   
Propag – O Juros por Educação faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), destinado a promover a revisão dos termos das dívidas dos estados e do Distrito Federal com a União. A iniciativa prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas em até 30 anos, com possibilidade de amortizações extraordinárias e redução dos valores das parcelas nos primeiros cinco anos. 

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A barbaridade da sigla Stem

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Talvez você já tenha ouvido a sigla em inglês "Stem" —que significa science (ciência), technology (tecnologia), engineering (engenharia) e mathematics (matemática). Ela é usada para elevar essas áreas acima de tudo o mais —economia, política, história, antropologia, filosofia, arte, teologia, literatura.
E funcionou. É uma sigla muito bonitinha. A palavra "stem" em inglês significa tronco, de onde tudo cresce. Então, tudo cresce a partir das disciplinas Stem, certo?
A palavra faz parte da adoração da ciência, especialmente em inglês. Todos deveriam admirar as disciplinas Stem. Eu admiro. Mas os modernos idolatram a Ciência, com C maiúsculo, como um bezerro de ouro.
A definição inglesa da palavra tem sido crucial para essa adoração. Desde meados do século 19, a palavra "science" passou a significar apenas ciência física e biológica. Antes disso, os ingleses usavam "science" para se referir a "qualquer estudo ou conhecimento sistemático". Os estudos da poesia inglesa, da teologia cristã e da história romana eram todos considerados "ciências". O estudo sistemático era diferenciado da mera opinião sem fundamento ou do mau jornalismo, como o que a Folha jamais permitiria em suas páginas.
Toda língua tem uma palavra para "ciência", como "science" em inglês ou "Wissenschaft" [estudo sistemático, em alemão]. Mas elas não se limitam —a menos que por influência de falantes de inglês— às ciências físicas. Os alemães falam em "Giesteswissenschaft" —"ciência do espírito"—, que os falantes de inglês chamam de "humanities", em português "ciências humanas". E assim o falante de inglês moderno as exclui da Ciência Real, como física ou biologia.
Portanto, Stem é uma arma numa guerra acadêmica e política. Algum tempo atrás, um ministro da Educação japonês sugeriu que as universidades públicas do Japão abandonassem disciplinas não relacionadas à Stem. O estudo da poesia japonesa, por exemplo, que naturalmente é feito principalmente por japoneses, seria excluído do estudo sistemático.
A justificativa para a guerra à cultura é que as áreas de Stem contribuiriam para o crescimento econômico. A justificativa da justificativa é que o crescimento econômico é tudo com que devemos nos preocupar. Não a poesia japonesa.
Como cientista econômica, posso afirmar que nenhuma das duas justificativas se fundamenta cientificamente. Claro, a tecnologia pode gerar crescimento econômico. Ótimo. Mas, igualmente óbvio, combinada com a ciência, ela também pode causar Hiroshima e Nagasaki, e o aquecimento global. O estudo da história, da política, da poesia e da teologia pode nos ajudar a pensar sistematicamente sobre tudo isso. A alta cultura tem essa utilidade —se você fizer questão de que a poesia tenha uma utilidade além de dar dignidade e significado ao espírito humano.
E as consequências econômicas do que realmente acontece nos campos da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem) são, em sua maioria, banais, comparadas, por exemplo, com um liberalismo humano que permite que pessoas comuns experimentem coisas novas. O que o bioquímico e ex-vice-reitor da Universidade de Buckingham Terence Kealey chama de "modelo linear" —que a ciência implica tecnologia, que implica enriquecimento— é falso.
Veja a astronomia, na qual se gastam grandes quantias. Por mais admirável que ela seja como empreendimento espiritual, é inútil para a economia. O mesmo acontece com a maior parte da matemática. A teoria dos números —que eu adoro— gera segurança na computação. Ótimo. Mas 99,9% dela é inútil.
Não seja bárbaro. Pare de reduzir tudo a economia. Admire a matemática e a poesia por elas mesmas. Pare de dizer "Stem".

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Disney está cada vez mais distante da classe média 

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Durante a maior parte de sua história, a Disney foi precificada para receber pessoas de todas as faixas de renda, sob o lema "Todo mundo é VIP". Ao fazer isso, ajudou a criar uma cultura americana compartilhada, oferecendo a mesma experiência a todos os visitantes. A família que chegava em um Cadillac novo enfrentava as mesmas filas, comia a mesma comida e andava nos mesmos brinquedos que a família que vinha em um Chevrolet usado. Naquela época, a grande e próspera classe média americana era o foco das empresas —e estava firmemente no banco do motorista.
Essa classe média encolheu tanto em tamanho quanto em poder de compra —enquanto a riqueza dos mais ricos explodiu— que hoje o mercado mais importante dos Estados Unidos é o dos abastados.
À medida que mais empresas moldam seus produtos para o topo da pirâmide, as experiências que antes compartilhávamos passam a ser cada vez mais diferenciadas pelo quanto podemos pagar.
Os dados ajudam a explicar essa mudança. A ascensão da internet, dos algoritmos, dos smartphones e agora da inteligência artificial deu às empresas ferramentas cada vez mais sofisticadas para atingir a crescente massa de americanos de alta renda.
Como consultor de gestão, trabalhei com dezenas de empresas fazendo exatamente essa transição. Muitas das maiores instituições privadas hoje se concentram em oferecer experiências visivelmente melhores aos privilegiados, deixando o restante da população com duas opções: desistir ou tentar acompanhar.
O ethos da Disney começou a mudar nos anos 1990, quando a empresa ampliou sua oferta de luxo. Mas foi apenas após o choque econômico da pandemia que a companhia parece ter abandonado de vez qualquer pretensão de ser uma instituição voltada à classe média.
Hoje, uma viagem à Disney é "para os 20% mais ricos das famílias americanas —sendo honesto, talvez para os 10% ou até os 5% do topo", diz Len Testa, cientista da computação e autor do Unofficial Guide, além de criador do site Touring Plans. "A Disney se posiciona como as férias tipicamente americanas. A ironia é que a maioria dos americanos não pode pagar por isso."
Em nota, a Disney afirmou que seu objetivo é tornar suas experiências acessíveis "ao maior número possível de famílias". "Nenhuma experiência é igual à outra, e por isso oferecemos uma ampla variedade de opções de ingressos, alimentação e hospedagem, complementadas ao longo do ano por promoções", disse a empresa.

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December 30, 2025 9:55 AM
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José Valente, referência do construcionismo e da tecnologia educacional no Brasil

José Valente, referência do construcionismo e da tecnologia educacional no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Ele transformou a forma de pensar o uso de computadores na escola ao defender o aprender fazendo. Referência do construcionismo, marcou gerações de professores ao articular tecnologia, pedagogia e pensamento crítico
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December 30, 2025 9:47 AM
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MEC ofertará mais de 270 mil vagas para processo seletivo do Sisu 2026

O Ministério da Educação (MEC) ofertará mais de 270 mil vagas para o processo seletivo do Sisu, Sistema de Seleção Unificada, de 2026. As oportunidades estão distribuídas em 7.388 cursos de 136 instituições de ensino superior.
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The effect of ChatGPT on students’ learning performance, learning perception, and higher-order thinking: insights from a meta-analysis | Humanities and Social Sciences Communications

The effect of ChatGPT on students’ learning performance, learning perception, and higher-order thinking: insights from a meta-analysis | Humanities and Social Sciences Communications | Inovação Educacional | Scoop.it
As a new type of artificial intelligence, ChatGPT is becoming widely used in learning. However, academic consensus regarding its efficacy remains elusive. This study aimed to assess the effectiveness of ChatGPT in improving students’ learning performance, learning perception, and higher-order thinking through a meta-analysis of 51 research studies published between November 2022 and February 2025.
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[2509.21972] From Superficial Outputs to Superficial Learning: Risks of Large Language Models in Education

[2509.21972] From Superficial Outputs to Superficial Learning: Risks of Large Language Models in Education | Inovação Educacional | Scoop.it
Large Language Models (LLMs) are transforming education by enabling personalization, feedback, and knowledge access, while also raising concerns about risks to students and learning systems. Yet empirical evidence on these risks remains fragmented. This paper presents a systematic review of 70 empirical studies across computer science, education, and psychology. Guided by four research questions, we examine: (i) which applications of LLMs in education have been most frequently explored; (ii) how researchers have measured their impact; (iii) which risks stem from such applications; and (iv) what mitigation strategies have been proposed. We find that research on LLMs clusters around three domains: operational effectiveness, personalized applications, and interactive learning tools. Across these, model-level risks include superficial understanding, bias, limited robustness, anthropomorphism, hallucinations, privacy concerns, and knowledge constraints. When learners interact with LLMs, these risks extend to cognitive and behavioural outcomes, including reduced neural activity, over-reliance, diminished independent learning skills, and a loss of student agency. To capture this progression, we propose an LLM-Risk Adapted Learning Model that illustrates how technical risks cascade through interaction and interpretation to shape educational outcomes. As the first synthesis of empirically assessed risks, this review provides a foundation for responsible, human-centred integration of LLMs in education.
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Algumas pessoas são naturalmente ruins em matemática?

Algumas pessoas são naturalmente ruins em matemática? | Inovação Educacional | Scoop.it
Um fazendeiro tem três tipos de animais em sua fazenda. Seus animais são todos ovelhas, exceto três. Todos cabras, exceto quatro. E todos cavalos, exceto cinco. Quantos animais de cada tipo o fazendeiro tem?

Se esse enigma te deixou confuso, você não está sozinho. A resposta é um cavalo, duas cabras e três ovelhas.

Mas por que a matemática parece vir com tanta facilidade para algumas pessoas, enquanto outras parecem ter dificuldade?

Embora a genética possa desempenhar um papel, ela é apenas uma peça de um quebra-cabeça muito maior, que envolve uma combinação complexa de biologia, psicologia e ambiente.

Estudos com irmãos gêmeos
A professora Yulia Kovas, do Goldsmiths, uma Universidade de Londres, no Reino Unido, é geneticista e psicóloga e estuda por que as pessoas têm diferentes habilidades matemáticas.

Ela trabalhou em um estudo de grande escala com gêmeos, acompanhando cerca de 10 mil pares de gêmeos idênticos e não idênticos desde o nascimento, para investigar como fatores genéticos e ambientais moldam as capacidades de aprendizagem.

"Gêmeos idênticos são mais semelhantes do que gêmeos não idênticos em todas as características psicológicas que estudamos. Portanto, eles são mais parecidos em habilidade matemática, e isso sugere que os ambientes domésticos não explicam toda a variabilidade. Parece que os genes, sim, contribuem", explica.

Segundo a professora Kovas, no Ensino Médio e na vida adulta, o componente genético da aprendizagem e da habilidade matemática parece ficar em torno de 50% a 60%. "Isso reforça a ideia de que genes e ambientes são ambos importantes", afirma.

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O ambiente a que somos expostos também é um fator importante a ser considerado.

E isso não se limita apenas à qualidade da escola ou à quantidade de ajuda que recebemos com a lição de casa. Pode ser algo "aleatório", como algo ouvido no rádio que mudou o rumo dos nossos interesses, sugere a professora Kovas.

Mas ela observa que predisposições genéticas podem levar uma pessoa a se expor mais a determinados estímulos.

Embora nem todos se tornem matemáticos especialistas, a boa notícia é que todos podem melhorar sua capacidade, segundo a doutora Iro Xenidou-Dervou, que pesquisa cognição matemática na Universidade de Loughborough, no Reino Unido.

Há evidências de que, para desenvolver nossa numeracia e nossas habilidades matemáticas, nossos pensamentos, crenças, atitudes e emoções desempenham um papel importante, explica ela.

A doutora Xenidou-Dervou afirma que a "ansiedade em relação à matemática" pode influenciar o desempenho, e que é importante que as pessoas que querem melhorar acreditem que são capazes.

'Ansiedade matemática'
Experiências negativas, como ouvir que você é ruim em matemática ou tirar uma nota mais baixa em uma prova em comparação com os colegas, podem levar a um "ciclo vicioso" de pensamentos ansiosos, afirma ela.

"A ansiedade em relação à matemática leva à evitação da matemática, o que por sua vez leva a um desempenho ruim, o que então aumenta ainda mais a ansiedade matemática."

E isso sobrecarrega a nossa memória de trabalho, onde o pensamento acontece.

"O que ocorre com a ansiedade é que esses pensamentos negativos e ansiosos ocupam muito desse espaço precioso na nossa memória de trabalho, e sobra muito pouco para que você realmente use para resolver o problema em questão", explica Xenidou-Dervou.

Ela cita um estudo da Universidade de Loughborough com crianças de nove e dez anos que investigou a relação entre memória de trabalho e ansiedade em matemática.

As crianças receberam uma tarefa de cálculo mental com números de dois dígitos, mas também passaram por uma condição em que ouviam palavras antes da tarefa, que precisavam reter e depois recordar verbalmente. O desempenho das crianças que apresentavam "alta ansiedade em matemática" foi particularmente afetado, observa ela.

Senso inato para números
O professor Brian Butterworth, da University College London, atua na área da neuropsicologia cognitiva. Suas pesquisas mostram que os seres humanos têm um senso inato de números, inclusive crianças que nunca foram ensinadas a contar.

Mas, para algumas pessoas, segundo ele, esse "mecanismo inato não funciona muito bem".

A discalculia é uma dificuldade de aprendizagem específica relacionada à compreensão e ao uso de números e quantidades. Acredita-se que ela seja tão prevalente quanto a dislexia, afetando cerca de 5% da população, de acordo com o professor Butterworth.

Pessoas com discalculia costumam ter dificuldade com tarefas aritméticas, como cinco vezes oito ou seis mais dezesseis.

O professor Butterworth e sua equipe desenvolveram um jogo que, segundo ele, ajuda crianças com aritmética básica, especialmente aquelas com discalculia.

Mas, afirma ele, ainda não está claro quais efeitos intervenções desse tipo podem ter no longo prazo.

"O que seria necessário é intervir cedo e depois acompanhar o desenvolvimento dessas crianças ao longo dos próximos anos", diz.

Então, o que torna a matemática diferente de outras disciplinas?

A doutora Xenidou-Dervou compara o aprendizado da matemática à "construção de um muro mental de tijolos", em que é preciso ter uma base sólida para avançar para um nível mais alto.

"Você realmente não pode pular etapas no domínio da matemática. Por exemplo, em história, talvez você não conheça muito bem um período específico e tudo bem. Mas, em matemática, isso simplesmente não é possível", afirma.

Lições internacionais
A professora Kovas aponta para uma pesquisa do Programme for International Student Assessment (PISA), do início dos anos 2000, criada para avaliar os sistemas educacionais em todo o mundo com estudantes de 15 anos de diferentes países, medindo suas habilidades em matemática, leitura e ciências.

CRÉDITO,AFP VIA GETTY IMAGES
Legenda da foto,A China ficou entre os países com melhor desempenho em educação em uma pesquisa internacional realizada no início dos anos 2000
"Ao topo dos rankings internacionais estavam estudantes chineses, além de alguns outros países — países do Leste Asiático — e a Finlândia. E, por isso, a Finlândia passou a ser vista como uma espécie de paradoxo europeu, por estar ali junto desses países do Leste Asiático", afirma ela.

Então, há algo que possamos aprender com os países que costumam ter bom desempenho?

Zhenzhen Miao, professora assistente de educação matemática na Universidade Normal de Jiangxi, na China, diz que o ensino de matemática no país se concentra em "conhecimentos básicos, habilidades básicas, experiências matemáticas básicas e pensamento matemático básico".

Segundo a Dra. Miao, professores e a educação são "muito respeitados" no país, e os docentes precisam dar apenas uma ou duas aulas por dia, o que lhes permite ter bastante tempo para preparar e aprimorar as aulas.

Pekka Räsänen, professor de sociologia econômica da Universidade de Turku, na Finlândia, explica que o sistema finlandês de ensino de matemática também se baseia nos fundamentos.

"A principal filosofia do sistema educacional finlandês costumava ser garantir as habilidades básicas para todos", afirma.

O professor Räsänen diz que os docentes na Finlândia recebem cinco anos de formação acadêmica e que há dez vezes mais candidatos do que vagas disponíveis nos cursos, devido ao "respeito" que a profissão de professor tem no país.

Mas, como em todos os países, há variações — algo que, segundo a professora Kovas, "demonstra a complexidade" do tema.
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Escrever fortalece a resiliência ao modificar o seu cérebro, ajudando você a enfrentar os desafios do dia a dia.

Escrever fortalece a resiliência ao modificar o seu cérebro, ajudando você a enfrentar os desafios do dia a dia. | Inovação Educacional | Scoop.it
Comum e universal, o ato de escrever transforma o cérebro. Desde digitar uma mensagem de texto acalorada até compor um artigo de opinião, escrever permite que você, ao mesmo tempo, nomeie sua dor e se distancie dela. Escrever pode mudar seu estado mental, levando-o da sobrecarga e do desespero à clareza e ao equilíbrio — uma mudança que reflete resiliência.

A psicologia, a mídia e a indústria do bem-estar moldam a percepção pública sobre a resiliência: cientistas sociais a estudam, jornalistas a celebram e marcas de bem-estar a vendem.

Todas contam uma história semelhante: a resiliência é uma qualidade individual que as pessoas podem fortalecer com esforço. A Associação Americana de Psicologia define resiliência como um processo contínuo de crescimento pessoal diante dos desafios da vida. Notícias frequentemente elogiam indivíduos que se recusam a desistir ou que encontram um lado positivo em momentos difíceis. A indústria do bem-estar promove o aprimoramento pessoal incessante como o caminho para a resiliência.

Em meu trabalho como professora de estudos da escrita , pesquiso como as pessoas usam a escrita para lidar com traumas e praticar a resiliência. Testemunhei milhares de alunos recorrerem à palavra escrita para processar emoções e encontrar um senso de pertencimento. Seus hábitos de escrita sugerem que escrever promove a resiliência. As descobertas da psicologia e da neurociência podem ajudar a explicar como isso acontece.

Escrever reconfigura o cérebro.
Na década de 1980, o psicólogo James Pennebaker desenvolveu uma técnica terapêutica chamada escrita expressiva para ajudar pacientes a lidar com traumas e desafios psicológicos. Com essa técnica, o ato de escrever continuamente em um diário sobre algo doloroso ajuda a criar um distanciamento mental da experiência e a aliviar sua carga cognitiva.

Em outras palavras, externalizar o sofrimento emocional por meio da escrita promove segurança. A escrita expressiva transforma a dor em um livro metafórico em uma prateleira, pronto para ser reaberto com intenção. Ela sinaliza ao cérebro: "Você não precisa mais carregar isso."

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Às vezes, escrever pode ajudar a lidar com emoções difíceis. Grace Cary/Moment via Getty Images
Traduzir emoções e pensamentos em palavras no papel é uma tarefa mental complexa . Envolve recuperar memórias e planejar o que fazer com elas, ativando áreas do cérebro associadas à memória e à tomada de decisões. Também envolve expressar essas memórias em linguagem , ativando os sistemas visual e motor do cérebro.

Escrever à mão ajuda na consolidação da memória — a conversão, pelo cérebro, de memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Esse processo de integração permite que as pessoas ressignifiquem experiências dolorosas e gerenciem suas emoções. Em essência, escrever pode ajudar a libertar a mente para estar presente no aqui e agora.

Agindo por meio da escrita
O estado de presença que a escrita pode evocar não é apenas um sentimento abstrato; reflete uma atividade complexa no sistema nervoso.

Estudos de neuroimagem mostram que expressar sentimentos em palavras ajuda a regular as emoções . Nomear as emoções — seja por meio de palavrões e emojis ou palavras cuidadosamente escolhidas — traz diversos benefícios. Acalma a amígdala, um conjunto de neurônios que detecta ameaças e desencadeia a resposta de medo: lutar, fugir, congelar ou se entregar . Também ativa o córtex pré-frontal , uma parte do cérebro responsável pelo estabelecimento de metas e pela resolução de problemas.

Em outras palavras, o simples ato de nomear suas emoções pode ajudá-lo a mudar da reação para a resposta. Em vez de se identificar com seus sentimentos e confundi-los com fatos, escrever pode ajudá-lo a simplesmente tomar consciência do que está surgindo e se preparar para uma ação deliberada.


Escrever em diferentes meios estimula a reflexão. ljubaphoto/iStock via Getty Images Plus
Até mesmo tarefas de escrita rotineiras, como fazer uma lista de afazeres, estimulam partes do cérebro envolvidas no raciocínio e na tomada de decisões, ajudando você a recuperar o foco.

Dando sentido à escrita
Escolher escrever é também escolher construir significado. Estudos sugerem que ter um senso de protagonismo é tanto um pré-requisito para a escrita quanto uma consequência dela.

Há muito tempo que os pesquisadores documentam como a escrita é uma atividade cognitiva — uma atividade que as pessoas usam para se comunicar, sim, mas também para compreender a experiência humana. Como muitos na área dos estudos da escrita reconhecem, escrever é uma forma de pensar — ​​uma prática que as pessoas nunca param de aprender. Com isso, a escrita tem o potencial de remodelar continuamente a mente. Escrever não apenas expressa, mas também cria ativamente a identidade.

A escrita também regula seu estado psicológico. E as palavras que você escreve são, em si, prova de regulação — a evidência da resiliência.

A cobertura popular da resiliência humana frequentemente a apresenta como uma resistência extraordinária. A cobertura jornalística de desastres naturais sugere que quanto mais severo o trauma, maior o crescimento pessoal. A psicologia popular muitas vezes equipara resiliência a um otimismo inabalável. Essas representações podem obscurecer formas comuns de adaptação. Estratégias que as pessoas já utilizam para lidar com o cotidiano — desde enviar mensagens de texto raivosas até redigir uma carta de demissão — representam transformação.

Construindo resiliência através da escrita
Estas dicas, comprovadas por pesquisas, podem ajudá-lo a desenvolver uma prática de escrita que favoreça a resiliência:

1. Escreva à mão sempre que possível. Ao contrário de digitar ou usar um dispositivo eletrônico, a escrita à mão exige maior coordenação cognitiva . Ela desacelera o raciocínio, permitindo processar informações, formar conexões e construir significados.

2. Escreva diariamente. Comece devagar e torne isso um hábito. Mesmo anotações breves sobre o seu dia — o que aconteceu, como você está se sentindo, o que está planejando ou pretendendo — podem ajudar a organizar seus pensamentos e aliviar a ruminação .

3. Escreva antes de reagir. Quando sentimentos fortes surgirem, anote-os primeiro. Mantenha um caderno por perto e crie o hábito de escrever antes de falar. Isso pode favorecer o pensamento reflexivo , ajudando você a agir com propósito e clareza.

4. Escreva uma carta que você nunca enviará. Não se limite a escrever seus sentimentos — direcione-os à pessoa ou situação que está lhe incomodando. Mesmo escrever uma carta para si mesmo pode proporcionar um espaço seguro para desabafar, sem a pressão da reação de outra pessoa.

5. Encare a escrita como um processo. Sempre que você escrever um rascunho e pedir feedback, estará praticando a capacidade de se distanciar e considerar perspectivas alternativas. Aplicar esse feedback por meio da revisão pode fortalecer a autoconsciência e aumentar a confiança .

A resiliência pode ser tão comum quanto as anotações em diários, os e-mails trocados, as listas de tarefas criadas — até mesmo as redações que os alunos escrevem para os professores.

O ato de escrever é uma adaptação em andamento.
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O que é futtitinni: a filosofia siciliana que ensina a levar a vida com mais leveza

O que é futtitinni: a filosofia siciliana que ensina a levar a vida com mais leveza | Inovação Educacional | Scoop.it
Um conceito simples, nascido em uma ilha do Mediterrâneo, pode mudar a forma como você vê o cotidiano
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'Família de sangue nem sempre é o nosso lugar de apoio e confiança', diz psicanalista

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Psicanalista e escritora fala sobre os novos arranjos familiares, diz que é preciso deixar de idealizar a família e os encontros de fim de ano e baixar as expectativas para sobreviver a eles.
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2026: 'Se você imaginava a Terceira Guerra Mundial como um confronto nuclear, é melhor repensar'

2026: 'Se você imaginava a Terceira Guerra Mundial como um confronto nuclear, é melhor repensar' | Inovação Educacional | Scoop.it
No próximo ano, 2026, no entanto, a Rússia, percebendo a aparente falta de interesse de Trump pela Europa, parece disposta a avançar em busca de uma dominância muito maior.

No início deste mês (02/12), Putin afirmou que a Rússia não planeja entrar em guerra com a Europa, mas disse estar pronta "agora mesmo" caso os europeus queiram.

Em um evento televisionado posterior, declarou: "Não haverá operações se vocês nos tratarem com respeito, se respeitarem nossos interesses, assim como sempre tentamos respeitar os de vocês".
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“O que estamos fazendo, afinal?”: é o momento de frear a corrida da IA

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À medida que crescem os investimentos em IA, a sociedade precisa lidar com os potenciais resultados negativos, afirma o coautor de um best-seller
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Construindo IA responsável para a educação

Construindo IA responsável para a educação | Inovação Educacional | Scoop.it

A inteligência artificial está remodelando a força de trabalho global e expandindo rapidamente as expectativas em relação aos alunos de hoje. O Fórum Econômico Mundial prevê que os avanços tecnológicos, como a IA , juntamente com fatores econômicos e demográficos, levarão a um aumento líquido de 78 milhões de empregos globais nesta década. As instituições de ensino enfrentam agora um momento crucial. Elas precisam evoluir a forma como os alunos aprendem, como os professores ensinam e como a tecnologia apoia cada etapa dessa jornada.
Durante décadas, o setor educacional adotou novas tecnologias com cautela. No entanto, o profundo impacto da IA ​​no mercado de trabalho acelerou o interesse e a experimentação. Nossa pesquisa mais recente no Cengage Group mostra que tanto a percepção positiva da IA ​​quanto seu uso em sala de aula estão aumentando. Embora esse entusiasmo seja um passo promissor para garantir que os alunos estejam preparados para um futuro impulsionado pela IA, é fundamental que as instituições abordem a IA de forma responsável.
Com o lançamento de novas ferramentas de IA em velocidades sem precedentes, pode ser difícil determinar quais delas realmente aprimorarão os resultados de aprendizagem. Em alguns casos, os lançamentos rápidos criaram mais atritos para educadores e confusão para os alunos. Para garantir uma implementação responsável, a discussão deve mudar da corrida pelo mercado para o desenvolvimento ponderado e intencional, alinhado com a forma como a aprendizagem realmente ocorre.
BEM-INTENCIONADO, MAS NÃO ATINGIU O OBJETIVO.
Muitas grandes empresas de tecnologia correram para desenvolver ferramentas educacionais baseadas em IA. Mas, embora os inovadores da área tenham avançado na exploração da IA ​​para aprimorar a experiência de educadores e alunos, a realidade crucial é que a educação é um ecossistema incrivelmente complexo. A educação simplesmente não se presta a soluções prontas para uso.
Um exemplo disso é o recente recurso de " ajuda com a lição de casa " do Google . Concebida para fornecer aos alunos uma visão geral gerada por IA do conteúdo da tela, incluindo as respostas das avaliações, a ferramenta acabou dificultando a validação dos trabalhos pelos professores e a avaliação precisa da compreensão. Em vez de reduzir o atrito, aumentou a carga de trabalho tanto para educadores quanto para alunos, o que acabou levando à suspensão de sua implementação.
Um desafio semelhante surgiu no último verão com o Modo de Estudo da OpenAI . Embora projetado para orientar os alunos e fazer perguntas em vez de fornecer respostas, ele está a apenas um clique de distância do ChatGPT, onde as respostas estão prontamente disponíveis. Sem uma compreensão profunda dos fundamentos do ensino e de como e quando a aprendizagem real acontece, os desenvolvimentos tecnológicos podem levar a consequências não intencionais que interrompem, em vez de aprimorar, o aprendizado.
Esses exemplos destacam uma verdade importante: a inovação por si só não basta. O impacto educacional requer conhecimento especializado na área, planejamento intencional e limites claros que promovam a compreensão em vez de atalhos.
EQUILIBRAR INOVAÇÃO SIGNIFICATIVA E REFORÇAR A APRENDIZAGEM.
Para oferecer suporte educacional que combine inovação com resultados de aprendizagem, o desenvolvimento de produtos de IA deve equilibrar as necessidades tanto de educadores quanto de alunos. Os professores são cada vez mais solicitados a fazer mais com menos. A IA deve aliviar essa carga, não aumentá-la. Por exemplo, a IA pode revelar tendências em sala de aula, sinalizar áreas em que os alunos estão com dificuldades e ajudar os educadores a personalizar o ensino.
Enquanto isso, os alunos precisam de ferramentas de apoio que construam compreensão, e não apenas forneçam respostas. O sucesso na implementação da IA ​​junto aos alunos reside no cultivo da curiosidade e do pensamento crítico. Por exemplo, a IA pode oferecer suporte aos estudos fora do horário de aula, fornecer feedback personalizado e incentivar a exploração adicional para fortalecer o aprendizado.
Essa abordagem equilibrada exige a manutenção da supervisão humana. A colaboração com instituições e corpo docente garante que as experiências com IA estejam alinhadas aos objetivos do curso e reforcem, em vez de interromper, as práticas de ensino comprovadas.
O CAMINHO A SEGUIR: PRIORIZAR A PEDAGOGIA
À medida que a IA continua a evoluir, a pedagogia deve estar no centro de toda inovação, garantindo integridade acadêmica e conteúdo de qualidade que construa confiança e impulsione resultados significativos para os alunos. Por meio de conhecimento específico e controlado da matéria, e treinamento consistente para garantir precisão e integridade acadêmica, as ferramentas de IA podem priorizar a pedagogia e permanecer focadas em alcançar resultados de aprendizagem específicos para os alunos.
A IA deve atuar como um guia de apoio que ajuda a decompor problemas, estimula a curiosidade e incentiva a aprendizagem contínua, para que os alunos possam chegar à resposta correta com confiança e autonomia. Essa abordagem de IA, desenvolvida especificamente para esse fim, complementa o professor humano e aprimora o ensino, confirmando a compreensão do aluno e identificando lacunas de conhecimento para auxiliar os educadores a oferecer um aprendizado mais personalizado.
A chave para desbloquear o potencial da IA ​​na educação vai além da rapidez de lançamento no mercado e reside no desenvolvimento criterioso, baseado em um design intencional e responsável. Com a pedagogia no centro, a IA se torna mais do que uma ferramenta. Ela se torna uma parceira na melhoria dos resultados de aprendizagem dos alunos e na redução da carga de trabalho dos educadores.

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Uber Moto soma 30 milhões de usuários no Brasil 

Trinta milhões de passageiros utilizaram o serviço de transporte de motocicletas por aplicativo da Uber ao longo dos cinco anos de operação no Brasil. A contagem tem como marco o lançamento do Uber Moto em Aracaju, em novembro de 2020.
Segundo dados da empresa, mais de 1,2 milhão de motociclistas parceiros encontraram na plataforma uma fonte de renda no período.
Os números indicam que o serviço atua como alternativa complementar ao transporte público. A maior demanda ocorre nos horários de pico, às 7h, 8h, 17h e 18h.
Os principais pontos de embarque e desembarque se concentram em terminais de ônibus e estações de trem, como o Terminal da Parangaba, em Fortaleza, a Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, e a Estação Acesso Norte, em Salvador.
A modalidade também registra uso por estrangeiros. Ao longo dos cinco anos, usuários de mais de 80 países realizaram viagens de Uber Moto no Brasil. Portugal, Argentina e Estados Unidos lideram a lista de nacionalidades que mais utilizaram o serviço.

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December 30, 2025 10:03 AM
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Estágio garantido vira aposta no mercado de educação premium

Estágio garantido vira aposta no mercado de educação premium | Inovação Educacional | Scoop.it
Os estágios serão ofertados para todos os 50 alunos de cada turma – que terão que arcar com mensalidades de R$ 10,5 mil – permitindo que ingressem em vagas já no 1º semestre. O curso tem duração total de oito semestres.

De acordo com a PIB, os estágios serão oferecidos por “empresas parceiras, financeiras e startups investidas pela Bossa Invest”. Os nomes, no entanto, não foram revelados. Vale lembrar que a gestora aporta startups em estágio inicial e operações enxutas.
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December 30, 2025 9:50 AM
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Pesquisador alerta para erro comum na educação dos filhos

Pesquisador alerta para erro comum na educação dos filhos | Inovação Educacional | Scoop.it
Estudos indicam que a obsessão por notas e rankings em 2025 gera um perfeccionismo tóxico, associado a taxas elevadas de ansiedade e depressão na juventude.
Pais podem proteger a saúde emocional dos filhos deslocando o foco da conquista individual para a contribuição social, fortalecendo a resiliência e o senso de valor próprio.
Práticas simples, como incentivar crianças a serem "ajudantes" em casa ou na comunidade, funcionam como amortecedores contra o estresse acadêmico excessivo.
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December 30, 2025 9:33 AM
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Como montar uma estratégia de Marketing Digital para a sua empresa - Sebrae

Você sabe o que é Marketing Digital? Aqui, você vai aprender o que é marketing digital, quais são os benefícios e desafios, cases de sucesso para te inspirarem e ações para aplicar na sua empresa.
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