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April 14, 2012 10:51 AM
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Alunos confirmam fraude no Saresp à comissão de investigação

Alunos confirmam fraude no Saresp à comissão de investigação | Inovação Educacional | Scoop.it

Alunos formados na escola estadual Reverendo Augusto da Silva Dourado, em Sorocaba, foram entrevistados pela comissão de averiguação da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e reafirmaram que tiveram ajuda de professores durante a realização do Saresp, conforme denúncia publicada pelo iG. Os estudantes foram ouvidos na presença dos pais, que assinaram a declaração prestada.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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May 29, 3:12 PM
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Digital repository | Resources on School Connectivity |Giga

Digital repository | Resources on School Connectivity |Giga | Inovação Educacional | Scoop.it
The Giga Digital Repository is a comprehensive source for information on school connectivity. Organized around key stages of the connectivity journey, this curated repository gives stakeholders an overview of the essential tools, reports, data platforms, and guidance materials to support their efforts.
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May 29, 3:10 PM
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INÍCIO | IAí?

INÍCIO | IAí? | Inovação Educacional | Scoop.it
A Inteligência Artificial promete revolucionar o mundo do trabalho. Essa mudança é acompanhada de riscos e oportunidades, especialmente para os trabalhadores mais vulneráveis em países como o Brasil. O IAí é uma iniciativa inovadora, fruto da parceria entre ITS Rio, Fundação Arymax e Fundação Grupo Volkswagen com o objetivo de construir conhecimento, coletar evidências e promover estratégias pensadas a partir da realidade brasileira para garantir que ninguém fique para trás.
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May 29, 3:07 PM
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Homeschooling: por que pais foram condenados ao educar filhas em casa?

Homeschooling: por que pais foram condenados ao educar filhas em casa? | Inovação Educacional | Scoop.it
Casal de Jales, no interior de São Paulo, argumenta que filhas aprendiam até latim em casa. No Brasil, modelo não é regulamentado — um projeto de lei está em trâmite no Senado.
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May 29, 3:01 PM
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A importância da matemática e as eleições

A importância da matemática e as eleições | Inovação Educacional | Scoop.it
Ter a matemática como prioridade forma cidadãos mais bem preparados, combate desigualdades e potencializa a produtividade do país
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May 29, 11:02 AM
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AI just changed everything about how we forecast the weather

AI just changed everything about how we forecast the weather | Inovação Educacional | Scoop.it
Nvidia, Google, and a growing list of startups are using AI to make weather reports more accurate—and show the world how powerful the technology is.
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May 29, 11:01 AM
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A neurociência da fadiga da mudança

A neurociência da fadiga da mudança | Inovação Educacional | Scoop.it
Atualmente, as organizações estão submetendo seus colaboradores a um verdadeiro experimento de estresse contínuo. Reestruturações, transformação digital, transições para o trabalho remoto e híbrido, reorganização da cadeia de suprimentos e a rápida chegada da IA ​​— a mudança se tornou uma condição permanente na vida profissional. Os líderes ficam perplexos ou irritados quando as pessoas resistem, se desmotivam ou parecem incapazes de se adaptar.

Analisar a neurociência do que acontece na mente e no corpo oferece uma explicação que as estratégias raramente reconhecem: a mudança crônica não é apenas um desafio organizacional, mas também é fisiologicamente desgastante — e, para muitos, os leva a estados do sistema nervoso nos quais o engajamento genuíno com a transformação se torna neurologicamente difícil.

ONDE A TRANSFORMAÇÃO NOS COLOCA NO MAPA DA EXCITAÇÃO
A compreensão disso começa com o sistema nervoso autônomo. Vivenciamos nossa vida interior em duas dimensões: valência (negativa a positiva) e ativação (baixa a alta) (veja o gráfico abaixo). O quadrante superior esquerdo desse espaço — alta ativação, valência negativa — é onde encontramos os estados de medo, alarme, raiva, tensão e angústia. Não por coincidência, é também onde a maioria das pessoas se encontra durante mudanças organizacionais.   

Incerteza sobre funções, sinais contraditórios de liderança, aumento da carga de trabalho, prazos apertados e dinâmicas em constante mudança sinalizam ameaça ao corpo. Em resposta, o sistema simpático se mobiliza. A frequência cardíaca aumenta, o foco se estreita, a memória de trabalho se contrai e a função executiva — a capacidade de pensar, decidir e regular — é reduzida à medida que os recursos são direcionados para a sobrevivência. Isso é adaptativo em uma emergência real. Em uma reorganização, torna as pessoas piores justamente naquilo que a transformação exige em termos de pensamento.

O PROBLEMA DA DESREGULAÇÃO
Para muitos, isso não é temporário. Dados populacionais mostram que uma parcela crescente da força de trabalho não está apenas estressada, mas também desregulada — presa em um estado de hiperativação, com acesso limitado a estados de calma e concentração. Isso se reflete tanto nos dados da nossa empresa quanto nos dados de longo prazo da Gallup.


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Isso se torna um ciclo vicioso: quando o sistema está cronicamente em estado de alerta elevado, as pessoas não conseguem acessar as habilidades necessárias para se recuperar, como autoconhecimento, regulação emocional ou exercícios físicos, ficando presas em um estado de estresse constante.

A constante mudança organizacional, repetida sem um período de recuperação adequado, é um fator direto que impulsiona esse padrão.

O QUE A IA ESTÁ ACRESCENTANDO A UM SISTEMA JÁ ESGOTADO?
Nesse contexto, a adoção da IA ​​está intensificando as demandas sobre uma força de trabalho já sobrecarregada. As funções se expandiram, com mais trabalho possibilitado pela IA sem redução das expectativas, levando à sobrecarga cognitiva. Gerenciar múltiplas tarefas de IA cria constantes mudanças de contexto e ciclos mentais abertos — o que os pesquisadores chamam de "Frieza Cerebral por IA": uma fadiga mensurável caracterizada por confusão mental, erros e tensão cognitiva.

Além do indivíduo, o tecido social das equipes está sob pressão. A IA frequentemente substitui as trocas informais — conversas rápidas e resolução conjunta de problemas — que sustentam a confiança e a corregulação. Os humanos não se regulam isoladamente; dependemos de sinais como contato visual, tom de voz e presença para nos sentirmos seguros. À medida que a IA intermedia mais a comunicação e as equipes diminuem, esse mecanismo regulatório natural começa a se deteriorar.

Essa situação se intensifica quando a adoção da IA ​​carrega uma mensagem implícita de que é preciso alcançar um aumento de 20% na eficiência ou correr o risco de ser substituído. As equipes — especialmente aquelas afetadas por demissões impulsionadas pela IA — operam em condições de baixa confiança e alta ansiedade, com níveis elevados de cortisol e constante detecção de ameaças, o que dificulta o aprendizado. O padrão mais corrosivo que observamos é a ambiguidade de papéis, a transformação contínua, a carga de trabalho constante e a erosão do equilíbrio entre vida pessoal e profissional — com o impacto negativo mais forte no desempenho e no bem-estar.

Quando os líderes interpretam a resistência à adoção da IA ​​como tecnofobia ou falta de ambição, estão interpretando o sinal de forma equivocada. Para alguns — aqueles já desregulados e carregando o fardo cumulativo de transformações repetidas — o problema não é a falta de vontade, mas sim a capacidade fisiológica.

ANÚNCIO
A prontidão para a mudança não é uma característica fixa — é uma função do estado do sistema nervoso. Alguém em estado de hiperativação não consegue acessar a curiosidade ou a flexibilidade necessárias para aprender. Essa pessoa está, literalmente, neurologicamente indisponível. Organizações que confundem isso com falha individual, em vez de reconhecer como resultado de uma transformação prolongada e com recuperação incompleta, continuarão tentando motivar pessoas que estão esgotadas demais para se engajar.

TRÊS INDICADORES DE PRONTIDÃO PARA A MUDANÇA
Isso aponta para algo prático. Em vez de medir a adoção da IA ​​ou avaliar a prontidão com questionários abstratos, as organizações podem avaliar três indicadores baseados em evidências em suas populações.

O primeiro fator é o nível atual de estresse, medido por meio de uma ferramenta validada, como a Escala de Estresse Percebido. Pessoas com níveis elevados de estresse têm menos capacidade de se engajar com mudanças — não por falta de vontade, mas porque o estresse prejudica a função executiva necessária para o aprendizado. Identificar onde o estresse é mais alto mostra onde os esforços de mudança encontram resistência.
O segundo fator é o nível de resiliência. A resiliência não é fixa — trata-se de um conjunto de capacidades treináveis, incluindo autoconhecimento, regulação emocional, controle da atenção e recuperação. Aqueles com perfis de habilidades mais robustos lidam com a incerteza de forma mais eficaz. A avaliação dessas habilidades revela quem está em risco e quais capacidades devem ser desenvolvidas.
O terceiro aspecto é a segurança psicológica no nível da equipe — a permissão para expressar opiniões, assumir riscos e aprender sem medo. Ela funciona como um sinal de corregulação, indicando ao sistema nervoso que é seguro o suficiente para explorar. Dados da Awaris, coletados em 140 equipes, mostram que ela atenua o estresse e prevê desempenho, inovação e aprendizado.
A defesa de um tipo diferente de gestão de mudanças

O conjunto padrão de ferramentas de gestão de mudanças — planos de comunicação, programas de treinamento, desdobramento de liderança — pressupõe que as pessoas estejam cognitivamente disponíveis para receber e agir de acordo com as informações. Para uma força de trabalho cronicamente estressada, desregulada e enfrentando a carga adicional da intensificação impulsionada pela IA, essa premissa falha para grande parte da equipe.

A adoção sustentável da IA ​​— e a transformação dos negócios — exige que as organizações invistam em condições que permitam a mudança para as pessoas. Isso significa mensurar o nível de estresse, desenvolver habilidades de resiliência, proteger as conexões humanas por meio das quais regulamos o ambiente e planejar a mudança em um ritmo que permita a recuperação. Significa tratar a prontidão para a mudança não como um problema de comunicação, mas como um problema fisiológico.

Ao medirmos o estresse e a resiliência, podemos identificar as capacidades mais importantes. No nível individual, uma perspectiva positiva, propósito e conexão social são fortes indicadores de resiliência. Isso significa garantir que as pessoas vivenciem os benefícios da transformação da IA ​​e percebam como ela se conecta à realização de seu propósito. No nível da equipe, conexão social, positividade e consciência emocional são essenciais para regular a pressão e manter o desempenho durante períodos de mudança.

O sistema nervoso não é um obstáculo à transformação. Compreendido corretamente, ele é o mapa.
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May 29, 11:00 AM
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Inteligência artificial e educação

Inteligência artificial e educação | Inovação Educacional | Scoop.it
A agenda paralela da missão da Fundação Itaú no South By Southwest (março, 2026, Austin, Texas) incluiu
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May 29, 10:54 AM
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Residência médica poderá usar nota do Enamed na seleção; MEC regulamenta nova regra

Residência médica poderá usar nota do Enamed na seleção; MEC regulamenta nova regra | Inovação Educacional | Scoop.it
A nota do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) poderá ser utilizada nos processos seletivos para residência médica em todo o país. A mudança foi regulamentada pelo Ministério da Educação (MEC) em resolução publicada nesta quinta-feira (28) no Diário Oficial da União.

A norma autoriza instituições credenciadas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) a utilizar os resultados do exame como etapa da avaliação teórica para programas de acesso direto — aqueles que não exigem especialização prévia.

A medida abre caminho para que hospitais universitários, faculdades e outras instituições aproveitem uma prova nacional já aplicada aos estudantes de medicina em vez de realizar exames próprios para essa etapa da seleção.

O Enamed é aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e foi criado para avaliar a formação dos estudantes de medicina no país. A adoção da nota, no entanto, não será obrigatória. Cada programa poderá decidir se utilizará ou não o exame em seu processo seletivo.


Agora no g1

Mudança também afeta a forma de corrigir as provas
A resolução também introduz uma nova possibilidade para a correção das avaliações.

Além do modelo tradicional, baseado no percentual de acertos, as instituições poderão adotar um sistema de desempenho em escala de proficiência, calculado por metodologia estatística.

Entre as ferramentas permitidas está a Teoria de Resposta ao Item (TRI), utilizada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesse modelo, o desempenho do candidato é medido não apenas pela quantidade de questões acertadas, mas também pelo grau de dificuldade das perguntas e pela coerência das respostas ao longo da prova.

Pelas novas regras, os editais poderão escolher entre exigir pelo menos 50% de acertos ou estabelecer uma pontuação mínima em escala de proficiência. Os dois critérios não poderão ser utilizados simultaneamente no mesmo processo seletivo.

Enare também poderá ser aproveitado
A resolução prevê ainda que programas de residência médica com pré-requisito, áreas de atuação ou anos adicionais poderão utilizar os resultados do Exame Nacional de Residência (Enare) como etapa da avaliação teórica.

Segundo a Comissão Nacional de Residência Médica, as mudanças buscam dar mais flexibilidade aos processos seletivos e ampliar a possibilidade de utilização de exames nacionais já existentes.

A norma também reforça a obrigação de os editais informarem o número de vagas autorizadas para cada programa, incluindo aquelas reservadas ao serviço militar obrigatório.

Instituições que descumprirem as regras poderão ser alvo de processo administrativo de supervisão pela Comissão Nacional de Residência Médica.

A resolução entrou em vigor na data de sua publicação.
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May 29, 10:52 AM
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IA AGÊNTICA | O Que Funciona, e o Que Assusta com Cris Dias e Ana Freitas | Mamilos #556

Você já sentiu aquela ansiedade ao abrir a internet e dar de cara com mais uma novidade sobre Inteligência Artificial?
Aquela sensação de que o mundo está correndo numa velocidade absurda e você está ficando para trás?
Respira fundo.
No episódio de hoje, o Mamilos recebe Ana Freitas e Cris Dias, do IA em Curso, para compartilhar os bastidores de uma imersão prática que mudou tudo.
Descobrimos que a IA deixou de ser só uma assistente e virou uma colega de trabalho que age junto com você.
Entre a Ju criando um aplicativo de gamificação do zero sem saber programar e a Cris transformando quase 12 anos de áudio em textos, discutimos também as sombras dessa revolução.
Falamos sobre o medo de perder o emprego, o cuidado com os dados e fizemos uma provocação: essa inteligência é Artificial ou, na verdade, Coletiva?

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May 29, 10:50 AM
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Pornografia sintética e IA Generativa | by ITS Rio | May, 2026

A inteligência artificial generativa (IAG) tem mudado a maneira como pessoas pesquisam, escrevem, produzem música e arte. Contudo, essa mesma IAG, ao revolucionar indústrias criativas e de entretenimento, provocou profundas mudanças, nem sempre perceptíveis à primeira vista, na produção, consumo e oferta de pornografia.

Há algumas semanas, os efeitos da IAG na indústria pornográfica ganharam destaque recente em episódio do podcast “The Weekend Intelligence” do jornal The Economist. A reportagem destacava o ponto de vista de atrizes em relação ao avanço da tecnologia nesse segmento. As entrevistadas relatavam as preocupações mais variadas: desde a possibilidade de redução da carga de trabalho e o uso de suas imagens sem consentimento para a criação de novos conteúdos audiovisuais até a inclusão de cláusulas contratuais ocultas que permitam o uso de IAG pelas produtoras.

Apesar da recente reportagem do The Economist, o assunto não é tão novo. Em 2024, cerca de dois anos após o lançamento do ChatGPT, o Estadão já havia feito uma matéria sobre o uso de inteligência artificial generativa e a indústria pornográfica, na qual indicava que a IAG já vinha alterando a forma como se consumia pornografia. Nessa matéria, destacavam‑se os usos de aplicativos de chatbots que possibilitavam interações automáticas, bem como personagens virtuais que permitiam a realização de amplas fantasias.

Dizia a reportagem: “é possível criar personagens com características detalhadas, incluindo idade, gênero, etnia, estilo de cabelo, trajes e até comportamentos e expressões faciais. Além disso, o ambiente onde as interações ocorrem pode ser customizado, abrangendo locais como igrejas, supermercados ou até monumentos históricos como o Coliseu de Roma”. Embora haja uma limitação mínima de idade e seja proibida a criação de personagens que se assemelham a menores de dezoito anos, segundo a matéria, uma ampla variedade de fantasias passa a ser tecnicamente viável dentro dessas plataformas .

As novidades no mercado pornográfico, contudo, não terminam apenas na introdução de novas tecnologias na indústria tradicional ou na criação de chatbots sexuais. Outro fenômeno impulsionado pela popularização das ferramentas da IAG foi o desenvolvimento de influenciadores virtuais voltados à criação de materiais pornográficos.

Redes sociais voltadas a conteúdo adulto, antes alimentadas predominantemente por pessoas reais, passaram também a oferecer materiais produzidos por personagens gerados por IA que simulam humanos. Segundo reportagem do G1, há criadores que “produzem modelos nuas, simulam cenas de sexo e vendem esse conteúdo” em plataformas 18+. Trata-se, contudo, de fenômeno distinto da pornografia não consensual, dos deepfakes que exploram imagens reais sem autorização e dos conteúdos envolvendo menores. A distinção importa: enquanto alguns casos dizem respeito à autonomia privada e à liberdade individual, outros envolvem violação de imagem, ausência de consentimento, exploração e criminalidade. Este texto se concentra sobretudo no primeiro grupo, sem ignorar os demais.

Pornografia sintética e artificialização da sexualidade

A IAG ampliou consideravelmente as opções de consumo de materiais pornográficos sintéticos. Não há atores reais, defeitos comuns, imperfeições físicas nem limites temporais. Diante dessa oferta expandida e potencialmente ilimitada de conteúdos sintéticos, uma das preocupações que emerge diz respeito ao lugar do sexo humano e ao seu papel na realização de desejos.

O uso de recursos “não naturais” para a satisfação sexual não se trata de algo estranho à sociedade. O Brasil, em especial, possui um mercado considerável de brinquedos e produtos eróticos. Além disso, a própria indústria pornográfica, já há bastante tempo consolidada no país, é sustentada pela demanda por simulações de sexo, muitas vezes, irrealistas. Dessa forma, observa-se que a sexualidade não é um campo totalmente distante da artificialidade até a chegada da IAG. Os seres humanos recorrem a diversas fontes de satisfação sexual, naturais ou artificiais, e nem todas serão sempre realistas.

A questão, portanto, quando falamos de inteligência artificial e pornografia, não trata do processo de artificialização da sexualidade, mas sim da sua intensificação. A IAG aprimorou a oferta de produtos audiovisuais eróticos a um nível em que é perfeitamente possível suprir grande parte dos desejos. Mesmo sociedades liberais costumam impor limites à sexualidade quando há dano, exploração, ausência de consentimento ou vulnerabilidade. A ampliação ilimitada da fantasia pode produzir consequências jurídicas e sociais.

A tipificação de crimes sexuais, por exemplo, busca impedir justamente que ações sexuais potencialmente nocivas ou abusivas, como aquelas vinculadas ao estupro e à pedofilia, fiquem impunes. Não há liberdade sexual absoluta e o judiciário mantém o papel de sancionar condutas que violem direitos desta natureza. Ocorre que, conforme diz Mariana Valente, em sua obra Misoginia da Internet, “há conceitos que não fazem parte da gramática do direito ou são filtrados por ele de diferentes formas, e há outros que existem tanto no direito quanto no campo das disputas sociais, mas não necessariamente com os mesmos significados. A misoginia e a violência vêm antes no campo do reconhecimento social, e como tal devem ser pensadas em termos relacionais, das relações sociais”.

Isso significa que existem ações que, apesar de serem moralmente questionáveis, nem sempre chegam a ser consideradas ilegais. A misoginia, por exemplo, por ser profundamente introjetada na sociedade e não ter passado por um processo de problematização e conscientização, até recentemente não havia sido incluída no debate legislativo.


Essas questões sociais complexas também atravessam os avanços tecnológicos e podem ser potencializadas por eles. Observa-se esse fenômeno a partir do surgimento da internet que, além de criar novas formas de violência (como o revenge porn), potencializou aquelas que já existiam na vida real (como o cyberbullying).

Pornografia, IAG e comportamentos prejudiciais

O uso de tecnologias com o fim de facilitar atitudes controversas ou ilegais também é parte central da discussão sobre pornografia e inteligência artificial generativa. Considerando que comportamentos misóginos ou violentos se transportam para o meio digital, a pornografia na internet não escaparia a este cenário. Há, naturalmente, quem defenda a criação consensual e de conteúdo lícito da pornografia adulta. Ainda assim, mesmo antes da existência da IAG, a oferta de pornografia já conduzia a um número relevante de críticas.

Segundo matéria da Folha de São Paulo com a psicóloga Leiliane Rocha: “a pornografia mostra ‘a degradação do corpo feminino’ e faz o cérebro dos jovens buscarem práticas extremas. ‘Há essa dessensibilização e eles começam a sentir prazer somente quando vão ao extremo. Então, a gente vai alimentando comportamentos perversos, abusivos, violentos’”.

A IAG entra nesta equação como um componente facilitador da realização dessas fantasias. Contudo, considerando que não existem balizadores claros ou limitações de conteúdos, a ferramenta pode contribuir para a normalização ou intensificação de comportamentos socialmente problemáticos ou ilegais , que vão desde a criação de expectativas sexuais irreais ou consumo compulsivo em conteúdos pornográficos até reprodução de comportamentos violentos.

Além disso, a capacidade de produção massiva de pornografia atrelada ao fácil acesso e a uma ainda frágil verificação etária tende a se tornar um fator de preocupação, especialmente entre adolescentes e jovens em fase de formação afetivo-sexual. Acerca disso, Jonathan Haidt, em seu livro “Geração Ansiosa”, defende que a pornografia excessiva se mostra muito prejudicial a este público. Segundo o autor: “a pornografia separa a atração evoluída (o prazer sexual) da recompensa no mundo real (a relação sexual), potencialmente transformando meninos que são consumidores assíduos em homens com capacidade reduzida de encontrar sexo, amor, intimidade e casamento no mundo real. Essas tendências devem piorar com a chegada do metaverso, do vídeo espacial e da IA”.

Para além desses efeitos, outra questão sobre a IAG e a pornografia diz respeito à forma de produção dessas obras pela indústria. Não se trata de um fenômeno incomum ver notícias sobre a exploração do trabalho e outras violações relacionadas a essa cadeia produtiva. Com uma busca simples na internet, é possível ter acesso a relatos de atrizes que sofreram durante a atuação em filmes pornô. Dessa forma, uma ferramenta que potencialmente substitui a participação humana neste processo poderia ser compreendida como um passo importante na redução desse sofrimento.

O podcast do jornal The Economist aborda um pouco essa hipótese quando menciona a redução do custo de tempo de trabalho a partir do uso de IAG na produção desses conteúdos. Uma das entrevistadas, inclusive, afirma ser bastante tentador “pensar em ficar sentado na cama em casa, sem precisar me arrumar, sem ter que vestir nada, só abrir o aplicativo e criar conteúdo. Muito tentador, muito tentador”.

Treinamento de IAG e pornografia

Ocorre que a aplicação da IAG na produção pornográfica, ainda que esta ferramenta substitua o trabalho humano ou potencialmente reduza a carga de trabalho dos profissionais atuantes, não elimina os reflexos dessa exploração. Isso porque o material produzido por essa ferramenta se alimenta dos conteúdos existentes e que foram desenvolvidos no meio de todas essas circunstâncias. Ou seja, o treinamento de IAG é feito com as obras produzidas em um contexto marcado por polêmicas e problemas estruturais

Assim como em diversos campos, a IAG pode ampliar autonomia criativa, privacidade e formas consensuais de expressão sexual adulta. Contudo, e essa é uma observação relevante, os comportamentos sociais criticáveis que são absorvidos e reproduzidos pelo ramo da pornografia continuarão presentes nas obras desenvolvidas por IAG. Ainda que a exploração humana direta possa vir a ser reduzida, os efeitos secundários continuarão existindo, provavelmente por muito tempo, independentemente da inteligência artificial. Portanto, apesar de parecer uma solução aos problemas que envolvem a criação desse tipo de conteúdo, a IAG não se mostra isenta dos problemas sociais que se apresentam nessa cadeia produtiva.

Conclusão

Por fim, o debate em torno da indústria pornográfica e a sua relação com a inteligência artificial generativa vai muito além dos temas aqui iniciados. Embora a IAG não seja mais tão recente e o seu uso no mercado pornográfico já não seja mais tão novo, há inúmeros enlaces ainda não explorados que circulam esse assunto, como a responsabilidade de plataformas e desenvolvedores de IAG voltadas à pornografia, até temas mais subjetivos como os seus efeitos sobre formação de desejo sexual. Além, claro, das adaptações das normas sociais, morais e jurídicas necessárias a um cenário em que a fantasia pode ser produzida em massa de forma ilimitada, sem atores reais, mas ainda capazes de produzir efeitos relevantes sobre corpos, relações e estruturas sociais.
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May 29, 8:13 AM
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Papa apresenta credenciais políticas em encíclica sobre IA

Papa apresenta credenciais políticas em encíclica sobre IA | Inovação Educacional | Scoop.it

Figura desconhecida até há pouco mais de um ano, Robert Prevost vai deixando a sombra do popular Francisco e afirmando uma identidade política como o papa Leão 14.
Após ensaiar um conflito aberto com Donald Trump devido às ofensivas armadas dos Estados Unidos, o primeiro pontífice americano apresentou suas credenciais. Na segunda-feira (25), publicou sua encíclica de estreia.
Tais documentos servem tanto como guia espiritual ao 1,4 bilhão de católicos no mundo quanto comentário moral acerca de temas prementes. Com sua "Magnifica Humanitas" ("Humanidade Magnífica", em latim), Leão 14 fez a segunda opção, e não sem simbolismo —a encíclica foi publicada no aniversário de 135 anos de uma famosa antecessora, "Rerum Novarum" ("Das Coisas Novas").
Naquele texto, Leão 13, predecessor de Prevost no uso do nome papal, dissecava desigualdades decorrentes da industrialização nascente. Abriu caminho para o que Pio 12 chamou de "doutrina social da Igreja" em 1950.
Com habilidade e um texto salpicado de citações eruditas e da cultura pop, com direito a "A Lista de Schindler" de Steven Spielberg e "O Senhor dos Anéis" de J. R. R. Tolkien, Leão 14 resume o trajeto até a atual revolução tecnológica da inteligência artificial.
O papa aborda os riscos de um avanço desenfreado, a começar pela ameaça aos empregos e pela criação de monopólios, chegando a tons mais sombrios: "Nenhum algoritmo pode fazer a guerra moralmente aceitável".
Apesar disso, Leão 14 não adotou catastrofismo ou ludismo ante o que vê como um avanço inevitável da ciência. Pediu regulação, mas deixou suas reservas mais severas para proponentes da migração da consciência humana para máquinas.
Prevost trouxe ao lançamento do texto um dos cofundadores da Anthropic, uma das líderes do setor, que tem se estranhado com Trump. Se isso prova a abertura proposta, também arrisca dar uma chancela da Igreja aos monopolistas que denuncia.
"Magnifica Humanitas" foca na IA, mas tem um escopo amplo e histórico: num ponto, Leão 14 lamenta os 18 séculos em que o Vaticano não combateu a escravidão. "Por isso, em nome da Igreja, eu sinceramente peço perdão."
O embate com Trump, nunca nominado, permeia o texto. O papa defende o multilateralismo e afirma não existir guerra justa.
Após os mui políticos 26 anos do polonês João Paulo 2º na Santa Sé, o alemão Bento 16 (2005-13) só abordou temas espinhosos em 1 de suas 3 encíclicas. Francisco (2013-25) foi mais prolífico, dedicando 2 de seus 4 textos a atualidades. A urgência de Leão 14 sugere que ele seguirá os passos do antecessor argentino.

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May 29, 8:00 AM
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Redução de jornada leva 5 anos na América Latina 

Redução de jornada leva 5 anos na América Latina  | Inovação Educacional | Scoop.it
Enquanto no Brasil tramita um projeto que prevê implementar a jornada de trabalho de 40 horas em até 14 meses, outros países da América Latina, como o México, a Colômbia e o Chile, optaram por um gradualismo muito maior, de entre quatro a cinco anos, em suas transições.

Essa flexibilidade ao longo do tempo é uma das recomendações da OIT (Organização Internacional do Trabalho) para o tema. No documento que definiu essas diretrizes, a Recomendação 116, a organização aponta que a redução pode ser implementada ou em etapas espaçadas ao longo do tempo ou ir abrangendo diferentes setores de forma gradual.

Afirma ainda que há a possibilidade de outros acordos "que possam ser mais adequados às condições nacionais e condições de cada setor de atividade econômica."


Mão segurando carteira de trabalho - Gabriel Cabral/Folhapress
O texto aprovado no Brasil nesta quarta-feira (27) estabelece a redução de 44 para 42 horas semanais de trabalho 60 dias após a promulgação da PEC. Doze meses depois dessa primeira redução, haverá novo corte, para 40 horas semanais.

No caso colombiano, os parlamentares aprovaram o recuo do limite máximo de 48 para 42 horas semanais ainda em julho de 2021. Contudo, o primeiro corte —para 47 horas— só ocorreu em 2023. O teto definitivo de 42 horas será alcançado apenas em julho deste ano, totalizando cinco anos de transição desde a promulgação da lei.

"Uma das principais recomendações quando se reduzem as horas trabalhadas é que isso não seja feito de uma vez só, e sim de forma progressiva. Isso facilitou a diminuição das horas trabalhadas por semana na Colômbia", afirma Stefano Farné, diretor do observatório de mercado de trabalho e seguridade social da Universidade Externado da Colômbia.


Para ele, que já trabalhou como consultor da OIT, o fracionamento foi importante para manter o nível de emprego. "Não se observa uma queda do emprego na Colômbia. A experiência internacional mostra que, se a mudança é feita de forma progressiva e se dá maior flexibilidade às empresas, os impactos não são grandes."

Outra recomendação, de acordo com Farné, é conceder autonomia para que as companhias possam moldar o expediente diário, esticando ou encurtando os turnos quando necessário. "Isso foi feito no Chile, e ajuda a tornar o ajuste seja menos doloroso. Na Europa é muito comum haver um banco de horas que deve ser cumprido dentro de um mês, e que vai sendo distribuído ao longo da semana e do mês. Isso ajuda a melhorar a produtividade."

No Chile, a lei reduz a jornada máxima de 45 horas para 40 horas semanais, em uma transição que começou em 2024 e vai até 2028. Já no México, cujo projeto prevê a mesma meta de 40 horas (abaixo das 48 atuais), o início será em janeiro de 2027, com um recuo inicial para 46 horas. A partir daí, o limite cai duas horas anualmente até o patamar final, previsto para 2030.

Hoje, o Brasil é um dos cinco países latino-americanos que adotam uma jornada semanal máxima de 44 horas— a lista também é formada por Venezuela, El Salvador, Honduras e República Dominicana. Em outros nove países, a jornada máxima ainda é de 48 horas, segundo dados da OIT. O Equador foi o primeiro país a adotar o limite legal máximo de 40 horas, desde 1980.


Em 15 países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), adota-se a jornada de 40 horas. Em outros quatro países da organização, é menos do que isso: 39 horas no caso da Irlanda, 38 no da Austrália, 37 na Dinamarca e 35 na França, de acordo com a OIT.

Há casos em que se adotam jornadas específicas para determinados setores, como no caso da Alemanha, onde desde 1997 o setor metalúrgico tem jornada semanal de 35 horas.

Nesses países, o principal debate hoje é a adoção da jornada de quatro dias, que vem sendo testada por empresas e defendida por pesquisadores como o português Pedro Gomes, professor de economia de Birkbeck, instituição de ensino da Universidade de Londres.

Ele foi o coordenador de um projeto-piloto para a semana de quatro dias organizado pelo governo de Portugal em 2023 com 41 empresas voluntárias.

"Elas veem melhoras na organização do trabalho, redução da rotação de trabalhadores, redução do absenteísmo, melhora nos processos e aumento na produtividade por hora trabalhada", afirma. "Mas ainda não existem governos tentando legislar. A França continua sendo o único país com uma semana de trabalho de 35 horas."

Para Gomes, o movimento é mais intenso nos países latino-americanos porque muitos países ainda não consolidaram a semana de cinco dias. "Nos Estados Unidos, as 40 horas foram atingidas em 1940, e em Portugal em 1996. Simplesmente o trabalho tornou-se insustentável", avalia ele sobre os países da América Latina.
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Por que jovens (em sua maioria homens) são atraídos por apostas nos mercados de previsão?

Por que jovens (em sua maioria homens) são atraídos por apostas nos mercados de previsão? | Inovação Educacional | Scoop.it
Os mercados de previsão movimentam bilhões de dólares e crescem rapidamente, atraindo principalmente homens jovens
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May 29, 3:11 PM
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Entenda por que Leão XIV chama de 'entusiasmo ingênuo' inteligência artificial defendida pelas gigantes da tecnologia

Entenda por que Leão XIV chama de 'entusiasmo ingênuo' inteligência artificial defendida pelas gigantes da tecnologia | Inovação Educacional | Scoop.it
Em sua primeira encíclica, apresentada na segunda (25), Papa mostra preocupações com a substituição do ser humano por uma mediação técnica
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May 29, 3:09 PM
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Zanin pede vista e interrompe julgamento no STF sobre escolas cívico-miltiares

Zanin pede vista e interrompe julgamento no STF sobre escolas cívico-miltiares | Inovação Educacional | Scoop.it
Na sexta-feira passada, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Direito à Educação, Economia e Políticas Educacionais da USP (Deep) publicou um estudo que mostra o crescimento das escolas cívico-militares no país desde 2019. Hoje, cerca de 1,5% das escolas em todo o país (mais de 102 mil) seguem o modelo militarizado.

Segundo a publicação, as instituições cresceram quase seis vezes mais em sete anos, com 578.858 matrículas nos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) e 262.597 matriculados, 4,1% dos estudantes dessa etapa. O estado com maior núnero de instituições, o Paraná, tem 375 instituições de ensino militares.
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May 29, 3:01 PM
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Estudo aponta avanços na educação infantil em linguagem e matemática

As redes municipais de ensino, responsáveis pela gestão da educação infantil, adotam mais estratégias em letramento e experiências com a linguagem do que com a matemática.
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May 29, 3:01 PM
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Milhões de crianças de países pobres sofrem abuso sexual na internet

Milhões de crianças de países pobres sofrem abuso sexual na internet | Inovação Educacional | Scoop.it
Dados são de um estudo inédito publicado nesta quarta-feira (27), que revela que uma em cada seis crianças que usam a internet na África e na Ásia sofreu exploração sexual online em apenas um ano.
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May 29, 11:02 AM
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Microsoft’s AI Copilot is getting a human-focused streamlining 

Microsoft’s AI Copilot is getting a human-focused streamlining  | Inovação Educacional | Scoop.it
The company is aiming to make the software easier to use for a growing number of workplace and personal tasks. 
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May 29, 11:00 AM
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Gerdau lança curso superior para indústria do aço em meio à escassez de engenheiros

Gerdau lança curso superior para indústria do aço em meio à escassez de engenheiros | Inovação Educacional | Scoop.it
A Gerdau e a Ânima Educação anunciaram o lançamento do Curso Superior de Tecnologia em Processos Produtivos da Indústria do Aço, uma graduação voltada à formação de profissionais para atuar na cadeia produtiva do setor siderúrgico. Com 40 vagas e operação da UNA em Conselheiro Lafaiete (MG), o curso foi criado em meio às dificuldades enfrentadas pela indústria para contratar profissionais qualificados em áreas ligadas à engenharia e à produção industrial.

A formação será oferecida na modalidade semipresencial, terá duração de seis semestres e carga horária total de 2.600 horas. A primeira turma está prevista para começar em agosto de 2026.
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May 29, 10:58 AM
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Menos Trabalho, Preços Mais Altos? Como o Fim da Escala 6x1 Poderá Afetar a Economia 

Menos Trabalho, Preços Mais Altos? Como o Fim da Escala 6x1 Poderá Afetar a Economia  | Inovação Educacional | Scoop.it
Hoje em dia, a escala 6×1 é mais comum em setores como o varejo e a indústria. Segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 93% dos contratos no comércio varejista estão acima de 40 horas semanais. Também para a análise da FGV IBRE com dados da PNAD Contínua, 60,7% dos trabalhadores com carteira assinada no comércio cumpriam jornadas de 44 horas semanais no terceiro trimestre de 2024. Na agropecuária, o percentual é de 54,5%, e, na indústria, de 49,3%.

A CNC argumentou que são preocupantes os efeitos da redução constitucional da jornada semanal. De acordo com a entidade, a adoção de um limite uniforme de 40 horas pode gerar impactos negativos no emprego, nos pequenos negócios e na capacidade produtiva de setores intensivos em mão de obra.

“A atual limitação constitucional de 44 horas resulta de um equilíbrio construído na Assembleia Nacional Constituinte entre proteção ao trabalhador e preservação da competitividade econômica”, afirma a Confederação.

Entre as consequências, a CNC ressalta que o comércio presencial, já pressionado pela expansão do e-commerce e das plataformas digitais, pode perder competitividade caso tenha sua estrutura de custos elevada, acelerando a migração de vendas para modelos digitais e automatizados.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média caso o limite semanal de horas de trabalho seja diminuído. “Isso vai impactar o aumento dos preços de compras em supermercado e de roupas, por exemplo”.

Segundo a CNI, as compras em supermercados podem ficar 5,7% mais caras, com os preços de produtos agropecuários subindo em torno de 4% e os de produtos industrializados podendo registrar alta de 6% em média. No nicho de serviços, o reajuste pode alcançar 6,5%.

Os números mostram, ainda, que a indústria será o segmento mais atingido, com queda de 4,34% das horas trabalhadas. O segmento enfrentará a maior queda no PIB em termos relativos, de 1,2%, o equivalente a R$ 25,4 bilhões. “As empresas não enfrentarão apenas o aumento do custo direto com mão de obra, os insumos também deverão ter seus preços reajustados”, diz o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Ele acrescenta que “a discussão da escala é 6×1 é legítima e necessária, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos”, afirma. Alban justifica dizendo que a produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. “Por isso, ainda não é hora de reduzir a escala”, aponta.

Impactando no PIB
De acordo com estudo do IBEVAR-FIA Business School divulgado nesta quinta-feira, 28, o impacto da redução da jornada de trabalho tende a ser menor quanto mais gradual for a implementação da medida e maior for o nível de adoção tecnológica pelas empresas.

Segundo a pesquisa, os efeitos sobre o varejo podem variar entre 0,25 e 0,32 ponto percentual do PIB, dependendo do modelo de transição adotado. O levantamento indica que o varejo deve ser um dos setores mais pressionados pela mudança, especialmente por concentrar operações que funcionam sete dias por semana, como supermercados, shoppings e farmácias.

No cenário de implementação imediata, sem período de adaptação, a perda de geração de riqueza do varejo poderia variar entre 3,6% e 6,1%, de acordo com o segmento e o porte da empresa. Pequenas lojas de tecidos, vestuário e calçados aparecem entre as mais afetadas, enquanto redes de postos de combustíveis sofreriam impactos menores.

Os pesquisadores avaliam que parte do aumento dos custos tende a ser repassada ao consumidor, pressionando preços e inflação.
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May 29, 10:52 AM
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Relatório | Plano de Ação 2.0 - IAí?

Relatório | Plano de Ação 2.0 - IAí? | Inovação Educacional | Scoop.it
O projeto IAí? Construindo Oportunidades para Todos no Mercado de Trabalho, do ITS Rio em parceria com a Fundação Arymax e a Fundação Grupo Volkswagen, investiga como a inteligência artificial está transformando o mercado de trabalho e propõe estratégias para garantir que ninguém fique para trás. A iniciativa combina pesquisa, diálogo com especialistas e políticas públicas, além de recomendações práticas para trabalhadores, empresas e governos.
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May 29, 10:51 AM
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‘The Future of Truth’ Contains Quotes Made Up by A.I. - The New York Times

‘The Future of Truth’ Contains Quotes Made Up by A.I. - The New York Times | Inovação Educacional | Scoop.it
The Times asked Mr. Rosenbaum about the quotes on Sunday and Monday. On Monday night, Mr. Rosenbaum acknowledged in a statement that the book had “a handful of improperly attributed or synthetic quotes” and said that he had started his own investigation.

He said that the inclusion of the incorrect quotes was an accident and that he had “no intention of fabricating any viewpoints” while writing the book.
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May 29, 10:47 AM
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Brasil, o país que abre mão do desenvolvimento - 24/05/2026 - Ronaldo Lemos - Folha

Brasil, o país que abre mão do desenvolvimento - 24/05/2026 - Ronaldo Lemos - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Nosso país dá aulas para o mundo sobre como abrir mão do desenvolvimento. O caso dos minerais críticos é um exemplo. Em 1940, chegou ao Brasil o russo Boris Davidovitch. Seu objetivo era explorar monazita nas areias de Guarapari (ES). Em um ano ele dominaria completamente esse mercado de forma predatória, deixando um rastro de destruição.

Davidovitch destruiu cerca de 70 km de praias, incluindo restingas. Montou uma operação de evasão fiscal em que vendia para si mesmo, jogando o preço e os impostos para valores irrisórios. Foi acusado de subornar juízes e desembargadores, de usar trabalho escravo e de continuar exportando clandestinamente mesmo quando suas atividades foram proibidas.


Instalações da mineradora Anglo American na cidade de Barro Alto, em Goiás - Pedro Ladeira - 21.ago.25/Folhapress
Em 1954 o prefeito de Guarapari lhe deu uma bofetada na cara. Seu sucessor declarou: "Nasci e me criei aqui. Nunca vi esse homem fazer qualquer coisa em benefício dessa terra". Em 1956, foi aberta uma CPI onde ele foi intimado a depor.

Tudo isso não serviu para nada. A predação ao Brasil lhe rendeu US$ 227 bilhões. Ele morreu bilionário em Paris em 1960. Após sua morte, seus funcionários enterraram o maquinário da empresa na areia e queimaram todos os documentos.

O que sobrou de monazita extraída em Guarapari foi levada para o bairro do Brooklin em São Paulo, processada pela Orquima e, depois de 1966, pela estatal Nuclemon. Depois da vergonha da monazita, o Brasil finalmente conseguiu dominar boa parte da cadeia de separação das terras raras. Era uma capacidade estratégica rara no mundo naquele momento. Essa capacidade foi desmantelada a partir de 1990 e o que sobrou para o país foram 11 toneladas de resíduo radioativo, apelidado de "Torta 2". Essa "torta" foi enviada para Caldas (MG). E lá se encontra até hoje.


A monazita é uma das principais fontes de terras raras do planeta, incluindo o elemento radioativo tório, usado para fazer urânio-233. O problema é que ao ser exportada de forma bruta, seu valor é de banana: menos de US$ 10 por quilo. Com um mínimo de processamento, que o país não consegue mais fazer, o valor aumenta dez vezes: US$ 100 o quilo. Na sua forma final (óxido de térbio) o valor aumenta para US$ 1.000 o quilo.

Analisar a história da exploração da monazita no Brasil revela o tamanho do descaso do país com o desenvolvimento.

A monazita brasileira é hoje cobiçada no mundo todo por causa das terras raras. Só que, como toda a capacidade de processamento local foi perdida, o valor agregado é todo gerado no exterior. E o mais irônico: após décadas sem vender monazita bruta por conta da vergonha do passado, o Brasil voltar a exportar monazita bruta nesse ano a partir do Rio de Janeiro, repetindo mais uma vez a história.

O país fica com os buracos, e quem a compra e processa fica com os bilhões de valor agregado. Tudo isso poderia não ser assim. O país teve vozes na história que buscaram refundar nossa política mineral, como o almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, o próprio Juscelino Kubitschek ou o professor Diógenes Moura Breda, da Universidade Federal de Uberlândia. Seus artigos recentes demolem a lei sobre terras raras em tramitação no Congresso Nacional, que ele chama de "erro estratégico". Seus escritos merecem atenção.
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May 29, 8:09 AM
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Perguntas incômodas de Leão 14 confrontam o homem-máquina

Perguntas incômodas de Leão 14 confrontam o homem-máquina | Inovação Educacional | Scoop.it

Difícil saber o que se passou entre a data oficial inscrita na encíclica "Magnifica Humanitas", 15 de maio, e seu anúncio, dez dias depois. Há sinais de que este intervalo teve a ver com a preparação de um evento estratégico.
Aos sinais: os presentes na Sala do Sínodo no Vaticano, na última segunda-feira (25), foram recepcionados por banners festivos, o que não é usual. Assistiram a um vídeo ressaltando saltos tecnológicos e flagelos do século 20.
Na mesa de cerimônia presidida pelo papa, que falou em inglês, via-se o cofundador de uma das maiores empresas de tecnologia, a Anthropic. E a todos foi distribuído um livrinho de capa branca, onde se lê: "Magnifica humanitas – carta encíclica sobre a salvaguarda da pessoa humana no tempo da Inteligência Artificial".
O objeto do documento estava ali, impresso e expresso. Leão 14 quer falar de IA. Toda a fundamentação da sua encíclica converge para um ponto: seja em que frente for, o avanço tecnológico não pode ultrapassar o humano.
"Desejamos diálogo com todos os homens e mulheres do nosso tempo, com os quais compartilhamos os acontecimentos, as questões e as aspirações da humanidade", escreve o papa, dirigindo-se ao mundo todo.
A preocupação da Igreja com a IA já ficara evidente nos "Diálogos de Minerva" do papa Francisco, com cientistas da computação, juristas e religiosos. Conversas que hoje animam universidades católicas a estudar a evolução tecnológica. É o caso da Universidade Notre Dame, nos EUA, apoiada pelo grupo farmacêutico Eli Lilly em seu programa de pesquisa sobre IA.
Passei os últimos dias refletindo sobre a "Magnifica Humanitas". Ela não visa mudanças rápidas, mas escancara um mal-estar que nos é familiar: "Não raro depositamos a esperança num aperfeiçoamento sem limites", diz Leão 14, investindo contra o mito do homem aperfeiçoado pela tecnologia. Ou do homem hibridizado com a máquina.
Um parêntese: nesta semana o escritor israelense Yuval Harari chamou atenção para os "AI CEOs", ou seja, inteligências artificiais que já estão no comando de empresas, contratando, demitindo, fazendo planejamento estratégico, articulando lobbies. O Qatar, por exemplo, embarcou nessa estranha vanguarda da IA.
Voltando à Sala do Sínodo, uma lembrança da intervenção do diretor da Anthropic, Christopher Olah. Foi curta, porém, essencial. Olah criticou quem acha que o tema IA deve ser debatido só por gente do meio, quando ela interessa a todos. Seus modelos, aliás, são construídos a partir de estruturas semelhantes às do cérebro humano, por isso, os robôs de hoje "são feitos de nós e de nossas palavras".
Sobre seus achados científicos, confessou: "Serei honesto: continuamos encontrando coisas misteriosas, (...) estruturas que espelham resultados da neurociência humana. Evidências de introspecção, estados internos que espelham alegria, satisfação, medo, tristeza e inquietação. Não sei o que isso significa."
Essa perplexidade com uma evolução sem fim e sem limite remete a perguntas incômodas de Leão 14. Afinal, para onde vamos? Qual é a meta? Que direção escolher? Tecnologias não são neutras e, por trás delas, há dinheiro, competição e poder. A própria Anthropic, em que pese seu posicionamento mais ético, caminha para um valor de mercado de US$ 1 trilhão. É uma cifra perturbadora, ao menos para humanos.

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May 29, 7:59 AM
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YouTube diz que ampliará rotulagem de vídeos feitos com IA

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Regra anterior dependia de informação prestada pelo usuário; TSE tem normas sobre o tema
Plataforma também expande acesso de ferramenta que rastreia deepfakes com rosto da pessoa para quem tem acima de 18 anos
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