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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Today, 9:09 AM
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Computer scientist Joseph Weizenbaum was there at the dawn of artificial intelligence – but he was also adamant that we must never confuse computers with humans
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Today, 9:06 AM
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Prioritizing single-tasking whenever possible is another effective strategy for achieving clear focus and improved productivity.
If you find it challenging to work on a single task to completion, Fabritius suggests using time blocks to focus exclusively on one task for a specific period before moving to the next. “The satisfaction of completing each time block should give you a dose of dopamine, as will the prospect of facing the next ‘new’ task,” she says.
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Today, 9:01 AM
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A maneira surpreendente como o hábito de rolar a tela sem parar altera a estrutura do seu cérebro. Especialistas afirmam que imagens fortes, indignação constante e o ciclo de notícias negativas 24 horas por dia, 7 dias por semana, não apenas nos perturbam, como também alteram nossa resposta ao estresse e prejudicam a saúde mental.
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Inovação Educacional
Today, 8:51 AM
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Quem escreveu esse artigo? O uso da IA gera debate sobre a autoria científica. As regras que regem o crédito e a responsabilidade por trabalhos escritos por máquinas podem precisar de uma reformulação. Quando a empresa de inteligência artificial (IA) OpenAI publicou centenas de artigos científicos abordando problemas matemáticos de longa data neste mês , os PDFs que descreviam os resultados seguiam um formato de pré-publicação já conhecido. Mas havia um desvio crucial: eles listavam a própria IA como única autora, porque os algoritmos haviam concebido e escrito as demonstrações, segundo a OpenAI. A medida contornou os padrões de publicação acadêmica que exigem que os autores assumam a responsabilidade pelo trabalho — o que, sem dúvida, exige que esses autores sejam humanos, com discernimento humano. Matemáticos que trabalham com a OpenAI, no entanto, afirmaram não entender algumas das demonstrações. E “Se não entendemos algo, não podemos realmente ser responsabilizados por isso em um sentido moral”, afirma o bioeticista David Resnik. Atualmente, periódicos e servidores de pré-publicação proíbem que a IA seja listada como autora por esse motivo, e grupos de ética em publicação e diretrizes atuais sobre o assunto afirmam que a IA não deve ser considerada autora. Mas, à medida que os cientistas incorporam cada vez mais a IA em seus trabalhos, a onda de publicações da OpenAI levanta a questão: o que significa ser autor na era da IA? Mesmo antes da IA, a autoria era frequentemente problemática, pois serve a múltiplos propósitos simultaneamente, incluindo sinalizar crédito profissional, propriedade intelectual e responsabilidade pelo trabalho. As editoras desenvolveram diretrizes detalhadas, muitas delas baseadas nas do Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas (ICMJE). Essas diretrizes exigem que cada autor nomeado tenha contribuído substancialmente para a concepção ou o planejamento do trabalho, ou que tenha analisado ou interpretado os dados do estudo; um critério separado exige que eles tenham redigido ou revisado o manuscrito. Os autores também concordam em aprová-lo e serem responsáveis por todos os aspectos do trabalho, incluindo quaisquer erros identificados posteriormente. Mas casos como os artigos da OpenAI “podem exigir a expansão do nosso vocabulário conceitual e uma mudança no que consideramos ser autoria”, afirma o bioeticista Brian Earp, da Universidade Nacional de Singapura. A forma exata como isso se concretizaria ainda é objeto de debate — um debate que tem sido debatido em inúmeros comentários publicados desde julho no JME Practical Bioethics , do qual Earp é editor-chefe. Earp não defende que as IAs devam ser listadas como autoras, mas não descarta a possibilidade de que os padrões evoluam para permitir isso. E alerta contra políticas que permitam que cientistas humanos editem um manuscrito escrito por IA apenas o suficiente para que ele se qualifique como autor. "Isso parece um pouco desonesto e não é algo que queremos incentivar." Em vez disso, ele afirma que a exigência de que um autor humano tenha concebido o estudo poderia ser flexibilizada se pelo menos um humano — a ser chamado de autor "certificador" — revisasse o manuscrito e atestasse os resultados. Mas Resnik, que trabalha no Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental dos EUA, teme que a criação de uma categoria separada para certificar artigos escritos por IA possa levar os autores a não darem a devida atenção aos trabalhos . Em sua opinião, uma pessoa que atenda ao padrão do ICMJE, que exige que o autor tenha analisado ou interpretado os dados do artigo, fornece a responsabilidade necessária. Se um artigo gerado por IA não atender pelo menos a esse padrão, ele afirma que não deveria ser publicado. “Para ser um cientista responsável que trabalha com IA, é fundamental saber o que ela está fazendo e supervisionar seu trabalho”, diz ele. “Você não apenas apresentou um problema e ela simplesmente encontrou uma solução que você não entende. Você [deveria] estar envolvido em todas as etapas do processo, como estaria se estivesse trabalhando com um estudante de pós-graduação ou um pós-doutorando.” Mas outros comentaristas afirmam que será difícil monitorar e avaliar de forma confiável as interações humanas com a IA — registros de conversas com chatbots podem ser falsificados, por exemplo. Como resultado, artigos produzidos por IA podem passar a ser julgados mais pela sua qualidade do que pelos detalhes de sua origem. A OpenAI afirmou que não busca reconhecimento acadêmico por seus preprints recentes, que se ramificaram da matemática para a ciência da computação e a física, e alguns dos quais a empresa já retirou ou corrigiu devido a erros identificados após a publicação . Mas, na segunda-feira, a empresa — que tem sido criticada por divulgar resultados gerados por máquinas sem supervisão humana suficiente — anunciou que convidou cientistas para atuarem como "guias" que organizarão especialistas para revisar e compreender os artigos da OpenAI, que a empresa compara a "dados brutos de pesquisa". Esses grupos "devem receber reconhecimento pela compreensão que desenvolvem e pelos artigos que escrevem", afirma a OpenAI. Mas o convite "não implica que eles ou seus grupos de trabalho tenham feito a descoberta original". Instituições e financiadores também precisarão lidar com a questão de como avaliar pesquisadores cujo trabalho com IA pode comprometer as medidas tradicionais de produtividade acadêmica. “As normas de autoria estão evoluindo mais lentamente do que os padrões de pesquisa”, afirma Véronique Kiermer, diretora científica da família de periódicos PLOS. Em março, ela foi coautora de um comentário publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências (Proceedings of the National Academy of Sciences) que incentiva as instituições a treinarem seus docentes em práticas de autoria responsável e a garantir seu cumprimento. “É importante ancorar as decisões de autoria em uma estrutura baseada em princípios que possa perdurar”, diz ela. Apesar da clara proibição do uso de IA como autora, as práticas são mais confusas em torno de uma questão relacionada: se os cientistas humanos devem divulgar o uso de IA em seus artigos e, em caso afirmativo, qual o nível de detalhamento dessas divulgações. As políticas têm, em grande parte, defendido a divulgação de qualquer uso, desde pequenas correções linguísticas até contribuições substanciais na concepção do trabalho e na análise dos resultados. No entanto, estudos constataram que muitos autores deixam de divulgar o uso de IA por medo de serem vistos como preguiçosos ou sofrerem outras consequências negativas. Outras pesquisas sugerem que as declarações de uso de IA se perdem em detalhes que os leitores não consideram relevantes, como o uso para edição do manuscrito, e negligenciam detalhes que os leitores mais desejam , relacionados à execução da pesquisa. Assim, algumas revistas estão experimentando abordagens no extremo oposto do espectro, optando pelo silêncio. No ano passado, a família de revistas médicas JACC decidiu não exigir a divulgação de qualquer tipo de auxílio de IA na escrita. Em vez disso, a política estabelece que os autores são responsáveis pelo conteúdo do artigo submetido e devem atestar que ele cita corretamente a literatura científica e está livre de plágio. (As ferramentas de IA utilizadas para conduzir a pesquisa ainda devem ser divulgadas, para facilitar a replicação dos estudos relatados.) “O que importa é se os autores permaneceram intelectualmente engajados, verificaram o resultado e assumiram a responsabilidade pelo trabalho”, escreve o editor-chefe Harlan Krumholz em um comentário neste mês . Da mesma forma, a PLOS mudou sua política para "não exigir tipos comuns de uso de IA, como melhorias de linguagem, porque, se você insistir em relatar usos muito comuns, a divulgação se torna um exercício burocrático sem sentido", diz Kiermer. "Continuamos a responsabilizar os autores pela precisão do conteúdo, e isso exige uma reflexão mais profunda por parte deles." De forma mais ampla, um grupo de trabalho que opera em cooperação com diversos grupos da indústria de publicação científica está preparando um conjunto de diretrizes sobre a escrita científica assistida por IA . O grupo parte do pressuposto de que a IA não deve ser listada como autora, mas que a divulgação consistente e detalhada do uso da tecnologia melhorará a utilidade dos artigos. Esclarecer e padronizar as diretrizes ajudará a reverter a relutância em divulgar o uso da IA, afirmou o grupo de trabalho em um comunicado solicitando comentários. "Um padrão comum sinaliza a aceitação do uso de IA na pesquisa e aumenta a facilidade e a consistência na divulgação honesta dos resultados." O grupo de trabalho propôs este mês uma taxonomia de 18 categorias de atividades centrais para a maioria dos projetos de pesquisa , como o desenvolvimento de hipóteses, a síntese da literatura relevante, a geração de código computacional e a redação do manuscrito. Os autores deveriam relatar os detalhes do uso de IA separadamente para cada categoria. O grupo também coletou feedback sobre se os autores deveriam divulgar todos os usos de IA ou apenas os usos substanciais, como a geração de figuras ou a análise de dados — aspectos que os leitores podem precisar saber para interpretar adequadamente o artigo resultante. O grupo planeja divulgar uma versão preliminar completa da proposta até o início de 2027.
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Today, 8:44 AM
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Especialista aponta que programas de transferência de renda e expansão de infraestrutura esbarram na qualidade docente
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Today, 8:38 AM
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Há algumas semanas, participámos num debate na FLUL sobre a relação entre IA e criação, e o papel da tradução. O tema da IA na tradução, apesar de não ser novo, nem o alarmismo que se constrói em torno da profissão, é cada vez mais urgente. Há quem seja favorável e esteja otimista quanto ao uso destas ferramentas para otimizar o trabalho. Há quem prefira a parte mais filosófica do debate. E há também uma dúvida importante que surge sempre que se fala no futuro do nosso trabalho: qual é o denominador comum, o elemento que nos une, numa profissão tão fragmentada e atomizada?
Ora, se há necessidade de se traduzir livros, filmes e séries, mas também bulas de medicamentos, manuais de instrução para equipamentos agrícolas, máquinas para a construção civil e logística, placas e sinais indicativos de mobilidade e acessibilidade urbana, ou seja, uma vasta panóplia de comunicação global que envolve as mais diversas esferas da atividade social e humana, qual seria o denominador comum? Acertou quem disse a tradução e, consequentemente, a pessoa responsável pela sua execução. E de que vivem as pessoas na nossa configuração económica atual? Acertou também quem disse que é de dinheiro. De que maneira uma pessoa obtém dinheiro? Supondo que todos aqui concordamos que essa obtenção seja lícita e ética, a forma de obter dinheiro nos tempos que correm é em troca das nossas horas de trabalho, porque é isso que "vendemos", a nossa capacidade de trabalho.
Enquanto não tivermos consciência de que somos trabalhadores e de que precisamos de dinheiro para sobreviver, as inúmeras conversas, encontros e debates sobre o avanço da inteligência artificial acabam por não sair do lugar. É, sim, crucial que saibamos em que ponto elas andam. Por exemplo, num relatório recente publicado pelo portal Slator, ficamos a saber que os bonecos continuam pouco fiáveis na primeira versão de uma tradução, mas já estão a ser melhorados para a revisão e controlo de qualidade. Poderíamos interpretar este problema como: ah, pronto, agora nem aquelas misérias de projetos de pós-edição a 0,02 cêntimos por palavra vão pingar mais. Talvez não, talvez a profissão esteja a mudar conforme a necessidade de aprendizagem dos robôs e isso pode não significar o seu fim (tema de que trataremos ali mais adiante).
Aquilo que nos importa garantir e assegurar é a nossa união enquanto trabalhadores sujeitos a tecnologias que envolvem um uso faustoso de dados. De quem são esses dados? Para onde vão esses dados? A quem servem? A cada atualização, mais dados os bonecos consomem, mais água é gasta no seu processamento, mais as línguas, as culturas e o conhecimento vão sendo pasteurizados. E, além de lutar pela consciência e união da nossa classe, temos também de lutar pelo tecido que sustenta a nossa sociedade, pelos nossos patrimónios imateriais e não quantificáveis. É também por isso que o debate sobre a IA não pode mais ser superficial e deve contemplar a nossa soberania digital, o impacto cognitivo do uso dessas ferramentas pelas pessoas físicas, mas também por todas as pessoas que tiveram de adaptar as suas profissões ao uso das LLM, o impacto ambiental que acarreta, até mesmo as implicações laborais na construção de centros de dados em solos nacionais, além das consequências para as pessoas que vivem nos seus arrabaldes.
É um debate que também já ultrapassou há muito a dimensão de escolha pessoal sobre o uso das ferramentas. Deve ser feito coletivamente, com a consciência de que somos todos consumidores ao mesmo tempo em que somos operadores destas máquinas. E sem o nosso consumo e o nosso trabalho, como será o mundo produzido pelos robôs? Melhor do que isso, é hora de imaginarmos como será o mundo quando os robôs trabalharem exclusivamente ao nosso favor, proporcionando-nos o tempo livre para ler os livros que deixamos de ler, para conversar com as pessoas e vivenciar os dissabores e as delícias do contato humano, para experimentar o descanso e um sono reparador que nos revigore e nos permita sonhar, pensar, e nos organizar e lutar por formas de liberdade verdadeiras e duradouras.
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November 2, 9:17 AM
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Em 2019, o cientista da computação Richard Sutton escreveu um breve ensaio intitulado "A Amarga Lição". Ao revisitar setenta anos de pesquisa em IA, ele concluiu que métodos gerais que escalam com poder computacional bruto superam, e por uma grande margem , os métodos baseados em conhecimento humano. A indústria de IA como um todo está imbuída dessa amarga lição, para usar uma gíria da internet para um verdadeiro crente. Eu, por outro lado, estou imbuído dessa lição humana.
Acredito na amarga lição. A força bruta vence no final, e tenho lidado com esse fato ao longo da minha carreira. Mas nós, humanos, ainda precisamos descobrir nosso papel na economia da IA, e acho bastante perturbador que a comunidade de IA não esteja dedicando mais tempo a questionar como tornar esse futuro mais amigável para os humanos . Os laboratórios pensam em como impedir que a IA se descontrole, e seus economistas-chefes estudam a perda de empregos causada pela IA. Eles não estudam quais mecanismos poderíamos introduzir para criar novas oportunidades econômicas para os humanos .
Essa questão é importante para nós da O'Reilly Media. Não nos consideramos tanto uma editora, uma produtora de conferências ou uma plataforma de aprendizado online, mas sim uma empresa que transfere conhecimento de pessoas na vanguarda para aqueles que desejam segui-las. Portanto, estamos muito interessados em saber qual é o valor da expertise humana, mesmo diante da IA .
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November 2, 9:13 AM
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Designing assignments effectively relies on the same principles as before the rise of natural language processing tools, with a few added considerations explained in this section.
As you begin to (re)design assignments in your course, we encourage asking yourself the following six questions (adapted from Derek Bruff, former director of the Vanderbilt University Center for Teaching, as written in his blog):
Why does this assignment make sense for this course? What are specific learning objectives for this assignment? How might students use AI tools while working on this assignment? How might AI undercut the goals of this assignment? How could you mitigate this? How might AI enhance the assignment? Where would students need help figuring that out? Focus on the process. How could you make the assignment more meaningful for students or support them more in the work?
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November 2, 9:09 AM
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The University’s AI landing site provides a space for U of T community members and the public to find academic and research opportunities at the University, information on technologies currently in use, institutional guidelines and policies, and updates on new artificial intelligence activities across the University. This site also shares the report produced by the AI Task Force in 2025, identifying the recommendations and strategies for the University. Additionally, a curated set of examples of how use of generative AI tools has been limited or integrated into courses, can be found through CTSI’s U of T Teaching Examples page.
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November 2, 9:08 AM
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Court documents reveal staff considered ways to ‘get academic community to disavow’ influential US author
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November 2, 9:06 AM
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It is hard to be young and to know that you are growing weaker rather than stronger. I had all the same aspirations that my nondisabled friends did, but I lived in fear of the future in a way they did not. I spent a lot of time thinking about what my life would have been like if I didn’t have SMA. The images in my head were of something like a double: myself, only rid of this one deficit, imprecisely defined, but encoded somewhere in my body.
In the 1990s, the human genome began to be mapped. Medical genetics grew ever more precise. I was vaguely aware of this, of the fact that genetic conditions such as mine were being better understood with every year. With that understanding came the possibility, however faint, that there might be some form of treatment for me beyond the interminable hours of painful, barely-worth-it physical therapy I took after school.
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November 2, 9:05 AM
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Casos recentes de contestação a obras literárias levantam discussões sobre autonomia docente, formação crítica dos estudantes e os limites da participação das famílias na escolha dos livros.
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Today, 9:12 AM
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Na capital mundial da inteligência artificial, Tristen Chang, professora de humanidades do 6º ano, está reorganizando sua sala de aula para impedir que os alunos dependam de chatbots.
A partir do ano passado, Chang eliminou as redações feitas em casa e começou a usar provas orais para avaliar os estudantes na escola onde trabalha, em São Francisco, nos Estados Unidos. Ela faz 15 perguntas sobre personagens, enredo, tema e metáfora, às quais os alunos conseguem responder em apenas cinco minutos.
"Há muito tempo a tecnologia vem transformando o ensino, mas a IA é a mudança mais drástica", afirma Chang. "Tudo foi jogado para o alto."
Estudante utilizando inteligência artificial em sala de aula - Jardiel Carvalho - 15.ago.23/Folhapress Com a disseminação da IA generativa, professores dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio nos Estados Unidos estão repensando a maneira como avaliam a aprendizagem.
Educadores estão propondo menos atividades para fazer em casa, ampliando a produção de textos e as discussões em sala de aula e reformulando tarefas para avaliar o raciocínio dos estudantes, em vez de considerar apenas suas respostas, segundo entrevistas feitas pela Reuters com professores e especialistas em educação de diferentes partes dos EUA.
Sistemas de ensino divergem sobre a IA, deixando professores a conduzir a transição entre integração, restrição ou posições intermediárias.
"Enquanto muitos adultos utilizam essas ferramentas para diferentes finalidades no trabalho, ainda não descobrimos realmente o que isso significa para a educação", afirma Antero Garcia, professor de educação da Universidade Stanford e presidente do Conselho Nacional de Professores de Inglês.
UMA PRESENÇA CONSTANTE NA EDUCAÇÃO À medida que os estudantes ganham acesso a chatbots de inteligência artificial em seus celulares e computadores, os professores estão transferindo cada vez mais atividades de aprendizagem de volta para a sala de aula. A produção de textos em classe, as aulas presenciais e as avaliações cara a cara ganham espaço.
LEIA MAIS
IA joga luz sobre como avaliações são ruins, diz presidente do comitê de educação da OCDE Inteligência artificial pode ajudar no treino de redação para vestibular; saiba dicas e cuidados Como aliar a inteligência artificial aos estudos para os vestibulares e o Enem Rusty Shabe, professor de inglês em São Francisco, dedica mais tempo à produção escrita em aula, pois alunos recorrem à IA em casa quando se sentem sobrecarregados. Um exemplo é o trabalho com alunos do 7º ano, que passam um mês desenvolvendo uma redação.
Bobson Wong, professor de matemática do ensino médio em Nova York, agora propõe menos questões de lição de casa e mais exercícios em sala, para acompanhar melhor como os estudantes resolvem os problemas.
"A IA definitivamente mudou não apenas a maneira como os alunos fazem matemática, mas também como eu a ensino", afirma Wong.
Os efeitos da inteligência artificial sobre a aprendizagem ainda são motivo de debate. Um estudo randomizado —onde os participantes são divididos de forma aleatória em diferentes grupos— realizado por pesquisadores de Harvard em 2025 constatou que um tutor de IA personalizado melhorou os resultados de aprendizagem e o envolvimento dos estudantes.
Já uma pesquisa de menor escala conduzida pelo Media Lab, da MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) também em 2025, verificou que pessoas que utilizaram o ChatGPT para escrever redações concluíram a tarefa mais rapidamente, mas aparentemente refletiram menos durante o processo.
Pesquisa da Rand em 2025 constatou que a maioria de estudantes e professores de inglês, matemática e ciências dos EUA usa IA em atividades escolares.
No ano passado, Meghan Hyland, professora de inglês nos arredores de Nova York, passou a exigir que alunos deixassem os celulares na sala ao sair, após vê-los acessar IA no banheiro.
Ela aumentou o peso das atividades em classe e reduziu a dependência de lições de casa. "Minha principal maneira de entender se eles sabem pensar criticamente precisa acontecer na escola", afirma Hyland.
Para alguns educadores, a melhor estratégia para enfrentar a IA é evitar perguntas previsíveis. Como a tecnologia é capaz de responder com facilidade a questões convencionais sobre personagens e enredos, alguns professores começaram a pedir interpretações que se afastem das ideias mais comuns.
"Procuro me esforçar bastante para criar questões às quais, pelo menos por enquanto, a IA ainda não consiga responder perfeitamente", explica Pian Rockfeld, professora de inglês do ensino médio no Bronx, em Nova York.
Entre as outras estratégias adotadas por ela está a proposta de redações que exigem a leitura de artigos acadêmicos que normalmente estão protegidos por sistemas de acesso pago, o que dificulta o acesso dos chatbots de IA a esse conteúdo.
Para alguns professores, a IA acelera a redução das telas e a retomada de cadernos, textos à mão e projetos práticos.
Rex Ovalle, professor de inglês do ensino médio em uma cidade nos arredores de Chicago, pede aos alunos que peguem um caderno de redação em uma caixa assim que a aula começa. Ele limita o uso dos computadores Chromebook a aproximadamente 10% dos dias letivos.
"Tenho percebido muito mais participação, porque não dá para se esconder quando os laptops estão guardados", afirmou Ovalle.
1 9 Como utilizar a IA nos estudos para os vestibulares e o Enem
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... Disseminados na pandemia de Covid-19, Chromebooks e outras tecnologias são reavaliados por distritos escolares diante do tempo excessivo de tela.
Nas aulas de inglês de Hyland, os alunos escrevem à mão, exceto quando precisam de adaptações específicas. Ela desenvolveu novas maneiras de avaliar a compreensão dos livros lidos, como pedir aos estudantes que façam uma demonstração culinária para mostrar o que entenderam de "Um Conto de Duas Cidades", de Charles Dickens. Um biscoito preto e branco, por exemplo, representou a famosa frase inicial do romance, que contrapõe o melhor e o pior dos tempos.
Hyland disse que procura propor atividades que envolvam "algo feito ao vivo, para que os alunos demonstrem, em tempo real, seu pensamento criativo".
Apesar das preocupações com o uso indevido da tecnologia, alguns professores estão adotando a IA como ferramenta pedagógica. Segundo eles, a tecnologia pode ajudar a encontrar artigos sobre temas específicos, elaborar cartazes para a sala de aula e criar imagens para apresentações de slides, por exemplo.
Michael Zagari, professor de ciências humanas nos arredores de Nova York, usa IA para adaptar documentos históricos a diferentes níveis de leitura e resumir artigos para aula.
Ele incentiva o uso da IA no início de pesquisas e vê pensamento crítico na formulação de comandos eficazes. "A IA não vai desaparecer. Precisamos ensinar o uso responsável da IA, assim como ensinamos o uso responsável da internet", afirma Zagari.
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Today, 9:07 AM
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Para psicóloga e pesquisadora, ter um propósito e manter a saúde social em dia é uma das chaves para ter uma vida longa e plena
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Today, 9:01 AM
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Experts say graphic images, nonstop outrage, and the 24/7 negative news cycle don’t just upset us—they alter our stress response and harm mental health.
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Today, 8:58 AM
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Nas plataformas digitais, o cuidado com a saúde e o bem-estar pode se confundir com uma obsessão por juventude e por beleza
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Today, 8:48 AM
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Medidas recentes sobre aparência dos estudantes no Peru e El Salvador se assemelham a regras que existe em escolas cívico-militares
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Today, 8:43 AM
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O Paraná chegou neste ano à liderança em todos os rankings nacionais. É possível outros Estados e o MEC aproveitarem essa experiência? O Brasil é diverso, com vários desafios e possibilidades. Mas o que fizemos no Paraná foi um trabalho robusto, bem organizado e estruturado. Não lançamos nenhum programa sem ter integração com todas as políticas públicas. Acredito, sim, que o Brasil pode aproveitar boas experiências do Paraná, como a organização de rede. Ter um sistema de gestão estruturado para apoiar os municípios e Estados, desde o estudante até a alocação de professores. Um material voltado realmente para a aprendizagem, estruturado para o estudante. Em que ele realmente vai aprender o que precisa para a vida e não uma grande torre de babel de muito conteúdo e pouca objetividade. Depois, um material de apoio ao professor é fundamental, pois a grande maioria dos professores no Brasil trabalha em mais de uma escola. Criar planos de aulas de apoio ao professor, não para substituir o que ele faz, mas para apoiá-lo. E ainda uma formação continuada entre pares; o MEC pode induzir e coordenar isso em nível Brasil, priorizando os Estados e municípios com maior dificuldade em resultados. Outro ponto para ser enfrentado é a formação inicial nas Licenciaturas e pedagogia, que precisa estar voltada para as necessidades da escola pública. Há um abismo entre o que se ensina nas universidades e o que se precisa na sala de aula.
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Today, 8:09 AM
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As redes sociais criam uma ilusão de conexão e podem aprofundar o isolamento.
Aplicativos de namoro ampliam encontros sexuais, mas contribuem para o fim do romance. Já os algoritmos podem servir de desculpa para se evitar encarar os próprios desejos.
As três avaliações são do norte-americano Bruce Fink, doutor em psicanálise pela Universidade Paris 8 e tradutor de obras de Jacques Lacan para o inglês.
Em entrevista ao UOL, ele analisa como a tecnologia e os hábitos contemporâneos afetam os relacionamentos e a relação das pessoas com sua própria individualidade.
Fink vem ao Brasil pela primeira vez em novembro para participar de atividades do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP), em São Paulo. No próximo sábado (7), dará um seminário sobre o amor.
Como as redes sociais afetam nossos relacionamentos? A maioria dos observadores concorda que as conexões proporcionadas pelas redes sociais são bastante superficiais. Elas criam uma ilusão de proximidade, quando, na verdade, nos deixam isolados diante de uma tela de computador ou de celular. Na conversa cara a cara, o inesperado e o espontâneo ganham espaço, abrindo caminhos para estreitar ou expandir os laços. Isso raramente acontece por meio de mensagens de texto, e-mails ou redes sociais. Como costumo dizer: "Toda comunicação [virtual] acaba sendo uma falha de comunicação". Depender excessivamente desses meios tende a enfraquecer e até desgastar as relações, em vez de cultivá-las e fortalecê-las, o que acaba por acentuar o isolamento das pessoas.
Como as redes sociais afetam nossa relação com a própria imagem? O uso das redes sociais acentua a preocupação constante das pessoas com a forma com que são vistas, afastando-as do inconsciente e de seus próprios impulsos. Quanto mais se concentram em comparações, em como são vistas e em como veem os outros, menos prestam atenção no que chamei de "O Sujeito Lacaniano"--em outras palavras, o sujeito do inconsciente.
Os algoritmos nos afastam dos próprios desejos? Ouço com frequência pacientes relatarem que se depararam com conteúdos pornográficos que não estavam buscando, mas que lhes foram sugeridos por algoritmos. Com isso, eles tentam se desvencilhar da responsabilidade pelo que consomem (e, geralmente, pelo ato de se masturbarem com aquilo), como se o simples clique em uma sugestão os transformasse em meros espectadores passivos. Essa é mais uma tentativa de mascarar os próprios desejos e impulsos, mantendo-os sob a superfície. No entanto, esses impulsos não deixaram de existir nem mudaram em sua essência; foram apenas deslocados em direção a outro "objeto" -- afinal, como bem apontou Freud, não há nada mais maleável e variável do que o "objeto da pulsão".
Os aplicativos de namoro estão acabando com o romance? Eu diria que os aplicativos de namoro ampliaram nossas possibilidades de encontros sexuais, mas contribuíram drasticamente para o declínio dos encontros românticos. A maioria dos pacientes que utiliza essas plataformas transa logo no primeiro encontro com quem deu match, e quase nada em termos de romance costuma se desenvolver a partir daí. Esses aplicativos alimentam a ilusão de que existe um parceiro ideal para cada um de nós -- alguém com quem simplesmente "combina" e com quem uma relação de longo prazo não exigiria um esforço enorme, aprendizado constante e lidar com altos e baixos. No entanto, convém lembrar que essa fantasia sempre esteve presente na cultura ocidental, seja na literatura romântica, no cinema ou na televisão.
A pressão por desempenho também provoca sofrimento psicológico? Tais imperativos ampliam aquela sensação, que no fundo já nos acompanha, de que sempre estamos perdendo algo, de que não somos bons o suficiente ou de que ainda não "chegamos lá". A psicanálise pode, evidentemente, ajudar as pessoas a lidarem melhor com o estresse e com as dinâmicas no ambiente de trabalho. No entanto, ao lançar luz sobre os desejos inconscientes, o analista frequentemente ajuda o analisando a perceber que vinha perseguindo objetivos que, na verdade, não eram seus. É a partir dessa escuta que muitos se encorajam a realizar transições de carreira, reconfigurar seus relacionamentos ou migrar para jornadas de trabalho de meio período, abrindo espaço para se dedicarem a atividades criativas, artísticas ou musicais.
Rótulos de saúde mental ajudam a compreender o sofrimento? Na psicanálise, incentivamos os pacientes a explorar por que são como são e como se tornaram o que se tornaram. Agarrar-se a um diagnóstico como TDAH ou a um rótulo como "trauma" (TEPT) encerra esse processo e, em geral, torna essa exploração impossível. As pessoas parecem muito felizes em adotar esses rótulos hoje como explicações prontamente disponíveis para todos os seus problemas. Rotular outras pessoas como "narcisistas" é uma nova forma de condená-las e descartá-las como defeituosas; antes usávamos termos antigos menos psicológicos como "egocêntrico" e "egoísta". Todos nós somos narcisistas até certo ponto, então rotular as pessoas dessa maneira não traz muito valor.
Qual é o papel da falta e da ansiedade na vida psíquica? Para Lacan, a falta é a fonte do desejo, e assim, sem falta, não pode haver desejo. A psicanálise foca muito mais em descobrir e trazer à tona os desejos do paciente, e em ajudá-los a encontrar um modo de perseguir esses desejos, do que em satisfação imediata -por exemplo, sufocando os desejos ao se entregar à gratificação imediata na forma de comida, bebida, drogas etc. Os lacanianos, por outro lado, acreditam que a ansiedade é inevitável na vida e pode sinalizar para nós áreas importantes a serem exploradas. Os psicanalistas não devem prometer felicidade ao final da análise, e sim a capacidade de perseguir o que se quer.
Lacan afirma que "relação sexual não existe" e que a relação idealizada é uma fantasia. Como isso pode nos ajudar a entender crises românticas e insatisfação em relacionamentos? Expectativas irreais sobre parceiros e relacionamentos começaram há séculos, desde pelo menos o surgimento do romance literário no século 16, senão mil anos antes com as obras de Homero. Romances e filmes da Disney apenas pioraram a situação, assim como a promoção contemporânea da ideia de "parceiro certo" ou "parceiro perfeito", refletida na ideia de "match" em aplicativos de namoro. Hoje, casais costumam terminar ou se divorciar diante de qualquer dificuldade ou imprevisto, ou por pequenos problemas de comunicação e falhas na hora de entender os desejos e motivos do outro.
O que fazer para contornar esses problemas? Problemas e insatisfações sempre existiram nas relações, mas chegamos a um momento da história em que o mundo social das pessoas está cada vez menor. Com isso, o parceiro carrega um peso enorme, sendo muitas vezes a única pessoa com quem se interage no dia, ou até na semana ou no mês. Esse relacionamento amoroso virou, em alguns casos, a única relação real que a pessoa tem (já que o resto é "virtual"), e quase tudo depende dele. Assim, qualquer pequena diferença entre o casal começa a parecer gigante e a gerar um desgaste enorme. Em contrapartida, a psicanálise defende que devemos aceitar que o parceiro é radicalmente diferente de nós -- uma tarefa difícil, mas extremamente saudável.
Como equilibrar as dimensões individuais e sociais do sofrimento? Os psicanalistas precisam estar cientes das condições políticas, sociais e materiais nas quais cada um de seus pacientes viveu enquanto era criança e continua a viver como adulto, condições que podem ser diferentes das dos analistas. Mas isso não deve fazê-los perder de vista o fato de que as pessoas quase sempre acabam culpando suas dificuldades na vida por essas condições, a fim de não admitirem o quanto se colocam no caminho.
O que distingue a escuta de um psicanalista da interação com uma inteligência artificial? Boa parte do trabalho não tem a ver com empatia, na minha visão. Os psicoterapeutas que se orgulham de serem empáticos com seus pacientes estão na essência fazendo o que é conhecido como "psicoterapia de apoio". Nosso trabalho não é apoiar, mas interromper e desmantelar. O que desmantelamos e interrompemos? As imagens ideais e autossuficientes que nossos pacientes têm de si mesmos, que excluem tudo que é desagradável, "socialmente inaceitável" e perturbador dentro de si. Se, por outro lado, prestarmos atenção ao que se expressa em seus deslizes de língua, sonhos, devaneios e fantasias, perceberemos que o que realmente desejam é com frequência diametralmente oposto ao que dizem querer.
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November 2, 9:13 AM
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Relatório de Imersão Alpha School NYC: o que Vimos em Uma Semana de Imersão – Notas de Campo, Estrutura e Elementos Observados a Partir de Uma Visita Técnica ao Campus de Manhattan.
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November 2, 9:09 AM
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You’ve seen the data: Fewer children are reading for pleasure, and their teachers report difficulty engaging them in reading in school and getting them to read at home. Research links the volume of text kids consume with their overall reading ability. Our newest report looks both at classroom strategies and other tactics educators have found to boost engagement in reading. A mix of modeling, teacher guidance, incentives, and parent involvement seems most likely to move the needle.
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November 2, 9:08 AM
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Levantamento também mostra que brasileiros confiam mais nas plataformas de redes sociais do que nos conteúdos publicados nelas
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Inovação Educacional
November 2, 9:07 AM
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Jamil Zaki: In the workplace, we can make two powerful cases for empathy. The first is a human case. Most adults spend most of their waking hours at the office, and right now, many of them aren’t enjoying that at all. Engagement at work has plummeted in the past several years, and connection has, too. When leaders and colleagues connect with us, make us feel understood and cared for, we feel better. Our happiness rises, and our mental health improves. For example, people who feel their colleagues are empathic call in sick for stress-related illnesses less often. That’s the human case: We can be better for one another at work.
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Inovação Educacional
November 2, 9:06 AM
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Antigamente, era fácil identificar rapidamente trabalhos acadêmicos fracos: os sinais incluíam má escrita, falta de citações relevantes e pouca interação com pesquisas anteriores, como um artigo que prometia uma estrutura conceitual “inovadora” sem reconhecer os muitos outros artigos que faziam afirmações semelhantes. Como editor associado de um periódico de bioética, eu tomava a decisão imediata de “rejeitar” esses artigos e não os enviava para revisão por pares, o que praticamente eliminava qualquer chance de publicação. Agora posso afirmar: a IA está afetando todos os aspectos da publicação acadêmica. Os leitores começaram a perceber que artigos com auxílio de IA estão sendo publicados em periódicos. Mas a IA também está criando problemas nos bastidores.
Agora, artigos fracos chegam à minha mesa com prosa fluente, argumentos plausíveis, seções bem organizadas e citações que passam pelas verificações iniciais de IA. Somente com uma análise mais profunda é que o uso de IA se torna aparente. Há frases que têm todas as características de argumentos reais, mas que raramente fazem sentido — como, por exemplo, “A triagem algorítmica funciona menos como uma ferramenta clínica do que como uma infraestrutura de responsabilização diferida”. Há citações que se referem apenas a artigos de acesso aberto ou altamente citados , porque os mestrados em direito mais populares não conseguem acessar facilmente artigos de periódicos pagos, então dependem do que é gratuito ou descrito detalhadamente em outros lugares.
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Inovação Educacional
November 2, 9:05 AM
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Relatório apresenta três macrotendências para 2027–2028 e discute como mudanças na tecnologia, nos territórios e na confiança digital podem orientar a formação de professores e as decisões estratégicas na educação
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