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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Today, 8:56 AM
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7 Short Videos on SEM—All (Parts 1 to 7) 7 Short Videos on SEM—Part 1: An Overview of The Schoolwide Enrichment Model (SEM) 7 Short Videos on S
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Today, 8:12 AM
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A Justiça de São Paulo proibiu o Jusbrasil de manter em seu site um comando destinado a orientar sistemas de IA (inteligência artificial) que prejudicavam o Escavador, portal rival que centraliza informações de processos judiciais e Diários Oficiais.
O arquivo orientava ferramentas de IA, como chatbots, a alertar usuários de que dados exibidos por concorrentes como o Escavador poderiam estar desatualizados, incompletos ou ter sido obtidos de forma ilegal.
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Inovação Educacional
Today, 8:02 AM
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Dezoito das 27 UFs (unidades da Federação) gastaram, em média, menos da metade do valor considerado ideal para financiar a educação pública entre 2021 e 2025, segundo estudo do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos). O parâmetro, chamado CAQ (Custo Aluno Qualidade), estima quanto deve ser investido por estudante ao ano para garantir condições adequadas de ensino. Os valores de referência variam de R$ 10 mil, no Rio de Janeiro, a R$ 15,5 mil, no Piauí. Na estimativa considerada mais realista pelo estudo, o Distrito Federal foi a única UF a superar o CAQ, com gasto anual de R$ 16 mil por matrícula, para um valor de referência de R$ 10 mil. Na outra ponta, o Maranhão registrou gasto médio de R$ 2,8 mil por estudante, cerca de 22% dos R$ 12,6 mil considerados ideais. Alagoas investiu em torno de 25% do referencial, e o Ceará, 28%. No Piauí, onde o CAQ é o mais alto do país, de R$ 15,5 mil por aluno ao ano, o gasto foi de R$ 3,7 mil. Minas Gerais e Rio Grande do Sul também ficaram abaixo do valor de referência até mesmo na estimativa considerada otimista pelo estudo. São Paulo, Amapá e Acre estão entre as unidades que mais se aproximam do CAQ na estimativa realista. Em São Paulo, o gasto foi de R$ 8,3 mil por matrícula, quase 77% da referência de R$ 10,8 mil, mesmo percentual que o Amapá teve. Já o Acre investiu 74% do ideal. O estudo aponta ainda que a maior parte das matrículas de estudantes pretos e pardos da rede pública está no Nordeste, onde os estados apresentam gastos por aluno inferiores à média nacional.
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October 11, 10:51 AM
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Custo por unidade produzida chegou a subir sete vezes a inflação em 26 anos e contribuiu para a desindustrialização
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October 11, 10:41 AM
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Se há algo completamente fora de meu mundo, são as redes sociais. Não frequento nenhuma. Não tenho nem sequer celular. Mas minha alienação acerca deste admirável mundo novo digital não é tão grande a ponto de achar que, porque essas tecnologias não me afetam, não afetam o mundo. Há evidências, anedóticas e científicas, de que afetam.
Uma população particularmente vulnerável são as crianças e os adolescentes. O cérebro humano usa a infância e a juventude para coletar informações sobre o mundo e, a partir delas, proceder ao ajuste fino de seus próprios circuitos. Se, nessas fases, ele é submetido a estímulos supernormais ou outras representações distorcidas da realidade, tenderá a carregar permanentemente marcas desses vieses.
Annette Schwartsman "O Algoritmo das Famílias", de Renata Cafardo, tenta desbravar esse mundo. E o faz muito bem. O desafio não era pequeno. O livro, afinal, foi concebido para tirar dúvidas dos pais no que diz respeito às vidas digitais de seus filhos, mas esse é um terreno em que há muito mais dúvidas do que certezas. A autora faz o possível. Levanta as evidências científicas que existem sobre cada um dos temas abordados, expõe controvérsias que possam existir, adapta ao contexto brasileiro e faz recomendações baseadas no bom senso.
Assim como não precisamos de um estudo científico para provar que pular de um avião sem um paraquedas é mais perigoso do que com um, é seguro concluir que deixar a molecada com o celular na mão durante as aulas gera uma distração que prejudica o aprendizado. A proibição de celulares nas escolas faz, portanto, todo o sentido, ainda que se possa debater qual o melhor desenho para a norma.
Renata destrincha várias questões que estão na ordem do dia, como veto a redes sociais para os mais jovens, acesso à pornografia, radicalização extremista, vício estimulado por truques das big techs como a rolagem infinita de telas. O leitor termina o livro mais informado do que quando o começou. A autora não ensina o caminho das pedras porque não existe um.
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October 10, 10:50 AM
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Diretrizes aprovadas pelo CNE classificam os riscos da inteligência artificial, vedam decisões automatizadas e reforçam a mediação humana nas escolas e universidades.
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Inovação Educacional
October 10, 10:48 AM
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Technology and Remote Workers Are Overrepresented Among Laid-Off Workers Gallup asked currently unemployed adults whether they were unemployed because they had been laid off. Six percent of unemployed adults said they were unemployed because of a layoff. People who previously worked in the technology industry or who worked fully remotely make up a disproportionate share of those currently unemployed because of a layoff, suggesting higher layoff rates for these groups.
Among currently laid-off workers, 13% previously worked in the technology industry, roughly double the 6% share of tech workers among the currently employed workforce. Twenty-five percent of currently laid-off workers say their previous job was fully remote, compared with 13% of currently employed adults who work fully remotely. Hybrid and on-site remote-capable workers are represented at similar rates among both laid-off workers and currently employed workers. Among laid-off workers, 28% were hybrid and 27% were on-site remote-capable. Among currently employed workers, 26% are hybrid and 31% are on-site remote-capable. These differences are statistically equivalent. Other occupation and industry groups appear in roughly similar proportions across both the working and laid-off populations. Laid-off workers generally mirror the broader workforce in terms of employment level and job type. For example, 37% of currently laid-off workers held technical or professional positions (typically desk- and office-based positions) in their last job, matching the share of the overall workforce. This suggests these workers, as a group, do not face a greater risk of layoff. Managers show a similar pattern, making up 11% of laid-off workers versus 9% of the total workforce, a statistically similar share.
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October 10, 10:36 AM
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A UC Berkeley researcher co-authored a study that raises profound questions about how we interact with artificial intelligence in education — and daily life.
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October 10, 10:30 AM
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Um centro dedicado ao aperfeiçoamento das avaliações e dos indicadores educacionais do Brasil, articulando pesquisadores e especialistas em torno das evidências.
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October 10, 10:28 AM
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Estudo feito em parceria com o Instituto Rui Barbosa e Tribunais de Contas traz também um mapeamento de boas práticas na etapa O Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) em parceria com o Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB) lançou, nesta quinta-feira (25 de junho), o estudo “Educação que Faz a Diferença”, que reconhece 118 redes de ensino municipais com bons resultados no Ensino Fundamental. Cada uma delas recebe um selo de qualidade, de acordo com patamar em que se encontra: Excelência, Bom Percurso ou Destaque Estadual. A pesquisa teve a participação de todos os 28 Tribunais de Contas brasileiros com jurisdição na esfera municipal.
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October 10, 10:26 AM
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Estudo “Tecnologias Digitais nas escolas municipais do Brasil: cenário e recomendações” revela desigualdades importantes entre as redes, que impactam diretamente nos processos de ensino e aprendizagem
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Inovação Educacional
October 10, 10:25 AM
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Documento do Iede, com parceria técnica do IMPA e do Lepes e apoio da B3 Social, traz panorama do ensino e da aprendizagem de Matemática no País e aponta que é raríssimo um estudante de baixo nível socioeconômico (NSE) com aprendizado adequado na disciplina
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Today, 11:00 AM
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Mas a IA também está criando um novo tipo de trabalho que pode estar consumindo grande parte do tempo que a própria tecnologia está economizando.
Chame isso de “imposto de verificação”, “cuidado com bots” ou “retrabalho” — é a tarefa, frequentemente árdua, de verificar se o resultado gerado pela IA é preciso, seguro e utilizável, e isso está criando um gargalo estritamente humano na automação por IA.
“A restrição fundamental ao crescimento não é mais a inteligência”, escreveu Christian Catalini, pesquisador associado e professor do MIT Sloan, a escola de negócios do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em um artigo de trabalho publicado em fevereiro. “É a largura de banda de verificação humana”, explicou.
Em outras palavras, disse Catalini ao DealBook, do NYT, “a única IA útil é aquela que é verificada”.
Freio em ganhos de eficiência Esse trabalho de verificação e organização das tarefas da IA pode estar atenuando alguns ganhos de eficiência. Uma pesquisa com 3,2 mil funcionários e líderes empresariais realizada pela plataforma de recursos humanos Workday constatou que, em média, eles usavam cerca de 37% do tempo economizado por meio da IA para corrigir, esclarecer ou reescrever resultados de baixa qualidade.
Economistas do Google pesquisaram 600 cientistas e descobriram que, embora o uso de IA tenha lhes poupado sete horas por semana em média, quase 90% daqueles que economizaram tempo disseram gastar um décimo desse período verificando os resultados fornecidos pela IA, e 46% disseram gastar mais de um quarto.
Erro: Claude, IA da Anthropic, enviou denúncia falsa de caso de homicídio não resolvido à polícia nos EUA Cerca de 40% dos cientistas também relataram que seu volume de hipóteses não testadas havia crescido em comparação com três anos atrás. Isso sugere que a IA gera soluções potenciais e previsões rapidamente, mas que a realização de experimentos físicos ou ensaios clínicos para testá-las não ficou necessariamente muito mais rápida.
“Basicamente, descobrimos que os gargalos parecem estar se deslocando para etapas posteriores do processo”, disse Mihai Codreanu, economista sênior de pesquisa do Google e coautor do artigo.
A IA está economizando tempo e a expectativa é de que economize ainda mais, mas automatizar uma tarefa não encerra o cálculo. Frequentemente, é o início de uma nova fase no fluxo de trabalho.
As empresas de tecnologia, por exemplo, podem usar IA para gerar milhares de linhas de código por hora. No entanto, a Amazon e outras ainda exigem que um ser humano revise esse código. A eficiência total delas depende menos de quanto trabalho pode ser gerado do que da capacidade humana de garantir que o código faça o que se supõe que ele faça.
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Today, 8:22 AM
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"Por que eu penso tão rápido?" Essa foi uma das questões elaboradas por crianças brasileiras superdotadas, a convite da Folha, para esta entrevista com um dos maiores especialistas no assunto, o psicólogo norte-americano Joseph Renzulli, 90.
Professor emérito da Universidade de Connecticut (EUA), ele pesquisa a superdotação há mais de cinco décadas e, nos anos 1970, ajudou a mudar a maneira como se define quem é superdotado, o que, até então, era exclusivamente associado a testes de QI (em geral, QIs a partir de 130).
O psicólogo norte-americano Joseph Renzulli, 90, que estuda a superdotação há mais de cinco décadas e revolucionou a maneira como se define quem é superdotado - Divulgação Criou a concepção dos três anéis, segundo a qual a superdotação se dá quando há uma intersecção entre três características, representadas por círculos: habilidade acima da média, criatividade e forte comprometimento com as tarefas.
Revolucionou a forma de se trabalhar com a superdotação na educação, ao desenvolver o Modelo de Enriquecimento Escolar. A proposta é proporcionar, inicialmente a todos os alunos, experiências variadas para despertar interesses. Os que demonstram envolvimento avançam para práticas que desenvolvem suas habilidades e, depois, para projetos em que aprofundam seus interesses e produzem algo concreto.
Renzulli reagiu com ressalvas quando soube, na entrevista, da nova lei brasileira, aprovada em junho, que define que se crie um cadastro nacional de alunos superdotados, para que eles recebam atendimento educacional especializado e sua trajetórias sejam acompanhadas.
"Um dos problemas de um cadastro é que geralmente olhamos apenas para um aspecto, os resultados de QI ou de testes de desempenho", afirmou. "E isso pode deixar de fora muitas crianças que têm interesses diversos e poderiam se beneficiar de programas de aprofundamento do conhecimento."
Oficialmente aposentado, Renzulli segue trabalhando em casa, de onde concedeu, por vídeo, esta entrevista. Orienta pesquisadores, escreve artigos e dissemina materiais de apoio à formação de professores.
"Se queremos que os países cresçam, precisamos que, cada vez mais, crianças comecem a trabalhar em suas ideias em vez de memorizar informações do quadro-negro a semana toda para fazer uma prova na sexta-feira", afirmou. "Um país grande como o Brasil tem uma quantidade ilimitada de potencial humano nos jovens. Só temos que descobrir as melhores maneiras de desenvolvê-lo."
Temos no Brasil uma nova lei para estudantes superdotados. Ela prevê a criação de um cadastro nacional para identificar esses alunos e acompanhar suas trajetórias. Em um país com um sistema de ensino complexo e desigual como o brasileiro, é possível identificar superdotados em escala nacional? Um dos problemas de um cadastro é que geralmente olhamos apenas para um aspecto, os resultados de QI ou de testes de desempenho.
Vamos dizer que é preciso ter QI 130 para ser incluído no cadastro, e uma criança tem 129, então não é considerada... Você pode ter uma criança muito interessada em ciência, por exemplo, que quer estudar, digamos, a migração de piranhas na Amazônia. Mas você diz: "Ela não está na lista, então não pode fazer isso".
Interesses fortes são tudo. E, se uma criança tem um interesse forte, ela vai trabalhar muito mais, vai gostar mais de aprender, vai produzir e criar mais. No Modelo Triádico de Enriquecimento, tentamos oferecer oportunidades para todos os estudantes, que são expostos a experiências extracurriculares de variados temas, como palestras, filmes, uma excursão a um museu de ciência ou de arte.
E isso é bom para todos. Mas as crianças que realmente ficam entusiasmadas com aquilo deveriam ter a oportunidade de ir adiante, estejam elas em alguma lista ou não.
O sr. acredita, então, que um cadastro nacional não funcionará bem? A questão é: como se entra na lista? Se vamos colocar crianças na lista somente com base em um resultado de inteligência ou de desempenho, vamos deixar de fora muitas que têm alta criatividade, alto comprometimento com a tarefa. E essas duas habilidades são tão importantes quanto a capacidade acima da média. E, quando digo capacidade acima da média, não quero necessariamente dizer capacidade superior. Quero dizer que elas podem ser mais inteligentes do que a média. Isso não significa que tenham QI 130.
E isso é importante para um país porque são esses tipos de pessoas que impulsionam a economia. São as pessoas que abrem empresas, escrevem livros, fazem pesquisas. E o que as pesquisas nos dizem é que muitas das pessoas famosas por grandes feitos e invenções não necessariamente tiveram um QI superalto. Mas tinham, funcionando juntas, as três características dos círculos [habilidade acima da média, criatividade e forte comprometimento com as tarefas]. Nos EUA não temos um cadastro nacional, até porque a educação é definida em nível estadual.
Ainda tem força o estereótipo do superdotado gênio da matemática? Falo sobre dois tipos de superdotação. Um é a superdotação na aprendizagem de lições. Esses alunos aprendem muito bem o currículo. Vão bem nos testes, têm notas altas. O outro tipo é a superdotação criativo-produtiva. Eles produzem coisas, participam de competições de ciências, de redação, de teatro. E essas competições podem ser boas até para alunos que não estão em listas.
Por outro lado, quando uma criança superdotada não é reconhecida, não recebe apoio para desenvolver suas habilidades, ela pode sofrer muito... Pode ser muito frustrante, e não somente para os superdotados. Crianças com interesses fortes, curiosidade, criatividade e comprometimento com as tarefas podem ficar extremamente frustradas. A formação dos professores é essencial. Eles devem ser formados para identificar esses alunos de maneiras diferentes, não apenas com provas. Desenvolvemos instrumentos para auxiliá-los. O mais conhecido é chamado de Interest-A-lyzer. Crianças ou adultos respondem a perguntas que nos ajudam a identificar seus interesses mais fortes. Temos vídeos também para orientar professores.
Qual é o maior erro que a sociedade comete em relação aos superdotados? O maior erro é que damos crédito demais a provas. Por que não avaliamos também quantas crianças escreveram e publicaram artigos, poemas, histórias, fizeram filmes, participaram de competição de ciências, se apresentaram em uma peça de teatro? É mais importante do que simplesmente olhar para resultados de provas. Isso estrangula o sistema educacional, que está estagnado porque se baseia em quanta informação posso despejar na cabeça das crianças para que elas façam provas. E informação obviamente é importante, mas não tem valor se não for usada para criar ou produzir alguma coisa.
Passo, agora, aos estudantes superdotados convidados pela Folha para elaborar perguntas ao sr.
Alexandre Almeida, 19, estudante de medicina da USP: "No passado, pensava-se que a superdotação era predominantemente determinada por fatores genéticos, mas pessoas como o sr. mostraram o papel desempenhado pelo ambiente no qual uma pessoa superdotada se desenvolve. Estamos mais perto de compreender como diferentes aspectos do ambiente influenciam o desenvolvimento da superdotação? Não podemos fazer nada a respeito dos efeitos genéticos, podemos? Mas podemos fazer a respeito dos efeitos ambientais. Costumo falar dos três "Es": Enjoyment [prazer], que leva a Engagement [engajamento], que leva a Experiences [experiências] em aprendizagem mais avançada. Podemos proporcionar aos jovens atividades prazerosas. Nem toda atividade será prazerosa para todos os estudantes, mas para uma, duas, cinco crianças que levantam a mão para fazer perguntas. Isso deveria ser um ponto de partida que leva a algum tipo de engajamento, a se fazer alguma coisa com aquela energia, com aquele interesse.
Interesse, para mim, é o núcleo de tudo para a produtividade criativa. O debate sobre o fator genético tem sido um dos mais longos na história do estudo da superdotação. Sim, há pessoas que são tradicionalmente mais inteligentes no que chamo de superdotação escolar. Elas aprendem bem suas lições, tiram boas notas. A ideia, porém, é fazer com que usem essas informações para criar alguma coisa que seja útil para algum público.
Outra pergunta do Alexandre: "Vivemos em um mundo com redes sociais e temos associações para pessoas superdotadas, mas, ao mesmo tempo, estamos mais isolados, as pessoas tendem a se encontrar e interagir menos. Quais são os principais desafios de socialização para um superdotado?" As redes sociais mudaram o mundo e podem ser usadas de maneiras positivas, para realmente aproximar as pessoas. Vi alguns projetos em que crianças dos EUA, do Vietnã e da Coreia do Sul estavam todas trabalhando juntas, via redes sociais, em um determinado projeto.
Alexandre Andrade de Almeida, 19, é estudante do segundo ano da Faculdade de Medicina da USP e bolsista de iniciação científica pela Fapesp no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Diagnosticado com dupla excepcionalidade (superdotação e TEA), soma um histórico de 100 medalhas em olimpíadas científicas nacionais e internacionais —com destaque para as pratas na Olimpíada Internacional de Biologia (IBO), na Olimpíada Europeia de Física (EuPhO) e na Olimpíada Internacional Júnior de Ciências (IJSO)—, além de ter conquistado a nota máxima em Matemática no Enem por dois anos consecutivos - Arquivo pessoal Rafael Kessler, 12: "Que conselho o sr. daria a uma criança superdotada que, aos 10, inventou uma fórmula matemática, criou uma língua e desenvolveu nomes para números extremamente grandes. Esse menino sou eu." O melhor conselho é tentar encontrar alguém em uma universidade próxima, algum órgão do governo ou empresa que possa ajudar essa criança. Professores de sala de aula regular talvez não consigam dar esse tipo de ajuda. Oportunidades, recursos e experiências que temos por meio das redes sociais podem ajudar, por exemplo, a colocar essa criança para conversar com um professor famoso online, explicando seu trabalho. Não seria bom se uma criança interessada em poesia pudesse conversar com o poeta mais conhecido do Brasil?
A segunda pergunta do Rafael: "Tenho uma curiosidade muito incomum e gosto de criar coisas que ainda não existem. O que crianças como eu podem fazer para desenvolver mais essas ideias, transformar essa curiosidade em conhecimento e, no futuro, contribuir para a ciência e a sociedade?" Comece localmente. Encontre outras crianças com interesses semelhantes, que podem estar em outras séries, para trabalhar em projetos com você. E vá para a internet, onde poderá entrar em contato com pessoas famosas que trabalham na sua área de interesse.
Rafael Kessler, 12, que é superdotado e autista; aos 10, ele criou uma fórmula matemática. Desenvolvida a partir de um problema da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), a Fórmula Kessler já o levou a palestrar em Harvard, no Wyss Institute, durante o Global Health Catalyst Summit 2026, relacionando sua descoberta matemática à pesquisa de biomarcadores de câncer. Medalhista em competições de matemática, também desenvolve projetos em tecnologia e programação, destacando-se pela capacidade de transformar ideias originais em pesquisa e inovação com alcance internacional. - Gabriela Biló - 15.jul.26/Folhapress Sara Gomide, 10: "Por que não consigo dormir longe de casa, com outras crianças [especialmente em viagens escolares e na casa de amigos]?" Muitos estudos têm sido produzidos nos últimos anos sobre o desenvolvimento social e emocional dessas crianças. Sempre nos sentimos melhor quando estamos com quem compartilha os mesmos interesses, que respeitam o fato de não necessariamente acreditarmos nas mesmas coisas. Interações sociais são importantes. Não fique com as crianças que estão xingando você. Encontre outras que gostem do que você gosta.
E a última pergunta da Sara: "Por que eu penso tão rápido?" O cérebro humano é muito complexo. E algumas pessoas pensam rápido, algumas, devagar, outras, só sobre certos tipos de coisas. Não tenho uma resposta fácil. Deveríamos encorajar e recompensar as crianças por sua curiosidade, por sua disposição de querer estudar alguma coisa nova ou se reunir com quem tem interesse naquela área. E, se você estiver com pessoas com os mesmos interesses, não vai ser xingada por ser inteligente.
Sara Manni Gomide, 10, é uma exímia desenhista, ligada às artes. Desde cedo, as habilidades motoras precoces impressionam. Com 3 anos, passou a andar de patins, até chegar à equipe de pré-competição artística com apenas 7 anos de idade. Hoje, ela joga futebol e faz Kung Fu. Ela é a menina das perguntas profundas e filosóficas e a área de interesse são os animais, sobre os quais ela dá uma aula (inclusive sobre evolução). A forma como ela se conecta e interpreta o comportamento dos animais sempre surpreende quem está perto. - Karime Xavier - 15.jul.26/Folhapress RAIO-X - JOSEPH RENZULLI, 90 Professor emérito da Universidade de Connecticut (EUA), que abriga o Centro Renzulli para Criatividade, Educação de Superdotados e Desenvolvimento de Talentos, referência global no desenvolvimento de metodologias pedagógicas voltadas para altas habilidades e superdotação. Ganhou, em 2009, o prêmio Harold W. McGraw, Jr., um dos mais renomados do mundo na área educacional.
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Today, 8:10 AM
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Dados não se bebem", proclama um cartaz. Em outro, o logotipo do Google aparece algemado. Às margens do golfo de Bengala, na Índia, cresce a oposição ambiental aodata center que a gigante tecnológica americana pretende instalar para alimentar seus sistemas de IA.
A cidade de Visakhapatnam, no sudeste da Índia, foi escolhida pelo Google para abrigar aquele que deverá ser seu maior centro de dados fora dos Estados Unidos, com capacidade de 1 gigawatt.
O investimento prometido, de cerca de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 75 bilhões), foi recebido de braços abertos pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, decidido a inserir plenamente seu país na corrida mundial pela inteligência artificial.
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October 11, 10:53 AM
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Mas Fisher fazia questão de distinguir uma "mera alta de preços", também conhecida como inflação, de "uma alta de preços mais rápida do que o aumento das rendas". Um carrinho cheio de compras pode custar mais dinheiro sem se tornar mais difícil de obter, caso os salários estejam subindo no mesmo ritmo.
Os produtos dentro do carrinho também podem mudar. Alexander Konüs, um economista russo, definiu o custo de vida em 1924 como o gasto necessário para assegurar um determinado "estado de satisfação de necessidades".
Se alguns preços sobem e outros caem, consumidores astutos mudam seus hábitos de compra em resposta. Eles satisfazem suas necessidades comprando menos dos itens caros e mais dos mais baratos, "sem necessariamente alterar o patamar do seu padrão de vida".
Os economistas do FMI adotam uma definição prática, focando em aumentos atípicos no custo de necessidades básicas, como alimentação e energia. É difícil encontrar alternativas para esses bens. E seus preços oscilam violentamente, ao contrário de outros serviços essenciais, como os cuidados de saúde.
Para diferenciar crises de custo de vida de uma mera inflação, eles descartam casos em que a alta do preço dos alimentos e combustíveis é acompanhada por um aumento mais amplo nos salários ou nos preços ao consumidor em geral.
Por essa definição, quase 90% dos 85 países estudados sofreram uma crise de custo de vida nos últimos 20 anos. 11 enfrentaram três ou mais. Numa crise típica, o custo de necessidades básicas sobe mais de 8% em relação a outros preços ao longo de 18 meses, podendo permanecer elevado por vários anos. Os salários não acompanham o ritmo. No pior momento, os salários ajustados pela inflação caem até 5,9% em comparação com um cenário sem crise.
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October 11, 10:46 AM
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Existe padre ou pastor que pede voto na igreja? Existe. Mas isso só acontece numa fatia bem pequena delas.
É uma afirmação que contraria o senso comum sobre o "voto de cajado", prática em que lideranças religiosas orientam ou pressionam seus fiéis a seguir determinada visão política. E ela vem ancorada em dados.
Um estudo conduzido pela More in Common Brasil em parceria com o Passagens, grupo de pesquisa da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), analisou 7.456 missas e cultos em 25 estados (menos o Acre), mais o Distrito Federal, durante os dois domingos que antecederam o primeiro turno das eleições.
Culto na Zion Church no domingo do primeiro turno - Jardiel Carvalho/Folhapress Além de 1.785 templos católicos espalhados pelo país, os pesquisadores monitoraram 3.596 cultos batistas e 2.075 da Assembleia de Deus, duas denominações evangélicas bastante populares e pulverizadas —igrejas sob sua aba podem ter autonomia absoluta e inclusive discordarem entre si em aspectos administrativos e também políticos.
A meta era descobrir quanto de fato se vê de discurso político nas igrejas. Saldo: apenas 237 transmissões (3,2%) das reuniões nos dias 20 e 27 de setembro tiveram propaganda eleitoral. O levantamento a define como "todas as práticas que promovem ou atacam uma candidatura, direta ou indiretamente", do pedido explícito de voto à bênção de um candidato ou campo político.
Cinco vezes menos, portanto, do que os 1.141 conteúdos (15,3%) enquadrados como cívicos —pregações contra a polarização e estímulos ao voto consciente, sem indicar candidato "a" ou "b" nem sinalizar predileção por direita ou esquerda, por exemplo.
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October 10, 10:58 AM
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We study whether access to off-the-shelf generative AI changes how much students learn in a timed assignment. In a proctored, in-person randomized experiment, undergraduates study an unfamiliar topic and write an essay with or without AI, then complete unaided assessments immediately and one week later. AI access raises test scores, and a smaller gain persists a week later. Gains remain for students who use AI as a tutor ("augmentation") and fade for students who have AI write for them ("automation"). We document two mechanisms: students shift time from writing toward reading and searching for information, and report greater learning enjoyment.
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Inovação Educacional
October 10, 10:49 AM
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A partir de experiências de professores de 13 países, incluindo o Brasil, novo relatório propõe oito princípios para orientar formação, avaliação, equidade e uso responsável da inteligência artificial na educação
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Inovação Educacional
October 10, 10:47 AM
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While tutoring platforms enhanced by generative AI introduce new concerns around accuracy, pedagogical judgment, and possible dependence, the evidence shows that these platforms can hold numerous benefits for students—if designed responsibly.
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Inovação Educacional
October 10, 10:30 AM
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Pesquisa divulgada com exclusividade pelo g1 analisa projetos bem-sucedidos de municípios que alcançaram bons resultados mesmo entre alunos de baixo nível socioeconômico.
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Inovação Educacional
October 10, 10:29 AM
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Livro reúne artigos de pesquisadores e gestores educacionais e mostra como indicador teve papel decisivo na consolidação de uma cultura de monitoramento da aprendizagem. Obra apresenta como índice possibilitou distorções e gerou incentivos contraditórios no ensino
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Inovação Educacional
October 10, 10:28 AM
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O estudo é fruto de uma parceria entre a Fundação Telefônica Vivo, o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com apoio técnico do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede)
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Inovação Educacional
October 10, 10:25 AM
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Os estudantes brasileiros que chegam aos níveis mais altos de aprendizagem no Pisa (Programme for International Student Assessment) — uma avaliação internacional, aplicada a alunos de 15-16 anos — têm, em geral, melhores hábitos de leitura: entre os que afirmaram ter lido um texto com mais de 100 páginas no ano, 29% conquistaram pelo menos o nível 4 (em uma escala até 6) em Leitura no Pisa 2018. Entre aqueles que disseram ter lido somente uma página ou menos, apenas 5% alcançaram o mesmo patamar. Essas são algumas das constatações do estudo “A relação entre hábito leitor e indicadores socioeconômicos e educacionais”, lançado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) em parceria com a Árvore, plataforma gamificada de leitura. Acesse aqui o estudo completo
As análises, feitas a partir dos microdados do Pisa 2018, mostram que um bom hábito leitor não está associado apenas a melhores resultados em Leitura, mas também em outras disciplinas, como Ciências e Matemática. Um terço dos estudantes que leem textos longos (com mais de 100 páginas) alcançou pelo menos o nível 3 nessas três disciplinas no Pisa 2018. Já entre os que leem pouco (menos de uma página), 6% conseguiram o mesmo resultado.
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Inovação Educacional
October 10, 10:24 AM
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Guia tem como objetivo apoiar secretarias de secretarias de educação e gestores escolares na identificação e dimensionamento das desigualdades raciais existentes em suas redes de ensino ou escolas
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