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Comércio com IA avança e muda disputa no ecommerce

Comércio com IA avança e muda disputa no ecommerce | Inovação Educacional | Scoop.it
Analistas do BTG Pactual dizem que agentes de IA se tornaram uma nova plataforma de distribuição
Amazon, Mercado Livre e Walmart desenvolvem ferramentas próprias e adotam estratégias diferentes para disputar espaço
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Os desafios da proteção social no Brasil

Laura Muller Machado e Fernando de Holanda Barbosa Filho discutem os caminhos para aprimorar as políticas sociais.

Machado reconhece e elogia os resultados do programa no combate à pobreza, mas avalia que o mecanismo de transição não oferece segurança suficiente para quem consegue aumentar a renda.

A regra atual de transição do Bolsa Família permite que famílias cuja renda mensal por pessoa ultrapasse R$ 218, limite de entrada no programa, continuem recebendo 50% do benefício por até 18 meses, desde que a renda per capita não ultrapasse R$ 706. Se esse teto for superado, porém, o benefício é cancelado antes do fim do período de transição.

Os economistas defendem a adoção de um modelo de saída mais gradual, semelhante ao sistema norte-americano, o TANF (Temporary Assistance for Needy Families), em que a redução dos benefícios acontece de forma proporcional e progressiva. “Se você não dá essa segurança de uma saída gradual, você desincentiva essa pessoa a tentar dar esse passo adiante”, diz Fernando.

Fernando, por sua vez, alerta para os efeitos que períodos prolongados fora do mercado formal podem ter sobre as habilidades profissionais e as chances de reinserção no emprego. “Quanto mais tempo o indivíduo passa apenas dependendo do auxílio, mais o seu conhecimento profissional se deprecia e mais difícil se torna a adaptação à rotina de trabalho. Isso exige depois um esforço de requalificação muito mais custoso e intensivo”, observa.

 

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Today, 3:01 PM
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IA pode ganhar prêmio literário? França lança concurso para obras escritas com robôs

IA pode ganhar prêmio literário? França lança concurso para obras escritas com robôs | Inovação Educacional | Scoop.it

A França lançou um prêmio literário dedicado a obras de ficção escritas em parceria com ferramentas de inteligência artificial (IA). Batizado de Prix Pascal de Littérature IA, o concurso é aberto a participantes de qualquer nacionalidade, desde que os manuscritos sejam inéditos e escritos em francês. O vencedor terá a obra publicada, em uma iniciativa que busca discutir o papel da tecnologia na criação literária.
Tragédia vira arte: Condenado à morte e preso por 42 anos, artista ganha liberdade e faz sua primeira exposição individual
Criado pelos empreendedores Philippe Rodriguez, Albin Serviant e Gilles Mentré, o prêmio homenageia Blaise Pascal, filósofo, escritor e matemático francês que contribuiu para o desenvolvimento de uma das primeiras calculadoras mecânicas. A proposta é reconhecer a qualidade literária dos textos produzidos pela colaboração entre humanos e sistemas de IA, e não a tecnologia utilizada em si.
Os candidatos deverão apresentar um manuscrito de ficção com extensão entre 10 mil e 50 mil palavras, além de informar qual modelo de inteligência artificial foi empregado e quais comandos foram utilizados na produção do texto. Entre as ferramentas aceitas estão ChatGPT, Claude, Gemini e LLaMA.
As obras também deverão abordar, de alguma forma, desafios éticos, sociais ou ambientais que ameaçam a humanidade. A iniciativa, portanto, não se limita a premiar textos produzidos com auxílio tecnológico, mas estabelece um recorte temático para as narrativas concorrentes.
As inscrições foram abertas nesta terça-feira, 20 de outubro, e vão até o dia 30 de novembro. A organização pretende selecionar dez finalistas e anunciar o vencedor no início de dezembro. O júri será formado por escritores, críticos, jornalistas, filósofos e editores, com os nomes dos integrantes previstos para serem divulgados no início de novembro.
O candidato pode ser de qualquer país, mas o concurso exige que o texto seja inédito e em francês. O vencedor terá como prêmio a publicação da sua obra.
Polêmica sobre IA na literatura
A criação do Prix Pascal ocorre em meio a controvérsias sobre o uso de inteligência artificial em concursos literários. Neste ano, a discussão ganhou força após denúncias de que obras concorrentes ou vencedoras de prêmios importantes teriam sido produzidas com auxílio de ferramentas generativas.
Um dos casos recentes envolve o escritor haitiano-canadense Thelyson Orelien. Seu romance "C'était ça ou mourir" venceu o prêmio literário da Fnac, na França, em setembro, mas ele foi posteriormente retirado da lista de concorrentes ao Goncourt, uma das principais premiações literárias do país, após acusações de uso de inteligência artificial. A editora canadense Boréal anunciou posteriormente o fim da relação profissional com o autor após confirmar o emprego da tecnologia na escrita do livro.
O debate também levanta questões sobre os limites entre o uso da IA como ferramenta de pesquisa, revisão ou orientação e sua participação direta na elaboração de um texto. Enquanto algumas premiações discutem regras para restringir ou declarar o uso da tecnologia, o Prix Pascal adota uma abordagem diferente: aceita explicitamente a colaboração entre autores humanos e sistemas de inteligência artificial.

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Today, 9:53 AM
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Qual é a IA da Meta que está no centro de um debate sobre favorecimento eleitoral no Brasil?

Qual é a IA da Meta que está no centro de um debate sobre favorecimento eleitoral no Brasil? | Inovação Educacional | Scoop.it
Conteúdos gerados pela Meta AI fez a empresa de Mark Zuckerberg ser acusada de favorecer a candidatura de Flavio Bolsonaro à presdiência do país
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Today, 9:52 AM
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Hotel na Malásia começa a usar 'robôs camareiros' para liberar funcionários de tarefas repetitivas; veja fotos

Hotel na Malásia começa a usar 'robôs camareiros' para liberar funcionários de tarefas repetitivas; veja fotos | Inovação Educacional | Scoop.it
Iniciativa da YYForce busca automatizar atividades rotineiras e permitir que equipes dediquem mais tempo ao atendimento dos hóspedes
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Today, 9:32 AM
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Fim da fotografia de banco de imagens? A ameaça existencial da Getty Images em meio ao boom da GenAI | Fongmula | Francis Fong

Fim da fotografia de banco de imagens? A ameaça existencial da Getty Images em meio ao boom da GenAI | Fongmula | Francis Fong | Inovação Educacional | Scoop.it
Durante décadas, a Getty Images dominou a mídia visual global como a principal plataforma de licenciamento para fotografia comercial e imagens editoriais. Hoje, a gigante do banco de imagens representa um alerta contundente sobre a disrupção causada pela inteligência artificial, tendo perdido mais de 99% de seu valor de mercado máximo e caído para o patamar de ações de baixo valor. Enfrentando dívidas elevadas e a crescente concorrência de imagens geradas por IA, a empresa agora planeja iniciar um processo acelerado de recuperação judicial (Chapter 11), uma grande reestruturação após o fracasso de sua fusão planejada com a rival Shutterstock.

O rápido avanço das plataformas de IA generativa – como Midjourney, DALL-E e Stable Diffusion – reescreveu fundamentalmente as regras da criação de conteúdo. Ao permitir que equipes de marketing e criadores gerem visuais personalizados e de alta resolução a partir de simples instruções de texto em segundos, as ferramentas de IA reduziram drasticamente a necessidade de licenciamento tradicional e dispendioso por imagem. À medida que os clientes corporativos priorizam cada vez mais a velocidade e a relação custo-benefício, a dependência de repositórios de imagens convencionais despencou, corroendo severamente as fontes de receita em toda a cadeia de suprimentos de mídia visual.

Agravada por uma dívida esmagadora que ultrapassa US$ 1,4 bilhão (HK$ 10,92 bilhões), a gigante tradicional enfrenta agora uma crise existencial sem precedentes. A Getty Images tentou defender seu território em múltiplas frentes, movendo ações judiciais de grande repercussão por violação de direitos autorais contra desenvolvedores de IA por extração não autorizada de dados, ao mesmo tempo em que lançou seu próprio gerador de IA, com isenção de responsabilidade comercial, treinado exclusivamente com conteúdo licenciado. No entanto, essas medidas defensivas não conseguiram impedir a migração dos usuários para plataformas de IA mais baratas, rápidas e adaptáveis.

A queda dramática da empresa evidencia uma transformação estrutural mais ampla que está remodelando as indústrias criativas e de propriedade intelectual em todo o mundo. À medida que algoritmos poderosos corroem as vantagens competitivas consolidadas do conteúdo, os fornecedores tradicionais não podem mais confiar em modelos de licenciamento convencionais. Analistas do setor alertam que a sobrevivência na era da IA ​​generativa exigirá que as empresas de mídia visual se adaptem rapidamente, priorizando o fornecimento de conjuntos de dados de alta qualidade para treinamento de modelos, estruturas de conformidade legal e uma integração mais profunda com fluxos de trabalho criativos automatizados.
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Today, 8:46 AM
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Pirataria digital no agro leva empresas à Justiça

Pirataria digital no agro leva empresas à Justiça | Inovação Educacional | Scoop.it
A ofensiva mira a venda de licenças irregulares e o desbloqueio clandestino de funcionalidades que funcionam sob assinatura em máquinas originais. Esse mercado paralelo tem crescido conforme a digitalização do campo se expande.

A fraude atinge softwares de ordenha, de sinal de precisão agrícola e de maquinário, como tratores e colheitadeiras.
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Today, 8:40 AM
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Exclusive | Musk Ordered Starlink Slowdown That Blindsided Ukraine 

Exclusive | Musk Ordered Starlink Slowdown That Blindsided Ukraine  | Inovação Educacional | Scoop.it
The SpaceX founder authorized the move and has been discussing Ukraine with Trump, but the president has denied ordering the restrictions
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October 21, 3:17 PM
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FT: Boom de US$ 10 trilhões em infraestrutura de IA nos EUA começa a dar sinais de desgaste | Empresas

FT: Boom de US$ 10 trilhões em infraestrutura de IA nos EUA começa a dar sinais de desgaste | Empresas | Inovação Educacional | Scoop.it
Atrasos em projetos, reação negativa da opinião pública e abalo na confiança dos investidores estão expondo os limites da expansão dos centros de dados
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October 21, 2:53 PM
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The 2026 State Of AI In The Church: 93% Of Pastors Are In. Now What? - ChurchTechToday.com | Resources For Today's Church Pastor And Church Tech Teams

The 2026 State Of AI In The Church: 93% Of Pastors Are In. Now What? - ChurchTechToday.com | Resources For Today's Church Pastor And Church Tech Teams | Inovação Educacional | Scoop.it
The 2026 State of AI in the Church
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October 21, 2:45 PM
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Michael Page: contratação de temporários cresce dez vezes em uma década e chega a nível sênior

Michael Page: contratação de temporários cresce dez vezes em uma década e chega a nível sênior | Inovação Educacional | Scoop.it
Empresas buscam especialistas para projetos com prazo definido; vendas e marketing lideram avanço em 2026, e 60% dos temporários são efetivados, segundo a consultoria
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October 21, 2:44 PM
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O alerta vindo dos funcionários da Anthropic: a IA deve tornar boa parte do trabalho humano obsoleto

O alerta vindo dos funcionários da Anthropic: a IA deve tornar boa parte do trabalho humano obsoleto | Inovação Educacional | Scoop.it
A maioria dos profissionais da empresa afirmou que a IA será capaz de executar pelo menos 80% de suas tarefas até 2030. Entre os trabalhadores americanos, apenas 5% pensam dessa maneira.
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October 21, 11:10 AM
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Empires of AI: The Rise and Fall of a New Global Order

Empires of AI: The Rise and Fall of a New Global Order | Inovação Educacional | Scoop.it
CRASH TEST
Not all imperial arms races end in war, but rivals competing for primacy over a new technology have a high propensity for conflict. One reason European wars were so frequent in the seventeenth and eighteenth centuries was the opportunity afforded by successive advances in fortification, artillery, and shipbuilding. Germany’s two bids for world power were driven by its military leaders’ conviction that they had an edge, first on the ground, then in the air. The peril today is that in the race for AI dominance, the United States stumbles into a war it can win only at an intolerable price.
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Today, 3:54 PM
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Student Accomplice | Official Film of the Year Winner | Rookie Awards 2024

Student Accomplice is a thrilling 5-minute animated short about a nervous teen who gets caught in a high-stakes robbery while taking her driving test.

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Today, 3:38 PM
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Após desmatamento ilegal do Google, Finlândia questiona custos ambientais da expansão da inteligência artificial

Após desmatamento ilegal do Google, Finlândia questiona custos ambientais da expansão da inteligência artificial | Inovação Educacional | Scoop.it
Empresa removeu milhares de árvores de dois terrenos destinados à construção de centros de dados; episódio ampliou debate sobre benefícios de investimentos de big techs
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Today, 9:55 AM
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Painel Enem 2026 detalha inscrições no exame —

Painel Enem 2026 detalha inscrições no exame — | Inovação Educacional | Scoop.it

As mulheres são maioria entre os 5.051.345 participantes com inscrições confirmadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Elas representam 63,98% do total, com 3.232.013 inscrições, enquanto os homens somam 1.819.332 (36,02%). Entre os inscritos, 13.821 têm mais de 60 anos. 
Os dados constam no Painel Enem 2026, divulgado nesta terça-feira, 20 de outubro, pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 
Entre os recursos de atendimento especializado mais solicitados pelos participantes do Enem 2026, destacam-se o tempo adicional, com 77.956 solicitações (34,47%); a correção diferenciada, com 42.379 (18,74%); e o auxílio para leitura, com 28.042 (12,40%). 

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Today, 9:52 AM
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'Parece mais uma empilhadeira': por que a Agility redesenhou seu robô humanoide para trabalhar 20 horas por dia

'Parece mais uma empilhadeira': por que a Agility redesenhou seu robô humanoide para trabalhar 20 horas por dia | Inovação Educacional | Scoop.it
Digit 5 ficou maior, mais pesado e menos ágil para ganhar segurança, força e autonomia; humanoide de 129 kg levanta caixas de até 23 kg e pode operar próximo a uma pessoa
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Today, 9:39 AM
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Histórias da Educação: Victor entrou na universidade pelo Enem e hoje é professor

Victor Gabriel usou a nota do Enem para entrar na Universidade Federal do Piauí (UFPI), onde cursou licenciatura em física.
Hoje, como professor de um cursinho popular em Teresina, ele ajuda outros estudantes a se prepararem para o Enem e a buscar uma vaga na educação superior.
A série Histórias da Educação mostra histórias de diferentes partes do Brasil e os caminhos construídos por meio da educação.

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Today, 8:51 AM
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Getty Images entra com pedido em tribunal de falência nos EUA

Getty Images entra com pedido em tribunal de falência nos EUA | Inovação Educacional | Scoop.it

A agência americana de fotografia Getty Images anunciou nesta quarta-feira (21) que iniciou um processo judicial em um tribunal de falências nos Estados Unidos, como parte de um plano para reestruturar sua dívida e tornar-se uma entidade privada.
"A empresa iniciou um processo para obter a aprovação formal de um plano de reorganização pré-acordado e, para implementar esse plano da maneira mais eficiente, deu início ao trâmite judicial no Tribunal de Falências do Distrito de Delaware (...) envolvendo algumas de suas entidades nos Estados Unidos", informou a empresa.
A Getty, que mantém parcerias com a AFP e outras empresas de mídia, revelou neste mês que chegou a um acordo com seus principais credores e que adotaria uma "insolvência pré-acordada".
Segundo o acordo, membros da família Getty e subsidiárias da Koch Equity Development investirão até US$ 533 milhões (R$ 2,67 bilhões) para quitar a dívida, indicou a empresa.
A companhia afirmou nesta quarta-feira que espera concluir o processo de reestruturação financeira "até o final do ano, após a obtenção das aprovações regulatórias habituais".
A Getty continuará operando normalmente durante o processo, amparada por um financiamento de até US$ 143 milhões (R$ 716,9 milhões) do grupo Koch, assim como pela liquidez gerada por suas atividades comerciais em curso.
Uma vez concluída a reestruturação, a Getty passará a ser uma empresa de capital fechado, pertencente aos investidores que aportaram o capital, informou a companhia.
Em um documento apresentado neste mês às autoridades do mercado de capitais, a Getty revelou ter sido notificada sobre planos para excluir suas ações da Bolsa de Nova York, uma vez que a cotação havia caído abaixo de US$ 1. A Getty registrou prejuízos de US$ 206,1 milhões (R$ 1,03 bilhão) em 2025.

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Eleitor da extrema direita no Brasil é o 'igual-oposto' do europeu

Eleitor da extrema direita no Brasil é o 'igual-oposto' do europeu | Inovação Educacional | Scoop.it
Ambos votam contra o 'sistema', mas na Europa, e também nos EUA, há perdas efetivas a lamentar
Enquanto isso, por aqui, simpatizantes querem o degrau seguinte após o boom dos anos 2000
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October 21, 4:07 PM
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Sem regulação formal para IA e gasto crescente, ‘big techs’ caem na bolsa | Empresas

Sem regulação formal para IA e gasto crescente, ‘big techs’ caem na bolsa | Empresas | Inovação Educacional | Scoop.it
Os investidores temem o endividamento e o retorno dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial - pacto do presidente Trump não ajudou
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October 21, 3:16 PM
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Diretor da S&P Global alerta que empresas de tecnologia provavelmente têm mais dívidas relacionadas à IA do que comentam | Empresas

Diretor da S&P Global alerta que empresas de tecnologia provavelmente têm mais dívidas relacionadas à IA do que comentam | Empresas | Inovação Educacional | Scoop.it
Mark Habib destacou as chamadas “estruturas de financiamento interconectadas”, nas quais as empresas efetivamente garantem a construção de centros de dados ou o financiamento de empresas menores de IA
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October 21, 2:50 PM
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Opinion | I Teach at a Business School. It’s Time to Shut Them Down. - The New York Times

Opinion | I Teach at a Business School. It’s Time to Shut Them Down. - The New York Times | Inovação Educacional | Scoop.it
Neste outono, mais uma turma de jovens profissionais ambiciosos chegou às escolas de negócios do mundo todo para cursar programas de dois anos com preços na casa das centenas de milhares de dólares. A presença deles em alguns dos prédios mais bonitos e reluzentes do campus reacende uma pergunta já conhecida: afinal, para que serve um MBA?

Essa questão tornou-se mais urgente à medida que a educação empresarial se expandiu drasticamente nas últimas décadas. Hoje, quase um em cada cinco estudantes de graduação americanos cursa Administração, e o MBA é o título de pós-graduação mais popular nos Estados Unidos.

Lecionei em escolas de negócios por mais de 20 anos, em Harvard, Cornell e Cambridge. Embora alguns alunos pareçam se preocupar apenas com sua futura remuneração, conheci muitos com objetivos mais nobres: engenheiros que querem comercializar energia limpa, médicos determinados a reformar o sistema de saúde, líderes de organizações sem fins lucrativos que viram boas missões fracassarem por falta de boa gestão.

Esses alunos se matriculam na esperança de aprender o que as escolas de negócios dizem ensinar: como gerenciar pessoas, como alocar capital e recursos e como tornar o mundo um lugar melhor por meio da liderança. Mas percebi como a instituição pode remodelar a visão de mundo daqueles que a frequentam, muitas vezes minando as próprias ambições que os levaram até lá.

Essa mudança pode ocorrer em um único semestre. Inúmeras vezes, tenho visto alunos abandonarem suas intenções altruístas, ficando obcecados com a escolha entre carreiras em consultoria ou finanças e com a possibilidade de conseguir um estágio de verão na McKinsey ou no Goldman Sachs.

A escola de negócios moderna é projetada para promover negociações, simplificação e otimização. Essa mentalidade escapou do controle e se espalhou pelo mundo. Elites com formação em negócios ocupam cada vez mais cargos de liderança política, trazendo consigo uma visão transacional da vida pública. Uma pesquisa revelou que, dos 45 chefes de Estado atuais que estudaram nos Estados Unidos, 10 eram formados em administração, e seis deles também possuíam MBA. O presidente Trump, formado pela Wharton, tratou a política externa e o próprio governo como extensões de negociações e ganhos pessoais .

Certamente, nem todo graduado em administração de empresas governa dessa maneira. Mas uma pesquisa recente do economista ganhador do Prêmio Nobel, Daron Acemoglu, e seus colegas mostra o que tende a acontecer quando se coloca um MBA no comando. Tanto nos Estados Unidos quanto na Dinamarca, empresas que nomearam gerentes com formação em administração cortaram salários e reduziram a participação da mão de obra na renda. No entanto, essas empresas não se tornaram mais produtivas, nem aumentaram suas vendas, investimentos ou empregos mais rapidamente. O que é percebido como perspicácia gerencial acaba se revelando uma transferência de riqueza — valor desviado dos trabalhadores para os lucros, acionistas e executivos.

Cheguei à conclusão de que as escolas de negócios não apenas refletem nosso sistema econômico — elas ativamente fabricam suas prioridades e normalizam seus malefícios, formando os futuros líderes que irão projetar e defender as estruturas que impulsionam nossas crises globais interligadas. Fazer ajustes marginais com uma disciplina sobre responsabilidade corporativa ou ética não vai ajudar. Não precisamos "consertar" as escolas de negócios. Precisamos aboli-las.

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As escolas de negócios sempre tiveram dificuldade em justificar sua presença na universidade. A justificativa central de uma faculdade de medicina é a saúde, e a de uma faculdade de direito é a justiça — bens públicos indiscutíveis. As escolas de negócios são organizadas explicitamente em torno de um bem privado: a busca pelo lucro. O sociólogo americano Thorstein Veblen identificou essa tensão há um século, criticando as escolas universitárias focadas no comércio porque elas “não precisam implicar nada em termos de utilidade para o bem comum”.

Quando escolas como Wharton e Harvard Business School foram criadas, eram vistas como excessivamente profissionalizantes, e para construir legitimidade, seus fundadores definiram a gestão como uma profissão, em pé de igualdade com o direito e a medicina. Mas a formação nessas áreas se baseava em conhecimentos consolidados — séculos de jurisprudência, ciências naturais como a biologia — que a gestão não possuía.

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A solução, idealizada na década de 1920 pelo reitor de Harvard, Wallace Donham, foi adotar o estilo de ensino utilizado em direito e medicina: o estudo de caso. Tornou-se o método característico do ensino de negócios. Até hoje, professores atribuem descrições de 10 a 20 páginas sobre desafios empresariais que culminam em um ponto de decisão que os alunos debatem em sala de aula. O método é difundido: em 2024 , a Harvard Business School vendeu quase 17 milhões de estudos de caso para diversos programas de negócios ao redor do mundo.

Um estudo de caso bastante conhecido que já ministrei em diversas ocasiões é o de “ Rob Parson no Morgan Stanley ”. Os fatos são simples o suficiente para gerar um debate animado em sala de aula. O Sr. Parson obteve resultados impressionantes e é considerado um profissional de destaque, mas seu estilo agressivo e individualista o afastou de pessoas em toda a empresa. Em sala de aula, os alunos assumem a posição de seu gerente, Paul Nasr, e decidem se devem promovê-lo, adiar a promoção ou demiti-lo.

Quase três décadas após sua publicação, o caso permanece entre os mais utilizados pela HBS , e o dilema persiste: os resultados devem ser recompensados ​​mesmo quando a pessoa que os produz prejudica a cultura ao seu redor? Em sala de aula, os alunos votam nas opções do Sr. Nasr e frequentemente encenam a difícil conversa entre ele e o Sr. Parson. A discussão pode ser dramática, envolvente e eficaz.

Mas minha experiência tem demonstrado que, ao pedir aos alunos que se coloquem no lugar do Sr. Nasr, o estudo de caso restringe sua imaginação à decisão que um gerente sênior enfrenta. Questões mais profundas — como se o próprio Sr. Parson é um produto da cultura dos bancos de investimento — raramente são levantadas. O Sr. Parson se torna um problema individual, quando a questão maior pode ser um setor que recompensa a capacidade de atrair clientes, a hierarquia e normas de desempenho masculinas, e que depois se mostra surpreso quando esses fatores causam conflitos.

Quando o método de estudo de caso é utilizado na medicina e no direito, ele serve a objetivos diferentes. Estudantes de medicina trabalham com cenários detalhados de pacientes — sintomas, resultados de exames, históricos e contexto socioeconômico. Estudantes de direito leem decisões judiciais reais, analisando fatos, argumentos e julgamentos. Em ambas as áreas, os alunos se deparam com a complexidade da realidade, e o objetivo é fomentar um ceticismo disciplinado: questionar o que está faltando, desafiar pressupostos e testar como uma análise pode estar errada.

Os estudos de caso em escolas de negócios operam com uma lógica diferente, focada não na investigação, mas na tomada de decisões. A própria descrição do método feita pela HBS explica que os alunos se imaginam "no papel de quem toma as decisões" e "agem de forma decisiva". O objetivo é praticar como agir como a pessoa responsável — ou, como disse George W. Bush, um ex-aluno da Harvard Business School, "quem decide".

Ao superestimar a importância dos tomadores de decisão individuais, a sala de aula das escolas de negócios evita questões mais difíceis: Quem tornou essa pessoa a protagonista legítima? De quem é o conhecimento ausente? Por que trabalhadores, reguladores, comunidades, ecossistemas ou cidadãos raramente recebem o mesmo tratamento?

Durante minha década na HBS, escrevi dezenas de estudos de caso, alguns dos quais são descritos como clássicos e best-sellers. Esses estudos não são fruto de pesquisa independente, mas sim narrativas corporativas cuidadosamente elaboradas. A ressalva impressa em letras minúsculas em cada estudo de caso da HBS admite isso: os estudos de caso “não se destinam a servir como fontes de dados primários”. Os dados que incluem podem ser seletivos, tendenciosos ou até mesmo fabricados.

Nos muitos casos que escrevi sob a orientação de professores seniores, eventos que refletiam negativamente sobre a empresa foram atenuados ou omitidos, e os papéis de certos executivos foram enaltecidos. As empresas detinham a palavra final, com as versões preliminares revisadas por seus advogados e equipe de relações públicas. Em vez de serem veículos para aprendizado imparcial, como se poderia esperar em uma universidade, os estudos de caso acabam se tornando instrumentos de gestão de reputação.

A influência corporativa alimenta um problema maior: os casos quase sempre apresentam vencedores, o que facilita confundir sorte ou timing com uma estratégia comprovada. Fracassos, becos sem saída e soluções não mercantis raramente são considerados. Antes da fraude da Enron ser exposta, seu modelo de negócios foi apresentado em termos elogiosos em pelo menos cinco estudos de caso da Harvard Business School. Mais condenatório ainda, as estratégias que posteriormente levaram ao seu colapso — seu modelo de negócios com poucos ativos, sua plataforma de negociação — foram retratadas como inovações. Questionamentos sobre mercados de energia desregulamentados, supervisão inconsistente e contabilidade opaca permaneceram sem resposta.

Além disso, as edições que afastam as narrativas dos casos da realidade muitas vezes visam torná-las "adequadas" para uso em sala de aula. A complexidade é sistematicamente eliminada e as vozes dissidentes frequentemente são silenciadas. Organizações reais não se movem em fases claramente definidas em direção a um ponto de decisão, mas os materiais didáticos de escolas de negócios muitas vezes sim — comprimindo cronogramas, descartando subtramas complexas e suavizando contradições para produzir arcos narrativos claros e problemas satisfatórios para debate.

O resultado é um currículo construído em torno de narrativas falsas. Algumas das ideias mais celebradas na gestão não foram aquelas que sobreviveram à revisão por pares ou à replicação, mas sim aquelas que puderam ser transformadas em palestras TED, modelos de consultoria ou best-sellers de aeroporto. Os membros do corpo docente são recompensados ​​não pelo conhecimento, mas pelo desempenho — vendendo uma grande ideia com um rótulo memorável que promete “sucesso” ou “disrupção”.

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Crédito...Ed Steed
As escolas de negócios têm uma missão dividida: buscam legitimar um sistema econômico focado no lucro privado, ao mesmo tempo que desenvolvem mecanismos para controlá-lo. Elas encontraram uma maneira notável de administrar essa tensão: a narrativa do "ganha-ganha", na qual o conflito entre lucro privado e bem público simplesmente desaparece.

Um exemplo clássico de ganha-ganha é a alegação de que programas ambientais, como a redução do desperdício ou o uso de lâmpadas LED, podem economizar dinheiro, ou que salários e benefícios decentes reduzem custos ao diminuir a rotatividade de funcionários. As escolas de negócios agora afirmam educar “líderes que fazem a diferença no mundo”, como proclama a missão da HBS, enquanto a Wharton busca um “impacto global positivo”.

Essas aspirações se baseiam na ideia ilusória, porém amplamente aceita, de “capitalismo de partes interessadas”: a de que as empresas podem gerar estabilidade climática, salários justos, comunidades saudáveis ​​e democracias funcionais, ao mesmo tempo que obtêm lucros. Os executivos prometem que a tecnologia resolverá nossos problemas ambientais; sistemas de medição voluntária são oferecidos como alternativas adequadas à prestação de contas pública; a ética é reformulada como vantagem competitiva em vez de obrigação moral.

Durante a década de 2010, o capitalismo de stakeholders foi rapidamente incorporado aos currículos de MBA. Mas quando pesquisadores examinaram se as empresas que assinaram uma declaração comprometendo-se com esse princípio realmente mudaram seu comportamento em relação a salários, investimentos, governança ou clima, encontraram poucas evidências de mudança. A declaração era menos uma nova doutrina do que uma tentativa de gestão de reputação — e uma estratégia para evitar fiscalização.

Evidências recentes mostram que muitos estudos fundamentais que apoiam a ideia de ganha-ganha foram baseados em dados falhos ou não puderam ser replicados. Mesmo assim, professores continuam pesquisando , escrevendo e ensinando sobre o tema — o que sugere um projeto ideológico mais do que um exercício acadêmico.

Grande parte do que aconteceu nas escolas de negócios acabou sendo a vanguarda de uma transformação mais ampla: a corporatização da própria universidade. As instituições agora buscam rankings, doadores e parcerias corporativas, alardeiam suas contribuições para a inovação e o crescimento e tratam todo o resto como despesa geral. Os alunos são “ clientes ” e os diplomas são “produtos” com maiores ou menores “participações de mercado”. Documentos estratégicos universitários falam sobre “posicionamento de marca” para departamentos e “retorno sobre o investimento” em contratos de professores titulares.

Uma vez aceita essa perspectiva, torna-se difícil defender a existência de um seminário de filosofia ou de um departamento de história por qualquer motivo que não seja a receita que geram. A contratação de professores adjuntos sem vínculo permanente surge como consequência: se a educação é "conteúdo" entregue a "clientes" que pagam por ela, por que manter acadêmicos em tempo integral na folha de pagamento quando se pode contratar instrutores temporários com baixos salários?

O sucesso das escolas de negócios em inserir seus graduados em empregos bem remunerados impulsiona seus rankings; rankings elevados atraem mais candidatos e permitem mensalidades mais altas; e ex-alunos ricos financiam novos programas e prédios que elevam o status da escola. É um ciclo que se retroalimenta — um efeito volante, na linguagem dos MBAs — que desvia dinheiro, atenção e legitimidade das disciplinas mais bem equipadas para questionar essa lógica: história, filosofia, sociologia, teoria política.

A capacidade da universidade de cultivar a memória histórica, o discernimento moral e a imaginação democrática está enfraquecida, mesmo enquanto sua capacidade de formar analistas de dados, engenheiros financeiros e gestores de “inovação” cresce. A ironia — e o perigo — é que, na era da IA, o pensamento fomentado nas artes e humanidades torna-se cada vez mais urgente. O domínio das escolas de negócios não é apenas físico e financeiro; é intelectual e está suplantando a educação liberal.

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Crédito...Ed Steed
Cheguei a uma conclusão sombria: o problema das escolas de negócios não é um desalinhamento que possa ser reparado, mas sim a própria estrutura. As escolas de negócios não são instituições com defeito; são máquinas altamente eficientes que fazem exatamente aquilo para o que foram projetadas. Uma disciplina eletiva de ética aqui, um centro de sustentabilidade ali, um selo de “liderança responsável” — tudo isso serve para legitimar a máquina, não para alterar seu resultado.

A solução mais honesta que encontrei é substituir a categoria por completo. Stuart Hart, professor emérito da Universidade Cornell e um dos primeiros defensores da sustentabilidade, me disse que chegou a essa conclusão depois de tentar todas as vias internas para tornar os currículos de MBA mais responsáveis. O problema estava na própria instituição. Na Universidade de Vermont, o Dr. Hart desenvolveu um novo tipo de curso de administração focado no impacto social — um teste pequeno, porém concreto, da necessidade de recomeçar. Nesse programa, a sustentabilidade não é uma disciplina eletiva isolada, mas permeia todo o currículo, e os alunos passam o verão imersos em uma empresa com propósito.

O que essa lógica de recomeço significaria em toda uma universidade? Um ponto de partida é o apelo do teórico organizacional Martin Parker para a criação de “escolas de organização” em vez de escolas de negócios, centradas em como os seres humanos se coordenam para fins comuns. Os alunos estudariam cooperativas, sindicatos e movimentos sociais juntamente com a corporação de acionistas. A questão central mudaria de “Como maximizamos o valor para o acionista?” para “Como diferentes formas de organização distribuem poder, risco e recompensa — e quais devemos fortalecer?”.

Desmantelar a escola de negócios como um silo de alto prestígio que profissionaliza o lucro privado pode parecer uma tarefa árdua. Mas as universidades podem criar percursos interdisciplinares para estudantes que desejam trabalhar no mundo dos negócios, sem submetê-los à visão de mundo da escola de negócios. Algumas já oferecem cursos de graduação em "negócios e sociedade" ou mestrados em organizações e propósito público, que se baseiam em sociologia, direito e políticas públicas. O objetivo não seria abolir o estudo dos mercados, mas sim devolvê-lo a contextos onde questões de poder, história, democracia e limites ecológicos não possam ser tão facilmente ignoradas.

Durante a maior parte da minha carreira, lecionei disciplinas eletivas focadas em negócios responsáveis ​​e sustentabilidade — um trabalho gratificante, mas que, em grande parte, servia apenas para quem já concordava com o tema. Recentemente, em Cambridge, introduzi um curso obrigatório de sustentabilidade para uma turma de futuros banqueiros, consultores e executivos de tecnologia que, antes, teriam evitado o assunto.

Muitos chegam profundamente céticos, convencidos de que qualquer ação responsável de uma empresa deve ser uma estratégia de marketing; alguns resistem veementemente a ideias que consideram ameaças ao crescimento. Mas forçá-los a sair de suas bolhas e a participar de uma conversa compartilhada sobre meio ambiente, desigualdade e discriminação gerou o tipo de debate que muitas vezes falta na educação atual.

Isso não basta. Uma única disciplina obrigatória não consegue redimir o modelo das escolas de negócios. Pelo contrário, lecioná-la só intensificou minha decepção. A disciplina é relegada ao final do programa — um sinal revelador de sua importância — e, em meio a uma crescente reação contrária à sustentabilidade, há certa pressão para reduzir ou eliminar a disciplina, a fim de apaziguar os clientes que agora ditam as decisões no ensino superior.

Ainda assim, essa experiência me lembrou por que abolir as escolas de negócios não pode significar abandonar as pessoas que as compõem. O objetivo não é descartar os alunos como aspirantes a capitalistas egoístas; é parar de canalizá-los por uma máquina que limita seus horizontes. Muitos dos meus alunos chegam ao campus querendo trabalhar nas crises que nosso sistema econômico criou. O que lhes falta é uma instituição à altura de seus melhores impulsos.
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