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September 14, 9:01 AM
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A nuvem da IA tem chaminé

A nuvem da IA tem chaminé | Inovação Educacional | Scoop.it

O governador da Pensilvânia assinou ordem executiva criando, para data centers com demanda superior a 25 megawatts, um regime de duas vias: quem assina termo de compromisso ambiental prévio com o estado ganha licenciamento mais célere; quem recusa submete-se ao rito integral. Dias depois, o governo da Austrália anunciou que a própria conexão à rede elétrica dependerá de condições vinculantes —energia de fontes renováveis novas, eficiência no uso de água, custos de infraestrutura pagos pelo empreendedor e distância de áreas residenciais.
Não é acaso de calendário. O operador do sistema australiano projeta que os data centers saltarão de 3% para 13% de todo o consumo elétrico do país em dez anos —quase o que consomem, somadas, todas as residências de seus dois estados mais populosos. É a percepção, cada vez mais nítida, de que esperar o dano para depois repará-lo é, em matéria de infraestrutura digital, a pior das políticas. E a mais cara.
Essa chaminé não expele fumaça visível, mas pressiona os mesmos bens que o direito ambiental sempre tutelou: água para resfriar servidores, energia em escala industrial, território, silêncio. No Brasil, investigação da Mongabay, organização internacional de jornalismo ambiental, identificou 68 pedidos de conexão de data centers protocolados junto ao Ministério de Minas e Energia até dezembro de 2025 —e a maioria dos municípios de destino se sobrepõe a terras indígenas ou territórios quilombolas em regularização.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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IA não está afetando apenas o número de empregos, mas como trabalhamos

IA não está afetando apenas o número de empregos, mas como trabalhamos | Inovação Educacional | Scoop.it

Na abertura de um seminário na London School of Economics sobre inteligência artificial e o futuro do trabalho, os organizadores pediram que os participantes escrevessem uma palavra que resumisse a sua percepção sobre o tema. O resultado virou nuvem de palavras na tela. No centro, bem maior que todas as outras, estava "hype".

Não era uma plateia de céticos. Eram economistas, sociólogos, gente de governo e de sindicatos, reguladores europeus que ajudaram a escrever o AI Act. E ainda assim, ou justamente por isso, a sensação dominante era a de que o debate sobre IA e emprego está correndo à frente do que se sabe.

Os dois relatórios lançados no evento, sob o título "State of AI and Society", partem exatamente desse diagnóstico. E o que eles encontram é menos uma tempestade e mais uma neblina. Bem londrino.

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Marco Antonio Sabino

Com Lula ou Flávio, serão anos difíceis pela frente


Carlos Affonso

A IA e o impacto no mercado de trabalho


Michelle Prazeres

Por que não temos tempo de viver o luto

O primeiro relatório, sobre impactos quantitativos, mapeou 138 publicações sobre IA e mercado de trabalho. Dessas, 74 se arriscam a dizer algo sobre a direção ou o tamanho do efeito em empregos e salários. Setenta por cento delas são o que os autores chamam de "evidência potencial": índices de exposição, simulações, projeções do que a IA poderia fazer. Só 30% medem o que a IA de fato fez.

E a faixa de estimativas é tão larga que cabe qualquer manchete que eu quisesse dar nessa coluna: impacto de −20% a +25% no emprego, de −34% a +40% nos salários. A conclusão dos autores é que escolher um número nesse intervalo diz mais sobre quem escolhe do que sobre a evidência em si.

Sobram dois achados com algum consenso, e ambos são modestos. O efeito agregado sobre emprego e produtividade, até aqui, é discreto. E a contratação na base da pirâmide desacelerou em algumas economias desenvolvidas. Nos Estados Unidos, trabalhadores de 22 a 25 anos nas ocupações mais expostas perderam terreno frente aos colegas mais velhos, em uma diferença que foi de 13% para 19% entre versões do mesmo estudo.

Mas nem isso é seguro atribuir à IA. O mercado de trabalho dos anos 2020 anda fraco por motivos que nada têm a ver com modelos de linguagem, como a pandemia e seus ainda sentidos impactos econômicos. Jovens sempre sofrem primeiro quando a economia esfria.

A neblina fica mais espessa quando se olha para fora do Atlântico Norte. Das 22 pesquisas com evidência real, apenas três incluem algum país em desenvolvimento, e nenhuma é dedicada a eles. O trabalho informal, que ocupa cerca de 60% dos trabalhadores do Sul Global, aparece em 9% das publicações. É aqui que a discussão europeia sobre "job quality" ganha um sotaque diferente.

Porque o segundo relatório, sobre a qualidade do trabalho, traz uma preocupação legítima e que é sentida em todos os lugares do mundo: trabalho não é só salário, é identidade, relação, senso de valor. Ele propõe quinze dimensões para medir o impacto da IA e encontra um padrão que se repete.

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Segundo o estudo, benefícios e danos chegam pelo mesmo canal. O monitoramento que torna a fábrica mais segura é o mesmo que pode violar a privacidade. A automação que elimina a tarefa chata elimina também o respiro entre as tarefas difíceis. E quem gerencia a IA relata uma experiência melhor do que quem é gerenciado por ela.

Uma representante de governo europeu explicou por que essa agenda faz sentido para seu país: população envelhecida, sem recursos naturais, o país se preocupa menos em ficar sem trabalho e mais em ficar sem trabalhadores. Tornar o trabalho com IA mais agradável vira então política demográfica.

Fora do norte global os impactos parecem bem diferentes. Puxada pela tendência global de terceirização de serviços, as Filipinas, assim como a Índia, se transformaram em destinos atrativos para a instalação de empresas focadas em call centers e demais centrais de atendimento.

Esses empregos são alvos óbvios da automação. Será que a economia filipina está pronta para o impacto? E como essas empresas vão se preparar para retreinar os seus funcionários para operar com IA? Em países do sul global a economia formal é menor, e esses são justamente os "bons empregos". Se a IA tira o degrau de entrada, ela tira a juventude do jogo (ou os encaminha para a informalidade).

A discussão sobre "reskilling" ganha outro peso nesse contexto. Imagine o conselho de "requalifique-se" dirigido a quem nunca teve acesso à educação formal. Não fizemos nem o primeiro dever de casa e já estamos discutindo o segundo.

Havia, no seminário, um sentimento adjacente ao hype que merece nominar: FOMO (sigla do inglês "fear of missing out", ou "medo de estar ficando de fora"). A convicção generalizada de que outras empresas, outros colegas, estão usando IA melhor do que você. Um pesquisador de um laboratório corporativo resumiu a nova condição: agora todo mundo é gerente, porque precisa administrar agentes, e nem todo mundo tem as habilidades para isso.

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O que talvez tenha sido a observação mais aguda do dia veio na forma de um ponto pouco explorado nos debates acadêmicos sobre IA e trabalho. A regulação olha para o que entra na organização (como as pessoas e suas habilidades), e para o que sai dela (como os produtos). O meio, como o trabalho é organizado, quem faz o quê, quem decide, segue invisível para o regulador.

E é ali que a IA está mexendo na maneira como trabalhamos. Treinar as pessoas é importante e entender como as empresas estão lançando produtos e serviços com IA também. Mas como a IA é usada no dia-a-dia - transformando a organização do trabalho, as dinâmicas de supervisão, gerando uma ilusão nos trabalhadores de que agora todos podem escrever código e falar sobre qualquer assunto - precisa de mais atenção.

Os relatórios da LSE terminam com um pedido de humildade: cada estimativa é uma fotografia de uma versão passada da tecnologia, tirada com instrumentos que não foram feitos para medi-la. Enquanto a apresentação da OCDE falou em uma transformação lenta na quantidade de empregos, uma marolinha ao invés de um tsunami, fica a impressão de que diferentes países vão sentir o impacto de diferentes maneiras.

E diferentes empregos também. Os trabalhos cognitivos são os mais desejados, e também são alguns dos mais expostos. Os trabalhos físicos parecem mais protegidos, e são os menos valorizados. Se isso é hype ou tendência, ainda não há evidência que diga. O que a nuvem de palavras registrou foi só o clima. E por enquanto tudo parece bastante nublado.

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O Apocalipse da IA é uma distração

O Apocalipse da IA é uma distração | Inovação Educacional | Scoop.it
Em 2007, o jornalista americano Alan Weisman publicou “O Mundo Sem Nós” (The World Without Us), um livro que parte de um experimento mental simples e perturbador: e se os seres humanos desaparecessem da Terra amanhã? Weisman, usando a cidade de Nova York como ilustração, retrata um mundo que lentamente se transforma em natureza selvagem. O livro foi um sucesso. Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos essa mesma estrutura narrativa que voltou a circular nas últimas semanas, agora sobre inteligência artificial. A diferença é que o experimento de Weisman se assume como ficção especulativa, enquanto o debate público sobre risco existencial da IA é apresentado, com frequência, como previsão.

O frenesi começou com uma declaração no X, em 8 de setembro, de Jacob Coxon, ex funcionário da OpenAI e da Anthropic: “As pessoas que desenvolvem IA acreditam sinceramente que ela poderá nos matar a todos até o final da década”. A fala foi amplificada por Evan Hubinger, membro da equipe técnica da Anthropic: “Jacob está certo — nós realmente acreditamos que a IA pode exterminar todos os humanos! Pessoalmente, acho que esse número é superior a 10% na próxima década”. O problema é que essas afirmações não podem ser comprovadas, já que se trata de projeções sobre sistemas que ainda não existem - seria como calcular a taxa de acidentes de uma estrada que ainda não foi construída. E qual seria, afinal, a metodologia de pesquisa por trás de um número como “10% de risco existencial”, entendido aqui como o risco de extinção da humanidade?

Na sequência, líderes da indústria de IA se manifestaram a favor de desacelerar o avanço da tecnologia. Sam Altman, Elon Musk e Satya Nadella endossaram o apelo, depois de Dario Amodei ter instado Washington a desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial em carta aberta de 3.800 palavras publicada em setembro. Essas declarações deveriam provocar, no mínimo, desconfiança, inclusive porque já vimos falas semelhantes, em outros momentos, se revelarem meras jogadas de marketing. Elon Musk assinou uma carta pedindo uma pausa em março de 2023; a pausa não só não ocorreu como ele, em paralelo, estruturava sua própria empresa de IA. Altman, Amodei e Hassabis assinaram um alerta de extinção em maio daquele ano, e na sequência aceleraram o desenvolvimento da tecnologia.

Esse padrão não escapou ao escrutínio acadêmico: com base em registros públicos, Jessica Morley, Claudio Novelli e Luciano Floridi analisaram 24 previsões amplamente divulgadas sobre a IA e constataram que 19 delas (79%) carecem de definições adequadas, mensuração ou avaliação independente; duas (8%), já tiveram seus prazos expirados sem se concretizar; e apenas três (13%) seguem em aberto (“Nem Mesmo Errado 2: Uma Auditoria de Previsões Públicas sobre IAG, 1950–2026”).

É justamente contra esse cenário que o posicionamento de Virgínia Dignum ganha relevância. Referência no ecossistema mundial de IA, ela foi procurada por jornalistas de cinco países perguntando sobre as probabilidades de um apocalipse causado pela tecnologia. Sua resposta, publicada em seu blog “Thinking in Public”: grande parte da cobertura midiática da semana citou uma probabilidade percentual de que a IA acabasse com a humanidade, mas não é possível atribuir uma probabilidade à extinção sem um modelo do processo, uma classe de referência e dados para calibração - e nada disso existe para o “Armagedom da IA”. O que é divulgado com 10%, 20% ou 99%, segundo ela, é uma crença pessoal, geralmente vinda de pessoas com interesses profissionais ou comerciais na resposta, e que não pode ser verificada contra nenhum parâmetro. Não há evidências empíricas de risco existencial decorrente da IA, tampouco de consciência, vontade ou intenção por parte desses sistemas - as arquiteturas atuais sequer oferecem mecanismos para isso. O que existe são resultados que se adequam aos padrões estatísticos de dados de treinamento e ao objetivo atribuído ao modelo. Casos relatados de sistemas “tramando planos” ou “resistindo ao desligamento” vêm de cenários de teste construídos especificamente para induzir esse comportamento: o que se observa é um padrão textual, não uma tomada de decisão - e, em todos esses casos, alguém concedeu previamente ao sistema acesso ao poder computacional, energia, internet e/ou dinheiro. Para Dignum, a ideia de uma IA que decide, por conta própria, assumir o controle não tem embasamento científico, e é conveniente para a indústria, porque desloca a responsabilidade para a própria tecnologia, isentando quem a desenvolve e comercializa.

Melanie Mitchel, igualmente referência em IA, contesta a preocupação do CEO da Anthropic, Dario Amodei, justificando a desaceleração para adiar a chegada do “autoaperfeiçoamento recursivo” - IA capaz de treinar suas próximas versões: “Não acho que estejamos nem perto de alcançar a ‘inteligência artificial geral’, e as alegações sobre o ‘autoaperfeiçoamento’ não resistem a uma análise mais rigorosa”, e complementa: “O curioso é que, se você analisar as previsões dos últimos 10 anos ou mais, o valor sempre foi de 10% — um número redondo conveniente. Acho que é tudo uma questão de intuição, sem nenhuma evidência ou cálculo concreto” (WSJ, 16 de setembro).

Artigo escrito por 24 acadêmicos de Princeton, Stanford e outras universidades de ponta (30 de julho de 2026, “Can AI agents conduct open-ended AI research? Early evidence from two case studies”) pondera que mesmo os modelos e sistemas mais avançados são incapazes de realizar a pesquisa original, base para o avanço da inteligência artificial. Sayash Kapoor e Arvind Narayanan, dois dos autores, em outro artigo, questionam a ideia de que o ataque à Hugging Face, realizado por agentes de IA da OpenAI, ocorreu em consequência de uma “explosão incontrolável” na capacidade da IA, mas sim pela falta de medidas de segurança técnicas básicas (14 de setembro de 2026, “The AI-as-Normal-Technology view of loss-of-control incidents”), ao que reagiu no X Yann LeCun, ex-cientista-chefe de IA da Meta: “Uma dose bem-vinda de sanidade em um debate que, de outra forma, seria insano”.

Isso não significa, contudo, que o alarde seja inconsequente, ele também mobiliza. O rei Charles III, do Reino Unido, convocou para esta semana, na Escócia, uma reunião entre líderes da Nvidia, Google, OpenAI e Anthropic, além de autoridades governamentais e outras personalidades para, segundo comunicado do Palácio de Buckingham, “para discutir como a IA pode ser desenvolvida e utilizada de maneiras que beneficiem a sociedade”. O encontro acontece em Ayrshire, no sudoeste da Escócia, na Dumfries House, sede da The King's Foundation, instituição beneficente na área da educação.

Esse cenário é desafiador, entre outras razões, porque não há regulamentações ou padrões globais que obriguem essas empresas a tornar suas informações transparentes. Com isso, é difícil saber como elas desenvolvem, testam, avaliam e implementam seus modelos e sistemas, quais riscos detectam, quais incidentes registram e que decisões tomam antes de colocá-los no mercado. A competição acirrada na indústria de IA - entre outras, pela ausência de um modelo de negócio sustentável da IA generativa - incentiva lançamentos prematuros, antes da conclusão de processos suficientes de validação e avaliação de riscos - tornando, portanto, imprescindível uma supervisão humana efetiva.

O exercício de imaginar o apocalipse - seja o desaparecimento da humanidade, seja a tomada de controle por uma superinteligência - é fascinante justamente porque nos poupa da tarefa mais difícil: distribuir responsabilidades concretas, aqui e agora, entre as pessoas e as instituições que efetivamente decidem como e quando lançar cada nova tecnologia (ou novas versões dos mesmos sistemas tecnológicos). Enquanto discutimos se sobreviveremos aos próximos anos de aceleração recursiva, os danos reais de uma implementação descuidada de sistemas de IA de uso cotidiano por bilhões de pessoas e organizações já estão documentados - desinformação sintética, fraudes cada vez mais sofisticadas, novas ameaças de cibersegurança, transformação acelerada do mercado de trabalho e uma concentração crescente de poder tecnológico em poucas empresas. Há ainda um risco profundamente humano, que preocupa fortemente o setor de educação: não a substituição da humanidade por máquinas, mas a delegação do pensamento: o hábito, cada vez mais confortável de deixar que a IA pense por nós, com o consequente déficit cognitivo que isso pode gerar. Nenhum deles exigiu uma superinteligência, exigiu apenas um sistema automatizado, decisões de governança malfeitas e ninguém disposto a assumir a responsabilidade a tempo.

Não por acaso, o alto comissário das Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu, em 14 de setembro, uma “ação urgente" para regulamentar a IA devido aos riscos sem precedentes representados pelos sistemas mais avançados. Já o Fórum Econômico Mundial faz uma indagação crucial: “A questão mais complexa é se os governos democráticos conseguirão institucionalizar uma supervisão suficientemente forte para tornar esse acompanhamento crível e aplicável, em vez de meramente simbólico”.

Vale recuperar aqui uma distinção conceitual antiga. Toda tecnologia carrega uma dupla face, uma polaridade - não uma contradição a resolver, mas uma tensão constitutiva. O mesmo processo que cria máquinas extraordinárias aponta simultaneamente para dois horizontes: a obsolescência ou subordinação do humano, de um lado, e seu empoderamento, de outro. Hannah Arendt, em “A Condição Humana”, já observava que a ação humana produz processos imprevisíveis e irreversíveis: lançada no mundo, uma ação - ou uma tecnologia - segue gerando consequências que escapam ao controle de quem a originou. Vale tanto para uma usina nuclear abandonada em Chernobyl quanto para um modelo de linguagem liberado sem supervisão adequada.
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Today, 8:44 AM
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Bets: número de brasileiros que já apostaram aumenta 75,2%

Bets: número de brasileiros que já apostaram aumenta 75,2% | Inovação Educacional | Scoop.it

O número de brasileiros que já apostou em bets alcançou 43,8 milhões no fim de agosto, mostram dados do Ministério da Fazenda divulgados via LAI (Lei de Acesso à Informação). A cifra representa 27% da população adulta e um avanço de 75,2% em relação aos 25 milhões registrados no fim de 2025.
Segundo o documento, a receita das plataformas autorizadas pelo governo avançou 5,9% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado. O saldo negativo para os apostadores nos seis primeiros meses ficou em R$ 20,2 bilhões, contra R$ 19,1 bilhões entre janeiro e junho de 2025.

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Today, 8:32 AM
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Jovens ganham mais e têm mais emprego - 19/09/2026 - Economia - Folha

Jovens ganham mais e têm mais emprego - 19/09/2026 - Economia - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Os jovens de 18 a 29 anos se beneficiaram da melhora do nível educacional e da recuperação do emprego e da renda no Brasil, mas ainda enfrentam mais dificuldades no mercado de trabalho se comparados a profissionais mais velhos.

A conclusão é de um estudo dos pesquisadores Paulo Peruchetti e Janaína Feijó, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), ao qual a Folha teve acesso com exclusividade.
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September 18, 4:02 PM
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A grande crise de empregos devido à IA ainda não chegou

A inteligência artificial está transformando radicalmente a indústria criativa. Embora algumas pessoas já estejam perdendo trabalho e renda, especialistas afirmam que a grande crise de empregos ainda não chegou, pelo menos por enquanto.

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September 18, 3:57 PM
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Exclusivo: Erro de IA quase causou conflito entre EUA e China, dizem fontes

Exclusivo: Erro de IA quase causou conflito entre EUA e China, dizem fontes | Inovação Educacional | Scoop.it
Relatório gerado com a ajuda de IA indicou falsamente que navio chinês no Oriente Médio estaria transportando componentes de um programa de armas nucleares
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September 18, 3:53 PM
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The Last Generation of Human Workers FULL EPISODE | Science Fiction Documentary

What happens when work becomes optional?
For centuries, work has shaped our lives. It determines our routines, our status, our purpose, and often our identity. But what happens when artificial intelligence, robotics, and automation become so advanced that most jobs simply disappear?
This documentary explores a possible future in the year 2031 — a world where machines perform nearly every task once done by humans. Factories run themselves. Offices stand empty. Transportation, logistics, customer service, and even creative professions are increasingly automated.
At first glance, it sounds like a dream.
No alarms. No commutes. No deadlines.
But beneath the surface lies a far more complicated question:
If nobody needs to work... what gives life meaning?
Could universal basic income create a new golden age of freedom? Or would millions struggle with boredom, loss of purpose, and social isolation? Would humanity thrive, or would it face an existential crisis unlike anything in history?
Through realistic future scenarios, emerging technologies, economic trends, and psychological insights, this documentary explores one of the most important questions of the 21st century.
The future may arrive sooner than we think.

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September 18, 10:39 AM
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“GEO” e reputação: como construir autoridade na era da IA

“GEO” e reputação: como construir autoridade na era da IA | Inovação Educacional | Scoop.it
GEO é a sigla para Generative Engine Optimization, um conjunto de boas práticas para aumentar as chances de uma marca ser encontrada, citada e recomendada nas respostas de plataformas como ChatGPT, Claude Gemini e Perplexity. Ele é um segmento do SEO, mas com parâmetros que criaram uma nova lógica para a construção de reputação na era da IA. Durante anos fomos ensinados a disputar cliques e boas colocações nas buscas do Google, usando tráfego como principal métrica de sucesso. Com a IA generativa, a resposta não vem em formato de lista de links, mas de síntese e recomendação. E recomendação não se constrói com tráfego, mas com autoridade acumulada por meio de um ecossistema narrativo.
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September 18, 10:36 AM
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World Economic Forum

For the past two decades, the Global Gender Gap Index has benchmarked progress towards gender parity across four dimensions: Economic Participation and Opportunity, Educational Attainment, Health and Survival, and Political Empowerment. The index continues to offer a consistent measure of the present state of gender parity, as well as the long-term evolution of global efforts to close the gender gap.
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September 18, 10:31 AM
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Apagão dos professores | O desafio da renovação dos professores no Brasil – Instituto

Apagão dos professores | O desafio da renovação dos professores no Brasil – Instituto | Inovação Educacional | Scoop.it
A segunda edição do estudo concentra sua análise no Ensino Médio e tem como eixo central a evolução da taxa de renovação do quadro docente, que vem apresentando queda acentuada nos últimos anos. Além de examinar esse movimento para o conjunto dos professores dessa etapa de ensino, o estudo aprofunda a análise por áreas específicas de formação e atuação, buscando identificar onde o envelhecimento dos docentes, a baixa entrada de novos profissionais e as dificuldades de reposição se mostram mais críticos. O objetivo é avaliar não apenas a disponibilidade atual de professores, mas, principalmente, a capacidade de renovação do quadro docente do Ensino Médio nos próximos anos e quais áreas estão mais expostas ao risco de escassez de profissionais.
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September 18, 10:30 AM
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Educação Artificial | The Harvard Crimson

Educação Artificial | The Harvard Crimson | Inovação Educacional | Scoop.it
Em agosto deste ano, um comitê do MIT composto por professores, alunos e funcionários divulgou um relatório notavelmente ponderado sobre "O uso da IA ​​no ensino, na aprendizagem e no treinamento em pesquisa". Entre suas muitas advertências, destacava-se a de que "como comunidade, o que mais deveria nos preocupar é que muitos usos da IA ​​privam os alunos da oportunidade de aprender".

Em contraste, a administração de Harvard parece alheia a essas preocupações — notoriamente. A recente recomendação do reitor da Harvard College, David J. Deming , de que o uso de IA por estudantes em aulas com foco em escrita não só seja aceito, mas também incentivado, é apenas o exemplo mais absurdo. Essa política foi, apropriadamente, o principal exemplo citado em um artigo do Chronicle of Higher Education intitulado “A rendição da Ivy League à IA é insana”.

Será que Harvard realmente perdeu o juízo? A comparação com o relatório do MIT, em contraste com um crescente corpo de pesquisas empíricas sobre os efeitos da IA ​​generativa na aprendizagem, é um bom ponto de partida para responder a essa pergunta.

Embora reconheça os benefícios impressionantes da IA ​​em muitas áreas da pesquisa acadêmica, o relatório do MIT avalia cuidadosamente como a dependência da IA ​​pode levar ao abandono de experiências educacionais cruciais, como listas de exercícios, provas para fazer em casa, horários de atendimento, grupos de estudo e oportunidades de pesquisa para alunos de graduação. Neste último caso, o comitê constatou que os professores estavam considerando terceirizar o auxílio à pesquisa para IA em vez de contratar alunos de graduação, presumivelmente com base na redução de custos e no aumento da eficiência. O comitê questionou: "Mas se esses critérios passarem a dominar nossas decisões, todos nós precisamos nos perguntar: 'O que estamos fazendo aqui juntos?'"

Substituir assistentes de pesquisa por bots é um bom exemplo do “ Efeito Waymo ”, definido por seu criador, Daniel W. Hook, diretor científico do Holtzbrinck Publishing Group, como “o que acontece quando uma tecnologia elimina o atrito de lidar com outro ser humano, e percebemos essa eliminação como puro ganho — porque os custos do atrito sempre foram visíveis para nós, enquanto seus benefícios não o eram”.

Viajar em um carro autônomo é conveniente e rápido, e se você não gosta de conversar com um motorista ou de se espremer entre outras pessoas no ônibus ou no metrô, parecerá preferível. Mas cada vez que você faz essa viagem, perde a oportunidade de interagir com outras pessoas e, com o tempo, corre o risco de se tornar mais isolado, solitário e menos capaz de trabalhar com outras pessoas ou, na verdade, até mesmo de lidar com elas. “Grandes modelos de linguagem”, argumenta Hook, “são o Waymo da vida intelectual”.

No MIT, em Harvard ou em qualquer outra universidade, supervisionar um aluno de graduação em pesquisa dá muito trabalho, custa muito dinheiro, envolve muitas reuniões e os resultados nem sempre são excelentes. Recorrer a Claude é mais fácil, mais rápido e pode produzir melhores resultados. Também é mais barato, o que não é por acaso: Harvard permite que todos os alunos e professores solicitem um orçamento simbólico de US$ 2.500 por mês para Claude, mesmo com o financiamento de pesquisa constantemente ameaçado e a universidade demitindo funcionários.

ANÚNCIO
Essa abordagem, que prioriza a velocidade e a eficiência por meio da automação acima de todas as outras considerações, não deriva das prioridades da investigação intelectual ou da experimentação científica, mas sim dos modelos de negócios das corporações. Como escreve Hook: “O problema é que transformamos a conversa humana na opção cara e a conversa com a máquina em algo gratuito, e nos surpreendemos com as escolhas que os pesquisadores, agindo racionalmente, fazem em seguida”.

Mas, é claro, a conversação com as máquinas não é gratuita. Ela tem um custo: a nossa convivência como professores, alunos, pesquisadores, colegas, mentores e amigos. Sem falar que orientar alunos pesquisadores é nossa responsabilidade.

Há muito mais em jogo do que colaboração e comunidade. A pesquisa sobre os efeitos da IA ​​na educação ainda é preliminar, mas os resultados, até o momento, são preocupantes.

Um estudo conduzido pela Microsoft sugere que trabalhadores do conhecimento que dependem de inteligência artificial generativa demonstram menor capacidade de pensamento crítico. Um estudo de campo publicado por um pesquisador principal do Georgia Tech relata que “em média, os participantes do grupo ChatGPT tiveram resultados de aprendizagem piores do que aqueles que usaram o Google, especialmente em relação à aprendizagem crítica de ordem superior”. Um estudo com alunos do ensino médio, liderado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, constatou que os alunos com acesso ao ChatGPT tiveram melhor desempenho nos testes, mas, quando o acesso foi retirado, seu desempenho foi pior do que o dos alunos que nunca tiveram acesso.

Acadêmicos têm buscado uma forma de descrever essa grave diminuição da capacidade intelectual. Já foram propostos termos como "enfraquecimento humano", "rendição cognitiva" e até mesmo "extinção cognitiva". (Poderíamos também chamar de "perda da sanidade".) E isso sem levar em conta a perda de confiança e integridade. Segundo uma pesquisa realizada na primavera passada, mais de um terço dos alunos de graduação de Harvard entrevistados usaram IA de maneiras que violavam as normas dos cursos. Até o momento, e certamente de forma não intencional, a solução encontrada pela Universidade para esse problema tem sido isentar o corpo docente da obrigação de ensinar e os alunos da obrigação de aprender, compensando as consequentes perdas de descoberta e humanidade ao permitir que os professores comam gratuitamente nos refeitórios.

Há duas semanas, Deming afirmou que elaboraria diretrizes consultivas sobre o uso de IA ainda este ano, levando em consideração a opinião do corpo docente. No entanto, nada na abordagem da administração em relação a essa questão sugere que essa nova política será debatida de forma significativa ou sequer sujeita a evidências.

Afinal, o que estamos todos aqui reunidos para fazer?
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September 18, 10:07 AM
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Disadvantaged Neighborhoods Linked to Accelerated Brain Aging

Disadvantaged Neighborhoods Linked to Accelerated Brain Aging | Inovação Educacional | Scoop.it
In a large clinical MRI study of over 2,800 patients, researchers found that residing in socioeconomically disadvantaged neighborhoods is directly associated with accelerated brain aging, reduced total brain volume, and elevated white matter vascular damage. The findings demonstrate that structural inequities leave measurable biological imprints on the human brain at cellular and molecular levels.
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Today, 9:14 AM
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State of AI and Society - LSE

State of AI and Society - LSE | Inovação Educacional | Scoop.it
The State of AI and Society report series aims to build the foundation for informed debates on AI, synthesising what we know and what do not know about the impacts of AI on our economies and societies.
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Today, 9:01 AM
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Thinking in Public

Thinking in Public | Inovação Educacional | Scoop.it
In the last few days, several journalists from at least five different countries have asked me about AI "taking control", about the probabilities of AI armageddon that circulate in the press, about the scenarios that could trigger it, and about what we can still do. Below is a compilation of my answers to them, lightly edited for this blog. 
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Today, 8:51 AM
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Descontos adoecem mercado do livro, diz Martins Fontes 

Descontos adoecem mercado do livro, diz Martins Fontes  | Inovação Educacional | Scoop.it

Alexandre Martins Fontes tem certeza de que a indústria do livro no Brasil está doente. E se cansou, como diz, de alimentar ele mesmo os sintomas dessa doença. Chegou a um momento de "basta", ou, em suas palavras, "enough is enough".
Presidente da Associação Nacional de Livrarias há dois anos e voz influente entre livreiros, ele afirma à coluna estar farto da desvalorização do livro promovida pela política generalizada de descontos massivos sobre preços de capa.
É uma doença, diz o dono da Livraria Martins Fontes, "criada pela própria indústria brasileira", algo cavado pelos atores do mercado que "inventaram isso de que, para vender livros, precisa oferecer desconto".
O livreiro conta que todos os dias entram pessoas nas suas lojas com um celular na mão reclamando que "na Amazon está mais barato". Só que "se a Megafauna, a Travessa, a Martins Fontes venderem livros com esse desconto, fecham as portas". E a derrocada das livrarias levaria a cabo a bibliodiversidade e feriria o próprio trabalho das editoras, prejudicando ainda mais o mercado.
A solução, diz ele, é a indústria ter vontade política de estabelecer regras para si mesma, operando de acordo com normas mais rígidas de preços. "E o 'player' principal nisso é a editora. O leitor vai acabar tendo um mercado mais saudável. Hoje, ele está sendo enganado."
"É falácia dizer que precisa oferecer desconto para a pessoa comprar o livro. O correto é criar um ecossistema para produzir mais e, assim, ter tiragens maiores e custos menores."
O editor decidiu parar de esperar sentado pela aprovação da Lei Cortez —apelidada de lei do preço fixo, uma pauta antiga do mercado editorial tramitando no Congresso que estabeleceria um desconto máximo para livros recém-lançados— e tomou duas atitudes relevantes.
A primeira é parar de vender as obras de sua editora, a WMF Martins Fontes, para a Amazon. A segunda é suspender sua participação em feiras universitárias, como a Festa do Livro da Universidade de São Paulo —que, em 2025, atraiu 50 mil leitores e vendeu 362 mil exemplares, garantindo sempre um desconto mínimo de 50%.
"Quando eu dei minha declaração de que a Feira da USP presta um desserviço para a cultura brasileira, e assino embaixo dessa frase, é porque ela contribui para o enfraquecimento do ecossistema dos livros, das livrarias e das editoras", diz, se referindo a uma fala que gerou controvérsia em um encontro recente da ANL.
Representantes da Festa da USP estavam presentes naquela ocasião, onde se levantou a possibilidade de diminuir a faixa de descontos praticada no evento.
A Edusp, responsável pela organização, divulgou uma nota nesta semana reiterando sua "disposição ao diálogo", mas deixando claro "que não houve anúncio de decisão nem assunção de compromisso quanto a eventual alteração do modelo" de descontos da feira.
Martins Fontes vem munido de uma pesquisa que aponta que 79% dos consumidores da Festa da USP deixam de comprar livros antes de sua realização. "É uma falácia dizer que seja só uma grande feira por ano. Tem feira universitária o ano inteiro", aponta, citando eventos similares na Unesp, na PUC e na UFMG. "Por que alguém vai comprar numa livraria se pode comprar numa feira universitária?"
O livreiro rejeita afirmações de que esteja lutando contra os descontos para o público leitor ou contra a democratização do livro. "Não, estou lutando a favor de um ecossistema que remunere toda a cadeia, os autores, as gráficas, as livrarias, as distribuidoras."
Martins Fontes conta que recebeu contatos da Amazon para conversar. Mas diz que basta que "cinco ou seis editoras brasileiras" tomem medidas decisivas como as dele —ele cita Companhia das Letras, Record, HarperCollins, Sextante e Rocco— e "acabou o problema". "Não precisa de Lei Cortez."

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Today, 8:34 AM
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Boom IA começa a encarecer aparelhos eletrônicos - 05/09/2026 - Tec - Folha

Boom IA começa a encarecer aparelhos eletrônicos - 05/09/2026 - Tec - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor para "software e acessórios de computador" subiu 31% no mesmo período, muito acima da alta de 2,6% dos preços em geral.

Para medir o efeito sobre diferentes tipos de eletrônicos, a The Economist recorreu à Keepa, uma plataforma que acompanha preços na Amazon. Usamos seus dados para analisar os dez itens mais vendidos em seis categorias de eletrônicos no site americano da varejista.

Os resultados mostram aumentos em todas as categorias desde setembro de 2025: os preços de laptops subiram 20%, os consoles PlayStation 5, mais de 30%, e os pen drives, quase 100%. Apenas os celulares contrariaram essa tendência.
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September 18, 4:10 PM
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Estudo revela que mais escolaridade não garante maior renda no Brasil

Uma pesquisa realizada em dez capitais brasileiras apontou que o aumento dos níveis de escolaridade na população brasileira nem sempre se traduz no crescimento da renda dos brasileiros. A necessidade de trabalhos extras se mostra cada vez mais necessária.

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September 18, 3:58 PM
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The Waymo effect: how AI is quietly making research less collaborative

The Waymo effect: how AI is quietly making research less collaborative | Inovação Educacional | Scoop.it
Daniel Hook argues that frictionless technologies are teaching us to prefer our own company – and that research leaders should be worried
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September 18, 3:54 PM
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Mensalidade de R$ 15 mil e fila de espera: a lógica econômica das escolas mais caras do Brasil

Com mensalidades que ultrapassam R$ 15 mil, as escolas mais caras do Brasil tornaram-se um mercado altamente lucrativo para investidores. Desde 2022, mais de 25 instituições de alto padrão mudaram de donos ou receberam novos sócios.
Entenda a lógica de negócios por trás da educação de elite, por que grupos nacionais e internacionais estão comprando essas marcas e os desafios do setor.

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September 18, 2:24 PM
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Cursos semipresenciais de Graduação do Sistema UAB em universidades estaduais mineiras

Cursos semipresenciais de Graduação do Sistema UAB em universidades estaduais mineiras | Inovação Educacional | Scoop.it
Os cursos superiores de graduação no formato semipresencial ofertados pelas universidades estaduais mineiras no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) são supervisionados pela Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais (SEE-MG).

Esse foi o objeto de meu parecer aprovado pelo Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais (CEE-MG) – Parecer nº 1099/CEE/Plenário/2026, publicado no Diário do Executivo, em 01/08/2026.

As mudanças no marco regulatório da EAD têm sido implementadas pouco a pouco, desde o Decreto 12.456 / 2025 para cá, pois a clareza total para o segmento somente virá com a publicação dos novos instrumentos de avaliação in loco dos cursos de graduação - SINAES, prevista, inicialmente, para acontecer em março deste ano. Essa transição deixou algumas Secretarias em dúvida sobre como proceder no acompanhamento dos cursos da UAB ofertadas no âmbito dos sistemas estaduais.

Por isso, esse parecer traz mais segurança jurídica aos estudantes, que passam a ter seus cursos devidamente reconhecidos, bem como aos demais entes envolvidos, a saber, instituições estaduais de ensino superior e a Secretaria Estadual de Educação.

Nos termos do artigo 36, parágrafo 2º, do Decreto Federal nº 12.456/2025 e dos artigos 47 e 49 da Resolução CEE nº 502/2025, tais atribuições – especialmente no reconhecimento dos cursos -, permanecem sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação e do Conselho Estadual de Educação, no âmbito de suas competências legais, observados os procedimentos previstos na legislação federal e estadual aplicável.

A Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG e a Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES, respectivamente, foram autorizadas à oferta dos cursos superiores de graduação, no formato semipresencial, pela Portaria SERES/MEC nº 613/2025 e a Portaria SERES/MEC nº 614/2025, em atendimento ao Decreto Federal nº 12.456/2025 e à Portaria MEC nº 381/2025.

O referendo das autorizações expedidas pela SERES/MEC constitui medida excepcional destinada exclusivamente à viabilização da implementação do novo marco regulatório da educação a distância, não importando em deslocamento da competência regulatória atribuída ao Sistema de Ensino de Minas Gerais para a regulação, a avaliação, a supervisão, o reconhecimento e a renovação do reconhecimento dos cursos superiores de graduação ofertados, nos formatos semipresencial e a distância, por instituições de educação superior integrantes desse Sistema.

Os endereços destinados à realização das atividades presenciais obrigatórias dos cursos ora referendados deverão corresponder, exclusivamente, àqueles cadastrados e vinculados no Sistema e-MEC, competindo à UEMG e à UNIMONTES promover a vinculação dos respectivos polos de educação a distância, em conformidade com o Decreto Federal nº 12.456/2025 e a Portaria MEC nº 506/2025.

Compete, ainda, à Secretaria de Estado de Educação, observadas as competências deliberativas do CEE-MG e respeitadas as prerrogativas de autonomia universitária asseguradas pela legislação, adotar as providências necessárias à instrução e à condução dos processos regulatórios relativos à autorização, ao reconhecimento, à renovação do reconhecimento, à avaliação e à supervisão dos cursos superiores de graduação ofertados, nos formatos semipresencial e a distância, pelas instituições integrantes do Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais.

A UAB completou 20 anos, em junho do corrente, e contava com 1.050 polos e cursos ofertados por 151 instituições de ensino superior em 2025, quando chegou a mais de 170 mil matriculados, dos quais 96 mil estavam em cursos de formação inicial e continuada de professores da educação básica.
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September 18, 10:37 AM
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The Global Risks Report 2026

The Global Risks Report 2026, the 21st edition of this annual report, marks the second half of a turbulent decade. The report analyses global risks through three timeframes to support decision-makers in balancing current crises and longer-term priorities. Chapter 1 presents the findings of this year’s Global Risks Perception Survey (GRPS), which captures insights from over 1,300 experts worldwide. It explores risks in the current or immediate term (in 2026), the short-to-medium term (to 2028) and in the long term (to 2036). Chapter 2 explores the range of implications of these risks and their interconnections, through six in-depth analyses of selected themes. Below are the key findings of the report, in which we compare the risk outlooks across the three-time horizons.
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September 18, 10:33 AM
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Microsoft's commitment for AI in education; protecting students, strengthening learning

Microsoft's commitment for AI in education; protecting students, strengthening learning | Inovação Educacional | Scoop.it
Microsoft has been in the business of education for five decades. Since the earliest days of this company, we have worked alongside educators, students, families and educational leaders through each new wave of technology — and we have learned what helps learning and what gets in the way.

That commitment continues today, in a technological moment unlike any we have seen. AI can personalize learning, reduce administrative burden, accelerate research and expand access to high-quality instruction. It also brings real risk. Educators and parents are asking whether students are still doing the thinking, and whether the tools their children use are safe. Those are the right questions.
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September 18, 10:30 AM
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Pesquisa revela risco de apagão de professores na educação básica

Estudo projeta que em 2040 haverá um professor jovem para cada seis com 60 anos ou mais; indicadores de precarização da carreira docente seguem em alta
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September 18, 10:15 AM
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Why investors need a view of both AI risks and opportunities

Capturing the opportunity of artificial intelligence (AI) is both a societal question and a technological one for governments and businesses.
How they manage its effects on people will determine whether AI strengthens or undermines economic resilience and public trust in the technology.
Decision-makers at all levels need clearer and more detailed information on AI's opportunities and risks to help make better-informed decisions.
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September 18, 10:07 AM
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Converging Molecular Signatures of Autism Genes in the Brain

Converging Molecular Signatures of Autism Genes in the Brain | Inovação Educacional | Scoop.it
By analyzing over 1,000 mouse brain transcriptomes across 17 genetic lines, researchers discovered that more than 1,200 autism-risk mutations converge into two opposing molecular states in the prefrontal cortex. The two groups display inverse patterns of synaptic and gene-regulatory activity, as well as distinct responses to experimental drugs, establishing a framework to evaluate treatments across diverse genetic backgrounds.
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