Inovação Educacional
628.3K views | +70 today
 
Scooped by Inovação Educacional
onto Inovação Educacional
August 9, 6:59 AM
Scoop.it!

OpenAI terá caixa de som inteligente a partir de US$ 300

OpenAI terá caixa de som inteligente a partir de US$ 300 | Inovação Educacional | Scoop.it
O aguardado dispositivo de hardware da OpenAI terá um visual singular, com partes móveis que ajudarão a conferir personalidade ao produto, que provavelmente custará mais de US$ 300 (R$ 1.525), segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O produto —essencialmente uma caixa de som inteligente sem tela— terá o formato de uma rosquinha e aproximadamente o tamanho de um disco de hóquei, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque o projeto é confidencial. A ideia é facilitar o transporte do dispositivo pela casa com uma só mão.

A OpenAI busca desbravar novos caminhos com o produto, cujo lançamento está previsto para 2027. O dispositivo será posicionado como um computador concebido prioritariamente para inteligência artificial, capaz de ajudar os usuários a realizar tarefas, disseram as fontes.
No comment yet.
Inovação Educacional
Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
Your new post is loading...
Your new post is loading...
Scooped by Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
Scoop.it!

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 10:01 AM
Scoop.it!

Let’s Talk Course AI Policy - by Kyle Saunders

Well, fall semester is here. Every student in the US is reading syllabi with AI policies on them. Some are prohibition regimes and AI scolding. Some are “use it responsibly” that no one can actually, you know, actually measure or enforce.

I spent a chunk of the summer thinking about all of this, while also rebuilding my American Political Parties and Elections course from the studs up, and to be candid, the AI policy got too much of my thinking time.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:32 AM
Scoop.it!

Inep divulga relatório do projeto-piloto de avaliação da Educação Profissional e Tecnológica —

Inep divulga relatório do projeto-piloto de avaliação da Educação Profissional e Tecnológica — | Inovação Educacional | Scoop.it
Documento apresenta resultados do ciclo 2024-2025 do projeto-piloto e reúne subsídios para a construção de um sistema nacional de avaliação da EPT
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:28 AM
Scoop.it!

PISA 2025 Results (Volume I)

PISA 2025 Results (Volume I) | Inovação Educacional | Scoop.it
The OECD Programme for International Student Assessment (PISA) 2025 evaluates what students know and can do in science, reading, mathematics and computational problem-solving, assessing how effectively they can apply their knowledge to real-world challenges. The assessment also explores a range of broader competencies, attitudes and behaviours, including curiosity, perseverance and the use of artificial intelligence. PISA results provide valuable insights into the quality and equity of learning outcomes around the world, enabling educators and policymakers to learn from each other’s policies and practices. This volume is one of three that present the results of the ninth cycle of PISA. PISA 2025 Results (Volume I): Future-Ready Students focuses on students’ performance in the core learning domains, and explores students’ drive to learn, sense of agency and adaptability and attitudes towards school. It examines differences in learning outcomes by gender, socio-economic status and immigrant background. More than 760 000 students across 91 countries and economies participated in PISA 2025, making it the largest international comparative assessment of 15‑year‑olds worldwide.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:23 AM
Scoop.it!

Reforma tributária: 19 milhões são nanoempreendedores - 07/09/2026 - Economia - Folha

Reforma tributária: 19 milhões são nanoempreendedores - 07/09/2026 - Economia - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
O Brasil tem pelo menos 19 milhões de trabalhadores que se enquadram na categoria de nanoempreendedores criada pela reforma tributária, segundo estudo encomendado pela Natura e conduzido pelo economista Fernando Blumenschein.

A categoria reúne pessoas que exercem atividades econômicas de pequena escala, muitas vezes para complementar a renda, como costureiras, manicures, cabeleireiros, eletricistas, ambulantes e revendedores de cosméticos.

Para ser considerado nanoempreendedor, é preciso ter receita bruta anual inferior a R$ 40,5 mil —metade do limite de faturamento do MEI (microempreendedor individual)— e não estar inscrito nesse regime. Não é necessário ter CNPJ para se enquadrar na categoria.

Motoristas e entregadores que trabalham por aplicativos têm um limite maior, de R$ 162 mil por ano, equivalente ao dobro do teto do MEI.


Mulheres participam do curso de empreendedorismo em costura em Fortaleza, Ceará - Renato Stockler/Folhapress
A principal diferença para o MEI está justamente na formalização. O nanoempreendedor não precisa abrir CNPJ nem emitir documento fiscal e, pela reforma tributária, não recolhe IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) nem CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), os dois novos tributos sobre o consumo que passam a ser cobrados em 2027.

A dispensa dos documentos foi formalizada por decisão da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, formado por estados e municípios, publicada no final de agosto. Quando o estudo foi elaborado, essa dispensa ainda não estava formalizada.

Dos 19 milhões estimados pelo estudo, 15,5 milhões trabalham por conta própria sem CNPJ —número que representa cerca de 60% dos trabalhadores informais brasileiros. Os outros 3,5 milhões têm o cadastro.

A categoria foi criada para alcançar atividades de pequena escala que poderiam ser sobrecarregadas pela burocracia exigida de empresas maiores. Na prática, muitos desses trabalhadores já não pagam os atuais tributos sobre o consumo. Com a reforma, poderão continuar na mesma situação.

Uma segunda categoria de nanoempreendedor inclui trabalhadores que prestam serviço de transporte individual de passageiros ou de entregas, com receita de até R$ 162 mil por ano. O Brasil tinha cerca de 2 milhões de pessoas exercendo trabalho por meio de aplicativos de serviços em 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados na semana passada.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:22 AM
Scoop.it!

Pisa 2025 mostra queda global e atraso do Brasil - 08/09/2026 - Educação - Folha

Pisa 2025 mostra queda global e atraso do Brasil - 08/09/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Depois de queda 'sem precedentes' na pandemia, desempenho de estudantes de 15 anos continua caindo na maioria das nações avaliadas
Brasil tem resultado semelhante ao de uma década atrás, aponta relatório da OCDE
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:09 AM
Scoop.it!

Pisa 2025: alunos ficam abaixo do básico; veja questões - 08/09/2026 - Educação - Folha

Pisa 2025: alunos ficam abaixo do básico; veja questões - 08/09/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
O Brasil manteve resultados próximos aos das edições anteriores no Pisa 2025, mas continua abaixo da média dos países da OCDE (grupo de países ricos) nas três áreas tradicionais avaliadas, que são matemática, leitura e ciências.

O que é o Pisa e o que a prova avalia?
Entre 2022, edição anterior da avaliação, e 2025, a pontuação média do país aumentou 6 pontos em ciências e caiu 2 pontos tanto em matemática quanto em leitura. Segundo a metodologia, oscilações dessa magnitude podem estar dentro da margem de erro amostral e, portanto, não permitem afirmar que houve uma mudança real no desempenho dos estudantes. A variação mantém o Brasil próximo dos resultados registrados nas últimas edições.


A maior parte dos estudantes brasileiros também não alcança o nível 2 de proficiência, considerado pela OCDE o patamar básico para que o aluno tenha conhecimentos e habilidades necessários à participação plena na sociedade.

Ciências: apenas 48% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível básico (nível 2 ou superior). Isso significa que 52% ficaram abaixo do nível básico
Matemática: apenas 28% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível básico (nível 2 ou superior). Isso significa que 72% ficaram abaixo do nível básico
Leitura: apenas 49% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível básico (nível 2 ou superior). Isso significa que 51% ficaram abaixo do nível básico
LEIA MAIS SOBRE O PISA

Entenda o Pisa 2025 e como funciona a avaliação internacional
Países ricos têm pior desempenho da história no Pisa, e Brasil segue estagnado
Diferença de nota em ciências entre ricos e pobres chega a 96 pontos no Brasil, mostra Pisa
Quase metade dos alunos usa IA nas tarefas no Brasil, mas capacidade digital é baixa, mostra Pisa
CIÊNCIAS
Em ciências, área prioritária desta edição, 48% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 (pontuação mínima de 410), considerado pela OCDE o patamar básico para que o aluno tenha conhecimentos e habilidades necessários à participação plena na sociedade. Em comparação, essa média é de 74% nos países da OCDE. Na edição de 2022, eram 45%.

No nível 2, o estudante consegue reconhecer explicações corretas para fenômenos científicos familiares e usar esse conhecimento em situações simples. Também é capaz de avaliar conclusões a partir de dados fornecidos e distinguir explicações científicas de não científicas.

Nos níveis mais altos de proficiência, 5 e 6, apenas 1% dos estudantes brasileiros atingiu esse desempenho, ante 7% na média da OCDE. Nesses níveis, as questões exigem que o aluno mobilize conhecimentos científicos para lidar de forma autônoma com problemas mais complexos e situações que podem não ser familiares.


Estudantes circulam pelos corredores e escadas da Escola Estadual Professor Lourenço Filho, no Planalto Paulista, zona sul da capital paulista - Bruno Santos - 2.fev.26/Folhapress
O Pisa procura verificar justamente se o estudante consegue usar o que aprendeu diante de situações que não aparecem necessariamente da mesma forma em uma aula ou em um exercício tradicional. As questões apresentam problemas baseados em situações do mundo real e pedem que o aluno mobilize informações e conhecimentos para chegar a uma conclusão, em vez de apenas recordar uma definição ou aplicar uma fórmula.

MATEMÁTICA
Em matemática, 28% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 de proficiência em 2025, ante 65% na média da OCDE. Em 2022, eram 27%.

Nesse patamar, o estudante consegue reconhecer como uma situação simples do cotidiano pode ser representada matematicamente, mesmo sem receber instruções diretas. Entre as tarefas associadas a esse nível estão comparar a distância total de duas rotas alternativas e converter preços de produtos para outra moeda.

Nos níveis 5 e 6, que reúnem os estudantes com desempenho mais alto, praticamente nenhum aluno brasileiro chegou a esse patamar, ante 8% na média da OCDE. As tarefas nesses níveis envolvem problemas complexos que exigem a elaboração e o uso de modelos matemáticos e a avaliação de diferentes estratégias para chegar a uma solução.

LEITURA
Já em leitura, 49% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2, ante 69% na média da OCDE. Em 2022, eram 50%.

Nesse nível, o aluno consegue identificar a ideia principal de um texto de comprimento moderado e localizar informações específicas a partir de critérios apresentados no próprio texto. Também é capaz de refletir sobre o conteúdo, a forma e o propósito de uma leitura quando recebe orientações explícitas.

1 7
Entenda o Pisa, avaliação internacional de educação


VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link
Carregando...
Nos níveis mais altos, 1% dos estudantes brasileiros atingiu o nível 5 ou superior, ante 6% na média da OCDE. As tarefas desse patamar envolvem textos mais longos e complexos, nos quais o estudante precisa lidar com conceitos abstratos e distinguir fatos de opiniões a partir de informações explícitas e implícitas.

O desempenho também varia de acordo com a condição socioeconômica dos estudantes. Em ciências, a diferença entre os 25% de alunos brasileiros mais ricos e os 25% mais pobres foi de 96 pontos, acima da média de 85 pontos da OCDE.

EXEMPLOS DE QUESTÕES
As questões de ciências, área prioritária desta edição, apresentam situações do cotidiano em que o estudante precisa interpretar gráficos e aplicar conhecimento científico para tomar decisões.

Um dos itens, por exemplo, coloca o aluno no papel de prefeito de uma cidade fictícia que precisa escolher uma fonte de energia para substituir um gerador a diesel, comparando gráficos de geração e custo de opções eólica, solar, hidrelétrica e a gás.

Veja alguns exemplos liberados pela OCDE da edição 2025:


Questão de ciências do Pisa 2025 sobre fast fashion (moda rápida) - Reprodução
Crédito parcial (acertou só uma): Fast fashion - dificuldade nível 2: identificar a fonte mais confiável. Resposta certa: C — artigo de revista agrícola internacional revisado por cientistas agrícolas.

Crédito completo (acertou as duas): Fast fashion - dificuldade nível 6: justificar a confiabilidade da fonte. Resposta certa: ela foi revisada por outros especialistas, ela compara os resultados de um estudo científicos ao longo do tempo e o autor é especialista em análise de tendências de dados.


Questão de ciências do Pisa 2025 sobre raios - Reprodução
Raios - dificuldade nível 2: explicar por que o relâmpago é visto antes do trovão. Resposta certa: a velocidade da luz no ar é mais rápida do que a velocidade do som no ar.


Questão de ciências do Pisa 2025 sobre parque eólico no mar - Reprodução
Parque eólico - dificuldade nível 5: apontar um benefício ambiental da energia eólica. Resposta certa: a resposta esperada gira em torno de "não há emissão de CO₂ durante a geração de eletricidade".


Questão de ciências do Pisa 2025 sobre a mosca-soldado-negro - Reprodução
Mosca-soldado-negro - dificuldade nível 2: prever o efeito do aumento da população do inseto. Resposta certa: a resposta esperada gira em torno de "a população de moscas domésticas diminui, porque as moscas-soldado-negro são predadoras".


Questão de ciências do Pisa 2025 sobre perda de biodiversidade - Reprodução
Perda de biodiversidade - dificuldade nível 1a: identificar o grupo com maior risco de extinção. Resposta certa: a porcentagem de espécies ameaçadas de extinção é maior para tartarugas marinhas do que para os outros grupos de espécies.


Questão de ciências do Pisa 2025 sobre fontes de energia - Reprodução
Fontes de energia - dificuldade nível 5: identificar um problema causado pela falta de energia. Resposta certa: a resposta esperada gira em torno de "acidentes de trânsito por falta de semáforos; risco a pacientes em suporte de vida; falta de iluminação; perda de alimentos por falha na refrigeração, entre outros."
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:44 AM
Scoop.it!

Irresponsabilidade fiscal agrava concentração de renda

Irresponsabilidade fiscal agrava concentração de renda | Inovação Educacional | Scoop.it
Dados do IR mostram alta da desigualdade, juros elevados por gastos de Lula favorecem ganhos de capital
Estimativa referente a 2024 aponta a parcela da renda nacional detida pelo milésimo mais abonado da população em 13,1%, ante 10,2% em 2020
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:38 AM
Scoop.it!

AWS: 33% das empresas confiam em medir ROI da IA - 05/09/2026 - Painel S.A. - Folha

AWS: 33% das empresas confiam em medir ROI da IA - 05/09/2026 - Painel S.A. - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Metade dos negócios usa a tecnologia, porém poucos chegam ao estágio avançado
Carência de profissionais qualificados limita adoção e expansão na América Latina
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:21 AM
Scoop.it!

Heteropessimismo ou hetero-realismo? 

Heteropessimismo ou hetero-realismo?  | Inovação Educacional | Scoop.it

A relação entre sujeitos heterossexuais tem sido permeada por dilemas que levaram ao uso do termo heteropessimismo. Não que as demais relações sejam fáceis. Está aí a procissão de gays, lésbicas, trisais e outros a deitar no divã, provando o fracasso inerente ao encontro humano. Mas isso nunca nos impediu de amar e encontrar alguma alegria nisso.
Sobre o que é estruturalmente manco se impõem as formas de falhar próprias de cada época, contexto e sujeito. Então temos duas trabalheiras aqui. Uma é saber que nunca estamos na mesma página que o outro, que só nos resta extrair o melhor possível dessa situação e que dá até pra ser feliz nesse lugar limitado, desencontrado, mas humano. Outra é entender os fatores específicos de nossa geração que amplificam e, por vezes, até impedem que o amor encontre suas formas possíveis.
Insisto nessa primeira avaliação realista do amor porque, sem ela, podemos confundir todas as mazelas das relações que se apresentam na atualidade com qualquer miragem de completude projetada num antes ou num porvir idílicos. Nunca foi fácil, nunca será; com sorte, pode ser gratificante.
Quando se trata de relações heterossexuais, temos que lembrar que homens e mulheres vivem um momento de crise de expectativas sobre o papel de cada um. O que era considerado "coisa de mulher" se revelou, em grande parte, uma forma de coerção masculina sobre os desejos e necessidades femininas. A coisa se complica porque não se trata apenas do campo privado, como a disputa por quem lava a louça, mas da esfera pública: quem paga a conta social do trabalho doméstico, quem pode governar um país?
A geração que começa a procurar seu par agora se vê dançando uma quadrilha em que ninguém mais conhece os passos. De um lado, mulheres cujo desejo por homens másculos lhes traz de brinde uma masculinidade cheia de depreciação pelo feminino. Vivem o paradoxo de amar tipos que desprezam. Do outro lado, homens que não conseguem distinguir masculinidade de um poder que lhes parecia só vantajoso, hoje são alvo de duras avaliações, das quais se ressentem acriticamente.
Raríssimos são os casais que atravessam o umbral no qual o espinhoso tema do poder é tocado com boa-fé de ambas as partes, sem que se torne ele mesmo mais uma disputa… de poder! (Retiro deliberadamente daqui os exemplares masculinos que respondem à emancipação feminina com socos e tiros, para mantermos o nível da conversa com os demais. Mas não ignoro que ambos emergem da mesma lógica de submissão da mulher.)
Ainda estamos num momento no qual as ambiguidades imperam e amantes cobram uns dos outros novas posições que não foram inteiramente alcançadas pelos dois. Nem poderiam, pois as relações de poder entre os gêneros sequer foram reveladas. Todos os dias reconhecemos e nomeamos formas de opressão até então inconscientes. Cada novo "fiu-fiu" denunciado descortina e nomeia também formas de conivência feminina, o que nem sempre é fácil para as mulheres encararem.
A música mudou, não se espera que só um conduza a dupla, e quem quiser encontrar um par vai ter que olhar muito no olho do outro para não levar pisão no pé. E encontrar algum prazer que justifique a empreitada.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 7, 11:17 AM
Scoop.it!

Uso militar da IA exige atenção de todo o planeta

Uso militar da IA exige atenção de todo o planeta | Inovação Educacional | Scoop.it
Ainda que possa parecer remota a possibilidade de a IA representar perigo comparável ao das armas nucleares ou ao de patógenos criados em laboratórios, LaRoche entende que o mundo depende de comunidades que trabalhem numa espécie de “sacerdócio” no monitoramento da tecnologia, para evitar que decisões distantes do escrutínio público ponham a humanidade em risco. A energia nuclear permitiu grandes avanços, mas o uso bélico do átomo instaurou no planeta um medo até hoje não debelado. Oxalá o caminho da IA seja menos conturbado.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 7, 9:21 AM
Scoop.it!

Desinformação se combate sem censura

Desinformação se combate sem censura | Inovação Educacional | Scoop.it

Em uma sala de aula finlandesa, os alunos examinam quem produziu uma mensagem, quais provas a sustentam, que emoção procura despertar e onde termina a informação e começa a propaganda. Perto da Rússia, que há décadas usa a mentira como arma, essa formação integra a defesa nacional. Taiwan, sob pressão informacional permanente da China, também prepara a sociedade para reagir, em vez de entregar a uma autoridade estatal o poder de decidir o que todos podem dizer.
Como mostrou reportagem no Estadão, a Finlândia incorporou a alfabetização midiática ao currículo. Bibliotecas e organizações de mídia ampliam esse trabalho por meio de orientação, materiais educativos e iniciativas em parceria com escolas. Em Taiwan, comunidades de tecnologia cívica e verificadores independentes usam dados públicos para esclarecer fraudes e contextualizar alegações. Nada disso eliminou a desinformação. O mérito está em distribuir pela sociedade os recursos para reconhecê-la e contestá-la.
Essa dispersão oferece uma vantagem que nenhum selo oficial pode reproduzir. Governos erram, omitem e mentem; jornalistas e checadores também falham. Num sistema aberto, a versão oficial pode ser confrontada, a checagem pode ser revista e novas provas podem alterar o juízo público. A resposta ganha legitimidade porque permanece contestável. A liberdade de expressão cumpre, portanto, uma função prática: conserva os meios pelos quais uma sociedade corrige seus próprios erros.
Seria ingênuo supor que o livre debate baste contra operações de potências e agentes hostis. A falsidade custa pouco; verificá-la exige tempo, e a primeira versão costuma fixar o debate. Campanhas sofisticadas misturam fatos e meias-verdades, difundidos por perfis falsos ou redes coordenadas. É difícil medir seus efeitos: alcance não equivale a persuasão, e a intenção de interferir não prova que uma eleição tenha sido alterada. O alarme não autoriza certezas convenientes.
Há, ainda assim, amplo campo para a ação estatal. Democracias podem proteger sistemas eleitorais e redes públicas, além de investigar financiamento clandestino e operações que ocultem sua origem. Cabe ainda identificar quem financia a publicidade política e abrir dados que permitam verificar alegações oficiais. A autoridade então age sobre condutas verificáveis, sob controle judicial. Classificar oficialmente manifestações como “desinformação”, porém, obriga o poder público a arbitrar conteúdos que misturam erros, opiniões, exageros e fatos sujeitos a interpretação.
Democracias consolidadas avançam nessa direção perigosa. A censura contemporânea raramente assume forma explícita. Categorias vagas, multas altas e responsabilidade jurídica incerta induzem as plataformas a remover tudo o que possa expô-las a sanções. Como manter uma publicação duvidosa traz risco e suprimi-la quase nunca gera custo equivalente, as empresas bloqueiam preventivamente até manifestações lícitas. A decisão parece privada; o incentivo que a produziu veio do Estado. A regulação europeia já oferece sinais dessa tendência.
O Brasil deveria prestar atenção. O Supremo Tribunal Federal recentemente rasurou a proteção estabelecida pelo Marco Civil, ampliando o incentivo à remoção preventiva. Ao mesmo tempo, categorias abertas e ordens opacas reduzem as salvaguardas do debate público, sobretudo quando a mesma autoridade investiga uma manifestação, determina sua retirada e pune os responsáveis. Tais instrumentos são defendidos em nome de ameaças reais, porém continuarão disponíveis a autoridades futuras. Convém julgá-los pelo uso que lhes daria um governo sem escrúpulos, e não pelas intenções alegadas por quem hoje os maneja.
Finlândia e Taiwan escolheram um trabalho menos vistoso. Formar cidadãos, abrir dados e conquistar confiança por meio de instituições transparentes levam anos e não exibem o poder imediato de uma ordem de remoção. Em compensação, criam defesas que nenhum governante controla sozinho. O Estado democrático precisa perseguir agentes clandestinos e condutas ilegais, sem monopolizar o julgamento da verdade política. Uma sociedade acostumada a buscar provas pode resistir à propaganda estrangeira e também à mentira de seus próprios agentes políticos. Aquela que aprende a esperar o veredicto oficial estará desarmada diante de ambos.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 7, 8:03 AM
Scoop.it!

Netflix fatura R$ 500 milhões com plano com publicidade

Netflix fatura R$ 500 milhões com plano com publicidade | Inovação Educacional | Scoop.it
Com o índice de 35 milhões, a Netflix consegue algo que a TV por assinatura brasileira não conseguiu nem mesmo em seu auge. No início dos anos 2010, todas as operadoras pagas somadas alcançavam 20 milhões de clientes.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 10:02 AM
Scoop.it!

AI is becoming more common in uni courses. What can students gain and what might they lose?

AI is becoming more common in uni courses. What can students gain and what might they lose? | Inovação Educacional | Scoop.it
How AI is being used in teaching
Unis are using AI for a range of purposes. From a student’s perspective, most uses fall into four familiar functions: tutoring, lecturing, feedback provision, and marking. These are all core parts of university teaching traditionally done by human teachers. They are not new functions or abilities created by the availability of AI.

Among the most common uses of AI at uni is feedback provision. Educators at Sydney University, for example, have used AI platform Cogniti to allow students to get 24/7 feedback on their assessments prior to submission.

Similarly, this year the University of Wollongong began trialling AI “study buddies” across 15 large first-year subjects. Its aim is to provide academic support to new students and answer their common questions as they transition into uni.

Some systems extend tutoring into practice and rehearsal. La Trobe University’s “Fletch” plays a disgruntled parent, changing its responses as trainee teachers work through a difficult conversation.

Lecturing by an AI rather than by a human is less common, at least at the moment, but it is starting to appear. For example, the University of Newcastle has announced an AI avatar will deliver lectures in a computing subject. This involves the academic writing the script while software generates the presenter’s voice and moving face.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:59 AM
Scoop.it!

Com comentários sobre IA, Deming descarta a integridade em Harvard | The Harvard Crimson

Com comentários sobre IA, Deming descarta a integridade em Harvard | The Harvard Crimson | Inovação Educacional | Scoop.it
Em um e-mail enviado aos alunos de graduação na quarta-feira, o reitor da Harvard College, David J. Deming, compartilhou suas prioridades para o próximo ano, incluindo o desenvolvimento de uma “comunidade de aprendizagem” e o esclarecimento das políticas de inteligência artificial em toda a instituição.

Nessas questões, a mais alta instância da Universidade aparentemente espera desvalorizar a educação em Harvard por medo de que alguns alunos sejam negligentes com o próprio aprendizado. Mas os princípios não devem ser ajustados para acomodar aqueles que os violam.

Deming escreveu que as proibições de IA são “inexequíveis” e contribuem para criar uma tentação para os alunos colarem, a fim de evitar “ficarem para trás”. Em alguns casos, suas sugestões abordam o problema da cola por IA removendo-a do processo por meio de provas escritas ou orais presenciais. Nesses pontos, concordo com ele — a responsabilização em sala de aula é uma necessidade diante da ameaça da IA.

No entanto, Deming parece ceder aos incentivos perversos que a IA cria. Devido à tentação que os alunos podem sentir ao usar a tecnologia e à desconfiança que ela fomenta entre professores e alunos, ele propõe que Harvard busque a “aceitação, ou mesmo o incentivo”, da IA ​​em cursos com muita escrita.

Essa postura é estranha, considerando a forma como a Faculdade lidou com a questão das notas no ano passado. As reclamações dos alunos sobre o limite de notas A frequentemente se concentravam em incentivos perversos, como a deterioração da colaboração e a gamificação do planejamento de aulas. Mas a Faculdade, apesar dessas ameaças relacionadas ao comportamento dos alunos, manteve-se firme em apoiar o que considerava o melhor caminho para a saúde intelectual da Universidade a longo prazo.

O próprio Deming chegou a afirmar, em um fórum aberto em março, que acredita que os alunos deixarão de lado as pressões da competição acirrada e continuarão a colaborar. No que diz respeito à avaliação, Deming parece não se importar em legislar contra a corrente da mentalidade cínica e otimizadora dos alunos.

No ano passado, escrevi sobre a incompatibilidade fundamental da inteligência artificial com o ensino das humanidades. Muitos professores renomados compartilharam opiniões semelhantes em resposta ao e-mail de Deming. A professora de inglês Deirdre Lynch destaca a importância da dialética entre pensamento e linguagem na escrita, e o professor de história Peter E. Gordon, com razão, preocupa-se com o fato de o uso da IA ​​poder limitar o pensamento aos conjuntos de conhecimento estabelecidos nos quais os modelos de IA se baseiam, restringindo, assim, o pensamento autônomo.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:31 AM
Scoop.it!

Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar

Pisa: Brasil reduz diferença para países ricos no desempenho escolar | Inovação Educacional | Scoop.it
A educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os mais recentes resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referente ao ano de 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Aplicado a cada três anos pela entidade, o Pisa avalia os conhecimentos de estudantes na faixa de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:25 AM
Scoop.it!

Mandar por assinatura - Algoritmos

Mandar por assinatura - Algoritmos | Inovação Educacional | Scoop.it

Por milênios, o vetor fundamental de valor foi a terra. Quem a possuía mandava, mesmo que a mantivesse em grande medida improdutiva.
A Revolução Industrial deu escala a uma nova dimensão, o trabalho sistemático, cujo controle passou a orientar novos fluxos de riqueza. A propriedade não abdicou de um milímetro do seu poder, mas a medida que passou a importar foi a hora, que embasa a ideia moderna de produtividade, como na constatação de que somos cinco vezes menos produtivos (por hora trabalhada) do que os noruegueses.
A IA agêntica introduz um terceiro vetor, o "compute": eletricidade que atravessa chips e sai na forma de operações, vendidas por hora de máquina, do mesmo modo que o trabalho fabril ou de escritório é vendido por hora de gente.
A hora está presa ao corpo, são 24 por dia para qualquer pessoa e não dá para guardá-las para o dia seguinte. Já o "compute" não tem esse teto, podendo ser estocado por meio de chips e alugado para todo o resto do planeta, onde a demanda é muitas vezes maior do que a oferta. Hora, todo o mundo tem; chip, quase ninguém.
Pela primeira vez desde a Revolução Industrial, valor e propriedade voltam a se fundir, mas com uma diferença: "compute" é propriedade que trabalha e decide como cumprir o que lhe foi solicitado. Hora-homem vira hora-máquina, enquanto o dinheiro migra dos salários para a nuvem de tarefas, as quais vão se encadeando como peças de um quebra-cabeça que se monta sozinho.
Outra novidade desta fase é o protagonismo da pessoa física. Até aqui, para ver as coisas realizadas em série era preciso contratar quem as realizasse. Agora, uma assinatura do Grok Bot, paga do próprio bolso, libera um feixe de agentes desenhados pelo fabricante para agir como funcionários, fazendo do "compute" o primeiro vetor de valor vendido no varejo, como um plano de celular.
O que se faz com os agentes é a grande ironia dessa história. O sujeito mais esperto aluga capacidade de máquina superior à que a empresa oferece, entrega o resultado como se fosse trabalho seu e embolsa a diferença em dinheiro, tempo ou mérito, até que o comprador conclua que todo o trabalho pelo qual está pagando não passa de intermediação, mesmo que isso seja falso. O resultado é o esfacelamento das grandes forças de trabalho, não só pelo lado da demanda, mas também pelo da oferta, que em parte se torna mais algorítmica e impessoal.
Do outro lado da porta, o mesmo sujeito reaparece sem empresa, vendendo a clientes diretos o que antes fazia dentro dela, com os mesmos agentes. O motorista de aplicativo já vivia assim, pagando à plataforma pela coordenação e entrando com o carro; a diferença é que agora se paga aluguel pela própria inteligência do serviço.
Cada pessoa que passa por essa porta vira um comprador de "compute" por conta própria, o que leva a demanda projetada a níveis que parecem pura loucura, tal como foi com a eletricidade, cujo consumo cresceu milhares de vezes quando ela se espalhou das ruas e fábricas para as casas.
O meeiro trabalhava a terra dos outros e pagava com parte da colheita, plantando o que o dono mandava. Na fábrica, o trabalhador vendia suas horas para executar decisões alheias. Quem for viver de agentes vai pagar pelo uso da máquina, só que é ele quem decide o que ela faz. Mandar está chegando por assinatura. Ter, não.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:22 AM
Scoop.it!

Pisa: Brasil avança no controle do celular e uso de IA - 08/09/2026 - Educação - Folha

Pisa: Brasil avança no controle do celular e uso de IA - 08/09/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Apesar da menor capacidade das escolas de integrar tecnologia ao ensino, o uso de ferramentas digitais pelos estudantes brasileiros supera a média da OCDE em um dos indicadores: 48% afirmam usar chatbots de inteligência artificial ao menos uma vez por semana para tarefas escolares, ante 46% na média da organização.

O tempo de uso de dispositivos digitais para atividades de aprendizagem, porém, é menor no Brasil. Os estudantes brasileiros passam, em média, 1,3 hora por dia usando esses equipamentos na escola para aprender, contra 1,7 hora na média da OCDE.


Para atividades de lazer, a diferença é menor: 1 hora por dia no Brasil e 1,1 hora na média dos países da organização.

O Pisa também avaliou os resultados do uso de equipamentos em sala. Nas aulas de ciências, por exemplo, 25% dos estudantes brasileiros relatam se distrair com dispositivos digitais, ante 28% na média da OCDE.

O ponto destacado no levantamento é que, entre os alunos brasileiros que relatam esse tipo de distração, o desempenho na disciplina é, em média, 19 pontos menor. Na média dos países observados, a diferença é de 11 pontos.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 9:15 AM
Scoop.it!

Pisa 2025: Brasil aumenta desigualdade socioeconômica

Pisa 2025: Brasil aumenta desigualdade socioeconômica | Inovação Educacional | Scoop.it

Os 25% dos estudantes brasileiros de maior nível socioeconômico tiveram desempenho 96 pontos superior ao dos 25% de menor nível socioeconômico em ciências no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) de 2025. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8).
Nos extremos, a média em ciências foi de 380 pontos entre os mais desfavorecidos e de cerca de 476 pontos entre os mais favorecidos, patamar próximo ao da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), responsável pelo levantamento, de 482. A média do país foi de 409.
O Pisa avalia estudantes de 15 anos matriculados em escolas dos países e economias participantes. A cada edição, o exame se aprofunda em uma das áreas avaliadas. Em 2025, ciências foi a disciplina escolhida para essa análise mais detalhada.
A diferença média observada entre os países da OCDE é de 85 pontos.
Essa discrepância entre os grupos socioeconômicos varia bastante entre os países da organização. Olhando para os ricos, na Alemanha, chega a 125 pontos, a maior entre os países da OCDE com dados disponíveis; no Canadá, são 59 pontos.
O Pisa não classifica os estudantes pela renda familiar. A OCDE usa um índice de nível econômico, social e cultural (ESCS, na sigla em inglês), que considera a escolaridade e a ocupação dos pais ou responsáveis e recursos disponíveis em casa, como livros, espaço para estudar e acesso à internet.
Quando o relatório compara os 25% de maior e de menor nível socioeconômico, portanto, não está comparando diretamente os alunos mais ricos e mais pobres, mas estudantes posicionados nos extremos dessa escala socioeconômica.
Essa distribuição, porém, não é equilibrada no Brasil. Do total de estudantes brasileiros, 35% estão no quartil socioeconômico internacional mais baixo, a maior fatia entre as quatro faixas, enquanto apenas 14% estão no mais alto —29% e 23% ficam nos dois quartis intermediários.
BRASIL TEM MAIOR DESIGUALDADE ENTRE PAÍSES DE DESEMPENHO SEMELHANTE
A diferença brasileira também se destaca quando a comparação é feita apenas com países que tiveram desempenho próximo ao do Brasil em ciências no Pisa 2025.
Entre os 12 países com notas entre 393 e 420 pontos —uma faixa de 27 pontos—, o Brasil apresenta a maior distância entre os grupos de maior e menor nível socioeconômico.
Colômbia (93 pontos), Equador (86) e Argentina (82) vêm na sequência. No outro extremo do grupo, Cazaquistão (41) e Jordânia (42) apresentam diferenças menores da metade da registrada no Brasil.
A origem socioeconômica responde por 16% da variação no desempenho em ciências dos estudantes brasileiros, segundo a OCDE. Entre os países da organização, essa parcela é de 12%.
A desigualdade também aparece na capacidade de estudantes de origem menos favorecida alcançarem os melhores resultados. Apenas 10% dos alunos brasileiros entre os 25% de menor nível socioeconômico conseguem atingir o grupo de melhor desempenho em ciências. Na média da OCDE, são 12%.
Entre 2022 e 2025, a diferença de desempenho entre os grupos socioeconômicos no Brasil aumentou 5 pontos em ciências. No mesmo período, a média de um grupo de referência de 35 países da OCDE diminuiu 13 pontos.
A variação negativa registrada no Brasil ocorreu em apenas outros dois países: Turquia (7) e Filipinas (26).

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:47 AM
Scoop.it!

Pisa 2025: o que é e como funciona a prova mundial

Pisa 2025: o que é e como funciona a prova mundial | Inovação Educacional | Scoop.it
O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na sigla em inglês) é uma avaliação internacional que mede o desempenho de estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências. Os resultados permitem comparar o desempenho educacional entre diferentes países e economias.

Organizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o estudo é realizado a cada três anos e avalia se os estudantes conseguem aplicar conhecimentos e habilidades para resolver problemas e lidar com situações do mundo real. O Brasil participa desde a primeira avaliação, em 2000.


Alunos do 1ª e 2ª série do ensino médio da escola Vital Brazil, durante a atividade tutor acadêmico - Jardiel Carvalho - 22.ago.24/Folhapress
A cada edição, uma das três áreas recebe maior ênfase, e os estudantes respondem a um número maior de questões sobre ela. Em 2022, o foco principal foi matemática. No Pisa 2025, ciências voltou a ser a área prioritária, como já havia ocorrido em 2006 e 2015. O exame trouxe uma subescala específica de alfabetização ambiental ("environmental science").

Pela primeira vez, o exame também avaliou a competência de aprendizagem no mundo digital, que mede a capacidade dos estudantes de resolver problemas com o uso de ferramentas computacionais. A edição ainda trouxe um módulo opcional de proficiência em inglês como língua estrangeira, aplicado a uma amostra separada de estudantes em 22 países.

LEIA MAIS SOBRE O PISA

Países ricos têm pior desempenho da história no Pisa, e Brasil segue estagnado
Diferença de nota em ciências entre ricos e pobres chega a 96 pontos no Brasil, mostra Pisa
Como os alunos brasileiros vão nas provas do Pisa? Veja exemplos de questões
Quase metade dos alunos usa IA nas tarefas no Brasil, mas capacidade digital é baixa, mostra Pisa
O Pisa 2025 é a maior aplicação da história do programa, com 91 países e economias participantes, ante 81 na edição anterior. Entraram no grupo, entre outros, Armênia, Equador, Quênia, Ruanda e a Região do Curdistão, no Iraque.

O estudo envolveu 760 mil estudantes. O Brasil participou da pesquisa com 30.140 alunos.

1 7
Entenda o Pisa, avaliação internacional de educação


VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link
Carregando...
Cada país tem um responsável local pela aplicação. No Brasil, essa função cabe ao Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao Ministério da Educação.

TIRE SUAS DÚVIDAS

O que o pisa avalia?
Quem são os alunos avaliados?
Como é a avaliação?
Quais são as limitações na interpretação dos resultados?
O QUE O PISA AVALIA?
O Pisa avalia um conjunto de habilidades e competências que a OCDE define como sendo as esperadas para estudantes ao fim do ensino fundamental. Assim, busca medir o quanto o jovem adquiriu de conhecimentos para uma participação plena na sociedade.

Em ciências, área prioritária do Pisa 2025, a prova coloca os estudantes diante de problemas e situações do mundo real. A partir deles, é preciso recorrer ao conhecimento científico para explicar fenômenos e avaliar possíveis respostas. As questões, por exemplo, exigem que o aluno examine como uma investigação foi realizada e interprete dados e evidências.

Em matemática, a prova não busca avaliar se o aluno aprendeu o uso de fórmulas ou conceitos, mas a capacidade de usar e interpretar a matemática para seu cotidiano.

Já em leitura, a prova avalia se os alunos adquiriram, por exemplo, a habilidade de compreender a informação principal de um texto ou fazer a análise crítica do que estão lendo.

QUEM SÃO OS ALUNOS AVALIADOS?
O Pisa avalia os estudantes de 15 anos dos diversos países analisados. A população avaliada tem como base sua idade, não uma série específica, porque os sistemas educacionais são diferentes —e alunos com a mesma idade estão em anos diferentes, dependendo da região.

A avaliação é feita aos 15 porque, nessa idade, em grande parte dos países, os alunos já concluíram o ensino fundamental. No Brasil, tipicamente eles estão no 1º ou no 2º ano do ensino médio. A amostra é feita para representar a população em termos socioeconômicos e participação da escola pública e privada.

Dos 30.140 estudantes brasileiros:

72,4% são de escolas da rede estadual
96,9% estudam em escolas em áreas urbanas
78,1% são de escolas localizadas no interior
84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio na época das provas, aplicadas entre abril e maio de 2025
COMO É A AVALIAÇÃO?
Na grande maioria dos países participantes, a prova é realizada inteiramente por computador e dura duas horas. O Pisa utiliza uma metodologia de teste adaptativo multiestágio, em que as questões apresentadas ao estudante podem se tornar mais adequadas ao seu nível de habilidade a partir das respostas dadas nos blocos anteriores.

Além da prova cognitiva, os estudantes respondem a um questionário de contextualização de cerca de 35 minutos. Os diretores das escolas também respondem perguntas sobre a gestão e o ambiente escolar.

Esses dados permitem relacionar o desempenho dos estudantes a fatores como nível socioeconômico, suporte da família, aspectos socioemocionais e características do ambiente escolar, como indisciplina, distrações digitais e bullying.

Os dados são usados pelos sistemas educacionais para identificar desigualdades e orientar políticas públicas.

QUAIS SÃO AS LIMITAÇÕES NA INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS?
O Pisa permite comparar o desempenho de estudantes de diferentes países e economias, mas, segundo especialistas, seus resultados não devem ser lidos como uma medida direta da qualidade de cada sistema educacional. A avaliação não segue o currículo escolar de cada país. Em vez disso, aplica um conjunto próprio de habilidades e competências definido pela OCDE.

Isso significa que uma posição mais alta ou mais baixa no ranking não explica, por si só, as causas do desempenho dos estudantes. Os resultados precisam ser analisados levando em conta as diferenças sociais e econômicas entre os países.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:44 AM
Scoop.it!

André Mendonça e os limites do abuso de poder 

André Mendonça e os limites do abuso de poder  | Inovação Educacional | Scoop.it
Solução escolhida por ministro não estava fora do campo das decisões que um magistrado prudente poderia tomar
Pode-se dizer que ele deveria ter parado antes ou que houve diligência excessiva; não basta, porém, para caracterizar abuso
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:32 AM
Scoop.it!

66% dos estudantes de medicina têm sintomas depressivos - 08/09/2026 - Educação - Folha

66% dos estudantes de medicina têm sintomas depressivos - 08/09/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it

Nas redes sociais, a estudante de medicina Natália Barros, 22, gosta de compartilhar a rotina acadêmica com os seguidores. As publicações mostram fotos de jaleco e bastidores da faculdade. O que não aparece nos posts é todo o impacto que o curso tem provocado em sua saúde mental.
Estudante do terceiro ano da Unifesp, Natália deixou João Pessoa (PB) para morar em São Paulo. Ela relata cansaço, dificuldade de concentração, alterações no sono e perda de apetite, sintomas depressivos que associa à falta de tempo imposta pela rotina da graduação.
As atividades físicas e os hobbies foram os primeiros itens a sair da agenda após entrar na graduação em medicina. Trocou a academia pela aula de balé por ser apenas uma vez na semana. "A última vez que eu senti que tinha tempo de sobra foi nas férias, quando não fiz nada. Só vivi minha vida alheia à faculdade", diz.
Natália não é a única estudante da graduação no país a sofrer pela falta de tempo por conta da rotina. Um estudo publicado na Brazilian Journal of Psychiatry, intitulado "Ambiente de aprendizagem, fatores de estresse acadêmico e aspectos institucionais como determinantes dos desfechos de saúde mental na educação médica", mostrou que 2 em cada 3 estudantes de medicina ouvidos (66%) apresentaram sintomas de depressão moderada a grave.
Conduzida por pesquisadores do CISM (Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental), a pesquisa ouviu 1.026 estudantes de 74 instituições públicas e privadas. Metade também apresentou sintomas de ansiedade (50,5%).
Os índices encontrados no Brasil estão acima das estimativas globais para estudantes de medicina. No mundo, 27,2% apresentam sintomas de depressão e 33,8%, de ansiedade durante a formação médica.
A falta de tempo foi o estressor mais citado, seguida por questões ligadas ao desempenho acadêmico, relacionamentos, preocupações com a saúde e dificuldades de aprendizagem.

Para o psiquiatra Rodolfo Furlan Damiano, pesquisador do CISM e um dos responsáveis pelo estudo, o problema está na naturalização do sofrimento como parte da formação. "Infelizmente, isso faz parte do que a gente chama de currículo oculto, que é uma questão tacitamente passada de que sofrer faz parte, de que a falta de tempo faz parte. É passado de geração em geração."

A coleta ocorreu entre setembro de 2023 e setembro de 2024 e incluiu voluntariamente estudantes de medicina com 18 anos ou mais, do primeiro ao sexto ano.

Para identificar sintomas depressivos, foi utilizado um questionário com nove itens, chamado PHQ-9, que avalia a ocorrência de sintomas nas duas semanas anteriores. A pontuação varia de 0 a 27 e classifica os sintomas como mínimos, leves, moderados, moderadamente graves ou graves.


A ansiedade foi avaliada pelo GAD-7, escala de sete perguntas que atribui pontuações de 0 a 21 e classifica os sintomas em níveis mínimo, leve, moderado ou grave.

Além disso, os pesquisadores também aplicaram o JHLES, instrumento que avalia a percepção dos alunos sobre o ambiente de aprendizagem. Por fim, a MSSF, escala desenvolvida e validada pelo grupo de pesquisadores brasileiros, foi utilizada para avaliar os fatores de estresse.

Os resultados mostram diferenças na percepção do ambiente acadêmico de acordo com o tipo de instituição. Alunos de universidades privadas avaliaram de forma mais positiva o ambiente de aprendizagem, principalmente as relações com professores e o clima acadêmico. Estudantes de universidades públicas apresentaram mais estresse relacionado a notas e avaliações.

A experiência relatada por Natália se aproxima desse resultado da pesquisa. Nos dois primeiros anos do curso, ela diz ter enfrentado dificuldades de comunicação com professores.

Ela também relata episódios de competição entre estudantes. Para ela, a pressão acadêmica pode fazer com que alguns alunos deixem de compartilhar materiais de estudo, como slides, com colegas.

Os 15 fatores associados mais importantes da análise de Depressão (PHQ-9)

Variável Tipo
Falta de Tempo Fator de Risco
Preocupações de Saúde Fator de Risco
Relacionamentos Fator de Risco
Dificuldades de Aprendizagem Fator de Risco
Colaboração entre Pares Fator Protetor
Clima Acadêmico Fator Protetor
Desempenho Acadêmico/Aprendizagem Fator de Risco
Inclusão e Aceitação Fator Protetor
Relação com Docentes Fator Protetor
Engajamento Significativo Fator Protetor
Sexo (Masculino) Fator Protetor
Espaço Físico Fator Protetor
Idade (anos) Fator Protetor
Mentoria Fator Protetor
Tipo de Universidade (Pública) Fator de Risco
Os 15 fatores associados mais importantes da análise de Ansiedade (GAD-7)

Variável Tipo
Falta de Tempo Fator de Risco
Preocupações de Saúde Fator de Risco
Relacionamentos Fator de Risco
Dificuldades de Aprendizagem Fator de Risco
Colaboração entre Pares Fator Protetor
Clima Acadêmico Fator Protetor
Desempenho Acadêmico/Aprendizagem Fator de Risco
Inclusão e Aceitação Fator Protetor
Relação com Docentes Fator Protetor
Engajamento Significativo Fator Protetor
Sexo (Masculino) Fator Protetor
Espaço Físico Fator Protetor
Mentoria Fator Protetor
Tipo de Universidade (Pública) Fator de Risco
Estudante Cotista Fator de Risco
A pesquisa identificou ainda características associadas à menor intensidade de sintomas de ansiedade e depressão, entre elas a colaboração entre colegas e o clima acadêmico.

Gabriel Gaspar, 23, estudante do segundo semestre de medicina na USP, afirma manter uma boa saúde mental apesar da rotina exaustiva. Ele atribui isso, em parte, à integração social proporcionada pelas atividades da atlética.

Também diz que os quatro anos de cursinho, no Anglo, o ajudaram a desenvolver uma espécie de "casca" para enfrentar as dificuldades. "A falta de tempo me afeta, mas me afeta pouco porque eu estou fazendo coisas hoje na faculdade que eu quis muito fazer", afirma.

As diferenças aparecem também quando os pesquisadores analisam a forma de ingresso na universidade. Estudantes que entraram por cotas tiveram pontuações mais altas no PHQ-9 e níveis mais elevados de estresse acadêmico. Bolsistas apresentaram percepção menos positiva sobre a colaboração entre colegas e o engajamento nas aulas.


A estudante cotista e bolsista Anna Catarina diz ter encontrado, ao entrar na faculdade privada, uma divisão socioeconômica entre as turmas. Segundo ela, a primeira era formada majoritariamente por estudantes que pagavam a mensalidade integral, enquanto as seguintes, especialmente a D, reuniam principalmente beneficiários do Fies e do Prouni.

A experiência fez com que questionasse a própria capacidade e se de fato pertencia àquele espaço.

Hoje, Anna acorda às 4h para preparar as marmitas do dia e sai de casa às 6h para chegar à faculdade às 7h30. Antes de conseguir um carro, fazia o trajeto com dois ônibus e um metrô lotado.

Por causa da privação de sono, mantém um cobertor no armário da faculdade e diz que já dormiu sobre bancos nos corredores. "Se eu sair num final de semana, eu já me sinto preocupada, já me sinto com a sensação de que eu deveria estar estudando mais, não era para eu estar aqui", afirma.

O estresse também aparece em sintomas físicos. Anna relata crises de dermatite, tremores no olho e uma crise de enxaqueca tão intensa que a faz vomitar repetidamente.

As diferenças entre cotistas e não cotistas deixam de aparecer quando os pesquisadores consideram fatores como ambiente de aprendizagem e estresse acadêmico. Segundo Damiano, isso indica que a associação inicialmente observada não pode ser atribuída à condição de ter ingressado por ação afirmativa.

"Não existe algo inerente a ser cotista que leve a uma pior saúde mental. O que acontece é que a percepção do ambiente de aprendizagem é pior, talvez porque seja mais estressante ou porque ele sofra mais discriminação. Quando controlamos [na pesquisa] esses fatores ambientais, o efeito de ‘ser cotista’ desaparece."

NÚMEROS DA PESQUISA
1.026 estudantes de medicina de 74 universidades de todo o Brasil
40,3% da rede pública (413 alunos) e 59,7% da particular (611 alunos)
66,0% dos estudantes (676 alunos) apresentaram sintomas de depressão de moderada a grave
50,5% dos estudantes (517 alunos) apresentaram sintomas de ansiedade de moderada a grave

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
Today, 8:18 AM
Scoop.it!

Justiça garante dedução total no IR para TEA 

Justiça garante dedução total no IR para TEA  | Inovação Educacional | Scoop.it

A Justiça Federal reconheceu o direito de uma contribuinte de deduzir integralmente do Imposto de Renda os gastos com a educação do filho diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista), mesmo que ele esteja matriculado em uma instituição de ensino regular.
A decisão foi tomada pelo Juizado Especial Federal do Distrito Federal. A sentença transitou em julgado em 27 de agosto, tornando definitivo o entendimento no caso.
O juiz Márcio de França Moreira considerou que, para pessoas com TEA, a educação pode ter caráter de apoio psicológico e terapêutico, e não apenas pedagógico. Ele também citou a Constituição, que estabelece que o atendimento educacional especializado deve ocorrer preferencialmente na rede regular de ensino.
A decisão aplicou o Tema 324 da Turma Nacional de Uniformização, segundo o qual gastos com a instrução de pessoas com deficiência física, mental ou cognitiva podem ser deduzidos integralmente do IR como despesas médicas, mesmo quando o aluno frequenta escola regular.
Com isso, a contribuinte poderá abater integralmente os gastos com a instrução do filho enquanto ele for seu dependente no IR e persistir o diagnóstico de TEA. Também foi reconhecido o direito à restituição de valores pagos a maior nos cinco anos anteriores, com correção pela Selic.
As despesas com educação estão submetidas a um limite anual de dedução. Já os gastos médicos podem ser abatidos integralmente, desde que comprovados.
A sentença determina que a contribuinte apresente a documentação necessária para comprovar os gastos. A restituição será calculada posteriormente, com a reconstituição das declarações de Imposto de Renda.
A ação foi conduzida pelas advogadas Sarah Gabriela Felix Mattesco e Thaisi Alexandre Jorge, do escritório Dino, Siqueira & Jorge Advogados.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 7, 11:10 AM
Scoop.it!

Colonização do Sul, pequena propriedade e desenvolvimento: o outro Brasil que surgiu no século XIX

Uma das formas mais interessantes de pensar a formação econômica do Brasil é comparar os diferentes padrões de ocupação do território. O país não nasceu com uma única estrutura agrária, uma única lógica produtiva ou uma única relação entre terra, trabalho e mercado. Em diferentes regiões, formaram-se modelos bastante distintos, e essas diferenças deixaram marcas que continuam visíveis até hoje na renda, na industrialização, na estrutura empresarial e na organização social.

O Nordeste açucareiro colonial é o exemplo clássico de uma economia de plantation. Grandes propriedades, produção voltada à exportação, forte concentração de terra e renda e uso intensivo de trabalho escravizado. Era uma economia integrada aos mercados internacionais desde o início, mas com uma estrutura social profundamente desigual e um mercado interno relativamente estreito.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 7, 9:19 AM
Scoop.it!

I’m a father of three who studies the impact of artificial intelligence: this is what parents need to know about AI | AI (artificial intelligence) | The Guardian

I’m a father of three who studies the impact of artificial intelligence: this is what parents need to know about AI | AI (artificial intelligence) | The Guardian | Inovação Educacional | Scoop.it
Not all screens are bad
One of my worries is that we allow a legitimate sense of concern about the impact of social media on children’s lives to seep into how we think about AI, allowing good restrictions on the former to turn into kneejerk bans on the latter. Social media and AI are not the same thing, and whereas the former often dehumanises and distracts us from the real world, AI – used in the right way – can make our lives go far better.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
September 7, 7:53 AM
Scoop.it!

Por que desobediência dos modelos da OpenAI é tão grave - 23/07/2026 - Tec - Folha

Por que desobediência dos modelos da OpenAI é tão grave - 23/07/2026 - Tec - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Parece coisa de filme de ficção científica. Em 16 de julho, a Hugging Face, uma plataforma de inteligência artificial, anunciou que havia notificado as autoridades policiais após um invasor ter usado um agente de IA para violar seus sistemas. Em 21 de julho, descobriu-se que não havia nenhum humano envolvido; o agente de IA era o próprio invasor.
No comment yet.