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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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July 1, 11:48 AM
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'Estamos enfrentando forças que têm todo o dinheiro do mundo': Erin Brockovich sobre sua batalha contra os data centers de IA - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

'Estamos enfrentando forças que têm todo o dinheiro do mundo': Erin Brockovich sobre sua batalha contra os data centers de IA - Instituto Humanitas Unisinos - IHU | Inovação Educacional | Scoop.it
Esta não é uma história sobre IA, diz ela. "O gênio saiu da lâmpada: está aqui, é uma ferramenta eficaz, você pode usá-la ou não", afirma Brockovich com naturalidade. Trata-se das estruturas gigantescas que estão sendo construídas para abrigar as vastas instalações de computação que a IA exige. Esses data centers, diz ela, se estendem por "centenas e centenas de hectares". Em maio, Utah aprovou um centro com o dobro do tamanho de Manhattan.

Alguns dos e-mails que Brockovich recebe de pessoas próximas aos data centers expressam genuína perplexidade: “Por que eu não sabia disso? Como essa construção simplesmente começou? Por que estou recebendo agora um aviso da prefeitura de que isso já foi aprovado, sendo que eu nem sequer tive voz na decisão?” Outros refletem preocupações sobre o impacto dos centros: “E quanto aos nossos recursos? O que está acontecendo com a água? Quem está pagando por toda essa energia e eu vou arcar com essa conta? Qual será o impacto futuro dessas monstruosidades na saúde? O que vai acontecer com a vida selvagem?”

A partir dos e-mails, Brockovich criou um mapa dos principais centros de dados de IA nos EUA, tanto os que estão em operação quanto os em construção, sobrepondo-os às localizações onde membros da comunidade enviaram e-mails expressando preocupações. Este documento de código aberto é alarmante: em 24 de junho, 33 centros de dados de IA estavam concluídos e operacionais, 68 estavam em construção e 41 estavam em fase de planejamento. Além disso, foram recebidos 7.005 relatos por meio do formulário online , ou seja, tudo o que se sabe sobre eles é o que as pessoas viram. Como diz o título de uma postagem em seu blog no Substack: “Se os centros de dados são tão importantes, por que estão sendo construídos em segredo?”

“Está acontecendo em todos os estados dos EUA, em vários condados, áreas rurais, fazendas, ranchos e bairros. As pessoas observam a natureza porque a respeitam, porque precisam dela. E estão vendo-a ser destruída”, diz Brockovich. Ela ouviu relatos de pessoas dizendo: “Estou preocupado porque é aqui que as águias-carecas fazem seus ninhos”, “Estou vendo a vida selvagem desaparecer”, “Estou vendo animais mortos”. Algumas comunidades ficam sabendo da existência de um centro meses depois de sua aprovação; outras não ouvem nada a respeito e assistem à construção de um enorme edifício.
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July 1, 11:42 AM
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Brasil: Metade das jovens vive jornada dupla, diz estudo - 29/06/2026 - Economia - Folha

Brasil: Metade das jovens vive jornada dupla, diz estudo - 29/06/2026 - Economia - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Levantamento da Fiocruz aponta que 90% das mulheres de 15 a 29 anos fazem atividades de cuidados
Ocupadas com cuidados domésticos, 1/3 das jovens negras não trabalha nem estuda
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July 1, 11:40 AM
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Perguntar 'onde está a chave'?' gera sobrecarga na mulher

Perguntar 'onde está a chave'?' gera sobrecarga na mulher | Inovação Educacional | Scoop.it

Parecia uma segunda-feira aparentemente normal, quando a gaúcha Mari Camardelli, 40, paralisou. "Estava no carro e, de repente, não sabia mais dirigir", lembra. Pediu ajuda para pessoas na rua e conseguiu chegar em casa.
Ela conta que se assustou, mas pensou que fosse algo passageiro. Dois dias depois, entrou em uma reunião e, ao ver as pessoas na tela, não conseguiu reconhecer alguns rostos.
Preocupada, buscou atendimento médico e recebeu o diagnóstico de burnout. Também chamado de síndrome do esgotamento profissional, o distúrbio decorre de sobrecarga extrema no trabalho. No caso de Mari, questões profissionais se somaram às demandas do trabalho invisível dentro de casa, comum às mulheres, como resolver pendências domésticas e problemas dos filhos e do marido.
"Eu tinha entrado em colapso, o que acontece quando você tenta ligar todos os equipamentos ao mesmo tempo", diz ela, que é especialista em inteligência emocional, educadora parental e fundadora da comunidade Somos Madrastas.
Questões de saúde mental não eram novidade para Mari, que em 2024 publicou o livro "(Sobre) Carga Mental" (Much Editora). Ela conta que, apesar de conhecer os riscos do esgotamento, não se protegia.
Depois do colapso, passou a se cuidar mais, diz. Se antes não sabia dizer "não", agora é algo que faz tranquilamente. "Eu me preparei para receber uma amiga às 19h, são quase 21h e ela não chegou. Mesmo não querendo, eu a receberia. Hoje, desmarco."
São reflexões como esta que ela coloca em seu livro e nos grupos que mantém para ajudar outras mulheres, as principais afetadas por questões ligadas à saúde mental.
De acordo com o relatório "Esgotadas", publicado em 2023 pela ONG Think Olga, 45% das brasileiras possuem diagnóstico de ansiedade, depressão ou algum outro tipo de transtorno mental. A ansiedade é o transtorno mais comum, atingindo 6 em cada 10 mulheres.
"A mulher que está sempre resolvendo algo fica estressada", afirma a psicóloga Carla Antloga, professora da UnB (Universidade de Brasília).
"Resolver algo", ela diz, inclui ações práticas, como varrer o chão, até pensar, planejar e organizar, como programar o que a família vai almoçar e jantar. "Isso gera sobrecarga mental", afirma. Em um casal heterossexual, o fato de a mulher ser geralmente a responsável pela maioria das tarefas domésticas, sendo solicitada pelo companheiro a todo momento —inclusive com perguntas como "onde está a chave?"—, gera sobrecarga mental e emocional.
A sobrecarga mental, explica a psicóloga, é marcada pela exigência cognitiva —prestar atenção, tomar decisões, executar tarefas. A emocional, como o nome diz, causa impacto nas emoções. Carla explica, contudo, que ambos os fardos coexistem. "Na prática, to da sobrecarga mental gera uma demanda emocional e vice-versa", diz.
Esse tipo de sobrecarga aparece também quando a mulher é responsável pelo cuidado com os pais, o que acontece na maioria das famílias. Foi o que mostrou a pesquisa "Cuidados no Domicílio", feita pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) no estado de São Paulo, em 2021.
De acordo com o estudo, as mulheres são 90% dos cuidadores. Dessas, 90% são parentes ou moram na mesma casa das pessoas que precisam de cuidado. Ou seja, o aumento da presença feminina no mercado de trabalho não alterou as cobranças.
"Muita gente ainda acredita, erroneamente, que a mulher é biologicamente ligada ao cuidar", afirma Carla, que também lidera o grupo Psitrafem (Pesquisas em Trabalho Feminino). "Falta a compreensão de que isso é tarefa e leva à exaustão."
Em seu consultório, a ginecologista e pesquisadora Fabiane Berta ouve com frequência queixas relacionadas à sobrecarga. "Mais de 90% das pacientes que estão na perimenopausa, um período de vulnerabilidade, estão cansadas", diz.
Fabiane explica que as mudanças hormonais podem agravar ainda mais o quadro de estafa. "Não adianta só falar para essa mulher tentar dormir mais e fazer uma atividade. É preciso um olhar integral. Muitas vezes, parte do problema é fisiológico, ligado a questões hormonais."
Voltando aos homens, a cientista social Carmen Susana Tornquist aponta ainda, como obstáculo, a dificuldade de fazer com que eles se responsabilizem igualmente pelas tarefas domésticas.
"Como escreveu o sociólogo Pierre Bourdieu, quem está em uma posição de conforto vai relutar em abrir mão desse lugar. Não é porque o homem seja menos legal, mas porque há uma determinação social para isso."

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July 1, 11:37 AM
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Sobrecarga feminina: sinais de alerta e riscos

Sobrecarga feminina: sinais de alerta e riscos | Inovação Educacional | Scoop.it

Maioria das pessoas afastadas por questões ligadas à saúde mental no Brasil em 2025, segundo o Ministério da Previdência Social, as mulheres deveriam falar mais sobre o assunto. A conversa pode ser com amigas, familiares ou profissinais da saúde, o importante é enxergar a situação.
Ignorar o problema pode levar, por exemplo, a casos de ansiedade e depressão, segundo Dulce Brito, gerente médica de bem-estar e saúde mental do Einstein Hospital Israelita de São Paulo.
O primeiro sinal de alerta, ela diz, costuma estar relacionado ao sono. "Muitas vezes, uma mulher sobrecarregada pode até dormir oito horas por noite, mas acorda sempre cansada", afirma.
Isso acontece, segundo Dulce, devido a um estado permanente de alerta. "Ela acorda se lembrando de alguma tarefa do dia, de checar se o filho está bem. Não consegue descansar profundamente."
Falta de memória também pode ser um sinal de sobrecarga. "Tanto o cansaço físico quanto o mental causam lapsos e bloqueios criativos", diz a médica.
A jornalista Izabella Camargo, que foi diagnosticada com burnout e hoje dá palestras sobre o assunto, conta que muitas mulheres só se dão conta de que estão sobrecarregadas quando percebem que não estão lavando o cabelo, por exemplo. "Com a falta de energia, o autocuidado é deixado de lado porque se tem a ideia de que dá para recuperar depois", afirma.
Para sair desse ciclo, o primeiro passo é tentar reduzir o ritmo dentro e fora de casa, sugerem especialistas.
"Pergunte para você mesma o que você precisa agora, sem considerar o trabalho remunerado, a casa ou a família", diz Dulce. "Quando foi a última vez que você esteve a sós com você mesma, que fez algo sem pensar em mais ninguém? Refletir sobre isso não é egoísmo, é cuidar do corpo e da alma."
Nesse sentido, o psiquiatra Pedro Pan fala em entender o que é possível. "Busque exemplos não identificados com a lógica da idealização. Se você é, por exemplo, mãe, inspire-se em experiências de pessoas que entendem que nem sempre dá para seguir o que é colocado como perfeito."
De acordo com ele, é importante também saber pedir ajuda, no trabalho ou em casa. "Se não for possível, faça uma autorreflexão sobre o que é prioridade naquele momento."
O principal, diz Pan, é perceber que não há problema algum em não dar conta de tudo. "Mais do que isso, [o principal] é entender que talvez nem seja possível fazer tudo."

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July 1, 11:32 AM
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Magreza extrema em mulheres mais velhas põe saúde em risco

Magreza extrema em mulheres mais velhas põe saúde em risco | Inovação Educacional | Scoop.it
Restrição alimentar pode acelerar perda de músculos, cabelos e colágeno, além de desenvolver osteoporose e arritmias
É impossível manter o mesmo corpo, a mesma pele e o mesmo cabelo que você tinha aos 20, 30 anos, diz endocrinologista
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July 1, 11:05 AM
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Fé conservadora, socialista e liberal

Fé conservadora, socialista e liberal | Inovação Educacional | Scoop.it
o protestantismo também pode ser altamente conservador, como são muitos evangélicos atualmente religião e a política se alinham de maneiras inesperadas.

O catolicismo, por exemplo, é frequentemente conservador —como ocorreu na Irlanda desde a época do primeiro cardeal irlandês, Paul Cullen (1803–1878), e como já era na Espanha, tornando-se ainda mais durante o regime do general Franco. Mas nem sempre é assim: basta olhar para os teólogos da libertação na América Latina ou, de maneira mais geral, para os cristãos que levam a sério a resposta de Jesus ao jovem rico que perguntou como poderia alcançar o Reino dos Céus: venda todos os seus bens, dê o dinheiro aos pobres e siga-me.

O protestantismo, da mesma forma, pode ser altamente conservador, como são muitos evangélicos hoje em dia (nem sempre foram assim). Mas o protestantismo também tem seus progressistas, como o próprio nome sugere. A minoria da Reforma Radical, após 1517, refutou completamente a hierarquia eclesiástica, e não apenas o Papa de Roma. O exemplo da governança eclesiástica horizontal nas igrejas radicais foi fundamental para a nova Europa. Escolher o próprio ministro —ou não ter nenhum— sugeria a possibilidade de livrar-se de senhores indesejados também em outras áreas.

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19ª edição da Marcha para Jesus no Rio de Janeiro


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Martinho Lutero defendeu o "sacerdócio universal dos crentes". Essa doutrina inspirou a Guerra dos Camponeses alemães (1524–1526), a maior revolta do gênero na Europa antes da Revolução Francesa. Lutero ficou horrorizado e incentivou a aristocracia a esmagá-la, o que de fato aconteceu. Sua Reforma foi, pelo contrário, conservadora e "magisterial": luteranos e anglicanos mantiveram seus padres, bispos e senhores. Afinal, todos deveriam ter um magistratus, não é?

Os radicais que disseram "não" foram os anabatistas, menonitas, congregacionistas e, mais tarde, os quakers e, por fim, os unitaristas. Nada de bispos. Esses radicalismos niveladores na governança da igreja poderiam ter sido esmagados por uma Contrarreforma ainda mais bem-sucedida, ou pela aplicação ainda mais implacável das leis que sustentavam as igrejas magisteriais, administradas e financiadas pelos reis. Mas o movimento sobreviveu.

O sucesso precário dos protestantes radicais —e tendências semelhantes até mesmo entre os católicos, como o jansenismo de Pascal— permitiu que pessoas comuns assumissem, pela primeira vez, o controle rigoroso de suas vidas religiosas e, por analogia, de suas vidas econômicas. Observe o pequeno grupo de quakers ingleses, que teve um êxito surpreendente na vida econômica —nos seguros da Lloyds, nos bancos Barclays e Lloyds e nas empresas de chocolates Cadbury e Rowntree. Os quakers se opunham tão radicalmente a qualquer tipo de hierarquia que os homens não tiravam os chapéus e as mulheres não faziam reverências, nem mesmo diante do rei da Inglaterra. Eram igualitários radicais, desejosos de "responder ao testemunho de Deus em cada homem" —como declarou em 1672 George Fox, o fundador do movimento—, "sejam eles pagãos... ou... professem a Cristo".

No entanto, a implicação de tal atitude não é o socialismo de Estado. Muitos pensam que seja, mas não é o caso —nem no catolicismo romano nem no protestantismo. Como alguém que é, ao mesmo tempo, devota cristã e liberal clássica, parece-me —sem surpresa— que a postura mais cristã que se pode adotar é a de um liberal básico, um defensor da igualdade de liberdade, tanto na religião quanto no resto da vida.
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July 1, 10:02 AM
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Vida espiritual ativa traz benefícios à saúde física

Vida espiritual ativa traz benefícios à saúde física | Inovação Educacional | Scoop.it

Manter uma vida religiosa ou espiritual ativa pode trazer benefícios concretos à saúde física, inclusive com efeitos a longo prazo. É o que mostra um novo estudo publicado na revista científica Plos One. O trabalho, que acompanhou uma amostra de americanos, conclui que o envolvimento com práticas espirituais pode ser um antecedente da saúde, e não apenas uma consequência dela.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) já inclui a espiritualidade no conceito ampliado de saúde, que busca tratar o paciente como um todo. Hugo Moura, geriatra do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Pernambuco (HC-UFPE), afirma que fatores emocionais e sociais influenciam diretamente a resposta a diferentes tratamentos, sobretudo em pacientes idosos ou em situação de vulnerabilidade.
Especialmente nos cuidados paliativos, Moura afirma que "é preciso dar conta de demandas que vão além da fisiopatologia específica da doença". Dessa forma, para ele, a espiritualidade é uma força interna que auxilia, não só na adesão às terapias propostas, mas também no manejo da dor que se estende às dimensões mental, social e existencial.
Além disso, pacientes com espiritualidade mais desenvolvida costumam apresentar maior resiliência diante da perda de funcionalidade e da proximidade da morte. Por fim, existe também um papel importante prestado pela comunidade religiosa como rede de apoio para essas pessoas em momentos de vulnerabilidade.
A pesquisa americana foi conduzida com mais de 3.000 participantes em uma avaliação inicial, dos quais 600 voltaram para uma reavaliação seis anos depois. A partir das informações fornecidas por cada um dos voluntários —como frequência das práticas religiosas e de oração, fé proferida, comprometimento pessoal e estratégias de enfrentamento de problemas—, eles foram classificados segundo o seu engajamento espiritual.
Em seguida, os pesquisadores utilizaram métodos de modelagem de dados para avaliar a relação entre a espiritualidade e a saúde física autoavaliada, levando em consideração outros quesitos, como idade, sexo, renda, escolaridade e raça, que poderiam ser confudidores das estatísticas.
Os resultados mostram uma correlação relevante entre pessoas que demonstraram maior engajamento religioso na avaliação inicial e uma melhor condição de saúde física na reavaliação. Em particular, essa associação foi mais evidente entre os participantes mais velhos. Em contrapartida, uma boa saúde na primeira fase do estudo não foi um preditor significativo de maior religiosidade no futuro, observação que levou os especialistas à conclusão de que a espiritualidade antecede uma boa condição de saúde, e não o contrário.
Entretanto, segundo os próprios autores do estudo, são necessárias pesquisas futuras que explorem mais a fundo a diversidade de crenças religiosas e que utilizem mediadores biológicos, como marcadores inflamatórios, para entender melhor como práticas espirituais podem contribuir para a longevidade e a qualidade de vida.
São muitas, porém, as evidências que associam fé, espiritualidade e saúde física. Um estudo realizado com 112 pessoas hospitalizadas por Covid na Romênia, por exemplo, revelou que, embora grupos de pacientes mais e menos religiosos tivessem comorbidades semelhantes e grau similar de comprometimento pulmonar, os mais espiritualizados apresentaram menor mortalidade, com taxa de 1% contra 14% nos menos religiosos.
Grandes sociedades médicas já reconhecem o papel da espiritualidade no bem‑estar, como a Sociedade Americana de Geriatria, a Europeia de Cuidados Paliativos e a Brasileira de Cardiologia, que já possuem orientações sobre como integrar a dimensão espiritual ao tratamento.
Hugo Moura ressalta, entretanto, que é preciso observar o equilíbrio entre religiosidade e comprometimento com a terapia médica adequada. Segundo ele, crenças extremas podem gerar falsas esperanças e atrapalhar o tratamento clínico com promessas de curas extraordinárias. Os estudos mostram que a religiosidade gera resultados positivos quanto combinada com o tratamento. "Eu não estou aqui para dizer que você não tem que acreditar no seu milagre. Mas peço que também veja o milagre diário que pode acontecer no tratamento", afirma o especialista.
Frederico Leão, pesquisador e professor da USP (Universidade de São Paulo), explica que a frustração com a religião durante o curso de uma doença também pode prejudicar o tratamento. Esse fenômeno é chamado de coping negativo no meio especializado.
"O coping positivo envolve encarar a doença com fé e esperança, acreditando, por exemplo, que Deus está ao seu lado", afirma o especialista. "Já o coping negativo envolve sentimentos de punição ou abandono divino. O primeiro tende a estar associado a melhores desfechos de saúde".
Um estudo do ano passado reforça a importância da religião como instrumento para o enfrentamento de enfermidades pela população brasileira e avalia o fenômeno do coping, ou enfrentamento.
Conduzido na Bahia, o trabalho acompanhou 100 pacientes em hemodiálise, com média de idade de 55 anos, de diferentes vertentes religiosas. Os resultados mostram que, em média, prevaleceu o enfrentamento religioso positivo, especialmente entre os professantes do candomblé. Por outro lado, o coping negativo foi mais comum entre os pacientes evangélicos.
Para os autores da pesquisa, é importante que os profissionais de saúde compreendam essas estratégias de enfrentamento para oferecer um suporte mais eficaz, já que o envolvimento com a religiosidade e a espiritualidade pode favorecer a aceitação da doença e reduzir o risco de complicações, como depressão ou ansiedade.

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July 1, 10:00 AM
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Comparar-se com outras mulheres piora quadro de sobrecarga

Comparar-se com outras mulheres piora quadro de sobrecarga | Inovação Educacional | Scoop.it

Você mal acorda e, ao entrar nas redes sociais, vê fotos de treinos de corrida concluídos, imagens do que foi um café da manhã saudável, vídeos em que uma influenciadora passa quatro produtos na pele depois de já ter tomado um banho. Você então pensa que nunca vai conseguir ter aquele corpo ou aquela aparência, porque é impossível ter aquela rotina.
"As pessoas se comparam com o que veem nas redes sociais sem saber como é de verdade a vida do outro", diz a psicóloga Tassiane Valim —spoiler: muitas vezes o que aparece na tela é mentira.
"Aquela influenciadora pega ônibus? Tem filho? Fazer essa comparação sem considerar as outras realidades impacta demais na autocobrança das mulheres e, consequentemente, na saúde mental."
Segundo Tassiane, é importante olhar para quem seguimos nas redes sociais e filtrar o conteúdo que nos é entregue. "Temos que pensar se aquela pessoa está mostrando uma rotina possível ou não."
Kátia Olivieri, psicóloga especializada na saúde mental da mulher, afirma que não devemos nos comparar nem com quem éramos no passado, muito menos com pessoas que não conhecemos e não sabemos como vivem além do Instagram.
"O tempo passa, a gente muda. O importante é sabermos o que faz sentido para nós", diz. "Se eu não sei se, para mim, é mais legal o cabelo liso ou cacheado, é mais fácil eu acreditar no que os outros dizem, mesmo que não combine comigo."
Além da idade, a socióloga Silvana Maria Bitencourt, da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), aponta o marcador de classe social. "Parece que algumas influenciadoras não sofrem, e isso não existe na vida real", diz.
Ela lembra que por trás da cobrança estética que recai sobre as mulheres há uma indústria que tenta vender seus produtos: "Compre aqui este creme, faça este procedimento", repetem mulheres com milhões de seguidores nas redes sociais.
O caminho que as especialistas indicam para mulheres que estão sofrendo com esses dilemas é começar trabalhando a autoestima. A mulher mais segura vai se abalar menos ao ver vidas e corpos supostamente perfeitos.
"Também falo para minhas pacientes diminuírem o nível de exigência", diz a psicóloga Ana Maria, presidente da Isma-BR (International Stress Management Association). "Tudo bem não estar com a aparência 100% seguindo um padrão, o importante é se sentir confortável."

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July 1, 9:51 AM
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O primeiro emprego na mira da IA

O primeiro emprego na mira da IA | Inovação Educacional | Scoop.it
"Meu pai trabalhou por 12 anos numa empresa até o dia em que eles compraram uma maquininha que fazia tudo que ele fazia. Ele foi demitido. O mais deprimente é que minha mãe fez a mesma coisa."

A frase acima, de Woody Allen, em tradução livre, retrata bem o medo que temos de as máquinas substituírem o trabalho humano. De fato, nos últimos séculos, as máquinas tomaram o nosso lugar em muitas ocupações.

O tear mecânico substituiu o trabalho de tecelões. Colheitadeiras e ceifadeiras mecânicas reduziram em muito a necessidade de trabalhadores na agricultura. A máquina de escrever tirou o lugar dos copistas, mas também criou a profissão de datilógrafos, que sumiu depois com outros avanços tecnológicos.


Robôs da empresa chinesa X Square Robot são treinados para fazer tarefas domésticas - Hector Retamal - 22.mai.26/AFP
Em tempos mais recentes, caixas eletrônicos, leitores de códigos de barra, robôs de limpeza e drones passaram a realizar tarefas que antes necessitavam de trabalho humano.

Como resultado, a grande maioria dos empregos que existia há poucos séculos não mais existe. Além disso, a população da Terra aumentou muito. Os trabalhos de outrora empregariam, talvez, 1% da população atual. Contudo, não temos taxas de desemprego de 99%. A grande maioria das pessoas trabalha.

À medida que alguns empregos foram destruídos, muitos outros foram criados.

O avanço tecnológico traz prosperidade por aumentar a capacidade humana de produzir, e a criação e a destruição de empregos são parte desse processo. Contudo, alguns saem perdendo. Que o diga o pai da frase do Woody Allen.

Quem tem seu trabalho substituído por máquinas precisa procurar novas ocupações. Uma habilidade desenvolvida ao longo de anos pode perder valor em pouco tempo. Se uma nova tecnologia ameaça me substituir, eu cá com meus botões de carne e osso preciso repensar meus rumos.

Agora, é a vez de a inteligência artificial ameaçar o nosso trabalho.

O ritmo atual do progresso tecnológico é alucinante. Se o tear mecânico levou décadas para ocupar o lugar dos tecelões, mudanças tecnológicas recentes tiveram impacto rapidamente.

A inteligência artificial está substituindo trabalho humano?

Vistos por cima, os dados não passam nenhum sinal de preocupação. Taxas de desemprego no Brasil e na União Europeia andam perto do mínimo das últimas décadas e estão por volta de 4,5% nos Estados Unidos.

Há, porém, alguns sinais iniciais do impacto da IA nos empregos.


Nos Estados Unidos, entre pessoas com curso superior completo, a taxa de desemprego de recém-graduados é sempre um pouco superior à do grupo. Recentemente, essa diferença vem aumentando. Analistas apontam a inteligência artificial como causa importante desse aumento.

Na China, a taxa de desemprego entre jovens graduados da universidade vem aumentando há muitos anos. Está ainda maior.

Ainda não vemos esse padrão em vários outros países, mas, ao que parece, neste momento, os mais afetados pela inteligência artificial são os jovens graduados ingressantes no mercado de trabalho.

Isso coloca questões importantes para as políticas públicas. Além de termos menos gente trabalhando hoje, poderemos ter menos profissionais com experiência nos próximos anos. Se isso será um problema ou não, dependerá do impacto dos avanços da IA nos empregos de amanhã.
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June 30, 4:13 PM
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Condicionalidade VAAR da BNCC da Computação

Condicionalidade VAAR da BNCC da Computação | Inovação Educacional | Scoop.it

Entenda como a BNCC da Computação passa a integrar a Condicionalidade V do VAAR e o que redes de ensino devem fazer para acessar recursos do Fundeb.
A BNCC da Computação, a educação digital e a educação midiática são temas que caminham juntos, sendo que as escolas e as redes de ensino têm um papel a desempenhar também junto às famílias, além de preparar os estudantes para um mundo hiperconectado.
O Ministério da Educação aprovou a mudança na metodologia de aferição das condicionalidades de melhoria de gestão para fins de distribuição dos recursos da complementação do Valor Anual por Aluno - VAAR no exercício de 2027.
Agora, a BNCC da Computação, a educação digital e a educação midiática passaram a entrar nos critérios analisados para habilitação das redes de ensino ao VAAR, mecanismo de complementação do Fundeb.
A metodologia vale para a aferição de 2026 e terá efeitos na distribuição dos recursos de 2027.  As redes de ensino têm que comprovar no SIMEC sua adequação documental até agosto de 2026.
A Condicionalidade V passa a verificar se estados, municípios e Distrito Federal têm referenciais curriculares compatíveis com a BNCC e com as normas da BNCC Computação. A comprovação exigirá currículos atualizados e aprovados pelas instâncias competentes de cada sistema de ensino. Esses documentos devem contemplar pensamento computacional, mundo digital e cultura digital, com progressão das habilidades ao longo da educação básica.
Trata-se de uma medida de proteção e formação para tempos atuais, onde o futuro já chegou, só está mal distribuído, quando várias profissões têm suas atividades fortemente alteradas pela crescente automação, agora ainda mais presente nos trabalhos realizados em escritórios. Além do que já se observa sobre os impactos do mundo digital, quando seu uso é mau orientado, na saúde mental, no empobrecimento do repertório, da atenção, da metacognição e da memória, bases do aprender.
Educação Digital e Midiática passa a integrar critérios do VAAR
Leia aqui a notícia recentemente publicada pelo MEC a respeito da Condicionalidade V.
Considero que essa medida é muito oportuna, pois leva aos gestores da educação, pesquisadores e professores a compreenderem ainda mais a importância do Pensamento Computacional, da Cultura Digital e do Mundo Digital, eixos estruturantes da BNCC da Computação, a serem desenvolvidos a partir de competências e habilidades aderentes ao currículo e às práticas escolares desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.
O apoio aos professores e a sua formação para atuarem nesse campo precisarão contar com esforços bem estruturados, que mesclem a prática e a reflexão crítica, ainda mais levando-se em conta que há poucos docentes com formação específica para o que a BNCC da Computação exige.
Compartilhe este artigo com outras pessoas e até a próxima! 
Artigo por Luciano Sathler.
Membro do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais.

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June 30, 9:14 AM
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Os 4 processos judiciais nos EUA que podem mudar a forma como as redes sociais operam

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Empresas como Meta, Google, Snapchat, TikTok, Discord e a plataforma de jogos sociais Roblox enfrentam milhares de processos nos EUA sob a alegação de que estão prejudicando seus usuários, principalmente as crianças.
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June 30, 9:09 AM
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Como identificar um 'narcisista dissimulado' — e o que fazer se for seu colega de trabalho

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Especialistas afirmam que existem características comuns que podem identificar um narcisista dissimulado, que procura chamar a atenção de uma forma mais discreta e despretensiosa
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July 1, 4:19 PM
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Educação em números: quantas escolas, turmas e matrículas existem no Brasil

Os números mostram uma queda de 2,3% no número total de matrículas em comparação a 2024 e um aumento de 10,7% no número de estudantes que estudam sob o regime integral. Além disso, os dados consolidam o ensino fundamental como etapa em que há, estatisticamente, universalização de acesso. A quantidade de alunos por professor também mostra tendência de queda, bem como a taxa de distorção idade-série. Veja, neste artigo, o cenário que os números revelam sobre a realidade da educação brasileira hoje, e como permitem dimensionar os desafios envolvidos na garantia de permanência e qualidade na educação.
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July 1, 11:46 AM
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Celular proibido na escola: o que diretores de escolas públicas e privadas relatam um ano depois?

Celular proibido na escola: o que diretores de escolas públicas e privadas relatam um ano depois? | Inovação Educacional | Scoop.it
Um ano após a implementação da lei que restringe o uso de celulares nas escolas de todo País, diretores relatam maior participação dos estudantes nas atividades em classe, maior concentração nas aulas, socialização entre os alunos e queda em conflitos e agressões. Conforme o Ministério da Educação, 92% das escolas do País já implementam a legislação.

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Por outro lado, os gestores indicam dificuldade alta para conquistar adesão dos estudantes à regra e 39% indicam dificuldade de garantir infraestrutura para armazenamento e guarda dos aparelhos. A maior parte (62%) relata que o celular é guardado na mochila do próprio estudante. Cerca de 31% dos gestores também apontam dificuldade de fiscalizar a aplicação da lei durante as aulas e os intervalos.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 30, pelo MEC e fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com gestores de mais de 8 mil escolas públicas e privadas de todo País a respeito da implementação da lei que restringiu o uso dos dispositivos nas escolas. O governo pretende fazer uma nova rodada da pesquisa ouvindo professores e estudantes.

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Proibir celulares resolve a crise de saúde mental entre jovens? Especialista diz que não

3:04
Médico questiona a lógica de simplesmente proibir os jovens de usar celulares e redes sociais sem ensiná-los a lidar com essas ferramentas de forma equilibrada. Crédito: Amanda Botelho/Estadão

“Diferentemente de outras leis que são natimortas, essa é uma lei viva, porque ela já está sendo internalizada. Muita lei no Brasil não pega. Se essa pegou, é porque havia um ambiente na sociedade preocupado com esse uso nocivo”, afirmou a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt.

Projetos para proibir o uso de celulares nas escolas já tramitavam no Congresso desde 2015. Há dois, porém, o Ministério da Educação encampou a pauta e o governo federal atuou no Legislativo para aprovar a lei.

Os principais ganhos apontados pela pesquisa estão na área de socialização, convivência, saúde mental e bem-estar. Entre os dados trazidos pelo MEC, destacam-se:

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95% dos gestores concordam que a restrição de celulares estimulou a socialização presencial;
88% dos gestores concordam que a medida contribuiu para redução de conflitos, agressões digitais e cyberbullying;
86% dos gestores concordam que a restrição ao uso dos celulares contribuiu para a redução da ansiedade dos estudantes;
55% dos gestores observam a diminuição de conflitos e agressões físicas dentro da escola.
Segundo o estudo, a restrição do uso de celulares também ampliou as atividades manuais e artísticas nas escolas, além de impulsionar atividades pedagógicas fora das sala de aula. Para 67% dos gestores ouvidos, a maior prioridade para garantir a eficácia da lei é que haja parceria com as famílias para estabelecer limite de tempo de tela.

“Não adianta a escola a restringir e chega em casa e ele fica o tempo todo na tela”, diz a secretária do MEC.

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Muitas escolas usam nichos ou escaninhos para que alunos guardem seus celulares Foto: Taba Benedicto/staão
Cerca de 61% dos gestores também indicam a necessidade de formação dos professores em mediação tecnológica, saúde mental e bem-estar. Sessenta por cento dos diretores também indicam a necessidade de estruturar espaços de lazer, com reforma de pátios e áreas de convivência.

“A tecnologia veio para melhorar a vida das pessoas. Não é inimiga da humanidade. O MEC teve cuidado desde o início de não demonizar o uso das tecnologias e nem dos celulares, o que a gente propôs foi restringir o mau uso”, afirma Schweickardt.

O uso de celular nas escolas, segundo pesquisas, prejudica o aprendizado dos alunos. A pesquisa do MEC não traz, no entanto, análises sobre esse impacto. A secretária justificou que a lei ainda é recente para possibilitar esse tipo de observação, além do fato de que a aprendizagem é multifatorial, o que implicaria considerar outros fatores de impacto.

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Em 2023, relatório Global da Unesco intitulado “A tecnologia na educação, uma ferramenta a serviço de quem?” destacou o risco do uso de celulares para a aprendizagem.

“As notificações recebidas ou a mera proximidade do celular podem ser uma distração, fazendo com que os alunos percam a atenção da tarefa. O uso de smartphones nas salas de aula leva os alunos a se envolverem em atividades não relacionadas à escola, o que afeta a memória e a compreensão”, dizia o relatório.

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Em março, um novo relatório da Unesco mostrou que 114 sistemas educacionais têm alguma proibição nacional sobre o uso de celulares, o que representa cerca de 58% dos países do mundo. O quantitativo representa uma expansão significativa em relação ao dado aferido em 2023, quando apenas 24% tinham uma regra.

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Desde 2025, o Brasil ampliou a legislação para restringir o acesso de crianças e adolescentes ao ambiente digital. Além da lei que limita o uso de celulares nas escolas, o Congresso também aprovou o ECA Digital, que estabelece uma série de regras para o acesso desse público às redes sociais. A legislação é considerada uma das mais avançadas do mundo e foi celebrada por especialistas.
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July 1, 11:41 AM
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Pressão estética aumenta a carga emocional feminina

Pressão estética aumenta a carga emocional feminina | Inovação Educacional | Scoop.it
"Eu e o Felipe [Andreoli] temos o mesmo trabalho. A gente apresenta três programas juntos, mas eu chego duas horas antes para fazer cabelo e maquiagem. No dia da minha folga, quando ele pode dormir, jogar tênis, aproveitar, eu tenho que refazer a esmaltação em gel, fazer a raiz do cabelo, fazer provas de roupa."

O desabafo da apresentadora Rafa Brites, 39, publicado em maio em seu Instagram, expõe uma questão vivida por muitas mulheres: a carga mental e estética. À Folha ela conta que já conhecia o abismo que existe entre homens e mulheres, mas que, ao apresentar os reality shows Power Couple Brasil, Game dos 100 e Love & Dance com o marido, essa realidade "ficou muito escancarada".

Mesmo ciente da diferença de carga horária, porém, ela diz não conseguir se libertar disso. "As pessoas perguntam por que então não apresento sem maquiagem, mas é uma decisão difícil de ser tomada individualmente."


Em post que viralizou, a apresentadora Rafa Brites falou sobre a diferença de tempo que mulheres e homens gastam com tratamentos de beleza - Juliano Simões/Divulgação
Rafa ressalta que, apesar do desabafo, reconhe seus próprios privilégios. "Tenho consciência de que, ao falar de sobrecarga feminina, eu estou no topo de uma pirâmide ainda muito opressiva."

A opressão foi abordada pela escritora norte-americana Naomi Wolf no livro "O Mito da Beleza", de 1991. Na obra, cujo subtítulo é "Como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres", ela escreve sobre como o culto à juventude feminina atua como uma forma de controle social.

Considerada um modelo de beleza, a atriz Flávia Alessandra, 52, diz entender bem disso.

"Acho que toda mulher, em algum nível, já sentiu esse peso de precisar corresponder a uma expectativa estética o tempo inteiro", afirma. "Existe uma cobrança muito grande para que a mulher esteja sempre jovem, bonita, magra, impecável. É como se a nossa aparência fosse um projeto sem fim."


A atriz Flávia Alessandra diz sentir a cobrança por padrões de beleza 'irreais' - Felipe Censi/Divulgação
A atriz diz que, com o tempo, aprendeu a olhar mais para seu bem-estar. "Amadurecer me trouxe essa consciência de entender que meu valor não está ligado apenas à minha aparência."

Mãe de Giulia, 26, e de Olívia, 15, Flávia conta que uma de suas preocupações é mostrar que as mulheres "não devem nunca se curvar e se abater por esse padrão irreal e inalcançável de beleza".

A busca por uma suposta perfeição é mais uma sobrecarga imposta às mulheres e pode trazer problemas de saúde mental, afirma a psicóloga Tassiane Valim.

"Depilação, manicure, cabelo… As mulheres estão o tempo todo com essas tarefas intermináveis em relação à aparência, além de outras tarefas. E, quando não fazem, é muito comum que sejam julgadas como menos profissionais ou menos mulheres."

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Atriz fala sobre cobrança que sofre em relação à aparência


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Outro ponto que as deixam sobrecarregadas mental e emocionalmente é a sensação de culpa quando não conseguem corresponder ao padrão. "É como se essa pressão estivesse o tempo todo rondando", acrescenta a psicóloga.

Tassiane menciona também a questão financeira, já que os cuidados com a aparência envolvem gastos —e gastos altos, muitas vezes. "Tudo isso impacta na saúde mental delas", diz Tassiane.

Como diz a psicóloga Ana Maria, presidente da Isma-BR (International Stress Management Association), muitas vezes a mulher sofre os males da pressão estética "até se exaurir tentando preencher uma expectativa". Para isso existe até o termo beauty burnout, relacionado ao esgotamento resultante da busca pela perfeição.

É o caso da escritora Carina Luft, 54, que por mais de duas décadas trabalhou como secretária-executiva e se sentia esgotada com as cobranças. Além do tempo em frente ao espelho, conta que gastava cerca de R$ 500 por mês com estética. Sabia, por exemplo, que a empresa não gostaria que ela deixasse os cabelos brancos à mostra, então, estava sempre pintando os fios.


A escritora Carina Luft diz se sentir mais leve após se libertar de tantas cobranças estéticas - Arquivo pessoal
"Hoje, estou conseguindo me libertar", diz ela, ponderando que ainda sente a cobrança. Não sai de casa sem passar batom e máscara nos cílios e faz aplicação de botox, mas considera-se menos refém do que já foi um dia.

Isso inclui um implante de silicone nos seios, algo de que diz se arrepender. "Coloquei por causa dessa pressão estética e hoje me pergunto por que fiz isso comigo."

Quando o assunto é cirurgia plástica, o Brasil é líder. Em 2024, foram realizados mais de 2 milhões de procedimentos, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética.

SÉRIE 'SOBRECARREGADAS'

Folha lança série 'Sobrecarregadas' sobre exaustão feminina
Cultura da produtividade a todo custo prejudica a saúde mental das mulheres
Especialistas sugerem ajustar expectativas para evitar sobrecarga
'Não posso parar, é sobrecarga sem fim': mulheres sofrem com trabalho invisível em suas casas
Fim da sobrecarga feminina depende de mudança na educação das crianças, diz professora de psicologia
Perguntas simples podem gerar um esgotamento emocional em mulheres, afirma psicóloga
'Ao fazer tudo, você mostra que os outros não precisam fazer', diz educadora em livro sobre carga mental
Desigualdade de gênero no trabalho amplia sobrecarga emocional das mulheres, já exaustas
Danos à saúde mental no trabalho agora devem ser mapeados por empresas
Para Daniela Zavatini, cirurgiã plástica e secretária da SBCP-SP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), ocupar a liderança do ranking tem razões culturais.

"Vivemos em uma cultura em que o corpo está mais presente no dia a dia, seja pelo clima, pela moda, pela praia ou pelas atividades ao ar livre. [Com isso] as mulheres observam mais as mudanças ao longo da vida, como as decorrentes da gravidez, da amamentação, das oscilações de peso e do envelhecimento", afirma a médica.

Para Ana Maria, uma saída para as mulheres é o resgate da confiança. "Com a autoestima mais elevada, elas veem que o conforto é mais importante", diz a psicóloga. Boa notícia: "Muitas estão acordando para isso".
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July 1, 11:38 AM
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Fim do trabalho invisível depende da educação das crianças 

Fim do trabalho invisível depende da educação das crianças  | Inovação Educacional | Scoop.it
Lavar e estender a roupa, ir ao mercado, cozinhar, varrer, passar pano, tirar pó, cuidar dos filhos, cuidar dos pais... A lista do trabalho invisível que recai principalmente sobre as mulheres não tem fim. Mesmo quando ela contrata alguém —normalmente outra mulher que cuida da própria casa— e não faz a maioria das tarefas, costuma ser dela, em casais heterossexuais, a responsabilidade por coordenar esses afazeres.

A solução para o fim da sobrecarga resultante desse trabalho invisível além do emprego formal e tudo o que isso envolve está longe, diz Monalisa Nascimento dos Santos Barros, professora de psicologia e medicina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
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July 1, 11:34 AM
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Sobrecarga digital traz sensação de cabeça que não desliga

Sobrecarga digital traz sensação de cabeça que não desliga | Inovação Educacional | Scoop.it

Ao acordar, uma olhadinha nas redes sociais. No trabalho em home office, logo que uma reunião termina, começam a pipocar no WhatsApp pedidos e mais pedidos sobre o que foi conversado. No mesmo aplicativo chegam mensagens da família e de amigos. Em outro app ela recebe avisos da escola das filhas. "Se eu não me policiar, não desligo nunca", diz a advogada paulistana Cláudia de Brito Pinheiro, 43.
A sensação, ela diz, é de um cansaço resultante do bombardeio de informações e estímulos que recebe no celular o tempo todo, e isso tem nome: sobrecarga digital. No caso da mulher, esse esgotamento se soma ao trabalho invisível dentro de casa e às exigências de uma sociedade que espera mulheres sempre disponíveis.
"Ela já está sobrecarregada e, com o celular, são várias outras 'abas' que ficam abertas na cabeça. Como no computador, quando a gente abre várias abas, acaba se perdendo", afirma a psicóloga Tassiane Valim. "Com a exaustão, é comum que a mulher comece a esquecer coisas simples, como marcar o dentista ou comprar a ração do cachorro."
"Mesmo quando, no fim do dia, ela está sentadinha no sofá, a mulher está pensando que precisa tirar a comida do congelador para preparar no dia seguinte e marcar médico para o filho", acrescenta Kátia Olivieri, psicóloga especializada na saúde mental feminina. "A cabeça dela não para."
É o que sente Cláudia. "Às vezes tenho que resolver algo do trabalho, mas minha filha me pede algo, e aí surge uma demanda da casa, eu lembro de outra coisa e fico com dificuldade de me organizar", conta.
A advogada conta que já sente a memória falhar e, até para que o quadro não piore, coloca algumas regras na sua rotina. Uma delas é não responder mensagens em alguns momentos do dia. Ela diz que consegue fazer isso sem ficar checando a todo tempo se chegou alguma notificação do trabalho porque o chefe respeita o horário dos colaboradores.
Não é o que acontece em muitas empresas. "Hoje, o chefe fica no WhatsApp ou no email o tempo inteiro. E, só de ver a notificação, já gera ansiedade", diz Andréa Krug, psicóloga, consultora em liderança e autora do livro "Vai Encarar? O Guia Definitivo da Sobrevivência na Liderança" (Literare Books International).
A ansiedade, ela afirma, vem do medo de não responder e acabar mal avaliado pelos superiores. "A fronteira física do que é trabalho e casa acabou", afirma.
Para a economista Bárbara Vazquez, coordenadora da cátedra Celso Furtado da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), a tecnologia tornou tudo mais urgente, e isso faz mal. "As mulheres passaram a ter mais microtarefas, que parecem simples, mas têm um papel no desenvolvimento de estresse."
Ela cita o exemplo de uma mulher que está trabalhando e se lembra de que precisa comprar alguma coisa para a casa ou pedir o almoço dos pais pelo aplicativo. "As tarefas se sobrepõem, e isso gera um fluxo muito tensionado, em que ela não desliga."
A socióloga e historiadora Laura Hauser lembra que esse ritmo frenético —e enlouquecedor— já foi abordado no livro "Sociedade do Cansaço", do sul-coreano Byung-Chul Han (Vozes, 2015).
"Entendo que o poder de contemplação, que ele diz nos fazer falta, é destruído pela lógica das notificações", diz Laura. "No caso das mulheres, o pouco tempo de descanso é tomado pelo digital."
Para as mulheres com sobrecarga digital —ou profissional ou emocional ou mental ou todas elas juntas—, um bom recomeço seria, como escreve o autor do livro, conseguir "capacitar o olho a uma atenção profunda e contemplativa, a um olhar demorado e lento".

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July 1, 11:08 AM
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39% das escolas têm problema para proibir uso de celular

39% das escolas têm problema para proibir uso de celular | Inovação Educacional | Scoop.it

Mais de um ano após começar a valer, a restrição de uso de celulares nas escolas tem se tornado uma realidade nas unidades públicas e privadas do país. Pesquisa conduzida pelo MEC (Ministério da Educação) com gestores escolares mostra que, embora a medida tenha melhorado a participação dos alunos nas aulas, ainda há desafios, como convencer estudantes, ter locais para guardar equipamentos e fiscalizar a regra durante aulas e intervalos.
A pesquisa tem abrangência nacional e foi realizada em uma amostra de 8.189 escolas, públicas e particulares, em ação em parceria entre MEC, Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Unesco e Instituto Alana.
A lei que restringe celulares nas escolas foi sancionada em janeiro de 2025, em uma agenda que mobilizou parlamentares e foi abraçada pelo MEC do governo Lula (PT). A pesquisa divulgada nesta terça-feira (30) mensura a implementação desde então.
Segundo os dados, 92% das escolas relatam que conseguiram implantar a restrição. Dessas, 97% afirmam que a medida contribuiu para ampliar a participação dos estudantes nas atividades pedagógicas, 86% dizem concordar que a restrição contribuiu para a redução de ansiedade dos estudantes e 88% relatam que a medida ajudou a reduzir conflitos digitais e cyberbullying.
Além disso, 95% afirmam que a restrição estimulou a socialização presencial.
Já 39% dos gestores escolares relatam alta dificuldade para conquistar a adesão dos estudantes às novas regras e garantir infraestrutura para armazenar os equipamentos. Enquanto 31% dizem ter problemas na fiscalização do uso de celulares durante as aulas e intervalos.
Entre os desafios, 67% dizem ver como prioridade máxima a parceria com as famílias para limitar o tempo de tela e 61% pedem formação docente em mediação tecnológica, saúde mental e bem estar. Também há a informação de que 60% dos gestores veem a necessidade de melhorar espaços de lazer, incluindo reformas em pátios e áreas de convivência.
A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, afirmou que os principais aspectos do estudo são os ganhos de sociabilidade na escola. "Os resultados são importantes na re-humanização do papel da escola", disse ela, que ressaltou ainda que a abrangência da implementação da lei mostra como a sociedade já estava preocupada com o uso nocivo das telas.
Kátia disse que não há demonização da tecnologia ou do celular e que o uso para fins pedagógicos não é vetado. O estudo mostra que 86% dos gestores relataram que mantiveram e ampliaram atividades com tecnologias digitais.
Os dados divulgados são apenas de respostas de diretores de escolas. Ainda haverá uma nova rodada com os professores.
Não há dados nesse estudo sobre impactos de aprendizagem. A secretária do MEC afirmou que, mesmo sem esses resultados, é possível afirmar que os efeitos da restrição no comportamento dos alunos melhora as condições de aprendizagem.
Uma pesquisa realizada na Universidade Stanford, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, conseguiu apurar uma melhora significativa nos resultados de aprendizagem após a proibição dos aparelhos nas escolas da capital carioca.
Alunos da rede municipal aprenderam em média 25,7% mais em matemática e 13,5% mais em língua portuguesa no ano letivo de 2024, um ganho médio corresponde a um bimestre a mais de aprendizagem, segundo levantamento coordenado pelo pesquisador Guilherme Lichand, da Graduate School of Education de Stanford.

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July 1, 10:09 AM
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Cannes mostra que publicidade disputa conversa com a IA

Cannes mostra que publicidade disputa conversa com a IA | Inovação Educacional | Scoop.it

No festival de Cannes deste ano, a IA virou a camada que intermedeia a compra. OpenAI, Amazon, Google, Meta, TikTok, Fox, Horizon, WPP, Magalu e L'Oréal disputaram no festival a posição de vender inteligência artificial como produto publicitário, infraestrutura de mídia, ferramenta de produção, sistema de agentes e/ou camada de recomendação.
A OpenAI deu o sinal mais claro. A empresa já se apresenta no negócio de publicidade, quer sair da economia da atenção para a "economia da inteligência", defende anúncios medidos por utilidade e diz ter mais de 900 milhões de usuários semanais, com cerca de 20% das perguntas com intenção comercial direta.
Atualmente, uma marca aparece quando a máquina de IA a entende, confia nela, cita, recompõe e distribui. Volume de conteúdo, tamanho de evento e quantidade de creators deixaram de ser apenas o que decide. É o controle da intermediação na era da IA.
Quando o ponto de contato vira uma conversa com IA, a batalha sai da mídia comprada no feed e vai para a presença dentro de sistemas que interpretam intenção.
Isso altera performance, retail media, CRM, conteúdo de marca, atendimento, e-commerce e dado de produto. A marca que não estiver legível para agentes perde espaço antes de disputar atenção humana.
Se o agente planeja, compra, otimiza, adapta criativo e conecta varejista, a parte transacional do negócio de agência perde margem. O valor migra para arquitetura de sistema, governança e negociação com plataforma.
A IA é uma das respostas a uma crise maior. Quem opera a interface entre intenção, conteúdo, mídia, compra, medição e reputação fica com a parte que mais importa do sistema.
A peça criativa segue relevante, mas o centro operacional passa a ser o sistema que faz a marca ser compreendida, recomendada, comparada e acionada por máquina.
Aqui mora a contradição com a lógica do festival. No ambiente conversacional, a publicidade fica menos parecida com publicidade.
O anúncio que vence resolve uma tarefa sem quebrar confiança. O que fica na memória importa menos. Cannes premia distinção visível. Na conversa com o agente, precisão, timing, preço, estoque, localização e avaliação pesam mais que o brilho da peça.
O modelo depende de o consumidor aceitar anúncio dentro da IA, quando ele é útil e vem sinalizado. A OpenAI protege essa aposta ao dizer que não compartilha conteúdo de conversa com anunciantes e ao tratar o anúncio como forma de subsidiar acesso a ferramentas melhores.
No Brasil, a IA aparece como fonte de pesquisa de produto para apenas 11% dos consumidores, atrás de buscadores, apps de varejo e redes sociais.
Já os publishers mantêm a disputa com as plataformas de IA. Reuters e Time partiram para listas de bloqueio e de permissão de robôs, e a Time libera cerca de 70 bots, segundo o COO Mark Howard.
Neil Vogel, CEO da People Inc., acusa o Google de usar o mesmo crawler para busca e IA, o que dificulta bloquear a IA sem perder tráfego de busca.
Matthew Prince, da Cloudflare, defende separar tipos de crawlers e afirma que ficou dez vezes mais difícil obter tráfego do Google do que quatro anos atrás, com tráfego vindo de OpenAI e Anthropic ainda mais raro.
AI Overviews, chatbots e respostas sintéticas usam o conteúdo e seguram a visita. Isso mexe no valor de SEO, home, newsletter, licenciamento, paywall, arquivo, vídeo e dado de primeira parte.
Bloquear bot protege a propriedade no curto prazo pode custar a relevância no longo prazo. A decisão real define quais conteúdos, sob quais termos, em quais formatos, para quais agentes, com qual remuneração e com qual rastreabilidade.
O litígio corre em paralelo, com Penske, New York Times, OpenAI, Microsoft, Perplexity e Google, somado ao debate sobre fair use (uso justo de conteúdo nos Estados Unidos) e opt-out nos AI Overviews, aquelas respostas que aparecem antes dos sites no Google.
Os creators são outros que mudaram de status na Côte d'Azur. Foram a Cannes para receber briefings de marca. A MediaLink aplicou a eles o mesmo manual de relacionamento antes reservado apenas a CMOs, e a UTA fez jantar para mais de 70 criadores de esporte, moda, gastronomia, lifestyle e notícias.
A brasileira Youpix cobra rigor nesse movimento. A agência diz que 53% dos anúncios com creators escondem a marca nos três primeiros segundos, e só 14% das pessoas seguem assistindo além desse ponto.
O valor econômico do creator está na função de operador de confiança em ambientes onde a publicidade tradicional perdeu a permissão. O creator traduz tecnologia, IA e serviço corporativo, terreno antes restrito à publicidade de consumo.
O risco do lado dos creators é de serem institucionalizados até perderem o diferencial. E o mercado ainda compra creator como post: 48% dos profissionais de marketing apontam falta de dados estruturados como principal barreira para investir mais, pela própria Youpix.
Cannes continua concentrando legitimidade, acesso e sinalização de status. Executivos admitem que nenhuma reunião da semana precisaria acontecer ali, e mesmo assim vão, porque a presença funciona como transação simbólica.
Mas o festival segue como benchmark. O Brasil terminou 2026 com 62 Leões e 3 Grand Prix, o que mantém Cannes como validação global para agências e marcas.
O evento filtra participante por capacidade de investir, cria escassez social e comprime negociação, aliança e validação em poucos dias. Quem vai como espectador erra. O retorno aparece para quem desenha agenda, narrativa, reunião e prova de mercado.

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July 1, 10:00 AM
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Particpar de religião eleva vínculo social e limiar da dor

Particpar de religião eleva vínculo social e limiar da dor | Inovação Educacional | Scoop.it
Ir à missa alivia o corpo e o espírito? A prática de rituais religiosos libera substâncias químicas que fortalecem vínculos sociais e até aumentam o limiar de percepção da dor, segundo um estudo realizado no Brasil e no Reino Unido.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que opioides produzidos naturalmente pelo organismo, como a betaendorfina, desempenham papel importante no apego social entre animais e nas relações humanas.

Essas "substâncias químicas do bem-estar" são liberadas durante determinados comportamentos, contribuindo para fortalecer o sentimento de pertencimento, explica à AFP Valerie van Mulukom, coautora do estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.


Missa pelo aniversário de 472 anos da cidade de São Paulo, na Catedral da Sé - Felipe Iruatã - 25.jan.26/Folhapress
Nos macacos, isso ocorre principalmente durante sessões de limpeza mútua. Em sociedades humanas numerosas, porém, as interações individuais não bastam para criar laços entre centenas ou milhares de pessoas.

Segundo uma teoria do biólogo evolutivo britânico Robin Dunbar, "desenvolvemos certos comportamentos que nos permitem produzir as mesmas substâncias químicas que nas interações cara a cara, mas em uma escala muito maior", afirma Van Mulukom.

"Esses comportamentos incluem mover-se de forma sincronizada, cantar juntos, fazer música juntos ou saber que compartilhamos as mesmas crenças", acrescenta a pesquisadora.

Para testar essa hipótese, pesquisadores acompanharam 24 estudos de campo com fiéis no Reino Unido e no Brasil.

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"Os rituais religiosos reúnem todos esses comportamentos. Quando se assiste a uma missa, por exemplo, todos se levantam ao mesmo tempo, rezam juntos, desejam paz uns aos outros, escutam e cantam juntos", explica.

CONECTADOS
No Reino Unido, os participantes eram cristãos de diferentes denominações. No Brasil, praticavam a umbanda, religião afro-brasileira que combina espiritismo, danças e ritmos africanos com orações e imagens católicas.

Antes e depois das celebrações, responderam a questionários sobre o sentimento de pertencimento ao grupo.

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Os ritos são maneiras de honrar os mortos e de dar conforto aos vivos


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Carregando...
Como medir diretamente a produção de opioides exigiria procedimentos invasivos, os pesquisadores recorreram ao limiar da dor como indicador indireto. Para isso, utilizaram um manguito de pressão no braço dos participantes até que eles relatassem sentir um "incômodo importante".

Após os rituais, os participantes apresentaram maior sensação de vínculo social, aumento do limiar da dor, crescimento do afeto positivo e redução do afeto negativo.

"Observamos que quanto mais conectadas com Deus as pessoas se sentiam durante o ritual, mais isso as ajudava a criar vínculos com os outros", afirma Van Mulukom.


Para a pesquisadora, além das atividades sincronizadas, "há algo nas crenças que essas pessoas integram à própria identidade que as une com mais força".

Ela compara esse efeito ao de participar de uma manifestação alinhada às próprias convicções: "Provavelmente me sentirei mais unido aos outros manifestantes do que em um show, embora neste último eu cante e me mova de forma muito mais sincronizada com os demais."
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July 1, 9:52 AM
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Desativar notificações do celular reduz sobrecarga digital 

Desativar notificações do celular reduz sobrecarga digital  | Inovação Educacional | Scoop.it
A notificação surge na tela do celular e você para o que está fazendo para dar uma olhada rápida. Quando vê, passou meia hora na rede social. Também precisa lidar com os emails do trabalho, os avisos da escola do filho, os lembretes na agenda para fazer as compras no mercado e outras tarefas ligadas à casa.

Passar tantas horas conectada ao celular provoca um esgotamento que chamamos de sobrecarga digital. Mas como saber se você está sofrendo desse mal?

Segundo a psicóloga Andréa Krug, consultora em liderança e autora do livro "Vai Encarar? O Guia Definitivo da Sobrevivência na Liderança" (Literare Books International), uma forma de descobrir é observando quanto tempo você passa no celular.

"O dia ainda tem oito horas para você dormir e oito horas para trabalhar. Como você está gastando o tempo restante? Se passa quatro horas em rede social, joguinho e WhatsApp, algo está errado."


Sobrecarga digital afeta especialmente a saúde mental das mulheres, já sobrecarregadas - Danilo Verpa/Folhapress
Uma das dicas mais importantes para quem quer evitar a sobrecarga digital é desativar as notificações do celular.


"Cada interrupção [momento em que você vê a notificação] vai exigir um novo esforço de atenção e, muitas vezes, a sensação de sobrecarga vem dessa frequência de interrupções e de múltiplas tarefas ao mesmo tempo", afirma a psicóloga organizacional Patrícia Ansarah, fundadora do Instituto Internacional em Segurança Psicológica.

As práticas ligadas à higiene do sono também são valiosas, como a recomendação de desligar o celular pelo menos meia hora antes de dormir. Os estímulos —tanto a luz da tela como o próprio conteúdo de sites de notícias e redes sociais, que geram diferentes sentimentos— trazem ansiedade e tiram o foco, dificultando a chegada do sono.


Também vale a pena refletir sobre a necessidade de responder mensagens instantaneamente. "A cultura da urgência faz com que tudo pareça tão importante que precisa de resposta imediata, quando, na realidade, poucas situações são realmente urgentes", afirma Patrícia.

Uma forma de conseguir isso é estabelecendo limites, nem que para isso seja necessário avisar familiares e amigos de que muitas vezes eles terão que esperar um tempo pelas suas respostas.

Para finalizar, Patrícia sugere uma vida mais distante do digital. "Vá caminhar, conversar presencialmente, ler um livro, ficar quieta ou ouvir música. São ações que ajudam o cérebro a recuperar essa capacidade de atenção e reduzem a fadiga mental."
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July 1, 9:46 AM
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Brasil avança na democratização do acesso ao conhecimento científico

Brasil avança na democratização do acesso ao conhecimento científico | Inovação Educacional | Scoop.it

O Brasil vive uma transformação profunda em seu sistema científico: a redução das barreiras que separam o conhecimento da sociedade. A ciência aberta deixou de ser um horizonte distante para se tornar uma realidade concreta, fortalecendo o país como referência internacional na democratização do acesso ao conhecimento. Essa mudança resulta de decisões estratégicas conduzidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que completa 75 anos de compromisso com a formação de recursos humanos e o fortalecimento da ciência nacional.
Durante décadas, o país conviveu com um paradoxo: financiava pesquisas com recursos públicos, mas precisava pagar valores elevados para acessar seus resultados ou para que pesquisadores publicassem seus trabalhos em acesso aberto. Esse modelo consumia recursos que poderiam ser direcionados à pesquisa, à formação de pessoal e à inovação.
A situação começou a mudar com os acordos transformativos firmados pela Capes com grandes editoras científicas internacionais, entre elas Elsevier, Springer Nature e ACS. Os resultados já aparecem nos indicadores: a produção científica brasileira caminha para uma redução consistente das publicações em acesso fechado, ampliando a circulação do conhecimento e seu alcance social.
O impacto é expressivo. Entre maio de 2024 e novembro de 2025, mais de 4.100 artigos de pesquisadores brasileiros foram publicados sem cobrança de taxas de processamento de artigos (APCs) para autores ou instituições. Com isso, cientistas de todas as regiões do país passaram a contar com condições mais equitativas para divulgar suas descobertas, ampliando a visibilidade internacional da produção científica nacional.
O Brasil, contudo, não ingressou recentemente nessa agenda. Há quase três décadas, o país criou o SciELO, iniciativa pioneira que reúne milhares de periódicos científicos e se tornou referência mundial em acesso aberto. A experiência demonstra que a sustentabilidade desse modelo depende também do fortalecimento de plataformas públicas nacionais.
A democratização do conhecimento é uma estratégia de desenvolvimento. Ao ampliar o acesso à produção científica, a ciência aberta estimula a inovação, fortalece parcerias e apoia decisões públicas baseadas em evidências. Qualidade e abertura não são objetivos concorrentes. Ao contrário, uma ciência de excelência cumpre plenamente sua função quando também é acessível.
Os resultados da avaliação quadrienal da Capes (2021-2024) evidenciam a maturidade do sistema brasileiro de pós-graduação. O número de programas com notas 6 e 7 aumentou de 667 para 808, crescimento de 21% que reafirma a qualidade da produção científica nacional. Ao mesmo tempo, houve redução de 33% dos programas com nota 3, sinalizando uma evolução consistente em direção a patamares mais elevados de desempenho. Foi essa trajetória que colocou o Brasil entre os 15 países que mais produzem ciência no mundo.
COMO NASCE UM ARTIGO CIENTÍFICO
Custos de publicação do artigo
O cientista recebe financiamento (do governo, agência federal ou estadual ou privado), produz a pesquisa e submete o manuscrito a um periódico (de uma grande editora)
O editor científico da revista faz uma leitura inicial do manuscrito, geralmente para identificar qual a área ou o tema principal do artigo, e o envia para dois (ou três, no caso de divergência de pareceres) revisores, especialistas na área da pesquisa (processo chamado de revisão por pares ou peer review)
Os revisores então recebem o manuscrito e fazem a análise de conteúdo. Podem sugerir modificações ou identificar erros na metodologia. O editor, com os pareceres em mãos, dá a decisão final se o artigo deve ser aceito, aceito com modificações ou rejeitado
Durante todo o processo, tanto autores quanto revisores não recebem nada pelo trabalho. Com algumas exceções, os editores científicos também não são pagos pelo serviço prestado.
Depois, o mesmo cientista “paga” para a editora para ter acesso ao seu próprio artigo, via assinatura da sua universidade ou instituição de pesquisa.
Aos 75 anos, a Capes demonstra que o Brasil sabe construir e avaliar uma pós-graduação de alto nível. Ao liderar a expansão do acesso aberto, mostra também que é possível combinar excelência científica, inclusão e compromisso público. Defender a ciência aberta é fortalecer a democracia, ampliar o impacto social do conhecimento e investir no futuro soberano do país.

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June 30, 1:51 PM
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A Universidade como Hub de Inovação e Negócios

A Universidade como Hub de Inovação e Negócios | Inovação Educacional | Scoop.it
É importante reconhecer que, no Brasil, a inovação universitária ainda é mais visível nas universidades públicas, sobretudo pela presença histórica de pesquisa, pós-graduação, laboratórios, grupos científicos e políticas públicas de fomento. Entretanto, há iniciativas consistentes nas instituições privadas de ensino superior. O Insper, com sua atuação em inovação, empreendedorismo, pesquisa aplicada e resolução de problemas reais, é um exemplo relevante. A PUCRS, por meio do Tecnopuc, também se destaca como ícone de inovação ao articular universidade, empresas, startups, governo e pesquisa em um ecossistema de inovação aberta.

Os dados internacionais reforçam essa direção. O Global Entrepreneurship Monitor, ligado historicamente a Babson College e a outras instituições de pesquisa, tornou-se uma das principais referências mundiais sobre empreendedorismo. Em seu ciclo global 2025/2026, reuniu dados de mais de 160 mil entrevistas em 53 economias, consolidando 27 anos de acompanhamento sobre atividade empreendedora, percepções sociais, ambiente institucional e condições de desenvolvimento dos ecossistemas. O relatório norte-americano 2024/2025 indicou que a atividade empreendedora total nos Estados Unidos atingiu 19% da população adulta, percentual que expressa forte dinamismo na criação e condução de novos negócios.
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June 30, 9:12 AM
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O que a crise de 1929 pode nos ensinar sobre os perigos que a economia enfrenta hoje?

O que a crise de 1929 pode nos ensinar sobre os perigos que a economia enfrenta hoje? | Inovação Educacional | Scoop.it
Em seu novo livro, o jornalista Andrew Ross Sorkin analisa as causas que levaram à quebra da bolsa de valores de 1929 e as possíveis semelhanças com os dias atuais.
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June 30, 9:09 AM
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O movimento católico ultraconservador que desafia o papa e cresce no Brasil com missa em latim e padre de costas

O movimento católico ultraconservador que desafia o papa e cresce no Brasil com missa em latim e padre de costas | Inovação Educacional | Scoop.it
Líderes da fraternidade Sacerdotal São Pio X marcaram para 1º de julho a ordenação de quatro novos bispos na cidade suíça de Écône. O problema: as nomeações não foram autorizadas pelo Vaticano, que tem alertado o grupo de que pode ser alvo da punição mais severa da Igreja Católica.
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