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May 17, 7:24 AM
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Debate expõe tensão entre autistas leves e pais dos graves

Debate expõe tensão entre autistas leves e pais dos graves | Inovação Educacional | Scoop.it
"Dizem que virou moda ter laudo de TEA nível 1 e que estamos buscando privilégios." A publicação afirma que mesmo autistas com QI acima da média sofrem com desemprego e subemprego em razão das dificuldades de manejar as relações sociais. Alerta para a prevalência de burnout e tentativas de suicídios geradas pelo sofrimento de "ter que forçar contato visual, monitorar o tom de voz e engolir o pânico sensorial para não ser chamado de ‘esquisito’."

A sociedade tem dificuldade de compreender as categorias do TEA, avalia. "Um autista nível 1 pode ser indeferido para uma vaga, mesmo que tenha condições para o trabalho", afirma. "Aconteceu recentemente em Santa Catarina. Uma autista foi eliminada de um concurso para delegada. Achavam que tinha hipersensibilidade auditiva e não poderia atirar. Sorte que tinha vários vídeos em que aparecia atirando."
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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May 17, 7:39 AM
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Endividamento compromete estudos e saúde de universitários

Endividamento compromete estudos e saúde de universitários | Inovação Educacional | Scoop.it
O silêncio de uma sala de aula pode significar um problema além da universidade. O estudante está fisicamente presente, mas o pensamento vai para longe dos livros e passa a fazer contas, calcular se o limite do cartão de crédito será suficiente para as compras do mês ou se a próxima mensalidade caberá no orçamento.

A cena, que poderia parecer exceção, tornou-se parte da rotina de universitários do estado de São Paulo. É o que aponta o levantamento inédito da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado).

Segundo o recém-lançado IFEUP (Índice Fecap de Endividamento Universitário Paulista), realizado com 3.248 estudantes de instituições públicas e privadas do estado entre janeiro e março de 2026, 68,4% têm alguma dívida ativa e convivem com um cenário de vulnerabilidade financeira.


Estudante exausta espera o início de uma prova em uma sala de aula, em São Paulo - Felipe Iruatã - 23.nov.25/Folhapress
A pesquisa, conduzida pelo centro de estudos em finanças da Fecap e coordenada pelo professor Ahmed Sameer El Khatib, registrou 63,8 pontos em uma escala de 0 a 100, inserindo o cenário paulista em uma faixa classificada como de "vulnerabilidade alta".

O endividamento estudantil, mostra a pesquisa, não é fruto de gastos desnecessários. É reflexo de um desequilíbrio estrutural entre o custo de permanência acadêmica —como transporte e internet— e a baixa renda vinda de estágios ou trabalhos informais.

Para o professor El Khatib, os primeiros anos de autonomia financeira são determinantes para o futuro do estudante. "Se essas questões não forem tratadas adequadamente desde cedo, o aluno pode carregar consequências financeiras por toda a vida."

"O primeiro atraso no cartão de crédito ou o primeiro empréstimo feito para comprar um celular, por exemplo, acaba influenciando como ele vai lidar com dívidas no futuro", explica o professor da Fecap.

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A pesquisa também aponta que a falta de uma reserva financeira é realidade para a maioria dos entrevistados. Segundo o levantamento, 74,1% afirmam não ter qualquer fundo de emergência. Sem essa proteção, qualquer imprevisto —como o conserto de um notebook— acaba se transformando em novas dívidas.

Além disso, a pressão financeira é maior entre os estudantes de baixa renda: para aqueles com renda familiar de até R$ 3.000, o índice de endividados chega a 77,2%. Já para famílias com renda acima de R$ 15 mil, esse número cai para 39,7%.

"Quanto menor a renda domiciliar, maior o uso do crédito como mecanismo de sobrevivência", ressalta a pesquisa. Esse cenário é agravado pelo uso do cartão de crédito, que representa 46% das fontes de dívida e funciona como uma extensão da renda mensal.


O equilíbrio financeiro e a rotina universitária também deixam marcas na saúde mental e física dos estudantes. De acordo com a pesquisa, 61,5% afirmam sofrer com ansiedade relacionada ao dinheiro, enquanto 42% relatam sentir vergonha da própria condição financeira. Além disso, quase 4 em cada 10 entrevistados dizem perder o sono diante da preocupação com dívidas e contas acumuladas.


Para Ana Cristina Limongi, psicóloga organizacional e professora da FIA Business School, a ansiedade ligada às finanças funciona como um sinal de alerta que não deve ser ignorado. Segundo ela, muitos jovens recorrem à negação como mecanismo de defesa. Isso ocorre diante da pressão econômica.

"Quando a pessoa está desconfortável, tende a minimizar a situação, pensar que aquilo não é tão grave. Aos poucos, esse incômodo vai sendo substituído por outros comportamentos", afirma Limongi.


As dificuldades também se refletem diretamente no rendimento acadêmico. Ainda segundo a pesquisa, 44% dos estudantes relatam queda na capacidade de concentração em razão das dívidas.


Para explicar, El Khatib recorre à chamada "teoria da escassez". Segundo o professor, quando a preocupação com a sobrevivência financeira ocupa os pensamentos, o estudante perde parte da capacidade de concentração e passa a ter menos recursos cognitivos disponíveis para o aprendizado.

"O aluno falta à aula para trabalhar, evita atividades extracurriculares e até trabalhos em grupo. Ele acaba priorizando a renda imediata em detrimento da formação. É uma lógica de curto prazo que limita a visão de futuro", afirma El Khatib.

Neste cenário, a evasão deixa de ser hipótese. Conforme a pesquisa, 19% dos universitários entrevistados afirmam já ter cogitado trancar o curso por falta de dinheiro, enquanto 23% disseram ter faltado às aulas porque não tinham dinheiro para deslocamento ou alimentação.

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Saiba o que é e como funciona o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil)


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A reversão desse quadro exige estratégias que mistu ram método e mudança de comportamento. O professor da Fecap sugere encarar as contas e adotar a "bola de neve emocional".

"Primeiro, paga a menor dívida. Pagando a menor dívida, o estudante ganha motivação e passa a perceber uma evolução na própria situação financeira", explica El Khatib. "Minha recomendação é priorizar aquilo que pode ser resolvido mais rapidamente, retirando essas pendências do radar para, depois, enfrentar as dívidas mais difíceis."

Já a professora da FIA reforça a importância da proatividade e do fim do tabu sobre os problemas financeiros. "O endividamento estudantil não pode ficar escondido. Há infinitas possibilidades de solução, tanto por meio do aluno como da instituição. Para não se acomodar, a solução é enfrentar, mesmo que pareça muito difícil."
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May 17, 7:33 AM
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Anthropic vê corrida da IA definida por disputa EUA-China 

Anthropic vê corrida da IA definida por disputa EUA-China  | Inovação Educacional | Scoop.it
Dona do modelo Claude e avaliada em mais de US$ 60 bilhões, a Anthropic divulgou na quarta-feira (13) um documento defendendo que Estados Unidos e aliados precisam agir agora para consolidar uma vantagem de 12 a 24 meses sobre a China em IA até 2028.

Intitulado "2028: Dois cenários para liderança global em IA", não é um artigo acadêmico. É uma empresa dizendo ao governo Trump o que fazer e por quê.

A tese central é que a corrida por IA é, antes de tudo, uma corrida pelos chips avançados nos quais os modelos são treinados. EUA e aliados dominam essa cadeia, e controles de exportação bipartidários limitam o acesso chinês.
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May 17, 7:21 AM
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TCM-SP aponta desigualdade em creches de São Paulo

TCM-SP aponta desigualdade em creches de São Paulo | Inovação Educacional | Scoop.it
Segundo a auditoria, as creches conveniadas trabalham com uma média de 9,3 crianças por professor —mais do que o dobro da rede direta, onde a proporção é de 4,4. O documento destaca ainda que o número insuficiente de professores faz com que as unidades fiquem desprovidas de profissionais durante todo o turno das aulas.

"Considerando que um CEI [Centro de Educação Infantil] oferece atendimento por 10 horas diárias, na rede direta há dois professores por turma/dia; já na rede conveniada há somente um professor por turma, com jornada de 8 horas/dia, jornada essa insuficiente para cobrir as 10 horas de atendimento do CEI, fazendo com que nos extremos dos horários de entrada e/ou saída das crianças não se tenha um professor por turma", diz o documento.

Além do excesso de alunos, os professores da rede conveniada também recebem menos, segundo o relatório. Nessas unidades, eles chegam a ter salários entre 25% e 38% inferior ao que recebem os profissionais de unidades diretas. Para os cargos de gestão, como diretor e coordenador pedagógico, a diferença é ainda maior, ficando entre 48% e 53%.

Nas creches diretas, segundo a auditoria, há dois professores por turma. Eles trabalham com cinco horas para atividades de formação. Já na rede conveniada, há apenas um professor por turma, com quatro horas para a formação.

"Nas formações ofertadas pela SME os números de profissionais que participam dos eventos não são adequados à quantidade de profissionais que atuam na rede parceira, o que leva a concluir que a rede parceira atua em condições desfavoráveis à qualidade educacional", diz o voto.
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May 17, 7:08 AM
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Violência sexual infantojuvenil triplica em 10 anos

Violência sexual infantojuvenil triplica em 10 anos | Inovação Educacional | Scoop.it
Dados do Ministério da Justiça mostram média de 121 registros de vítimas de estupro de vulnerável por dia no Brasil desde 2015
Especialistas apontam redução da subnotificação e avanço de culturas misóginas entre fatores
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May 17, 7:01 AM
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A armadilha cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre ajuda a aprender mais

A armadilha cognitiva: por que estudar mais tempo nem sempre ajuda a aprender mais | Inovação Educacional | Scoop.it
Educadora espanhola diz que 'cérebro humano não aprende por acumulação, mas por integração' e compartilha conselhos práticos para melhorar rendimento nos estudos.
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May 15, 2:55 PM
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Iede - Livro “Duas décadas de Ideb: resultados e perspectivas” analisa os impactos e limites do indicador e defende sua reformulação 

Parceria do Iede com a Fundação Santillana e a Editora Moderna, publicação traz estudos de casos e artigos de especialistas. Distribuição é gratuita; acesse!
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May 15, 2:40 PM
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Qualidade da educação no país é avaliada como "boa" por apenas 28% dos brasileiros

Qualidade da educação no país é avaliada como "boa" por apenas 28% dos brasileiros | Inovação Educacional | Scoop.it
Em um cenário onde 91% dos brasileiros sentem que o mundo está mudando rápido demais — percepção acima da média global de 83% —, a educação se consolida como uma das principais preocupações no país. Em palestra nesta quarta-feira (6), na Bett 2026, maior evento de educação da América Latina que acontece nesta semana, em São Paulo (SP), Rosi Rosendo, diretora da Ipsos-Ipec, revelou dados de pesquisas globais que traçam um panorama dos desafios da educação na era global, com um foco especial no Brasil.

De acordo com  a pesquisa mensal "What Worries the World" (mar/2026), a educação já ocupa o 7º lugar no ranking de preocupações dos brasileiros, em uma lista de quase 20 temas. Essa inquietação é refletida na avaliação do sistema de ensino: segundo a pesquisa "Ipsos Education Monitor" (2025), apenas 28% da população no Brasil considera a qualidade da educação como "boa", um índice inferior à média global de 34%.

"Quando fazemos pesquisa de opinião pública com os brasileiros, as preocupações com questões econômicas, violência e pobreza sempre oscilam nas primeiras colocações. A educação estar em sétimo lugar é importante: o brasileiro anda preocupado com essa questão", destacou Rosendo durante sua apresentação aos participantes no Fórum de Gestores da Bett 2026.

Pobreza e saúde mental: os grandes desafios da juventude

A Ipsos trouxe um recorte sobre os maiores desafios enfrentados pelos jovens. Enquanto a saúde mental surge como a preocupação número 1 na média dos 30 países pesquisados (33%), no Brasil o cenário é mais complexo. Para os brasileiros, o principal desafio enfrentado pela juventude é a pobreza e a desigualdade (40%), seguida de perto pela baixa qualidade da educação (31%) e por bullying e saúde mental (ambos com 30%).

Outro ponto abordado foi a visão da população sobre o impacto da tecnologia e da Inteligência Artificial (IA) no futuro da educação. Os dados mostram uma crescente preocupação no Brasil: a percepção de que a IA terá um impacto "mais positivo do que negativo" vem caindo consistentemente, passando de 37% em 2023 para 27% em 2026. "Estamos vendo que a IA está sendo mais discutida, logo seus efeitos estão sendo mais evidentes, e a preocupação com os impactos negativos passa a ser maior", analisou Rosendo.

Apesar da desconfiança crescente com novas fronteiras tecnológicas, representadas pela IA, o Brasil está entre os 30 países analisados que mais acreditam que as redes sociais são menos problemáticas e banir é menos importante. Na comparação global, Indonésia e França são os países mais propensos a achar que as redes sociais estão entre os maiores desafios que afetam os jovens e são os que mais apoiam uma proibição.
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May 15, 11:35 AM
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Natureza probabilística da IA exige revisão humana

Natureza probabilística da IA exige revisão humana | Inovação Educacional | Scoop.it
Na prática, a supervisão humana envolve ao menos: verificar as saídas (outputs) da IA antes de adotá-las; criar protocolos de uso; e familiarizar-se com os fundamentos e meandros da IA, evitando o chamado “viés de automação”, ou seja, a tendência humana de confiar em sistemas automatizados
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May 14, 4:27 PM
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Grupo de pesquisa do Instituto de Psicologia da USP lança coletâneas sobre queixas escolares –

Grupo de pesquisa do Instituto de Psicologia da USP lança coletâneas sobre queixas escolares – | Inovação Educacional | Scoop.it
Dois e-books estão disponíveis gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP, com reflexões teóricas e práticas sobre a temática
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May 14, 4:23 PM
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Brasil tem 1,1 milhão em busca de emprego há 2 anos ou mais, diz IBGE

Brasil tem 1,1 milhão em busca de emprego há 2 anos ou mais, diz IBGE | Inovação Educacional | Scoop.it

Dos cerca de 6,58 milhões de brasileiros desempregados no primeiro trimestre, 1,1 milhão deles buscam por uma colocação há dois anos ou mais, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O que aconteceu
Número de pessoas em busca de emprego há dois anos ou mais recua. A condição aflige 21,7% dos desempregados entre janeiro e março deste ano. A taxa representa uma redução do contingente na comparação com o mesmo período de 2025, quando 1,4 milhão de pessoas estavam nessa condição.

Procura por recolocação profissional há menos de um mês também cai. O contingente na situação corresponde a 1,4 milhão de brasileiros, número 14,7% menor do que o registrado no mesmo trimestre de 2025, quando 1,6 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de 30 dias.
Evolução recente reflete melhora do mercado de trabalho no Brasil. William Kratochwill, analista da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), explica que os resultados consideram a trajetória que renovou a menor taxa de desemprego do Brasil nos últimos meses.

A queda da população que estava em busca de trabalho por mais de dois anos significa que o mercado melhorou de forma mais geral, enquanto a redução na parcela à procura por menos de um mês significa uma boa rotatividade, que está mais fácil de conseguir emprego.
William Kratochwill

Busca por emprego
Desemprego afligia 6,1% da população brasileira no primeiro trimestre. A taxa representa uma leve alta na comparação com os últimos três meses do ano passado (5,1%), mas representa o menor percentual de toda a série histórica, iniciada em 2012, para o período.

Nível de desocupação tradicionalmente cresce no início dos anos. A tendência confirma o cenário observado pelo IBGE com o aumento da busca por emprego nos primeiros meses de cada ano. O movimento se deve ao fim dos contratos de trabalho temporário e às demissões nas áreas da administração pública.

Taxa de desocupação atinge 5,1% dos homens e 7,3% das mulheres. Já o índice por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,9%) e acima para os pretos (7,6%) e pardos (6,8%).
Desemprego por nível de instrução também mostra divergências. A desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,8%) superava as taxas dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 7,0%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,7%).

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May 14, 4:16 PM
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Gustavo Miller: Seu coach espiritual e religioso é IA. E você nem sabe

Gustavo Miller: Seu coach espiritual e religioso é IA. E você nem sabe | Inovação Educacional | Scoop.it

Yang Mun é um monge sereno, de vestes laranja.
Sempre aparece sentado diante de imagens budistas, compartilhando sabedoria milenar sobre equilíbrio e harmonia interior.
Vários amigos meus o seguem. Pessoas reais, inteligentes, de perfis completamente diferentes.
O monge soma mais de 6 milhões de seguidores em suas redes sociais.
Só que Yang Mun não existe.
O monge é um avatar gerado por inteligência artificial.
Criado pelo empreendedor israelense Shalev Hani usando ChatGPT, ElevenLabs, HeyGen, Nano Banana e outras ferramentas.
Segundo Hani, ele já faturou mais de US$ 500 mil em seis meses apenas com o personagem..
É que Yang Mun tem um site onde comercializa e-books e programas de 30 dias de bem-estar espiritual.
O detalhe é que se apresenta como um coach digital, jamais cita que é gerado por inteligência artificial.
Ao descobrir o perfil, o número de amigos que o segue e seu faturamento de seis dígitos, a pergunta que não sai da minha cabeça não é "como isso é possível?"
É outra: por que funciona tão bem?
Personagens virtuais que são influenciadores nas redes não é novidade.
A Lu do Magazine Luiza, criada em 2003, é declaradamente um avatar.
Lil Miquela, nos Estados Unidos, nunca escondeu sua natureza artificial.
Eram personagens estilizados, claramente irreais, quase como desenhos animados tridimensionais
A Inteligência Artificial generativa apagou esse limite.
Os avatares de hoje não parecem desenhos. Parecem pessoas.
Falam e gesticulam com naturalidade.
E dominaram uma habilidade que os personagens antigos não tinham: a capacidade de parecer genuínos.
O Coachella 2026 foi o laboratório mais recente desse fenômeno.
Enquanto Justin Bieber e Sabrina Carpenter tocavam no palco principal, influenciadores de IA circulavam pelo festival.
Só que sem ingresso e sem passagem aérea.
Sem existir.
Granny Spills é uma senhora de 75 anos debochada, bon vivant, sem filtros, que dá conselhos de relacionamento amoroso.
Tem mais de 2 milhões de seguidores apenas no Instagram
A personagem postou fotos com membros da família Kardashian e Jenner em cenários reconhecíveis do festival.
Mas o que viralizou foi uma foto dela no backstage com Justin e Hailey Bieber.
Ela usava uma camiseta escrito "Future Mrs. Bieber". Achei real. Levei alguns segundos para entender que não era.
Aitana López também estava por lá
Criada pela agência espanhola The Clueless, Aitana é apresentada como uma jovem de 25 anos.
Cabelos cor-de-rosa, apaixonada por videogames e fitness.
Fatura até 10 mil euros por mês em contratos com marcas.
Tem conta no Fanvue, plataforma similar ao OnlyFans.
E recebe mensagens privadas de pessoas que não fazem ideia de que ela não existe.
Os fãs de Aitana não a seguem apesar de ela ser falsa.
A seguem porque o universo que ela representa (a vida perfeita, as viagens, os looks, a rotina de bem-estar) é real o suficiente para despertar desejo e aspiração.
Ou seja, os novos avatares influenciadores de IA enganam (ou convencem) por outra razão.
O criador do monge Yang Mun pariu outros filhotes digitais por aí.
São 7 avatares no total, que rendem 21 vídeos por dia.
Tem desde um rabino com 40 anos de estudos (Menachem Goldberg) a um senhor aposentado de Nova York (Richard Hale) que se apresenta como bilionário self-made e guru de investimentos.
Todos vendem e-books e outros produtos digitais.
Três personas completamente distintas, explorando um nicho diferente de ansiedade humana: espiritualidade, sabedoria religiosa e sucesso financeiro.
"As pessoas se importam com a mensagem, não com a tecnologia", explica Shalev Hani.
Ele está certo: o que esses avatares vendem não é conteúdo. É pertencimento.
É a sensação de ser compreendido por "alguém" que nunca te julga, nunca está de mau humor e sempre tem a frase certa na hora certa.
O mercado gospel brasileiro é o melhor termômetro disso.
Hikari de Jesus, um jovem asiático tatuado (referência ao K-pop) tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram cantando seus louvores gerados por IA.
Por que funciona?
Porque quem consome esse tipo de conteúdo não está necessariamente buscando autenticidade artística.
Está buscando conforto, motivação e palavras de apoio 24h por dia.
Mas tem um porém.
Quando um avatar de IA oferece acolhimento emocional sem se identificar como máquina, ele não é apenas uma estratégia de marketing agressiva.
É uma forma de manipulação que explora exatamente os momentos de maior vulnerabilidade das pessoas.
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A IA generativa é, por natureza, um sistema de adaptação.
Ela imita linguagem, padrões emocionais, estilos de aconselhamento.
O que poderia ser um acesso eficiente a informações se transforma num bate-papo contínuo com uma figura de autoridade.
O algoritmo se torna pastor, coach e, às vezes, referência moral.
O risco não é só individual. É coletivo.
Nas mesmas redes sociais há diversos vídeos de pessoas pedindo para denunciar o perfil de Yang Mun.
As plataformas, para variar, demoraram demais para agir. Ele continua lá, com contas reservas e tudo.
Afinal, esses conteúdos engajam, prendem os seguidores, criam dependência.
Tudo que as Big Techs querem.
Já existe até um projeto brasileiro para identificar os perfis de IA que fazem marketing de influência espiritual e religioso sem deixarem isso claro.
Chamado de Profetas Sintéticos, trata-se de uma plataforma aberta que usa, olha só, inteligência artificial para validar que é real de quem é virtual.
Até o momento que escrevo este texto, o site diz já ter identificado mais de 60 perfis que não são humanos.
Um deles é o de Aharon Viana, mistura de pastor com cantor country, que tem cerca de 500 mil seguidores no Instagram e vende um "áudio devocional".
A questão é que estamos tão treinados pelos algoritmos a consumir exatamente o que já acreditamos, e a ignorar o que nos desafia, que a mensagem se tornou mais importante que o mensageiro.
Não importa se é um monge real ou gerado por prompt.
Não importa se é uma vovó no Coachella ou um deepfake.
Não importa se a voz de encorajamento vem de um ser humano ou de um servidor na nuvem.
Se ressoa, se conforta, se confirma o que já sentimos?
Consumimos.
E alguém, em algum lugar, está lucrando muito com isso.
A pergunta que fica: se o conforto é real, o engano importa?

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May 14, 4:08 PM
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O pedreiro não vai ser demitido por IA. O emprego do futuro é offline?

O pedreiro não vai ser demitido por IA. O emprego do futuro é offline? | Inovação Educacional | Scoop.it

Fiz uma reforma recente no apartamento.
Contratei um empreiteiro.
Um pintor.
Um eletricista.
E um marceneiro para refazer o piso de madeira.
O primeiro chegou com dois assistentes. Estava ali apenas para supervisionar e visitar outras três obras no mesmo bairro. "Quantas pessoas estão trabalhando para você?", perguntei. "Hoje? Oito", ele respondeu. "Será que a inteligência artificial vai roubar seu trabalho também?", brinquei. A resposta foi uma risada gostosa.
Durante décadas, o roteiro para o sucesso parecia ser claro: estudar, fazer faculdade, conseguir um emprego de escritório, trabalhar com computador, ter um crachá, um plano de saúde e uma cadeira ergonômica...
O sonho de trabalhar com tecnologia virou meta de uma geração inteira a partir do surgimento do computador pessoal. O nascimento das big techs nos anos 1990, o boom da internet, a digitalização e as redes sociais apontavam para o mesmo destino: o futuro do trabalho estava em ficar atrás de uma tela. Ou várias.
A pandemia potencializou isso com a popularização dos nômades digitais. Afinal, bastava um notebook e uma boa conexão para você conseguir trabalhar em qualquer lugar do mundo. Do dia para a noite, todo mundo queria vender um curso, um infoproduto, uma mentoria. Parecia que o trabalho manual havia ficado para trás.
Aí chegou a inteligência artificial generativa e o roteiro virou de cabeça para baixo. Os empregos mais ameaçados não são os de pedreiro ou de eletricista, são os de analista, redator, programador, assistente jurídico, designer, contador... Os chamados empregos de colarinho branco.
Justamente aqueles empregos que pareciam seguros por serem "do futuro" estão sendo automatizados em velocidade assustadora pelos softwares de IA. Enquanto isso, quem trabalha com as mãos está com a agenda lotada - e cobrando bem caro.
Mike Rowe, apresentador do programa "Dirty Jobs" ("trabalhos sujos", na tradução livre) e defensor histórico dos trabalhadores manuais nos EUA, visitou um data center no Texas em março de 2026. Lá, ele encontrou três eletricistas, todos com menos de 30 anos, sem dívidas de faculdade - os empréstimos estudantis são bem comuns nos Estados Unidos.
E havia um detalhe bastante curioso na vida desses três profissionais: eles tinham sido "roubados" de outras empresas três vezes nos últimos 18 meses. "É como o draft da NBA", disse Rowe, comparando o sistema de recrutamento universitário para a liga de basquete americana. Eletricistas especializados em data centers estão ganhando até US$ 260 mil por ano, de acordo com Rowe. E, ah, sem diploma universitário.
Em um país que paga por hora trabalhada, essa procura - e o valor de salário - não é coincidência. Segundo a edição de março de 2026 da revista "Fortune", os EUA vão precisar de cerca de 300 mil novos eletricistas na próxima década para dar conta das novas demandas de tecnologia. No entanto, estima-se que 200 mil estão próximos da aposentadoria.
E isso não é uma novidade para o mercado. Um relatório da McKinsey & Company, de 2024, já previa a escassez de mão de obra técnica nos EUA. Segundo o levantamento, a contratação anual para funções técnicas qualificadas, como eletricistas, soldadores e especialistas em diesel, pode ser mais de 20 vezes o aumento anual projetado em novos postos de trabalho líquidos entre 2022 e 2032.
A inteligência artificial precisa de infraestrutura física, enormes data centers, para existir. E quem constrói essa infraestrutura são pessoas com ferramentas nas mãos. Uma pesquisa da Randstad de 2025 aponta que a revolução da IA está 'gerando uma demanda por trabalhadores qualificados que supera a de profissionais de colarinho branco'.
Aqui no Brasil, o Censo Escolar 2025, divulgado em fevereiro, aponta o mesmo comportamento. As matrículas na educação profissional e tecnológica saltaram 68,4% em cinco anos: de 1,89 milhão em 2021 para 3,18 milhões em 2025. O governo federal projeta R$ 8 bilhões em investimentos no ensino técnico em 2026, com a criação de 600 mil novas vagas.
Mas e quem não tem talento para trabalhos manuais, como este escritor? Entra aqui outra tendência analógica: investir em "boring business". Em português literal: negócios entediantes. Os economistas Owen Zidar (Princeton) e Eric Zwick (Universidade de Chicago) analisaram, para a Universidade de Princeton, 22 anos de dados tributários nos EUA, entre 2000 e 2022. Sabe o que descobriram?
A maior parte dos americanos, dentro do 0,1% mais ricos do país, não são executivos de Wall Street nem fundadores de startups. São donos de empresas "entediantes" no interior do país. Como redes de concessionárias, distribuidoras de bebidas, clínicas dentárias ou franquias de ar-condicionado e lavanderias.
Os pesquisadores batizaram esses empresários de "stealthy wealthy", ou "ricos fora do radar". Negócios que não viram manchete nem rendem estudo de caso de MBA, mas entregam caixa em qualquer ciclo econômico.
Talvez o futuro do trabalho seja mais parecido com o passado do que imaginávamos.

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May 17, 7:43 AM
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As bancas de jornal se reinventam 

As bancas de jornal se reinventam  | Inovação Educacional | Scoop.it
Como consequência, o número de bancas despencou. Em São Paulo, das 5.000 bancas existentes no início dos anos 2000, sobraram apenas 1.700 mil em 2020. O curioso é que, segundo a prefeitura, o número voltou a subir um pouco nos últimos anos e hoje existem exatas 2.148 licenças de funcionamento na cidade.

O aumento dos últimos anos tem a ver com a mudança do caráter das bancas. Se antes vendiam publicações, hoje elas oferecem uma miríade de produtos, abrangendo quase tudo o que alguém pode precisar em seus deslocamentos: balinhas, pilhas, cigarros, bolachas, brinquedos, água de coco, guarda-chuvas, capinhas de celular, refrigerantes, chaveiros, bonés e, meu preferido, jornais velhos embalados para o xixi dos pets, num inesperado memento mori para os jornalistas vaidosos.
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May 17, 7:34 AM
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2028: Two scenarios for global AI leadership

2028: Two scenarios for global AI leadership | Inovação Educacional | Scoop.it
Our views on the AI competition between the US and China.
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May 17, 7:24 AM
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Debate expõe tensão entre autistas leves e pais dos graves

Debate expõe tensão entre autistas leves e pais dos graves | Inovação Educacional | Scoop.it
"Dizem que virou moda ter laudo de TEA nível 1 e que estamos buscando privilégios." A publicação afirma que mesmo autistas com QI acima da média sofrem com desemprego e subemprego em razão das dificuldades de manejar as relações sociais. Alerta para a prevalência de burnout e tentativas de suicídios geradas pelo sofrimento de "ter que forçar contato visual, monitorar o tom de voz e engolir o pânico sensorial para não ser chamado de ‘esquisito’."

A sociedade tem dificuldade de compreender as categorias do TEA, avalia. "Um autista nível 1 pode ser indeferido para uma vaga, mesmo que tenha condições para o trabalho", afirma. "Aconteceu recentemente em Santa Catarina. Uma autista foi eliminada de um concurso para delegada. Achavam que tinha hipersensibilidade auditiva e não poderia atirar. Sorte que tinha vários vídeos em que aparecia atirando."
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May 17, 7:14 AM
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A inteligência artificial e o futuro estratégico da advocacia

A inteligência artificial e o futuro estratégico da advocacia | Inovação Educacional | Scoop.it

Um interessante artigo de Felipe Ochman ("O paradoxo do estagiário", 10/5), publicado nesta Folha, chama a atenção para o impacto da inteligência artificial para a formação dos estagiários de direito. Seus argumentos estão corretos, mas este impacto pode ser estendido a todas as áreas da prática jurídica.
A inteligência artificial, de forma silenciosa, muda o centro de gravidade das profissões jurídicas. O risco não é apenas o desaparecimento do estagiário que fazia pesquisa jurisprudencial, revisava contratos ou acompanhava processos no fórum. O problema maior é que a terceirização cognitiva começa a atingir também a criatividade, a formulação estratégica e o julgamento profissional.
Durante décadas, a advocacia cultivou uma espécie de fetiche da memória. Bom advogado era aquele capaz de citar precedentes, recordar artigos, reproduzir doutrina e manejar vocabulário críptico. O modelo funcionava em um ambiente de escassez de informação.
A IA implode essa lógica. Hoje, um sistema generativo localiza precedentes em segundos, resume votos complexos, compara cláusulas contratuais e produz minutas juridicamente aceitáveis em velocidade. Faz isso melhor do que um profissional fatigado, às 2h da manhã, diante de uma tela e de um prazo impossível.
Inevitavelmente, a memorização perde valor relativo. O diferencial humano desloca-se: para capacidade analítica, senso crítico, formulação de questionamentos complexos e, sobretudo, compreensão de contextos políticos, econômicos e institucionais. O advogado do futuro precisará entender muito mais sobre pessoas, incentivos, riscos e poder.
Há uma armadilha intelectual na IA: delegar tarefas cognitivas à máquina leva a terceirizar raciocínio, e conforto intelectual costuma ser inimigo da criatividade. E teses jurídicas úteis nascem de analogias improváveis, leituras interdisciplinares, intuição estratégica e capacidade de enxergar conexões entre temas distintos.
Por tudo isso, o impacto sobre a formação jurídica será profundo, sendo ainda incompreendido. As faculdades de direito continuam organizadas em torno de um modelo do século 19: excesso de teoria normativa, culto à memorização e baixa integração com realidade empresarial, tecnológica e institucional. Esse modelo já estava esgotado antes da IA. Agora, tornou-se anacrônico.
A formação jurídica precisará reforçar menos a acumulação de conteúdo e mais o método crítico. Identificar falhas em um argumento já é mais relevante que produzir uma petição elegante, que a máquina gera rapidamente.
Será necessário, também, integrar direito com negócios, governança, economia e tecnologia. O cliente já não procura apenas interpretação normativa; procura, sim, leitura estratégica de risco regulatório, compreensão de mercado, gestão de crise e capacidade de negociação.
Outro deslocamento importante ocorrerá no plano relacional. A IA pode redigir um contrato sofisticado, mas (ainda) não participa de uma reunião entre acionistas em conflito. Não constrói confiança em Brasília. Não percebe hesitações em uma negociação. Elementos que, frequentemente, definem o destino de um acordo mais do que a cláusula contratual em si.
A formação, portanto, precisará preparar profissionais capazes de transitar entre diferentes universos sociais e econômicos. Serão os advogados capazes de combinar inteligência jurídica, repertório cultural, visão estratégica e julgamento prudencial.
A inteligência artificial não elimina o advogado. Mas eliminará o advogado treinado apenas para repetir fórmulas. E, convenhamos, talvez isso não seja exatamente uma tragédia civilizatória.

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May 17, 7:01 AM
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O que são os 'cristais de memória', que podem resolver problema do armazenamento de dados

O que são os 'cristais de memória', que podem resolver problema do armazenamento de dados | Inovação Educacional | Scoop.it
Frente ao aumento das emissões geradas pelos 'data centers', pesquisadores investigam soluções inovadoras para o armazenamento de dados, como o DNA e os cristais de memória.
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May 17, 6:54 AM
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Robôs x robôs: o que operação na Ucrânia revela sobre a guerra do futuro

Robôs x robôs: o que operação na Ucrânia revela sobre a guerra do futuro | Inovação Educacional | Scoop.it
A guerra na Ucrânia está acelerando o uso de robôs militares no campo de batalha — sinalizando um novo modelo de uso de armamentos.
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May 15, 2:55 PM
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Ideb dá sinais de esgotamento após 20 anos, afirma livro

Ideb dá sinais de esgotamento após 20 anos, afirma livro | Inovação Educacional | Scoop.it
Um dos sinais desse esgotamento, segundo eles, foi o fato de uma rede de ensino ter atingido Ideb 10 em 2023, algo interpretado menos como prova de excelência absoluta e mais como evidência de que o modelo chegou ao limite de sua capacidade de discriminar qualidade educacional.

O livro também traz exemplos que mostram como o foco excessivo nos resultados pode ter invertido a lógica do indicador. Em Novo Horizonte, no interior paulista, o Ideb passou a organizar boa parte da rotina escolar, com simulados semanais baseados nas provas do Saeb.
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May 15, 2:27 PM
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Happiness Break: The Unexpected Joy of Slow Looking

Happiness Break: The Unexpected Joy of Slow Looking | Inovação Educacional | Scoop.it
What happens when you linger and look closely at a piece of art? Nathalie Ryan, an educator from the National Gallery of Art in Washington D.C., guides us through a slow looking practice shown to help deepen your sense of awe, presence, and connection.
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May 15, 9:58 AM
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Grupos internacionais de educação já compraram 20 colégios premium no país | Empresas

Grupos internacionais de educação já compraram 20 colégios premium no país | Empresas | Inovação Educacional | Scoop.it
Mais um grupo inglês entra no mercado nacional de educação básica. Trata-se da Affinitas Education, que desembarcou no Brasil adquirindo os colégios bilíngues St. Francis e Beacon, ambos na capital paulista. Com isso, já são cinco redes britânicas e uma suíça que juntas compraram cerca de 20 colégios no país. São escolas voltadas para um público de maior renda e, em geral, bilíngues ou internacionais.

O mercado privado de educação básica movimentou, no ano passado, R$ 112 bilhões, considerando mensalidades e sistemas de ensino. Deste montante, 20% vêm dos colégios premium, cujas mensalidades podem chegar à casa dos R$ 15 mil. Os dados são da consultoria Hoper Educação.

Há um interesse na consolidação da educação básica no Brasil, uma vez que apenas 20% dos alunos estudam na rede privada. Os grupos internacionais de educação que estão no país são capitaneados por investidores financeiros que, em poucos anos de atividades, fizeram várias aquisições em diferentes países de escolas de educação básica, modalidade conhecida como K-12, ou seja, desde o “kindergarten” (jardim de infância) ao 12º ano.


lousa cheia_B — Foto: Arte/Valor
A Affinitas foi fundada em 2022 pela Oakley, gestora britânica de private equity (que compra participação em empresas) que, no ano passado, levantou em um de seus fundos € 4,5 bilhões. A primeira escola brasileira adquirida foi o St. Francis, cuja transação foi anunciada há cerca de dois meses. Nessa semana, a Beacon informou que também passou a fazer parte do grupo, que possui um total de 29 escolas na América e Europa.

“A partir de uma reflexão sobre o futuro e a continuidade da escola, entendemos que era o momento de dar um novo passo, buscando um parceiro alinhado aos nossos valores, capaz de fortalecer o nosso projeto sem abrir mão da nossa identidade e da nossa cultura de cuidado com os alunos”, informaram, em comunicado, Luciana Leite e Maria Eduarda Sawaya, sócias-fundadoras da Beacon. A escola tem 1,5 mil alunos em três unidades na capital paulista. As fundadoras permanecem como sócias. A fatia não foi revelada. A escola informou que não haverá mudanças na equipe e perfil pedagógico.

No site da Affinitas, o St. Francis disse que a associação com o grupo inglês permite dar continuidade à missão, “mantendo-nos fiéis à nossa essência como instituição de ensino, e ampliar as oportunidades disponíveis para nossos alunos e para a comunidade.”

Thomas Rajzbaum, CEO da Affinitas, informou que “nosso papel como parceiro vai ser apoiar e potencializar o que já existe, ampliando a experiência internacional, recursos e perspectiva global.”

Os valores das transações não foram divulgados. Mas, sabe-se que os grupos internacionais, em especial os ingleses, têm desembolsado quantias relevantes nessas aquisições. A Inspired, de Londres, pagou R$ 2 bilhões pela Eleva, o equivalente a 25 vezes o lucro antes de juros, depreciação e amortização (Ebitda). Além disso, investiu mais R$ 3 bilhões em expansão.

A também britânica Nord Anglia pagou US$ 500 milhões pelas unidades de São Paulo e Nova York da Escola Avenues, fundada nos Estados Unidos.

No fim do ano passado, a International Schools Partnership (ISP) comprou as escolas Albert Sabin e Vital Brazil. Outra transação que chamou atenção foi a venda, em 2024, da Escola Móbile, que há anos era assediada por investidores, para a Nord Anglia. Esse grupo tem como investidores as gestoras Warburg Pincus e TA Associates.

Segundo Paulo Presse, consultor da Hoper Educação, a estimativa é que haja no Brasil entre 30 e 40 escolas com esse perfil premium. “É um segmento pequeno em volume, mas muito relevante em valor, reputação e estabilidade de receita, o que ajuda a explicar o interesse crescente de grupos nacionais e internacionais”, disse Presse.

Atualmente, há um questionamento sobre se ainda existe espaço para mais aquisições nesse segmento premium, uma vez que muitos colégios desse perfil já foram adquiridos.

Há ainda aqueles colégios em que os fundadores não têm interesse de vender. Esse é o caso da Escola Concept, com mensalidade de R$ 13 mil na unidade de São Paulo, que é frequentemente procurada pelas redes internacionais. Hoje, a Concept está também em Ribeirão Preto (SP) e Salvador e tem uma unidade em construção no Rio de Janeiro.

“Não existe chance de venda das premium. Minhas filhas assumiram a continuidade do legado. Não vamos vender, apesar das propostas mirabolantes. Faço questão de preservar o legado, 60 anos à frente de educação e minhas duas filhas, Thalita e Thamila, assumiram como CEOs, já com passagem de bastão e continuidade. Estou muito feliz, elas estão indo muito bem, superando as expectativas”, disse Chaim Zaher, presidente do grupo SEB, que é dono da Escola Concept e de outros colégios premium como Pueri Domus e Carolina Patrício.

“O que estamos vendo é um mercado mais sofisticado e seletivo. Esse nicho reúne escolas internacionais e bilíngues de alto padrão, muitas delas com currículo IB Continuum [certificação do International Baccalaureate (IB)], mensalidades que podem passar de R$ 10 mil e forte apelo de exclusividade, posicionamento e formação global. Não é apenas uma entrega acadêmica, mas também um ecossistema de relacionamento voltado para famílias de alta renda”, disse o consultor da Hoper.

Um dos atrativos dos grupos internacionais é a oferta de intercâmbio entre as escolas localizadas nos diferentes países. O SEB está negociando a compra de uma escola no Canadá para que os alunos de seus colégios premium estudem uma temporada fora do Brasil.

Entre os grupos internacionais no Brasil há ainda a rede canadense Maple Bear. A operação local e internacional pertence também ao grupo SEB, desde 2024. No mundo, a Maple Bear tem cerca de 500 unidades que são tocadas com parceiros locais, como fundos de investimentos. Desse volume, cerca de metade está no Brasil, onde o modelo é de franquias.

Há também uma consolidação nos colégios da camada de renda “intermediário alto”, mas esse movimento é tocado pelos grupos nacionais. As três maiores redes de escolas no Brasil também têm investidores financeiros como sócios. Em 2024, os fundos adquiram cerca de um terço das empresas. Entre elas estão o Salta, líder do setor com 180 mil alunos e que tem como sócios os fundos Gera, Warburg Pincus e Atmos.

Na Inspira, a Advent e o fundo de pensão canadense CPP colocaram R$ 1 bilhão para expansão da companhia, que tem ainda um fundo do BTG e o fundador, André Aguiar, como acionistas.

No SEB, a família Zaher vendeu um terço de sua operação de escolas focadas em aprovação no vestibular para o Kinea, fundo do Itaú, por R$ 415 milhões. A empresa está mais voltada aos colégios premium, como Concept, Pueri Domus e Carolina Patrício.

Os grupos Salta, SEB e Inspira têm projetos de abertura de capital quando o ambiente macroeconômico estiver melhor e as condições do mercado financeiro forem mais atrativas. Enquanto isso, estão fazendo aquisições. O mercado de educação básica ainda é bastante pulverizado.
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May 14, 4:25 PM
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Religious upbringing linked to better health and well-being during early adulthood

Religious upbringing linked to better health and well-being during early adulthood | Inovação Educacional | Scoop.it
For this study, Chen and senior author Tyler VanderWeele, John L. Loeb and Frances Lehman Loeb Professor of Epidemiology, analyzed health data from mothers in the Nurses’ Health Study II (NHSII) and their children in the Growing Up Today Study (GUTS). The sample included more than 5,000 youth who were followed for between 8–14 years. The researchers controlled for many variables such as maternal health, socioeconomic status, and history of substance abuse or depressive symptoms, to try to isolate the effect of religious upbringing.
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May 14, 4:20 PM
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IA, ghost jobs e ATS: o mercado de trabalho mudou para pior

IA, ghost jobs e ATS: o mercado de trabalho mudou para pior | Inovação Educacional | Scoop.it

Não muito tempo atrás, ir atrás de um emprego seguia um passo a passo básico.
Candidato descobria a vaga.
Candidato enviava o CV.
Candidato era chamado para entrevistas.
Com alguma sorte e merecimento, o candidato conseguia o trabalho.
A Inteligência Artificial mudou o processo de recrutamento para pior.
E propositalmente.
Pois, hoje, o processo seletivo virou uma corrida de obstáculos projetada para eliminar candidatos.
Não para encontrá-los.
De currículos rejeitados por robôs a vagas que nunca existiram.
A Inteligência Artificial tornou o mercado de trabalho mais difícil e menos humano.
Para entender os motivos é preciso entender uma sigla antes: ATS.
O Applicant Tracking System é um software de triagem automatizada que praticamente todas as grandes empresas usam hoje.
Antes de qualquer recrutador humano ver o seu nome, um algoritmo leu o seu currículo, identificou palavras-chave e decidiu se você avança ou vai para o lixo.
Existe um mito de que 75% dos candidatos qualificados são rejeitados pelo ATS por causa de formatação inadequada ou ausência das palavras-chave certas no CV.
Sabe aqueles currículos coloridos, com gráficos e tabelas, lindos nos templates do Canva?
Sinto muito, mas o robô não consegue interpretar essas informações.
Não é à toa que pipocam por aí ferramentas de IA que prometem revisar seu currículo e deixá-lo amigável para o ATS.
Ou seja, a inteligência artificial lê o que a vaga pede e copia e cola no seu CV exatamente o que o robô quer.
O Future of Work Research Lab, da empresa SAP, aponta que 39% dos candidatos já utilizam IA para otimizar seus CVs
Genial, certo?
Mais ou menos: porque a ATS é só o primeiro obstáculo.
O segundo é a vaga que nunca existiu, os chamados ghost jobs ("vagas fantasmas")
Um estudo recente da Clarity Capital indica que de cada 7 vagas divulgadas, uma não existe.
Por que alguém faria isso?
Para agradar investidores, por exemplo.
Ou dar a impressão de que a empresa está crescendo.
Ainda segunda a Clarity, mais de um terço dos gestores de contratação publicam vagas apenas para formar um banco de candidatos caso alguém saia.
Sabe quando você vê o anúncio de uma vaga anunciada a mais de 30 dias? Pois então.
Estima-se que existam 1,7 milhão de vagas fantasmas só nos Estados Unidos.
O ghosting corporativo é real.
Numa pesquisa do LinkedIn, mais da metade dos candidatos afirmou ter recebido resposta de menos de 5% das vagas às quais se candidatou.
O terceiro obstáculo chegou mais recentemente: a entrevista com o robô.
A plataforma de contratação Greenhouse estima que 63% dos candidatos americanos já foram entrevistados por algum chatbot.
E 38% já abandonaram um processo seletivo porque ele exigia uma entrevista com IA.
Entenderam o paradoxo?
As empresas usam IA para contratar mais rápido e com menos custo.
Os candidatos usam IA para aparecer em mais processos.
Os recrutadores usam IA para identificar os CVs que são IA.
E quando rola uma abençoada entrevista, quem a conduz é uma IA.
Quando tudo vira automação, é o lado humano que vai destoar.
Quem diz é o próprio CEO do LinkedIn, Ryan Roslansky.
No recém-lançado livro "Open To Work", ele destaca cinco habilidades que a IA não irá substituir.
São os cinco "C": curiosidade, coragem, criatividade, compaixão e comunicação.
Em outras palavras: o que funciona continua sendo o que sempre funcionou.
Conhecer pessoas, ser recomendado, construir reputação antes de precisar dela?
O próprio LinkedIn atesta isso, quando cita que 93% dos recrutadores afirmam que indicações são importantes porque vêm acompanhadas de uma recomendação confiável.
A diferença é que nunca foi tão difícil para quem não tem essa rede.
Para quem está começando. Para quem mudou de área.
Para quem voltou ao mercado depois de anos fora.
A pergunta que fica: num processo seletivo onde robôs filtram currículos feitos por robôs para vagas que talvez não existam?
O que estamos realmente selecionando?

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May 14, 4:12 PM
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Gustavo Miller: a IA vai acabar com os estágios?

Gustavo Miller: a IA vai acabar com os estágios? | Inovação Educacional | Scoop.it

Esta semana vi um vídeo que criou um triplex na minha mente: um único funcionário da Anthropic é responsável pelo trabalho inteiro de todo o departamento de Growth Marketing da empresa.
Austin Lau, funcionário da empresa por trás do Claude, explica como, sem saber programar uma linha de código, conseguiu automatizar o seu trabalho.
Com o assistente de IA, Lau criou agentes que rodam tudo de campanhas de mídia paga, email, SEO e CRM.
Em uma empresa que vale US$ 380 bilhões.
Ao ver o vídeo, lembrei daquela clássica pergunta de RH: "Como você se vê daqui a cinco anos?"
Quem nunca ouviu essa pergunta durante uma entrevista de emprego?
Se me permite uma sugestão, os recrutadores precisam urgentemente atualizar a questão para: "como você se vê, com a IA, daqui a cinco anos?".
Explico: após três anos ouvindo que a Inteligência Artificial generativa nos deixaria mais produtivos, o que vemos em 2026 são sinais de que ela deixou de ser apenas uma assistente virtual para, de fato, tornar-se a infraestrutura invisível da economia digital.
Em outras palavras, a IA evoluiu de simples ferramenta de trabalho para se tornar "o" centro de uma empresa.
E é melhor o trabalhador estar preparado, principalmente quem trabalha no setor de tecnologia.
Segundo a Fast Company, em todo o ano de 2025 cerca de 55 mil empregos foram eliminados globalmente por conta da Inteligência Artificial.
Somente no final de fevereiro, Jack Dorsey, fundador do Twitter, desligou 40% da força de trabalho de sua atual empresa, a Block (antiga Square).
De acordo com o executivo, 4 mil vagas se mostraram redundantes com as ferramentas de IA que a companhia passou a adotar -- a grande maioria ligada a programação.
Historicamente, o que o Vale do Silício assopra costuma causar ventania ou estragos piores no mundo todo rapidamente.
Lembra que, há 20 anos, as empresas de tecnologia começaram a ter escritórios custosos que mais pareciam playgrounds infantis?
De repente, até escritórios de contabilidade passaram a ter mesa de ping-pong e pizza com cerveja às sextas-feiras.
Quando veio a pandemia, as big techs foram as primeiras a decretar a era do trabalho remoto.
Durou pouco e, ainda em 2022, muitas começaram a realizar cortes gigantescos e a pedir aos funcionários que voltassem aos escritórios, cada vez mais enxutos.
(Enquanto escrevia este texto, a brasileira Stone anunciou uma onda de demissões. A justificativa? Adivinhem: IA e eficiência.)
O anúncio da Block, acompanhado do manifesto de seu fundador, teve dois pontos interessantes.
Primeiro: a empresa tem apresentado lucro nos últimos meses e um modelo de negócios bastante sólido.
Segundo: após o layoff, as ações dela dispararam 20%.
Acredite se quiser.
O curioso é que o mercado reagiu com otimismo poucos dias depois de um relatório estilo Black Mirror ter causado pânico no setor e desvalorizar ações de empresas como IBM, Uber e Datadog.
O documento, produzido pela pouco conhecida Citrini Research, parece mais um exercício de futurologia: em 2028, os EUA teriam uma taxa de desemprego acima de 10% e as principais empresas listadas na bolsa americana valeriam quase 40% menos.
De acordo com a Citrini, isso aconteceria porque agentes de IA irão provocar demissões em massa em setores como os de colarinho-branco e TI.
E tais postos de trabalhos deixariam se existir ao serem 100% automatizados, ou seja:
Esses profissionais de alta renda, substituídos por máquinas, teriam de buscar empregos menos remunerados -- e isso afetaria uma cadeia inteira da economia de consumo.
O aumento de produtividade e riqueza seria ilusório, pois o dinheiro deixaria de circular.
O nome dessa bola de neve? PIB Fantasma.
A questão é que a publicação pintou um cenário para daqui dois anos, na teoria.
Só que ele já se demonstra real: e estamos apenas em março de 2026.
A Anthropic, empresa por trás do Claude, e maior rival do ChatGPT, lançou recentemente um relatório sobre o impacto da IA no mercado de trabalho.
Segundo ele, em setores como Computação e Matemática a IA já tem capacidade técnica para resolver 94% das tarefas, mas o uso real ainda está em apenas 33%
Ainda de acordo com o documento, as profissões mais afetadas são as de programadores de computador (74,5%) e profissionais de atendimento ao cliente (70,1%), seguidas de digitadores de dados, analistas de marketing e analistas financeiros.
Tudo a ver com os layoffs recentes e o relatório da Citrini, não?
Já os trabalhadores menos impactados são aqueles cujas profissões exigem presença física: profissionais da saúde, construção, agricultura e afins.
O que chama mais a atenção no documento da Anthropic é o efeito colateral da IA nas vagas de entrada.
Não é só o emprego de hoje que está em risco.
É o emprego de amanhã que está deixando de ser criado: os estágios.
Os números confirmam: a contratação de jovens entre 22 e 25 anos caiu 14% nos setores de tecnologia e finanças.
A porta de entrada está sendo fechada.
E ninguém parece muito preocupado com quem fica do lado de fora.
O educador Allan Pscheidt tem um nome para isso: "Caixa Preta da Carreira".
Quando uma empresa automatiza as tarefas consideradas básicas, ela economiza no curto prazo e destrói, sem perceber, os andaimes que formavam os profissionais do futuro.
Aquelas tarefas chatas e repetitivas eram, na verdade, a escola real do mercado de trabalho.
Então, voltando à pergunta lá do início: como você se vê, com a IA, daqui a cinco anos?
Se a tua resposta ainda for vaga, fica o alerta.

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May 14, 2:10 PM
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Robô que opera sozinho já existe, mas sempre haverá necessidade do contato humano, diz médico

Robô que opera sozinho já existe, mas sempre haverá necessidade do contato humano, diz médico | Inovação Educacional | Scoop.it

O especialista afirmou que robôs e a inteligência artificial deverão assumir tarefas repetitivas das cirurgias, como suturas, e reduzir a variabilidade dos procedimentos por serem mais precisos, mas opinou que a presença do médico nos procedimentos jamais será eliminada.
Na palestra Cirurgia Robótica: Os Robôs Vão Substituir os Médicos?, ele apresentou o caso de uma cirurgia de retirada de vesícula feita integralmente por um robô nos Estados Unidos no ano passado, a primeira operação feita sem intervenção médica da história. O procedimento foi feito no cenário ex vivo, ou seja, com órgãos reais, mas doados para pesquisa.

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