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Quando a IA é sua amiga

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Pesquisas demonstram que as pessoas se sentem menos sozinhas quando interagem com chatbots de inteligência artificial que as fazem sentir ouvidas
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Fuvest faz 50 anos e descarta IA: ‘Tem funcionado tão bem com os humanos’, diz diretor

Fuvest faz 50 anos e descarta IA: ‘Tem funcionado tão bem com os humanos’, diz diretor | Inovação Educacional | Scoop.it
Durante 50 anos, 387 mil pessoas viveram a emoção de ver seus nomes na lista do mais conceituado vestibular do País, a Fuvest. Para a comemoração este ano, a instituição vai lançar um site que permitirá que todos os aprovados possam rever seu nome na relação de novos alunos da Universidade de São Paulo (USP).

Nesse período, a prova tradicional e temida, que surgiu em 1976 para acabar com a influência de professores na aprovação de novos estudantes, já deixou de ser tão conteudista. Incluiu cotas raciais e sociais e passou a considerar só autoras mulheres na lista de livros obrigatórios. Mas descarta a inteligência artificial.

“Sinceramente, não tenho segurança nenhuma e, enquanto eu for diretor, não haverá o uso de inteligência artificial nem para fazer questão nem para corrigir”, diz o atual diretor da Fuvest, Gustavo Mônaco, em entrevista ao Estadão.

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Para ele, não há por que mudar um modelo que “tem funcionado tão bem com os humanos” e que, ao incluir IA, poderia gerar vieses. “Porque ela começa a ler muita coisa que vai numa certa direção, de uma certa pasteurização, e ela vai tendendo a não aceitar outros modelos”, diz. Dessa forma, acredita, redações mais criativas ou com um repertório mais diferenciado poderiam até ter uma avaliação negativa da máquina.

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A única eventual utilização, que ainda está na fase de discussão, segundo Mônaco, poderia ser uma análise da IA que pudesse predizer quantos alunos acertariam uma questão considerada fácil ou difícil pela banca de elaboradores.

Essa forma de elaborar a prova, que ele chama de “artesanal”, garante ao vestibular um respeito quase inquestionável, desde 1976. “Confesso que nunca recebi uma mensagem de ninguém perguntando se fulano tinha ou não tinha passado no vestibular. É de fato uma reputação que hoje blinda completamente qualquer tipo de tentativa de ingerência.”

Para os milhares de jovens que sonham ainda com a alegria do nome na lista da Fuvest, ele aconselha persistência. “É uma competição. Nem sempre na competição a gente vai ter o melhor posicionamento naquele momento. Se a gente não tentar de novo, a gente não vai saber o que é que poderia ter acontecido.”
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Today, 2:45 PM
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Vida e Morte das Universidades 

Em artigo recente, os economistas David Cutler e Edward Glaeser tratam de explicar como as universidades têm sido capazes de existir por mais de mil anos, e o papel importante que elas desempenharam e ainda desempenham em várias partes do mundo (”How Have Universities Survived for Nearly a Millennium”, NBER Working Paper 35079, 2026). O segredo, dizem eles, está na combinação entre uma cooperativa de professores, com autonomia substancial sobre ensino e pesquisa, e entidades externas de financiamento e controle — Igreja, governos, filântropos, empresários, doadores. Eles têm interesses diferentes, mas que convergem. Os professores querem um lugar onde tenham liberdade para exercitar sua curiosidade, desenvolver e expor suas ideias sem se preocupar com de onde vem o dinheiro; e os controladores querem um lugar para onde possam mandar seus jovens e os melhores profissionais sejam formados. Cada um precisa ceder um pouco. Os professores precisam gastar tempo dando aulas e não exagerar em suas liberdades, a ponto de os controladores cortarem seus recursos; e os controladores precisam se cuidar para não forçar os professores a fazer o que não querem, matando a galinha de ovos de ouro. Com o tempo, as universidades foram crescendo e se transformando pelos dois lados, instalando laboratórios e infraestrutura de pesquisa, organizando museus e atividades culturais, entrando em competições esportivas, e desenvolvendo pesquisas de interesse civil e militar. É esta multiplicidade de funções e interesses que faz com que as universidades se mantenham e floresçam.

Como às vezes acontece, os economistas redescobrem e organizam de forma elegante ideias que já eram conhecidas entre cientistas sociais que estudaram estas questões. Um deles, Burton R. Clark, desenvolveu um modelo também simples e elegante da coordenação das universidades que ficou conhecido como o “Triângulo de Clark” (Clark, B. R., The Higher Education System: Academic Organization in Cross-National Perspective, University of California Press, 1983). Neste modelo, as universidades contemporâneas vivem dentro de um triângulo com três vértices: o governo, a corporação acadêmica e o mercado, formado pelos estudantes e empresas que contratam seus serviços. Cada um puxa e pressiona para seu lado, e as universidades se aproximam de um ou outro vértice conforme a força de cada um. O interessante deste modelo é que ele permite entender como as universidades podem ser diferentes conforme o país e se transformar ao longo do tempo, movendo-se conforme varia a força de cada polo. E, tal como Cutler e Glaeser, mostra que as melhores e mais duradouras universidades são as que conseguem não ser dominadas por nenhum dos polos, aproveitando as vantagens e recursos de cada um. Universidades autônomas não são as que são controladas por suas corporações internas, mas as que têm capacidade de se movimentar dentro do triângulo buscando onde possam maximizar os diferentes interesses sem perder a força vital de seus professores.

Nestas movimentações, muitas instituições criadas para fins práticos acabam se tornando mais acadêmicas, em um processo conhecido como academic drift, ou deriva acadêmica. Um autor inglês, Jonathan Harwood, explica este processo pela hierarquia de status que existe no campo acadêmico, que dá mais prestígio e recursos para os cientistas que fazem pesquisa básica do que para os que se dedicam ao ensino ou a trabalhos aplicados (”Understanding Academic Drift: On the Institutional Dynamics of Higher Technical and Professional Education”, Minerva, 48, 2010). Estes desvios de função podem ter resultados positivos, como por exemplo em centros de pesquisa em agricultura que se envolveram em pesquisas acadêmicas sobre genética, e acabaram por revolucionar o campo das ciências agrárias; ou negativos, como parece ter ocorrido com os antigos Centros Federais de Educação Tecnológica brasileiros, que, ao serem elevados à condição em institutos universitários em 2008, se transformaram, de boas escolas técnicas, em instituições que hoje se dedicam sobretudo a formar bacharéis e professores do ensino médio como tantas outras.

Muitas instituições, no entanto, nem sobrevivem nem se transformam, mas simplesmente decaem. Quem, olhando para a América Latina, descreveu este mecanismo meio século atrás foi o economista Albert Hirschman (Exit, Voice, and Loyalty: Responses to Decline in Firms, Organizations, and States, Harvard University Press, 1970). Quando instituições perdem eficiência e estão sujeitas às regras do mercado, as pessoas se afastam delas, e elas desaparecem. Quando elas são públicas e desempenham funções indispensáveis, as pessoas protestam, os governos vêm em seu socorro, e elas renascem. O pior é quando elas são públicas mas perdem o monopólio para outros concorrentes. Elas não morrem, mas definham. O exemplo de Hirschman eram as antigas ferrovias, sufocadas pelas rodovias, e os exemplos atutais podem ser tanto os Correios quanto muitas universidades públicas da região, cujas greves e protestos se arrastam e cada vez menos se ouvem.
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Today, 2:20 PM
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Copernicus: 2ª maior temperatura dos oceanos em abril - 07/05/2026 - Ambiente - Folha

Copernicus: 2ª maior temperatura dos oceanos em abril - 07/05/2026 - Ambiente - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
O mês de abril confirmou a tendência de aquecimento da superfície dos oceanos neste ano com o registro da segunda temperatura mais alta da história. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo serviço Copernicus, da União Europeia, que monitora a mudança climática no planeta.

A média de temperatura da superfície dos oceanos no mês de abril foi de 21°C, inferior apenas à marca registrada no mesmo mês em 2024, o ano mais quente da história. Em grande parte do Pacífico tropical, da linha do Equador até a costa dos Estados Unidos, as marcas verificadas foram recorde.

A variável, que por padrão exclui as regiões polares, é um indicador importante do aquecimento global, provocado sobretudo pela queima de combustíveis fósseis. Cerca de 90% do excesso de calor gerado pela atividade humana é absorvido pelos mares.
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Today, 2:09 PM
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Gramado Summit: IA gera homogeneização do conteúdo

Gramado Summit: IA gera homogeneização do conteúdo | Inovação Educacional | Scoop.it
A homogeneidade da criação de conteúdo com uso de IA também foi tema de debate entre as blogueiras Giovanna Ferrarezi e Nathalie Billio. Conhecidas por conteúdos super produzidos e por roteiros que fogem do óbvio, como o "Diário Pós Detox de Rolas" e "Vida Adulta Gameshow", ambas começaram na Creator Economy antes da profissionalização do meio, no início da década de 2010.
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May 7, 9:31 AM
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Quando a IA pensa por nós: os riscos da 'dívida cognitiva' na educação

Quando a IA pensa por nós: os riscos da 'dívida cognitiva' na educação | Inovação Educacional | Scoop.it
Em palestra na Bett Brasil, nesta terça-feira (5), o pesquisador chileno Cristóbal Cobo alertou que delegar nossa cognição às máquinas sem senso crítico pode atrofiar capacidades essenciais. Com passagens pela Universidade de Oxford (Inglaterra) e pela Fundación Ceibal (Uruguai), o especialista defende uma redistribuição da inteligência: nela, o professor deixa de ser um mero produtor de conteúdo para se tornar um curador sistêmico e ético.
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May 7, 9:29 AM
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Na era da IA, seu cargo importa menos que suas tarefas

Na era da IA, seu cargo importa menos que suas tarefas | Inovação Educacional | Scoop.it

Aneesh Raman e Ryan Roslansky compartilham cinco ideias-chave de seu novo livro, Open to Work: How to Get Ahead in the Age of AI (Aberto ao Trabalho: Como se destacar na era da IA).
Raman é diretor de oportunidades econômicas do LinkedIn. Anteriormente, atuou como consultor sênior de estratégia econômica para o estado da Califórnia e liderou a área de impacto econômico no Facebook.
Roslansky, CEO do LinkedIn, também é vice-presidente executivo do Microsoft Office e da Copilot.
O impacto da IA no trabalho está se desenrolando em tempo real — rapidamente — e as pessoas têm mais poder de decisão do que imaginam. Ao compreender como as habilidades, as funções e os setores estão evoluindo, qualquer pessoa pode moldar ativamente sua carreira e se manter à frente na era da IA.
1. EMPREGOS SÃO TAREFAS, NÃO TÍTULOS
A maioria de nós se define e define o que faz com base em cargos: sou contador, sou enfermeiro, sou profissional de marketing ou sou engenheiro. E isso faz sentido, já que, por décadas, os cargos indicavam às empresas onde nos alocar.
Mas os cargos não são mais a maneira mais útil de pensar sobre o trabalho, porque a IA não está vindo para substituir cargos, e sim tarefas. Quando você começa a enxergar seu trabalho não como um cargo, mas como um conjunto de tarefas, fica mais fácil entender o que está mudando e o que fazer a respeito.
Pegue um pedaço de papel. Agora, escreva as doze tarefas que mais consomem seu tempo no trabalho. Não seu cargo, descrição de função ou metas. Pense nas atividades reais que você faz no dia a dia. Em seguida, organize todas essas tarefas em três categorias:
Categoria 1: Tarefas que a IA pode realizar sozinha.

Pense em entrada de dados, pesquisa básica e agendamento que não exige conversa.

Categoria 2: Tarefas que você realizará com IA.

Pense em estratégia com análise de IA, trabalho criativo com ferramentas de IA e resolução de problemas auxiliada por pesquisa de mercado.

Categoria 3: Tarefas que permanecem exclusivamente humanas.

Pense em construir relacionamentos, liderar em tempos de incerteza e tomar decisões difíceis.

Pergunte-se: isso exige leitura de emoções ou construção de confiança? Um toque humano faria diferença crucial? Se sim, pertence a esta categoria.

Agora imagine esses três grupos como uma esteira rolante: as tarefas do Grupo 1 desaparecerão cada vez mais à medida que a IA se torna mais avançada.

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Mas, conforme isso acontece, novas oportunidades surgem no Grupo 2, permitindo que você use a IA para fazer coisas antes impossíveis. E, ao dominar o Grupo 2, você cria espaço para um trabalho mais complexo no Grupo 3, que nenhuma máquina consegue realizar.

Com o tempo, o sucesso se resume a mover tarefas entre seus grupos. Comece levando tarefas do Grupo 1 para o Grupo 2 de forma deliberada, adicionando julgamento humano ao trabalho rotineiro.

Use ferramentas de IA no Grupo 2 para liberar tempo para mais tarefas do Grupo 3. E expanda as capacidades do Grupo 3, porque é aí que reside o valor duradouro.

Não se trata apenas de organizar tarefas em categorias, mas de desenvolver a habilidade de gerenciá-las ativamente ao longo do tempo. Este não é um exercício pontual, mas algo contínuo, à medida que seu trabalho evolui.

2. HABILIDADES INTERPESSOAIS SÃO HABILIDADES DE SOBREVIVÊNCIA
Certas habilidades nos diferenciam da IA, e os autores as chamam de os 5 Cs:

Curiosidade
Coragem
Criatividade
Compaixão
Comunicação
Essas habilidades são essenciais para a forma como criamos novas ideias e soluções. Durante décadas, os 5 Cs foram tratados como habilidades secundárias, vistas apenas como “desejáveis”, enquanto habilidades técnicas eram mais valorizadas.

Nos próximos anos, ficará claro que habilidades interpessoais são tudo, menos superficiais. Elas serão fundamentais para a sobrevivência no trabalho.

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Pense em como esses 5 Cs aparecem no seu trabalho hoje:

Curiosidade: a IA processa padrões. Mas você pergunta: “E se tentássemos algo completamente diferente?”

Coragem: a IA calcula riscos. Só você decide que risco vale a pena correr.

Criatividade: a IA mistura o que já existe. Só você reinventa o que é possível.

Compaixão: a IA pode simular preocupação. Só você pode ter empatia a partir da sua experiência de vida.

Comunicação: a IA traduz linguagem. Só você transforma linguagem em significado.

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Como aponta a neurocientista Vivienne Ming: “Elas não são cinco itens separados em uma lista. Elas se alimentam mutuamente. Curiosidade sem coragem leva à inação. Criatividade sem comunicação permanece um hobby privado. Compaixão dá propósito ao trabalho.”

Enquanto todos correm para superar a IA em programação, você deve aprimorar aquilo que a IA jamais poderá substituir. Os 5 Cs são sua vantagem competitiva.

3. CARREIRAS NÃO SÃO ESCADAS; SÃO COMO ESCALAR PAREDES
A hierarquia de carreira é uma relíquia da era industrial e está se desfazendo.

Por gerações, o roteiro era claro: entrar em uma empresa após a formação, subir constantemente na hierarquia por décadas e se aposentar no fim da carreira.

Mas estratégias de ascensão profissional só funcionam quando o mundo é estável. Quando habilidades duram décadas. Quando empregos permanecem iguais.

Esse mundo está desaparecendo, e a inteligência artificial acelera esse processo.

Os profissionais que entram no mercado hoje terão o dobro de empregos ao longo da carreira em comparação com a geração anterior. A escada corporativa não funciona quando seu trabalho muda mais rápido do que você consegue ser promovido.

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Pense na trajetória profissional menos como uma escada e mais como uma parede de escalada: vários caminhos para cima, movimentos laterais que desenvolvem novas habilidades e, às vezes, até descer para encontrar posições mais fortes.

Os melhores escaladores não seguem o caminho de outra pessoa. Eles criam o próprio caminho.

Para guiar sua escalada, faça três perguntas:

Por que você trabalha?
Seja por segurança financeira ou propósito, o que motiva você?
O que você faz de forma única?
Qual combinação de habilidades só você possui?
Para onde você vai?
Que problemas deseja resolver e com quem quer resolvê-los?
4. NOSSOS CÉREBROS NÃO ESTÃO PREPARADOS PARA MUDANÇAS EXPONENCIAIS
A curva S da mudança ajuda a entender como grandes transformações acontecem ao longo do tempo. No início, o progresso é lento e quase invisível. Foi assim com a internet em 1993, as redes sociais em 2004 e a IA em 2020.

Depois, o ritmo acelera rapidamente. Essa é a parte íngreme da curva. Por fim, o crescimento se estabiliza quando a mudança se torna comum e amplamente aceita.

A IA já não está mais na fase inicial. O ChatGPT atingiu 100 milhões de usuários mais rápido do que qualquer outra tecnologia na história. Estamos entrando na fase em que a adoção deixa de ser opcional.

A pergunta é: você está se adaptando à medida que essa mudança acelera?

Nossos cérebros são programados para temer mudanças, não para processar mudanças exponenciais. Por isso gerenciar curvas em S é tão difícil.

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E, ao contrário de outras transformações históricas, com a IA não teremos tanto tempo. A mudança nunca mais será tão lenta. A IA nunca mais será tão básica.

A hora de experimentar é agora. Adaptar-se é melhor do que prever.

5. NINGUÉM TE SUPERA EM SER VOCÊ MESMO
Existem mais de três bilhões de pessoas na força de trabalho global. Mais de um bilhão delas estão no LinkedIn. Apenas uma delas é você.

Isso parece óbvio, mas é fácil esquecer quando tentamos nos encaixar.

Muitas vezes passamos a carreira nos moldando a descrições de cargos, padrões do setor e caminhos considerados corretos. Currículos e avaliações foram criados para nos tornar comparáveis, categorizáveis e mensuráveis.

Mas quando a IA domina o padrão, as coisas mudam. De repente, suas diferenças se tornam vantagem competitiva.

A combinação específica de fracassos e triunfos que ensinou resiliência. A infância entre culturas diferentes que permite enxergar padrões que outros não veem.

A década “perdida” em uma carreira errada, mas que trouxe aprendizados únicos. As peculiaridades na sua forma de resolver problemas. As conexões incomuns entre ideias.

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Ao longo da vida profissional, talvez tenham dito para suavizar essas diferenças para parecer mais competitivo. Num mundo em que a IA consegue replicar o convencional, essas diferenças serão justamente o que tornará você insubstituível.

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May 7, 9:25 AM
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MEC lança novo edital para Núcleos de Inovação Tecnológica —

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Chamada pública selecionará até 12 núcleos de universidades federais para segundo ciclo de 2026 do Acelera NIT Brasil. Iniciativa prevê qualificação, consultoria especializada e até R$ 2,2 milhões em recursos
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May 6, 5:55 PM
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Educação à prova: desafiadoras, novas metas do PNE exigem mudança de foco do acesso para a aprendizagem

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Atualmente, 64% dos estudantes saem da escola pública sem atingir esse patamar — o que dimensiona o tamanho do problema
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May 6, 5:54 PM
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O que 16 vozes revelam sobre transformar a educação no Brasil

O que 16 vozes revelam sobre transformar a educação no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Os empreendedores relataram que, ao entrar no setor, pretendiam escalar seus produtos quase como um serviço de streaming. A realidade, no entanto, é outra. Escolas, especialmente as públicas, operam com base em confiança e relacionamento construídos ao longo do tempo. As decisões pedagógicas são coletivas, os ciclos de compra são longos e a implementação exige diálogo constante com gestores e professores. Esse aprendizado aparece nos relatos de empreendedores ligados a iniciativas como Proesc ou EduqHub, que destacam o papel das redes locais e das relações institucionais para que uma solução educacional, de fato, ganhe escala.
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May 6, 5:53 PM
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AI Evidence Playbook | The Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab

AI Evidence Playbook | The Abdul Latif Jameel Poverty Action Lab | Inovação Educacional | Scoop.it
The AI Evidence Playbook is a practical reference for policymakers, practitioners, and donors investing in or developing AI-enabled programs. 

The playbook is meant to support decision-making by explaining how to identify where AI can best help, how to design AI-enabled programs so they work in the settings they are intended for, and how to evaluate AI-enabled programs to build evidence that helps prevent wasted resources and harm.
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May 6, 5:52 PM
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1º de Maio: como a inteligência artificial já afeta o emprego dos trabalhadores

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Cortes de milhares de funcionários por empresas como Meta e Microsoft são acompanhados por investimentos bilionários na tecnologia
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May 6, 5:50 PM
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Vestibular: veja como aliar IA aos estudos para o Enem

Vestibular: veja como aliar IA aos estudos para o Enem | Inovação Educacional | Scoop.it
Especialistas alertam que IA deve ser apoio, não substituta do estudo tradicional
Qualidade dos comandos dados pelo aluno determina eficácia da interação com ferramenta
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Today, 3:08 PM
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Enfrentamento à violência é desafio para 71,7% dos gestores de escolas

Sete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar no ambiente escolar sobre o enfrentamento às violências, como bullying, racismo e capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência).

Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas, sendo 59 municipais e 46 estaduais.

O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (6), foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), uma instituição sem fins lucrativo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC).
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Today, 2:56 PM
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Tendências em mídias digitais | Deloitte Brasil

Tendências em mídias digitais | Deloitte Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Para impulsionar a retenção e monetizar o engajamento dos fãs, detentores de fandoms consolidados podem oferecer, ao longo de todo o ano, conteúdos sociais, experiências de compra e experiências exclusivas em seus próprios ambientes.
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Today, 2:25 PM
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Rendimento médio da população brasileira atinge R$ 3.367 em 2025

Rendimento médio da população brasileira atinge R$ 3.367 em 2025 | Inovação Educacional | Scoop.it

O rendimento proveniente do trabalho continuou sendo a principal fonte de renda da população brasileira. Em 2025, 47,8% dos residentes tinham rendimento habitual do trabalho, o que representa uma variação positiva de 0,7 p.p. em relação a 2024, enquanto 27,1% recebiam rendimentos de outras fontes, como aposentadorias, pensões e programas sociais do governo, oscilando 0,6 p.p. frente ao ano anterior. O crescimento da população com rendimento do trabalho manteve a tendência observada desde 2021, ainda que em ritmo mais moderado do que nos anos imediatamente anteriores.
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% em relação ao ano anterior, atingindo também o maior valor da série histórica. Em relação a 2019, o crescimento acumulado foi de 11,1%.

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Faculdade de sócios BTG Pactual permite 'adoção' de alunos

Faculdade de sócios BTG Pactual permite 'adoção' de alunos | Inovação Educacional | Scoop.it

Por R$ 525 mil ao longo de quatro anos, o Inteli (Instituto de Tencologia e Liderança), faculdade privada fundada pelos sócios do BTG Pactual André Esteves e Roberto Saloutti, convida empresas e executivos a "adotarem" pessoalmente alunos da instituição —isto é, financiar os estudos de alunos.
A doação, no entanto, não é feita para um fundo: patrono e mentorando conhecem as identidades um do outro. O doador pode acompanhar a performance do aluno ao qual a sua doação foi atribuída e oferecer mentoria a ele, se assim quiser.
A bolsa financiada pelo patrono incluiu mensalidade, auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio transporte, um notebook e aulas de inglês, custo que a instituição estima em R$ 131.250 por ano por aluno.
Em 2026, um estudante da graduação não-bolsista paga R$ 7.780 mensais pelos cursos. A instituição se declara como uma sem fins lucrativos.
Há também a possibilidade de financiar uma vaga permanente do Inteli, pagando R$ 1.950.000, o que financiaria um aluno a cada quatro anos com renovação automática.
Essa doação ou a adoção de quatro alunos ou mais dão preferência para as empresas ou empresários submeterem projetos a serem resolvidos por estudantes no final da graduação e aplicados nas companhias.
O instituto funciona dentro do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), um dos inquilinos da Cidade Universitária, em São Paulo, ocupada quase em sua totalidade pela USP (Universidade de São Paulo). O Inteli, no entanto, realiza apenas parcerias pontuais com a instituição pública, ainda que ocupe o espaço de um dos campi da faculdade.
O Inteli pretende "ser o melhor instituto de tecnologia da América Latina" com currículo voltado para as sanar dores do mercado corporativo, segundo a chefe do espaço, Maíra Habimorad —que prefere o título de CEO ao de reitora. O corpo docente é em boa parte formado por egressos de empresas e especialistas nesse universo.
Ela descreve a chegada da inteligência artificial como um ponto de diferenciação dos alunos dos intituto que, segundo Habimorad, chegam nas empresas incentivando o avanço da adoção da tecnologia.

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Today, 2:06 PM
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Cirurgia robótica avança e abre caminho para ampliar acesso no Brasil

Cirurgia robótica avança e abre caminho para ampliar acesso no Brasil | Inovação Educacional | Scoop.it
Incorporação ao SUS, inteligência artificial e novos modelos operacionais podem expandir o uso da tecnologia, mas desafio da consistência permanece
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May 7, 9:30 AM
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Felicidade não é sorte — é habilidade treinável, diz ciência

Felicidade não é sorte — é habilidade treinável, diz ciência | Inovação Educacional | Scoop.it
Especialistas explicam como práticas simples e diárias podem transformar a mente, melhorar relacionamentos e tornar a vida mais equilibrada
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May 7, 9:26 AM
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Harnessing generative artificial intelligence for personalized learning and transformative skill development in higher education in developing-country contexts | Discover Artificial Intelligence | ...

The integration of generative artificial intelligence (GenAI) in higher education has the potential to revolutionize personalized learning and skill development, particularly in developing countries where educational resources are often limited. This study synthesizes empirical research to highlight how GenAI can enhance personalized learning and skill development while addressing socio-technical challenges, ultimately proposing a layered framework for equitable and sustainable GenAI integration in educational contexts.
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May 7, 6:58 AM
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Brasil chega a 72% de escolas com conectivade adequada

Brasil chega a 72% de escolas com conectivade adequada | Inovação Educacional | Scoop.it

Quase um terço das escolas públicas do Brasil ainda não tem conexão suficiente à internet, mas o percentual de escolas em níveis adequados de conectividade passou de 43% em 2023 para 72% em março deste ano, de acordo com dados do governo Lula (PT).
Ainda há diferenças regionais relevantes entre os estados, com governos tendo em seus caixas um saldo de R$ 1,97 bilhão, garantidos por lei federal aprovada ainda em 2021. Em unidades da região Norte, como Amazonas, Acre, Roraima e Amapá, índices de adequação variam entre 58% e 30%.
O estado de São Paulo tem o sexto pior resultado do país, com 64% das escolas com conectividade considerada adequada, segundo os dados do MEC (Ministério da Educação). No topo do ranking, estão o Paraná e Piauí, com 86% e 84%, respectivamente.
Conectar todas as escolas públicas do país foi um dos compromissos assumidos pelo presidente Lula no início do atual mandato. Em 2023, o governo lançou o Enec (Estratégia Nacional de Escolas Conectadas) e prometeu universalizar a conectividade.
No fim do ano passado, o MEC criou um indicador, que divide as escolas em cinco níveis. São levados em conta fatores como acesso e qualidade da velocidade e do wi-fi.
Enquanto 99 mil escolas têm condições consideradas adequadas para uso pedagógico (nos níveis 4 e 5), outras 39 mil estão fora desses parâmetros. Dentro desse grupo, 7.300 (5%) não têm conexão adequada nem Wi-Fi.
Entre as unidades com conectividade adequada, 16,3 mil têm velocidade adequada, mas rede de wi-fi insuficiente (nível 4). E as outras 82,6 mil integram o nível mais alto do indicador, com internet e wi-fi adequados.
A criação do indicador buscou aferição mais segura da conectividade, com a combinação de fatores, embora ainda dependa de declarações de gestores.
Em abril de 2025, antes da criação do indicador, havia 15 mil escolas consideradas com conexão adequada, mas com velocidade real que não atendia a comunidade escolar, segundo mostrou o jornal O Estado de S. Paulo.
O índice considera, em março, 138.086 escolas. São 239 unidades a mais do que o registrado em fevereiro deste ano, segundo dados obtidos pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública, e fornecidos à reportagem. Questionado, o MEC afirma que isso "reflete a dinâmica da rede escolar".
O governo destravou recursos do leilão do 5G direcionados à conectividade de escolas, do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) e do orçamento do MEC. Foram executados até agora R$ 2,6 bilhões para essa infraestrutura, diz o ministério.
Em nota, o Ministério das Comunicações informou que, até o fim do ano, vai concluir a instalação de conectividade em 30 mil escolas.
Os desafios para o uso pedagógico passam por outras questões. Menos da metade das escolas públicas (46%) possui computadores em quantidade considerada adequada, segundo análise do Censo Escolar feita pela MegaEdu, entidade ligada à Fundação Lemann e que atua em parceria com o MEC no tema. Além disso, 1 em cada 3 escolas não possui dispositivo para estudantes.
"Temos um mix de fontes de financiamento, a maior parte em um bom ritmo de execução, e há oportunidade de conseguir acelerar mais este ano", diz a CEO da MegaEdu, Cristieni Castilhos, que ressalta os avanços registrados na região norte, historicamente mais defasada.
O painel do MEC indica que 62,5% das escolas da região Norte têm conectividade adequada —abaixo da média nacional, mas um forte avanço frente aos 23,6% de 2023.
VERBA PARADA
Um dos pontos críticos é a falta de execução de R$ 1,97 bilhão oriundo de lei de 2021, parados nos caixas dos estados. A lei, aprovada como medida emergencial na pandemia, previu R$ 3,5 bilhões para ações de conexão.
O dinheiro só chegou em 2022, após o governo de Jair Bolsonaro (PL) ter entrado na Justiça para não pagar. Com rendimentos do dinheiro parado, o total subiu para R$ 4,1 bilhões. Se não for usado este ano, o dinheiro volta para o Tesouro.
Metade do saldo em caixa está em quatro estados: Rio de Janeiro (R$ 271,5 milhões), Minas Gerais (R$ 262,8 milhões), Amazonas (R$ 159,5 milhões) e Maranhão (R$ 141,3 milhões).
O Rio informou que os recursos estão em planejamento: metade para chromebooks e metade para wi-fi. A gestão também disse ter repassado R$ 5 milhões às escolas em 2025.
Minas Gerais afirma ter executado cerca de R$ 151 milhões e contesta os dados federais, dizendo haver apenas R$ 4,3 milhões restantes. Segundo o estado, os recursos foram usados em equipamentos e infraestrutura de rede.
A pasta mineira também afirma que o indicador do Enec não reflete a realidade e que 97% das escolas estão conectadas, segundo o Censo, que não considera todos os critérios do índice.
Em nota, a Secretaria de Educação do estado de São Paulo diz que o tema é prioridade e argumenta que o Censo indica alta de escolas com internet, chegando a 98,5% em 2025.
Sobre o dinheiro parado, a pasta paulista diz que os valores referem-se a rendimentos e restos a pagar, e as propostas de aplicação já estão encaminhadas.
A secretaria do Acre informou que trabalha para otimizar o recurso público, evitando sobreposição. A meta da pasta é fechar 2026 com 85% de cobertura na rede estadual.
Procuradas por email, as pastas do Amazonas, Amapá e Maranhão não responderam.
Para o professor da faculdade de Educação da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Nelson Pretto, é crucial continuar a conectar escolas, principalmente em tempos de IA e veto a celulares nas escolas.
"É conectar escolas com soluções livres, governança de dados, dentro de um debate amplo do qual a escola não pode se furtar", diz ele, ressaltando que o fenômeno das redes sociais "sequestrou" a internet. "Internet precisa ser construída por todos, para professores e alunos serem os autores que vão construir o conteúdo. É necessário um verdadeiro mutirão nacional de informações para uso das tecnologias.".
Para Castilhos, o mundo aprendeu que a tecnologia, para ter impacto na educação, "precisa ser na sala de aula, com intenção e instrução pedagógica".

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May 6, 5:54 PM
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Caminhos para o uso da IA nas escolas: entre o entusiasmo e a regulação

Caminhos para o uso da IA nas escolas: entre o entusiasmo e a regulação | Inovação Educacional | Scoop.it
NAS ESCOLAS, A IA TEM SIDO USADA SEM DIRETRIZES AMPLAMENTE CONSOLIDADAS, SERVINDO COMO APOIO À APRENDIZAGEM E TAMBÉM COMO FERRAMENTA DE APOIO À PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO
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May 6, 5:53 PM
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Education experts to Mamdani: Why are you foisting AI on our kids?

Education experts to Mamdani: Why are you foisting AI on our kids? | Inovação Educacional | Scoop.it
Researchers, doctors, and child development experts have studied what generative AI does to developing brains. Their conclusion: It shouldn’t be anywhere near a classroom, and action should be taken immediately.
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May 6, 5:52 PM
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Justiça chinesa decide ser ilegal demitir trabalhador para substituí-lo por IA

Justiça chinesa decide ser ilegal demitir trabalhador para substituí-lo por IA | Inovação Educacional | Scoop.it
País busca equilibrar as pressões para garantir o emprego, proteger os direitos trabalhistas e acelerar a aplicação da IA no setor industrial
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May 6, 5:52 PM
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Adeus, RH? Amazon lança IA que ajuda empresas a automatizar suas entrevistas de emprego

Adeus, RH? Amazon lança IA que ajuda empresas a automatizar suas entrevistas de emprego | Inovação Educacional | Scoop.it
A Amazon anunciou o lançamento de um novo software de contratação baseado em inteligência artificial capaz de automatizar entrevistas de emprego, reduzindo significativamente a participação humana no processo seletivo. A ferramenta, chamada Connect Talent, foi apresentada em um evento da companhia e faz parte de um movimento mais amplo da empresa para acelerar contratações em larga escala, como as realizadas durante a alta temporada de fim de ano.

Desenvolvido pela divisão de nuvem da companhia, a Amazon Web Services (AWS), o sistema utiliza IA para conduzir entrevistas de forma contínua, 24 horas por dia, além de analisar candidatos e gerar relatórios automaticamente para recrutadores, relatou o USA Today.

A iniciativa mira especialmente empresas que precisam contratar milhares de trabalhadores em períodos curtos, algo comum no varejo, principalmente em datas com alto volume de vendas. Em 2025, por exemplo, a Amazon diz ter contratado cerca de 250 mil funcionários temporários para atender à demanda sazonal.

Além da ferramenta, a empresa apresentou uma nova abordagem interna para o desenvolvimento de inteligência artificial, batizada de “humorphism”. A proposta, segundo executivos, é tornar os sistemas mais alinhados ao comportamento humano, adaptando a tecnologia à forma como as pessoas trabalham, e não o contrário.

Apesar da aposta na automação, executivos da AWS afirmam que os candidatos serão informados quando estiverem interagindo com sistemas de IA durante processos seletivos.

Segundo a companhia, parte dos cerca de 30 mil cortes de empregos corporativos realizados desde outubro de 2025 se deu por conta de ganhos proporcionados pela automação com inteligência artificial.
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May 6, 5:40 PM
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SP: 50% de rabalhadores de educação se afastam por saúde

SP: 50% de rabalhadores de educação se afastam por saúde | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma pesquisa da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) aponta que mais da metade dos trabalhadores da educação e da saúde no serviço público estadual paulista se afastaram por adoecimento nos últimos cinco anos.
Segundo o estudo, 60,3% dos funcionários da educação se licenciaram por problemas de saúde.
Na saúde, o percentual é de 54,5%.
Entre as doenças físicas mais comuns estão dor nos membros superiores, nas costas, no pescoço e nas articulações, incluindo LER (Lesão por Esforço Repetitivo).
Já a proporção de afastamentos por problemas de saúde mental no mesmo período é de 24,8% na educação e 16% na saúde.
Os distúrbios mais frequentes são ansiedade ou pânico, insônia e depressão.
Cerca de 80,2% dos trabalhadores educacionais relacionam o ofício ao adoecimento físico e 97,6%, ao sofrimento mental. Na saúde, as porcentagens são de 72,3% e 81,1%, respectivamente.
A pesquisa também mostra que 86,3% dos funcionários públicos nas escolas conectam o uso intensificado de ferramentas digitais ao aumento da vigilância e do controle no trabalho. Além disso, 78,3% ligam o processo à intensificação de metas e cobranças individuais.
O levantamento foi realizado entre dezembro de 2025 e março de 2026 por iniciativa da Frente Parlamentar Pela Saúde e Direitos do Funcionalismo Público Estadual, coordenada pela deputada estadual Professora Bebel (PT-SP) e com apoio técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Para a deputada, os resultados revelam uma transformação nas relações de trabalho no setor público. "Quando quase a totalidade dos profissionais da Educação associa o adoecimento mental ao trabalho, isso não pode ser tratado como algo pontual — é um problema estrutural que precisa ser enfrentado", afirma em nota à coluna.

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