Inovação Educacional
612.1K views | +15 today
 
Scooped by Inovação Educacional
onto Inovação Educacional
April 26, 9:50 AM
Scoop.it!

Elo aposta em ‘concierge digital’ com agentes IA para compras

Elo aposta em ‘concierge digital’ com agentes IA para compras | Inovação Educacional | Scoop.it
A Elo está avançando no desenvolvimento de um modelo de comércio que utiliza agentes de inteligência artificial (IA) para acompanhar o consumidor em toda a jornada de compra, desde a intenção até o pagamento. A iniciativa começa pelo setor de viagens, considerado um dos mais complexos do varejo digital, em parceria com a agência Decolar.

Segundo o vice-presidente de tecnologia da Elo, Eduardo Merighi, a proposta vai além do pagamento e busca cobrir toda a jornada do cliente. “A jornada começa muito antes, na intenção da compra. Você querer consumir um produto, um serviço, e disso passa por uma série de etapas”, explicou.
No comment yet.
Inovação Educacional
Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
Your new post is loading...
Your new post is loading...
Scooped by Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
Scoop.it!

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 8:15 PM
Scoop.it!

| Robert Half

| Robert Half | Inovação Educacional | Scoop.it
Em um cenário em que ferramentas de inteligência artificial (IA) ajudam profissionais a estruturar currículos e a se preparar com mais confiança para processos seletivos, documentos “perfeitos demais” podem acender um sinal de alerta. Uma sondagem da consultoria global de soluções em talentos Robert Half, aponta que os currículos falsos ou com informações exageradas estão entre os principais riscos percebidos pelos recrutadores. De acordo com a pesquisa, determinados comportamentos durante as entrevistas podem indicar uso excessivo de IA na preparação do candidato.
Os sinais mais observados incluem:
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 12:15 PM
Scoop.it!

The Adult Learner Prompt Report | ACE Blog

The Adult Learner Prompt Report | ACE Blog | Inovação Educacional | Scoop.it
80% of workers take some type of follow-up action after learning something from AI
27% of workers search elsewhere online after an AI learning moment, while only two percent go directly to formal coursework
35% of workers say AI sparks serious interest in pursuing formal training
12% of workers have enrolled in a course or certification as a direct result of learning something through AI
48% of workers have either enrolled in or seriously considered formal training after first exploring a topic through AI
44% of workers cite earning potential as the top motivation for pursuing formal training, followed by job requirements (31%) and employer-recognized credentials (27%)
Seven percent of workers believe AI alone is enough for learning, while 39% see it as a starting point for deeper, certified learning
69% of workers say AI improves their productivity and over 55% say it boosts their confidence in their abilities
44% of workers say AI learning helps their career overall
48% of workers say AI reduces workplace stress and 38% say it lowers burnout risk
52% of Gen Z workers say they have enrolled in or seriously considered formal training after using AI
58% of managers say AI learning helps their career overall
43% of workers say curiosity was the original reason they started using AI for learning
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:30 AM
Scoop.it!

O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro

O que é a leitura profunda e por que ela faz bem para o cérebro | Inovação Educacional | Scoop.it

"Não há nada menos natural do que ler" para os seres humanos. É o que aponta a pesquisa da neurocientista Maryanne Wolf — e isso não é, de forma alguma, algo ruim.
"A alfabetização é uma das maiores invenções da espécie humana", diz a especialista americana. Além de útil, é tão poderosa que transforma nossas mentes. "Ler literalmente muda o cérebro."
Mas o avanço da tecnologia e a proliferação das mídias digitais têm modificado profundamente a forma como lemos.
Apesar de estarmos lendo mais palavras do que nunca — uma média estimada de cerca de 100 mil por dia —, a maioria vem em pequenas pílulas nas telas de celulares e computadores, e muita coisa é lida "por alto".
Essas mudanças de hábito têm preocupado cientistas porque, entre outros motivos, a transformação de novas informações em conhecimento consolidado nos circuitos cerebrais requer múltiplas conexões com habilidades de raciocínio abstrato que muitas vezes faltam na leitura digital.
Um universo de símbolos
Ao contrário da linguagem oral, da visão ou da cognição, não existe uma programação genética nos humanos para aprender a ler.
Se uma criança, em qualquer parte do mundo, estiver em um ambiente em que as pessoas a seu redor conversam umas com as outras, sua linguagem será naturalmente ativada.
O mesmo não acontece com a leitura, que implica a aquisição de um código simbólico completo, visual e verbal.
É uma invenção relativamente recente — "é uma piscadela em nosso relógio evolutivo: mal tem 6 mil anos", diz Wolf.
"Começou de forma simples, para marcar quantas taças de vinho ou ovelhas tínhamos. E, com o nascimento dos sistemas alfabéticos, passamos a ter um meio eficiente de armazenar e compartilhar conhecimento", ressalta a neurocientista.
"Ler é um conjunto adquirido de habilidades que literalmente muda o cérebro. Permite fazer novas conexões entre regiões visuais, regiões da linguagem, regiões de pensamento e emoção", completa.
Essa transformação começa com cada novo leitor.
"(A habilidade de ler) Não existe dentro de nossa cabeça. Cada pessoa que aprende a ler tem que criar um novo circuito em seu cérebro."
E isso abre portas para um novo mundo.
Saúde mental
"A leitura traz três poderes mágicos: criatividade, inteligência e empatia", pontua Cressida Cowell, escritora de literatura infantil e autora da série Como Treinar Seu Dragão.
"Ler por prazer é um dos fatores-chave para o sucesso financeiro de uma criança na vida adulta. É mais provável que ela não acabe na prisão, que vote, que tenha casa própria…"
Além disso, "ler uma grande história é muito mais do que entretenimento", acrescenta a biblioterapeuta Ella Berthoud.
"A leitura, na verdade, tem muitos benefícios terapêuticos. Seu cérebro entra em um estado meditativo, um processo físico que retarda o batimento cardíaco, acalma e reduz a ansiedade", diz Berthoud.
Para ela, por exemplo, ler o romance Zorba, o Grego, de Níkos Kazantzákis, funciona como um remédio conta "claustrofobia, raiva e exaustão".
A arte de prescrever ficção para curar as doenças da vida, batizada de biblioterapia, foi reconhecida no Publisher's Illustrated Medical Dictionary, um dicionário médico ilustrado publicado nos Estados Unidos em 1941.
A prática remonta à Grécia Antiga, quando avisos eram afixados nas portas das bibliotecas para alertar os leitores de que estavam prestes a entrar em um local de cura da alma.
No século 19, psiquiatras e enfermeiras prescreveram todos os tipos de livros para seus pacientes, desde a Bíblia até literatura de viagem e textos em línguas antigas.
Vários estudos mais recentes, dos séculos 20 e 21, mostraram que a leitura aguça o pensamento analítico, o que nos permite aprimorar nossa capacidade de discernir padrões, uma ferramenta muito útil diante de comportamentos desconcertantes dos outros e de nós mesmos.
A ficção, em particular, pode transformar os leitores em pessoas mais socialmente habilidosas e empáticas. Os romances, por sua vez, podem informar e motivar, os contos confortam e ajudam a refletir, enquanto a leitura de poesia já demonstrou estimular partes do cérebro relacionadas à memória.
Muitos desses benefícios, no entanto, dependem de um estado conhecido como "leitura profunda".
Pensamento analítico
"Quando lemos em um nível superficial, estamos apenas obtendo a informação. Quando lemos profundamente, estamos usando muito mais do nosso córtex cerebral", explica Maryanne Wolf.
"Leitura profunda significa que fazemos analogias e inferências, o que nos permite sermos humanos verdadeiramente críticos, analíticos e empáticos."
Em seu livro Proust and the Squid: The Story and Science of the Reading Brain (Proust e a Lula: a História e a Ciência por Trás do Cérebro que Lê, em tradução livre), a especialista em neurobiologia da leitura explica como, "a certa altura, quando uma criança vai da decodificação à leitura fluente, o caminho dos sinais através do cérebro muda".
"Em vez de percorrer um trajeto dorsal (...), a leitura passa a se deslocar por um caminho ventral, mais rápido e eficiente. Como o tempo depreendido e o gasto de energia cerebral são menores, um leitor fluente será capaz de integrar mais seus sentimentos e pensamentos à sua própria experiência", escreve.
"O segredo da leitura está no tempo que ela libera para que o cérebro possa ter pensamentos mais profundos do que antes."
Mas, enquanto o processo de aprender a ler muda nosso cérebro, o mesmo acontece com o que lemos e como lemos.
Tempos modernos
Há aqueles, contudo, que acreditam que as novas plataformas são parte da solução, e não do problema.
Para Chris Meade, autor que utiliza vários tipos de mídia para veicular seu trabalho, "pensamos no livro como a obra, mas o livro é apenas um mecanismo de entrega".
A narrativa transmídia é um tipo de história em que o enredo se desenrola por meio de múltiplas plataformas — aplicativos, livros digitais, games, quadrinhos, blogs — e na qual os consumidores podem assumir um papel ativo no processo de construção.
"As novas mídias estão dando voz a uma nova geração de escritores. Elas impedem que nos condicionemos a pensar que existe apenas um tipo de 'boa escrita' e permitem que as pessoas simplesmente compartilhem histórias e experiências", opina Natalie A. Carter, cofundadora do clube do livro Black Girls Book Club.
"Não importa o meio, é a história que importa", emenda Melissa Cummings-Quarry, também cofundadora do Black Girls Book Club.
"O romance está evoluindo. Há todo tipo de livro incrível sendo escrito especificamente para ser lido no celular", afirma Berthoud.
"O livro talvez passe a ilusão de que ele é tudo. Nunca foi, é uma forma de entrar em um processo de pensamento", diz Meade.
Ainda assim, os cientistas afirmam que a leitura digital pode ter um custo para o cérebro do leitor.
Fragmentação
"Reunimos acadêmicos e cientistas de mais de 30 países para pesquisar o impacto das mídias digitais na leitura", afirma Anne Mangen, à frente da E-READ (Evolução da Leitura na Era da Digitalização), organização cujo objetivo é melhorar a compreensão científica das implicações da digitalização da cultura.
Faz parte do programa internacional da Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia (COST, na sigla em inglês), que considera a leitura um "tema urgente".
Segundo o programa, "a pesquisa mostra que a quantidade de tempo gasto na leitura de textos longos está diminuindo e, devido à digitalização, a leitura está se tornando mais intermitente e fragmentada", algo que poderia "ter um impacto negativo nos aspectos cognitivos emocionais da leitura".
"Descobrimos que existe o que se chama de inferioridade na tela", destaca Anne Mangen.
"Há muitas coisas que podem ser lidas igualmente bem no smartphone, como as notícias mais curtas, mas, quando se trata de algo que é cognitiva ou emocionalmente desafiador, ler em uma tela leva a uma compreensão de leitura pior do que ler no papel", diz ela.
Maryanne Wolf concorda, dizendo que "a realidade é que não é apenas o que ou o quanto lemos, mas como lemos que é realmente importante".
"O próprio volume [de informação disponível nas plataformas digitais] está tendo efeitos negativos porque, para absorver tanto, há uma propensão a se ler 'por alto'. O cérebro leitor tem um circuito plástico, que refletirá as características do meio em que se lê. As características do digital caminham para que sejam refletidas no circuito."
Em outras palavras, assim como ao aprender a ler da maneira tradicional o cérebro formata e registra os itinerários da razão e os caminhos para a emoção, ao aprender a ler da maneira como fazemos nas mídias digitais o cérebro traçará diferentes trajetórias e, se deixarmos a leitura profunda de lado, ele apagará as anteriores, caso tenham um dia existido.
"Se não treinarmos essas habilidades, podemos acabar perdendo a capacidade de entender conteúdos mais complexos e, talvez, de nos envolvermos e usarmos a imaginação", destaca Mangen.
Então, o que o futuro reserva para os livros e para o cérebro da leitura?
"A imaginação humana é uma coisa fantástica, somos muito flexíveis. Encontramos maneiras de fazer o que queremos com a tecnologia disponível", pontua Chris Meade.
Para Natalie Carter, o futuro trará "muito mais coleções de contos, e acho que veremos muito mais livros curtos".
Nesse sentido, Cressida Cowell diz já ter sentido a mudança: "Mudei a maneira como escrevo, porque o tempo de atenção das crianças diminuiu. Os livros têm capítulos curtos e são incrivelmente visuais, brilhantes, como doces".
Para a neurocientista Maryanne Wolf, "assim como as pessoas podem ser bilíngues e trilíngues, minha esperança é que desenvolvamos um cérebro 'biletrado'. Podemos nos disciplinar para escolher o meio que melhor se adapta ao que estamos lendo e, assim, não perder o dom extraordinário que a leitura deu à nossa espécie".
*Este texto é baseado no vídeo "O que a leitura em telas faz com nosso cérebro?", da BBC Ideas e The Open University e foi publicado originalmente em 1 de novembro de 2021.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:19 AM
Scoop.it!

Estudo do Iede e da Árvore aponta relação do hábito leitor com indicadores educacionais e socioeconômicos

Os estudantes brasileiros que chegam aos níveis mais altos de aprendizagem no Pisa (Programme for International Student Assessment) — uma avaliação internacional, aplicada a alunos de 15-16 anos — têm, em geral, melhores hábitos de leitura: entre os que afirmaram ter lido um texto com mais de 100 páginas no ano, 29% conquistaram pelo menos o nível 4 (em uma escala até 6) em Leitura no Pisa 2018. Entre aqueles que disseram ter lido somente uma página ou menos, apenas 5% alcançaram o mesmo patamar. Essas são algumas das constatações do estudo “A relação entre hábito leitor e indicadores socioeconômicos e educacionais”, lançado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) em parceria com a Árvore, plataforma gamificada de leitura.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:03 AM
Scoop.it!

Algoritmos formam o adolescente do século XXI | Empresas

Algoritmos formam o adolescente do século XXI | Empresas | Inovação Educacional | Scoop.it
Na obra “Emílio, ou Da Educação”, o filósofo Jean-Jacques Rousseau descreveu a adolescência como um “segundo nascimento”, quando o indivíduo passa a existir também no plano social e moral. Hoje, esse nascimento se dá em um ambiente inédito, em que a internet e as redes sociais não apenas fazem parte do cotidiano, mas estruturam a própria experiência de realidade, enquanto os algoritmos passam a influenciar na criação dos adolescentes.

É nesse contexto que a pesquisa AdoRlescência - O aprendizado de quem sente o mundo inteiro, conduzida pelo Lab Humanidades, da AlmapBBDO, em parceria com o Instituto Locomotiva e a Netflix Ads, aponta para a ruptura geracional que não apenas altera comportamentos, mas redefine a própria forma de viver de toda uma geração.

O estudo sinaliza, por exemplo, que a formação dos jovens deixou de ser conduzida principalmente por pais, escola e círculo de amigos e passou a acontecer em um ecossistema mais amplo, mediado por algoritmos e redes digitais, em que as relações são mais difusas. Nesse cenário, os algoritmos assumem um papel relevante na socialização, influenciando desde cedo percepções, interesses e repertórios.

“É incrível pensar que atualmente os algoritmos também ocupam um lugar de educar adolescentes, guiando seus canais de informação, influenciando suas atitudes e até sua identidade”, afirma Rita Almeida, líder do Lab Humanidades.

Segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, os números refletem um sintoma social que exige atenção. “A pesquisa traduz em dados uma realidade silenciosa. Quando vemos que a grande maioria dos pais acredita que os filhos são felizes e que a relação é ótima, mas os jovens relatam invalidação e buscam pertencimento nas redes sociais e até na inteligência artificial, fica claro que as famílias brasileiras estão precisando construir novas pontes de diálogo para além do afeto básico”, avalia.

Para o adolescente, vida, tecnologia e identidade não se separam, caminham juntas. Não é por acaso que as principais atividades na rotina deles são todas nas telas. De acordo com o estudo, as respostas à pergunta “O que você costuma fazer no seu tempo livre?” mostram que 52% ficam nas redes sociais e 51% jogam em celular, computador e aparelhos de videogame.

Mas o que chama a atenção é que 57% dos adolescentes entrevistados concordam com a frase: “Já me senti mais compreendido por um influenciador digital do que por pessoas próximas.” Na opinião de Almeida, isso revela que os pais não estão conseguindo acompanhar a vida digital dos filhos. “Eles romantizam, acham que está tudo sob controle, mas não é o caso”, diz ela.

Outro descompasso que chama a atenção é entre as empresas e o público jovem: 63% dos adolescentes afirmam que a comunicação das marcas não os representa. A pesquisa revela que entre os adolescentes, a relação com marcas é mais dispersa e instável, com poucas conseguindo se firmar de forma consistente como preferência principal. O ambiente digital reforça esse padrão ao expor esse público a um fluxo contínuo de novidades, tendências e microcomunidades.

Como resultado, o consumo se organiza de maneira fragmentada, com marcas entrando e saindo do radar em ritmo acelerado. Um dado que ajuda a dimensionar o fenômeno é que 14 milhões de brasileiros hoje são adolescentes e estarão no centro do consumo e da cultura pelas próximas décadas. “O adolescente de hoje deixa de ocupar um papel passivo no consumo e passa a atuar como agente criativo, reinterpretando, personalizando e construindo seus próprios universos simbólicos a partir do conteúdo com o qual interage”, diz a líder do Lab Humanidades.

O estudo, que traz um raio-x dos adolescentes brasileiros sob a ótica de consumo, cultura e influência, parte de uma ideia central: não foram os adolescentes que mudaram, foi o mundo. “Para entender os adolescentes, o estudo buscou compreender o momento em que os futuros consumidores e criadores de cultura estão formando suas referências, afetos, crenças e sonhos, em um mundo estruturado pela incerteza”, explica Almeida. Foram realizadas 2.800 entrevistas (1.600 com adolescentes e 1.200 com adultos) entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 em todo o Brasil. O Instituto Locomotiva foi responsável pela pesquisa quantitativa e a Mind Sharing pela qualitativa, com 85 participantes.

A pesquisa também aponta que, neste cenário de incertezas, os futuros consumidores e criadores de cultura formam repertório nas redes sociais e no entretenimento. “Mais do que qualquer geração, os adolescentes valorizam quando a publicidade se mistura ao conteúdo orgânico. O formato preferido é a criação de conteúdo relevante assinado pelas marcas”, afirma Almeida. De acordo com ela, o humor é a forma de linguagem que mais gera conexão com os adolescentes (74%). “Mas é preciso entender que o humor adolescente não é o nosso humor”, afirma.

De acordo com ela, é um humor cocriativo, com histórias bem contadas junto à necessidade de pertencimento e que permite a expressão de vulnerabilidades sem exposição direta.

“Os adolescentes de 2026 foram socializados em um cenário de insegurança política, econômica e emocional, e desenvolveram uma percepção de mundo baseada na impermanência”, pontua. “E é por meio do humor que os adolescentes encontraram a forma de construir vínculos, performar suas identidades e interpretar a realidade.”

Outro dado que corrobora isso é que 64% preferem marcas em que a comunicação esteja alinhada com a sua realidade e valores. Ou seja, enquanto boa parte das marcas pensa em performance (medição e otimização de ações orientadas por dados para gerar resultados diretos, como vendas e conversões), o adolescente pensa em cultura.

Nos últimos anos, a lógica de marketing passou a girar em torno de indicadores de performance, privilegiando mensagens mais objetivas e orientadas a resultado. Essa abordagem pressupõe um consumidor preparado para analisar informações e tomar decisões racionais de compra, o que não corresponde à experiência adolescente. Nesse momento, o jovem está menos focado em decidir e mais em explorar, testar linguagens, construir referências e encontrar formas de pertencimento.

Embora os adolescentes brasileiros hoje tenham pouca autonomia financeira (apenas 35% recebem mesada regularmente), eles seguem tendo grande influência nas decisões de consumo da família. Questionados sobre em quais compras da família exercem influência, 55% dos adolescentes apontam roupas, 52% itens de supermercado e 42% produtos de beleza.

As marcas continuam sendo importantes na construção da identidade dos jovens. Nove em cada dez adolescentes brasileiros consideram a moda essencial para sua autoestima e expressão pessoal, já que a maior parte dos seus gastos (56%) vai para roupas e acessórios, seguido de fast-food (46%) e produtos de beleza e cuidados pessoais (32%).
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:02 AM
Scoop.it!

O que é a primeira infância. E por que ela importa tanto

Período que abrange os primeiros seis anos de idade é tido por pesquisadores como ‘janela de oportunidades’ para a vida adulta. Cerca de 4 em cada 10 brasileiros ainda desconhecem o tema
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:01 AM
Scoop.it!

Profissionais em começo de carreira são mais afetados por IA? Entenda

Profissionais em começo de carreira são mais afetados por IA? Entenda | Inovação Educacional | Scoop.it
Relatórios divulgados em abril de 2026 por grandes bancos internacionais mostram que a Inteligência Artificial (IA) já impacta o emprego de forma concreta nos Estados Unidos.

A mudança ocorre à medida que empresas adotam novas tecnologias para automatizar tarefas. O fenômeno é mais visível entre trabalhadores no início da carreira, grupo que concentra funções mais suscetíveis à substituição.

Os dados indicam que a IA elimina cerca de 25 mil empregos por mês no mercado americano, enquanto cria aproximadamente 9 mil vagas no mesmo período.

O saldo negativo de 16 mil postos mensais atinge com mais força quem ainda está construindo experiência profissional.

A explicação, segundo o artigo Startse, está no tipo de trabalho exercido. Profissionais mais jovens ocupam, em grande parte, funções operacionais e repetitivas.

Veja também
“A IA não está falhando. Estamos reagindo à promessa errada”, diz futurista Ian Bearcraft
“A IA faz coisas incríveis, mas ainda é fraca”, diz vencedor de Prêmio Nobel de Economia
“A IA é inevitável”, diz hacker ativista que quer mudar a forma de fazer política
“A IA nos torna ainda mais humanos”, diz Peter Deng, head do ChatGPT
Entre elas estão atividades de atendimento ao cliente, entrada de dados, rotinas administrativas e suporte básico. São tarefas que podem ser automatizadas com maior facilidade por sistemas inteligentes.

Sem histórico consolidado e sem especialização avançada, esses trabalhadores enfrentam maior vulnerabilidade diante da substituição tecnológica.

SUBSTITUIÇÃO AVANÇA MAIS RÁPIDO
Especialistas apontam que dois movimentos acontecem ao mesmo tempo. De um lado, a tecnologia substitui tarefas antes realizadas por pessoas. De outro, amplia a produtividade de profissionais que aprendem a trabalhar com ferramentas de inteligência artificial.

O problema está no ritmo desses processos. A substituição ocorre de forma mais rápida e concentrada. Já a criação de novas oportunidades exige adaptação, aprendizado e, muitas vezes, formação técnica mais avançada.

Esse descompasso cria um período de transição em que as perdas superam os ganhos, sobretudo para quem acabou de entrar no mercado.

IMPACTO GERAL AINDA É PEQUENO
Apesar da redução líquida de empregos, o efeito total sobre a taxa de desemprego ainda é limitado. Estimativas indicam impacto de cerca de 0,1 ponto percentual. Mesmo assim, há sinais de pressão crescente entre trabalhadores jovens em áreas mais expostas.

Empresas começam a reestruturar equipes e reduzir quadros em setores administrativos e de suporte. Ao mesmo tempo, passam a exigir novas competências, ligadas ao uso e à supervisão de sistemas automatizados.

A expansão da IA também gera demanda por profissionais, especialmente em áreas técnicas. Construção de infraestrutura, engenharia elétrica e operação de centros de dados aparecem entre os setores em crescimento.

Essas vagas, porém, exigem qualificação específica e não absorvem diretamente os trabalhadores deslocados das funções mais simples. Isso amplia o desafio de adaptação para quem está no início da carreira.

Veja também
“Reclamar da Geração Z é besteira”, diz especialista em carreira
“Quero tocar esse tambor pelo mundo afora”, diz Marcelo D2 sobre seu novo samba tradicional
“Sexismo do bem”: o que é e como enfrentá-lo no trabalho
“Quiet quitting” não é novidade e tem solução
BRASIL DEVE SEGUIR A MESMA TENDÊNCIA
O movimento observado nos Estados Unidos costuma chegar ao Brasil com algum atraso. Setores como serviços financeiros, comércio digital e centrais de atendimento já avançam na adoção de automação no país.

Para empresas brasileiras, o cenário funciona como um alerta. A velocidade de adaptação tende a definir quais organizações conseguirão aproveitar os ganhos de produtividade sem ampliar perdas no quadro de funcionários.

A tendência aponta para um mercado em que saber usar a tecnologia não será suficiente. O diferencial estará em saber direcioná-la, interpretar resultados e tomar decisões a partir deles.

Veja também
“Obsessão é mais importante que ambição”, diz CEO da Shit You Should Care About na SXSW
“O que estamos fazendo, afinal?”: é o momento de frear a corrida da IA
“Modo Zen”: entenda como ferramenta pode melhorar sua concentração
“Não gosto do conceito de startup”
O avanço da IA não elimina apenas vagas, ele redefine o tipo de habilidade valorizada no mercado. Profissionais em início de carreira enfrentam o desafio de ir além de tarefas operacionais e desenvolver analítica, pensamento crítico e domínio de ferramentas digitais.

SOBRE O(A) AUTOR(A)

Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:59 AM
Scoop.it!

A IA pode ter um (perigoso) efeito desmotivacional

A IA pode ter um (perigoso) efeito desmotivacional | Inovação Educacional | Scoop.it
Especialistas alertam que tecnologia pode reduzir o esforço intelectual necessário para desenvolver criatividade, autonomia e pensamento crítico
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:57 AM
Scoop.it!

O que é computação confidencial e por que ela deveria ser uma prioridade?

O que é computação confidencial e por que ela deveria ser uma prioridade? | Inovação Educacional | Scoop.it
O desenvolvimento de ferramentas abertas e compatíveis com diferentes plataformas indica que a computação confidencial deve se consolidar como um novo padrão
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:54 AM
Scoop.it!

Jovem brasileiro vê efeito da IA na renda e no trabalho, diz estudo

O uso da inteligência artificial generativa já mostra um impacto negativo na empregabilidade e na renda de jovens brasileiros mais propensos a trabalhar em profissões nas quais o uso da tecnologia é maior, segundo estudo conduzido pelo pesquisador Daniel Duque, do FGV Ibre, a partir de dados do IBGE.
Os números revelam que brasileiros de 18 a 29 anos mais expostos a profissões nas quais o uso de IA é maior têm uma chance de emprego quase 5% menor do que tinham em um cenário pré-inteligência artificial.
Para chegar aos resultados, o estudo analisou grupos de trabalhadores de perfis semelhantes entre 2022, logo antes do lançamento do ChatGPT, e 2025, com a diferença de que uma parte estava em profissões mais expostas à IA, como serviços de informação e financeiros, e outra parte não. O levantamento concluiu que, após o surgimento da IA, os trabalhadores mais expostos começaram a perder mais empregos que os demais.
A renda desses trabalhadores mais expostos também foi quase 7% menor. Isso acontece, segundo o levantamento, porque a IA é excelente em executar as chamadas tarefas de entrada, como funções administrativas, de apoio e de serviços básicos, que costumam ser o primeiro passo na carreira de um recém-formado.
"Os empregos de entrada no mercado de trabalho, que a IA consegue fazer melhor e [de modo] mais barato, são os mais substituíveis", afirma Duque.
O trabalho aponta para um impacto muito pequeno da exposição à IA sobre a empregabilidade das demais faixas etárias. "O trabalhador mais velho, em geral, tem como função tomar decisões, não fazer os trabalhos mais básicos e burocráticos. E tomar decisões não é algo que se vê, ainda, na IA", diz o pesquisador.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:53 AM
Scoop.it!

ChatGPT é alvo de investigação criminal na Flórida | Empresas

ChatGPT é alvo de investigação criminal na Flórida | Empresas | Inovação Educacional | Scoop.it
Procurador-geral da Flórida abre investigação para apurar se o aplicativo de inteligência artificial da OpenAI ofereceu conselhos a atirador que matou duas pessoas na Universidade Estadual da Flórida
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:51 AM
Scoop.it!

Robôs humanoides ultrapassam humanos em meia maratona de Pequim

Robôs humanoides ultrapassam humanos em meia maratona de Pequim | Inovação Educacional | Scoop.it
Robôs líderes foram visivelmente mais rápidos do que atletas profissionais, com vantagem de mais de 10 minutos sobre os vencedores humanos
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 8:16 PM
Scoop.it!

Ansioso para conseguir um trabalho? —

Ansioso para conseguir um trabalho? — | Inovação Educacional | Scoop.it
Naturalmente complexa, busca por emprego vem gerando ainda mais ansiedade com mercado instável e monopólio da IA em processos seletivos
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 8:15 PM
Scoop.it!

AI Recruitment Statistics 2026 [Global Data & Trends]

AI Recruitment Statistics 2026 [Global Data & Trends] | Inovação Educacional | Scoop.it
What Is The Opinion Of Recruiters On AI In The Hiring Process?
79% of recruiters think AI will make hiring and firing decisions soon.
According to Zippia, recruiters anticipate that AI will be advanced enough to make hiring and firing decisions in the near future. While AI’s involvement will remain higher, academic research also highlights the importance of keeping humans in the loop for ethical accountability.

68% of recruiters said AI could remove biases from the hiring processes. 
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 12:10 PM
Scoop.it!

Os ricos e poderosos querem viver para sempre - The New York Times

Os ricos e poderosos querem viver para sempre - The New York Times | Inovação Educacional | Scoop.it
Certo dia, dois imperadores — o imperador da China e o imperador da Rússia — caminhavam lado a lado pela Cidade Proibida. Enquanto caminhavam, seus passos amortecidos por um tapete bordado em vermelho e ouro, suas comitivas os seguiam com alegre deferência. Ambos os imperadores tinham 72 anos, aproximadamente a idade em que seus súditos normalmente morriam. Embora nenhum dos dois falasse a língua do outro, conversavam contentes, por meio de seus intérpretes, sobre a possibilidade de enganar a morte.

Em certo momento, o imperador chinês observou que, enquanto no passado era raro uma pessoa viver mais de 70 anos, hoje em dia dizia-se que aos 70 anos a pessoa ainda era criança. Diante disso, o imperador russo se animou. Sugeriu que agora era possível retirar o coração ou o fígado de um homem idoso e substituí-lo por um novo órgão, de modo que, apesar da idade avançada, o homem rejuvenescesse cada vez mais e talvez até mesmo escapasse da morte por completo.

Então a conversa para abruptamente, como uma das tábuas de argila fragmentadas nas quais está gravada a antiga epopeia mesopotâmica de Gilgamesh, encerrando a narrativa. Essa forma fragmentária apenas intensifica a estranha sensação do momento, a impressão de estarmos presentes em uma cena que não deveríamos ter visto, na qual se insinua algum segredo sobre a natureza do poder.

Talvez você tenha visto este vídeo em setembro passado, quando ele viralizou: os dois autocratas mais poderosos do mundo — Xi Jinping e Vladimir Putin, ambos chefes de Estado há mais de uma década e nenhum dos dois demonstrando qualquer intenção de renunciar ao poder — flagrados pelo microfone aberto de um intérprete discutindo seu aparente desejo compartilhado pela imortalidade.

O momento, embora breve, pareceu ricamente premeditado, repleto de um simbolismo político quase mítico. Xi e Putin caminhavam em direção à Praça Tiananmen, o centro cerimonial da superpotência emergente e um lugar sinônimo da brutal repressão à dissidência pelo governo. Por um breve momento de euforia em 1989, pareceu que o comunismo chinês poderia finalmente desaparecer da história, abrindo espaço para o surgimento de uma nova possibilidade democrática. E então os tanques entraram em cena, proclamando o poder do Estado como eterno e indivisível, e as vidas de seus súditos como totalmente descartáveis.

Ao longo da última década, a democracia tem recuado diante de uma crescente onda de iliberalismo e plutocracia. O poder, em grande parte do mundo, está cada vez mais concentrado nas mãos de alguns líderes autoritários e de um pequeno número de bilionários da tecnologia com ambições expansivas. À medida que a expectativa média de vida aumentou, a desigualdade — tanto de renda quanto de acesso à saúde — se acentuou. E em meio a tudo isso, os mais ricos e poderosos do mundo desenvolveram uma esperança persistente, e talvez até mesmo criaram uma pequena possibilidade, de que a morte possa ser erradicada por completo, ou adiada a tal ponto que sua força existencial seja diminuída.

A morte, como se sabe, é uma fonte de terror e melancolia, mas também de consolo. Digam o que quiserem sobre as dinastias históricas, mas nem mesmo os piores soberanos hereditários conseguiram governar do túmulo. Henrique VIII morreu aos cinquenta e poucos anos; Cesare Borgia mal chegou aos trinta. Por mais brutais que fossem, a obesidade mórbida e a sífilis desempenharam seus papéis como agentes de mudança. Se até os maiores tiranos devem eventualmente morrer, sempre há alguma esperança de um mundo melhor, ou pelo menos um mundo diferente.

Mas e se o tirano conseguir se tornar imortal, ou expandir sua expectativa de vida de forma tão radical que seja praticamente imortal? E se autocratas como Xi ou Putin estendessem seus governos por décadas, ou mesmo governassem indefinidamente, sem jamais abrir mão do controle sobre seus respectivos Estados e sobre a vida de seus cidadãos? Tal perspectiva é, no mínimo, cientificamente remota. Mas o fato de esses dois líderes parecerem desejá-la, e acreditarem que a ciência possa facilitá-la, sugere algo importante sobre nossa era política — e indica o formato da era que está por vir.

Editors’ Picks

This Easy Fish Is a Gift to You and Your Guests

My Adult Twins Fight Constantly. How Do I Stay Out of It?

How Jesse Tyler Ferguson Is Showing His Range
Imagem
Crédito...Illustration by Tim Enthoven
Vivemos sob o signo do vampiro. Entre os arquétipos mais poderosos de nossa época está a elite que busca a juventude eterna, cujo poder se origina do sangue dos mortais inferiores. E a mais proeminente de nossas elites atuais é a pequena elite capitalista cujas tecnologias — redes sociais, comércio eletrônico, inteligência artificial, vigilância de dados — determinam nosso presente e moldam nosso futuro, e que exercem um poder político cada vez mais desproporcional. E sabemos que esses homens são obcecados em expandir os limites da mortalidade humana.

O homem talvez mais associado a esse desejo seja Peter Thiel, que certa vez expressou seu interesse em transfusões de plasma sanguíneo de jovens como forma de prolongar a vida. Mas, de forma mais prática e menos vampírica, ele também investiu milhões de dólares em capital de risco em diversas empresas de biotecnologia, financiando o florescimento de um ecossistema de longevidade no Vale do Silício. "Há todas essas pessoas", como ele disse ao Business Insider em 2012, "que afirmam que a morte é natural, que faz parte da vida, e eu acho que nada poderia estar mais longe da verdade."

O CEO da OpenAI, Sam Altman, investiu US$ 180 milhões de sua própria fortuna na Retro Biosciences, uma empresa de biotecnologia da região da Baía de São Francisco que busca retardar e potencialmente reverter o envelhecimento humano. Jeff Bezos está entre os principais financiadores da Altos Labs, uma empresa que espera encontrar terapias com células-tronco para prolongar a vida humana. Os tratamentos buscados por essas iniciativas estão em algum ponto do espectro da plausibilidade; pode-se até imaginar um cenário em que alguns deles se tornem acessíveis a pessoas comuns. No entanto, também parece óbvio que a obsessão dos magnatas da tecnologia com a longevidade se aplica principalmente a eles próprios. Thiel se inscreveu para ser criopreservado. Altman afirmou que toma metformina, um medicamento para diabetes, como parte de um regime antienvelhecimento, apesar das evidências um tanto quanto questionáveis ​​sobre sua eficácia.

E depois há Bryan Johnson , que dedicou sua fortuna proveniente de pagamentos online à busca obsessiva pela vida eterna através de uma gama desconcertante de abordagens: consumo prodigioso de suplementos, terapia genética, imunossupressores, transfusões de plasma do seu filho e medições detalhadas da qualidade e duração das ereções noturnas. Muitos dos empreendimentos de Johnson são, na melhor das hipóteses, tentativas arriscadas — ou, sendo menos generosos, sintomáticos de alguma patologia profunda — mas seu anseio desmedido de escapar da própria condição humana expõe o desejo semi-sublimado que está no cerne dos projetos de extensão da vida com maior respaldo científico.

O objetivo deste empreendimento, das observâncias sacramentais de Johnson em um monoteísmo do eu, é retardar e eventualmente reverter os processos de envelhecimento, tornando-se (e permanecendo) biologicamente indistinguível de um jovem de 18 anos. O lema de Johnson, e o slogan de seu regime de longevidade patenteado, o Projeto Blueprint, é "Não morra". Ao reduzir múltiplos imperativos díspares — da indústria farmacêutica, da fé cristã, do individualismo americano — a um único comando, deve-se admitir que essa formulação possui a genialidade simplista de um slogan publicitário clássico. " Não morra " é a mensagem precisa audível em cada batida finita do seu coração, codificada em seus sonhos perturbadores e ansiedades fúteis.

O que esses homens, esses chefes de estado autocráticos e tecnólogos incrivelmente ricos, têm em comum, além do desejo de não morrer ? Eles chegaram, por um lado, — por meio da crueldade e da engenhosidade, pela busca obsessiva por poder e enriquecimento pessoal — a uma distância olímpica dos mortais de quem derivam seu lucro e poder.

Considere o bilionário da tecnologia: um homem que acumulou uma riqueza inimaginável através da ruptura das relações econômicas e sociais. Ele remodelou completamente a forma como compramos e pagamos por coisas. Mudou a maneira como interagimos uns com os outros. Reestruturou nossos cérebros e reorganizou a economia global, e agora está criando a tecnologia definitiva, aquela que promete eliminar, de uma vez por todas, a necessidade do trabalho intelectual humano. Não seria justo que um homem assim comprasse sua própria salvação, que rompesse esse último laço que o liga ao destino de seus semelhantes?

Imagem

Crédito...Illustration by Tim Enthoven
De fato, assim como representa a vitória final do capital sobre o trabalho, a IA também está sendo apontada para uma vitória maior e mais decisiva: a vitória da tecnologia sobre a própria condição humana. O futurista e empreendedor Peter Diamandis está convencido de que a IA pode facilitar aumentos significativos na expectativa de vida humana. Em 2023, ele lançou o XPrize Healthspan, uma competição de sete anos para pesquisa sobre longevidade, cujo objetivo é premiar com US$ 101 milhões uma equipe que "desenvolva com sucesso uma terapia proativa e acessível que restaure as funções musculares, cognitivas e imunológicas em, no mínimo, 10 anos, com o objetivo de 20 anos, em pessoas de 65 a 80 anos, em um ano ou menos".

O prêmio é patrocinado pela Fundação Hevolution, uma organização sem fins lucrativos focada na longevidade, com um orçamento anual de US$ 1 bilhão, financiado em grande parte pelo reino da Arábia Saudita, como parte de seu plano de transformar o país em um centro global de pesquisa e inovação em longevidade. Assim como empresas como a Altos Labs e a Retro Biosciences, a Hevolution emprega uma linguagem igualitária em suas comunicações públicas. O envelhecimento, afirma a empresa, é “uma condição que afeta todos os seres humanos do planeta” e, portanto, “todo ser humano tem o direito de viver uma vida mais longa e saudável”. No entanto, é difícil imaginar que os trabalhadores migrantes de Bangladesh e do Paquistão, que representam grande parte da força de trabalho saudita — muitos dos quais são essencialmente trabalhadores contratados — tenham o mesmo acesso às novas tecnologias de prolongamento da vida que seus empregadores (ou os empregadores de seus empregadores).

Singapura também emergiu como um polo para o prolongamento experimental da vida, com fundos de investimento focados em longevidade, como o Immortal Dragons, investindo milhões em startups de biotecnologia. Em uma entrevista recente ao Financial Times, o fundador do fundo, Boyang Wang, revelou que uma das empresas em seu portfólio está trabalhando em “clones sem cérebro”. O objetivo, segundo ele, é induzir deliberadamente a hidranencefalia, uma doença na qual os bebês nascem sem hemisférios cerebrais, mas com as funções básicas do corpo em pleno funcionamento. “Se pudermos desencadear isso artificialmente no futuro, poderá se tornar um corpo reserva para nós mesmos. Imagine se pudéssemos fazer um transplante de cérebro. Então, esse novo corpo poderia se tornar nosso segundo lar.”

Como possibilidade científica real, isso é distante ou até mesmo totalmente fantasioso, mas vale a pena pensar nisso nesses termos. O que é revelado por essa visão particular do futuro, por essa fantasia de humanos literalmente sem mente que serviriam como depósitos de peças de reposição para prolongar a vida de seus ricos proprietários?

Imagem

Crédito...Illustration by Tim Enthoven
O poder é um projeto de imortalidade em si mesmo: o poder de deixar sua marca no mundo — de cunhar moedas com sua imagem, de redesenhar mapas — é o poder, em um nível simbólico, de negar a morte. Nos últimos quatro anos, Putin enviou centenas de milhares de jovens russos para a morte na Ucrânia, em uma guerra que também matou mais de 100 mil ucranianos. Ele afirmou que sua decisão de invadir foi baseada principalmente em considerações geopolíticas — que foi uma resposta, antes de tudo, à ameaça de uma expansão da OTAN para o leste. Mas a motivação mais profunda parece imperial; Putin quer remodelar o mapa da Europa Oriental e reconstruir um império russo perdido e traído, e, ao fazer isso, consolidar seu poder internamente.

Suas reflexões acidentalmente públicas sobre a perspectiva da imortalidade através da ciência parecem emergir da mesma grande fantasia narcisista que seu projeto de restauração imperial. Como acontece com tantos sonhos futuristas, o projeto de extensão radical da vida revela algo importante sobre o nosso presente. Ele atrai os super-ricos e líderes autoritários como Putin, não apenas porque lhes permite negar a certeza da própria morte, mas também pelas energias reacionárias que canaliza.

Xi, ao que parece, está menos preocupado com a imortalidade pessoal do que Putin. Assistindo àquele trecho gravado sem autorização, é fácil imaginar que ele estava apenas atendendo às excentricidades de seu homólogo russo, mesmo que apenas para ter algo para conversar enquanto caminhavam até o pódio. Mas, em 2018, Xi revogou o limite de dois mandatos para a presidência, que vigorava há décadas, removendo qualquer barreira legal que o impedisse de liderar o país vitaliciamente.

Assim como Putin, ele é movido pelo desejo de restaurar a antiga grandeza imperial de seu país; “o grande rejuvenescimento da nação chinesa” e a reparação das humilhações impostas ao país durante os séculos XIX e início do XX pelas potências imperiais ocidentais têm sido os principais objetivos de seu governo. A ascensão aparentemente inexorável da China à hegemonia global, sob a liderança de Xi, garante a ele uma espécie de imortalidade figurativa. Não é exatamente imortalidade, mas também não é insignificante.

A obsessão pela imortalidade corporal tem uma longa história na China. Os alquimistas chineses acreditavam que podiam sintetizar ouro através de compostos de arsênico, chumbo e mercúrio, e que a ingestão desses compostos em forma líquida poderia conferir a essência incorruptível do metal ao corpo humano. (O livro "As Vinte e Quatro Histórias ", uma coleção das crônicas oficiais das dinastias chinesas, registra que a ingestão do elixir dourado causou a morte de pelo menos seis imperadores somente da dinastia Tang.)

A ligação simbólica entre o ouro e a imortalidade transcende culturas e períodos históricos. Para os antigos egípcios, o ouro estava associado ao poder vital do sol eterno, e para os alquimistas da Europa medieval e do início da era moderna, era tanto um símbolo quanto uma fonte potencial de vida eterna. Devido à sua relativa raridade e por ser um metal que não se deteriora nem corrói com o tempo, o ouro tornou-se a substância universal da riqueza, algo que podia ser transmitido aos descendentes, assim como os reis legavam o poder aos seus herdeiros. Uma pessoa podia perpetuar-se no seu dinheiro, assim como perpetuava-se nas estruturas que ele construía: os templos, as catedrais, as bibliotecas, as galerias e as casas de ópera, as tecnologias e as ordens sociais.

Essas linhas de pensamento mágico foram agora reformuladas em uma forma tecnologicamente mais sofisticada. Em seu " Manifesto Tecno-Otimista " de 2023, o bilionário investidor de capital de risco Marc Andreessen fez a seguinte afirmação: "Acreditamos que a inteligência artificial é a nossa alquimia, a nossa Pedra Filosofal — estamos literalmente fazendo a areia pensar". Essa invocação da Pedra Filosofal foi uma espécie de prenúncio: um material mítico que os alquimistas da antiguidade e da Idade Média acreditavam poder transmutar metais comuns em ouro e ser usado para produzir uma poção que concederia juventude eterna a quem a bebesse. Essa é a promessa da tecnologia, de que ela intercederá entre nós e a morte. Essa é a promessa do próprio dinheiro.

Por ora, porém, não importa o quanto uma pessoa se engrandeça com sua riqueza, seu poder e prestígio, não há como escapar do determinismo da morte. Bryan Johnson morrerá. Peter Thiel morrerá. Sam Altman morrerá. Xi Jinping morrerá. Donald Trump morrerá. Vladimir Putin morrerá. E você também, e eu também, e todos aqueles que vivem agora e os que ainda não nasceram. Nenhum de nós será salvo: nem por órgãos impressos em 3D, nem por superinteligência artificial, nem por transfusões de plasma de nossos amados e indulgentes filhos adolescentes. Nada disso se interporá entre nós, os mais ricos e poderosos, e nosso fim comum. A grande e terrível democracia da morte permanece.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:21 AM
Scoop.it!

Iede - Pirls: avaliação internacional coloca o Brasil nas últimas posições em Leitura

O Pirls é realizado desde 2001 e esta é a primeira vez que o Brasil participa. Os resultados, no entanto, não são nada animadores: o País obteve uma média de 419 pontos em Leitura, à frente apenas de Jordânia (381), Egito (378) e África do Sul (288) e estatisticamente empatado, dentro do intervalo de confiança, com Irã (413), Kosovo (421) e Omã (429). Foi avaliada uma amostra representativa do País, composta por 4.941 estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental de 187 escolas (públicas e privadas) de todas as regiões. Os 10 países que obtiveram as pontuações mais altas foram: Singapura (587), Hong Kong (573), Rússia (567), Inglaterra (558), Finlândia (549), Polônia (549), Taiwan (544), Suécia (544), Austrália (540) e Bulgária (540).

Esses dados são importantes, especialmente, porque é a primeira vez que os estudantes brasileiros de 10 anos passam por uma avaliação internacional de Leitura. No Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) os anos iniciais do Ensino Fundamental são a etapa em que o País vai melhor e que mais apresentou avanços desde a criação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em 2007. Esses avanços são fruto de boas políticas públicas na área, implementadas pelas redes de ensino, como mais monitoramento e programas de alfabetização. Nos anos finais e no Ensino Médio os índices são muito mais desafiadores — somente 5% dos estudantes da rede pública terminam a Educação Básica com aprendizagem adequada em Matemática, por exemplo. Contudo, o PIRLS indica que mesmo os anos iniciais precisam de atenção. A etapa está longe de “estar resolvida” e o País apresenta índices muito aquém de nações desenvolvidas.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:09 AM
Scoop.it!

Plataformas digitais têm transparência de dados insuficiente, mostra estudo

Plataformas digitais têm transparência de dados insuficiente, mostra estudo | Inovação Educacional | Scoop.it
A transparência de dados sobre conteúdos gerados por usuários e publicidade em plataformas digitais, incluindo redes sociais, é amplamente insuficiente, aponta o novo “Índice Internacional de Transparência de Dados de Mídias Sociais”, que avaliou o acesso a dados entre 15 plataformas digitais, no Brasil, na União Europeia e no Reino Unido.

O índice integra o levantamento Dados Não Encontrados: Transparência de Dados em Mídias Sociais para Integridade da Informação, realizado pelo Laboratório de Estudos em Internet e Mídias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NetLab UFRJ) em parceria com o Centro Minderoo para Tecnologia e Democracia (MCTD, na sigla em inglês) da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, foi apresentado nesta terça-feira (7), em Cambridge.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:02 AM
Scoop.it!

Por que integrar as políticas públicas para a primeira infância

Por que integrar as políticas públicas para a primeira infância | Inovação Educacional | Scoop.it
Planalto fará levantamento de estados e municípios comprometidos com ações focadas em crianças até 6 anos. Medida é considerada central para garantir direitos e pleno desenvolvimento infantil
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:01 AM
Scoop.it!

O erro mais perigoso da era da IA pode ser este

O erro mais perigoso da era da IA pode ser este | Inovação Educacional | Scoop.it
O custo está se tornando evidente. Quando terceirizamos o esforço cognitivo, corroemos nossa capacidade de pensar.

No trabalho, isso aparece como “trabalho desleixado”: resultados impecáveis na aparência, mas sem reflexão genuína. Mais de 40% dos trabalhadores já se depararam com esse tipo de situação.

No âmbito individual, o padrão é ainda mais preocupante.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 10:00 AM
Scoop.it!

Brasil: um país de vulneráveis digitais

Brasil: um país de vulneráveis digitais | Inovação Educacional | Scoop.it
O Brasil vive uma contradição: ao mesmo tempo em que figura entre os países mais conectados do mundo, segue com grande parte da população excluída do uso produtivo da tecnologia.

Apenas 3% dos brasileiros possuem competências digitais avançadas, enquanto cerca de 50% não dominam sequer tarefas básicas, como enviar um e-mail com anexo. A penetração do WhatsApp chega a 73% da população.

Ainda assim, estar online não significa estar incluído. Letramento digital não é sobre acessar uma rede social. É sobre usar a tecnologia para aprender, trabalhar, empreender, acessar serviços públicos e participar da vida econômica e cidadã.

Sem letramento digital – e, agora, sem letramento em inteligência artificial – o país corre o risco de ampliar desigualdades estruturais e comprometer sua competitividade global.

LETRAMENTO DIGITAL COMO INFRAESTRUTURA SOCIAL
Com esse entendimento, a SoulCode Academy, edtech brasileira de inclusão digital, vem mobilizando empresas, governos e organizações para acelerar o desenvolvimento digital inclusivo no país.

Em uma de suas frentes, a organização atua diretamente nos territórios, em regiões onde o acesso à formação tecnológica é limitado, levando capacitação em competências digitais e fundamentos de IA para mulheres empreendedoras rurais, trabalhadoras de base e comunidades locais.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:58 AM
Scoop.it!

Trabalhadores estão usando IA para aprender novas habilidades

Trabalhadores estão usando IA para aprender novas habilidades | Inovação Educacional | Scoop.it

Trabalhadores estão correndo para aprimorar suas habilidades em IA e, segundo um novo relatório, também estão usando a própria tecnologia como ferramenta de aprendizado, seja para esclarecer conceitos, resolver problemas ou adquirir novas competências.
O estudo reúne dados de uma pesquisa conduzida pela Fractl a pedido do The American College of Education (ACE), com mais de mil trabalhadores dos Estados Unidos que utilizam ferramentas de IA no dia a dia.
Sem surpresa, uma parcela significativa recorre à IA para se desenvolver profissionalmente. Cerca de 63% disseram usar a IA para aprender habilidades para as quais não receberam treinamento formal das empresas.
Ao mesmo tempo, 65% afirmam se preocupar com a precisão das respostas da IA. Ainda assim, 23% apontam a tecnologia como primeira opção quando precisam aprender algo novo.
Parte dessa preferência tem uma explicação simples: rapidez. Quase metade dos entrevistados (46%) diz recorrer à IA porque é mais rápido do que pedir ajuda a outra pessoa.
80% DIZEM CONTINUAR APRENDENDO DE ALGUMA FORMA APÓS O PRIMEIRO CONTATO COM UM TEMA VIA IA.
Há também um fator mais sutil e bastante humano: usar IA permite aprender sem expor a falta de conhecimento. Quase um terço (29%) admite usar a tecnologia para adquirir novas habilidades sem precisar revelar que não sabia algo.
Entre gestores, esse comportamento é ainda mais comum: 32% dizem aprender “nos bastidores”. No geral, 69% afirmam que o uso de IA aumentou sua produtividade e mais de 55% dizem que ela elevou sua confiança no trabalho.
Mesmo assim, a IA ainda não é vista como solução completa para aprendizado. Apenas 7% consideram que aprender com ela é suficiente por si só, enquanto 39% encaram esse tipo de treinamento como ponto de partida para aprofundamento.
Quase metade (48%) afirma ter buscado cursos ou treinamentos depois que a IA apresentou temas que despertaram interesse. Mais impressionante: 80% dizem continuar aprendendo de alguma forma após o primeiro contato com um assunto via IA.
A tecnologia pode não substituir totalmente o aprendizado prático mas, hoje, já funciona como porta de entrada para a maioria dos profissionais que querem desenvolver novas habilidades.

No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:56 AM
Scoop.it!

15 prompts para usar IA no planejamento financeiro

15 prompts para usar IA no planejamento financeiro | Inovação Educacional | Scoop.it
PROMPTS PARA USO PROFISSIONAL
Empresas também podem usar IA para melhorar a gestão financeira:

9. Conciliação de dados financeiros

“Compare registros financeiros e identifique divergências, apresentando em tabela com explicações.”

10. Análise de desempenho financeiro

“Avalie os resultados dos últimos meses e destaque tendências, riscos e oportunidades.”

11. Relatórios automatizados

“Crie um resumo executivo com os principais indicadores financeiros e recomendações.”

12. Identificação de desperdícios

“Aponte gastos desnecessários e sugira formas de reduzir custos operacionais.”

Veja também
49% dos brasileiros gastaram mais em 2025 do que em 2024; veja como economizar no 2º semestre
5 aplicativos que prometem te deixar mais feliz e produtivo
5 aplicativos gratuitos para organizar suas finanças pessoais
4 efeitos negativos do aquecimento climático para a economia
PROMPTS PARA SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE RISCOS
A segurança financeira também ganha reforço com a IA:

13. Detecção de fraudes pessoais

“Analise minhas transações e identifique padrões incomuns que possam indicar fraude.”

14. Monitoramento de comportamento financeiro

“Identifique mudanças no meu padrão de gastos que possam representar risco financeiro.”

15. Avaliação de riscos digitais

“Liste cuidados essenciais para proteger meus dados financeiros em aplicativos e bancos digitais.”
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:53 AM
Scoop.it!

Quem responde pelas falhas da IA? | Legislação

Quem responde pelas falhas da IA? | Legislação | Inovação Educacional | Scoop.it
Veículos autônomos, embarcações com navegação assistida por algoritmos, sistemas de decisão automatizada e ferramentas preditivas estão cada vez mais presentes na sociedade contemporânea. O que ainda não está plenamente consolidado, contudo, é o regime jurídico aplicável aos danos eventualmente causados por tais sistemas.

A responsabilidade civil sempre teve como principal finalidade repara danos e a recompor o equilíbrio jurídico. O modelo tradicional estrutura-se sobre elementos conhecidos: conduta, dano, nexo causal e, conforme o caso, culpa. Entretanto, quando a ação danosa decorre de um sistema autônomo que opera por meio de algoritmos complexos, a identificação desses elementos torna-se mais desafiadora. A quem atribuir a responsabilidade quando um veículo autônomo provoca um acidente? Ao proprietário? Ao fabricante? Ao desenvolvedor do software? Ao operador que supervisionava o sistema? Ou a todos, de forma solidária?

A ausência de parâmetros claros compromete a previsibilidade das decisões judiciais e gera insegurança tanto para as vítimas quanto para os agentes econômicos envolvidos na cadeia tecnológica. O Direito não pode permanecer alheio a esse cenário. A inovação exige adaptação normativa proporcional ao grau de risco que introduz na sociedade.

O ordenamento jurídico brasileiro já dispõe de instrumentos relevantes. O Código Civil prevê a responsabilidade objetiva nos casos de atividade de risco. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor por defeito do produto ou do serviço. Tais dispositivos oferecem fundamentos importantes para a solução de casos concretos envolvendo inteligência artificial. Contudo, a especificidade dos sistemas autônomos recomenda tratamento mais detalhado e sistematizado.

Projetos legislativos em discussão no país, como o que trata do marco regulatório da inteligência artificial, propõem diretrizes relevantes. Entre elas, destacam-se a classificação de sistemas de IA segundo o nível de risco, a previsão de responsabilidade objetiva para aplicações de alto risco e a possibilidade de inversão do ônus da prova em favor da vítima, quando houver hipossuficiência técnica ou excessiva dificuldade de comprovação. Essas propostas caminham no sentido correto: reconhecer que, quanto maior o grau de autonomia e potencial lesivo da tecnologia, maior deve ser o dever de cautela e de responsabilidade de quem a desenvolve ou a adota.

A previsibilidade jurídica não é um obstáculo à inovação; ao contrário, é condição para que ela se desenvolva de maneira sustentável. Com regras claras, empresas que investem em tecnologia podem dimensionar riscos, estruturar contratos, contratar seguros e implementar protocolos de governança. Já usuários e consumidores precisam ter garantias efetivas de que eventual dano será reparado.

Nos casos de veículos ou embarcações autônomas, por exemplo, a definição prévia do regime de responsabilidade é essencial. Se o sistema opera com elevado grau de autonomia e substitui decisões humanas críticas, é razoável que se adote regime de responsabilidade objetiva, especialmente quando a atividade for considerada de risco. Essa solução preserva a proteção da vítima e incentiva o desenvolvimento de padrões elevados de segurança e auditoria tecnológica.

Não se trata de condenar a inteligência artificial, mas de reconhecer que toda inovação capaz de afetar direitos fundamentais - como a vida, a integridade física e o patrimônio - deve estar inserida em arcabouço normativo coerente. A experiência histórica demonstra que setores de alto impacto social, como energia, transporte e saúde, somente alcançaram maturidade regulatória quando o legislador enfrentou de modo direto os riscos envolvidos.

Outro ponto relevante é a transparência. Sistemas de IA frequentemente operam por meio de processos decisórios pouco compreensíveis ao usuário comum. A opacidade algorítmica dificulta a identificação de falhas e a comprovação do nexo causal. Por isso, além da definição do regime de responsabilidade, é indispensável que a legislação imponha deveres de informação, rastreabilidade e documentação técnica.

A discussão sobre responsabilidade civil por danos causados por inteligência artificial não deve ser conduzida apenas no âmbito acadêmico ou jurisprudencial. É matéria que exige debate público amplo e participação de especialistas, operadores do Direito, setor produtivo e sociedade civil. A construção de parâmetros normativos claros permitirá harmonizar inovação e proteção jurídica, evitando decisões casuísticas e divergentes.

Em última análise, o que está em jogo é a própria credibilidade do sistema jurídico diante da transformação tecnológica. A sociedade não pode ser colocada em posição de incerteza permanente quanto à reparação de danos decorrentes de sistemas que ela própria é incentivada a utilizar. Segurança jurídica e previsibilidade não são privilégios de agentes econômicos; são garantias coletivas que fortalecem o Estado de Direito.

A inteligência artificial continuará a evoluir. O direito deve fazer o mesmo. A definição legislativa de parâmetros claros para a responsabilidade civil em casos de danos causados por sistemas autônomos é medida necessária para assegurar equilíbrio entre inovação e proteção. Regulamentar com prudência e técnica é, neste momento, a melhor forma de promover desenvolvimento tecnológico com responsabilidade e justiça.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:52 AM
Scoop.it!

Kawasaki Heavy cria robô de construção naval para contornar escassez de soldadores

Kawasaki Heavy cria robô de construção naval para contornar escassez de soldadores | Inovação Educacional | Scoop.it
A Kawasaki Heavy Industries está desenvolvendo um robô para construção naval equipado com inteligência artificial que dobraria a produtividade da soldagem e ajudaria a suprir a falta de técnicos na área.

O robô quadrúpede será capaz de navegar pelos canteiros de obras de forma autônoma e evitar obstáculos dentro do estaleiro. Com a inteligência artificial, ele monitorará continuamente as condições do local de soldagem com câmeras e sensores enquanto trabalha.

O robô, que tem previsão de uso prático já em 2028, será equipado com rodas para se locomover por grandes áreas.
No comment yet.
Scooped by Inovação Educacional
April 26, 9:50 AM
Scoop.it!

Elo aposta em ‘concierge digital’ com agentes IA para compras

Elo aposta em ‘concierge digital’ com agentes IA para compras | Inovação Educacional | Scoop.it
A Elo está avançando no desenvolvimento de um modelo de comércio que utiliza agentes de inteligência artificial (IA) para acompanhar o consumidor em toda a jornada de compra, desde a intenção até o pagamento. A iniciativa começa pelo setor de viagens, considerado um dos mais complexos do varejo digital, em parceria com a agência Decolar.

Segundo o vice-presidente de tecnologia da Elo, Eduardo Merighi, a proposta vai além do pagamento e busca cobrir toda a jornada do cliente. “A jornada começa muito antes, na intenção da compra. Você querer consumir um produto, um serviço, e disso passa por uma série de etapas”, explicou.
No comment yet.