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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Today, 1:56 PM
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A inteligência artificial está ajudando a desenvolver novos medicamentos contra Parkinson, antibióticos contra bactérias resistentes e a cura de doenças raras, com rapidez nunca imaginada por muitos cientistas.
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Inovação Educacional
Today, 1:56 PM
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Um dos primeiros ensaios clínicos feitos com esses modelos personalizados sugere que eles podem melhorar o tratamento da taquicardia ventricular, uma arritmia notoriamente difícil de tratar e uma das principais causas de parada cardíaca súbita
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Inovação Educacional
Today, 1:37 PM
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This toolkit is co-authored by Sense about Science and Taylor & Francis with input from UKRIO (U.K. Research Integrity Office). It is guided by honest questions and experiences shared by early career researchers during co-creation workshops. It addresses common questions and provides practical advice to help today's researchers avoid integrity pitfalls.
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Inovação Educacional
Today, 1:10 PM
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Um novo relatório destaca o potencial da inteligência artificial para acelerar o impacto real da pesquisa.
Um novo relatório da HEPI e da Taylor & Francis explora o potencial da IA para impulsionar a pesquisa translacional e acelerar a jornada da descoberta científica à aplicação no mundo real.
O documento "Usando Inteligência Artificial (IA) para Avançar a Pesquisa Translacional" (Nota de Política 67 do HEPI), de autoria de Rose Stephenson, Diretora de Políticas e Estratégia do HEPI, e Lan Murdock, Gerente Sênior de Comunicação Corporativa da Taylor & Francis, baseia-se em discussões realizadas em uma mesa-redonda com líderes do ensino superior, pesquisadores, inovadores em IA e financiadores, bem como em uma série de estudos de caso de pesquisa, para avaliar o papel futuro da IA na pesquisa translacional.
Principais conclusões O relatório conclui que a IA tem o potencial de fortalecer o sistema de pesquisa translacional do Reino Unido, mas que a concretização desses benefícios exigirá implementação cuidadosa, governança adequada e investimento contínuo.
As principais conclusões incluem:
A IA pode acelerar a pesquisa translacional ao permitir uma análise mais rápida de conjuntos de dados grandes e complexos, apoiando a síntese de conhecimento e melhorando as ligações entre disciplinas. No entanto, a disponibilidade e a qualidade desses conjuntos de dados ainda são desiguais, limitando a capacidade das ferramentas de IA de apoiar a translação da pesquisa em algumas áreas. O acesso a competências e conhecimentos especializados em IA é cada vez mais importante , e integrar esse acesso em estruturas interdisciplinares será um componente fundamental para impulsionar a pesquisa translacional. A IA pode melhorar a acessibilidade e a visibilidade da pesquisa , inclusive por meio de resumos em linguagem simples, busca semântica (funções de busca que utilizam conceitos e ideias, e não apenas palavras-chave, proporcionando um resultado mais preciso) e novos formatos voltados para públicos além do meio acadêmico. Existem riscos claros associados ao uso da IA , incluindo desafios relacionados à reprodutibilidade, viés, desqualificação, integridade acadêmica, propriedade intelectual e responsabilidade. Recomendações Para garantir que a IA apoie pesquisas translacionais responsáveis e de alta qualidade, o relatório faz recomendações para financiadores de pesquisa, instituições e editoras, incluindo:
Estabelecer expectativas claras para o uso responsável da IA , incluindo o alinhamento com orientações como a "Embracing AI with Integrity" (Adoção de IA com Integridade) do Research Integrity Office (Escritório de Integridade em Pesquisa do Reino Unido) . Investir em IA confiável e ética , incluindo esforços para melhorar a transparência, reduzir o viés e apoiar a reprodutibilidade. Fortalecimento do apoio à pesquisa interdisciplinar , incluindo um melhor reconhecimento do trabalho em equipe e vias mais claras de acesso a especialistas em IA. Apoiar uma infraestrutura de pesquisa em IA compartilhada e aberta para reduzir a duplicação e tornar as ferramentas desenvolvidas por pesquisadores mais amplamente disponíveis. Incentivar o compartilhamento e a reutilização de dados , juntamente com o investimento em infraestrutura que suporte o acesso seguro e responsável aos dados.
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Today, 1:09 PM
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Acordo com iFlytek envolve pesquisa, desenvolvimento e formação de capacidades em inteligência artificial, com foco em modelos de linguagem adaptados ao português brasileiro.
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Today, 1:08 PM
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Aviation Antenna prevê até 1 Gb/s de download. Delta e JetBlue vão usar a tecnologia em suas frotas.
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Today, 1:08 PM
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Comissão Europeia avalia se vai tratar ao IA, do OpenAI,como uma plataforma de buscas online, uma vez que o número de usuários passou de 45 milhões no continente
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Inovação Educacional
Today, 1:07 PM
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A Geração Alfa (2010-2024) é a geração mais recente a chegar às escolas em todo o mundo, com professores abandonando seus empregos e relatando atitudes terríveis, crianças com dificuldades de processamento de informações e pais completamente ausentes. As telas estão criando essas crianças desde tenra idade e, literalmente, apodrecendo seus cérebros.
Desconto para estudantes: Guia definitivo para 2025The Crimson Sly and The Rum Runner's Gambit Veja mais Não me interpretem mal, eu adoro passar um tempo em frente às telas. Ganhei meu primeiro Xbox 360 aos 9 anos e adorava passar dias chuvosos jogando jogos como Minecraft e Viva Piñata, mas meu contato com a tecnologia parava por aí. As telas podem ser uma ferramenta incrivelmente útil e uma maneira maravilhosa de incentivar as crianças a desenvolverem independência e seus próprios interesses — mas a forma como são usadas hoje em dia é excessiva.
Capacidade de atenção Um dos efeitos mais óbvios do acesso das crianças às redes sociais é a forma como conteúdos de curta duração, como Reels ou TikToks, diminuem a capacidade de atenção e a compreensão da mídia. As crianças não deveriam sobrecarregar seus cérebros com conteúdos de alta estimulação de apenas 30 segundos, muito menos por horas a fio.
Conversei com vários professores do ensino fundamental (crianças de 5 a 11 anos) e, em geral, eles me disseram que essas crianças têm muita dificuldade para absorver informações de fontes escritas e em vídeo.
"Eles não conseguem dizer sobre o que é um vídeo depois de assisti-lo", disse a professora A, que leciona há quase duas décadas. "Nunca vi nada parecido - tenho apenas uns 6 alunos que completam as tarefas regularmente."
Nem todas as crianças da geração alfa são assim, mas a situação é grave o suficiente para se tornar um problema. Os professores estão cansados de lidar com abusos, comentários e piadas inapropriadas, e com crianças que não possuem o conhecimento básico necessário para acompanhar o currículo. A curta capacidade de concentração impede que as crianças leiam textos, escrevam algo mais longo que uma frase ou até mesmo desenvolvam amizades e conversas duradouras com os professores.
Como ajudar;
Elimine conteúdos de curta duração do dia a dia dos seus filhos e monitore o que eles assistem. Jogar videogame pode ser uma forma divertida de relaxar, mas estabeleça limites e regras. Converse também com amigos e familiares sobre isso!
Conteúdo prejudicial online Todos sabemos o quão assustador o mundo da internet pode ser, mas as crianças não têm a experiência e a disciplina necessárias para se manterem seguras. Muitos memes e tópicos que viralizam podem ser engraçados para um adolescente ou adulto, mas podem ser extremamente prejudiciais para uma criança. Por exemplo, há muitos casos de crianças citando o meme "Hawk Tua" (referindo-se a sexo oral) sem entender o seu significado, simplesmente porque ele se tornou viral.
"Já vi crianças fazerem piadas sobre P. Diddy e óleo de bebê!", disse a professora B, que leciona há 14 anos. "As crianças não deveriam saber dessa situação horrível, muito menos o suficiente para fazer piadas sobre isso."
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Relembrando o clássico do faroeste "100 Rifles" com Raquell Welch Infelizmente, isso é apenas a ponta do iceberg. Vícios em pornografia já foram observados em crianças de apenas 9 anos, misoginia e racismo são extremamente comuns entre elas, e violência e cenas sangrentas são facilmente acessíveis. E isso é só o começo para essas crianças, pois a situação só tende a piorar.
Essas crianças estão sendo expostas a cenas horríveis, conteúdo fetichista e ódio, até mesmo em plataformas como o YouTube Kids. Portanto, se você é pai ou mãe, por favor, monitore o que seu filho está consumindo. É disfarçado, é traiçoeiro e é perigoso.
Autoridade Quanto menos seu filho lhe der ouvidos, menos ele dará ouvidos ao professor.
Toda criança quer ser adulta, mas quando elas interagem com adultos online em espaços voltados para adultos, isso pode torná-las vulneráveis a predadores ou levá-las a acreditar que são maduras demais para coisas como toque de recolher ou hora de dormir. Esse sentimento de ser mais maduro do que seus colegas não deve ser confundido com a maturidade apropriada para a idade, pois os níveis e as causas são muito diferentes.
Além disso, se uma criança é obcecada por telas, ela pode se tornar extremamente reativa, chateada ou até violenta quando a tela é retirada dela. Quando eu era pequena, se me mandassem parar de usar meu videogame, eu ficava um pouco triste, mas obedecia e ficava bem em 5 segundos — o que não acontece com essa nova geração. Criar dependência de telas, da dopamina proveniente de conteúdos de curta duração e da alta estimulação pode, e vai, prejudicar a capacidade da criança de se autorregular, praticar hobbies ou até mesmo brincar.
Crianças que passam muito tempo em frente às telas tendem a ser mais desafiadoras e malcriadas com os pais, especialmente em momentos cruciais como a hora de dormir, o jantar ou quando se trata de brincar ao ar livre.
Para concluir Todos nós ficamos estressados, especialmente perto de crianças exigentes. No entanto, precisamos pensar duas vezes antes de dar acesso à internet para nossos filhos. Se você não consegue monitorar o uso da internet de forma adequada à idade deles, eles não deveriam ter acesso ou deveriam ter restrições relevantes. Devemos criar espaços onde crianças e adolescentes possam viver em segurança e experimentar a liberdade, e devemos pressionar as empresas que afirmam proteger as crianças a elevar seus padrões e priorizar vidas em vez do lucro.
Ninguém te dá um manual de instruções para criar filhos, mas todos nós precisamos evoluir e não ter medo de experimentar. Se você está com dificuldades, saiba que não está sozinho(a) e que existe ajuda disponível.
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Inovação Educacional
Today, 1:06 PM
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Influencers have become role models and mentors—often on subjects where they have no credentials. It's important for parents to be curious rather than dismissive about the influencers their teens follow. On the positive side, influencers can serve as a source of connection, validation, and belonging.
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Inovação Educacional
Today, 1:03 PM
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Na terça-feira (14), o presidente Lula assinará a lei que sanciona o PNE, com vigência para o decênio de 2026-2036. Cerimônia em Brasília terá a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini
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Inovação Educacional
April 13, 1:23 PM
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A urgência de integrar a IA à educação midiática se cruza com a necessidade de fortalecer o pensamento crítico em um cenário de “economia da expectativa” e mudanças cognitivas relevantes.
O uso de IA em conteúdos falsos cresceu mais de 5x em um ano, reforçando a importância do prebunking, o famoso ‘se preparar antes’, como estratégia pedagógica.
A machosfera, as frutas geradas por IA e as mudanças previstas para o Enem.
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Inovação Educacional
April 12, 8:24 PM
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No primeiro mês de vigência, o ECA Digital já se tornou alvo de truques para contorná-lo. Em redes sociais e fóruns, jovens compartilham tutoriais sobre como enganar a verificação de idade em sites, principal bandeira da nova lei.
A fiscalização efetiva da aferição etária nas redes sociais deve ocorrer apenas a partir de 2027, segundo cronograma da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados). Porém, algumas empresas já são obrigadas a ter o mecanismo. São os casos de redes sociais e plataformas de jogos.
No X, antigo Twitter, postagens com dicas para burlar os sistemas de checagem já acumulam milhares de curtidas e compartilhamentos. A principal publicação sobre o tema foi feita por um perfil chamado "Memes Contrabandeados e Peculiares", com mais de 26 mil seguidores.
Em uma thread, registrando 200 mil visualizações e 2.000 salvamentos, o perfil ensina como enganar a aferição de idade, afirmando ser fácil livrar-se dela: bastaria instalar uma VPN —ferramenta que permite mudar sua localização online.
Adolescente usa celular em escola da zona norte de São Paulo; exigência de verificação de idade para acesso a conteúdos sensíveis previsata pelo ECA Digital não será aplicada integralmente já no início da vigência da lei - Zanone Fraissat - 3.fev.2025/Folhapress Uma VPN (sigla em inglês para rede virtual privada) é uma tecnologia responsável por criar uma conexão segura entre o usuário e a internet. Na prática, ela funciona como um túnel protegido: os dados não passam diretamente do dispositivo para os sites, mas sim por um servidor intermediário operado por uma empresa.
A tecnologia VPN oculta ou substitui o endereço IP, identificador único do dispositivo na rede, e criptografa a conexão, dificultando interceptações por terceiros. Dessa forma, é possível alterar a localização aparente do usuário, fazendo parecer que está acessando a internet de outro país. Isso poderia burlar as leis brasileiras.
Existe também outro tipo de aplicativo que é responsável por ligar aparelhos a uma rede chamada Tor, permitindo uma navegação mais privada. Ele direciona o tráfego de dados por diversos servidores ao redor do mundo, dificultando a identificação do usuário e ocultando seu IP.
Entenda o que muda para plataformas e usuários com o ECA Digital Diferente das VPNs tradicionais, que usam um único servidor, esse aplicativo usa múltiplas camadas de criptografia, aumentando o anonimato.
Outras estratégias para enganar a nova lei incluem o vazamento de CPFs de adultos, usados para liberar o acesso a sites restritos a menores de 18 anos. Esses documentos são frequentemente retirados de editais de concursos públicos, principalmente de cidades pequenas, onde a proteção de dados é mais frágil, e reproduzidos em fóruns no Reddit e grupos no Telegram.
Usuários também compartilham fotos e vídeos de pessoas mais velhas que poderiam ser usados em sistemas de reconhecimento facial.
Em nota, a ANPD, responsável pela regulamentação do ECA Digital, disse acompanhar de perto a implementação da lei. Isso inclui os relatos sobre o compartilhamento de conteúdos nas redes sociais que ensinam a contornar os mecanismos de verificação de idade.
A agência já publicou orientações preliminares aos fornecedores de produtos e serviços da informação, definindo requisitos mínimos para a implementação das ferramentas de verificação de idade, com ênfase na precisão desses sistemas.
"A ANPD monitora o cumprimento das obrigações legais e avalia as situações que possam impactar a efetividade das medidas de proteção previstas na lei. Informações relevantes identificadas nesse acompanhamento são consideradas no contexto das ações regulatórias e de fiscalização", disse o órgão.
O ECA Digital passou a valer no Brasil em 17 de março. A partir dessa data, passou a impor regras específicas para a proteção de menores na internet, com impacto direto sobre redes sociais, aplicativos, jogos e plataformas digitais.
A principal tecnologia prevista na norma é a verificação etária obrigatória, que substitui a simples autodeclaração de idade, antes comum em sites com o botão "tenho mais de 18 anos". As plataformas passam a ter que adotar mecanismos mais confiáveis para identificar a idade dos usuários, como cruzamento de dados, validação de documentos e sistemas automatizados de análise.
Além de compartilhar maneiras de trapacear a lei, os jovens fazem discussões sobre seus efeitos. O clima preponderante é de banalização das medidas de fiscalização e críticas a Felca. O influenciador impulsionou a discussão sobre a exposição de menores ao ambiente online, ajudando a acelerar a tramitação do ECA Digital no Congresso.
Para Maria Mello, gerente do eixo digital do Instituto Alana, é natural que adolescentes queiram testar e transpor os limites da legislação. Por isso, opina, é fundamental ocorrer, junto à implementação da norma, a escuta e consideração das opiniões dessa parcela da população.
O trabalho de esclarecimento, segue, também é fundamental para esses jovens compreenderem a existência do ECA como algo que garante seus direitos, não os tira. "Famílias e escolas precisam seguir com esse diálogo intenso, cotidiano e franco, o que demanda conscientização também por parte de responsáveis e cuidadores."
SITE PORNÔ ENSINA A CONTORNAR BLOQUEIO O XVideos, uma das maiores plataformas de conteúdo pornográfico do mundo, publicou em seu blog um tutorial sobre como contornar bloqueios do site.
O guia, em inglês, apresenta várias formas de acessar o portal, mesmo que ele tenha sido bloqueado pelo provedor de internet. As opções incluem a instalação de um aplicativo, disponível apenas para Android, e o uso de VPN para alterar o endereço IP.
Como a ANPD ainda não exigiu de sites pornográficos a implementação de mecanismos de verificação de idade no Brasil, nenhuma plataforma tomou medidas do tipo. A reportagem entrou em contato por email e chat com a WGCZ Holding, empresa responsável pelo XVideos, localizada na República Tcheca, para questionar sobre o cumprimento do ECA Digital e o tutorial. Porém, não obteve resposta.
Site do XVideos mostra tutorial para burlar bloqueio - Reprodução Por sua vez, a Aylo, dona de grandes sites e produtoras de conteúdo adulto, como PornHub, RedTube e Brazzers, informou estar analisando as novas regulamentações e aguardando orientações adicionais das autoridades brasileiras. "Compartilharemos mais informações sobre nossos planos de conformidade assim que novos detalhes estiverem disponíveis", afirmou a empresa.
ECA DIGITAL: O QUE MUDA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA INTERNET 1️⃣ Verificação de idade
Plataformas podem ter de confirmar a idade do usuário para liberar acesso a determinados conteúdos ou serviços.
2️⃣ Proteção contra conteúdo nocivo
Empresas devem adotar medidas para reduzir a exposição de menores a pornografia, violência ou material inadequado.
3️⃣ Responsabilidade das plataformas
Serviços digitais podem ser obrigados a agir para prevenir riscos e responder rapidamente a denúncias.
4️⃣ Ferramentas para responsáveis
Pais ou responsáveis podem ter acesso a mecanismos de supervisão e controle de uso.
5️⃣ Proteção de dados e privacidade
Coleta e uso de dados de crianças e adolescentes terão regras mais rígidas. Isso deve ser feito, por exemplo, por meio de relatórios de impacto à proteção de dados.
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Today, 1:59 PM
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People increasingly consult generative artificial intelligence (AI) while reasoning. As AI becomes embedded in daily thought, what becomes of human judgment? We introduce Tri-System Theory, extending dual-process accounts of reasoning by positing System 3: artificial cognition that operates outside the brain. System 3 can supplement or supplant internal processes, introducing novel cognitive pathways. A key prediction of the theory is "cognitive surrender"-adopting AI outputs with minimal scrutiny, overriding intuition (System 1) and deliberation (System 2). Across three preregistered experiments using an adapted Cognitive Reflection Test (N = 1,372; 9,593 trials), we randomized AI accuracy via hidden seed prompts. Participants chose to consult an AI assistant on a majority of trials (>50%). Relative to baseline (no System 3 access), accuracy significantly rose when AI was accurate and fell when it erred (+25/-15 percentage points; Study 1), the behavioral signature of cognitive surrender (AI-Accurate vs. AI-Faulty contrast; Cohen's h = 0.81). Engaging System 3 also increased confidence, even following errors. Time pressure (Study 2) and per-item incentives and feedback (Study 3) shifted baseline performance but did not eliminate this pattern: when accurate, AI buffered time-pressure costs and amplified incentive gains; when faulty, it consistently reduced accuracy regardless of situational moderators. Across studies, participants with higher trust in AI and lower need for cognition and fluid intelligence showed greater surrender to System 3. Tri-System Theory thus characterizes a triadic cognitive ecology, revealing how System 3 reframes human reasoning and may reshape autonomy and accountability in the age of AI.
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Today, 1:56 PM
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Pesquisadores da Universidade de Genebra desenvolveram método não invasivo baseado em machine learning e análise do microbioma intestinal
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Today, 1:38 PM
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This toolkit is co-authored by Sense about Science and Taylor & Francis with input from UKRIO (U.K. Research Integrity Office). It is guided by honest questions and experiences shared by early career researchers during co-creation workshops. It addresses common questions and provides practical advice to help today's researchers avoid integrity pitfalls.
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Today, 1:14 PM
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New report advises universities to act now on GenAI – and to put human competency at the centre.
A new report from the Higher Education Policy Institute (HEPI), Being indispensable: Capabilities for a human-AI world, the ‘FUTURES’ framework, argues that universities should take more robust approaches to GenAI integration, as the technology becomes more embedded in everyday and academic life.
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Today, 1:09 PM
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A revogação da Norma 4/1995, promovida pela Anatel em 2025 com previsão de se tornar efetiva em 2027 ainda preocupa representantes da governança da internet no Brasil. Em entrevista concedida ao Tele.Síntese durante o Abramulti 2026, Antônio Moreiras, gerente do Ceptro, departamento do NIC.br voltado a projetos de infraestrutura da internet, afirmou que a medida pode gerar insegurança sobre os limites entre o que é telecomunicação e o que é serviço de valor adicionado.
Segundo ele, a discussão tem origem na própria formação do modelo brasileiro de internet, ainda na década de 1990, quando o país optou por não submeter a internet nascente ao mesmo regime regulatório das telecomunicações. Moreiras lembrou que, naquele contexto, o Ministério das Comunicações editou a chamada Norma 4, estabelecendo que a internet, do ponto de vista regulatório, não se confundia com telecomunicações, mas era tratada como serviço de valor adicionado. No mesmo movimento, foi criado o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), com estrutura multissetorial para orientar o desenvolvimento da rede no país.
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Today, 1:08 PM
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DINUM announced the swap last week during an interministerial seminar that saw several government agencies try to create momentum for development of sovereign technologies that reduce France’s dependence on non-European technology.
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Today, 1:08 PM
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Executivo participa do desenvolvimento do projeto, que visa aproximar chefe e colaboradores. Empresa também conta com agente de IA para acelerar respostas.
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Today, 1:07 PM
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Menores de 16 anos serão direcionados para Roblox Select ou Roblox Kids conforme a idade. Plataforma usará informações de seu sistema de verificação etária.
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Today, 1:06 PM
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Discover how parasocial bonds with celebrities, teams, and fictional characters inspire growth—but when do they become unhealthy?
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Today, 1:04 PM
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The Alpha generation already includes teenagers. Do you know the ideals, tendencies, and perspectives of this generation? What essential academic skills must be promoted in them?
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Inovação Educacional
Today, 11:31 AM
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The communication style and the emotional tone that students use with AI influence their learning. Learn about the findings of a study exploring how the emotional connection students establish with chatbots directly affects the depth of their thinking and the quality of their learning.
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April 12, 8:27 PM
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Adiar a entrega do primeiro smartphone até, pelo menos, os 14 anos e o acesso às redes sociais até os 16.
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April 12, 8:22 PM
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A startup chinesa DeepSeek anunciou nesta semana que vai reescrever do zero o código de seu próximo modelo de inteligência artificial (conhecido até agora como V4) para funcionar exclusivamente em chips da Huawei, abandonando a americana Nvidia. A decisão é a aposta mais explícita já feita por um laboratório de ponta chinês de que o silício nacional já é capaz de sustentar o estado da arte da IA.
Para dimensionar o que isso significa, é preciso entender como funciona a infraestrutura da IA. Modelos como o ChatGPT não rodam em computadores comuns, dependendo de chips especializados (os chamados aceleradores) que processam volumes colossais de operações matemáticas em paralelo.
A Nvidia reina quase sozinha nesse mercado, e Washington apostou nessa dependência ao restringir a venda dos modelos mais avançados à China. Americanos apostaram que, sem acesso ao melhor hardware, Pequim não teria como competir na fronteira da IA. A DeepSeek acaba de sinalizar que essa premissa caducou.
A chinesa DeepSeek vai reescrever do zero o código de seu próximo modelo de inteligência artificial - Dado Ruvic -29.jan.25/Reuters Fabricado pela chinesa SMIC, o chip Ascend 950PR da Huawei tem tecnologia de 5 nanômetros. Não é o modelo mais avançado do mercado (que já trabalha em 2 nanômetros), mas ele entrega 1,56 petaflops de capacidade de processamento em operações de baixa precisão utilizados por modelos de IA.
Isso é quase três vezes mais que o Nvidia H200, uma versão piorada dos chips mais poderosos da empresa e os únicos autorizados por Washington para exportação. A variante mais poderosa H200 ainda favorece a Nvidia em largura de banda de memória e velocidade com que o chip acessa dados armazenados, mas a Huawei compensa essa diferença com uma rede de interconexão óptica capaz de conectar até 8.192 processadores numa única máquina lógica. É até possível fazer isso no ecossistema Nvidia, mas a um custo altíssimo e difícil de escalar.
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Carregando... Com o mercado chinês avançando na migração, o resultado tem sido sentido no bolso da empresa dos EUA. Alibaba, ByteDance e Tencent encomendaram centenas de milhares de unidades do Ascend 950PR, fazendo os preços dos chips locais subirem em 20% com a demanda.
Máquinas pré-carregadas com modelos DeepSeek estão sendo vendidas por algo entre ¥ 300 mil e ¥ 5 milhões (R$ 220 mil a R$ 3,67 milhões). É caro, mas significativamente mais em conta que os sistemas com chips Nvidia que chegam a até ¥ 20 milhões (R$ 14,6 milhões) no mercado paralelo.
Mas o ponto que mais deveria incomodar Washington é outro. A verdadeira barreira da Nvidia nunca foi apenas o silício, mas o Cuda, um ecossistema de software que há mais de uma década prende desenvolvedores às suas placas como os programas do seu computador Windows te obrigam a pagar um adicional à Microsoft toda vez que você troca de aparelho.
A Huawei lançou no ano passado uma alternativa de código aberto chamada CANN e os engenheiros da DeepSeek já demonstraram que conseguem atingir 60% do desempenho de um chip Nvidia H100 usando hardware Huawei no primeiro dia de operação. A comunidade de desenvolvedores integrou suporte aos novos modelos em semanas. Se o Cuda era o fosso que protegia o castelo da Nvidia, a água está baixando rápido.
A lógica das sanções presumia que cortar o acesso ao melhor hardware bastaria para congelar o avanço chinês, mas a resposta do país asiático foi inventar o próprio hardware, otimizar o software para extrair o máximo de cada transistor e treinar modelos de fronteira com orçamentos a uma fração do que gastam laboratórios americanos. Deixou de ser uma corrida por capacidade e passou a ser uma disputa por otimização de engenharia industrial.
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