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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Today, 7:40 AM
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O clima da Terra está mais desequilibrado do que em qualquer momento da história registrada, afirma a agência meteorológica da ONU.
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April 4, 6:14 PM
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Job losses are starting to accelerate due to AI, robotics, and automation. Anthropic CEO Dario Amodei warns that AI could cut half of all entry-level white-collar jobs in the coming years. A McKinsey report finds that “current gen AI and other technologies have the potential to automate work activities that absorb up to 70 percentof employees’ time today.” A Wall Street Journal article also cites leading CEOs who claim “AI will wipe out jobs.” OpenAI CEO Sam Altman has ominously written that the “2030s are likely going to be wildly different from any time that has come before.”
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April 4, 6:11 PM
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Around 10.4 million jobs in the United States will be lost to artificial intelligence and automation by 2030, according to a new prediction, which notes that the future of work will remain “largely human.”
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April 4, 4:33 PM
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O Prêmio LED – Luz na Educação anunciou os seis vencedores da edição de 2026 em um programa especial que foi ao ar na quarta-feira (1º) à noite. A iniciativa da Globo e da Fundação Roberto Marinho celebra projetos que transformam a educação no país.
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April 4, 4:28 PM
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O primeiro passo para uma IA inclusiva é reconhecer a diversidade humana como um fundamento da existência, e não como um “problema de dados” a ser resolvido
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April 4, 4:27 PM
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Mais conceituado teste para aferir a capacidade das IAs, o ARC-AGI lança uma nova versão para verificar se os modelos conseguem raciocinar sobre problemas novos, e não apenas recordar padrões
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April 4, 4:26 PM
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O esgotamento é inevitável quando você está constantemente acumulando mais trabalho e lutando para se livrar de sentimentos ruins
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April 4, 4:25 PM
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Um dos pontos mais sensíveis e atuais do debate trazido pelo PL é o contraponto às recentes ondas de proibição de aparelhos celulares nas salas de aula. Embora o projeto reconheça que restringir o uso pode mitigar a dispersão, a autora alerta para a insuficiência dessa tática isolada: “A proibição pela proibição não é suficiente para enfrentar o fenômeno da desinformação. O trabalho deve ser feito de maneira transversal nas escolas, não tendo uma única disciplina como era Informática antigamente, mas contando com o repertório de cada uma para este letramento”.
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April 4, 9:06 AM
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The Global Flourishing Study is a longitudinal panel study of over 200,000 participants in 22 geographically and culturally diverse countries, spanning all six populated continents, with nationally representative sampling and intended annual survey data collection for 5 years to assess numerous aspects of flourishing and its possible determinants. The study is intended to expand our knowledge of the distribution and determinants of flourishing around the world. Relations between a composite flourishing index and numerous demographic characteristics are reported. Participants were also surveyed about their childhood experiences, which were analyzed to determine their associations with subsequent adult flourishing. Analyses are presented both across and within countries, and discussion is given as to how the demographic and childhood relationships vary by country and which patterns appear to be universal versus culturally specific. Brief comment is also given on the results of a whole series of papers in the Global Flourishing Study Special Collection, employing similar analyses, but with more-specific aspects of well-being. The Global Flourishing Study expands our knowledge of the distribution and determinants of well-being and provides foundational knowledge for the promotion of societal flourishing.
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Inovação Educacional
April 4, 8:23 AM
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A dissertação de mestrado de Debora Leite dos Santos, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, investiga as novas formas de resistência e organização coletiva no trabalho por plataformas digitais. O foco é nos entregadores por aplicativo, num contexto marcado por questões como informalidade estrutural e pelos limites das formas sindicais tradicionais. O estudo busca compreender como esses trabalhadores constroem vínculos de solidariedade, produzem discursos e articulam práticas coletivas em ambientes digitais, especialmente em aplicativos de mensagens instantâneas, como o Telegram. Debora apontou sua lente para os entregadores por aplicativo por entender que eles estão no centro de uma transformação profunda do mundo do trabalho. “Não podemos esquecer que foram esses trabalhadores que protagonizaram mobilizações nacionais importantes, como o breque dos apps, que teve forte adesão e apoio popular.” Basta esse simples fato, de acordo com ela, para mostrar que se trata de uma categoria que vem criando novas formas de organização coletiva, especialmente por intermédio das redes sociais. “É nesse espaço (das redes sociais) que aparecem, de forma muito visível, as novas tensões entre capital e trabalho. Há novas formas de exploração, mas há também novas formas de resistência”, afirma. “Entender os entregadores hoje é, em grande medida, entender para onde o mundo do trabalho está (se) encaminhando.” Como metodologia, ela conta ter feito uso de dados empíricos em grande escala, ao analisar oito grupos públicos de entregadores dentro do Telegram, coletando em torno de 134 mil mensagens entre abril de 2023 e setembro de 2025. A partir dos dados obtidos, Debora fez um recorte analítico, selecionando 4.626 publicações com base em 11 palavras-chave, todas relacionadas às mobilizações desses trabalhadores. Na sequência, e ainda a partir daqueles dados, a mestranda realizou uma análise qualitativa para identificar padrões e discursos e as formas de organização dos entregadores, além das contradições presentes nos espaços virtuais. Espaços digitais como arena de resistência Uma das constatações a que chegou, a partir da interação entre esses trabalhadores, foi a de que espaços digitais como o Telegram configuram hoje arenas fundamentais de resistência e construções de identidades políticas, “contribuindo para a produção de coesão, fortalecimento de vínculos e o desenvolvimento de processos de organização coletiva”. Debora destaca, como uma das principais conclusões de seu trabalho, a existência de uma consciência política de classe. “Esses trabalhadores reconhecem a exploração a que estão submetidos, falam em luta e se mobilizam coletivamente, os dados mostram nitidamente a presença de solidariedade de classe entre eles.” E isso, segundo ela, é muito relevante por contrariar um discurso, bastante difundido nas redes sociais, de que o trabalho por aplicativo produziria indivíduos isolados, atomizados e puramente individualistas, “como sugere a lógica neoliberal”, frisa. Debora observa ainda que, embora possuindo consciência de classe, esta não se expressa nos moldes tradicionais. “Muitos desses trabalhadores associam a CLT a baixos salários, à rigidez, à perda de autonomia, enquanto valorizam a acessibilidade e a possibilidade da renda imediata. É importante destacar que a formação política desses trabalhadores acontece nesses ambientes digitais, que são fortemente permeados por polarização política.” Isso, por outro lado, “significa que a consciência de classe não se forma num espaço neutro, está atravessada por disputas ideológicas, narrativas concorrentes e diferentes interpretações sobre trabalho, direitos e autonomia”. Nesses espaços circulam ainda discursos que reforçam a lógica individualista e empreendedora. “Eles não estão desorganizados, eles estão organizados de outra forma”, constata. Para tanto, se valem de grupos e redes para troca de informações e denunciar os dilemas que vivenciam em seu dia a dia, convocar paralisações e construir apoio mútuo.
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April 3, 12:30 PM
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A series of events at the Stanford Accelerator for Learning sheds light on the path forward for AI in teaching and learning.
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April 3, 12:13 PM
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These days, most of us live our lives tethered to our computers and smartphones, which are unending sources of distraction. Research has shown that over the past couple of decades people’s attention spans have shrunk in measurable ways. Gloria Mark, PhD, of the University of California Irvine, talks about how the internet and digital devices have affected our ability to focus, why multitasking is so stressful, and how understanding the science of attention can help us to regain our focus when we need it.
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Today, 7:41 AM
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Os seres humanos são a única espécie conhecida a derramar lágrimas emocionais, mas os cientistas ainda tentam descobrir exatamente por quê.
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April 4, 6:14 PM
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As artificial intelligence (AI) marches forward, a common refrain has emerged: We need to retrain workers, “upskilling” them to better meet the demands of the modern economy. Yet there has been comparatively little discussion about what these programs look like and their feasibility. The evidence that does exist, however, provides reasons for policymakers to be skeptical of retraining as a means of supporting labor adjustment to AI-enabled automation. For retraining to keep up with AI advancements, we may need to fundamentally rethink how we provide it, study its effects, formulate its overarching goals, and understand its limitations.
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April 4, 6:12 PM
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Measuring US workers’ capacity to adapt to AI-driven job displacement
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April 4, 5:05 PM
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Career pathways are an especially pressing consideration as AI spreads. When these pathways weaken or disappear, workers lose not only their current jobs, but also future opportunities for advancement. Meanwhile, employers lose reliable conduits for developing experienced talent.
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April 4, 4:29 PM
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Tens of thousands of publications from 2025 might include invalid references generated by AI, a Nature analysis suggests.
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April 4, 4:28 PM
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Ferramentas disponíveis na plataforma estão mais realistas, acessíveis e resistem a denúncias no País
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April 4, 4:27 PM
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Uma nova pesquisa com 12 milhões de americanos e 1.750 empregadores revela os melhores lugares para trabalhar com base em salários, retenção de funcionários e probabilidade de promoção
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April 4, 4:26 PM
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Expansão para novas cidades, avanços técnicos e parceria com a Uber indicam que a corrida pelos robotáxis entra em uma fase mais acelerada
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April 4, 9:12 AM
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Many parents and caregivers don’t know where to start. They are overstretched, juggling multiple responsibilities, and often haven’t had the chance to understand what AI is, how it works, and how it affects their children. The parents Brookings interviewed for our study, “A New Direction for Students in an AI World: Prosper, Prepare, Protect,” shared how little support they receive in navigating this rapidly changing, AI-infused environment. Parents expressed both concerns about how to simultaneously protect and prepare their children in an AI world—and a desire for clear, practical guidance on how to approach their children’s AI use.
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April 4, 9:02 AM
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Countries produce a multitude of national statistics — on employment, life expectancy and gross domestic product, for example. These objective measures capture key aspects of the ‘well-being’ of nations but are poor predictors of the well-being of individuals1.
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April 4, 7:37 AM
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Em parceria com a OAB/SP - Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo, OAB/PR, OAB/BA, OAB/GO, OAB/PE, OAB/ES - Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Espírito Santo, Jusbrasil e ITS Rio, a Trybe lançou no dia 25/3 o relatório "Impacto da IA generativa no Direito" - edição 2026. Trata-se da segunda edição do estudo, que reafirma o compromisso das instituições em monitorar a evolução da inteligência artificial no setor jurídico, oferecendo uma análise aprofundada sobre as percepções e transformações que moldam a atual realidade da advocacia brasileira.
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April 3, 12:17 PM
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Todo sistema digital começa com um código. As plataformas foram projetadas para maximizar a coleta de atenção, com o engajamento como valor supremo e as crianças como audiência colateral de um modelo desenhado para adultos. A Lei 15.211, o ECA Digital, propõe uma virada: o código deve carregar, em sua própria estrutura, o dever de cuidar para que a internet se torne um lugar seguro também para os mais vulneráveis.
NYT: Eduardo e Flávio Bolsonaro pressionam governo Trump a classificar PCC e CV como terroristas Essa mudança de paradigma deve-se ao esforço da sociedade civil e da academia brasileira. A lei atingiu um feito nada trivial: regular de forma equilibrada o ambiente digital, considerando o potencial conflito entre direitos fundamentais. Aqui a verificação de idade é um bom exemplo: ao exigi-la para acesso a conteúdos adultos, reforça a segurança para os menores ao mesmo tempo que prevê garantias de privacidade para impedir a vigilância.
Relatório de CPI: Testemunha citou pagamentos de R$ 300 mil mensais de 'Careca do INSS' a Lulinha O ECA Digital representa também uma ruptura com uma lógica reativa, adotando uma abordagem preventiva e estrutural, seja ao vedar a publicidade comportamental dirigida a crianças, proibir as loot boxes em jogos para esse público ou ao estabelecer mecanismos de supervisão parental.
A regulamentação publicada pelo governo federal é fundamental para detalhar a aplicação da lei. O primeiro eixo da regulamentação é a segurança embutida na arquitetura dos serviços, mecanismo chamado safety by design. O decreto impõe às plataformas obrigações concretas em seus artigos 9, 10 e 11: restringir o acesso de menores a conteúdos impróprios, adotar configurações protetivas já na interface e implementar mecanismos para evitar seu uso excessivo, problemático ou compulsivo.
O segundo eixo trata da prestação de contas das plataformas. Plataformas e seus algoritmos são opacos. Suas decisões sobre o que amplificar e a quem recomendar determinado conteúdo não são visíveis. Como regular aquilo que nem sequer conseguimos observar? É preciso construir capacidade sistemática para ampliar a “observabilidade” da sociedade ao longo do tempo. O ECA Digital caminha nessa direção, ao estabelecer um capítulo dedicado à prestação de contas e à transparência, que traz dispositivos sobre acesso a dados de pesquisa e relatórios de impacto. Além disso, inova nas regras de moderação de conteúdo, estabelecendo o procedimento de notice and take down, fundamental para mitigar os danos da circulação de conteúdos ilícitos.
O terceiro eixo é a supervisão, cuja competência foi atribuída à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A ANPD é a escolha certa, um regulador brasileiro independente e adaptado ao ambiente digital. Com corpo técnico especializado em proteção de dados e ambiente digital, a agência reúne as condições institucionais para supervisionar obrigações complexas e dialogar tecnicamente com as plataformas. A centralização da supervisão num único órgão independente é, em si, um avanço estrutural que outros países ainda buscam.
Celebrar o avanço não significa ignorar os desafios. As obrigações da lei exigirão da ANPD capacidade técnica avançada e colaboração internacional, além de habilidade de inovar nos métodos de aplicação, como por meio de instrumentos de corregulação, de que as empresas precisam participar.
Um dos desafios urgentes é comunicar corretamente o que a lei diz e, sobretudo, o que ela não diz. Já circulam campanhas de desinformação distorcendo o conteúdo da legislação, como a de que ela inviabilizaria sistemas de código aberto. Como toda lei, essa também demandará a partir de agora implementação equilibrada e proporcional, e isso exige, sobretudo, que se comunique adequadamente sobre o que ela realmente dispõe.
*Laura Schertel Mendes, advogada especialista em Direito Digital, é professora da UnB e do IDP, presidente da Comissão de Direito Digital da OAB Federal e diretora do Centro de Direito, Internet e Sociedade (Cedis/IDP)
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April 3, 7:38 AM
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A preocupação com a saúde mental de estudantes não é nova na educação e foi intensificada pelo isolamento da pandemia. Mas, para a pesquisadora britânica Sue Roffey, referência internacional no estudo da relação entre o aprendizado e o bem-estar escolar, falta preparar os educadores para manter relações positivas com os alunos e lidar bem com comportamentos desafiadores. "Incluir isso na formação docente no Brasil seria um excelente começo", afirma, destacando que criar espaço para a dimensão socioemocional não depende de professores isolados, mas de uma abordagem de toda a escola. Aos 78 anos, a psicóloga educacional é professora honorária da University College London, fellow da Sociedade Britânica de Psicologia e integra o grupo de especialistas sobre a infância da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne mais de 30 países). Depois de trabalhar como professora na Inglaterra, Roffey se mudou para a Austrália, no início dos anos 2000, onde fundou uma rede voltada ao bem-estar na educação e um projeto para promover a autoconfiança de meninas aborígenes no ensino médio. Em 2017, retornou à Inglaterra, onde segue desenvolvendo pesquisas e militando pelo cuidado com bem-estar e a saúde mental nas escolas. Doutora em psicologia educacional, Roffey é autora de mais de 20 livros, nos quais desenvolve suas teorias, sendo a principal delas a "Circle Solutions" (soluções em círculo), que estimula rodas de conversa entre alunos, com professores formados para potencializar essas atividades. Ela sistematizou sua metolodogia para fomentar os princípios que devem ser desenvolvidos entre crianças e jovens, chamados por ela de ASPIRE (Autonomia, Segurança, Positividade, Inclusão, Respeito e Equidade). Seus livros são referências para a educação positiva, baseada na ideia de que o desenvolvimento acadêmico é favorecido por um ambiente em que os alunos se sintam bem, criem vínculos e busquem não apenas o sucesso individual mas contribuam para o bem-estar coletivo. Ela esteve em São Paulo para participar de um evento promovido no sábado (28) pela escola Pueri Domus, que recebeu um prêmio internacional (status prata dentre os níveis ouro, prata e bronze) concedido pelo Centro de Excelência Carnegie para Saúde Mental nas Escolas, da Universidade Leeds Beckett, do Reino Unido. A premiação, que tem Roffey como membro de seu conselho consultivo, é concedida a escolas com projetos que promovam a saúde mental. O encontro foi organizado em parceria com a Faculdade Sírio-Libanês. Roffey falou à Folha de métodos para melhorar o bem-estar escolar. As escolas foram vistas por muito tempo como locais de aquisição de conteúdos e de disciplina comportamental. Quando e por que surgiu a ideia de que é necessário se voltar ao bem-estar dos alunos? Nos últimos 25 anos, tem havido um reconhecimento crescente, com base em pesquisas, de que crianças e jovens aprendem melhor quando têm uma percepção positiva de si mesmos, sentem-se seguros e estão inseridos em relações de apoio. Algumas pessoas focam apenas o desempenho acadêmico ou apenas o bem-estar. É uma falsa dicotomia. Os dois aspectos se influenciam mutuamente. No entanto, a preocupação com a saúde mental dos jovens foi intensificada pela pandemia.
Embora a atenção às questões socioemocionais tenha aumentado pós-pandemia, muitas escolas permanecem fortemente focadas no desempenho dos alunos em notas, provas, vestibulares etc. Talvez precisemos começar pela pergunta "para que serve a educação?" Na minha visão, ela tem o objetivo de permitir que cada estudante se torne a melhor versão de si mesmo e de ajudar a construir o mundo em que queremos viver. Quando os educadores focam apenas o desempenho acadêmico em um ambiente competitivo, muitos jovens passam a se ver como fracassados, porque suas conquistas, talentos e pontos fortes não são reconhecidos. Precisamos encontrar melhores formas de garantir que sejam. É necessário ampliar a educação para incluir um conjunto muito mais diverso de habilidades e encontrar caminhos para que os alunos demonstrarem essa aprendizagem mais ampla.
A autonomia é fundamental. Se queremos uma democracia melhor, precisamos promover a voz dos estudantes, a escolha e o pensamento crítico. Em um mundo em que a informação está disponível a um clique, não faz sentido depender da memorização para reproduzir conteúdos. O que realmente importa é a aplicação do conhecimento.
Como a sra. avalia o risco de que a valorização dos aspectos socioemocionais não passe de retórica ou marketing? O bem-estar e as questões socioemocionais precisam envolver a escola como um todo: todos os alunos, todos os professores, todos os dias.
Veja o exemplo das escolas do nosso projeto "Love of Learning" [Amor pela Aprendizagem, que mapeou escolas com boas práticas nessa área]. Essas escolas começaram com a crença no desenvolvimento integral da criança, construindo sistemas baseados em relações saudáveis.
Meu trabalho incorpora os princípios ASPIRE para os alunos, que são: Autonomia, Segurança, Positividade, Inclusão, Respeito e Equidade. Quando esses elementos estão presentes em toda a escola, todos têm mais chances de prosperar e aprender, mesmo em contextos vulneráveis.
Diante do aumento dos desafios socioemocionais nas escolas no pós-pandemia e com o uso excessivo de telas, há educadores e gestores que reagem dizendo que "escola não é clínica" e "não somos profissionais de saúde mental". Como a sra. vê essa resistência? De fato, professores não precisam ser terapeutas. Mas precisam entender o impacto de suas palavras nos alunos. Não se trata de fazer mais coisas, mas de fazer algumas coisas de forma diferente, e isso se baseia tanto no bom senso quanto nos avanços da neuropsicologia. Todos os professores em formação precisam aprender a construir e a manter relações positivas com os alunos e a lidar bem com comportamentos desafiadores. Isso reduz problemas de comportamento em sala e melhora o engajamento.
Unidade da Escola Bilíngue Pueri Domus em São Paulo; a escola recebeu prêmio do Centro de Excelência Carnegie para Saúde Mental nas Escolas, da Universidade Leeds Beckett, do Reino Unido - Divulgação Muitas escolas se sentem perdidas diante da crescente complexidade das questões emocionais que afetam os alunos. Como enfrentar isso? É preciso garantir que a escola não agrave fatores negativos que possam ter impacto na saúde mental. Isso inclui reduzir a competição acadêmica, aumentar o prazer na aprendizagem (por exemplo, com projetos em grupo) e prevenir o bullying. É importante criar espaços para discutir questões mais amplas que impactam ansiedade e depressão, como mudanças climáticas, redes sociais e misoginia, com foco em discutir soluções, para que os estudantes vejam que não estão sozinhos e compartilhem ideias para construir a resiliência. E tudo isso não depende de professores isolados, mas de uma abordagem de toda a escola.
A sra. defende o método Circle Solutions [soluções em círculo]. Colocar os alunos em roda nas aulas já é comum, mas a sra. deixa claro que é preciso que os educadores sejam formados para essas práticas, para amplificar seus ganhos. Como fazer isso em países como o Brasil, com um sistema de ensino complexo e desigual? Circle Solutions é um modelo de aprendizagem socioemocional seguro, focado em soluções e baseado nos pontos fortes dos participantes. Ele promove discussão, reflexão e ação em relação a temas importantes para os jovens. Não exige recursos extras, apenas a crença de que isso importa e habilidades de facilitação dessas práticas. É um sistema em cascata. Treinei muitas pessoas para fazer isso em suas aulas, mas também formei formadores que podem não apenas capacitar a equipe, mas também apoiar e monitorar os resultados. Isso foi implementado em países como Dinamarca, China, Austrália e no Reino Unido. E o feedback é que funciona, especialmente na promoção de um senso de pertencimento, algo tão essencial para a saúde mental e o bem-estar. Incluir isso na formação docente no Brasil seria um excelente começo.
1 7 Como criar um ambiente escolar livre de bullying
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... Como a sra. vê o movimento de proibição de celulares nas escolas e do veto a redes sociais para menores de 16 anos? Sou a favor da proibição dos celulares. Eles distraem do que está acontecendo no mundo real, dificultam interações presenciais e expõem jovens a conteúdos negativos, com algoritmos que limitam sua visão de mundo. Também por isso defendo o veto das redes sociais para menores de 16.
E a educação midiática é essencial. As mídias influenciam fortemente como as pessoas veem a si mesmas, aos outros e ao mundo –e as empresas exploram isso de acordo com seus interesses.
Os jovens precisam aprender a diferenciar fato de opinião e compreender evidências científicas. Isso deve começar cedo, e os alunos devem ser ativos na produção de conteúdos e debates sobre essas temáticas.
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