Fortalecer o pensamento computacional como habilidade central O pensamento computacional não é restrito à tecnologia: é uma forma de organizar e resolver problemas, identificar padrões e criar estratégias. Ou seja, trata-se de uma habilidade valiosa em qualquer disciplina e contexto.
Esse eixo estimula os estudantes a pensarem de maneira lógica e estruturada, conectando situações do dia a dia ao universo digital, como exemplificado no webinário, com atividades cotidianas que já exigem esse tipo de raciocínio. “Uma boa maneira de exercer o pensamento computacional na rotina é pensar na lista de compras para a feira”, aponta Audaci. “Ou, em uma formação docente, peça para cada professor contar o seu passo a passo para fazer uma xícara de café”. Segundo ela, nesses simples exercícios serão trabalhados os quatro pilares do pensamento computacional: decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e algoritmo.
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
Quem trabalha com internet precisa equilibrar várias bolinhas, igual um equilibrista. O influenciador tem que conquistar engajamento (que são as curtidas, comentários e compartilhamentos) e precisa aprender a lidar com o algoritmo de cada rede social, que é um tipo de robô que entende o que você gosta e te entrega conteúdos parecidos para te segurar por mais tempo no aplicativo.
Por exemplo, se você gosta de vídeos de bichinhos, o algoritmo vai te mostrar mais vídeos assim, então o influenciador vai começar a fazer conteúdos com pets para ter mais engajamento. A missão dos produtores de conteúdo nas redes sociais é entreter a audiência.
A redução de quase meio milhão de matrículas nas escolas estaduais de São Paulo causou uma divergência entre os governos Lula (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), que chegou a pedir uma reanálise dos dados do Censo Escolar 2025. Estudiosos questionam variação atípica.
Realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao Ministério da Educação, o Censo Escolar 2025 apontou que São Paulo registrou a maior queda de matrículas no ensino médio no ano passado. O recuo foi 2,5 vezes maior do que o registrado na média das redes estaduais de todo o país.
Segundo os dados, a rede estadual paulista teve uma queda de 17% nas matrículas. Assim, o estado passou de 1.514.428, em 2024, para 1.257.489 matrículas no ano passado. Uma perda de 256.939 apenas no ensino médio.
O governo Tarcísio, no entanto, negou que a queda registrada pelo Inep tenha resultado em um menor número de estudantes atendidos nas escolas de São Paulo. A Secretaria de Educação, comandada por Renato Feder, diz que houve apenas uma "adequação na gestão dos dados" para evitar a contagem duplicada de matrículas de um mesmo aluno.
"Até 2024, os dados contabilizavam múltiplas matrículas para um mesmo aluno se ele estivesse vinculado a mais de uma modalidade ou itinerário. A partir de 2025, houve adequação na gestão dos dados para que fosse contabilizada, com precisão, uma matrícula por aluno", disse a secretaria.
A divergência na contabilização teria ocorrido após a implementação do novo ensino médio, que colocou a possibilidade de os estudantes de escolas regulares cursarem um itinerário técnico profissionalizante. Nesse caso, a matrícula de um único aluno passou a ser contabilizada duas vezes —uma para o curso regular e outra para o profissionalizante.
A reforma do ensino médio, cujas regras de flexibilização do currículo foram criadas em 2017 e alteradas em 2024, prevê a oferta de cinco itinerários formativos: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza, matemática e ensino técnico profissionalizante. A previsão é que os alunos escolham qual itinerário seguir, além de cursarem uma parte de matérias comum a todos.
Estudantes na Escola Estadual Professor Lourenço Filho, no Planalto Paulista, zona sul da capital paulista - Bruno Santos - 02.fev.26/Folhapress Segundo o Inep, a queda significativa de matrículas registrada de um ano para o outro em São Paulo tem relação com a oferta do itinerário formativo técnico profissionalizante na modalidade a distância.
"São Paulo registrou em 2024 que estava atendendo um conjunto de matrículas do ensino médio em alguns componentes na modalidade a distância. Era um volume grande de matrículas computadas nesse formato, cerca de 200 mil matrículas. Em 2025, o estado informou não ter mais essas matrículas nesse formato, o que não significa que reduziu alunos", disse Fábio Bravin, coordenador-geral de Controle de Qualidade e Tratamento da Informação do Inep.
Procurada, a Secretaria de Educação paulista nega que tenha havido corte de vagas ou encerramento da oferta de ensino médio, presencial ou a distância. " A diferença numérica decorre de padronização metodológica no registro das informações, e não de redução de oferta ou retirada de vagas", afirma.
Especialistas disseram à Folha que a divergência dos dados indica um problema grave de confiabilidade nos dados do Censo, já que é a partir deles que são formuladas políticas públicas e até mesmo definidos os cálculos de distribuição de recursos pelo Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica).
"Com a mudança do novo ensino médio, o Censo teve dificuldade de lidar com essa nova realidade em que o aluno poderia estudar em turmas diferentes. Ele cursa as disciplinas regulares com uma turma e faz os itinerários em outra. O Censo não deu conta de lidar com essa novidade", diz Guilherme Lichand, professor de Educação na Universidade de Stanford.
Para Lichand, em 2024, os dados divulgados pelo Censo Escolar estavam em duplicidade, conforme apontou o governo Tarcísio. "Em 2025, essa duplicidade foi corrigida, por isso, a redução enorme de matrículas. O Inep deveria ter sido mais claro e transparente para explicar isso."
Bravin nega que tenha havido qualquer mudança metodológica na coleta e cálculo das estatísticas educacionais do Censo. "A gente não muda a metodologia de cálculo das estatísticas. Isso é um pressuposto do trabalho técnico do Inep, porque, se mudo a metodologia, eu altero o fenômeno que observo."
"A mudança no volume de matrículas não decorre de mudança metodológica por parte do Inep, mas por uma mudança feita pelo Estado de São Paulo. O estado fazia o atendimento de alunos a distância e deixou de fazê-lo em 2025, por isso, a queda nas matrículas", disse Bravin.
1 4 Educação no Brasil
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... Ernesto Faria, do Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), considera haver um problema muito grave caso as matrículas de ensino médio tenham sido contabilizadas de forma duplicada pelo Inep.
"A escala do erro também é muito grave, porque em 2024 se sugeriu a existência de centenas de milhares de alunos a mais. Sendo o erro do Inep ou do Governo de São Paulo, é preciso que se prestem contas."
Professor da Faculdade de Educação da USP, Fernando Cássio, também alerta que a divergência dos dados aponta para uma dificuldade do Inep em contabilizar as matrículas com o novo ensino médio, o que pode colocar em risco a confiabilidade das informações do Censo.
"Essa divergência indica que o Inep não conseguiu administrar e rastrear as informações dos alunos nos itinerários formativos. Eles não checaram a forma como os estados contabilizaram essas matrículas e isso é grave porque pode ter impactado na distribuição de recursos."
O QUE DIZ O GOVERNO DE SP Leia a nota:
"A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) esclarece que não houve corte de vagas nem encerramento da oferta de Ensino Médio, presencial ou a distância. Nos anos anteriores, parte das matrículas da 1ª série do Ensino Médio noturno era registrada no Censo Escolar em categoria específica identificada como "expansão". Em 2025, essas matrículas passaram a constar no registro regular presencial. Além disso, os itinerários formativos da 2ª e 3ª séries passaram a ser declarados em um único vínculo por estudante, evitando que o mesmo aluno aparecesse associado a mais de uma classificação no sistema. A diferença numérica decorre de padronização metodológica no registro das informações, e não de redução de oferta ou retirada de vagas. A Seduc-SP reforça que não houve duplicidade de pagamento do Fundeb. O financiamento segue rigorosamente os critérios federais por etapa e tipo de oferta, sem qualquer recebimento além do previsto e sem apontamentos de inconsistência por parte do Inep."
A taxa de desemprego (ou desocupação) renovou a mínima da série histórica no Brasil, mas isso não significa que o mercado de trabalho tenha superado todos os seus desafios. Conforme economistas, a desocupação no menor patamar já registrado pode ofuscar outros indicadores que sinalizam dificuldades mais amplas. É o caso da taxa de subutilização, que também atingiu a mínima histórica, embora siga em dois dígitos. O conceito de subutilização vai além do desemprego e capta ainda situações como a dos profissionais que desistiram de procurar emprego ou que até trabalham, mas menos do que gostariam. Por isso, funciona como uma espécie de termômetro do desperdício de mão de obra.
Segundo o Censo Escolar 2025, houve recuo de 0,13% nas matriculadas em creches no país, com redução puxada pelas escolas particulares (2,47%) —a rede pública apresentou alta de 1,5%. O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que a diminuição se deve a uma questão cultural, já que a matrícula nessa etapa do ensino não é obrigatória: "Tem muitos pais que não querem colocar seus filhos na creche". Contudo pesquisa do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Educação e da própria pasta mostra que há, sim, demanda e que ela não está sendo suprida. Em 2025, a fila por uma vaga em creches contava com 826,3 mil crianças, alta de 30,6% em relação a 2024 (632,7 mil). Do total no ano passado, 238 mil têm menos de 1 ano de idade. Entre 2024 e 2025, houve aumento de 29.077 matrículas na rede pública, o que atende apenas 3,5% da demanda. É consenso entre especialistas que a educação infantil é alicerce fundamental na formação escolar dos alunos. Além disso, o acesso a creches é um dos fatores que contribui para diminuir a disparidade de gênero no mercado de trabalho, já que facilita a formação acadêmica das mães e sua dedicação à profissão. Trata-se, portanto, de serviço importante na diminuição de desigualdades que há mais de uma década não recebe a devida atenção do poder público, notadamente das prefeituras, responsáveis pela gestão dessa etapa. De acordo com o Plano Nacional de Educação de 2014, 50% das crianças de até 3 anos deveriam estar matriculadas em creches até 2024. Mas, em 2025, a taxa foi de 41,8% —alta pífia de 2 pontos percentuais ante o ano anterior.
O guia é um compilado analítico de 15 documentos, que irá auxiliar você nas possibilidades de aplicação da IA, oferecendo parâmetros, diretrizes éticas e critérios de usabilidade.
Mesa 3: "IA para a compreensão do mundo e a invenção de outros mundos"
Álvaro Machado, Maria Homem e Rejane Cantoni conversam, com mediação de Silvana Bahia, sobre como os campos da arte, da filosofia e da ciência encaram as possibilidades de criação e de formação da inteligência artificial (IA).
Álvaro Machado é professor livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colunista da Folha de S.Paulo, da Rádio CBN e do Olhar Digital.
Maria Homem é psicanalista e pesquisadora no Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos da Universidade de São Paulo (USP) e professora da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).
Rejane Cantoni é artista, pesquisadora e desenvolvedora de instalações interativas e doutora e mestra em comunicação e semiótica.
Silvana Bahia é experimentadora, ativista, pesquisadora, mestra em cultura e territorialidades pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e codiretora-executiva do Olabi.
Mesa 4: "A IA como bem público no combate à desigualdade"
Como governos, terceiro setor e sociedade civil estão utilizando a inteligência artificial (IA) para gerar impacto e transformação e atuar no combate à desigualdade? Dialogam sobre o tema Eduardo Saron, Juana Kweitel e Renata Mieli, com mediação de Pedro Doria.
Eduardo Saron é presidente da Fundação Itaú.
Juana Kweitel é vice-presidente do Programa Global e de Iniciativas Estratégicas da Luminate.
Renata Mielli Jornalista e assessora especial da ministra de estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Paulo Blikstein é professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Pedro Doria é escritor, fundador e editor do Meio e colunista dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo e da rádio CBN.
Presidente do Conselho Curador: Alfredo Setubal Presidente: Eduardo Saron Gerência de comunicação institucional e estratégica: Ana de Fátima Sousa Coordenação: Alan Albuquerque e Renato Corch Produção: Carol Campos e Simoni Barbiellini Estratégias digitais e gestão de marca: André Seiti, Daniele Cavalcante (estagiária), Helga Vaz, Juliana Araujo, Jullyanna Salles, Leticia Vieira (estagiária), Tayrine Mauricio, Victória Pimentel e Victória Santos (estagiária) Comunicação institucional: Ailson Taveira, Caroline Sant’Ana, Fabiana Sousa, Maria Beatriz Cardoso, Marta Andrade, Rafael Biazão, Virgínia Toledo e William Nunes
Itaú Cultural
Gerência do Núcleo de Infraestrutura e Produção: Gilberto Labor Coordenação de produção de eventos: Januário Santis Produção: Eduardo Maffeis Iluminação: Santa Luz Áudio e vídeo: Maxi Áudio Transmissão: WT1 Interpretação em Libras: FFomin Acessibilidade e Libras
00:00 Início da transmissão 2:05 Abertura 43:01 IA para a compreensão do mundo e a invenção de outros mundos (Mesa 3) 1:54:58 A IA como bem público no combate à desigualdade (Mesa 4) 3:28:20 Anúncio Edital
Diagnóstico analisa experiências internacionais no uso da Inteligência Artificial Generativa e orienta como o país pode implementar essas iniciativas, visando o fortalecimento da aprendizagem
Fortalecer o pensamento computacional como habilidade central O pensamento computacional não é restrito à tecnologia: é uma forma de organizar e resolver problemas, identificar padrões e criar estratégias. Ou seja, trata-se de uma habilidade valiosa em qualquer disciplina e contexto.
Esse eixo estimula os estudantes a pensarem de maneira lógica e estruturada, conectando situações do dia a dia ao universo digital, como exemplificado no webinário, com atividades cotidianas que já exigem esse tipo de raciocínio. “Uma boa maneira de exercer o pensamento computacional na rotina é pensar na lista de compras para a feira”, aponta Audaci. “Ou, em uma formação docente, peça para cada professor contar o seu passo a passo para fazer uma xícara de café”. Segundo ela, nesses simples exercícios serão trabalhados os quatro pilares do pensamento computacional: decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e algoritmo.
A Fundação Itaú apresenta os resultados da pesquisa "Uso de IA Generativa no Aperfeiçoamento da Avaliação Educacional no Brasil", coordenado por Maria Helena Guimarães de Castro e Priscilla de Albuquerque Tavares. A partir da análise de experiências nacionais, internacionais (como Pisa/OCDE e Naep/EUA) e entrevistas com especialistas, a pesquisa aponta que a Inteligência Artificial marca um ponto de inflexão: a passagem de uma avaliação apenas classificatória para uma avaliação formativa e integrada ao ensino
Em uma postagem de junho em um fórum interno, a Meta afirmou estar desenvolvendo uma entrevista de programação na qual os candidatos poderiam usar um assistente de IA, conforme relatado anteriormente pelo Business Insider.
Segundo a Meta, esse modo de trabalho era "mais representativo" do ambiente em que os futuros desenvolvedores operariam. Ele também torna "menos eficaz a fraude baseada em LLM", afirmou a empresa, referindo-se a grandes modelos de linguagem.
A consultoria McKinsey & Company é outro exemplo. Ela está testando uma mudança em seu processo de recrutamento de graduados, pedindo aos candidatos que usem a assistente de IA interna da empresa, Lilli, durante entrevistas de estudo de caso para avaliar como eles trabalham com a tecnologia.
A aceitação, ou mesmo a preferência, pela IA em algumas etapas do processo de recrutamento não significa que as empresas acolherão candidatos que utilizem essas ferramentas para distorcer suas habilidades. Mesmo que um candidato consiga se safar inicialmente, os recrutadores provavelmente acabarão descobrindo que ele não possui as qualificações necessárias, afirmou Susan Peppercorn, coach executiva, ao Business Insider, já que os candidatos que realizam uma avaliação, por exemplo, "terão que explicar como chegaram à sua conclusão", disse ela.
Educação XML: é uma linguagem usada para estruturar dados e permitir a troca de informações entre sistemas, relevante para integrar plataformas acadêmicas, como matrícula, ambientes virtuais e relatórios de desempenho. Orçamento, planejamento e previsão: envolve estimar receitas, despesas e demandas futuras, apoiando a definição de recursos para cursos, contratação de docentes e investimentos em tecnologia. Letramento em IA: é a compreensão de como sistemas de inteligência artificial funcionam e podem ser aplicados de forma responsável, permitindo avaliar ferramentas de apoio ao ensino e análise de desempenho acadêmico. Tailwind CSS: conjunto de recursos para desenvolver interfaces digitais, utilizado na criação de portais acadêmicos, plataformas de cursos online e páginas institucionais acessíveis. JSON: formato leve para organizar e transportar dados entre aplicações, facilitando integrações entre plataformas de ensino, bibliotecas digitais e ferramentas de avaliação. Treinamento e desenvolvimento de funcionários: consiste em planejar ações para aprimorar competências da equipe, como capacitação docente em metodologias ativas e formação administrativa em novas tecnologias. Ferramentas de IA generativa: plataformas capazes de criar textos e outros conteúdos a partir de comandos, apoiando a elaboração de planos de aula, exercícios personalizados e materiais didáticos adaptados. Resolução colaborativa de problemas: é a capacidade de trabalhar em grupo para identificar causas e propor soluções, aplicada à revisão de currículos, redução da evasão e desenvolvimento de projetos interdisciplinares. Escuta ativa: habilidade de ouvir com atenção e confirmar entendimento, contribuindo para compreender dificuldades dos estudantes e fortalecer o diálogo entre professores, coordenação e famílias. Estatística: permite coletar e interpretar dados numéricos, analisando desempenho acadêmico e indicadores institucionais para orientar ajustes pedagógicos.
Professores e coordenadores dos Centros de Tecnologias Educacionais (CTEs) da Prefeitura de Manaus, que atuam na Secretaria Municipal de Educação (Semed), já utilizam o “Guia de Tecnologias Digitais Educacionais: aplicativos e metodologias de ensino com tecnologias”, disponibilizado em PDF e on-line, por meio do link: https://heyzine.com/flip-book/47c06916d0.html#page/1. A ferramenta pedagógica digital, com 54 páginas, reúne 20 atividades com indicação de recursos digitais.
Censo Escolar registra 3.187.976 alunos de educação profissional Metade das matrículas em itinerários técnicos no ensino médio está nos cursos de administração, informática, desenvolvimento de sistemas, agropecuária e logística
Os dados divulgados pelo governo Lula (PT) sobre educação técnica no ensino médio em 2025 duplicam matrículas e contabilizam estudantes em cursos de qualificação profissional (de menor carga horária), o que resulta em total mais amplo do considerado como educação profissional na contabilidade para as metas do PNE (Plano Nacional de Educação).
Ao levar em conta só o que é monitorado para o PNE pelo próprio governo, o país passou de 2.389.454 de matrículas em 2024 para 2.490.145 no ano passado, segundo o Censo Escolar. Uma alta de 4% no período, menor do que a alta de 5% entre 2023 e 2024.
O PNE em vigor até o ano passado definiu a meta de triplicar em dez anos as matrículas de educação profissional técnica de nível médio. Assim, o país deveria alcançar 5,6 milhões de matrículas desse tipo, considerando as 1,9 milhões de matrículas registradas em 2014.
Alunos durante aula do curso técnico de de multimídia em unidade do Senai na região central de SP - Eduardo Knapp - 10.jun.21/Folhapress São levadas em conta para as metas do PNE matrículas no ensino médio integrado ao técnico (agora contabilizadas como "articulado ao itinerário formativo"), em cursos concomitantes (cursado em paralelo ao médio tradicional, na maioria das vezes em outra escola), magistério, subsequente (feito após o ensino médio) e no integrado à Educação de Jovens e Adultos.
Os resultados do Censo Escolar 2025 foram divulgados na quinta-feira (26) pelo MEC (Ministério da Educação). Os dados trazem um panorama da educação básica brasileira e são de responsabilidade do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).
MATRÍCULAS DE EDUCAÇÃO TÉCNICA COMPUTADAS PELO PNE Tipo de matrícula 2024 2025 Ensino Médio articulado ao Itinerário Formativo Técnico Profissional – Curso Técnico (antigo integrado) 985.923 1.200.606 Ensino Médio Normal/Magistério 37.371 32.529 Curso Técnico - Concomitante 313.866 348.446 Curso Técnico - Subsequente 993.442 832.032 Curso Técnico Integrado à EJA de Nível Médio 58.852 56.946 Itinerário Formativo Técnico Profissional Exclusivo - Curso Técnico (não articulado ao ensino médio regular) - 19.586 Total 2.389.454 2.490.145 Os dados totais, celebrados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, mostraram uma alta de 24%. "As matrículas na educação profissional e tecnológica aumentaram de 2,5 milhões para 3,18 milhões", diz documento de divulgação do MEC.
Esses dados, também explorados em reportagem da Folha publicada na quinta (26), contabilizam várias classificações de registros e também matrículas em cursos de qualificação, que podem ser apenas componentes independentes de uma formação técnica mais ampla. Além disso, há duplicidade de matrículas —algo que é recorrente nas divulgações do Censo Escolar, mas que, segundo integrantes do Inep ouvidos pela reportagem sob anonimato, se intensificou após a reforma do ensino médio.
1 15 Este é Camilo Santana
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... A reforma do ensino médio, cujas regras de flexibilização do currículo foram criadas em 2017 e alteradas em 2024, prevê a oferta de cinco itinerários formativos: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza, matemática e ensino técnico profissionalizante. A previsão é que os alunos escolham qual itinerário seguir, além de cursarem uma parte de matérias comum a todos.
As matrículas no itinerário técnico somaram 1,2 milhão em 2025. No ano anterior, eram 985 mil no curso técnico integrado ao médio.
Para Priscila Cruz, do Movimento Todos pela Educação, é importante desagregar os dados para entender as diferentes ofertas, como a dos itinerários ou de cursos técnicos tradicionais, como ofertados por escolas especializadas, por exemplo.
"Há diferentes profundidades de oferta da educação profissional, e é importante abrir esse tipo de informação para ter debate de quanto a gente quer na modalidade novo ensino médio ou no modelo mais restrito e focado na educação profissional, até para poder fazer distribuição de cursos", diz. "Mas o novo ensino médio tinha de fato o objetivo de expandir a oferta da educação técnica, e isso de fato aconteceu."
O ex-presidente do Conselho Nacional de Educação Luiz Roberto Liza Curi diz que é importante que a ampliação da carga horária do técnico não seja transformada em mero itinerário, mas que conte com infraestrutura e professores qualificados. "A importância da educação profissional é enorme, inclusive ao se considerar que os estudantes que saem dela têm percentualmente maior acesso às universidades, além da questão profissional", diz.
Para ele, é importante considerar os cursos de qualificação como uma etapa da educação técnica, possibilitando que os estudantes possam complementá-la posteriormente.
Até 2024, havia oito classificações de matrículas vinculadas à educação profissional no Censo, sendo três delas vinculadas a cursos de qualificação. Agora, em 2025, são 11, sendo seis delas relacionadas a qualificações.
Além dos 1,2 milhão de matrículas de curso técnico como itinerários formativos, há registro de 517 mil matrículas de qualificação profissional também vinculadas aos itinerários.
Questionado pela Folha, o pesquisador do Inep Fabio Bravin diz que, mesmo antes da reforma do ensino médio, havia a divulgação em separado das matrículas vinculadas ao ensino médio e aquelas que não estavam vinculadas, sendo possível observá-las tanto nas tabulações do ensino médio quanto nas tabulações da educação profissional, e com notas de rodapé informando que não se pode somá-las.
"A estatística é sobre matrículas e não alunos, não há referências a alunos em todo o material de disseminação do Inep", diz Bravin. "Em que pese haver uma correspondência quase direta entre esses dois conceitos, um aluno pode ter mais de uma matrícula, ou seja, não são a mesma coisa".
Ainda há outra forma de contabilizar a evolução da educação técnica do ensino médio, ao levar em conta apenas as matrículas de cursos técnicos integrados (agora pelos itinerários), concomitante e magistérios —excluindo-se, portanto, os alunos em formações subsequentes (que é de nível médio, mas não ofertada para alunos cursando o ensino médio).
Nesse recorte, o avanço foi de 18% de 2024 a 2025. Também a partir desse cálculo é que se conclui que 21,5% dos alunos de ensino médio do país estão em cursos técnicos, como divulgado pelo MEC na quinta.
As redes sociais foram desenhadas para maximizar retenção por meio de mecanismos que a ciência reconhece como potencialmente compulsivos. Isso não é hipótese nem exagero. Executivos das próprias plataformas admitiram, sob juramento, que seus produtos priorizam engajamento.
Os documentos internos revelados por Frances Haugen, em 2021, mostraram que a Meta conhecia os impactos negativos de seus sistemas de recomendação sobre adolescentes e, ainda assim, manteve arquiteturas que privilegiam tempo de uso acima de bem-estar. A neurociência descreve o mecanismo com precisão inquietante: recompensas em intervalos variáveis, rolagem infinita, notificações imprevisíveis e métricas públicas de validação social ativam circuitos de dopamina associados ao comportamento compulsivo.
Adolescente segura um celular em Sydney, na Austrália; lei em vigor no país proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos - Hollie Adams - 10.dez.2025/Reuters Essas plataformas não são neutras. Foram projetadas para capturar atenção. E estão nas mãos de crianças de nove anos.
Defender a proibição do acesso de menores de 16 anos às redes sociais tal como operam hoje não é uma cruzada contra a tecnologia. É conclusão ética diante de um produto cuja lógica explora vulnerabilidades de cérebros ainda em formação.
A experiência internacional mostra que, quando a sociedade reconhece mecanismos de dependência precoce, a combinação de regulação, responsabilização empresarial e informação pública pode alterar padrões de consumo. O paralelo com o cigarro não está na natureza do dano físico, mas na lógica da dependência e na assimetria de poder entre quem projeta e quem consome.
As apostas on-line oferecem uma comparação ainda mais próxima: recompensa variável, estímulo intermitente e a sensação de quase vitória que mantém o usuário engajado. Quando o dano social se tornou evidente, reagimos com regulação.
Somos favoráveis à proibição do acesso de menores de 16 anos às redes sociais como medida temporária e urgente, enquanto se constroem alternativas mais responsáveis.
A objeção de que adolescentes contornarão a regra ignora o ponto central. O debate não é sobre vigilância individual, mas sobre responsabilidade corporativa. A proibição inverte o ônus: em vez de famílias competirem sozinhas contra arquiteturas digitais sofisticadas, a lei deve tornar juridicamente e economicamente inviável a exploração algorítmica de menores.
1 10 10 dicas para monitorar crianças e adolescentes na internet
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... Essa discussão já chegou ao Congresso Nacional. Tramitam projetos de lei que propõem restringir o acesso de menores às redes sociais, incluindo um de autoria do deputado Renan Ferreirinha (PSD-RJ), que implantou a proibição de celulares nas escolas municipais do Rio de Janeiro. A experiência mostrou que proteger o ambiente de aprendizagem exige, por vezes, decisões inicialmente impopulares, mas fundamentadas em evidências.
A proibição, por si só, não resolve o problema. Ela cria espaço para algo mais estrutural: integrar o letramento midiático e a cultura digital ao currículo escolar, formando jovens capazes de compreender os mecanismos que disputam sua atenção.
Nosso maior desafio é estabelecer um novo padrão de responsabilidade na relação entre tecnologia e infância. Proteger não significa retroceder. Significa reconhecer que inovação sem regulação pode produzir danos previsíveis e que a proteção do desenvolvimento infantil deve ser sempre uma prioridade pública.
Na era da informação com IA, o importante deve valer mais do que a última notícia; a tecnologia serve à clareza, mas não vai substituir o juízo humano O leitor que assina um jornal não busca apenas acesso; procura mediação e a confiança de quem examinou e descartou o excesso e selecionou o que merece atenção A organização do tempo precede o jornalismo. A semana de sete dias remonta à antiga Babilônia, fruto da observação do ciclo lunar de 29,5 dias, dividido em quatro fases da Lua, de cerca de sete dias cada uma. Os babilônios também atribuíam importância aos sete astros visíveis a olho nu (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno). Cada um deles deu origem ao nome dos dias da semana. Já o dia sempre se impôs pela alternância inexorável entre a luz e a escuridão. Antes de serem convenções, esses intervalos de tempo forjaram tentativas humanas de compreender a existência e dar forma ao fluxo contínuo da experiência. O jornalismo apropriou-se desses períodos de tempo "naturais" para cumprir sua tarefa essencial: selecionar e sintetizar. A edição semanal consolidou-se no início do século 17, quando os primeiros periódicos impressos passaram a reunir acontecimentos dispersos sob um mesmo critério temporal. A edição diária ganhou centralidade no século 19 na Inglaterra, impulsionada pela industrialização e pela aceleração da circulação de notícias. Desde então, o fechamento diário tornou-se um ritual profissional: condensar, a cada 24 horas, o que realmente importa. Editar é hierarquizar. É distinguir o essencial do acessório, o estrutural do episódico, o duradouro do efêmero. É assumir que nem tudo tem o mesmo peso nem merece o mesmo destaque. Mais que um formato, a edição diária é, portanto, um método de organização da realidade que pode ser adquirido através de uma assinatura do jornalismo profissional. É essa capacidade de distinguir o que interessa que destaca o periódico de cada país e leva assinantes a pagar pelo serviço. A internet parecia destinada a fortalecer essa lógica. Diante da explosão de informações em tempo real, a necessidade de filtrar e contextualizar deveria ter se tornado ainda mais evidente. Quanto maior a avalanche de dados, maior a exigência de critério. A democratização da publicação —avanço inegável— ampliou vozes e perspectivas. Mas aumentou também o ruído. Na corrida para publicar primeiro, muitos passaram a privilegiar o mais recente em detrimento do mais relevante. A lógica do "agora" sobrepôs-se à do "importante". A última atualização substituiu a síntese. A ideia de edição foi, em parte, esvaziada. É justamente nesse cenário que esta Folha reafirma a importância da edição pelo jornalismo profissional. O leitor que assina um jornal não busca apenas acesso; procura mediação. A confiança de quem examinou e descartou o excesso e selecionou o que merece atenção. Quer um recorte relevante e resumido do dia que passou. Neste jornal, o leitor encontra a Edição Folha digital (réplica online do impresso) a partir das 23h da véspera. Em um ambiente de difusão quase instantânea e em escala inédita, o trabalho de selecionar, contextualizar e explicar torna-se ainda mais indispensável. Nessa tempestade informativa, a inteligência artificial (IA) deve ser percebida como instrumento a serviço da clareza e da eficiência. A profissão do jornalista é premida pelo tempo, pois precisa continuar a oferecer, no intervalo mais humano e natural —o de 24 horas—, a melhor síntese possível dos acontecimentos. A IA pode auxiliar na revisão do texto, na correção gramatical, na padronização de dados, na organização preliminar de informações. Pode garantir um português sem erros, maior precisão formal e clareza no texto. Ao automatizar tarefas repetitivas e técnicas, a IA libera tempo para o que é propriamente humano: investigar, interpretar, julgar relevâncias, assumir responsabilidades públicas. Continuará a importar para o leitor que tudo siga girando em torno daquilo que seja o mais importante, segundo um juízo exclusivamente humano. Sem edição, a informação se fragmenta. Sem hierarquia, tudo parece urgente e nada é essencial. Na era da internet com IA, defender a edição é resgatar o próprio sentido do jornalismo. E utilizar a inteligência artificial para torná-lo mais claro, preciso e eficiente tornou-se obrigatório.
Para a psicanalista, pesquisadora e professora Maria Homem, o pulo do gato na questão aberta e contemporânea sobre o que a inteligência artificial (IA) pode se tornar e que impacto pode ter no nosso cotidiano parece estar no desejo. Ao longo da entrevista abaixo, na qual a autora de Lupa da alma: quarentena-revelação e No limiar do silêncio e da letra – traços da autoria em Clarice Lispector fala sobre subjetividade, psicologia e arte, uma pergunta que se sobressai é: sabemos o que queremos? Na medida em que é essa vontade que dará forma ao que as IA serão e ao que farão de nós, isso surge como o ponto decisivo.
No interior dessa problemática, Maria Homem reflete sobre essas tecnologias como maneiras de “explorar o eu” e como um “grande espelho” das nossas sociedades. Além disso, comenta as aplicações das IA na psicanálise – podem elas agir como terapeutas? – e na literatura – podem elas escrever como Clarice Lispector ou Guimarães Rosa? Por fim, a psicanalista especula sobre o futuro: as máquinas vão poder sentir? Frente a esse cenário, ela entrevê duas possibilidades: criaremos um paraíso ou um inferno.
Uma potencialidade é de fato poder ajudar a gente. Diferente de todas as tecnologias, a IA generativa – já tem pesquisas provando isso –, proporcionalmente, está ajudando mais os menos qualificados. Porque ela ajuda quem tem dificuldade de escrever, quem tem dificuldade de criar uma peça imagética, uma imagem.
Agora ao que você tem que estar atento: é uma tecnologia extraordinária, mas é muito limitada, então você tem que checar sempre, não pode usar o resultado que ela entrega o considerando como absoluto. Você tem que ter certo conhecimento do assunto quando está interagindo, por exemplo, com o ChatGPT, para poder fazer os ajustes, identificar no que ele está errando, “alucinando”, como se diz.
AI is expanding the productivity frontier. Realizing its benefits requires new skills and rethinking how people work together with intelligent machines.
O Observatório Fundação Itaú lança, em parceria com o Equidade.Info, a pesquisa inédita Percepções sobre a Inteligência Artificial na Educação. O estudo identificou as percepções sobre o uso, a frequência e os impactos da IA no ambiente escolar, a partir da visão dos estudantes, professores e gestores.
A pesquisa apurou que a maioria dos alunos faz uso da IA, tanto para tirar dúvidas quanto para auxiliar na resolução de tarefas e na criação de novas ideias. Além disso, os mesmos reconhecem os benefícios dessa tecnologia e estão conscientes das possíveis consequências de seu uso inadequado.
Em relação aos professores, são poucos os que nunca utilizaram a IA em sua vida e concordam que ela pode ser utilizada como ferramenta pedagógica. Já entre os gestores, o percentual dos que relatam nunca terem utilizado a Inteligência Artificial em seu trabalho é o maior entre os três públicos analisados, mas afirmam, em sua maioria, que as IAs também podem ser utilizadas para diferentes fins educacionais.
O impulso inicial veio de uma preocupação concreta. Após a pandemia, Luís percebeu que “a questão da leitura se complicou mais ainda na minha escola”. Era preciso criar novas pontes entre os estudantes e o ato de ler. Assim, antes de despejarem versos no papel, os jovens mergulharam em obras de autores ligados ao território e à cultura popular, como Cora Coralina e Patativa do Assaré.
Depois, saíram para a comunidade: entrevistaram moradores, conversaram com artistas locais, visitaram diferentes expressões culturais e religiosas. Tudo isso para que, ao escrever, pudessem refletir criticamente sobre sua própria realidade. “Vamos romper com a prática de pegar uma leitura já consagrada e praticamente a recriar; vamos ler essas obras para embasar as nossas poesias”, explica o professor.
E funcionou. A sala de aula se abriu para novas vozes – inclusive de estudantes mais tímidos. “Quando eu falava para eles, sempre destacava: nós vamos fazer poesias autorais. Eu vou somente mediar. O conhecimento é para vocês, que serão os protagonistas totais.”
Líderes empresariais prometem jornadas mais curtas com o avanço da inteligência artificial, mas especialistas alertam que ganhos de produtividade raramente chegam aos trabalhadores
Prédios com arquitetura moderna e salas de aula de última geração contrastam com o tradicionalismo das instituições católicas na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em Curitiba. Com o rápido avanço tecnológico no mundo, a universidade está revendo seu modus operandi e método de ensino para equilibrar valores históricos com as demandas de um mundo cada vez mais conectado. E parece estar acertando.
Is tech rewiring childhood or exposing what’s already broken? Jonathan Haidt, Catherine Price, and a Gen Z advocate debate social media bans, attention and what “fun” looks like off-screen.
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