1. Que o governo "dilmou" na gestão fiscal
Embora Lula afirme que "não tem ninguém mais preocupado" do que ele com a estabilidade fiscal do país e Haddad reforce a narrativa do chefe, dizendo não ver "motivo para preocupação" com a questão, o rombo recorrente nas contas públicas se tornou uma marca registrada do atual governo.
As bravatas de Lula e Haddad podem até enganar os incautos ou dar munição para a tropa de choque do lulopetismo defender o governo nas redes, mas não passam pelo crivo de quem tem o mínimo conhecimento do assunto. Muito menos das raposas do mercado financeiro, que acompanham com lupa os resultados fiscais do país.
Diante dos números, não dá para negar que Lula "dilmou" na gestão das contas públicas. Em 2024 e 2025, o governo só conseguiu cumprir a meta fiscal —de um déficit de até 0,25% do PIB— graças às maquiagens promovidas na contabilidade oficial, com a exclusão de bilhões de reais em gastos do resultado primário (receitas menos despesas, excluídos os juros da dívida pública).
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Em relação ao resultado obtido no ano passado, o governo garganteia, como se fosse um grande feito, ter ficado dentro da meta, com um déficit de R$ 11 bilhões, equivalente a 0,1% do PIB. Só que ele deixou fora da conta mais de R$ 50 bilhões, excluindo gastos com o pagamento de precatórios e a cobertura das fraudes cometidas contra os aposentados do INSS, entre outras "pedaladas", que elevariam o déficit real para R$ 61,6 bilhões ou 0,55% do PIB.
Em 2026, com as eleições já no radar, a manobra deverá se repetir em maior escala, segundo o IFI (Instituição Fiscal Independente, ligada ao Senado), com a exclusão de até R$ 230,7 bilhões em gastos do resultado primário, o equivalente a 8,2% das despesas totais. A previsão, de acordo com a Fitch Ratings, empresa internacional de classificação de risco, é de que o Brasil tenha o maior déficit fiscal da América Latina neste ano.
Incluindo a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Transição, pela qual o governo Lula 3 obteve uma licença para gastar sem lastro no orçamento antes mesmo de tomar posse, o déficit total nas contas públicas, incluindo os valores excluídos da meta fiscal, já soma cerca de R$ 400 bilhões, equivalentes a 3,6% do PIB atual - uma cifra que representa quase três anos de despesas com o pagamento do Bolsa Família.
2. Que as contas estão no vermelho, porque o governo gastou como se não houvesse amanhã
Mesmo com um aumento real (descontada a inflação) da receita líquida em 9,4 % em apenas três anos, já deduzidas as transferências constitucionais para estados e municípios, o governo não consegue tirar as contas do vermelho, por causa da gastança que promoveu.
Apesar de a receita líquida ter subido de 18,5% do PIB em 2022 para o recorde de 18,9% do PIB em 2025, as despesas deram um salto de 2,2 pontos percentuais, passando de 18% do PIB em 2022, último ano do governo Bolsonaro, para 20,2% do PIB em 2025.
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Ou seja, o resultado primário, que era positivo, ficou negativo, e para cobrir o buraco o governo teve de entrar no "cheque especial", pagando juros estratosféricos e engordando a dívida pública. Não por acaso, a previsão dos analistas é de que, em 2027, vai faltar dinheiro para pagar as despesas correntes e até gastos obrigatórios nas áreas de saúde e educação.
3. Que o governo usou um artifício contábil para transformar o superávit de Paulo Guedes em déficit
Em sua sanha para terceirizar responsabilidades pela explosão das contas públicas e impulsionar a narrativa da "herança maldita", Haddad e Lula propagam números "criativos" sobre o resultado fiscal de 2022, sobre os quais nem eles mesmos concordam.
Enquanto Haddad afirma que recebeu um déficit fiscal de 1,6% do PIB do ex-ministro da Economia Paulo Guedes, Lula dá uma turbinada nos dados e diz ter herdado um déficit de 2,6% do PIB. Nenhum dos dois dados, porém, bate com o número considerado como válido pelo pessoal do mercado e pelas instituições multilaterais, como o Banco Mundial e o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Na verdade, Guedes entregou as contas públicas com um superávit de R$ 54,1 bilhões ou 0,5% do PIB em 2022, de acordo com os números oficiais do Banco Central, que a própria Secretaria do Tesouro continua a divulgar. A transformação do superávit deixado por Guedes em déficit se deve a uma mudança realizada na metodologia de cálculo do resultado fiscal pelo governo, com efeito retroativo.
No entanto, mesmo levando em conta gastos pendentes rolados de 2022 para os anos seguintes, o déficit que teria sido deixado por Guedes seria bem menor do que os dados propagados por Lula e Haddad. Um estudo preparado pelos economistas Marcos Lisboa, Marcos Mendes, Alexandre Manoel e Samuel Pessôa aponta que o ex-ministro entregou as finanças públicas com um "superávit estrutural" —que exclui receitas não recorrentes incluídas no resultado primário de 2022— de 0,2% do PIB.
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De acordo com o estudo, ele deixou, no entanto, gastos pendentes equivalentes a 0,9% do PIB, o que implicaria na necessidade de um ajuste fiscal da ordem de 0,7% do PIB. É menos da metade do déficit mencionado por Haddad e quase quatro vezes a menos do que o citado por Lula. Mas o que isso importa, não é mesmo?
4. Que a antecipação do pagamento de quase R$ 100 bi em precatórios fez a festa dos banqueiros
Apesar de Haddad afirmar que os R$ 93,1 bilhões de precatórios (dívidas do governo federal) pagos pelo governo Lula 3 no fim de 2023 eram de pendências do governo anterior, "apenas" R$ 30 bilhões deste total, referentes a precatórios de 2022, eram de fato "papagaios" rolados por Paulo Guedes.
Na gestão Bolsonaro, esses pagamentos já haviam sido escalonados até 2026, mas o governo Lula resolveu quitá-los antecipadamente, de uma só vez, junto com os R$ 63 bilhões de precatórios referentes a 2023 e de 2024, já no atual governo. Tal antecipação fez a festa da banqueirada que opera a papelada no mercado secundário e que havia comprado os precatórios com deságio, para receber o dinheiro depois.
Quando o governo anunciou que pagaria o estoque à vista por fora da meta fiscal, junto com as pendências de 2023 e 2024, um sentimento de euforia tomou conta do mercado. Quem tinha comprado precatórios de 2022 com 40% de desconto meses antes, por exemplo, acreditando que receberia o dinheiro em parcelas até 2026, recebeu 100% do valor de face já em dezembro de 2023, além de ter recebido também os valores de 2024 de forma antecipada.
5. Que os juros altos se devem, em boa medida, à gastança sem lastro do governo
Desde o início do atual mandato, Lula, o PT e seus aliados voltaram sua artilharia contra o Banco Central, pela política de juros altos praticada pela instituição. E, até o fim de 2024, enquanto seu presidente era Roberto Campos Neto, não perdiam a oportunidade de demonizá-lo pelas taxas elevadas e de acusá-lo de promover um boicote deliberado contra o governo, por ter sido indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Se pudessem, teriam acabado até com a autonomia do Banco Central, aprovada no governo passado, para poder politizar a política monetária e reduzir os juros na marra, como aconteceu no governo Dilma, como parte da malfadada "Nova Matriz Econômica" —o delírio heterodoxo idealizado e implementado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, com o aval da chefe e do PT.
Só não fizeram isso porque receberam das lideranças do Congresso a sinalização de que a medida não seria aprovada pelos parlamentares.
Em sua fúria contra o BC "malvadão" e os juros altos, eles se "esquecem" de dizer, porém, que a elevação da taxa básica (Selic) até o patamar atual, de 15% ao ano, a maior desde 2006, deve-se, em boa medida, à gastança sem lastro promovida pelo governo e ao seu impacto na inflação, com a turbinada na demanda resultante da inundação monetária da economia.
Desafiando a narrativa oficial contra Campos Neto, o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, indicado pelo próprio Lula, não só manteve como acentuou a política monetária restritiva implementada por seu antecessor, para cumprir seu mandato à frente da instituição, de manter a inflação sob controle.
Com isso, o governo teve de gastar uma montanha de dinheiro com o pagamento de juros para rolagem da dívida pública. Só em 2025, o total superou R$ 1 trilhão, quase o dobro do valor de 2022, de R$ 586,4 bilhões, alimentando o rentismo, que Lula, Haddad e o PT tanto dizem combater. Foi o equivalente a quatro vezes o gasto da saúde, a cinco vezes o da educação e a seis vezes o do Bolsa Família.
Além disso, com os juros nas nuvens, o endividamento e o calote das empresas e da população aumentaram e o crédito ficou mais caro, dificultando o acesso aos bens e serviços e prejudicando principalmente os mais pobres, em nome dos quais eles dizem atuar.
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6. Que a dívida pública deu um salto por causa dos ímpetos perdulários do governo
Para se eximir de responsabilidade pela escalada colossal da dívida pública no governo Lula 3, Haddad atribui o movimento aos juros astronômicos praticados pelo Banco Central. Mas, mais uma vez, "esquece-se" de que as taxas só estão elevadas em razão da política fiscal perdulária promovida pela atual gestão.
Se não fosse isso, os juros, que estavam em 13,75% no fim de 2022, provavelmente teriam começado a cair já em 2023, como apontavam as previsões do mercado. Só que, com a gastança iniciada ainda antes da posse, com a PEC da Transição, as expectativas se inverteram e as taxas, em vez de cair, subiram ainda mais, até os 15% ao ano em vigor desde junho de 2025.
Só no atual governo, a dívida pública já aumentou de 71,7% do PIB, em 2022, para 78,7% do PIB, ultrapassando os R$ 10 trilhões. E, se as projeções dos analistas se confirmarem, a dívida deverá chegar a 83,6% do PIB no fim do governo Lula, quase 12 pontos a mais do que no fim do governo Bolsonaro, atingindo um nível bem maior que o de outros países emergentes.
7. Que o crescimento da economia, excluindo a pandemia, foi igual ao do governo Bolsonaro
Apesar da gastança promovida para alavancar a economia, o crescimento do PIB desde 2023 ficou aquém do resultado pretendido pelo governo no início do mandato. Embora Haddad e Lula costumem incluir 2020 —o ano da pandemia— na conta, ao comparar o crescimento do PIB com o governo passado, nenhum analista digno do nome vai levar isso a sério. Todo mundo sabe que a pandemia foi um ponto fora da curva, que afetou, em maior ou menor grau, todos os países, e que deve ser excluído do cálculo, para que comparações do gênero façam algum sentido.
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Ao se excluir o dado de 2020, quando houve uma contração de 4,6% no PIB, o que se observa é que a média de crescimento nos primeiros três anos da atual gestão foi exatamente igual à do governo Bolsonaro, de 2,9% do PIB. E, se a previsão do FMI para a evolução do PIB em 2026, de apenas 1,6%, se concretizar, a média anual do governo Lula ficará em 2,6%, abaixo da de Bolsonaro.
Repetindo a estratégia usada após a crise financeira de 2008 no governo Lula 2 e repetida nos governos Dilma 1 e 2, o presidente provavelmente pensou que iria fazer a economia decolar artificialmente, com o uso de anabolizantes. Ainda que a decolagem tenha se revelado depois como um voo de galinha, sem sustentação nos fundamentos econômicos, ele parece acreditar que a fórmula funciona. Só que, desta vez, sem poder politizar a política monetária e a atuação do Banco Central, deu ruim.
8. Que a inflação só está sob controle por causa dos juros altos que o governo critica
Nos últimos dias, Haddad tem alardeado de cara lavada o controle da inflação como uma conquista do governo Lula. "Nós estamos com a menor inflação quadrianual da história. Não é desde o Plano Real, é da história", disse Haddad outro dia. "Do quadriênio do governo Lula, que se encerra em 2026", acrescentou.
A questão é que a inflação medida pelo IPCA, calculado pelo IBGE, fechou 2025 em 4,26%, próxima ao teto da meta, de 4,5%, e bem acima do centro da meta, de 3%. O mesmo aconteceu em 2024, com a taxa ficando em 4,4%. Em 2023, ela ficou até ligeiramente acima da meta, em 4,6%.
Além disso, se a inflação está sob relativo controle hoje, embora próxima ao limite superior da meta, isso nada tem a ver com a atual gestão. Ao contrário. Com a gastança promovida desde 2023, o governo Lula atuou na direção contrária, "pondo pilha" nos preços. A rigor, foi graças à alta dos juros promovida pelo Banco Central, que Haddad, Lula e sua tropa de choque criticam, que o país conseguiu evitar a disparada da inflação. Não fosse isso, é provável que a taxa tivesse dado um salto, como aconteceu no governo Dilma, quando houve uma redução dos juros a fórceps.
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9. Que o déficit das estatais, cujos balanços estavam no azul, bateram recorde
Logo no início de seu terceiro mandato, Lula passou por cima da Lei das Estatais, que estabelece regras de governança na gestão, com o aval do Supremo, nomeando "companheiros", políticos e seus apadrinhados para a diretoria e o conselho de administração das empresas.
Cancelou também todas as privatizações que estavam em processo de estruturação, promovendo o "aparelhamento" da gestão e seguindo a mesma estratégia que contribuiu para escândalos em série nas estatais, especialmente na Petrobras, como o petrolão.
O resultado, como já seria de se esperar, foi o pior possível. Depois de as estatais terem apresentado superávits nos governos Temer e Bolsonaro, elas registraram déficits recordes no governo Lula. De acordo com o Banco Central, o déficit primário das estatais chegou a R$ 5,9 bilhões, o segundo maior da história, inferior apenas ao de 2024, de R$ 8 bilhões.
Só os Correios, a "joia da coroa", apresentava prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões no fim do terceiro trimestre, último dado oficial disponível. A previsão dos analistas de mercado é de que a estatal tenha fechado o ano com nada menos que R$ 9 bilhões no vermelho.
Entre os contorcionismos realizados pelo governo para justificar os déficits recordes das estatais, ficou famosa a frase da ministra Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, compartilhada aos milhares nas redes sociais pela oposição: "Déficit não é prejuízo, é investimento", afirmou Dweck. Ela ainda acrescentou, revelando sem constrangimento a política defendida por Lula para as companhias públicas: "O déficit das estatais não é um problema, é uma decisão de governo."
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10. Que a carga tributária bateu recorde com o aumento de impostos promovido pela atual gestão
Com o aumento em série de impostos implementado desde 2023, com o apoio do Congresso e do STF, não deu outra: a carga tributária do país, que já sufocava o setor privado e era bem mais elevada que a de outras economias emergentes, alcançou o maior nível em todos os tempos.
Chegou a 34,1% do PIB —uma alta de mais de um ponto percentual em relação aos 33,07% registrados em 2022. Ou seja, em apenas três anos, o governo Lula está drenando cerca de R$ 120 bilhões a mais das empresas e dos cidadãos para o caixa sem fundo do Tesouro. E, em 2025, levando em conta que a arrecadação teve um aumento real de 3%, o índice deve ter aumentado ainda mais.
Conforme um estudo divulgado pela Associação Brasileira da Indústria Química, o Brasil deve liderar a alta global de carga tributária até 2050, com a taxa chegando a nada menos que 42,8% do PIB, oito pontos acima da carga média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne as economias desenvolvidas, além do México, da Colômbia e do Chile, entre outros emergentes.
Em mais uma iniciativa para dourar as estatísticas oficiais, o Tesouro mudou a metodologia para cálculo da carga tributária, ao excluir as contribuições das empresas para o FGTS e para o chamado Sistema S. Pela nova metodologia, a carga ficou em 32,3% em 2024 ante 31% em 2022.
O alvo muda, mas a estratégia é sempre a mesma: mudar a forma de cálculo dos indicadores oficiais para turbinar a narrativa petista.
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11. Que os investimentos na economia, apesar da enxurrada monetária promovida pelo governo, não decolaram
Em linha com a visão do "Estado empresário", que deve ter papel ativo na economia, o governo Lula retomou a estratégia de ampliar os investimentos públicos, como ocorreu em outros governos do PT.
Apostando que isso iria puxar os investimentos privados e fazer a economia decolar rumo à estratosfera, ressuscitou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e dobrou os investimentos federais, de R$ 45 bilhões, ou 0,4% do PIB no fim do governo Bolsonaro, para R$ 95 bilhões, ou 0,8% do PIB. "Depois de muitos anos, o investimento em infraestrutura voltou a ser tema neste país", disse Haddad recentemente.
Só que, do R$ 1,7 trilhão anunciado pelo governo quando do lançamento do novo PAC, apenas 19% foram efetivamente executados. Segundo o noticiário, metade das obras previstas no plano sequer começaram. Fora isso, a taxa de investimento do país —que inclui a compra de máquinas e equipamentos e aportes na construção civil, inclusive em infraestrutura, entre outros itens— ficou abaixo da registrada em 2022, nos três anos do atual mandato.
De acordo com dados oficiais, a taxa de investimento em 2025, nos 12 meses encerrados em setembro, último índice disponível, foi de 17,3% do PIB, a maior desde 2023, ante os 18,1% registrados em 2022 e os 19,5% de 2021. Considerando que o investimento público representa de 10% a 15% da taxa, isso significa que desta vez o setor privado não embarcou nos devaneios de Lula. Por que será?
12. Que a taxa de desemprego subestima o peso dos excluídos do mercado de trabalho
Peça de propaganda preferida do atual governo, a taxa oficial de desemprego —de 5,1% do total de trabalhadores em atividade e dos que estavam procurando emprego no fim de 2025, o menor nível da história— está longe de refletir a realidade do mercado de trabalho no país.
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Primeiro, porque não leva em conta milhões de pessoas que, embora desempregadas, não estão procurando emprego. Segundo, porque, com mais de 90 milhões de pessoas inscritas no cadastro único dos programas sociais, muita gente pode ter optado por não buscar uma nova colocação agora, reduzindo ainda mais o universo considerado no cálculo do desemprego. De acordo com o noticiário, 15 milhões de beneficiários do Bolsa Família, por exemplo, não estão trabalhando nem procurando emprego, o equivalente a 75% do total.
Outro sinal de que a taxa oficial pode passar um retrato distorcido do mercado de trabalho é o paradoxo de que, mesmo com a redução do desemprego, as solicitações de seguro-desemprego subiram de 6,6 milhões em 2022 para 7,2 milhões em 2024. As despesas com o pagamento do benefício também aumentaram, conforme dados atualizados pela inflação, de R$ 48,1 bilhões em 2022 para R$ 52 bilhões em 2025, um aumento de 8%.
O governo também comemora o fato de o total de trabalhadores com carteira assinada ter atingido 45 milhões, mas ironicamente o governo Lula fechou 2025 com a criação líquida de 1,28 milhão de novas vagas formais, o pior desempenho neste quesito desde 2020.
O desempenho da atual gestão neste quesito é parecido com o do governo passado, mesmo com a pandemia. No total, de 2023 a 2025, foram criadas 4,4 milhões de novas vagas, uma média de 1,48 milhão por ano. De 2019 a 2022, o total de novos postos formais, pandemia inclusa, chegou a 5,5 milhões ou 1,4 milhão por ano. Desconsiderando a crise sanitária, quando foram criadas apenas 142 mil novas vagas, a média do governo Bolsonaro sobe para 1,8 milhão de novos postos por ano.
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