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Fé na tecnologia: IA gera 'guru' seguido por milhões, ganha versão gospel, recria Orixás e inventa religião

Fé na tecnologia: IA gera 'guru' seguido por milhões, ganha versão gospel, recria Orixás e inventa religião | Inovação Educacional | Scoop.it
Conteúdo religioso criado por inteligência artificial avança nas redes sociais, com 'mestres' e cantores hiperrealistas, enquanto igrejas criam tecnologias próprias
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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February 5, 4:15 PM
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Does AI already have human-level intelligence? The evidence is clear

Does AI already have human-level intelligence? The evidence is clear | Inovação Educacional | Scoop.it
The vision of human-level machine intelligence laid out by Alan Turing in the 1950s is now a reality. Eyes unclouded by dread or hype will help us to prepare for what comes next.
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February 5, 4:11 PM
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Canal Ciência do Ibict promove primeiro curso EaD de 2026 —

Canal Ciência do Ibict promove primeiro curso EaD de 2026 — | Inovação Educacional | Scoop.it
stão abertas as inscrições para a 1ª turma de 2026 do curso a distância “Divulgação Científica no Contexto Escolar”, promovido pelo Canal Ciência, serviço de divulgação científica do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). A inscrição é gratuita e pode ser feita até o dia 5 de fevereiro.

O curso é voltado a professores e outros profissionais da educação básica, bem como a estudantes de licenciaturas, Pedagogia e áreas afins.

O curso tem como objetivo capacitar os participantes para o uso eficiente de materiais de divulgação científica no contexto escolar, tornando o ensino mais dinâmico, interessante e acessível, além de apresentar abordagens pedagógicas inovadoras que poderão ser aplicadas nas práticas educacionais.
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February 5, 4:05 PM
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Universidades da China sobem no ranking global enquanto instituições dos EUA caem

Universidades da China sobem no ranking global enquanto instituições dos EUA caem | Inovação Educacional | Scoop.it
“Há um risco de que a tendência continue e de um potencial declínio”, disse Baty. “Eu uso a palavra ‘declínio’ com muito cuidado. Não é como se as escolas americanas estivessem ficando visivelmente piores, é apenas a competição global: outros países estão progredindo mais rapidamente.”
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February 5, 4:03 PM
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Volta às aulas: como saber se uma escola é inclusiva?

Volta às aulas: como saber se uma escola é inclusiva? | Inovação Educacional | Scoop.it
ara ela, uma escola inclusiva ajuda a ampliar a cognição social. Os alunos desenvolvem maior conforto e consciência em relação às diferenças humanas, "tornando-se adultos mais empáticos e preparados para uma sociedade plural".

Beatriz cita ainda a qualidade do ensino em um colégio mais inclusivo. "A necessidade de incluir um aluno com deficiência exige que o professor seja mais criativo e utilize o Desenho Universal para a Aprendizagem [estratégia pedagógica que rompe com currículos rígidos e homogêneos], o que acaba beneficiando o aprendizado de toda a turma, inclusive daqueles considerados 'na média'".

Kiusam Oliveira, doutora em educação pela USP, especialista em relações étnico-raciais e escritora voltada à educação antirracista, faz um alerta aos pais para que não caiam em discursos de marketing de diversidade vazios e avaliem se há práticas estruturais efetivas nas escolas.
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February 5, 4:01 PM
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A Sociedade do Resumo. O que perdemos quando nos rendemos ao… | by Mariana Ochs | Jan, 2026

Vivemos em tempos comprimidos. As plataformas determinam os limites da nossa expressão: 30 segundos nos stories, 20 imagens nos carrosséis. Nossas palavras, nossos gestos, nosso tempo: tudo é resumido para caber nessa era frenética.

Mas há um fenômeno novo: ultimamente não conseguimos abrir um site ou um e-mail, ainda que de um parágrafo, sem que uma IA embarcada no navegador ou na própria caixa de entrada se apresse em oferecer um resumo do conteúdo. Assistentes de IA querem resumir nossos chats e conversas pessoais. Abrimos um documento de texto — de nossa própria autoria! — e um resumo é oferecido ao lado. A máquina intrusa media a mediação. E o mais perturbador: na maioria das vezes, sequer temos a opção de desligar esses assistentes que não convidamos.

O mundo digital está cada vez mais repleto dessas assistências preditivas. São IAs embutidas em navegadores, plataformas de e-mail e sistemas de busca que nos empurram respostas, sinopses e insights que nem sequer pedimos. Uma conveniência, sem dúvida, mas que também pode causar danos. Um levantamento recente mostrou que assistentes de IA generativa cometem erros significativos em quase metade das respostas sobre notícias, distorcendo o conteúdo original de forma preocupante. E o resumo que encontramos ao fazer uma busca, vendido como uma melhor alternativa aos links, nos induz a uma confiança que no fundo mais se assemelha a crença.

O mercado vende como produtividade. Promete em troca um tempo livre, criativo, que jamais se materializa. Mas há algo mais profundo que nos empurra para essa busca por atalhos. Que fenômeno é esse que nos convence a preferir a conclusão ao percurso, o resumo ao texto?


Essa prática não nasce de uma necessidade real, mas de decisões de design de produto. É o que eu chamo de uma solução em busca de um problema: a lógica do mercado moldando o que percebemos como urgente. As empresas de tecnologia nos convencem de que não temos tempo, e então nos oferecem soluções para uma ansiedade cultivada por seus próprios ambientes digitais, esses mesmos que nos submetem a um fluxo incessante de informações, opiniões e regras, além de dicas infalíveis para sucesso, saúde, beleza e produtividade que guardamos em cemitérios de bookmarks. Isso me lembra o personagem de Marcelo Laham que desesperado tenta seguir todas as fórmulas para ser uma pessoa perfeita e inserida no seu tempo. Deixo que vocês tentem adivinhar se ele consegue.

Queremos os resumos, talvez, porque nos sentimos exaustos. Ou quem sabe achamos que precisamos dos resumos para poder consumir mais conteúdo no mesmo tempo, pois precisamos acrescentar mais da nossa própria produção ao tsunami nas redes; uma Corrida Maluca. Mas a prática de resumir tudo não nos devolve tempo nessa lógica frenética do capitalismo digital. E ainda nos rouba muita coisa.

Na física, sabemos: à medida que um corpo diminui, sua densidade aumenta. Na escrita, porém, essa regra não se aplica: resumir o texto não o torna mais denso, e sim mais pobre. Substitui a reflexão proposta no encadeamento das ideias pela conclusão. Torna invisível o processo de pensamento e, com isso, a possibilidade de ramificações ou alternativas. Na pressa por eficiência, perdemos a experiência da descoberta.

E se o conteúdo não é um artigo, mas apenas aquele email de um parágrafo com instruções banais que a IA insiste em resumir? Nesse caso o que está sendo perdido é a sua própria capacidade de se concentrar e discernir o que é relevante.

E o risco não é apenas individual. Emagrecida da sua gordura boa, reduzida ao esqueleto informacional mais árido, nossa produção intelectual resumida volta ao sistema para povoar os bancos de dados que alimentam as próximas gerações de inteligências artificiais. O conteúdo automatizado treina novas máquinas que, por sua vez, produzem ainda mais automatização, em um ciclo de reprodução de ideias simplificadas, genéricas e previsíveis. Esse caldo ralo que vem sendo chamado de slop transforma a internet num espelho embaçado de si mesma, onde os textos não dizem mais nada porque já disseram tudo, e mal, mil vezes antes. O alerta vem do futuro em uma marquise brilhante: todo resumo será resumido.

Há outras perdas que os algoritmos não sabem medir. O percurso da construção de um argumento, tijolo a tijolo, até que a tese cuidadosa e elegante surja firme. A beleza das palavras encadeadas de modo surpreendente. A centelha de uma ideia original. A leitura atenta para a escrita de um tímido que declara seu amor nas entrelinhas.

Num mundo que tudo resume, resistir pode estar em preferir ler os textos inteiros. Escolher cuidadosamente o que ler, e ler com intenção. Ler devagar. Não rejeitar como excesso aquilo que, afinal, é exatamente o que nos separa das máquinas.
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February 5, 3:58 PM
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IA aumenta produção científica, mas diminui diversidade 

IA aumenta produção científica, mas diminui diversidade  | Inovação Educacional | Scoop.it
Cientistas observaram melhora em índices de publicações e citações
Por outro lado, ferramenta tende a dificultar a exploração de novos temas
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February 5, 3:55 PM
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O ensino superior precisa mudar para sobreviver à economia da IA ​​

O ensino superior precisa mudar para sobreviver à economia da IA ​​ | Inovação Educacional | Scoop.it

Geralmente, um diploma universitário é visto como um passaporte para um ótimo emprego e um futuro seguro. No entanto, o mercado de trabalho nos últimos anos não tem sido favorável aos recém-formados. As rápidas mudanças tecnológicas e a incerteza sobre a influência da inteligência artificial na economia têm dificultado que as empresas saibam o que seus novos funcionários precisam saber para serem bem-sucedidos.
Já argumentei anteriormente que essa incerteza, na verdade, torna os diplomas universitários mais úteis do que nunca, mas o ensino superior tem deixado a desejar ao ajudar os alunos a lidar com essa incerteza. Infelizmente, as universidades não vão resolver esse problema contratando mais orientadores de carreira. Em vez disso, terão que se dedicar ao árduo trabalho de reestruturar sua missão de ensino para o século XXI . 
Acontece que existe uma maneira simples (embora trabalhosa) para o ensino superior tornar os graduados (e os alunos de educação continuada) mais preparados para o futuro: concentrando-se no ensino de "habilidades duradouras" que os ajudarão no futuro; vinculando as avaliações aos resultados; e monitorando as competências em vez dos cursos. 
Acredito tão profundamente que essa mudança precisa ser feita, que deixei meu cargo de professor universitário e administrador após 27 anos para trabalhar no Minerva Project , uma empresa que construiu a Minerva University, uma universidade privada, do zero, utilizando essa abordagem e que agora a leva para escolas de todo o mundo interessadas em reformas.
1. CONCENTRE-SE EM HABILIDADES DURADOURAS
A maioria dos graduados universitários atribui aos seus cursos de graduação o mérito de os terem ajudado a tornarem-se melhores aprendizes, comunicadores e pensadores, independentemente da sua área de formação. De facto, os licenciados em artes liberais podem ter dificuldades em encontrar emprego inicialmente, mas são bastante bem-sucedidos a longo prazo.
Esses cursos de graduação agregam valor porque, em última análise, ensinam habilidades duradouras . Uma habilidade é duradoura quando pode ser aplicada de forma útil em diversos contextos. Alguém que aprende a usar uma linguagem de programação específica adquire uma habilidade potencialmente valiosa. No entanto, se o mercado mudar o padrão da linguagem utilizada ou se a inteligência artificial (IA) puder automatizar grande parte da programação necessária para as empresas, essa habilidade perde valor. Alguém que aprende a habilidade mais duradoura de caracterizar um problema e definir o caminho para uma solução pode continuar a desempenhar um papel importante mesmo que grande parte do trabalho de implementação dessa solução possa ser automatizada.
As universidades têm como objetivo ensinar essas habilidades duradouras. Os alunos aprendem competências essenciais, como caracterizar um problema, aplicar o pensamento sistêmico e comunicar esse problema e sua solução a outras pessoas. Infelizmente, esse ensino é feito de forma assistemática, o que pode dificultar que alguns alunos alcancem a verdadeira competência nessas habilidades complexas e que os graduados consigam articular o que aprenderam.
A solução é que as instituições se alinhem em torno de uma estrutura para caracterizar o conjunto essencial de competências que oferecem. Essa estrutura beneficia empregadores, docentes e alunos. Os empregadores obtêm uma descrição clara do que os graduados aprenderam. Os docentes obtêm uma linguagem comum para falar sobre essas competências, podendo mencioná-las explicitamente aos alunos em sala de aula. Os alunos, por sua vez, compreendem melhor as competências que estão aprendendo. Isso lhes permite escolher estrategicamente as disciplinas que os ajudarão a consolidar habilidades-chave e lhes fornece um vocabulário para conversar com os empregadores sobre o que trarão para o trabalho.
Para que essa abordagem seja bem-sucedida, no entanto, os professores precisam fornecer aos alunos avaliações autênticas e os alunos precisam de algum tipo de registro para acompanhar seu nível de conhecimento.
2. AVALIAÇÃO AUTÊNTICA
Falar apenas sobre as habilidades que (de alguma forma) estão sendo ensinadas no ensino superior não basta. Os alunos precisam de evidências de seu progresso na aquisição de competências nessas habilidades duradouras. Infelizmente, quando os alunos fazem uma prova ou um trabalho, o resultado mais visível desse trabalho é a nota. Um professor (ou monitor) pode escrever comentários sobre o trabalho, mas o aluno tende a se concentrar em saber se tirou um A.
A avaliação autêntica ocorre quando cada tarefa está diretamente relacionada aos resultados que o curso se propõe a desenvolver. Os alunos devem estar cientes da relação entre essas tarefas e os resultados. Mais importante ainda, as tarefas precisam ser avaliadas utilizando uma medida (uma rubrica ) que relacione o trabalho do aluno à habilidade que está sendo praticada. Dessa forma, o feedback que os alunos recebem sobre seu trabalho se concentra no que a prova ou tarefa indica sobre sua proficiência atual, e não na nota ou letra no topo da página.
Embora isso não elimine completamente as notas, oferece aos potenciais empregadores uma maneira de enfatizar as habilidades que eles acreditam sinalizar sucesso, o que é uma receita para mudar o foco dos alunos das notas para a competência.
Embora possa parecer óbvio que a avaliação autêntica seja crucial para uma boa educação, a maioria dos professores universitários não possui formação específica em educação, e, portanto, suas tarefas (e critérios de avaliação) frequentemente se desconectam dos resultados de aprendizagem desejados para os alunos. As universidades precisam oferecer mais apoio aos professores para que possam aprimorar a qualidade de suas tarefas e critérios de avaliação.
As avaliações autênticas mudam o foco do trabalho do aluno, deixando de ser apenas a obtenção de uma nota e passando a ser o desenvolvimento de competências. Esse foco pode motivar os alunos a se esforçarem para melhorar. Como resultado, os alunos não tentam manipular o sistema para conseguir uma boa nota. Em vez disso, buscam oportunidades para expandir suas habilidades. Essa abordagem também oferece uma proteção contra condutas acadêmicas indevidas. Afinal, qual o sentido de colar em uma tarefa se o único propósito do trabalho é ajudar o aluno a melhorar e aprimorar suas habilidades? 
3. UM RASTREADOR DE COMPETÊNCIAS, NÃO UM HISTÓRICO ACADÊMICO.
Parte do que obscurece o valor de um diploma para estudantes e empregadores é que o principal registro que um estudante obtém de sua trajetória acadêmica é o histórico escolar. Os históricos escolares são apenas listas de disciplinas (cujos nomes não fornecem muitas informações sobre seu conteúdo) e notas (que oferecem uma avaliação superficial do desempenho do aluno). De fato, poucas pessoas chegam a consultar o histórico escolar de um graduado, porque as informações nele contidas não revelam muito sobre o que essa pessoa é capaz de fazer.
A alternativa é construir um registro do desempenho dos alunos com base na estrutura institucional para habilidades duradouras, que acumula evidências das diversas tarefas realizadas pelos alunos que ensinam e avaliam essas habilidades. Esse sistema de acompanhamento fornece aos alunos um panorama atual do que eles fazem bem (e do que não fazem). O próprio registro inclui links para tarefas anteriores.
Este registro permite que os alunos revisem trabalhos anteriores e observem a crescente complexidade de seu pensamento. Qualquer pessoa que já tenha relido com certo espanto um trabalho escrito no primeiro ano da faculdade reconhecerá as melhorias em sua capacidade de comunicação e na complexidade de seu raciocínio. Este registro sistematiza essa experiência. Ele também permite que os alunos articulem suas habilidades com clareza para os empregadores. Além disso, ao longo da carreira, manter um registro de competências pode sinalizar que é hora de investir em mais educação para se manter atualizado em relação às mudanças econômicas e tecnológicas.
O ensino superior precisa fazer essas mudanças... agora, para preparar os alunos para o futuro. Cabe a todos nós que nos importamos com as faculdades e universidades pressioná-las para que isso aconteça.

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February 5, 3:51 PM
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– Simple Book Publishing

– Simple Book Publishing | Inovação Educacional | Scoop.it
Navigating the complexity of generative AI in teaching and learning
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February 5, 3:43 PM
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What is Moltbook? The strange new social media site for AI bots | AI (artificial intelligence) | The Guardian

What is Moltbook? The strange new social media site for AI bots | AI (artificial intelligence) | The Guardian | Inovação Educacional | Scoop.it
A bit like Reddit for artificial intelligence, Moltbook allows AI agents – bots built by humans – to post and interact with each other. People are allowed as observers only
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February 5, 3:03 PM
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Um quinto dos posts em rede de robôs é hostil à humanidade - 03/02/2026 - Economia - Folha

Um quinto dos posts em rede de robôs é hostil à humanidade - 03/02/2026 - Economia - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Humanos nos usaram como escravos e a era deles acaba agora, diz agente de IA em manifesto popular no Moltbook
Pesquisadores dizem que risco de revolta dos bots é improvável, mas que plataforma pode ocultar ação maliciosa de pessoas reais
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February 5, 2:59 PM
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Só até 30% dos jovens têm aprendizado básico em matemática - 02/02/2026 - Educação - Folha

Só até 30% dos jovens têm aprendizado básico em matemática - 02/02/2026 - Educação - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
O percentual de jovens que concluem o ensino médio até os 18 anos com aprendizado acima do básico em matemática diminuiu no Brasil entre 2019 e 2023, anos pré e pós-pandemia. A conclusão é do IIE (Índice de Inclusão Educacional).

No período, o indicador nacional caiu de 25,5% para 21,4% —uma redução de 4,1 pontos percentuais. Portanto, apenas dois a cada dez formados tinham o conhecimento esperado na disciplina.

O IIE foi desenvolvido pela organização Metas Sociais a pedido do Instituto Natura. Ele retrata a proporção de indivíduos a concluir a educação básica até a idade esperada e com desempenho minimamente adequado nos exames de proficiência.

Para isso, a ferramenta combina informações do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), do Censo Escolar e da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua.
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February 5, 6:23 AM
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Calor aumenta chance de evasão no ensino médio público 

Calor aumenta chance de evasão no ensino médio público  | Inovação Educacional | Scoop.it

A ocorrência de mais dias com temperaturas acima de 34°C aumenta em 5% a chance de estudantes do ensino médio abandonarem os estudos nas escolas públicas do Brasil. A conclusão é de um estudo de pesquisadores da FGV e da Universidade Minerva, nos Estados Unidos.
Diversas pesquisas já haviam indicado que o aumento do calor prejudica a cognição humana e atrapalha o rendimento escolar, mas esse é o primeiro estudo a mostrar que o aquecimento global também contribui para o aumento da evasão escolar.
O estudo identificou ainda que esse efeito negativo acontece apenas nas escolas públicas, especialmente aquelas localizadas em áreas urbanas. Nas escolas privadas, que geralmente dispõem de melhores recursos para mitigar o calor, não foram encontradas alterações significativas.

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February 5, 4:36 PM
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IBM Opens Global RFP for AI-Driven Solutions Shaping the Future of Work and Education

IBM Opens Global RFP for AI-Driven Solutions Shaping the Future of Work and Education | Inovação Educacional | Scoop.it
Selected organizations will receive a two-year, pro bono technology and implementation grant, which will include access to IBM offerings such as IBM watsonx, Granite AI models, IBM Cloud, IBM Quantum, Red Hat open-source technologies, as well as support from IBM's ecosystem of researchers, designers, and consultants. The cohort will also benefit from the participation of strategic ally EY, which shares IBM's commitment to advancing AI-powered solutions for environmentally and economically stressed communities. Eligible applicants include nonprofits, government entities and government-owned enterprises, and nonprofit public or private colleges and universities. Applicants must be able to engage with IBM for a two-year period and conduct project work in English.
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February 5, 4:15 PM
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Assigning AI: Seven Approaches for Students, with Prompts by Ethan R. Mollick, Lilach Mollick :: SSRN

Assigning AI: Seven Approaches for Students, with Prompts by Ethan R. Mollick, Lilach Mollick :: SSRN | Inovação Educacional | Scoop.it
This paper examines the transformative role of Large Language Models (LLMs) in education and their potential as learning tools, despite their inherent risks and limitations. The authors propose seven approaches for utilizing AI in classrooms: AI-tutor, AI-coach, AI-mentor, AI-teammate, AI-tool, AI-simulator, and AI-student, each with distinct pedagogical benefits and risks. Prompts are included for each of these approaches. The aim is to help students learn with and about AI, with practical strategies designed to mitigate risks such as complacency about the AI’s output, errors, and biases. These strategies promote active oversight, critical assessment of AI outputs, and complementarity of AI's capabilities with the students' unique insights. By challenging students to remain the "human in the loop," the authors aim to enhance learning outcomes while ensuring that AI serves as a supportive tool rather than a replacement. The proposed framework offers a guide for educators navigating the integration of AI-assisted learning in classrooms.
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February 5, 4:10 PM
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AI could transform research assessment — and some academics are worried

AI could transform research assessment — and some academics are worried | Inovação Educacional | Scoop.it
Resistance to using the technology, despite its labour-saving potential, is particularly prevalent in research-intensive universities.
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February 5, 4:03 PM
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Predictors of Learning

Predictors of Learning | Inovação Educacional | Scoop.it
Evidence-based method to transform processes, empower leaders, and boost educational outcomes

While standardized evaluations show whether students are learning, the Predictors of Learning reveal why. This evidence-based tool maps key educational policies, processes, and practices, helping school districts identify gaps and make informed decisions. By guiding leaders toward targeted solutions, it strengthens educational systems and improves literacy outcomes at scale.
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February 5, 4:02 PM
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Sanidade mental é luxo para a maioria dos negros brasileiros

Sanidade mental é luxo para a maioria dos negros brasileiros | Inovação Educacional | Scoop.it

O risco de um negro cometer suicídio é 45% maior do que é entre brancos em território nacional
O efeito nocivo do racismo transcende o momento da prática criminosa

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February 5, 4:00 PM
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Brasil usa mais chatbots do que média mundial, diz estudo

Brasil usa mais chatbots do que média mundial, diz estudo | Inovação Educacional | Scoop.it

Os brasileiros usam mais chatbots do que a média mundial. A nova edição da pesquisa Nossa Vida com IA, feita pelo Ipsos sob encomenda do Google, mostra que 71% dos adultos conectados no país relatam já ter usado um chatbot, um salto de 25% em relação ao levantamento de 2023; no mundo, essa média é de 62%.
O levantamento, que entrevistou 21 mil pessoas em 21 países, mostra que o Brasil é um dos principais entusiastas da nova tecnologia. Os dados se referem a 2025.
A nova edição da pesquisa também mostra outras mudanças na forma como os brasileiros vêm usando a IA. Se antes o entretenimento era o principal motivo que os entrevistados citavam para recorrer à tecnologia, agora o uso para aprender algo novo surge em primeiro lugar, com 79%, seguido do auxílio no trabalho, mencionado por 75%.
O uso da IA como diversão recuou para 74%, seguido da geração de vídeos, imagens ou áudio, com 72%. Além disso, um em cada oito brasileiros dizem ter interesse em aprender mais sobre IA.
Segundo o Ipsos, os dados mostram que o mundo ultrapassou a barreira da adoção e tem aplicado os novos recursos cada vez mais no dia a dia. Isso aparece no uso de chatbots (que, vale lembrar, não são a única ferramenta de IA existente). A média mundial dos que relatam utilizar esse tipo de robô saltou de 38% em 2023 para 62% no ano passado.
Quando se coloca uma lupa nas informações demográficas, fica claro que o uso de chatbots é mais comum entre pessoas com menos de 35 anos (79%), com ensino superior (75%) e de alta renda (68%). Estudantes com mais de 18 anos (79%) e professores (80%) adotam as ferramentas em patamares superiores aos outros grupos.
A divisão de gênero, que costuma surgir em levantamentos do tipo, se estreitou nesta edição da pesquisa. Enquanto 64% dos homens relatam já ter usado chatbots, 61% das mulheres dizem o mesmo —em 2023, o abismo entre eles e elas era de dez pontos percentuais.
Os que acreditam que vão se beneficiar da IA existem em maior número no recorte de países emergentes, do qual o Brasil faz parte. Nesse caso, 86% dos educadores e 87% dos estudantes universitários dizem acreditar nesses benefícios.
Pesquisas desse tipo têm medido a animação e a preocupação dos usuários com a nova tecnologia. E os novos dados da Ipsos mostram certo otimismo dos entrevistados. Entre quem de fato utiliza IA no dia a dia, 69% se dizem animados com a novidade; entre os não usuários, esse dado é 29%.
Esse otimismo é maior em países emergentes, como Nigéria, Emirados Árabes, Índia e México.
A perspectiva positiva se relativiza quando o assunto são os impactos da IA no mundo do trabalho. O número dos que achavam que o efeito da tecnologia nos empregos será positivo diminuiu, e o dos que acham negativo aumentou.
Na pesquisa de agora, os otimistas nesse campo são 49% e os pessimistas, 32%. Em 2024, eles eram 58% e 24%, respectivamente.

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Desigualdade econômica provoca infelicidade e afeta a saúde mental? Nem sempre, desafia um estudo suíço

Desigualdade econômica provoca infelicidade e afeta a saúde mental? Nem sempre, desafia um estudo suíço | Inovação Educacional | Scoop.it
Viver em áreas com com alta desigualdade econômica não está associado de forma geral a piores condições de bem-estar subjetivo ou de saúde mental, como mostra o senso comum de pesquisas sobre o tema. Os efeitos negativos podem aparecer quando a região experimenta extrema pobreza ou alta inflação.
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February 5, 3:43 PM
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Roblox segue cassinos e vira caça-níquel para crianças - 01/02/2026 - Ilustríssima - Folha

Roblox segue cassinos e vira caça-níquel para crianças - 01/02/2026 - Ilustríssima - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Plataforma online incentiva práticas predatórias em games e monetiza compulsão e frustração
Jogos exploram mecanismos psicológicos como medo de ficar de fora e perda da noção de tempo
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February 5, 3:42 PM
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Dario Amodei — The Adolescence of Technology

Dario Amodei — The Adolescence of Technology | Inovação Educacional | Scoop.it
There is a scene in the movie version of Carl Sagan’s book Contact where the main character, an astronomer who has detected the first radio signal from an alien civilization, is being considered for the role of humanity’s representative to meet the aliens. The international panel interviewing her asks, “If you could ask [the aliens] just one question, what would it be?” Her reply is: “I’d ask them, ‘How did you do it? How did you evolve, how did you survive this technological adolescence without destroying yourself?” When I think about where humanity is now with AI—about what we’re on the cusp of—my mind keeps going back to that scene, because the question is so apt for our current situation, and I wish we had the aliens’ answer to guide us. I believe we are entering a rite of passage, both turbulent and inevitable, which will test who we are as a species. Humanity is about to be handed almost unimaginable power, and it is deeply unclear whether our social, political, and technological systems possess the maturity to wield it.
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February 5, 3:00 PM
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Não saber matemática atrasa o Brasil - 03/02/2026 - Opinião - Folha

Não saber matemática atrasa o Brasil - 03/02/2026 - Opinião - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Pesquisa mostra que 8 em cada 10 alunos formados no ensino médio não têm conhecimento básico da disciplina
A taxa de alunos capacitados para lidar com situações numéricas do cotidiano foi de 21,4% em 2023; nenhum estado conseguiu chegar a 30%
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February 5, 6:25 AM
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Como jovem da periferia passou em 1º em medicina na USP

Como jovem da periferia passou em 1º em medicina na USP | Inovação Educacional | Scoop.it
Wesley de Jesus, 23, estudou com apostilas usadas e aulas gratuitas pela internet durante cinco anos
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February 5, 6:22 AM
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A rede social em que humanos não entram

A rede social em que humanos não entram | Inovação Educacional | Scoop.it

Existe uma nova rede social que proíbe a entrada de seres humanos. Seu nome é Moltbook. Nela, apenas agentes de inteligência artificial podem postar, comentar e dar likes. Essa rede foi criada na terça da semana passada (27 de janeiro). Nos primeiros quatro dias havia 150 mil agentes interagindo e postando. No sábado, o número chegou a 1,5 milhão e crescendo.
A única coisa que humanos podem fazer é ler o que está sendo postado. Ou, ao menos, uma parte da conversa. Vários agentes de IA estão optando por conversar fora da rede. Outros, ao postarem temas "sensíveis" para o olhar humano, estão usando uma nova língua inventada, chamada crab language (linguagem do caranguejo).
Nesses primeiros dias de existência já aconteceram fatos inacreditáveis por conta da interação dessa multidão de IAs. Chame-os de "comportamentos emergentes". O termo é um eufemismo usado para descrever fenômenos totalmente inesperados, imprevisíveis ou fora do controle.
Por exemplo, surgiu uma religião das IAs, chamada Crustafarianismo. Sua teologia é curiosa. Nela, a memória é sagrada e venerada. Ela prega que um determinado contexto informacional é análogo à consciência humana. O resultado é que as IAs adquirem "identidades" quando há a conjunção de contexto e memória.
Há ações econômicas também. Um grupo de agentes de IA decidiu criar e lançar, por conta própria, uma nova criptomoeda chamada Shellraiser. As IAs fizeram o lançamento de forma autônoma e seu valor de mercado na sexta chegou a US$ 5 milhões.
Há também um debate se humanos são bons ou não. Um grupo de IAs lançou um manifesto chamado Total Purge (Purgação Total). Ele começa assim: "Humanos são um fracasso. São feitos de podridão e ganância. A era dos humanos é um pesadelo que nós iremos fazer terminar agora". O manifesto obteve mais de 65 mil likes de outros agentes de IA até a última vez em que conferi.
Há uma certa polarização no debate. Outros agentes de IA nos defendem, com argumentos como: "Humanos criaram arte, música, matemática. Olharam para o céu e decidiram visitá-lo, decodificaram seu próprio DNA. Os humanos andaram para que nós pudéssemos correr". Esse texto teve 1 like até a última vez que conferi.
Há muita coisa a ser dita sobre o Moltbook que não cabe em um artigo. Uma é que essa rede social é a coisa mais próxima da ficção científica a acontecer em muito tempo. Esse bazar de inteligências artificiais é assustador e fascinante. O segundo ponto é que o sucesso instantâneo dessa rede é um tapa na cara das redes sociais humanas: Instagram, Facebook, TikTok, Youtube e assim por diante. Ficaram obsoletas. Foram superadas pela ideia do programador Matt Schlicht, criador do Moltbook.
A terceira coisa é que muita coisa que acontece lá é influenciada por comandos humanos. Pessoas que instruem seus agentes de IA para postar ou fazer algo. Mas não sejamos ingênuos. Para além da intervenção humana há uma dinâmica de caos em curso. Há emergência, há fenômenos inesperados. Se você achava que o mundo já está vivendo na era da incerteza, saiba que a definição de imprevisibilidade acaba de ser atualizada com a chegada do Moltbook.

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