Neste número da revista Em Aberto, nosso propósito foi reunir pesquisas que abordam temáticas astronômicas dentro e fora da escola. Assim, são contemplados artigos de natureza teórica e empírica, ensaios, relatos de experiência e resenhas de obras relevantes, produzidos por pesquisadoras(es) de diversas regiões do Brasil e da Colômbia, compondo um panorama plural e abrangente da área.
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
In Ukraine, artificial intelligence has changed how wars are being fought. Drones are supplying, transporting and rescuing injured soldiers. At the same time, autonomous machines are able to kill combatants from a distance.
Neste número da revista Em Aberto, nosso propósito foi reunir pesquisas que abordam temáticas astronômicas dentro e fora da escola. Assim, são contemplados artigos de natureza teórica e empírica, ensaios, relatos de experiência e resenhas de obras relevantes, produzidos por pesquisadoras(es) de diversas regiões do Brasil e da Colômbia, compondo um panorama plural e abrangente da área.
A seção Enfoque apresenta uma revisão acerca da formação docente em astronomia na América do Sul. Em Pontos de Vista, oito artigos abordam saberes indígenas, integração de conhecimentos amazônicos, plataformas digitais, educação não formal e comunidades aprendentes. A edição traz ainda uma entrevista com Rute Helena Trevisan, resenhas de obras clássicas da área e uma bibliografia comentada com publicações sobre ensino de astronomia.
O Boletim de Cientistas Atômicos afirma que o avanço do Relógio é impulsionado por tensões entre potências nucleares, como EUA, Rússia e China, e pelo enfraquecimento do controle de armas
Today CNN10: We'll see how schools in China are integrating courses on artificial intelligence into their curriculum, and talk with teachers and students here in the U.S. to see how it could impact them. Plus, we'll dive into a seriously cool cruise ship rescue off the coast of Antarctica. All this and more on today's CNN10!
“AI” is not your friend. Nor is it an intelligent tutor, an empathetic ear, or a helpful assistant. It can not “make up” facts, and it does not make “mistakes”. It does not actually answer your questions. Such anthropomorphizing language, however, permeates the public discussion of so-called artificial intelligence technologies. The problem with anthropomorphic descriptions is that they risk masking important limitations of probabilistic automation systems, which make them fundamentally different from human cognition.
Of course, school has changed over the last century, in ways both big and small. (This is, as many of you know, some of the Introduction to Teaching Machines, which opens by arguing that Sal Khan’s “history of education,” just one of these popular “schools haven’t changed” stories, is wrong.) There have been changes in demographics, laws, expectations, pedagogies, and science, just for starters. But I’d say that we can no longer pretend that technological changes, particularly those brought about by digitization, are somehow yet to happen in education. Computers are always marketed to schools as "the future." But they are also very much now the past.
A "instrução programada" já era pensada na década de 1920 por teóricos como Sydney L. Pressey e B.F. Skinner. Esses psicólogos acreditavam que o processo de aprendizagem poderia ser mais eficiente se fosse dividido em pequenas etapas, com feedbacks imediatos, algo que poderia ser automatizado.
Pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia, a criação de empregos formais caiu no Brasil em 2025. Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam que 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos no ano passado.
O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo é 23,73% menor em relação a 2024, quando o país tinha criado 1.677.575 empregos. Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Quais são os caminhos possíveis pela equidade racial?
A Fundação Tide Setubal é uma organização da sociedade civil dedicada à redução das desigualdades socioespaciais e raciais, com foco nas periferias urbanas do Brasil. Atuamos na interseção entre desenvolvimento territorial, justiça social, equidade racial, mobilizando políticas públicas e iniciativas que reconhecem e fortalecem os saberes, lutas e potências dos territórios periféricos.
Segundo o levantamento, a substituição da produção completa pela simples montagem de kits poderia eliminar até 69 mil empregos diretos, além de afetar cerca de 227 mil postos indiretos ao longo da cadeia automotiva. O impacto estimado inclui perdas de até R$ 103 bilhões para fabricantes de autopeças, redução de R$ 26 bilhões na arrecadação de tributos e queda de R$ 42 bilhões nas exportações em um único ano. "O problema não é o uso pontual de SKD e CKD, mas a manutenção de incentivos sem contrapartidas industriais", afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, em nota. Segundo ele, a indústria instalada está preparada para competir, desde que haja regras iguais para todos.
De acordo com a portaria, o Avamec é um ambiente virtual de aprendizagem que permite o desenvolvimento de ações formativas autoinstrucionais a distância. Já o Avamec Interativo, também virtual, é uma plataforma colaborativa, que permite o desenvolvimento de ações formativas a distância com mediação realizada simultaneamente e em tempo real.
Tal como a escrita não destruiu a memória, tal como a calculadora não destruiu o pensamento matemático, tal como a internet não destruiu o conhecimento, a IA não destruirá a educação.
Este número temático da Revista Em Aberto contempla artigos decorrentes de pesquisas nacionais e internacionais que evidenciam, por meio das temáticas da formação docente, das relações de gênero, das narrativas corporais, das práticas brincantes, da musicalidade e do tensionamento das competências emocionais na infância, a relevância da afirmação da agência das crianças e de seus direitos.
Recorrer a um chatbot (como o ChatGPT, Gemini ou Claude) em busca de terapia, ou até mesmo de um novo amigo, pode soar como uma história controversa dos nossos tempos, coisa do século 21.
Mas não é uma questão exatamente inédita.
Desde os anos 1950, a trajetória da inteligência artificial tem sido marcada pelos mesmos dilemas: medo de que máquinas substituam humanos, a tendência de humanizar a tecnologia, o apego emocional que muitas pessoas desenvolvem por ela e as promessas ambiciosas que raramente se cumprem — mas que continuam a atrair investimentos e atenção.
O cenário do século passado e de agora são diferentes, no entanto, em um aspecto principal: o tanto de dinheiro e recursos que se está investindo nessas tecnologias nos dias atuais.
"Existe uma diferença de que hoje estamos em um contexto do capital financeiro e dos investimentos que essas empresas atraem, o espaço que elas conseguem junto a governos", disse à BBC News Brasil Bernardo Gonçalves, pesquisador de inteligência artificial, filósofo e tecnologista do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).
"Mas as questões, eu diria que são as mesmas", completa.
Em entrevista à reportagem, Gonçalves fez um resgate dos debates históricos em torno da inteligência artificial, de momentos em que cientistas projetaram o futuro e os problemas da IA — muitos debates que ainda permanecem vivos.
Confira alguns deles a seguir.
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Amazon confirma demissão de 16 mil funcionários após disparar email por engano sobre os cortes Fim do Mais lidas CRÉDITO,ARQUIVO PESSOAL Legenda da foto,Para Bernardo Gonçalves, pesquisador de inteligência artificial, questões sobre a IA permanecem as mesmas há mais de 50 anos O apego emocional às máquinas Pule Whatsapp! e continue lendo
No WhatsApp Agora você pode receber as notícias da BBC News Brasil no seu celular.
Clique para se inscrever Fim do Whatsapp! O professor do MIT e cientista Joseph Weizenbaum criou um programa, ainda na década de 60, que é hoje considerado o primeiro chatbot a se tornar conhecido no mundo.
Batizado de Eliza, o programa rodava em um computador IBM 7094, uma máquina de grande porte, que à época custava milhões de dólares, e era capaz de simular conversas.
O programa seguia um conjunto de regras pré-definidas para analisar o que era digitado e responder de forma automática.
No fundo, a máquina não entendia o que estava sendo dito, mas imitava uma conversa.
Em um dos testes, Weizenbaum programou Eliza para agir como uma terapeuta. O chatbot reformulava o que o "paciente" dizia, transformando frases em perguntas, o que criava a ilusão de diálogo.
PACIENTE: Meu namorado me fez vir aqui.
ELIZA: Seu namorado te fez vir aqui.
PACIENTE: Ele diz que estou deprimida a maior parte do tempo.
ELIZA: lamento que você esteja deprimida.
Naquela época, como relatou Weizenbaum em um capítulo de livro, alguns pesquisadores começaram a prever que, no futuro, máquinas poderiam oferecer terapia de verdade, até mesmo em hospitais.
O próprio criador da tecnologia se espantou com essa possibilidade. "Sem dúvida há técnicas para facilitar a projeção do terapeuta na vida do paciente. Mas que fosse possível a um psiquiatra defender que esse componente crucial do processo terapêutico pudesse ser substituído, isso eu não tinha imaginado", escreveu.
O interesse por Eliza era tanto que, certa vez, sua secretária pediu que ele saísse da sala para poder ter uma conversa particular com o programa.
"Por mais inteligentes que as máquinas possam vir a ser, há certos atos de pensamento que devem ser tentados apenas por seres humanos", disse ele no livro Computer Power and Human Reason, em 1976.
A tendência de tratar máquinas como pessoas CRÉDITO,GETTY IMAGES Legenda da foto,Turing questionava se máquinas podem pensar e antecipou críticas da época, publicadas em jornais ingleses No artigo considerado pioneiro na discussão sobre inteligência artificial, Computing Machinery and Intelligence (1950), o cientista britânico Alan Turing propôs a pergunta que ecoa até hoje: as máquinas podem pensar?
Antecipando objeções que já circulavam na imprensa britânica, Turing reuniu no artigo algumas das críticas mais comuns.
Havia as teológicas, segundo as quais "pensar é uma função da alma imortal do homem", e as filosóficas, que argumentavam que "somente quando uma máquina for capaz de escrever um soneto ou compor um concerto a partir de pensamentos e emoções sentidos — e não pela simples combinação de símbolos — poderemos concordar que ela é igual ao cérebro humano".
Talvez tenha sido essa última objeção, sobre a consciência e a criação genuína, a que mais inquietou seus contemporâneos.
O pesquisador Bernardo Gonçalves lembra que esses críticos diziam que os termos usados por Turing, que faziam alusões ao cérebro ou ao pensamento humano, eram inadequados.
"O Turing já tinha sido exposto como uma pessoa que estimulava o uso de certos termos que outros eram contra, como cérebro eletrônico ou se referir à capacidade de armazenamento de uma máquina como memória."
Anos depois da publicação do artigo de Turing, uma conferência na Dartmouth College, em 1956, ficaria conhecida como o momento de nascimento do termo inteligência artificial.
E o conceito tentou evitar justamente essa definição que mistura máquinas e mentes humanas.
"Eles definiram o campo como: máquinas que se comportam de tal forma que, se fosse um humano, seria dito que são inteligentes", lembra Gonçalves.
"Essa tradição de antropomorfizar continua até hoje, impulsionada por histórias de Hollywood que combinam a ideia de IA com antigas representações de criações humanas, que de repente ganham vida", afirma a jornalista Karen Hao em seu livro Império da AI (Empire of AI), que conta a história e os bastidores da criação e evolução da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT.
"Desenvolvedores de IA falam com frequência sobre como seus softwares aprendem, leem ou criam, como os humanos. Isso não só alimentou a percepção de que as tecnologias atuais de IA são muito mais capazes do que realmente são, como também se tornou uma ferramenta retórica para que empresas evitem responsabilidade legal", argumenta, citando exemplos de artistas e escritores que processaram essas empresas por não terem dado consentimento de uso de suas obras para treinar os modelos de linguagem.
Gonçalves avalia que a crítica de Karen Hao é muito semelhante à feita nos anos 50.
Ele lembra de um debate entre Turing e o matemático Douglas Hartree na década de 40, que já foi tema de um de seus artigos.
Em outubro de 1945, poucos meses após o fim da 2ª Guerra Mundial, Alan Turing foi contratado pelo Laboratório Nacional de Física britânico (National Physical Laboratory, ou NPL) para liderar o projeto de construção de uma máquina de computação.
A iniciativa buscava consolidar a posição do Reino Unido na corrida tecnológica que emergia do pós-guerra.
O projeto recebeu o nome de Automatic Computing Engine (ACE) e se tornaria um dos primeiros computadores eletrônicos programáveis da história.
Era um momento em que governos e cientistas começavam a vislumbrar usos civis e militares para essas novas máquinas capazes de armazenar instruções em memória, avanço decisivo em relação aos computadores criados durante o conflito.
"Depois da guerra se constroem os computadores capazes de armazenar um programa em memória", lembra Gonçalves. "Havia interesse em financiar esses projetos no contexto militar".
Legenda da foto,Tradição de antropomorfizar IA continua até hoje, diz a jornalista Karen Hao, autora do livro Empire of AI Máquinas para ajudar os humanos ou substituí-los? Na proposta apresentada ao NPL, Turing incluía algumas das suas primeiras reflexões sobre o futuro da computação.
Entre elas, a ideia de que máquinas poderiam aprender tarefas complexas, como jogar xadrez.
Já Douglas Hartree era considerado um dos principais especialistas em computação do Reino Unido e se tornaria membro do comitê executivo do próprio Laboratório Nacional de Física (NPL).
Enquanto Turing olhava para o futuro filosófico das máquinas, tentando compreender se elas poderiam, um dia, pensar, Hartree mantinha a cabeça na aplicação prática daquelas invenções.
Em 1946, ele publicou um artigo na revista Nature advertindo para o uso exagerado de metáforas humanas ao descrever computadores.
"Parece-me que a distinção é importante e que o termo cérebro eletrônico a obscurece e é enganoso, pois atribui à máquina capacidades que ela não possui; e é por isso que espero que o uso desse termo seja evitado no futuro", escreveu.
Hartree temia que expressões como essa criassem a ilusão de que as máquinas pudessem replicar a mente humana, confusão que desviaria a atenção do verdadeiro propósito da computação: o de ampliar a capacidade de cálculo e auxiliar o raciocínio humano, não substituí-lo.
Turing chegou a prever que seria tão fácil fazer uma pergunta a uma máquina quanto a uma pessoa no futuro. Hartree, por outro lado, via nesse entusiasmo um risco moral e político: acreditava que desprezar a razão humana e superestimar a das máquinas poderia abrir caminho para formas de autoritarismo, como aquelas que a Europa acabara de testemunhar.
Turing, vale lembrar, ajudou os Aliados e teve papel-chave na guerra, ao quebrar o código secreto nazista, que permitiu ler as mensagens navais alemãs cifradas com a máquina Enigma.
CRÉDITO,GETTY IMAGES Legenda da foto,Uma máquina de criptografia Enigma modelo I é vista em Bletchley Park, perto de Milton Keynes, ao norte de Londres, em 26 de outubro de 2023 'São tecnologias que deslocam poder' Para o pesquisador Bernardo Gonçalves, as disputas em torno da inteligência artificial têm a ver com o poder e quem irá exercê-lo.
"Por que temos controvérsia? Essa analogia com o humano, no fundo, é uma expansão do espaço da máquina na sociedade, que vai impactar no espaço do humano. Por exemplo, no que é um posto de trabalho", diz.
A própria história da computação, destaca Gonçalves, mostra como essas transformações sempre tiveram efeitos sociais concretos. Nos anos 1940 e 1950, o termo "computador" ainda designava pessoas, em especial mulheres, que realizavam cálculos complexos.
"Temos aí uma informação histórica que funciona como uma cápsula do tempo. A própria profissão de computador foi extinta pela construção dessas máquinas", explica.
Com o avanço da automação, essas tecnologias passaram a concentrar poder e alterar estruturas de trabalho. "Estamos falando de coisas que têm uma repercussão social muito forte e clara", afirma.
"São tecnologias de automação que deslocam poder, fazem impacto na vida das pessoas, na economia."
CRÉDITO,GETTY IMAGES Legenda da foto,O CEO da OpenAI, Sam Altman, testemunha perante a Comissão do Senado para o Comércio, Ciência e Transportes no Senado americano O ciclo de promessas e frustrações com a IA Nos anos 1970, o Reino Unido viveu um "inverno da IA", após o matemático James Lighthill publicar um relatório afirmando que o campo "vivia de especulações sem fundamento".
"Faz-se todo um glamour, mas não se alcançam esses resultados. Promete-se ir muito longe", afirma Gonçalves.
"Alguns pesquisadores começaram a dizer: a gente precisa parar de prometer tudo isso, porque depois isso queima a área."
Hoje, segundo ele, o ciclo se repete, agora impulsionado por empresas de tecnologia com alcance global e orçamentos bilionários.
"A polarização é tão forte que parece que ou esses sistemas vão logo se transformar em superinteligências e tomar o poder, ou são burros, estúpidos, meros papagaios estocásticos. Mas, na verdade, a área segue se desenvolvendo."
Mesmo com o ceticismo de parte da comunidade científica, Gonçalves destaca que o poder econômico e político dessas corporações sustenta o ritmo das inovações.
"Desde 2022, quando surge o ChatGPT, esses sistemas vêm melhorando. E aí não estou falando do que se promete, mas do que de fato se observa."
"É um tipo de pesquisa que, se bem-sucedida, tem impacto muito grande. Você poder automatizar mais e mais atividades intelectuais, de escritório, que foram as mais preservadas da automação das primeiras revoluções industriais, que eram mais mecânicas", diz.
Sob a lógica do teto de gastos e das prioridades fiscais, os investimentos públicos passam por uma seleção política que raramente é neutra. No campo da educação, essa dinâmica tem produzido um deslocamento sistemático de recursos da educação básica para o ensino superior, aprofundando desigualdades sociais e consolidando a precarização da escola pública como parte de um projeto neoliberal mais amplo, com impactos diretos sobre a democracia
Chatty, bright-eyed children surrounded US Department of Education Secretary Linda McMahon as she walked with them through an airy building in Texas. Part of a 50-state tour, this stop last year was at an unusual institution: the Austin campus of Alpha, a chain of private schools that educates students from grades K-12 using AI to speed-teach core academic subjects in just two hours a day.
GenAI in education is a sprawling topic, so each January I try to distill it into a single post: what’s changed, what’s most important, and what you can actually do with the technology. This is 2026’s introduction to GenAI: I’ll dig deeper into each section throughout the year.
My students call it “Chat,” a cute nickname they all seem to have agreed on at some point. They use it to make study guides, interpret essay prompts, and register for classes, turning it loose on the course catalog and asking it to propose a weekly schedule. They use it to make their writing sound more “professional,” including emails to professors like me, fearing that we will judge them for informal diction or other human errors.
As consequências econômicas são diretas e difíceis de contornar. O envelhecimento populacional eleva os gastos com previdência e saúde, estreitando o espaço fiscal e reduzindo o crescimento potencial da economia. Mesmo quando há ganhos de produto por trabalhador, a escassez relativa de mão de obra tende a reduzir o dinamismo, especialmente em países com baixa produtividade e instituições rígidas. No caso brasileiro, o risco é claro: envelhecer rápido sem ter resolvido gargalos históricos — como educação deficiente, baixa produtividade, infraestrutura precária e um sistema tributário disfuncional.
O que pode ser feito para mitigar esses efeitos? A resposta mais realista não está em tentar “voltar” às taxas de fecundidade do passado. Políticas natalistas raramente conseguem reverter tendências profundas e, quando funcionam, produzem efeitos modestos e custosos. O caminho mais efetivo é adaptar a economia ao novo perfil demográfico: alinhar regras previdenciárias à maior longevidade, elevar a taxa de participação de adultos e idosos saudáveis, e reduzir barreiras à conciliação entre trabalho e família.
A cartilha Atitudes Inclusivas, desenvolvida pela Fundação Tide Setubal, é um guia essencial para quem deseja compreender e praticar atitudes inclusivas no dia a dia – em casa, no trabalho e nos espaços públicos. Assim, o material busca, então, apoiar pessoas e organizações em processos de transformação cultural. O conteúdo reúne conceitos fundamentais sobre diversidade, equidade e inclusão (DEI). Além disso, o material oferece orientações práticas para combater discriminação, preconceito e vieses inconscientes. E, desse modo, contribui para a construção de ambientes mais justos, respeitosos e acolhedores. Para além de fornecer conceitos básicos, a publicação apresenta exemplos práticos de como adotar postura inclusiva considerando diferentes grupos minorizados. Objetiva-se, então, fornecer orientações sobre como promover comportamentos que podem transformar ambientes de trabalho e convivência. Objetivo referente à produção da cartilha consiste, então, em incentivar a criação de espaços onde todas as pessoas possam se sentir valorizadas, seguras e respeitadas.
O guia Transversalidade de Crianças e Adolescentes nas Políticas Públicas, no Plano e no Orçamento faz parte do projeto Seminários e Guias sobre a Transversalidade nas Políticas Públicas, no Plano e no Orçamento. Trata-se de iniciativa do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO).
Começou, na Justiça da Califórnia, o primeiro julgamento que pode testar a impunidade das redes sociais no seu poder entre usuários jovens. O processo é movido por uma mulher de 20 anos, identificada pelas iniciais KGM, que responsabiliza o sistema de algoritmos usado nas plataformas pela dependência que teria afetado sua saúde mental.
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