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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Inovação Educacional
Today, 12:11 PM
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Cerca de um terço dos cursos no país tem nota baixa após avaliação inédita sobre formação médica
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Inovação Educacional
Today, 12:05 PM
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Na justificativa, o senador afirma que muitos estudantes de instituições filantrópicas ou confessionais têm perfil socioeconômico idêntico e também se encontram em situação de vulnerabilidade, como os alunos das redes públicas e de instituições comunitárias, estando igualmente inscritos no CadÚnico. "A exclusão desses alunos do Programa Pé-de-Meia representa uma desigualdade na política de incentivo, desconsiderando o princípio de isonomia e criando uma disparidade injusta no acesso aos benefícios", argumenta. Atualmente, o texto está na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, sob relatoria da senadora Professora Dorinha (União Brasil-TO). Em seu parecer, ela também acolheu uma emenda que prevê que alunos matriculados no ensino médio em tempo integral terão direito a incentivo adicional, na modalidade de poupança, correspondente ao tempo adicional de permanência na escola.
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Today, 8:02 AM
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“Foi identificada uma inconsistência na base dos insumos disponíveis no Sistema e-MEC para as manifestações, decorrente da utilização de uma nota de corte diferente daquela estabelecida na nota técnica número 19/2025/CGAFM/DAES-INEP”, informa o ministério.
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Today, 8:01 AM
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O Ministério da Educação deveria exigir qualidade mínima dos cursos das instituições filantrópicas e impedir mensalidades acima da média
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January 19, 10:17 AM
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A maioria das graduações foi aprovada entre novembro e dezembro de 2025. Atualmente, os cursos se dividem principalmente em três modelos principais: cursos exclusivos de inteligência artificial; cursos combinados de ciência de dados e inteligência artificial; e formações que unem inteligência artificial e engenharia de software.
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January 19, 9:44 AM
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A Higher Ed Professional's Guide to Agentic AI Michelle Kassorla, Georgia State University, Perimeter Jonathan McMichael, Arizona State University Anna Mills, College of Marin Tim Mousel, Lone Star College Adam Pryor, Bethany College Table of Contents Presentation Video
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Inovação Educacional
January 19, 9:42 AM
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O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deverá movimentar R$ 370,3 bilhões no próximo ano. A Portaria Interministerial nº 14/2025, que apresenta as estimativas para o exercício de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, pelos ministérios da Educação (MEC) e da Fazenda (MF). O crescimento corresponde a um acréscimo de 8,54% no financiamento da educação básica pública em relação a 2025, quando o Fundo fechou o ano com R$ 341,1 bilhões.
A receita estimada do Fundeb para 2026 será composta por R$ 301,1 bilhões provenientes das contribuições dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e por R$ 69,2 bilhões de complementação da União. O cálculo foi realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação.
A complementação federal prevista para 2026 representa um aumento de 23,3% em relação a 2025, quando o aporte da União foi de R$ 56,1 bilhões, totalizando R$ 13 bilhões a mais em recursos federais para a educação básica.
“Esse aumento significativo de recursos impacta diretamente o futuro das nossas crianças, jovens, professores e professoras. Com maior financiamento em 2026, vamos melhorar ainda mais a nossa educação”, afirma o ministro da Educação, Camilo Santana.
Para Fernanda Pacobahyba, presidente do FNDE, o Fundeb é um pilar fundamental para a equidade na educação pública. “São recursos para melhoria da infraestrutura escolar, aquisição de materiais pedagógicos e valorização docente”.
Complementação – O crescimento das receitas do Fundeb em 2026 é resultado da elevação das projeções de arrecadação dos impostos e transferências vinculados ao Fundo e da integralização do percentual de complementação da União previsto na legislação do Novo Fundeb, que alcança 23% no próximo ano. Desse total, 10% correspondem à complementação Valor Anual por Aluno (VAAF); 10,5% à complementação Valor Anual Total por Aluno (VAAT); e 2,5% à complementação Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), percentual que encerra o ciclo de ampliação progressiva da participação da União no financiamento do Fundo, conforme estabelecido em lei.
Aplicação – Do total de recursos do Fundeb, no mínimo 70% devem ser destinados ao pagamento dos profissionais da educação básica em efetivo exercício, reforçando a política de valorização desses profissionais nas redes públicas de ensino. Os 30% restantes devem ser aplicados em ações de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), como melhorias na infraestrutura escolar, aquisição de equipamentos e materiais pedagógicos.
Matrículas – As estimativas para 2026 consideram um total de 39,3 milhões de matrículas na educação básica pública. No caso da complementação VAAR, 3.076 entes federativos cumpriram as condicionalidades exigidas para o recebimento dos recursos, evidenciando o avanço na adoção de indicadores de melhoria da gestão e dos resultados educacionais.
Os recursos referentes às complementações da União serão repassados em 13 parcelas mensais, no período de janeiro de 2026 a janeiro de 2027, conforme o cronograma estabelecido na Portaria Interministerial nº 14/2025. As estimativas serão atualizadas a cada quatro meses, conforme determina a legislação do Novo Fundeb, com o objetivo de manter os valores ajustados às projeções de arrecadação ao longo do exercício.
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Inovação Educacional
January 19, 8:33 AM
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A Associação De Olho no Material Escolar disponibilizou o Painel da Educação, uma plataforma pública, online e gratuita que permite à sociedade acompanhar o desempenho da educação brasileira com base em dados abertos e confiáveis. A ferramenta, inédita nesse formato no país, reúne informações de fontes como o Censo Escolar, Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), Estudo Internacional de Progresso em Leitura (PIRLS), Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências (TIMSS) e Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), permitindo segmentar, comparar e analisar resultados de forma acessível e interativa.
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Inovação Educacional
January 19, 8:31 AM
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Denis Diderot não tentou derrotar os reis com uma revolução. Nem sequer com uma declaração de direitos. Tentou com um dicionário. A “Encyclopédie”, que coeditou com d’Alembert de 1751 a 1772, foi descrita por seus críticos como um compêndio inofensivo de “ciências, artes e ofícios”. Na verdade, foi uma bomba epistêmica. Sob a aparência de um simples arranjo alfabético, Diderot reorganizou completamente a forma como o conhecimento era estruturado, validado e transmitido. Não era catalogação neutra: era insurgência conceitual. Artigos ortodoxos sobre teologia católica e teoria da alma eram meticulosamente comissionados, e depois sistematicamente minados por referências maliciosas que conduziam o leitor a contradições insolúveis. Um verbete sobre a “Arca de Noé” se tornava involuntariamente cômico quando cotejado com artigos sobre física e biologia. O verbete “Antropófagos” (Canibais) apontava para “Altar”, “Comunhão” e “Eucaristia”, uma comparação que não precisava de palavras. Diderot havia aprendido, em sua breve prisão em Vincennes, que a confrontação direta era suicida. Mas reorganizar o próprio mapa do conhecimento? Isso era imperceptível até que fosse tarde demais. Quase 275 anos depois, estamos vivendo a sequência dessa história. Mas desta vez, o insurgente não é um escritor encarcerado. É um conjunto de modelos de linguagem de código proprietário, de centenas de bilhões de parâmetros, acessíveis a bilhões de pessoas em 3 anos, velocidade de difusão que Diderot e seus sucessores nunca poderiam ter imaginado. OS DOIS LADOS DA MOEDA: O QUE MUDOU A estrutura do poder epistêmico até ontem era assim: universidades detinham o monopólio sobre credibilidade, acesso, certificação e disseminação de conhecimento. Você precisava estar fisicamente em Cambridge, Harvard ou Recife para acessar expertise. Precisava de livros caros, de credenciais que apenas eles podiam conferir. Esse modelo repousa em 3 pilares: escassez de conhecimento, hierarquia de especialistas e validação institucional. A IA desintegra todos esses pilares simultaneamente. Um estudante em Taperoá, ou qualquer lugar conectado, pode agora ter explicações personalizadas sobre mecânica quântica ou teoria pós-colonial às 3 da manhã. Não de um professor ocupado. Nem de uma aula gravada. De um sistema que se adapta em tempo real ao seu estilo de aprendizado, suas lacunas específicas, sua velocidade cognitiva. A eficiência é devastadora para as instituições educacionais clássicas. O SEQUESTRO EPISTÊMICO: QUANDO IA VIRA REI Mas há um detalhe que Diderot não enfrentou, porque a tecnologia da época o impossibilitava: a “Encyclopédie” era um artefato descentralizado. Qualquer pessoa podia fazer uma cópia (e muitas fizeram, clandestinamente). O poder de produzir conhecimento permanecia, em tese, distribuível. Não é assim com a IA agora. Os LLMs que moldam como bilhões de pessoas acessam e validam conhecimento são propriedade de 5 empresas de tecnologia, que determinam que perguntas podem ser feitas, quais são plausíveis, que vozes são ouvidas e que prioridades importam. Quando uma universidade licencia o ChatGPT para toda a sua comunidade, como fez a California State University com a OpenAI, não apenas adota uma ferramenta. Está terceirizando sua autoridade epistêmica. Está abdicando da sua responsabilidade histórica de determinar o que conta como conhecimento válido. É o equivalente digital de um rei entregando sua coroa a um banqueiro. CONSEQUÊNCIAS: O LABIRINTO SEM SAÍDA Se as universidades abdicam dessa responsabilidade, o que acontece? Primeiro, há a questão pragmática: mais de 70% dos estudantes universitários usam IA para estudar e escrever papers. Professores (cerca de 30%) usam IA para avaliá-los. Universidades compram ferramentas de detecção de IA. É um ouroboros corporativo: tech cria o problema, tech vende a solução, lucro escala. Mas a questão pragmática mascara algo mais profundo: a perda de capacidade intelectual distribuída. Kant definiu imaturidade como “incapacidade de usar o entendimento sem orientação de outro”. A IA é um “outro” mais convincente que qualquer rei. É sempre disponível. Sempre seguro. Sempre fluente. Sempre, pela 1ª vez na história intelectual, aparentemente isento de interesse político. Quando um estudante “faz” uma pesquisa com ChatGPT, ele não está aprendendo o método que Diderot aprendeu: questionar, conectar, ver incongruências. Está sendo treinado para aceitar fluidez como verdade. Para confundir confiança algorítmica com compreensão. Pior: as universidades estão ensinando os mesmos hábitos. Professores em universidades como Columbia, Ohio State e UC usam agora sistemas de IA para preparar aulas, criar slides e até estruturar currículos. Não porque sejam preguiçosos. Porque foram sucateados: turmas maiores, menos financiamento, mais burocracia. DIDEROT TERIA FEITO O QUÊ? A pergunta não é ociosa. Porque Diderot enfrentou um dilema análogo: sabia que a confrontação direta era suicida. Mas também sabia que reproduzir ortodoxia seria inútil. Então fez algo mais inteligente: criou um sistema que permitisse múltiplas leituras. O leitor ingênuo poderia ler a “Encyclopédie” como um compêndio sensato. O leitor atento descobriria contradições, lacunas, ironias. A própria estrutura do conhecimento se tornava ferramenta de crítica. O que as universidades devem fazer agora é análogo, mas invertido: recuperar agência epistêmica – não rejeitar a IA, o que seria fútil. Mas insistir que a universidade, não a corporação, define que conhecimento conta e por quê. Isso significa treinar modelos próprios, exigir transparência radical ou, mais subversivamente, aprender, estudantes e professores, a desconfiar sistematicamente da IA. transformar a avaliação – se a IA pode produzir prosa competente, a universidade deve parar de avaliar respostas e começar a avaliar processo cognitivo. Não é mais “escreva um ensaio”… passa a ser escreva um ensaio e ao mesmo tempo documente seus fundamentos, suas escolhas, suas objeções, suas correções. reafirmar a função pública – a universidade nasceu como lugar onde discordância era sagrada. Quando se torna “parceira” de corporações de tech, perde isso. Precisa recuperar. Se não… democratizar conhecimento de verdade – a IA democratizou o acesso –qualquer um pode fazer uma pergunta. Mas não democratizou a capacidade de pensar criticamente sobre respostas. Isso exige educação de qualidade em escala, mentores humanos, comunidades de pesquisa e inovação. EPÍLOGO: A SANFONA EPISTÊMICA Vivemos numa era de sanfonas históricas: períodos de abertura seguidos de fechamento; democracias virando autoritarismos, liberdade epistêmica cedendo lugar a controle corporativo. O momento é crítico porque, pela 1ª vez, o fechamento pode ser invisível. Não há decreto contra o pensamento crítico. Há apenas um sistema que torna mais fácil copiar que pensar, mais eficiente aceitar que questionar. Diderot aprendeu que a verdadeira insurgência não era grito: era reorganização silenciosa da própria estrutura do conhecimento. Ele não derrotou os reis. Mas criou as condições para que outros, décadas depois, pudessem fazê-lo. A questão, agora, é: a universidade terá coragem de fazer o mesmo com IA e seus reis? De recusar-se a ser mera plataforma de distribuição corporativa e reimaginar-se como lugar onde a IA é questionada, dissecada, desautorizada? Os reis de hoje não têm tronos. Têm data centers. E a luta por liberdade epistêmica, pelo direito à agência de pensar, questionar, errar, é talvez a mais urgente que enfrentamos e enfrentaremos. Diderot teria entendido perfeitamente.
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Inovação Educacional
January 19, 8:24 AM
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Restrição no uso do chat para menores na plataforma gerou críticas e ameaças, mostrando que os nascidos a partir de 2010 são capazes de se organizar de maneira própria sem a necessidade de uma liderança formal
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Inovação Educacional
January 19, 8:20 AM
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“Nosso foco principal é orientar os servidores públicos, mas é claro que as duas publicações podem ser utilizadas por qualquer pessoa que considere o tema relevante para a sua atividade”, disse o secretário de Governo Digital, Rogério Mascarenhas. “Ao construir boas instruções para as diversas soluções disponíveis, fica mais fácil a obtenção de respostas úteis, éticas e seguras”, complementou. A proposta do governo com essa publicação é simplificar o uso de IA para os servidores, otimizando processos, tornando as tomadas de decisões mais eficazes e aprimorando o atendimento ao cidadão.
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January 19, 8:15 AM
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Você se reconhece nesta cena: o celular vibra, uma mensagem interrompe o raciocínio, outra tarefa surge antes da anterior terminar. Ao fim do dia, o corpo até pode estar parado, mas a mente segue acelerada. E o cansaço permanece. Um cansaço estranho, que não melhora com descanso físico e que parece não ter causa clara. Essa é a exaustão contemporânea. Ele não nasce nos músculos. Nasce no cérebro. Em algum momento, esse cansaço deixa de ser apenas uma sensação subjetiva e passa a ter explicação biológica. A exposição contínua a estímulos digitais, interrupções frequentes e excesso de informações sobrecarrega os sistemas do cérebro responsáveis pela atenção, pelo controle emocional e pela tomada de decisões. O resultado é uma fadiga mental real, associada à sensação persistente de esgotamento, mesmo na ausência de esforço físico intenso. Quando esse estado se prolonga, o organismo entra em modo de alerta. O sistema de estresse permanece ligado, o cortisol se desregula e o sono e a capacidade de recuperação são afetados. Não é só estresse emocional. É um desequilíbrio fisiológico. Vivemos imersos em estímulos contínuos. Notificações, demandas digitais, decisões sucessivas, vigilância constante. O cérebro humano não foi projetado para operar nesse regime de alerta permanente. Ele precisa de alternância entre foco e pausa. O que fazemos hoje é exigir atenção contínua, sem intervalos reais de recuperação. A isso se soma a fadiga decisional. Desde cedo somos obrigados a escolher o tempo todo. O que responder, o que ignorar, o que priorizar, o que deixar para depois. Cada decisão consome energia mental. Quando esse estoque se esgota, surgem sintomas difusos: dificuldade de concentração, irritabilidade, lapsos de memória, sensação de sobrecarga constante. Do ponto de vista biológico, esse alerta contínuo mantém ativado o sistema de estresse do organismo. É o mesmo mecanismo que nos prepara para o perigo. Em situações pontuais, ele é fundamental. Quando se torna crônico, passa a ser nocivo. O corpo entra em modo de sobrevivência. Nesse contexto, há liberação persistente de hormônios do estresse, como o cortisol. Em vez de proteger, ele passa a desorganizar funções essenciais. O sono perde qualidade, o metabolismo se torna menos eficiente e instala-se uma inflamação silenciosa. Não é raro que o cansaço crônico venha acompanhado de insônia, ganho de peso, infecções recorrentes, palpitações ou pressão arterial mais instável. O burnout, tão citado nos últimos anos, é apenas a face mais visível desse processo. Antes dele, existe uma longa fase de exaustão funcional. Pessoas que continuam trabalhando, produzindo e entregando resultados, mas à custa de um esforço interno cada vez maior. Por fora, tudo parece funcionar. Por dentro, o organismo já sinaliza que algo está errado. Esse cansaço também bagunça o relógio biológico. A mente cansada dorme mal. O sono fragmentado, por sua vez, piora a regulação hormonal e metabólica, criando um ciclo difícil de romper. Dorme-se, mas não se recupera. Descansa-se, mas não se restaura. Curiosamente, a tentativa mais comum de lidar com essa exaustão é adicionar mais estímulo. Mais café. Mais controle. Mais metas. O alívio costuma ser breve. É como acelerar um carro com o tanque quase vazio. O que esse tipo de cansaço pede não é apenas férias ou repouso físico. Ele pede redução de ruído mental. Pausas reais, sem tela. Intervalos sem cobrança. Momentos em que o cérebro possa sair do modo tarefa e entrar no modo reparo. Estratégias simples fazem diferença. Dormir em horários regulares. Reduzir o uso de telas à noite. Praticar atividade física de forma consistente, não extenuante. Criar espaços de silêncio no dia. Técnicas de atenção plena, respiração e desaceleração não são modismo. Elas atuam diretamente nos sistemas biológicos do estresse, ajudando o corpo a sair do estado de alerta contínuo. Talvez o maior erro seja tratar esse cansaço como fraqueza individual. Ele é, na verdade, uma resposta previsível a um estilo de vida que exige mais do cérebro do que ele consegue sustentar indefinidamente. O corpo sempre avisa. A pergunta é se estamos dispostos a escutar quando o aviso ainda é cansaço, e não doença.
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Today, 12:13 PM
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Tie administra uma startup chamada Manhattan Genomics e diz trabalhar para desenvolver "terapias de correção genética seguras e éticas". Ela compartilha as crenças de He sobre o potencial da China para impulsionar o futuro da tecnologia.
Segundo a empresária, os EUA ainda tinham vantagem na área, mas ressaltou que "a China historicamente teve uma execução muito rápida em tecnologia de ponta, particularmente na medicina, e se beneficia de menos regulamentação".
Ela se recusou a discutir por que foi impedida de entrar na China e a comentar uma mensagem enigmática que publicou na plataforma social X sobre o escrutínio que, a seu ver, o campo atrai: "A China acha que sou uma espiã da CIA, e os EUA acham que sou uma espiã do Partido Comunista da China".
O atual líder da China, Xi Jinping, estabeleceu a meta de o país assumir a liderança global em ciência e tecnologia até 2049, o centenário da chegada do Partido Comunista ao poder. O governo investe fortemente para se tornar líder em "tecnologia de manipulação genética".
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Today, 12:09 PM
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Essas graduações são oferecidas por 93 instituições federais e privadas. No exame, elas não conseguiram que 60% dos seus estudantes concluintes no curso alcançassem a proficiência mínima na prova. Esse montante representa um terço dos 304 cursos de medicina regulados pelo MEC que participaram do exame, criado pelo governo Lula em abril do ano passado.
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Today, 8:03 AM
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A divulgação das notas do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) foi a responsável por derrubar diversas ações de companhias do setor de educação nesta segunda-feira (19).Entre as maiores quedas, ficaram os nomes da Ser Educacional (SEER3), da Ânima (ANIM3) e da Cogna (COGN3). Elas…
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Today, 8:01 AM
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O Ministério da Educação deveria exigir qualidade mínima dos cursos das instituições filantrópicas e impedir mensalidades acima da média
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Today, 8:00 AM
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O Ministério da Educação deveria exigir qualidade mínima dos cursos das instituições filantrópicas e impedir mensalidades acima da média
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January 19, 10:13 AM
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De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice; 🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2. De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
➡️ Dos alunos concluintes, cerca de 39 mil, que são aqueles que estão perto de chegarem ao mercado de trabalho para atender o público, apenas 67% teve o que o instituto chama de "resultado proficiente", ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
O restante, quase 13 mil alunos, não conseguiu resultado satisfátório. Melhores e piores resultados A análise por tipo de instituição revela grandes diferenças de desempenho entre as categorias de universidades.
As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, aparecem principalmente em cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos. Também tiveram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, e as chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nessas mesmas faixas. As privadas sem fins lucrativos registraram um terço dos cursos com conceitos considerados insuficientes.
Já os melhores resultados, nas faixas 4 e 5, ficaram concentrados sobretudo no setor público federal e estadual.
Nas universidades públicas federais, 87,6% dos cursos alcançaram os conceitos mais altos. Entre as estaduais, esse percentual foi de 84,7%. As instituições comunitárias e confessionais também se destacaram, com quase metade dos cursos na faixa 4, embora tenham presença menor na faixa máxima.
O que vai acontecer? As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas à penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santa informou que das 107, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
O que acontece agora com os cursos:
8 cursos não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais; 13 cursos vão ter que reduzir pela metade o número de cursos e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais; 33 cursos vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais; 45 cursos não podem mais aumentar o número de vagas. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforça que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
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January 19, 9:43 AM
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Gmail is getting AI Overviews, smarter suggested replies, and upgraded proofreading tools as Google deepens its Gemini rollout.
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January 19, 9:41 AM
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Varoufakis declarou que demorou cerca de 2 minutos até ele constatar que estava assistindo a um clone virtual seu, tal a perfeição
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January 19, 8:33 AM
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Manifesto assinado por dezenas de professores. Querem pôr fim a dilúvio de “trabalhos artificiais sistematicamente nivelados pela mediania de um chatbot”.
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Inovação Educacional
January 19, 8:25 AM
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AI models are being unleashed into schools across the world, in a massive experiment on kids with uncertain results.
Now, fresh research provides a clue about the tech’s effects on children’s education, and it’s not promising. According to a new study from Brookings Institution’s Center for Universal Education, AI poses profound risks to children’s social and intellectual development — and the consequences could be dire.
“At this point in its trajectory, the risks of utilizing generative AI in children’s education overshadow its benefits,” reads the report, which should give pause to school teachers across the America who have increased their use of AI from 34 to 61 percent.
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Inovação Educacional
January 19, 8:22 AM
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Esta publicação é uma iniciativa da Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos - MGI, integrada às ações do Núcleo de Inteligência Artificial (Núcleo de IA) do Governo Federal. , Este material oferece recomendações sobre o uso eficaz e responsável das ferramentas de IA generativa, além de auxiliar na criação de instruções (prompts) claras e objetivas que otimizem as atividades diárias das pessoas servidoras públicas.
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January 19, 8:17 AM
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A regional snapshot of how 193 real AI initiatives are already transforming teaching, inclusion, and school management across Latin America and the Caribbean—and what it means for the future of education.
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January 19, 8:08 AM
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Portaria do Ministério da Educação (MEC) desta quarta-feira, 26, estabeleceu que os exames podem ser considerados uma atividade presencial dentro dos programas de ensino a distância e devem ser limitados a até 5% da carga horária total de um determinado programa.
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