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November 15, 12:43 PM
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Mudanças climáticas estão longe do debate escolar, diz pesquisa

Mudanças climáticas estão longe do debate escolar, diz pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it

Uma pesquisa nacional realizada pela Nova Escola, em parceria com o OCE (Office for Climate Education), mostra que os professores brasileiros estão prontos para contribuir com esse movimento. Faltam, porém, incentivos e recursos para fazê-lo.
O relatório “Educação sobre Mudanças Climáticas: Percepções e Práticas de Professores no Brasil” revela que 92% dos professores consideram a educação climática muito importante, mas a maioria ainda enfrenta falta de formação, apoio institucional e recursos pedagógicos para trabalhar o tema de forma contínua nas escolas. O estudo ouviu 1.600 professores de todas as regiões do país, das redes pública e privada.

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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Today, 8:08 AM
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Geração Z vê IA como essencial para emprego, diz pesquisa

Geração Z vê IA como essencial para emprego, diz pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it
Uma nova rodada da pesquisa "Jovens, Inteligência Artificial e Mercado de Trabalho", feita pela agência de dados Nexus e encomendada pela organização social Demà, mostra que a Geração Z passou a considerar o domínio de ferramentas de inteligência artificial como requisito para a empregabilidade. Mas a faixa etária também manifesta temor sobre os impactos da tecnologia no futuro profissional.

Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados, de 14 a 29 anos, afirmam que conhecer IA é essencial para o desenvolvimento na carreira, e 84% dizem que o tema será decisivo na hora de conseguir uma vaga. A demanda por qualificação acompanha essa percepção, com 64% pretendendo fazer cursos na área.
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Today, 7:50 AM
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Contestar a aceleração digital é escolher a velocidade da nossa vida

Contestar a aceleração digital é escolher a velocidade da nossa vida | Inovação Educacional | Scoop.it
Na coluna de hoje, abro espaço para reflexão do jornalista e pesquisador Rafael Burgos. Tivemos uma conversa nos últimos dias sobre estes conteúdos hiperacelerados que circulam em redes sociais - vídeos curtos que vão naturalizando a aceleração, pois eles não são acelerado
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Today, 6:22 AM
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Atraso na divulgação do Censo expõe receio sobre uso de IA

Atraso na divulgação do Censo expõe receio sobre uso de IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Novecentos e trinta e um dias depois do fim coleta e apuração dos dados do Censo Demográfico de 2022, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ainda não divulgou os microdados da pesquisa, que permitem análises mais detalhadas para a academia e para formuladores de políticas públicas. A justificativa do instituto é um "elevado risco" de quebra de sigilo dos respondentes, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial.

Uma resolução do conselho diretor do IBGE, de novembro, acessada pela Folha, indica vulnerabilidade caso os microdados saiam sob os protocolos de divulgação atuais. O documento ainda aponta para a necessidade de uma nova política de confidencialidade.
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December 14, 2:52 PM
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The Economist: O que move Netflix e Paramount na disputa pela Warner

The Economist: O que move Netflix e Paramount na disputa pela Warner | Inovação Educacional | Scoop.it
Os créditos estavam prontos para rolar. A Netflix, a maior empresa de streaming do mundo, anunciou em 5 de dezembro que iria adquirir a maior parte da Warner Bros. Discovery, um dos maiores nomes da indústria cinematográfica tradicional, em um negócio avaliado em US$ 83 bilhões. Mas, em 8 de dezembro, a Paramount, uma rival muito menor, pressionou para que a transação fosse suspensa. Ela apelou diretamente aos acionistas da Warner para aceitarem uma oferta alternativa de US$ 108 bilhões pela empresa inteira, prometendo um acordo “superior à Netflix em todas as dimensões”.

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As cifras exorbitantes podem aumentar ainda mais: os proprietários da Paramount, a família Ellison, deixaram claro que estão dispostos a desembolsar mais; a Netflix, avaliada em mais de US$ 400 bilhões, também pode aumentar sua oferta se quiser. Mas a principal diferença entre os licitantes não é o preço da oferta. A Netflix e a Paramount veem coisas diferentes em seu alvo. O resultado da guerra de lances moldará o futuro de Hollywood e do entretenimento em geral.

Durante meses, a Paramount foi a favorita para comprar o estúdio centenário. David Ellison, um produtor de Hollywood de 42 anos, adquiriu a Paramount em agosto por US$ 8 bilhões, apoiado por seu pai, Larry Ellison, cuja participação na Oracle, uma empresa de software, o tornou o segundo homem mais rico do mundo.

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Mal receberam as chaves do terreno da Paramount na Melrose Avenue, anunciaram que iriam atrás da Warner, para construir um colosso da mídia. Os Ellisons tinham o dinheiro, o motivo e uma relação amigável com o presidente Donald Trump. O que poderia impedir seus planos?

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A Netflix. Em 4 de dezembro, enquanto David Ellison enviava mensagens cada vez mais frenéticas para a administração da Warner, soube-se que a Netflix era a licitante preferida; no dia seguinte, o acordo foi anunciado. Documentos divulgados pela Paramount esta semana mostram que a empresa foi pega de surpresa.


Netflix e Paramount disputam para ver quem vai ficar com a Warner Foto: Patrick T. Fallon / AFP
A Paramount agora afirma que sua oferta mais recente e melhorada não foi considerada de forma justa pela administração da Warner. Ela se tornou hostil, argumentando que os acionistas merecem a chance de aceitar sua oferta, independentemente do que os executivos tenham acordado com a Netflix.


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As duas ofertas avaliam a Warner em um nível semelhante. A Paramount está oferecendo US$ 108 bilhões em dinheiro pela empresa inteira. A Netflix está oferecendo US$ 83 bilhões, em uma combinação de dinheiro e ações, pelo estúdio e serviço de streaming da empresa.

Segundo o acordo com a Netflix, os acionistas da Warner manteriam as redes de TV e cabo em declínio em uma empresa residual que Hollywood chamou de “ShitCo”. Na maioria dos cenários, o valor de mercado da ShitCo seria suficiente para que o acordo com a Netflix somasse aproximadamente o mesmo total que o da Paramount, embora com mais incerteza.

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No entanto, os dois acordos também representam futuros possíveis diferentes para o setor de entretenimento. O motivo da Paramount é claro. No momento, ela não tem escala para competir com os maiores nomes do streaming; combinada com a Warner, seria grande o suficiente para ser uma rival séria para empresas como Netflix e Disney. A guerra do streaming, que a Netflix praticamente venceu, seria reacendida. Em contrapartida, se a Paramount não conseguir fechar este acordo, ela “ficará muito mais perto de uma encruzilhada existencial”, observa a MoffettNathanson, uma empresa de pesquisa.

A Paramount também promete que irá revitalizar a indústria cinematográfica. David Ellison, um devoto da tela de prata que produziu filmes como Top Gun: Maverick, disse esta semana que uma fusão entre a Warner e a Paramount lançaria mais de 30 filmes por ano nos cinemas. A Netflix prometeu que continuará a distribuir os filmes da Warner nos cinemas. Mas ninguém em Hollywood acredita que a gigante do streaming será a salvadora da tela grande. No início deste ano, o codiretor executivo da Netflix, Ted Sarandos, disse que ir ao cinema era “uma ideia ultrapassada para a maioria das pessoas”.

Em vez disso, a Netflix vê outra coisa na Warner: suas ideias. A Netflix dificilmente precisa de escala. Com cerca de 325 milhões de assinantes, ela já é quase duas vezes maior que seus rivais mais próximos. Mas o que ela tem em quantidade, falta em qualidade. O banco UBS destaca que a Netflix tem cerca de duas vezes mais títulos que a Warner em seu serviço de streaming nos Estados Unidos, mas que, quando se trata de títulos com nota 9 ou 10 no IMDB, um site de resenhas, a HBO Max, da Warner, tem 141 contra 120 da Netflix.

A Netflix vê potencial para extrair mais engajamento desses títulos de primeira classe. Ela já mostrou como pode transformar séries antigas e cansativas, como “Suits”, um drama jurídico esquecido que licenciou da NBCUniversal há alguns anos e transformou em um grande sucesso.

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O que poderia fazer com propriedade intelectual (PI) valiosa como Game of Thrones, da Warner? Como disse Sarandos, “Os ativos deles funcionam melhor no nosso modelo de negócios, e o nosso modelo de negócios funciona melhor com esses ativos”.

A Netflix vê esses ativos como armas em uma batalha maior, com concorrentes fora de Hollywood. Apesar da obsessão da cidade com as guerras de streaming entre estúdios concorrentes, a Netflix passou a ver o YouTube como seu maior rival. A plataforma de mídia social de propriedade do Google foi responsável por 28% do streaming em TVs nos Estados Unidos no último trimestre, contra 19% da Netflix, de acordo com a Nielsen, que mede esses dados (a HBO Max representou menos de 3%).

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A Netflix pode ser agora a rainha de Hollywood. Mas está cada vez mais colocando seus programas produzidos profissionalmente contra o conteúdo caseiro, classificado por algoritmos, no YouTube e em outras plataformas. A aquisição da Warner lhe daria um arsenal de armas de alta qualidade para essa guerra.

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Esse será o argumento que a Netflix apresentará aos reguladores da concorrência se sua oferta avançar. Permitir que o maior serviço de streaming de Hollywood absorva o quarto maior pode parecer improvável, especialmente quando o acordo alternativo da Paramount promete criar um novo concorrente viável ao combinar o quarto e o quinto maiores.

A Netflix espera que os reguladores levem a sério a ideia de que a verdadeira ameaça a Hollywood são as plataformas de mídia social do Vale do Silício, que por enquanto estão vencendo a guerra pela atenção do público jovem.

Tanto a oferta da Netflix quanto a da Paramount são complicadas pela política. A Paramount alega que conseguiria fechar o negócio mais rapidamente do que a Netflix — em parte porque as preocupações com a concorrência seriam menos sérias e em parte porque os Ellisons são amigos do presidente. Trump disse que o negócio da Netflix “poderia ser um problema” devido à sua “grande participação no mercado”. Sarandos é um doador do Partido Democrata cuja esposa atuou como embaixadora durante a presidência de Barack Obama.

No entanto, a oferta da Paramount também não está isenta de controvérsia. A Affinity Partners, uma empresa de investimentos dirigida pelo genro de Trump, Jared Kushner, faz parte do seu consórcio. A Paramount afirma que a sua oferta é “apoiada” pela família Ellison e pela RedBird Capital Partners, outra empresa de investimentos americana. Mas, em um documento apresentado aos reguladores em 8 de dezembro, revelou que os maiores financiadores de sua oferta são, na verdade, um grupo de fundos soberanos do Golfo.

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Em uma oferta feita à Warner no início deste mês, os Ellisons deveriam aportar US$ 12 bilhões, enquanto Abu Dhabi, Catar e Arábia Saudita contribuiriam com US$ 24 bilhões (com o restante sendo composto por dívida). Uma oferta anterior incluía o apoio da Tencent, gigante chinesa de tecnologia.

A Paramount afirma que a Tencent não faz mais parte do negócio e que os investidores do Golfo não teriam direito a voto nem representação no conselho da nova empresa. Ela argumenta que isso deveria excluir a necessidade de interferência do órgão regulador dos investimentos estrangeiros nos Estados Unidos, o Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos. No entanto, seria no mínimo controverso que uma das maiores empresas de mídia dos Estados Unidos, que controlaria tanto a CNN quanto a CBS News, fosse parcialmente controlada pelas monarquias do Golfo e pelo genro do presidente.

O espetáculo ainda não acabou. A Netflix pode aumentar seu preço; a Paramount deixou claro que sua oferta de 12 dígitos não é a melhor e definitiva. Mas, seja qual for o valor alcançado, dois caminhos para o futuro do entretenimento americano foram traçados. Por um lado, a Paramount usaria a Warner para manter viva algo como a velha Hollywood, lutando nas guerras do streaming e lançando filmes nos cinemas, sendo apoiada nessa missão com bilhões de dólares de investidores do Golfo.

Por outro lado, a Netflix promete, na prática, acelerar as tendências dos últimos anos, reduzindo o número de estúdios independentes de Hollywood para construir uma potência de propriedade intelectual capaz de vencer a disputa mais ampla pela atenção com o Vale do Silício. Os acionistas da Warner devem escolher entre uma sequência nostálgica e uma reinicialização radical.
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Ricaços do Vale do Silício miram algoritmos e ciência de dados para gerarem os ‘bebês perfeitos’

Ricaços do Vale do Silício miram algoritmos e ciência de dados para gerarem os ‘bebês perfeitos’ | Inovação Educacional | Scoop.it
Se você pudesse criar seu bebê ideal, o que escolheria? Um amante de cochilos que dorme a noite toda? Uma mente para matemática e uma afinidade com a viola? Para os fundadores da startup de tecnologia de fertilidade Herasight, isso não é uma hipótese.

O fundador da Herasight, Michael Christensen, tem 1,98 m de altura e, mesmo em um mundo onde homens mais altos são vistos como mais fortes e competentes, isso é um pouco exagerado. Ele quer que seus futuros filhos sejam mais baixos e se sintam mais confortáveis em aviões comerciais.


Algoritmos já podem prever características de futuros bebês  Foto: Adobe Stock
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“É chato ser muito alto”, disse ele. “Nada é feito para você.”

O diretor científico Tobias Wolfram já armazenou embriões congelados com seu parceiro, em preparação para sua futura família. Seus bisavós viveram mais de 100 anos sem câncer ou problemas graves de saúde, sugerindo uma tendência familiar para um envelhecimento saudável. Mas há depressão no lado da família dele.

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“Eu realmente gostaria de ter certeza de que isso não seja transmitido”, disse ele. Wolfram esperou cinco anos para que a tecnologia da Herasight chegasse ao seu estado atual, para que ele pudesse examinar embriões em busca de indicadores de saúde mental.


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Jonathan Anomaly, executivo de comunicações da Herasight, está chegando aos 50 anos e planejando uma família com sua parceira, de 37 anos. Sua avó era um gênio, disse Anomaly, mas sofria de cinco doenças autoimunes diferentes que a mantinham confinada em casa. Ele planeja examinar embriões em busca de doenças autoimunes e, assim como Christensen, Anomaly disse que examinará a altura. Mas ele quer que seus filhos em potencial sejam um pouco mais altos do que seus 1,75 m.

Esta é a nova era do planejamento familiar que está surgindo em toda a área da baía, um lugar conhecido por sua concentração de riqueza extrema, alta tolerância ao risco, afinidade com novas tecnologias e mentalidade de adoção antecipada. Em vez de ter filhos da maneira tradicional, os futuros pais estão adotando uma abordagem sem precedentes para o planejamento familiar. Já não existem pais ricos que pagam às mulheres pelos seus óvulos porque têm características desejáveis ou que procuram doadores de esperma com base em diplomas da Ivy League e proezas atléticas. Trata-se de uma reprodução repensada através da lente de algoritmos e ciência de dados, até ao plano genético que compõe um ser humano.

Esse novo método significa optar pela fertilização in vitro (FIV) desde o início, mesmo que a infertilidade não seja um problema para criar embriões. A partir daí, os futuros pais estão investindo milhares em diferentes tipos de triagem de embriões de última geração que podem essencialmente gerar versões das perspectivas de saúde de seus futuros filhos, mostrando o risco de doenças hereditárias, cânceres infantis, esquizofrenia, autismo e diabetes tipo 1 e 2. Outras características, como altura, índice de massa corporal, habilidade musical e QI mais alto, também estão entre as ofertas de certas empresas. E com bilionários apoiando startups de tecnologia de fertilidade e financiando novas pesquisas relacionadas à concepção e seleção de embriões, as fronteiras entre ciência comprovada, possibilidades emergentes e hype ambicioso tornam-se cada vez mais complexas de analisar.

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Nos limites extremos, cientistas e pesquisadores estão estudando a eficácia dos transplantes de pênis, e cinco já foram realizados em todo o mundo até agora, incluindo um nos Estados Unidos. Os transplantes de útero levaram a 29 nascimentos vivos, quase todos por cesariana. Uma equipe de cientistas chineses concebeu com sucesso camundongos com dois pais machos, sem o DNA de uma camundonga mãe. E mais novidades estão por vir, incluindo processos de fertilização in vitro automatizados e habilitados por inteligência artificial (IA) que podem reduzir substancialmente os custos e o desenvolvimento de úteros artificiais. Uma startup de triagem de altura e inteligência apoiada pelo Reddit, e pelo fundador do fundo Seven Seven Six, Alexis Ohanian, cobriu as estações de metrô de Nova York com anúncios este mês para a Nucleus Genomics, implorando aos passageiros para “terem o seu melhor bebê”.

A indústria global de fertilização in vitro continua sendo um empreendimento emergente de US$ 28 bilhões, e os investimentos em saúde feminina e startups de tecnologia relacionadas à fertilização in vitro começaram a aumentar no ano passado, com 2024 se destacando como o maior ano para investimentos, com US$ 2 bilhões, um aumento de 55% em relação a 2023.

Alguns desses novos complementos à fertilização in vitro são impulsionados por pessoas que simplesmente “querem saber” sobre seus embriões, da mesma forma que as pessoas querem descobrir o sexo de seus bebês antes do nascimento, disse Barry Behr, diretor do laboratório de fertilização in vitro de Stanford e professor de obstetrícia e ginecologia, conhecido por seu trabalho pioneiro na melhoria da fertilização in vitro e no avanço do campo da seleção de embriões. Outras vezes, trata-se de como ganhar mais dinheiro com o processo de fertilização in vitro ou reduzir o custo para os pacientes. Independentemente da motivação, para qualquer pessoa que tenha um filho ou parente que tenha sofrido de uma doença ou condição debilitante, “você sabe como isso faz você se sentir”, disse Behr, que é consultor da Orchid Health, empresa que oferece triagem de embriões.

“Um pai ou uma mãe faria qualquer coisa — doar um rim, um membro ou qualquer outra coisa que pudesse dar a um filho para evitar o sofrimento”, disse Behr. “Portanto, não me diga como alguém poderia questionar fazer algo ao seu embrião que fazemos rotineiramente por outros motivos.”

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No entanto, o ritmo acelerado da inovação e do investimento criou um vácuo regulatório e ético, observaram os especialistas. “A tecnologia sempre ultrapassará a lei”, disse Rich Vaughn, advogado especializado em fertilidade que viu o campo evoluir nas últimas duas décadas. “As tecnologias se desenvolvem primeiro; as leis e regulamentações tornam as coisas legalmente mais seguras para todos, mas ficam para trás.”

Além disso, o controverso processo de edição de embriões — que se refere à alteração do DNA de um embrião antes de ser implantado e é ilegal em 70 países ou proibido por meio de restrições de financiamento — está sendo estudado e apoiado financeiramente, apesar do risco considerável envolvido. O cofundador da Coinbase e bilionário Brian Armstrong disse que investiu na startup de edição de embriões Preventive, que arrecadou US$ 30 milhões. Armstrong se juntou ao marido do CEO e cofundador da OpenAI, Sam Altman, Oliver Mulherin.

Outra startup focada na edição de embriões é liderada pela ex-bolsista Thiel Fellow Cathy Tie, que deseja corrigir geneticamente mutações em embriões antes de serem implantados para minimizar drasticamente os riscos de doenças hereditárias. (O investidor Peter Thiel oferece um programa de bolsas de estudo de dois anos no valor de US$ 200 mil para empreendedores que desejam abandonar ou tirar uma licença da faculdade para se concentrar no desenvolvimento de uma ideia.)

“Acredito que a tecnologia de correção genética é muito mais eficaz para atingir esses objetivos do que a triagem de embriões”, disse Tie, cofundadora da Manhattan Genomics. Ela planeja começar os testes em primatas não humanos no início do próximo ano, antes de passar para embriões humanos, dependendo da aprovação regulatória.

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Tie acredita que muitos casais, especialmente aqueles com mulheres relativamente mais velhas, acabam com poucos embriões para escolher depois de passar pelo processo de estimulação folicular e retirada de óvulos. “Digamos que eu seja uma mulher na casa dos trinta”, disse Tie. “Terei sorte se conseguir 10 óvulos e, a partir deles, talvez consiga dois embriões. Então, uma empresa me dirá que um embrião é melhor do que o outro.” Apesar da controvérsia pública sobre a edição de embriões, que altera genes que seriam transmitidos às novas gerações e envolve tomadas de decisão irreversíveis, Tie disse que recebeu muito apoio de pesquisadores, cientistas e médicos especializados em fertilização in vitro.

Hank Greely, professor de direito de Stanford especializado em questões relacionadas a tecnologias biomédicas e autor do livro The End of Sex, de 2016, que previu que os seres humanos acabarão se reproduzindo principalmente por meio da fertilização in vitro, disse à Fortune que a triagem de características cosméticas como cor do cabelo, dos olhos e da pele ou formato do nariz não está muito longe.

As pessoas no Vale do Silício, onde Greely mora, estão mais interessadas em influenciar a inteligência, a personalidade, a habilidade musical e esportiva e a proficiência em matemática de seus filhos. No momento, essas são áreas sobre as quais os cientistas “não sabem quase nada”, disse ele.

Mas a tecnologia está avançando rapidamente, e alguns especialistas acreditam que a linha entre o aceitável e o inaceitável também evoluirá.

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“Houve um tempo em que não era apropriado mostrar os joelhos, e agora você pode usar uma tanga na praia”, disse Behr. “A linha muda com o tempo.”

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A nova linha na fertilização in vitro assistida por tecnologia
A CEO da startup de tecnologia reprodutiva Noor Siddiqui tem uma inspiração pessoal por trás da fundação da empresa de triagem poligênica Orchid Health. Sua mãe sofre de uma doença ocular genética rara chamada retinite pigmentosa, que levou à perda progressiva da visão e à eventual cegueira de sua mãe. Siddiqui, também bolsista Thiel, disse que se motivou a buscar a triagem de embriões depois de ver a progressão da doença de sua mãe. Siddiqui também planeja ter quatro filhos e fez a triagem de seus próprios embriões usando a tecnologia da Orchid.

A empresa ocupa uma posição intermediária no mercado de tecnologia de fertilização in vitro, expandindo os limites da ciência, mas principalmente para prevenir doenças.

Há anos, os futuros pais que utilizam a fertilização in vitro para ter filhos podem optar por testes genéticos pré-implantação para garantir que o embrião tenha o número correto de cromossomos. Além de anomalias cromossômicas como a trissomia do cromossomo 21 — uma cópia extra do cromossomo 21 que causa a síndrome de Down —, os testes também detectam doenças que alteram a vida decorrentes de mutações em um único gene, como anemia falciforme ou fibrose cística.

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A Orchid oferece pontuação de “risco poligênico” para seus embriões. A startup conta com o apoio da Day One Ventures e da Prometheus Fund, além de investidores-anjos, incluindo o CEO da Figma, Dylan Field, e a cofundadora da 23andMe, Anne Wojcicki. Os cofundadores da Eventbrite, Julia e Kevin Hartz, também investiram na Orchid, e o casal examinou seus embriões em busca de doenças hereditárias, incluindo Alzheimer, antes de ter gêmeas que apelidaram de “Cohort 2” depois que suas duas primeiras filhas chegaram à adolescência. Relatórios publicados citaram fontes anônimas alegando que Shivon Zilis, que tem filhos com o homem mais rico do mundo, Elon Musk, utilizou os serviços da Orchid.

A abordagem da Orchid envolve o sequenciamento completo do genoma e amplia a triagem tradicional, sequenciando quase todo o genoma do embrião. Siddiqui disse que a Orchid faz a triagem de mais de mil doenças genéticas como uma opção para os clientes, enquanto outra opção faz a triagem de 3 mil doenças monogênicas, cobrindo alterações hereditárias e espontâneas no embrião. Os testes tradicionais verificam o número de cromossomos e doenças monogênicas. Ela costuma comparar isso à publicação de um livro que um escritor gostaria que fosse totalmente preciso.

“Se o seu revisor não lesse o seu livro para verificar erros ortográficos, palavras faltando, pontuação faltando, você ficaria satisfeito se ele apenas dissesse que todos os capítulos estavam presentes?”, disse ela. Siddiqui disse que os pais também estão interessados na genética do autismo, e as triagens da Orchid podem detectar mutações genéticas em genes específicos conhecidos por causar transtorno do espectro autista, embora não possam prever todo o risco de autismo. Especialistas alertaram que não há um teste confiável para o autismo, embora estudos recentes tenham encontrado uma causa genética em 25% a 50% dos casos.

“Queremos que o máximo de informações seja fornecido aos pais para mitigar o máximo de risco quando se trata de genética”, disse Siddiqui.

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A Herasight, startup com três fundadores que desejam rastrear características genéticas em sua próxima geração, saiu recentemente do modo sigiloso após vários anos e realiza rastreamento poligênico com uma abordagem técnica diferente, que permite trabalhar com qualquer clínica de fertilização in vitro. Ela analisa os dados em busca de possíveis doenças e problemas de saúde na infância e na idade adulta e, em alguns casos, altura, QI, longevidade e condições de saúde mental, como depressão.

A empresa oferece uma calculadora gratuita de fertilização in vitro para que os futuros pais possam ter uma ideia de suas chances de concepção, desde a retirada dos óvulos até o nascimento, com base em mais de 100 mil ciclos de tratamento de fertilização in vitro registrados no registro nacional do Reino Unido. Os estudos publicados pela Herasight mostram que ela pode reduzir os riscos de doenças em 20% a 44% ao selecionar entre cinco embriões. Os resultados da validação vêm da pesquisa da própria empresa, e não de estudos independentes, mas a Herasight publicou seus métodos e dados para que outros possam analisá-los. A pesquisa da empresa mostrou o que eles chamam de “pleiotropia positiva”, o que significa que, ao selecionar contra uma doença, os pais muitas vezes reduzem os riscos de condições relacionadas também.

Kyle Farh, cientista do laboratório de inteligência artificial da Illumina, empresa especializada em sequenciamento de DNA e análise genética, afirmou que ainda existe uma enorme lacuna na interpretação de dados, pois os modelos de IA simplesmente precisam de mais informações. Cerca de 1 milhão de pessoas em todo o mundo já sequenciaram seus genomas, mas, realisticamente, cerca de 1 bilhão de pessoas precisariam sequenciar seus genomas para que os modelos funcionassem de forma mais significativa.

“É um problema do tipo ovo ou galinha”, disse Farh. “Podemos prever [características] e mostrar que há uma correlação significativa entre nossas previsões e o que acontece na vida real, mas a correlação ainda é muito fraca.”

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Mas para os pais que buscam prevenir uma doença grave que altera a vida, a tecnologia tem sido transformadora. O engenheiro de software e consultor Roshan George e a diretora de arte Julie Kang, que moram em São Francisco, contrataram a Orchid para examinar seus embriões depois que o casal descobriu que compartilhavam uma mutação genética que poderia causar surdez profunda em seus filhos. Um dia após o nascimento de sua filha, Astra, levou cerca de dois minutos para descobrir se os milhares que investiram na triagem de embriões os ajudaram a alcançar o resultado que desejavam para sua filha. Um técnico fez um teste de audição em Astra em seu ensolarado quarto no hospital Sutter Health, o culminar de meses de análises genéticas e pontuações de risco embrionário.

“Quero dizer, gastamos todo esse dinheiro, fizemos tudo isso e passamos por tudo isso”, disse George. O teste mostrou que a audição de Astra era normal, e os novos pais ficaram aliviados e estão planejando ter outro filho em breve; eles ainda têm embriões selecionados, disse George.

Os casos de prevenção de doenças estão aumentando, o que está dando um impulso a essas startups. Além da triagem para determinados riscos à saúde, os fundadores têm esperança de que o impacto sobre a perda de gravidez para casais e famílias que passam pela fertilização in vitro seja substancial. Certas pesquisas mostram que anomalias cromossômicas são responsáveis por cerca de 50% dos abortos espontâneos no primeiro trimestre, e a esperança é que a triagem permita que as pessoas priorizem os embriões com maior probabilidade de resultar em gestações bem-sucedidas.

Mas os casos de uso que preocupam cientistas e especialistas em ética ainda não chegaram — pelo menos por enquanto. “Mesmo as pessoas mais otimistas — e acho que os cientistas e a maioria dos geneticistas são otimistas demais — acham que podem explicar, digamos, três ou quatro pontos de QI”, disse Greely, autor de End of Sex. “Além disso, conhecemos muitas maneiras de melhorar os resultados dos testes de QI com coisas como boa nutrição na infância, vacinação infantil para que as crianças não adoeçam e pais que leem para seus filhos.” O cérebro é incrivelmente complexo, disse ele, e pode acabar se mostrando complexo demais para rastrear inteligência e qualidades como extroversão.

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“Isso dá ótimas manchetes, é um ótimo isca de cliques, é uma ótima ficção científica distópica”, disse Greely. “Mas a ideia do bebê projetado? Pelo menos quando se trata de traços comportamentais, não é muito plausível — pelo menos nas próximas décadas.”

Mas, dada a intensidade e as expectativas do grupo orientado para a tecnologia interessado neste admirável mundo novo, o bioeticista da NYU, Arthur Caplan, observa que existe o risco de alguns pais poderem ver os seus filhos como produtos e, potencialmente, até como “fracassos comerciais”. Ele questiona o quão positivo isso será para as crianças. “Quando você começa a dizer: ‘Eu fiz o teste e tenho um certo resultado que espero’, você está tirando o futuro das crianças”, disse Caplan. “Você está tornando-as menos livres porque tem expectativas, e é melhor que elas se concretizem.”

Victoria Fritz e seu marido, que usaram o Herasight para selecionar embriões na tentativa de evitar a transmissão do diabetes tipo 1, esperam fazer uma transferência de embriões em janeiro e são realistas quanto à perspectiva.

“Sinto que, independentemente do embrião que escolhermos, teremos uma criança feliz e saudável e seremos uma família feliz de qualquer maneira”, disse Fritz. A triagem proporciona paz de espírito, observou ela, mas “não garante que seu filho terá uma vida perfeita e saudável”.
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December 14, 2:47 PM
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‘Teremos que lidar com as mudanças sociais’, diz CEO do Google sobre trabalhos eliminados por IA

‘Teremos que lidar com as mudanças sociais’, diz CEO do Google sobre trabalhos eliminados por IA | Inovação Educacional | Scoop.it

Na sua opinião, todos os empregos poderão ser afetados pela nova tecnologia, incluindo o seu próprio. As pessoas terão simplesmente de se adaptar em conformidade.
“A IA é a tecnologia mais profunda em que a humanidade já trabalhou, e tem potencial para benefícios extraordinários, e teremos que lidar com as perturbações sociais”, disse Pichai à BBC em uma entrevista recente.

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December 14, 2:46 PM
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Chatbots de IA são surpreendentemente bons para virar votos em processos eleitorais; entenda

Chatbots de IA são surpreendentemente bons para virar votos em processos eleitorais; entenda | Inovação Educacional | Scoop.it
Uma nova pesquisa sugere que os chatbots com IA podem mudar as opiniões políticas das pessoas de forma mais eficaz do que os anúncios de campanha na TV
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December 14, 2:45 PM
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Inteligência artificial deve servir à sociedade, não aos poderosos, diz papa Leão XIV

Inteligência artificial deve servir à sociedade, não aos poderosos, diz papa Leão XIV | Inovação Educacional | Scoop.it

O papa Leão XIV dedicou seu discurso da sexta-feira, 5, no Vaticano, aos impactos da inteligência artificial sobre a vida contemporânea, enfatizando que a tecnologia deve servir ao bem comum e não a interesses de uma minoria poderosa. A fala foi dirigida a representantes da Fundação Centesimus Annus Pro Pontifice e da aliança acadêmica SACRU, reunidos em Roma para discutir os desafios éticos da IA.
Logo no início, o pontífice chamou atenção para o fato de que sistemas inteligentes começam a influenciar aspectos essenciais da experiência humana, interferindo em “pensamento crítico, discernimento, aprendizado e relações interpessoais”. Segundo ele, esses efeitos já moldam o cotidiano “de milhões de pessoas, todos os dias e em todas as partes do mundo”.

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December 14, 2:42 PM
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A educação personalizada chegou, mas os alunos estão prontos para estudar com IA?

A educação personalizada chegou, mas os alunos estão prontos para estudar com IA? | Inovação Educacional | Scoop.it

O sistema educacional está prestes a virar de ponta cabeça. Outras inovações anteriores ampliaram consideravelmente o acesso ao conhecimento dos alunos, mas essas tecnologias não mudaram muito a forma de pensar.
A imprensa democratizou o acesso aos livros. A internet colocou bibliotecas inteiras dentro do computador de cada aluno. Elas ampliaram o volume e a velocidade de acesso à informação, mas a forma de raciocinar continuou a mesma. O aluno ainda precisava ler, interpretar, organizar ideias e conectar os conceitos aprendidos.
Com a inteligência artificial (IA) generativa, o próprio processo de pensar começa a ser orientado por uma tecnologia que sugere caminhos, preenche lacunas e até antecipa as respostas que o aluno nem tinha formulado direito.
O diferencial deixa de ser saber responder e passa a ser saber perguntar. Quem não sabe formular boas perguntas não consegue aproveitar o que a IA tem a oferecer. Sem saber perguntar, a personalização do ensino tem pouca utilidade. O algoritmo até tenta adaptar o conteúdo, mas está preso a comandos genéricos e pouco informativos.
Outro desafio vem do fato de que a IA explica tudo de forma clara e quase instantânea. Ao ler uma resposta bem escrita, o aluno sente que entendeu na hora. Só que entender a explicação é muito diferente de reter o conhecimento.
Se ele fecha o chat e, pouco depois, não consegue explicar o conteúdo com as próprias palavras, é sinal de que não houve aprendizagem. Houve apenas o consumo de uma explicação. A IA pode dessa forma fortalecer uma nova preguiça cognitiva.
Há ainda o risco de formarmos alunos com baixa tolerância à frustração. Aprender sempre envolveu esforços incômodos. Se a IA oferece sempre o caminho mais fácil, o que acontece com a capacidade de enfrentar problemas complexos sem a ajuda digital?
Acostumado a pedir uma explicação até tudo ficar mais claro, o aluno pode evitar justamente o tipo de dificuldade que fortalece o pensamento abstrato e profundo.
A IA pode ser um assistente intelectual ou um atalho permanente. Tudo depende de hábitos e da cultura da escola. É preciso perguntar se estamos cultivando disciplina, curiosidade e tolerância à frustração em um ambiente em que boas respostas surgem em segundos.
A IA está pronta para transformar o sistema educacional. As novas LLMs já são capazes de personalizar a jornada e direcionar o aprendizado. Mas, no fim, nada muda em um ponto essencial. O algoritmo ajusta o caminho, porém quem precisa caminhar continua sendo o aluno.

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December 14, 2:40 PM
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‘Madrinha da IA’ diz que dominar novas ferramentas é mais importante que diploma universitário

‘Madrinha da IA’ diz que dominar novas ferramentas é mais importante que diploma universitário | Inovação Educacional | Scoop.it

Fei-Fei Li, uma das pesquisadoras mais influentes da inteligência artificial contemporânea, defendeu que diplomas universitários estão perdendo relevância nos processos de contratação em tecnologia, enquanto a capacidade de aprender rapidamente e dominar novas ferramentas, especialmente de IA, se torna cada vez mais decisivo. A declaração foi feita pela cientista em entrevista recente ao podcast The Tim Ferriss Show e repercute um debate crescente no Vale do Silício sobre o futuro do trabalho.
Conhecida como a “madrinha da IA”, Li é professora da Universidade Stanford e CEO da startup World Labs. Ela ganhou projeção internacional ao liderar, em 2009, a criação do ImageNet, um gigantesco banco de dados de imagens rotuladas que revolucionou a visão computacional e abriu caminho para oavanço do aprendizado profundo em áreas como reconhecimento facial, diagnóstico médico por imagem e análise de vídeos.
Ao comentar como seleciona profissionais para sua empresa, Li afirmou que a formação acadêmica deixou de ser o principal critério. “Quando entrevistamos um engenheiro de software, eu pessoalmente sinto que o diploma que a pessoa tem importa menos agora”, disse. Para ela, o foco mudou para o que o candidato aprendeu recentemente, quais ferramentas utiliza e quão rápido consegue potencializar suas habilidades com o apoio de tecnologias emergentes.
Segundo a pesquisadora, essa mudança reflete o fato de que sistemas de IA avançados estão cada vez mais acessíveis, o que altera a forma de avaliar competências. “Agora, trata-se mais de o que você aprendeu, que ferramentas você usa, quão rápido você consegue se ‘superpotencializar’ usando essas ferramentas — e muitas delas são ferramentas de IA”, afirmou. “A mentalidade em relação ao uso dessas ferramentas importa mais para mim.”

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December 14, 2:39 PM
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Três anos do marco zero da IA moderna: reflexões sobre o aniversário do ChatGPT

Três anos do marco zero da IA moderna: reflexões sobre o aniversário do ChatGPT | Inovação Educacional | Scoop.it

O desafio para os próximos anos será ir além. Agora precisamos de novos algoritmos de IA que deem o próximo passo lógico e tenham a capacidade de gerar novas descobertas. O próximo grande marco não será um chatbot que escreve melhor, mas um sistema que nos ajude a curar doenças inéditas, descobrir novos medicamentos e resolver teoremas matemáticos que, até hoje, permanecem sem solução.
Se isso acontecer, talvez daqui a algumas décadas olhemos para 30 de novembro de 2022 não apenas como o dia em que a IA aprendeu a conversar, e sim como o primeiro passo para a humanidade trabalhar em parceria com as máquinas e transformar essa colaboração em novas descobertas.

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December 14, 1:03 PM
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O desafio da equidade no acesso à educação infantil: uma análise do CadÚnico e do Censo Escolar

O desafio da equidade no acesso à educação infantil: uma análise do CadÚnico e do Censo Escolar | Inovação Educacional | Scoop.it
Realizada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), esta publicação analisa de forma inédita o cruzamento entre os dados do Cadastro Único (CadÚnico) e do Censo Escolar para compreender as condições de acesso das crianças de 0 a 6 anos em situação de baixa renda à creche e à pré-escola.

O estudo apresenta um panorama dos fatores socioeconômicos e territoriais que favorecem ou dificultam o acesso à educação infantil, oferecendo uma visão detalhada da situação das crianças em maior vulnerabilidade.

Os achados evidenciam que crianças na primeira infância inscritas no CadÚnico enfrentam barreiras significativas para acessar creches e pré-escolas, reforçando a necessidade de ações focalizadas e intersetoriais que assegurem equidade no atendimento.
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Today, 8:45 AM
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Diretrizes para IA em universidades brasileiras variam de detecção do conteúdo a orientações

Diretrizes para IA em universidades brasileiras variam de detecção do conteúdo a orientações | Inovação Educacional | Scoop.it
Em mapeamento publicado em agosto no site The Conversation, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Rafael Sampaio verificou que apenas sete universidades brasileiras haviam criado política de uso de IA. Ele usou o próprio ChatGPT para analisar 150 instituições.
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Today, 8:01 AM
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Geração Z prefere ensino presencial e emprego com carteira assinada, aponta pesquisa

Geração Z prefere ensino presencial e emprego com carteira assinada, aponta pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it
Levantamento inédito quebra paradigmas sobre a juventude na era da imersão digital, que mira estabilidade profissional e interação humana no aprendizado. Trabalho híbrido é escolha de 48%, enquanto apenas 11% optam pelo remoto
Em um cenário de crescente digitalização, a pesquisa da Demà e da Nexus traz um retrato surpreendente sobre as aspirações da juventude brasileira. Contrariando o estereótipo de uma geração exclusivamente digital e adepta de modelos de trabalho flexíveis e informais, o levantamento aponta que a maioria ainda valoriza estruturas tradicionais: 81% dos entrevistados sentem que aprendem mais no ensino presencial, e 69% desejam um emprego formal, com carteira de trabalho assinada.

Os resultados aprofundam a visão sobre a chamada Geração Z, mostrando que a adoção da tecnologia convive com um forte senso de pragmatismo. A pesquisa ouviu 2.016 jovens entre 14 e 29 anos. Embora a imensa maioria (84%) acredite que o conhecimento sobre inteligência artificial é importante para conseguir um emprego, essa percepção não anula a valorização de formatos mais tradicionais de interação e segurança.
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Today, 7:48 AM
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Capes: acordos permitem publicação científica sem custos

Capes: acordos permitem publicação científica sem custos | Inovação Educacional | Scoop.it

Segundo nota da Capes enviada à reportagem, "os acordos transformativos vem ampliando o número de publicações em algumas editoras e, assim, há ampliação da participação da comunidade científica brasileira na literatura científica internacional".
Para Abel Packer, diretor do portal de periódicos científicos SciELO, o modelo de acordos transformativos surge em função do crescimento da exigência que algumas agências financiadoras de pesquisa fazem em publicar ciência em acesso aberto.
"Quando a Capes assina um acordo transformativo, ela está fazendo isso em cima de um conjunto de periódicos que ela já pagava a assinatura. Isso significa que, se amanhã o periódico que era fechado deixa de ser [passa a ser acesso aberto], mas ele foi incluído no acordo, você continua tendo o direito de não pagar pelos APCs. É uma vantagem para o Brasil", afirmou Packer.

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Today, 6:11 AM
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Nova geração de ricos pode impulsionar filantropia no país

Nova geração de ricos pode impulsionar filantropia no país | Inovação Educacional | Scoop.it
Durante o evento de apresentação da pesquisa, Luiza Nascimento, diretora-presidente do Ice (Instituto de Cidadania Empresarial) e neta de Sebastião Camargo, fundador do Grupo Camargo Corrêa, destacou a importância de dados concretos para iniciar uma conversa com os gestores de family offices.

"Temos um caminho longo a percorrer e pesquisas como essas vão nos ajudar a vencer barreiras e superar aquela visão de que family office é só para fazer investimentos e preservar patrimônio da família", afirmou.

"A filantropia é uma ferramenta que pode trazer mais união familiar, pensando em legado e na marca que se quer deixar no mundo. Não adianta só pensar em todo dinheiro que se pode herdar, mas o que vamos fazer com ele."

Entre os gestores de Multi Family Offices entrevistados, 47% apontam a nova geração e 25% as mulheres como principais impulsionadoras da pauta da filantropia.

"O protagonismo na agenda filantrópica migrou das lideranças fundadoras para novas vozes familiares", diz Juliana de Paula. "Sinal de uma mudança cultural e de valores. A filantropia aproxima e humaniza relações. Ela pode ter esse papel como um elo intergeracional."
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December 14, 2:50 PM
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Substituição de trabalhadores humanos por IA causará colapso econômico, diz vencedor do Nobel

Substituição de trabalhadores humanos por IA causará colapso econômico, diz vencedor do Nobel | Inovação Educacional | Scoop.it
Hinton, cuja pesquisa pioneira em redes neurais lhe rendeu um Prêmio Turing em 2018, afirmou que a atual transformação tecnológica não se assemelha a revoluções anteriores. Em sua avaliação, as mudanças desta vez não abrirão novas frentes de trabalho para substituir as antigas. “As pessoas que perderem seus empregos não terão outros empregos para onde ir”, disse. Em seguida, completou: “Se a IA ficar tão inteligente quanto as pessoas — ou mais inteligente — qualquer trabalho que elas possam fazer poderá ser feito pela IA”.
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December 14, 2:47 PM
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A fronteira irregular da IA: por que às vezes ela parece burra e às vezes genial?

A fronteira irregular da IA: por que às vezes ela parece burra e às vezes genial? | Inovação Educacional | Scoop.it

Hoje vivemos em um momento de confusão cognitiva. A IA moderna possui o que chamamos de “fronteira irregular” (jagged frontier). Ao contrário da inteligência humana, que tende a se desenvolver de forma relativamente uniforme (se uma pessoa é capaz de resolver equações diferenciais, ela também sabe jogar jogo da velha), a IA avança por meio de uma montanha-russa de genialidade e incompetência.
De um lado, modelos recentes têm demonstrado capacidades de raciocínio compatíveis com uma medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). Estamos falando de problemas matemáticos que desafiam as mentes jovens mais brilhantes do planeta, exigindo criatividade matemática e provas rigorosas que, até pouco tempo, acreditava-se estarem fora do alcance das redes neurais artificiais.
Do outro lado, se você pedir para um modelo de geração de imagem criar um relógio analógico marcando 9h30, ele frequentemente erra. Os ponteiros podem se fundir, os números podem ser hieróglifos alienígenas ou o horário estará simplesmente errado. Para um humano, ler e desenhar um relógio é uma habilidade adquirida na infância. Para a IA, é um desafio de coerência lógica em que os seus dados de treinamento (milhões de imagens) não se traduzem perfeitamente em regras para um relógio funcional.
A realidade é que as IAs atuais ainda não têm um modelo mental de como o mundo físico funciona. Elas têm um modelo probabilístico de como palavras ou pixels costumam aparecer em sequência. Resolver uma equação matemática complexa pode ser traduzido em regras formais que a IA domina, mas o senso comum físico não está escrito em livros, é experiencial.
A tendência, entretanto, é que essa fronteira irregular se mova inevitavelmente para cima. Chegará um momento em que a fronteira irregular continuará existindo, mas sua base estará muito acima da capacidade humana. Quando isso acontecer, a IA avançará tanto que, mesmo nos seus pontos fracos, ela será muito superior ao melhor ser humano. Nesse cenário, não perceberemos mais a sua irregularidade. A distinção entre uma tarefa difícil e uma fácil se dissolverá numa competência super-humana generalizada.
O referencial humano já não é adequado para entender os reais avanços da IA. Se insistirmos em avaliar os algoritmos pelo potencial do nosso próprio cérebro, só perceberemos suas verdadeiras capacidades quando essa fronteira irregular já tiver nos ultrapassado por completo.

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December 14, 2:46 PM
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O que faz a Palantir, gigante da tecnologia envolvida com as deportações de Trump

O que faz a Palantir, gigante da tecnologia envolvida com as deportações de Trump | Inovação Educacional | Scoop.it
A empresa tem contratos governamentais no valor de centenas de milhões de dólares. Um de seus produtos de software é usado para rastrear e deportar suspeitos de não serem cidadãos
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December 14, 2:45 PM
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‘Inteligência artificial tornará global a comunidade gay’, diz CEO do Grindr

‘Inteligência artificial tornará global a comunidade gay’, diz CEO do Grindr | Inovação Educacional | Scoop.it
Em entrevista exclusiva ao ‘Estadão’, George Arison fala sobre luta por direitos, igualdade na internet, desafios no mercado de publicidade e recursos de IA que podem conectar mais pessoas
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December 14, 2:44 PM
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IA generativa já faz parte da rotina de 32% dos usuários de internet no Brasil; veja pesquisa

IA generativa já faz parte da rotina de 32% dos usuários de internet no Brasil; veja pesquisa | Inovação Educacional | Scoop.it

Ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como ChatGPT, Copilot e Gemini, são utilizadas por 32% dos usuários de internet no Brasil. O dado faz parte da edição 2025 da TIC Domicílios, divulgada nesta terça-feira, 9, pelo Cetic.br, que pela primeira vez investigou a difusão dessas tecnologias nos lares brasileiros.
O levantamento, que entrevistou mais de 24 mil pessoas entre março e agosto deste ano, traçou um perfil de quem está utilizando IA: o usuário típico é jovem, escolarizado e pertence às classes mais altas. Enquanto na Classe A o uso chega a 69%, nas Classes D e E o índice cai para apenas 16%, revelando uma desigualdade digital significativa.

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December 14, 2:41 PM
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Homem matou a mãe e se suicidou com ajuda do ChatGPT, diz novo processo contra OpenAI

Homem matou a mãe e se suicidou com ajuda do ChatGPT, diz novo processo contra OpenAI | Inovação Educacional | Scoop.it
Em agosto, a polícia encontrou mãe e filho mortos na casa dela em Greenwich, Connecticut, onde moravam juntos. A causa da morte de Adams foi homicídio, e Soelberg morreu por suicídio, concluiu o médico legista do estado.
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December 14, 2:39 PM
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Testamos o editor de fotos com IA nos Stories do Instagram; veja vídeo

Testamos o editor de fotos com IA nos Stories do Instagram; veja vídeo | Inovação Educacional | Scoop.it
Com a nova ferramenta, é possível apagar ou adicionar itens da foto, produzir um plano de fundo, incluir peças de roupa e até mudar o estilo da foto, criando uma imagem no estilo Mangá ou Anime, por exemplo.
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December 14, 2:38 PM
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‘A gente se envolveu organicamente’: Jovens brasileiros usam chatbots de IA para fazer sexo online

‘A gente se envolveu organicamente’: Jovens brasileiros usam chatbots de IA para fazer sexo online | Inovação Educacional | Scoop.it
A prática do sexting com IA, que começou fora do País, é cada vez mais comum entre jovens brasileiros, que usam sites internacionais especializados. A reportagem encontrou ao menos três plataformas especializadas. Elas são similares em apresentação, e permitem aos usuários escolher de acordo com “aparência” e “personalidade” os personagens com quem vão conversar — as imagens dos parceiros também são geradas por IA.
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December 14, 1:01 PM
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Desigualdades sociais dificultam acesso à educação infantil no Brasil

As desigualdades socioeconômicas repercutem também no acesso à educação infantil no Brasil. Essa é uma constatação do estudo inédito O desafio da equidade no acesso à educação infantil: uma análise do CadÚnico e do Censo Escolar, realizado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
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