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August 11, 2025 5:52 PM
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59% preferem trabalho por conta própria

59% preferem trabalho por conta própria | Inovação Educacional | Scoop.it
Pesquisa Datafolha apontou que 59% dos brasileiros prefeririam trabalhar por conta própria, ante 39% que se sentem melhor contratados por empresa.

O levantamento apontou também que, desde 2022, cresceu de 21% para 31% o número de pessoas que consideram mais importante ganhar mais do que ser registrado. Já os que valorizam a CLT mesmo com salário menor caíram de 77% para 67% nesse intervalo de tempo.

Os que declaram não saber foram 2% nos levantamentos de 2022 e deste ano.
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Inovação Educacional
Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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September 10, 2024 9:19 AM
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Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler

Igualdade Artificial, um risco para a educação. Por Luciano Sathler | Inovação Educacional | Scoop.it

O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa?
Luciano Sathler
É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais
As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática.
Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing.
O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais.
Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho.
A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados.
A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar.
No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes.
Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador".
Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante.
Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos.
Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano.
O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.

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Today, 3:31 PM
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Mianmar aprova pena de morte para líderes de golpes virtuais e tráfico de vítimas

O parlamento de Mianmar, apoiado pelos militares, aprovou na terça-feira uma lei que autoriza a pena capital para quem detiver ou coagir violentamente vítimas a trabalhar em centros de golpes online. Fábricas de fraudes na internet proliferaram no país devastado pela guerra e parte da próspera economia de golpes do Sudeste Asiático visando usuários da web em todo o mundo com golpes românticos e de investimento em criptomoedas.
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Today, 3:01 PM
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Como Word pode revelar código usado por professor que descobriu IA em prova

Como Word pode revelar código usado por professor que descobriu IA em prova | Inovação Educacional | Scoop.it

O Word tem uma ferramenta que ajuda a localizar conteúdos escondidos em documentos. O Inspetor de Documentos verifica elementos que nem sempre aparecem na leitura comum, como textos ocultos, comentários, alterações controladas, propriedades, metadados e dados XML personalizados. O recurso pode ser acessado em Arquivo > Informações > Verificar se Há Problemas > Inspecionar Documento, segundo a Microsoft.
A empresa recomenda que a inspeção seja feita em uma cópia do arquivo, já que algumas informações removidas podem não ser recuperadas. A análise automática, porém, não encontra necessariamente todos os casos. Por isso, também é importante conferir cabeçalhos, rodapés, caixas de texto, objetos inseridos e trechos escritos na mesma cor do fundo.

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Today, 2:11 PM
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Mapa da Regulação 2026 – Desvendando a Regulação do Ensino Superior – Fundação FAT

Mapa da Regulação 2026 – Desvendando a Regulação do Ensino Superior – Fundação FAT | Inovação Educacional | Scoop.it
O livro trata o novo ciclo da educação superior brasileira. Coordenado e escrito por especialistas que vivenciam diariamente os desafios reais da gestão acadêmica e regulatória, a obra proporciona uma análise profunda e prática sobre o novo cenário inaugurado pelo Decreto nº 12.456/2025 e pelas portarias regulamentares.
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Today, 1:46 PM
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Washington Times: Teaching, training, transforming: AI’s role in America’s future

Washington Times: Teaching, training, transforming: AI’s role in America’s future | Inovação Educacional | Scoop.it
We must ensure that students are prepared, workers can adapt and employers have the talent they need, all while addressing potential risks like job displacement and weakened academic standards. To better understand how AI is currently being used, and how it could be used more effectively in education and workforce systems, the committee has held a series of hearings on “Building an AI-Ready America.” These hearings have brought together a diverse group of witnesses, including state education leaders, industry heads from OpenAI and Microsoft, education technology innovators and workforce development experts to discuss how AI is reshaping K-12 education, higher education and the American workforce.
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Today, 1:35 PM
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Livro discute consumo de informações na era digital 

Livro discute consumo de informações na era digital  | Inovação Educacional | Scoop.it
A expansão da internet e das redes sociais criou um paradoxo na comunicação: nunca o público teve tamanho volume e variedade de informações à disposição. Ao mesmo tempo, há cada vez mais dificuldade de distinguir entre fato e ficção e, portanto, fazer uma leitura crítica dos acontecimentos.

No livro "Educação Midiática na Prática", a autora Januária Cristina Alves discute, por meio de uma coletânea de textos publicados principalmente em sua coluna no Nexo Jornal, as maneiras de formar consumidores críticos de informação.
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Today, 1:32 PM
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Report: Building Better AI for Learning

Report: Building Better AI for Learning | Inovação Educacional | Scoop.it
“Building Better AI for Learning,” a new report from the Tools Competition, looks across six years of competition data to understand what this shift means for the field. Drawing on winning teams and hundreds of proposals, the report explores how AI is being integrated into educational learning platforms and what early standards are emerging for tools that aim to be credible, useful, and responsible.
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Today, 10:10 AM
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IA: 88% das empresas usam, mas só 7% estão prontas - 27/07/2026 - Painel S.A. - Folha

IA: 88% das empresas usam, mas só 7% estão prontas - 27/07/2026 - Painel S.A. - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Estudo global da Veeam Software com 600 executivos C-level dos setores de serviços financeiros, saúde, indústria, varejo e tecnologia mostra descompasso entre a adoção de inteligência artificial nas empresas e a maturidade das estruturas de governança de dados.

Segundo o levantamento, 88% das organizações usam ou testam agentes de IA, mas apenas 7% se qualificam como prontas para a tecnologia. O percentual de organizações que afirmam que desafios relacionados a dados desaceleraram o progresso em IA chega a 95%.
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Today, 10:09 AM
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Kimi K3 supera Google e custa metade do ChatGPT

Kimi K3 supera Google e custa metade do ChatGPT | Inovação Educacional | Scoop.it
Detalhes de uma peça central na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China vieram a público nesta segunda-feira (27). A startup chinesa Moonshot AI disponibilizou o relatório técnico sobre o modelo Kimi K3 e abriu os canais para download do produto.

Os primeiros testes independentes do modelo chinês mostram que os resultados anunciados pela Moonshot, que colocavam o Kimi K3 no mesmo nível das versões mais recentes de ChatGPT e Claude, eram um pouco exagerados. Ainda assim, a nova IA supera resultados do Google e pode ser usada com metade do investimento necessário para acionar pares americanos.

O Kimi K3 foi anunciado em uma feira global realizada em Xangai no último dia 17, mesmo dia em que o líder chinês Xi Jinping se manifestou contra o domínio da tecnologia por um único país e contra as restrições impostas à tecnologia chinesa.

"Devemos nos opor conjuntamente à interpretação excessiva do conceito de segurança nacional no âmbito da IA e à posição da segurança de um país acima da dos demais", afirmou.


Logo do agente Kimi, uma IA autônoma da startup Moonshot, exibido em estande da World Artificial Intelligence Conference (WAIC), realizada em Xangai no dia 17 de julho - Hector Retamal/AFP
Na versão original, o Kimi K3 se destaca pela capacidade de trabalhar com longas janelas de contexto e por desempenho em programação, em linha com os anúncios mais recentes da OpenAI e da Anthropic na direção de uma IA mais autônoma.

"As novas arquiteturas conseguem trabalhar com milhões de palavras por longas horas de duração, suportando comportamentos agênticos", diz Rodrigo Nogueira, doutor em inteligência artificial pela New York University e fundador da Maritaca AI, empresa brasileira focada no desenvolvimento de grandes modelos de linguagem.

Com a divulgação da versão pública, qualquer pessoa ou empresa interessada pode baixar a IA chinesa que rivaliza com a mais avançada tecnologia das americanas OpenAI e Anthropic. Porém, para dar partida ao grande modelo de linguagem da Moonshot AI, ainda é necessária uma rede de supercomputadores acessíveis apenas a grandes corporações ou laboratórios de pesquisa.

Técnicos apontam requisitos mínimos de 480 GB (gigabytes) de memória (um computador normal tem cerca de 8 GB) e oito chips H100 da Nvidia —cada um vendido a US$ 30 mil (R$ 153 mil). Essa configuração rodaria uma versão reduzida com menor qualidade.

Para uma empresa acionar o Kimi K3 em uma nuvem independente das big techs e isolada de outras empresas, o custo seria de cerca de R$ 500 mil, estima o fundador da Maritaca AI.
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Today, 8:13 AM
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Advogados pedem regulamentação da IA no Brasil 

Advogados pedem regulamentação da IA no Brasil  | Inovação Educacional | Scoop.it
Levantamento da Associação dos Advogados (AASP) revela que 75% dos advogados brasileiros defendem a regulamentação do uso da Inteligência Artificial na profissão.


A presidente da AASP, Paula Lima, na posse da diretoria da Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo - Ronny Santos/Folhapress
A pesquisa, que ouviu 1.149 pessoas entre maio e junho, mostra que mais de 87% dos advogados já usam alguma ferramenta de IA, mas também reconhecem a necessidade de capacitação científica para isso.

O mesmo percentual diz que a IA aumenta a produtividade, ao apoiar atividades como pesquisa jurídica, elaboração de peças e análise de jurisprudência.

Apesar disso, três em cada quatro advogados afirmam que as respostas produzidas pela Inteligência Artificial precisam ser submetidas à revisão humana.

Mais da metade da categoria aponta ainda como maior risco as chamadas alucinações da IA, com produção de informações incorretas.

Além disso, 23% reclamam do uso sem supervisão, 14% apontam a dependência excessiva da tecnologia como maior risco e 7% temem riscos ao sigilo profissional.

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Estas são Dora Kaufman e Giselle Beiguelman, autoras de livro sobre arte e IA


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Segundo o levantamento, a percepção predominante é de complementaridade, e não de substituição. Isso porque a maioria acredita que a tecnologia assumirá atividades operacionais, enquanto funções relacionadas à estratégia e interpretação jurídica continuarão sendo desempenhadas pela advocacia.

"A tecnologia deixou de ser uma tendência para se tornar parte da rotina profissional. O desafio agora é preparar a advocacia para um futuro em que inovação, conhecimento e segurança caminhem juntos", disse a presidente da associação, Paula Lima Hyppolito Oliveira.
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July 27, 7:36 PM
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Vota-se de todo lugar; debate-se em nenhum

Em “O Congresso”, Jorge Luis Borges narra a saga de um grupo de idealistas que funda, nos arredores de Buenos Aires, um Congresso do Mundo, uma assembleia que representasse todos os homens de todas as nações. O projeto naufraga pelo excesso de ambição: se o Congresso representa a todos, ele se confunde com o próprio mundo e passa a estar em toda parte. Ou seja, em lugar nenhum.

A pandemia impôs aos parlamentos de carne e osso uma versão prosaica do dilema borgiano: onde fica o Parlamento quando ninguém pode entrar no prédio? A Câmara dos Deputados respondeu antes da maioria: criou o Sistema de Deliberação Remota em 17 de março de 2020 e, oito dias depois, realizava a primeira sessão virtual de sua história, quando boa parte dos congressos do mundo ainda discutia o que fazer.

Daqui, saímos do Brasil e percorremos o mundo, que seguiu caminhos diversos. O Reino Unido montou seu parlamento híbrido em abril de 2020 e começou a desmontá-lo semanas depois. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos não aceitou o voto remoto: preferiu o voto por procuração, extinto em 2023. Na França, o Conselho Constitucional barrou, em 2021, a participação a distância na Assembleia Nacional, por ameaçar o caráter pessoal do mandato. Na Estônia, a Suprema Corte fixou que sessões remotas só se justificam enquanto a presença física for impossível: cessada a emergência, cessa a exceção. A Espanha, que tinha voto telemático desde 2012 para casos de gestação e doença, apenas esticou a exceção até o limite. Na direção oposta, o Canadá tornou o formato híbrido permanente em 2023, com aplicativo de votação e reconhecimento facial, sob protesto da oposição, para quem o modelo blinda o governo do escrutínio.

A pesquisa comparada ajuda a entender por que a maioria recuou. As funções formais sobreviveram ao remoto: quórum, votação nominal, registro em ata. O que definhou foi o que não está no regimento. Um levantamento com legisladores estaduais americanos mostrou que o trabalho a distância encolheu a produção de políticas públicas e a articulação de projetos, ao passo que inflou o atendimento às bases. Sumiram o corredor, o cafezinho e a conversa com o adversário: apenas 4% dos entrevistados relataram mais contato com o outro partido[1]. O cientista político canadense Jonathan Malloy previu o desfecho ainda em maio de 2020: o parlamento virtual privilegia o “teatro” dos procedimentos formais, mas o essencial da política acontece nos bastidores[2].
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July 27, 7:34 PM
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O que querem os jovens?

Os jovens não são mais como eram antigamente. A chamada geração Z — dos nascidos entre 1997 e 2012 e que agora têm entre 13 e 28 anos — inclui desde meninas e meninos dando os primeiros passos na adolescência a jovens já estabelecidos no mercado de trabalho, iniciando as próprias famílias, mas ainda às voltas com o ser adulto. Em comum, cresceram imersos na tecnologia, familiarizados com computadores, internet e dispositivos eletrônicos. Geralmente, também sentem os efeitos da conexão que os mantém num fluxo constante de informações, mas cada vez mais isolados socialmente do mundo real, em ansiedade constante. Um desafio para eles — e para quem lida com eles nos mais diversos espaços.
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July 27, 5:25 PM
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Professor cria ‘armadilha’ para quem usou IA e reprova 32 de 35 alunos

Professor cria ‘armadilha’ para quem usou IA e reprova 32 de 35 alunos | Inovação Educacional | Scoop.it
Em universidade nos Estados Unidos, estudantes escreveram redação sobre Revolução Industrial com frases sem sentido, graças a comando oculto visto apenas por robôs de inteligência artificial.
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Today, 3:31 PM
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Leitores podem 'conversar' com os livros por meio de novas ferramentas de IA

Leitores podem 'conversar' com os livros por meio de novas ferramentas de IA | Inovação Educacional | Scoop.it
Novidades permitem que livros eletrônicos ou ouvintes de audiolivros tenham acesso a robô conversacional; tecnologia gera dúvidas sobre direitos autorais
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Today, 3:31 PM
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Funcionários da OpenAI e Anthropic pedem que os EUA ajudem a conter o ritmo do desenvolvimento da IA, diz agência

Segundo fontes, eles compartilharam uma carta aberta na qual pedem que o governo americano apoiem um esforço internacional que ajudaria a definir o ritmo para a construção de sistemas de IA mais sofisticados
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Today, 2:16 PM
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Robô-pet, tablet e mais brinquedos com IA entram na mira do governo após ECA Digital; veja quais

Robô-pet, tablet e mais brinquedos com IA entram na mira do governo após ECA Digital; veja quais | Inovação Educacional | Scoop.it
Loona,
EMO,
Miko 3,
Aibi,
Vector,
Amazon Fire HD Kid Pro, um tablet específico para crianças
O Estadão questionou as lojas citadas na nota técnica e também os fabricantes dos produtos. A AliExpress, a Amazon, e o Mercado Livre dizem se adequar à legislação, o eBay afirma que não vende produtos diretamente, mas que atua para promover um mercado seguro e em conformidade com a lei; as demais ainda não se manifestaram (leia mais abaixo).
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Today, 1:58 PM
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Imagens sexualizadas de mulheres feitas com IA impulsionam publicidade irregular no Facebook

Imagens sexualizadas de mulheres feitas com IA impulsionam publicidade irregular no Facebook | Inovação Educacional | Scoop.it
Contas no Facebook publicam imagens sexualizadas de mulheres geradas por inteligência artificial (IA) para atrair milhões de seguidores. Depois, os direcionam para sites externos como a Shopee e sites de apostas, onde ganham dinheiro com os gastos de usuários. Na maior parte das vezes, não informam que estão lucrando com a atividade. Especialistas avaliam que a prática pode ferir as regras de comunidade da Meta, empresa que controla a rede social, e a legislação vigente no País para publicidade.

O Verifica monitorou, durante um mês, 13 perfis com mais de 10,2 milhões de seguidores. As contas postam no feed do Facebook fotos ou vídeos gerados por IA de mulheres com seios e glúteos grandes em roupas justas e com decotes. Há contas que se especializam em um padrão específico: mulheres mais velhas, com deficiência física, indígenas ou negras, entre outros. Não foram observadas imagens com nudez ou conteúdo explícito.
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Today, 1:35 PM
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É preciso experiência humana para ser professor

É preciso experiência humana para ser professor | Inovação Educacional | Scoop.it
A decisão recente do Conselho Nacional de Educação (CNE) de atualizar as diretrizes para a formação de professores reacende um debate urgente: quem está formando os profissionais que ensinarão as próximas gerações num mundo transformado pela tecnologia e pelas novas demandas sociais? Estamos diante de um modelo de formação que, em muitos casos, já não dialoga mais com a realidade educacional.

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As novas diretrizes aprovadas pelo CNE ampliam a carga horária mínima das licenciaturas para 3.200 horas e determinam que ao menos 50% da formação aconteça presencialmente. A medida surge junto ao crescimento acelerado da formação docente totalmente à distância — que gerou preocupação em diferentes setores da educação pela ausência de práticas consistentes e enfraquecimento da vivência nas unidades escolares.

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O debate é legítimo. Não se forma um professor apenas assistindo aulas à distância. A docência exige experiência humana. Exige presença. Mas a decisão do CNE ainda é insuficiente diante da dimensão do problema.

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O Brasil vive um momento preocupante. Grande parte dos cursos de licenciatura continua formando professores para uma escola que não existe mais. Em muitos casos, futuros docentes ainda saem da universidade sem preparo para lidar com tecnologias educacionais ou mesmo metodologias ativas de aprendizagem. Segundo dados do MEC, a modalidade EaD concentra parcela significativa das matrículas em licenciaturas no país. O crescimento acelerado ocorreu sem que houvesse mecanismos robustos de acompanhamento de qualidade e integração com a realidade escolar.

Ao mesmo tempo, a profissão docente enfrenta perda de atratividade, baixos salários, sobrecarga emocional e desvalorização social. O resultado aparece nas estatísticas: menos jovens querem ser professores.

A crise da formação docente não será resolvida apenas com novas diretrizes normativas. Sem investimentos em formação, pesquisa e prática pedagógica, o risco é uma reforma apenas burocrática, sem avanços reais na aprendizagem.

Existe uma incoerência histórica que precisa ser enfrentada: não formamos médicos sem que passem pelos hospitais acompanhando a complexidade do cuidado humano. Mas formamos professores que, muitas vezes, concluem sua graduação sem uma imersão real, contínua e qualificada dentro das escolas. A docência se aprende também na experiência e na observação da sala de aula. Sem isso, continuaremos formando profissionais preparados apenas para uma escola teórica.

Pouco se discute sobre como tratamos a inovação educacional como algo periférico. O mundo mudou. Mas a formação docente brasileira, em grande parte, ainda opera em lógica analógica. É impossível discutir o futuro da educação sem discutir profundamente o futuro da docência.

A decisão do CNE é uma tentativa importante de reorganização do sistema, especialmente ao reforçar a centralidade da prática pedagógica e da presencialidade na formação inicial. Porém ainda revela ausência de enfrentamento mais estrutural. Como formar professores para atuar numa sociedade atravessada por algoritmos, plataformas digitais e inteligência artificial?

Essa, talvez, seja a grande questão do nosso tempo. Porque a educação do presente não depende apenas de tecnologia. Depende, sobretudo, de professores preparados para humanizar a aprendizagem num mundo cada vez mais automatizado.

Estamos falando da profissão responsável por formar todas as outras. O futuro da educação não será determinado pelos recursos digitais que chegam às escolas, mas pela capacidade humana dos professores que formarão as próximas gerações em meio às transformações do nosso tempo.
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Today, 1:34 PM
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Sal Khan: O primeiro capítulo de Khanmigo mudou minha forma de pensar sobre IA.

Sal Khan: O primeiro capítulo de Khanmigo mudou minha forma de pensar sobre IA. | Inovação Educacional | Scoop.it
Mas também aprendemos algo: se o Khanmigo fosse ajudar os alunos a pensar com mais profundidade, ele precisava se tornar mais central na experiência prática. A IA não podia simplesmente ficar ao lado do conteúdo. Ela precisava ser integrada a ele. Precisávamos tornar o esforço produtivo mais difícil de evitar.
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Today, 10:37 AM
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Microcredenciais: cursos rápidos impulsionam carreira

Microcredenciais: cursos rápidos impulsionam carreira | Inovação Educacional | Scoop.it

Se você é ligado no universo corporativo, sabe que há novas tendências todos os dias. Nesta newsletter, te ajudamos a entendê-las e descobrir o que pode fazer sentido (ou não) para sua carreira. Na edição de hoje, exploramos a ideia de qualificações mais breves do que as tradicionais, mas que podem dar um pequeno impulso no currículo e te ajudar a conquistar uma vaga.
Vivemos em um mundo de microespecializações? Ou as grandes qualificações ainda são as que contam?
"Micro" o quê? "Microcredenciais" é como o público do LinkedIn designa cursos, diplomas ou outras certificações que verificam habilidades específicas e menores do que uma graduação, por exemplo.
São exemplos cursos sobre o uso de IA (inteligência artificial) em determinados contextos, certificações no uso de programas e outras formações curtas que exigem crédito, mas não uma qualificação como uma pós-graduação.
Por que importa? Pode ser um impulso no currículo de quem procura um emprego em uma área específica ou deseja se mostrar atualizado para o mercado.
Se você busca um emprego na área de desenvolvimento em tecnologia, por exemplo, pode ser interessante procurar uma certificação em programação usando inteligência artificial.

A microcredencial é uma opção interessante para certificar habilidades em um mundo que se atualiza constantemente, segundo Anthony Salcito, vice-presidente da Coursera na frente de negócios.
Esse tipo de qualificação supre a necessidade de aprender algo pontual, algo que dificilmente seria incorporado a um curso universitário maior na velocidade que você talvez precise usar no dia a dia corporativo.
↳ Para o especialista, empresas estão cada vez mais inclinadas a uma contratação no formato "skills-first", isto é, um recrutamento em que garantir certas habilidades dos candidatos é cada vez mais importante.
Tempo que não para. O "X" da questão é a velocidade com que as necessidades do mercado corporativo estão mudando. Por isso, as empresas procuram candidatos que possam implementar novidades. É provável que quem está ingressando no mercado esteja mais próximo do que aparece de novo na tecnologia.

Atualizar-se constantemente, com o apoio de microcredenciais, pode ser uma forma de se manter "fresco" e novo no mercado de trabalho —mesmo após estar há alguns anos nele.

Cérebro eletrônico. Já deu para perceber que a inteligência artificial tem tudo a ver com essa tal "aceleração das necessidades" das empresas, certo? Salcito diz que a maioria daqueles que procuram atualização está buscando especializações em IA para diferentes mercados.

"Há alguns anos, nos procuravam querendo cursos de Python e outras linguagens de programação. Hoje, IA, cibersegurança (assunto que já falamos em edição da newsletter, que você encontra aqui), dados e nuvem são os temas mais procurados", explica.

Pensando bem. O que fazer se todo mundo tem uma credencial em IA, como saber quem é bom? Quando perguntado se pode haver uma "inflação" de candidatos qualificados na mesma coisa, Salcito destaca que além da IA, a plataforma vê crescimento do interesse por cursos na área da filosofia e incentivo ao pensamento crítico.

"Há um alinhamento forte entre a busca por cursos de IA generativa e que estimulem pensamento crítico. Os próprios alunos estão percebendo essa conexão: precisam entender a IA, pensar sobre o que vem a seguir e saber avaliar dados e decisões", afirma o VP. Segundo ele, as organizações que investem em IA estão descobrindo rapidamente que o capital humano se tornou mais importante, não menos.

Para ontem ou para amanhã? Na opinião do executivo, as microcredenciais são, ao mesmo tempo, uma moda e uma tendência que veio para ficar.

Por um lado, o crescimento da modalidade é uma resposta à pressão por adaptação que as empresas vêm sofrendo na era da IA. Por outro, é uma valorização do aprendizado constante, uma habilidade que o mercado corporativo sempre apreciou.

"Sempre há empresas reduzindo quadro ou buscando eficiência para crescer o lucro e competir globalmente. Mas, à medida que as organizações ficam mais enxutas, contratar alguém que vai levar anos para amadurecer deixou de ser viável", afirma o executivo.
Mesmo assim, Salcito destaca que a formação acadêmica, como diplomas universitários e pós-graduações, não perde força diante desse cenário. Microcredenciais são interessantes, mas o mercado não perdeu o apego pelos certificados tradicionais.

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China tenta influenciar regras globais da IA com Waico - 27/07/2026 - Economia - Folha

China tenta influenciar regras globais da IA com Waico - 27/07/2026 - Economia - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
É isso o que mostram as últimas notícias vindas do país asiático. Na semana passada, em Xangai, foi anunciada a criação da Organização de Cooperação Mundial em Inteligência Artificial (Waico), em um discurso no qual o presidente Xi Jinping falou que "o desenvolvimento da IA não deve ser uma performance solo de um único país, mas uma sinfonia de cooperação internacional".
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Megalink obtém R$ 30 mi do BNDES para inclusão digital - 27/07/2026 - Painel S.A. - Folha

Megalink obtém R$ 30 mi do BNDES para inclusão digital - 27/07/2026 - Painel S.A. - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
Em um projeto de inclusão digital em escolas públicas no Piauí e no Maranhão, a Megalink, provedora de telecomunicações, obteve financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de R$ 30 milhões.

O dinheiro será usado para construir uma rede de fibra óptica destinada a escolas públicas em 16 cidades dos dois estados. Serão conectadas 22 unidades de ensino, com a construção das redes internas.
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July 27, 7:37 PM
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Liberdade de escolha no novo mercado de trabalho

Nos próximos parágrafos, proponho uma estratégia para regulamentar o trabalho nas plataformas e deixar as escolhas para os trabalhadores. O caminho teria os passos a seguir.

Separação de funções — definir o papel das plataformas como agentes de intermediação entre trabalhadores e produtores ou entre trabalhadores e consumidores. A intermediação reduz o custo de informação e de transação, mas as plataformas assumiram outra função — a gestão financeira —, por meio da qual controlam os fluxos financeiros originados na transação. O acúmulo das duas funções em um único agente cria indesejável assimetria de poder. É preciso fazer a distinção de ambas as funções e também reconhecer que a plataforma não precisa, necessariamente, acumulá-las, porque podem ser desempenhados por dois agentes distintos; 

Tipificação das plataformas — admitir dois tipos de plataformas: 

(a) plataforma restrita, com o papel de apenas intermediar as transações, deixando a gestão financeira para outro agente; 

(b) plataforma plena, com o formato das atuais plataformas.

Natureza do trabalho em plataformas — reconhecer dois tipos de trabalho: 

(a) na plataforma restrita, considerar o trabalho como autônomo, sem vínculo de emprego;

(b) na plataforma plena, reconhecer o trabalho como subordinado, aplicando-se a legislação já existente (CLT).

Livre escolha — os trabalhadores devem optar pelo tipo de plataforma com a qual preferem trabalhar, mas escolhem apenas um dos dois tipos. Alguns preferem a segurança que acreditam que a CLT lhes proporciona. Outros preferem a liberdade do trabalho autônomo. O sistema dual permite que os profissionais exerçam suas preferências e escolham o melhor sistema. 

A questão dos direitos sociais, especialmente a aposentadoria, precisaria ser enfrentada em uma necessária e urgente reforma estrutural da Previdência Social, tal como, a proposta da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de um Sistema Único de Previdência Social, da qual sou subscritor.

Representação de interesses — reconhecer os interesses presentes no trabalho nas plataformas, isto é, os consumidores, os produtores, a plataforma, o trabalhador e, no caso das plataformas restritas, o agente financeiro. Reconhecer o direito de representação de interesses de todas as partes, encaminhando para a negociação coletiva a produção das regras, sua governança e o sistema de solução de divergências.
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July 27, 7:35 PM
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Clima extremo, mente em risco

Isso significa fortalecer os sistemas públicos de saúde mental nos territórios mais vulnerabilizados, ampliar as estratégias de promoção e prevenção diante dos eventos extremos e reconhecer os saberes tradicionais como parte fundamental das respostas climáticas. Afinal, como mostram as comunidades amazônicas, não há adaptação climática possível sem floresta em pé, sem proteção dos territórios e sem cuidado com os corpos, as memórias e os modos coletivos de viver.

CRISE NO CORPO E NA MEMÓRIA
Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Fiocruz vêm alertando para o fato de que as mudanças climáticas impactam profundamente a saúde mental, especialmente em populações que dependem diretamente da natureza para sobreviverem materialmente, culturalmente e espiritualmente. Para essas comunidades, a floresta funciona como um verdadeiro sistema de cuidado, fonte de alimento, cura, pertencimento e equilíbrio emocional.

E as vozes do Tapajós, do Marajó e das comunidades quilombolas do Pará revelam que a crise climática também é uma crise de saúde mental, de memória e de continuidade dos modos de vida.

No Território Indígena Kumaruara, no Baixo Tapajós, Tainan Kumaruara, 27 anos, relata:

“Essa seca foi diferente…Houve um momento em que o igarapé secou, e as famílias foram obrigadas a sair.” A falta de água não afeta apenas o território físico, mas também o equilíbrio emocional e espiritual das pessoas que nele vivem. Arlete Kumaruara, 60 anos, liderança indígena e comunitária, relata: “A gente não tinha água, não tinha como sobreviver… e tudo isso afeta o psicológico, principalmente das mulheres e das crianças.” O que antes era abundância, pesca, roça, floresta viva, hoje dá lugar à escassez, à incerteza e ao sofrimento, comprometendo a saúde mental e as práticas da vida cotidiana.

Para os Kumaruara, o impacto vai além do que se pode ver. A crise climática dilacera os vínculos na relação entre o ser humano e a natureza, os quais se expressam em laços espirituais profundos. “Se a floresta queimar, não há como buscar a cura”, afirma Alain Kumaruara, 29 anos. “O Pajé faz a conexão com os encantados, que trazem cura psicológica, espiritual e física”. Sem a floresta, essa conexão se fragiliza, e com ela, a própria possibilidade de cura.

Os mais velhos são especialmente vulneráveis. “Quem tem problemas de pulmão, anemia… sofre muito mais”, explica o Pajé Naldinho, de 31 anos. Mas a mudança do clima afeta todos os seres: plantas, animais e pessoas. “Sem essa conexão, não há razão para resistir. Essa é a nossa verdade.”
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July 27, 7:26 PM
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Para onde vai a renda?

O primeiro deles é o elevado endividamento. Dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostram que cerca de 80% das famílias brasileiras estão endividadas, muitas pagando juros elevados, sobretudo em modalidades como cartão de crédito e crédito pessoal — e em muitos casos, as taxas anuais superam 100%. Esse cenário indica que uma parcela importante do aumento da renda não se transforma em consumo ou poupança, mas é absorvida pelo pagamento de prestações, juros e dívidas acumuladas.

Outro ponto relevante é a inflação dos alimentos. Entre janeiro de 2022 e abril de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) geral subiu 23% enquanto a alimentação aumentou 29%. Ao olharmos para o período entre janeiro e abril de 2026, a inflação geral foi de 1,5%, com os alimentos subindo quase 3%. Mesmo em períodos de desaceleração inflacionária, os preços de itens essenciais da cesta básica avançaram acima da média geral da inflação. Como os gastos com alimentação pesam proporcionalmente mais no orçamento das famílias de baixa renda, o efeito sobre a percepção econômica é muito mais intenso do que sugerem os índices agregados.

Agora, soma-se a isso um novo fenômeno: o avanço explosivo das apostas online. Pesquisa recente da FecomercioSP mostrou que 35% dos paulistanos fazem apostas buscando aumentar rapidamente a renda doméstica, um salto de 10 pontos porcentuais (p.p.) em relação a 2024. Entre as famílias com renda de até dois salários mínimos, esse porcentual chega a 40%. Esse dado revela um fato preocupante: parte crescente da população passou a enxergar as bets não como entretenimento controlado, mas como tentativa de sobrevivência financeira.
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July 27, 2:57 PM
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Juliano Spyer fala em 'milagre sociológico' em novo livro - 26/07/2026 - Cotidiano - Folha

Juliano Spyer fala em 'milagre sociológico' em novo livro - 26/07/2026 - Cotidiano - Folha | Inovação Educacional | Scoop.it
O autor continua sustentando que parte expressiva da elite intelectual brasileira insiste em olhar para o universo evangélico através de caricaturas. Em vez de enxergar igrejas como instituições complexas, capazes de produzir redes de solidariedade e mobilidade social, prefere tratá-las como máquinas de manipulação política.

Um dos conceitos apresentados no livro resume essa crítica. Inspirado no "mansplaining", termo em inglês usado para descrever homens que explicam assuntos às mulheres de forma condescendente, Spyer fala em "ateusplaining". A expressão foi criada pelo pastor Alexandre Gonçalves, fundador do movimento Cristãos Trabalhistas no PDT e policial rodoviário federal, para se referir à postura da pessoa que não frequenta igreja nem vive a experiência religiosa, mas se sente autorizada a ensinar como um fiel deveria interpretar a própria fé.
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