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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Today, 8:05 AM
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Já Ésquilo na sua tragédia "Prometeu Acorrentado" colocava o problema do avanço da ciência e da técnica sob o signo do fogo: será que somos capazes de deter o segredo do fogo sem incendiar o mundo? Mary Godwin, a menina criada entre filósofos –seu pai era William Godwin e ela cresceu em meio aos utilitaristas em casa– que passou a ser "Shelley" quando se casou com o poeta Percy Shelley, no seu famoso "Frankenstein: ou o Prometeu Moderno", como boa romântica que era, já temia os avanços da ciência e os problemas que ela criaria para a moral. Logo, nada há de novo nos dilemas morais que a ciência nos coloca.
Quanto a fundamentação do que seria o bem ou, por consequência, o que seria a fundamentação da moral, o problema já circula há algum tempo, mesmo antes do grande Dostoiévski lançar seu vaticínio: se Deus não existe, tudo é permitido.
1 6 Veja ilustrações de 'Frankenstein' feitas por IA
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... Hugo Grotius (1583-1645), filósofo e jurista holandês que viveu em meio as terríveis guerras religiosas que dilaceraram a Europa e nos entregou temas como liberdade religiosa e estado apartado de denominação religiosa, tinha algumas preocupações. Uma delas era como fundamentar a moral num espaço onde existiam diferentes concepções religiosas, e elas matando umas as outras. A outra, mais radical, e que ficou para a tradição da filosofia moral como sendo "a problemática de Grotius" é a seguinte: a lei natural que fundamenta a moral deve valer mesmo se Deus não existisse.
Noutras palavras: o bem deve ser o bem porque o bem é o bem, e não porque Deus quer seja o bem. As leis devem ser independentes da vontade de Deus, elas devem valer por si mesmas. Essa problemática de Grotius estabelece as bases para a discussão de como fundamentar a moral se não for a partir da religião. Com esse passo, ele estabelece as bases para o direito moderno e o estado de direito laico.
A questão vira um problema, apesar que do ponto de vista estrito da lei se resolve com o estado de direito laico e as câmaras legislativas. Dane-se a fundamentação da moral, fiquemos apenas com a lei que nada tem a ver com justiça ou moral, como bem se sabe. Entretanto, se a lei não resolve a totalidade do problema, ou se ela mesma nada tem a ver com o bem moral, o que fazer? Bem-vindos à modernidade e sua falta de fundamentação da moral.
Thomas Hobbes (1588-1679) tentará responder a problemática de Grotius. Para o autor inglês, o fundamento da moral será o contrato social –portanto, a política, o estado, o Leviatã– que rompe com o ciclo do estado de natureza pré-político em que "a vida era solitária, pobre, sórdida, bruta e breve". Para Hobbes não existem leis naturais universais, mas, apenas, leis criadas pelo poder daquele que detém o monopólio legítimo da violência. Assim, se pensarmos em vários estados impondo suas leis, contanto que mantenham a ordem, está tudo bem. Hobbes não lida com a ideia de "leis em si", elas são puro fruto do poder político.
John Locke (1632-1704), tentando também responder a problemática de Grotius dirá que sim, existem leis pré-políticas, a diferença de Hobbes, e que elas são "apenas" a pura razoabilidade da ordem social: os homens assinam um contrato social no qual o soberano deverá respeitar a liberdade individual –a liberdade religiosa começa todo esse debate em meio as guerras religiosas europeias–, o direito a propriedade, e a vida, portanto, o estado estará limitado por essas leis anteriores a ele. Nasce, assim, o liberalismo.
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Today, 7:50 AM
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AI Assistance Reduces Persistence and Hurts Independent Performance
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Today, 7:47 AM
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Anthropic (and OpenAI) recently met with representatives from Sikh, Hindu, Jewish, and LDS groups. Will it help?
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Today, 7:37 AM
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The guide is free to download as a PDF and includes teacher’s guide learning modules, with group exercises, worksheets and discussion prompts. There is also an engaging online self-assessment tool that helps students reflect on how they use AI with scores that describe their reliance on these tools.
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Today, 7:31 AM
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Entre 2020 e 2025, medidas excepcionais priorizaram a permanência dos alunos nas escolas, mesmo com dificuldades de aprendizagem. Agora, o cenário é diferente. A exigência de frequência mínima de 75% volta a ser aplicada com mais rigor, e o desempenho escolar ganha peso real na decisão de aprovação.
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May 10, 9:13 AM
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A literatura científica corrobora amplamente essa percepção. Estudos apontam que a maior exposição ao calor está associada a resultados adversos no ambiente escolar: deterioração da atenção e da disposição para participar das aulas, pior desempenho em exames, aumento do absenteísmo e das taxas de abandono escolar, sobretudo em áreas urbanas. Na outra ponta da sala, professores também são afetados, com queda de produtividade e piora significativa das condições de trabalho. No último ano, algumas redes de ensino adotaram, como saída emergencial, a suspensão de dias letivos ou a redução da carga horária — medidas que comprometem o cumprimento do currículo e revelam a gravidade do problema imposto pelas temperaturas elevadas.
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May 10, 8:36 AM
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A febre agora no Vale do Silício se chama Token Maxxing. E se preparem, porque essa onda já está chegando ao Brasil.
O termo descreve uma prática que virou obsessão entre profissionais de tecnologia: usar o consumo de IA como medida de produtividade. Quem consome mais vence.
O nome vem de "token", a unidade básica que os modelos de IA usam para processar texto. Cada palavra ou pedaço de palavra que você manda para ChatGPT, Claude ou Gemini é convertida em tokens, e as respostas também são geradas em tokens. Quanto mais você usa IA mais token consome.
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Juca Kfouri
A torcida cafajeste do Brasil no jogo de João Fonseca
Josias de Souza
Engana-se quem acredita em Flávio sobre reeleição
Michelle Prazeres
Descanso é o melhor presente no Dia das Mães
Diogo Cortiz
O uso de IA como medida de produtividade
E esse fenômeno está atingindo um nível absurdo.
Segundo o New York Times, um engenheiro da OpenAI consumiu sozinho 210 bilhões de tokens em uma semana, o equivalente a 33 vezes a Wikipedia. Outro engenheiro, em Estocolmo, disse que provavelmente gasta mais que o próprio salário no uso do Claude. E na Meta, funcionários criaram até uma tabela interna que ranqueava colegas pelo consumo de tokens.
Mas a mensagem mais forte de como as empresas de tecnologia estão pensando o futuro do trabalho veio do CEO da Nvidia, Jensen Huang. Em apresentação recente, ele propôs dar aos engenheiros da empresa um orçamento anual em tokens equivalente à metade do salário. Ele ainda projetou que, em dez anos, a Nvidia terá 75 mil funcionários humanos trabalhando ao lado de 7,5 milhões de agentes de IA.
Ele não está sozinho neste movimento. Outros CEOs também vêm tratando o uso intenso de IA como sinal de ambição, eficiência e adaptação ao novo trabalho.
No caso de Huang, a defesa do consumo intenso de tokens vem acompanhada de um interesse econômico evidente. Afinal, ele comanda justamente a empresa que vende as GPUs usadas para processar boa parte dessa conta.
O termo Token Maxxing ainda não é comum no Brasil, mas a sua lógica já está presente, ainda que não com esse nome.
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Em palestras e conversas com organizações de diferentes setores, o que eu mais percebo é uma pressão recorrente para acelerar a adoção da IA. Isso vem de investidores e conselhos, mas também dos executivos que querem ver seus funcionários usando a tecnologia para alcançar a grande promessa do ganho de produtividade.
A intenção até faz sentido. A IA está transformando setores inteiros e ninguém vai ficar para trás.
O problema é como essa adoção está sendo conduzida. Muitas empresas cobram de seus colaboradores o uso sem oferecer uma capacitação mínima, sem ter uma política de uso bem definida e também sem saber como medir a qualidade.
Será que essa pressão não está levando muita gente a usar a IA para parecer mais produtivo do que para trabalhar melhor?
Comentamos no podcast Deu Tilt um sintoma desse fenômeno, o Workslop. É o nome para entregas feitas com desleixo pela IA, que parecem produtivas mas não entregam resultado.
Isso me lembra uma pergunta que fiz um tempo atrás, meio em tom de brincadeira, mas com um fundo de verdade. Quanto tempo demoraríamos para passar a contabilizar a produtividade em tokens de IA, no lugar de horas de trabalho?
Continua após a publicidade Pelo visto, foi mais rápido do que eu imaginava. Hoje, algumas empresas já estão colocando o uso da IA até como métrica de desempenho individual.
Meta, Shopify e OpenAI sinalizam, em diferentes graus, que o uso de IA deve fazer parte das expectativas de desempenho. Em muitos lugares está virando risco de carreira não usar IA em ritmo acelerado, independentemente da qualidade do que se entrega.
Mas será que essa conta fecha mesmo? Um sinal de contradição pode estar vindo de dentro da própria Nvidia. Em entrevista à Axios, o vice-presidente da Nvidia, Bryan Catanzaro, mostrou que a narrativa do seu chefe não é tão simples ao afirmar que "para a minha equipe, o custo de computação está muito acima do custo dos funcionários."
Outras empresas que demitiram juniores para investir em agentes de IA começam a questionar se o custo de processamento somado ao retrabalho não sai mais caro do que os salários cortados. O cenário muda a toda hora, e no meio dessa incerteza, fica claro que medir produtividade pelo consumo de IA não é um caminho fácil.
Tem um princípio na economia, a lei de Goodhart, que ajuda a entender o que está em jogo.
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Toda métrica, quando vira meta, deixa de ser uma boa métrica. O Token Maxxing é como uma versão atualizada disso.
A pessoa começa a otimizar para parecer produtiva, não necessariamente para entregar resultados com qualidade.
E, se as empresas passarem a tratar isso como uma métrica central, correm o risco de cair na ilusão de desempenho.
Em vez de medir quem trabalha melhor, passam a medir quem parece usar mais IA.
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May 9, 2:05 PM
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Modelos populares, como ChatGPT, Gemini e Claude, descreveram com detalhes técnicos como adquirir material genético, transformá-lo em agentes letais e liberá-los em espaços públicos
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May 9, 2:04 PM
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A China prepara um projeto ambicioso que pode redefinir o controle de fronteiras no mundo. Até 2027, o gigante asiático espera realizar a utilização de até 10 mil robôs humanoides na divisa com o Vietnã. A iniciativa combina inteligência artificial, automação e vigilância em larga escala.
Leia também: O multimilionário indiano que se oferece para salvar os 80 hipopótamos de Pablo Escobar condenados à eutanásia na Colômbia Homem de 62 anos ganha R$12.000 por mês após falar inglês fluente mind dame | Links patrocinados Anvisa suspende decisão contra Ypê após recurso da empresa, mas mantém alerta de não usar produtos O teste vai começar por Fangchenggang, cidade costeira da região de Guangxi, entre os dois países. Essa fronteira tem como característica o intenso fluxo de caminhões e viajantes. As operações legais e de fiscalização visam não só o controle de entrada e saída de pessoas, como de transporte de mercadorias. Os robôs vão auxiliar na organização desse fluxo.
Ad loading O projeto é liderado pela empresa chinesa UBTech Robotics, responsável pelo desenvolvimento dos robôs humanoides do modelo Walker S2. A meta é começar com centenas de unidades e expandir gradualmente até atingir 10 mil até o próximo ano. Ao ganhar a licitação, a empresa firmou um contrato de US$ 37 milhões (cerca de R$ 183,6 milhões na cotação atual).
A expectativa é de que esse novo recurso torne os processos mais ágeis e padronizados em pontos de controle movimentados. Entre as principais atividades previstas estão:
orientação de viajantes e motoristas; organização de filas e controle de fluxo; inspeção de cargas e verificação de contêineres; patrulhamento e identificação de situações anormais, como bloqueios, gargalos e aglomerações. Os modelos Walker S2 têm estrutura semelhante à de um ser humano, com pernas articuladas e braços móveis, permitindo atuação em ambientes considerados desafiadores. Um dos principais diferenciais é a capacidade de trocar a própria bateria, garantindo operação praticamente contínua e autônoma.
Equipados com sensores, câmeras e sistemas de inteligência artificial, esses robôs conseguem transitar pelo ambiente, evitar obstáculos e interagir com humanos de forma básica, respondendo perguntas simples e executando tarefas rotineiras.
Essa iniciativa é vista como um teste crucial para o futuro da robótica humanoide fora das fábricas. Caso funcione como esperado, o uso dessas máquinas pode se expandir para outros ambientes de grande circulação, como aeroportos, portos e estações ferroviárias. O resultado desse teste pode ajudar a ditar o ritmo de implementações de robôs humanoides para tarefas variadas ao redor do mundo.
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May 9, 2:03 PM
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Personagem chamada 'Emilie' se apresentava como psiquiatra licenciada e forneceu número de registro falso a um investigador da Pensilvânia
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May 9, 2:02 PM
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Apesar do alto grau de exposição nas redes sociais, a maioria dos brasileiros não consegue identificar vídeos realistas gerados por inteligência artificial (IA), conhecidos como deepfakes, o que impõe um grande desafio para autoridades e reguladores no ano eleitoral.
Segundo uma pesquisa realizada pela Veriff, empresa de verificação de identidade digital, 80% dos brasileiros já se depararam com deepfakes no ambiente digital, acima da média internacional, que é de 60%. No entanto, apenas 29% conseguem apontar quando se trata de um vídeo falso e 35% identificam corretamente quando um vídeo é real.
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May 9, 2:01 PM
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Por isso, a questão não está na tecnologia, mas na forma como as organizações têm lidado com a IA. Em muitas reuniões de liderança, o foco na tecnologia acaba deixando em segundo plano o que realmente importa: as pessoas. Quando os líderes se concentram apenas em implementar ferramentas que entregam resultados, o fator humano perde espaço. A modernização dos fluxos de trabalho, com redesenho de processos, simplificação e uso direcionado de tecnologia, avança mais rápido do que a modernização da força de trabalho, que depende de colaboração eficaz, planejamento estratégico de pessoal e requalificação contínua. Com isso, os funcionários se sentem deixados de lado, a adoção diminui e o ceticismo aumenta.
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Today, 9:32 AM
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Departamento de Comércio americano firmou acordos com grandes empresas de inteligência artificial para avaliar riscos de segurança nacional, cibersegurança e armas antes que os modelos cheguem ao público.
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Today, 7:59 AM
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Enquanto o Brasil continua a se desindustrializar, o Paraguai vai pavimentando o caminho para se tornar o tigre da América do Sul. Especialmente em tecnologia.
O país tem dado um show nessa área. Seu maior ativo é a energia abundante, 100% limpa e barata gerada por Itaipu. Nos últimos anos, o Brasil comprava o excedente não consumido pelo Paraguai a preços módicos. Agora não mais. A partir de 2027 o Paraguai poderá vender a energia de Itaipu para quem quiser e no preço que quiser. E o comprador já apareceu: os Estados Unidos.
Vista das comportas da hidrelétrica de Itaipu Binacional, regida em igualdade entre Brasil e Paraguai. - Joédson Alves - 7.jan.25 /Agência Brasil O secretário de Estado Marco Rubio confirmou o interesse na energia paraguaia para alimentar data centers de inteligência artificial. A instalação desses data centers no país não vem de hoje. O Paraguai seguiu a mesma estratégia da Islândia: atrair primeiro mineradores de criptomoeda e depois data centers.
Deu certo. Está agora atraindo projetos enormes. O anúncio mais recente foi da empresa norte-americana X8 Cloud de que irá construir um data center de US$ 50 bilhões (R$ 260 bilhões) no Paraguai. É mais do que o celebrado data center do TikTok no Ceará, cujo investimento estimado é de US$ 38 bilhões.
Em indústria o país também avança. Nesse quesito, adotou o modelo mexicano de industrialização, das chamadas "maquiladoras". Tornou-se um hub industrial com uma política fiscal agressiva de cobrar 1% sobre o valor agregado localmente. O resultado é visível. Enquanto a indústria de transformação no Brasil representa hoje 11% do PIB brasileiro (era 17% em 1994), no Paraguai são 19%.
Outra comparação curiosa é a classificação de risco. O Paraguai tem grau de investimento por duas das três principais agências (Moody's e S&P), enquanto o Brasil não tem por nenhuma. O país adotou um regime tributário simples e ousado chamado de "Triplo 10", que limita as alíquotas de imposto em 10% para pessoas, empresas e valor agregado.
folha mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.
Carregando... Para nós, brasileiros, é doloroso saber que a taxa de juros no Paraguai é de 5,5%, contrastando com os 14,5% no Brasil. Em termos de juros reais (descontada a meta de inflação) a discrepância é mais violenta: 11,5% no Brasil e 2% no Paraguai, sendo que a inflação lá é de 1,9%, e aqui é de 4,3% nos últimos 12 meses.
E por fim, o crescimento. O Paraguai cresceu 6,6% em 2025, em face dos 2,3% do Brasil. Nos últimos dez anos a média de crescimento tem sido 3%, com projeção de crescer 4,5% neste ano. Enquanto isso, nossa média decenal foi de 1,4% e a perspectiva é crescer 1,6% neste ano.
Já no índice que mede complexidade econômica (ECI), o Brasil tem caído continuamente desde 2000. O paraguaio está em ascensão e irá ultrapassar o Brasil nos próximos anos.
Por fim, o Brasil reduziu a pobreza em 27 pontos percentuais nos últimos 25 anos, o que é essencial. Já o Paraguai reduziu em 45 pontos percentuais no mesmo período.
É fato que o Paraguai tem 7 milhões de habitantes e o Brasil 215 milhões. Só que a questão não é escala, mas direção. Nós temos os mesmos ativos que o Paraguai em dimensões muito maiores, como energia renovável abundante. Só não temos rumo, planejamento de onde queremos chegar, e estabilidade econômica para fazer isso. O resultado é: quando se fala em tecnologia na América do Sul, é o Paraguai que aparece cada vez mais.
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Today, 7:49 AM
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There has been quite a bit of research that shows relying on artificial intelligence tools encourages people to stop thinking critically and start deferring to the machine. But you’d be shocked at just how quickly your brain can shut off if you let it. According to a new study by researchers at Carnegie Mellon, MIT, Oxford, and UCLA, just a 10-minute session with an AI assistant can lead to users significantly abandoning their own capacity for reasoning.
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Today, 7:44 AM
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O problema não era apenas a prosa perfeitamente polida, porém medíocre. É o que se perde quando desistimos da luta para traduzir o pensamento em palavras. Leciono escrita criativa no MIT desde 2017. Muitos dos meus alunos escreveram ficção pela última vez no ensino fundamental, e poucos participaram de uma oficina adequada. Por isso, no início de cada semestre, ofereço estas orientações tanto para escritores quanto para leitores: Leia a história pelo menos duas vezes. Marque o que funciona e o que não funciona – sublinhe frases excelentes, sinalize sintaxes confusas, falhas de lógica e diálogos irreais. Pergunte-se: a história funciona? Por que sim ou por que não? O que poderia melhorá-la? Responda em uma carta assinada ao autor, anexada à história. Apresente suas opiniões sinceras. Lembre-se de que uma revisão por pares eficaz exige uma leitura atenta do texto, acompanhada de ousadia. Como as instruções indicam, na maior parte do tempo discutimos por que não gostamos da história que estava sendo desenvolvida, porque escrever uma boa história é imensamente difícil mesmo nas melhores condições, especialmente para alunos de graduação com foco em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) que se destacam em uma estrutura de problemas e soluções quantitativas – sistemas onde existe uma resposta certa e um método claro para chegar a ela. Escrever ficção não é uma questão quantitativa. Uma boa escrita é agradável de ler; uma escrita ruim é desagradável. Uma oficina eficaz é um paradoxo: os alunos precisam fornecer evidências textuais para sustentar o qualitativo como se fosse o quantitativo. Essa é uma perspectiva aterradora para o aluno habitualmente brilhante, sentar-se em silêncio sepulcral enquanto seus colegas e professor criticam seu trabalho impiedosamente. O ato de confrontar esse terror é, em si, uma educação para o escritor, porque a escrita é tanto veículo quanto recipiente para o pensamento – o abstrato tornado concreto, os sentimentos traduzidos em palavras. É disso que muitos escritores falam quando se referem à boa prosa não apenas como expressão poética, mas como comunicação. Assim, quando criticamos o trabalho de um escritor, não estamos apenas criticando suas escolhas estéticas, mas também – e aqui é onde a coisa pode ficar pessoal – os sentimentos do escritor e sua capacidade de comunicá-los. É muita coisa para o ego absorver. Até alguns anos atrás, a única maneira de um escritor de ficção proteger seu ego era pagar alguém para escrever por ele ou recorrer ao plágio. A IA mudou tudo isso. 'Perfeição absoluta' A prosa da IA é perfeitamente medíocre, produzindo um tipo de verniz inerte que se lê como uma amálgama frankensteiniana de textos escritos em oficinas de escrita criativa, uma paródia involuntária do estilo que imita. As histórias e ensaios resultantes são simulacros de pensamento, gerados por meio de reconhecimento de padrões aprendido com milhões de palavras escritas por humanos, sem raízes em nenhuma experiência específica de nenhuma pessoa específica. A escrita da IA me lembra a descrição que Tennyson faz da bela Maud no poema que dá título ao livro : Imperfeitamente impecável, gélidamente regular, esplendidamente nulo. Perfeição morta; nada mais. Leitores perspicazes sentem esse vazio, mesmo que não consigam articulá-lo. Eles percebem que o corpo se move sem cérebro. Em contraste, a ficção escrita por estudantes é gloriosamente imperfeita, uma luta na página entre o que o autor tenta dizer e o que de fato é dito. A prosa tropeça de uma forma que lembra um potro aprendendo a andar: mesmo em suas pernas trêmulas, vejo indícios de uma futura graça. Tal desajeitamento é necessário; sua ausência seria a prova de que o potro nunca aprendeu a andar. Morte e impostos; a tecnofobia é a terceira certeza. Em 1565, quase um século depois de Gutenberg ter inventado a imprensa, o cientista suíço Conrad Gessner já se preocupava com a “abundância confusa e prejudicial de livros”. Um artigo de 1889 na revista Nature afirmava que o telefone era a mais perigosa de todas as invenções “porque entra em todas as casas. Sua interminável rede de fios é uma ameaça perpétua à vida e à propriedade”. Agora, adicionamos a IA à lista de preocupações: um estudo preliminar do MIT Media Lab de 2025 descobriu que os participantes que usaram o ChatGPT para escrever redações apresentaram menor conectividade neural do que aqueles que escreveram sem auxílio. Outros estudos alertam para perigos semelhantes, a partir de relatórios ainda não revisados por pares com títulos autoexplicativos como “ Assistência por IA Reduz a Persistência e Prejudica o Desempenho Independente ” e “ Dependência de Inteligência Artificial Generativa e Atenuação da Função Executiva: Evidências Comportamentais de Descarregamento Cognitivo em Adultos que a Utilizam Intensamente ”. São alertas alarmantes, caso se confirmem. Mas, independentemente das conclusões revisadas por pares, o alerta central é difícil de ignorar e não requer um estudo para validação: ao permitir que os alunos usem IA de forma rotineira e irrefletida, estamos enfraquecendo suas mentes. Esse alerta moldou a forma como abordei a IA no meu programa de estudos. Especificamente, como planejei desencorajar seu uso: Jogar o jogo de detecção por IA me leva a uma mentalidade de vigilância que prejudica o ambiente da oficina. Se você usa IA, isso revela sua orientação em relação à escrita. Você quer criar arte ou apenas entregar um texto? Você quer realmente aprender a escrever ou apenas fingir que está fazendo isso? Eu tinha certeza de que minhas perguntas os envergonhariam a ponto de obedecerem, mesmo sem uma proibição explícita. Então, no início do semestre passado, quando li duas histórias dos meus alunos para a primeira oficina e percebi, já nos parágrafos iniciais, que ambas haviam sido escritas por IA, fiquei magoado. Também fiquei preocupado, porque percebi que, pela primeira vez como professor de escrita, tinha que lidar com alunos produzindo palavras sem nenhum esforço, o que não era exatamente plágio nem pagar para que alguém fizesse o trabalho, mas parecia uma espécie de artimanha ingênua; uma perversão do contrato entre escritor e leitor. Escrever não é apenas produzir frases – é treinar a resistência por meio da atenção sustentada. Naquela noite, quando a primeira oficina começou, me virei para os supostos autores e disse que sabia que IA havia escrito suas histórias. Eu não precisava de um software de detecção de IA para saber; eu simplesmente sabia . A prosa era polida demais para um jovem escritor, os arcos narrativos muito perfeitos, cada personagem pré-fabricado, cada metáfora uma colagem sem contexto. Disse à turma que a oficina não poderia prosseguir porque eu não daria feedback a um autor que não existe, mas assegurei aos aspirantes a autores que eles não estavam em apuros. As políticas do MIT em relação ao uso de IA estavam em constante mudança, e meu programa de curso oferecia uma brecha. Além disso, se a IA estivesse disponível durante minha graduação, eu teria resistido à sua ajuda? Claro que não. As fronteiras pedagógicas sempre estiveram repletas de alunos em busca de atalhos. A tecnologia muda, mas a busca permanece. Por alguns instantes, tudo ficou em silêncio, exceto pelo tique-taque dos radiadores da sala de aula. Então, uma confissão entre lágrimas: uma das supostas autoras disse que só usou IA porque tinha medo de parecer tola, de ser criticada por escrever mal. Ela disse que adorava escrever histórias e odiava ter usado IA. Mas não conseguiu se conter, relatando uma sequência semelhante à decadência de um viciado: primeiro, ela inseriu sua história na IA para uma verificação gramatical; a IA sugeriu correções de texto e ela aceitou; depois, perguntou se ela queria correções estruturais; e, por fim, ofereceu-se para reescrever o texto inteiro. O outro aspirante a escritor admitiu que nunca havia escrito um conto antes e que tinha uma ideia, mas não sabia por onde começar. Perguntei-lhe por que não me pediu ajuda. Ele deu de ombros. Uma das outras alunas levantou a mão, dizendo que não entendia por que seria ruim para a IA escrever histórias, desde que as histórias fossem baseadas em suas ideias. Mais alunos se manifestaram: um queria saber em que usar IA era diferente de usar um editor humano. Outro queria que eu respondesse por que, em uma universidade que lançou um dos primeiros programas de pesquisa em IA do mundo em 1959, estávamos sequer tendo esse debate? A IA não deveria facilitar a vida de todos? Diminuir o estresse? O objetivo da IA não é libertar os humanos do tédio das tarefas repetitivas? A conversa que se seguiu às confissões deles foi um dos momentos de ensino mais produtivos dos meus oito anos no MIT. Escrever, eu lhes disse, não deveria ser fácil, e claro que pode ser tedioso, mas isso não significa que seja mecânico. Escrever não é apenas produzir frases – é treinar a resistência por meio da atenção sustentada. É uma forma de aprender o que se pensa tentando expressá-lo. Um mestrado em Direito pode reproduzir a aparência dessa atividade, mas não pode substituí-la, porque o valor reside não apenas no objeto produzido, mas na transformação que ocorre durante sua criação. Trazendo de volta o atrito No ensaio de George Orwell de 1946, Confissões de um Crítico Literário, o autor descreve-se rodeado por livros não lidos, "inventando constantemente reações a livros sobre os quais não nutre quaisquer sentimentos espontâneos". A produção em larga escala e sob pressão de prazos, argumenta ele, não apenas deforma o ato de ler, como também deforma o próprio indivíduo. A fabricação irrefletida de respostas corrói o discernimento e leva ao colapso dos padrões de qualidade. Orwell descreve o que acontece quando a linguagem é produzida sob condições que a desconectam do pensamento: o crítico representa a forma de uma resposta sem de fato ter respondido. O que Orwell não poderia ter previsto é que essa condição acabaria sendo terceirizada para etapas anteriores do processo. Quando uma oficina literária se enche de ficção gerada por IA, cada escritor e leitor se torna o crítico que Orwell descreve. Orwell encerra seu ensaio argumentando que a crítica seria mais saudável se fosse mais lenta, mais seletiva e menos industrial. O mesmo argumento agora se aplica à escrita de ficção. A IA acelera o processo de escrita, mas não é nada seletiva e — num ciclo irônico — transforma o ato de criação no tipo de tarefa mecânica que deveria automatizar. Doravante, minha política está claramente definida: não quero que os alunos usem IA para escrever seus trabalhos. Quero as palavras deles. Quero ter acesso ao pensamento deles, à voz deles, às dificuldades que enfrentam para encontrar o que querem dizer e a melhor maneira de dizê-lo. Quero ver o que acontece quando alguém tenta se expressar através da linguagem sem um intermediário para finalizar o pensamento. Esta é uma posição pedagógica, não moral ou técnica. A oficina só funciona se houver um escritor na sala, alguém cujo pensamento seja visível na página e que possa falar diretamente sobre esse pensamento. Usar IA para escrever não só anula todo o conceito de revisão por pares — estamos aqui para aprimorar o trabalho uns dos outros, não para aprimorar a produção de IA — como também garante o enfraquecimento das habilidades necessárias para lidar com a escrita. O perigo não é que a IA substitua os escritores ou torne as oficinas obsoletas. É que os alunos estão se acostumando a contornar o atrito que antes revelava seu processo criativo. Desde aquela noite, nossas oficinas mudaram de maneiras que eu não previa. Falamos mais abertamente sobre frustração, sobre os momentos em que um rascunho resiste ao próprio autor. Continuo ensinando a técnica — forma, estrutura, revisão — mas me vejo retornando à tensão entre pensamento e linguagem, às histórias em que a abstração se recusa a tomar forma. Discutimos por que o pensamento deles importa, que a luta para traduzir pensamentos em palavras não é evidência de fracasso, mas um sinal de crescimento. Mesmo quando, e principalmente quando, as palavras falham. O que meus alunos e eu agora protegemos não é tanto uma barreira contra máquinas, mas um santuário para a autoria, um lugar onde tudo o que está na página e tudo o que ainda não está pertence a uma pessoa real. Micah Nathan é romancista, ensaísta e professor de escrita criativa (ficção e não ficção) no MIT. Seus livros incluem "Gods of Aberdeen" e "Losing Graceland". Seus contos e ensaios foram publicados em veículos como Vanity Fair, Paris Review, Little White Lies, Kinfolk e outros.
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Inovação Educacional
Today, 7:37 AM
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Em todo o Canadá, o uso de substâncias por estudantes tem se tornado uma preocupação crescente.
Segundo a pesquisa nacional mais recente com alunos, 15% dos estudantes do 7º ao 12º ano relataram ter usado cigarro eletrônico no último mês, e 18% disseram consumir múltiplas substâncias ao mesmo tempo.
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Inovação Educacional
Today, 7:28 AM
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General Motors collected driving data through OnStar and sold it to data brokers. GM fará acordo milionário após venda de dados de motoristas nos EUA. Montadora pagará US$ 12,75 milhões e ficará proibida por cinco anos de comercializar informações de direção coletadas pelo OnStar para empresas de análise de risco e seguradoras.
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Inovação Educacional
May 10, 8:40 AM
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Em quase todo escritório de advocacia, há uma cena que se repete: um estagiário diante de duas telas —ChatGPT numa, sistema do tribunal na outra. Copia o despacho, pede resumo, redige a minuta. Em 20 minutos faz o que, há cinco anos, levava uma tarde de pesquisa. Tudo funciona —e é aí que surge o paradoxo. A pergunta que circula desde 2022 é se a inteligência artificial vai substituir advogados. É a pergunta errada. A IA não está acabando com a advocacia: Estaria dissolvendo o trabalho que serviu por décadas de porta de entrada —e de escola— para quem queria ser advogado. Não é a primeira vez que desaparece uma fatia da rotina dos iniciantes. Por anos, o estagiário foi alguém que pegava processos no fórum, despachava com servidores, conhecia os corredores dos cartórios. A digitalização varreu esse universo. A diferença, agora, é o que está sendo automatizado: antes, a tecnologia eliminava o logístico —locomoção, papel, fila—; já a IA elimina o cognitivo —pesquisa, leitura, redação. Tarefas que, mesmo que repetitivas, eram onde se aprendia a pensar como um advogado. Os dados ainda não confirmam a previsão apocalíptica, conforme a própria IA. Nos Estados Unidos, as turmas de 2024 das faculdades de direito alcançaram mais de 82% de empregabilidade —o melhor índice já registrado, segundo a American Bar Association. Mas o salário mediano de iniciantes recuou 3% em 2025, e pesquisa do Law360 mostra que 7 em cada 10 líderes de escritórios esperam mudança "significativa" no papel do júnior. No Brasil, o vetor chega pelo Judiciário: em março de 2025, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a resolução 615, que regulamenta o uso da IA nos tribunais, e 45,8% das cortes já operam com IA generativa. O estagiário fazia pesquisa de jurisprudência para entender como acórdão se estrutura, como tese sobrevive a teste, como argumentos se sustentam. As tarefas chamadas de "braçais" por preguiça vocabular; eram, na verdade, didáticas. Eliminá-las sem substituí-las por outra forma de aprendizado seria trocar uma escola pela ausência dela? Especialização supõe profundidade, e profundidade impõe passar pelo simples. Quando a IA entrega o ponto de partida pronto, há risco de criar uma geração que parece avançada, mas não sustenta decisão quando a ferramenta falha. E ela falha. Em fevereiro de 2025, advogados do Morgan & Morgan —uma das maiores bancas dos EUA— foram multados por apresentar memorial com citações inexistentes geradas por IA, e a firma avisou seus mais de mil profissionais de que o uso impróprio poderia custar o emprego. No Brasil, já há condenações por litigância de má-fé que foram aplicadas pelo mesmo motivo, com multas de 2 a 20 salários mínimos no TSE, na Justiça Federal e em varas do Trabalho. Em decisão de Juazeiro (BA), a defesa de "quem fez foi o estagiário" foi rejeitada: a responsabilidade do subscritor é pessoal e intransferível. Alternativas? Nas universidades, quem sabe, os currículos absorverem o uso crítico de IA, governança algorítmica e ética aplicada à automação. Nos escritórios, se a IA cuida do operacional, quem sabe, identificar ao jovem, desde o início, à estratégia e à decisão sobre quando não usar a ferramenta, ou seja, o que a IA "não entrega". A advocacia já provou que sabe se reinventar. Vai sobreviver à IA. A pergunta é como formar iniciantes de alto nível nos novos tempos —porque essa diferença separa um patrocínio que ganha de outro que perde; um conselho que liberta o cliente de outro que o condena. A IA não está fazendo desaparecer o advogado. Está, com paciência de algoritmo, separando quem entende o que faz de quem só achava que entendia. E sobra aquilo que nunca deveria ter sido confundido com tarefa básica: pensar, decidir e assumir responsabilidade.
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Inovação Educacional
May 9, 4:48 PM
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Gustavo Estanislau: Algumas ações importantes vão desde permitir que os educadores tenham pequenas pausas durante o dia. Pesquisas recentes mostram que fazer uma grande pausa, por exemplo, acaba sendo menos restaurador do que pequenas pausas ao longo do dia.
Outra ação seria ter algum tipo de orientação escolar que permita que os educadores se desconectem de atividades tecnológicas em momentos como o almoço ou pausas para café, por exemplo.
Isso também deveria ser tratado como uma campanha dentro da escola, porque a tecnologia, por mais que se coloque como um descanso ou uma forma de fuga da correria, tende a manter o sistema neurológico e o sistema nervoso em estado de alerta. Com isso, ela acaba atrapalhando os momentos de descanso.
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Inovação Educacional
May 9, 2:05 PM
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Um modelo de IA recém-desenvolvido por pesquisadores da Mayo Clinic e do MD Anderson Cancer Center da University of Texas promete ajudar a mudar essa situação. O novo sistema, chamado REDMOD (modelo de detecção precoce baseado em radiômica), foi testado em tomografias computadorizadas de pessoas que posteriormente foram diagnosticadas com câncer de pâncreas.
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May 9, 2:03 PM
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A Chan Zuckerberg Biohub, fundação de pesquisa biomédica cofundada por Mark Zuckerberg e sua esposa Priscilla Chan, anunciou um investimento de US$ 500 milhões (R$ 2,4 bilhões) em modelos de inteligência artificial de células humanas. O objetivo é desenvolver sistemas capazes de representar como as células interagem em um organismo completo, com aplicações no contexto da saúde e das doenças,
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May 9, 2:03 PM
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“O que mais me incomoda é essa mentalidade arcaica: as empresas estão tomando a pior decisão, que é demitir um volume expressivo de pessoas”, afirmou Masi em entrevista à Época NEGÓCIOS. “A longo prazo, isso vai ter impacto, porque, no final das contas, todo mundo terá a mesma plataforma de tecnologia e os mesmos modelos de IA. Vai virar padrão, uma commodity. O que vai dif
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Inovação Educacional
May 9, 2:02 PM
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Pesquisa de instituto americano Gallup mostra que jovens entre 14 e 29 anos estão mais irritados e menos entusiasmados com os novos rumos tecnológicos
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Inovação Educacional
May 9, 2:01 PM
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Os líderes de mercado do futuro não serão empresas de SaaS tradicionais, mas plataformas de IA fundamentadas em décadas de conhecimento prático
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