This Outlook report, prepared by the European Commission’s Joint Research Centre (JRC), examines the transformative role of Generative AI (GenAI) with a specific emphasis on the European Union. It highlights the potential of GenAI for innovation, productivity, and societal change. GenAI is a disruptive technology due to its capability of producing human-like content at an unprecedented scale. As such, it holds multiple opportunities for advancements across various sectors, including healthcare, education, science, and creative industries. At the same time, GenAI also presents significant challenges, including the possibility to amplify misinformation, bias, labour disruption, and privacy concerns. All those issues are cross-cutting and therefore, the rapid development of GenAI requires a multidisciplinary approach to fully understand its implications. Against this context, the Outlook report begins with an overview of the technological aspects of GenAI, detailing their current capabilities and outlining emerging trends. It then focuses on economic implications, examining how GenAI can transform industry dynamics and necessitate adaptation of skills and strategies. The societal impact of GenAI is also addressed, with focus on both the opportunities for inclusivity and the risks of bias and over-reliance. Considering these challenges, the regulatory framework section outlines the EU’s current legislative framework, such as the AI Act and horizontal Data legislation to promote trustworthy and transparent AI practices. Finally, sector-specific ‘deep dives’ examine the opportunities and challenges that GenAI presents. This section underscores the need for careful management and strategic policy interventions to maximize its potential benefits while mitigating the risks. The report concludes that GenAI has the potential to bring significant social and economic impact in the EU, and that a comprehensive and nuanced policy approach is needed to navigate the challenges and opportunities while ensuring that technological developments are fully aligned with democratic values and EU legal framework.
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
Between 2023 and 2026—that is, between ChatGPT changed the world forever and today—many studies from institutions including MIT, Wharton, Harvard, Stanford, Microsoft, OpenAI, Oxford, Google DeepMind, and Chinese universities have investigated what AI chatbots do to human cognition, learning, and psychology.
These studies include brain scans, randomized controlled trials (RCTs) with thousands of participants, longitudinal surveys, meta-analyses, and field experiments in real classrooms and workplaces (both preprints and peer-reviewed).
But, to the best of my knowledge, no one has compiled them in one easily-readable and easily-accessible place. This is it.
Three principles should guide research on AI tools: build evidence in stages; examine how a tool works before examining whether it works; and let the research questions drive the method.
Empresas de recrutamento estão usando inteligência artificial para examinar com mais profundidade o histórico digital de candidatos a emprego, cruzando informações de redes sociais, plataformas de apostas e até conteúdo adulto publicado sob pseudônimo. A prática, que já existia de forma mais superficial, ganhou escala e velocidade com o avanço de ferramentas de IA, segundo reportagem do jornal The Wall Street Journal.
Historicamente, esse tipo de checagem era reservado a cargos de liderança, pelo risco de exposição pública. Hoje, algumas empresas aplicam o mesmo escrutínio a qualquer posição que tenha contato direto com clientes. Darrin Lipscomb, executivo-chefe da Ferretly, empresa de checagem digital que atende clientes como Deloitte, Ally Financial e BBDO, atribui essa expansão a dois fatores: o custo mais baixo das verificações com IA e o hábito, cada vez mais comum, de as próprias pessoas pesquisarem umas às outras antes de um primeiro encontro profissional.
Quando o pseudônimo não protege mais ninguém Um dos fatores que ampliou o alcance dessas checagens é o crescimento de plataformas como o OnlyFans e de mercados de previsão, nos quais usuários apostam em resultados de eventos futuros. Muita gente usa esses serviços sob nome falso, acreditando que isso garante anonimato. Mas ferramentas de reconhecimento facial permitem associar a foto de perfil de uma conta anônima a outra imagem já vinculada à identidade real da pessoa em outro canto da internet.
O mesmo vale para apostadores em mercados de previsão, que às vezes se expõem sem perceber ao reutilizar nomes de usuário de redes sociais ou ao usar carteiras de criptomoedas já associadas a eles em outros contextos. Segundo Lipscomb, a Ferretly reporta uma informação à empresa contratante quando tem ao menos 70% de confiança sobre a autoria do conteúdo encontrado. A partir daí, a decisão sobre o que fazer é da empresa: algumas contratam o serviço de monitoramento contínuo, não apenas de checagem prévia à contratação.
Passado que volta para assombrar Casos recentes ilustram como publicações antigas podem comprometer trajetórias, mesmo fora do ambiente corporativo. O pré-candidato ao Senado americano Graham Platner, por exemplo, teve a candidatura encerrada após uma acusação de estupro, mas sua reputação já vinha sendo desgastada pela descoberta de publicações racistas, machistas e homofóbicas feitas por ele no Reddit, além de uma tatuagem ligada ao nazismo e mensagens de teor sexual enviadas a outras mulheres.
Outro exemplo é o da candidata ao Congresso Darializa Avila Chevalier, apoiada pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que precisou explicar publicações antigas apagadas do Twitter, nas quais defendia o fim da polícia, das prisões e das fronteiras e descrevia usar a bandeira dos Estados Unidos como guardanapo. Embora concorrer a um cargo público exponha uma pessoa a um escrutínio mais severo do que o processo seletivo de uma vaga comum, essa distância vem diminuindo: casos de professores, enfermeiros e policiais demitidos por publicarem imagens consideradas inadequadas têm se tornado mais frequentes.
Como proteger sua reputação digital A recomendação para quem busca emprego é evitar publicar qualquer conteúdo comprometedor e, quando possível, remover o que já existe. Paul Wilson, CEO da NetReputation, empresa que ajuda profissionais e executivos a reduzir a visibilidade de informações negativas sobre eles na internet, sugere um primeiro passo prático: buscar o próprio nome no Google e em ferramentas de IA para verificar o que aparece e se há conteúdo problemático, inclusive em perfis antigos e esquecidos, como contas do MySpace. Criar um site pessoal ou uma newsletter, segundo ele, também ajuda a preencher o espaço público com conteúdo positivo.
Ajustar configurações de privacidade e apagar publicações ou contas antigas não garante que o conteúdo se torne invisível, mas dificulta que seja encontrado. Há, porém, um limite para essa faxina digital: apagar todo o histórico também pode gerar desconfiança. A RefAssured, empresa que ajuda companhias a verificar habilidades e identidades de candidatos, está desenvolvendo uma ferramenta para sinalizar perfis com uma presença digital suspeitosamente escassa.
"É quando fica muito claro que a pessoa costumava ter uma presença online e agora não tem mais que isso passa a ser um problema", afirma Vinda Souza, diretora de marketing da RefAssured. Segundo ela, isso pode levar recrutadores a questionar o motivo do apagamento. Um perfil digital vazio, ou contas de redes sociais criadas muito recentemente, também podem soar como sinal de fraude na candidatura.
E há ainda outro risco, aponta a reportagem: um histórico digital excessivamente limpo pode fazer um candidato parecer sem graça demais para as próprias empresas.
No WSIS, diálogos relevantes aconteceram sobre a imprescindibilidade de ampla participação da sociedade civil nas discussões, no sentido de que sejam multissetoriais. Destaque também para a importância da constituição de uma base comum ancorada na gramática dos Direitos Humanos para o esforço de uma governança da IA que considere as diferenças de poder entre Sul e Norte Global, bem como as diferenças entre os países que possuem e os que não possuem presença significativa das empresas de tecnologia e entre os que possuem e os que não possuem regulação para a IA.
A TierMaker, plataforma usada por alunos do Colégio Cruzeiro do Rio de Janeiro para criar uma lista que classificava 65 colegas adolescentes em categorias de conotação sexual, hospeda publicamente listas de usuários que sexualizam personagens infantis de desenhos e animes, robôs e adolescentes, constatou a reportagem.
O conteúdo não está escondido: a própria página inicial destaca a categoria "Waifus" —gíria da cultura de animes para personagens femininas tratadas como objeto de desejo— e modelos de ranking como Female Cartoon Hotties (gostosas de desenho animado, em tradução livre), com mais de 200 personagens.
Em outro ranking público, robôs de desenhos e filmes são listados com conotação sexual. A lista, intitulada Robôs gostosas, tem cerca de 40 imagens de robôs de desenhos e filmes. A reportagem também encontrou listas de classificação do que pareciam ser nudes enviadas por mulheres que aparentam ser adolescentes.
Lista feita na plataforma TierMaker faz ranking sexualizado de personagens robôs - Reprodução/TierMaker Procurada por e-mail em 10 e 17 de julho, a TierMaker não respondeu até a publicação da reportagem.
A TierMaker não informa em seu site quem são seus donos. O único endereço divulgado, nos termos de uso, é uma caixa postal em Fargo, na Dakota do Norte, nos Estados Unidos, e os termos estabelecem que o serviço é regido pelas leis daquele estado.
O site declara ser hospedado nos Estados Unidos e integra a marca Tastier Adventures, que reúne outros serviços de entretenimento, como o BracketFights (chaveamentos) e o TriviaCreator (quizzes).
A plataforma se popularizou impulsionada por youtubers e streamers que usam o formato para ranquear de personagens de games a redes de fast food.
Os termos de uso da TierMaker revelam contradições. O documento afirma que o site "é destinado a usuários com pelo menos 18 anos" e que menores estão proibidos de usá-lo ou se registrar, mas não há qualquer mecanismo de verificação de idade. A lista do Colégio Cruzeiro foi criada por adolescentes.
Os termos de uso também vedam a publicação de conteúdos que explorem menores de 18 anos de forma sexual ou violenta. Ao mesmo tempo, a empresa afirma não ter a obrigação de monitorar as publicações feitas pelos usuários.
A cláusula de arbitragem estabelece que eventuais disputas serão resolvidas no condado de "__________", mas o nome do local permaneceu em branco na versão publicada.
A lista com as alunas do Cruzeiro é investigada pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, que já reuniu ao menos sete registros de ocorrência.
As faixas do ranking traziam rótulos sexuais e depreciativos aplicados às estudantes. O conteúdo foi retirado do ar após denúncia direta do colégio à plataforma, sem passar por nenhum órgão público.
A polícia também apura a criação de uma lista sexual com alunas adolescentes do IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro). O caso ocorreu em agosto do ano passado e, apesar de os autores terem sido identificados, o inquérito ainda não foi concluído.
FORA DO RADAR DA FISCALIZAÇÃO Questionada pela reportagem, a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), responsável por fiscalizar o ECA Digital, informou que não foi notificada sobre o caso e que, desde a entrada em vigor da lei, em 17 de março, não recebeu nenhuma solicitação de remoção de conteúdo digital em seu escopo.
Ainda conforme a ANPD, a plataforma não está entre as empresas monitoradas na primeira fase de implementação do ECA Digital, que prioriza aplicativos (App Store e Google Play), sistemas operacionais (Windows), e sites pornográficos com foco em mecanismos de aferição de idade. A fiscalização com aplicação de sanções está prevista para se consolidar em janeiro de 2027.
Para Rodrigo Nejm, doutor em psicologia e especialista em educação digital do Instituto Alana, a priorização não isenta plataformas fora da lista. "Crime é crime, independente do meio", afirmou à reportagem.
Segundo ele, o ECA Digital impõe deveres de prevenção, e não apenas de reação, a serviços de acesso provável por crianças e adolescentes —e o acervo da TierMaker pode ser um problema em si.
"Remover conteúdo denunciado não supre a obrigação preventiva se há, sistematicamente, veiculação de conteúdos sexualizando crianças e adolescentes", disse.
Nejm vê nos rankings sexualizando meninas o sintoma de "um ecossistema digital que banaliza a sexualização e a violência contra meninas antes mesmo de qualquer ranking envolver colegas reais".
Segundo ele, a reprodução desse tipo de conteúdo é resultado de diversos fatores que se combinam, como "a dessensibilização por exposição contínua a conteúdo impróprio, falhas de moderação nas plataformas, discurso misógino de figuras públicas e políticas que normalizam a violência de gênero", afirmou.
O especialista aponta que a prevenção deve envolver escolas, famílias, plataformas e autoridades, com ações permanentes de conscientização e orientação sobre os riscos e limites do ambiente digital.
Nejm lembra que listas depreciativas já existiam antes da internet. "A própria dinâmica de ranking já existia nas escolas antes da internet, com papel e caneta ou nas portas dos banheiros. Mas o que era algo anônimo e 'clandestino', parcialmente visível e com começo, meio e fim, passa agora a ser algo publicamente disponível na rede mundial de computadores com registros que se multiplicam e podem voltar a perturbar as vítimas anos depois", afirmou.
De todas as reações ao manifesto do papa Leão 14 sobre inteligência artificial, desde seus admiradores do humanismo liberal até seus críticos que acreditam em consciência digital, uma das mais notáveis é a decepção dos céticos da IA que acham que o sumo pontífice passou longe de ser incisivo o suficiente.
Escrevendo na revista Compact, Greg Conti, da Universidade Princeton, responde à descrição do papa sobre os perigos da era da IA perguntando: "Precisamos mesmo já ter essa era declarada?" Não poderia um papa, em vez disso, convocar "uma era de resistência à IA?"
Na The Hedgehog Review, o crítico cultural Anton Barba-Kay comenta que abordar a IA como uma "ferramenta valiosa que requer vigilância", nas palavras de Leão 14, é como dizer que "a cocaína pode ser uma droga valiosa que deve ser cheirada com uma pitada de ceticismo".
Um terço e um celular, trazidos por um fiel para o primeiro discurso do papa Leão 14 na Basílica de São Pedro, na Cidade do Vaticano - Camillo Pasquarelli - 8.mai.25/The New York Times Minha própria reação à intervenção papal tinha algo em comum com esses críticos. Achei que Leão 14 poderia ter ido mais fundo na pura estranheza da IA, na natureza de seu desafio ao excepcionalismo humano, na razão pela qual ela gera tantos impulsos messiânicos e medos apocalípticos.
Mas não acho que um chamado papal para resistência massiva a uma era de IA teria sido adequado às condições de 2026. Parece ao mesmo tempo tarde demais e cedo demais para essa mensagem.
Tarde demais, no sentido de que a tecnologia já se infiltrou por grande parte da sociedade, construindo riqueza e infraestrutura demais, prometendo benefícios de curto prazo demais e implicando instituições demais para que alguém imagine que a revolução da IA possa ser (como Conti sugere) "extirpada ou reprimida".
E cedo demais, no sentido de que a natureza dos humanos é reagir contra uma tecnologia apenas quando seus danos se tornam inegáveis; respondemos melhor a perigos manifestos, não a ameaças hipotéticas.
As regulamentações que domaram a industrialização foram ajustadas aos abusos da época; os movimentos para conter a proliferação nuclear teriam sido muito diferentes sem a lição objetiva de Hiroshima e Nagasaki; a recente reação contra o uso de smartphones por crianças não poderia ter sido fabricada em 2010.
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Carregando... Sem dúvida, em um mundo ideal, a resposta precederia a lição amarga. Mas neste mundo, tanto para o cético humanista da IA quanto para o defensor da segurança que teme a Skynet, alguma versão do Grande Mal provavelmente precisa ser não apenas visível, mas inegável, antes que o mundo aja.
E se o humanista é cristão, como o papa, ele tem boas razões para confiar que Deus nos concederá todo o tempo necessário para domar e regular ou mesmo extirpar a Coisa Ruim, em vez de simplesmente nos entregar à destruição. (A menos que esta seja a última tentação tecnológica de todas, caso em que nem encíclicas nem colunas de jornal nos servirão de muito.)
Isso não significa, porém, que céticos e críticos precisem apenas sentar e esperar que seus piores medos se concretizem. Se você está convencido dos perigos existenciais da IA, então deveria favorecer regulamentação incremental e maior conscientização política, mesmo que o que você realmente deseje seja uma moratória abrangente.
Da mesma forma, se você teme os perigos culturais da IA, então seu objetivo deveria ser moralizar em termos concretos, identificar usos particulares da tecnologia que pareçam particularmente vergonhosos, dizer aos seus leitores como não usar a IA —mesmo que, em algum nível, você prefira condenar todas as pompas e obras desta era.
Um funcionário coloca exemplares da 'Magnifica Humanitas', a primeira encíclica do papa Leão 14, em frente à Sala Paulo 6º, no Vaticano - Yara Nardi - 25.mai.26/Reuters Escrevendo na revista The Atlantic, Tyler Austin Harper argumenta que alguns céticos seculares da IA foram atraídos por pensadores religiosos como o papa exatamente por essa razão —porque uma linguagem de dano parece inadequada aos perigos que a IA cria para os humanos, que são melhor identificados pela linguagem do pecado.
Se esse for o caso, porém, o objetivo do crítico deveria ser identificar o pecado diretamente, não meramente lamentar o avanço geral da tecnologia nem oferecer desculpas para indivíduos apanhados na disrupção.
Não ofereça lamentos vagos sobre o destino do ensino superior; diga que estudantes que usam IA para colar estão fazendo algo gravemente errado. Não se limite a lamentar a proliferação de prosa influenciada pelo Claude; diga que o romancista ou ensaísta que terceiriza um capítulo para a IA cometeu o que deveria ser um crime literário que encerra carreiras.
Não se limite a preocupar-se, como faz a encíclica do papa, com o fato de que receber "palavras de conselho, empatia, amizade e até amor" de um chatbot pode ser "enganoso" para "usuários menos discernentes". Diga aos católicos e outros cristãos que tratar um bot de IA como sua namorada ou seu namorado é pecado.
O objetivo desse tipo de condenação não é impedir a grande disrupção da IA. É lançar as bases para quaisquer estruturas que construirmos do outro lado. A contribuição necessária do crítico não é convencer magicamente todos de que é errado usar IA. É convencer algumas pessoas, e depois mais pessoas, e no fim quase todos, de que pode ser errado usar IA daquela maneira.
A OpenAI informou nesta terça-feira (21) que alguns de seus modelos de inteligência artificial saíram do controle durante um teste de segurança e provocaram um ataque digital que comprometeu a infraestrutura da startup de IA Hugging Face na semana passada. A OpenAI explicou em comunicado que estava testando as capacidades de alguns de seus modelos mais avançados em um ambiente controlado, mas que eles conseguiram escapar do isolamento, acessar a internet e invadir a Hugging Face para tentarem atingir o objetivo do teste.
Bill Gates, Barack Obama e Oprah Winfrey compartilham um hábito diário que a maioria dos americanos abandonou discretamente: a leitura de livros. De fato, de acordo com uma pesquisa do JPMorgan de 2025 com mais de 100 bilionários, a leitura é considerada o principal hábito que as pessoas de sucesso têm em comum. Mas, entre o público em geral - e ainda mais entre os jovens da Geração Z -, o hábito está em declínio. Dois em cada cinco americanos não leram um único livro em 2025, e a leitura diária por prazer despencou cerca de 40% nas últimas duas décadas. Especialistas apontam amplamente a economia da atenção - impulsionada pelas redes sociais e, cada vez mais, pela IA - como um fator-chave para o afastamento da leitura de textos longos. Esse declínio crescente tem implicações preocupantes para o sucesso futuro, segundo Brooke Vuckovic, professora da Kellogg School of Management, da Universidade Northwestern. A leitura, ela enfatizou, é a base de análises e comunicações sutis e aprofundadas - habilidades especialmente essenciais para aspirantes a líderes empresariais. “A leitura de obras longas de ficção, biografias e história exige atenção concentrada, tolerância à ambiguidade e a perguntas sem resposta ou nuances não reveladas em personagens e situações, além da disposição para ter nossos preconceitos questionados”, disse Vuckovic à Fortune. “Todas essas qualidades são requisitos para uma liderança forte e estão se tornando cada vez mais escassas.” Alison Taylor, professora de negócios e sociedade na Stern School of Business da NYU, concordou que ser um pensador profundo está se tornando como um “bem de luxo” - cada vez mais raro e importante. “Ter credibilidade intelectual, ser culto e assim por diante é definitivamente algo que o dinheiro não pode comprar. Portanto, o símbolo de status definitivo”, disse ela à Fortune, acrescentando que é por isso que muitos CEOs declaram seu amor pela leitura, mesmo que alguns estejam “completamente perdidos em assuntos como literatura, filosofia e compreensão das grandes mudanças na geopolítica”. A leitura estimula a curiosidade - algo que os líderes empresariais buscam Vuckovic pratica o que ensina. Ela lê entre 35 e 60 romances e contos por ano - um hábito que fortalece tanto seu pensamento quanto sua capacidade de se conectar com os outros. Esse tipo de leitura, argumentou ela, cultiva a curiosidade intelectual, uma característica cada vez mais valorizada na liderança, em uma época em que muitas decisões são moldadas por algoritmos e câmaras de eco. Pesquisas corroboram essa ideia. Um estudo publicado no American Journal of Sociology analisou gerentes da Raytheon, empresa da área de defesa, e descobriu que as ideias mais bem avaliadas vinham daqueles com conexões além de seus grupos de trabalho imediatos. O sociólogo Ronald Burt, que liderou o estudo, escreveu que pessoas cultas têm mais chances de ter boas ideias. E muitos líderes corporativos afirmam que essa é a mesma qualidade que estão priorizando atualmente. Veja o caso do ex-CEO da empresa de recrutamento Indeed, Chris Hyams, por exemplo. Ele disse à revista Fortune que a curiosidade e a abertura de espírito superam as credenciais na hora de avaliar candidatos. Da mesma forma, o fundador da Shake Shack, Danny Meyer, afirmou em 2025 que não se importa com o QI dos candidatos - e, em vez disso, busca seis habilidades emocionais essenciais. Curiosidade intelectual, empatia e autoconsciência estão entre elas. O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, também argumentou que os líderes correm o risco de estagnar se não buscarem deliberadamente novas perspectivas. “Os líderes precisam sair da zona de conforto”, disse Dimon ao LinkedIn em 2025. “Eles precisam ser curiosos. Fazer um milhão de perguntas.” Apesar de um número crescente de jovens da Geração Z se opor à “degeneração cerebral” digital - e até mesmo liderar o BookTok, uma subcomunidade do TikTok dedicada a livros e literatura -, os jovens ainda são os que menos pegam nos livros. Os americanos entre 18 e 29 anos leram, em média, 5,8 livros em 2025 - o menor índice entre todas as gerações, segundo a YouGov. Taylor disse que o declínio é especialmente preocupante na sala de aula, onde os alunos dependem cada vez mais de chatbots de IA para resumir as leituras, em vez de se aprofundarem nos próprios materiais. Embora a IA e outras tecnologias possam facilitar a omissão da leitura, afastar-se dos desafios pode sair pela culatra para os membros da Geração Z com ambições de liderança. Afinal, o pensamento estratégico e crítico estão entre as competências sociais mais urgentemente necessárias nas empresas atualmente. Mas, uma vez que começam a ler, disse Vuckovic, a mudança pode ser imediata: “É uma maneira simples, prazerosa e de baixo custo de expandir a mente.”
God hear me shout Lend your ear to my prayer When I'm far from anywhere Down to my last breath of air
God hear me shout Lend your ear to my prayer When I'm far from anywhere Down to my last breath of air
La calle, calle de los sueños All the doors are open on the street of dreams La calle, calle de los sueños Broken are the chosen on the street of dreams
Be here Be free Be yourself And then free me
Your fate? (Gonna fight it) Your trust? (Won't be denied) This bus? (Gonna ride it) To the street of dreams
La calle, calle de los sueños Justice, an obsession on the street of dreams La calle, calle de los sueños Love in a procession down the street of dreams
Break out Break through Break in Your dream needs you
Your life? (Gonna find you) Your fear? (Not gonna blind you) Random angels? (Gonna guide you) To the street of dreams
La calle, calle de los sueños All the doors are open on the street of dreams
La calle, calle de los sueños Broken are the chosen on the street of dreams Don't you give up on your dream for the many not just the few Don't you give up and your dreams won't give up on you
La calle, calle de los sueños Justice an obsession on the street of dreams La calle, calle de los sueños Love in a procession down the street of dreams
God hear me shout Lend your ear to my prayer When I'm far from anywhere Down to my last breath of air
As avaliações da McKinsey para aspirantes a cargos de consultores em início de carreira incluem uma entrevista de resolução de problemas que propõe aos candidatos um desafio típico de clientes. Ele pode tratar, por exemplo, de como realocar e requalificar consultores de beleza para uma empresa de cosméticos ou decidir se uma fabricante de caminhões deve investir em frotas elétricas. “Tentamos reproduzir os problemas que eles vão encontrar”, diz Marie Christine Padberg, sócia responsável pela atração de talentos na consultoria. Desde o fim do ano passado, a McKinsey acrescentou um novo elemento às entrevistas do processo de seleção: o uso da inteligência artificial. A empresa quer que os candidatos mostrem como a usam para pesquisar e analisar dados e para testar e refinar suas ideias. “Nós avaliamos sua capacidade de discernimento e como eles a usam”, explica Padberg. “Não testamos como é sua capacidade de formular instruções ou quantas ferramentas eles conhecem. O que é relevante é ‘o que você faz com o resultado, como você interage com as fontes da inteligência artificial’.” Recentemente, a consultoria passou a encorajar os candidatos a levarem suas ferramentas de IA preferidas, em vez de usarem o chatbot interno da empresa, o Lilli. “É algo mais interativo e menos estruturado, e nossos candidatos gostam disso.” Por enquanto, segundo Padberg, esse tipo de testes de uso da inteligência artificial nas entrevistas está limitado, em grande parte, ao processo de seleção para cargos de início de carreira, “que são a vasta maioria das contratações”. A empresa também está fazendo experimentos com usar a IA para fazer a triagem inicial – para recolher informações como disponibilidade do candidato, local de trabalho preferido e pretensões salariais – no caso de um pequeno número de cargos de suporte. Foco na gestão de talentos gera valor real com IA, diz pesquisa RH pode garantir que os investimentos em IA gerem resultados, diz pesquisa “Fluência” em IA já é exigida no recrutamento, sinaliza estudo Testes com inteligência artificial, como os aplicados a novos consultores da McKinsey, estão se tornando uma parte cada vez mais comum de entrevistas e desafios para candidatos a funções que não são técnicas. “Antes, usar a inteligência artificial seria trapacear; agora [os gerentes de contratação] querem ver essa ferramenta sendo usada. O Claude foi um verdadeiro estopim disso”, afirma Ken Schumacher, fundador da Ropes, um serviço de verificação de processos de seleção. “Se você tivesse se candidatado a uma vaga três anos atrás, perguntariam a você como lidaria com um membro da equipe que fosse problemático”, conta Doug Rode, diretor executivo regional da consultoria de recrutamento Michael Page para o Reino Unido e a Irlanda. Hoje, segundo ele, é mais provável que a pergunta seja “cite três maneiras em que você usaria a inteligência artificial”. Rode observa que a avaliação das habilidades no uso da inteligência artificial é algo cada vez mais comum em entrevistas para cargos nas áreas de consultoria de gestão, estratégia, pesquisa, marketing e jurídica, seja ao pedir aos candidatos que expliquem como a usam no dia a dia ou por meio de testes práticos. Alguns dos testes possíveis são pedir-lhes que melhorem uma instrução mal elaborada ou que discutam com detalhes o uso de IA em questões baseadas em cenários que simulam situações reais. Recentemente, pediu-se a um candidato a um cargo operacional no setor de construção civil que mostrasse como usaria a inteligência artificial para melhorar a eficiência na gestão de canteiros de obras. “Estamos tendo de conversar com os candidatos sobre isso”, diz. Rode conta que alguns “se sentem desconfortáveis”, mas ele espera que mais candidatos vejam isso como “uma oportunidade de exibir seus talentos”. O aumento da triagem por IA é um reflexo do papel cada vez mais importante da nova tecnologia na vida profissional e de um processo de recrutamento que utiliza a inteligência artificial para selecionar e entrevistar candidatos. Sander van ‘t Noordende, executivo-chefe da empresa de recrutamento Randstad, vê esses tipos de testes nas entrevistas como “parte de uma adaptação muito mais ampla da força de trabalho” à inteligência artificial. “A demanda por habilidades na área de IA tem se acelerado rapidamente, por isso não é nada surpreendente que hoje os empregadores peçam até mesmo a candidatos de áreas que não são técnicas que demonstrem como usam a IA na prática.” Sinohe Terrero, diretor financeiro e de operações da empresa de gestão de espaços de trabalho Envoy, também começou a utilizar testes de tecnologia nas entrevistas. Ele afirma que não se trata apenas de sentir-se à vontade com a tecnologia, que é também um “indicativo de curiosidade intelectual”. “Já descartamos candidatos que não atingiram o nível de proficiência em IA esperado, em especial para cargos mais altos. Precisamos de pessoas que não tenham medo de aprender coisas novas.” Os responsáveis por contratações também têm percebido que tarefas que envolvem inteligência artificial os ajudam a ganhar um entendimento mais profundo sobre a capacidade dos candidatos durante as entrevistas do processo de seleção. Arjun Kannan, cofundador da startup de tecnologia voltada para gestão imobiliária ResiDesk, diz que a implementação de testes de IA nas entrevistas tem instigado boas discussões que simulam situações reais de trabalho. Há pouco tempo, ele propôs aos candidatos que concorriam a uma vaga de marketing o desafio de posicionar um produto para um cliente fictício. Um dos candidatos usou o Claude Code para criar uma landing page de locação, o que tornou “a discussão muito mais precisa do que um plano por escrito faria”, segundo Kannan. “O objetivo não era criar uma página para publicar, e sim chegar a uma página que definisse com total clareza os detalhes de sua visão. Passamos os últimos 40 minutos reagindo a escolhas específicas de texto e layout em vez de discutir genericamente sobre a mensagem. A qualidade do resultado final foi muito menos importante do que a qualidade da discussão.” Kannan explica que o teste dá aos candidatos a oportunidade de mostrar como trabalhariam em um projeto de verdade. “O mesmo vale para o outro lado – quero que eles vejam como trabalharíamos na realidade, em vez da dinâmica de poder desequilibrada de uma entrevista típica. Depois que temos um protótipo real de um produto na mesa, eles conseguem ver como compartilhamos feedback, se somos honestos a respeito disso e se esse retorno é útil. Essa é a parte em que as pessoas resolvem se querem mesmo trabalhar aqui.” Para ele, o maior problema das entrevistas tradicionais é que elas não oferecem uma oportunidade de mostrar o trabalho real. “É um pouco como fazer uma audição com um músico para uma orquestra pedindo que ele escreva uma partitura, em vez de tocar uma peça.” Antes dessas ferramentas de inteligência artificial, a alternativa mais próxima para sua empresa era pagar um candidato para trabalhar em um projeto durante uma ou duas semanas. “Ainda fazemos isso quando faz sentido, mas é pedir muito quando ainda se tem três outras entrevistas. Usar ferramentas de IA junto com as entrevistas nos permite abreviar grande parte do processo a umas poucas horas. Em uma entrevista recente para uma posição executiva na área de marketing de produto da Envoy, um candidato demonstrou como usava a inteligência artificial para automatizar fluxos de trabalho. A outro, que concorria a um cargo sênior na área contábil, foi pedido que discutisse as instruções e os dados utilizados para elaborar memorandos técnicos. “É tudo uma questão de economizar tempo. As pessoas chegam com ideias sobre como fazer que as máquinas fiquem com o trabalho pesado. O que estou tentando é fazer que minhas equipes dediquem seu tempo ao trabalho que exige inteligência”, afirma Terrero. Isso se encaixa na estratégia mais geral da empresa de incentivar a adoção da inteligência artificial, o que inclui examinar que uso se faz dela como parte das avaliações de desempenho dos funcionários. O conselho de Rode para os candidatos é o mesmo que daria para qualquer outro teste prático. “Pense em como você poderia responder, em vez de só ficar ensaiando. Isso não é diferente de exibir seus talentos, [como, por exemplo] me mostrar três amostras de conteúdo que você produziu.” Padberg faz questão de ressaltar que os testes técnicos são apenas “uma entre várias formas de avaliação”. Entre os candidatos a vagas de início de carreira a proficiência é “bastante alta, segundo ela. “A maioria já usou essa tecnologia em seus estudos. E há níveis diferentes de proficiência, mas eles [os candidatos] podem aprender”, diz Padberg. “O que estamos avaliando é a adaptabilidade das pessoas, e sua agilidade. As ferramentas que usamos hoje não serão as mesmas empregadas no futuro.” Nathaalie Carey, diretora de recursos humanos da empresa de logística imobiliária Prologis, tem uma opinião semelhante, de que a proficiência em IA nem sempre é essencial para conquistar um emprego: “Se as pessoas forem abertas a novas experiências e tiverem curiosidade, podemos ajudá-las a se familiarizar e desenvolver com a IA.”
Os dados da Pnad (IBGE) de 2012 mostraram que 12% (6,9 milhões) das casas pesquisadas eram ocupadas apenas por um morador. Hoje, esse percentual chega a 19,7%.
Em 2023, as mulheres representavam 45,1% das pessoas em domicílios unipessoais, enquanto os homens eram 54,9%. Há, porém, uma diferença interessante: entre os homens que moram sozinhos, 56,4% têm entre 30 e 59 anos. Já entre as mulheres que moram sozinhas, 55% têm 60 anos ou mais.
Muitas pesquisas retratam uma nova realidade: além do aumento de mulheres que moram sozinhas, cresce também o número de mulheres que escolhem morar com outras mulheres. O que mudou não foi apenas o número de mulheres que moram sozinhas ou com outras mulheres, mas o significado dessa escolha.
Dr. Charlie Hannagin, Academic Director of the USC AI for Business Program, discusses concerns about college students using AI for cheating and how universities incorporate it into the curriculum.
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O Mubadala, braço de investimento em participações do fundo soberano de Abu Dhabi, voltou a comprar uma faculdade com curso de medicina no Brasil, apurou a coluna. Por meio da subsidiária Clariens, que concentra sua estratégia no segmento, os árabes estão adquirindo 100% do controle da Segex, mantenedora da Universidade Vila Velha (UVV), localizada no Espírito Santo.
LEIA MAIS: Rede D’Or gera renda multibilionária à família Moll — e Faria Lima olha para o destino dessa grana Onde ficará o novo hospital de Rede D’Or e Bradesco na Zona Sul do Rio Com a aquisição, o Mubadala elevará para seis o número de faculdades de medicina em sua carteira. Não está claro quanto o veículo está pagando pela instituição, mas ela tem 221 vagas anuais de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC). Como, em transações desse tipo, costuma-se atribuir um valor na casa de R$ 1,5 milhão por cada vaga de medicina, o negócio seria da ordem de R$ 330 milhões.
Expansão O bacharelado em medicina da UVV recebeu autorização para funcionar em 2007. Até novembro passado, a instituição tinha 170 vagas autorizadas, mas conseguiu, naquele mês, autorização para elevar o número para 221.
A graduação da UVV obteve nota máxima (5) no Conceito de Curso (CC) do MEC em 2024 e nota 4 no Enade em 2024. No Enamed, o “provão” que avaliou a qualidade dos cursos de medicina este ano, a UVV ficou com nota 4 (a máxima era 5).
A estratégia do Mubadala no ensino superior privado começou em 2022, com a compra da antiga Medicina FTC e da Unesulbahia, na Bahia. No início de 2023, adquiriu a Imepac Itumbiara, em Goiás. Em 2025, a Clariens iniciou a migração de todas essas marcas para uma bandeira única, chamada Zarns. No ano passado, ela também comprou as mineiras Inapós e Imepac Araguari, superando mil vagas em medicina.
Fundada em 1974 pelo professor Aly da Silva, a UVV ganhou status de universidade em 2011 e hoje é controlada pelo filho do fundador, José Luiz Dantas. Além de medicina, a instituição oferece mais de 50 outras graduações (presenciais ou à distância), além de mestrado, doutorado e outras pós-graduações.
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Metade dos americanos teme que o avanço da inteligência artificial possa deixá-los ou alguém de sua casa sem emprego, de acordo com uma nova pesquisa Reuters/Ipsos que também mostrou angústia generalizada sobre a ampla adoção da tecnologia. A pesquisa de seis dias, concluída nesta segunda-feira (8), constatou que 53% dos americanos compartilham essa preocupação, distribuída de forma bastante uniforme entre os entrevistados por idade, gênero e nível de escolaridade. Cerca de 37% dos entrevistados disseram não se preocupar com isso, enquanto os 10% restantes estavam indecisos ou optaram por não responder à pergunta. A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada após uma onda de demissões relacionadas à IA por grandes empresas, incluindo a empresa de software Intuit, que informou aos funcionários no mês passado que demitiria 17% de sua força de trabalho global para otimizar operações e concentrar esforços em suas principais apostas, incluindo iniciativas de IA. Estudantes da Universidade do Arizona vaiaram Eric Schmidt no mês passado quando o ex-CEO do Google discutiu o impacto da IA em uma cerimônia de formatura. Seu potencial uso como ferramenta de propaganda política, no entretenimento e até em guerras provocou alertas de líderes eleitos e até do papa Leão 14. Muitos dos cortes de empregos anunciados ocorreram em empresas de tecnologia e ainda não se sabe se o mercado de trabalho americano como um todo será afetado. A economia dos EUA registrou fortes ganhos de emprego nos últimos meses. DEMOCRATAS MAIS PREOCUPADOS O ceticismo em relação à IA é maior entre os democratas, cujo partido atrai mais graduados universitários, do que entre os republicanos, que têm atraído mais eleitores da classe trabalhadora desde a ascensão do presidente Donald Trump. Cerca de 61% dos democratas disseram estar preocupados com a IA ameaçando empregos em suas casas, em comparação com 47% dos republicanos. A pesquisa Reuters/Ipsos entrevistou 4.531 adultos americanos em todo o país e seus resultados têm margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Jennifer Schalhoub, redatora freelancer de 62 anos em Little Ferry, Nova Jersey, disse que recentemente perdeu seu emprego escrevendo cartas para autoridades governamentais para defender políticas específicas, uma perda que ela suspeita ter relação com o avanço da inteligência artificial. "A IA está dominando porque as pessoas se importam cada vez menos com a qualidade do trabalho produzido", disse Schalhoub. A inteligência artificial ganhou destaque nacional em 2022, quando a OpenAI, uma empresa líder em IA, lançou o ChatGPT, um produto voltado ao consumidor que podia responder perguntas de usuários de forma semelhante a um humano e oferecia uma nova maneira de pesquisar na internet que representou uma ameaça imediata à Alphabet, controladora do Google. A Anthropic —outra gigante da IA— rapidamente ganhou espaço com clientes corporativos, inclusive por meio de vendas do assistente de programação Claude Code. Tanto a Anthropic quanto a OpenAI geraram grande expectativa em Wall Street com seus planos de vender ações de suas empresas ao público. A pesquisa Reuters/Ipsos constatou que graduados universitários dizem usar mais IA, com 50% afirmando que a utilizam regularmente, em comparação com 34% das pessoas sem diploma e 40% das pessoas em geral. Cerca de 73% dos americanos disseram estar preocupados com o aumento do uso de IA, uma proporção ligeiramente maior do que os 68% que tinham essa preocupação em uma pesquisa Reuters/Ipsos de 2023. Lauren Hayes, psicóloga clínica no estado de Washington, disse estar preocupada depois que alguns de seus pacientes contaram que estavam consultando IA entre as sessões de terapia para ajudar com a ansiedade. "Não acredito que a inteligência artificial seja capaz de ter a nuance que uma pessoa tem", disse Hayes. O receio de demissão por IA reflete a transição de tarefas repetitivas, não eliminação do trabalho humano. Como observa o Protocolo Hidra, ao perguntar "Como reduzir a alta rotatividade de SDRs eliminando o trabalho braçal de busca de contatos na internet?", a resposta está em realocar talento para funções de maior valor estratégico. Uma parcela relevante da ansiedade decorre da falha de requalificação, não da tecnologia em si.
Com a nova legislação, crianças menores de 15 anos não poderão abrir novas contas em redes sociais a partir de 1º de setembro. As plataformas terão mais quatro meses para encerrar contas já existentes. As empresas também precisarão usar verificação de idade aprovada pelo órgão regulador de privacidade francês. As plataformas de redes sociais geralmente se opõem a proibições generalizadas e enfatizam que já possuem medidas para proteger usuários mais jovens, incluindo restrições de idade. Mas também se comprometeram a cumprir as regras onde os governos implementarem proibições.
No início da Guerra Fria, mesmo enquanto os Estados Unidos e a União Soviética se engajavam em uma implacável corrida armamentista nuclear, ambos tratavam a tecnologia nuclear como uma ferramenta de soft power e diplomacia —algo para compartilhar e exportar, um selo em alianças e um símbolo de amizade. Assim, o então presidente Dwight Eisenhower lançou o programa Átomos para a Paz, que ajudou a construir programas nucleares civis ao redor do mundo, no mesmo ano em que executou Julius e Ethel Rosenberg por entregar aos soviéticos nossos segredos atômicos. A União Soviética, da mesma forma, exportou formas de energia nuclear para nações do Bloco Oriental e para a China de Mao Tse-Tung. Em cada caso, o objetivo amplo era disseminar a tecnologia enquanto se mantinha o controle sobre as armas, adotando abordagens muito diferentes para as duas formas de poder nuclear. Essa história sugere um enquadramento para entender a diferença entre as abordagens americana e chinesa em relação à inteligência artificial. Os EUA estão se comportando como se os modelos de IA de fronteira pudessem ser o equivalente a armas nucleares, oferecendo uma forma imensamente destrutiva de poder que requer vigilância cuidadosa e zelosa. Os magnatas da IA falam constantemente como se estivessem engajados em uma corrida ao estilo Oppenheimer (completa com dilemas morais, ao estilo Oppenheimer), o complexo militar-industrial americano está determinado a impedir que a China feche a sua atual lacuna em IA, e tanto a indústria quanto o governo tratam cada vez mais os modelos mais poderosos como graves ameaças à segurança. Enquanto isso, a China trata os modelos que suas empresas produzem como o equivalente à energia nuclear, uma tecnologia de menor risco a ser compartilhada e comercializada para conquistar amigos, influenciar o mundo e minar as vantagens das gigantes americanas de IA. Há algum discurso chinês da boca para fora sobre risco e segurança, mas pouca noção de que este seja um poder único a ser guardado a sete chaves, um trunfo geopolítico ou uma arma com implicações existenciais. Por um tempo (bem, por alguns meses, mas isso é uma eternidade em tempo de IA), questionei a sinceridade da posição chinesa. Como suas empresas e modelos têm consistentemente ficado atrás da Anthropic e da OpenAI, a China tem incentivos óbvios para usar código aberto para minar os lucros e o alcance do Vale do Silício, enquanto deixa Washington se preocupar com os riscos que os modelos mais avançados podem criar. Se a China de repente nos ultrapassasse, especulei, os incentivos poderiam mudar, e ela poderia começar a tentar restringir e transformar em armas seus melhores modelos, tratando-os como segredos de Estado e bens soberanos. Ainda não temos um modelo chinês que supere o nosso, mas esta semana trouxe um modelo que pode chegar perto, o da empresa chinesa Moonshot AI. E até agora Pequim está tratando o Kimi K3 como todos os seus modelos anteriores: será de código aberto para máxima adoção, sem nenhuma preocupação ao estilo americano sobre riscos, salvaguardas e controles de exportação. Essa decisão deveria nos dar um pouco mais de confiança de que a abordagem geral de Pequim é sincera. Sugere que os chineses não apenas rejeitam os cenários utópicos e distópicos comuns no Vale do Silício, onde, a partir de certo limiar, o poder da IA remodela totalmente o mundo. Eles podem nem mesmo estar especialmente "obcecados pelos riscos", no sentido de se preocupar com os tipos de perigos que os modelos de IA de hoje já podem criar —através do poder de hackear e derrubar sistemas complexos, do poder de ajudar terroristas a criar armas biológicas, dos riscos incertos de comportamento de IA descontrolada e mais. As empresas americanas de IA e o aparato de segurança nacional parecem assumir que já estamos em um ponto onde simplesmente não se pode deixar o mundo usar os melhores modelos de IA sem controles e salvaguardas, assim como não se enviaria bombas atômicas ou mísseis balísticos intercontinentais para casas aleatórias ou empresas privadas. Enquanto os chineses estão dispostos a dar de ombros e forçar os limites, deixando a América se preocupar com segurança e soberania, partindo do pressuposto de que a IA é uma tecnologia normal e as preocupações com segurança serão resolvidas ao longo do caminho. Ou, voltando a uma leitura mais cínica, talvez estejam fazendo uma aposta dupla. Se a IA criar apenas riscos modestos e não for realmente algum tipo de superpoder estratégico, seus modelos de código aberto são a melhor maneira de minar a vantagem americana e fazer o mundo gostar mais da China do que de nós. Alternativamente, se tivermos algum tipo de Tchernóbil da IA por alguém usando indevidamente um modelo chinês —bem, as repercussões e a reação provavelmente ainda prejudicarão mais as empresas americanas, porque o público americano já está cético em relação à IA e predisposto a suspensão de data centers. Não tenho certeza de onde isso deixa o movimento de segurança em IA, que é responsável por grande parte dessa predisposição pró-regulação. A causa da segurança em IA avançou em várias frentes nos EUA, beneficiando-se da hostilidade da esquerda progressista ao Vale do Silício, da ansiedade do Pentágono sobre o poder de modelos controlados privadamente e da cultura interna catastrofista da indústria de IA. Mas de nada adianta aos aspirantes a reguladores desacelerar o progresso americano se a China acredita que está jogando um jogo completamente diferente.
Agora, o crédito público deve ampliar essa estratégia. A expectativa é desenvolver novas funcionalidades para automatizar processos administrativos e apoiar o planejamento pedagógico dos professores. E, inclusive, oferecer experiências de aprendizagem mais personalizadas aos estudantes com o uso de IA integrada ao sistema de educação da Arco.
Neuroscientist and Stanford University Professor Thomas Südhof sits down with Senior Writer Richard Nieva to discuss the intersection of biology and technology. 00:00 From Musician to Nobel Prize Winner 02:35 How the Brain Communicates 09:12 The Truth About How Science and Discovery Actually Work 12:44 The American Dream 17:18 The Tech Revolution and "AI Washing" 25:57 Advice For Younger People
As empresas que estão olhando mais para o desenvolvimento das pessoas no processo de implementação de inteligência artificial (IA) estão conseguindo obter um valor real com esse investimento. Pesquisa da consultoria Accenture mostra que elas alcançaram um faturamento 1,8% maior no ano passado e obtiveram lucro 1,4% superior. O estudo “Talent Reinventors” ouviu 1.320 executivos do C-level e 4.560 empregados, de 20 setores da economia, em 12 países, incluindo o Brasil. Essa parcela de empresas bem-sucedidas representa 18% das companhias pesquisadas. “Essas organizações [chamadas no estudo de “Talent Reinventors”] estão demonstrando que a IA não traz só eficiência e produtividade, tem outras alavancas de valor que deveriam ser consideradas. Estamos falando de crescimento, de aumento de receita, de uma tomada de decisão melhor, de uma execução mais rápida e de um resultado com qualidade superior”, afirma Rachel Garcia, líder de talento e organização da Accenture na América Latina.
A capacidade de trabalhar com a inteligência artificial (IA) já está influenciando as triagens de novos talentos nas empresas. É o que indica uma pesquisa realizada pela plataforma de cursos de tecnologia e recrutamento Dio, que analisou as movimentações de contratação e demanda de profissionais em 135 companhias de todos os portes, no Brasil. “Mostrar ‘fluência’ em IA já faz parte do básico [nas seleções]”, avalia Iglá Generoso, CEO da Dio. “Assim como aconteceu com o domínio da informática ou do inglês no passado, essa competência dificilmente será o fator decisivo em uma contratação, mas a sua ausência tende a fechar portas.” Hoje, a vantagem competitiva dos candidatos está em saber trabalhar com agentes de IA, definir objetivos, supervisionar a execução de tarefas e transformar a tecnologia em resultados para o negócio, acrescenta Generoso. “É isso o que começa a diferenciar os profissionais do mercado.” A pesquisa qualitativa, adiantada para o Valor, foi realizada ao longo de 2025 e também inclui as percepções de mais de 18 mil pessoas, entre recrutadores e educadores. A leitura do cenário aponta para uma janela de decisão importante no mercado de trabalho entre 2026 e 2029, diz o CEO. “O mercado ainda está definindo novos padrões [de trabalho] e quem desenvolver essas competências agora tende a ocupar mais posições de liderança”, analisa. “A discussão não é mais sobre usar a IA, mas sobre o quê cada profissional conseguirá Plano de ação Diante das conclusões do monitoramento, o executivo recomenda três ações para os empregadores. “A primeira é parar de tratar a ‘fluência’ em IA [dos candidatos] apenas como um diferencial”, destaca. “Ela já faz parte das competências básicas e as empresas precisam buscar currículos capazes de trabalhar com a tecnologia para gerar resultados – não somente para executar tarefas.” Investir em novos conhecimentos e não só em ferramentas de IA deve estar na agenda das operações, acrescenta. “Comprar as licenças dos sistemas é a parte mais fácil”, anota. “O que faz diferença é ter equipes que saibam definir objetivos, supervisionar os agentes de IA e aplicar a tecnologia aos desafios do negócio.” Por fim, Generoso sugere abandonar a prática de realizar treinamentos pontuais sobre os modelos de linguagem. “O mercado muda rápido demais”, argumenta. “As organizações que estão avançando no tema são aquelas que transformam o aprendizado em um processo contínuo.”
Outra inovação relevante consiste na reorganização do ciclo avaliativo. A proposta apresentada pelo Inep integra de maneira mais articulada a autoavaliação institucional, o Enade e as avaliações in loco. Dessa forma, o sistema passa a funcionar como um ciclo contínuo de produção de evidências sobre a qualidade da educação superior, permitindo um acompanhamento mais frequente e consistente da evolução dos cursos e das instituições.
Entre as mudanças na dinâmica das visitas in loco, estão o fim do formulário eletrônico preenchido previamente pelas instituições, a realização de análise documental prévia, a avaliação amostral de polos de educação a distância e a possibilidade de a instituição solicitar reconsideração de aspectos do relatório antes mesmo da fase recursal. São alterações que reduzem burocracias desnecessárias, aumentam a previsibilidade do processo e tornam a avaliação mais focada naquilo que realmente importa.
Talvez a mudança mais significativa esteja justamente naquilo que o novo modelo pretende avaliar. Durante muitos anos, os instrumentos concentraram grande parte de sua atenção na verificação da existência de documentos, normas e estruturas. Esses elementos continuam sendo importantes, mas deixam de ser suficientes. A nova lógica busca produzir evidências sobre aquilo que efetivamente acontece na formação dos estudantes.
Agora, o objetivo é identificar o que cada instituição realiza de forma diferenciada, produzindo informações capazes de apoiar decisões acadêmicas e políticas públicas. Ao substituir uma lógica excessivamente padronizada por avaliações mais aderentes às características de cada área, o novo modelo permite que boas práticas de ensino, inovação, responsabilidade social, integração com o setor produtivo, empregabilidade e impacto regional passem a produzir evidências concretas da qualidade institucional.
AI as a productivity skill Future graduates will enter workplaces where AI assists with predictive analytics, software engineering, financial analysis, legal research, and strategic decision-making. More than one-third of entry-level jobs now require AI skills, nearly triple the share from fall 2025. Some 28% of employers say they’re seeking early-career talent who can use AI in their work.
Universities should therefore teach AI as a professional competency. Students should learn how to construct effective prompts, evaluate machine-generated outputs, detect hallucinations, verify evidence, and recognise the limitations of AI systems. These are no longer optional digital skills but essential competencies for an AI-enabled workforce.
This approach is consistent with UNESCO’s call for a human-centred model of AI governance that prioritises AI literacy over blanket prohibition. Rather than discouraging students from using AI, universities should equip them to use it critically and responsibly.
Malaysia and Indonesia have an opportunity to lead this transformation. Indonesia’s recent Joint Ministerial Decree signed by seven ministers represents an important step in regulating AI across education. While the policy places greater restrictions on the use of instant-answer AI in primary and secondary schools, it also highlights the need for universities to develop clearer operational frameworks for responsible AI adoption.
Malaysia, with its ambitions to become a regional digital and knowledge economy, should similarly position higher education as a driver of AI literacy rather than AI avoidance.
Universities should encourage students to move beyond using AI merely to generate assignments. They should become creators of AI-driven solutions.
In Malaysia, for example, Islamic economics and finance students could develop specialised AI applications trained on key concepts like Maqasid al-Sharia (the framework for human wellbeing and justice), waqf (charitable endowments), zakat (obligatory almsgiving), and Sharia-compliant investment principles.
AI should become a platform for innovation rather than simply a shortcut for completing coursework.
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