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Inovação Educacional
September 10, 2024 9:19 AM
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O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
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Today, 2:25 PM
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No Brasil, em apenas um ano, uma a cada cinco crianças e adolescentes de 12 a 17 anos (19%) foi vítima de exploração e/ou abuso sexual facilitados pela tecnologia. Isso representa cerca de 3 milhões de meninas e meninos vítimas de violência sexual online. O dado integra o relatório Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a violência sexual contra crianças facilitada pela tecnologia, lançado pelo UNICEF Innocenti em parceria com a ECPAT International e a INTERPOL, com financiamento da Safe Online.
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Today, 2:13 PM
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Especialistas em segurança digital afirmam que a Meta está "transferindo a responsabilidade" para as famílias com o novo recurso.
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Today, 2:01 PM
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Descoberta do lítio como a mais relevante da história da psiquiatria no século 20.
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Today, 2:00 PM
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Investigação de estupro coletivo envolvendo alunos de instituições tradicionais do Rio expõe dimensão íntima do crime, afirma a jornalista Adriana Negreiros
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Today, 1:50 PM
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Crescimento da oferta de profissionais no Brasil convive com deficiências de formação e distribuição desigual na assistência pública e privada
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Today, 1:46 PM
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O Movimento pela Equidade Racial (MOVER) e o Movimento Black Money lançaram a edição 2026 do Afreektech, plataforma gratuita de formação em tecnologia voltada exclusivamente para pessoas negras. O programa vai oferecer 24 mil vagas afirmativas em trilhas de marketing digital, inteligência artificial, programação, vendas e ciência de dados, com foco em empregabilidade, empreendedorismo digital e inovação. Em seu terceiro ano, o Afreektech já capacitou mais de 60 mil pessoas. A jornada inclui capacitação prática, certificações, orientação profissional e acesso a uma comunidade de apoio, ampliando as possibilidades de inserção e permanência no ecossistema de tecnologia.
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Today, 1:27 PM
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Os sistemas atuais de IA não possuem experiência incorporada do mundo físico, dependem de dados em vez de intuição, não generalizam com flexibilidade para cenários fora de seu treinamento, e, fundamentalmente, carecem de intenções e compreensão da dinâmica social humana
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Today, 12:54 PM
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O Observatório Nacional (ON), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, lançou, no dia 11 deste mês, em celebração ao Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, o primeiro edital do Programa “Meninas Cientistas do ON”, voltado exclusivamente para estudantes do ensino médio que se identificam com o gênero feminino. As inscrições seguem abertas, e a seleção marca a primeira vez que a instituição cria uma iniciativa de iniciação científica dedicada especificamente à formação de meninas na ciência. O foco do programa é despertar a vocação científica e tecnológica em jovens estudantes, incentivar novos talentos e proporcionar contato direto com métodos e técnicas de pesquisa. O programa também busca estimular o desenvolvimento do pensamento científico, da criatividade e da capacidade de resolução de problemas, a partir da vivência prática em projetos supervisionados por pesquisadoras e pesquisadores do ON.
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Today, 12:51 PM
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Feita a partir de instruções passadas para o assistente Meta AI, a ilustração acima é um exemplo, que já vem se tornando corriqueiro, de como pode ser usada uma inovação que o tema da 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista quer explorar: “Inteligência artificial para o bem comum”. A proposta deste ano é mobilizar estudantes e pesquisadores de todo o país a desenvolver soluções baseadas em IA capazes de enfrentar problemas da sociedade, com foco na redução de desigualdades, na sustentabilidade e na promoção de direitos.
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Today, 12:47 PM
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Os adolescentes merecem algo melhor do que políticas criadas por medo. Eles merecem instrução em inteligência artificial que os ensine a avaliar criticamente os resultados, a entender quando as respostas dos chatbots estão erradas e a usar essas ferramentas como parceiras de pensamento, não como substitutas do pensamento crítico. Os dados são claros. A única coisa que falta é a resposta pedagógica.
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Today, 12:41 PM
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Entenda como o ambiente escolar pode colaborar no enfrentamento de violências contra crianças e adolescentes e o que os/as educadores/as devem fazer ao notar sinais de alerta
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Today, 9:18 AM
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Durante décadas, a economia internacional foi organizada em torno de um princípio dominante: maximizar eficiência por meio da integração global. Produção, financiamento e comércio passaram a se estruturar em cadeias transnacionais que combinavam baixos custos, previsibilidade regulatória e estabilidade institucional. Sob liderança americana no pós-Guerra, esse arranjo articulou abertura comercial, mercados financeiros profundos e instituições multilaterais capazes de reduzir incertezas. A globalização, nesse modelo, era não apenas um resultado econômico mas um pilar da ordem internacional. Esse sistema começou a se transformar antes mesmo da pandemia, mas a mudança ganhou velocidade com a Covid-19, a Guerra da Ucrânia e o aprofundamento de conflitos internacionais. Choques sucessivos expuseram fragilidades logísticas, tecnológicas e energéticas, e a interdependência deixou de ser vista apenas como fonte de estabilidade para também ser percebida como risco. Cadeias globais de valor, redes de pagamento, sistemas logísticos e plataformas digitais passaram a ser entendidos como potenciais instrumentos de pressão política e estratégica. A lógica da eficiência foi gradualmente subordinada à lógica da segurança. Nesse ambiente, o critério do menor custo cede espaço à resiliência, ao alinhamento político e à autonomia estratégica. Governos priorizam o friend-shoring e políticas industriais mais ativas, mesmo à custa de perdas de eficiência. A política comercial deixa de ser neutra e passa a responder explicitamente a objetivos estratégicos, tecnológicos e de segurança nacional. A tecnologia também passa a ocupar o centro dessa transformação. Mais do que vetor de produtividade, torna-se base material do poder econômico e político. Capacidade industrial, infraestrutura digital, controle de minerais estratégicos, energia e semicondutores passam a desempenhar papel comparável ao de ativos tradicionais de poder. Chips tornam-se insumo fundamental para inteligência artificial, defesa e economia digital, concentrando poder em cadeias produtivas altamente especializadas e geograficamente sensíveis. A resposta americana reflete essa mudança. Controles de exportação, restrições ao acesso tecnológico e subsídios à produção doméstica buscam limitar o avanço chinês em computação de alto desempenho, inteligência artificial e aplicações militares. Essa reconfiguração também alcança o sistema financeiro internacional. Os Estados Unidos não vão abrir mão de preservar a centralidade do dólar, reforçando sua base no poder econômico e estratégico. Ao reorganizar cadeias de minerais críticos, energia, semicondutores e infraestrutura de inteligência artificial junto a países aliados, buscam reduzir vulnerabilidades e manter sua posição no centro da economia global. Nesse contexto, quem controla energia, minerais, chips, data centers e plataformas tecnológicas passa a influenciar preços, contratos, financiamento e fluxos de investimento. Essa nova hierarquia produtiva tende a se refletir também no sistema monetário internacional. O dólar permanecerá dominante se estiver associado ao controle dessas cadeias estratégicas e de infraestrutura crítica. A moeda passa, assim, a refletir não apenas fundamentos macroeconômicos ou estabilidade institucional mas também o poder associado ao controle de matérias-primas críticas e de tecnologias estratégicas. O sistema internacional se afasta do modelo multilateral do pós-Guerra e se aproxima de uma lógica baseada no controle de ativos críticos e de tecnologias de ponta. A curto prazo, a fragmentação reduz ganhos de escala, eleva custos e pressiona preços. Ao mesmo tempo, amplia o papel do Estado, fortalece políticas industriais e tende a elevar o endividamento público, com potenciais efeitos sobre as taxas de juros globais. Para o Brasil, as implicações são diretas. O país reúne reservas relevantes de minerais críticos, matriz elétrica majoritariamente renovável e elevado potencial de expansão energética. Em um mundo cada vez mais pautado pela inteligência artificial, essas vantagens ganham dimensão estratégica. A condição de exportador de commodities deixa de ser necessariamente uma limitação, pois matérias-primas, energia e insumos estratégicos tornam-se ativos centrais. A neutralidade funcionou em um ambiente integrado, mas tende a se tornar mais difícil em um mundo organizado em blocos. À medida que cadeias produtivas, financiamento, tecnologia e segurança se entrelaçam, cresce a pressão por alinhamentos em padrões tecnológicos, investimentos e infraestrutura. O desafio brasileiro não é escolher lados, mas construir autonomia: fortalecer instituições, garantir previsibilidade regulatória, desenvolver capacidade industrial associada aos recursos naturais, atrair investimento tecnológico e ampliar o poder de barganha. Países capazes de articular recursos estratégicos, estabilidade institucional e estratégia de longo prazo ocuparão posições centrais nas decisões globais. O Brasil reúne condições para isso, mas precisará transformar suas vantagens materiais em um projeto econômico e estratégico consistente.
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Today, 2:27 PM
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O decreto do ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) prevê que plataformas e fornecedores de serviços digitais deverão exigir autorização judicial prévia para permitir a monetização ou o impulsionamento de conteúdos produzidos por crianças e adolescentes.
A regra também se aplica a publicações que exponham de forma recorrente a imagem ou a rotina de menores, mesmo quando o material for produzido ou divulgado pelos próprios pais ou responsáveis. Caso a autorização judicial não seja apresentada, as plataformas deverão suspender imediatamente a monetização ou o impulsionamento do conteúdo.
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Today, 2:13 PM
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Cientistas estão entusiasmados com avanços no campo da indução de sonhos, mas há um lado polêmico no uso dessas técnicas.
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Today, 2:05 PM
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Ministério da Educação (MEC) publicou documento de balanço dos anos de 2023 a 2025 das ações desenvolvidas pelo governo federal para implementação da Política Nacional de Ensino Médio (Pnaem). A publicação revisita as principais normas, os instrumentos de apoio técnico e financeiro e as iniciativas conduzidas em regime de colaboração com os estados e o Distrito Federal no período, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pela Lei nº 14.945/2024.
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Today, 2:00 PM
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As redes sociais estão repletas de anúncios e vídeos de influenciadores aplicando em si próprios diversas misturas de peptídeos vendidos apenas para fins de pesquisa. Especialistas afirmam que muitos desses produtos são perigosos.
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Today, 1:59 PM
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Um a cada 5 adolescentes brasileiros que usam internet foi vítima de exploração ou abuso sexual facilitados por tecnologia.
O dado integra o relatório Disrupting Harm in Brazil (Enfrentando a violência no Brasil, em português), divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), em parceria com a ECPAT International, rede global de organizações que combate a exploração sexual de crianças e adolescentes, e a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
O estudo define como violência "facilitada" pela tecnologia situações nas quais recursos digitais —como redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos online ou ferramentas de inteligência artificial —são utilizados como meio para aliciar, extorquir, produzir, armazenar ou compartilhar material de abuso sexual.
O relatório aponta que 19% dos jovens relataram ter sofrido ao menos uma forma de violência sexual mediada por ferramentas digitais entre 2024 e 2025 - Fido Nesti Esses casos podem ocorrer exclusivamente no ambiente virtual, combinar interações online e presenciais ou envolver abuso físico registrado e disseminado digitalmente.
A pesquisa foi realizada entre novembro de 2024 e março de 2025, com 1.029 entrevistas presenciais com adolescentes de 12 a 17 anos e seus responsáveis. As perguntas consideraram experiências vividas nos 12 meses anteriores à participação.
Denúncias de abuso sexual infantil online crescem no país Como prevenir o abuso sexual infantojuvenil na internet Vergonha, medo e anonimato digital são travas para investigar violência sexual infantil
Segundo o relatório, 19% dos jovens relataram ter sofrido ao menos uma forma de violência sexual mediada por ferramentas digitais entre 2024 e 2025. Em números absolutos, o percentual representa cerca de 3 milhões de meninas e meninos no país.
Em 66% dos casos, a violência ocorreu por canais online. Redes sociais e aplicativos de mensagens aparecem em 64% dos casos, e jogos online, em 12%. Instagram (59%) e WhatsApp (51%) são os aplicativos mais citados como meios utilizados por agressores.
A forma mais comum de violência foi a exposição a conteúdo sexual não solicitado, relatada por 14% dos entrevistados. Também houve casos de solicitação de envio de imagens íntimas, ameaças de divulgação de conteúdo e ofertas de dinheiro ou presentes em troca de material sexual.
METADE DOS AGRESSORES É CONHECIDA DA VÍTIMA O relatório evidencia que 49% dos casos envolveram alguém conhecido da vítima, como amigos, parceiros ou pessoas do convívio familiar. Em 26% das situações, o agressor era desconhecido, e em 25% dos episódios a vítima não conseguiu ou não quis identificar o responsável.
Entre os episódios em que havia vínculo prévio, o primeiro contato ocorreu online em 52% das situações. Também houve primeiros contatos na escola (27%), na própria casa da criança ou adolescente (11%) ou em locais de prática esportiva (2%).
Para o representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, os dados evidenciam que o risco está presente tanto nas interações digitais quanto nas relações cotidianas. Segundo ele, compreender essas dinâmicas é essencial para fortalecer políticas públicas e mecanismos de proteção.
A pesquisa indica que 34% das vítimas não contaram a ninguém sobre o ocorrido. Quando houve revelação do abuso, ela ocorreu principalmente entre amigos —22% compartilharam a situação com colegas.
Entre os motivos para o silêncio estão a falta de informação sobre onde buscar ajuda (22%), o constrangimento (21%), o medo de não serem acreditadas (16%), o receio de que outras pessoas descubram o ocorrido (7%) e sentimentos de culpa (3%). Em 12% dos casos, as vítimas afirmaram não considerar a violência grave o suficiente para denúncia.
As barreiras também aparecem no registro formal das ocorrências. Não saber como denunciar (18%), ter sido ameaçado pelo agressor (17%) e desconhecer que a situação configurava crime (15%) estão entre os principais obstáculos.
1 10 10 dicas para monitorar crianças e adolescentes na internet
VOLTARFacebookWhatsappXMessengerLinkedinE-mailCopiar link Carregando... O estudo afirma ainda que crianças e adolescentes submetidos à violência sexual facilitada pela tecnologia apresentam taxas mais altas de ansiedade e têm mais de cinco vezes mais chances de se automutilar ou manifestar pensamentos ou tentativas de suicídio.
Relatos coletados durante a pesquisa indicam sentimentos recorrentes de medo, culpa, angústia e perda de controle, especialmente nos casos em que houve exposição a conteúdo sexual não solicitado ou compartilhamento prévio de imagens.
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Today, 1:49 PM
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Movimento red pill ganhou destaque após acusações contra Thiago Schutz, coach conhecido nas redes. Especialistas explicam como ideologias do grupo afetam direitos das mulheres.
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Today, 1:31 PM
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Anúncio foi feito pela Xicoia, empresa que gerencia a carreira de Tilly, na última segunda (2); o crescimento da inteligência artificial na atuação preocupa Hollywood, e o sindicato dos atores dos EUA já está em negociações para proteger a categoria
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Today, 12:56 PM
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Situações estressantes vividas na adolescência tendem a provocar alterações mais profundas e duradouras no cérebro do que quando ocorrem na vida adulta. Um estudo feito em ratos na Universidade de São Paulo (USP) identificou um dos mecanismos neurológicos por trás dessa diferença, oferecendo novas pistas sobre a origem de transtornos psiquiátricos como depressão e esquizofrenia.
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Today, 12:53 PM
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Para técnicos da Secretaria Estadual da Educação, as notas melhoraram por um conjunto de iniciativas que foram executadas especialmente em 2024 e 2025, que incluem priorizar certos conteúdos do currículo, plataformas gamificadas de educação financeira e novas aulas de Matemática só com exercícios práticos.
Especialistas afirmam que, embora tenha havido avanço em especial nas séries iniciais, ainda há desafios: mais de 70% dos alunos estão nos níveis considerados básico e abaixo do básico em Matemática no 9º ano.
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Today, 12:50 PM
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O salário inicial pago aos professores das redes estaduais de ensino do país subiu nos últimos anos. Mas a valorização da remuneração ao longo da carreira ainda é um desafio enfrentado pelos docentes, segundo um estudo do Movimento Profissão Docente. A análise, obtida com exclusividade pela Folha, mostra que todas as 27 unidades da federação cumpriram o piso do magistério no ano passado. Além disso, 25 delas tinham salários iniciais maiores do que o estabelecido pelo piso. O estudo, no entanto, identificou que, na maioria dos estados, as progressões salariais ao longo da carreira não são significativas ou demoram muitos anos para acontecer, desestimulando os professores a continuar em sala de aula. Os dados do estudo foram obtidos com as próprias Secretarias de Educação e na legislação de cada estado. As redes estaduais de ensino do país são responsáveis por quase um terço de todos os 2,4 milhões de professores que atuam na educação básica brasileira. Os professores das redes estaduais receberam em 2025 um salário inicial médio de R$ 6.212,36 para a jornada de 40 horas semanais, um crescimento de 6,22% em relação a 2024 e 28% maior do que o estabelecido para o piso do magistério. Apenas o Rio de Janeiro, governado por Claudio Castro (PL), pagou exatamente o valor do piso, de R$ 4.867,77. Minas Gerais, sob o comando de Romeu Zema (Novo), pagou R$ 0,20 a mais do que o mínimo de remuneração inicial aos professores. Mato Grosso do Sul, sob gestão de Eduardo Riedel (PP), tem a maior remuneração inicial, de R$ 13.007,12. Em seguida está o Maranhão, comandado por Carlos Brandão (PSB), com salário de R$ 8.452,03. "A remuneração inicial do professor da escola estadual melhorou nos últimos anos. Houve ganhos reais e não apenas correção pela inflação, o que é muito positivo, mas ainda não é suficiente. Para atrair os jovens talentosos para a profissão, é importante que haja previsão de aumentos e salários maiores ao longo da carreira", diz Haroldo Rocha, coordenador do Movimento Profissão Docente. O estudo identificou que a amplitude remuneratória média das redes estaduais foi de 49% em 2025. Ou seja, o aumento máximo que um professor consegue ganhar ao longo da carreira é menos da metade do vencimento inicial da profissão. Segundo os pesquisadores, estatísticas educacionais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) apontam que países com sistemas educacionais reconhecidos pela qualidade, como Canadá, Luxemburgo, Áustria e Japão, apresentam amplitudes salariais entre 72,7% e 110,2% para docentes de etapa equivalente ao ensino médio brasileiro. Mais da metade dos estados brasileiros (14) tem amplitude salarial abaixo de um terço. Piauí e Santa Catarina preveem que, ao fim de toda carreira, o professor consiga alcançar uma remuneração final com menos de 3% de aumento em relação ao vencimento inicial —os estados são governados por Rafael Fonteles (PT) e Jorginho Mello (PL), respectivamente. Apenas cinco estados brasileiros têm amplitudes salariais dentro do patamar dos países com bons resultados educacionais: Mato Grosso do Sul, Ceará, Tocantins, Amapá e São Paulo. Rocha, no entanto, destaca que é importante que essa remuneração final seja possível de ser alcançada. No estado governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), por exemplo, conforme mostrou a Folha, nenhum professor conseguiu atingir o topo salarial prometido no último plano de carreira docente. "Tem alguns estados que apresentam uma amplitude de carreira de 150%. O problema é que muitas vezes o professor nunca chega ao topo, então fica aquela sensação de frustração ou de ser algo inalcançável. Por isso, os estados precisam pensar em como criar carreiras onde haja progressão e que isso incentive os professores a se dedicarem mais e a continuar em sala de aula." Para os pesquisadores, o ideal seria que houvesse uma progressão considerável em um intervalo de 15 anos de trabalho. "Não adianta só aumentar o salário inicial e achatar a remuneração da categoria inteira. Isso desestimula o professor a se dedicar, a fazer formações. Mas a progressão também não pode ocorrer só ao fim da carreira", diz Rocha. Segundo os dados, em Mato Grosso do Sul, que oferece a maior remuneração final, os professores após 15 anos de trabalho só conseguem alcançar 54% de aumento em relação ao salário inicial. Para alcançar o vencimento mais alto oferecido pelo estado, é preciso trabalhar, em média, 34 anos. Já na média do Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), os professores conseguem alcançar 89% de aumento após 15 anos de trabalho. "Não adianta apenas ter remuneração inicial e final altas. É preciso ter patamares para o professor alcançar ao longo da carreira. Essa é uma forma de atrair pessoas para o magistério e também de incentivar quem já está a continuar." O estudo também destaca a importância de ter critérios eficientes para a progressão na carreira. Segundo o levantamento, o critério mais utilizado pelos estados é a titulação acadêmica (mestrado e doutorado, por exemplo). "Menos de 5% dos professores da educação básica têm um título desses. Essas titulações também trazem pouco efeito significativo em sala de aula. Há outras questões mais efetivas para formar um bom professor." Rocha defende que as redes criem sistemas de avaliação de desempenho do trabalho docente. Hoje, esse critério é usado por 22 redes. "Na maioria das vezes, eles adotam instrumentos muito burocráticos. Seria preciso avaliar a prática docente, como ele atua em sala de aula", diz.
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Today, 12:42 PM
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O Curso de Especialização em Inclusão e Diversidade na Educação será ofertado na modalidade a distância, com atividades realizadas on-line e encontros presenciais obrigatórios em polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para seminários temáticos e apresentação do TCC. Estão previstos quatro encontros presenciais ao longo do curso, e as despesas de deslocamento e hospedagem são de responsabilidade dos estudantes.
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Today, 12:36 PM
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A crepitação da eletricidade dentro do seu cérebro tem sido, por muito tempo, complexa demais para ser decodificada. A inteligência artificial está mudando isso.
A mulher não se mexeu, exceto pelo ritmo da sua respiração – os olhos fixos em concentração, a mão cerrada em punho. Palavras se formavam em uma tela à sua frente, lentamente se juntando em frases completas. Frases que ela não conseguia pronunciar em voz alta.
A mulher de 52 anos havia ficado paralisada por um AVC 19 anos antes, o que a deixava incapaz de falar claramente. Ali, porém, seu monólogo interior se desenrolava diante de seus olhos.
A mulher, identificada apenas como participante T16, teve um minúsculo conjunto de eletrodos implantado cirurgicamente em um lobo na parte frontal do cérebro. Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodificava os sinais produzidos por seus neurônios enquanto ela imaginava dizer palavras, com o sistema traduzindo-as em texto em uma tela. Ela participava de um estudo na Universidade Stanford, na Califórnia, EUA, juntamente com três pacientes com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa, para testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto em tempo real.
Foi o mais perto que os cientistas chegaram até então de uma forma de "leitura da mente".
Os pesquisadores divulgaram seu sucesso em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores no Japão revelaram uma técnica de "legendas mentais" capaz de gerar descrições detalhadas e precisas do que uma pessoa está vendo ou imaginando. Ela combinava três ferramentas diferentes de IA com exames cerebrais não invasivos para traduzir a atividade cerebral de uma pessoa.
Ambos os estudos são os mais recentes de uma série de avanços que estão proporcionando aos neurocientistas uma nova perspectiva sobre o funcionamento interno do cérebro humano e oferecendo oportunidades para ajudar pessoas que não conseguem se comunicar de outras maneiras. Eventualmente, porém, isso poderá transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo ao nosso redor e até mesmo uns com os outros.
"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em larga escala", afirma Maitreyee Wairagkar, neuroengenheira que desenvolve interfaces cérebro-computador no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia, em Davis, nos EUA. Diversas empresas, incluindo a Neuralink de Elon Musk, já buscam produzir chips cerebrais comerciais que levarão essa tecnologia do laboratório para o mundo real. "É muito empolgante", diz Wairagkar.
Universidade da Califórnia, Davis Eletrodos implantados diretamente no cérebro podem detectar minúsculos sinais elétricos que correspondem a pensamentos relacionados a palavras e fala (Crédito: Universidade da Califórnia, Davis) Cientistas vêm trabalhando em dispositivos capazes de se comunicar diretamente com o cérebro humano – conhecidos como interfaces cérebro-computador (ICCs) – há um tempo surpreendentemente longo. Em 1969, o neurocientista americano Eberhard Fetz demonstrou que macacos podiam aprender a mover o ponteiro de um medidor com a atividade de um único neurônio em seus cérebros, se recebessem uma bolinha de comida em troca. Em um experimento mais peculiar da mesma época, o cientista espanhol José Delgado conseguiu estimular remotamente o cérebro de um touro enfurecido, fazendo-o parar no meio da investida.
As interfaces cérebro-computador (BCIs) conseguem decodificar os sinais cerebrais que acompanham o movimento, permitindo que os usuários controlem uma prótese ou um cursor na tela há décadas. No entanto, as BCIs que traduzem sinais de fala ou outros pensamentos complexos a partir de sinais cerebrais têm evoluído mais lentamente . "Muitos dos primeiros trabalhos foram feitos com primatas não humanos... e, obviamente, com macacos não é possível estudar a fala", afirma Wairagkar.
Nos últimos anos, porém, a área tem feito avanços impressionantes em seus esforços para decodificar a fala de pessoas com capacidades de comunicação prejudicadas – por exemplo, pacientes que sofrem de ELA, que resulta em paralisia ou síndrome do encarceramento.
Por exemplo, pesquisadores da Universidade de Stanford anunciaram em 2021 uma prova de conceito bem-sucedida que permitiu a um homem tetraplégico produzir frases em inglês imaginando- se desenhando letras no ar com a mão. Usando esse método, ele conseguiu escrever 18 palavras por minuto.
Podemos decodificar diretamente as palavras que a pessoa está tentando falar apenas com base na atividade neural? – Maitreyee Wairagkar A fala humana natural é de cerca de 150 palavras por minuto, então a próxima etapa foi decodificar as palavras a partir da atividade neural associada à própria fala. Em 2024, o laboratório de Wairagkar testou uma técnica que traduzia a tentativa de fala de um homem de 45 anos com ELA diretamente em texto na tela de um computador. Alcançando aproximadamente 32 palavras por minuto com 97,5% de precisão, essa foi a primeira demonstração de como as interfaces cérebro-computador (BCIs) de fala poderiam auxiliar na comunicação diária, afirma Wairagkar.
Esses métodos dependem de minúsculos "conjuntos" de microeletrodos que são implantados cirurgicamente na superfície do cérebro. Os conjuntos registram padrões de atividade neural da área do cérebro em que são colocados, e os sinais são convertidos em significado por um algoritmo de computador. É aqui que o poder do aprendizado de máquina, um tipo de inteligência artificial, tem sido transformador. Esses algoritmos são hábeis em reconhecer padrões em vastas quantidades de dados díspares. No caso da decodificação da fala, os algoritmos de aprendizado de máquina são treinados para reconhecer padrões de atividade neural associados a diferentes fonemas, os menores blocos de construção da linguagem.
Pesquisadores compararam isso ao processamento que ocorre em assistentes inteligentes como a Alexa, da Amazon. Mas, em vez de interpretar sons, a IA interpreta sinais neurais.
Desvendando a fala interior Por mais impressionantes que sejam esses recentes avanços na decodificação da fala, alguns obstáculos persistiram. Normalmente, os pacientes precisam tentar pronunciar as palavras que desejam comunicar – mesmo que não sejam fisicamente capazes de fazê-lo – para que a tecnologia BCI as traduza com precisão. Isso ocorre porque os eletrodos geralmente são colocados no córtex motor, a área responsável pelos movimentos musculares.
No entanto, tentar falar exige esforço, tornando o processo de comunicação lento e árduo. Em sua tentativa mais recente, pesquisadores da Universidade Stanford quiseram testar se havia uma maneira mais fácil: se conseguiriam desenvolver um método que captasse a " fala interna " em tempo real, além da "tentativa de fala".
"Pedimos que contassem o número de formas de uma determinada cor na tela, porque imaginamos que, nesse tipo de tarefa, provavelmente a realizariam contando números mentalmente", diz Frank Willett, codiretor do Laboratório de Próteses Neurais Translacionais da Universidade Stanford e um dos autores do estudo envolvendo a mulher mencionada no início deste artigo. "E foi isso que vimos. Observamos vestígios dessas palavras numéricas passando pelo córtex motor, que conseguimos captar."
Universidade da Califórnia, Davis Nossos cérebros estão repletos de sinais elétricos, mas a inteligência artificial está permitindo que os cientistas os interpretem (Crédito: Universidade da Califórnia, Davis). A resposta para a pergunta se a tecnologia conseguia identificar a fala interna foi um "sim" provisório. Em uma tarefa que envolvia imaginar uma frase, os pesquisadores conseguiram atingir uma taxa de acerto de até 74% em tempo real. Nas tarefas destinadas a estimular a fala interna espontânea, a precisão foi menor, mas ainda acima do nível de acerto aleatório. Em uma condição mais aberta, no entanto, na qual os participantes recebiam instruções como "pense na sua citação favorita de um filme", a linguagem decodificada era, em sua maioria, ininteligível.
"Com a tecnologia atual, não conseguimos captar a fala interna de alguém de forma totalmente precisa e sem filtros", disse Willett. "Mas conseguimos captar traços da fala interna com bastante clareza nessas diferentes tarefas."
O estudo esclareceu ainda mais como a fala interna pode funcionar em nossos cérebros. Descobriu-se que os padrões neurais da fala interna estavam altamente correlacionados com os da tentativa de fala no córtex motor, mas que os sinais emitidos eram mais fracos. Isso corroborou estudos anteriores de neuroimagem e eletrofisiologia que constataram que a fala interna ativa uma rede cerebral semelhante à da fala produzida fisicamente.
Além das palavras O laboratório de Wairagkar na Universidade da Califórnia, Davis, alcançou um avanço em 2025 ao demonstrar que era possível decodificar não apenas palavras, mas também aspectos não verbais da fala, como entonação, tom, velocidade e ritmo. Em essência, isso permitiu que os pacientes comunicassem expressões e ênfases, além das próprias palavras.
"A fala humana é muito mais do que texto na tela", diz Wairagkar. "A maior parte da nossa comunicação se dá pela forma como falamos, como nos expressamos; o que dizemos tem significados diferentes em contextos diferentes."
Wairagkar e seus colegas demonstraram que seu protótipo conseguia produzir fala em voz alta, conforme tentava ser feito por um paciente com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) que apresentava um distúrbio motor grave da fala.
Tecnologias melhores serão capazes de amostrar mais neurônios, obter informações mais ricas e alcançar fala inteligível em tempo real – Maitreyee Wairagkar Fundamentalmente, o participante conseguiu modular suas palavras para transmitir significado. "Nosso participante foi capaz de fazer uma pergunta com uma entonação no final da frase e de mudar o tom de voz enquanto falava", disse Wairagkar. "Demonstramos isso por meio de uma tarefa simples em que ele cantava melodias."
Não foi perfeito, mas 60% das palavras foram consideradas inteligíveis pelos testadores. Embora ainda esteja longe da melhor tecnologia de transcrição de fala pelo cérebro, demonstrou o que pode ser possível em um futuro próximo.
Tanto Wairagkar quanto Willett acreditam que mais avanços são iminentes. Uma possível solução seria aumentar o número de microeletrodos implantados no cérebro. "Em nossos cérebros, temos bilhões de neurônios e trilhões de conexões", afirma Wairagkar. Em seu estudo mais recente, "estávamos amostrando apenas 256 deles".
"Dispositivos mais modernos e tecnologias melhores permitirão amostrar mais neurônios, obter informações mais ricas e alcançar fala inteligível em tempo real", acrescenta ela.
Revolução da Inteligência
Este artigo faz parte da série "Revolução da Inteligência", que explora a nova era da inteligência em que a humanidade está entrando, onde os limites de nossos próprios cérebros estão sendo expandidos pela IA – tornando o impossível, possível.
Willett está interessado em explorar mais a fundo a fala interna, em particular, com planos de investigar como outras áreas do cérebro fora do córtex motor podem estar envolvidas. "Uma área que nos interessa é o giro temporal superior", diz ele, referindo-se a uma área do cérebro envolvida no processamento auditivo, que também pode desempenhar um papel na fala interna, por exemplo, "nas representações auditivas do que você está imaginando ouvir dentro da sua cabeça".
Olhar além do córtex motor também pode ser importante para ajudar pessoas com lesões cerebrais nessa região, por exemplo, vítimas de AVC cujo córtex motor está danificado, mas que ainda conseguem entender a fala. Descobrir outras áreas do cérebro envolvidas na fala interna pode, um dia, ajudar essas pessoas a se comunicarem também, afirma Willett.
Ver para crer Enquanto os pesquisadores de interfaces cérebro-computador se concentram em aplicações práticas da tecnologia que podem auxiliar pacientes, existem outros campos que estão progredindo na decodificação de exames cerebrais e nos ajudando a entender melhor como o cérebro funciona.
Uma área de pesquisa concentra-se na recriação de imagens visualizadas por um indivíduo, simplesmente analisando exames cerebrais com inteligência artificial. O processo funciona da seguinte forma: os participantes visualizam imagens enquanto sua atividade cerebral é registrada por meio de ressonância magnética funcional (RMf), uma técnica que mede a atividade cerebral detectando alterações no fluxo sanguíneo para diferentes regiões do cérebro . Os dados neurais são então decodificados por um algoritmo e inseridos em um gerador de imagens com IA, que tenta reproduzir as imagens visualizadas pelo participante.
Jim Gensheimer/Universidade de Stanford Microeletrodos podem coletar amostras da atividade de centenas de neurônios. À medida que os dispositivos melhoram, também aumentará a quantidade de informações que eles obtêm (Crédito: Jim Gensheimer/Universidade de Stanford). Pesquisadores vêm tentando desvendar esse enigma há décadas, mas o boom da IA generativa dos últimos anos impulsionou significativamente a área. Os mais recentes geradores de imagens por IA, como o Stable Diffusion, melhoraram consideravelmente a qualidade das imagens produzidas.
Yu Takagi, professor associado do Instituto de Tecnologia de Nagoya, no Japão, publicou um estudo em 2023 seguindo esse método, que utilizou um algoritmo de Difusão Estável. O algoritmo foi treinado em um conjunto de dados online criado pela Universidade de Minnesota, composto por exames cerebrais de quatro participantes enquanto cada um visualizava um conjunto de 10.000 fotos. Em muitos casos, a IA conseguiu produzir uma impressão aceitável da imagem original – embora tenha ficado completamente perplexa com uma tigela de salada.
A área está avançando rapidamente. Um estudo publicado no ano passado por pesquisadores em Israel conseguiu reproduzir imagens ainda mais precisas.
Esses estudos ajudaram a elucidar como o cérebro processa informações visuais, afirma Takagi. Descobriu-se que duas partes diferentes do cérebro são cruciais. O lobo occipital, localizado na parte posterior do cérebro, codifica os aspectos visuais de "baixo nível" de uma imagem, como composição, perspectiva e cor. Enquanto isso, o lobo temporal, situado atrás das têmporas, codifica os elementos conceituais de "alto nível" envolvidos na classificação do que um objeto realmente é.
A música Também existem esforços contínuos para reconstruir experiências auditivas. Em 2025, Takagi publicou um estudo que utilizou um algoritmo proprietário do Google para tentar reproduzir áudio a partir de exames de ressonância magnética funcional (fMRI) realizados enquanto os participantes ouviam trechos musicais.
Takagi afirma que isso pode ser mais desafiador do que reconstruir informações visuais, porque a música está em constante mudança, mas o aparelho de ressonância magnética funcional (fMRI) só consegue realizar varreduras em intervalos de um segundo. "A qualidade da reconstrução é inferior à da reconstrução da imagem", diz Takagi. "Mas ainda assim conseguimos reconstruir o caráter da música e a categoria básica."
Este campo de estudo contribuiu para o nosso entendimento das bases neurais da percepção musical.
"O que nos surpreendeu neste estudo foi que a percepção musical no cérebro difere da percepção de imagens", afirma Takagi. "Para imagens, as informações de alto nível e as de baixo nível estão localizadas em áreas distintas do cérebro. Para a música, descobrimos que a semântica e as informações de baixo nível não estão separadas."
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Takagi está entusiasmado com algumas das aplicações potenciais dessas abordagens. Elas poderiam recriar as alucinações auditivas e visuais de pacientes psiquiátricos, como esquizofrênicos, para melhor compreender suas condições, afirma ele. As técnicas poderiam ser usadas para recriar o que os animais experimentam ao processar o mundo, ou até mesmo para reconstruir sonhos.
"Muita gente pergunta sobre isso", diz Takagi, rindo. Ele afirma que gostaria de recriar sonhos um dia, mas, no momento, isso ainda é extremamente complicado. Algumas pesquisas até levantaram a possibilidade de comunicação direta cérebro a cérebro , inclusive com várias pessoas ao mesmo tempo , embora as implicações éticas e as questões de direitos humanos relacionadas a dispositivos que permitam isso ainda precisem ser totalmente esclarecidas.
Para aqueles que esperam que também seja possível estimular experiências visuais ou auditivas no cérebro em nome do entretenimento, Takagi aconselha paciência. Embora isso seja teoricamente possível, ele afirma que as limitações técnicas significam que provavelmente não acontecerá nos próximos 10 a 20 anos.
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