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June 9, 8:02 AM
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Deu Tilt: Influenciadores de IA ganham seu like e sua grana; como seria o Orkut hoje?

Na estreia do "Deu Tilt", os colunistas Helton Simões Gomes e Diogo Cortiz debatem a nova onda de influencers que só existem no mundo virtual e que arrecadam milhões para as suas marcas, imaginam como seria a internet (e a nossa vida) hoje se o Orkut, rede queridinha dos brasileiros, não tivesse acabado.
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Curadoria por Luciano Sathler. CLIQUE NOS TÍTULOS. Informação que abre caminhos para a inovação educacional.
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May 3, 12:13 PM
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O Futuro da Educação com Luciano Sathler #54

Bem-vindo à nossa live especial! Nesta transmissão, mergulharemos em uma conversa fascinante sobre os rumos da educação e do empreendedorismo com o renomado Dr. Luciano Sathler. PhD em Administração pela FEA/USP e com um vasto currículo que inclui ser membro do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e CEO da CertifikEDU Microcertificações, Luciano traz uma perspectiva única sobre como a tecnologia e a inovação estão transformando o cenário educacional.
Durante a entrevista, exploraremos temas como a Educação a Distância (EaD), o uso de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Inteligência Artificial (IA) na Educação Básica. Além disso, discutiremos as oportunidades e desafios enfrentados pelos empreendedores educacionais no Brasil.
Se você está interessado no futuro da aprendizagem, no desenvolvimento de soluções educacionais inovadoras ou simplesmente quer se inspirar por uma das principais mentes do setor, esta é a live para você!
Convidado Especial: Luciano Sathler
Instagram: @lucianosathler2023
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June 13, 4:32 PM
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UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Spin-off da UFMG é adquirida pelo Grupo Bradesco

UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Spin-off da UFMG é adquirida pelo Grupo Bradesco | Inovação Educacional | Scoop.it

“Nesse processo, criamos muitas propriedades intelectuais e não fazia sentido ficar negociando cada transferência. Foi então que aprimoramos junto à CTIT [Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica, o núcleo de inovação da UFMG] o modelo de usufruto de ações. Isso significa que a Universidade tem os mesmos direitos que qualquer acionista em relação a dividendos e à venda da empresa, mas não tem direito a voto pelas ações que possui. A Kunumi nasceu tendo a Universidade como sócia, na forma de usufruto de ações”, explica Ziviani. Segundo o pesquisador, o valor da venda é sigiloso por força de contrato.
Ele enfatiza que esse modelo jurídico, que possibilita ter a UFMG como sócia, fomentando a interação entre academia e iniciativa privada, é resultado de 25 anos de esforços do próprio pesquisador e da Universidade, modelo que apelidou de paper to PIB [em referência ao Produto Interno Bruto]. Segundo Ziviani, usar estudos produzidos internamente, publicados no formato de papers (artigos científicos), para gerar riqueza, é uma das principais fontes de recursos de instituições como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade de Stanford, ambas nos Estados Unidos, com milhares de empreendimentos incubados e associados.
Arranjo jurídico inédito no Brasil
O modelo de usufruto de ações, adotado na negociação entre a UFMG e a Kunumi, é uma forma inédita no Brasil de remuneração de uma universidade por meio da transferência de tecnologias. A coordenadora executiva da CTIT, Juliana Crepalde, explica que, até então, o sistema mais adotado em negociações desta natureza era o pagamento por meio de royalties. “Para adotar o modelo de usufruto, a CTIT e a Kunumi se pautaram nos avanços do Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, que permite às instituições de ensino e pesquisa serem sócias de empreendimentos inovadores. Desde 2004, existe essa previsão na legislação, que foi aperfeiçoada em 2016. A UFMG criou a figura de usufruto de ações para ser remunerada pelo aporte das tecnologias na empresa”, explica Crepalde.
Durante a negociação com a UFMG, o primeiro passo foi a criação de um ambiente de inovação que envolvesse o Departamento de Ciência da Computação, por meio do Laboratório de Inteligência Artificial (LIA). Assim, em outro arranjo pioneiro de inovação, as tecnologias geradas foram cedidas, em vez de serem transferidas para a Kunumi.
“Mais uma vez, a UFMG foi a primeira universidade brasileira a usar um modelo de inovação como esse. Em troca da cessão, a Universidade recebeu usufruto de ações, uma forma de participação acionária. Isso exigiu da CTIT evoluir nos mecanismos de negociação de tecnologias para esse modelo inédito, que até hoje é referência para outras universidades e institutos de pesquisas interessados em aplicá-lo”, afirma Crepalde.
Independência de atuação
Os empreendedores enfatizam a independência da Kunumi, que apesar da aquisição, não será uma empresa pertencente ao Bradesco. “Mesmo com a venda, seguimos com nosso CNPJ e continuamos com nossa cultura e nosso investimento em pesquisa e desenvolvimento. O que vamos fazer é elevar o status em IA a partir do Brasil; participaremos da conversa mundial não como usuários, mas como proponentes de IA. Faremos a Inteligência Artificial brasileira avançar, e isso certamente vai favorecer o grupo que nos adquiriu”, afirma Alberto Colares.
Segundo Ziviani, como parte do acordo, a parceria com o DCC, por meio do LIA, será estreitada com capacitações e especializações, inclusive recorrendo ao laboratório de forma remunerada, o que permitirá a continuidade na formação de mestres e doutores na área pela UFMG. 
Protagonismo em IA
Os empreendedores afirmam que, ainda em 2016, já previam o impacto gigantesco da IA, como o mundo tem visto atualmente.  “O curioso é que estamos numa curva tão ascendente que há oito anos esse assunto ainda estava no plano das discussões, e hoje estamos lidando com isso na prática cotidiana, o que parece inacreditável. Não somos uma empresa que usa ferramentas disponíveis em IA, somos autorais e queremos discutir várias formas de uso, como no serviço público, em saúde e na educação”, revela Colares.
Grandes investimentos serão necessários para que o Brasil se credencie como protagonista na corrida por essa nova forma de vivenciar o mundo. “Precisamos de mais incentivos no país, de mais discussão. Hoje, estamos discutindo a regulação da IA, mas não de seu desenvolvimento, e isso precisa mudar, porque agora não falamos de anos e, sim, de meses”, avalia o CEO. “Hoje, estamos otimistas em uma estabilização, mas, antes, teremos que ressignificar o que é trabalho, escola e assim por diante. Sabemos que a IA dá medo e representa uma ameaça existencial. Acredito que o mundo ficará cada vez mais complexo, e a IA vai ajudar a lidar com isso”, finaliza Alberto Colares.

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June 13, 9:32 AM
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Greve de universidades não era necessária, defende Camilo Santana 

Greve de universidades não era necessária, defende Camilo Santana  | Inovação Educacional | Scoop.it
Segundo o ministro, a suspensão das aulas em virtude das greves é um ponto de preocupação para ele e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu queria fazer um apelo que a proposta que o governo fez, depois de amplas reuniões realizadas, não existe na história dos governos nenhuma proposta como essa que o governo federal está apresentando às categorias”, defendeu Camilo Santan
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June 12, 8:51 AM
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A reforma tributária e as plataformas digitais

A reforma tributária e as plataformas digitais | Inovação Educacional | Scoop.it

O termo plataforma compreende uma série de significados. Desde as plataformas físicas, que se destinam a agregar indivíduos para a realização de uma atividade comum (e.g. embarque de passageiros); as plataformas político-ideológicas, que buscam unir as pessoas para a promoção de certas missões coletivas (e.g. manter o aquecimento global em 2º C até 2030); até as plataformas técnicas, que visam atrair os agentes econômicos para o aprimoramento de um mesmo produto ou serviço (e.g. iPhone). Em comum, todos os significados do termo apontam para estruturas com um certo grau de abertura, para a interligação de indivíduos ou entidades, e para a persecução de objetivos compartilhados.
Em sentido jurídico, as plataformas de comércio eletrônico podem ser definidas como infraestruturas digitais controladas por pessoas jurídicas que têm como objeto principal a intermediação, em sentido amplo, da produção e comercialização de bens e serviços, inclusive financeiros. Estas plataformas podem ser ainda classificadas como: (i) transacionais; ou (ii) não-transacionais.
Plataformas não-transacionais são aquelas que simplesmente aproximam fornecedores e adquirentes (e.g. serviços de busca de fornecedores, comparação de preços, simples classificados ou ainda publicidade), mas não detêm qualquer controle sobre as operações concluídas pelas partes totalmente fora do seu ambiente digital - isto é, sem que haja qualquer participação da plataforma sobre as receitas ou lucros auferidos nessas transações.
Plataformas transacionais, a seu turno, são aquelas que, além de aproximar fornecedores e adquirentes, controlam um ou mais aspectos relevantes atinentes às operações concluídas dentro do seu ambiente digital, tais como: (i) o preço final; (ii) a forma e condições de pagamento (mesmo que a cobrança ou liquidação financeira sejam efetuados por terceiros); ou (iii) os termos ou modalidades de transporte (mesmo que a entrega seja realiza por terceiros). Nesse último caso, a plataforma tem controle direto sobre a realização das operações e pode, por meio de seus termos de uso e regras de governança, impor condicionalidades e outros requisitos, inclusive de conformidade tributária.
Com o fenômeno da digitalização da economia, acelerado pela pandemia da covid-19, essas grandes plataformas digitais assumiram um papel central na economia contemporânea, a ponto de alguns já se referirem a uma nova etapa do desenvolvimento econômico, denominada de economia de plataformas.
No modelo anterior de pipeline business, típico do capitalismo industrial, cada setor organizava-se sob cadeias produtivas lineares, cujos elos tradicionais eram o produtor, o atacadista, o varejista e o consumidor final. Já no modelo de platform business, a despeito da manutenção dos agentes das cadeias produtivas existentes, surge um novo elo central a essas estruturas empresariais: a grande plataforma digital.
Nesse novo modelo, característico da economia de plataformas, as grandes plataformas digitais assumem posição privilegiada em termos de processamento de dados e retenção de lucros. Ao controlar o cruzamento da oferta e da demanda de diversos agentes econômicos, assim como exercer a governança sobre as suas operações em seus ecossistemas digitais, essas grandes plataformas se tornam verdadeiros “orquestradores” da atividade econômica em cada cadeia produtiva. Isso se traduz na onisciência sobre os dados transitados e na enorme concentração de poderes, figurando, ao mesmo tempo, como administrador de fluxos, legislador de regras e juiz de condutas em seus domínios.
Nesse contexto, andou bem o PLP 68/2024 da Lei Geral do IBS e da CBS ao prever, no art. 23, a atribuição de responsabilidade tributária às plataformas transacionais. De acordo com a proposta, a responsabilidade será atribuída a essas plataformas: (i) por substituição, quando o fornecedor estiver situado do exterior; ou (ii) solidariamente com o fornecedor nacional, caso este não tenha inscrição no cadastro do IBS/CBS ou não realize a emissão de documento fiscal eletrônico.
Considera-se que tal modelo de responsabilidade no IBS/CBS seja compatível com a Constituição Federal de 1988 (CF/1988), especialmente com os princípios da capacidade contributiva e da cooperação (art. 145, §§ 1º e 3º, CF/1988), na medida em que recairá exclusivamente sobre as plataformas de natureza transacional, ou seja, aqueles agentes econômicos: (i) vinculados à operação que constitui o fato gerador; (ii) em posição de se ressarcir de forma direta e imediata junto aos contribuintes desses tributos; e (iii) que detêm efetivo controle sobre a conclusão das transações e amplo acesso às informações necessárias para realizar o monitoramento das obrigações acessórias de inscrição no cadastro do IBS/CBS e de emissão de documento fiscal.
Além disso, ao buscar a concretização da igualdade no cumprimento das obrigações tributárias, tanto de fornecedores estrangeiros quanto de nacionais, o PLP também promove os direitos fundamentais econômicos, especialmente da livre concorrência, da dignidade do trabalho e do pleno emprego (art. 170, CF/1988), considerando ainda ser o próprio mercado interno um patrimônio nacional a ser protegido, em favor do desenvolvimento do país (art. 219, CF/1988).
Em conclusão, as plataformas transacionais, em função da posição de superioridade que atualmente ocupam nas cadeias produtivas e da sua capacidade de impor padrões de conduta a todos os participantes dos seus ambientes digitais, estão juridicamente habilitadas a desempenhar os papéis descritos no PLP da Lei Geral do IBS/CBS.

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June 12, 8:43 AM
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Menos blockbusters e mais ‘indies’: o que explica a tendência apontada pelo mais importante evento de games do mundo

Menos blockbusters e mais ‘indies’: o que explica a tendência apontada pelo mais importante evento de games do mundo | Inovação Educacional | Scoop.it

Há pelo menos três décadas, os meses de maio e junho são os favoritos da indústria mundial de videogames. Até 2019, o palco para o anúncio de novidades e futuros lançamentos foi a tradicional convenção E3, sigla para Electronic Entertainment Expo. Com seu fim decretado há alguns anos, outro evento de menor porte aos poucos vem ocupando seu lugar. Também sediado em Los Angeles, o Summer Game Fest vai se consolidando como a ocasião em que as principais fabricantes de jogos tentam traçar os caminhos de um mercado bilionário e em constante mutação.
Havia certa tensão no ar quando o Summer Game Fest abriu suas atividades em uma cerimônia transmitida ao vivo na última sexta-feira. Geoff Keighley, apresentador e criador do evento, surpreendeu ao mencionar as turbulências que têm atingido o setor.
“Vamos admitir, foi um ano difícil, com demissões em empresas e fechamentos de estúdios”, disse. “Mas existe outra coisa acontecendo: a indústria está evoluindo. Graças à distribuição digital, times pequenos e novos criadores estão tendo grande sucesso”, acrescentou, destacando que a maior parte dos jogos mais vendidos em 2024 vem do setor “indie”, ou seja, desenvolvedoras com poucos funcionários ou, em alguns casos, exércitos de um só homem.
Mas a indústria tradicional continua a mostrar serviço, ainda que para isso precise se adaptar à nova realidade. Acostumada ao protagonismo, a francesa Ubisoft foi uma das grandes publishers que reduziu sua quantidade de novos jogos de grande orçamento, os “AAA”, que chegam a custar centenas de milhões de dólares.
Dois títulos com lançamento previsto para 2024 tiveram destaque na apresentação particular da empresa, ocorrida na segunda-feira: “Assassin’s Creed Shadows”, novo capítulo da tradicional série de ação, desta vez ambientada no Japão Feudal; e “Star Wars Outlaws”, ambiciosa aventura de mundo aberto baseada na maior franquia da cultura pop, com personagens e localizações inéditas nos filmes.
“Somos muito conscientes e respeitosos de que esse é um investimento de tempo e dinheiro”, diz o diretor criativo Julian Gerighty. “Então queremos entregar aos fãs algo que seja realmente bom.”
“Eventos como esse são ótimas oportunidades para ouvir o feedback dos jogadores e da imprensa e celebrar a paixão que todos temos pelos videogames”, acrescenta Alain Corre, chefe da Divisão de Publicação de Jogos da Ubisoft, que aponta que o tamanho mais econômico da lista de superproduções revela uma tendência da indústria como um todo.
“Há menos grandes jogos sendo desenvolvidos atualmente por causa dos recursos e do tempo crescentes que levam para serem produzidos, e porque já existem jogos de grande sucesso e títulos gratuitos que as pessoas jogam há anos”, diz. “Isso torna mais difícil para novos games encontrarem um público grande o suficiente.”
Fabricante do console Xbox, a americana Microsoft tem sido alvo de críticas pelas recentes notícias de demissões em massa e fechamentos de quatro estúdios, tudo no rastro da ambiciosa aquisição da publisher Activision Blizzard por US$ 69 bilhões.
Em sua apresentação no domingo, a Microsoft tentou ignorar as dificuldades e se concentrou em ressaltar o maior cardápio possível. Títulos baseados em marcas consagradas como “Doom”, “Gears of War”, “Perfect Dark” e “Indiana Jones” foram algumas das atrações — a maioria com lançamento em 2025.
Dentre os blockbusters, o único que chega ainda neste ano é “Call of Duty: Black Ops 6”, jogo de tiro com enredo distópico inspirado na Guerra Fria. Houve também um foco constante na disponibilidade desses jogos no serviço por assinatura Game Pass, ainda que a empresa também tenha anunciado novos modelos do console Xbox. A oferta abundante de títulos contraria as tendências, mas parece de acordo com a obrigação de a Microsoft mostrar serviço após seguidas manchetes negativas.
A verdade é que a indústria de games passa por uma crise de identidade inédita em sua história. Na medida em que outras formas de entretenimento digital se popularizam, seja nas telinhas dos celulares, em jogos competitivos ou em experiências online persistentes como “Fortnite” e “Roblox”, fica evidente que o mercado tradicional baseado em games “AAA” tem sua importância reduzida com o público mais jovem.
Nesse contexto, é possível que cada vez mais produtores independentes ganhem espaço e protagonismo. Dada a quantidade de títulos interessantes de menor porte apresentados em Los Angeles, esse parece ser o caminho provável.
“Os orçamentos dos jogos ‘AAA’ ficaram tão grandes que a mentalidade tem sido jogar seguro, para torná-los empreendimentos comerciais menos arriscados”, diz James Turner, do estúdio indie All Possible Futures, responsável por “The Plucky Squire” (“O Escudeiro Valente” no Brasil), um dos títulos indie mais badalados do Summer Game Fest. “Mas, quanto mais avesso ao risco você se torna, menor será a probabilidade de ser criativo. Uma equipe menor pode se arriscar mais, fazer algo maluco e criar algo que as pessoas nunca viram antes.”

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June 11, 8:46 AM
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FT: Reuniões no metaverso -nova tecnologia atrai trabalhadores para escritórios virtuais | Empresas

FT: Reuniões no metaverso -nova tecnologia atrai trabalhadores para escritórios virtuais | Empresas | Inovação Educacional | Scoop.it
Empresas estão recorrendo a outra tecnologia bastante incensada – a inteligência artificial –, como uma possível tábua de salvação
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June 11, 8:43 AM
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Capital humano para a era da IA generativa

Capital humano para a era da IA generativa | Inovação Educacional | Scoop.it

A Inteligência Artificial generativa conquistou a imaginação do mundo porque parece provável que automatize tarefas que anteriormente exigiam avançadas competências cognitivas. Com isso, existe uma perspectiva real de que muitos trabalhadores altamente qualificados e experientes possam ser substituídos por algoritmos. O que acontece quando as máquinas chegam para os empregos não de tecelões manuais e operários da indústria automotiva, mas de roteiristas, advogados, gerentes de nível médio e até mesmo executivos de alto nível?
Uma resposta seria pensar que as competências já não importam, ou mesmo que deveríamos tirar a ênfase da educação. Pelo contrário, embora o potencial para o aumento da produtividade (e rendimentos mais elevados para todos) por meio da interação homem-máquina nunca tenha sido tão grande, nós, humanos, precisaremos melhorar nossa atuação. Precisamos melhorar tudo o que os computadores enfrentam, incluindo compreensão de contexto, pensamento inovador e gerenciamento de relacionamentos com outros seres humanos.
De acordo com um recente relatório do McKinsey Global Institute, até 30% das atuais horas de trabalho nos países industrializados poderão ser automatizadas até 2030, em um cenário de moderada automatização. Embora a automação tenha pressionado os trabalhadores durante décadas, a IA generativa anuncia uma significativa aceleração e uma angustiante mudança para muitas pessoas que achavam que suas carreiras fossem estáveis.
Nos Estados Unidos e na União Europeia, o número de pessoas empregadas como funcionários de escritório, na indústria de transformação e como representantes de atendimento ao cliente irá quase certamente diminuir à medida que a IA generativa se consolidar. O relatório considera nove países da UE - República Checa, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polônia, Espanha e Suécia - representando 75% da população ativa europeia, assim como o Reino Unido.
Mas as notícias não são de todo ruins. O relatório estima que a procura por pessoas para trabalhar nos cuidados de saúde, nas energias limpas e outras profissões altamente qualificadas (como pesquisa e o desenvolvimento científico) irá provavelmente aumentar nesses mesmos países. É claro que existem outros fatores em jogo, incluindo os esforços para alcançar emissões líquidas zero (importantes para a criação de novos empregos em todos os países industrializados), o envelhecimento da mão de obra (particularmente na Europa), a contínua expansão do comércio eletrônico do setor privado e o fortalecimento da infraestrutura financiada pelo governo.
Em vez do desemprego em massa, o resultado mais provável é que muitas pessoas enfrentarão em breve pressão para mudar de emprego. Partindo de razoáveis pressupostos, a Europa poderá passar por até 12 milhões de transições profissionais nos próximos seis anos.
Embora a taxa anual de transição profissional projetada (0,8% das pessoas empregadas) seja inferior à taxa relativamente elevada observada na Europa durante a pandemia de covid-19 (1,2%), ela é duas vezes superior à norma pré-pandemia (0,4%). Nos EUA, as transições de emprego durante o mesmo período também poderão atingir quase 12 milhões, embora isso pareça mais administrável, uma vez que os EUA já tinham uma taxa de transição pré-pandemia elevada (1,2%) em comparação com a Europa.
Existe um risco real de um mercado de trabalho ainda mais polarizado, no qual há mais vagas de com salários elevados do que profissionais qualificados e muitos mais profissionais competem por posições cada vez limitadas com salários mais baixos. Mas ele é evitável
Os executivos dos dois lados do Atlântico já estão preocupados com a escassez e a inadequação das existentes competências num mercado de trabalho restrito. É uma boa notícia para os seres humanos adequadamente qualificados se a procura de competências sociais e emocionais aumentar com as novas tecnologias. Os mais de 1.100 executivos que a equipe da McKinsey entrevistou na Europa e nos EUA não só sublinharam a necessidade de competências avançadas em tecnologia da informação e análise de dados, mas também de mais funcionários competentes em pensamento crítico, criatividade e “ensino e treinamento”.
As implicações salariais serão provavelmente significativas. A procura de mão de obra irá deslocar-se para profissões que já têm salários mais elevados tanto na Europa como nos EUA. E existe um risco real de alguma redução no emprego das profissões de colarinho branco com salários mais baixos. Esses indivíduos necessitarão adquirir novas competências para obterem empregos com melhor remuneração. Se conseguirem adquirir essas competências - por si próprios, por meio de seus empregadores ou com a ajuda do governo - terão a oportunidade de subir na escala salarial.
Mas existe um risco real de um mercado de trabalho ainda mais polarizado, no qual há mais vagas de emprego com salários elevados do que profissionais qualificados (aumentando ainda mais os salários mais altos), e muitos mais profissionais competem por posições cada vez mais limitadas com salários mais baixos (aumentando ainda mais a extremidade inferior da distribuição salarial). Esse resultado seria uma decepcionante reversão da redução da desigualdade salarial no mercado de trabalho pós-pandemia. Felizmente, ela é evitável.
Para os decisores políticos, a principal conclusão é que o capital humano é mais importante do que nunca para a competitividade nacional e a prosperidade compartilhada. Alguns trabalhos manuais permanecerão com os humanos (os robôs enfrentam relativa dificuldade com muitas tarefas básicas de mobilidade e limpeza). Mas os executivos estão atualmente convencidos de que precisam requalificar muitos funcionários para satisfazerem todas as suas necessidades de competências. As políticas públicas precisam encorajar empregadores, tanto quanto possível, a manter essa disposição e a requalificar seus funcionários, em vez de substituí-los.
O crescimento da produtividade significativamente mais rápido, especialmente na Europa, e a prosperidade compartilhada podem advir das novas tecnologias, mas apenas se sua adoção for acompanhada por melhores competências humanas e por uma redistribuição mais proativa dos trabalhadores. Para se obter isso na era da IA generativa, os executivos precisam ser tão francos quanto possível sobre as lacunas emergentes de competências, assim como os governos precisam concentrar-se em tornar o mais fácil possível para todos os trabalhadores a atualização das suas competências de forma oportuna e adequada.

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June 10, 6:44 PM
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Entrevista: reforma do ensino médio atrasou e só será implementada completa em 2026, diz representante de secretários

Entrevista: reforma do ensino médio atrasou e só será implementada completa em 2026, diz representante de secretários | Inovação Educacional | Scoop.it
Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e titular da pasta no Espírito Santo, Vitor de Angelo afirma que as escolas da rede não vão conseguir adotar todas as mudanças do Novo Ensino Médio em 2025 devido à demora para aprovação do texto, que está no Senado.
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June 10, 6:35 PM
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Fotos de crianças brasileiras são usadas para treinar IA, diz relatório

Human Rights Watch diz ter encontrado 170 imagens de crianças de 10 estados do Brasil no LAION-5B, modelo de linguagem usado em ferramentas como o Stable Diffusion.
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June 10, 5:34 AM
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MEC suspende criação de cursos a distância até 2025 e fixa prazo para criar novas regras

O Ministério da Educação (MEC) suspendeu a criação de novos cursos de graduação a distância, bem como criação de novas vagas e polos EaD (Ensino à Distância), até 10 de março de 2025.
A medida foi divulgada por meio da portaria 528, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), na sexta-feira (7), e assinada pelo ministro Camilo Santana (PT).
O MEC faz uma revisão do marco regulatório da educação a distância, o que irá prever novos referenciais de qualidade para oferta de graduação remotas. O prazo para esse trabalho é 31 de dezembro de 2024.

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June 10, 5:28 AM
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As mulheres que trocam homens reais por 'namorado perfeito' criado pelo ChatGPT

Mulheres chinesas explicam por que estão 'namorando' Dan — um namorado virtual gerado pelo ChatGPT —, em vez de homens de carne e osso.
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June 10, 5:23 AM
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Produções evangélicas: como plataformas de streaming estão virando 'terra prometida'

Produções evangélicas: como plataformas de streaming estão virando 'terra prometida' | Inovação Educacional | Scoop.it
Produções com temática cristã como 'The Chosen' ganham cada vez mais espaço nas plataformas digitais, refletindo demanda de público que já compõe cerca de 30% da população do Brasil.
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June 10, 5:18 AM
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Primeiro 'bordel cibernético' com bonecas de inteligência artificial gera polêmica

Primeiro 'bordel cibernético' com bonecas de inteligência artificial gera polêmica | Inovação Educacional | Scoop.it
Indústria do entretenimento adulto também está embarcando na Inteligência Artificial (IA); entenda preocupações e argumentos favoráveis a esse uso.
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June 13, 4:33 PM
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Prêmio José Eduardo Ermírio de Moraes 2024: Inovações pela Vida

Prêmio José Eduardo Ermírio de Moraes 2024: Inovações pela Vida | Inovação Educacional | Scoop.it
O Prêmio José Eduardo Ermírio de Moraes - Inovações pela Vida busca dar visibilidade a soluções promissoras ao campo da oncologia, a partir de selo e chancela do A.C.Camargo Cancer Center e fomentar o ecossistema de inovação para responder aos desafios e oportunidades relacionadas à prevenção, tratamento e atendimento ao paciente oncológico.
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June 13, 9:32 AM
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Profissionais de RH também sofrem com sobrecarga

Profissionais de RH também sofrem com sobrecarga | Inovação Educacional | Scoop.it
Mesmo com esses índices, são poucos os que são apoiados pela organização para obter os tratamentos adequados: 60% dizem não receber incentivo ou benefício corporativo relacionado à saúde mental. “A conscientização sobre saúde mental ainda não permeia a maioria das organizações. Muitas vezes, ela é encarada como custo adicional para o negócio”, diz Gomez. Ele sugere que, para ser estratégico e persuasivo ao apresentar a questão para o CEO e demais executivos, as lideranças da área precisam usar a linguagem dos números. “Ao apresentar dados claros e mensuráveis sobre o impacto da saúde mental, o RH pode destacar não apenas os aspectos humanitários, mas os benefícios financeiros de investir na promoção do bem-estar psicológico dos funcionários.”
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June 13, 8:50 AM
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Letrus recebe R$ 5 milhões do governo dos EUA para estudo sobre IA na educação

Letrus recebe R$ 5 milhões do governo dos EUA para estudo sobre IA na educação | Inovação Educacional | Scoop.it

A Letrus, uma startup de soluções para educação, recebeu um financiamento de R$ 5 milhões do Usaid (Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos), para custear um estudo sobre os efeitos de um programa de formação de alunos que usa inteligência artificial.
A empresa, criada em 2017 no Brasil, criou um programa que auxilia estudantes a melhorarem sua capacidade de escrita e leitura, com um programa que usa inteligência artificial para dar retornos personalizados para cada aluno, sobre como em que pontos melhorar.
O dinheiro da Usaid será usado para fazer um estudo amplo sobre os efeitos deste programa, e da melhora das habilidades de escrita e leitura, na vida dos estudantes. Serão acompanhados alunos de ensino médio ao longo de três anos, para aferir dados que mostrem de forma efetiva se alunos que escrevem e leem melhor conseguem avanços como ir bem no Enem, entrar na faculdade e arrumar um emprego ou estágio.
O estudo usará o modelo Ensaio Clínico Randomizado (ECR). Um primeiro ECR financiado pelo laboratório J-PAL do MIT e conduzido pela FGV-SP em 2019 com estudantes do Espírito Santo mostrou que aqueles que usaram o programa por cinco meses alcançaram, em média, a segunda melhor nota do Brasil na redação do Enem em comparação com as demais redes estaduais. Os estudantes que não usaram a Letrus ficaram em oitavo neste ranking.
Este estudo de agora será feito em parceria com o governo do Ceará. "Vamos trabalhar com as três séries do Ensino Médio, e estamos falando de aproximadamente 40 mil alunos. Uma amostra científica de educação de um tamanho que nunca foi feito antes no Brasil", diz Thiago Rached, co-fundador da Letrus.
"A gente vai querer saber quem entrou na faculdade, quem está empregado e, se possível, o nível de renda. Ainda precisamos entender melhor como ficarão as questões de LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados], porque vamos trabalhar com dados de menores, mas os dados que são públicos a gente consegue trabalhar", prossegue Rached.
A Letrus atende atualmente 170 mil estudantes no Brasil, nas redes pública e privada. A ferramnenta custa a partir de 50 reais por ano por estudante. O valor pode aumentar conforme o número de customizações.
No programa, o aluno escreve redações sobre temas variados e recebe correções de forma rápida, com dicas de como melhorar o texto. O programa pode ser usado também em celulares, e mesmo que não haja conexão à internet o tempo todo.
Para os professores, a ferramenta indica quais são os erros mais comuns de cada turma e os temas a serem dados como aula de reforço.

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June 12, 8:45 AM
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Debatedores defendem regulamentação do uso de inteligência artificial

— O mundo tem se debruçado e discutido muito essa questão, e o Parlamento brasileiro se propõe a estar na fronteira do conhecimento. Nossa intenção é colocar uma lei moderna para que o uso da inteligência artificial não prejudique a democracia, a privacidade e os direitos humanos. Mas também para que nós não impeçamos o desenvolvimento de uma tecnologia que vai melhorar e muito a condição da humanidade — afirmou.
Para o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), o país não pode esperar para regulamentar o desenvolvimento e o uso da tecnologia.
— Não podemos ficar para trás em relação a outros países porque, de uma forma ou de outra, nós vamos usar IA. Seja ela feita aqui, seja ela feita lá fora. Se ela for feita lá fora, a gente vai ter muito menos condições de saber como mitigar os riscos da utilização da IA — argumentou.

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June 11, 2:20 PM
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Portaria MEC 528/2024: investida contra educação a distância

Portaria MEC 528/2024: investida contra educação a distância | Inovação Educacional | Scoop.it
É o que lemos na ementa da portaria. O estudo da legística (investigação sobre a qualidade das normas) nos ensina que ementas muitas vezes não condensam exatamente o conteúdo das disposições normativas. Muitas vezes, essas falam muito mais do que aquelas. É o que se tem nessa portaria, que parece anunciar um réquiem para o ensino a distância.
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June 11, 8:46 AM
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Apple poderá reaquecer vendas com anúncio de IA e aliança com a OpenAI

Apple poderá reaquecer vendas com anúncio de IA e aliança com a OpenAI | Inovação Educacional | Scoop.it

Investidores e analistas disseram que a Apple poderia elevar as vendas do iPhone atualizando o produto com recursos de IA. “A IA é o que pode tirar a Apple da vala”, disse Trip Miller, sócio-gerente da Gullane Capital Partners, investidora da Apple. “Eles são um gigante. É necessária uma nova história para levá-los a uma nova direção. A IA é essa oportunidade para eles.”
“A Apple está transferindo as responsabilidades da IA para um parceiro como a OpenAI”, disse David Wagner, gerente de portfólio da Aptus Capital Advisors, outro acionista da empresa. “A Apple sabe quais batalhas travar e quais não travar. Esta não é uma batalha que eles estão travando.”

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June 11, 8:42 AM
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Aumento da produtividade será chave para PIB per capita

Aumento da produtividade será chave para PIB per capita | Inovação Educacional | Scoop.it

Do crescimento anual de 1,84% do Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro entre 1970 e 2023, a chamada razão de independência contribuiu com 31%. O conceito mede a parcela da população em idade ativa em relação ao total e é uma referência para o bônus demográfico. Enquanto isso, 64% vieram da produtividade do trabalho - indicador que compara o valor adicionado com o número de horas trabalhadas - e 28% da taxa de participação, que é a relação entre as pessoas que estão ocupadas ou em busca de trabalho e o total da população em idade ativa.
Entre 2010 e 2023, as contribuições foram de 85%, -18% e 87%, respectivamente, diante do perfil etário da população, da queda da produtividade do trabalho no período e do aumento da participação feminina no mercado. A conta é dos economistas José Ronaldo de Castro de Souza Júnior e Cristiano da Costa Silva, que tratam do tema em artigo de abertura do livro “Desafio da Produtividade: como tirar o Brasil da armadilha da renda média” (editora Lux), que será lançado nesta semana. A

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June 10, 6:43 PM
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Novo Ensino Médio: relatora no Senado diminui carga horária de disciplinas tradicionais e define espanhol como obrigatório

Novo Ensino Médio: relatora no Senado diminui carga horária de disciplinas tradicionais e define espanhol como obrigatório | Inovação Educacional | Scoop.it
O relatório da senadora Professora Dorinha (União Brasil - TO) para o Novo Ensino Médio definiu que a formação geral básica — a parte do currículo com as disciplinas obrigatórias a todos — será de 2,2 mil horas e que os itinerários formativos terão 800 horas. Esses patamares divergem do texto aprovado na Câmara dos Deputados, que foi definido após um acordo com o governo. Outra importante mudança é a obrigatoriedade do espanhol como componente curricular.
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June 10, 5:39 AM
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IA e a mutação no trabalho

IA e a mutação no trabalho | Inovação Educacional | Scoop.it

O transbordamento das discussões sobre Inteligência Artificial (IA) para todas as áreas da vida econômica e social trouxe à tona com mais força ainda um dos temas mais importantes e mais sensíveis do processo de transformação digital: o trabalho. A pergunta que surge é qual (e como o) trabalho será afetado: o das pessoas, o das máquinas, o dos algoritmos, todos juntos e misturados? É uma questão sensível pela simples razão de que a remuneração das pessoas é uma função do seu trabalho, seu meio de vida. O saldo do balanço quantitativo da expressão schumpeteriana “destruição criadora” é ainda indeterminado. O senso comum sugere que em um primeiro momento a extinção de postos de trabalhos aparentemente supera a criação de novas ocupações. Mas estudos recentes indicam que regiões e setores que mais crescem e que geram novos postos de trabalho são os mais intensivos em tecnologia.
Talvez seja o momento de recordar um dispositivo constitucional esquecido pela torrente de assuntos que disputam nossa atenção cotidiana, que fala de forma simples, porém clara, que é preciso cuidar do impacto da tecnologia sobre o trabalho. Está lá no artigo sétimo: “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, (...) XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei”. O mundo era outro em 1988 e viria a mudar intensamente com episódios como a Queda do Muro de Berlim em 1989, os eventos de 11 de setembro de 2001, a crise financeira global de 2007/2008, o advento do smartphone, as redes sociais, a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia, dentre outros. A redação presente na Constituição de 1988 parece quase singela à luz da realidade de hoje. Como fazer frente à marcha da história?
A incerteza sobre o impacto da IA no trabalho é uma questão global. Diferentes países e governos buscam criar mecanismos de proteção para minimizar a turbulência que as tecnologias de IA podem trazer ao mercado de emprego. Recentemente, um grupo de trabalho sobre IA, formado por uma comissão bipartidária do Senado americano, publicou um relatório com o título “Impulsionando a Inovação nos Estados Unidos em Inteligência Artificial: Um Roteiro para a Política de Inteligência Artificial no Senado dos Estados Unidos”. O informe foi motivado pelo reconhecimento comum por parte de ambos os partidos das profundas mudanças que a IA poderá trazer para o país, mudanças estas que afetarão a economia, produtividade, a segurança nacional e a capacidade da força de trabalho dos EUA.
O relatório americano enfatiza a necessidade de se incluir grupos da sociedade civil, sindicatos, trabalhadores e empresários nas discussões sobre o desenvolvimento e implantação de serviços baseados na IA. Recomenda também a proposição de legislações visando treinar e melhorar a força de trabalho do setor privado para que ela possa se adaptar à economia da inteligência artificial. Sugere a adoção de legislações e políticas públicas que ofereçam incentivos para as empresas desenvolverem estratégias que incorporem novas tecnologias aproveitando funcionários requalificados. Propõe o apoio a ações de treinamento para trabalhadores que buscam se requalificar para as novas funções em um mundo cada vez mais operado por tecnologias intensivas em IA.
O relatório americano nos coloca frente a uma questão estratégica: quais os planos do Brasil para se preparar para as ondas de automações que se anteveem? O avanço acelerado das tecnologias de IA, de uso geral, atinge praticamente todos os tipos de trabalho, incluindo aquelas profissões que até então se consideravam imunes as automações, como médicos, advogados, professores, publicitários, designers e outros.
Se governo e sociedade não se mobilizarem, teremos que lidar com uma massa crescente de trabalhadores obsoletos, disfuncionais e ociosos que precisarão ter seu sustento e sua inserção social de alguma forma equacionados. Ou não, com as consequências previsíveis
O importante é observar que a operação das novas tecnologias conjugadas com a capacidade humana apresenta resultados mais ricos e promissores em termos de gestão de riscos, qualidade do produto, aderência às necessidades das pessoas, desempenho institucional e resultados financeiros em certos casos. As possibilidades de inovação têm mais espaço no desenvolvimento de serviços e sistemas que incluem a colaboração entre os humanos, as máquinas e os algoritmos do que na automação que busca simplesmente substituir o elemento humano.
Estamos observando a eliminação do contato humano na interação do cliente com o comércio varejista, a “despresencialização” em curso na maioria das atividades econômicas e o desparecimento das pessoas em estabelecimentos como bancos, hospitais, consultas médicas, escolas, repartições públicas, aeroportos e lojas, dentre outros. Os “call centers” estão sujeitos a um impacto brutal devido ao avanço da IA generativa. Os ganhos de produtividade são indiscutíveis, mas a busca contínua por eficiência sem limites esbarra na possibilidade da deterioração da qualidade, acurácia e quantidade de produtos e serviços, com a exclusão do elemento humano.
As mudanças na natureza do trabalho irão demandar novas habilidades visando a preparação da força de trabalho para a era da IA. Todo o sistema educacional precisa ser repensado, de forma urgente e profunda. A ampliação da capacidade e do escopo das aplicações de IA deve levar a um futuro em que a IA será um componente de quase todos os empregos. A criação de uma força de trabalho preparada para a automação e IA é um passo fundamental para os novos tempos. Isso exigirá políticas públicas e parcerias que possam promover um espectro de habilidades em IA como parte da formação das novas gerações.
A inação levará à formação de gerações futuras para um mundo que já não existirá mais em pouco tempo. Noutras palavras: produziremos uma exclusão social em uma escala sem precedentes na nossa história. Se governo e sociedade não se mobilizarem em torno do valor do trabalho humano frente à revolução digital, teremos que lidar com uma massa crescente de trabalhadores obsoletos, disfuncionais e ociosos que precisarão ter seu sustento e sua inserção social de alguma forma equacionados. Ou não, com as consequências previsíveis.

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June 10, 5:31 AM
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Mudanças climáticas: o que as temperaturas recorde dos oceanos significam para nosso planeta

Temperaturas recordes dos oceanos sugerem que os mares estão aquecendo mais rapidamente do que o esperado. Os impactos deverão ser sentidos desde as plataformas de gelo polares às cidades costeiras de todo o mundo.
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June 10, 5:25 AM
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Meditação: repórter da BBC mostra como mindfulness mudou seu cérebro

Meditação: repórter da BBC mostra como mindfulness mudou seu cérebro | Inovação Educacional | Scoop.it
Melissa Hogenboom se submeteu a 6 semanas de prática guiada de mindfulness e examinou seu cérebro via ressonâncias feitas antes e depois.
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June 10, 5:22 AM
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Testes em animais: a inteligência artificial vai acabar com essa prática?

Testes em animais: a inteligência artificial vai acabar com essa prática? | Inovação Educacional | Scoop.it
Há muito tempo, pesquisadores buscam alternativas que não envolvam os animais. Os sistemas de inteligência artificial (IA) agora estão acelerando o trabalho nesse campo.
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June 10, 5:17 AM
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No Einstein, IA generativa chega ao consultório

No Einstein, IA generativa chega ao consultório | Inovação Educacional | Scoop.it
O Einstein está lançando uma plataforma de IA batizada de Hstory, concebida e desenvolvida internamente, que varre os prontuários médicos, extrai os dados mais relevantes e os apresenta, em minutos, na forma de um relatório analítico. A ordem pode ser cronológica, com dados de todos os eventos, independentemente da especialidade médica, ou por órgão do corpo humano.
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