Em contraste com sua imagem pública de gestora de obras, a presidente Dilma Rousseff deixou a infraestrutura minguar em sua primeira metade de mandato.
Uma análise do desempenho dos principais programas do governo mostra que as reais prioridades da atual administração são outras: educação e assistência social.
Criticada por baixos números de investimentos e de crescimento econômico, Dilma promoveu uma expansão 25% acima da inflação nas despesas com ensino básico, profissionalizante e superior.
Quase no mesmo ritmo subiram as transferências assistenciais de renda, puxadas pela maior ampliação do Bolsa Família desde o final do primeiro governo Lula (com alta dos benefícios e do limite de crianças por família).
O que acontece quando a maioria faz uso de uma IA para realizar suas atividades laborais? E, no caso dos estudantes, quando os trabalhos passam a ser produzidos com o apoio de uma IA generativa? Luciano Sathler É PhD em administração pela USP e membro do Conselho Deliberativo do CNPq e do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais As diferentes aplicações de Inteligência Artificial (IA) generativa são capazes de criar novos conteúdos em texto, imagens, áudios, vídeos e códigos para software. Por se tratar de um tipo de tecnologia de uso geral, a IA tende a ser utilizada para remodelar vários setores da economia, com impactos políticos e sociais, assim como aconteceu com a adoção da máquina a vapor, da eletricidade e da informática. Pesquisas recentes demonstram que a IA generativa aumenta a qualidade e a eficiência da produção de atividades típicas dos trabalhadores de colarinho branco, aqueles que exercem funções administrativas e gerenciais nos escritórios. Também traz maior produtividade nas relações de suporte ao cliente, acelera tarefas de programação e aprimora mensagens de persuasão para o marketing. O revólver patenteado pelo americano Samuel Colt, em 1835, ficou conhecido como o "grande equalizador". A facilidade do seu manuseio e a possibilidade de atirar várias vezes sem precisar recarregar a cada disparo foram inovações tecnológicas que ampliaram a possibilidade individual de ter um grande potencial destrutivo em mãos, mesmo para os que tinham menor força física e costumavam levar desvantagem nos conflitos anteriores. À época, ficou famosa a frase: Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais. Não fazemos aqui uma apologia às armas. A alegoria que usamos é apenas para ressaltar a necessidade de investir na formação de pessoas que sejam capazes de usar a IA generativa de forma crítica, criativa e que gerem resultados humanamente enriquecidos. Para não se tornarem vítimas das mudanças que sobrevirão no mundo do trabalho. A IA generativa é um meio viável para equalizar talentos humanos, pois pessoas com menor repertório cultural, científico ou profissional serão capazes de apresentar resultados melhores se souberem fazer bom uso de uma biblioteca de prompts. Novidade e originalidade tornam-se fenômenos raros e mais bem remunerados. A disseminação da IA generativa tende a diminuir a diversidade, reduz a heterogeneidade das respostas e, consequentemente, ameaça a criatividade. Maior padronização tem a ver com a automação do processo. Um resultado que seja interessante, engraçado ou que chama atenção pela qualidade acima da média vai passar a ser algo presente somente a partir daqueles que tiverem capacidade de ir além do que as máquinas são capazes de entregar. No caso dos estudantes, a avaliação da aprendizagem precisa ser rápida e seriamente revista. A utilização da IA generativa extrapola os conceitos usualmente associados ao plágio, pois os produtos são inéditos – ainda que venham de uma bricolagem semântica gerada por algoritmos. Os relatos dos professores é que os resultados melhoram, mas não há convicção de que a aprendizagem realmente aconteceu, com uma tendência à uniformização do que é apresentado pelos discentes. Toda Instituição Educacional terá as suas próprias IAs generativas. Assim como todos os professores e estudantes. Estarão disponíveis nos telefones celulares, computadores e até mesmo nos aparelhos de TV. É um novo conjunto de ferramentas de produtividade. Portanto, o desafio da diferenciação passa a ser ainda mais fundamental diante desse novo "grande equalizador". Se há mantenedores ou investidores sonhando com a completa substituição dos professores por alguma IA já encontramos pesquisas que demonstram que o uso intensivo da Inteligência Artificial leva muitos estudantes a reduzirem suas interações sociais formais ao usar essas ferramentas. As evidências apontam que, embora os chatbots de IA projetados para fornecimento de informações possam estar associados ao desempenho do aluno, quando o suporte social, bem-estar psicológico, solidão e senso de pertencimento são considerados, isso tem um efeito negativo, com impactos piores no sucesso, bem-estar e retenção do estudante. Para não cair na vala comum e correr o risco de ser ameaçado por quem faz uso intensivo da IA será necessário se diferenciar a partir das experiências dentro e fora da sala de aula – online ou presencial; humanizar as relações de ensino-aprendizagem; implementar metodologias que privilegiem o protagonismo dos estudantes e fortaleçam o papel do docente no processo; usar a microcertificação para registrar e ressaltar competências desenvolvidas de forma diferenciada, tanto nas hard quanto soft skills; e, principalmente, estabelecer um vínculo de confiança e suporte ao discente que o acompanhe pela vida afora – ninguém mais pode se dar ao luxo de ter ex-alunos. Atenção: esse artigo foi exclusivamente escrito por um ser humano. O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço "Políticas e Justiça" da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Luciano Sathler foi "O Ateneu" de Milton Nascimento.
Descubra como a BNCC da Computação fortalece o protagonismo das Secretarias Municipais de Educação na promoção da conectividade, inclusão digital, redução das desigualdades e desenvolvimento regional. Implementar a BNCC da Computação pode abrir espaços de articulação intersetorial entre várias secretarias municipais e outros órgãos públicos, associações formadas por lideranças locais, diferentes organizações sem fins lucrativos, cabendo à Secretaria Municipal de Educação o protagonismo nesse processo de ampliação da inclusão produtiva e desenvolvimento regional. Por menor que seja a população de um município, as competências a serem desenvolvidas com a BNCC da Computação servem como base para o fortalecimento da cidadania, a melhora da prestação de serviços públicos e o desenvolvimento de arranjos produtivos que ampliem a renda de pessoas ou empresas. Uma das principais razões para a evasão no Ensino Médio é a falta de esperança Dominar as competências previstas pela BNCC da Computação é abrir novos caminhos para um jovem que está com dificuldade de enxergar um destino mais promissor, especialmente se a sua origem estava num contexto precário e historicamente empobrecido. A baixa mobilidade intergeracional está calcada na desigualdade brasileira, algo a ser endereçado não apenas com o acesso à escola, mas também na criação de novas possibilidades de trabalho digno, tanto no contexto local quanto nas conexões que podem chegar a outras regiões e países. Atualmente, muitos jovens consideram que trabalhos na informalidade geram renda maior, mais rápida e com maior flexibilidade, sem necessariamente exigirem o diploma de Ensino Médio. Um imediatismo que pode levar à precariedade e a futuros pouco promissores. Um nível básico de "alfabetização digital" é necessário para utilizar eficazmente recursos digitais, como serviços financeiros, ferramentas online para a produção agropecuária ou para trabalhar em plataformas de trabalho baseadas em localização, como aplicativos de transporte ou serviços de entrega. Porém, somente níveis mais avançados de competências digitais permitem que os trabalhadores participem com sucesso em indústrias digitais ou plataformas de trabalho online, utilizadas para oferecer e fornecer tarefas que podem ser completadas no mundo digital e remotas. A demanda por competências digitais é, portanto, heterogênea. Ela varia entre setores e ocupações, bem como entre regiões com diferentes condições tecnológicas iniciais e níveis de competências desenvolvidas. Mesmo um município pequeno, no interior de um estado mais empobrecido, pode melhorar seus indicadores socioeconômicos ao contar com uma força de trabalho que tenha desenvolvido competências digitais, que entenda as vocações regionais e consiga viabilizar mais renda para pequenos negócios ou cooperativas no estabelecimento de novas cadeias produtivas. O desafio da conectividade significativa Priorizar a BNCC da Computação exige concatenar recursos e políticas de âmbito federal, estadual e no município para fazer frente a um desafio que pode ampliar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para aproveitar os saltos que a tecnologia tem condições de proporcionar. Uma escola conectada* tem acesso à energia elétrica; um serviço de banda larga de boa qualidade para conexão à internet por vários usuários ao mesmo tempo, distribuição do sinal wi-fi com capacidade suficiente nos ambientes pedagógicos e administrativos e a disponibilidade de dispositivos em quantidades e tipologias adequadas para assegurar o uso continuado por professores, gestores, estudantes e corpo técnico-administrativo. A segurança patrimonial da escola precisa ser garantida com o apoio de outros órgãos públicos e a própria comunidade. A iluminação, o conforto térmico, a ventilação e a ergonomia nos ambientes escolares são fatores que não podem ser deixados de lado. Para dar conta dessa complexidade são necessários esforços intersetoriais. A intersetorialidade é a articulação de diferentes setores, saberes e experiências da gestão pública com o objetivo de planejar, executar e avaliar políticas conjuntas. Trata-se de atuar em rede, resolvendo problemas complexos por meio de ações integradas. Uma articulação que deve contemplar também agentes privados, especialmente associações de classe, cooperativas e outras organizações sem fins lucrativos. Conectividade significativa** envolve o provimento de uma conectividade que seja de qualidade, com velocidade adequada e sem barreiras que limitem o uso da Internet, como a imposição de franquia de dados. É permitir que as pessoas aproveitem plenamente os recursos online de forma efetiva, com o uso e o desenvolvimento de competências digitais, a segurança e a privacidade no ambiente virtual. Competências digitais, redução da pobreza e ampliação dos direitos Há várias pesquisas acadêmicas*** que demonstram os impactos na redução da pobreza quando as pessoas em situação de vulnerabilidade ou da classe média baixa passam a dominar competências digitais, o que inclui a manipulação de hardwares e softwares. Ao proporcionar oportunidades que promovem o progresso social e incentivam a inclusão social, as tecnologias contribuem com o crescimento econômico, a inclusão financeira, a geração de empregos, o acesso à saúde, educação, democracia e governança inclusiva. Além disso, as competências digitais podem aumentar a produtividade das empresas ou cooperativas, melhorar a coordenação de mercado, fortalecer o capital social e humano, ao propiciarem o compartilhamento eficiente de informações e ideias, permitindo que as organizações encontrem formas inovadoras de combinar fatores de produção: trabalho, capital físico e humano. Um/a secretário/a municipal de educação que encarar o desafio de cooperar nessa articulação intersetorial, a partir da BNCC da Computação, certamente vai ampliar a vitrine de realizações da prefeitura, além de assumir um papel de liderança que dará o devido destaque à educação como fundamento de mudança positiva na vida das pessoas.
Número de domicílios com dispositivo inteligente chega a 15,4 milhões
No País, dos 76,0 milhões de domicílios onde havia utilização de Internet, 15,4 milhões (20,2%) possuíam algum tipo de dispositivo inteligente, um aumento de 2,1 milhões de domicílios (ou 2,2 p.p.) entre 2024 e 2025. No início da série, em 2022, esse quantitativo era de 9,7 milhões (14,3%). Em setores rurais, o percentual foi consideravelmente inferior ao urbano, 11,5% contra 21,2%, apesar do maior crescimento no último ano para domicílios rurais (2,7 p.p.).
Levantamento com mais de 125 mil ofertas coletadas em sites de educação e na plataforma QueroBolsa, mostra estratégias opostas nas matrículas do segundo semestre: Yduqs aumenta mensalidades em até 27,5%; Cogna corta 9,4%
Desenvolvido de forma colaborativa pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e instituições que integram a Coalizão Tec Educação, Fundação Telefônica Vivo, Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), Instituto Natura e MegaEdu, o “Guia de Conectividades e BNCC Computação nos currículos municipais” é uma ferramenta prática para apoiar gestores e educadores na inclusão da Computação nos currículos escolares, em alinhamento com a BNCC.
O material apresenta os passos para incluir a Computação na grade curricular e seu uso pedagógico, seja como componente curricular ou de forma transversal. Além de oferecer orientações sobre conectividade, infraestrutura tecnológica e formação docente.
O Marco Conceitual de Inteligência Artificial na Educação apresenta o posicionamento da Fundação Telefônica Vivo sobre o papel da IA na transformação da educação pública brasileira.
O documento parte do entendimento de que a Inteligência Artificial já faz parte do cotidiano e tem potencial para impactar profundamente os processos de ensino e aprendizagem, desde a personalização do aprendizado até o apoio às decisões pedagógicas, sempre com as relações humanas no centro.
Organizado em diferentes frentes de análise, o material traz um diagnóstico do contexto educacional brasileiro, discute oportunidades e desafios do uso da IA e propõe caminhos para sua integração de forma responsável, ética e alinhada às necessidades da educação pública.
O Marco também apresenta a visão da Fundação para a escola que queremos: centrada nas relações humanas, voltada ao desenvolvimento de competências para a vida e comprometida com inclusão e equidade.
Por outro lado, Sílvia defende que as mudanças do NEM fizeram com que os alunos ficassem mais perdidos diante de um ensino médio “nebuloso”. “No momento em que o ensino médio se propôs a mudar, foram muitos movimentos diferentes, tenho a impressão que os alunos não entendem mais o que é. Antes, como era um modelo muito rígido, pelo menos os jovens sabiam o que é que a escola iria lhes oferecer, mas hoje fica um ambiente nebuloso, não entendem como se ajustar a esse novo projeto da escola.”
“É claro que muitos aderiram, a gente não pode generalizar, mas eu acho que esses jovens que escapam são jovens justamente que não se veem nesse modelo educacional. Acredito que a escola deveria se abrir mais, alguns exemplos seriam campeonatos esportivos, exposições artísticas, projetos sociais ou festivais de música, justamente para criar na escola um ambiente de convivência, discussão, diálogo, reflexão e um espaço no qual o jovem sentisse que ele pode criar, fazer e, principalmente em grupos colaborativos, participar de movimentos de pesquisa, trabalho etc.”, comenta Sílvia.
Menos da metade das crianças brasileiras está na creche. Dificuldade no acesso é um dos principais obstáculos no alcance da meta do Plano Nacional de Educação
Apenas 10% dos jovens têm a graduação como primeira opção quando consideram as opções para o futuro. É o que mostra a 3ª edição da pesquisa Decisões e Influências: a Jornada do Jovem para o Ensino Superior, realizada pela Globo e divulgada nesta terça-feira (28).
A pesquisa online ouviu mil pessoas que pretendem ingressar no ensino superior, de 16 a 29 anos, de todas as regiões do país, entre outubro de 2025 e janeiro de 2026.
Na ocasião, todos os entrevistados haviam cursado, estavam cursando ou queriam cursar o ensino superior. Dentre eles:
27% estão terminando o ensino médio para ingressar, pela primeira vez, no ensino superior. 27% concluíram o ensino médio e, na época, optaram por não cursar uma graduação. 19% já se formaram em outra graduação, mas resolveram fazer um novo curso. 17% estão cursando uma graduação, mas querem trocar antes de concluir. 10% trancaram a graduação que faziam, mas agora pretendem retomar.
Vídeos em alta no g1
No entanto, a grande maioria (90%) não considerou a graduação como primeira alternativa, e o ensino superior aparecia em outras colocações de prioridade. Para essa parcela, os principais objetivos eram:
Empreender ou abrir o próprio negócio: 28% Ingressar diretamente no mercado de trabalho: 27% Fazer um curso técnico: 27% Realizar cursos livres ou de curta duração: 24% Prestar concurso público ou seguir carreira militar: 23% Fazer intercâmbio ou viajar antes de decidir: 15% Administrar ou trabalhar nos negócios da família: 12% Seguir carreira como influenciador: 12% Desenvolver carreira como autodidata: 11% Virada de chave Mesmo que, inicialmente, o ensino superior não fosse o objetivo principal de boa parte dos entrevistados, o cenário mudou:
40% das pessoas afirmam que, mesmo após concluir a graduação, é fundamental continuar estudando. 38% acreditam que as oportunidades profissionais surgem para pessoas capacitadas, independentemente do tipo de curso que escolham fazer. Além disso, 9 em cada 10 jovens afirmaram que pretendem fazer outro curso, além da graduação, no próximo ano. As principais escolhas foram por curso de idiomas online (43%) ou presencial (30%), e cursos livres online (43%) ou presenciais (33%).
Para aqueles que têm interesse em cursos livres, as principais alternativas são:
Idiomas: 42% Finanças e Contabilidade: 37% Tecnologia, Desenvolvimento e Software: 36% Desenvolvimento pessoal: 34% Negócios: 33% Marketing: 31% Saúde e fitness: 27% Ferramentas específicas: 27% Gastronomia: 22% Preparatório para Enem ou Vestibular: 21%
a Revista USP traz agora “Tempos e Espaços de Formação”, uma espécie de continuação (ou seria expansão?) daquele dossiê de 2023. A diferença é que, enquanto ali o tema era tratado de forma indireta, a partir da visão de autores que pensaram o universo escolar, então evocados como matrizes teóricas, aqui a proposta é ainda mais contundente, a ponto de se pretender reinventar o tempo e o espaço da escola, o que levaria, nas palavras dos organizadores, a refletir sobre a própria essência da educação. Os instrumentos dos quais se valem os artigos não são necessariamente os mais ortodoxos, tais como a viagem, a releitura, o relato de vida ou mesmo a literatura de autoajuda. O resultado é um conjunto de textos que dialoga com inúmeras possibilidades de ensino, estendendo a experiência formativa para além dos muros e das horas escolares.
O estudo inédito revela as principais lacunas de qualificação e outros desafios que as organizações enfrentam para preencher as vagas no setor Resultados reforçam a importância de iniciativas como o programa social Ford , criado para capacitar pessoas em situação de vulnerabilidade para atender às demandas do mercado O Ford já formou mais de 1.000 alunos desde 2022 e está com inscrições abertas para novas turmas em São Paulo O mercado de tecnologia no Brasil enfrenta um cenário desafiador: 98% das empresas têm dificuldade para encontrar profissionais qualificados, uma realidade que freia o crescimento e a inovação. Esse dado é um dos destaques da pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências”, desenvolvida pela Ford em parceria com o Datafolha, um dos mais renomados institutos de pesquisa do Brasil.
No estudo, foram entrevistados 250 líderes de RH e Tecnologia da Informação de médias e grandes empresas para compreender os principais desafios e tendências do setor. A amostra abrange profissionais responsáveis por contratações em todas as regiões do país, em segmentos como tecnologia, varejo, serviços, educação, finanças e saúde.
“Os dados revelados por este estudo inédito com o Datafolha reforçam que o descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados é um dos grandes desafios do mercado hoje. Na Ford, acreditamos que enfrentar esse cenário exige democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico conectado às demandas do mercado”, comenta Pamela Paiffer, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul.
Para enfrentar esse desafio, a Ford criou o Ford , programa social de capacitação em tecnologia que já soma mais de 1.000 alunos formados desde 2022. “O programa foi desenhado para servir como uma ponte, capacitando talentos em situação de vulnerabilidade com as habilidades que as empresas buscam. O propósito dessa pesquisa é justamente identificar as lacunas de competências que o mercado apresenta e aprimorar o conteúdo do curso para acompanhar essa evolução”, completa Pamela.
Lacunas de qualificação A pesquisa revela que a dificuldade em encontrar profissionais na área de tecnologia é quase unânime no Brasil. Para 72% das empresas, a falta de conhecimento técnico é um dos principais desafios enfrentados, seguido pela ausência de experiência (54%), o que acende um alerta sobre a formação e o desenvolvimento de talentos no país.
Consequentemente, o tempo para preencher vagas se estende. Apenas 14% das empresas conseguem fazer a contratação em menos de um mês, enquanto 50% levam entre um e dois meses, 24% demoram de dois a três meses e 11% chegam a exceder quatro meses de busca. O LinkedIn consolida-se como a principal ferramenta de recrutamento para 60% das organizações.
Além da competência técnica Quando o assunto são as habilidades técnicas, a pesquisa aponta que as posições mais difíceis de preencher são as de especialistas em IA (35%) e engenheiros de software (31%). Em linha com essa demanda, conhecimentos em Segurança da Informação (30%) e Inteligência Artificial e Machine Learning (29%) são os mais escassos.
Porém, ter competência técnica já não é suficiente. A pesquisa destaca que 37% das empresas frequentemente, ou sempre, rejeitam candidatos tecnicamente aptos devido à falta de “soft skills”. As habilidades comportamentais mais difíceis de encontrar são Inteligência Emocional (36%) e Pensamento Crítico e Capacidade de Resolver Problemas (33%). Outro ponto crítico é o idioma: 78% das empresas desclassificam candidatos que não possuem domínio do inglês.
"A pesquisa mostra que precisamos ir além da qualificação técnica. A demanda por habilidades como inteligência emocional e pensamento crítico é imensa e continuará crescendo. Com o Ford , focamos em uma formação abrangente que prepara o indivíduo não apenas para a atuação técnica, mas para os desafios de um mercado em constante evolução", diz Fernanda Ramos, diretora de Recursos Humanos da Ford América do Sul.
Geração Z no setor tech O estudo também revela as prioridades da Geração Z e os desafios da diversidade. Segundo as empresas entrevistadas, para esses jovens talentos o salário (53%), a flexibilidade na jornada de trabalho (49%) e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (39%) são os principais fatores na hora de decidir onde trabalhar. Paralelamente, 93% das companhias admitem ter dificuldades em encontrar candidatos de grupos sub-representados, o que reforça a relevância de programas como o Ford , que oferece oportunidades de qualificação para pessoas em condição de vulnerabilidade.
O futuro do trabalho e IA Projetando os próximos dois anos, a Inteligência Artificial é citada por 46% das empresas como o principal motor de mudança no mercado de tecnologia. A necessidade de qualificação profissional aparece em segundo lugar (29%), seguida por inovações tecnológicas (17%). A pesquisa prevê ainda que as “soft skills” serão as habilidades mais difíceis de encontrar no futuro (citadas por 50% das empresas), superando as “hard skills” (44%).
“A pesquisa mostra que a Inteligência Artificial já está mudando o mercado, mas para que ela entregue valor real é preciso ter dados organizados, contexto e profissionais preparados para transformar informação em decisão. Quando vemos que IA, Machine Learning e Segurança da Informação estão entre as áreas mais difíceis de contratar, fica claro que o desafio das empresas é duplo: investir em tecnologia e, ao mesmo tempo, desenvolver talentos e fortalecer sua base de dados”, diz Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul.
O Roda Viva recebe, nesta segunda-feira (29), o escritor, pesquisador e ativista norte-americano Peter Schmidt. Cofundador do coletivo internacional Amigos da Atenção e diretor da Strother School of Radical Attention, sediada no bairro do Brooklyn, em Nova York (EUA), Schmidt propõe o chamado "ativismo da atenção" contra a soberania das big techs. O autor defende o resgate de espaços de encontro sem telas para combater o "human fracking" - termo que compara a mineração da subjetividade humana à extração agressiva de petróleo. Schmidt acaba de lançar o livro Attensity! A Manifesto of the Attention Liberation Movement, obra escrita a 60 mãos que alerta sobre como a indústria digital fragmenta a cognição e põe em risco a própria democracia. 00:00 - Introdução 04:31 - Origens da Economia da Atenção 08:10 - O Espetáculo na Vida Política 12:37 - Algoritmos versus Mídias Tradicionais 14:47 - Metáfora do Fracking Humano 19:29 - Impactos nas Crianças e Santuários 22:21 - Inteligência Artificial e Exploração 25:58 - Colonialismo Digital das Big Techs 28:44 - Justiça e Direitos Atencionais 33:24 - Ativismo, Mobilização e Comunidade 40:20 - Mudanças Sistêmicas na Sociedade 43:50 - Desafios da Regulação de Dados 53:38 - Escola de Atenção Radical 56:47 - Relação entre Arte e Humanidade 01:11:44 - Tecnologia nos Espaços de Aprendizagem #RodaViva #TVCultura #SomosCultura
Documento apresenta referências nacionais para apoiar estados e municípios na construção de políticas voltadas às lideranças escolares. Evento de lançamento foi transmitido na quarta-feira (1º), no canal do MEC no YouTube
A inteligência artificial não chegou batendo à porta. Ela simplesmente já estava dentro, nos celulares dos alunos, nos planejamentos dos professores, nas ferramentas de gestão escolar. Segundo pesquisa da Fundação Itaú, 84% dos estudantes e 79% dos professores brasileiros já utilizaram IA. A OCDE acrescenta que o Brasil é o nono país do mundo onde mais professores utilizam IA no trabalho, 56%, contra 36% da média global. A tecnologia não é mais uma ameaça no horizonte. Ela já é o cotidiano. As instituições brasileiras têm demonstrado atenção crescente a esse cenário. Da Política Nacional de Educação Digital (2023), que estruturou a inclusão e a formação digital como políticas públicas, até o PL 2338/2023, marco regulatório da IA no país, que classifica aplicações educacionais como de alto risco e exige supervisão humana, avaliação de impacto e vedação a usos manipulatórios. Isso demonstra que o Brasil tem construído um arcabouço legislativo progressivo. O passo mais recente é o PL 2129/2025, que propõe tornar a IA tema transversal na educação básica. Em março deste ano, o Conselho Nacional de Educação aprovou diretrizes que reafirmam o que educadores já sabem: a tecnologia potencializa, mas não substitui o professor, tampouco a escola. As escolas já viveram esse dilema antes com a chegada da calculadora, do computador e das plataformas de ensino a distância. Cada nova ferramenta chegou carregando, junto com suas promessas, o temor de atrapalhar séculos de estruturação pedagógica. Mas a história mostrou, repetidamente, que as ferramentas não substituem o educador e o ambiente escolar, elas revelam, com ainda mais clareza, o quanto ele é insubstituível. O que define o valor de qualquer tecnologia não é a ferramenta em si, mas a intencionalidade pedagógica de quem a conduz. E com a inteligência artificial não é diferente. A escola que já soube fazer a curadoria de tantas outras transformações tecnológicas está, mais do que nunca, convocada a fazer o mesmo aqui. O caminho não é o da resistência nem o da deslumbrada adesão tecnológica. É o da formação, da orientação e da liderança pedagógica. Para que isso aconteça, a formação dos professores torna-se condição indispensável. Como defende Rafael Parente em seu livro Professor Ampliado, a inteligência artificial não deve ser vista como substituta do docente, mas como um instrumento capaz de ampliar sua capacidade de planejar, personalizar experiências de aprendizagem, acompanhar o progresso dos estudantes e criar oportunidades educacionais mais significativas. O professor continua sendo o elemento central do processo educativo, agora potencializado por novas ferramentas. Ao mesmo tempo, a expansão da IA na educação exige marcos regulatórios sólidos. Sistemas que influenciam trajetórias educacionais, produzem recomendações de aprendizagem ou analisam dados de estudantes precisam operar sob princípios de transparência, proteção de dados, supervisão humana e equidade. A inovação só será verdadeiramente benéfica se caminhar lado a lado com a responsabilidade. A escola sempre foi o espaço onde a sociedade aprende a conviver com as transformações do seu tempo. Diante da inteligência artificial, sua missão permanece a mesma, formar cidadãos capazes de usar a tecnologia de maneira ética, crítica e criativa. Com professores bem preparados e uma regulação adequada, a IA pode deixar de ser apenas uma inovação tecnológica para se tornar uma poderosa aliada da aprendizagem e do desenvolvimento humano. O futuro continuará sendo construído por pessoas e a educação seguirá sendo o lugar onde elas aprendem a construí-lo.
A OpenAI discutiu a possibilidade de ceder uma participação de 5% ao governo dos Estados Unidos, enquanto a startup de inteligência artificial avaliada em US$ 852 bilhões (R$ 4,45 trilhões) busca superar obstáculos políticos garantindo o envolvimento financeiro do governo Trump. Sam Altman, CEO da criadora do ChatGPT, argumentou que dar ao público uma participação financeira na empresa é a melhor forma de compartilhar os benefícios da IA e sugeriu uma participação desse tamanho em conversas iniciais com o governo, segundo duas pessoas familiarizadas com as negociações. O acordo proposto envolveria outras empresas americanas de IA cedendo uma participação semelhante, embora não esteja claro se os outros laboratórios estariam dispostos a fazer o mesmo.
De acordo com pesquisas do Pew Research Center, em 1999, 68% da população estava satisfeita com a sua situação financeira e cerca de 69% viam uma conexão entre o sucesso e o trabalho árduo - garantia de que, ao final de alguns anos, o esforço seria recompensado em algum investimento concreto. No início dos anos 2000, essa ideia começa a encontrar alguma resistência. Uma pesquisa da New Dream revelou que, em 2004, apenas 34% da população fazia essa mesma correlação entre trabalho duro e prosperidade. Esse mesmo estudo também afirma que 62% da população já acreditava que o sonho americano era mais difícil de alcançar em sua geração do que na geração de seus pais.
As crises enfrentadas pelos EUA ainda ajudaram a mudar de vez o significado do sonho americano no século XXI. Em 2008, no colapso da bolha imobiliária no país, os americanos viram o principal símbolo do seu sonho ruir. Com a alta dos juros e a queda do preço dos imóveis, as garantias de empréstimos dos americanos perdeu valor da noite para o dia. Com isso, muitas famílias tiveram suas casas tiradas de si, acumulando dívidas que se estenderam por anos.
Mais de 2,3 milhões de residências receberam uma notificação para tomada do imóvel em 2008, mais que o triplo do registro do ano anterior, segundo o Pew Research Center. De acordo com o Federal Reserve Bank of Chicago, como consequência direta da crise imobiliária, mais de 6 milhões de famílias perderam as suas casas - mesmo após sete anos, em 2015, apenas 50% desses lares foram recuperados.
A pesquisa “A chegada da IA na educação na América Latina: em construção” apresenta um panorama das primeiras iniciativas que estão sendo desenvolvidas na região para entender as direções, os ritmos e os significados das transformações tecnológicas no processo de ensino e aprendizagem.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta quinta-feira (26/02), os resultados do Censo Escolar 2025, pesquisa anual que coleta informações sobre as instituições de ensino, turmas, alunos e profissionais da Educação Básica no país.
Em 2025, foram contabilizadas 46 milhões de matrículas nas 178,8 mil escolas de Educação Básica no Brasil. Entre os anos de 2024 e 2025, a rede pública teve uma redução de 2,1%.
“Os artigos aqui apresentados buscam mapear as tradições, as permanências e as inovações que moldam o desenvolvimento profissional e pessoal de educadores, intelectuais e estudantes.” É o que escrevem a professora Katiene Nogueira da Silva e o professor Roni Cleber Dias de Menezes, ambos da Faculdade de Educação da USP, na apresentação do dossiê Tempos e Espaços de Formação, publicado na edição 149 da Revista USP, que acaba de ser lançada. O dossiê reúne seis artigos que questionam tempos e espaços de formação humana e, ao fazer isso, refletem sobre a própria essência da educação, como afirmam Katiene e Menezes. “O resultado é um conjunto de textos que dialoga com inúmeras possibilidades de ensino, estendendo a experiência formativa para além dos muros e das horas escolares”, escreve no editorial o jornalista Jurandir Renovato, editor da publicação. A nova edição da Revista USP – publicação trimestral da Superintendência de Comunicação Social (SCS) da USP – está disponível gratuitamente no Portal de Revistas USP.
O dossiê é aberto pela professora Denice Barbara Catani, também da Faculdade de Educação da USP, com uma reflexão sobre os sentidos no ato da releitura a partir das ideias do escritor e crítico literário francês Émile Faguet (1847-1916) e da historiadora francesa Laure Murat, que ela expõe no artigo Reler: Transitar entre Tempos e Obras. “A releitura aprofunda a compreensão, amplia o prazer estético e permite comparar quem fomos e quem somos. Em tempos acelerados, reler torna-se resistência: uma prática que sustenta a atenção, a memória e a construção de si”, escreve Denice Catani. A professora faz uma relação entre a releitura e o ato de estudar com base nos livros A Arte de Ler, de Faguet, e Relire – Enquête sur Une Passion Littéraire, de Murat.
Teria havido uma expansão sem precedente nas taxas de frequência das populações ao ensino superior. Dos 100 milhões de estudantes de faculdades existentes no ano de 2000, saltamos para um conjunto de 269 milhões de estudantes de ensino superior em 2024. Esse nível de democratização de ensino não foi, porém, acompanhado da diminuição dos níveis de desigualdade entre as várias regiões do mundo. Mais do que isso, não foi também acompanhado da mesma proporção se pensarmos os índices de permanência e de conclusão dos cursos.
Entre sonhos e expectativas, escolher uma graduação é uma grande e, muitas vezes, difícil decisão. Mas o que realmente importa na hora de escolher a vida profissional? A pesquisa exclusiva da Globo, Decisões e influências: a jornada do jovem para o ensino superior, investiga e traz insights decisivos para entender essa decisão. O que dizem os jovens que querem ingressar no ensino superior Do desejo à escolha, o estudo revela percepções sobre instituições de ensino, o papel da mídia e fatores centrais para futuros universitários. 70% dizem que campanhas de instituições de ensino superior na TV, durante períodos como ENEM e vestibulares, influenciam sua decisão; 49% têm os pais como principais influenciadores nas decisões relacionadas à educação; 52% colocam o ENEM como método pretendido para ingresso no ensino superior; 31% apontam saúde e bem-estar entre as áreas de graduação mais consideradas.
A grande maioria das empresas brasileiras (98%) tem dificuldade para encontrar profissionais de tecnologia qualificados. Esse é um dos destaques da pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências”, desenvolvida pela Ford em parceria com o Datafolha.
O levantamento foi divulgado nesta quinta (23) em evento na sede da Ford no Brasil, em São Paulo. Foram entrevistados 250 líderes de RH e tecnologia da informação de empresas de todos os portes para compreender os desafios do setor.
Sete em cada dez empresas consultadas dizem a falta de conhecimento técnico é uma das principais dificuldades enfrentadas. Em seguida, aparece a ausência de experiência, citada por 54% das companhias.
Ao mesmo tempo, a pesquisa aponta que 37% das empresas frequentemente rejeitam candidatos tecnicamente aptos devido à falta de soft skills. Nesse sentido, metade das empresas acredita que as soft skills serão ainda mais difíceis de se encontrar no futuro. “As empresas procuram por profissionais completos”, diz Paulo Alves, gerente de pesquisa do Instituto Datafolha. A habilidade comportamental mais difíceis de encontrar, de acordo com o levantamento, é a inteligência emocional (36%), além do pensamento crítico e da capacidade de resolver problemas (33%).
Jogo de tênis ganha novo espaço na agenda de executivos A avaliação de desempenho virou teatro corporativo Roblox tem novo gerente geral para a América Latina Para Fernanda Ramos, diretora de recursos humanos da Ford na América do Sul, estes desafios não se aplicam apenas à área de tecnologia. Ela também observa que uma das dificuldades no treinamento das competências se dá pela velocidade nos avanços do setor. “As habilidades de hoje não são as mesmas de amanhã”, destaca.
Pesquisa aponta dificuldade generalizada para preencher vagas de tecnologia — Foto: Rafaela Zampolli Raphael Henrique, gerente regional LatAm do Top Employers Institute, e Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford na América do Sul, reforçam a análise de Ramos. “Estamos falando da velocidade que a tecnologia está mudando versus a velocidade da capacitação dos profissionais”, declara Henrique. Já Brighenti complementa dizendo que a IA muda em uma velocidade maior do que a nossa capacidade de lidar com ela.
O levantamento também avaliou o tempo de preenchimento das vagas. Segundo a análise, 14% das empresas conseguem fazer a contratação em menos de um mês, enquanto 50% levam entre um e dois meses, 25% demoram de dois a três meses e 11% chegam a exceder quatro meses de busca.
O LinkedIn consolida-se como a principal ferramenta de recrutamento para 60% das organizações entrevistadas; 16% dos selecionados vêm de indicações; e 15% dos contratados chegam a partir de currículos anexados em banco de talentos.
Quando o assunto são as habilidades técnicas, a pesquisa aponta que as posições mais difíceis de preencher são as de especialistas em IA (35%), engenheiros de software (31%), desenvolvedores (21%), analista de dados (18%) e engenheiros de nuvem (18%). Já as hard skills mais escassas são conhecimentos em segurança da informação (30%) e IA aliada ao machine learning (29%).
Outro ponto destacado pela pesquisa é o idioma. Ao todo, 78% das empresas relatam desclassificar candidatos que não possuem domínio do inglês. “É um número bastante relevante e há décadas vejo isso como uma situação complicada de se resolver no mercado do Brasil", afirma Alves.
Para Rodrigo Stefanini, CEO do Stefanini Group para América Latina e Espanha, o conhecimento da língua inglesa deixou de ser um diferencial e os impactos da falta deste domínio são comprovados pela pesquisa. Em relação às empresas, o executivo questiona a necessidade da fluência para cargos de entrada e sugere mais estratégia no momento de exigir a habilidade.
O estudo também revela as prioridades da geração Z. Para os jovens recém-chegados ao mercado de tecnologia, o salário (53%), a flexibilidade na jornada de trabalho (49%) e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (39%) são os principais fatores na hora de decidir onde trabalhar.
Quase a totalidade das empresas brasileiras enfrenta dificuldades para contratar profissionais de tecnologia. É o que aponta um levantamento inédito feito pelo Datafolha em parceria com a Ford. Foram entrevistados 250 líderes de Recursos Humanos e Tecnologia de médias e grandes companhias de todas as regiões do Brasil. São profissionais responsáveis pela contratação nas áreas de tecnologia, varejo, serviços, educação, finanças e saúde.
Segundo o estudo, 98% das empresas relatam entraves na hora de preencher vagas, um cenário que pode limitar o crescimento e a capacidade de inovação das organizações. A pesquisa, intitulada "Mercado de Trabalho Tech: Raio X e Tendências", traça o retrato de um setor aquecido, mas ainda incapaz de formar profissionais na velocidade exigida.
Programa social da Ford já formou 1.000 alunos em tecnologia no Brasil desde 2022. - Eduardo Tarran/Divulgação A principal barreira apontada é a falta de conhecimento técnico, citada por 72% dos entrevistados. Em seguida, aparecem a ausência de experiência prática (54%) e lacunas em competências comportamentais. O resultado é um processo de contratação mais lento: apenas 14% das empresas conseguem preencher vagas em menos de um mês, enquanto metade leva entre um e dois meses.
"Os dados revelados por este estudo inédito com o Datafolha reforçam que o descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados é um dos grandes desafios do mercado hoje. Na Ford, acreditamos que enfrentar esse cenário exige democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico conectado às demandas do mercado", comenta Pamela Paiffer, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul.
"O programa Ford , criado em 2022, foi desenhado para servir como uma ponte, capacitando talentos em situação de vulnerabilidade com as habilidades que as empresas buscam. O propósito dessa pesquisa é justamente identificar as lacunas de competências que o mercado apresenta e aprimorar o conteúdo do curso para acompanhar essa evolução", completa Pamela.
A dificuldade para encontrar profissionais se intensifica em áreas estratégicas. Funções como especialistas em inteligência artificial (35%) e engenheiros de software (31%) lideram a lista das mais difíceis de preencher. Entre as habilidades técnicas mais escassas estão segurança da informação (30%) e inteligência artificial e machine learning (29%).
Mas não é apenas o domínio técnico que preocupa. De acordo com o levantamento, 37% das empresas afirmam rejeitar com frequência candidatos tecnicamente qualificados por falta de habilidades socioemocionais. Inteligência emocional (36%) e pensamento crítico e capacidade de resolver problemas (33%) aparecem como as competências mais escassas.
"A pesquisa mostra que precisamos ir além da qualificação técnica. A demanda por habilidades como inteligência emocional e pensamento crítico é imensa e continuará crescendo. Com o Ford , focamos uma formação abrangente que prepara o indivíduo não apenas para a atuação técnica, mas para os desafios de um mercado em constante evolução", afirma Fernanda Ramos, diretora de Recursos Humanos da Ford América do Sul.
Outro fator de exclusão relevante é o domínio do inglês: 78% das empresas afirmam descartar candidatos que não possuem domínio do idioma, o que evidencia uma barreira adicional para profissionais em início de carreira ou oriundos de contextos mais vulneráveis.
GERAÇÃO Z E IA A pesquisa também revela o perfil dos trabalhadores mais jovens. Segundo as empresas entrevistadas, para esses jovens talentos, o salário (53%), flexibilidade na jornada de trabalho (49%) e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (39%) são os principais critérios na escolha de emprego. Ao mesmo tempo, 93% das empresas reconhecem dificuldade em contratar pessoas de grupos sub-representados, indicando um desafio persistente em diversidade e inclusão, o que reforça a importância de iniciativas como o Ford , que oferece oportunidade para esses grupos.
Ao serem questionados sobre as perspectivas para os próximos dois anos, 46% dos entrevistados apontaram a Inteligência Artificial como o principal motor de mudança no mercado de tecnologia. A necessidade de qualificação profissional aparece em segundo lugar (29%), seguida por menções a inovações tecnológicas (17%). A pesquisa ainda projeta que os soft skills serão as habilidades mais difíceis de se encontrar no futuro, citada por 50% dos ouvidos, seguida por hard skills (44%).
"A pesquisa mostra que a Inteligência Artificial já está mudando o mercado, mas para que ela entregue valor real, é preciso ter dados organizados, contexto e profissionais preparados para transformar informação em decisão. Quando vemos que IA, Machine Learning e Segurança da Informação estão entre as áreas mais difíceis de contratar, fica claro que o desafio das empresas é duplo: investir em tecnologia e, ao mesmo tempo, desenvolver talentos e fortalecer sua base de dados", complementa Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul.
FORD
A Ford, por meio do programa Ford , já atua ativamente para mitigar essa lacuna de talentos. Criado em 2022, o programa oferece formação gratuita em tecnologia a pessoas em situação de vulnerabilidade social, com cursos voltados a áreas como programação e análise de dados.
Desenvolvido em parceria com a Ford Philanthropy, a Global Giving, o SENAI-SP, o SENAI-BA e a Rede Cidadã, o projeto combina capacitação técnica com apoio financeiro para transporte e alimentação, além de acompanhamento social e encaminhamento ao mercado de trabalho.
A iniciativa, que começou em São Paulo, foi posteriormente expandida para a Bahia e outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Peru e Colômbia.
Desde o lançamento, o programa registrou mais de 15 mil inscritos e formou 1.000 alunos no Brasil, parte deles já empregada antes mesmo da conclusão dos cursos.
Atualmente, o Ford está com inscrições abertas até 3 de maio para o curso em São Paulo. São 40 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo site: https://www.ford.com.br/sobre-a-ford/ford-enter/.
A pesquisa realizada pelo Datafolha é um estudo quantitativo, feito por meio de questionário online de autopreenchimento pelos próprios profissionais. A margem de erro máxima é de 6 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
não há indícios nos dados de que a ia esteja custando o emprego de alguém neste momento”, disse Kevin Hassett, assessor da Casa Branca, em 11 de maio. Alguém deveria avisar a turma de formandos de 2026 dos Estados Unidos. “É sombrio”, disse um professor sobre o mercado de trabalho para graduados. A inteligência artificial é a vilã da vez. Em uma recente cerimônia de formatura na Flórida, um palestrante foi vaiado por mencioná-la. E não sem razão: nossa análise sugere que a ia pode, de fato, estar prejudicando as perspectivas de emprego de alguns graduados.
Um diploma universitário já não parece oferecer muita proteção contra o desemprego: recém-formados têm maior probabilidade de estarem desempregados do que a média dos americanos. A geração atual se sente particularmente pessimista. Menos de um quinto deles acredita que este seja um bom momento para encontrar um bom emprego — a menor porcentagem em mais de uma década, e bem abaixo da média dos americanos em geral, que é de mais de um quarto. A queda no recrutamento em universidades não ajuda. As vagas de emprego anunciadas no Handshake, uma plataforma de busca para estudantes universitários, estão 50% abaixo do pico de 2022.
Muitos suspeitam que a ia seja a culpada. Mais da metade dos empregadores afirma ter considerado substituir funcionários iniciantes por essa tecnologia. Uma pesquisa recente do Instituto de Política da Escola Kennedy da Universidade Harvard constatou que, da mesma forma, mais da metade dos jovens americanos vê a ia como uma ameaça às suas perspectivas de emprego.
Os economistas estão mais divididos. Um estudo de Erik Brynjolfsson, da Universidade de Stanford, e seus colegas, publicado em 2025, analisou o emprego entre jovens trabalhadores em áreas expostas à ia , como desenvolvimento de software. Os autores constataram uma queda de 16% em relação a setores menos expostos.
Mas um artigo publicado este ano por Zanna Iscenko e Fabien Curto Millet, dois economistas do Google, lança dúvidas sobre a ideia de que os trabalhadores jovens, em particular, estejam sendo substituídos pela ia . Eles descobriram que as vagas de emprego em ocupações expostas à ia diminuíram tanto para trabalhadores seniores quanto para juniores, e que essa tendência antecedeu o lançamento do Chat gpt no final de 2022. Outro estudo, de Morgan Frank, da Universidade de Pittsburgh, e seus colegas, mostrou que os resultados no mercado de trabalho pioraram para os funcionários expostos à ia , mas que essa tendência também começou antes do lançamento do Chat gpt .
gráfico: the economist A revista The Economist realizou sua própria análise, utilizando uma fonte de dados amplamente negligenciada: dez anos de pesquisas com recém-formados da Associação Nacional de Faculdades e Empregadores (National Association of Colleges and Employers). Anualmente, as universidades americanas perguntam aos seus novos ex-alunos se estão trabalhando, desempregados ou cursando pós-graduação. Com base em suas respostas, comparamos os resultados no mercado de trabalho em áreas com diferentes níveis de exposição à ia antes e depois da chegada de grandes modelos de linguagem.
Constatamos que os graduados em áreas mais expostas à ia sofreram resultados significativamente piores. Entre 2022 e 2024, os graduados no quintil menos exposto — que estudaram disciplinas como educação, filosofia e engenharia civil — viram sua taxa média de emprego em tempo integral cair apenas 1,5 ponto percentual. Já aqueles no quintil mais exposto — incluindo ciência da computação, engenharia da computação e ciência da informação — sofreram uma queda de 6,6 pontos percentuais (ver gráfico 1).
Atualizamos esses números para as áreas mais expostas, usando dados de 13 universidades, e constatamos que a tendência continuou para a turma de 2025 (veja o gráfico 2). A taxa de emprego em tempo integral caiu de quase 70% para 55% em três anos — notavelmente, nos três anos seguintes ao lançamento do Chat gpt em 2022. Antes disso, havia se mantido estável.
gráfico: the economist Os estudantes já estão mudando de rumo. Dados do National Student Clearinghouse, um grupo de pesquisa, mostram que a matrícula de alunos de graduação em ciência da computação caiu 11% em 2025. A matrícula em programação de computadores, que se concentra em habilidades de codificação em vez de teoria, caiu 26%.
O trabalho realizado por graduados em ciência da computação também está mudando. Menos tempo é gasto escrevendo código; mais tempo é dedicado ao projeto e à organização de sistemas de software em um nível mais elevado. Lana Yarosh, diretora de estudos de graduação em ciência da computação na Universidade de Minnesota, diz que entende as ansiedades dos alunos. “É sempre difícil quando as coisas mudam. Mas a ciência da computação é uma área onde tudo muda o tempo todo. ”
Um estudo da Fundação Seade analisou o exercício do trabalho autônomo no Estado de São Paulo entre 2014 e 2025 e apontou que 25% de todos os ocupados no mercado de trabalho paulista estão nessa categoria, o que significa que um a cada quatro realiza atividade econômica por conta própria, sem vínculo empregatício formal e, consequentemente, sem acesso a direitos previstos na CLT, como férias remuneradas, 13º salário e FGTS. As mulheres são praticamente um terço dos autônomos paulistas e sua participação têm aumentado desde o início do período analisado, passando de 33,5%, em 2014 para 36%, em 2025.
O estudo também aponta para um aumento no porcentual de trabalhadoras informais na condição de chefes de domicílio, que foi de 34% para 51%. Esse crescimento sugere mudanças na composição das famílias e transformações na dinâmica familiar ao longo dos anos, com o trabalho autônomo sendo uma estratégia feminina para conciliar atividades remuneradas com tarefas domésticas e cuidado com os filhos. A carência de infraestrutura pública de apoio, como creches e centros de convivência, e a persistência da desigualdade na divisão do trabalho domiciliar pesam ainda mais na decisão.
To get content containing either thought or leadership enter:
To get content containing both thought and leadership enter:
To get content containing the expression thought leadership enter:
You can enter several keywords and you can refine them whenever you want. Our suggestion engine uses more signals but entering a few keywords here will rapidly give you great content to curate.